Eliana Alvarenga

A Glória é precedida pela Cruz – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Quaresmal – Ano B

O segundo Domingo da Quaresma (ano B), identificado como “O Domingo da Transfiguração do Senhor”, é um convite a escutarmos a voz do Filho Amado, e maior obediência à vontade de Deus, na Força do Espírito.

A passagem da primeira Leitura (Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18), fala-nos de Abraão e do sacrifício de seu filho Isaac.

O autor Sagrado nos revela um Deus que ama com Amor intenso e eterno; que revigora nossa serenidade e esperança; um Deus que não quer sacrifícios de vidas humanas, mas que todos tenham vida e vida plena.

Muitas vezes, as provações acontecem em nossa vida; e são elas ocasião para testemunharmos nossa fidelidade e revelarmos o que se passa no mais profundo de nosso coração.

Assim nos fez aprender Abraão, que não pouparia seu filho único, amado e herdeiro. Parecia que Deus iria destruir os próprios sonhos que ajudou a criar, no entanto, não é esta a mensagem, pois se Deus algo nos tira, é para nos dar algo ainda melhor.

A prontidão da resposta de Abraão revela um homem que entrega, confia, obedece…

Sua obediência foi fonte de Bênção para todas as nações, e da mesma forma, será pelo nosso sim às coisas divinas, fazendo-nos  instrumentos da Bênção Divina para o outro.

Abraão nos ensina a confiar além da incompreensão. Com isto, é possível questionar qual a atitude que temos diante dos Mistérios de Deus em nossa vida.

Além da compreensão de tudo que somos incapazes, é preciso antes confiar e entregar-se, como Abraão, nas mãos da Divina Providência, que tudo sabe e tudo pode.

Tudo isto leva ao questionamento de nossa vida cristã, nossa fidelidade aos desígnios de Deus., de modo que a sua atitude nos convida rever nossas prioridades: fazer de Deus o valor máximo, a prioridade fundamental de nossa vida.

Não podemos servir a “deusinhos” e aos ídolos sedutores de tantos nomes, mas tão somente ao Deus Vivo e Verdadeiro, o Deus bíblico revelado por Jesus.

Deste modo, as qualidades de Abraão nos ajudam no Itinerário Quaresmal, na busca e prática da conversão necessária, para que possamos celebrar uma frutuosa e alegre Páscoa do Senhor.

Com ele, aprendemos a crer, contra toda falta de humana esperança, e também que a obediência a Deus não é sinônimo de escravidão, mas garantia de vida, prosperidade, felicidade e realização.

Com a passagem da segunda Leitura (Rm 8,31b-34), é fortalecida a nossa espiritualidade cristã, que consiste em percorrer o caminho do amor a Deus e aos irmãos: enfrentar os sofrimentos, fazer as renúncias necessárias, suportar as incompreensões e perseguições e, sobretudo, não perder a esperança no triunfo final.

O discípulo de Jesus sabe que sua esperança não é uma ilusão, pois se relaciona com um Deus que ama a todos com Amor intenso, imenso e eterno, e por isto, mantém a serenidade, a confiança e a esperança, marcando assim, todo o seu existir.

Na aparente orfandade, ouve no mais íntimo de si mesmo: “Não tenhais medo”, pois o Amor de Deus veio ao nosso encontro por meio de Jesus, que por nós viveu um Amor, profundo, radical e total: um Amor vitorioso que passou pela Cruz para ser vencedor.

Com a passagem do Evangelho (Mc 9,2-10),  refletimos sobre o Projeto Messiânico, que se realizará pela Cruz: com renúncias, o carregar da cruz no seguimento, escuta e obediência.

Poderiam indagar os próprios discípulos: “Vale a pena seguir alguém que nos oferece a morte na Cruz?”

O Evangelista, retratando a Transfiguração, nos assegura que sim, pois ela é um sinal antecipado da vitória, do triunfo glorioso da Ressurreição.

Assim compreendido, a Transfiguração no Monte é uma teofania – uma manifestação da força e onipotência divina que venceu a morte: não ficará morto para sempre o Filho Amado que nos amando, amou-nos até o fim.

Contemplemos algumas imagens que nos oferecem interessantes paralelos entre o Antigo e o Novo Testamento:

– O rosto transfigurado e as vestes brancas de Jesus lembram o resplendor de Moisés ao descer do Sinai, após o encontro com Deus em que receber as Tábuas da Lei;

– A nuvem na Bíblia sempre representa uma forma de falar da presença de Deus;

– Moisés e Elias, a Lei e a Profecia que se realizam;

– O temor mencionado revela a Onipotência Divina;

– As tendas lembram um novo Êxodo – passagem da escravidão à liberdade;

– Jesus é o novo Moisés, com Ele uma Nova e Eterna Aliança;

– A roupa branca também sinaliza a Ressurreição: a Cruz não terá e não será a palavra final.

O discípulo missionário do Senhor jamais poderá deixar se entorpecer por certo tipo de “anestesia espiritual”, que nos torna indiferentes diante dos outros.

No caminho de fidelidade a Jesus, não podemos esmorecer, fracassar, fugir ou abandonar a cruz que Ele nos ofereceu para ser carregada quotidianamente com renúncias necessárias.

Dando mais um passo em nosso itinerário quaresmal, ao ouvir a Palavra proclamada, seja acolhida no alto da montanha e na planície vivida.

Seja purificado o olhar de nossa fé, para que vejamos, além da transitoriedade da dor e do sofrimento, os sinais maravilhosos da Glória Celeste, e assim poderemos no final deste itinerário quaresmal, celebrar o transbordamento da alegria Pascal, a Ressurreição do Senhor.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda : http://peotacilio.blogspot.com/2020/03/a-gloria-e-precedida-pela-cruz.html

Evangelização e acolhida do sopro do Espírito

“Ai de mim se seu não evangelizar” (1 Cor 9,16).

A Evangelização na cidade tem inúmeros e grandes desafios, de modo que, tão somente abertos à acolhida do sopro do Espírito, se é capaz de dar respostas sólidas aos mesmos, enfrentando-os na planície do quotidiano, atentos à voz do Filho Amado que precisa ser escutado.

