Eliana Alvarenga

Encontro Diocesano de Catequese assessorado por Pe Vanildo de Paiva em Guanhães

Conforme cronograma de atividades da Catequese Diocesana, aconteceu na sexta-feira, dia 26 de 18 às 21h e no sábado, 27 de outubro de 8 às 17h , em Guanhães, o encontro cujo tema foi Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal e foi assessorado por Pe Vanildo de Paiva, sacerdote da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG, onde coordena a Comissão Arquidiocesana para a Liturgia. É mestre em Psicologia e assessor para formação de lideranças, sobretudo nas áreas de catequese e liturgia. Escreveu livros publicados pela Paulus Editora, entre os quais se destaca “Catequese e Liturgia: duas faces do mesmo Mistério”. É professor do IRPAC – Curso de Especialização em Catequética, do Regional leste II. Participaram do encontro, coordenadores de catequese, coordenadores de outras pastorais e movimentos da diocese e alguns padres.

Pe Vanildo iniciou dizendo que já era um bom caminho ver pessoas de lugares e pastorais diferentes reunidos, pois é esperança de que já há indícios de que já se tem noção que a Iniciação à Vida Cristã  representa uma urgência em nossa Igreja, e é de responsabilidade de todos. Prosseguindo, fez um breve resumo  do conteúdo do Documento 107: No capítulo 1- Jesus e a Samaritana. Todos nós, sem exceção, somos carentes da Água viva. Somente em Jesus Cristo podemos encontrar as respostas para as nossas inquietações. São muitas as nossas aflições, mas existem outros mais aflitos do que nós, que estão com suas “ânforas” completamente vazias tornando-se a Iniciação Cristã urgente. O capítulo 2 nos convida a ver e a aprender com a história e com a nossa realidade, a perceber as luzes e as sombras dos nossos dias e o confronto com a postura de Jesus. Não devemos olhar a vida da varanda, mas entrarmos  nela.

 O capítulo 3 nos leva a discernir como Igreja. Catecumenato o que é? Para quê? Uma olhada nos primeiros séculos, como funcionava e trazer para os tempos de hoje. O Capítulo IV propõe caminhos que é a partir da experiência do  encontro verdadeiro com Jesus.  Ele lembrou o número 287 do Documento de Aparecida sobre a IVC: Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo para um verdadeiro seguimento ou não estamos cumprindo a nossa missão evangelizadora. Há muita preocupação com a catequese. Fazer catequese não é comunicar uma teoria. O evangelizador comunica uma experiência com as crianças e não deve ser conteudista.  A prioridade da catequese é com os adultos. Jesus abençoava as crianças e catequizava os adultos e às vezes a Igreja tem feito o contrário.

No tempo de Jesus, Ele  olhou , suspirou e disse: Coitados! São ovelhas sem pastor. Sem pastor, as ovelhas ficam sem rumo, não têm perspectiva de vida. Diante disto Jesus escolheu os doze e os enviou, porém antes de ser missionário, é preciso ser discípulo, aprofundar a fé para que chegue ao coração e vire prática. Temos que nos sensibilizar com situações como as da África, mas temos que ver e sentir o drama das tantas ovelhas sem pastor do nosso lado. Por isto a IVC é urgente. Ser uma  Igreja em saída! Ir até as periferias existenciais. Quem são eles? Os drogados, os depressivos que estão com seus vasos secos, vazios… A igreja entende como tempo de germinação. Igreja começa com um grupo pequeno. Estamos de novo na mesma situação. Um mundão ao nosso redor. O bom pastor agora, deixa uma e vai atrás das noventa e nove perdidas porque há muitas pessoas envernizadas no evangelho; a boa Nova não chegou ao coração.

Somente quem faz o encontro verdadeiro com  Jesus , abastece sua ânfora com a água viva , passa a ser seguidor, discípulo e depois missionário, pois para ser missionário precisa ser discípulo primeiramente. Não se pode ficar na teoria, tem que ir para o coração para se tornar prática. Precisamos buscar o exemplo de nosso papa Francisco com a sua catequese tão inspiradora e com sua prática, seguir seu exemplo, uma igreja acolhedora em saída, com leveza e agilidade. Estamos vivendo em um mundo líquido. Tudo é provisório! Precisamos fazer dos desafios, oportunidades, daí a urgência de um sólido projeto de iniciação para gerar não cristianistas, mas cristãos autênticos, verdadeiros e comprometidos através da união das pastorais para assumir a tarefa iniciática.

Outras reflexões foram realizadas com o grupo: Iniciação hoje e os elementos de uma catequese de iniciação cristã com inspiração catecumenal e pistas para um projeto da IVC  (paroquial e diocesano). Pe  Vanildo levou o grupo a pensar que só seremos credíveis ao mundo , quando sairmos de nossos templos para as periferias existenciais de nossos tempos, anunciando com nossa vida a mensagem salvífica que assimilamos e que nos faz homens e mulheres novos. Fazer com arte o que se propõe a fazer.

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PARÓQUIA SÃO MIGUEL E ALMAS DA DIOCESE DE GUANHÃES- MG CELEBRA SEU PADROEIRO REZANDO E REFLETINDO TEMAS SOBRE O ANO NACIONAL DO LAICATO

De 21 a 29 de setembro, quando fazemos memória ao anjo São Miguel, os cristãos leigos, durante os nove dias rezaram em louvor ao padroeiro e também puderam  refletir sobre o tema do   Ano Nacional do Laicato, através dos textos escritos e organizados para todos os dias, pelo pároco padre Hermes Firmiano Pedro. A Novena envolveu os cristãos leigos e leigas de todas as pastorais e movimentos da paróquia.

O objetivo foi “apoiar e incentivar a vida e a ação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, conforme propõe o Documento 105 da CNBB: Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo (Mt 5,13-14) para 2017-2018, que “retoma e aprofunda a participação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”.

Discutiu-se a programação em reuniões com o pároco, com a equipe que realiza as atividades da festa e com representantes das pastorais e movimentos. Concluíram que a participação efetiva da família seria um dos objetivos para os dias da novena. Sendo assim, envolvendo os catequizandos, envolveria toda a família. E deu certo! Catequistas, mães e pais se empenharam e “fizeram bonito”! Belas apresentações e homenagens! Muita catequese! É disso que estamos precisando!

A celebração eucarística em todos os dias da novena e as apresentações preparadas pelos catequistas encorajaram os cristãos a participar também da quermesse.

Novidade para este ano foram as transmissões ao vivo pela internet. Agentes da PASCOM SÃO MIGUEL e PASCOM DIOCESANA se empenham, semeando a Boa Nova de Jesus mundo a fora, interagindo com irmãos e irmãs que estão em outras cidades, em outros países.

Agradecimentos a Dom Marcello Romano, a Dom Darci José Niciole, ao padre Hermes e aos padres que conosco celebraram a Festa do Padroeiro da paróquia e da Diocese de Guanhães.

Nossa missão laical não termina aqui; a celebração da Solenidade de Cristo Rei em 2018 será um marco importante na vida dos cristãos leigos e leigas.

Que são Miguel interceda a Jesus por nós para que sejamos “Sal da Terra e Luz do Mundo”, colocando a “mão na massa”, agindo  “até que tudo esteja fermentado” (Mt, 13-33).

           

Resumo do texto refletido pelos fiéis durante a Novena do Padroeiro São Miguel Arcanjo

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

  1. São Miguel, príncipe da justiça e da paz, ajudai-nos a testemunhar o Projeto de Deus para a humanidade, ensinando-nos a viver a radicalidade dos valores do Reino de Deus, chamando todos à decisão do seguimento e a assumirem as exigências da Missão.

