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Editorial: “Media Training” para padres e bispos

Em todos os momentos e lugares, uma liderança é – e tem que se conscientizar de que é – comunicadora. Isto por que a “comunicação pertence à essência da Igreja” conforme explica o extinto Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais no Documento “Igreja e Internet”, de 2002. Desde o cristianismo primitivo o presbítero é o líder de uma comunidade local. Nos dias de hoje ele não é a única liderança mas continua sendo um referencial.

Os avanços tecnológicos e chegada da internet, o surgimento das redes sociais digitais e a mescla das mídias tradicionais (TV, rádio e jornal) com as mídias de massa transformaram tudo o que se entendia por comunicação. Tendo em vista as recorrentes transformações, sobretudo no “mundo virtual”, uma das novidades do 11º MUTICOM foi o “Media Training” para padres e bispos, um treinamento orientando a lidar com a imprensa. O pesquisador e jornalista Moisés Sbardelotto orientou clérigos a como se portar diante dos meios de comunicação em variados ambientes.

Segundo Sbardelotto, o visual, a impostação de voz, a ética nas palavras a serem usadas, a objetividade no conteúdo apresentado e as respostas convincentes sobre temas polêmicos ou complexos, tudo é levado em conta. E por isso mesmo os “padres e bispos precisam saber como lidar com este mundo da comunicação diante da mídia, especialmente com uma postura ética, representando bem a Igreja, com respeito aos valores do Evangelho”. O clero precisa entender o seu papel como liderança no ambiente midiático.

Outros pontos que devem ser observados diante da mídia, a saber: que imagem estão transmitindo, qual conteúdo publicado em redes sociais pessoais, ele fala como um representante oficial da Igreja para o público que o conhece? “O clero deve ter consciência de sua imagem e de como estão construindo sua presença na mídia para que não seja uma presença negativa, nem dúbia ou que possa gerar dúvidas entre aqueles que o seguem. Enfim, precisam ter consciência de que são figuras públicas”, disse o pesquisador e jornalista.

Sobre essa postura diante da mídia o Jornalista Gerson Camarotti, em sua fala, comentou a indispensável presença do papa Francisco na mídia com o objetivo de esclarecer a sociedade, tratando a mídia com aliada amiga mostrando a igreja para sociedade, promovendo o diálogo.

Apesar do contesto de crise nas instituições, segundo uma pesquisa de opinião realizada em fevereiro pela 143ª Pesquisa CNT/MDA, a Igreja segue perene entre as que estão no topo da pesquisas – a cada ano que é realizada – entre as que têm a maior confiança da população brasileira. O brasileiro confia nas lideranças religiosas, daí a necessidade em orientar bispos, padres e diáconos sobre como se portar diante dos meios de comunicação de massa ao conceder, por exemplo, entrevista e responder perguntas a um veículo de comunicação, seja ele rádio, TV ou jornal. É fundamental estar preparado para responder e acolher as demandas e atender a imprensa quando solicitado e assim contribuir com a Igreja.

Padre Bruno Costa Ribeiro,
diretor

Alargar horizontes

Todo processo educativo há de ter a meta de se conquistar oportunidades que alarguem os horizontes. Paga-se preço muito alto pelas estreitezas que emolduram experiências, vivência de valores e a desafiadora competência de discernimento e escolhas que podem alavancar avanços, impor retrocessos, ou mesmo a estagnação. Essa é uma questão que afeta o pai de família e o governante, o juiz e o cidadão, o político e o eleitor. Atinge a vida cotidiana e os círculos de convivência, não menos as práticas religiosas e os compromissos nas molduras ideológicas de diferentes matizes. Compreende-se, facilmente, o quanto a educação básica e inicial – da mesma forma a educação permanente -, influencia de modo determinante o processo civilizatório de qualquer grupo social, religioso, político e cultural.

Em questão está a estrutura da compreensão. Os contextos da compreensão no interior de todo processo educativo, seja aquele formal, da escola, seja aquele interno da vida familiar e também no âmbito da religiosidade, com sua força própria de imprimir dinâmicas de entendimento, são o segredo daquilo que se pode alcançar da indispensável lucidez no tratamento de temas, nos processos decisórios e nas relações estabelecidas.

