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SOLENIDADE DE PENTECOSTES

Homilia de Domingo 09.06.2019

Jesus ressuscitado está vivo na comunidade 

1ª Leitura: At 2,1-11
Salmo: 103
2ª Leitura: 1Cor 12,3b-7.12-13

Evangelho:  João 20, 19-23

-* 19 Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: «A paz esteja com vocês.» 20 Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor. 21 Jesus disse de novo para eles: «A paz esteja com vocês. Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.» 22 Tendo falado isso, Jesus soprou sobre eles, dizendo: «Recebam o Espírito Santo. 23 Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados.» * 19-23: O medo impede o anúncio e o testemunho. Jesus liberta do medo, mostrando que o amor doado até à morte é sinal de vitória e alegria. Depois, convoca seus seguidores para a missão no meio do mundo, infunde neles o Espírito da vida nova e mostra-lhes o objetivo da missão: continuar a atividade dele, provocando o julgamento. De fato, a aceitação ou recusa do amor de Deus, trazido por Jesus, é o critério de discernimento que leva o homem a tomar consciência da sentença que cada um atrai para si próprio: sentença de libertação ou de condenação.

COMENTÁRIO  HOMILÉTICO

A Igreja, o Espírito e a unidade

Pentecostes é a plenificação do Mistério pascal: a comunhão com o Ressuscitado só é completa pelo dom do Espírito, que continua em nós a obra do Cristo e sua presença gloriosa. A liturgia de hoje acentua a manifestação histórica  do Espírito no milagre de Pentecostes (1ª leitura) e nos carismas da Igreja (2ª leitura), sinais da unidade e paz que o Cristo veio trazer. Isto, porque a pregação dos apóstolos, anunciando o Ressuscitado, supera a divisão de raças e línguas, e porque a diversidade de dons na Igreja serve para a edificação do povo unido, o Corpo do qual Cristo é a cabeça. Ambos estes temas podem alimentar a reflexão de hoje.

No antigo Israel, Pentecostes era uma festa agrícola (primícias da safra, no hemis­fério setentrional). Mais tarde, foi relacionada com o evento salvífico central da Alian­ça mosaica: ganhou o sentido de comemoração da proclamação da Lei no monte Sinai. Tornou-se uma das três grandes festas em que os judeus subiam em romaria a Jerusa­lém (as outras são Páscoa e Tabernáculos). Foi nesta festa que aconteceu a “explosão” do Espírito Santo, a força que levou os apóstolos a tomarem a palavra e a proclamarem, diante da multidão reunida de todos os cantos do judaísmo, o anúncio (“querigma”) de Jesus Cristo. Seria errado pensar que o Espírito tivesse sido dado naquele momento pela primeira vez. O evangelho (de João) nos ensina que Jesus comunicou o Espírito no próprio dia da Páscoa. O Espírito está sempre aí. Mas foi no dia de Pentecostes que esta realidade se manifestou ao mundo. Por isso, ele aparece em forma de línguas, ope­rando o milagre das línguas e reparando a “confusão babilônica” (cf. vigília) (15).

A essa proclamação universal aludem o canto da entrada (opção I), a oração do dia e a 1ª leitura. O Espírito leva a proclamar os magnalia Dei em todas as línguas. O conteúdo desta proclamação, já o conhecemos dos domingos anteriores: é o querigma da ressurreição de Jesus Cristo. Novamente, o Sl 104[103] comenta este fato (salmo responsorial ).

A 2ª  leitura mostra, por assim dizer, a obra “intra-eclesial” do Espírito: a multifor­midade dos dons, dentro do mesmo Espírito, como as múltiplas funções em um mesmo corpo. Paulo chama isto de “carismas”, dons da graça de Deus; pois sabemos muito bem que tal unidade na diversidade não é algo que vem de nossa ambição pessoal (que, nor­malmente, só produz divisão). É o Espírito do amor de Deus que tudo une.

No evangelho encontramos a visão joanina da “exaltação” de Jesus: é a realidade única de sua morte, ressurreição e dom do Espírito, pois sua morte é a obra em que Deus é glorificado, e seu lado aberto é a fonte do Espírito para os fiéis (Jo 7,37-39; 19,31-37; cf. vigília). Assim, no próprio dia da ressurreição, Jesus aparece aos seus para lhes comunicar a sua paz (cf. 14,27) e conceder o dom do Espírito, para tirar o pecado do mundo, ou seja, para que eles continuem sua obra salvadora (cf. 1,29.35).