T: Que a nossa comunidade seja a casa dos iniciados na fé. Comunidade evangelizada para tornar-se comunidade evangelizadora. Que possamos investir na formação das famílias, adultos, adolescentes, jovens, crianças e demais lideranças de nossas comunidades.

D: Senhor, dai-nos a graça de aceitar o chamado para sairmos do comodismo, a coragem para caminhar rumo a uma verdadeira conversão pastoral.

T: São Miguel, alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que não se apaga. Maria, Mãe do Evangelho vivente, manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós. Amém.

No 1º dia “COM SÃO MIGUEL, SENDO SAL E LUZ NO MUNDO”

Esclarecimento sobre o Ano do Laicato

A Igreja no Brasil iniciou no dia 26 de Novembro de 2017, que irá até o dia 25 de Novembro de 2018, o Ano do Laicato. Tem como tema: “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. E como Lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”. O Ano Nacional do Laicato tem objetivo de valorizar a presença e organização dos Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na sociedade, aprofundando sua identidade e missão, espiritualidade e vocação, estimulando o testemunho de Jesus Cristo e seu reino na sociedade. O tema principal é o PROTAGONISMO do LEIGO. O termo “protagonista”, muito utilizado no teatro, quer dizer “aquele que tem um papel especial”.

A comunidade foi convidada a refletir Mt, 5.

O Ano do Laicato nos empolga e fomenta em nós uma feliz e agradável expectativa, para juntos escutarmos o que diz o Espírito Santo aos nossos corações e assumirmos a ação transformadora na Igreja e no mundo. A obra é de Deus e de todos nós”.

2º dia “COM SÃO MIGUEL, SER SAL E LUZ DO EVANGELHO NA SOCIEDADE”

Os leigos, por meio da oração e meditação da Palavra de Deus, de olhos abertos para a realidade onde vivem, são chamados a transformar as injustiças em relações de paz e amor. São convidados a refletir e valorizar sua vocação laical, sua participação na vida e missão da Igreja e sua presença cristã na sociedade.

Os leigos e leigas são os “apóstolos de Cristo” nas múltiplas realidades deste mundo e têm a missão de levar a todo lugar o fermento, o sal e a luz do Evangelho. Essa missão é grande e desafiadora!

3º dia “COM SÃO MIGUEL, ASSUMIR A IDENTIDADE ECLESIAL DE SER SAL E LUZ”

Em diversos Documentos, o Magistério da Igreja explicitou e ampliou o pensamento oficial a respeito dos leigos e leigas na vida e na missão da Igreja. O Ano Nacional do Laicato deve ser uma boa ocasião para a maior valorização dos leigos e leigas na Igreja, conforme a teologia do Concílio Vaticano II.

 Faz-se necessário ir além de certa ideia, segundo a qual a Igreja seria uma organização do clero, sendo os leigos apenas beneficiários do serviço ou do poder do clero.  

A Igreja é feita de batizados/as, de igual dignidade como filhos e filhas de Deus, agraciados pela misericórdia de Deus e pela graça da Redenção, participantes do mesmo patrimônio da fé e esperança, herdeiros das mesmas promessas de Deus. Há, sim, na Igreja, serviços e missões diversas, segundo os dons que Deus distribui para a vida da mesma Igreja e para o exercício da sua missão.

“Aos leigos compete, por vocação própria, buscar o Reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência.” (Concílio Vaticano II).

4º dia “COM SÃO MIGUEL, SER SAL E LUZ EM UMA IGREJA EM SAÍDA”

A proposta do Papa Francisco para um futuro imediato é uma Igreja em saída e um laicato em saída. “Precisamos de leigos bem formados, animados pela fé cristã, que sujem suas mãos e não tenham medo de errar, mas que prossigam adiante. Precisamos de leigos com visão do futuro e não fechados nas pequenezas da vida, mas experientes e com novas visões apostólicas”.

Estar em saída implica deixar a zona de conforto e partir em busca do Reino de Deus que se possibilita no outro, sobretudo, no irmão necessitado de alimento, dignidade e de Deus.

É um necessário resgate da graça batismal em sua tripla missão: profética, real e sacerdotal. Significa uma relação de maior maturidade e autonomia dos batizados não ordenados frente ao desafio de fermentar o Reino de Deus numa sociedade que despreza a vida, tanto humana como do conjunto da Natureza, em função do dinheiro e do lucro.

O fiel que exerce algum tipo de serviço engajado nas pastorais e ministérios, que estende a sua fé ao encontro dos mais necessitados, sem dúvida, encarna o Evangelho em todas as dimensões de sua vida.

5º dia “COM SÃO MIGUEL, INSPIRADOS A SER SAL E LUZ”

“O fiel leigo, na sua própria vida cristã e em sua atuação na Igreja, não é um mero auxiliar do bispo ou do padre. O batismo lhe dá direito e, portanto, também o dever de realizar em sua existência a ação sacerdotal de Cristo. Em qualquer estado ou condição de vida, cada pessoa na sociedade, independentemente da sua raça e cultura, tem o lugar que lhe é devido e é chamada ‘a exercer a missão que Deus confiou na Igreja’”.

Assim, o leigo faz e complementa a ação do sacerdote; ele não ministra os sacramentos, não o substitui, mas prepara os irmãos para isso.

Uma vez que o trabalho do leigo cresce hoje na Igreja, assim também a sua formação precisa ser cada vez mais esmerada. Ele não pode ensinar o que quer, mas o que a Igreja ensina. Para ser firme no cumprimento de sua missão de batizado e missionário, o leigo precisa ter uma vida espiritual sadia. 

Mais do que nunca, a Igreja precisa dos leigos no campo de batalha do mundo, pois, hoje, ela é magoada, ofendida, perseguida e tida por muitos como a culpada de todos os males. É hora de saber quem é verdadeiramente cristão, quem ama a Deus de verdade, a Jesus Cristo e a Sua Igreja.

O papel do leigo não é ficar o dia todo na igreja, mas ser fermento nos ambientes em que vive; nesses campos de vida e de atuação, ser “sal da vida e luz do mundo”. 

6º dia “COM SÃO MIGUEL, VOCAÇÃO DE SER SAL E LUZ”

Qual é, então, a vocação do leigo na Igreja? O que ele está chamado a fazer? Entender por que se faz essa pergunta atualmente já é um bom caminho andado na direção da resposta que buscamos. Parece existir na Igreja uma noção errada de que os clérigos (bispos, padres e diáconos) são os “mais importantes e os protagonistas” da Igreja.

Por sua realidade de batizados, todos os leigos não apenas estão na Igreja, mas são Igreja, são parte do corpo que tem Cristo por cabeça.

O leigo é chamado a ser discípulo missionário, participante da missão da Igreja de anunciar o Evangelho. E para isso ele precisa experimentar renovadamente que o seu encontro com Jesus é verdadeiro, a fim de anunciá-lo em primeira pessoa. Os leigos têm como vocação própria procurar o Reino de Deus exercendo funções na realidade onde vivem. Cristo os chama a ser “sal da terra e luz do mundo”. 

O leigo não desempenha uma atividade específica, ele pode atuar no mundo da política, da educação, dos meios de comunicação, da economia, da cultura, das ciências, das artes, entre outros. Sua tarefa é transformar tudo isso conforme o projeto de Jesus Cristo, auxiliando na construção do Reino de Deus e criando fraternidade. 

