Eliana Alvarenga

O CONADIZ – Congresso  Nacional da Pastoral do Dízimo e da Partilha

O CONADIZ – Congresso  Nacional da Pastoral do Dízimo e da Partilha é um evento realizado pela Revista Paróquias voltado para a capacitação técnica dos agentes dessa Pastoral. Este encontro nacional busca proporcionar um momento formativo e também celebrativo.

Além de promover uma rica troca de experiências  entre as pastorais diocesanas e paroquianas. O Congresso pretende ainda desenvolver e aprimorar questões relacionadas aos aspectos administrativos e financeiros, com base na gestão eclesial contábil e financeira dos recursos recebidos, assim como sua aplicação em benefício da comunidade.

Primeiramente, é importante lembrar que a Igreja do Brasil, por meio de suas paróquias e dioceses  em quase sua totalidade já possui, de alguma forma, a Pastoral do Dízimo implantada. Um contingente enorme de pessoas atua com grande empenho, mas muitas vezes sem formação adequada para desempenhar seu papel. Levar essa formação especializada é o desejo do CONADIZ.

Existem também muitos de missionários atuando no setor sem a devida comunicação entre si, o que gera uma miríade  de contradições que confundem e desorientam as equipes. Na atual conjuntura política, econômica e fiscal que o Brasil vive, somada à escassez cada vez maior de recursos na igreja, faz-se urgente uma orientação firme e bem direcionada para a capacitação dos agentes e líderes da pastoral do Dízimo

Kiara Castro e Fábio castro / Diretores da Revista Paróquias.

O Diácono Edmilson Cândido está participando do CONADIZ em São Paulo, representando a Diocese de Guanhães.

 

Catequese Diocesana realiza estudo com coordenadores das paróquias sobre “Bibliodrama” com a autora Loredana Vigini

 

“A Bíblia é a grande “biblioteca” da história do homem e de sua busca de Deus. Transmitir as histórias do homem e de sua busca às crianças significa propor que elas se relacionem com essas histórias, descubram-nas e se familiarizem com elas, apreciando seus mecanismos internos, seu “fio” narrativo e colhendo o que elas trazem para suas vidas…”

” O Bibliodrama é um método que permite encontrar um texto de forma mais participada. Essencialmente, podemos traduzir a palavra que o designa como “livro em ação”…

” …Em síntese, esse método expressivo e experiencial torna possível, em um grupo, ‘visualizar’ um texto bíblico, tornando presentes suas personalidades e permitindo capturá-las de fora ou experimentar por dentro suas emoções, seus sentimentos, sua força e suas motivações, em situações de vida e de relacionamento, nas quais todos se podem se reconhecer. Assim, espelhando-se nelas, o participante encontra significados novos e muito profundos da Palavra e que tocam sua vida. O âmbito natural do Bibliodrama Pastoral é o catequético e o espiritual, em que o encontro com o texto é procurado para um aprofundamento da fé, como força para levar em frente à vida cristã. “Tornar presente” o trecho bíblico com suas personagens permite um encontro real e verdadeiro com a Palavra encarnada, que se torna forte experiência de espiritualidade…”        (Trechos do livro Bibliodrama Pastoral na catequese – Ferramentas expressivas e experienciais para comunicar o texto sagrado às crianças da autora Loredana Vigini)

Os coordenadores na Diocese de Guanhães participaram nos dias 06 e 07 de julho, no Espaço PUC,  de um curso básico  do Bibliodrama, orientado pela escritora  Loredana Vigini.

Foram  momentos riquíssimos de oração, espiritualidade e  técnicas para a utilização diária em nossos trabalhos catequéticos.

Abaixo, alguns relatos de experiências vividas pelas catequistas/coordenadores com o estudo do Biblidrama nos dias 6 e 7 de Julho:

Com certeza este encontro foi excelente. Aprendemos muito e saímos motivadas(os) a espalhar as novidades. Agradecemos todo carinho e atenção.
– Ivonete ( São Sebastião do Maranhão)

O encontro foi ótimo! Proporcionou-me de forma significativa momentos de refletir sobre minha vida pessoal e também conhecer ferramentas e estratégias de como trabalhar com os catequizandos. Loredana é muito objetiva e segura na sua apresentação. Quanto a equipe de coordenação quero agradecer de coração pela organização, acolhida, carinho, atenção e ao mesmo tempo parabeniza-las pela competência. No mais o meu muito obrigado por tudo.
Alice Aguiar ( Morro do Pilar)

Para esse encontro com Loredana eu dou nota 10. Um encontro que creio que envolveu a todos os participantes, nos levando a viver profundamente os personagens. Gostei muito também de sempre usar o 1° pronome pessoal e o tempo presente. Será enriquecedor para minha vida pessoal. Parabéns e obrigada por ter pensado em nós.
– Gorette ( Carmésia)

Que Encontro Maravilhoso! Senti como estivesse em um belo jardim.Quanto à organização excelente. Loredana fala fácil de Jesus e nos levou a um verdadeiro encontro com Jesus. Nos mostrou um jeito novo de falar de Jesus. Superou as expectativas.Todos os Encontros Diocesanos são muito bons.
– Alice ( Dores de Guanhães)

O encontro foi maravilhoso a acolhida a parte de alimentação hospedagem higiene dos ambientes tudo muito bem organizado. Fabrício. ( Conceição do Mato Dentro)
Avaliando o encontro. Foi simplesmente maravilhoso. Uma forma diferente de desenvolver os encontros com crianças e jovens que “mexe” com as estruturas como fala a música. Eu gostei muito achei muito proveitoso mesmo. Flaviane. (Sabinópolis)

Foi um fim de semana proveitoso, oportuno para vivenciar o agir de Deus em nossas vidas. Um momento único, fez com que nos sentíssemos parte do texto bíblico. Ir. Loredana soube muito bem utilizar o tempo para nos transmitir todo conhecimento de forma objetiva.

Eunice ( São Pedro do Suaçuí)

Em nome da paróquia São Sebastião de Joanésia, agradeço à Comissão pelo valioso encontro do fim de semana. Foram momentos de descontração, aprendizagem, um verdadeiro Retiro Espiritual, onde pude fazer uma avaliação interior. …
Lucilena (Joanésia)

As mudas de plantas nativas entregues ao final da IV Romaria das Águas e da Terra

“Ao final da Celebração Eucarística da 4ª Romaria, foram distribuídas mais de 300 mudas de plantas nativas, cada uma também com o nome de um/a dos/as mártires dos crimes/tragédias das mineradoras/Estado e levadas pelas romeiras e romeiros para serem plantadas e cuidadas. Isso é sinal de que a luta conjunta de todas as forças vivas da sociedade vencerão  a máquina de guerra devastadora…”

Algumas mudas foram trazidas para a Diocese de Guanhães e duas delas foram plantadas no Espaço PUC onde são realizados encontros diocesanos variados.

Outra muda foi levada e  plantada no jardim da comunidade de Araras da paróquia de São Pedro do Suaçuí/MG.

Uma outra mudinha foi plantada em frente a Igreja matriz da paróquia Nossa Senhora Aparecida / Pito Guanhães.

 

 

 

 

Organização do Conselho dos leigos e leigas da Diocese

A Diocese de Guanhães deu mais um passo para a organização do Conselho Diocesano do Laicato. No último dia 28/05/19,  Madalena Santos Pires da Paróquia Nossa Senhora Aparecida/ Guanhães, que esteve na assembleia em Uberaba, esteve na reunião do Clero para fazer um breve relato  sobre os assuntos tratados, bem como dos encaminhamentos feitos no sentido de organizar o Conselho na Diocese. Segundo Madalena, o  administrador apostólico, Dom Darci José Niciolli, mostrou-se acolhedor à proposta e Pe Dilton, responsável pela coordenação das pastorais agendará uma reunião com representantes das paróquias.

 

IV ROMARIA DAS ÁGUAS E DA TERRA DA BACIA DO RIO DOCE.

Aconteceu na manhã do domingo, dia 02 de Junho em Itabira, Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano a 4° edição da Romaria das Águas  e da Terra . Neste ano com o tema: “Vão-se os bens da Criação, ficam a miséria e destruição! E agora José?” A Diocese de Guanhães enviou representação para a atividade.  A concentração com a acolhida aconteceu próximo ao Campo do Valério e reuniu uma “multidão de romeiros vindos de diversas paróquias, comunidades,  pastorais, movimentos sociais, sindicatos e mandatos coletivos. O grupo foi acolhido com um café da  manhã e a animação, com a participação da pastoral da juventude ,de diversos cantores, entre eles, Zé Vicente. Logo após, iniciou-se a caminhada em direção ao portão principal da empresa Vale” No  canteiro central, em frente à entrada principal , foi prestada homenagem as vítimas do rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho . Cruzes com os nomes dos falecidos foram fincadas e afixadas na entrada da mina da empresa. A caminhada seguiu para a igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade . Durante o percurso, foram gritadas palavras de ordem e cânticos que animavam   os participantes. Em frente a igreja  foi fincada a cruz da Romaria e em seguida , no altar montado , celebrou-se a Eucaristia .Como gesto concreto e na semana do Meio ambiente, a Pastoral da Juventude entregou diversas mudas  de plantas e árvores com os nomes de todos os mortos em Brumadinho para serem cultivadas em memória dos mesmos. Duas mães de falecidos, receberam, em nome de todas as mães das vítimas,  o abraço  dos bispos de Itabira ,  do bispo auxiliar de Belo Horizonte e de todos os padres presentes. Concluiu-se a 4ª Romaria das Águas e da terra com um almoço comunitário.

Alessandro Gomes/ Paróquia São Pedro de São Pedro do Suaçuí

Madalena Santos / Paróquia Nossa Senhora Aparecida/ Guanhães- Pito

4ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce.
A Diocese de Guanhães esteve lá. Nós estivemos lá. Eu revi padre João Batista (Bidu), Kátia Magalhães, Frei Gilvander Moreira, ouvi a voz poética e profética do Zé Vicente.
Mais do que isso: nos unimos em milhares de vozes para dizer NÃO a todo sistema produtivo que destrói nossa casa comum, que assassina pessoas, que soterra histórias com lama.
Vão-se os bens da Criação, ficam miséria e destruição! E agora, José?”

Luís Carlos

Paróquia São Miguel e Almas/ Guanhães

Carta da 4ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce
Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum

Vão-se os bens da criação, ficam miséria e destruição! E agora, José?

Somos um povo peregrino, povo em romaria, em busca da terra prometida, construtor do reinado de Deus, que é um reino “de justiça, paz e alegria no Espírito Santo”(Romanos 14, 17). Por isso, caminhamos na força de um sonho maior, solidário com todas as pessoas que têm “fome e sede de justiça”, a justiça do Reino, sempre por ser atingida e realizada. Trazemos nossa solidariedade com todas as vítimas dos acidentes/crimes socioambientais provocados pelas empresas mineradoras em nossas Minas Gerais e outras regiões deste planeta, anunciando-lhes uma boa notícia: “felizes os que choram”. Suas lágrimas fecundam toda criação, pois “também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da libertação que é a glória dos filhos de Deus”(Romanos 8, 21).
Caminhamos pelas terras sagradas de Itabira que contêm “noventa por cento de ferro nas calçadas e oitenta por cento de ferro nas almas”, como canta o poeta. Itabira é a síntese de nosso Estado, a terra mineira prometida por Deus ao seu povo de ontem e de hoje, conforme descrita, de forma minuciosa, na Bíblia, em Deuteronômio 8,7-14; 8,19; 29,21-23. Nesse texto sagrado, Deus garante que o seu povo vai encontrar uma terra boa e com muita água. Terra boa para agricultura e até para a mineração. E Deus mesmo estabelece um limite para a sua exploração, mediante normas de conduta que garantam o bem comum, promovam as pessoas e assegurem a natureza. Quando essas regras são descumpridas, vem a maldição (29,21-23).
“Olhe! Javé seu Deus vai introduzir você numa terra boa: terra cheia de ribeirões de água e de fontes profundas que jorram no vale e na montanha; terra de trigo e cevada, de vinhas, figueiras e romãzeiras, terra de oliveiras, de azeite e de mel; terra onde você comerá pão sem escassez, pois nela nada lhe faltará; terra cujas pedras são de ferro e de cujas montanhas você extrairá o cobre. Quando você comer e ficar satisfeito, bendiga a Javé seu Deus pela boa terra que lhe deu. Contudo, preste atenção a si mesmo, para não se esquecer de Javé seu Deus e não deixar de cumprir seus mandamentos, normas e estatutos, que hoje eu ordeno a você”.
Diante da Palavra de Deus, de sua promessa e de suas advertências, entendemos que, neste momento histórico, somos desafiados a assumir uma responsabilidade crítica e propositiva sobre as atividades mineradoras em nossa região e em nosso planeta.
Conscientes de que somos herdeiros das promessas divinas e de que “O Senhor Deus é nossa força, Ele nos dá pés ligeiros como os da gazela e nos faz caminhar nas alturas”(cf Habacuc 3,19), subimos ao Pico do Amor, no bairro Campestre e chegamos à Paróquia Nossa Senhora da Piedade, trazendo os gritos de toda a população da Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum e os gritos da mãe terra, assumindo uma verdadeira “conversão ecológica”, como nos adverte o Papa Francisco: “As religiões têm um papel fundamental a desempenhar, pois, para garantir um futuro sustentável corretamente, precisamos reconhecer nossos erros, pecados, faltas e falhas, o que leva a um sincero arrependimento e desejo de mudança. Dessa forma, podemos nos reconciliar com os outros, com a criação e com o Criador”. Somente assim, podemos “nos comprometer a promover e implementar um desenvolvimento sustentável, apoiados pelos nossos mais profundos valores religiosos e éticos, considerando que o desenvolvimento humano não é apenas uma questão econômica ou dos especialistas: é uma vocação, um chamado que requer uma resposta livre e responsável de todos, que se desenvolvam em conjunto com a nossa irmã Terra e nunca contra ela”.
Condenamos o atual modelo econômico devastador e destruidor, que é voraz, orientado apenas para o lucro: Vão-se os bens da criação, ficam miséria e destruição! Propomos uma mudança de paradigma em todas as nossas atividades econômicas, incluindo a mineração, pois somos responsáveis por entregar às gerações futuras um mundo melhor do que este que recebemos. Temos conhecimentos e condições suficientes para reorganizar a vida em sociedade para além do sistema extrativista, materialista, individualista e consumista, que quer a todos devorar.
Somos também solidários com a Igreja Pan Amazônica em seu Sínodo a se realizar em outubro, na busca de novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral.
De Itabira, sob as bênçãos de Deus, renovamos, com esta Romaria, nossas forças e organização, nosso compromisso com a vida, em todas as suas expressões e dimensões, a partir de nossa Bacia do Rio do Doce, nossa Casa Comum.

Itabira-MG, 02 de junho de 2019.

Romeiros e soleiras da quarta romaria das águas e da terra da bacia do Rio Doce.

 

                    O Espírito Santo e a Igreja

 

A palavra “espírito”, em hebraico, é “ruah”,  e traz a  ideia de “vento” –, é Deus, que fala, ouve, movimenta e, sobretudo, ama. Portanto, o Espírito não é simplesmente algo de Deus inanimado em nós, mas é Pessoa d’Ele que habita em e na nossa intimidade. O Espírito é o Paráclito, Advogado, sobretudo é amigo íntimo. Nas origens do cristianismo, deu-se aquilo que ficou conhecido como Pentecostes: um vento forte perpassou a comunidade cristã primitiva e todos os seguidores de Jesus sentiram-se abalados, sacudidos, envolvidos num clima de entusiasmo, de euforia, de alegria escatológica. Nasceu aí a esperança inaudita de um retorno imediato do Senhor, presente em ações.

Para nos basearmos na essência do Espírito Santo, firmamos aqui na seguinte afirmação: “Desde o nascimento da Igreja, é Ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas”. (PREFÁCIO – O Mistério de Pentecostes).  

Temos muitas atividades, muitos tipos de serviços, e tudo em vista do bem de todos. O Espírito, porém, é um só. Todos nós que fomos batizados no único e mesmo Espírito formamos um só corpo. É o Espírito que nos junta na unidade. Bebemos todos da mesma fonte, que é o próprio Espírito Santo.

Queridos, sem qualquer margem de dúvida, é o Espírito Santo quem promove na igreja toda a ação dinâmica missionária. É Ele quem dá a vida à Igreja. Podemos dizer que é a “difusão e evolução da Igreja”, pois a  caminhada missionária  da Igreja começa  em Pentecostes  quando o Espírito Santo entra em  suas  entranhas e a torna  viva e atuante! É a partir de Pentecostes, que a igreja começa a falar, a falar a linguagem do amor, que é uma linguagem universal, e que mesmo sendo desdobrada em vários idiomas, é a única linguagem capaz de ser compreendida pelos povos de todas as nações. A Igreja é unidade, é a defensora do amor, amor divino, provido do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Jamais podemos falar do Espírito, sem falar de sua dimensão missionária, podemos dizer que é falar de missão. Missão essa que, sem sombra de dúvidas, consiste em revelar a todos os homens  a vida nova que brota da ressurreição de Cristo! Eis aqui  a maior riqueza revelada, abertura a todos os povos e culturas!

E assim, com toda essa dimensão, o dia de pentecostes é dia de uma grande festa missionária, e que devemos alargar o nosso olhar para o mundo inteiro, onde a  Igreja se faz presente na pessoa de muitos missionários, homens e mulheres,  que, apesar das inúmeras dificuldades, se prontificam em doar-se em missão e a gastar a vida  na difusão do Evangelho. E também um convite a unirmos a estes missionários, no desejo  de fazer chegar a outros irmãos  a verdade que liberta!

Sabemos que os desafios de quem se entrega à missionariedade são inúmeros, mas sabemos também que o Espírito Santo anima e dá força a quem abraça a missão de  anunciar e  testemunhar o Evangelho, ponto decisivo para a história da salvação!

O Pentecostes atual da Igreja não aliena o cristão do mundo, nem o fecha no templo. Somos cristãos “em saída”, respirando e proclamando as maravilhas de Deus. Que Maria, esposa do Espírito Santo, que rezou e confortou os apóstolos à espera dele, interceda por nós e nos apoie na perseverança.

Michel Hoguinele

Referências:

FRANGIOTTI, Roque.

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Missal Romano

SALVIANO, José. Homilia de Pentecostes. 

Homilia Dominical, BÍBLIA SAGRADA

      A catequese na era digital

                                                                                                     

“Jesus atrai a si os homens de cada geração, convocando a Igreja a anunciar o Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Hoje, é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para redescobrir a alegria de crer e o entusiasmo de comunicar a fé.” Faz-se necessária uma reflexão da era digital e a sua interface com a Igreja na qual é interpelada pelas mudanças trazidas à sociedade que nos impelem a ações inovadoras.

É essencial educar as novas gerações para a convivência com o mundo da comunicação. Hoje, a comunicação digital faz-se presente em todos os espaços e conversas, e até na intimidade do lar. Temos que compreender as pessoas e a sociedade na qual vivemos para obter êxito na ação evangelizadora e procurar entender o mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças.

“Na criação do homem e da mulher e de todos os seres, Deus revelou-se como autor e comunicador da vida na sua expressão mais ampla e profunda. Comunicação é dom de Deus, é relação entre o Criador e suas criaturas. A predileção de Deus pelo ser humano e a missão que lhe confia na criação exigem do homem e da mulher uma resposta livre e uma abertura para o diálogo. Comunicar é um dom e uma responsabilidade.”

O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, faz parte da realidade digital das pessoas. As redes sociais são espaços humanizadores e a internet também é o lugar da fé. Devemos abrir o nosso olhar para este mundo digital na catequese, aguçando os sentidos para uma tomada de consciência sobre este veículo importante na comunicação. É nosso dever orientar os nossos catequizandos quanto ao uso desta rede e fazer proveito dela na evangelização, formando bons comunicadores, visando o bem comum, apontando os seus benefícios e os seus malefícios, uma vez que as redes sociais digitais estão presentes na vida de grande parte dos catequizandos.

Somos todos comunicadores e a comunicação pertence à essência da Igreja. “Jesus disse aos seus discípulos: Vá pelo mundo e anuncie o evangelho a toda criatura.”

“O desafio hoje é descobrir e transmitir a mística de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar desta maré um pouco caótica que pode transformar-se em uma experiência de fraternidade, em uma caravana solidária, em uma peregrinação sagrada para uma tomada de consciência sobre este veículo importante na comunicação.”

“A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas que contribuem para fortalecer os laços de amizade.”

Fonte: Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, da CNBB

 Vera Pimenta

A Espiritualidade da conexão!

«Somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). Este é o tema da Mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial das Comunicações Sociais para 2019.

Diz o Papa: “É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos”.

No evangelho de João (Jo 15,1-8) Jesus se revela como Videira Verdadeira. Por 7 vezes  no Evangelho  aparece a palavra “permanecer” – que pode também significar demorar-se, habitar, ficar, continuar… A expressão revela a intimidade de Deus com a humanidade. Quando estamos conectados a essa Videira, vivemos a comunicação íntima com Deus e com a humanidade através da seiva do Espírito que nos une.

A era tecnológica e virtual despertou para a permanente conexão. Somos um todo conectado. A humanidade vive sua integralidade e vai descobrindo nas conexões que faz o sentido da vida. Lentamente vamos crescendo nas pontes que construímos entre culturas, fronteiras, raças, ideologias, religiões, sexos… Ao mesmo tempo, como ponto de reação, vemos crescer aspectos de fundamentalismo travestidos em muros que nos separam e buscam cortar os fios que nos conectam.

A conexão mantém-se como espiritualidade, horizonte e caminho. Pela fé, estamos conectados a Jesus, o Crucificado-Ressuscitado, que nos provoca a vida de comunidade de irmãos e irmãs.

Já no Evangelho de Marcos (Mc 16,15-20), apresenta Jesus Ressuscitado dando recomendações para a missão dos 11 discípulos. Uma delas chama mais atenção: “falarão novas línguas”. É curso linguístico que Jesus quer? É saber falar  várias línguas? Talvez sim, no sentido de que a missão ultrapassa fronteiras geográficas, mas pode ser mais que isso.

Penso que “falar novas línguas” está mais para aproximação do que para distanciamento. Por isto, não se trata de linguagens “incompreensíveis”. Certos “blá- blá-blás”, travestidos de gritos da fé, que geram mais falta de comunicação. Falar novas línguas é abrir-se para a realidade tangível, que pode ser tocada.

Fico pensando nas linguagens novas desse tempo: a tecnologia, por exemplo. Não tenho dúvidas que Jesus falaria dessa “nova língua” das redes sociais, do whatsapp, das imagens…

É injusto e imoral julgar códigos linguísticos que não conhecemos apenas porque não correspondem ao nosso padrão. Há linguagens criadas por grupos afins, por tribos juvenis, por moradores de determinada região, que nada têm a ver com expressões iguais de outros locais.

“Falar novas línguas” é adentrar nesse universo com a “linguagem do amor”, com a “linguagem do silêncio”, com a “linguagem da escuta”, com a “linguagem da acolhida”. Estas linguagens sempre nos aproximam e nos unem porque quebram barreiras.

É nossa missão “falar novas línguas”. Abrir-nos à novidade dos sinais dos tempos, sempre cheios da presença de Deus que quer ser descoberto na novidade do cotidiano. Isso é ir do “like” ao “amém”.

                  Pe. Hermes F. Pedro

      Mensagem do Papa para o 53º. Dia Mundial para as Comunicações Sociais – por Dom Darci José Nicioli

      Todos os anos, desde o Concílio Vaticano II, é publicada uma especial mensagem abordando temas relevantes no âmbito da comunicação, sempre na festa Ascensão do Senhor.

Neste ano, o Papa Francisco traz como tema para a reflexão que “somos todos membros uns dos outros” (Ef 4,25) e nos exorta a progredir em nosso agir comunicacional “das comunidades em redes sociais à comunidade humana”. Todo homem e toda mulher é um “ser-em-relação”; naturalmente ansiamos vencer a solidão e viver solidariamente. E nesse sentido, os meios de comunicação tradicionais (rádio, TV e imprensa) e a Social Web, as redes sociais, através das quais estamos conectados, podem prestar fundamental serviço à comunhão, à fraternidade, para vencer os mecanismos de morte que dividem e matam.

Observa o Papa que as redes sociais têm muito de positivo enquanto nos une em comunidade, promove a escuta recíproca, o diálogo construtivo, a informação, a corresponsabilidade pelo outro e pelo bem comum. Por outro lado, também, constitui enorme desafio. Há o perigo, diz o Papa, de sermos “eremitas sociais” quando o internauta se limita a grupos de interesses, fechado em suas próprias verdades, considerando o outro como inimigo somente porque pensa diferente. E os jovens e adolescentes, devido à forte presença nas redes sociais, acabam por ser os mais vulneráveis.

Nesse sentido, o Papa Francisco, na mensagem deste ano, convoca todos os cristãos – pois nós somos comunicação! – também os responsáveis pela mídia e todos os profissionais da comunicação, a reencontrar a verdadeira identidade comunitária da Social Web.

Trabalhemos, pois para o uso e regulamentação de uma rede on-line livre, aberta, segura, para a verdade é a paz!

Dom Darci José Nicioli, CSSR

Arcebispo de Diamantina e Administrador Apostólico de Guanhães

III encontrão de líderes da Pastoral da Criança

 Organização : coordenadora de Ramo Nerilda Araújo e Neria Araújo.

Apoio:Equipe e colaboradores da Pastoral da Criança de Cantagalo MG.

Ramo Nossa Senhora da Conceição.
Diocese de Guanhães

No dia 19 de Maio de 2019 foi realizado um encontrão de líderes da Pastoral da Criança no Ramo Nossa Senhora da Conceição na Cidade de Cantagalo MG.O que era pra ser um encontro de área tornou se um encontro Diocesano, pois conseguimos reunir várias cidades e algumas não faziam parte da Área 2.
As paróquias presentes :Peçanha,Virgolândia, Sabinópolis,Conceição do Mato Dentro,Materlândia, São João Evangelista, Baguari, Nelson de Sena e Paulistas. O Encontro  iniciou-se às 8 horas com o café da manhã, a seguir,   uma carreata saindo do centro e indo para a igreja Sagrado Coração de Jesus, dando seguimento com uma bela entrada na igreja , apresentação dos grupos que vieram e uma linda missa foi presidida  pelo Padre José Aparecido dos Santos,  que  apoia muito em tudo que a Pastoral da Criança tem realizado. O encontro se estendeu após a missa, até às 16h30 no Ginásio Polioesportivo.  Tema: Desenvolvimento infantil que foi desenvolvido através de muita música, brincadeiras, oficinas e um teatro .

Desde que entrei como coordenadora de Ramo, enfrento o desafio de cativar e estimular os líderes da Pastoral e trazer mais voluntários pra junto de nós e  esse encontrão seria uma grande chance que teríamos pra passar para todas as pessoas o que é Pastoral da Criança, como e porque surgiu e como funciona. Assim,  fiz o convite aberto para quem quisesse participar e foi um grande sucesso.Tivemos a presença de várias outras entidades da cidade, o prefeito de Cantagalo e de muitas outras pessoas que hoje estão se sentindo apaixonadas pela nossa missão. A semente foi lançada, o recado foi dado e os frutos estão aparecendo a cada dia, em todas as cidades que estiveram presentes inclusive aqui. Graças a Deus, os objetivos estão sendo alcançados.

Nerilda Araújo – Coordenadora da Paróquia Capela Nossa Senhora da Conceição.

 

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