Eliana Alvarenga

Pedro e Paulo, o Amor de Cristo os seduziu – Homilia


Pedro e Paulo, o Amor de Cristo os seduziu

Celebramos a Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, que viveram total fidelidade e testemunho de Jesus Cristo Vivo e Ressuscitado.

Chegaram gloriosamente à pátria celeste: Pedro pela cruz e Paulo pela espada.

Com a passagem da primeira Leitura (At 12,1-11), refletimos sobre a missão e o testemunho do Apóstolo Pedro, e renovamos a certeza de que Deus cuida daqueles que chamou, ama e envia.

Pedro foi chamado por Jesus Cristo e com Ele conviveu, e do Divino Mestre, recebeu todos os ensinamentos, bem como lhe foram confiadas as chaves do Reino dos Céus para ligar e desligar, para conduzir o rebanho do Senhor.

Deste modo, com a passagem, mais que uma descrição histórica, temos uma catequese de como Deus cuida de Sua Igreja, de modo que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, como bem foi dito no Evangelho pelo Senhor. É como um selo da autenticidade da missão dos Discípulos Missionários do Senhor.

O caminho feito por Pedro, em muito se assemelha ao d’Aquele pelo qual teve o coração seduzido: Jesus Cristo.

Bem disse o Senhor – “Bem aventurados sois vós quando vos injuriarem, caluniarem, perseguirem e disserem todo nome por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5,11-12), e ainda: “Não temais pequeno rebanho do meu Pai, porque a vosso Pai agradou dar-vos o Reino” (Lc 12,32).

Os discípulos de Jesus devem testemunhar com sinceridade e coragem os valores que acreditam, contra todas as dificuldades, incompreensões, perseguições e calúnias.

Também contemplamos uma comunidade solidária e solícita na oração; unida na alegria e na dor; na perseguição e na vitória, e vemos como é  necessária a Oração da comunidade em favor daqueles que dela cuidam, e hoje de modo especial, elevamos orações pelo nosso Papa Francisco, sucessor de Pedro.

A passagem da segunda Leitura (2Tm 4,5-8;17-18), como que um Testamento de Paulo, um discurso final, uma avaliação de todo seu apostolado, é uma luz que se acende para o encorajamento da comunidade,  e que será muito propício para o reavivamento de seu ardor evangelizador e ânimo pastoral.

Paulo não conviveu com o Senhor, mas teve aquele encontro com o Ressuscitado que reorientou todo o seu existir. Não propriamente uma conversão, porque ele era zeloso no cumprimento da Lei Divina, mas aquela experiência a caminho de Damasco transformou todos os seus planos e projetos, tornando-o Doutor das Nações, o grande missionário evangelizador em suas impressionantes viagens missionárias.

Ele se apresenta como um “atleta” de Cristo, empenhado no bom combate da fé, suportando o martírio; ora silencioso, ora extremado, culminado em sua morte pela espada.

Na passagem, temos o lamento desiludido de um homem cansado, como é próprio da condição humana. Mas tem algo mais: sabe em quem confiou, sabe que Deus jamais o desamparou. Entenda-se lamento desiludido, não como decepção, mas como a extrema confiança da missão que abraçou e se dedicou.

Assim pode acontecer conosco, podemos até nos decepcionarmos nos espaços internos da Igreja ou fora dela, mas jamais com Deus. E, por isto, jamais desistir da missão.

Se há algo que nos entristeça, há muitíssimo mais que nos alegra. Mistério da Cruz, Mistério Pascal que deve ser vivido com toda fé, esperança e caridade.

Mesmo no cárcere, escrevendo a Timóteo, Paulo encontra palavras de ânimo, de exortação.

Acolhamos estas palavras, sobretudo nos momentos difíceis por que possamos passar, na obscuridade dos fatos, nos quais Deus mais do que nunca Se revela com todo Seu esplendor, com todo Seu amor.

Paulo testemunha de quem confia no Senhor, e nunca se sente só, jamais se sente desamparado. Ele mesmo disse aos Filipenses (Fl 4,13) –“Tudo posso n’Aquele que me fortalece”.

Na passagem do Evangelho (Mt 16,13-19), temos a interrogação de Jesus sobre a Sua identidade.

Não se trata de conferir índice de ibope, mas a compreensão da Sua verdadeira identidade para que configure Seus discípulos a Ele.

Que saibam a quem seguem, e a quem vão testemunhar. Respostas superficiais e inconsequentes não agradam o Coração do Senhor. Pedro pela revelação divina dá a verdadeira resposta: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Por isto, assim como negara três vezes na paixão e morte do Redentor, por três vezes teve que responder a inquietante interrogação de Nosso Senhor: “Simão, filho de Jonas, tu me amas mais do que estes?”.

Como já mencionei, a Pedro são confiadas as chaves. Não para ser guardião nas portas dos céus, mas para conduzir, organizar, orientar o rebanho do Senhor a Ele confiado. Esta é a sua missão. Esta é a missão de nosso Papa Francisco, por quem não devemos poupar Orações.

Reflitamos:

– Qual é o lugar que Jesus ocupa em nossa existência?
– O que os  Apóstolos Pedro e Paulo  tem a nos ensinar?

– Por que estamos na Igreja?
– Somos uma comunidade estruturada para amar e servir, como comunidade do Ressuscitado?

– Temos consciência da dimensão profética e missionária da Igreja?
– De que modo procuramos entender e rezar pela missão de nosso Papa?
Empenhemos mais intensamente e apaixonadamente no bom combate da fé, com o coração por Jesus mais que seduzido; e também nos empenhemos para alcançar a merecida Coroa da Glória, para os justos reservada.

Cremos que as duas colunas alcançaram, e nós como pedras vivas da Igreja pelo Batismo, desejemos e façamos por também merecer e alcançar.

Celebrando em comunhão com o 10º Encontro Mundial das Famílias

No sábado, 26 de junho, na Catedral São Miguel, Dom Otacilio presidiu a Celebração Eucarística das 19h,  em comunhão com o 10º Encontro Mundial das Famílias, com o tema escolhido pelo papa Francisco ” Amor em Família: vocação a caminho de santidade” .