O Papa Francisco disse que a política anda suja porque os cristãos se afastaram dela. E pede para que dela participem. Além de ser esta presença ativa no mundo, o Espírito Santo distribui entre os leigos dons e carismas para servirem por meio dos ministérios.

“COM SÃO MIGUEL E MARIA, ACEITAR O CHAMADO DE SER LUZ E SAL”

Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito, Maria cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano e maternal, que identifica profundamente a Igreja de Cristo (DAp, n. 267). A reflexão sobre o perfil mariano da Igreja abre muitos horizontes e oferece luzes para maior e melhor compreensão do ser e da missão dos leigos e leigas no seio do povo de Deus. 

 Em Maria, mulher leiga, santa, Mãe de Deus, os fiéis leigos e leigas encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. (DOC 105)  

Ao olhar a vocação de Maria, modelo de todas as vocações, recordamos os vários ministérios na Igreja e a presença dos leigos e leigas que são sujeitos ativos na Igreja e no mundo. Como Igreja, os leigos e leigas estão em saída para a missão.

Como Maria, o leigo e a leiga são os cristãos maduros na fé, que se dispõem a seguir Jesus com todas as consequências dessa escolha. São a força mais importante com a qual Deus conta para dar continuidade à missão de Jesus.

 Todos os batizados são evangelizadores. São chamados por Deus para testemunhar sua fé no seu ambiente específico: na família, na comunidade e na sociedade. São muitas as maneiras de testemunhar a sua fé nas estruturas da sociedade. 

Os cristãos leigos vivem o seguimento de Jesus Cristo no seu dia a dia e, como Maria, vivem a alegria deste chamado; sonham e promovem,  pela vocação assumida, a construção de um outro mundo possível.

8º dia “COM SÃO MIGUEL, ASSUMIR O PROTAGONOSMO DE SER SAL E LUZ”

Um dos documentos mais recentes da Igreja no Brasil (Doc. 105 da CNBB) vem enfatizar que os leigos e leigas são verdadeiros sujeitos eclesiais, corresponsáveis pela Nova Evangelização. Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, servir aos irmãos e irmãs, permanecer no seguimento de Jesus na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo.

Para ser sujeito é necessário sentir-se povo de Deus, comunidade de irmãos na diversidade dos dons e ministérios. É oferecer o que tem de melhor: salgar e iluminar.

 O cristão leigo é verdadeiro sujeito eclesial mediante sua dignidade de batizado, vivendo fielmente sua condição de filho de Deus na fé, aberto ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores. Como sujeito eclesial, assume seus direitos e deveres na Igreja, sem cair no fechamento ou na indiferença.

 Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, servir aos irmãos e irmãs, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo. 

“Nem o sal, nem a luz, nem a Igreja e nenhum cristão vive para si mesmo. Sua missão é sair de si, iluminar, se doar, dar sabor e se dissolver. Os cristãos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade, devem ter olhares luminosos e corações sábios para gerar luz, sabedoria e sabor, como Jesus Cisto e seu Evangelho.” (Doc. 105)

Não haverá protagonismo se o leigo não assumir o Batismo, não desengavetar todos os tesouros que já possui pelos Sacramentos. Não existe protagonismo na comodidade. Não existe protagonismo com achismos. E também não há protagonismo somente de uma boa vontade.

9º dia “COM SÃO MIGUEL, SER SAL E LUZ: DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS” 

“Os fiéis leigos, precisamente por serem membros da Igreja, têm por vocação e por missão anunciar o Evangelho: para essa obra foram habilitados e nela empenhados pelos sacramentos da iniciação cristã e pelos dons do Espírito Santo.” (São João Paulo II)

Deixar este protagonismo engavetado é o mesmo que receber um grande tesouro e enterrá-lo. Enterrá-lo com o medo do mundo ou com a comodidade dos que não querem compromisso. 

Sem dúvida, a ordem de Jesus: « Ide e pregai o Evangelho » conserva sempre a sua validade e está cheia de uma urgência que não passa. Todavia, a situação atual, não só do mundo, mas também de tantas partes da Igreja, exige absolutamente que se preste uma obediência mais pronta e generosa à Palavra de Cristo.

Todo o discípulo é chamado em primeira pessoa; nenhum discípulo pode eximir-se a dar a sua própria resposta. 

Hoje a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária; há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos.

Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho e na família. 

A comunidade teve oportunidade de participar de celebração presidida por Dom Marcello Romano – filho da Diocese de Guanhães -, bispo da Diocese de Araçuaí – MG. Também Dom Darci José Nicioli, Arcebispo de Diamantina, Administrador Apostólico da Diocese de Guanhães celebrou um dia da novena.

Nas celebrações, os ministros ordenados manifestaram alegria e gratidão pela presença e atuação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, enfrentando muitos desafios na busca da transformação da realidade em que vive o país, construindo uma nova sociedade.

Posso dizer que foi um momento muito importante na vida de todos os leigos e leigas da paróquia São Miguel, de Guanhães.

Que “Maria, mãe da Igreja, cheia de fé e de graça, totalmente consagrada ao Senhor, exemplo de mulher solícita e laboriosa”, acompanhe-nos em cada dia de nossa vida. Que tenhamos a coragem de testemunhar os ensinamentos do Mestre Jesus onde estivermos, sendo “Sal da Terra e Luz do Mundo” até que “tudo esteja fermentado”, assumindo o nosso compromisso de ser fermento na massa nas comunidades em que vivemos.

Mariza da Consolação Pimenta Dupim – Equipe de articulação para criação do Conselho Diocesano dos Leigos da Diocese de Guanhães – MG

e-mail : mariza-pimenta@hotmail.com

Festa do 57º aniversário de falecimento do servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, uma vivência de fé!

No mês de setembro, Santa Maria do Suaçuí ( MG) vive seus maiores momentos de manifestação religiosa; recebe peregrinos de diversos lugares que vêm prestar suas homenagens ao Servo de Deus – já considerado santo por muitos – e agradecer as inúmeras graças recebidas por sua intercessão.
A partir do dia 12 de setembro, inicia-se a Novena. Acontecem as caminhadas da fé, em que os fiéis levam o estandarte do servo de Deus e, em orações, saem, a cada dia, de uma comunidade local e seguem em direção ao Santuário São Miguel, onde são celebradas missas e novena . Um imenso palco é montado e vários padres da diocese de Guanhães e de outras dioceses, pastorais, ministros da Eucaristia e uma grande equipe de voluntários se unem para que os dez dias de festividades sejam marcantes para todos .Todo o evento é conduzido pelo padre Dilton Maria Pinto, vice-postulador da causa de beatificação do Servo de Deus e administrador paroquial da paróquia de Santa Maria Eterna, e que dedica-se intensamente a toda a organização, acolhida aos visitantes e animação desta grande festa religiosa.
Durante as celebrações, acontecem os relatos de milagres que são momentos de intensa emoção. O memorial e sala dos milagres que ficam no prédio ao lado ficam abertos para visitações. Há, também, o museu; casa onde morou o servo de Deus aberta ao público.
No Santuário São Miguel estão depositados os restos mortais do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho. Nasceu em Serro MG, em 1886, e foi ordenado Sacerdote em Diamantina (MG),em 1917. Exerceu o ministério Sacerdotal em Santa Maria do Suaçuí (MG) durante 44 anos .Faleceu em 21 de setembro de 1961. E, por esse motivo, esta data é o ápice das comemorações.
No dia 16 de setembro , o Arcebispo de Diamantina e administrador apostólico da Diocese de Guanhães , Dom Darci José Nicioli, veio à paróquia, celebrou uma missa e reafirmou a importância de todos abraçarem a causa de beatificação e trabalharem em sintonia, porque o Servo de Deus é mesmo um homem santo. Também no dia 16, chegou à cidade para as festividades, o bispo de Araçuaí, Dom Marcelo Romano,que presidiu todas as celebrações até o dia 21 de setembro.
À meia-noite do dia 20, o Santíssimo Sacramento foi exposto e fiéis estiveram em orações durante toda a noite. Todos os peregrinos foram recebidos por equipes de acolhida e com um farto café, doado pela comunidade, e servido, gratuitamente, a todos .
A partir das 5h30 do dia 21, missas foram celebradas em frente ao Santuário e também na igreja matriz. Participaram da comemoração cerca de 25.000 pessoas. Devotos do país inteiro e de diversos países através de rádios e redes sociais acompanharam, também, as festividades.
O Servo de Deus foi um homem que cativou o povo com sua fé e exemplo de humildade. Seu carisma pastoral era, principalmente, a bênção da saúde.
O processo para beatificação do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho continua tramitando em Roma na fase “Positio(livro de documentação necessária para a continuação do processo).
    Maria Gorete Barreiros

         

 

 

Mensagem do Papa Francisco aos participantes do II Congresso Internacional de Catequese em 22/09/2018

Caríssimos e caríssimas catequistas, bom dia!

Desejei muito compartilhar pessoalmente com vocês este momento importante em que se encontram reunidos para refletir sobre a segunda parte do Catecismo da Igreja Católica, que trata de conteúdos importantes e básicos para a Igreja e para cada cristão, a vida sacramental, a ação litúrgica e seu impacto sobre a catequese. Mons. Fisichella me informou que vocês são muitos, cerca de 1.500 catequistas e que vieram de 48 países diferentes, em muitos casos acompanhados de vossos bispos, que saúdo cordialmente. Obrigado pela presença! Obrigado pelo entusiasmo com que vivem o “ser” catequistas na Igreja e para a Igreja.

Lembro com prazer o primeiro encontro que tive com vocês no Ano da Fé, em 2013, e como lhes pedi para “ser catequistas, não trabalhar como catequistas”. Isto não! Eu trabalho como catequista porque gosto de ensinar. Mas, se você não é catequista, não vale a pena! Não será fecundo, não será fecunda! Catequista é uma vocação: ser catequista, esta é a vocação, não trabalhar como catequista. Prestem atenção! Não disse apresentar-se como catequistas, mas sê-lo, porque envolve a vida. Leva-se ao encontro com Jesus com as palavras, com a vida, com o testemunho”.

Hoje me encontro em Vilnius, para a viagem apostólica nos Países Bálticos, que foi programado há tempos. Aproveito destes instrumentos eficazes da tecnologia para estar com vocês e dirigir-lhes alguns pensamentos que considero importantes, a fim de que a vocação para ser catequistas assuma cada vez mais uma forma de serviço, realizado na comunidade cristã, e que precisa ser reconhecido como um verdadeiro e genuíno ministério da Igreja, do qual temos especial necessidade.

Penso sempre o catequista como aquele que se colocou a serviço da Palavra de Deus, que cotidianamente se alimenta dela para poder comunicá-la aos outros com eficácia e credibilidade. O catequista sabe que esta Palavra é «viva» (Hb 4,12) porque é a regra da fé da Igreja (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Dei Verbum, 21; Lumen gentium, 15). O catequista, consequentemente, não pode se esquecer, sobretudo, hoje, num contexto de indiferença religiosa, que a sua palavra é sempre um primeiro anúncio. Pensem bem nisso: neste mundo, nesta área de tanta indiferença, a palavra de vocês será sempre um primeiro anúncio, que chega a tocar o coração e a mente de tantas pessoas que esperam encontrar Cristo. Mesmo que não saibam, mas estão à espera. E quando digo primeiro anúncio, não o entendo somente em sentido temporal. Certamente, isto é importante, mas não é sempre assim. Primeiro anúncio equivale a ressaltar que Jesus Cristo morto e ressuscitado por amor ao Pai, dá o seu perdão a todos sem distinção de pessoas, se apenas abrirem seu coração para se deixarem converter! Muitas vezes não percebemos a força da graça que, até mesmo por meio de nossas palavras, toca em profundidade os nossos interlocutores e os plasma para permitir-lhes descobrir o amor de Deus. O catequista não é um professor que dá uma aula. A catequese não é uma aula; a catequese é a comunicação de uma experiência e o testemunho de uma fé que abrasa os corações, porque desperta o desejo de encontrar Cristo. Este anúncio feito de vários modos e com diferentes linguagens é sempre o “primeiro” que o catequista é chamado a realizar!

Por favor, na comunicação da fé, não caiam na tentação de desvirtuar a ordem com a qual a Igreja desde sempre anunciou e apresentou o kerigma, e que encontra guarida na estrutura do próprio Catecismo. Não se pode, por exemplo, antepor a lei, mesmo aquela moral, ao anúncio tangível do amor e da misericórdia de Deus. Não podemos esquecer as palavras de Jesus: “Não vim para condenar, mas para perdoar…” (cf. Jo 3,17; 12,47). Do mesmo modo, não se pode presumir impor uma verdade da fé, prescindindo do chamado à liberdade que esta comporta. Quem faz a experiência do encontro como Senhor encontra-se sempre como a samaritana que tem o desejo de beber uma água que não se exaure, mas ao mesmo tempo corre depressa aos habitantes do povoado para fazê-los vir até Jesus (cf. Jo 4,1-30). E’ necessário que o catequista compreenda, portanto, o grande desafio que se apresenta de educar à fé, em primeiro lugar, os que têm uma identidade cristã fraca e, por isso, têm necessidade de proximidade, de acolhida, de paciência e de amizade. Somente assim a catequese se torna promoção da vida cristã, sustento na formação global dos crentes e incentivo a serem discípulos missionários..

Uma catequese, que pretende ser fecunda e em harmonia com o conjunto da vida cristã, encontra na liturgia e nos sacramentos a sua linfa vital. A iniciação cristã exige que nas nossas comunidades se realize sempre mais um itinerário catequético que ajude a experimentar o encontro com o Senhor, o crescimento no seu conhecimento e o amor pelo seu seguimento. A mistagogia oferece oportunidades muito significativas para realizar este itinerário com coragem e decisão, favorecendo a saída de uma fase estéril da catequese, que muitas vezes afasta sobretudo os nossos jovens, porque não encontram o frescor da proposta cristã e a incidência na vida deles. O mistério que a Igreja celebra encontra a sua expressão mais bela e coerente na liturgia. Não nos esqueçamos de, com a nossa catequese, levar a acolher a contemporaneidade de Cristo. Na vida sacramental, de fato, que encontra seu cume na santa Eucaristia, Cristo se faz contemporâneo da sua Igreja: acompanha-a nos acontecimentos da sua história e jamais se afasta da sua Esposa. É ele que se faz vizinho e próximo de quantos o recebem no seu Corpo e no seu Sangue, e os torna instrumento de perdão, testemunhas da caridade para os que sofrem e participantes ativos no criar a solidariedade entre os homens e os povos. Como seria útil para a Igreja se nossas catequeses fossem marcadas em fazer acolher e viver a presença de Cristo que age e realiza a nossa salvação, permitindo-nos experimentar, desde agora, a beleza da vida de comunhão com o mistério de Deus Pai, Filho e Espírito Santo!

Faço votos para que vivam estes dias com intensidade, para levar depois para vossas comunidades a riqueza do quanto viveram neste encontro internacional. Acompanho-os com minha bênção e, por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Obrigado.

Papa Francisco

Mensagem aos participantes do II Congresso Internacional de Catequese

Roma, 22 de setembro de 2018.

(Tradução: Marlene Maria Silva)

Observação:  Da Revista Virtual Catequese Hoje.https://catequesehoje.org.br/raizes/catequista/1568-mensagem-do-papa-francisco-aos-participantes-do-ii-congresso-internacional-de-catequese

Amado Papa Francisco

“Sem nada ter, tudo pode ser e cantar feliz”, eis a expressão de São João da Cruz que bem define a exemplar caminhada do Papa Francisco, na missão de promover a universalidade da Igreja. A partir de sua rica experiência de vida consagrada e pastoral, de sua proximidade e das palavras sempre pertinentes, o Papa Francisco nutre no coração da humanidade sinais de esperança. Assim, unem-se ao Papa multidões do mundo inteiro – clérigos, autoridades governamentais, formadores de opinião, líderes, membros de diferentes confissões religiosas, cidadãos de diferentes lugares. Todas essas vozes, a partir do pontificado de Francisco, formam um coro que canta a alegria de enxergar, no horizonte, uma “Igreja em saída”, que vai ao encontro de todos, superando molduras antiquadas para deixar brilhar a força da tradição – capaz de levar à interioridade de cada pessoa a luz do Evangelho de Jesus Cristo.

Importante reconhecer: valorizar a tradição não significa limitar-se ao apego cego a tudo o que é antigo, pois Deus, pela ação do Espírito Santo, gera sempre renovação. Zelar pela tradição da Igreja Católica é reconhecer a sua irrenunciável missão de fazer chegar a todos a luz incandescente do Evangelho. E o Papa Francisco ergue a tocha com essa luz, exercendo, com coragem e simplicidade, o seu ministério. A luminosidade do Evangelho incide sob seu rosto e permite, a cada pessoa, reconhecê-lo como sucessor do apóstolo Pedro. Por isso, o seu pontificado gera conversão, possibilitando que muitas pessoas assumam seus próprios pecados e fragilidades.

O Evangelho de Jesus Cristo, o diálogo com Deus, faz brotar no coração humano a sabedoria que permite compreender: não importam roupagens, títulos ou posições hierárquicas que, muitas vezes, garantem certas benesses e honrarias. O fundamental é cultivar uma autêntica vida cristã, um jeito de ser que é bem distante de qualquer tipo de postura egoísta. Na história bimilenar da Igreja Católica, admiráveis homens e mulheres, cristãos leigos e leigas, gente simples, mas também nomes reconhecidos – papas, bispos, padres, religiosos -, em diferentes lugares e culturas, nos mais variados momentos da história da humanidade, foram exemplares por serem autênticos cristãos. Hoje, o olhar volta-se para os que corajosamente se dedicam às frentes missionárias, chamados a testemunharem a fé no mundo contemporâneo. Liderando essa multidão de discípulos e discípulas de Cristo, está o amado Papa Francisco, que faz a cada pessoa um convite corajoso: aproximar-se mais da luz do Evangelho.

Acolher esse convite é a única possibilidade para a superação das muitas sombras, também na Igreja, em razão dos estreitamentos humanos e dos desafios do mundo atual. Há certas dinâmicas contemporâneas que estão na contramão do Evangelho. A lista é extensa, mas é importante, neste momento, dedicar atenção especial a um desses males: o moralismo perverso de certos indivíduos que, motivados por interesses pessoais e pouco evangélicos, sentem-se no direito de atacar outras pessoas. Esses indivíduos, quando criticam, não buscam promover correção ou conversão, pois são movidos pela mágoa. Em vez disso, não raramente, atacam para encobrir seus próprios limites. Adotam, pois, a estratégia de tentar destruir outras pessoas, distanciando-se da luz do Evangelho, que escancara escuridões. Quem busca seguir Jesus, nas muitas situações do cotidiano, pode gerar certo incômodo para os que, veladamente, arquitetam manobras e ilegalidades.

Para a Igreja, seguir Cristo não é opção, mas razão de existir, tarefa que se exerce dedicando-se ao mundo. É o que pede o amado Papa Francisco: uma Igreja cada vez mais servidora, muitas vezes ferida por debruçar-se, misericordiosamente, nas diferentes vicissitudes da vida humana. E o coro de vozes que se une ao Papa Francisco é muito grande. Deve crescer ainda mais, para que ninguém fique de fora. As vozes desse coro, unindo corações em um coração só, revelam que multidões cultivam a disposição corajosa de se deixar iluminar pelo Evangelho – a Tradição que é a herança intocável da Igreja. Permaneça, assim, viva a esperança de se construir um novo tempo, a partir do caminho indicado pelo amado Papa Francisco.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Fiéis , parentes e amigos, comovidos se despedem de Pe Saint-Clair

Foi com muita tristeza e comoção que os fiéis das  paróquias São Miguel e Almas, Nossa Senhora Aparecida, em Guanhães, São João Evangelista, Santo Antônio em Coluna e de outras paróquias se despediram do amigo e pastor Pe Saint Clair Ferreira Filho. Foram presididas Celebrações Eucarísticas em Guanhães às 10h,na catedral, em São João às 13h , em Coluna às 17h e o sepultamento aconteceu após a missa.

Abaixo, comentários e homenagens:

No meio do luto, sinto-me honrado com a oportunidade de ler essas palavras durante as exéquias do amigo Pe. Saint Clair! 
Atendendo aos pedidos de outros amigos dele, compartilho o texto que li. 
E vamos nós, tocando em frente!

Que a paz do nosso senhor Jesus Cristo e a consolação do Espírito Santo permaneça conosco! Digo “permaneça”, pois creio que a paz e a consolação estão sempre conosco, pela graça de Deus. Sabemos que mesmo na mais profunda dor – essa intrusa para a qual não fomos criados, pois Cristo nos fez livres e nos deu vida em abundâci – o Espírito de Deus está conosco.
Estou aqui, sabendo da impossibilidade do amigo padre Saint Clair me ouvir agora, pelo menos da forma que sempre fez, nas nossas prosas mais poéticas. Por isso, falo aos outros amigos aqui presentes. Alguns deles de outras confissões religiosas. Ouso falar também para a maioria aqui presente, como minha mãe dona Lucica e minhas irmãs Edelveis e Eliana que tiveram o prazer e a alegria de conhecer esse irmão na fé e conviver com ele por muito mais tempo. 
Falo como amigo, como irmão, como membro da comunidade Cristã desta cidade, desta região. Falo também como ser político que aprendi a ser. Mas sempre na condição de alguém que sabe que é pó, que ao pó retornará, mas que se apega, às coisas do coração, mesmo sabendo que não consigo aumentar em nada o tempo bom de todas as fases da vida. 
Falo para tantos sentinelas, semeadores da palavra, plantadores de sonhos, de anunciadores de dons e de vida – de vida eterna. 
Há algum tempo, o amigo que está agora em estágio avançado de transfiguração, chamou minha atenção para esta palavra, transfiguração. Foi no dia em que inaugurou a pré-paróquia do Pito. Desde então, o encontro de Jesus com alguns de seus discípulos no conhecido monte da transfiguração, narrado nos evangelhos, passou a ter um significado bem mais amplo para mim. Dá-me a certeza de que estamos todos, por mais saudáveis, resistentes, por mais cheios de certezas que estejamos aqui, estamos todos apenas caminhando, rumo à transfiguração. 
Talvez por isso, o amigo Saint Clair gostava tanto da canção de Almir Sater que diz que “ando devagar, por que já tive pressa e levo esse sorriso por que já chorei demais”…” Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente, Compreender a marcha E ir tocando em frente… Como um velho boiadeiro, Levando a boiada, Eu vou tocando os dias, Pela longa estrada, eu vou, Estrada eu sou…”
Quase posso ouvir a já bem rouca voz do Padre Saint Clair, cantarolando isso, no dia que fui visitá-lo, há cerca de um mês. Ele sempre soube o que fazia aqui. Sempre soube que é estrada e que faz parte do caminho de todos nós. 
E lá se foi nosso amigo, agora longe de nossos olhos físicos, depois de combater o bom combate, ou, de caminhar a boa caminhada, deixando sementes, flores e frutos e árvores já frondosas entre nós. Como dito aqui pelo padre José Martins. Em cada canto aqui desta diocese há sinais dele…
E cá estamos nós… tocando em frente. Ainda buscando a exata compreensão desta marcha. “ Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, Só levo a certeza de que muito pouco sei, Ou nada sei…”
Nem fazer uma homenagem descente, nesta hora, com o coração doído, eu sei… Mas aqui estou! Apenas para agradecer a Deus, pelo privilégio de conhecer esse camarada. Que para mim será sempre um camarada, um amigo, um companheiro de estrada… Muito mais que um padre, um pasto de almas. Foi assim que ele se apresentou a mim. Como quem conhece as diferenças e fraquezas mas também as coisas comuns, os dons e as riquezas de cada ser humano, todas germinadas no coração do Criador, o grande tapeceiro do universo.
Hoje, oito de setembro, quando um outro amigo, pastor Marcos Leal me ligou, lamentando a partida do Saint Clair, eu tentava escrever esse texto… imaginando que poderia fazê-lo de forma mais consoladora para todos os presentes. Só então percebi que deveria vir aqui, para contribuir apenas passando uma linha, no ponto que está sendo tecido agora na história de Guanhães. 
Amigas, amigos, irmãs, irmãos… gostaria de pedir que neste momento nos abracemos, que possamos dar as nossas mãos agora. Digamos simbolicamente que: Todo mundo ama um dia
“Todo mundo chora, Um dia a gente chega, E no outro vai embora. “
Enquanto seguimos aqui, tocando a marcha da vida. Lembremos que cada um de nós carrega o dom de ser capaz! 
“É preciso amor, Pra poder pulsar, É preciso paz pra poder sorrir, É preciso a chuva para florir. “
Que continuemos na presença de Deus, pois vem aí a primavera. O que ela traz: a certeza de que estamos e estaremos em transfiguração. 
Pai amado, Senhor Deus do Universo, sou grato a ti, pelo privilégio de ter caminhado algumas trilhas com este homem, com este padre, com este amigo Saint Clair Ferreira. 
Que Deus mantenha sobre nós, a sua benção! Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo!

                                                                                  Evandro José de Alvarenga

           Ao participar da celebração Eucarística de corpo presente do nosso querido padre Saint Clair pude reviver um filme que jamais será esquecido em minha memória. Foi muito forte a emoção de relembrar os momentos de experiência  fraterna  e pastoral com essa figura ímpar em nossa diocese. Revivi   aquele 1º de maio de 1986, instalação da diocese de Guanhães, primeira vez que vi aquele diácono ( Bigode grande)  proclamando o Evangelho; algum tempo depois aquela mesma pessoa já então, o padre  Saint Clair, juntamente com padre Ismar assumia a paróquia São Miguel e Almas e aí então deu-se início a uma nova fase em minha vida pastoral. Em pouco tempo  já nos identificávamos  em nossos ideais de um projeto de Igreja libertadora. Passei a atuar em diversas pastorais  urbanas e rurais, tendo a felicidade de a convite dele,  fazer parte do CPP, vivendo uma linda história de companheirismo e missão. Quantas reuniões na casa paroquial de Guanhães, Planejamento de Ação Pastoral  realizamos juntos ,podendo assim, testemunhar o que é uma pessoa apaixonada pelo Reino de Deus e por sua paróquia. Quanta saudade de um tempo que marcou minha vida de Igreja diocesana de Guanhães! 

       Em 2006, fruto de um  dos sonhos dele, foi instalada a pré- paróquia do Pito e a partir daí seguimos caminhos geograficamente diferentes, mas sempre , em conversas com amigos , dizia: padre Saint Clair , pra mim, é o apóstolo Pedro da Igreja Particular de Guanhães: aquele que , ora erra, ora acerta;  mas com a coragem de ser a coluna na qual os irmãos  se apoiam; santo e pecador: pecador no seu jeito transparente de ser humano; mas santo nas ações proféticas e misericordiosas.

       Por fim , fica  a gratidão  por ter tido a oportunidade de conviver um irmão , um pai , um pastor.

Padre Saint Clair amava os cantores que  , com suas vozes  traduziam o sonho de uma igreja povo . Por isso termino com um trecho de uma canção  que ele amava.

No peito a saudade das pessoas tão queridas.
Nos olhos tantos sonhos de um futuro com mais vida.
Nos pés a marcha lenta para a terra prometida.
Ô, ô, ô… ô, ô, ô. é tudo teu, Deus do amor.            ( Zé Vicente)

 Maria Madalena dos Santos Pires      paróquia N S Aparecida-  Pito   

Muito difícil devolver à eternidade as pessoas que aprendemos a amar de forma especial. Porém, nossa maior homenagem a esse grande mestre é colocar seus desejos em prática, sendo leigos apaixonados a evangelizar com muito amor,responsabilidade e acima de tudo com simplicidade. Isso sim era seu exemplo e seu desejo. Sou eternamente grata a ele pela lição de fé que nos passou e a Deus pela oportunidade de viver essas experiência ímpar com ele!

 Ivone de São João Evangelista

Eu aprendi com Ele demais. A Diocese perdeu um pensador. .. Nunca esquecerei o que Ele me fez sentir com o seu jeito de ser. Ele perguntava :”Oi que você está fazendo com o amor que Deus tem por você?

 Dircilene de São João

Fui em coluna. Foram  momentos muito tristes e ao mesmo tempo de agradecimento a Deus por tudo que ele fez em sua missão.

 Irmã Aparecida – Frei Lagonegro

Hoje foi muito difícil…as palavras fugiram. Fiquei meditando suas palavras naquele momento de dor:”vocês leigos precisam ser sal da terra e luz do mundo.

Nosso profeta, após anos de luta volta para o repouso nos ombros do Pai. A sua voz ecoará em nossos corações. Palavras firmes, sem rodeios ou voltas. A nossa Diocese perde seu filho que tinha um amor incondicional a sua igreja e a seu povo . Perdemos nosso grande conselheiro.

                                                                                  Alessandro – São Pedro

Um dia muito triste para todos nós! Mas ele cumpriu muito bem a sua missão. Ficamos com o seu testemunho firme do evangelho e um coração cheio de agradecimento a Deus, por nos permitir conviver e aprender com ele!

Luciene – São João

Grande homem de Deus! Amou muito esta diocese. Nossa eterna gratidão.

Roberto Magno – Joanésia

Nossa diocese sofre uma grande perda,mas o Senhor recebe uma valiosa alma!!! É o fim… fim da corrida …fim do sofrimento e dor…Nosso padre agora descansa em paz! Que as suas lutas não sejam em vão e suas palavras proféticas esquecidas,mas transformem em vida, com frutos abundantes no meio de nós!! Abraço de consolo aos familiares ,o clero e toda diocese!!!

                                                                Catequese e Comunidade N.Senhora do Carmo – Carmésia

Nossa solidariedade e sentimento a todos os padres, pastorais, amigos e familiares que tiveram a honra de conviver e vivenciarem a espiritualidade e a fé do saudoso Pe Saint-Clair. A sua devoção em seguir o Projeto de Jesus Cristo ,amar e servir, fez a diferença na vida do Povo de Deus. Com seus ensinamentos e palavras , deixou o legado de lutar com dignidade e fé.Que o Senhor o acolha em sua glória.

Abraço a todos. Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Equipe de Coordenação Catequética Conceição do Mato Dentro.

Que o senhor Jesus conforte e dê muita sabedoria aos familiares, neste momento tão difícil! Que Ele descanse em paz ao lado do pai eterno! Que o Senhor Jesus conforte e dê sabedoria aos seus familiares e amigos neste momento tão difícil de separação terrena! E que Ele descanse em paz , ao lado do Pai celeste!

Geralda do Rio Vermelho
Hoje nossa diocese perdeu um ente querido e ganhou mais um santo no céu.Nossa diocese sentirá mas fortalecida por lembrar dele que amou e lutou incondicionalmente por ela .Descanse em Paz. Aos familiares e diocesanos, minhas orações.

  Socorro Morro do Pilar
A diocese perde uma grande pessoa, mas o céu ganhou. Hoje lindo dia para ele ser acolhido pela nossa mãe celeste.

                                                                  Jussara Ventura – Guanhães

Eu me uno aos amigos e familiares do padre Saint-Clair para agradecer a Deus pela sua vida. 
Muito daquilo que sou como pessoa, dos valores que preservo, das esperanças que trago em mim, devo ao tempo de convivência com ele. 
Eu tive a oportunidade de conhecer e conviver com um homem bom e justo!
Aproveito para me solidarizar com o padre Wanderlei, amigo e irmão, que esteve ao lado do padre Saint-Clair nesta travessia.

Luís Carlos – Guanhães

“[…] a morte só pode ter um sentido e significado se a vida também os tiver; quando alguém sabe “para quê e para quem vive”, realizando sua original missão, pode morrer em paz. Aqueles que vivem intensamente enfrentam com grande serenidade seu envelhecimento e a proximidade da morte, vendo nela mais uma etapa no processo normal de seu amadurecimento e de sua realização. Aquele(a) que é consciente de ter vivido por alguma causa, de ter levado uma vida plena, pode dar sentido e significado espontâneos ao último ato de sua existência, a morte. É o modo como alguém vive que qualifica a morte. Há mortes que, para além da inevitável dor que causam aos familiares e amigos, provocam paz, agradecimento, vontade de viver seriamente, de se levantar da superficialidade e da mediocridade”.

(Adroaldo Palaoro, sj)

“Homens de Deus não morrem. Eles são transformados naquilo que acreditaram e pregaram. Ele combateu o bom combate da fé e agora toma posse definitiva do Reino dos céus, onde participará do prêmio reservado aos justos”. Padre Saint Clair ressuscitou a muitos na terra. Agora ele é um eterno ressuscitado junto a Deus. 

  Saudades eternas!

                                                                                                        Eliana  Alvarenga – Guanhães

 

Aniversariantes do mês de setembro

 

Setembro Clero
01 Pe. Mário Gomes da Silva Nascimento
06 Pe. João Carlos Sousa Nascimento
08 Dom Marcello Romano Ordenação Episcopal
16 Dom Marcello Romano Posse Canônica Araçuaí
26 Diácono Edmilson Henrique Cândido Nascimento
27 Pe. Elair Sales Diniz Nascimento

 

Setembro Seminarista
23 Tharley Kelves Nascimento

 

Setembro Consagradas
07 Maria Raquel M. Duarte (Guanhães – Coop. Família) Nascimento
19 Gracíula Gonzaga (Guanhães – Coop. Família) Nascimento

 

Setembro Funcionários
08 Ronion Barroso – Rádio Vida Nova FM Nascimento
13 Adeir Custódio da Silva PUC Nascimento

7º Festival da Música Cristã

O evento é uma iniciativa da Pastoral da Comunicação da Diocese de Guanhães e visa valorizar e reconhecer os talentos musicais em nível regional e nacional. O concurso contempla também os mais diversos gêneros e estilos musicais, valorizando e potencializando os novos talentos, dando-lhes visibilidade e estimulando a criação e difusão da música cristã. Outra proposta do festival é integrar as Igrejas cristãs na missão de evangelizar através da arte.

No 1º dia do festival se apresentaram as seguintes bandas/artistas: Celso Caldeira, de Guanhães, que interpretou a música “Um Só Caminho”; Nicko Carvalho, de Ribeirão das Neves, que interpretou a música “Habita Em Mim”; Amanda & Arthur, de Guanhães, que interpretou a música “O Seu Amor”; Banda Atos 2, de Guanhães, que interpretou a música “Os Feitos Do Senhor (Salmo 77)”; Cibelle Reis, de Guanhães, que interpretou a música “Eu Confio”; João de Lima, de Santa Maria do Suaçuí, que interpretou a música “Santa Paulina”; Grupo Vox, de Guanhães, que interpretou a música “Reanima”; Pollyana Ferves, de Montes Claros, que interpretou a música “Gratidão”; Priscila Pimenta, de Guanhães, que interpretou a música “Que Amor É Esse”; Marquinho Paracatu, de Guanhães, que interpretou a música “Um Lugar Chamado Esperança”; Ederson Mendes, de Contagem, que interpretou a música “Existe Um Deus”; Diw Cotta, de Peçanha, que interpretou a música “Nazaré”; Banda Novo Ser, de Guanhães, que interpretou a música “Sua Luz”; Miriã Bueno, de Guanhães, que interpretou a música “Meu Melhor Amigo”; Taquinho de Minas, de Belo Horizonte, que interpretou a música “Senhor”; Rodrigo Ferrero, do Rio de Janeiro, que interpretou a música “Vocare” e Matheus Bueno, de Guanhães, que interpretou a música “Não Há Medo Em Deus”.

Os 10 classificados para a grande final do Festival, cuja apresentação aconteceu  no sábado, 1º de setembro, foram:

  • Banda Atos 2;
  • Banda Novo Ser ;
  • Celso Caldeira;
  • Ederson Mendes;
  • Grupo Vox;
  • João de Lima;
  • Marquinho Paracatu;
  • Matheus Bueno;
  • Pollyana Ferves e
  • Rodrigo Ferrero.

Dos dez classificados ,  os cincos primeiros colocados foram:

O cantor Rodrigo Ferrero foi o vencedor do 7º Festival da Música Cristã. O artista, da cidade do Rio de Janeiro, interpretou a canção “Vocare”.

Todos os cinco primeiros colocados foram agraciados com troféus e premiação em dinheiro. Rodrigo levará para a cidade maravilhosa o prêmio de R$ 2.500,00. Em segundo lugar ficou o guanhanense Matheus Bueno, que interpretou a música “Não há medo em Deus”. Matheus foi premiado com um cheque R$ 2.000,00.O também guanhanense Celso Caldeira ficou com a terceira colocação e recebeu um cheque no valor de R$ 1.500,00. Em 4º e 5º lugares, respectivamente, ficaram a cantora Pollyana Ferves, de Montes Claros, que interpretou a música “Gratidão”; e Ederson Mendes, de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que, com sua banda, interpretou “Existe um Deus”. Ambos receberam R$ 1.500,00, cada..

Desde a 5ª edição do Festival, os jurados puderam atribuir as notas de cada quesito avaliado, usando seus próprios smartphones. Isso graças ao sistema leve, de fácil utilização, e responsivo (que pode ser acessado e utilizado de qualquer dispositivo e plataforma) desenvolvido por Joel Fernandes que além de locutor e analista de tecnologia da informação da rádio Vida Nova é Tecnólogo em Sistemas para internet. O sistema foi desenvolvido exclusivamente para ser utilizado no festival. Além de funcionar atendendo aos requisitos do regulamento, que prevê o descarte da maior e menor notas da comissão julgadora, proporciona praticidade aos jurados, facilidade e agilidade na apuração do resultado final.

“Ouso dizer que o festival da música Cristã simboliza ou traduz um pouco do pioneirismo que se pratica em Guanhães, pois um de seus idealizadores, padre Saint Clair Ferreira, também diretor da Rádio Vida Nova FM é um visionário neste tema. Aquele tipo de gente de fé, que costuma firmar suas ações numa fé inabalável. Também, por que sou testemunha desta ousadia de festival e várias outras, na Diocese de Guanhães . Sou partidário da ideia de que precisamos valorizar a nossa cultura e abrir espaços para nossa arte e para a comunicação das boas novas de todas as formas possíveis”.

                                                                                                          Evandro Alvarenga

Moralidade, peso de ouro

A sociedade brasileira precisa estar convicta de que a moralidade é o “ouro primeiro” de todos os processos. Nem mesmo inteligências estratégicas, procedimentos bem articulados e as soluções para os graves problemas são capazes de resistir à falta de tradição moral, fundamental para a construção do bem comum que precisa ser respeitado e promovido. Isso porque, o equilíbrio e a identidade de uma nação dependem fundamentalmente de um conjunto de normas, valores e costumes que constituem o tesouro de uma rica tradição moral. Assim, a sociedade deve se conduzir pelos princípios de sua carta maior, a Constituição Federal, que reúne referências normativas com o objetivo de garantir a justiça e fomentar a construção de uma cidadania solidária. A letra da norma, aquilo que está explícito na lei, resulta de processos interpretativos e de desdobramentos socioculturais e religiosos. Processos capazes de inspirar os seres humanos – congregados em povos e culturas – a leituras e entendimentos que possibilitem a configuração de uma tradição moral que ordene vivências, convivências, procedimentos e funcionamentos. Assim, uma sólida tradição moral não se configura a partir de simples recursos de subjetividades ou de ideologias. É fruto da interação dos seres humanos que se articulam na importante tarefa de edificá-la pela essencialidade do relacionamento entre pessoas e pela referência dos valores morais e princípios éticos, inegociáveis e intocáveis – cláusulas pétreas. Uma exemplar singularidade dentre essas cláusulas é a inviolabilidade do dom e do direito à vida, que tem de ser respeitada em todas as suas etapas – da fecundação ao declínio, com a morte natural. Toda legislação em contrário fere e desestabiliza o tecido da tradição moral, com graves prejuízos para todos. Mas preservar o bem comum não é tarefa fácil, exige cuidado e atenção, uma verdadeira luta no interno da sociedade. Não se pode desconsiderar a tendência de se buscar, simplesmente, o interesse pessoal. O egoísmo tem força para fazer passar o interesse de um ou de determinado grupo e segmento em prejuízo do outro ou do bem comum. A perda da tradição moral representa grave comprometimento da autoridade. Nesse horizonte, a prioridade deve ser o investimento na formação de condutas pautadas no respeito a valores ético-morais – não se fala aqui, absolutamente, de moralismos e conservadorismos, mas de rever conceitos e comportamentos. É preciso investir na recuperação da moralidade, em todos os setores, envolvendo o conjunto dos cidadãos, para alavancar projetos de desenvolvimento integral, de qualificação da cidadania. Esse percurso de formar, recompor e manter a tradição moral, indispensável a uma nação, não pode ser fruto de subjetivismo ou imposição ideológica. Os processos educativos, formais, familiares e nas diferentes circunstâncias e processos que compõem a vida cotidiana, têm séria responsabilidade por contribuir significativamente para que esse tecido erodido por muitas causas e razões se recomponha. O comprometimento do tecido moral, particularmente quando considerados os esquemas de corrupção e depredação do erário, o modo irresponsável com que é tratado o bem público, requer a ação de bons gestores, que representem o povo nas suas instituições, e cidadãos honestos nas relações do dia a dia, nas mais comuns circunstâncias. O atendimento a essa demanda urgente exige que se considere a importância do tesouro em que a moralidade está inscrita, especialmente neste ano eleitoral quando a credibilidade de candidatos está em questão. A tradição moral na política está sucateada e por isso o preço do descrédito é grande. O mesmo ocorre na esfera religiosa e não menos, de modo preocupante, no mundo do judiciário e em outros tantos segmentos da sociedade. Assusta muito ver decisões, frutos de interpretações de leis e normas, com favorecimentos por conivência, por poder ou até mesmo por mediocridade em razão da pouca competência, não só acadêmico-científica, mas sobretudo pelo distanciamento de sólidas tradições morais. É necessário assimilar a convicção de que a moralidade é a alavanca única que pode sustentar, dar consistência e empurrar na direção certa. A sociedade precisa, em todos os ambientes e segmentos, contar com cidadãos e cidadãs que, acima de tudo e prioritariamente, considerem, vivam e testemunhem a moralidade a peso de ouro .

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Dia do Catequista

“Desde o início dos anos 1980, a Igreja no Brasil dedica o mês de agosto à reflexão, promoção e celebração das vocações à vida sacerdotal, familiar, religiosa, missionária ou laical. Dentro das celebrações deste mês, o Dia Nacional do Catequista ocupa lugar especial, considerando o ser catequista acima de tudo como uma vocação, como um chamado de Deus.

O catequista nutre sua vocação na mesa da Palavra e da Eucaristia. Imbuído pelo Espírito do Senhor é chamado a também se doar a serviço da Iniciação à Vida Cristã”.

Saboreando o “vinho”, catequistas e coordenadores  fizeram memória das alegrias que têm na missão de evangelizar,  celebrando e festejando, a alegria da vocação,  em várias comunidades e paróquias da Diocese, no domingo 26 de agosto.

Guardiões da memória de Deus”. Missão sublime confiada por por Deus aos milhões de leigos espalhados pelo mundo afora . Assim são os catequistas: missão de ensinar , testemunhar, evangelizar,celebrar a vida em todas as dimensões e situações. Com esse espírito, os catequistas(Batismo, Eucaristia e Crisma) e coordenadoras da Paróquia N Sra Aparecida/Pito em Guanhães, reuniram-se neste domingo 26 /08, na comunidade dos Pinheiros, para celebrar o dia do catequista. O dia foi comemorado através de uma manhã agradável, iniciando com o café da manhã e depois a Celebração do Dia do Catequista proposta pela equipe da Animação Bíblico- Catequética do Regional Leste II . Logo após, o grupo  se divertiu com as brincadeiras, lazer e almoço.

Deus seja louvado por mais essa graça a nós concedida .

   Madalena Santos Pires – Equipe da Coordenação paroquial e diocesana.

 

 

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