Pode-se, então, constatar que práticas e dinâmicas religiosas equivocadas, ao contrário de proporcionar a conquista de amplitudes, alargar o horizonte de compreensão dos seus integrantes, podem provocar a desconexão em relação ao atendimento de demandas, ao exercício próprio de sua função. Incide de forma pífia na realidade circunstante, por desconhecimento de linguagens e também por obsoleta capacidade de dialogar e interagir com um mundo profundamente em transformação.

Não é diferente o efeito no mundo da política. Os balizamentos estreitos de concepções ideológicas, por si mesmas, impedem o alargamento de horizontes. As limitações que configuram as leituras da realidade, e as propostas pouco criativas ante os problemas, sem contar a mesquinhez no que diz respeito ao bem comum, resultam na mediocridade de escolhas legislativas e nas atuações executivas atabalhoadas. Atitudes sem força para proporcionar novos rumos civilizatórios retardam as necessárias mudanças na vida de uma sociedade e impedem a clareza na compreensão necessária para a obtenção de novas respostas, exigidas com urgência.

Esse problema atinge a vida comum dos cidadãos. Formata práticas que estreitam balizamentos e não permitem marcos civilizatórios adequados, compatíveis com o momento atual, plural, complexo, com muitas e diferentes linguagens. Não se obtém bons frutos com a produção de tantos equívocos, usos inadequados dos cargos ocupados, vaidades e convicções de se estar certo – uma incoerência com os resultados sempre aquém do esperado e exigido.

Assim, o problema da compreensão, como questão filosófica e existencial, se põe de maneira contundente. Requer muitos e urgentes investimentos sob pena de prejuízos irreversíveis ou da imposição de relevantes atrasos. Quanto maior é o problema da compreensão que incide sobre o alargamento ou o estreitamento dos horizontes, mais se observa o crescimento do autoritarismo, dos acirramentos ideológicos, de convicções ilusórias a respeito do próprio valor e das propostas medíocres, sem força de mudança. As instituições e segmentos – religiosos, educacionais, políticos, culturais – pagam um alto preço e passam a intensificar, como processo de colisão suicida, os cenários descompassados que se multiplicam. Importante é ter presente, também, que alargar horizontes não é simples questão conceitual, pois a ignorância é fator devastador em todo processo de compreensão. Alicerçados em profunda e ajustada impostação conceitual, há de se considerar a força determinante da esfera psicoafetiva existencial na mundividência do indivíduo e sua forte incidência na conduta e nas escolhas.

Alargar horizontes é um desafio a todo segmento social, envolvendo seus pares, como necessidade prioritária, em meio a uma complexa linguagem contemporânea, articulando valores e princípios inegociáveis por serem estes os alicerces sem os quais tudo desmorona ou impede de se chegar onde é preciso. Não é raro encontrar indivíduos e grupos que, por falta de compreensão adequada, banalizam processos. Entendem que determinado modo civilizatório é o melhor apenas porque corresponde à comodidade desejada, e sequer consideram a importância de valores inegociáveis. Também, não é raro encontrar quem pense estar inovando enquanto desmonta e destrói, com narrativas religiosas, culturais, existenciais e políticas. Constata-se, assim, a dimensão e o alcance que representa o desafio de sempre alargar horizontes.

Nesse sentido, encontram-se as dinâmicas da economia que também devem ser consideradas na desafiadora busca por uma sociedade justa e solidária: urgência como contraposição e superação das vergonhosas desigualdades. Paga-se muito, em todos os níveis e segmentos, pelas consequências da compreensão tacanha, que encurrala decisões e escolhas, sob a égide ilusória de que se está inovando. Na realidade, o que ocorre é um desmonte que conduzirá, adiante, ao verdadeiro caos. Urgente é investir, em diferentes modos e como compromisso de todo processo educativo, do formal ao praticado na convivialidade, na tarefa individual e comunitária, de alargar horizontes, para evitar a perpetuação de discursos que pecam por falta de coerência, de compreensão ou pelo marasmo da ausência de lucidez.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Em tempos de redes sociais, como manter uma amizade real?