” O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé e as bases de tudo o que levarão para toda a sua vida. Por isso, o Concílio Ecumênico Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de ‘Igreja Doméstica’.

Pe Hermes e Pe Valter concelebraram  com Dom Otacilio.

Ao final , Dom Otacilio deu a bênção e fez a Oração de Envio da Coordenação Diocesana e Agentes da Pastoral Familiar aos trabalhos que foram interrompidos por causa da pandemia do Covid-2019 .

Livres para seguir o Senhor – XIII Domingo do Tempo Comum Ano C

A Liturgia do 13º Domingo do Tempo Comum (Ano C) nos convida a refletir sobre o discipulado na fidelidade ao Senhor que nos chama, e a necessária disponibilidade, radicalidade e o dom total da própria vida.
Na passagem da primeira Leitura (1 Rs 19, 16b.19-21), refletimos sobre o chamado que Deus faz a Eliseu: é Deus que chama e espera a nossa pronta resposta.
A vocação do Profeta Eliseu nos ilumina: Deus nos chama não porque estejamos no ócio, ao contrário, por estarmos devidamente ocupados com as coisas do quotidiano: o Profeta “não vem do céu” pronto para a missão e tão pouco se trata de alguém que não sirva para outra coisa.
A vocação profética, antes, é uma prerrogativa divina, uma missão querida e destinada por Deus a quem Ele quiser e chamar.
Para que a vocação profética seja vivida em plena correspondência aos planos divinos, é necessário disponibilidade, generosidade e empenho quotidiano. Ninguém nasce Profeta ou se faz Profeta, tão pouco é um projeto com acabamento final.
Na passagem da segunda Leitura, ouvimos a passagem da Carta de Paulo (Gl 5,  1.13-18), em que somos exortados a nos identificarmos plenamente com Jesus, vivendo a vida nova que Ele nos oferece, na plena liberdade, pois é para a liberdade que Ele  nos libertou (Gl 5,1).
A verdadeira liberdade consiste, portanto, num fruto do Espírito. Viver segundo o Espírito é viver uma liberdade que ninguém pode oferecer, a não ser o próprio Espírito. 
Esta verdadeira liberdade consiste em viver no amor: somente é autenticamente livre quem se libertou de si próprio e vive para doar-se inteiramente aos outros, fazendo da vida um dom de si mesmo.
Uma vida na escravidão consiste em viver centrado em si mesmo, no egoísmo, orgulho, egocentrismo, autossuficiência, individualismo, isolamento empobrecedor.
A passagem do Evangelho (Lc 9,51-62) nos apresenta o caminho do discípulo e as exigências para seguir o Senhor, haja vista o contexto em que Jesus decide ir para Jerusalém consumar a obra da Redenção da humanidade, pelo Mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Vislumbra-se a presença do Mistério da Cruz presente no caminho, como aparente sinal de fracasso, mas verdadeiramente sinal de vitória, de quem  nos ama e nos ama até o fim, dando a Sua vida para nos salvar.
O  Evangelista nos apresenta o itinerário que deve ser feito por aqueles que creem e aderem a Jesus, Sua Palavra e Pessoa, no compromisso com a Boa-Nova do Reino: é preciso renúncia de tudo e até mesmo da própria vida, amando até as últimas consequências.
A primeira lição que aparece na primeira parte da passagem: o Reino de Deus não acontece pela imposição da força, tão pouco por uma resposta violenta. É preciso sempre reaprender o caminho da não violência.
Na segunda parte, aprendemos que este caminho deve ser percorrido com total disponibilidade sem hesitações ou restrições (despojamento material), sempre abertos ao novo que Deus tem a nos oferecer (que os mortos enterrem os mortos), sem jamais olhar para trás, como sinal de fuga, desistência (quem põe a mão no arado não pode olhar para trás).
Urge que nos coloquemos sempre a caminho, como discípulos missionários do Senhor, no bom combate da fé.
Renovemos a alegria de termos sido escolhidos, amados, chamados e enviados em missão pelo Senhor. É preciso sempre amar, aderir e seguir o Senhor, na mais perfeita e autêntica liberdade.
Reflitamos:
– O  que ainda nos impede de viver a autêntica liberdade, fidelidade, doação e entrega da vida na missão que o Senhor nos confiou?
– O que ainda nos prende e não nos permite de nos abrirmos ao novo que Deus tem a nos oferecer, e que somente quem se abre ao Espírito, é capaz de captar e compreender?
– Somos uma comunidade marcada por relações de amor e doação?
– Damos testemunho da autêntica liberdade no dom da vida ao outro?
Caminhemos para frente, com coragem, ousadia, vivendo a graça da vocação profética. Dando razão de nossa esperança, testemunhando nossa fé numa prática frutuosa da caridade.
Lembremos o que nos ensina a Igreja: na vida de fé quando não se avança, recua-se. Não há tempo a perder, o tempo é breve e a urgência do Reino nos desinstala e o fogo do Espírito nos inflama. Amém.

Assumir a Cruz quotidiana com a força da Oração – 12º Domingo do Tempo Comum

A Liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum (Ano C) nos interroga a respeito de Jesus:

Quem é Ele para nós?

Quais são as consequências de Sua proposta para nossa vida?
Qual é o impacto de Sua Vida em nós? 


Para segui-Lo, é preciso fazer da própria vida um dom generoso, conhecer sua Pessoa, aderir à Sua proposta, segui-Lo com coragem, doar-se totalmente, viver com intensidade o amor, amando como Ele nos amou. Inevitavelmente, o seguimento de Jesus é um caminho que passa pelo amor vivido na radicalidade da Cruz.

A passagem da primeira leitura (Zc 12,10-11; 13,1) nos fala da figura de um Profeta trespassado, que a Igreja mais tarde identificou como o próprio Jesus Cristo, como vemos no Evangelho (Jo 19,34).

O Profeta manifesta total confiança e abertura à vontade de Deus, e o sacrifício deste mártir inocente é fonte de transformação dos corações, de modo que a sua contemplação levará o Povo de Deus a um processo de arrependimento e purificação.

