Eliana Alvarenga

Alegres e convictos Servidores do Reino – Homilia e reflexões de Dom Otacilio para o XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)

 

Alegres e convictos Servidores do Reino (Homilia – XXXIIIDTCA)

A Liturgia do 33º Domingo do Tempo comum (Ano A), damos um passo fundamental em preparação para a grande Solenidade de Cristo Rei e Senhor do Universo. Antes, porém, é preciso que façamos séria e frutuosa revisão de como testemunhamos e participamos da construção do Projeto Divino a fim de que sejamos conscientes, ativos e comprometidos, fazendo frutificar os talentos que Deus nos concede por Sua infinita bondade.

À luz da primeira Leitura (Prov 31,10-13.19-20.30-31), refletimos sobre a sabedoria necessária que deve nos acompanhar dia a dia na construção do Projeto de Deus.

Um poema alfabético, que retrata a mulher virtuosa; e quão belo é ver a Sabedoria comparada à imagem desta mulher.Trata-se de uma coleção de sentenças sobre a sabedoria, construída ao longo de vários séculos e atribuída a Salomão.

Ela sabe gerir a casa, é diligente, trabalhadora, possui um coração generoso, teme ao Senhor e não se preocupa com a aparência. Temos aqui o convite para refletirmos sobre os valores eternos que asseguram uma vida feliz e próspera: empenho, compromisso, generosidade e temor.

Outra boa nova que transparece nesta passagem: a dependência de Deus; que quando autêntica, amplia a nossa liberdade e nos realiza plenamente. A dependência autêntica de Deus não nos infantiliza, ao contrário, nos compromete e nos ajuda no amadurecimento necessário, ampliando e solidificando a verdadeira liberdade.

Reflitamos:

– Quais são os valores que nos movem e nos orientam no pensar, falar e agir, para que não nos percamos diante de valores efêmeros?

– Como vivemos a confiança em Deus e a solidariedade para com o próximo, no cumprimento da vontade de Deus?

Na passagem da segunda Leitura (1Ts 5,1-16), o Apóstolo Paulo nos exorta a esperar o Senhor atentos e vigilantes, com empenho ativo e incansável na construção do Reino, sem jamais cruzarmos os braços.

A volta de Jesus se dará no final dos tempos, na parusia, mas enquanto isto, na espera, os dias sejam passados na vigilância e não no esmorecimento, deserção, fuga, mas vivendo coerentemente as opções do Batismo.

Sendo assim, é preciso que os membros da comunidade vivam como filhos da luz: vigilantes, sóbrios, com os olhos no futuro, esperando a chegada da vinda verdadeira, numa vida marcada por uma esperança com corpo e conteúdo.

A vigilância consiste em não negligenciar as questões do mundo e os problemas do homem e da mulher, sem jamais fugir dos desafios que nos interpelam.

Ao contrário, é procurar caminhos e respostas para os mesmos, vivendo os ensinamentos de Jesus: os valores eternos para que o mundo seja transformado, no mais belo sentido da esperança, que é a serena expectativa.

Na passagem do Evangelho (Mt 25,14-30), refletimos sobre a Parábola dos talentos.

Num contexto do esquecimento e perda do entusiasmo inicial, a comunidade se instalara na mediocridade, rotina, comodismo, facilidades, desânimo, desinteresse e deserção.

O Evangelista acena para o horizonte final da história humana: a segunda vinda do Senhor, mas enquanto isto é preciso multiplicar os talentos que Ele nos confiou, pois Ele voltará e nos julgará conforme nosso comportamento em Sua ausência.

É o nosso tempo. Com nosso coração o Senhor continuará amando os últimos, os pecadores que estão a nossa volta. Com nossas palavras, acompanhadas de testemunho, é que Ele animará, consolará, fortalecerá os entristecidos e desanimados.

É preciso construir uma comunidade alerta e vigilante que não se acomode; que não caia numa mórbida e indesejável passividade; que não fique de mãos erguidas e olhos postos aos céus, sem compromissos concretos e solidários. É preciso envolver-se, comprometer-se.

Com nossos braços estendidos e mãos abertas o Senhor acolherá os que vivem na miséria, na busca do sentido, da acolhida, de um pedaço de pão, porque é com nossos pés que Ele continuará Se dirigindo ao encontro de cada pessoa que mais precisa.

Reflitamos:

– Há o tempo de Sua presença e comunicação dos dons; o tempo de Sua ausência e confiança em nós depositada e haverá o tempo de Sua volta. O que temos para apresentar?

– Não há lugar para cristãos apáticos e acomodados, é preciso ter coragem de arriscar. O que faço para que Cristo seja conhecido e amado?

– Quais são os talentos que Deus me confiou?

– Como desenvolvo estes talentos?

Vivendo intensamente a missão por Deus a nós confiada, revelaremos ao mundo inteiro a Face de Cristo, gerando Cristo em nós, e tão somente assim os talentos serão multiplicados e não covardemente enterrados, e seremos alegres e convictos servidores do Reino por Jesus inaugurado.

 Dom Otacilio F. Lacerda

O Senhor colocou o futuro em nossas mãos (XXXIIIDTCA)

O Senhor colocou o futuro em nossas mãos

No 33º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre o tema da vigilância, que consiste na espera do Senhor que vem, multiplicando os talentos que Ele nos confiou, com sabedoria, criatividade, enfrentando os riscos necessários, com indispensável esforço de nossa parte para que o Reino de Deus aconteça.

Na passagem da primeira Leitura (Pr 31,10-13.19-20.30-31), vemos a imagem da mulher perfeita, um modelo de sabedoria e comportamento, que deve estar presente em todos aqueles que esperam e participam da construção do Reino de Deus: felicidade conjugal, trabalho, autenticidade de valores.

Na passagem da segunda Leitura (1Ts 5,1-6), o Apóstolo Paulo nos exorta, como partícipes do plano de Deus, para que “não durmamos como os outros”, empenhados em multiplicar os próprios talentos, sem acumular uma fortuna para si, tão pouco usar as próprias capacidades unicamente para si, menos ainda com desperdício.

É através do trabalho que produzimos a criação divina, como prolongamento da obra da criação.

Nas atividades quotidianas, experimentamos nossas capacidades transformadoras, a necessária fantasia criativa, que não pode prescindir da verdadeira Sabedoria, para não promover e se deixar seduzir pela desordem do pecado, em dimensão pessoal, social e  estrutural.

Vejamos o que nos diz o Missal Dominical:

“A vida nos nossos dias é muito dura para a maior parte dos homens, a concorrência é desumana, não existe segurança profissional para ninguém, o relaxamento dos costumes cresce de maneira inquietadora, os homens confiam cada vez menos uns no outros.

Aumenta a delinquência, o sofrimento não poupa ninguém e a morte continua a ser o pavor de todos. Pesa sobre a humanidade o perigo de guerras: reina ainda na terra o estado da injustiça, que clama vingança, e no qual se encontra o Terceiro Mundo.

Todos experimentam, às próprias custas, quais as consequências, quando o pecado domina. Quem pode sentir-se em segurança?

Entretanto, Cristo age nesta humanidade como força de renovação, difundindo dons e talentos a homens livres que saibam fazê-los frutificar corajosamente.

Deus não tem o hábito de transformar as leis da natureza ou de agir em nosso lugar; não organiza nenhum sistema de segurança nem mesmo para os que creem n’Ele; mas o Espírito de Deus nos impele a tornarmo-nos homens novos, isto é, homens que, apesar dos contragolpes e oposições, continuam a edificar com amor um futuro mais sorridente”. (1)

Na Parábola proclamada na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 25,14-30), temos a figura do um terceiro servo, que jamais deve ser para nós um modelo, pois tem medo do Senhor, um medo que o cristão não deve ter, desde que no Batismo se tornou  filho de Deus.

Esperando vigilantes a segunda vinda do Senhor, abertos à Sabedoria divina, que é revelada aos pequeninos e escondida aos sábios e entendidos, é preciso que nos empenhemos em descobrir quais os talentos que o Senhor nos confiou para colocá-los a serviço do outro, por “um futuro mais sorridente”.

Sem preguiça, omissão e medo, mas, com maturidade, viver o risco da fé, a entrega, a confiança, a disponibilidade para o serviço e promoção do bem comum.

A genuína fé no Senhor tem pertinentes apelos e compromissos que dela emergem, e tão somente assim, daremos razão de nossa esperança, num contínuo esforço de tornar concreta, afetiva e efetiva a virtude da caridade.

De fato, o Senhor coloca sempre o futuro em nossas mãos: memória e esperança nos acompanham. Importa, também, o conteúdo do tempo presente, o que se fez e o que se faz para que tenhamos um futuro feliz, e assim, estaremos, de fato, preparando a segunda vinda gloriosa do Senhor, e poderemos aclamá-Lo como Senhor e Rei do Universo.

(1) Missal Dominical – Paulus, 1995 – p.860.

 Dom Otacilio F. Lacerda

O Senhor virá nos julgar com equidade e verdade (XXXIIIDTCA)

O Senhor virá nos julgar com equidade e verdade

A Liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum (ano A) nos convida à vigilância na espera do Senhor que vem, permanecendo firmes na fé, e com sabedoria multiplicar os dons que foram confiados por Deus.

A Igreja nos oferece um dos comentários sobre os Salmos do Bispo Santo Agostinho (Séc. V), em que ele nos exorta a não oferecermos resistência à Sua primeira vinda para não termos de recear a segunda vinda gloriosa.

“Então todas as árvores das florestas exultarão diante da face do Senhor porque veio, veio julgar a terra (Sl 95,12-13). Veio primeiro e virá depois.

Esta Sua palavra ressoou pela primeira vez no Evangelho: Vereis sem demora o Filho do homem vir sobre as nuvens (Mt 26,64).

Que quer dizer: Sem demora? O Senhor não virá depois, quando os povos da terra se lamentarão? Veio primeiro em Seus pregadores e encheu o mundo inteiro. Não ofereçamos resistência à primeira vinda, para não termos de recear a segunda.

Que, então, devem fazer os cristãos? Usar do mundo; não servir ao mundo. Como é isto?

Possuindo, como quem não possui. O Apóstolo diz: De resto, irmãos, o tempo é breve; que os que têm esposa sejam como se não a tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; e os que usam do mundo, como se não usassem; pois passa a figura deste mundo. Eu vos quero sem inquietações (1Cor 7,29-32).

Quem não tem inquietações, aguarda com serenidade a vinda de Seu Senhor. Pois, que amor ao Cristo é esse que teme Sua chegada? Irmãos, não nos envergonhamos? Amamos e temos medo de Sua vinda. Será que amamos? Ou amamos muito mais nossos pecados?

Odiemos, portanto, estes mesmos pecados e amemos Aquele que virá castigar os pecados. Ele virá, quer queiramos, quer não. Se ainda não veio, não quer dizer que não virá. Virá em hora que não sabes; se te encontrar preparado, não haverá importância não saberes.

E exultarão todas as árvores das florestas. Veio primeiro; depois virá para julgar a terra; encontrará exultantes aqueles que creram em sua primeira vinda, porque veio.

Julgará com equidade o orbe da terra, e os povos em Sua verdade (Sl 95,13). Que significam equidade e verdade?

Reunirá junto a si Seus eleitos para o julgamento; aos outros separá-los-á dos primeiros; porá uns à direita, outros à esquerda.

Que de mais justo, de mais verdadeiro do que não esperarem misericórdia da parte do juiz, aqueles que não quiseram usar de misericórdia antes da vinda do juiz? Quem teve misericórdia, será julgado com misericórdia.

Os colocados à direita escutarão: Vinde, benditos de meu Pai, recebei o Reino que vos foi preparado desde a origem do mundo (Mt 25,34). E aponta-lhes as obras de misericórdia: Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber etc. (Mt 25,34-46).

Por sua vez, que se aponta aos da esquerda? Sua falta de misericórdia. Para onde irão? Ide para o fogo eterno (Mt 25,41). Esta Palavra suscita grande gemido.

Que diz outro salmo? Será eterna a lembrança do justo; não temerá escutar palavra má (Sl 111,6-7).

Que quer dizer: escutar palavra má? Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25,4). Quem se alegra com a palavra boa, não temerá escutar a má. É esta a equidade, a verdade.

Porque és injusto, não será justo o juiz? Ou porque és mentiroso, não será veraz a verdade? Se queres, porém, encontrar o Misericordioso, sê tu misericordioso antes de Sua chegada: perdoa, se algo foi feito contra ti, dá daquilo de que tens em abundância. Donde vem aquilo que dás, não é d’Ele? Se desses do que é teu, seria liberalidade; quando dás do que é d’Ele, é devolução.

Que tens que não recebeste? (1Cor 4,7). São estes os sacrifícios mais aceitos por Deus: misericórdia, humildade, louvor, paz, caridade.

Ofereçamo-los e com confiança esperaremos a vinda do Juiz que julgará o orbe da terra com equidade, e os povos em Sua verdade (Sl 95,13).”

Assim, aguardemos a vinda gloriosa do Senhor. Enquanto Ele não vem, é tempo de multiplicarmos os talentos que nos foram confiados, a cada um conforme a capacidade, como o Senhor nos falou em na Parábola dos talentos.

Não importa tanto a quantidade, porque nada nos falta. Antes, importa todo esforço para que eles sejam multiplicados, sem preguiça, medo, lentidão…

Um dia seremos julgados e haveremos de prestar contas dos bens que o Senhor nos confiou. Que possamos ouvir o que os dois primeiros ouviram da boca do patrão, que serão as próprias Palavras do Senhor aos que forem justos no tempo presente:

“Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração do tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria” (Mt 25, 21 e Mt 25, 23).

Agindo assim, seremos verdadeiramente filhos da luz, filhos do dia, na vigilante espera do Senhor que vem, e não sabemos nem o dia nem a hora, mas importa que estejamos vigilantes, atentos e os dons multiplicando até que mereçamos entrar na alegria celestial.

Oremos:

“Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em Vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa, servindo a Vós, o Criador de todas as coisas. Por N. S. J. C. Amém”.

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

Permaneçamos vigilantes – XXXII do Tempo Comum do Ano A.

Com a Liturgia, do 32º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre a necessária vigilância ativa na espera do Senhor que virá gloriosamente, Ele que veio, vem e virá.

O discípulo missionário do Senhor aguarda vigilante a Sua segunda vinda, pois ela se encontra presente no horizonte final da história humana, e, portanto, a necessidade de estarmos com o coração preparado para acolhê-Lo e com Ele caminhar.

Não podemos nos instalar em nosso egoísmo e autossuficiência, fechando nossos ouvidos aos apelos que o Senhor nos faz, de vigilância e espera de Sua chegada.

Na primeira Leitura, ouvimos uma passagem do Livro da Sabedoria, o Livro mais recente do Antigo Testamento, que apresenta a sabedoria como dom gratuito e incondicional de Deus para a humanidade, para conduzi-la à realização e felicidade (Sb 6,12-16).

Dois objetivos do autor do Livro: primeiro, ao dirigir-se aos seus compatriotas judeus (mergulhados no paganismo, na idolatria, na imoralidade), faz um convite para a redescoberta da fé dos pais e os valores judaicos; o segundo, ao dirigir-se aos pagãos para constatar o absurdo da idolatria, exortando a adoração e a adesão a Iaweh, o verdadeiro e único Deus.

A mensagem é explícita: somente Deus garante a verdadeira sabedoria e a verdadeira felicidade, no entanto pressupõe disponibilidade para acolhê-la e vivê-la.

Ouvimos, na segunda Leitura, a passagem da Carta de Paulo aos Tessalonicenses (1 Ts 4,13-18), na qual o Apóstolo Paulo fortalece a esperança na vinda gloriosa do Senhor, Ele  que virá novamente para concluir a história humana, inaugurando a realidade do mundo definitivo.

Importa que a comunidade fique vigilante e plenamente unida e identificada com o Senhor, para ir ao Seu encontro e com Ele permanecer para sempre.

Embora a Comunidade fosse entusiasta, ainda precisava de um amadurecimento catequético, e um dos temas era a questão da parusia, ou seja, o regresso de Jesus, no final dos tempos.

Daí o motivo do Apóstolo escrever aos tessalonicenses (entre o ano 50 ou 51), encorajando-os na fé e respondendo às suas dúvidas.

O Apóstolo confirma o que, provavelmente, já antes havia ensinado: “que Cristo virá para concluir a história humana; e que todo aquele que tiver aderido a Cristo e se tiver identificado com Ele, esteja morto ou esteja vivo, encontrará a salvação (vers. 14). Se Cristo recebeu do Pai a vida que não acaba, quem se identifica com Cristo está destinado a uma vida semelhante; a morte não tem poder sobre Ele… Isto deve encher de esperança o cristão, mantendo-o alegre, sereno e cheio de ânimo”. (1)

Deste modo, a certeza da ressurreição garante-nos que Deus tem um Projeto de salvação e de vida para todos nós; e que este está se realizando continuamente em nós até à sua concretização plena, quando nos encontrarmos definitivamente com Deus.

A comunidade que crê na Ressurreição e na vinda gloriosa do Senhor deve eliminar todo o medo e acomodação; o anúncio da Ressurreição implica no compromisso pela justiça e paz; compromisso com o mundo novo; uma caminhada confiante, ainda que no sofrimento e na dor.

Na passagem do Evangelho (Mt 25,1-13), somos exortados a nos preparar para acolher o Senhor que vem, vivendo na fidelidade aos Seus ensinamentos, com renovados compromissos com os valores do Reino, para participarmos do grande Banquete.

Trata-se da parábola das dez virgens, sendo cinco jovens “insensatas”, que não levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas enquanto esperavam a chegada do noivo, e as cinco ”prudentes”: “O Reino de Deus é, aqui, comparado com uma das celebrações mais alegres e mais festivas que os israelitas conheciam: o banquete de casamento. As dez jovens, representam a totalidade do Povo de Deus, que espera ansiosamente a chegada do Messias (o noivo)… Uma parte desse Povo (as jovens previdentes) está preparada e, quando o Messias finalmente aparece, pode entrar a fazer parte da comunidade do Reino; outra parte (as jovens descuidadas) não está preparada e não pode entrar na comunidade do Reino” (2).

Lembremos o contexto em que Mateus escreveu: finais do séc. I (década de 80): já tinha passado a “febre escatológica” e os cristãos já não esperavam a vinda iminente de Jesus, e uma vez passado o entusiasmo inicial, “a vida de fé dos crentes tinha arrefecido e a comunidade tinha-se instalado na rotina, no comodismo, na facilidade… Era preciso algo que abanasse os discípulos e os despertasse de novo para o compromisso com o Evangelho”.   (3).

Vigilantes na espera do Senhor, enquanto Ele não vem,  a comunidade precisa viver a sua fé com coerência e entusiasmo, na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com a construção do Reino: escutar Suas Palavras, acolhê-las no coração e viver de forma coerente com os valores do Evangelho; viver na fidelidade aos projetos do Pai, amando os irmãos, até mesmo com o dom da vida, em todos os momentos.

A comunidade, portanto, não pode descuidar da vigilância, o que levaria ao enfraquecimento do compromisso com os valores do Reino, levando ao comodismo, instalação, adormecimento e o descuido, reduzindo a uma fé sem compromisso e pouco coerente.

Importa ser uma “Igreja em saída”, como tem insistido o Papa Francisco, uma Igreja em estado permanente de missão, que se alimenta da Palavra e da Eucaristia, e se coloca a serviço do Reino, com irrenunciáveis e sagrados compromissos.

Estejamos preparados para a chegada do Senhor, que vem ao nosso encontro todos os dias, e espera que nos empenhemos e nos comprometamos na construção de um mundo novo – o mundo do Reino:

“Ele faz ecoar o seu apelo na Palavra de Deus que nos questiona, na miséria de um pobre que nos interpela, no pedido de socorro de um homem escravizado, na solidão de um velho carente de amor e de afeto, no sofrimento de um doente terminal abandonado por todos, no grito aflito de quem sofre a injustiça e a violência, no olhar dolorido de um imigrante, no corpo esquelético de uma criança com fome, nas lágrimas do oprimido”

Reflitamos:

– Estamos vigilantes e preparados para a  vinda gloriosa do Senhor?

– Estamos preocupados com o imediato, o visível, o efêmero (o dinheiro, o poder, a influência, a imagem, o êxito, a beleza, os triunfos humanos…), negligenciando os valores autênticos do Reino?

– Estamos abertos à sabedoria divina, dom que nos é dado para bem conduzirmos nossa vida, em fecunda e ativa vigilância na espera do Senhor que vem?

Caminhando para o final de mais um ano Litúrgico, à luz da Liturgia da Palavra, é tempo favorável de revermos o caminho que fizemos; se, ao longo do ano, na espera do Senhor, vivemos uma caridade esforçada, uma fé atuante e uma firme esperança em ver o Reino de Deus acontecendo.

É tempo de avaliar de que modo conduzimos e orientamos a nossa vida, iluminados pela Sabedoria divina, que deve ser procurada desde a aurora e ir sempre à frente de nossas decisões, para que nossas “lâmpadas” estejam sempre acesas para quando o “noivo chegar”, o Senhor Jesus, que virá, gloriosamente, numa segunda vinda.

Quando? Não importa. Antes, importa que estejamos verdadeiramente vigilantes e ativos na ansiosa espera de Sua chegada.

Fonte: www.Dehonianos.org/portal

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em

https://peotacilio.blogspot.com/2019/11/permanecamos-vigilantes.html

Dia Mundial do Pobre e Dia Nacional dos leigos e leigas

Querido irmão  e querida irmã,
Mês de novembro nos convida a sermos santos como nosso Pai Celeste é Santo. Dentre as várias celebrações que nos ajudam à santidade, temos o Dia de Todos os Santos, Dia de Finados,  Dia do Pobre, Dia do Leigo …
Venho através deste convidar você,  sua família e amigos para  participarem da Semana Social,  Politica e ambiental que acontecerá  nos dias 08 a 15, deste mês. Acontecerão Palestras que irão enriquecer nossas vidas. Participe conosco. Estaremos em sintonia com a Arquidiocese de BH, acompanhe pelo YouTube. Nosso bispo Dom Otacilio está  entre os palestrantes convidados.
Na semana de 16 a 22 de novembro, semana preparatória ao dia Nacional dos Leigos e Leigas, reflexões através dos subsídios próprios .

 

Acompanhem mais informações em nossas redes sociais da diocese de Guanhães.

                              Pe José Aparecido Santos – Padre coordenador de Pastoral.

       Olá irmãs e irmãos, agentes de pastoral, comunidades rurais  da nossa querida Diocese de Guanhães, Equipes de liturgia, queridos Párocos e Dom Otacilio nosso bispo diocesano,

Venho, em nome da equipe de Articulação do CNLB, trazer um convite muito especial a todos nós  leigos e leigas que atuamos nas nossas paróquias, na nossa  Igreja. Desde 1991 a igreja no Brasil  celebra no último  domingo do Ano Litúrgico, a Solenidade de Cristo Rei, o” Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas “ e neste ano,  nós estamos disponibilizando  um material muito bom,  preparado pela equipe do Nacional , para este tempo de pandemia , em que nossas celebrações  estão sendo de forma não presencial. Queremos  chegar às famílias, aos jovens , às igrejas domésticas para que  celebremos este dia tão importante para nós.  O objetivo é refletir e aprofundar a identidade, vocação, espiritualidade e missão  do laicato católico do país. O tema proposto neste ano,  “Cristãos leigos e leigas, testemunho e profecia a serviço da vida”  é um convite para que todos os batizados  saiam em defesa da vida, em todos  os âmbitos, exercendo, assim , um chamado a continuar a Obra de Jesus. Portanto, queremos convidar a todos: Equipes de liturgia, Agentes de pastoral que preparem com muito carinho esta celebração para o Dia Nacional do leigo e da leiga, refletindo a nossa missão de  batizados  , de profetas   e reis a serviço da humanidade  como o nosso Cristo REI. O CNLB está com todo material , disponível também através do nosso coordenador de pastoral, padre José Aparecido dos Santos que  já está disponibilizando o material para todas as paróquias . Mais informações acessar: http//cnlb.org.

Nossa diocese não pode ficar sem celebrar este dia! Juntemo-nos  a todos os nossos pastores e celebremos com muita alegria, com muita simplicidade mas com muito simbolismo o nosso Batismo, a nossa missão de leigos e leigas na igreja ! Contamos com o empenho de todos  na preparação.

Fraternalmente,

Maria Madalena dos Santos Pires – Equipe de Articulação CNLB/Guanhães

Para visualizar o subsídio e o cartaz , clique abaixo:

   SUBSÍDIO       CARTAZ

Programação para a Semana preparatória para a Celebração do Dia do Pobre: 

Cristãos leigos da Diocese de Guanhães participaram da Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do CNLB Leste II- MG e ES

Em cumprimento ao Estatuto do organismo CNLB – Conselho Nacional do Laicato de Brasil, o Regional Leste II, em detrimento das condições sanitárias vivenciadas, realizou de maneira virtual, por plataforma digital, dias 31/10 e 1/11/2020, a reunião ordinária do seu Colegiado Deliberativo; Coordenada pela Presidente do organismo Leci do Nascimento e pelo secretário Adriano Massariol, teve como pauta: 1- Análise de conjuntura; 2- Comissões de Assessoria; 3 – Planejamento, Formação, Calendário 2021 e Avaliação do Ano 2020; 4 – Encontros e Assembleias 2021; 5 – Informes e Comunicados.

Estiveram presentes quase 40 pessoas: os membros do Colegiado Deliberativo; as Comissões de Espiritualidade, Comunicação, Juventude e de Formação, bem como outros convidados. Vale citar: Dom Messias – bispo de Teófilo Otoni, referencial para o laicato do Leste II; padre Roberto Marcelino – CNBB/Leste II; Sônia Gomes – presidente do CNLB Nacional ; Rodrigo – Cáritas do Leste II; professor José Luiz Quadros Magalhães; Fátima Ferre – do Regional Sul I; Éder d’Artagma; e os presidentes dos Conselhos de Leigos de Teófilo Otoni, Cachoeiro do Itapemirim, Mariana, Uberaba, Pouso Alegre, Montes Claros, Governador Valadares, Diamantina, Itabira/Coronel Fabriciano, Caratinga, Uberlândia, Campanha, Divinópolis, São Mateus, Belo Horizonte, Guanhães (Mariza Pimenta e Eliana Alvarenga, que fazem parte da Comissão de Comunicação do CNLB – Leste II e Madalena da equipe de articulação do Conselho de Leigos da diocese).

É possível amar sem conhecer? Dom Messias disse que se encantou com o Conselho de Leigos ao conhecer suas propostas e ações na Igreja e na Sociedade.

Apresentaram-se os relatos de experiências/ações em 2020: celebrações dos temas comemorativos mês a mês – Grito dos Excluídos, 6ª Semana Social Brasileira, mês vocacional, mês da Bíblia, Jornada do Pobre, formação para as eleições e outros.

Fez-se a prestação de contas de 2020 e foram apresentadas as propostas de trabalho para 2021.

Uma coisa ficou bem clara: para testemunhar o Evangelho de Jesus, é preciso “VER, DISCERNIR, AGIR, CELEBRAR” e “sair das caixinhas”.  Necessário fazer conhecer os documentos da Igreja, organizar e envolver as forças vivas. Encantar-se pelo Projeto de Deus que recebemos no Batismo. “ESPERANÇAR”, “trabalhar e caminhar juntos”.

Belo Horizonte, 2 de novembro de 2020.

                                                                          Mariza Pimenta

( Membro da Comissão de Comunicação do CNLB Leste 2 e da Equipe de Articulação do CNLB/ Guanhães)

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O Ministério do padre na hora mais difícil: a morte.

Finados: dia de recolhimento, oração e contemplação de nossa realidade penúltima, a morte; fortalecimento na fé sobre nossa realidade última, a Vida Eterna!

Quantas vezes nós, padres, somos chamados para rezar pelos falecidos e familiares. Muitas vezes anônimos e desconhecidos de nossas comunidades; distantes de nossos altares! Quantas vezes são crianças revelando a dura realidade da dor que a morte provoca! Quantas vezes amigos, parentes, agentes!

Não há hora, dia, cansaço, compromissos, nem chuva ou sol que justifique nossa ausência. Ainda que de modo breve, uma breve mensagem da Palavra de Deus, um refrão, um canto, a água que nos lembra o Batismo e comunica a presença divina. O olhar, o abraço, a terna acolhida.

A morte deixa um vazio; um silêncio; uma abertura para que a Palavra naquela hora seja semeada; plantada. Uma ferida, uma chaga a ser curada, com o bálsamo da oração, da esperança anunciada, pela Palavra proclamada.

Nós Presbíteros temos uma importância indescritível na vida daquela família ao redor do caixão, daquele corpo estendido, revelando a limitação da existência humana, levando-nos a reconhecer nossa limitação/finitude.

Padres enamorados por Cristo, Homens da Palavra e do Pão; arautos da Páscoa Morte/Ressurreição, sabem que a solidariedade vivida é caminho de salvação; que a solidariedade naquele momento é o desabrochar das forças para a vida continuar e a cruz retomar, para que um dia possamos com aquele e com tantos outros que nos antecederam novamente nos encontrar; e a face divina, com os anjos e santos contemplar.

Uma paciente terminal assim disse:  “Abraço a morte, Ela não é eterna. Quando nos encontramos com Deus, nos tornamos belos”.

Momento privilegiado de acolhida e fortalecimento, para não deixar o medo, do coração conta tomar. Quem sabe momento para renovação da chama do primeiro amor, retorno à vida da Comunidade, participação perseverante no banquete da Eucaristia?

Nas Exéquias (celebração de encomendação dos fiéis falecidos), ou numa Missa de sétimo dia, nós, padres, temos uma oportunidade imperdível de acolhida, carinho e solidariedade.

É verdade que muitas vezes parecem não compreender nossos ritos, são participantes da “ocasião”, que sejam! Eis momento de graça, de favorável acolhida. Manifestar a beleza de ser Igreja, de não estarmos nunca sós: nem na vida, nem na morte.

Também o acompanhamento pela comunidade depois da esperança celebrada é indispensável. Paulo disse que não podemos perder nenhuma oportunidade de evangelizar.

Esta é uma entre tantas oportunidades que não podemos perder. Sou testemunha e admirador de diversos padres e fiéis leigos que jamais se omitem neste momento.

A Igreja tem rituais maravilhosos; Leituras Bíblicas apropriadas; prefácios profundamente bíblicos e teológicos; bênçãos riquíssimas; textos incontáveis…

Há muitos tesouros a serem oferecidos, e é necessário que sejamos sinais do Bom Pastor junto ao povo sofrido! Sinais de amor, solidariedade e compaixão; anunciadores da Boa Nova da Ressurreição!

PS: Artigo escrito para o jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – edição nº150 (novembro/2010).

 Dom Otacilio F. Lacerda – do seu blog:

https://peotacilio.blogspot.com/2019/11/o-ministerio-do-padre-na-hora-mais.html

Bem-Aventuranças vividas, Santidade alcançada (Homilia Festa de todos os santos e santas)

 

A Solenidade de todos os Santos abre nosso espírito e coração às consequências da Ressurreição. Para Jesus, ela foi ao terceiro dia, para nós, seus amigos, será mais tarde.

Com esta Solenidade celebramos todos os que amaram a Deus e aos irmãos, canonizados ou não. Quer nomes inscritos no calendário ou não, mas antes inscritos no Coração de Deus.

Fazemos sair do anonimato e vivemos aquilo que professamos toda vez que rezamos o Creio: “… Creio na comunhão dos Santos”. Esta Solenidade nos faz viver intensamente a realidade mais profunda e misteriosa da Igreja, que ainda peregrina na terra, saboreia e vive dos bens do céu.

Para que a santidade seja sólida, há um caminho a ser trilhado: o caminho das Bem-aventuranças, que é na exata medida, o caminho da santidade.

Jesus sobe ao monte para nos dar a Lei que já tinha dentro de Si, para inscrevê-la no coração da humanidade, para que esta encontre o verdadeiro caminho da felicidade, que é o caminho da santidade. Ele faz das Bem-aventuranças um programa de vida para Seus discípulos.

Santos são aqueles que percorreram o caminho das Bem-aventuranças, acolheram o Cristo e o Seu Reino e agora estão na glória celeste.

As Bem-aventuranças vividas nos fazem pobres, mansos, misericordiosos e pacificadores. Elas portam ao mesmo tempo o fascínio e a angústia. Firmados da esperança da eternidade, firmaram passos com coragem, firmeza, fidelidade, sem vacilar no imperativo do testemunho.

Assim nasceram e viveram os Santos: quanto mais perto da luz mais visíveis foram as sombras da existência. Vivendo na fragilidade da existência, abriram-se plenamente à graça divina, pois sabem que nada podemos e nada somos Sem Deus e sem a Sua força, graça, ternura, poder e bondade…

Por isto rezamos no Prefácio da Missa: “Peregrinos da cidade Santa, para ela caminhamos na fé e na alegria, ao vermos glorificados os ilustres filhos da Igreja que nos destes como exemplo para nossa fragilidade”.

Para vivermos a santidade temos de ser corajosos peregrinos do quotidiano, ou seja,  pessoas em marcha, apaixonadas pelo Evangelho que não desviam do caminho da verdade e da liberdade, anunciando e testemunhando o que lhes faz viver, o que lhes motiva a viver: um amor por Deus, incondicional.

Com o Batismo, somos inseridos no caminho das Bem-aventuranças, e vivê-las implica em assumir riscos, alcançar a alegria, como fruto da liberdade, como podemos contemplar na passagem da primeira Leitura (Ap 7,2-4.9-14). Contemplamos a descrição de uma visão da condição celeste. Há esperança na provação.

Refletimos sobre a paradoxalidade do Cordeiro Imolado que é o vitorioso, o vencedor, revelando-nos que o caminho de morte dos que O seguem não é o caminho da derrota, mas daqueles que foram transformados e estão de pé diante d’Ele.

O autor de Apocalipse fala de 144.000 (12x12x1000) que significa o Novo Povo de Deus, que nasce dos doze Apóstolos de Cristo. Soma-se a multidão imensa que venceu a prova. A cor branca das túnicas reflete a glória celeste e as palmas nas mãos, o martírio, a vitória e a alegria.

Na passagem da segunda Leitura (1Jo 3,1-3) refletimos sobre o nosso futuro, que tem marca de eternidade e o nosso destino como criação divina: foi para a felicidade eterna que fomos criados. A maior glória é sermos semelhantes a Deus e um dia podermos contemplar Sua face.  

“Deus é Amor” (1Jo 4,8.16) e nós podemos amar, “mas amamos, porque Deus nos amou primeiro” (1Jo 4,19). A santidade se mede pelo amor: quem mais ama é mais Santo; quem menos ama é menos Santo; quem não ama nada, não é Santo.

Santidade! Esse é o segredo que o cristão deve ter para aproximar muitas pessoas de Deus. Jamais santidade rima, em forma e conteúdo, com coisa esquisita, rara, estranha, alienada, medonha, impossível, inalcançável.

Deste modo, santidade não é algo exterior, não é caricaturesca, rígida, sombria ou até mesmo triste. Não! O Santo é uma pessoa com uma profunda vida interior, com uma grande unidade de vida, coerente, flexível, cheia de luz e de alegria.

Uma pessoa Santa é um ser humano bem normal no seu dia a dia, que  leva dentro de si algo diferente – o Amor de Deus atuante e que faz novas todas as coisas – ou seja, uma pessoa que revela ao mundo inteiro a Face de Cristo.

PS: Fontes: www.presbiteros.com.br/, Liturgia Dominical – Ed. Vozes – Johan Konings, Missal Dominical.

 Dom Otacilio F. Lacerda

http://peotacilio.blogspot.com/2019/11/bem-aventurancas-vividas-santidade.html

DIOCESE DE GUANHÃES (MG) – 2020 PASTORAL DIOCESANA DO DÍZIMO E PARTILHA

TEMA: “DÍZIMO, EXPRESSÃO DE UM CORAÇÃO FLEXIBILIZADO

LEMA: “Cada um dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por

obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” (2 Cor 9,7)

Neste período de flexibilização em nossa Diocese de Guanhães, estamos somando forças para novamente propagarmos esta Pastoral tão importante dentro da nossa Igreja Particular como a Primeira Locomotiva da Paróquia, pois sem a Pastoral do Dízimo e Partilha, fica dificultada a Evangelização, uma vez que, parte muito importante de nossa Evangelização e Ministério provém do Dízimo. Assim, convocamos todos os Padres, Diácono, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades para refletirmos neste mês de Novembro em todas as Missas dos finais de semana, bem como em nossas relações de rotina, redes sociais e, sobretudo, esclarecendo àqueles que ainda não alcançaram a dimensão evangelizadora do Dízimo, buscando nossa CONVERSÃO, A UNIDADE
DIZIMAL, A SOLIDARIEDADE NA PARTILHA E NO CORAÇÃO.

O Dízimo é um ato de amor e um gesto de partilha. Nós não pagamos o Dízimo; nós o devolvemos, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus. Compreender a importância do dízimo significa entender a nossa participação na comunidade. Quando devolvemos o dízimo, nos reportamos a Lucas 21, A oferta da viúva pobre:  Jesus viu algumas pessoas ricas colocando suas ofertas na caixa de contribuições do templo  [a] .  2  Viu também uma viúva pobre colocando lá duas moedas pequenas.  3  Então, disse: – Digo a verdade a
vocês: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.  4  Todas as outraspessoas fizeram as suas ofertas dando do dinheiro que tinham sobrando; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver.
E experienciamos em nosso coração e vida a gratidão e graça de poder compartilhar e agradecer agradecimento a Deus e não apenas depositar o resto que nos sobra.
O primeiro objetivo da Pastoral do Dízimo e Partilha é ajudar cada cristão a se conscientizar sobre a experiência pessoal com Jesus Cristo e a sua missão comodiscípulo, missionário, membro da comunidade eclesial, ou seja, a
EVANGELIZAÇÃO.
O dízimo manifesta a união da comunidade; é fruto da oração, do trabalho e da vivência litúrgica e catequética. É do compromisso com o dízimo que a igreja pode manifestar a sua dimensão missionária, religiosa, eclesial e caritativa.  Os cristãos participam do dízimo porque compreenderam o significado de ser Igreja, comunidade a
serviço da construção do Reino de Deus.
É do compromisso com o dízimo que a Igreja poderá viver e sustentar com dignidade sua missão evangelizadora. Dízimo é força comunitária, é compromisso com a vida, é testemunho de fé que se traduz na partilha consciente e livre de pequena parcela dos bens necessários ao nosso sustento!

Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo e Partilha
Assessor Diocesano: Pe. Edmilson Henrique Cândido

AS DIMENSÕES DO DÍZIMO

A partir do Documento 106  da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas”, o dízimo passa a ter quatro dimensões, sendo elas: religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Antes, as dimensões do dízimo eram divididas entre religiosa, social e missionária.

A primeira dimensão do dízimo é a RELIGIOSA: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, à relação com os bens materiais e com seu correto uso, à luz da fé (Lc 12,15-21; 1 Tm 6,17-19) ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis, ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

O dízimo também tem uma dimensão ECLESIAL. Com o dízimo o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, pela qual é corresponsável, contribuindo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente a testemunhe. Desse modo, cada fiel toma parte no empenho de todos e se abre para as necessidades de toda a Igreja. O dízimo também oferece condições às paróquias e comunidades de contribuírem de modo sistemático com a Igreja particular, mantendo vivo o sentido de pertença a ela.

O dízimo tem uma dimensão MISSIONÁRIA. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre as Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas. De fato, em cada Igreja particular, na comunhão com as demais, está presente e atua a una e única Igreja de Cristo. O dízimo contribui para o aprofundamento da partilha e da comunhão de recursos em projetos como o das paróquias-irmãs e o do fundo eclesial de comunhão e partilha, no âmbito da Igreja particular; e nos projetos “Igrejas-irmãs” e “Comunhão e Partilha”, em âmbito nacional.

O dízimo tem ainda uma dimensão CARITATIVA, que se manifesta no cuidado com os pobres, por parte da comunidade. Uma das características das primeiras comunidades cristãs era de que “entre eles ninguém passava necessidade”, pois tudo era distribuído conforme a necessidade de cada um (At 4, 34-35). A atenção com os pobres e suas necessidades é uma característica da Igreja Apostólica. Ao reconhecerem a autenticidade do ministério de São Paulo, os apóstolos pediram que não se esquecesse dos pobres (Gl 2,10). “A opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica” e a caridade para com os pobres “é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência”

 SUGESTÕES PARA A LITURGIA DOS FINAIS DE SEMANA  PARA FAZERMOS UMA PASTORAL DE CONJUNTO  FLEXIBILIZANDO OS NOSSOS CORAÇÕES.

Queridos Padres, Diácono, Seminaristas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Deus abençoe a cada um de vocês na missão que lhes foi confiada!

Como já é do conhecimento de cada um de vocês, todos os anos o Mês de Novembro na nossa Diocese é dedicado ao DÍZIMO E PARTILHA.  Este ano de 2020, neste período de flexibilização, de um modo muito especial queremos que este sentimento de partilha chegue a todas as pastorais, grupos e movimentos religiosos que estão ligados à nossa Igreja Particular de Guanhães, de uma forma muito simples e com um coração cheio de gratidão a Deus, pois acreditamos que a Pastoral do Dízimo a nível Diocesano e Paroquial só irá dar frutos se conseguirmos trabalhar em uma Pastoral de Conjunto, ou seja, se todos passarem pelo processo de Conversão Dizimal, flexibilizando seu coração na partilha, na caridade e na missão.   Para isso, a Equipe Diocesana do Dízimo e Partilha está propondo a vocês, estimados irmãos em Cristo, sugestões para refletirem na Liturgia dos finais de semana.

31/10 e 01/11- TRIGÉSIMA PRIMEIRA SEMANA DO TEMPO COMUM

 Contextualizar que a contribuição com o dízimo é um exercício que brota da flexibilização do coração do homem em resposta ao mandamento do amor.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Na diocese de Guanhães o mês de novembro é dedicado à conscientização sobre o dízimo. Dízimo é expressão de fé.  É um gesto de amor e gratidão a Deus. É devolver a Ele uma pequena parte de tudo o que d’Ele recebemos. Nesta liturgia da 31ª SEMANA DO TEMPO COMUM somos convidados a despertar a nossa consciência para a generosidade, a fraternidade e a partilha. (Convidar um dizimista comprometido para fazer esse comentário)
  2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Este período de pandemia tem nos ensinado a flexibilizar como fez a viúva pobre, o nosso coração para a partilha?)
  3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, que nosso dízimo, gesto de amor à Igreja, seja o reflexo de uma igreja viva e participativa flexibilizada no amor.  Rezemos:

– Senhor, que a experiência  dizimal nos ajude a transformar a sociedade com alegria e misericórdia,  nos tornando mais solidários e fraternos  com os irmãos que sofrem. Rezemos:

– Senhor, conceda aos dizimistas de nossa paróquia a graça da perseverança e fidelidade no compromisso com a nossa mãe igreja. Rezemos

4. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a Oração do Dizimista.

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

 Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na tua santa presença. Amém.

  1. MENSAGEM FINAL: Após Oração da Comunhão.

Mensagem do nosso Pastor Dom Otacílio Ferreira de Lacerda

Amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães (MG)

Queridos Padres, Diácono, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo, Agentes de Pastoral, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Com muito entusiasmo e esperança de dias melhores neste MOMENTO DE FLEXIBILIZAÇÃO, convido toda a Diocese a viver intensamente o mês de NOVEMBRO como o mês Missionário de Conscientização do Dízimo, cujo Tema: DÍZIMO, EXPRESSÃO DE UM “CORAÇÃO FLEXIBILIZADO”. Lema: “Cada um  dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois  Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7)

Deste modo, manifesto através desta, em tempo ímpar que estamos vivendo, o meu carinho e zelo pela formação das Pastorais e de maneira muito carinhosa pela Pastoral do Dízimo que é a fundamental para todas as outras, pois, sem o Dízimo fica inviabilizada a Evangelização, uma vez que o Dízimo garante os recursos necessários para dinamizar toda estrutura Missionária Paroquial e Diocesana.

Vejamos o que nos diz a Sagrada Escritura sobre o Dízimo: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o senhor”. Malaquias 3,10.

Tudo que recebemos é graça de Deus, inclusive o Décimo Terceiro… Dízimo não é sistema jurídico, não se baseia no processo de como o trabalhador o recebe.

Há outras passagens na Bíblia que nos falam sobre a generosidade da entrega de tudo quanto recebemos: Gênesis 28,20-22; Malaquias 3, 5-12; 2 Coríntios 9,6-12.

Por que Deus disse “fazei prova de mim”? Todo o Livro de Malaquias tem como pano de fundo a infidelidade do Povo de Israel a Deus. Desde as lideranças religiosas até o povo comum havia muita infidelidade e isso é combatido por Deus. No Livro do Profeta Malaquias (Ml 3,6-12) há uma reprovação de Deus quanto à infidelidade do povo no Dízimo e Ofertas, revelando um povo egoísta e que não estava observando com retidão as Leis de Deus.

Deste modo, Deus usa ali palavras duras, chamando o povo de ladrões (Malaquias 3,8). Deus deixa claro que a atitude do povo trazia sobre si as maldições descritas na Aliança (Malaquias 3,9), o que chamamos de repreensão “negativa”.

Na repreensão “positiva” Deus diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3,10).  

Deus continua e manda o povo: “fazei prova de mim”. Deus faz um incentivo à obediência, mas muitos compreendem de forma errada esta passagem. Deus não está aqui dando poder ao homem de aplicar provações ao próprio Deus; pois Ele está chamando o Seu povo a desafiar, a testar a Sua fidelidade.

Em outras palavras, Deus está dizendo algo como “experimentem ser obedientes e verão como derramo grandiosas bênçãos sobre suas vidas”.

Deus não precisa provar a Sua fidelidade, pois n’Ele habita toda a justiça, mas aqui Ele dá essa abertura para que as pessoas, cegas pela desobediência, viessem a obedecer e verificassem a grandeza das bênçãos do Pai sendo derramadas em suas vidas.

Geralmente a palavra provação é usada na Bíblia relacionada a Deus aplicando testes na vida das pessoas com objetivos de abençoá-las. Mas aqui em Malaquias, Deus diz “fazei prova de mim”, ou seja, Ele inverte o que estamos acostumados e nos dá a abertura de fazermos um “teste” com Ele, ou seja, o teste de sermos obedientes e verificarmos as bênçãos sem medida que serão derramadas.

A expressão usada é “abrir as janelas dos céus e derramar bênçãos sem medida”: se o povo fosse obediente, seria enriquecido com bênçãos imagináveis vindas diretamente das mãos do próprio Deus!

Nestes dias muitos estão fazendo planos e contando com o tão sonhado décimo terceiro (se ainda não o receberam). Para algumas pessoas, a primeira parcela começa a ser depositada em novembro e, sem dúvida, também devemos devolver o Dízimo do Décimo Terceiro Salário, ou qualquer outra forma de renda que proceda do trabalho, pois tudo é graça de Deus.

Urge que cada dizimista reflita em seu coração, diante de Deus, sobre a graça de devolver o Dízimo do Décimo Terceiro, até porque no final do ano é que nossas Comunidades Paroquias e Diocese mais têm gastos, ou seja, “Investimentos Dobrados”, como: Décimo Terceiro dos Funcionários, Seguro dos Veículos e Planejamentos para todo o Ano.

Que São Miguel e Nossa Senhora Aparecida intercedam por você e sua Família, derramando Bênçãos Copiosas dos Céus. Juntos, vivendo o amor e a partilha, somos muito mais!

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda

Bispo Diocesano.

01/11 e 08/11 – 32ª SEMANA DO TEMPO COMUM

 Contextualizar a Liturgia do dia com a experiência do DIZIMO, a PERSEVERANÇA e a dimensão CELEBRAR.

 1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) O dízimo fortalece a vida comunitária, permitindo que a paróquia possa adquirir materiais litúrgicos como vinho, hóstias, velas, cumprir os compromissos financeiros e adquirir novos espaços para Igrejas e salões comunitários. Queremos, nesta Eucaristia, bendizer ao Senhor, que ensina à sua Igreja o significado salvífico da doação, faz justiça aos oprimidos e dá alimento aos famintos. Queremos CELEBRAR com a participação de cada irmão e irmã dizimista da nossa paróquia.

 2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Neste período de Pandemia temos sido atentos às necessidades de nossa igreja? Temos agido como as virgens previdentes do Evangelho?)

3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, concedei que todo pequeno gesto de partilha faça diferença na vida dos que não têm o necessário para sobreviver. Rezemos:

– Senhor, “as virgens previdentes foram atentas ao ensinamento do Senhor, ‘orai e vigiai”. Fazei com que cada um de nós sejamos também previdentes, perseverantes e justos na devolução do nosso dízimo e na nossa missão evangelizadora. Rezemos:

– Senhor, concede aos nossos líderes e pastores religiosos previdência para agirem com discernimento e sabedoria para manterem a espiritualidade divina, Rezemos.

Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

 OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti.

5.MENSAGEM FINAL: Após a comunhão.

E VOCÊ? …

Hoje acordei, por um momento, confuso, chateado, perdido… então, inesperadamente, comecei a me lembrar de um sonho que tive, onde visualizava algumas passagens vividas por mim e que na oportunidade as relato a seguir. Na verdade, eu fazia era um exame de consciência.

Estou próximo a completar 53 anos. Nasci, cresci e sempre vivi nesta “terrinha” querida, cidade linda e maravilhosa para se viver. Um dia após meu nascimento, eu já estava sendo batizado, em 18 de abril de 1966. Aqui fiz minha primeira comunhão, crisma, participei de grupos de jovens, na época. Anos depois me casei, tive dois filhos, também batizados e um já fez inclusive a primeira Eucaristia, tudo na Igreja Matriz. Mas, meu exame de consciência dizia que ainda faltavam muitas coisas. Sempre procurei ser um bom cristão, no entanto, faltava algo. Daí neste breve relato lembrei-me de que eu nunca havia procurado a secretaria paroquial para saber quanto eu deveria contribuir por todos estes “serviços oferecidos”, desde o meu batizado até o casamento. E o círculo continua: batizado dos meus filhos, catequese, crisma de sobrinhos até… Sempre encontrei a Matriz de portas abertas (que alguém se encarregou de abri-la), sempre limpa (que alguém limpou), os lustres, arandelas acesas (alguém estava pagando as contas de energia). Ah, a filmagem e os fotógrafos do meu casamento, meu sogro pagou; os ornamentos da Matriz como castiçais, mesas, bancos, livros, microfones, anjos da guarda, leitores etc., tudo de graça, sequer fui à secretaria ou procurei o padre para agradecer; mas a festa do casamento e salão de festas, ah, isso meu sogro pagou e não foi barato.

Como uma paróquia sobrevive e de forma dinâmica ofertando tudo isto? Lembrei-me do Informativo Paroquial onde certo texto dizia o que é oferta, doação e esmola: são ajudas esporádicas que a paróquia recebe para custear estas despesas, que, aliás, são muitas. E descobri outra coisa: para a paróquia se manter, todos os padres têm um apelido em comum, “pidão”. Então me levantei de meu sonho e comecei a redigi-lo, ou o que me lembrava dele. Esse apelido da cidade carinho aos nossos sacerdotes é simplesmente horrível, afinal de contas, sou ou não cristão?

Volto ao início de meu relato. Se moro, ou estou morando nesta comunidade, tenho a obrigação de cuidar da minha Paróquia, que abrange, desde a moradia de meus pastores até a Casa de Nosso Pai. Entendo que essa deveria ser a obrigação do verdadeiro cristão. Por isso, hoje, com muito orgulho de uma Conversão Dizimal de uma forma imensamente feliz, digo que EU E MINHA ESPOSA SOMOS DIZIMISTAS.

Se você ainda não é dizimista e não fez esta retrospectiva de sua vida. Faça e flexibilize seu coração. SEJA TAMBÉM UM DIZIMISTA.

 14/11 e 15/11 – TRIGÉSIMA TERCEIRA SEMANA DO TEMPO COMUM

DIA MUNDIAL DOS POBRES

 Contextualizar como o Dízimo contribui com o processo de Evangelização. A importância da formação e das missões e ajuda na dimensão caritativa.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Participar da Eucaristia nos fortalece para o processo de Evangelização. É missão de todos nós e Deus nos chama para que juntos nos tornemos mais fortes para enfrentar os desafios desse mundo. Por meio do dízimo, as paróquias podem organizar suas missões nas comunidades, contribuindo para o aprofundamento da comunhão e partilha, sustentando as pastorais e capacitando os leigos e leigas para a missão. Hoje, em especial, no dia mundial dos pobres, clamemos a ajuda de Deus para sabermos defender a dignidade dos seus filhos e filhas desvalidos principalmente nestes tempos difíceis de pandemia e que aprendamos a estender a mão aos nossos irmãos mais carentes.

       2. SUGESTÃO: (Durante a Homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Hoje a igreja celebra o dia mundial dos pobres. O que temos feito para minimizar a dificuldade de nossos irmãos menos favorecidos? Já flexibilizamos nossos corações?

     3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, te pedimos pela Santa Igreja, para que seja protegida dos ataques que a rodeiam e para que experimente o poder de Deus no cumprimento da sua missão evangelizadora. Rezemos:

– Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, conscientes de nossa vocação à santidade de vida, como parte integrante desta comunidade, que sejamos também conscientes de nossa corresponsabilidade como dizimistas para o crescimento da ação evangelizadora da Igreja. Rezemos.

– Senhor, por todas as pessoas que se comprometem com a evangelização, que participam dos momentos formativos e que neste momento de pandemia por muitos motivos deixaram de cumprir com a contribuição de seu dízimo  para que flexibilizem seus corações  e entendam a sua  importância para o crescimento do Reino de Deus.  Rezemos.

  1. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por Ti e por tua Casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a Ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na Tua santa presença. Amém

 MENSAGEM FINAL: Após a comunhão.

 O Dízimo e os Pobres

Em mensagem para o VI Dia mundial dos Pobres, que está sendo celebrado hoje, 15 de novembro de 2020, o Papa Francisco diz que estender a mão é um sinal de solidariedade e amor.  Intitulada “Estende a tua mão ao pobre”, a mensagem destaca que são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos. Nessa época de isolamento e/ou flexibilização social, impostos pela pandemia do novo corona vírus, a caridade e a atenção aos pequenos e necessitados deve ser um exercício diário do povo de Deus. .

Através do dízimo, cada batizado se torna “testemunha da misericórdia” e oferece, através da dimensão caritativa, a preocupação com os pobres de nossa comunidade paroquial.  Diante das crises que estamos vivendo, provocadas pela pandemia, sua contribuição, dizimista, é de suma importância na sustentação da igreja e das obras voltadas para as famílias carentes.

A igreja conta com seu compromisso e fidelidade para continuar a sua missão. O momento é de partilha e solidariedade. A mão estendida é sinal de amor cristão, de sabermos ser corresponsáveis, atentos ao sofrimento dos mais pobres e sofredores, fiéis ao Evangelho, à vida e obra de Nosso Senhor Jesus Cristo.

SUGESTÃO: Promover na Paróquia durante semana a campanha do quilo (alimento não perecível) para formar cestas básicas para distribuir para famílias com mais necessidades

 21/11 e 22/11 — TRIGÉSIMA QUARTA SEMANA DO TEMPO COMUM

 NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Contextualizar a experiência dizimal com a opção preferencial pelos pobres. A dimensão da Partilha (Caritativa). Cristo, Rei do Universo.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Neste domingo celebramos a solenidade de Cristo, Rei do Universo, e também concluímos o mês de conscientização sobre o dízimo na nossa diocese com o tema: “DÍZIMO: expressão de um coração flexibilizado”. Queremos nesta celebração rezar pela família dizimista de nossa paróquia, diocese e missionários” para perseverarem firmes na fé,  no amor e na partilha.  Rezamos também hoje por todos aqueles que durante a semana estenderam a mão ao pobre fazendo a doação de um quilo de alimento não perecível para  minimizar suas dificuldades neste tempo de pandemia.

Por meio de gestos de generosidade, atenção, carinho e misericórdia, vamos transformando nossas ações e a própria sociedade. Pondo-se a servir, Cristo Rei do Universo, nos dá o exemplo de como agir com olhar misericordioso para o próximo com o coração flexibilizado. A dimensão caritativa do dízimo se manifesta no cuidado que a Igreja, como continuadora da missão de Jesus, tem com os pobres.  Por falta de uma flexibilização e conversão de todos os cristãos batizados, a nossa igreja, com o dízimo que se tem, não conseguiu ainda assumir concretamente a dimensão caritativa como é o ensinamento de Jesus Cristo contido nos Atos dos Apóstolos “no meio deles não havia necessitados” (At 4,34)

 2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. A exemplo de Jesus Cristo, temos sentido o nosso coração flexibilizado para acolher com amor os nossos irmãos mais frágeis?)

 3.ORAÇAO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, que tenhamos o coração caridoso e desprendido dos bens dessa terra para que busquemos a riqueza que provém do céu. Rezemos:

– Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, que conscientes da sua responsabilidade como Igreja, perseverem no caminho da justiça e da paz. Rezemos:

– Senhor, abençoai os missionários, sacerdotes, diácono e todos aqueles que em nossa diocese contribuem com o seu dízimo com alegria e generosidade para a melhoria dos serviços comunitários e o provimento das necessidades das comunidades. Rezemos:

  1. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na tua santa presença. Amém.

 5. MENSAGEM FINAL: Após Oração da Comunhão.

 MENSAGEM DA EQUIPE DIOCESANA DO DÍZIMO DA DIOCESE DE GUANHÃES

 EM TEMPOS DE PANDEMIA, CONTRIBUIR COM O DÍZIMO É TAMBÉM UM ATO DE SOLIDARIEDADE.

O dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, onde vive-se o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, centro do Evangelho.

Em tempos de pandemia, a prática de se contribuir com o dízimo se revela também um ato de solidariedade e amor a si e ao próximo.

Com o coração flexibilizado e por meio da contribuição do dízimo de cada um, é possível fazer com que a Igreja sobreviva, se mantenha, possa prestar seus serviços, e consiga ainda que pouco ajudar os menos favorecidos e realizar sua missão evangelizadora. SIM, DIZIMISTA, É POR MEIO DO SEU DÍZIMO E PARTILHA QUE CONSEGUIMOS FAZER TUDO ISTO, OU SEJA, EVANGELIZAR!

Sendo assim, vimos agradecer você, pela sua Partilha por meio do seu Dízimo, e ao mesmo tempo pedir a Deus, pela intercessão de (santo padroeiro de sua paróquia) e São Miguel, Bênçãos Copiosas sobre você e sua família. E a você, que ainda não faz parte desta família dizimista, se se sentir a flexibilização em seu coração, procure o escritório paroquial ou um Missionário da Pastoral do Dízimo e Partilha e seja você também um Evangelizador por meio do seu Dízimo.

  • OUTRA SUGESTÃO PARA MENSAGEM FINAL (PODERÁ SER FEITA EM FORMA DE JOGRAL: VOZ 1 E  VOZ  2

DÍZIMO: EXPRESSÃO DE UM CORAÇÃO FLEXIBILIZADO

Nós  somos  consumidores

De tudo que a terra cria

Animais e vegetais

Água  que   beneficia

A  vida de todo ser

Sem ela nada existia

Surgiu na antiguidade

A ideia de ofertar

Os frutos que produziam

Como forma de agradar

O Deus por ter concedido

A produção prosperar

Abrão enfrentou a luta

Com sofrimento e com dor

Juntamente com seu povo

Depositou no senhor

Amor esperança e fé

Assim saiu vencedor

Trazendo tudo de volta

Inclusive seu sobrinho

O rei foi ao seu encontro

Conduzindo pão e vinho

Como era sacerdote

O abençoou com carinho

A décima parte de tudo

Abrão lhe ofereceu

Ele não queria bens

Mas ele não recebeu

Nem se quer uma correia

Da sandália que perdeu

Deus vendo aquela oferta

Falou firme pra Abrão

Homem forte e fiel

Tu tens um bom coração

Eu sou o escudo seu

Para toda direção

Essa base fundamenta

A quem quer participar

Da ação que representa

A forma de partilhar

Aquilo que se recebe

Ás vezes sem esperar

Dízimo é fundamentalmente

Uma opção pastoral

Que semeia gratidão

Afugentando do mal

Educando a fé adulta

Ter um estilo real

Dizimista consciente

Tem sua vida feliz

Quanto mais dá mais recebe

Quem pratica sempre diz

Prender-se ao egoísmo

Deixa a pessoa infeliz

Gratidão tem duas vias

Uma vai a outra vem

Deus abre as portas do céu

E as reservas que tem

Derrama em forma de bênçãos

Sobre  quem pratica o bem

É o papel da igreja

Seus fies orientar

Com relação à partilha

Um modo pra despertar

A mente de cada um

Para o dízimo consagrar

Bíblia fonte principal

De estudo e de pesquisa

Uma equipe prepara

O estudo e organiza

Até atingir a meta

Que a paróquia precisa

Tem muitos analfabetos

Na temática partilhar

Fecham-se no egoísmo

A ninguém quer ajudar

A vida é fardo pesado

Pra um sozinho levar

Quem oferta com amor

Enche o peito de alegria

A alma é fortificada

A fé cresce todo dia

Confiando em Jesus Cristo

E na sua mãe Maria

Entre na fila do dízimo

Faça o cadastro certinho

Consagre o que o coração

Puncione bem baixinho

Encontre a felicidade

Trilhando neste caminho

Alguns padres   apresentam

Dificuldades em falar

Em dízimos para os fies

Apela pra convidar

Especialista em dízimo

Pra seu povo orientar

O papa Francisco disse

Vamos desatar o nó

Excluir o comodismo

Pois a preguiça faz dó

Esta messe  aproveitada

Se dedica  como Jó

Uma igreja em saída

É   a meta do pastor

Praticar a caridade

Perdoar ser servidor

Praticar a humildade

Abastecido de amor

Quem no recenseamento

A ser católico escolheu

Agora tem um convite

Conforme já mereceu

Entrar numa pastoral

Mostrando o talento seu

O dízimo é prosperidade

As bênçãos Se multiplicam

O s dons do Espírito Santo

Fies nos intensificam

O ato de partilhar

Graças divinas duplicam

As pessoas que confiam

Na providência divina

Procuram ser dizimistas

O coração determina

A doação do seu dízimo

O restante a bíblia ensina

Seja fiel  dizimista

Sem nenhum constrangimento

Quem doa com alegria

Deus ama a cada momento

Se doar a décima parte

Volta noventa por cento

Se der mais recebe mais

Este caso é confirmado

Graças faz  graça merece

Isso é popularizado

A felicidade mora

Onde o dízimo é consagrado

 

 

 

 

 

 

 

 

Insistir… Resistir… Persistir…Caminhar… Avaliar… Reavaliar…  Reinventar… Recomeçar…

Finaliza-se o mês de outubro! Mês em que todas as pastorais da nossa diocese estariam se reunindo para a avaliação da caminhada. Infelizmente isto não foi  e não será possível. Ao iniciar o mês de fevereiro, nós, comissão e coordenadores paroquiais da Pastoral Catequética, nos reunimos para alinhamento das ações da nossa caminhada. Retomo, aqui o primeiro parágrafo do nosso relatório nesta época.

“ ‘O  caminho  não escolhe os pés, mas os pés escolhem o caminho.’ É com este espírito  missionário de anunciadores de Jesus Cristo que os coordenadores paroquiais de catequese da Diocese de Guanhães  se reuniram no primeiro dia do mês de fevereiro  no salão da Catedral.”

Pois bem, os nossos pés realmente não escolheram o caminho. Apenas tivemos que caminhar, mudar a direção, e por caminhos que muitos de nós, catequistas, não imaginávamos. Alguns tropeços, enfrentamento de desafios, mas várias vitórias!

No dia 17 de outubro, aconteceu  a segunda reunião on-line com os coordenadores paroquiais pelo Google meet e avaliou-se a caminhada. Pudemos perceber que fora bastante frutuosa.

Impedidos de estarmos juntos presencialmente, a partir do mês de março, passamos a nos encontrar  virtualmente. Estava previsto trabalhar nas áreas o livreto”Fortaleçamos o Pilar da Palavra”, e foi concluído on-line – via facebook. Logo após, iniciou-se quinzenalmente o estudo do livro Catecismo da Igreja Católica, sob orientação de Dom Otacilio e  ajuda dos seminaristas Thiago Vileforte e Ânderson Alves – criação do projeto- . Estamos finalizando a primeira parte: A profissão da Fé. Para este início de estudo do CIC, contamos com a colaboração de Dom Otacilio, Padre Hermes e Padre Osmar.

O estudo bíblico que fora previsto, está sendo on-line – via whatsapp – , porém com outro formato. Fez-se o estudo de Atos dos Apóstolos, Cartas de Paulo e durante todo o mês de setembro, foi feita a leitura de Deuteronômio. Há no grupo comentários riquíssimos sobre as leituras bíblicas, que muito contribuem para o crescimento espiritual.

Diariamente, são enviadas a todos os coordenadores mensagens diárias de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda – manhã e noite –  e para que repassem nos seus grupos de whatsApp a leitura orante do site Lectionautas do Brasil (https://lectionautas.com.br/) para os crismandos e temos O Momento com Deus para os catequizandos de Iniciação Eucarística, produzido na diocese por Eliana Alvarenga ( membro da Comissão Diocesana de catequese).

Preparando-nos para o Planejamento 2021, no que se refere aos encontros de formação, acontecerá no  dia 21 de novembro, o início do estudo do Diretório para a  Catequese com Padre Jean da Diocese de Campanha. No ano de 2021, daremos continuidade ao Estudo do CIC , do Diretório para a Catequese, iniciaremos o estudo sobre a  Doutrina Social da Igreja , Mídia e  Catequese e  continuaremos o estudo Bíblico .

Agradecemos a Deus por estar sempre nos fortalecendo e  nos indicando o caminho a seguir. A catequese presencial parou devido à pandemia, no entanto, com os encontros virtuais  por este formato de evangelizar através das redes sociais, atingimos mais catequistas, que no conforto do seu lar, estão podendo participar das formações e reuniões.

Prossigamos nesta caminhada de fé, tornando-a fecunda, mesmo que seja virtualmente, na esperança que novos tempos estão por vir com a graça de Deus.

                                                                                                  Vera Pimenta (Membro da Comissão Diocesana)

Amor a Deus e ao próximo, dois amores inseparáveis – 30º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Amor a Deus e ao próximo, dois Amores inseparáveis

O Mandamento do Amor é a essência da vida cristã

Com a Liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum (ano A) refletimos sobre a inseparabilidade do amor a Deus e ao próximo, que são os maiores Mandamentos da Lei Divina.

Amor que está no centro da experiência cristã, pois Deus espera que cada coração humano esteja submergido no Seu Amor.

É preciso a imersão no Amor de Deus para transbordar, comunicar o amor ao próximo: eis o sentido do existir e do ser cristão em todo tempo.

A primeira Leitura (Êxodo 22,20-26) nos remete ao “Código da Aliança” que se trata de um conjunto de prescrições, soluções, disposições justas, sãs e sólidas que norteiam, orientam a conduta humana nas mais diversas situações.

Esta passagem é como um extrato deste Código: a defesa do pobre e da viúva (desprotegidos); a acolhida do estrangeiro (desenraizado); a defesa do pobre (carente e em extrema necessidade).

Somente a defesa destes é que manterá viva a Aliança de Deus com a humanidade.

A dura experiência vivida no exílio leva ao aprendizado e a compromissos renovados, para que a vida e a liberdade sejam resplandecentes em cada amanhecer, de modo que é preciso ver no rosto do pobre, do órfão, da viúva e do estrangeiro o rosto de Deus.

Reflitamos:

– Onde estão eles em nossas comunidades?

– Como os amamos e os defendemos?

– Quais os espaços que ocupam em nossas preocupações, organizações e pastorais?

– Como não compactuar com situações que favoreçam o roubo da vida e da dignidade dos pobres?

Na passagem da segunda Leitura (1Ts 1,5c-10), voltamos a refletir sobre a comunidade de Tessalônica: uma comunidade entusiasta e exemplar, pela fé ativa, caridade esforçada e de firmeza na esperança.

A comunidade é convidada a dar mais um passo, ou seja, manter a alegria apesar dos sofrimentos, das dificuldades, das perseguições, pois este é necessariamente e inevitavelmente o dinamismo do Evangelho.

A alegria e o sofrimento fazem parte do dinamismo da missão evangelizadora, de modo que na obscuridade, o Evangelho é luz. Na secura, Água Cristalina. Na fome de amor e vida, o Pão. Em situações de opressão, a Palavra que liberta…

A comunidade de Tessalônica, apesar de toda dificuldade, não é uma ilha. Confiando em Deus ela se tornou a semente de fé e de amor que gerou frutos em outras comunidades.

De fato não somos uma ilha, pois a fé nos faz uma só Igreja: missionária, misericórdia, viva e solidária.

Na passagem do Evangelho (Mt 22,34-40), mais uma vez, Jesus enfrenta os líderes religiosos de Seu tempo.

Após as questões polêmicas do tributo a César e da Ressurreição (não acreditada pelos Saduceus), Jesus é interrogado sobre qual é o maior Mandamento.

Consideremos que os fariseus conservavam 613 mandamentos (sendo 365 proibições e 248 prescrições). Um verdadeiro emaranhado de preceitos e prescrições.

Evidentemente, os pobres estavam impossibilitados deste conhecimento, e por eles eram considerados impuros e distantes de Deus.

A resposta de Jesus unifica e equipara os dois Mandamentos: “’Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior Mandamento.

O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’”. Com isto podemos afirmar que toda revelação de Deus se resume no amor: amor a Deus e ao próximo. A Lei e os Profetas são apenas comentários, desdobramentos destes dois Mandamentos.

O Mandamento do Amor é o resumo de toda Lei, pois a vida cristã consistirá em amar como Jesus ama ao Pai, com Seu Espírito – o Amor Trinitário.

Tudo que Deus faz é simplesmente por amor, e esta é essencialmente a marca de Seu agir. Assim, tudo quanto fizermos, tanto os gestos mais grandiosos de fidelidade quanto os menores, se ausente o amor, perdem a sua beleza e consistência.

Na verdade, os dois Mandamentos são o resumo de toda a Bíblia: que a vontade de Deus seja feita, numa entrega quotidiana de amor em favor do Reino, fazendo da vida um dom total de si mesmo, como Jesus o fez – o Missionário amado pelo Pai, na força do Espírito, o Amor que nos acompanha em todo momento.

Amando a Deus escutaremos Sua palavra e haveremos de nos empenhar no cumprir da vontade divina. No amor aos irmãos haveremos de nos solidarizar com todos os que encontrarmos pelo caminho. O amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida em favor do outro nos fazem adoradores de Deus, em espírito e verdade.

Na vivência do Amor a Deus e ao próximo Jesus fez cair as máscaras da hipocrisia de Seus opositores, que conhecedores da Lei, do Mandamento divino, mas tão apenas conhecedores, pois não os colocavam em prática, como Ele o fez em relação aos pequeninos, aos pobres, aos enfermos, aos marginalizados.

Bem sabemos que este Amor que ama até o fim incomodou aqueles bem estabelecidos, porque com os preferidos de Deus jamais comprometidos.

Concluo com a afirmação do Missal Dominical:

“O Mistério de Cristo, no seu todo, é vivido na Igreja, no conjunto de seus membros em todos os séculos.

O contemplativo serve aos homens servindo a Deus; o ativo serve a Deus servindo aos homens…

O Santo Cura D’Ars suspirava por um convento e pela solidão, enquanto se dedicava inteiramente aos homens; e os conventos deram à Igreja grandes Papas, Bispos, Reformadores e Missionários, que passaram da contemplação e da solidão à ação mais perseverante e ininterrupta”.


Missal Dominical – Ed. Paulus – p. 841

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em

http://peotacilio.blogspot.com/2019/10/amor-deus-e-ao-proximo-dois-amores.html

Ordenação Diaconal do Seminarista Guilherme Soares Lage

No dia 17 de outubro de 2020, em Solene Celebração Eucarística, pela Oração da Igreja  e pela Imposição das mãos de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, Bispo Diocesano, foi ordenado Diácono para o Serviço da Igreja e do Povo de Deus, o seminarista Guilherme Soares Lage, na Catedral São Miguel, – forma presencial parcial, devido à Pandemia do Corona Vírus. Esta Celebração estava prevista para o dia 1º de maio de 2020, mas foi adiada por causa do cancelamento das Missas presenciais seguindo  as orientações da OMS. Bonita Celebração! Os pais, o irmão, alguns familiares, amigos e a maioria dos padres da Diocese estiveram presentes. Muitas pessoas puderam acompanhar de suas casas pelos canais Catedral de Guanhães, Pascom Diocese de Guanhães e também pelas páginas do Facebook da Paróquia São Miguel e da Diocese de Guanhães.

A Palavra do Pastor
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