Abertos a este sopro, a Igreja precisa multiplicar ações diante da violação da dignidade da pessoa humana e na profética defesa da vida, desde a concepção até o seu declínio natural.

Seremos assim uma Igreja mais viva, participativa, dinâmica, renovada e com fortalecimento dos ministérios e o surgimento de novos.

Permanece forte o apelo da Conferência de Aparecida (2007), para a conversão das estruturas paroquiais e serviços, bem como de todos que se encontram inseridos e comprometidos com a evangelização.

Abertos ao Sopro do Espírito, é mais do que emergente a multiplicação do trabalho e iniciativas diversas para a santificação e solidificação da família, que passa por sérios momentos de desestruturação por diversos motivos (inúmeros são os ventos e tempestades enfrentados pela mesma).

O Espírito Santo também conduz no fortalecimento da dimensão missionária da Igreja – urge ir ao encontro dos católicos afastados, mas sem se esquecer de enraizar e solidificar os que nela já estão participando, fortalecendo laços sinceros de amizade, comunhão e solidariedade, superando toda e qualquer forma de anonimato numa bela e alegre atitude de acolhida mútua, que vai muito além de um seja bem-vindo!

Este mesmo Sopro nos pede mais ousadia nos meios de comunicação social, para que possamos comunicar a todos a Boa-Nova do Evangelho em novos areópagos, chegando às escolas, às universidades, ao mundo do trabalho, às instâncias de decisões que afetam substancialmente a vida do Povo de Deus. A Comunicação não pode ficar restrita ao espaço de nossas salas e Igrejas.

Também nos inquieta e nos desinstala para que nos empenhemos na transformação da sociedade, com a superação da apatia e indiferença diante da política, não perdendo a esperança, não permitindo apagar a chama profética que todo batizado recebe no dia de seu Batismo, para ser sal da terra e luz do mundo.

Deste modo, não ficaremos indiferentes diante da necessária inclusão social em todas as suas formas e dimensões, como expressão da evangélica opção preferencial pelos pobres, que jamais pode ser esquecida pela Igreja, na fidelidade à prática de Jesus na realização do Reino de Deus.

E, assim, sempre atentos a estes sopros, edificaremos uma Igreja do anúncio, testemunho, serviço e diálogo, tendo em conta as urgências que as Diretrizes da Igreja do Brasil nos apresentam (Doc. 102 – 2015-2019).

Com a abertura e acolhida do sopro do Espírito, cresçamos na  fidelidade à Palavra do Senhor, com aquela inquietante preocupação do Apóstolo Paulo, que deve ser de todos nós: “Ai de mim se seu não evangelizar” (1 Cor 9,16).

“Não nos deixeis cair em tentação” – Homilia do Primeiro Domingo da Quaresma- Ano B

No 1º Domingo da Quaresma (Ano C), repensamos nossas opções de vida, tomando consciência das tentações que nos impedem de viver a vida nova que um dia recebemos em nosso Batismo.

A passagem da primeira Leitura (Dt 26,4-10) retrata a tentação do Povo de Israel de ceder à idolatria, adorando falsos deuses.  É preciso que eliminemos os falsos deuses que nos afastam do verdadeiro Deus, do contrário, as marcas do orgulho, da autossuficiência, do egoísmo, da desumanidade, da desgraça e da morte, deixarão suas marcas.

Essencialmente é um texto anti-idolátrico, em que anuncia a vida e felicidade somente encontrada em Deus. A tentação do abandono do Senhor para adoração das divindades das populações da nova terra, das divindades da Natureza, é um constante perigo.

Encontramos neste trecho uma solene profissão de fé, inserida numa Liturgia de Ação de Graças pelos dons da terra e a oferta das primícias dos frutos das colheitas; possibilitando-nos refletir quais são os falsos deuses que podem tomar o lugar do Deus vivo e verdadeiro: o dinheiro, o poder, o êxito social ou profissional, a ciência ou a técnica, os partidos, líderes e suas ideologias ou quaisquer outras coisas que se sobreponham a Deus e até mesmo que levem a d’Ele prescindir.

Reflitamos:

– Quando se prescinde de Deus que futuro é reservado para a humanidade?
– Quais são os deuses da pós-modernidade que seduzem e afastam a pessoa do encontro e relação com o Verdadeiro Deus da Vida, que a Sagrada Escritura nos  apresenta?

Na passagem da segunda Leitura, (Rm 10, 8-13), o Apóstolo Paulo nos fala da Salvação como dom de Deus e compromisso nosso.

A salvação não é uma conquista humana, mas dom gratuito de Deus que, na Sua bondade, quer salvar a todos. Também afirma que o Evangelho de Jesus é a força que congrega e salva aquele que crê (judeus e pagãos), pois Deus quer salvar a todos, indistintamente (v. 11-12);

Reflitamos:

– Quais são as divisões existentes em nossas famílias e comunidades? O que as provocam?

– Como tornar nossa comunidade mais fraterna, mais próxima do que Jesus quer para Sua Igreja?

– Como tornar, de fato, a comunidade um lugar da adesão à fé na pessoa de Jesus?

A passagem do Evangelho (Lc 4, 1-13) retrata de forma catequética, e não de forma jornalística, as tentações enfrentadas por Jesus no deserto (deserto como lugar da privação, dos desafios, da tentação): ter, poder e ser, que são as tentações fundamentais de toda pessoa.

A primeira tentação é um não à riqueza/acúmulo, a segunda um não ao poder/dominação e a terceira um não ao êxito fácil.

Jesus recusou terminantemente o caminho do materialismo (poder, domínio, êxito fácil), do contrário, trairia o Plano de Deus, que se realiza pela partilha, serviço e doação da própria vida com simplicidade e amor.

Os discípulos missionários de Jesus devem fazer o mesmo caminho por Ele vivido e proposto: o egoísmo cede lugar para a partilha; o autoritarismo para o serviço; o espetáculo/sucesso para a vida plena.