Este Espírito do Senhor exaltado é o laço do amor divino que nos une, que trans­forma o mundo em nova criação, sem mancha nem pecado, na qual todos entendem a voz de Deus. É essa a mensagem da liturgia de hoje. O mundo é renovado conforme a obra de Cristo, que nós, no seu Espírito, levamos adiante. Neste sentido, é a festa da Igreja que nasceu do lado aberto do Salvador e manifestou sua missão no dia de Pente­costes. Igreja que nasce, não de organizações e instituições, mas da força graciosa (“ca­risma”) que Deus infunde no coração e nos lábios. A festa de hoje nos ajuda a entender o que é renovação carismática: não uma avalanche de fenômenos estranhos, mas o es­pírito do perdão e da unidade que ganha força decisiva na Igreja. O Espírito Santo é a “alma” da Igreja, o calor de nossa fé e de nossa comunhão eclesial. A antiga seqüência Veni Sancte Spiritus expressa isso maravilhosamente, e seria bom pôr os fiéis, median­te canto ou recitação, novamente em contato com esse rico texto.

A Igreja, por sua unidade no Espírito, no vínculo da paz (Ef 4,3), toma-se sacra­mento (sinal operante), do perdão, da unidade, da paz no mundo, na medida em que ela o coloca em contato com o senhorio do Cristo pascal, no querigma e na práxis.

(*) Este tema lembra uma antiga lenda judaica, segundo a qual, no Sinai, a proclamação da Lei teria sido confiada aos setenta anciãos, em setenta línguas (no relato do Pentecostes cristão, o anúncio é confiado aos doze apóstolos, talvez em doze línguas). 

 

MENSAGEM

A Igreja inicia sua missão profética 

Pentecostes é o aniversário da Igreja? Sob certo aspecto, sim. A primeira comunidade tinha sido reunida por Jesus durante a sua vida. Mas o que foi tão decisivo na data de Pentecostes, depois de sua morte e ressurreição, é que aí começou a proclamação ao mundo inteiro da Salvação em Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Para os antigos judeus, Pentecostes era o aniversário da proclamação da lei no Monte Sinai: esta proclamação constituiu, por assim dizer, Israel como povo, deu-lhe uma “constituição”. De modo semelhante, quando os apóstolos proclamam no dia de Pentecostes a salvação em Jesus Cristo, é constituído o novo povo de Deus. Não só Israel, mas todos os povos são agora alcançados, cada um em sua própria língua (1ª leitura).

Até hoje, a Igreja continua procurando alcançar todos os povos, grupos, classes e raças, numa linguagem que os atinja. Não necessariamente na linguagem que lhes agrade! Aos pobres, terá que falar uma linguagem de carinho e animação; aos ricos, uma linguagem provocadora, para descongelar seu coração. Mas, de qualquer modo, a todos ela deverá explicar na linguagem adequada – que na conversão a Cristo se encontra a salvação.

O verdadeiro milagre das línguas não consiste em dizer “Aleluia” em todas as línguas, mas em falar com clareza para todos os povos, raças e classes. Os diversos dons do Espírito Santo, de que fala a 2ª  leitura, servem exatamente para isto: para atingir as pessoas de todas as maneiras, para sermos profetas da Nova Aliança, selada por Cristo em seu próprio sangue e agora publicada para o mundo sob o impulso de seu Espírito. Como Moisés e os setenta anciãos no Sinai se tornaram porta-vozes de Deus e da antiga Aliança (*), assim agora, a partir de Pentecostes, a Igreja deve tornar-se toda profética, denunciando o que está errado e anunciando a salvação que está na fraternidade e na comunhão que Jesus veio instaurar. Assim, o Espírito de Deus renovará, pela Igreja, a face da terra (cf. salmo responsorial).

(*) Lembra uma antiga lenda judaica, que conta como, no Sinai, a proclamação da Lei teria sido confiada aos setenta anciãos, em setenta línguas (só que agora os setenta anciãos são os doze apóstolos).

franciscanos.org.br

 

 

 

                    O Espírito Santo e a Igreja

 

A palavra “espírito”, em hebraico, é “ruah”,  e traz a  ideia de “vento” –, é Deus, que fala, ouve, movimenta e, sobretudo, ama. Portanto, o Espírito não é simplesmente algo de Deus inanimado em nós, mas é Pessoa d’Ele que habita em e na nossa intimidade. O Espírito é o Paráclito, Advogado, sobretudo é amigo íntimo. Nas origens do cristianismo, deu-se aquilo que ficou conhecido como Pentecostes: um vento forte perpassou a comunidade cristã primitiva e todos os seguidores de Jesus sentiram-se abalados, sacudidos, envolvidos num clima de entusiasmo, de euforia, de alegria escatológica. Nasceu aí a esperança inaudita de um retorno imediato do Senhor, presente em ações.

Para nos basearmos na essência do Espírito Santo, firmamos aqui na seguinte afirmação: “Desde o nascimento da Igreja, é Ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas”. (PREFÁCIO – O Mistério de Pentecostes).  

Temos muitas atividades, muitos tipos de serviços, e tudo em vista do bem de todos. O Espírito, porém, é um só. Todos nós que fomos batizados no único e mesmo Espírito formamos um só corpo. É o Espírito que nos junta na unidade. Bebemos todos da mesma fonte, que é o próprio Espírito Santo.

Queridos, sem qualquer margem de dúvida, é o Espírito Santo quem promove na igreja toda a ação dinâmica missionária. É Ele quem dá a vida à Igreja. Podemos dizer que é a “difusão e evolução da Igreja”, pois a  caminhada missionária  da Igreja começa  em Pentecostes  quando o Espírito Santo entra em  suas  entranhas e a torna  viva e atuante! É a partir de Pentecostes, que a igreja começa a falar, a falar a linguagem do amor, que é uma linguagem universal, e que mesmo sendo desdobrada em vários idiomas, é a única linguagem capaz de ser compreendida pelos povos de todas as nações. A Igreja é unidade, é a defensora do amor, amor divino, provido do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Jamais podemos falar do Espírito, sem falar de sua dimensão missionária, podemos dizer que é falar de missão. Missão essa que, sem sombra de dúvidas, consiste em revelar a todos os homens  a vida nova que brota da ressurreição de Cristo! Eis aqui  a maior riqueza revelada, abertura a todos os povos e culturas!

E assim, com toda essa dimensão, o dia de pentecostes é dia de uma grande festa missionária, e que devemos alargar o nosso olhar para o mundo inteiro, onde a  Igreja se faz presente na pessoa de muitos missionários, homens e mulheres,  que, apesar das inúmeras dificuldades, se prontificam em doar-se em missão e a gastar a vida  na difusão do Evangelho. E também um convite a unirmos a estes missionários, no desejo  de fazer chegar a outros irmãos  a verdade que liberta!

Sabemos que os desafios de quem se entrega à missionariedade são inúmeros, mas sabemos também que o Espírito Santo anima e dá força a quem abraça a missão de  anunciar e  testemunhar o Evangelho, ponto decisivo para a história da salvação!

O Pentecostes atual da Igreja não aliena o cristão do mundo, nem o fecha no templo. Somos cristãos “em saída”, respirando e proclamando as maravilhas de Deus. Que Maria, esposa do Espírito Santo, que rezou e confortou os apóstolos à espera dele, interceda por nós e nos apoie na perseverança.

Michel Hoguinele

Referências:

FRANGIOTTI, Roque.

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Missal Romano

SALVIANO, José. Homilia de Pentecostes. 

Homilia Dominical, BÍBLIA SAGRADA

      A catequese na era digital

                                                                                                     

“Jesus atrai a si os homens de cada geração, convocando a Igreja a anunciar o Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Hoje, é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para redescobrir a alegria de crer e o entusiasmo de comunicar a fé.” Faz-se necessária uma reflexão da era digital e a sua interface com a Igreja na qual é interpelada pelas mudanças trazidas à sociedade que nos impelem a ações inovadoras.

É essencial educar as novas gerações para a convivência com o mundo da comunicação. Hoje, a comunicação digital faz-se presente em todos os espaços e conversas, e até na intimidade do lar. Temos que compreender as pessoas e a sociedade na qual vivemos para obter êxito na ação evangelizadora e procurar entender o mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças.

“Na criação do homem e da mulher e de todos os seres, Deus revelou-se como autor e comunicador da vida na sua expressão mais ampla e profunda. Comunicação é dom de Deus, é relação entre o Criador e suas criaturas. A predileção de Deus pelo ser humano e a missão que lhe confia na criação exigem do homem e da mulher uma resposta livre e uma abertura para o diálogo. Comunicar é um dom e uma responsabilidade.”

O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, faz parte da realidade digital das pessoas. As redes sociais são espaços humanizadores e a internet também é o lugar da fé. Devemos abrir o nosso olhar para este mundo digital na catequese, aguçando os sentidos para uma tomada de consciência sobre este veículo importante na comunicação. É nosso dever orientar os nossos catequizandos quanto ao uso desta rede e fazer proveito dela na evangelização, formando bons comunicadores, visando o bem comum, apontando os seus benefícios e os seus malefícios, uma vez que as redes sociais digitais estão presentes na vida de grande parte dos catequizandos.

Somos todos comunicadores e a comunicação pertence à essência da Igreja. “Jesus disse aos seus discípulos: Vá pelo mundo e anuncie o evangelho a toda criatura.”

“O desafio hoje é descobrir e transmitir a mística de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar desta maré um pouco caótica que pode transformar-se em uma experiência de fraternidade, em uma caravana solidária, em uma peregrinação sagrada para uma tomada de consciência sobre este veículo importante na comunicação.”

“A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas que contribuem para fortalecer os laços de amizade.”

Fonte: Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, da CNBB

 Vera Pimenta

A Espiritualidade da conexão!

«Somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). Este é o tema da Mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial das Comunicações Sociais para 2019.

Diz o Papa: “É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos”.

No evangelho de João (Jo 15,1-8) Jesus se revela como Videira Verdadeira. Por 7 vezes  no Evangelho  aparece a palavra “permanecer” – que pode também significar demorar-se, habitar, ficar, continuar… A expressão revela a intimidade de Deus com a humanidade. Quando estamos conectados a essa Videira, vivemos a comunicação íntima com Deus e com a humanidade através da seiva do Espírito que nos une.

A era tecnológica e virtual despertou para a permanente conexão. Somos um todo conectado. A humanidade vive sua integralidade e vai descobrindo nas conexões que faz o sentido da vida. Lentamente vamos crescendo nas pontes que construímos entre culturas, fronteiras, raças, ideologias, religiões, sexos… Ao mesmo tempo, como ponto de reação, vemos crescer aspectos de fundamentalismo travestidos em muros que nos separam e buscam cortar os fios que nos conectam.

A conexão mantém-se como espiritualidade, horizonte e caminho. Pela fé, estamos conectados a Jesus, o Crucificado-Ressuscitado, que nos provoca a vida de comunidade de irmãos e irmãs.

Já no Evangelho de Marcos (Mc 16,15-20), apresenta Jesus Ressuscitado dando recomendações para a missão dos 11 discípulos. Uma delas chama mais atenção: “falarão novas línguas”. É curso linguístico que Jesus quer? É saber falar  várias línguas? Talvez sim, no sentido de que a missão ultrapassa fronteiras geográficas, mas pode ser mais que isso.

Penso que “falar novas línguas” está mais para aproximação do que para distanciamento. Por isto, não se trata de linguagens “incompreensíveis”. Certos “blá- blá-blás”, travestidos de gritos da fé, que geram mais falta de comunicação. Falar novas línguas é abrir-se para a realidade tangível, que pode ser tocada.

Fico pensando nas linguagens novas desse tempo: a tecnologia, por exemplo. Não tenho dúvidas que Jesus falaria dessa “nova língua” das redes sociais, do whatsapp, das imagens…

É injusto e imoral julgar códigos linguísticos que não conhecemos apenas porque não correspondem ao nosso padrão. Há linguagens criadas por grupos afins, por tribos juvenis, por moradores de determinada região, que nada têm a ver com expressões iguais de outros locais.

“Falar novas línguas” é adentrar nesse universo com a “linguagem do amor”, com a “linguagem do silêncio”, com a “linguagem da escuta”, com a “linguagem da acolhida”. Estas linguagens sempre nos aproximam e nos unem porque quebram barreiras.

É nossa missão “falar novas línguas”. Abrir-nos à novidade dos sinais dos tempos, sempre cheios da presença de Deus que quer ser descoberto na novidade do cotidiano. Isso é ir do “like” ao “amém”.

                  Pe. Hermes F. Pedro

Solenidade da Ascensão do Senhor

Na quinta-feira da sexta semana do Tempo Pascal celebra-se no Vaticano e em alguns países do mundo, a solenidade da Ascensão do Senhor, que no Brasil e em outras nações, é comemorada no domingo. Dom Edmar Peron, bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) explica que a Igreja no Brasil transferiu a festa da Ascensão para o domingo para poder facilitar a participação do povo na celebração.

A Ascensão de Cristo celebra a subida de Jesus ao céu 40 dias após sua ressurreição. O período conclui a presença de Cristo no contexto histórico e inaugura a história da Igreja. Neste contexto, dom Edmar afirma que o período marca um fim e um começo. O fim de acordo com ele é por conta da conclusão da missão do Senhor, na qual ele a entrega aos Apóstolos para que levem o anúncio às nações. “E ao mesmo tempo é o início, ou seja, a Igreja que depois da Ascensão é chamada a ir”, afirma dom Peron.

Dom Edmar explica que nos Atos dos Apóstolos, a Ascensão é descrita por meio de uma mensagem aos Apóstolos, que continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Na ocasião, ele conta que apareceram dois homens vestidos de branco (mensageiros) que lhes disseram: ‘Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu’.

Ainda conforme o bispo, o Evangelho retoma essa mesma compreensão acerca da Ascensão, apresentando o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, em um monte da Galileia.  Dom Edmar salienta que a comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-o como o seu Senhor e recebe dele a missão de continuar no mundo o testemunho do Reino. “Jesus disse que o seu Evangelho, o Evangelho do Reino deve chegar a todas as nações”, aponta dom Edmar.

Esse reconhecimento também pode ser percebido nos textos do Missal Romano, conforme dom Edmar.  “Na Ascensão, o Senhor não subiu aos céus para nos afastar da nossa humanidade, mas para nos garantir de que a nossa meta é também chegar à casa do pai, então a nossa humanidade segundo o cânon romano entra no paraíso com a Ascensão de Jesus aos céus”, finaliza.

Fonte: CNBB

 

Sem os jovens, teríamos uma Igreja calada, surda e quieta”

Imagem da internet

Dom Nelson Francelino, bispo de Valença (RJ), foi eleito presidente da Comissão da CNBB para a Juventude para os próximos quatro anos. Como Pastor Referencial para a Juventude, o bispo enviou uma mensagem aos jovens de todo o Brasil.

Leia a mensagem na íntegra:

“Que Igreja seria a nossa sem a juventude? Sem a jovialidade das pessoas e das coisas? Seria uma Igreja calada, surda e quieta! São os jovens que são protagonistas de mudança; são eles que dão o exemplo ao presente através dos seus ideais de ousadia e de futuro. É pelos jovens que qualquer nada vira razão, que todo pouco cresce até ao infinito da existência. A juventude não é a fase das grandes conquistas, é sim a fase das longas caminhadas, de se perder pelo caminho para se reencontrar numa curva qualquer com a certeza do lugar onde se quer chegar. A fé em Deus a faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível.

Caríssimos Jovens, quero expressar minha gratidão aos irmãos bispos que me confiaram essa nova função junto à Pastoral juvenil do Brasil, que é marcada pela rica e intensa pluralidade de expressões, que se arrisca por esses longos e vários caminhos de sombras e luzes, visando recriar a esperança, sobretudo, nos locais onde ela existe como uma chama fadada a se apagar. São muitos os desafios do nosso tempo, mas os enfrentaremos com a força rejuvenescedora Pascal da comunhão e do diálogo misericordioso, pensando menos em nós e mais nos jovens machucados.

Assumo a missão nessa Comissão Pastoral Episcopal para a Juventude com a fé em Deus eapostando no protagonismo juvenil para dar prosseguimento a esse caminho que teve a inspiração e origem no início do pontificado do Papa Francisco, sob a presidência de dom Eduardo Pinheiro da Silva; uma boa ampliação na presidência de dom Vilson Basso e, agora, apostando na força do diálogo e da comunhão, pretendo me inspirar no protagonismo das várias expressões juvenis para colocar em prática o Projeto IDE e as indicações pós-sinodais do Papa Francisco para construir pontes e chegar junto aos vários tipos de periferias que marcam esse cenário juvenil.

Eu creio que a juventude é o maior tesouro da Igreja. Ela é classicamente chamada de “a flor da idade” porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, atualmente, muitos jovens estão sofrendo porque perderam o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.

Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.

Termino essas minhas primeiras palavras como presidente da comissão parafraseando um texto da música “Alma missionária”, de Ziza Fernandes, quando diz: “Leva-me aonde os jovens necessitem tua palavra
; necessitem de força de viver
. Onde falte a esperança, onde tudo seja triste
 simplesmente por não saber de ti”.

Dom Nelson Francelino
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a juventude

Fonte: Jovens Conectados

http://dioceseprocopense.org.br/posts/detalhe/832

Por que servir mais?

Por que servir mais?

O compromisso de partilhar o dom da vida, dádiva sagrada de Deus, é o horizonte para responder a esta questão: “por que servir mais?”. A medida dessa oferta se alarga, sem limites, para o cristão na incansável missão de contribuir para a edificação de uma sociedade fraterna e solidária. Temos, assim, um longo caminho a percorrer, de diálogos e reflexões, no interno da Igreja, e da Igreja com a sociedade, junto aos irmãos bispos, que me confiaram a missão de presidir a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e com o apoio do povo de Deus.  O exemplo é sempre Jesus Cristo, que entrega sua vida para que todos tenham vida, e não dispensa seus discípulos de se dedicarem a fazer o bem. O grande desafio: o seu seguimento.

O porquê dessa pergunta – “por que servir mais?” – se desdobra, ainda, em outro questionamento: “Para que servir mais?”. As urgências da vida, que é dom, exigem providências, respostas, e as comodidades não podem adiá-las. Indicam que o bem, a verdade, a justiça e o amor não podem esperar o amanhã. É preciso encontrar as respostas logo, se comprometer. Ter a necessária disposição para enfrentar sacrifícios, o que exige abrir mão das vaidades, e coragem para além de todo medo, por saber a dimensão do desafio que se apresenta. É preciso trabalhar para a recomposição dos tecidos esgarçados dos relacionamentos e dos funcionamentos da sociedade, em razão das grandes mudanças e das polarizações, para encontrarmos o caminho do respeito, sobretudo da fidelidade aos valores do evangelho.  E sem as generosidades, sem a presença incondicional e plena, os projetos e as instituições não se sustentam nem se impulsionam. Sobretudo quando a busca é qualificar as condições de servir e de promover a existência de todos, com especial e urgente atenção aos mais pobres, às vítimas das indiferenças e das violências – tudo o que a vida, dom sagrado, exige para “ontem”.

No horizonte dessas urgências, a cultura contemporânea submerge numa avalanche de complexas mudanças, com essa preocupante configuração de polarizações e extremismos. Realidade que mostra a falta de clarividência, gerando até exigências de tratamento criminal para as incivilidades e desrespeitos à sacralidade da vida. Assim, conjugando-se mediocridade e comodidade, arrisca-se a desistir da missão de servir.

Por razão de fé e cidadania, a comodidade e a indiferença não devem prevalecer sobre as necessidades da vida, que não pode perder a sua inteireza. Torna-se urgente servir mais, oferecer o que se pode a mais, incluir sacrifícios, elevando a altos níveis o altruísmo, que não pode faltar no coração de cada pessoa. A vida só alcança a qualidade de dom na medida em que esse dom é vivido como oportunidade de servir e ser operário de uma construção social, política, cultural e religiosa, sobre os alicerces da verdade, justiça e do amor.

Põe-se aqui relevante questão ética no sentido de balizar ações, conceitos, e suas consequências: a responsabilidade de cada indivíduo ante a seriedade de suas posições, escolhas e pronunciamentos, pois a complexidade do momento pode gerar medos e acovardar posturas. Quando se decide por “servir mais” é imprescindível pensar, corajosamente, sobre a oportunidade de se trabalhar por um novo momento civilizatório, considerando a importância de uma ampla reconstrução sócio-cultural-antropológica.

Urge, pois, a configuração de um novo momento. Este é possível! Requer coerência e destemor, ancorados na fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo, numa vida com força testemunhal e irretocável credibilidade, avançando na direção do bem e da verdade. Presidir a CNBB é uma missão especial, pois somos bispos, chamados por Jesus Cristo, para ajudar a humanidade a se abrir ao amor de Deus. Nosso compromisso é servir sempre mais. Vale relembrar as palavras de São Martinho de Tours: se precisam de mim, não recuso trabalho.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Ok, Google, estamos seguros?

Durante toda a nossa vida ouvimos relatos e teorias de conspirações, uma mais inacreditável que a outra. Várias obras da literatura trazem histórias de espionagem com aparelhagens ultramodernas, acessórios e vestimentas que se transformam nos mais criativos utilitários tecnológicos para capturar sons e imagens secretamente… Mas, e se as teorias e ficções fossem reais?

No dia 7 de março de 2017, o grupo ciberativista Wikileaks divulgou uma enorme quantidade de dados confidenciais da CIA, Agência Central de Inteligência norte-americana, expondo práticas de espionagem e hacking cometidas pela Agência.

Segundo os dados vazados, a CIA utilizava códigos maliciosos para interceptar informações ciberneticamente, ativando microfones e câmeras embutidos em dispositivos (celulares, tablets, notebooks, etc.) com sistemas iOS, Android e Windows. Houve casos de captação de áudio até em smartvs.

Os documentos expostos ainda mostravam como a Inteligência dos EUA extraia informações de smartphones e conseguia controlar remotamente veículos e equipamentos médicos. Parece roteiro de algum filme. A Agência acusou o funcionário Joshua Schulte, 29 anos, de fornecer programas da CIA para os ativistas, o que comprova a veracidade dos dados. Se o relato parece fantasioso, caro leitor, “dê um Google”. É assim que a turma hiperconectada diz ao aconselhar que se faça uma pesquisa na internet sobre algum assunto.

A Google é a segunda empresa mais valiosa do mundo. O que ela tem a oferecer? Literalmente, informações! Os resultados das buscas são informações, mas a gigante das pesquisas sabe muito mais do que imaginamos. Ela adquiriu o “finado” Orkut (site de relacionamentos interpessoais – rede social) quando o serviço estava no auge, além de oferecer outros serviços “gratuitos”, em troca das informações dos usuários.

Como se não bastasse, a empresa desenvolveu o Android (e está desenvolvendo o seu sucessor – Fuchsia), sistema operacional para controlar smartphones e outros dispositivos equipados com microfones, câmeras, GPS, etc… e para utilizar tais recursos é necessário fazer um cadastro, fornecendo voluntariamente várias informações pessoais.

A Apple, atualmente a empresa mais valiosa do mundo, além de fabricar tais dispositivos, fornece os sistemas operacionais desenvolvidos pela própria empresa.

Facebook esteve, por muito tempo, entre as mais valiosas do mundo. Juntas, Facebook, Apple e Google, sabem exatamente quem somos, onde moramos, do que gostamos, os lugares onde frequentamos, quem são nossos amigos, e muito mais, e nenhum deles pode proteger, de maneira eficaz, a privacidade do usuário (até a CIA hackeou dispositivos).

É assustador pensar que um grupo de pessoas de má fé possa desenvolver códigos tão maliciosos quanto ou até mais do que os norte-americanos criaram, para roubar dados bancários, localizar facilmente possíveis vítimas de sequestro, eliminar desafetos e… melhor parar por aqui!

Em um mundo onde é (quase) impossível viver sem tecnologias, precisamos retomar o controle das nossas informações pessoais. Precisamos de leis específicas (talvez, um regimento global) e fiscalização severa. Mas, enquanto essa alternativa (de alguma forma) não se concretize, cabe ao usuário ler todos os termos e condições e recusá-los se não estiver de acordo. Também cabe ao usuário não clicar em links com títulos que aguçam a curiosidade, nem permitir que jogos, testes e serviços acessem informações da sua conta além do necessário. Em outras palavras: quando a esmola é demais, o santo não clica!

Joel Fernandes –
Tecnólogo em Sistemas Para Internet

ECA e Direitos Humanos

No próximo dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) vai completar 29 anos. Tal Estatuto é o conteúdo da lei 8.069, sancionada pelo então Presidente Collor de Melo.

O ECA colocou fim ao “Código do Menor”, vigente até a Constituição Federal (CF) promulgada em 1988. Engana-se, portanto, quem afirma que antes da CF/88 a legislação brasileira não falava de “menor”. Sim, existia, e falava de “menor em situação irregular”, o que o ECA chama de “criança ou adolescente em ato infracional”.

O “Código do Menor” não tratava com o mesmo humanismo o que a nova CF, em outros tempos históricos, vê com maior interesse. Os menores, agora chamados de crianças e adolescentes, são vistos com maior respeito, maior dignidade, integridade e direitos. Os conceitos mudaram por causa do Art. 227 da CF, que diz: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária […] salvo toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Diante de tamanha complexidade desse artigo da CF foi preciso criar um Estatuto para regulamentar essas disposições todas ali elencadas.

O ECA começa dizendo que criança é aquela pessoa compreendida até 12 anos incompletos, ou seja, 11 e 364 dias; adolescentes são aquelas pessoas compreendidas entre 12 e 17 anos e 364 dias (dezoito anos incompletos), e a elas são aplicadas medidas protetivas, conforme o art. 105 (ECA). As pessoas que estão nessa faixa etária não cometem crimes, contravenções ou delitos, mas cometem atos análogos a isso: atos infracionais.

Num país de desigualdades, como o nosso, é muito difícil responsabilizar conjuntamente família, sociedade e Estado para garantir às crianças e adolescentes os direitos previstos no mencionado artigo 227 da CF e no ECA. É preciso que cada um cumpra o seu papel para que os direitos humanos não sejam apenas letras num papel.

 

Pe. Ismar Dias de Matos,
Professor de Filosofia na PUC Minas,
Associado Efetivo do Instituto Histórico
e Geográfico de Minas Gerais (Cadeira 75)

Liderança Materna

Há no Brasil um número de mães superior a 52 milhões delas; no mundo são mais de 1,9 bilhões. Cuidam da educação dos filhos e do marido, organizam a casa, trabalham. Uma jornada tripla – algumas vezes quádrupla – porque resta apenas a madrugada para outra atividade.

O contexto mundial tem sido um caminho escuro para elas; não bastassem guerras bélicas décadas atrás, hiperinflação no passado mais recente, hoje, as “guias do lar” se veem envolvidas por outro desafio colossal: estar em dia com a tecnologia e presente na vida das “crias”. Não é nada fácil, como nunca foi, contudo, nestes nossos dias, a velocidade dos fatos não nos permite sequer respirar, compreender e voltar a caminhar.

Vamos aos detalhes: cada vez mais cedo os filhos estão presentes na realidade virtual por meio dos smartphones, tablets, smartwatches. As redes sociais invadem e são invadidas por uma galera conectada aos bytes, expondo a vida e olhando a vida alheia. Onde ficam as mães em toda essa dinâmica? Muitas vezes é colocada quilômetros de distância, mesmo estando ao lado. De quem é a culpa? Dos filhos, agitados, ávidos por conteúdo, conectados de segunda a segunda, de 0h a 23:59? Das mães, ocupadas, multitarefas, vivendo dois dias em apenas um? Certamente de ambas as partes. Os herdeiros devem estar abertos ao diálogo com sua família; por sua vez, cabe à família controlar a exposição dos filhos no “ambiente digital”, dizer não.

Sendo o Brasil um dos países mais conectados no planeta, as mães têm o desafio de conciliar o cotidiano da família, muitas vezes com poucas opções de horário para conviverem entre si, com as tarefas profissionais, pessoais e da casa. Não é preciso jogar fora os dispositivos eletrônicos. Pode-se e deve-se estar em dia com todos os gadgets oferecidos pela infinita capacidade criativa dos programadores e designers. Apenas um aviso: como diz meu pai: tudo demais é veneno.

Mães, tudo isso parece muito difícil de ser assimilado e trabalhado em meio a tantas demandas. A diretiva a vocês, rainhas do lar, não é acaso, nem entrega total da responsabilidade. Em família, a ordem do dia é compartilhar as tarefas. Uma célebre filosofia de Napoleão Bonaparte, imperador francês entre os anos de 1804 e 1814 (com breve retorno, por alguns meses, em 1815), é uma sábia lição para as famílias: dividir para conquistar. Dividir os cuidados com a casa, a preparação das refeições, a atenção uns para com os outros; conquistar união, crescimento mútuo, um lar além das paredes, piso e telhado. Tudo isso desenhado, a tenacidade, doçura e perspicácia maternal são fundamentais para a condução do núcleo familiar em mais esse contexto dinâmico.

O mundo está precisando de um olhar diferenciado, com visão do todo e do detalhe, firmeza e afago, força e delicadeza. Um pacote tão completo como só o dom da maternidade pode acobertar. Uma fonte inesgotável de amor, fortaleza e luz. O corpo ao qual o Criador atribuiu a capacidade de gerar a vida, a cocriação do planeta, a renovação constante da humanidade.

Por mais turbulento que esteja o voo, a experiência do piloto, aliada aos equipamentos de ponta do avião, permite ao comandante da aeronave dar prosseguimento à viagem e levar os passageiros com segurança ao destino. Por mais tortuoso que seja o caminho, a liderança do guia, aliada aos seus conhecimentos, leva o grupo a atravessar o vale e alcançar o topo. Por mais nublados que pareçam estar nossos dias, o aconchego materno, aliado à sabedoria adquirida ao longo dos anos, ajudam os pequenos (e os grandes) a esperar a tempestade passar e ver, mais uma vez, a luz do sol.

Juliano de Oliveira Nunes,
jornalista, discente de administração.

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