A mensagem nos revela que o sofrimento profético não é em vão, e ainda, que Deus está do lado dos inocentes, perseguidos e massacrados.

Não podemos nos instalar por causa dos medos, cumprindo, com coragem e ousadia, nossos compromissos proféticos, vivendo assim o nosso Batismo, e também, que não se pode ter para com os Profetas atitudes de desprezo, arrogância, frieza e indiferença.

O Apóstolo Paulo na passagem da segunda Leitura (Gl 3,26-29) exorta para que sejamos revestidos de Jesus Cristo, colocando-nos neste caminho de amor e doação da própria vida, tornando-nos herdeiros de vida em plenitude.

A comunidade que adere ao Senhor, e d’Ele se reveste, é marcada pela liberdade e igualdade. Deste modo, é preciso que se destruam quaisquer muros que possam existir ou quaisquer atitudes que fragilizem ou restrinjam a verdadeira liberdade que o Espírito nos concede, não uma liberdade qualquer, que diminua ou escravize o outro; que lhe roube espaço e identidade.

Na passagem do Evangelho (Lc 9,18-24), Jesus começa a etapa decisiva rumo a Jerusalém. O caminho é árduo, marcado pela entrega da vida pelo Reino de Deus. A morte de Cruz está no horizonte bem próximo de Sua existência.

Os discípulos se quiserem segui-Lo poderão ter o mesmo fim, e  por isto Jesus quer saber o que pensam a Seu respeito. Ele não é um Messias que vai reinar sem passar pela Cruz, pois ela precede à glória a ser alcançada. A Cruz será o Seu Trono, como Rei e Senhor.

Tomar a cruz para segui-Lo implica não pautar a vida pelo prestígio, poder, domínio, acúmulo. É preciso renunciar ao egoísmo e orgulho, e em total confiança em Deus, nutrido pela força da Oração, pôr-se decididamente a caminho, assumindo a cruz quotidiana com a força da Oração.

A interrogação de Jesus chega até nós: “… E vós, quem dizeis que Eu sou?”

É preciso dar resposta à Sua pergunta:

Quem é Jesus para a comunidade que participo?

Quem é Jesus para mim? 

Dependendo da resposta, a intensidade do nosso compromisso, engajamento, entrega e doação pela causa do Reino; dependendo dela, a coragem para assumirmos a cruz quotidiana, e sempre a caminho, edificarmos a Igreja e confessarmos o Seu nome.

Sejamos também questionados por estas palavras:

“Se fosse mais viva em nós a consciência de estarmos ‘revestidos de Cristo, de sermos filhos como o Filho ‘ (Gl 3,26-27), compreender-nos-íamos melhor a nós mesmos.  

Compreenderíamos a nossa vida como liberdade: liberdade de colocar sobre os nossos ombros a nossa cruz e a cruz dos nossos irmãos, de perdermos também a nossa vida como resposta de amor Àquele que nos ama e dá a vida por nós” .(1)

E, tão somente assim, solidificamos nossa fé, renovamos nossa esperança e crescemos na caridade, que amplia e dá sentido à liberdade e à igualdade, para seguirmos, com confiança e serenidade, no carregar da cruz, até que possamos merecer a glória eterna.

Sejamos interpelados pelo Amor d’Aquele que foi trespassado em nosso favor, pela nossa redenção, para que vivamos na liberdade do Espírito, comprometidos com o Reino de Deus.
(1) Leccionário Comentado – Tempo Comum – pág. 773.

Tempo e Profecia – (Catequese Diocesana de Guanhães)

Tempo e Profecia

Neste novo tempo nascerá uma haste,
Surgirá também um rebento de uma flor
Haveremos de nos encantar com a beleza
Haveremos de nos espantarmos com tal mistério.

A profecia tornar-se-á habitação, morada da esperança
Os desanimados
Os tristes
Os humildes
Viverão com os corações inclinados e sentirão fome do horizonte.

Neste novo tempo uma flor irá desabrochar
A esperança nos acompanhará
O surgimento da vida anunciará
Um rumor entre o tempo e a eternidade.

Igor Cristiano Oliveira – Site Catequese Hoje

Ah, o tempo! Tempo de pandemia! Tempo pós-pandemia!

Há um tempo para tudo! Tempo de desabrochar, de florescer!

E a catequese diocesana foi percorrendo caminhos e espalhando sementinhas por toda a nossa diocese, alcançando assim todas as paróquias com a Formação virtual.  Foram vários os estudos. E muitas sementes caíram em terreno fértil e brotaram.

Foi feito o estudo do CIC quinzenalmente pela Plataforma Stream Yard com o apoio de nosso bispo e vários padres; estudo do Novo Testamento no grupo de Formação de whatsapp, Doc. 114, dentre outros.

Tempo de esperança! Tempo de superação de desafios!

Tempo de esperançar! Tempo de vislumbrar novos horizontes!

Neste novo tempo pós-pandemia, prosseguimos com a nossa Formação on-line fazendo o estudo do Diretório para a Catequese – Doc. 61, que está sendo todo primeiro sábado do mês.

Neste novo tempo, surgiu o rebento de uma flor e não podemos deixar que murche. A acessibilidade à Formação virtual se expandiu e conseguimos alcançar um número maior de catequistas, portanto prosseguimos de forma virtual com este estudo até finalizá-lo. Se fosse presencial, muitos não poderiam nos acompanhar. E não podemos deixá-los pelo caminho.

Já estamos nos preparando para a primeira Formação presencial que será neste próximo mês de julho.

Vamos replantar as flores e as sementes!

No primeiro sábado de junho, foi feito o estudo dos Capítulos IV e VII, cujos temas foram: Formação dos Catequistas e Metodologia Catequética.  Quem nos agraciou com a sua presença, assessorando este estudo foi a Ana Angélica, que pertence ao Regional Leste 2, deixando muito claro o quão é importante estarmos em estudo constantemente, ou seja em formação. Foi uma manhã de formação  além de muito enriquecedora, foi muito especial, pois Ana Angélica é muito especial, carismática, comunicativa, alegre e ama a Catequese.