O discípulo missionário terá que decidir entre a obediência ao Pai e o serviço ao  próximo ou a sedução às tentações.

Aqui devem ser lembradas as palavras do Bispo Santo Agostinho: –“Como vencer se não combater, como combater se não formos tentados. Se n’Ele somos tentados, com Ele também venceremos” E ainda: “O Senhor poderia impedir o demônio de aproximar – se dele; mas, se não fosse tentado, não te daria o exemplo de como vencer na tentação”.

Com o Pão da Palavra e com o Pão da Eucaristia, podemos vencer quaisquer tentações que venham a nos afastar do Projeto de Vida que Deus tem para nós. Se alimentados por Deus, vencemos; do contrário, sucumbimos e perdemos a alegria e o sentido do próprio existir.

As tentações enfrentadas por Jesus não são uma página virada, mas um desafio a ser vivido e enfrentado por todo aquele que deseja segui-Lo, ontem, hoje e sempre.

Reflitamos:

– De que modo estas tentações se manifestam hoje nos espaços em que vivemos, dentro e fora da Igreja?

– Nesta Quaresma, como nos alimentarmos melhor da Palavra e da Eucaristia?

Dando os primeiros passos no itinerário Quaresmal, entremos com Jesus na travessia do deserto de nossa vida.

Acolhamos, pois, a Salvação como dom de Deus, dando nossa resposta com liberdade, responsabilidade e maturidade, pois nisto consiste a vida cristã: corresponder cada vez mais e melhor aos desígnios de Deus e ao Seu Projeto de Amor, dando a Deus e ao nosso próximo o melhor que podemos.

É preciso revitalizar a fé, quotidianamente, para que não sucumbamos às tentações que nos afastem do Projeto Divino. É preciso viver uma fidelidade límpida, superando toda infidelidade à Palavra de Deus, rompendo com o pecado, como criaturas novas pela graça batismal.

Jesus venceu as tentações para nos ensinar também a vencê-las. Com Ele, e somente com Ele, faremos a travessia do deserto, alcançando a outra margem, no encontro definitivo.

Vivendo a cada dia a configuração ao Senhor, em Sua Vida, Paixão e Morte, com renúncias necessárias, desapego de si mesmo, tomando a cruz de cada dia, com Ele também Ressuscitaremos.
Ao rezar o “Pai Nosso”, façamos com mais ardor esta súplica: “… O Pão nosso de cada dia nos dai hoje…” “… e não nos deixeis cair em tentação”.

Alimentados pelo Pão da Palavra e da Eucaristia, e somente assim, podemos vencer as tentações que impeçam o Reino de Deus acontecer, como também a verdadeira santificação do nome de Deus.

Oremos:

“Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação,
e sentimentos de gratidão na prosperidade. Amém.”

Formação de Catequistas (virtual) para continuidade do estudo do Diretório para a Catequese

TEMAS: A pedagogia da fé – Metodologia da catequese

Neste último sábado, 20 de fevereiro, reuniram-se em ambiente virtual, página do Catecom, catequistas da diocese de Guanhães para o estudo do 5º e 7º capítulos do Diretório para a catequese com assessoria de Marlene Silva – Marlene é Mestre em Catequética e dedica-se à formação de catequistas, assessorando vários cursos, e integra a equipe de coordenação Animação Bíblico – Catequética do Regional Leste 2). Dom Otacílio fez a Oração inicial, dando boas vindas à Marlene. As coordenadoras Edelveis e Eliana foram as mediadoras. Catequistas de outras dioceses participaram conosco nesta formação, totalizando em torno de 200 catequistas neste momento formativo. Outras dioceses que participaram: Paracatu, Pouso Alegre, Guaxupé, Governador Valadares, Mariana, Campanha, Montes Claros, Ouro Fino  – Santuário São Francisco de Paula, Teófilo Otoni, Santos/SP, Itabira/Coronel Fabriciano, Arquidiocese Belo Horizonte e de Luz.
Após o momento de oração, Dom Otacilio levou-nos a várias reflexões à luz da Palavra de Deus e de seus textos. A catequese revela o rosto amoroso de Deus, o carinho paternal e maternal. Ressaltou sobre a importância da CFE  e que devemos passar pelo mundo construindo pontes e dinamitando os muros. Dentre outras reflexões, finalizou com a saudação paulina: Graça, Misericórdia e Paz.   

         A pedagogia da fé

Como dar catequese?  Com esta pergunta provocativa , Marlene iniciou o encontro.
O D  iretório dá a intuição de como fazer, de como organizar. Contemplar o jeito de Deus. Fazer ressoar continuamente o anúncio de sua Páscoa. O catequista deverá acompanhar o amadurecimento da fé num itinerário iniciático, pedagógico e mistagógico. Ver com os óculos da fé.
Marlene apresentou-nos alguns olhares no Diretório para a catequese como educação da fé.
1º Olhar
Deus é educador, sendo revelação, a grande obra de educativa de Deus;
Deus é enamorado da pessoa humana.
Amor exigente, paciente, respeita, conduz à maturidade. Ser fiel à pedagogia divina inspiradora na catequese.

2º olhar
A pedagogia divina é visível no mistério da encarnação.
Jesus, rosto do Pai Educador. Respeitar o Kairós de cada um e que a oração deve estar enraizada na vida. O Espírito Santo é o grande protagonista da pedagogia da fé e o catequista é o colaborador, o facilitador.
3º olhar
A pedagogia da Igreja
A Igreja que é mãe, educadora da fé, traz critérios para que nós saibamos se estamos sendo fiéis à pedagogia divina. Nós transmitimos a fé da Igreja que se adapta a diversos locutores.

4º olhar
A pedagogia catequética
A catequese é a mediação indispensável e necessária à Igreja. Ajuda na aceitação, no amadurecimento da proposta; media, transmite o que é sublime a Deus.

5º olhar
Catequese: ação educativa e as ciências humanas
Os catequetas, os estudiosos nos ajudam na formação. Há catequistas que não tiveram oportunidade de estudar, mas têm experiência, vivência, dão um lindo testemunho.

