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Encontro de Coordenadores Diocesanos de Catequese do Regional leste II

“Tornar-se alimento: um itinerário Bíblico-Eucarístico de conversão” foi o tema principal do Encontro de coordenadores diocesanos de catequese, iniciado na quinta-feira, 15 de agosto, até às 12h do dia 18. Participaram  95 pessoas de 27 (Arqui)Dioceses do Regional.

A Diocese de Guanhães foi representada pelo padre assessor da Pastoral Catequética Pe Osmar Batista Siqueira e pelas coordenadoras da Comissão Diocesana: Eliana Alvarenga, Eni Menezes e Vera Pimenta.

No dia 15 de agosto, quinta-feira, às 19h30, o encontro iniciou-se com a acolhida e apresentação dos coordenadores, encaminhamentos e encerrando-se com a Celebração, quando os coordenadores colocaram flores ao lado da Cruz, oferecendo ao Senhor, as dores e as alegrias da Pastoral Catequética em suas  Dioceses.  Dom Marco Aurélio Gubiotti, bispo da diocese de Itabira/Coronel Fabriciano,  presidente eleito para assessorar a Comissão Bíblico-Catequética no Regional Leste II, esteve presente na Abertura e na sexta-feira, que iniciou-se às 7h, com a Celebração Eucarística presidida por ele. Na primeira parte da manhã, Lucimara apresentou a síntese dos relatórios da catequese enviados pelas dioceses, através de respostas às perguntas de um formulário eletrônico enviado pelo regional.

Após o cafezinho das 10h, o secretário executivo de Campanhas da CNBB, Pe. Patriky Samuel Batista fez apresentação sobre as DGAE e a catequese. Ao final da exposição, ele apresentou através de um breve esboço, as ideias para a CF- 2020 que terá o tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, inspirado no bom samaritano.

Dom Marco Aurélio comentou “Vejo que algumas pessoas colocam em dúvida o trabalho desenvolvido a partir da campanha da fraternidade e nós temos que estar preparados para os  questionamentos, demonstrando a relevância de suas ações catequéticas”.

A coordenadora da Comissão Regional de Catequese, Lucimara Trevizan, falou  sobre a importância da CF para as práticas catequéticas e que devemos nos empenhar em divulgá-la amplamente.  Lucimara disse que  alguns  coordenadores e catequistas não têm conhecimento do material  da campanha da fraternidade para encontros catequéticos  com crianças e adolescentes, o que é uma pena porque é um ótimo material.

Após o almoço, Pe. Luiz Henrique Eloy e Silva apresentou o tema: O Querigma na Catequese. Através de um estudo etimológico, bíblico, teológico e pastoral ele apresentou a evolução do querigma nas sagradas escrituras .

Às 19h30,  Cícera Botelho,  jovem que atua na Pastoral da Juventude e Pastoral Universitária da PUC Minas apresentou o Sínodo dos Bispos sobre as juventudes e a relação com a catequese. Ela mostrou como os bispos refletiram sobre as juventudes e quais encaminhamentos foram tomados a partir da EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT DO SANTO PADRE FRANCISCO AOS JOVENS E A TODO O POVO DE DEUS. Destacou o nº 299:  “Queridos jovens, ficarei feliz vendo-vos correr mais rápido do que os lentos e medrosos. Correi «atraídos por aquele Rosto tão amado, que adoramos na sagrada Eucaristia e reconhecemos na carne do irmão que sofre. O Espírito Santo vos impulsione nesta corrida para a frente. A Igreja precisa do vosso ímpeto, das vossas intuições, da vossa fé. Nós temos necessidade disto! E quando chegardes aonde nós ainda não chegamos, tende a paciência de esperar por nós»”. Afirmou que nesse sínodo houve um grande avanço, com a participação dos jovens de diversos países e a utilização de formulários eletrônicos, transmissão e participação de todos que quiseram através das redes sociais, com perguntas e sugestões.

No dia 17 de agosto, sábado, às 8h, Pe. Francys Silvestrini Adão SJ com o tema” Tornar-se alimento: um itinerário Bíblico-Eucarístico de conversão levou o grupo a momentos fortes de reflexão: O catequista não possui a água, mas partilha com o  catequizando o que é a sede. Toda vida é pão! Todas as pessoas recebem dos outros, a sua entrega e doação. Somos “ doação”. Damos, mas também recebemos! Somos sal na vida do outro e o sal  não é o ingrediente principal, é só um elemento que desaparece ao ser acrescentado – “ele é serviço”. O mesmo acontece com o fermento: é só um elemento acrescentado aos ingredientes principais. Sou “sal” e “fermento” na vida do outro e o outro é “sal” e “fermento” na minha vida. Jesus convida a cada um de nós a ser como Deus nas “relações alimentares”. 

Ao final da tarde, uma linda surpresa: visita da querida “sempre, catequista de catequista” Inês Brochuis. Coordenadores  presentes que a conheciam ficaram emocionadíssimos.

À noite, a turma ouviu encantada a uma contação de histórias, por uma catequista de Belo Horizonte e Solange do Carmo, professora da PUC Minas apresentou seus livros de poesias, crônicas e de histórias infantis e depois ajudou o grupo, juntamente com sua equipe a “ cair no forró”. Foi um momento de  confraternização regada a caldos e doces.

No dia 18 de agosto, domingo, após a Missa, foi realizada a avaliação geral do encontro e depois , Lucimara Trevizan (coordenadora da Comissão para Animação Bíblico-Catequética do Regional Leste II)   fez os encaminhamentos, ouviu  sugestões do grupo, passou informações e orientações sobre o IRPAC e o  Novo Curso de coordenadores.

Falou da importância dos catequistas acompanharem e divulgarem mais as ferramentas de formação oferecidas aos catequistas e coordenadores:  a revista  virtual https://catequesehoje.org.br/e o facebook do Catequese Hoje.

O grupo saiu “alimentado”, fortalecido e motivado para continuar sua missão em suas dioceses.

Mais informações em: https://www.cnbbleste2.org.br/noticia/encontro-regional-reune-catequistas-de- http://www.catequesedobrasil.org.br/

Pascom/ Guanhães

Reunião da Equipe de Articulação das CEBs na Diocese de Guanhães

No sábado, 17 de agosto, reuniram-se doze leigos e leigas das paróquias da Diocese de Guanhães pertencentes às cidades de Guanhães/Pito, Paulistas, Materlândia, São Pedro do Suaçuí e Virginópolis  , na residência da cristã leiga Maria Ângela Coelho, na cidade de Virginópolis. Os participantes foram acolhidos e recepcionados com o café da manhã. Logo após,  o momento de oração e espiritualidade coordenado pela cristã leiga Maria Madalena dos Santos Pires, um roteiro com mantras, salmo e orações. O grupo fez recordação da caminhada das CEBs na Diocese, apresentando seus testemunhos. A chave de leitura bíblica do Evangelho de Mateus 19, 13 -15 propiciou momentos de reflexão e partilha do texto com diferentes intervenções dos participantes. A seguir, o grupo definiu a pauta da reunião: avaliação do 8° Encontro das CEBs realizado em Ipanema, Diocese de Caratinga, de 19 a 21 de julho do ano em curso, com o tema: Os desafios de uma igreja em saída na construção da sociedade do bem viver e conviver e elaboração de propostas para a articulação das CEBs na Diocese. Foi definido o tempo de quarenta minutos para avaliação do encontro e cinquenta minutos para a apresentação de propostas, encaminhamentos e definição de agenda de trabalhos. Após o grupo fazer a avaliação do 8º Encontro, o grupo apresentou propostas e encaminhamentos para articulação das CEBs na Diocese: refazer a equipe diocesana com ampliação de participantes da maioria das paróquias; fortalecer nas paróquias e comunidades a equipe que participou do 8° encontro estadual das CEBs; realizar encontro mensal nas paróquias para articulação e fortalecimento das CEBs e bimestral da equipe diocesana; solicitar da Coordenação Diocesana de Pastoral uma data no calendário de 2020 para realização de um encontro diocesano das CEBs; participação e presença na posse do novo bispo Dom Otacilio e confeccionar faixa para recepção dele; fortalecer os grupos de reflexão e realização de plenários; sensibilizar o clero da Diocese para articulação e trabalho das CEBs, por meio do encaminhamento do relatório do 8° Encontro Estadual e distribuição de cartilhas e outros materiais; solicitar ao padre coordenador de pastoral agendamento com o novo bispo para reunião e diálogo com a equipe de articulação das CEBs. Logo após, foi construída a seguinte agenda: 31/08- Participação no Encontro da Cáritas em Guanhães; 14/09 – Posse de Dom Otacilio; e dia 25/10 – Encontro da Equipe Diocesana de Articulação das CEBs, em Guanhães, das 18 às 21h. Para finalizar, serviu-se um delicioso almoço.

O grupo permaneceu após o almoço para uma breve análise da conjuntura política e econômica do país e socialização de experiências.