Sou um jovem, entre milhares, que está continuamente conectado e usufrui das redes sociais para se relacionar, interagir, reencontrar pessoas, trocar experiências. O Papa Francisco nos mostra que “emails, mensagens de texto, redes sociais podem ser formas de comunicação totalmente humanas. A internet pode ser usada para construir uma sociedade saudável e aberta” (Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Comunicação Social).

Sim, é possível fazer e estreitar amizades por meio das redes sociais, contudo, sem fecharmos os olhos para os riscos, por isso, a prudência e a cautela sempre precisam estar presentes. Já me aproximei, estabeleci relacionamentos de amizade, fortaleci aquelas que já existiam, mas não posso negar que, mesmo com todos esses benefícios, a presença física continua sendo indispensável. Porque mesmo que as novas tecnologias nos aproximem a ponto de termos a sensação de quase tocarmos fisicamente, o contato direto, onde podemos olhar nos olhos, e não por uma tela, devemos abraçar, ter a presença física, primordial para que os laços de amizade se fortaleçam e se estreitem.
Corremos o risco de viver uma certa “substituição”, tentando suprir virtualmente aquilo que é indispensável fisicamente, pois somos seres com necessidade de contato, de relação e comunhão profunda.

A questão está em entendermos que os “meios” são “meios” e não fim, o objetivo final. Se temos, hoje, esses meios propícios e eficazes, que colaboram para que nossas relações de amizade cresçam, é desperdício não fazermos uso deles. Ao mesmo tempo, não podemos cair no extremo de achar que as redes sociais são suficientes para construirmos uma amizade verdadeira, pois esta sempre vai precisar ser cultivada e regada e, para isso, é preciso ir além dos cliques, visitar e estar. Que tal, pelos cliques, combinar um bom encontro com aquele amigo que, há tempo, você não vê?

Certo dia, impressionei-me ao perceber que estava me sentindo um tanto perdido, sem jeito, quando tive contato com alguns amigos que, há tempos, não estavam juntos presencialmente. É como se eu tivesse desaprendido de estar presente fisicamente. Achei estranho, fiquei incomodado com isso; então, comecei a retomar o estar com o outro, isto é, estar inteiro, até fazendo o exercício de deixar o smartphone de lado e olhar nos olhos, perguntar, escutar, falar… Gestos tão comuns, mas dos quais precisei redescobrir a riqueza e o valor.

O conceito da verdadeira e duradoura amizade não pode se perder! Amigos a gente não conquista somente baseado em cliques, aceitação de amizade no perfil, em seguimento, curtidas e compartilhamentos. Os stories me ajudam a contar minhas histórias, mas meus amigos esperam que eu as conte pessoal e presencialmente. Fazendo esses ajustes, tomando esses cuidados, preservando o essencial, penso que as redes sociais se tornam mais eficazes na arte de fazer e cultivar amizades.

* Tiago Marcon, CN

A metodologia do eu de Jesus: Uma reflexão.“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”(Jo 14,6)

Por diversas vezes Jesus usa a expressão eu, nos evangelhos. Solenemente, diz: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30); “eu estarei convosco todos os dias” (Mt, 28, 20) e “…agora, porém, eu vou para junto daquele que me enviou” (Jo 16, 5). Assim, vamos percebendo que a enunciação eu, demonstra uma segurança na consciência, coração e sentimentos de Jesus. O eu vai identificando a personalidade, o caráter e a maneira de ser do Mestre. Essa individualidade metafísica da pessoa, oferece uma confiança, na medida que expõe a qualidade do que é, e determina ao mesmo tempo, a particularidade, pessoal, social, moral, ética, sobretudo, o habitual do ser, que o distingue das outras pessoas.

Já imaginou a situação do eu de Jesus diante daqueles que queriam apedrejar a mulher adultera, (Jo 8, 3-5), ao responder: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra” (Jo 8, 7). O Senhor, no eu, nos brinda com suas características cognitivas, ou seja, de autoconhecimento; efetivas, de levar a efeito o ‘caminho, verdade e vida’ (Jo 14,6); volitivas, que determinam “eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10) e físicas, demonstrando o conteúdo doutrinal, responsabilizando os acusadores para a “misericórdia e não sacrifício” (Mt 9, 13).

Se a fé é o fundamento da Igreja, o eu é da pessoa. A fé outorga confiança e coragem a quem crê. O eu percebe que precisa avançar na maturidade. Essa característica é uma espécie de testamento espiritual, vislumbrando a realidade desta individualidade. O eu não se determina pela maioria de respostas ou de razões convincentes. Ao eu não pertence a maioria de aplausos ou acertos, como diz o Papa Bento XVI: “A verdade (no eu), não é determinada por maioria de votos”. Jesus testemunhou isso quando disse: “Vinde a mim vós todos que estais cansados e oprimidos” (Mt 11, 28-30). Em sua condição, Jesus foi além do ser e agir. O Papa Bento XVI acrescenta: “Amor é dar ao outro o que é meu”. Assim, compreendemos o Nazareno dizendo: “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10, 10). “Deus não pertence a nenhum povo em particular”, afirma o Papa Francisco. Ninguém se arrogue em dizer que o eu é algo reservado ou intocável.

Com esta exposição, queremos contribuir com a ideia de que o eu precisa servir e não ser servido. A ele não compete um governo absoluto. Na vida o eu é convidado a ser caminho, erigindo pontes e alargando estradas. O eu que dialoga não pertence a nenhum povo, mas herança de quem o leva a sério. Pergunte-se com frequência. Como vai o eu? Santa Tereza D’Ávila diz-nos”: “O Senhor sempre dá oportunidade para oração quando a queremos ter.” Por isso, alarguemos a oportunidade do eu ser em nós de verdade. Nunca uses mascaras. Jamais serás aplaudido pela personalidade e caráter. Seja você de verdade. Pense nisso.

Côn. Dr. Manuel Quitério de Azevedo
Professor do Seminário Arquidiocesano de Diamantina e da PUC-MG
Membro da Academia de Letras e Artes de Diamantina

imagem: recorte do vitral do Santuário em Conceição do M Dentro

A relação de gratuidade com Deus nos ajuda a servir os outros – Catequese do Papa

Dê de graça o que você recebeu de Deus de graça

A homilia do Papa Francisco é toda sobre a gratuidade de Deus e, portanto, sobre a gratuidade a ter com os outros, seja com o testemunho seja com o serviço. O convite é, portanto, a alargar o coração para que a graça venha. A graça, de fato, não se compra. E a servir o povo de Deus, não usá-lo.

A vocação é servir, não para “usar”

A reflexão do Papa Francisco parte da passagem do Evangelho de Mateus 10, 7-13 sobre a missão dos apóstolos, a missão de cada um dos cristãos, ser enviado. Um cristão não pode ficar parado”, a vida cristã é “abrir caminho, sempre”, recorda o Papa comentando as palavras de Jesus no Evangelho: “No vosso caminho, pro­clamai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Cu­rai doentes, ressuscitai mortos, puri­ficai leprosos, expulsai demônios”. Esta é, portanto, a missão e se trata de uma “vida de serviço”.

A vida cristã é para servir. É muito triste quando encontramos cristãos que, no início da sua conversão ou da sua consciência de serem cristãos, servem, estão abertos a servir, servem o povo de Deus, e depois acabam usando o povo de Deus. Isto faz tanto mal, tanto mal ao povo de Deus. A vocação é para “servir”, não para “usar”.

Alargar o coração

A vida cristã é então “uma vida de gratuidade”. Ainda na passagem evangélica proposta pela Liturgia de hoje, o Senhor vai ao coração da salvação: “De graça re­ce­bestes, de graça deveis dar”. A salvação, “não se compra”, “é-nos dada gratuitamente”, recorda-nos o Papa, sublinhando que Deus, de fato, “nos salva gratuitamente”, “não nos faz pagar”. E como Deus fez conosco, assim “devemos fazer com os outros”. E precisamente esta gratuidade de Deus “é uma das coisas mais belas”.

Saber que o Senhor é cheio de dons para nos dar. Somente, pede uma coisa: que o nosso coração se abra. Quando dizemos “Pai nosso” e rezamos, abrimos o coração para que esta gratuidade venha. Não há relação com Deus fora da gratuidade. Às vezes, quando precisamos de algo espiritual ou de uma graça, dizemos: “Bem, agora vou jejuar, vou fazer uma penitência, vou fazer uma novena…”. Certo, mas tenham cuidado: isto não é para “pagar pela graça, para “adquirir” graça; isto é para ampliar seu coração para que a graça possa vir. A graça é gratuita.