 

Metodologia da catequese

Que caminhos seguir? Com vários olhares, apresentou-nos este tema para que possamos definir os nossos passos com mais segurança na caminhada.
Ser fiel a Deus e ao ser humano. Não ficar no indiferentismo, tocar nas feridas.
1º olhar
Mistério da encarnação (inspira a metodologia).
O catequista não tem método único e sua escolha deve respeitar: o evento da graça (encontro de Deus com o ser humano); as pessoas (método adaptado a cada situação) e as culturas.
2º olhar
O princípio da interação
O fundamento do seu método é a encarnação. Nosso Deus assumiu a nossa carne. A catequese é interpretar a Palavra de Deus com a vida e tem implicância com a vida social, comunitária e familiar.
3º olhar
Guardar a memória de Deus.
Manter no coração o essencial da mensagem cristã; as maravilhas realizadas por Deus.
4º olhar
A Linguagem
Cuidar da nossa linguagem para estabelecer comunicação com nosso interlocutor. A linguagem comunica as maravilhas de Deus. Descobrir um jeito novo de fazer catequese, descobrir caminhos. Ter uma linguagem do afeto e do coração.
5º olhar
Espaços e lugares da catequese
• A comunidade e o grupo
• Ambiente físico
• Ambiente diversificado: igreja em saída
Provocou-nos à reflexão que não devemos ficar doentes, só olhando Jesus e eu, eu e Jesus. Que vivamos este período quaresmal vislumbrando a Páscoa.
Finalizou, fazendo-nos o convite que a nossa vocação de catequista seja renovada todos os dias.

                Veralúcia Pimenta- Da Equipe da Comissão de Catequese da Diocese de Guanhães.

Dom Otacilio concede entrevista à Rádio Vida Nova FM sobre Quaresma e Campanha da Fraternidade

Na Quarta-feira, às 11h , durante a programação Vida News da Rádio Vida Nova FM, Dom Otacilio conversou com a locutora Cláudia Rocha sobre a Quaresma e sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021.

Ele iniciou falando da importância da Quaresma, como tempo favorável de conversão, de penitência.

Neste tempo como Igreja somos chamados a viver os exercícios quaresmais da oração, jejum e esmola.

Quanto a oração: do Terço em família, dos Grupos de Reflexão; intensificação e qualificação dos momentos orantes. Oração – a relação de Deus e eu!   Oração pura, verdadeira e sincera é revertida em  ações solidárias.

Devemos  abrir mão de algo que habitualmente fazemos para nos dedicar mais  à leitura orante da Palavra de Deus. (Leitura de textos bíblicos, da história dos Santos, da Tradição da Igreja; pesquisar fontes boas para o nosso alimento  espiritual).

Sobre o  Jejum, ele falou que devemos agradecer a Deus o que  temos. Eu jejuo  livremente  em prol de quem o faz por privação.

Quando abrimos o coração para Deus, nós também abrimos o coração para o outro. Quando assim acontece, nós abrimos a gaveta, o armário… O coração se abrindo, tudo se abre em nossa vida, inclusive nossos projetos.  Coração fechado, mão fechada, insistiu.

A prática do Jejum – leva à esmola  que não é somente jogar moeda para um pedinte, ou um pedaço de pão.

É transformar o amor em ação; é  agir com compaixão. Viver a compaixão é dar mão ao coração; é  Deus levando nossas mãos a agirem em favor do outro.

Ele insistiu que quem quiser se aprofundar, deverá ler a  mensagem do Papa Francisco e também tem várias reflexões disponíveis sobre  a Oração, o Jejum e a Esmola. (Mt 6).

Ele disse que insiste na  passagem bíblica porque não se pode deixar o povo com fome da Palavra de Deus. A Quaresma também nos lembra que  “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”.

Explicou sobre o sentido das cinzas: receber a cinza,  não é receber vacina, não é remédio.

A Cinza  que recebo é para eu me lembrar  que tenho que  viver a Quaresma no Jejum, na Oração e na Penitência  -“Convertei-vos e crede no Evangelho!” (Mc 1,15);   Ou ” “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás”.

Explicou que a cinza é produzida pela queima dos ramos  do Domingo de Ramos do ano anterior. Isto quer dizer que eu vivi um ano com Jesus. O ramo que eu O aclamei, eu volto a recebê-Lo em cinza até a próxima “Entrada em Jerusalém”.

Cinza na cabeça, significa que eu tenho que ser melhor… Deus merece que sejamos melhores a cada dia, afirmou.

Falando sobre a Campanha da Fraternidade, ressaltou que ela é a Quinta Campanha Ecumênica (que acontecem a cada cinco anos).

Quando a CNBB propõe uma Campanha Ecumênica é porque defender a vida é responsabilidade de todos nós.

Fome não olha religião; preconceito, violência ultrapassam  toda denominação religiosa. Sobre a terra vivem índios, negros, brancos, protestantes, católicos… A Casa é Comum, independente do Credo!

Precisamos lembrar que a Campanha Ecumênica não é para professarmos a mesma fé, não é rezarmos o mesmo  Catecismo,  e sim, somarmos esforços em favor da vida.

A Campanha nos convida a dialogar com outras Igrejas. Como, cristãos que somos, que professamos a fé em Jesus, podemos colaborar pelo diálogo para construção da fraternidade.

Campanha da Fraternidade 2021 – “FRATERNIDADE E DIÁLOGO: compromisso de amor”;  e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2, 2-14).

Deus é amor! Deus é Vida! O foco  é o diálogo, a promoção da cultura da vida  da paz; portanto ela nos convida a construir pontes que unem e derrubarmos os muros que destroem vidas humanas.

Rezou a Oração do *Cardeal  José Tolentino Mendonça contida no Texto-base da Campanha da Fraternidade que pode ser disponibilizado a quem desejar, e motivou sua acolhida e estudo:

“Livra-nos deste vírus e de todos os outros.

Livra-nos, Senhor, deste vírus, mas também de todos os outros que se escondem dentro dele.

Livra-nos do vírus do pânico disseminado, que em vez de construir sabedoria nos atira desamparados para o labirinto da angústia.

Livra-nos do vírus do desânimo que nos retira a fortaleza de alma com que melhor se enfrentam as horas difíceis.

Livra-nos do vírus do pessimismo, pois não nos deixa ver que, se não pudermos abrir a porta, temos ainda possiblidade de abrir janelas.

Livra-nos do vírus do isolamento interior que desagrega, pois o mundo continua a ser uma comunidade viva.

Livra-nos do vírus do individualismo que faz crescer as muralhas, mas explode em nosso redor todas as pontes.

Livra-nos do vírus da comunicação vazia em doses massivas, pois essa se sobrepõe à verdade das palavras que nos chegam do silêncio.

Livra-nos do vírus da impotência, pois uma das coisas mais urgentes a aprender é o poder da nossa vulnerabilidade.

Livra-nos, Senhor, do vírus das noites sem fim, pois não deixas de recordar que Tu Mesmo nos colocaste como sentinelas da aurora.

*José Tolentino Mendonça
Cardeal, poeta e teólogo português.
Atualmente é arquivista do Arquivo Apostólico do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana, na Cúria Romana.

Concluiu com a bênção à todos que acompanharam a entrevista, com a promessa de voltar em outro momento.

Libertos pelo Senhor para amar e servir – VI Domingo do Tempo Comum Ano B – Homilia

“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse:

 “Eu quero: fica curado!”. No mesmo instante 

a lepra desapareceu e ele ficou curado.”

(Mc 1, 41-42)

Com Liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum (ano B), vemos a ação de Deus, que Se revela pleno de Amor, bondade e ternura, através de Sua ação que acolhe, cura, liberta e integra a todos na vida da comunidade.

A vontade de Deus é que se supere toda forma de discriminação e marginalização, e a comunidade deve empenhar-se, com sabedoria e coragem, para que isto se torne uma realidade.

A passagem da primeira Leitura (Lv 13, 1-2.44-46) nos apresenta “a lei da pureza”, e uma visão deturpada de Deus que leva à invenção de mecanismos que discriminam, rejeitam e excluem em nome de Deus, numa total marginalização.

Dentre as impurezas, a lepra era considerada a mais grave, de modo que quem por ela fosse acometido, deveria ser segregado e afastado da convivência diária com outras pessoas, e tal medida tinha uma intenção higiênica e também para evitar o contágio.

Mais grave ainda, era considerado um pecador, amaldiçoado por Deus e indigno de pertencer à comunidade do Povo de Deus e não podia ser admitido nas assembleias em que Israel celebrava o culto na presença do Deus Santo.

Na passagem da segunda Leitura (1Cor 10,31-11,1), o Apóstolo Paulo, na fidelidade ao Senhor, nos apresenta Jesus Cristo, modelo de obediência, doação, Amor  e serviço em favor da libertação de todos, e o cristão deve o mesmo fazer.

Com o Apóstolo, aprendemos que o cristão é livre em tudo aquilo que não atenta contra a sua fé e contra os valores do Evangelho, mas pode prescindir de direitos para um bem maior, que é o amor aos irmãos.

A Lei do Amor se sobrepõe a tudo, inclusive aos direitos de cada um, e assim não nos tornamos obstáculo nem para a glória de Deus, nem para a salvação de nossos irmãos.

Ao amor tudo deve ser subordinado, fazendo de nossa própria vida um dom, uma oferenda agradável a Deus.

Na passagem do Evangelho (Mc 1,40-45) ao curar o leproso, Jesus inaugura um novo modo de relacionamento, destruindo o triste mecanismo de marginalização que exclui estes do convívio social e da própria comunidade.

Jesus, com palavras e ação, cura e integra a todos na comunidade do Reino, sem jamais compactuar com a discriminação, exclusão, racismo ou qualquer outra forma de marginalização.

Sua ação é expressão de um Deus cheio de Amor que vem ao encontro de nossa humanidade, de nossa condição pecadora e enferma, para nos curar e nos redimir. Jesus toma para Si nossas dores e sofrimentos.

Também revela, com Sua ação, que o Reino de Deus chegou, completou-se o tempo esperado, são tempos novos inaugurados pela presença e ação de Jesus: a cura do leproso revela o Amor de Deus que cura, liberta, integra e impulsiona para o testemunho.

O leproso curado começou a pregar e a divulgar sobre o acontecido, a sua cura. Com isto, o Evangelista sugere que aquele que experimentou o poder integrador e salvador de Jesus se converte, necessariamente, em profeta e testemunha do amor e bondade divina: um discípulo missionário do Reino.

Oportunas as palavras da Igreja, para refletirmos sobre a íntima união da Igreja com toda a família humana:

“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. 

Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do Reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história”. (1)

Reflitamos:

– Quais são as enfermidades que ainda hoje levam à exclusão e à marginalização?

– Até que ponto nossa ação também acolhe, liberta e integra na comunidade e na sociedade?

– De que modo os marginalizados e excluídos se abrem para a acolhida e integração na comunidade e na sociedade?

– Como vivemos a fidelidade ao Senhor, tendo d’Ele mesmos pensamentos e sentimentos?

– Como expressamos em nossa vida o amor, a ternura e a bondade de Deus para com o nosso próximo?

– Sabemos renunciar a direitos pessoais por bem maiores em favor de outros?

Como Igreja missionária, na fidelidade ao Senhor, também saibamos acolher, perdoar, integrar a todos na vida da comunidade e, com alegria, participar da construção do Reino.

Acolhidos, amados e curados para acolher, amar e curar num círculo que não pode se fechar, interromper.

(1) Constituição Pastoral Gaudium Et Spes  sobre a Igreja no mundo atual  (n.1).

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em:

http://peotacilio.blogspot.com/2020/02/libertos-pelo-senhor-para-amar-e-servir.html

EQUIPE DE ARTICULAÇÃO DAS PASTORAIS SOCIAIS DÁ INÍCIO AO CURSO DE FÉ E POLITICA

 

Integrantes da equipe de coordenação das Pastorais Sociais da Diocese, vice-prefeitos, vereadores/as e líderes de movimentos sociais participaram, aos 11/02/2021, das 19h às 21h, de uma videoconferência para estudo da carta encíclica a Fratelli Tutti do Papa Francisco.

Padre Wanderlei Rodrigues acolheu a todos e todas, dando-lhes boas vindas. A equipe de coordenação – padre Wanderlei Rodrigues, padre Salomão Rafael, Maria Madalena dos Santos Pires, seminarista Rafael Aguiar – falou da alegria em ver um sonho, há muito tempo cultivado na Diocese, tornando-se realidade: a Escola de Fé e Política.

Em seguida, Luís Carlos apresentou o projeto da Escola de Fé e Política e disponibilizou os links para preenchimento do formulário de participação e acesso à carta encíclica Fratelli Tutti.

Assessor convidado para o estudo, o professor José Aristides da Silva Gamito falou sobre o capítulo 5 da Fratelli Tutti. Ao final da exposição, os participantes se manifestaram sobre o tema. Célio Augusto, vice-prefeito de Guanhães, comentou sobre a dificuldade que muitos ainda têm com as plataformas digitais. Maria Madalena Pires disse que essa é uma dificuldade que muitos possuem. “Precisamos buscar ajuda para superação dessas dificuldades, já que as plataformas digitais estão sendo muito úteis neste momento de distanciamento social”, ponderou.

Padre Wanderlei falou sobre a criação do grupo de WhatsApp formado pelos participantes da Escola de Fe e Política. “O objetivo desse grupo é repassar material, orientações e informações aos membros”, esclareceu.

Madalena justificou a ausência do bispo diocesano, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, no evento. Em mensagem divulgada antes do estudo, dom Otacilio disse: “Deus vos abençoe! Saudações do Bispo para toda a Equipe e para todos/as os/as participantes”!

Padre Wanderlei agradeceu a presença dos 30 cursistas e, com a oração da Ave Maria, encerrou a reunião.

__________________________

Agenda:

1º módulo do curso de Fé e Política

Data: 9 de março de 2021

Horário: 20h às 22h

Tema: Mística e espiritualidade cristã

Assessor: Frei Gilberto Teixeira

 

O particípio e o infinitivo da vida do Presbítero – VI Domingo do Tempo Comum do Ano B

“Irmãos, cuidai cada vez mais de confirmar a vossa vocação e eleição. Procedendo assim, jamais tropeçareis. Desta maneira vos será largamente proporcionado o acesso ao reino eterno de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2Pd 1,10-11)

Na Liturgia do 6º Domingo do Tempo comum (ano B), a primeira Leitura (Lv 13,1-2.44-46) e o Evangelho (Mc 1,40-45) retratam a dramática situação de quem era acometido pela lepra, doença até então conhecida para caracterizar todo tipo de sofrimento relativo à pele, que deforma a aparência da pessoa. Era o que havia de mais grave sobre “impureza”.

À luz da Palavra proclamada, como conceber o Ministério Presbiteral, para que seja a expressão da misericórdia divina?

Refletindo, vi uma estreita relação, que agora começo a desenvolver:

Contemplamos o Amor de Deus que a todos acolhe sem excluir ninguém do Seu convívio, da Sua bondade. Deus não exclui, ao contrário integra a todos na comunhão mais que querida. Esta foi a ação de Deus no Antigo e no Novo Testamento através da prática do Amor Encarnado, Jesus Cristo.

Jesus acolhe com Amor: toca, cura, liberta, renova, restaura, reintegra aquele homem acometido de terrível mal que o condenava como pecador, marginalizado, amaldiçoado, excluído, indigno, fora da Bênção de Deus, numa palavra, um pecador maldito.

A prática de Jesus confirma a lógica de Deus que não marginaliza ninguém, e bem diferente é a lógica humana, que de modo geral vai noutro sentido.

Jesus com Sua prática Se contrapõe àquilo que em nome de Deus cria mecanismos de rejeição, exclusão e marginalização.  Ele é a manifestação da compaixão, do Deus cheio de Amor.

O gesto de Jesus revela Amor e solidariedade. Com a cura do leproso, e outros sinais é a certeza de que o tempo se completou, o Reino de Deus se faz presente no meio dos homens, sem racismos, exclusões.

A cura do leproso é a chegada de um novo tempo inaugurado por Jesus, que toma para Si as dores e sofrimentos de toda a humanidade.

Note-se que o leproso curado ao ser enviado ao templo para confirmar a sua cura, imediatamente se põe a anunciar as maravilhas alcançadas.

Também o Apóstolo Paulo fez o caminho de conversão. De ser escolhido amado e enviado por Deus. Sua vida nos ensina que Jesus é modelo de obediência e entrega, e o tem como fonte de vida. Assim deve fazer todo cristão. Para o Apóstolo o amor por Jesus torna tudo relativo e Ele é a fonte da mais madura liberdade.

Paulo, pelo amor que tudo subordina, faz da própria vida um dom. Assim deve ser a vida do discípulo missionário do Senhor. Assim deve acontecer com todo aquele que se sente acolhido, amado, tocado, curado, perdoado, liberto pela ação misericordiosa de Deus: tornar-se um alegre discípulo missionário do Reino.

Ofereço ao leitor uma pequena citação para aprofundamento:

“O texto do Evangelho nos diz que ‘no mesmo instante o deixou a lepra’, o poder curador de Deus passa através de um simples contato humano. Bastou um gesto corajoso do Filho de Deus para restituir a vida a um homem desesperado. Jesus sabe que isto servirá de testemunho (v.44) e o leproso curado não pode calar o amor que lhe restituiu a vida (cf. v. 45).”

Todo Presbítero, é por excelência o homem que experimentou o particípio do Amor de Deus e é chamado para prolongar tantas maravilhas em infinitivos infinitos.

O Padre é alguém que foi chamado por Deus; acolhido, escolhido, amado, curado, tocado, formado, ordenado, consagrado, enviado…

E quais são os infinitivos da vida de um Presbítero?

– Assim foi como acolhido, acolher cada irmão e irmã, sem nenhuma discriminação ou preferência.

– Assim como escolhido, ajudar o Povo de Deus a perceber o quanto também Deus os escolheu para produzir frutos saborosos nesta Vinha que é a própria Igreja, com podas necessárias, como bem nos fala o Evangelho de São João (Jo 15).

– Assim como foi por Deus amado, é o Ministro do Amor por excelência. Se não comunicar e não testemunhar o amor está condenado a viver um Ministério sem vida, alegria, sabor, graça e sentido.

– Assim como foi curado, e o é todos os dias, em cada Eucaristia é o Ministro da cura de tantos males que roubam a alegria e a vida do rebanho a ele confiado.  Ministro da cura por excelência, Ministro da cura porque comunicador da vida nova do Espírito.

– Assim como foi tocado um dia por um amor em forma de chama, deve a todos tocar, com sua palavra e gestos, a vida de cada membro da comunidade. Não poderá ser o gélido toque de quem não crê; nada espera e não ama de verdade, sem nenhum outro interesse a não ser o pleno cumprimento da Lei.

Teve a graça de ser formado, teve a graça de aprofundar a sabedoria como saber, soma de conhecimentos, mas tem que ser formado na sabedoria como sabor; sabor de vida, ternura, dignidade, perdão, paz, fraternidade, comunhão. Há a sabedoria do saber, mas há a sabedoria do sabor, na qual os pequenos são preciosos mestres.

Ordenado e com o Sacramento sem nenhuma tentação de prestígio, poder, sucesso, riqueza. Ordenado para arrebanhar, conduzir, santificar, ensinar, governar. Conduzir o rebanho para verdes pastagens, como homem do Banquete Eucarístico e da Palavra que fortalece, orienta e ilumina.

Consagrado e enviado. Tem uma missão especial. Enviado para comunicar a semente do verbo, espalhar Boa Nova do Evangelho em tantos corações. Enviado para que ensine e ajude a humanidade a viver tudo o que Jesus nos ensinou (Mc 16, 19)

O Padre é para a comunidade um alegre testemunho de quem foi também por Deus amado e curado.

Que a comunidade vendo assim o presbítero, também se sinta amada e encorajada a fazer o mesmo caminho, celebrando devotamente a Eucaristia, e numa autêntica devoção a Nossa Senhora, cresça cada vez mais a solidariedade para com o povo, em suas dores e sofrimentos.

Assim fez Jesus para com o leproso, assim haverá de fazer todo discípulo Seu, e de modo especial aquele a quem Ele chamou para ser Presbítero de Sua Igreja.

O Presbítero é alguém que se sente amado para amar muito mais do que para ser amado, ou seja, antes de querer ser amado tem que amar na mais bela e fecunda expressão do Mandamento que nosso Senhor nos deixou: amar a Deus e ao próximo como Ele nos amou.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

http://peotacilio.blogspot.com/2020/02/o-participio-e-o-infinitivo-da-vida-do.html

Reunião virtual dos representantes de cristãos leigos da Diocese de Guanhães

 

No sábado, dia 30 de janeiro de 2021, reuniram-se pela plataforma google meet, representantes dos cristãos leigos da diocese de Guanhães, das paróquias das cidades de Guanhães, Santa Maria do Suaçuí, São Pedro do Suaçuí, Paulistas, Virginópolis, Sabinópolis, Rio Vermelho e os padres Wanderley e Salomão assessores das pastorais sociais. O encontro iniciou-se com oração/reflexão de mensagem – áudio — de Dom Otacilio, sobre o texto Bíblico de Mc 4, 26-34  parábola do semeador e foi conduzido por Eliana e Alessandro. Os membros realizaram a partilha da palavra e refletiram sobre a missão de “semeadores” em meio a tantos desafios. Padre Salomão concluiu o momento ressaltando a necessidade de sermos missionários  que levam ao encantamento por Jesus Cristo. Os textos bíblicos sempre falam das pessoas que se encontraram com Jesus e tiveram essa atitude de sair manifestando esse encantamento por Ele. Nós também precisamos ser pessoas que testemunham os ensinamentos do Mestre, partilhando com quem se aproxima de nós. Precisamos sair por aí “respingando Deus”. Na sequência, o cristão leigo Alessandro, da paróquia São Pedro, conduziu um momento de partilha com relatos de experiências de ações sociais desenvolvidas nas paróquias da diocese e ressaltou a necessidade de atuação deles nesse momento difícil pelo qual o Brasil e o mundo estão passando da pandemia do Covid 19. Muitas pessoas necessitadas de atenção tanto material quanto humana/cristã. Logo após, os participantes fizeram intervenções. Ivone e Rosa Ricardo relataram algumas experiências na Paróquia São José em Paulistas. Ivone disse que um grupo já vem fazendo um trabalho de atenção a crianças que sofrem violências de vários tipos, entre outros trabalhos. Rosa completou que a Paróquia iniciou um trabalho com o título “Humanizar” com objetivo de atender tanto material como espiritual e humano às pessoas que precisarem, tanto as famílias como idosos, que são poucos no asilo, mas que merecem toda atenção também. Estão no início, e com muita esperança de bons frutos. Edelveis, de Guanhães, paróquia São Miguel,  falou de sua experiência  no CMDCA ( Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) relatou a existência de muita  violência a crianças também; disse que tem tentado fazer um trabalho junto ao Conselho Tutelar e CRAS. Eliana, da paróquia N S Aparecida Pito, falou de ações também de atenção a quem está passando por momento difícil, pelas próprias pessoas da comunidade que tentam ajudar, pedindo ajuda  aos Vicentinos e à Assistência social para ampararem essas pessoas. O asilo que acolhe os idosos é muito bem administrado pelos vicentinos. Lourdes, da Paróquia NS da Pena de Rio Vermelho, falou do trabalho de conscientização sobre Agricultura Familiar junto às comunidades que é feito por meio da Radio Comunitária..

Maria Luiza dos Reis Amaral e Alessandro de Paroquia São Pedro informaram que a paroquia tem representação no Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e que a maioria dos pequenos produtores e feirantes da são ativos nas comunidades eclesiais da paroquia.  Maria Luiza frisou também sobre o grupo de Reflexão onde ela coordena é feito um trabalho de oração do terço  virtual com os idosos  e que esses idosos se sentem muito valorizados por essa atenção e comunicação feita com eles. Desde o inicio da pandemia tem rezado pela saúde das pessoas e buscado alternativas de ajudar os mais próximos.  O cristão leigo Tarcisio Mourão falou da paróquia São Sebastião e, Sabinópolis, lá ele tem atuado em varias frente de atenção às pessoas necessitadas. Tem o grupo das Margaridas” onde são arrecadados cestas básicas para os mis necessitados. Ele atua também no CMDCA  associação de agricultores … (completa ai)Por fim combinou-se de , na próxima reunião continuar com os relatos de experiências e estudo de  temas . agendou-se a próxima  para 06 de março. Madalena  agradeceu a presença de todos e reforçou a importância do trabalho em rede , das paróquias , para assim buscarmos a unidade das comunidades  tanto urbanas  quanto rurais na diocese .

Alessandro Gomes

 pela Equipe de Articulação

 

NOTA DE PESAR – Pelo Falecimento de Padre Nelito Nonato Dornelas

A Pandemia do Covid 19 continua fazendo centenas de vítimas diariamente. Mesmo com o início da vacinação, o Brasil enfrenta um dos momentos mais graves da contaminação, registrando no dia 03/02/2021, 227.583 óbitos e 9.339.420 casos confirmados. Nessa data perdemos como vítima da doença esse grande profeta.
É com profundo pesar que as Pastorais Sociais da Diocese de Guanhães comunica o falecimento do padre Nelito Nonato Dornelas.
Padre Nelito participou ativamente na construção da história de evangelização de nossa Diocese. Foi um grande amigo de nossos bispos e de muitos padres. Participou do processo de construção de nossas assembleias diocesanas de pastorais e assessorou diretamente uma delas. A última participação dele em eventos diocesanos, foi em uma live, no dia do Grito dos Excluídos de 2020.
Precisamos ter a coragem profética do Padre Nelito e dizer que o cenário de dor enfrentado é responsabilidade do negacionismo e a negligência na política institucional diante da gravidade da doença.
Que nosso luto pelo padre Nelito seja transformado em LUTA na defesa da vida, da vacina e de políticas públicas que priorizem os mais angustiados pela grave crise econômica e pelo desemprego nesse contexto de pandemia.

Que a sua vida e missão nos inspire a seguir lutando por um mundo sem opressões, injustiças e nem exploração.

Coordenadores da Equipe das Pastorais Sociais da Diocese de Guanhães.

A Palavra do Pastor
A Glória é precedida pela Cruz – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Quaresmal – Ano B

A Glória é precedida pela Cruz – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Quaresmal – Ano B

O segundo Domingo da Quaresma (ano B), identificado como “O Domingo da Transfiguração do Senhor”, é um convite a escutarmos...
Read More
Evangelização e acolhida do sopro do Espírito

Evangelização e acolhida do sopro do Espírito

“Ai de mim se seu não evangelizar” (1 Cor 9,16). A Evangelização na cidade tem inúmeros e grandes desafios, de modo...
Read More
“Não nos deixeis cair em tentação” – Homilia do Primeiro Domingo da Quaresma- Ano B

“Não nos deixeis cair em tentação” – Homilia do Primeiro Domingo da Quaresma- Ano B

No 1º Domingo da Quaresma (Ano C), repensamos nossas opções de vida, tomando consciência das tentações que nos impedem de...
Read More
Libertos pelo Senhor para amar e servir – VI Domingo do Tempo Comum Ano B – Homilia

Libertos pelo Senhor para amar e servir – VI Domingo do Tempo Comum Ano B – Homilia

“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse:  “Eu quero: fica curado!”. No mesmo instante  a lepra...
Read More
O particípio e o infinitivo da vida do Presbítero – VI Domingo do Tempo Comum do Ano B

O particípio e o infinitivo da vida do Presbítero – VI Domingo do Tempo Comum do Ano B

“Irmãos, cuidai cada vez mais de confirmar a vossa vocação e eleição. Procedendo assim, jamais tropeçareis. Desta maneira vos será...
Read More
Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam- Homilia para o Quarto Domingo do Tempo Comum (Ano B) – Dom Otacilio F de Lacerda

Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam- Homilia para o Quarto Domingo do Tempo Comum (Ano B) – Dom Otacilio F de Lacerda

“O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade... Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” Com...
Read More
O chamado divino e a nossa resposta – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Comum ( Ano B)

O chamado divino e a nossa resposta – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Comum ( Ano B)

Deus nos chama para que anunciemos a Sua Palavra e não a nós mesmos, porque nisto consiste a vocação do...
Read More
Viver o Batismo é seguir os passos de Jesus- Homilia para o Domingo do Batismo do Senhor-Ano B- Dom Otacilio 

Viver o Batismo é seguir os passos de Jesus- Homilia para o Domingo do Batismo do Senhor-Ano B- Dom Otacilio 

Com a Liturgia da Festa do Batismo do Senhor (ano B), refletimos sobre a revelação de Jesus Cristo, o Filho...
Read More
Sejamos um sim a Deus e ao Seu Projeto de Salvação! Homilia – 4º Domingo do Advento do Ano B

Sejamos um sim a Deus e ao Seu Projeto de Salvação! Homilia – 4º Domingo do Advento do Ano B

Com a Liturgia do 4º Domingo do Advento (ano B), damos mais um passo fundamental nesta caminhada de preparação para...
Read More
Confiança, esperança e alegria no Senhor – Homilia – Terceiro Domingo do Advento – Ano B

Confiança, esperança e alegria no Senhor – Homilia – Terceiro Domingo do Advento – Ano B

“João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.” Ao celebrar o 3º Domingo do...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo