Batismo

Novas orientações para a Pastoral do Batismo 
Motivações bíblico-teológicas
As “orientações” devem ser pastorais (trabalho de pastor) não legais (obra de legislador).
Sobrecarregamos pais e padrinhos de normas e exigências por um longo período. Isto me pareceu infrutuoso. No fundo, fechamos as portas da Igreja para muitos!
Estamos usando mal o poder das chaves e não estamos sendo os “belos” pastores que buscam a ovelha perdida (cf. Lc 15, 4-7). Em Jo 10, 11-17 vemos o que faz o “kalós poimén” = o “belo” pastor, que, normalmente, é traduzido por o “bom” pastor.  Além disso, a palavra “chave” em grego implica em fechar, entretanto, em hebraico “chave” é para abrir.
Faremos a experiência em nossa diocese de uma abertura maior, assumindo, como pastores, o fardo do “ide”, “batizar” e “ensinar” (Mt 28, 19-20) sobre os nossos ombros, aliviando um pouco os ombros já cansados e sobrecarregados (Mt 11,28-30) das ovelhas.
Jesus manda fazer discípulos e batizar a todas as nações e o Código do Direito Canônico vê o batismo como direito das “famílias cristãs”. Sei que é aqui que está o problema, mas não nos esqueçamos que tudo deverá ser feito com muito senso de responsabilidade e fé. Embora, em princípio, não se deve privar ninguém do batismo, não se pode, contudo, brincar com o sacramento.
ORIENTAÇÕES PASTORAIS PARA O BASTIMO
Em princípio, todos sejam batizados. 
” Que haja uma preparação adequada dos pais e padrinhos, visando uma melhor compreensão do Batismo e vivência cristã.
” A licença para batizar em outra paróquia seja acompanhada do comprovante de preparação e seja dada com motivo justo, mas sem rigorismo.
” Fica proibido o batismo em clubes, hotéis, fazenda, residências particulares, enfim, fora da Igreja;
” Os Padrinhos sejam católicos, participem de algum modo da vida eclesial, tenham mais de 16 anos. Se possível, tenham sido crismados. Levem a vida de acordo com a fé e o encargo que vão assumir. É preciso exigir mais dos padrinhos do que dos pais, pois os padrinhos podem ser escolhidos e bem escolhidos.
” Crianças não batizadas até os 7 anos devem passar pelo processo catecumenal.
” Casos especiais sejam resolvidos com tranqüilo e frutuoso diálogo e caridade pastoral.
” Que cada paróquia tenha equipes bem orientadas e de bom senso em cada comunidade para preparação e ajuda na solução e acompanhamento nos casos surgidos.
Prevaleça o bom senso e a misericórdia. A Igreja de Jesus Cristo não pode ser uma Igreja cheia de leis, mas plena de misericórdia e gratuidade. Que o pastor, em nossa diocese, nunca deixe uma ovelha perdida, sem rumo ou sem solução. A obrigação do pastor é cuidar das ovelhas, dedicando pessoalmente maior empenho, dedicação e ternura para as mais desencaminhadas.
Diocese de Guanhães, 14 de outubro de 2009 
Dom Emanuel Messias de Oliveira 
Bispo Diocesano de Guanhães/ MG
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