                                                                                                    Alessandro Gomes

Missões em Conceição do Mato Dentro/MG

E Deus viu que tudo era bom

“Vai todo mundo para o inferno”. Foi o desabafo de uma mãe diante da injustiça cometida a seu filho. Essa é uma, dentre tantas outras frases ouvidas pelos missionários da paróquia Nossa Senhora da Conceição durante o trabalho missionário ali realizado.

Tornou-se experiência concreta a canção que diz: “ninguém pode tocar a cruz do bom Jesus sem a seus pés deixar um pouco do que é seu e sem trazer pra si um pouco desta cruz” (Ir. Miria T. Kolling). Foi essa certeza que norteou as Santas Missões realizadas em Conceição do Mato dentro. A paróquia acolheu seminaristas e vocacionados para as visitas missionárias cujo tema e lema foi o mesmo proposto para o mês missionário extraordinário promulgado pelo papa Francisco para outubro deste ano; Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo.

Prevista a chegada dos seminaristas e vocacionados até sexta, dia 26 de Julho, na cidade mineira, as visitas foram realizadas com a participação fervorosa dos leigos e estendeu-se até quinta, início do mês de Agosto. Também, durante a semana houve momentos de espiritualidade com os jovens e com as famílias. Por analogia aos seis dias da criação e acrescido ao sétimo do descanso de Deus, tal qual se encontra literalmente no livro de gênesis, foram sete dias de missão cujo coroamento deu-se num breve repouso. E Deus viu que tudo era bom.

A canção da Irmã Miria expressa bem o que foram estes dias. Não podemos estar aos pés do Bom Jesus sem que nos sintamos interpelados ao deixar um pouco do que é nosso, levar conosco, também, um pouco do que é de Deus. De fato, carregamos um pouco daquilo que é de Deus quando nos identificamos com cada irmão e irmã visitados. Na certeza de que onde sofre um dos nossos também sofremos com ele e não se pode também deixar de se alegrar quando algum desses se regozija em Cristo Jesus.

À luz dessa canção pode-se dizer: não nos é dado o direito de bater numa porta se não há disposição de largar um pouco de si, nem tampouco, de acolher consigo um pouco do que é de outrem. É justamente nesta relação de experiências que se tornam leves os fardos daqueles a quem o Senhor diz: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso de vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11, 28). As Santas missões foram, neste sentido, a oportunidade de irmanarmos ainda mais em Jesus através de tantos irmãos, católicos ou não que numa só voz elevaram ao Pai ação de graças por tão preciosos dons concedidos a todos quantos se abriram à ação do Santo Espírito nestes dias.

Do ponto de vista eclesial, torna-se momento propício para uma reflexão da atuação da Igreja na sociedade como um todo. Bem como de reconhecer e propor soluções aos principais desafios da evangelização no mundo atual. Urge a presença de uma Igreja mais próxima e sensível às dores de nossos irmãos. Para tanto, é necessário que nos mobilizemos numa profunda conversão pastoral para continuarmos a ser uma igreja em saída – como nos pede o Santo Padre. Aceitemos o desafio e nos comprometamos a tomar como nossas as palavras de Cristo dirigidas a seus discípulos: “pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9, 38). Que Nossa Senhora da Conceição interceda a Cristo para que surjam em nossas comunidades pessoas dispostas a levar com entusiasmo a boa nova de Cristo a tantos corações. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!

Gabriel Ferreira Oliveira,
seminarista

 

Descanse em paz, querido pe Itamar

Estimados (…),

neste nosso dia, elevemos ao Bom Pastor ação de graças pelo dom da vocação sacerdotal.
Peçamos pela nossa fidelidade e perseverança no serviço a Deus, servindo ao seu santo Povo com amor e gratuita dedicação.
Agradeço a cada um de vocês, a riqueza das diferenças e a unidade na missão. Muito obrigado pela oferta da sua vida nesta querida Igreja de Guanhães MG.
Hoje Deus acolheu o Pe, Itamar, que foi “dom sacerdotal” também para nós. Combateu o bom combate e guardou a fé: Deo Gratias!
Rezo por você, reze por mim.
Com o meu abraço e benção!

+ Darci José, CSsR

 

Estou triste pela notícia do falecimento do querido Padre Itamar. Sempre nos é triste a partida de pessoas queridas, mesmo sabendo de seus limites. Padre Itamar foi entre nós um lutador pela causa do Reino de Deus. Como recomenda o Apóstolo S. Paulo: insistiu a tempo e fora de tempo, quer agrade ou desagrade, lutou pela justiça e o direito dos pobres e sofredores. Tinha um coração de criança que sabia com muito bom humor alegrar- se com as pequenas coisas! Tive a alegria de participar de várias missões, as quais ele também se fazia presente. “Espera um pouquinho, meu santo, vou conversar um pouco com aquele outro santo”, isso se dava no meio da estrada, muitas vezes empoeirada. Na Celebração Eucarística, não lhe faltava vigor para cantar: “Benza Deus, quanta gente na igreja, abençoa, Senhor, essa gente, esse povo bonito, esse povo santo, que beleza!” Resta-nos acompanhá-lo agora com nossas orações, como fizemos na missa de despedida na Catedral quando partiu de volta para Araçuaí, sua pátria de origem, após muitos anos evangelizando em nossa diocese.

 

A todos que o conheceram e à sua família, apresento as condolências e minha gratidão. Que padre Itamar descanse em paz, na presença de Deus, por quem viveu na dedicação total aos irmãos e irmãs. Que seu exemplo seja imitado e sua memória abençoada.

(Michel Hoguinele – Belo Horizonte – colaborador da Pascom diocesana)

 

– Por aqui passou um homem de Deus. Era um pessoa  simples e de grande sabedoria. Na despedida dele, na catedral estava também se despedindo de nós . Obediência, pedindo ao bispo autorização para voltar a Diocese de Araçuaí, sua origem . Agora, Senhor , deixa o seu servo descansar em paz . “Combati o bom combate guardei a fé” . Com certeza, para ele está reservado a coroa da justiça, que o justo juiz o dará . Exemplo de fé para todos nós.

(Sr Alcides _ Guanhães/ São Miguel).. 

 

– É  com muita tristeza e ao mesmo tempo agradecida por ter convivido com padre Itamar, homem simples, sorriso alegre, carinhoso, AMIGO. Quantas vezes me apoiei em suas falas, aqui na capela Nossa Senhora Aparecida. Muitas vezes ele celebrou conosco. Nosso “santinho” de nossa diocese era muito amável. Deixou um legado invejável: um exemplo de vida simples.

(Socorro – Morro do Pilar/MG)

 

Que Deus lhe dê um descanso merecido. Muitas saudades vai deixar!!

(Dorotéia – Espírito Santo/ES).

 

Hoje, Dia do padre, Deus chamou para junto de si o grande sacerdote, padre Itamar. Louvemos a Deus por seu ministério em nossa diocese. 91 anos de idade e 60 anos dedicados ao ministério sacerdotal. DESCANSE EM PAZ, PROFETA DA PAZ E DA ESPERANÇA.

(Pe José Aparecido dos Santos – Peçanha/MG)

 

Que ele descanse e paz! E que Deus o recompense por todo esse tempo dedicado ao seu povo!

(Aparecida – Frei Lagonegro/MG)

 

Que carreguemos em nós um pouquinho de tudo que ele era: paciência, humildade e subserviência!

(Gláucia – Conceição do Mato Dentro/MG)

 

Combateu o bom combate , encerrou a  missão!

(Madalena – Pito -Guanhães/MG)

 

Descanse em paz. Mais um anjo no céu!

(Andréia – Peçanha/MG)

 

Logo cedo fomos surpreendidos com a notícia do falecimento do Pe Itamar. Um senhorzinho esperto, de muitas histórias pra contar. Amigo pessoal de Dom José Maria Pires, algo que o orgulhava. Não se cansava de repetir os feitos junto ao amigo de anos. Dos mais de 25 anos de prestação de serviço, raríssimas vezes atendi a um padre tão atencioso e carinhoso, pelo menos comigo. Tinha sempre essa fala quando chegava: “Como está, minha Santa? Olha, paciência com os padres” e soltava logo aquele sorriso fácil. Fazia questão de ir à cúria, independente de qualquer acerto. E dizia: “vim te fazer uma visitinha e não tomarei muito o seu tempo” mas, aí assentava e vinham os casos e conselhos e pedidos de oração por ele e por todos os padres. Não tenho palavras para descrever o quanto foi saudável para mim e, acredito, para a diocese, a presença do Pe. Itamar. Companheiro, amigo, obediente aos seus superiores, atencioso, preocupado com o próximo. Um padre povo! Ele fazia questão de  sair caminhando com a gente até o carro ou ônibus, nos abençoando e pedindo a intercessão de Deus para que retornássemos em paz. Um padre de Deus e Santo, exemplo para outros padres e para cada um de nós. De oração e espiritualidade. Sei que o céu, neste momento, o recebe com festa. Pe Itamar, guardarei  em meu coração os seus conselhos e palavras. Obrigada pelo tempo conosco. Deus o tenha em sua glória e que de lá, continue zelando por nossos padres e todo o nosso povo. Retorna à casa do Pai um “cidadão do infinito”. Siga em Paz!!!

(Simone Mendanha – Secretária da Cúria em Guanhães/MG)

 

– Aqui em Água Boa nós o  chamávamos   de  padre “Benza Deus”. O povo daqui ficará muito triste.

(Adilamar Godinho secretária da paróquia de Água Boa/MG)

 

– Que o Nosso Senhor Jesus Cristo o receba na sua infinita Misericórdia!

(Jurandir- secretário da paróquia de Dom Joaquim/MG)

 

– Santo e paciente era ele!! Humildade que não cabia…

(Poliana- secretária da Paróquia São Miguel – Guanhães/MG)

 

Quando o conheci fiquei encantada com tanta sabedoria e benevolência.

(Aline – secretária da Paróquia em São Sebastião do Maranhão/MG)

 

– Vou celebrar por ele daqui a pouco. Grande amigo e colega de curso de Seminário.

(Dom Leonardo – bispo emérito de Paracatu/MG)

 

– Eu me confessava sempre com ele…. Sempre amoroso e transmitia uma paz… Está nos braços de Deus.

(Stael secretária da Paróquia, em São João Evangelista)

 

– Que tenha o merecido descanso nos braços do Pai. Fez muito por merecer.

(Kênia,  Guanhães/ Paroquia São Miguel)

 

– Que pena! Nos deixou, mas foi morar com o Pai. Nossos sentimentos a todos os familiares e que Deus dê a ele um bom lugar.

(Coral Diocesano)

 

– Irei celebrar agora na Matriz Nossa Senhora da Pena – Buritis – MG . Colocarei a intenção dele.

(Pe. Marcone, Arquidiocese de Paracatu)

 

– A Igreja católica  se despede hoje, nesse dia vocacional, “dia dos padres”, do saudoso Padre Itamar. Com certeza ele estará celebrando ao lado de Deus, intercedendo por nós.

(Adilson de Paulistas)

 

Com certeza perdemos um ícone radiante. Descanse em paz, amigo!

( Paulão de Paulistas)

 

Voltou para os braços do Pai, no dia dos padres. Que Deus o receba de braços abertos e dê conforto aos familiares e amigos.

(Juliana/ Pito – Guanhães/MG)

 

Ao Pe Itamar, “O Nosso Benza Deus”, nossa eterna gratidão. Sentiremos  saudade dos momentos missionários proporcionados à Paróquia Sant’Ana de Água Boa!

Vá em paz, Pe. Itamar!!!

(Socorro – Água Boa)

 

Hoje, o Pai Eterno resolveu chamar para si um de seus guerreiros incansáveis e nós daqui não ficaremos tristes por isso. Estamos sim com muita saudade daquele que representou muito bem o que é  ser um homem bom!

( Flor – Conceição Mato Dentro)

 

O céu está em festa! Sua alegria era contagiante.

(Edelveis/ Guanhães- São Miguel)

 

Deus o recolheu no dia do Padre. Glória a Deus!

(Ivone de São João Evangelista)

 

Que Deus o tenha em Seus braços .Dia Especial reservado ao Pe.Itamar.

(Malu – São Pedro)

 

Grande companheiro em nosso paróquia. Que Deus o acolha de braços abertos.

(Martha -Santa Maria do Suaçuí)

 

Triste, mas muito agradecida a Deus por tê-lo conhecido. Eu o via chegar para as missas festivas na catedral e o reparava de longe. Um dia, ao terminar a missa, saí atrás dele, para dar-lhe um abraço, atendendo a um pedido de uma amiga catequista, Dorotheia que  mora no Espírito Santo que havia me pedido para dar um abraço nele e tirasse uma foto para enviar-lhe. Eu o abracei pela primeira vez e consegui a foto para minha amiga. Devo isto a ela, pois foi meu primeiro contato  com este “homem de Deus”. Depois disso, pude abraçá-lo muitas outras vezes, quando  ia a Conceição do Mato Dentro para encontros de catequese ou quando vinha aqui aqui para Celebração na catedral São Miguel. De todas as nossas conversas , dois fatos me marcarão para sempre: cheguei cedinho a Conceição e fui direto à cozinha porque sabia que ele tomava café bem cedo. Tomei meu cafezinho, enquanto ele calmamente conversava comigo sobre o lindo trabalho que é realizado na catequese. Ele tinha dois ovos nas mãos, esperando que eles esfriassem para comê-los( comia ovos quentes todas as manhãs). Ao sair para o Encontro, saí da cozinha tão leve, ele tinha esta capacidade: nos tornar leves! O outro fato, foi vê-lo  de onde eu estava no salão do encontro com os catequistas, conversando com meu marido. Eu os vi conversando por longo tempo. Ao final do encontro, ao se despedir de mim e de meu marido ele nos disse: Não corra! Vá devagar, viu, meu amigo? Você é muito importante para Deus porque você transporta e  espera com muita paciência,a  sua esposa que é muito valiosa para Deus por causa dos trabalhos que ela presta  para a Igreja. Vão com Deus! Vocês são muito valiosos para o nosso Pai! Meu marido lhe respondeu: Não correrei, meu amigo padre Itamar!  Saí dali,  como sempre: leve!

Descanse, agora, amigo querido, pe Itamar! Sentirei muita saudade, principalmente quando voltar a Conceição do Mato Dentro.

( Eliana Alvarenga/ Guanhães- Pito)

Carta do Papa Francisco aos Presbíteros

Meus queridos irmãos!

Estamos a comemorar cento e sessenta anos da morte do Santo Cura d’Ars, que Pio XI propôs como patrono de todos os párocos do mundo.Quero, na sua memória litúrgica, dirigir esta Carta não só aos párocos, mas a todos vós, irmãos presbíteros, que sem fazer alarde «deixais tudo» para vos empenhar na vida quotidiana das vossas comunidades; a vós que, como o Cura d’Ars, labutais na «trincheira», aguentais o peso do dia e do calor (cf. Mt 20, 12) e, sujeitos a uma infinidade de situações, as enfrentais diariamente e sem vos dar ares de importância para que o povo de Deus seja cuidado e acompanhado. Dirijo-me a cada um de vós que tantas vezes, de forma impercetível e sacrificada, no cansaço ou na fadiga, na doença ou na desolação, assumis a missão como um serviço a Deus e ao seu povo e, mesmo com todas as dificuldades do caminho, escreveis as páginas mais belas da vida sacerdotal.

Há algum tempo, manifestava aos bispos italianos a preocupação de que, em várias regiões, os nossos sacerdotes se sentem achincalhados e «culpabilizados» por causa de crimes que não cometeram; dizia-lhes que eles precisam de encontrar no seu bispo a figura do irmão mais velho e o pai que os encoraje nestes tempos difíceis, os estimule e apoie no caminho.

Como irmão mais velho e pai, também eu quero estar perto, em primeiro lugar para vos agradecer em nome do santo Povo fiel de Deus tudo o que ele recebe de vós e, por minha vez, encorajar-vos a relembrar as palavras que o Senhor pronunciou com tanta ternura no dia da nossa Ordenação e que constituem a fonte da nossa alegria: «Já não vos chamo servos, (…) a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15).

TRIBULAÇÃO

«Vi a opressão do meu povo» (Ex 3, 7)

Nos últimos tempos, pudemos ouvir mais claramente o clamor – muitas vezes silencioso e silenciado – de irmãos nossos, vítimas de abusos de poder, de consciência e sexuais por parte de ministros ordenados. Sem dúvida, é um período de sofrimento na vida das vítimas, que padeceram diferentes formas de abuso, e também para as suas famílias e para todo o Povo de Deus.

Como sabeis, estamos firmemente empenhados na atuação das reformas necessárias para promover, a partir da raiz, uma cultura baseada no cuidado pastoral, de tal forma que a cultura do abuso não consiga encontrar espaço para desenvolver-se e, menos ainda, perpetuar-se. Não é tarefa fácil nem de curto prazo; requer o empenho de todos. Se, no passado, a omissão pôde transformar-se numa forma de resposta, hoje queremos que a conversão, a transparência, a sinceridade e a solidariedade com as vítimas se tornem na nossa maneira de fazer a história e nos ajudem a estar mais atentos a todos os sofrimentos humanos.

E esta tribulação não deixa indiferentes os presbíteros. Pude constatá-lo nas várias visitas pastorais, tanto na minha diocese como noutras onde tive oportunidade de encontrar e falar pessoalmente com os sacerdotes. Muitos deles manifestaram a própria indignação pelo que aconteceu e também uma espécie de impotência, já que, além do «desgaste pela entrega, experimentaram o dano que provoca a suspeita e a contestação, que pode ter insinuado – em alguns ou muitos – a dúvida, o medo e a difidência». São numerosas as cartas de sacerdotes que partilham este sentimento. Por outro lado, consola encontrar pastores que, ao constatar e conhecer o sofrimento das vítimas e do Povo de Deus, se mobilizam, procuram palavras e percursos de esperança.