“A Formação tem por finalidade, antes de tudo, conscientizar os catequistas de que são, como batizados, verdadeiros discípulos missionários, ou seja, sujeitos ativos da evangelização e, com base nisso, habilitados pela Igreja a comunicar o Evangelho e acompanhar a educação da fé.”(Doc 61)

Portanto, é prioridade que o catequista participe da Formação, um processo permanente, contínuo que nos ajuda na transformação pessoal e a interiorizar a mensagem do evangelho.

Neste novo tempo nasceu uma haste, surgiu também um rebento de uma flor!
Houve o encantamento com a beleza e porque não dizer com a beleza virtual que está aí como uma ferramenta a nos ajudar na evangelização!

“Haveremos de nos espantarmos com tal mistério?”

Não! Aos poucos os mistérios deste mundo digital estão sendo desvendados.

Neste novo tempo, uma linda flor desabrochou!
A esperança nos acompanhou e acompanhará! Esperança de novos tempos, novos caminhos!
Tempo de replantar as flores e as sementes!

Tempo de vislumbrar novos horizontes!

Vera Pimenta – Comissão Diocesana/Pastoral Catequética e Equipe Catecom

Publicação : Eliana Alvarenga /Equipe Catecom

A Catequese Diocesana agora conta com uma Equipe de Comunicação

Aprovado em março de 2014, o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil (Documento 99 da CNBB), afirma que “Deve-se entender a sociedade atual a partir dos processos de comunicação centrados na pessoa e nas relações entre ela, a sociedade e o mundo. Muitos momentos da existência humana se desenrolam através de processos midiáticos. Isso possibilita a homens e mulheres desenvolver novos modos de ser pessoa, de estar na sociedade, de ser comunidade e de viver a fé.” (Doc 99, n 16).

E, ainda, “Se a comunicação faz parte da natureza humana, o comunicador católico de hoje, ao vivenciar a dimensão da fé, é chamado a viver em sintonia com a espiritualidade. Deve haver coerência entre a vida pessoal e o anúncio da verdade e da Palavra. Ao comunicar, ele não só transmite sua vida, mas também testemunha o que a Igreja precisa oferecer.” (Doc 99, n 21)

Vive-se em um tempo em que exige do(a) catequista abrir-se para aprender, pensar, ensinar, viver. A comunicação na catequese hoje exige que além do ensinamento da fé, que se fale de modo claro e convicto, que se tenha conhecimentos necessários acompanhado de uma experiência de vida, que conheça os catequizandos e catequizandas, que conheça seus familiares, saibam onde moram, conheçam sua história de vida e os acolha bem, de forma que os novos desafios não os levem ao afastamento da fé.

Não basta a utilização dos instrumentos tecnológicos. É necessário incluir os processos e linguagens da comunicação na evangelização, respeitando cada realidade e provocando o diálogo entre fé e cultura.

O nº 371 do Diretório para a Catequese – Documento da Igreja -61 diz:  No processo do anúncio do Evangelho, a verdadeira questão não é como utilizar as novas tecnologias para evangelizar, mas como se tornar uma presença evangelizadora no continente digital. A catequese, que não pode pura e simplesmente digitalizar-se, precisa com certeza conhecer o poder deste meio e usar tudo o que tem de potencial e de positivo, todavia com a consciência de que não se faz catequese usando apenas os instrumentos digitais, mas oferecendo espaços de experiências de fé. A geração adulta que quer transmitir a fé tem a tarefa de proporcionar experiências. Só uma catequese que faz o caminho que vai da informação religiosa ao acompanhamento e à experiência de Deus será capaz de oferecer o sentido. A transmissão da fé assenta em experiências autênticas.

Concluindo:

COMUNICAÇÃO – COMMUNIS – Caminho de acesso; Tornar comum.

CATEQUESE – Kat-ekhéo – Fazer ecoar.

Comunicação na catequese: Falar bem; caminhar bem; estabelecer boa Comunhão e também dar visibilidade às boas ações e testemunhos para que haja interação e troca de experiências.

Diante disso, a Catequese Diocesana sentiu a necessidade de se criar uma Equipe de Comunicação para melhor cumprir tais objetivos e propósitos.

A princípio, uma equipe menor que passará por estudos, treinamentos e orientações, podendo futuramente ser ampliada.

Equipe CATECOM – A serviço da Comunicação da Catequese Diocesana a fim de que intensifiquemos a evangelização tornando o “Reino de Deus presente no mundo.”( EG, n.176)

 

Pentecostes: O Espírito Santo de Deus nos foi enviado 

“Assim como o Pai Me enviou, também

Eu vos envio a vós. Recebei o Espírito Santo”

Com a Solenidade de Pentecostes, celebramos o nascimento da Igreja e acolhida do Espírito Santo para acompanhá-la, conduzi-la e assisti-la em sua missão.

O Espírito Santo é o Dom dado por Deus a todos que creem, comunicando vida, renovação, transformação, possibilitando o nascimento do Homem Novo e a formação da Comunidade Eclesial – a Igreja.

Com a Sua presença a Igreja testemunha a vida e a vitória do Ressuscitado, nisto consiste a missão da comunidade: realizar com a presença e ação do Espírito Santo, que é a fonte de todos os dons, colocando-os a serviço de todos e não para benefício pessoal.

Lucas, na passagem da primeira Leitura (At 2,1-11), nos apresenta a comunidade que nasce do Ressuscitado, que é assistida pelo Espírito Santo e chamada a testemunhar a todos os povos o Projeto Libertador do Pai.

A Festa de Pentecostes que antes era uma festa agrícola (colheita da cevada e do trigo), a colheita dos primeiros frutos, ganhou novo sentido, tornou-se a festa histórica da celebração da Aliança, da acolhida do dom da Lei no Sinai e a Constituição do Povo de Deus. Mas, o mais belo e verdadeiro sentido é a celebração da acolhida do Espírito Santo.

Contemplemos o grande Pentecostes cinquenta dias após a Páscoa. O Espírito é apresentado em forma de língua de fogo, que consiste na linguagem do amor. Verdadeiramente a linguagem do Espírito é o amor que torna possível a comunhão universal.

Caberá à comunidade construir a anti-Babel, a humanidade nova, que pauta a existência pela ação do Espírito Santo que reside no coração de todos como Lei suprema, como fonte de amor e de liberdade.

Reflitamos:

– Somos uma comunidade do Ressuscitado?

– Nossa comunidade é marcada por relações de amor e partilha?

– Empenhamo-nos em aprender a língua do Espírito, a linguagem do Amor?

– Qual é o espaço do Espírito Santo em nossas comunidades?

– Temos sido renovados pelo Espírito, orientando e animando nossa vida por Sua ação e manifestação?

– Somos uma comunidade que vive a unidade na diversidade, com liberdade e respeito?

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 12, 3-b-7.12-13), o Apóstolo nos fala de uma comunidade viva, fervorosa, mas com partidos, divisões e rivalidades entre os seus membros, e até mesmo certa hierarquia de categoria de cristãos.

Também aponta à importância da diversidade dos carismas. Porém, um só é o Senhor, um só é o Espírito do qual todos os dons procedem.

Insiste na unidade da comunidade como um corpo, onde todos têm sua importância, sua participação, cientes de que é a ação do Espírito que dá vida ao Corpo de Cristo, fomenta a coesão, dinamiza a fraternidade e é fonte da verdadeira unidade.

Afasta-se com isto toda possibilidade de prepotência e autoritarismo dentro da Igreja:

“O dom do Espírito habilita o crente batizado a colocar as suas qualidades e aptidões ao serviço do crescimento e da vitalidade da Igreja.

Ninguém é inútil e estéril na Igreja quando se deixa guiar pelo Espírito de Deus que atua para o bem de todos.

O único obstáculo à ação vivificadora do Espírito é a tendência a considerar os seus dons como um direito de propriedade e não um compromisso ao serviço e à partilha recíproca”. (1)

Reflitamos:

– Verdadeiramente, o Espírito Santo é o grande Protagonista da ação evangelizadora da Igreja?

– Colocamos com alegria os dons que possuímos a serviço do bem da comunidade e não a serviço próprio?

Na passagem do Evangelho (Jo 20,19-23), o Evangelista nos apresenta a manifestação do Ressuscitado e a Sua presença que enriquece a Igreja reunida com o dom da paz, da alegria e do Espírito Santo para gerar relações de perdão que cria a humanidade nova.

Deste modo, a comunidade deve romper os medos, as incertezas, as inseguranças, pois o Ressuscitado entra, mesmo que as portas estejam fechadas. Nada pode impedir a Sua ação, coloca-se no centro, pois somente Ele deve ser o centro de nossa vida e de nossa comunidade.

E ainda mais: não adoramos um Deus em que as Chagas Dolorosas tiveram a última palavra, mas adoramos ao Deus das Chagas Vitoriosas do Ressuscitado. A vida venceu a morte, e n’Ele e com Ele somos mais que vencedores (Rm 8,37-39).

Contemplemos as maravilhas de Deus, que são inesgotáveis e indizíveis:

– podemos contar com a ação e o sopro do Espírito Santo, com Sua força e defesa em nossa missão evangelizadora;

– a presença do sopro rejuvenescedor do Espírito Santo, que não permite o envelhecimento e a perda da vitalidade da Igreja por Cristo fundada, e por amor, continuamente, na Eucaristia alimentada;

– confia-nos a continuidade da graça da missão do Ressuscitado, com a força do Espírito, como Suas autênticas testemunhas;

– a graça de participarmos dos Mistérios Sagrados da Igreja, que aos poucos se nos revelam como maravilhoso Mistério incandescente; Mistério da presença da Chama viva de Amor revelada pelo Espírito Santo de Deus.

Embora não tenhamos visto Jesus Ressuscitado, nem O tenhamos tocado, n’Ele cremos, Sua Palavra anunciamos, em Sua Vida e presença em nosso meio acreditamos, a força e a vida nova do Espírito continuamente experimentamos e testemunhamos.

Celebremos, exultantes, a Solenidade de Pentecostes, de modo que a alegria divina transbordará em nosso coração, e nosso coração será inflamado do Seu Amor;

Alegremo-nos e exultemos no Senhor Ressuscitado, que nos comunica o Seu Espírito para maior fidelidade ao Projeto de vida e de Amor do Pai.

(1) Lecionário comentado – Tempo da Páscoa – p.660

Ascensão: irradiar amor, vida e alegria – Homilia – Solenidade da Ascensão do Senhor


Ali ergueu as mãos e abençoou-os” (Lc 24,50)
A Solenidade da Ascensão aponta para o fim último de todos nós, a comunhão com Deus, o Céu (ano C).
A ida de Jesus para o Céu, não é a afirmação de Sua partida e ausência, mas é a garantia de Sua eterna presença conosco, até que Ele venha pela segunda vez, como afirmamos na Missa: “Anunciamos Senhor a Vossa morte e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”.
Antes, é preciso assumir com coragem, no tempo presente, a missão por Deus a nós confiada: anunciar o Evangelho a todos os povos, empenhados, decididamente, no Projeto de Salvação Divina, superando a passividade alienante, indo para o meio do mundo, como sal, luz e fermento.
Nada falta à Igreja, portadora da plenitude de Cristo, para cumprir esta missão. Portanto, renovemos a nossa alegria em crer que, após um caminho percorrido com amor e doação, desabrocharemos na eternidade, pela comunhão com Deus, assim como foi a vida de Jesus Cristo.
Exultemos de alegria por sermos continuadores da missão que Ele realizou, e a nós confiou, enviando-nos do Pai o Espírito Santo de Deus, o Paráclito, fato que celebraremos com a Festa de Pentecostes.
Urge levar a humanidade a viver a comunhão querida por Deus, a fim de que todos sejamos um em Cristo Jesus.
A passagem da primeira Leitura (At 1,1-11) retrata uma comunidade que vive num contexto de crise, desilusão e frustração. O tempo vai passando e não vê realizar o Projeto Salvador. Quando será, enfim, realizado?
Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o Projeto do Reino, entrou na comunhão plena e definitiva do Pai, e este é também o destino daqueles que percorrem o mesmo caminho. Fica, portanto, afastada toda possibilidade de passividade alienante, imobilismo estéril.
São Lucas, autor dos Atos dos Apóstolos, escreve em tons de catequese sólida, substancial, pois a comunidade vivia um contexto de crise (anos 80), e se fazia necessário manter-se firme no testemunho do Ressuscitado, sem jamais vacilar na fé, esmorecer na esperança e tão pouco esfriar na caridade.
Lucas escreve a Teófilo (aqueles que são amados por Deus = amigos de Deus) apresentando o Protagonista maior da Evangelização, que é o Espírito Santo, e conta com a participação e ação dos Apóstolos na construção do Reino, que exige empenho contínuo, e nisto consiste o papel da comunidade formada por aqueles que creem e se afirmam cristãos.
Ele nos apresenta a Ascensão quarenta dias depois da Ressurreição: quarenta é um número simbólico, define o tempo necessário para que um discípulo possa aprender e repetir, com fidelidade e coragem, as lições do Mestre.
A descrição da elevação de Jesus ao céu, assim como a nuvem, os discípulos a olhar para o céu, os homens vestidos de branco têm uma mensagem própria: os discípulos, animados pelo Espírito, devem continuar no mundo a história e obra de Jesus, aguardando a Sua segunda vinda definitiva e gloriosa.
A comunidade não pode ficar “olhando para o alto e de braços cruzados”, precisa seguir o caminho que é o próprio Jesus, com olhar para o futuro, renovando quotidianamente os compromissos com o Projeto de Salvação que Deus tem para a humanidade.
Deste modo, a Ressurreição e a Ascensão de Jesus, nos garantem uma vida vivida na fidelidade ao Projeto do Pai: “Uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo ‘caminho’ de Jesus subirá, com Ele, à vida plena”. (1)
Os sinais e palavras têm mensagens próprias: 
– A elevação aos céus – trata-se do culminar de uma vida;
– A nuvem – sempre um sinal teofânico (manifestação de Deus);
– Olhar para o céu – acena para a segunda vinda de Cristo, que não devemos esperar de braços cruzados;
– Dois homens vestidos de branco – anunciam o mundo de Deus.
Reflitamos:
– Tenho sido fiel à missão que o Senhor me confiou?
– O que gero com o meu testemunho, nos diversos âmbitos em que vivo?
– Quais são meus compromissos solidários na transformação do mundo?
– Fico a olhar para o céu ou me comprometo com a transformação em todos os níveis?
A passagem da segunda Leitura (Ef 1,17-23) nos apresenta a síntese da teologia paulina, em que o Apóstolo Paulo fala da comunidade como um corpo. Cristo é a cabeça e a Igreja é o corpo.
Trata-se de uma mensagem de confiança e esperança, em que a comunidade é exortada a pôr-se a caminho, numa comunhão sólida, formando um só Corpo, que é a Igreja, cuja cabeça é o próprio Cristo.
A comunidade cristã é um corpo – “o corpo de Cristo” – formado por muitos membros, e que Paulo já havia dito em outras Cartas, mas agora escreve da prisão, e faz parte das “cartas do cativeiro”
Cristo com a cabeça e a comunidade um corpo, juntos, forma-se uma comunidade indissolúvel, da qual Cristo está no centro, e nada falta à Igreja para levar adiante a missão por Ele confiada:
“Dizer que a Igreja é a ‘plenitude’ (‘pleeroma’) de Cristo significa dizer que nela reside a ‘plenitude’, a ‘totalidade’ de Cristo.
Ela é o receptáculo, a habitação, onde Cristo Se torna presente no mundo; é através desse ‘corpo’ onde reside que Cristo continua todos os dias a realizar o Seu Projeto de salvação em favor dos homens. Presente nesse ‘corpo’, Cristo enche o mundo e atrai a Si o universo inteiro, até que o próprio Cristo ‘seja tudo em todos’ (vers. 23)”. (2)
A Igreja é, portanto, a habitação onde Cristo Se torna presente no mundo; Ele enche o mundo e atrai a Si o universo inteiro, até que Ele “seja tudo em todos” (Ef 1, 23).
A Ressurreição/Ascensão/Glorificação de Jesus garantem a nossa própria ressurreição/glorificação, por isto é preciso avançar no caminho superando as dificuldades.
Na passagem do Evangelho (Lc 24,46-53), encontramos a descrição do encontro final de Jesus com Seus discípulos, perto de Betânia (Lc 24,50).
Além de reconhecer Jesus como Senhor, a comunidade recebe d’Ele a missão de continuar o Seu Projeto de Libertação da humanidade, no testemunho do Reino por Ele inaugurado.
Jesus voltando para o Pai, e ficando para sempre no meio dos Seus discípulos, confia a eles a continuidade da missão.
Deste modo, com a Ascensão, podemos afirmar que Jesus cumpriu plenamente a Sua missão e reentrou na comunhão do Pai, e assim dá início à nossa missão, sentando-Se à direita do Pai, para reinar sobre tudo e todos, através da missão dos discípulos.
Viver a Boa-Nova anunciada, em confronto com o mundo, pode gerar desilusão, sofrimento e frustração. Mas é exatamente aqui que o discípulo deve dar razão da esperança que possui, testemunhando o Ressuscitado com a força e ação do Espírito Santo Paráclito, o Defensor, o Espírito da Verdade, que estará conosco até o fim dos tempos.
Esta certeza alimenta a nossa coragem, para que testemunhemos o que acreditamos e professamos; o que nos move e nos direciona rumo ao encontro definitivo com Deus, na mais perfeita e plena comunhão de amor, empenhados, por ora, na construção do Reino de amor, vida, alegria, luz e paz.
Deste modo, celebrar a Ascensão de Jesus é tomar consciência:
– da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do “Reino” na vida da humanidade;
– de que como Igreja, comunidade dos discípulos de Jesus, somos a presença libertadora e salvadora de Jesus, com a imensa confiança de Deus em nós, testemunhando o Reino de Deus em todos os âmbitos da vida;
– que a missão que Jesus confiou aos discípulos, é uma missão universal: as fronteiras, as raças, a diversidade de culturas, não podem ser obstáculos para a presença de Sua Proposta libertadora no mundo;
– de que é a Festa do Envio, da continuidade da missão que Jesus nos confia –“Ali ergueu as mãos e abençoou-os” (Lc 24,50);
– que não podemos ficar apenas admirando, mas em  constante caminho, com renovados compromissos com o Projeto da Salvação;
– da graça do Batismo, inseridos na mais perfeita comunidade de comunhão e amor, a comunidade Trinitária: Pai, filho e Espírito Santo.
Reflitamos:
– Tenho consciência da universalidade da missão?
– Como discípulo, procuro aprender, assimilar e viver os ensinamentos de Jesus para que a missão tenha crédito e seja uma luz para o mundo?
– A vida dos discípulos não está livre da desilusão, sofrimento, frustração… Mas também está presente uma certeza que alimenta a coragem do que cremos: “Eu estarei convosco até o fim dos tempos”. Tenho esta certeza em meu coração?
– No seguimento de Jesus não podemos nos instalar. Ser cristão é ser pessoa do tempo, sem medo de novidades. Estou instalado, acomodado, de braços cruzados, ou fascinado por Cristo e pela missão a nós confiada?
– Procuro a sabedoria e força do Espírito para corresponder à altura?
– Ser cristão é ser alguém que deixou se levar pelo grande sopro do Espírito; é saber que pode contar com Ele na missão.
– Quais são os medos que temos a enfrentar no desempenhar na missão evangelizadora?
– Sentimos a presença do Ressuscitado em nossa missão?
– Temos sentimentos de gratidão pela confiança de Deus em nós depositada para levar adiante a missão?
Concluindo, Celebrar a Solenidade da Ascensão do Senhor é afirmar uma bela verdade de nossa fé, pois a Ascensão do Senhor liga-se necessariamente à Sua Encarnação, e comunica o seu significado autêntico: O Filho de Deus tornou-Se como nós para nos tornar como Ele.
Celebraremos esta presença na Festa de Pentecostes, quando o Espírito Santo nos for derramado, como dom de Amor do Pai, para continuarmos, fiéis na Missão do Cristo, na mais profunda e frutuosa vivência do Amor e da Vida Trinitária.
Como pessoas que creem, deixemos de olhar para o céu, não façamos do cristianismo uma “agência de serviços sociais”, não meçamos esforços para encontrar Cristo, tanto na Palavra como na Eucaristia e nos demais Sacramentos. E assim, renovados, revigorados, nos empenhemos apaixonadamente por Cristo na construção do Reino de Deus, com a força e presença do Espírito Santo.

Ordenação Diaconal de três seminaristas

Comunicamos que, após ter ouvido a Equipe Formativa e o Conselho Presbiteral, Dom Otacilio anunciou hoje, dia 26 de maio, a Ordenação Diaconal  dos jovens:

FILIPE FERREIRA COELHO

Paróquia de origem: Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Guanhães/MG

 

 

 

THIAGO DIONE VILEFORTE

Paróquia de origem: São Sebastião

São Sebastião do Maranhão/MG

 

 

VINICIUS LUCAS PEREIRA BRANDÃO

Paróquia de origem: Paróquia São José

Paulistas/MG

 

 

A Celebração está prevista para o dia 06 de agosto (Sábado) às 09h na Catedral.
Alegremo-nos no Senhor!

Pascom
Diocese de Guanhães/MG

 

 

A promessa do Paráclito- Homilia VI Domingo da Páscoa – Ano C

A promessa do Paráclito

A Liturgia do 6º Domingo da Páscoa (Ano C) tem como mensagem a promessa de Deus que se cumpre sempre.

Não estamos sozinhos na caminhada cristã. O Senhor nos acompanha, com a presença e a ação do Espírito Santo, nos possibilitando a atenção aos apelos da realidade na qual nos inserimos.

A passagem da primeira Leitura (At 15,1-2.22-29), retrata o “Concílio de Jerusalém” e nos fala a ação do Espírito Santo, presente para o discernimento do que é, de fato, essencial ou acessório na caminhada da Igreja. Foi o primeiro grande conflito enfrentado pela Igreja.

A entrada dos pagãos ao cristianismo fez surgir uma polêmica questão: impor ou não aos pagãos a Lei de Moisés. A Salvação vem da circuncisão e pela observância da Lei judaica ou unicamente por meio de Cristo. Conclui-se que, é pela Graça do Senhor que se chega à Salvação.

Aprende-se com a assistência do Espírito o que deve ser mantido ou superado na Igreja. É o Espírito que age, ilumina e fortalece. Deste modo, a Igreja não pode perder a audácia, a imaginação, a liberdade, o desprendimento necessário e a vigilante escuta do Espírito, no enfrentamento dos desafios que o mundo apresenta.

A passagem da segunda Leitura (Ap 21,10-14;22-23) nos apresenta a meta final da Igreja: a Jerusalém Celeste, a cidade nova da plena comunhão com Deus, onde se possui vida plena e felicidade sem fim.

Trata-se de uma cidade sem mediações, pois viveremos sempre na presença de Deus e O encontraremos face a face. Deus e o Cordeiro serão a luz que iluminará esta comunidade de vida plena.

Esta Cidade será construída sobre o testemunho dos Apóstolos. Suas portas estarão abertas para a acolhida de todos que aderirem ao Cordeiro e O testemunharem. A construção desta Cidade começa aqui nesta terra, quando se renovam compromissos de amor, justiça e paz.

O autor do Apocalipse comunica uma mensagem de esperança, em meio aos sofrimentos, perseguições, martírios. A Igreja deve permanecer fiel em sua missão, pois a humanidade precisa deste testemunho.

Na passagem do Evangelho (Jo 14,23-29), Jesus nos fala da Sua ida para o Pai e a vinda do Paráclito, o Espírito Santo que assistirá a caminhada da Igreja.

Jesus é o Caminho que nos leva ao Pai. Ele está ao nosso lado e nos promete a presença do Paráclito, o Defensor.

O Paráclito assegura a fidelidade e a dinâmica no caminhar de fé, superando todo temor, garantindo a serenidade necessária; acompanha-nos no testemunho de uma vida marcada pela doação, entrega e amor.

Não somente o Pai e o Filho querem habitar nos discípulos, mas também o Espírito Santo habitará neles para ensinar, recordar e iluminar. A ação do Espírito se manifesta de muitos modos.

Quando somos bons ouvintes, consequentemente somos bons praticantes, e Ele, em nós, faz a Sua morada e nos tornamos hospedeiros do mais belo Hóspede, o Espírito Santo, e prisioneiros do mais belo Amor, Cristo Ressuscitado, em incondicional fidelidade a Deus Pai.

A morte de Jesus na Cruz, por Amor ao Pai e Amor à humanidade, leva a uma ausência que não é definitiva. A Ressurreição e o envio do Espírito são garantias de que Sua vida e missão não se constituíram em fracasso, mas na nossa vitória, na nossa redenção, trazendo-nos a paz que nasce da Cruz.

Concluo afirmando que a Igreja deve colocar-se em constante atitude de acolhida ao Espírito para responder aos apelos e desafios deste mundo, iluminando a realidade com a Luz do Espírito Santo, que afasta todo e qualquer sentimento de orfandade, para que venhamos a dar os passos necessários na construção de um novo céu e uma nova terra, a Jerusalém Celeste.

Entretanto, somente nutridos pela Eucaristia, edificaremos a Igreja, como sinal e instrumento do Reino, procurando estabelecer e fortalecer relações de amor, perdão, doação, serviço e solidariedade.

Celebrar a Eucaristia é vislumbrar um pedaço do céu que se abre sobre a terra, em que os raios da glória da Jerusalém Celeste atravessam as nuvens da história e vêm iluminar nossos caminhos, como bem falou o Papa São João Paulo II.

Em cada Eucaristia, a Palavra de Deus ganha vitalidade e esplendor para nos revigorar.

Como discípulos missionários do Senhor, assistidos pelo Paráclito, renovemos no coração a chama do primeiro amor, ouvindo e guardando Sua Palavra, amando e sempre aprendendo amar.

Que abertos ao Espírito Santo, atentos à Sua voz,

Acolhendo o Seu Sopro de vida, luz e força,

Renovemos nossa fidelidade ao Senhor Ressuscitado,

Para que multipliquemos e renovemos compromissos,

Já aqui na terra, de justiça, de fraternidade, de amor e de paz.

Esperando a vinda da Cidade Santa,

A Jerusalém Celeste, o novo céu e a nova terra,

A Face de Deus contemplemos, com os irmãos,

Em comunhão de amor e vida plena para sempre vivamos.

Não estamos sós.

A promessa do Paráclito O Senhor nos fez:

O Espírito Santo nos foi enviado!

Amém. Aleluia

A Palavra do Pastor
Pedro e Paulo, o Amor de Cristo os seduziu – Homilia

Pedro e Paulo, o Amor de Cristo os seduziu – Homilia

Pedro e Paulo, o Amor de Cristo os seduziu Celebramos a Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, que viveram total...
Read More
Livres para seguir o Senhor – XIII Domingo do Tempo Comum Ano C

Livres para seguir o Senhor – XIII Domingo do Tempo Comum Ano C

A Liturgia do 13º Domingo do Tempo Comum (Ano C) nos convida a refletir sobre o discipulado na fidelidade ao...
Read More
Assumir a Cruz quotidiana com a força da Oração – 12º Domingo do Tempo Comum

Assumir a Cruz quotidiana com a força da Oração – 12º Domingo do Tempo Comum

A Liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum (Ano C) nos interroga a respeito de Jesus: Quem é Ele para...
Read More
Pentecostes: O Espírito Santo de Deus nos foi enviado 

Pentecostes: O Espírito Santo de Deus nos foi enviado 

“Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós. Recebei o Espírito Santo” Com a Solenidade de...
Read More
Ascensão: irradiar amor, vida e alegria – Homilia – Solenidade da Ascensão do Senhor

Ascensão: irradiar amor, vida e alegria – Homilia – Solenidade da Ascensão do Senhor

“Ali ergueu as mãos e abençoou-os” (Lc 24,50) A Solenidade da Ascensão aponta para o fim último de todos nós,...
Read More
A promessa do Paráclito- Homilia VI Domingo da Páscoa – Ano C

A promessa do Paráclito- Homilia VI Domingo da Páscoa – Ano C

A promessa do Paráclito A Liturgia do 6º Domingo da Páscoa (Ano C) tem como mensagem a promessa de Deus...
Read More
Amar como Jesus Ama: desafio e missão – Homilia – V Domingo da Páscoa – Ano C

Amar como Jesus Ama: desafio e missão – Homilia – V Domingo da Páscoa – Ano C

Amar como Jesus Ama: desafio e missão “Vede como eles se amam” (Tertuliano) A Liturgia do 5º domingo da Páscoa...
Read More
A voz do Bom Pastor – Homilia 4º Domingo da Páscoa – Ano C

A voz do Bom Pastor – Homilia 4º Domingo da Páscoa – Ano C

“Eu sou o Bom Pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem,  assim como o Pai me conhece e Eu...
Read More

“Ele está no meio de nós!” Aleluia! – Homila III Domingo de Páscoa Ano C

“Ele está no meio de nós!” Aleluia! Com a Liturgia do terceiro Domingo da Páscoa (Ano B), refletimos sobre o modo de...
Read More
A Fé no Ressuscitado é missão de paz! Segundo Domingo Tempo pascal – Ano C

A Fé no Ressuscitado é missão de paz! Segundo Domingo Tempo pascal – Ano C

A Liturgia do 2º Domingo da Páscoa (ano C), também chamado de Domingo da Misericórdia, nos convida a refletir sobre...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo