Eliana Alvarenga

Amado Papa Francisco

“Sem nada ter, tudo pode ser e cantar feliz”, eis a expressão de São João da Cruz que bem define a exemplar caminhada do Papa Francisco, na missão de promover a universalidade da Igreja. A partir de sua rica experiência de vida consagrada e pastoral, de sua proximidade e das palavras sempre pertinentes, o Papa Francisco nutre no coração da humanidade sinais de esperança. Assim, unem-se ao Papa multidões do mundo inteiro – clérigos, autoridades governamentais, formadores de opinião, líderes, membros de diferentes confissões religiosas, cidadãos de diferentes lugares. Todas essas vozes, a partir do pontificado de Francisco, formam um coro que canta a alegria de enxergar, no horizonte, uma “Igreja em saída”, que vai ao encontro de todos, superando molduras antiquadas para deixar brilhar a força da tradição – capaz de levar à interioridade de cada pessoa a luz do Evangelho de Jesus Cristo.

Importante reconhecer: valorizar a tradição não significa limitar-se ao apego cego a tudo o que é antigo, pois Deus, pela ação do Espírito Santo, gera sempre renovação. Zelar pela tradição da Igreja Católica é reconhecer a sua irrenunciável missão de fazer chegar a todos a luz incandescente do Evangelho. E o Papa Francisco ergue a tocha com essa luz, exercendo, com coragem e simplicidade, o seu ministério. A luminosidade do Evangelho incide sob seu rosto e permite, a cada pessoa, reconhecê-lo como sucessor do apóstolo Pedro. Por isso, o seu pontificado gera conversão, possibilitando que muitas pessoas assumam seus próprios pecados e fragilidades.

O Evangelho de Jesus Cristo, o diálogo com Deus, faz brotar no coração humano a sabedoria que permite compreender: não importam roupagens, títulos ou posições hierárquicas que, muitas vezes, garantem certas benesses e honrarias. O fundamental é cultivar uma autêntica vida cristã, um jeito de ser que é bem distante de qualquer tipo de postura egoísta. Na história bimilenar da Igreja Católica, admiráveis homens e mulheres, cristãos leigos e leigas, gente simples, mas também nomes reconhecidos – papas, bispos, padres, religiosos -, em diferentes lugares e culturas, nos mais variados momentos da história da humanidade, foram exemplares por serem autênticos cristãos. Hoje, o olhar volta-se para os que corajosamente se dedicam às frentes missionárias, chamados a testemunharem a fé no mundo contemporâneo. Liderando essa multidão de discípulos e discípulas de Cristo, está o amado Papa Francisco, que faz a cada pessoa um convite corajoso: aproximar-se mais da luz do Evangelho.

Acolher esse convite é a única possibilidade para a superação das muitas sombras, também na Igreja, em razão dos estreitamentos humanos e dos desafios do mundo atual. Há certas dinâmicas contemporâneas que estão na contramão do Evangelho. A lista é extensa, mas é importante, neste momento, dedicar atenção especial a um desses males: o moralismo perverso de certos indivíduos que, motivados por interesses pessoais e pouco evangélicos, sentem-se no direito de atacar outras pessoas. Esses indivíduos, quando criticam, não buscam promover correção ou conversão, pois são movidos pela mágoa. Em vez disso, não raramente, atacam para encobrir seus próprios limites. Adotam, pois, a estratégia de tentar destruir outras pessoas, distanciando-se da luz do Evangelho, que escancara escuridões. Quem busca seguir Jesus, nas muitas situações do cotidiano, pode gerar certo incômodo para os que, veladamente, arquitetam manobras e ilegalidades.

Para a Igreja, seguir Cristo não é opção, mas razão de existir, tarefa que se exerce dedicando-se ao mundo. É o que pede o amado Papa Francisco: uma Igreja cada vez mais servidora, muitas vezes ferida por debruçar-se, misericordiosamente, nas diferentes vicissitudes da vida humana. E o coro de vozes que se une ao Papa Francisco é muito grande. Deve crescer ainda mais, para que ninguém fique de fora. As vozes desse coro, unindo corações em um coração só, revelam que multidões cultivam a disposição corajosa de se deixar iluminar pelo Evangelho – a Tradição que é a herança intocável da Igreja. Permaneça, assim, viva a esperança de se construir um novo tempo, a partir do caminho indicado pelo amado Papa Francisco.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Fiéis , parentes e amigos, comovidos se despedem de Pe Saint Clair

Foi com muita tristeza e comoção que os fiéis das  paróquias São Miguel e Almas, Nossa Senhora Aparecida, em Guanhães, São João Evangelista, Santo Antônio em Coluna e de outras paróquias se despediram do amigo e pastor Pe Saint Clair Ferreira Filho. Foram presididas Celebrações Eucarísticas em Guanhães às 10h,na catedral, em São João às 13h , em Coluna às 17h e o sepultamento aconteceu após a missa.

Abaixo, comentários e homenagens:

No meio do luto, sinto-me honrado com a oportunidade de ler essas palavras durante as exéquias do amigo Pe. Saint Clair! 
Atendendo aos pedidos de outros amigos dele, compartilho o texto que li. 
E vamos nós, tocando em frente!

Que a paz do nosso senhor Jesus Cristo e a consolação do Espírito Santo permaneça conosco! Digo “permaneça”, pois creio que a paz e a consolação estão sempre conosco, pela graça de Deus. Sabemos que mesmo na mais profunda dor – essa intrusa para a qual não fomos criados, pois Cristo nos fez livres e nos deu vida em abundâci – o Espírito de Deus está conosco.
Estou aqui, sabendo da impossibilidade do amigo padre Saint Clair me ouvir agora, pelo menos da forma que sempre fez, nas nossas prosas mais poéticas. Por isso, falo aos outros amigos aqui presentes. Alguns deles de outras confissões religiosas. Ouso falar também para a maioria aqui presente, como minha mãe dona Lucica e minhas irmãs Edelveis e Eliana que tiveram o prazer e a alegria de conhecer esse irmão na fé e conviver com ele por muito mais tempo. 
Falo como amigo, como irmão, como membro da comunidade Cristã desta cidade, desta região. Falo também como ser político que aprendi a ser. Mas sempre na condição de alguém que sabe que é pó, que ao pó retornará, mas que se apega, às coisas do coração, mesmo sabendo que não consigo aumentar em nada o tempo bom de todas as fases da vida. 
Falo para tantos sentinelas, semeadores da palavra, plantadores de sonhos, de anunciadores de dons e de vida – de vida eterna. 
Há algum tempo, o amigo que está agora em estágio avançado de transfiguração, chamou minha atenção para esta palavra, transfiguração. Foi no dia em que inaugurou a pré-paróquia do Pito. Desde então, o encontro de Jesus com alguns de seus discípulos no conhecido monte da transfiguração, narrado nos evangelhos, passou a ter um significado bem mais amplo para mim. Dá-me a certeza de que estamos todos, por mais saudáveis, resistentes, por mais cheios de certezas que estejamos aqui, estamos todos apenas caminhando, rumo à transfiguração. 
Talvez por isso, o amigo Saint Clair gostava tanto da canção de Almir Sater que diz que “ando devagar, por que já tive pressa e levo esse sorriso por que já chorei demais”…” Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente, Compreender a marcha E ir tocando em frente… Como um velho boiadeiro, Levando a boiada, Eu vou tocando os dias, Pela longa estrada, eu vou, Estrada eu sou…”
Quase posso ouvir a já bem rouca voz do Padre Saint Clair, cantarolando isso, no dia que fui visitá-lo, há cerca de um mês. Ele sempre soube o que fazia aqui. Sempre soube que é estrada e que faz parte do caminho de todos nós. 
E lá se foi nosso amigo, agora longe de nossos olhos físicos, depois de combater o bom combate, ou, de caminhar a boa caminhada, deixando sementes, flores e frutos e árvores já frondosas entre nós. Como dito aqui pelo padre José Martins. Em cada canto aqui desta diocese há sinais dele…
E cá estamos nós… tocando em frente. Ainda buscando a exata compreensão desta marcha. “ Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, Só levo a certeza de que muito pouco sei, Ou nada sei…”
Nem fazer uma homenagem descente, nesta hora, com o coração doído, eu sei… Mas aqui estou! Apenas para agradecer a Deus, pelo privilégio de conhecer esse camarada. Que para mim será sempre um camarada, um amigo, um companheiro de estrada… Muito mais que um padre, um pasto de almas. Foi assim que ele se apresentou a mim. Como quem conhece as diferenças e fraquezas mas também as coisas comuns, os dons e as riquezas de cada ser humano, todas germinadas no coração do Criador, o grande tapeceiro do universo.
Hoje, oito de setembro, quando um outro amigo, pastor Marcos Leal me ligou, lamentando a partida do Saint Clair, eu tentava escrever esse texto… imaginando que poderia fazê-lo de forma mais consoladora para todos os presentes. Só então percebi que deveria vir aqui, para contribuir apenas passando uma linha, no ponto que está sendo tecido agora na história de Guanhães. 
Amigas, amigos, irmãs, irmãos… gostaria de pedir que neste momento nos abracemos, que possamos dar as nossas mãos agora. Digamos simbolicamente que: Todo mundo ama um dia
“Todo mundo chora, Um dia a gente chega, E no outro vai embora. “
Enquanto seguimos aqui, tocando a marcha da vida. Lembremos que cada um de nós carrega o dom de ser capaz! 
“É preciso amor, Pra poder pulsar, É preciso paz pra poder sorrir, É preciso a chuva para florir. “
Que continuemos na presença de Deus, pois vem aí a primavera. O que ela traz: a certeza de que estamos e estaremos em transfiguração. 
Pai amado, Senhor Deus do Universo, sou grato a ti, pelo privilégio de ter caminhado algumas trilhas com este homem, com este padre, com este amigo Saint Clair Ferreira. 
Que Deus mantenha sobre nós, a sua benção! Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo!

                                                                                  Evandro José de Alvarenga

           Ao participar da celebração Eucarística de corpo presente do nosso querido padre Saint Clair pude reviver um filme que jamais será esquecido em minha memória. Foi muito forte a emoção de relembrar os momentos de experiência  fraterna  e pastoral com essa figura ímpar em nossa diocese. Revivi   aquele 1º de maio de 1986, instalação da diocese de Guanhães, primeira vez que vi aquele diácono ( Bigode grande)  proclamando o Evangelho; algum tempo depois aquela mesma pessoa já então, o padre  Saint Clair, juntamente com padre Ismar assumia a paróquia São Miguel e Almas e aí então deu-se início a uma nova fase em minha vida pastoral. Em pouco tempo  já nos identificávamos  em nossos ideais de um projeto de Igreja libertadora. Passei a atuar em diversas pastorais  urbanas e rurais, tendo a felicidade de a convite dele,  fazer parte do CPP, vivendo uma linda história de companheirismo e missão. Quantas reuniões na casa paroquial de Guanhães, Planejamento de Ação Pastoral  realizamos juntos ,podendo assim, testemunhar o que é uma pessoa apaixonada pelo Reino de Deus e por sua paróquia. Quanta saudade de um tempo que marcou minha vida de Igreja diocesana de Guanhães! 

       Em 2006, fruto de um  dos sonhos dele, foi instalada a pré- paróquia do Pito e a partir daí seguimos caminhos geograficamente diferentes, mas sempre , em conversas com amigos , dizia: padre Saint Clair , pra mim, é o apóstolo Pedro da Igreja Particular de Guanhães: aquele que , ora erra, ora acerta;  mas com a coragem de ser a coluna na qual os irmãos  se apoiam; santo e pecador: pecador no seu jeito transparente de ser humano; mas santo nas ações proféticas e misericordiosas.

       Por fim , fica  a gratidão  por ter tido a oportunidade de conviver um irmão , um pai , um pastor.

Padre Saint Clair amava os cantores que  , com suas vozes  traduziam o sonho de uma igreja povo . Por isso termino com um trecho de uma canção  que ele amava.

No peito a saudade das pessoas tão queridas.
Nos olhos tantos sonhos de um futuro com mais vida.
Nos pés a marcha lenta para a terra prometida.
Ô, ô, ô… ô, ô, ô. é tudo teu, Deus do amor.            ( Zé Vicente)

 Maria Madalena dos Santos Pires      paróquia N S Aparecida-  Pito   

Muito difícil devolver à eternidade as pessoas que aprendemos a amar de forma especial. Porém, nossa maior homenagem a esse grande mestre é colocar seus desejos em prática, sendo leigos apaixonados a evangelizar com muito amor,responsabilidade e acima de tudo com simplicidade. Isso sim era seu exemplo e seu desejo. Sou eternamente grata a ele pela lição de fé que nos passou e a Deus pela oportunidade de viver essas experiência ímpar com ele!

 Ivone de São João Evangelista

Eu aprendi com Ele demais. A Diocese perdeu um pensador. .. Nunca esquecerei o que Ele me fez sentir com o seu jeito de ser. Ele perguntava :”Oi que você está fazendo com o amor que Deus tem por você?

 Dircilene de São João

Fui em coluna. Foram  momentos muito tristes e ao mesmo tempo de agradecimento a Deus por tudo que ele fez em sua missão.

 Irmã Aparecida – Frei Lagonegro

Hoje foi muito difícil…as palavras fugiram. Fiquei meditando suas palavras naquele momento de dor:”vocês leigos precisam ser sal da terra e luz do mundo.

Nosso profeta, após anos de luta volta para o repouso nos ombros do Pai. A sua voz ecoará em nossos corações. Palavras firmes, sem rodeios ou voltas. A nossa Diocese perde seu filho que tinha um amor incondicional a sua igreja e a seu povo . Perdemos nosso grande conselheiro.

                                                                                  Alessandro – São Pedro

Um dia muito triste para todos nós! Mas ele cumpriu muito bem a sua missão. Ficamos com o seu testemunho firme do evangelho e um coração cheio de agradecimento a Deus, por nos permitir conviver e aprender com ele!

Luciene – São João

Grande homem de Deus! Amou muito esta diocese. Nossa eterna gratidão.

Roberto Magno – Joanésia

Nossa diocese sofre uma grande perda,mas o Senhor recebe uma valiosa alma!!! É o fim… fim da corrida …fim do sofrimento e dor…Nosso padre agora descansa em paz! Que as suas lutas não sejam em vão e suas palavras proféticas esquecidas,mas transformem em vida, com frutos abundantes no meio de nós!! Abraço de consolo aos familiares ,o clero e toda diocese!!!

                                                                Catequese e Comunidade N.Senhora do Carmo – Carmésia

Nossa solidariedade e sentimento a todos os padres, pastorais, amigos e familiares que tiveram a honra de conviver e vivenciarem a espiritualidade e a fé do saudoso Pe Saint-Clair. A sua devoção em seguir o Projeto de Jesus Cristo ,amar e servir, fez a diferença na vida do Povo de Deus. Com seus ensinamentos e palavras , deixou o legado de lutar com dignidade e fé.Que o Senhor o acolha em sua glória.

Abraço a todos. Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Equipe de Coordenação Catequética Conceição do Mato Dentro.

Que o senhor Jesus conforte e dê muita sabedoria aos familiares, neste momento tão difícil! Que Ele descanse em paz ao lado do pai eterno! Que o Senhor Jesus conforte e dê sabedoria aos seus familiares e amigos neste momento tão difícil de separação terrena! E que Ele descanse em paz , ao lado do Pai celeste!

Geralda do Rio Vermelho
Hoje nossa diocese perdeu um ente querido e ganhou mais um santo no céu.Nossa diocese sentirá mas fortalecida por lembrar dele que amou e lutou incondicionalmente por ela .Descanse em Paz. Aos familiares e diocesanos, minhas orações.

  Socorro Morro do Pilar
A diocese perde uma grande pessoa, mas o céu ganhou. Hoje lindo dia para ele ser acolhido pela nossa mãe celeste.

                                                                  Jussara Ventura – Guanhães

Eu me uno aos amigos e familiares do padre Saint-Clair para agradecer a Deus pela sua vida. 
Muito daquilo que sou como pessoa, dos valores que preservo, das esperanças que trago em mim, devo ao tempo de convivência com ele. 
Eu tive a oportunidade de conhecer e conviver com um homem bom e justo!
Aproveito para me solidarizar com o padre Wanderlei, amigo e irmão, que esteve ao lado do padre Saint-Clair nesta travessia.

Luís Carlos – Guanhães

“[…] a morte só pode ter um sentido e significado se a vida também os tiver; quando alguém sabe “para quê e para quem vive”, realizando sua original missão, pode morrer em paz. Aqueles que vivem intensamente enfrentam com grande serenidade seu envelhecimento e a proximidade da morte, vendo nela mais uma etapa no processo normal de seu amadurecimento e de sua realização. Aquele(a) que é consciente de ter vivido por alguma causa, de ter levado uma vida plena, pode dar sentido e significado espontâneos ao último ato de sua existência, a morte. É o modo como alguém vive que qualifica a morte. Há mortes que, para além da inevitável dor que causam aos familiares e amigos, provocam paz, agradecimento, vontade de viver seriamente, de se levantar da superficialidade e da mediocridade”.

(Adroaldo Palaoro, sj)

“Homens de Deus não morrem. Eles são transformados naquilo que acreditaram e pregaram. Ele combateu o bom combate da fé e agora toma posse definitiva do Reino dos céus, onde participará do prêmio reservado aos justos”. Padre Saint Clair ressuscitou a muitos na terra. Agora ele é um eterno ressuscitado junto a Deus. 

  Saudades eternas!

                                                                                                        Eliana  Alvarenga – Guanhães

 

Aniversariantes do mês de setembro

 

Setembro Clero
01 Pe. Mário Gomes da Silva Nascimento
06 Pe. João Carlos Sousa Nascimento
08 Dom Marcello Romano Ordenação Episcopal
16 Dom Marcello Romano Posse Canônica Araçuaí
26 Diácono Edmilson Henrique Cândido Nascimento
27 Pe. Elair Sales Diniz Nascimento

 

Setembro Seminarista
23 Tharley Kelves Nascimento

 

Setembro Consagradas
07 Maria Raquel M. Duarte (Guanhães – Coop. Família) Nascimento
19 Gracíula Gonzaga (Guanhães – Coop. Família) Nascimento

 

Setembro Funcionários
08 Ronion Barroso – Rádio Vida Nova FM Nascimento
13 Adeir Custódio da Silva PUC Nascimento

7º Festival da Música Cristã

O evento é uma iniciativa da Pastoral da Comunicação da Diocese de Guanhães e visa valorizar e reconhecer os talentos musicais em nível regional e nacional. O concurso contempla também os mais diversos gêneros e estilos musicais, valorizando e potencializando os novos talentos, dando-lhes visibilidade e estimulando a criação e difusão da música cristã. Outra proposta do festival é integrar as Igrejas cristãs na missão de evangelizar através da arte.

No 1º dia do festival se apresentaram as seguintes bandas/artistas: Celso Caldeira, de Guanhães, que interpretou a música “Um Só Caminho”; Nicko Carvalho, de Ribeirão das Neves, que interpretou a música “Habita Em Mim”; Amanda & Arthur, de Guanhães, que interpretou a música “O Seu Amor”; Banda Atos 2, de Guanhães, que interpretou a música “Os Feitos Do Senhor (Salmo 77)”; Cibelle Reis, de Guanhães, que interpretou a música “Eu Confio”; João de Lima, de Santa Maria do Suaçuí, que interpretou a música “Santa Paulina”; Grupo Vox, de Guanhães, que interpretou a música “Reanima”; Pollyana Ferves, de Montes Claros, que interpretou a música “Gratidão”; Priscila Pimenta, de Guanhães, que interpretou a música “Que Amor É Esse”; Marquinho Paracatu, de Guanhães, que interpretou a música “Um Lugar Chamado Esperança”; Ederson Mendes, de Contagem, que interpretou a música “Existe Um Deus”; Diw Cotta, de Peçanha, que interpretou a música “Nazaré”; Banda Novo Ser, de Guanhães, que interpretou a música “Sua Luz”; Miriã Bueno, de Guanhães, que interpretou a música “Meu Melhor Amigo”; Taquinho de Minas, de Belo Horizonte, que interpretou a música “Senhor”; Rodrigo Ferrero, do Rio de Janeiro, que interpretou a música “Vocare” e Matheus Bueno, de Guanhães, que interpretou a música “Não Há Medo Em Deus”.

Os 10 classificados para a grande final do Festival, cuja apresentação aconteceu  no sábado, 1º de setembro, foram:

  • Banda Atos 2;
  • Banda Novo Ser ;
  • Celso Caldeira;
  • Ederson Mendes;
  • Grupo Vox;
  • João de Lima;
  • Marquinho Paracatu;
  • Matheus Bueno;
  • Pollyana Ferves e
  • Rodrigo Ferrero.

Dos dez classificados ,  os cincos primeiros colocados foram:

O cantor Rodrigo Ferrero foi o vencedor do 7º Festival da Música Cristã. O artista, da cidade do Rio de Janeiro, interpretou a canção “Vocare”.

Todos os cinco primeiros colocados foram agraciados com troféus e premiação em dinheiro. Rodrigo levará para a cidade maravilhosa o prêmio de R$ 2.500,00. Em segundo lugar ficou o guanhanense Matheus Bueno, que interpretou a música “Não há medo em Deus”. Matheus foi premiado com um cheque R$ 2.000,00.O também guanhanense Celso Caldeira ficou com a terceira colocação e recebeu um cheque no valor de R$ 1.500,00. Em 4º e 5º lugares, respectivamente, ficaram a cantora Pollyana Ferves, de Montes Claros, que interpretou a música “Gratidão”; e Ederson Mendes, de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que, com sua banda, interpretou “Existe um Deus”. Ambos receberam R$ 1.500,00, cada..

Desde a 5ª edição do Festival, os jurados puderam atribuir as notas de cada quesito avaliado, usando seus próprios smartphones. Isso graças ao sistema leve, de fácil utilização, e responsivo (que pode ser acessado e utilizado de qualquer dispositivo e plataforma) desenvolvido por Joel Fernandes que além de locutor e analista de tecnologia da informação da rádio Vida Nova é Tecnólogo em Sistemas para internet. O sistema foi desenvolvido exclusivamente para ser utilizado no festival. Além de funcionar atendendo aos requisitos do regulamento, que prevê o descarte da maior e menor notas da comissão julgadora, proporciona praticidade aos jurados, facilidade e agilidade na apuração do resultado final.

“Ouso dizer que o festival da música Cristã simboliza ou traduz um pouco do pioneirismo que se pratica em Guanhães, pois um de seus idealizadores, padre Saint Clair Ferreira, também diretor da Rádio Vida Nova FM é um visionário neste tema. Aquele tipo de gente de fé, que costuma firmar suas ações numa fé inabalável. Também, por que sou testemunha desta ousadia de festival e várias outras, na Diocese de Guanhães . Sou partidário da ideia de que precisamos valorizar a nossa cultura e abrir espaços para nossa arte e para a comunicação das boas novas de todas as formas possíveis”.

                                                                                                          Evandro Alvarenga

Moralidade, peso de ouro

A sociedade brasileira precisa estar convicta de que a moralidade é o “ouro primeiro” de todos os processos. Nem mesmo inteligências estratégicas, procedimentos bem articulados e as soluções para os graves problemas são capazes de resistir à falta de tradição moral, fundamental para a construção do bem comum que precisa ser respeitado e promovido. Isso porque, o equilíbrio e a identidade de uma nação dependem fundamentalmente de um conjunto de normas, valores e costumes que constituem o tesouro de uma rica tradição moral. Assim, a sociedade deve se conduzir pelos princípios de sua carta maior, a Constituição Federal, que reúne referências normativas com o objetivo de garantir a justiça e fomentar a construção de uma cidadania solidária. A letra da norma, aquilo que está explícito na lei, resulta de processos interpretativos e de desdobramentos socioculturais e religiosos. Processos capazes de inspirar os seres humanos – congregados em povos e culturas – a leituras e entendimentos que possibilitem a configuração de uma tradição moral que ordene vivências, convivências, procedimentos e funcionamentos. Assim, uma sólida tradição moral não se configura a partir de simples recursos de subjetividades ou de ideologias. É fruto da interação dos seres humanos que se articulam na importante tarefa de edificá-la pela essencialidade do relacionamento entre pessoas e pela referência dos valores morais e princípios éticos, inegociáveis e intocáveis – cláusulas pétreas. Uma exemplar singularidade dentre essas cláusulas é a inviolabilidade do dom e do direito à vida, que tem de ser respeitada em todas as suas etapas – da fecundação ao declínio, com a morte natural. Toda legislação em contrário fere e desestabiliza o tecido da tradição moral, com graves prejuízos para todos. Mas preservar o bem comum não é tarefa fácil, exige cuidado e atenção, uma verdadeira luta no interno da sociedade. Não se pode desconsiderar a tendência de se buscar, simplesmente, o interesse pessoal. O egoísmo tem força para fazer passar o interesse de um ou de determinado grupo e segmento em prejuízo do outro ou do bem comum. A perda da tradição moral representa grave comprometimento da autoridade. Nesse horizonte, a prioridade deve ser o investimento na formação de condutas pautadas no respeito a valores ético-morais – não se fala aqui, absolutamente, de moralismos e conservadorismos, mas de rever conceitos e comportamentos. É preciso investir na recuperação da moralidade, em todos os setores, envolvendo o conjunto dos cidadãos, para alavancar projetos de desenvolvimento integral, de qualificação da cidadania. Esse percurso de formar, recompor e manter a tradição moral, indispensável a uma nação, não pode ser fruto de subjetivismo ou imposição ideológica. Os processos educativos, formais, familiares e nas diferentes circunstâncias e processos que compõem a vida cotidiana, têm séria responsabilidade por contribuir significativamente para que esse tecido erodido por muitas causas e razões se recomponha. O comprometimento do tecido moral, particularmente quando considerados os esquemas de corrupção e depredação do erário, o modo irresponsável com que é tratado o bem público, requer a ação de bons gestores, que representem o povo nas suas instituições, e cidadãos honestos nas relações do dia a dia, nas mais comuns circunstâncias. O atendimento a essa demanda urgente exige que se considere a importância do tesouro em que a moralidade está inscrita, especialmente neste ano eleitoral quando a credibilidade de candidatos está em questão. A tradição moral na política está sucateada e por isso o preço do descrédito é grande. O mesmo ocorre na esfera religiosa e não menos, de modo preocupante, no mundo do judiciário e em outros tantos segmentos da sociedade. Assusta muito ver decisões, frutos de interpretações de leis e normas, com favorecimentos por conivência, por poder ou até mesmo por mediocridade em razão da pouca competência, não só acadêmico-científica, mas sobretudo pelo distanciamento de sólidas tradições morais. É necessário assimilar a convicção de que a moralidade é a alavanca única que pode sustentar, dar consistência e empurrar na direção certa. A sociedade precisa, em todos os ambientes e segmentos, contar com cidadãos e cidadãs que, acima de tudo e prioritariamente, considerem, vivam e testemunhem a moralidade a peso de ouro .

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Dia do Catequista

“Desde o início dos anos 1980, a Igreja no Brasil dedica o mês de agosto à reflexão, promoção e celebração das vocações à vida sacerdotal, familiar, religiosa, missionária ou laical. Dentro das celebrações deste mês, o Dia Nacional do Catequista ocupa lugar especial, considerando o ser catequista acima de tudo como uma vocação, como um chamado de Deus.

O catequista nutre sua vocação na mesa da Palavra e da Eucaristia. Imbuído pelo Espírito do Senhor é chamado a também se doar a serviço da Iniciação à Vida Cristã”.

Saboreando o “vinho”, catequistas e coordenadores  fizeram memória das alegrias que têm na missão de evangelizar,  celebrando e festejando, a alegria da vocação,  em várias comunidades e paróquias da Diocese, no domingo 26 de agosto.

Guardiões da memória de Deus”. Missão sublime confiada por por Deus aos milhões de leigos espalhados pelo mundo afora . Assim são os catequistas: missão de ensinar , testemunhar, evangelizar,celebrar a vida em todas as dimensões e situações. Com esse espírito, os catequistas(Batismo, Eucaristia e Crisma) e coordenadoras da Paróquia N Sra Aparecida/Pito em Guanhães, reuniram-se neste domingo 26 /08, na comunidade dos Pinheiros, para celebrar o dia do catequista. O dia foi comemorado através de uma manhã agradável, iniciando com o café da manhã e depois a Celebração do Dia do Catequista proposta pela equipe da Animação Bíblico- Catequética do Regional Leste II . Logo após, o grupo  se divertiu com as brincadeiras, lazer e almoço.

Deus seja louvado por mais essa graça a nós concedida .

   Madalena Santos Pires – Equipe da Coordenação paroquial e diocesana.

 

 

POLÍTICA COMBINA COM ÉTICA?

Imagem da internet

“Quando se lança mão de mentiras, de difamações, de trambiques para ganhar o que se deseja, de fato, se está perpetuando a velha sociedade opressora em nome de ideais libertários”. (Frei Betto, 2002).

   Remexendo meus “guardados”, encontrei um recorte do jornal O Estado de Minas de 18 de novembro de 2002 e ora compartilho com você. Parece que foi escrito recentemente.

   “A moral tem implicações políticas e econômicas. Na Idade Média, a Igreja condenava os juros. Hoje, se tal censura perdurasse, nenhum católico poderia se banqueiro ou agiota. Mas, por ironia do destino, o próprio Vaticano possui o Banco do Espírito Santo…

   A ética protestante sempre recomendou a seus fiéis afinco no trabalho e modéstia nos gastos, incentivando a poupança. Alguns autores acreditam que tal ética foi decisiva para enriquecer países de forte tradição protestante, como a Alemanha, a Suíça e os EUA.

   No capitalismo, a moral predominante na sociedade é ambígua e contraditória, pois o valor maior para o sistema é a acumulação do capital. Assim, na ‘moral’ desse sistema a propriedade privada é um valor acima da existência humana.

   Para a doutrina da Igreja, se um homem tem fome ele tem o direito de fazer uso da propriedade alheia. ‘Maior e mais divino é o bem do povo que o bem particular’, lembra São Tomás de Aquino (De Regimine Principum – Sobre o governo dos príncipes1,1 Cap. 9).

    A lógica do capital destrói os valores morais e corrói a ética. O mesmo comerciante que chama a polícia para o garoto que lhe furtou a lata de sardinhas aumenta os preços de modo exorbitante e sonega o fisco.

    Foi feita uma pesquisa nos EUA para saber em que fase da vida a pessoa consome mais. Verificou-se que é quando ela se casa. Um casamento sempre desencadeia consumo, desde as alianças à nova casa, passando pela roupa dos convidados aos presentes. Resultado: ‘façamos com que as pessoas se casem várias vezes’. Não é de se estranhar que as novelas considerem caretice a fidelidade e incentivem tanto a rotatividade conjugal.

   Na política burguesa, a luta pelo poder faz com que o fim justifique os meios. Porém, a história demonstra que o meio utilizado influi no caráter do fim a ser obtido.

   Muito se discute, ao longo dos tempos, sobre a ligação entre moral e política. Há quem defenda que a política deve ser autônoma ou independente em relação à moral. Tal proposta é atribuída ao famoso politicólogo italiano Maquiavel (1469-1527). Daí por que se chama maquiavélica toda atitude política que ignora os preceitos morais. De fato, foi Maquiavel quem sugeriu aos poderosos o princípio de que ‘o fim justifica os meios’, em seu famoso livro O Príncipe.

  O grande desafio da política libertadora é basear-se na ética. Não se pode construir o homem e a mulher novos usando métodos velhos. Quando se lança mão de mentiras, de difamações, de trambiques para ganhar o que se deseja, de fato, se está perpetuando a velha sociedade opressora em nome de ideais libertários. Isso é o que o Evangelho chama de colocar vinho novo em odres velhos.

  A ética enraíza-se no coração humano. Não é só uma questão de comportamento político. Ela adquire força quando se encarna na vivência pessoal. O opressor age movido por interesses; o libertador, por princípios. Assim, jamais um militante da justiça pode aceitar desviar verbas, fraudar processos eleitorais, mentir para o povo ou fazer uso do que é coletivo para benefício pessoal. ‘Aquele que é fiel nas pequenas coisas – adverte Jesus – é também fiel nas grandes, e aquele que é injusto no pouco, também o é no muito’(Lucas 16, 10-12)”.

  E a infidelidade, a opressão, a corrupção estão crescendo assustadoramente. Não podemos nos calar diante de uma política que oprime e mata-nos! Estejamos atentos e atentas aos candidatos que disputam nosso precioso voto.

Mariza C.Pimenta Dupim. Guanhães.

Padre Itamar se despede de Conceição do Mato Dentro e retorna a Diocese de Araçuaí

 Aos 90 anos e 59 anos de sacerdócio, com muita lucidez,  Padre Itamar José Pereira decidiu deixar  Conceição do Mato Dentro e se mudar na segunda-feira, 6 de Agosto, para o bispado da Diocese de Araçuaí, município onde começou seus trabalhos como padre. Segundo pe Itamar, ele continuará à disposição da igreja, para fazer uma benção, rezar uma missa ou o que for preciso.

Na terça-feira, dia 31 de julho, ele participou da Celebração Eucarística em que o arcebispo de Diamantina, Dom Darci José Nicioli assumiu os trabalhos pastorais da diocese de Guanhães. Dom Darci  ressaltou  a linda caminhada vocacional e exemplar de pe Itamar  e agradeceu-lhe pelo trabalho prestado na Diocese de Guanhães. Dom  Marcelo Romano, conceicionense, bispo de Araçuí, também presente nessa Celebração, agradeceu ao povo da Diocese, o carinho para com Pe Itamar.

 Trajetória:

Padre Itamar José Pereira nasceu em 26 de junho de 1928, em Teófilo Otoni em uma família de 7 irmãos, sendo quatro já falecidos. Em 1948, se mudou para Diamantina para se tornar Padre. Em dezembro de 1959, concluiu o seminário e retornou para Teófilo Otoni. Começou como padre em janeiro de 1960, em Araçuaí . Durante 15 anos atuou também como Vigário. Foi pároco nas cidades de: Rubim, Jacinto e Salto da Divisa. Também esteve em Medina, Berilo e novamente em Araçuaí ,Francisco Badaró, Chapada do Norte, Minas Novas, Turmalina e Veredinha.

Viveu 12 anos e meio na região, sendo 10 anos em Córregos e os dois últimos anos em Conceição do Mato Dentro.

Os fiéis da paróquia de Conceição do Mato Dentro e Córregos, agradecidos se despediram do querido pe Itamar.

   

VOZES PRÓ-VIDA

 

Levantar a voz em defesa da vida é uma obrigação moral e cidadã de todos. Calar significa agir de modo conivente com os processos que estão ameaçando a vida humana, em diferentes etapas e circunstâncias. E as consequências são graves. Não poupam ninguém, nem mesmo os que se acham seguros porque possuem bens, vivem com conforto e residem em lugares bem vigiados. Os descompassos que ameaçam a vida, dom sagrado, conduzem toda a sociedade rumo a cenários de dizimação. Basta olhar o mundo atual para reconhecer os muitos contextos desse tipo – verdadeiras feridas em diferentes civilizações.

É espantoso ver, por exemplo, o renascimento e o fortalecimento de certas dinâmicas ditatoriais, que sufocam populações com perspectivas desconexas de um sentido pleno a respeito do que é viver. Verifica-se, como consequência, o recrudescimento de entendimentos político-partidários. Consolidam-se totalitarismos e radicalismos que ofendem, vergonhosamente, a dignidade do ser humano. Nações são submetidas ao horizonte estreito de falsos líderes políticos. Tudo em razão do descompromisso com a vida, que alimenta uma egoísta convicção: o importante é o interesse pessoal, desconsiderando que o outro merece respeito. Essa situação explica também a razão de não haver, na sociedade brasileira, uma reforma política, capaz de gerar a renovação e a recuperação da credibilidade nas instâncias do poder.

Quando não se assume a tarefa de defender e promover a vida, navega-se, mais facilmente, na mediocridade, contentando-se, por exemplo, com representantes que nada têm a oferecer. São pessoas incapazes de propor soluções ou promover as transformações requeridas pelo mundo contemporâneo. E uma das consequências é a endêmica prática da corrupção na sociedade brasileira. Outro desdobramento que pode ser destacado é o fenômeno de se escolher a mediocridade menos incômoda. Essa situação apenas beneficia pessoas que buscam o poder, mesmo sendo incapazes de gerar as mudanças esperadas.  Assim, conseguem alcançar certo patamar sem muito esforço. Quem se deixa orientar pela mediocridade – aquela que menos incomoda – não raramente dedica-se, por exemplo, a apoiar os radicais – sempre distantes da dinâmica dialógica imprescindível na sociedade. Apegam-se às mentalidades retrógadas, admiram “caçadores de bruxas”.

A presença de indivíduos em postos de decisão, nas mais variadas instâncias, que só buscam benesses e ancoram-se no comodismo é outra consequência daqueles que nunca valorizam o ser humano. Deixam, assim, de reconhecer que estar a serviço dos outros é o único sentido do poder que se exerce. Urgente é, pois, recuperar a competência humanística capaz de qualificar as diferentes formas de se exercer a cidadania. O ponto de partida é reconhecer que o ser humano tem uma vida que ultrapassa a sua existência terrena. Para isso, vozes precisam ecoar, corajosamente, de muitos modos – nas ruas ou no ambiente digital, em contextos educativos e no exigente testemunho da fé, anunciando que viver é dom sagrado e inviolável.

Esse clamor pró-vida há de chegar às urgentes intervenções e reconfigurações das dinâmicas sociais, políticas e econômicas. Deve-se reconhecer que a vida precisa ser respeitada em todas as suas etapas – da fecundação à morte com o declínio natural. Isto significa, entre outros aspectos, compreender como abominável e demolidora a cultura pró-aborto, que se espalha na sociedade brasileira. O desrespeito ao nascituro é lamentável sintoma da perda do apreço em relação à vida. É um verdadeiro abismo, de onde a sociedade brasileira se aproxima quando passa a ser mais permissiva com certas “legislações abortistas”.

Uma sociedade pró-aborto relativiza o valor intocável e inviolável da vida. E o caminho longo da recomposição do tecido social – com a conquista de equilíbrio, equidade e justiça – é justamente a direção oposta: comprometer-se com a vida, em todas as suas etapas. O atual momento pede atitudes diversas, nos mais variados lugares, com a organização de manifestações pacíficas, simpósios e outras atividades formativas, para que se consolide o entendimento a respeito do significado da vida. Pessoas, grupos e segmentos levantem as vozes pró-vida. Assim será possível reacender a esperança de um tempo novo.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Aniversariantes mês de agosto

 

Agosto Padres/bispos  
01 Pe. Eduardo Ribeiro Nascimento
04 Dom Jeremias Antonio de Jesus Ordenação Episcopal
07 Pe. Valter Guedes de Oliveira Ordenação
15 Dom Marcello Romano Nascimento
19 Dom Jeremias Antonio de Jesus Posse Canônica
21 Pe. Derci da Silva Ordenação
24 Pe. Ivani Rodrigues Ordenação
28 Pe. Hermes Firmiano Pedro Nascimento
29 Dom Jacy Diniz Rocha Nascimento
30 Pe. Salomão Rafael Gomes Neto Ordenação

 

Agosto Seminarista  
19 Gabriel Ferreira Oliveira Nascimento

 

Agosto Religiosas/consagradas  
03 Ir. Maria do Carmo Ferreira (Naná –Frei Lagonegro – Filha Mª) Profissão Religiosa
05 Maria das Neves de Matos (Morro do Pilar – Coop. Família) Nascimento
15 Arminda de Jesus Batista (Guanhães – Coop. Família) Profissão Religiosa
27 Ir. Maria do Carmo Ferreira (Naná –Frei Lagonegro – Filha Mª) Nascimento

 

Agosto Funcionários  
11 Ednéia (Rádio Vida Nova FM) Nascimento
20 Poliana Maria de Jesus (secretária paróq. São Miguel) Nascimento
23 Maria Aparecida C. do Amaral (residência episcopal) Nascimento

 

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