Eliana Alvarenga

COMUNICADO

MITRA DIOCESANA DE GUANHÃES

 

Guanhães, 15 de janeiro de 2020

Estimados Diocesanos,

Alegria e Paz!

A Diocese de Guanhães-MG tem a alegria de informar a todos os diocesanos que no dia 15 de janeiro o Colégio de Consultores se reuniu juntamente com o senhor bispo Dom Otacílio Ferreira de Lacerda e aprovou a Ordenação Presbiteral dos Diáconos André Luiz Eleotério Lomba, Daniel Bueno Borges e Edmilson Henrique Cândido.

A Missa da Ordenação será realizada no dia 21 de fevereiro às 19h na Catedral São Miguel em Guanhães-MG.

Contamos com a presença de todos que puderem participar deste momento forte da graça de Deus na vida dos Diáconos e de toda a Igreja Diocesana, contando sempre com as orações para que vivam com alegria e fidelidade a graça do Ministério.

Apresentar e testemunhar Jesus, a luz das Nações ( Homilia para o 2º Domingo do Tempo Comum-ano A)

Apresentar e testemunhar Jesus, a Luz das Nações

“Melhor é calar-se e ser do que falar e não ser.

Coisa boa é ensinar, se quem diz o pratica.”

A Liturgia do 2º Domingo do Tempo Comum (Ano A) nos apresenta: Is 49,3.5-6; Sl 39, 2.4.7-10-11ab; 1 Cor 1,1-3; Jo 1,29-34.

Na primeira Leitura, uma passagem do Antigo Testamento, o Profeta Isaías anuncia a ação divina, que fará do Servo Sofredor a luz das nações, para que seja a Salvação de Deus oferecida a toda a humanidade. Trata-se do segundo cântico do Servo Sofredor.

A Tradição cristã viu sempre nesta página o anúncio profético do Messias, que veio ao mundo como luz e Salvação para a Humanidade.

O Salmo traz um refrão que deve iluminar toda a nossa vida, sobretudo nossa prática pastoral como discípulos missionários do Senhor – “Eu disse: ‘Eis que venho, Senhor, com prazer faço a Vossa vontade!’”.

Servir a Deus com alegria, exultação, sinceridade, doação… Sem reclamar, sem sentir-se obrigado a qualquer coisa. Impulsionados pelo amor, quando algo fazemos, o prazer e a alegria são mais que alcançados, notados e partilhados.

Não encontramos nenhum gosto saboroso naquilo que não fazemos por amor e com prazer, sobretudo quando se refere à vontade divina, que pode exigir de nós algo mais: renúncia, sacrifício.

A passagem da segunda Leitura é a introdução da Carta que Paulo dirige à comunidade de Corinto, convidando todos a trilhar o caminho de santidade e a viver a única vocação que Deus tem para nós: sermos santos.

Finaliza a Carta com uma preciosa saudação que devemos trocar mutuamente, sobretudo quando estivermos esmorecidos, não enxergando a mão e a intervenção amorosa de Deus, que nos concede toda graça e toda paz: “A graça e a paz de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco”.

Na passagem do Evangelho, vemos a presença de João que nos apresenta Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo.

João batizou Jesus, não porque este fosse pecador, mas para santificar a água na qual todos seríamos batizados. João viu e dá  testemunho sobre Jesus:  Ele,  João, viu, no dia do Batismo, descer do céu sobre Jesus o Espírito como uma pomba. É Jesus, batizado por João, o Messias esperado, o enviado de Deus para com o Batismo no Espírito comunicar Luz e salvação para toda a humanidade.

Oportuna a citação do Lecionário Comentado: “Hoje a Palavra de Deus qualifica João como o ‘apresentador do Messias.

Estamos habituados a assistir às entrevistas na televisão, em que o apresentador se serve de personagens famosas para ganhar audiência: os outros são para ele um pretexto para aumentar sua popularidade.

João, não! Não se serve de Jesus para aumentar a sua fama, ao invés convida os seus discípulos a seguirem Jesus” (p. 62).

A propósito, João dirá em outra passagem: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).

Iniciando o ano, somos todos convidados a renovar a alegria da graça do Batismo e também sermos no mundo sinal da Luz que é o Cristo Senhor.

É nossa missão sermos também apresentadores do Senhor, com o anúncio do Evangelho em todos os espaços e por todos os meios.

Mas não basta apresentar Jesus, falar de Jesus. É preciso que nossa vida corresponda ao que anunciamos, ou seja, é necessário o testemunho permanente e incansável, até que um dia possamos contemplar a face d’Aquele que nos foi apresentado, e também ao mundo apresentamos, na glória da eternidade.

Finalizo com as palavras de Santo Inácio de Antioquia (século I):

Melhor é calar-se e ser do que falar e não ser. Coisa boa é ensinar, se quem diz o pratica. Pois só um é o Mestre que disse e tudo foi feito, mas também, tudo quanto Ele fez em silêncio é digno do Pai”.

Peçamos a Deus a graça de continuarmos apresentando o Senhor ao mundo, sempre acompanhado do necessário testemunho, em constante atitude de amor, diálogo, comunhão e serviço.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

http://peotacilio.blogspot.com/2020/01/apresentar-e-testemunhar-jesus-luz-das.html?m=0

 

 

Formação de Coordenadores Diocesanos no Novo Curso do Regional Leste II

    Formação de Catequista : um itinerário essencial para uma catequese querigmática

A formação de Catequista proporciona uma evangelização com os “pés na realidade”, pois o ser humano é o hoje, o agora, ligado ao tempo e ao espaço. Os ensinamentos de Jesus Cristo não são estáticos , eles acompanham e se adequam a um mundo de mudanças, por isso o (a) catequista não pode ser uma pessoa paralisada no tempo e no espaço.

           Sendo a Catequese um processo de Iniciação à vida  de seguimento a Jesus Cristo, o (a) Catequista tem que conhecer o Filho de Deus e para conhecê-LO  bem, tem que  existir uma profunda  intimidade com a Palavra para apresentar aos catequizandos a proposta de Jesus: a boa notícia do Reino de Deus. Para anunciar o amor de Deus exige-se que o (a) evangelizador (a) seja paciente , próximo das pessoas que querem conhecer o jeito de SER de Jesus,  para juntos testemunharem o amor de Deus no cotidiano. Apresentar Jesus às pessoas requer cuidado, leveza , paciência, pois cada idade exige um jeito, um vocabulário, assim o evangelizador respeita a individualidade humana, a idade  e a cultura da comunidade.

     Planejar as atividades catequéticas é essencial para que não falte a PALAVRA, a FÉ e a IGREJA porque a Catequese “é toda forma de serviço eclesial da Palavra de Deus que cuida do amadurecimento na fé das pessoas e das comunidades.” O Planejamento deve ser participativo , requer mística e nunca se esquecer “ o NOVO vem de baixo para cima…”. As EQUIPES de COORDENAÇãO , sejam elas diocesanas ou paroquiais, devem MOBILIZAR e PRIORIZAR a FORMAÇÂO porque COORDENAR é ANIMAR , é CRIAR laços ,portanto não existe “cristão” sem comunidade.

      A Catequese com inspiração catecumenal exige planejamento e formação  porque ela deve ser bíblica, querigmática, celebrativa, comunitária , mistagógica, cristocêntrica e a partir da vida.

 Jesus era e é real,  apontava e aponta caminhos … O grande desafio do (a) catequista é´”experienciar” Jesus … ´sair de si … é tornar o mundo digital mais leve e mais humano.

     Estas reflexões foram proporcionadas pelo Curso para novos  Coordenadores oferecido pelo Regional Leste II e, principalmente, pelo apoio do Padre João Carlos e a Comunidade da Paróquia São João Evangelista que “patrocinaram” a minha participação  e minha formação durante cinco dias na Casa de Retiro São José – Belo Horizonte –MG

  Dircilene Honorato Ferreira – Equipe de Coordenação –Janeiro de 2020

Ser batizado é ouvir a voz do Filho Amado

 

O Batismo do Senhor é apresentado de diferentes modos: os Evangelhos de São Marcos e São Lucas apenas fazem menção ao Batismo; São Mateus narra o Batismo de Jesus com mais pormenores, e São João, por sua vez, o evoca na ocasião em que Jesus chama os primeiros discípulos.

Cada um apresenta de modo próprio, mas são unânimes em reconhecer que, no momento do Batismo, Jesus é testemunha de uma manifestação divina, e assim é designado como “Filho muito Amado” enviado pelo Pai.

Esta teofania é o começo do Evangelho, uma vez que Jesus é investido solenemente na Sua Missão, pelo Pai e pelo Espírito Santo: Jesus tendo Se manifestado aos homens na realidade de nossa natureza, exteriormente semelhante a nós, para que sejamos renovados interiormente pela graça do Batismo, e, por Sua infinita misericórdia, através do perdão de nossos pecados.

Poderíamos falar de uma “ordenação messiânica”, ou seja, “Ele é Aquele que os Profetas, especialmente Isaías, anunciaram como o Servo que Deus constituiu como Aliança de um povo, Luz das nações, ‘o Soberano das nações’, ‘o Pastor que apascenta Seu rebanho’ e reúne as ovelhas dispersas.

Quem acredita n’Ele torna-se ‘filho de Deus, porque n’Ele ‘apareceu a graça de Deus que traz a salvação para todos os homens’. Consequentemente, não se pode separar o Batismo de Jesus do Batismo recebido pelos seus discípulos” (1).

Por isto, a Liturgia da Festa do Batismo do Senhor nos apresenta, na primeira Leitura (Is 42,1-4.6-7), o primeiro Cântico do Servo Sofredor, que se refere a um excepcional enviado de Deus: manso e humilde de coração, infinitamente misericordioso com todos, com força interior invencível, e é constituído Luz das nações e Aliança de Deus com o Seu Povo.

Este Messias pacífico “estabelecerá a justiça sobre a Terra”, por isto os cristãos viram prefigurados neste Cântico a própria pessoa de Jesus Cristo, o ungido do Senhor, o “Filho Amado de Deus”, como ouviremos no Evangelho (Mt 3,13-17).

Quanto ao fato de ser batizado por João, evidentemente que o Filho Amado do Pai não tinha necessidade de sujeitar-Se a um rito de purificação; no entanto, Jesus procurou o Batismo e João O batizou, ouvindo as Palavras de Jesus – “Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça” (Mt 3, 14-15).

Recebendo o Batismo de João, Jesus Se fez solidário com os pecadores mostrando, assim, o caminho para a realização da vontade de Deus, que Ele cumprirá plenamente, e todos os que n’Ele forem batizados, o mesmo haverão de fazer.

Providencial retomar o Prefácio da Missa do Batismo do Senhor:

“Nas águas do rio Jordão, realizastes prodígios admiráveis, para manifestar o Mistério do novo Batismo: do Céu fizestes ouvir uma voz, para que o mundo acreditasse que o Vosso Verbo estava no meio dos homens; pelo Espírito Santo, que desceu em figura de pomba, consagrastes Cristo Vosso Servo com o óleo da alegria, para que os homens O reconhecessem como o Messias enviado a anunciar a Boa-Nova aos pobres…”.

Concluamos com a Oração da Coleta da Missa do Batismo do Senhor:

“Deus eterno e onipotente, que proclamastes solenemente Cristo como Vosso Amado Filho quando era batizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos Vossos filhos adotivos, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no Vosso amor. Por N. S. J. C. Amém”

(1) Missal Quotidiano Dominical e Ferial – p. 224

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda http://peotacilio.blogspot.com/2020/01/ser-batizado-e-ouvir-voz-do-filho-amado_9.html?m=0

A Evangelização nos desafia: É tempo de sermos epifânicos!

 

A Evangelização nos desafia:

É tempo de sermos epifânicos!

Há de brilhar e brilhou…

Uma estrela há dois milênios,

Que conduziu os magos no oriente,

Anunciando ao mundo

O mais belo presente.

Há de brilhar e brilhou…

Anunciando que Deus em nosso meio Se fez presente,

Recebendo a adoração dos pagãos e de toda gente;

Que nos conduziu ao Deus Menino,

Mudando plenamente nosso destino.

Presenteado com incenso, mirra e ouro,

Porque é, do mundo, o mais belo tesouro.

Levou-nos Àquele que é Homem, Rei e Deus,

Vivendo na pobreza entre os Seus

E que os sábios, por novo caminho,

Conduziram a um novo horizonte.

A morte do inocente que era tão certa,

Evitada quando nova estrada se fez aberta.

Por caminhos de Herodes não mais hão de voltar;

Alternativas para a humanidade nunca hão de faltar,

Não só para conduzir a Jesus,

Mas, para que O anunciemos como Luz.

Anunciando que o Salvador de todos os povos Se Encarnou

E o coração de todos de Amor plenificou.

Realeza, Divindade, Humanidade revela-nos a frágil criança,

Mas, não tão frágil que possa fragilizar nossa esperança!

Há de brilhar e brilhou…

Não mais a estrela do oriente,

Mas, a própria Luz que é Jesus – Deus presente –

Aquele que maior brilho nenhuma estrela poderá conter,

Pois sem Ele nada haveria de ser.

Ele é a Estrela a nos conduzir

Ao bem, amor e verdade e o mundo seduzir,

Com as mais belas palavras que se possa ouvir.

Ele veio, vem e virá: Aquele que há de sempre vir.

Ele é a estrela a nos iluminar,

Para nos reeducar na arte de amar.

Estrela maior a nos acalentar

Nas veredas da alegria, beleza e novos caminhos reinventar.

Estrela que na família o brilho há de resplandecer,

Para novos relacionamentos aprender a tecer.

Que nela cresça a harmonia, o diálogo, a compreensão e o carinho.

Aprendamos com Aquele que Se fez Verdade, Vida e Caminho.

Há de brilhar e brilhou…

Estrela presente em toda comunidade,

Para que a verdade, justiça, amor e liberdade,

Sejam solidificados como os mais belos pilares,

Quer da Igreja, quer de nossos lares.

Estrela desejada por toda humanidade,

Que nos educa para a acolhida, convivência e cooperação,

Hospitalidade, tolerância, princípios fundamentais da evangelização.

Estrela que no mais profundo de nós brilha!

Cantos e hinos não podem expressar tão grandes maravilhas!

Brilho que não se pode ocultar,

Pois é celebrado e renovado no mais singelo Altar.

Há de brilhar e brilhou…

Estrela que habita sim no mais singelo Altar.

Ó! Tão belo e grande Hóspede que não nos pode faltar.

No altar do coração humano veio inaugurar

Um mundo mais sadio, menos insano.

Há de brilhar e brilhou…

A mais bela das estrelas: Jesus, que o mundo redimiu!

Para todos de boa vontade a porta do céu novamente se abriu.

A vida, uma grande Epifania há de ser,

Para quem a Onipresença divina perceber;

A Onipotência divina testemunhar

Com a Onisciência divina que há de nos acompanhar!

Epifania! Nada mais será como antes!

As trevas cederam à Luz,

Iluminaram-se vidas e caminhos.

Contemplemos Deus no Deus Menino!

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

http://peotacilio.blogspot.com/2020/01/a-evangelizacao-nos-desafia-e-tempo-de.html?m=0

Regional Leste II promove Cursos de Especialização em Catequética e Curso para novos coordenadores

 

A Comissão para Animação Bíblico-Catequética do Regional Leste 2 da CNBB (Minas Gerais e Espírito Santo) em parceria com a PUC Minas e o Instituto Regional de Pastoral Catequética (IRPAC) promovem entre os dias 05 a 18 de janeiro uma especialização Catequética. O curso de regime intensivo terá a participação de 45 alunos, e será realizado na Casa de Retiros São José.

Neste ano, a pós-graduação abriu vagas para turma com adesão de novos alunos; da nossa Diocese irão três pessoas para essa especialização: Seminarista Anderson Alves – Paróquia Nossa Senhora da Glória em Divinolândia; Ivone Alves – Paróquia Santa Maria Eterna  em Santa Maria do Suaçuí, e Celia Viera – Paróquia Santo Antônio em Peçanha.

De acordo com a coordenadora da Comissão de Catequese do Regional Leste 2, Lucimara Trevizan, o objetivo principal do curso é qualificar o trabalho das coordenações diocesanas de catequese. “Os alunos poderão refletir sobre a prática catequética à luz das orientações da Igreja, e dentre outros aspectos, conhecer novas perspectivas e linguagens, sobretudo na cultura urbana e digital”, esclarece.

As aulas serão de segunda a sábado, das 8h às 17h30. No período noturno haverá uma programação variada, com oficinas, palestras, debates e cine-fórum. Cada módulo do curso terá conteúdo específico da grade da PUC Minas.

Formação de novos coordenadores

Outro curso promovido pelo IRPAC, nesse período, (entre os dias 05 a 10) será o de Formação de Novos Coordenadores Paroquiais de Catequese, funcionando desde janeiro de 2018, atendendo a pedidos dos coordenadores diocesanos de catequese de Minas Gerais e Espírito Santo.

Nesse ano, nossa diocese contará com três pessoas: Nayara – Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Cantagalo MG; Geneci – Paróquia São José em São José do Jacuri e Dircilene – Paróquia de São João em São João Evangelista MG

Lucimara Trevizan explica que normalmente leva-se um ano para preparar novos coordenadores de catequese, mas, “a ideia é oferecer uma formação intensiva e aprofundada com duração de 42 horas/aula”, completa. “Com o curso será possível oferecer orientações concretas para o processo de iniciação à vida cristã nas comunidades e paróquias e propor uma catequese mais vivencial e criativa”, finaliza a coordenadora da Comissão de Catequese do regional Leste 2.

Texto: Seminarista Anderson Alves.

2º Ano de Teologia.

Epifania: Jesus é o Salvador de todos os povos ( Homilia da Epifania do Senhor)

Epifania: Jesus é o Salvador de todos os povos

Celebraremos com toda a Igreja, a Solenidade da Epifania do Senhor, que é a manifestação (revelação) de Jesus como a Luz e Salvação de todos os povos: Deus não limitou o Seu Amor apenas àqueles que pertenciam ao povo judaico, mas ilumina todos os povos da terra.

Na passagem da primeira Leitura (Is 60,1-6), ouvimos o anúncio da chegada da luz salvadora de Javé, que não somente trará alegria para Jerusalém como atrairá para esta cidade de Deus, todos os povos do mundo todo.

O contexto da primeira Leitura é de retorno do Exílio, logo, contexto de desolação, sofrimento e o desafio de reconstrução da história. Jerusalém será restaurada com o regresso de muitos, e todos os povos convergirão para ela, inundando-a de riquezas, com louvores e cantos.

O Profeta é portador da mensagem que revela a fidelidade incondicional de Deus que jamais abandona e desiste do Seu povo, e está sempre pronto para oferecer salvação e vida plena e feliz.

Como comunidade que professa a fé no Senhor, também precisamos ser sinal de esperança no mundo, não permitindo que desavenças, conflitos, falta de amor e rivalidades ofusquem e enfraqueçam a nossa missão.

Na passagem da segunda Leitura (Ef 3,2-3a.5-6), o Apóstolo Paulo nos apresenta o Projeto Salvador de Deus, que abrange toda a humanidade, reunindo todos os povos, judeus e pagãos, numa mesma comunidade de irmãos.

Trata-se de uma síntese catequética Paulina sobre o Mistério do Projeto Salvador de Deus, que se destina a todos os povos. De fato, em Jesus, a Salvação chegará a todos os povos.

É um grande desafio que a comunidade se torne mais fraterna, onde o amor seja vivido, superando toda e qualquer forma de distinção de raça, cor, status social.

Deste modo, as diferenças existentes são legítimas e são complemento da riqueza comum e jamais motivo para manifestação de indiferença e afastamento mútuo.

Na passagem do Evangelho (Mt 2,1-12), vemos a realização desta promessa na pessoa de Jesus, contemplada e testemunhada pela presença dos magos que vêm a Belém para adorá-Lo e oferecer os seus presentes (ouro/realeza, incenso/divindade e mirra/humanidade).

Os magos são astrólogos mesopotâmicos, aqui representando os povos estrangeiros, segundo a catequese do Evangelista Mateus.

A atitude destes se contrapõe literalmente à atitude de Herodes. Os magos adoram, e sentem uma grande alegria e O reconhecem como Seu Senhor; Herodes, por sua vez, e Jerusalém “ficam perturbados” diante na notícia do nascimento de Jesus e planejam a Sua morte. Os sacerdotes e escribas são indiferentes, pois não foram ao encontro do Messias que eles bem conheciam pelas Escrituras.

A atitude dos magos é profundamente questionadora para nós: viram a estrela e deixaram tudo; arriscaram tudo e vieram à procura de Jesus, em atitude de desinstalação total.

Eles vieram do oriente, onde se levanta o sol, e uma estrela iluminou a noite deles para sempre, porque se prostraram diante do verdadeiro Sol nascente que jamais Se põe: Jesus Cristo.

Os magos representam todas as pessoas do mundo todo que vão ao encontro de Cristo e que se prostram diante d’Ele:“… para que ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e sob da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” (Fl 2, 10-11).

Esta é a imagem da Igreja, uma família de irmãos e irmãs, constituída de pessoas de todas as nações e raças, em adesão incondicional ao Senhor.

É preciso com os magos aprender, e o mesmo fazer.

É esta a grande e inesgotável riqueza da Solenidade da Epifania que celebramos: Jesus Se revela a nós como Salvador de todos os povos; é a estrela que guia e ilumina nossos caminhos.

Jesus vem realizar o Projeto de Salvação, que se destina a todos os povos: unidade com as diferenças e não a uniformidade.

Como os magos, é preciso que nos desinstalemos de nossas acomodações, seguranças; é preciso que nos coloquemos ao encontro da Luz. Jamais servir os “Herodes” que cruzarão em nossos caminhos; tão pouco sermos indiferentes ao melhor que Deus tem a nos oferecer.

Aprender com eles a ser como peregrinos na fé, atentos aos sinais de Deus e prontidão para seguir com generosidade e coragem; perseverantes, não obstante as dificuldades; fiéis à bondade de Deus contra toda maldade que possa surgir no caminho.

Ir ao encontro da Luz, o presente de Deus para a humanidade, Jesus, e também oferecer nosso presente, ou seja, o melhor de nós para Ele, jamais de mãos e coração vazios.

É preciso buscar novos caminhos para anunciá-Lo e testemunhá-Lo. Quantas vezes a estrela se manifesta a nós e optamos pela escuridão, luzes que se apagam tão rapidamente?

Reflitamos:

– Somos capazes de nos desinstalar e ir ao encontro do Senhor para adorá-Lo, anunciá-Lo e testemunhá-Lo, como convictos e alegres discípulos missionários Seus?

– Tanto se fala sobre uma “Igreja em saída” para anunciar o Evangelho. Neste sentido, o que os magos nos ensinam?

Somente Deus possui brilho incessante, porque o Amor é a Luz que resplandece eternamente no coração de quem busca e encontra, e que encontrando ainda falta tudo para encontrá-Lo, porque Deus é para nós um Mistério inesgotável de Amor.

A Solenidade da Epifania nos propicia um novo olhar para o ano que inicia: novos olhares, novos projetos, novos caminhos…
O ano está apenas começando.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

https://peotacilio.blogspot.com/2020/01/epifania-jesus-e-o-salvador-de-todos-os.html?m=0

Deus seja louvado!

Olhando para o ano que está terminando,
faltando apenas dois dias, vi que:

Amo o que faço!

Creio no que faço;

No bem que semeio;

Na luz que espalho;

Nas flores que entrego;

Nas dores dos espinhos que suporto.

Não quero dar coroa para ninguém,

Tampouco quero ser uma cruz a ser carregada,

Mas quero a minha cruz carregar,

Com renúncias necessárias

Para seguimento crível.

No mínimo corresponder ao Amor incrível:

O Amor de Deus pela humanidade,

O Amor de Deus por mim.

Olho para o ano que começará 
e renovo meu compromisso 
de a Deus amar e servir.

Se à tarde veio o sofrimento,

As dores, as lágrimas e o pranto, minhas forças absorver,

Vejo a alegria florescer mais que subitamente no amanhecer:

A Alegria Pascal que reluz em cada amanhecer.

Por tudo isto, Deus seja louvado!

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

http://peotacilio.blogspot.com/2019/12/deus-seja-louvado.html?m=0

Síntese da Mensagem do Papa Francisco para o 53º Dia Mundial da Paz – Por Dom Otacilio

Mensagem para o 53º Dia Mundial da Paz – (Síntese)

“A paz como caminho de esperança: diálogo,

reconciliação e conversão ecológica”

A Mensagem para o 53º Dia Mundial da Paz do Papa Francisco traz como tema – “A paz como caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica”.

Inicialmente, fala-nos da paz como caminho de esperança face aos obstáculos e provações, porque ela é um bem precioso e o objeto da esperança de toda a humanidade.

A esperança é a virtude que nos coloca a caminho, dando asas para continuar, mesmo quando os obstáculos parecem ser intransponíveis:

“A nossa comunidade humana traz, na memória e na carne, os sinais das guerras e conflitos que têm vindo a suceder-se, com crescente capacidade destruidora, afetando especialmente os mais pobres e frágeis. Há nações inteiras que não conseguem libertar-se das cadeias de exploração e corrupção que alimentam ódios e violências… Inúmeras vítimas inocentes carregam sobre si o tormento da humilhação e da exclusão, do luto e da injustiça, se não mesmo os traumas resultantes da opressão sistemática contra o seu povo e os seus entes queridos”.

Deste modo, o Papa nos fala da guerra como a revelação de um “fratricídio”, que destrói o próprio projeto de fraternidade, inscrito na vocação da família humana.

Começa pelo fato de não se suportar a diversidade do outro,  que fomenta o desejo de posse e a vontade de domínio:

“ Nasce, no coração do homem, a partir do egoísmo e do orgulho, do ódio que induz a destruir, a dar uma imagem negativa do outro, a excluí-lo e cancelá-lo.”

Nutre-se com a perversão das relações, com as ambições hegemônicas, os abusos de poder, com o medo do outro e a diferença vista como obstáculo; e, simultaneamente, alimenta tudo isso.

Alerta-nos para o fato de que “…não podemos pretender manter a estabilidade no mundo através do medo da aniquilação, num equilíbrio muito instável, pendente sobre o abismo nuclear e fechado dentro dos muros da indiferença, onde se tomam decisões socioeconômicas que abrem a estrada para os dramas do descarte do homem e da criação, em vez de nos guardarmos uns aos outros”.

Apresenta algumas questões essenciais na procura de uma fraternidade real, em que se concretize o desejo de paz, profundamente inscrito no coração da humanidade:

–  Como construir um caminho de paz e mútuo reconhecimento?

–  Como romper a lógica morbosa da ameaça e do medo?

–  Como quebrar a dinâmica de desconfiança atualmente prevalecente?

Na segunda parte, reflete sobre a paz e o caminho da escuta  baseado na “memória, solidariedade e fraternidade”.

Referindo-se aos sobreviventes aos bombardeamentos atômicos de Hiroxima e Nagasáqui – denominados os hibakusha, o horror que aconteceu em agosto de 1945, afirma: “Não podemos permitir que as atuais e as novas gerações percam a memória do que aconteceu, aquela memória que é garantia e estímulo para construir um futuro mais justo e fraterno”.

Deste modo, é imprescindível a memória, como horizonte da esperança, devendo ser preservada – “não apenas para evitar que se voltem a cometer os mesmos erros ou se reproponham os esquemas ilusórios do passado, mas também para que a memória, fruto da experiência, constitua a raiz e sugira a vereda para as opções de paz presentes e futuras”.

Multiplicar pequenos gestos de solidariedade, pois o mundo não precisa de palavras vazias, mas de testemunhas convictas, artesãos da paz abertos ao diálogo sem exclusões nem manipulações, pois “a paz é uma construção que deve estar constantemente a ser edificada, um caminho que percorremos juntos procurando sempre o bem comum e comprometendo-nos a manter a palavra dada e a respeitar o direito…”, num empenho que se prolonga no tempo.

Assinala a missão da Igreja neste processo, participando plenamente na busca de uma ordem justa, continuando a servir o bem comum e a alimentar a esperança da paz, através da transmissão dos valores cristãos, do ensinamento moral e das obras sociais e educacionais.

No terceiro momento, reflete sobre a paz e o caminho de reconciliação na comunhão fraterna.

Tendo como inspiração a Bíblia, particularmente através da palavra dos profetas, que chama as consciências e os povos à aliança de Deus com a humanidade, apontando o caminho do “respeito” imprescindível para que se rompa a espiral da vingança, empreendendo o caminho da esperança.

Citando a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 18,21-22), em que narra o diálogo entre Pedro e Jesus: “Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”, fala nos deste caminho de reconciliação, que nos convida a encontrar, no mais fundo do nosso coração, a força do perdão e a capacidade de nos reconhecermos como irmãos e irmãs.

Este aprendizado do perdão aumenta a nossa capacidade de nos tornarmos mulheres e homens de paz, afirma o Papa.

É preciso que se compreenda esta paz em todas as dimensões da vida: na esfera social, no campo político e econômico – “nunca haverá paz verdadeira, se não formos capazes de construir um sistema econômico mais justo”

Em seguida, nos fala da paz, e o caminho de conversão ecológica, ressoando aqui a Encíclica “Laudato Si” – “Vendo as consequências da nossa hostilidade contra os outros, da falta de respeito pela casa comum e da exploração abusiva dos recursos naturais – considerados como instrumentos úteis apenas para o lucro de hoje, sem respeito pelas comunidades locais, pelo bem comum e pela natureza –, precisamos duma conversão ecológica”.

Menciona o recente Sínodo sobre a Amazônia, que nos impele a dirigir, de forma renovada, o apelo em prol duma relação pacífica entre as comunidades e a terra, entre o presente e a memória, entre as experiências e as esperanças.

O caminho de reconciliação inclui também escuta e contemplação do mundo que nos foi dado por Deus, para fazermos dele a nossa casa comum – “De modo particular brotam daqui motivações profundas e um novo modo de habitar na casa comum, de convivermos uns e outros com as próprias diversidades, de celebrar e respeitar a vida recebida e partilhada, de nos preocuparmos com condições e modelos de sociedade que favoreçam o desabrochar e a permanência da vida no futuro, de desenvolver o bem comum de toda a família humana”.

Esta conversão, por sua vez, “… deve ser entendida de maneira integral, como uma transformação das relações que mantemos com as nossas irmãs e irmãos, com os outros seres vivos, com a criação na sua riquíssima variedade, com o Criador que é origem de toda a vida. Para o cristão, uma tal conversão exige ‘deixar emergir, nas relações com o mundo que o rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus’.

Na última parte da Mensagem, afirma que a paz deve ser esperada, e que o caminho da reconciliação requer paciência e confiança.

É preciso acreditar na possibilidade da paz, e crer que o outro tem a mesma necessidade de paz que nós, e “nisto, pode-nos inspirar o amor de Deus por cada um de nós, amor libertador, ilimitado, gratuito, incansável”.

Sendo o medo, frequentemente, fonte de conflito, é importante ir além dos nossos temores humanos, reconhecendo-nos filhos necessitados diante d’Aquele que nos ama e espera por nós, como o Pai do filho pródigo (cf. Lc 15, 11-24).

Favorecer a cultura do encontro entre irmãos e irmãs rompe com a cultura da ameaça – “Torna cada encontro uma possibilidade e um dom do amor generoso de Deus. Faz-nos de guia para ultrapassarmos os limites dos nossos horizontes estreitos, procurando sempre viver a fraternidade universal, como filhos do único Pai celeste”.

Como discípulos de Cristo, somos apoiados pelo Sacramento da Reconciliação, no qual temos a remissão de nossos pecados, e assim devemos depor toda a violência nos pensamentos, nas palavras e nas obras quer para com o próximo quer para com a criação (Cl 1,20):

– “A graça de Deus Pai oferece-se como amor sem condições. Recebido o Seu perdão, em Cristo, podemos colocar-nos a caminho para ir oferecê-lo aos homens e mulheres do nosso tempo. Dia após dia, o Espírito Santo sugere-nos atitudes e palavras para nos tornarmos artesãos de justiça e de paz”.

Finaliza concedendo-nos a bênção de Deus, e invoca o acompanhamento e apoio de Maria, a Mãe do Príncipe da Paz e Mãe de todos os povos da terra, passo a passo, no caminho da reconciliação, a fim de que toda pessoa que venha a este mundo possa conhecer uma existência de paz e desenvolver plenamente a promessa de amor e vida que traz em si.

PS: Se desejar, leia a mensagem na integra:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/peace.html

Dom Otacilio F de Lacerda em:

http://peotacilio.blogspot.com/2019/12/mensagem-para-o-53-dia-mundial-da-paz.html?m=0

 

 

Sagrada Família, modelo de fidelidade e coragem

Sagrada Família, modelo de fidelidade e coragem

Celebrar a Festa da Sagrada Família (ano A), é para todos nós, uma ocasião favorável para refletirmos sobre o papel fundamental que tem a família no Plano de Salvação que Deus nos propõe.

A família é uma pequena Igreja, e nela devem estar presentes algumas características já encontradas nas famílias descritas em trechos do Antigo Testamento, sobre as quais se modelam as nossas famílias patriarcais: paz, abundância de bens materiais, concórdia e a descendência numerosa, como sinais da bênção do Senhor.

É o que vemos na passagem da Leitura (Eclo 3,3-7.14-17a). A obediência e o amor eram imprescindíveis no cumprimento da Lei, de modo que esta obediência era sinal e garantia de bênção e prosperidade para os filhos, mas também um modo de honrar a Deus nos pais, como encontramos no Livro do Êxodo (20,12) – “honra teu pai e tua mãe”.

Os pais são instrumentos de Deus e fonte de vida, e como recompensa do “honrar pai e mãe”, os filhos obtêm o perdão dos pecados, a alegria, a vida longa e a atenção de Deus.

“Com razão se diz hoje que a família é o primeiro lugar da evangelização, provavelmente o mais decisivo.

Com efeito, é na família que a criança, mesmo muito pequenina, respira ao vivo a fé ou a indiferença.

Por aquilo que vê e vive, ela adverte se em sua casa – e na vida – há lugar para Deus ou não.

Nota se a vida se projeta pensando só em si mesmos, ou também nos outros.

Tudo isto para dizer que normalmente o modo de viver encontra as suas raízes na família.”  (1)

Na passagem da Carta de Paulo aos Colossenses (Cl 3,12-21), o Apóstolo, depois de apresentar Jesus Cristo como Aquele que nos faz homens e mulheres renovados, porque ocupa lugar proeminente na criação e na redenção da humanidade, exorta sobre o novo modo de relacionamento na família, onde os esposos e aos filhos cristãos vivem a vida familiar como se já vivessem na família do Pai celeste.

Revestidos do “Homem novo”, as relações são marcadas pela misericórdia, bondade, humildade, doação, serviço, compreensão, respeito pelo outro, partilha, mansidão, paciência e perdão.

Quanto à passagem do Evangelho  de Mateus (Mt 2,13-15.19-23), retrata a fuga da Sagrada Família para o Egito,  conforme a mensagem do Anjo do Senhor – “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito”.

Vemos quão inserida se encontra a Sagrada Família na tragédia e dificuldades humanas. Dentre elas a condição de refugiados, fugindo de terrível ameaça de morte contra o Menino Jesus por Rei Herodes.

Vemos que a Sagrada Família viveu uma realidade de muitas outras famílias, de modo que o Filho de Deus, o recém-nascido vem partilhar o destino de toda a humanidade, com seus dramas e vicissitudes.

Afirma o Lecionário Comentado:

“O amor de Deus salva os homens, mas não os subtrai à história do homem, e nem sequer à história de violência. Deus acompanha-os e ajuda-os nas dificuldades. Assim fez com Jesus, não O subtraiu à morte, mas acompanhou-O na morte.” (2)

Sagrada Família, única e irrepetível, por sua composição e pela importância na história da Salvação da Humanidade, e é para todo o sempre, o mais perfeito modelo para nossas famílias.

Hoje, mais do que nunca, nossas famílias precisam ter a Sagrada Família como modelo no enfrentamento de tantos ventos contrários que teimam em destruí-la, desmoroná-la.

A família, como uma espécie de Igreja Doméstica, inspirada na Sagrada Família, vivendo a dimensão da memória, atualização e sacrifício da História da Salvação, será espaço para:

– enraizamento e solidificação da fé;

– aprendizado do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo;

– acolhida e amadurecimento nos princípios sagrados da beleza e sacralidade da vida, desde sua concepção até seu declínio natural;

– aprendizado de criação e fortalecimento de laços fraternos de amor e solidariedade;

– aprendizado de coragem e fidelidade incondicional em Deus, não obstante as provações e dificuldades que se fizerem presentes.

Oremos:

“Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar às alegrias da vossa casa. Por N.S.J.C. Amem.” (3)

PS: Fontes de pesquisa: Missal Dominical, pp.100-101; www.dehonianos.org/portal

(1) Lecionário Comentado p.255

(2) Idem p. 249

(3) Oração do dia da Missa da Sagrada Família

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

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