Todos os bens de Deus são gratuitos – continua o Papa Francisco – mas adverte que o problema é que “o coração se encolhe, se fecha” e não é capaz de receber “tanto amor gratuito”. Não devemos negociar com Deus, recorda o Papa, “com Deus não se negocia”.

Dar gratuitamente

Depois o convite para dar de graça. E isto, sublinha o Papa, é especialmente “para nós, pastores da Igreja”, “para não vender a graça”. “Dói muito, disse, quando há pastores” que fazem negócios com a graça de Deus: “Eu faço isto, mas isto custa tanto, tanto…”. A graça do Senhor é gratuita e “você – disse – deve dá-la gratuitamente”.

Na nossa vida espiritual temos sempre o perigo de escorregar no pagamento, sempre, mesmo falando com o Senhor, como se quiséssemos dar um suborno ao Senhor. Não! A coisa não vai por ali! Não vai por esse caminho. “Senhor, se me fizeres isto, eu dou-te isto,” não. Eu faço essa promessa, mas isso alarga meu coração para receber o que está lá, gratuito para nós. Esta relação de gratuidade com Deus é a que nos ajudará depois a tê-la com os outros, seja no nosso testemunho cristão seja no serviço cristão e na vida pastoral daqueles que são pastores do povo de Deus. No caminho. A vida cristã é caminhar. Pregar, servir, não “fazer uso de”.

Sirvam e deem de graça o que receberam de graça. Que a nossa vida de santidade seja este ampliar o coração, para que a gratuidade de Deus, as graças de Deus que estão ali, gratuitas, que Ele quer nos dar, possam chegar ao nosso coração. Que assim seja.

Fonte: Vatican News

O Dízimo como uma experiência de fé

A Experiência de partilha é, antes de tudo, uma experiência de fé, aliás, a segunda necessariamente precisa preceder à primeira: é pela fé que o cristão percebe a ação invisível da mão de Deus sobre a sua vida, tanto na ordem temporal como espiritual, em suas infinitas manifestações de misericórdia; e assim percebendo, pleno de gratidão, o homem numa atitude de fé, naturalmente busca partilhar; partilha que surge ipso facto, como uma necessidade de efusão indeclinável, decorrente, ela mesma, da natureza de uma autêntica experiência de fé.

Assim foi a experiência do jovem Zaqueu (Lc 19-1-10). Ele a nada foi forçado. A graça o assistiu, o amor o preencheu; ele, deste modo, pleno de alegria e boa vontade (Ecl 35,7 -8), entregou livremente o que possuía, porque havia conhecido Aquele que, simplesmente entregou-se a si mesmo por amor. Não há maior alegria do que fazer as coisas com liberdade e simplicidade de coração.

É Jesus, que sempre nos dá o cêntuplo (Mc 10, 28-31), isto é, infinitamente mais do que merecemos ou fazemos, se oferece para dormir na casa de Zaqueu, na sua morada, quer dizer no íntimo do seu ser; Jesus prepara a mesa e unge o seu coração de felicidade e amor por todos os dias de sua vida(Sl 23,6). E é por essa experiência ontológica que Zaqueu sente o inevitável desejo de partilhar.

O dízimo só pode ser partilha se for fruto de uma fé viva, tornando-se então, oferta perfeita.

As nossas partilhas e ofertas são ações da vida do cristão que chegam ao coração do Pai, quando se tornam um verdadeiro culto em espírito e verdade, isso é, quando a experiência da fé precede a partilha numa dinâmica santificante pela qual o cristão faz da sua vida um sacrifício perfeito; “Fazei de nós uma perfeita oferenda” (Oração eucarística III). Deste modo, o dízimo se torna a expressão mais concreta e autêntica do fruto do nosso trabalho e, juntamente com o pão e o vinho, será apresentado na celebração eucarística para ser transformado por Cristo e ofertado ao Pai como oferenda agradável .

(Maurílio Antônio Dias de Sousa –MEAC – Dias d’ Ávila –Bahia).
Enviado por Rosa Inácia e Silva,
da equipe diocesana da pastoral do dízimo
da diocese de Guanhães.

Ainda há espaço para as CEBs na igreja?

Pergunte a alguém da comunidade: ainda há espaço para as comunidades eclesiais de base na igreja?

Preciso de confirmação de testemunhas que viram nossa Igreja diocesana ser gestada, nascer, desenvolver-se e chegar à idade adulta, mas me resta um tiquinho de dúvida apenas sobre o que vou afirmar no início deste texto. Muitas lideranças sociais, políticas, religiosas nesta Diocese nasceram das experiências de fé das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Uma vivência que nasceu na zona rural, nas periferias, nas ruas e bairros das nossas cidades. Um protagonismo que encontra inspiração no Evangelho de Jesus de Nazaré.

As CEBs não perderam força como pensam alguns agourentos. Hoje, vejo a força das comunidades a partir da historieta que vou contar. Na minha casa tem um pé de pimenta biquinho plantada em um vaso. Durante meses comemos dessa deliciosa pimenta! Um dia, percebi que a plantinha parou de dar frutos, as folhas secaram, o caule foi se enfraquecendo, até que morreu. Perguntei para minha esposa: “Flor, o pé de pimenta morreu”? Ela me disse: “Não, não. Veja lá no vaso”. Quando me aproximei, vi muitas mudas, novinhas, vicejantes, que me saltaram aos olhos. Fiquei feliz e pensei: “Que bom! Logo, logo, novos frutos crescerão!”.

Na Diocese de Guanhães, as CEBs passam por esse processo da pimenteira. Há muitos desafios que exigem uma resposta corajosa da Igreja: os modos de produção do sistema produtivo e improdutivo ceifadores do meio ambiente e das comunidades tradicionais, a crise econômica que atinge as famílias de baixa renda, levando-as à miséria e à fome, a política partidária que carece de representatividade íntegra, responsável e ética, os problemas da urbanização etc. Nossa Senhora! Há inúmeras situações que as nossas comunidades experimentam dia a dia. Fica a certeza de que das CEBs sempre surgem vozes proféticas, ações transformadoras e modos de organização social onde a solidariedade sinalize a força da fé e a presença de Deus.

Luís Carlos Pinto
Professor de Educação Básica

Editorial: Estamos na “idade de Cristo”

A maioria das pessoas associa “33 anos de vida” à idade da morte de Jesus Cristo. Apesar de que a Sagrada Escritura não menciona a idade exata de Jesus em sua morte, os evangelhos Lucas e João nos ajudam a entender isso. Em Lucas 3,23, nos é relatado que Jesus tinha 30 anos de vida quando iniciou seu ministério; somado a essa citação, temos no livro de João a menção de quatro festas da páscoa após o início do ministério de Jesus (Jo 2,13-23; Jo 5,1; Jo 6,4) e a última páscoa quando ele foi crucificado.

Sabemos também que a páscoa dos judeus era realizada anualmente (Ex 34,18). Sendo assim, podemos chegar na idade de 33 anos. Se considerarmos que essa primeira páscoa (Jo 2,13-23) foi quando Jesus tinha 30 anos de idade, logo, com 31 anos foi a segunda páscoa (Jo 5,1); com 32 anos, a terceira páscoa (Jo 6,4) e com 33 anos a páscoa em que ele foi crucificado. Logo, nos parece razoável crer que Jesus tinha realmente por volta de 33 anos.

Independente disso, esta idade marca não só a morte de Jesus, mas também a ressurreição. Podemos considerar a maturidade de sua missão: quando se cumpriu o tempo, Jesus retorna para o Pai; cumpriu um ciclo entre nós: veio do Pai e retorna ao Pai; desceu do céu e de novo sobe para lá (Jo 1,1-18; Jo 3, 13; 6, 62).

Esta é a idade da nossa diocese! 33 anos! Esta é “nossa idade” como Igreja e recebemos pela primeira vez um “bispo pronto”, elementos que nos inspiram a vislumbrar um novo ciclo em nossa diocese. Os 3 primeiros bispos eram padres que assumiram o terceiro grau do sacramento da ordem se tornando bispos para ensinar, governar e santificar o povo de Deus nesta igreja particular. Realizaram 5 Assembleias Diocesanas, ajudaram a imprimir uma identidade.

O quarto bispo vem com aproximadamente 2 anos e meio de ministério junto a Dom Walmor na capital mineira e vem “como Pastor da nossa Igreja Diocesana – conforme rezamos neste tempo de vacância – Que o Espírito Santo o ilumine e fortaleça para ser verdadeiramente um “Pastor que tenha o cheiro das ovelhas”, que caminha com o seu Povo, a serviço da Sua Igreja e de maneira especial, os pobres e necessitados”.

É oportunidade de iniciarmos um novo ciclo, amadurecermos, resgatarmos o que foi bom e corrermos atrás daquilo que ainda precisamos se concretizar. Em nossa prece, instruídos por Dom Darci José Nicioli – Adm. Apostólico -, rezávamos: “Estamos no tempo de esperança e mudança, mas também, vigilantes”. Continuemos assim: vigilantes e atentos às mudanças e assim, nos configurarmos cada vez mais a Jesus Cristo, Sumo Sacerdote e Pastor Eterno e proclamarmos “para mim o viver é Cristo” – “mihi vivere Christus est” (Fl 1,21).

Seja bem-vindo, Dom Otacílio! Seguimos “unidos na fé e na oração, na comunhão fraterna e participação ativa, em todas as paróquias e comunidades”, no firme propósito de superar os desafios que nos interpelam (de ordem espiritual e da natureza humana frágil), de uma transformação e conversão do coração. Pedimos ao Pastor Eterno, Jesus Cristo, que ilumine o seu episcopado.

Rezamos por um novo pastor e rezemos agora para que ele seja ajudado por Deus e Nossa Senhora em sua missão. A oração não pode parar. E não nos falte a intercessão e a proteção de São Miguel Arcanjo, que é nosso padroeiro.

 

Pe. Bruno Costa Ribeiro,
Diretor

São Pedro e São Paulo – Dia do Papa

São Pedro nasceu em Betsaida, seu nome de nascimento era Simão, filho de Jonas e irmão de André. Os irmãos se tornaram discípulos de Jesus e mais tarde apóstolos. Eram pescadores, após o chamado de Jesus, Simão continuou sua profissão, mas agora como missão, porém não mais com redes de pesca e sim, pregando a Palavra de Deus.

Jesus deu a São Pedro a missão de ser líder da Igreja, disse a ele: “tu és pedra, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja”. Após seguir Jesus por três anos, recebeu o poder do Espírito Santo em Pentecostes, dali Pedro se tornou um grande líder e reunia multidões em suas pregações.

Por pregar o Evangelho destemidamente, São Pedro foi preso várias vezes. Depois de evangelizar e animar a Igreja em vários lugares, Pedro foi para Roma. Lá, liderou a Igreja que sempre crescia, apesar das perseguições.
Assim, os romanos descobriram seu paradeiro, prenderam-no e condenaram-no à morte de cruz por ser o líder da Igreja de Jesus Cristo. No derradeiro momento, São Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se julgar digno de morrer como seu Mestre.
Seu pedido foi atendido e ele foi morto na região onde hoje é o Vaticano. Seus restos mortais estão no altar da Igreja de São Pedro em Roma. A festa de São Pedro é celebrada em 29 de junho.

São Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

A solenidade de São Pedro e de São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na Basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na Basílica de São Paulo fora dos muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. São Pedro e São Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro.

São Pedro e São Paulo: Dia do Papa

Fonte: O São Paulo.

Presidente da CNBB analisa riscos de interpretação em julgamento da ADO 26

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em artigo intitulado “Conflito Interpretativo” aponta riscos de interpretação no julgamento no Supremo Tribunal Federal da Ação de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26) e da tramitação de Projeto de Lei 632/2019, no Senado Federal, para alterar a Lei 7.716/1989. Para o presidente da CNBB: “desconsiderar valores éticos e morais que estão acima de ideologias é um perigoso equívoco. É gerar grave conflito interpretativo”.

Acompanha, a seguir, a íntegra do artigo.

Conflito interpretativo

Tudo se desdobra em consequências para a vida: da caneta com a qual o juiz assina à atitude do cidadão. Por isso mesmo, a interpretação das diversas realidades é um constante desafio para o ser humano, exercício que vai muito além da simples manifestação de opinião. Interpretar os fatos e as situações é atividade exigente, requer a consciência sobre os impactos desse ato na vida das pessoas. É muito importante perceber que a emissão de juízos adquire ainda mais poder para gerar sérias consequências no contexto atual com as facilidades das redes sociais.
O reconhecimento de que não somos “donos da verdade” favorece em muito o acerto na tomada de decisões. É atitude humilde reconhecer-se suscetível a estreitamentos que podem levar ao distanciamento da verdade e, consequentemente, ao inadequado tratamento da realidade. Redobrar a atenção no exercício de se formular interpretações é necessário para evitar as costumeiras irracionalidades que promovem polarizações e outras obscuridades, entraves para a civilidade. De interpretações equivocadas nascem decisões que estão a serviço de interesses pouco nobres, desdobrando-se em manipulações, no enfraquecimento de instituições, na submissão a ideologias perversas que passam por cima de valores e princípios inegociáveis.
É responsabilidade de cada cidadão, particularmente dos que têm o dever de formular interpretações com ampla repercussão social, evitar o acirramento de conflitos a partir de suas decisões. A sociedade brasileira, de um modo geral, perde muito quando embates desnecessários são estabelecidos, com repercussões negativas para a vida de todos, principalmente dos que são mais pobres e indefesos. E torna-se importante sublinhar: conhecer profundamente o universo legislativo, as teorias e as técnicas de diferentes áreas do saber, não garante acerto no ato de interpretar a realidade, que exige, principalmente, sensibilidade.
A falta de sensibilidade e empatia no ato de interpretar, mesmo quando se domina elementos legislativos e técnicos de diferentes áreas do saber, tem provocado conflitos. Muitos avanços são impedidos, particularmente por não se encontrar respostas aos problemas. Tudo se contamina, ainda mais, com decisões judiciais, executivas, operacionais e existenciais nos parâmetros de estreitamentos que causam dó e a dor de amargar os prejuízos de ignorâncias e incompetências. Formular pareceres sobre determinado tema, de modo insensível às suas repercussões, aprisiona entendimentos e reflexões. Impede a sociedade de avançar rumo a novos patamares de desenvolvimento.
Conquistas científicas, condições ambientais favoráveis e avanços tecnológicos, sozinhos, não são suficientes para promover o bem de toda a sociedade. Escolhas lúcidas e assertivas, frutos da consciência tocada pela clarividência, é que permitem passos novos rumo aos progressos esperados pela humanidade. Sem luz na consciência, o ser humano naufraga em interpretações “estreitas”. E com o seu poder de decisão, passa a impor uma visão equivocada sobre a verdade, o que alimenta disputas.
A partir dessa constatação, a Igreja Católica, especialmente por sua Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dedica especial atenção a um assunto de relevância para a sociedade: trata-se do julgamento no Supremo Tribunal Federal da Ação de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26) e da tramitação de Projeto de Lei 632/2019, no Senado Federal, para alterar a Lei 7.716/1989.
Há um risco de interpretações equivocadas nesses processos. A Igreja Católica, em seus princípios éticos e morais, reafirma a importância do acolhimento solidário e respeitoso de toda pessoa. Não admite qualquer tipo de discriminação. Em fidelidade à sua Doutrina, tem também o dever de informar e orientar os seus fiéis sobre o matrimônio e a família na perspectiva cristã. Essa missão não pode ser considerada ofensa a pessoas ou grupos. Nesse sentido, a CNBB, em comunicado, pede mais clareza nos processos em curso no Judiciário, para que limites de intepretação não provoquem ataques a valores intocáveis, baseados na fé.
Espera-se que as autoridades competentes se reconheçam como peregrinos que buscam a verdade – e não os “donos da verdade”. Assim, percebam que a liberdade religiosa, garantida na Constituição Federal, pressupõe preservar códigos morais com raízes na fé. Desse modo, poderão respeitar a liberdade religiosa em decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. E sempre é oportuno reafirmar: a Doutrina da Fé Católica não semeia a violência, mas partilha um código de condutas comprometido com a promoção da vida, em todas as suas etapas, da concepção ao declínio com a morte natural. Desconsiderar valores éticos e morais que estão acima de ideologias é um perigoso equívoco. É gerar grave conflito interpretativo.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

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