Sem negar nem ignorar o dano causado por alguns dos nossos irmãos, seria injusto não reconhecer que tantos sacerdotes, de maneira constante e íntegra, oferecem tudo o que são e têm pelo bem dos outros (cf. 2 Cor 12, 15) e vivem uma paternidade espiritual capaz de chorar com os que choram; há inúmeros padres que fazem da sua vida uma obra de misericórdia em regiões ou situações frequentemente inóspitas, remotas ou abandonadas, mesmo a risco da própria vida. Reconheço e agradeço o vosso exemplo corajoso e constante que, em momentos de turbulência, vergonha e sofrimento, nos mostra que vós continuais a entregar-vos com alegria pelo Evangelho.

Estou convencido de que, na medida em que formos fiéis à vontade de Deus, os tempos da purificação eclesial que estamos a viver nos tornarão mais alegres e simples e, num futuro não muito distante, serão muito fecundos. «Não desanimemos! O Senhor está a purificar a sua Esposa e, a todos, nos está convertendo a Ele. Permite-nos experimentar a prova, para compreendermos que, sem Ele, somos pó. Está-nos a salvar da hipocrisia e da espiritualidade das aparências. Está a soprar o seu Espírito, para restaurar a beleza da sua Esposa surpreendida em flagrante adultério. Hoje far-nos-á bem ler o capítulo 16 de Ezequiel. Aquela é a história da Igreja. Aquela – poderá dizer cada um de nós – é a minha história. E no final, através da tua vergonha, continuarás a ser um pastor. O nosso arrependimento humilde, que permanece em silêncio, em lágrimas perante a monstruosidade do pecado e a insondável grandeza do perdão de Deus, é o início renovado da nossa santidade».

GRATIDÃO

«Não cesso de dar graças a Deus por vós» (Ef 1, 16)

Mais do que uma escolha nossa, a vocação é resposta a uma chamada gratuita do Senhor. É bom voltar uma vez e outra àquelas passagens evangélicas, onde vemos Jesus orar, escolher e chamar «para estarem com Ele e para os enviar a pregar» (Mc 3,14; cf. Lc 6, 12-13).

Gostaria de lembrar aqui um grande mestre de vida sacerdotal do meu país natal, o padre Lúcio Gera, que, dirigindo-se a um grupo de sacerdotes em tempos de muitas provações na América Latina, lhes dizia: «Sempre, mas sobretudo nas provações, devemos voltar àqueles momentos luminosos em que experimentamos a chamada do Senhor para consagrar toda a nossa vida ao seu serviço». A isto, apraz-me chamar-lhe «a memória deuteronómica da vocação», que nos permite retornar «àquele ponto incandescente em que a graça de Deus me tocou no início do caminho e com aquela centelha posso acender o fogo para o dia de hoje, para cada dia, e levar calor e luz aos meus irmãos e às minhas irmãs. Daquela centelha, acende-se uma alegria humilde, uma alegria que não ofende o sofrimento e o desespero, uma alegria boa e serena».

Um dia pronunciamos um «sim» que nasceu e cresceu no seio duma comunidade cristã pela mão daqueles santos «ao pé da porta» quenos mostraram, com fé simples, como valia a pena dar tudo pelo Senhor e o seu Reino. Um «sim», cujo alcance teve e terá uma transcendência insuspeitada, não conseguindo muitas vezes imaginar todo o bem que foi e é capaz de gerar. Como é belo ver um padre idoso rodeado e visitado por aqueles pequeninos – hoje adultos – que ele batizou em seus inícios e que vêm, com gratidão, apresentar-lhe a família! Então descobrimos que fomos ungidos para ungir, e a unção de Deus nunca dececiona e faz-me dizer com o Apóstolo: «Não cesso de dar graças a Deus por vós» (Ef 1, 16) e por todo o bem que fizestes.

Em momentos de dificuldade, fragilidade, bem como de fraqueza e manifestação dos nossos limites, quando a pior de todas as tentações é ficar a ruminar a desolação, fragmentando o olhar, o juízo e o coração, nesses momentos é importante – atrever-me-ia a dizer crucial – não só não perder a memória agradecida da passagem do Senhor pela nossa vida, a memória do seu olhar misericordioso que nos convidou a apostar n’Ele e no seu Povo, mas também animar-se a pô-la em prática e, com o salmista, poder compor o nosso próprio cântico de louvor porque «é eterna a sua misericórdia» (Sal 136/135).

A gratidão é sempre uma «arma poderosa». Só se formos capazes de contemplar e agradecer concretamente todos os gestos de amor, generosidade, solidariedade e confiança, bem como de perdão, paciência, suportação e compaixão com que fomos tratados, é que deixaremos o Espírito obsequiar-nos com aquele ar puro capaz de renovar (e não empachar) a nossa vida e missão. Deixemos que a constatação de tanto bem recebido faça, à semelhança de Pedro na manhã da «pesca milagrosa», despertar em nós a capacidade de deslumbramento e gratidão que nos leve a dizer: «Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador» (Lc5, 8) e, mais uma vez, ouçamos da boca do Senhor a sua chamada: «Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens» (Lc5, 10); porque «é eterna a sua misericórdia».

Irmãos, obrigado pela vossa fidelidade aos compromissos assumidos. Numa sociedade e numa cultura que transformou o «gasoso» em valor, é verdadeiramente significativa a existência de pessoas que apostem e procurem assumir compromissos que exigem toda a vida. Substancialmente, estamos a dizer que continuamos a acreditar em Deus que nunca quebrou a sua aliança, mesmo quando nós a quebramos vezes sem conta. Isto convida-nos a celebrar a fidelidade de Deus que, apesar dos nossos limites e pecados, não deixa de confiar, crer e apostar em nós, e convida-nos a fazer o mesmo. Cientes de trazer um tesouro em vasos de barro (cf. 2 Cor4, 7), sabemos que o Senhor Se manifesta vencedor na fraqueza (cf. 2 Cor 12, 9), não deixa de nos sustentar e chamar, dando-nos cem por um (cf. Mc 10, 29-30), porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado pela alegria com que soubestes entregar a vossa vida, mostrando um coração que, ao longo dos anos, lutou e luta para não se tornar mesquinho e amargo, mas ao invés deixar-se ampliar, diariamente, pelo amor de Deus e do seu povo; um coração que o tempo, como sucede com o bom vinho, não azedou, mas dotou-o duma qualidade sempre mais requintada; porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado por procurardes reforçar os vínculos de fraternidade e amizade no presbitério e com o vosso bispo, apoiando-vos mutuamente, cuidando de quem está doente, procurando aquele que se isola, encorajando e aprendendo a sabedoria do idoso, partilhando os bens, sabendo rir e chorar juntos… Como são necessários estes espaços! E inclusivamente sendo constantes e perseverantes quando tivestes de assumir alguma missão áspera ou levar algum irmão a assumir as suas responsabilidades; porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado pelo testemunho de perseverança e suportação (hypomoné) na dedicação pastoral, que frequentemente, movidos pela ousadia (parresía) do pastor,nos leva a lutar com o Senhor na oração, como Moisés naquela corajosa e até arriscada intercessão pelo povo (cf. Nm 14, 13-19; Ex 32, 30-32; Dt 9, 18-21); porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado por celebrar diariamente a Eucaristia e apascentar com misericórdia no sacramento da Reconciliação, sem rigorismos nem laxismos, ocupando-se das pessoas e acompanhando-as no caminho da conversão à vida nova que o Senhor nos dá a todos. Sabemos que, através dos degraus da misericórdia, podemos descer até ao ponto mais baixo da nossa condição humana – fragilidade e pecados incluídos – e subir até ao ponto mais alto da perfeição divina: «Sede misericordiosos como o Pai é misericordioso».E assim ser «capazes de aquecer o coração das pessoas, caminhar com elas na noite, saber dialogar e inclusive adentrar-se na sua noite e obscuridade sem se perder»;porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado por ungir e anunciar a todos, com ardor, «em tempo propício e fora dele» (2 Tm 4, 2), o Evangelho de Jesus Cristo, sondando o coração da própria comunidade «para identificar onde está vivo e ardente o desejo de Deus e também onde é que este diálogo de amor foi sufocado ou não pôde dar fruto»;porque «é eterna a sua misericórdia».

Obrigado pelas vezes em que, deixando-vos entranhadamente comover, acolhestes os caídos, curastes as feridas, dando calor aos seus corações, mostrando ternura e compaixão como o samaritano da parábola (cf. Lc 10, 25-37). Nada é mais urgente do que isto: proximidade, vizinhança, abeirar-se da carne do irmão que sofre. Quanto bem faz o exemplo dum sacerdote que não evita, mas se aproxima das feridas dos seus irmãos!É reflexo do coração do pastor que aprendeu o gosto espiritual de se sentir um só com o seu povo;que não se esquece que saiu dele e que, só no seu serviço, encontrará e poderá desenvolver a sua identidade mais pura e plena, que lhe faz cultivar um estilo de vida austero e simples, sem aceitar privilégios que não têm o sabor do Evangelho; porque «é eterna a sua misericórdia».

Demos graças também pela santidade do Povo fiel de Deus, que somos convidados a apascentar e através do qual também o Senhor nos apascenta e cuida de nós com o dom de poder contemplar este povo «nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante».Agradeçamos por cada um deles e deixemo-nos ajudar e estimular pelo seu testemunho; porque «é eterna a sua misericórdia».

ARDOR

«Tenham ânimo nos seus corações» (Col 2, 2)

Um segundo grande desejo meu, inspirando-me nas palavras de São Paulo, é fazer-vos companhia na renovação do nosso ardor sacerdotal, fruto sobretudo da ação do Espírito Santo em nossas vidas. Perante experiências dolorosas, todos nós precisamos de conforto e encorajamento. A missão a que fomos chamados não comporta ser imunes ao sofrimento, à dor e até à incompreensão; pelo contrário, pede-nos para os enfrentar e assumir a fim de deixar que o Senhor os transforme e nos configure mais a Ele. «No fundo, a falta dum reconhecimento sincero, pesaroso e orante dos nossos limites é que impede a graça de atuar melhor em nós, pois não lhe deixa espaço para provocar aquele bem possível que se integra num caminho sincero e real de crescimento».

Um bom «teste» para saber como está o nosso coração de pastor é perguntar-se como enfrentamos a dor. Muitas vezes pode acontecer de comportar-se como o levita ou o sacerdote da parábola que passam do lado oposto e ignoram o homem que jaz por terra (cf. Lc 10, 31-32). Outros aproximam-se de forma errada, ou seja, intelectualizam o caso refugiando-se em frases comuns tais como «a vida é assim», «não se pode fazer nada», dando lugar ao fatalismo e ao desalento; ou aproximam-se com um leque de preferências seletivas cujo único resultado é isolamento e exclusão. «À semelhança do profeta Jonas, sempre permanece latente em nós a tentação de fugir para um lugar seguro, que pode ter muitos nomes: individualismo, espiritualismo, confinamento em mundos pequenos», os quais, longe de fazer com que as nossas entranhas se comovam, acabam por nos afastar das feridas próprias, das dos outros e, consequentemente, das feridas de Jesus.

Nesta mesma linha, quero assinalar outra postura subtil e perigosa que, como gostava de dizer Bernanos, é «o mais precioso dos elixires do demónio» e a mais nociva para quem deseja servir o Senhor, porque semeia desânimo, orfandade e leva ao desespero. Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou connosco mesmos, podemos cair na tentação de nos apegarmos a uma tristeza adocicada que os padres do Oriente chamavam de acédia. O cardeal Tomás Spidlik dizia: «Se nos assalta a tristeza pelo que a vida é, pela companhia dos outros, porque estamos sozinhos (…), então é porque temos falta de fé na Providência de Deus e na sua obra (…). A tristeza paralisa o ardor de continuar com o trabalho e com a oração, torna-nos antipáticos aqueles que vivem ao nosso lado. (…) Os monges, que dedicam uma longa descrição a este vício, chamam-no o pior inimigo da vida espiritual».

Conhecemos esta tristeza que leva à habituação e pouco a pouco faz-nos ver como natural o mal e a injustiça, sussurrando tenuemente «sempre se fez assim». Tristeza, que torna estéril todas as tentativas de transformação e conversão, espalhando ressentimento e aversão. «Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado» e para a qual fomos chamados. Irmãos, quando esta tristeza adocicada ameaça tomar conta da nossa vida ou da nossa comunidade, sem nos assustar nem preocupar mas com determinação, peçamos e façamos pedir ao Espírito que «venha despertar-nos, dar-nos um abanão na nossa sonolência, libertar-nos da inércia. Desafiemos a habituação, abramos bem os olhos, os ouvidos e sobretudo o coração, para nos deixarmos mover pelo que acontece ao nosso redor e pelo clamor da Palavra viva e eficaz do Ressuscitado».

Deixai que vo-lo repita: todos precisamos do conforto e da força de Deus e dos irmãos em tempos difíceis. A todos nós, são de proveito estas sentidas palavras de São Paulo às suas comunidades: «Peço-vos que não desanimeis com as tribulações» (Ef 3,13); «tenham ânimo nos seus corações» (Col 2, 2). Assim, poderemos cumprir a missão que o Senhor nos dá cada manhã: transmitir uma boa nova, «uma grande alegria, que o será para todo o povo» (Lc 2,10). Mas, atenção! Não como teoria, como conhecimento intelectual ou moral do que deveria ser, mas como homens que, no meio da tribulação, foram transformados e transfigurados pelo Senhor e, como Job, chegam a exclamar: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora veem-Te os meus próprios olhos» (42, 5). Sem esta experiência fundadora, todos os nossos esforços nos levarão pelo caminho da frustração e do desencanto.

Ao longo da nossa vida, pudemos contemplar como, «com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria». Embora existam diferentes etapas nesta vivência, sabemos que Deus, independentemente das nossas fragilidades e pecados, sempre «nos permite levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria». Esta alegria não nasce dos nossos esforços voluntariosos ou intelectualistas, mas da confiança de saber que continuam eficazes as palavras de Jesus a Pedro: no momento em que fores joeirado, não te esqueças de que «Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça» (Lc22, 32). O Senhor é o primeiro a rezar e lutar por ti e por mim. E convida-nos a entrar plenamente na sua oração. Pode até haver momentos em que tenhamos de mergulhar na «oração do Getsémani, a mais humana e mais dramática das orações de Jesus (…). Há súplica, tristeza, angústia, quase um desnorteamento (Mc 14, 33-42)».

Sabemos que não é fácil permanecer diante do Senhor, deixando que o seu olhar percorra a nossa vida, cure o nosso coração ferido e lave os nossos pés impregnados pela mundanidade que se lhes aderiu ao longo do caminho e nos impede de caminhar. Na oração, experimentamos aquela nossa bendita precariedade que nos lembra que somos discípulos carecidos do auxílio do Senhor e nos liberta da tendência prometeuca «de quem, no fundo, só confia nas suas próprias forças e se sente superior aos outros por cumprir determinadas normas».

Irmãos, Jesus – melhor do que ninguém – conhece os nossos esforços e resultados, bem como os fracassos e desvios. É o primeiro a dizer-nos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para o vosso espírito» (Mt 11, 28-29).

Numa oração como esta, sabemos que nunca estamos sozinhos. A oração do pastor é uma oração habitada tanto pelo Espírito «que clama: “Abbá! – Pai!”» (Gal 4, 6) como pelo povo que lhe foi confiado. A nossa missão e identidade compreendem-se a partir desta dupla ligação.

A oração do pastor nutre-se e encarna-se no coração do Povo de Deus. Traz as marcas das feridas e alegrias do seu povo, apresentando-as em oração silenciosa ao Senhor para que as unja com o dom do Espírito Santo. É a esperança do pastor que confia e luta para que o Senhor cure a nossa fragilidade, tanto a pessoal como a das nossas comunidades. Mas não percamos de vista que é precisamente na oração do Povo de Deus que o coração do pastor se encarna e encontra o seu lugar. Isto preserva-nos a todos de procurar ou querer respostas fáceis, rápidas e pré-fabricadas, permitindo ao Senhor ser Ele – e não as nossas receitas e prioridades – a mostrar-nos um caminho de esperança. Não percamos de vista que, nos momentos mais difíceis da comunidade primitiva (como se lê no livro dos Atos dos Apóstolos), a oração tornou-se a verdadeira protagonista.

Irmãos, reconheçamos a nossa fragilidade, sim; mas deixemos que Jesus a transforme e nos projete sempre de novo para a missão. Não percamos a alegria de nos sentir «ovelhas», de saber que Ele é o nosso Senhor e Pastor.

Para manter o coração animado, é necessário não negligenciar estas duas ligações constitutivas da nossa identidade: com Jesus e com o nosso povo. A primeira ligação: sempre que nos desligamos de Jesus ou negligenciamos a nossa relação com Ele, pouco a pouco a nossa dedicação vai-se estiolando e as nossas lâmpadas ficam sem o azeite capaz de iluminar a vida (cf. Mt 25, 1-13): «Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim. (…) Quem permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 4-5). Neste sentido, gostaria de vos encorajar a que não negligenciásseis o acompanhamento espiritual, tendo um irmão com quem falar, confrontar-se, debater e discernir, com plena confiança e transparência, a propósito do próprio caminho; um irmão sábio, com quem fazer a experiência de se saber discípulo. Procurai-o, encontrai-o e gozai a alegria de vos deixardes cuidar, acompanhar e aconselhar. É uma ajuda insubstituível para poder viver o ministério, fazendo a vontade do Pai (cf. Heb 10, 9) e deixar o coração palpitar com «os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus» (Flp 2, 5). Fazem-nos bem estas palavras de Qohélet: «É melhor dois do que um só (…). Se caírem, um ergue o seu companheiro. Mas ai do solitário que cai: não tem outro para o levantar» (4, 9-10).

Quanto à outra ligação constitutiva, robustecei e nutri o vínculo com o vosso povo. Não vos isoleis do vosso povo nem dos presbitérios ou das comunidades. E menos ainda… encerrar-vos em grupos fechados e elitistas. Isto, no fim, asfixia e envenena o espírito. Um ministro ardoroso é um ministro sempre em saída; e «estar em saída» leva-nos a caminhar «por vezes à frente, por vezes no meio e outras atrás: à frente, para guiar a comunidade; no meio, para melhor a compreender, animar e sustentar; atrás, para a manter unida, a fim de que ninguém se atrase demais, (…) e também por outro motivo, ou seja, porque o povo tem intuito! Tem intuito para encontrar novas sendas para o caminho, tem o sensus fidei (cf. LG 12). Poderá existir algo de mais bonito? O próprio Jesus é modelo desta opção evangelizadora, que nos introduz no coração do povo. Faz-nos bem vê-Lo perto de todos. A entrega de Jesus na cruz é apenas o ponto culminante deste estilo evangelizador que marcou toda a sua existência.

Irmãos, o sofrimento de tantas vítimas, o sofrimento do Povo de Deus e nosso também, não pode ser em vão. É o próprio Jesus que carrega todo este peso na sua cruz e nos convida a renovar a nossa missão de estar perto dos que sofrem, de estar sem vergonha perto das misérias humanas e – por que não? – vivê-las como se fossem próprias para as tornar eucaristia. O nosso tempo, marcado por velhas e novas feridas, precisa que sejamos artesãos de relação e comunhão, abertos, confiados e esperançosos da novidade que o Reino de Deus quer suscitar hoje; um Reino de pecadores perdoados, convidados a testemunhar a compaixão sempre viva e ativa do Senhor; «porque é eterna a sua misericórdia».

LOUVOR

«A minha alma glorifica o Senhor» (Lc 1, 46)

É impossível falar de gratidão e encorajamento sem contemplar Maria. Ela, mulher do coração trespassado (cf. Lc 2, 35), ensina-nos o louvor capaz de abrir o olhar para o futuro e devolver a esperança ao presente. Toda a sua vida ficou condensada no seu cântico de louvor (cf. Lc 1, 46-55), que somos convidados, também nós, a entoar como promessa de plenitude.

Sempre que vou a um santuário mariano, gosto de «ganhar tempo» contemplando e deixando-me contemplar pela Mãe, pedindo a confiança da criança, do pobre e da pessoa simples que sabe que ali está a sua Mãe e pode mendigar um lugar no seu regaço. E enquanto A contemplo, apraz-me ouvir mais uma vez como o índio João Diego: «Que tens, meu filho, o mais pequenino? O que é que entristece o teu coração? Porventura não estou aqui Eu, que tenho a honra de ser tua mãe?»

Contemplar Maria é voltar «a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. N’Ela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes».

Se alguma vez o olhar começar a insensibilizar-se ou sentirmos que a força sedutora da apatia ou da desolação quer criar raízes e apoderar-se do coração; se o gosto de nos sentirmos parte viva e integrante do Povo de Deus começa a incomodar-nos dando-nos conta de ser impelidos para uma atitude elitista, não tenhamos medo de contemplar Maria e entoar o seu cântico de louvor.

Se alguma vez nos sentirmos tentados a isolar-nos e fechar-nos em nós mesmos e nos nossos projetos protegendo-nos dos caminhos sempre poeirentos da história, ou se o lamento, a queixa, a crítica ou a ironia tomam conta das nossas ações sem querer lutar, esperar e amar, olhemos para Maria a fim de que limpe os nossos olhos de toda a «palheira» que nos possa impedir de estarmos atentos e despertos para contemplar e celebrar a Cristo que vive no meio do seu Povo. E se virmos que não conseguimos caminhar direito, que nos custa manter os propósitos de conversão, digamos-Lhe como A suplicava, quase com cumplicidade, aquele grande pároco – poeta também – da minha diocese anterior: «Esta tarde, Senhora, a promessa é sincera. Mas, pelo sim e pelo não, não Te esqueças de deixar a chave por fora».Ela «é a amiga sempre solícita para que não falte o vinho na nossa vida. É Aquela que tem o coração trespassado pela espada, que compreende todas as penas. Como Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça (…). Como uma verdadeira mãe, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus».

Irmãos, mais uma vez vos digo que «não cesso de dar graças a Deus por vós» (Ef 1, 16), pela vossa dedicação e missão, com a certeza de que «Deus remove as pedras mais duras, contra as quais vão embater esperanças e expetativas: a morte, o pecado, o medo, a mundanidade. A história humana não acaba frente a uma pedra sepulcral, já que hoje mesmo descobre a “pedra viva” (cf. 1 Ped 2, 4): Jesus ressuscitado. Como Igreja, estamos fundados sobre Ele e, mesmo quando desfalecemos, mesmo quando somos tentados a julgar tudo a partir dos nossos fracassos, Ele vem fazer novas todas as coisas».

Deixemos que seja a gratidão a suscitar o louvor e nos encoraje mais uma vez na missão de ungir os nossos irmãos na esperança; nos encoraje a ser homens que testemunhem com a sua vida a compaixão e misericórdia que só Jesus nos pode dar.

Que o Senhor Jesus vos abençoe e a Virgem Santíssima vos guarde. E peço-vos, por favor, que não vos esqueçais de rezar por mim.

Fraternamente,

Papa Francisco 

Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica do Santo Cura d’Ares,
4 de agosto de 2019.

 

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[1] Cf. Carta ap. Anno iubilari (23 de abril de 1929): AAS 21 (1929), 312-313.

[2] Cf. Discurso à Conferência Episcopal Italiana, 20 de maio de 2019. A paternidade espiritual que impele o Bispo a não deixar órfãos os seus presbíteros, pode-se «tocar» não apenas na capacidade de manter as portas abertas para todos os seus padres, mas também em ir procurá-los para cuidar deles e acompanhá-los.

[3] Cf. São João XXIII, Carta enc. Sacerdotii nostri primordia, no I centenário do pio trânsito do Santo Cura d’Ars (1 de agosto de 1959): AAS 51 (1959), 548.

[4] Cf. Carta ao Povo de Deus (20 de agosto de 2018).

[5] Encontro com os sacerdotes, religiosos e religiosas, consagrados e seminaristasSantiago do Chile, 16 de janeiro de 2018.

[6] Cf. Carta ao Povo de Deus que peregrina no Chile, 31 de maio de 2018.

[7] Encontro com o clero de Roma, 7 de março de 2019.

[8] Homilia na Vigília Pascal, 19 de abril de 2014.

[9] Exort. ap. Gaudete et exsultate, 7.

[10] Cf. J. M. Bergoglio, Cartas da tribulação, Milão 2019, p. 18.

[11] Cf. Discurso aos párocos de Roma, 6 de março de 2014.

[12] Retiro por ocasião do Jubileu dos Sacerdotes: Primeira Meditação, 2 de junho de 2016.

[13] A. Spadaro, «Entrevista a Papa Francisco», La Civiltà Cattolica, n. 3918 (19 de setembro de 2013), p. 462.

[14] Exort. ap. Evangelii gaudium, 137.

[15] Cf. Discurso aos párocos de Roma, 6 de março de 2014.

[16] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 268.

[17] Exort. ap. Gaudete et exsultate, 7.

[18] Cf. Carta ap. Misericordia et misera, 13.

[19] Exort. ap. Gaudete et exsultate, 50.

[20] Ibid,, 134.

[21] Cf. J. M. Bergoglio, Reflexões em esperança, Cidade do Vaticano 2013, p. 14.

[22] Diário dum pároco de aldeia, Paris 1974, 135; cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 83.

[23] Cf. Barsanufio, Epistolário, in: V. Cutro – M. T. Szwemin, Necessidade de paternidade, Varsóvia 2018, p. 124.

[24] A arte de purificar o coração, Roma 1999, p. 47.

[25] Exort. ap. Evangelii gaudium, 2.

[26] Exort. ap. Gaudete et exsultate, 137.

[27] Exort. ap. Evangelii gaudium, 1.

[28] Ibid., 3.

[29] J. M. Bergoglio, Reflexões em esperança, Cidade do Vaticano 2013, p. 26.

[30] Exort. ap. Evangelii gaudium, 94.

[31] Encontro com o clero, pessoas de vida consagrada e membros de conselhos pastorais, Assis, 4 de outubro de 2013.

[32] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 268-270.

[33] J. G. Lamadrid, Nican Mopohua, ed. Jus, pp. 107.108; 119.

[34] Exort. ap. Evangelii gaudium, 288.

[35] Cf. A. L. Calori, Aula Fúlgida, Buenos Aires 1946.

[36] Exort. ap. Evangelii gaudium, 286.

[37] Homilia na Vigília Pascal, 20 de abril de 2019.

Falecimento de Pe. Itamar José Pereira

A Diocese de Araçuaí comunica com pesar o falecimento do padre Itamar José Pereira.Exerceu seu ministério por muitos anos na  Diocese de Guanhães, nas paróquias Nossa Senhora Aparecida, em Córregos e por último na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro. Padre Itamar, se destacava pela sua humildade e simplicidade, homem de sorriso fácil e de palavras amorosas, sua memória será recordada por todos com muito carinho. Ele nasceu em 26 de junho de 1928, em uma família de sete irmãos. Em 1948, se mudou para Diamantina para se tornar padre. Em dezembro de 1959, concluiu o Seminário e retornou para Teófilo Otoni. Começou como padre em janeiro de 1960, em Araçuaí. Durante 15 anos atuou também como vigário. Foi o responsável na Igreja pelas cidades de Rubim, Jacinto e Salto da Divisa. Também esteve em Medina, Berilo, novamente em Araçuaí, Francisco Badaró, Chapada do Norte, Minas Novas, Turmalina e Veredinha.

Depois de 12 anos e meio em Conceição do Mato Dentro,  ele manifestou o desejo de retornar à sua diocese de origem, Araçuaí, fato que aconteceu em 2018, em missa de envio, presidida pelo Administrador Apostólico, Dom Darci José Nicioli, na catedral São Miguel, em Guanhães, e deixou o município em 6 de agosto de 2018,  para  mudar-se  para Araçuaí.

Padre Itamar era uma pessoa muito alegre, carismática e sempre muito disposto. Aos  79 anos, fez a pé o Caminho de Santiago da Compostela (Espanha e França). Foram 32 dias de viagem. Em Conceição do Mato Dentro fez durante anos o caminho a pé de 24 km entre Córregos e o Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, na época do Jubileu.
Como curiosidade, Padre Itamar foi o primeiro padre a ser ordenado por dom José Maria Pires, quando ainda era bispo da diocese de Araçuaí,  tinha 91 anos, e 60 anos de ordenação sacerdotal.
Padre Itamar recentemente, estava debilitado; ontem foi  foi levado ao hospital, e veio a falecer às 24h 44m deste dia 04/08 .
Nosso agradecimento e carinho a esse exemplar  sacerdote, que muito nos ensinou com seu exemplo de humildade e amor ao serviço ministerial.  Obrigado padre Itamar pelo testemunho e pelo ministério em nosso meio.
Nota da diocese de Araçuaí:

Araçuaí, 04 de Agosto de 2019.
NOTA DE FALECIMENTO

Hoje, dia de São João Maria Vianey, padroeiro dos Sacerdotes, comunicamos, com profundo pesar, o falecimento do Revmo. Padre Itamar, conhecido pela sua dedicação em Manifestar o Reino de Deus, incansavelmente.

Quem desejar prestar condolências, pode comparecer ao velório realizado no Catedral Santuário de São José, à partir das 08h.

Serão celebradas Missas de Corpo Presente, na Catedral:

09h, presidida pelo Reitor da Catedral Santuário – Padre José Paulino.

19h, presidida por nosso Bispo Diocesano – Dom Marcello Romano.

O sepultamento será feito no dia 05/08, em sua cidade natal: Teófilo Otoni.

Requiescat in pace

Padre Carlos Magno Santana da Costa

Chanceler  do bispado de Araçuaí

VI Congresso Estadual da IAM reúne participantes de nove dioceses

 

A cidade de Piranga sediou – nos dias – 26 a 28/07 – o VI Congresso Estadual da Infância e Adolescência Missionária (IAM) . Crianças, adolescentes e assessores das dioceses de Almenara, Campanha, Caratinga, Guanhães, Itabira-Coronel Fabriciano, Januária, Paracatu e da Arquidiocese de Belo Horizonte estiveram presentes. Da Arquidiocese de Mariana, dez cidades foram representadas. Ao todo, 190 pessoas participaram.

Duas conferências marcaram o encontro. “Sinais da presença de Deus nas Culturas” foi a primeira, feita pelo assessor do Conselho Missionário Arquidiocesano, padre João Paulo da Silva. “De forma divertida, mas com muita profundidade, ele explicou o que são sinais, o que é cultura e como identificar a presença de Deus nas culturas, na comunidade. Disse também que o encontro de culturas é enriquecedor e que respeitar as culturas é respeitar a si mesmo”, relata a coordenadora arquidiocesana da IAM, Iva Fernandes.

O professor Rodolfo José Lourenço abordou o tema “Meios de comunicação – instrumentos de evangelização”, na segunda conferência do congresso. Segundo Iva, ele reforçou a importância da leitura da bíblia para o diálogo com Deus. “Quanto mais a lemos, mais aumenta nossa proximidade com Ele. Disse também que as redes sociais podem nos aproximar uns dos outros, quando divulgamos conteúdos que mostram nossa alegria de estarmos com nossa família ou com nossos amigos. Mas podem nos dividir quando deixamos de dar atenção a quem está ao nosso lado ou quando curtimos e compartilhamos notícias que causam discórdia ou mancham a imagem de alguém”, conta.

O encontro foi encerrado com o “Bate-latas”. Munidos de latas confeccionadas por eles mesmos, as crianças e adolescentes saíram da Matriz em direção a escola sede do evento, fazendo barulho. “Foi muito legal, pois serviu para mostrar às outras pessoas a alegria de ser IAM”, comenta Lays Mendes, da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano.

Sebastian Soares, da mesma diocese, concorda. “Foi muito legal e vou ensinar à minha irmã Mariah tudo que aprendi, inclusive as musiquinhas… E o mais importante foi levar Deus às crianças. Quero participar de novo”.

Para o seminarista João Luiz da Silva, o Congresso pode ser definido como renovação missionária. “A excelente organização do evento proporcionou aos participantes o entrosamento, além da fraternidade que ficou muito visível entre as crianças, adolescentes e assessores. Com certeza iremos colher muitos frutos deste congresso”, afirma. Além dele, participaram do evento o seminarista Fabiano Matos e os padres Sérgio Tomaz e Adelson Clemente, assessor arquidiocesano da IAM.

No sábado (27), o arcebispo de Mariana, Dom Airton José dos Santos, presidiu a celebração da manhã. O pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Piranga, padre Reginaldo Coelho, o Vigário, padre Fabiano Alves de Assis, padre Rodrigo Artur Medeiros da Silva e padre Sérgio Tomaz concelebraram.

Exortando as crianças e adolescentes a refletirem sobre o que querem fazer no futuro, Dom Airton reforçou que a missão é dever de todo batizado. “Vocês começaram o caminho desde pequenos. Quem sabe um dia vão ser missionários de um modo mais forte. É preciso começar a pensar o que vocês vão ser quando crescer. Pode ser padre, freira, missionário lá do outro lado do mundo. Nós somos missionários onde estamos, na família, na escola, mas podemos colocar a nossa vida a serviço de Deus também. Pode ser que Deus chame você um dia pra isso” disse.

A Diocese de Guanhães diz: Obrigado, Dom Darci!

Em 31 de julho de 2018, celebrando a memória de Santo Inácio de Loiola, presbítero, Dom Darci José Nicioli, CSsR, iniciou os trabalhos pastorais como administrador Apostólico na sede vacante de nossa diocese. E por isso nós o agradecemos por este ano em que se fez “presente” e “presença” da igreja nesta porção do Povo de Deus.

Um ano se passou, quanta coisa bonita aconteceu. Agradecemos a Deus por esse tempo e pela presença de dom Darci em nosso meio, nos ajudando e guiando-nos como pastor e pai.

Recordando seu lema episcopal, “Que tua luz brilhe”, quantas luzes se acenderam e ganharam energia pra continuar brilhando em nossa caminhada diocesana, durante esse ano.

Que Deus nos permita a aprender de seu exemplo, como nos motiva o Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano: A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus…

Isso é a verdadeira luz, a qual precisamos. Obrigado, dom Darci.

 

SIGNUM TUUM LUCEAT!
(Que a tua luz Brilhe!)

Dom Darci, quando o senhor chegou à nossa diocese, por diversas circunstâncias caminhávamos meio que andando na penumbra de nós mesmos e, de fato, o senhor foi uma grande “lanterna” que, ao utilizar a luz do Cristo, nos trouxe à claridade.

A luz, às vezes dói. Que o diga Saulo que, ao encontrar-se com a Luz, ficara três dias dolorido e cego (At 9,9), mas a luz também nos lança a uma perspectiva nova, pois o mesmo Saulo se tornara Paulo (At 13,9) para ser o Evangelizador sob a luz do Cristo.

É por essa perspectiva nova que queremos agradecer-lhe: o senhor nos proporcionou, no momento em que caminhávamos às apalpadelas, aquilo que precisávamos para recobrar nossas forças e voltar a caminhar com passos firmes; foi o nosso Ananias (At 9,17), a injeção de ânimo (de luz) de que precisávamos.

Nossos três dias, na verdade, foram um ano, mas a vontade que temos agora é a mesma do apóstolo dos gentios: sermos discípulos missionários para que também sejamos apóstolos do Senhor, enviados a testemunhar o reino de Deus.

A presença do senhor foi muito importante, porque redescobrimos que também somos lançadores de luz. É essa a missão do padre: lançar a luz do ressuscitado e de sua Igreja por toda parte.

Nossa palavra é de gratidão! Em nome do Clero de nossa diocese, queremos dizer muito obrigado! Que o senhor continue sendo um instrumento de Deus para que a luz do Cristo continue a brilhar.

Pe. Salomão Rafael
Representante dos presbíteros da Diocese de Guanhães

 

Querido Dom Darci!

Permita-me dirigir ao Senhor desta forma, pois neste pouco mais de 1 ano nos conduzindo e conduzindo essa Igreja Diocesana de Guanhães, o senhor foi se tornando cada vez mais querido pelo nosso clero e posso afirmar que por todo o povo da Diocese de Guanhães.

O senhor chegou e, com seu dinamismo e de um jeito “eletrizante”, foi logo fazendo propostas e nos encorajando a todos a descruzarmos os braços e nos empenharmos na evangelização.

Sua disponibilidade e desejo de atender a todas as paróquias fizeram com que o senhor fosse estabelecendo laços de amizade com todos os padres e com os paroquianos de cada paróquia visitada.

Hoje, em nome da Associação Presbiteral Monsenhor Nogueira (ASPREMONO), da qual sou o atual presidente, quero dizer-lhe: Um muito obrigado teria significação muito restrita para referenciar o todo que o senhor representou e representa para nós e para nossa Diocese nesse curto período à frente desta Igreja Particular de Guanhães.

Esperamos tê-lo sempre que possível nos visitando, pois a sua presença foi e será para todos nós motivo de muita alegria!

De coração, receba o nosso abraço de gratidão!

Pe. Dilton Maria Pinto
Pela ASPREMONO

 

Nossa gratidão, Dom Darci!

Dom Darci, a sua presença em nossa Diocese neste período de vacância atualizou a presença confortante e consoladora de Jesus Bom Pastor em nosso meio.

Todos nós, catequistas, coordenadores e o padre assessor da catequese, somos profundamente agradecidos pelo seu zelo e presteza em realizar o sacramento da Crisma e visitas pastorais a todas as paróquias. A forma com que o senhor conduziu as visitas foi marcante: o seu carinho com as crianças, a atenção com os jovens, o cuidado com as famílias, o afeto com os idosos, as palavras paternas e encorajadoras com os agentes de pastoral e, principalmente, com os catequistas, que se sentiram completamente encantados e motivados a continuarem firmes na missão.

A alegria e a gratidão das pessoas por poderem ver de perto o arcebispo que foi ao encontro delas no lugar onde elas vivem; por poderem escutar seus ensinamentos e falar diretamente com ele foi algo maravilhoso de se ver e acompanhar.

Em nome da Pastoral Catequética da Diocese e do padre Osmar, agradeço de coração pela sua presença forte e significativa que nos confirmou na fé, nos orientou no caminho do bem e infundiu em nós pensamentos e gestos de esperança, convidando-nos ao seguimento fiel de Jesus na sua Igreja.

Que Deus o cumule de bênçãos e graças, e o recompense pelo bem semeado entre nós, dando-lhe a oportunidade de descobrir novas maneiras de amar e servir no exercício da missão episcopal.

Nossa diocese será sempre a sua casa e sua grande família eclesial. Obrigada por tudo!

Eliana Maria de Alvarenga Guimarães,
da Comissão Diocesana de Catequese

Palavras do Papa na Oração do Ângelus

Às 12 horas de hoje, o Santo Padre Francisco apareceu na janela do estudo no Palácio Apostólico Vaticano para recitar o Ângelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Estas são as palavras do Papa ao introduzir a oração mariana:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Na página do Evangelho de hoje (veja Lc 11,1-13), São Lucas narra as circunstâncias em que Jesus ensina o “Pai Nosso”. Eles, os discípulos, já sabem orar, recitando as fórmulas da tradição judaica, mas também desejam poder viver a mesma “qualidade” da oração de Jesus, porque podem ver que a oração é uma dimensão essencial na vida de seu Mestre. cada uma de suas ações importantes é caracterizada por longas paradas de oração. Além disso, permanecem fascinados porque vêem que Ele não reza como os outros mestres da época, mas sua oração é um vínculo íntimo com o Pai, tanto que desejam participar desses momentos de união com Deus, para saborear plenamente sua doçura.
Assim, um dia, eles esperam que Jesus conclua a oração, em um lugar isolado, e então eles perguntam: “Senhor, ensina-nos a orar” (v.1). Respondendo à questão explícita dos discípulos, Jesus não dá uma definição abstrata de oração, nem ensina uma técnica eficaz para orar e “conseguir” alguma coisa. Em vez disso, ele convida seus seguidores a experimentar a oração, colocando-os diretamente em comunicação com o Pai, despertando neles o anseio por um relacionamento pessoal com Deus, com o Pai. Aqui está a novidade da oração cristã! É o diálogo entre pessoas que se amam, um diálogo baseado na confiança, apoiado pela escuta e aberto à solidariedade. É um diálogo do Filho com o Pai, um diálogo entre as crianças e o Pai. Esta é a oração cristã.
Por isso, ele lhes dá a oração do “Pai Nosso”, talvez o presente mais precioso que nos foi deixado pelo divino Mestre em sua missão terrena. Depois de nos revelar o seu mistério de Filho e irmão, com essa oração, Jesus nos faz penetrar na paternidade de Deus; Quero enfatizar isso: quando Jesus nos ensina, o Pai Nosso nos faz entrar na paternidade de Deus e nos mostra o caminho para entrar em um diálogo de oração e direto com Ele, através do caminho da confiança filial. E um diálogo entre o pai e seu filho, do filho com o pai. O que pedimos no “Pai Nosso” já é feito para todos nós no Filho Unigênito: a santificação do Nome, o advento do Reino, o dom do pão, o perdão e a libertação do mal. Quando perguntamos, abrimos a mão para receber.Receba os dons que o Pai nos mostrou no Filho. A oração que o Senhor nos ensinou é a síntese de toda oração, e sempre a dirigimos ao Pai em comunhão com os irmãos. Às vezes acontece que na oração há distrações, mas muitas vezes sentimos o desejo de parar na primeira palavra: “Pai” e sentir essa paternidade no coração.
Então Jesus diz a parábola do amigo importuno e Jesus diz: “devemos insistir na oração”. Lembro-me do que as crianças fazem quando têm três, três e meio anos de idade: elas começam a pedir coisas que não entendem. Na minha terra é chamado “a idade dos porquês”, acredito que aqui também é o mesmo. As crianças começam a olhar para o pai e dizer: “Pai, por quê? Pai, por quê? Eles pedem explicações. Temos cuidado: quando o pai começa a explicar por quê, eles chegam com outra pergunta sem escutar toda a explicação. O que acontece? Acontece que as crianças se sentem inseguras sobre muitas coisas que começam a entender no meio do caminho. Eles só querem atrair o olhar do pai para eles e para isso: “Por que, por que, por quê?” Nós, no Pai Nosso, se pararmos na primeira palavra, faremos o mesmo de quando éramos crianças, atraia o olhar do pai para nós. Dizendo “Pai, Pai”, e também dizendo: “Por quê?” E Ele vai olhar para nós.
Pedimos a Maria, uma mulher em oração, que nos ajude a rezar ao Pai-Nosso unido a Jesus para viver o Evangelho, guiado pelo Espírito Santo.

Depois do Angelus

Caros irmãos e irmãs
Aprendi com tristeza a notícia do dramático naufrágio que ocorreu nos últimos dias nas águas do Mediterrâneo, onde dezenas de migrantes, incluindo mulheres e crianças, perderam a vida. Renovo um apelo sincero para que a comunidade internacional aja pronta e decididamente, evitando a repetição de tragédias similares e garantindo a segurança e a dignidade de todos. Convido você a orar comigo pelas vítimas e suas famílias. E também para perguntar com o coração: “Pai, por quê?” [ Minuto de silêncio segue ]
Saúdo todos vós, romanos e peregrinos da Itália e de várias partes do mundo: famílias, grupos paroquiais, associações.
Em particular, saúdo as Irmãs de Santa Isabel de diferentes países, o grupo AVART Organización Internacional de Arte y Cultura Mexicana de Puebla (México) e os jovens da paróquia Santa Rita da Cascia de Turim. Eu vejo uma bandeira uruguaia mas não vejo a companheira! Bem-vindo! Saúdo também os muitos polacos que vejo aqui com as bandeiras e também o grupo dos espanhóis.
Desejo a todos um bom domingo e, por favor, não esqueçam de orar por mim. Bom almoço e adeus!

[Texto original: italiano]

Reunião da Equipe de Articulação do CNLB/Guanhães

Realizou-se no dia 27 de julho de 2019, no salão da Catedral São Miguel em Guanhães, um encontro com representantes das paróquias São Miguel e Almas e Nossa Senhora Aparecida, de Guanhães, São João Evangelista, Santo Antônio de Peçanha, São Pedro do Suaçuí e Santa Maria do Suaçuí e de movimentos sociais para articulação do Conselho Diocesano de leigos e leigas. Leonardo Henrique de Souza Moura, membro da Comissão Nacional de Comunicação do CNLB-Regional Leste II, assessorou o encontro. Ele destacou que a identidade e missão dos leigos é uma responsabilidade que nasce do Batismo e da Crisma e que a presença dos leigos foi ampliada a partir do Concílio Vaticano II. Apresentou uma síntese do resgate histórico da presença dos leigos nos documentos da Igreja e da Criação do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Apontou os desafios de atuação dos leigos no mundo globalizado e as mudanças de mentalidade e estrutura e os campos de atuação dos cristãos leigos e leigas, bem como os indicativos e encaminhamentos das ações pastorais. Os participantes fizeram uma leitura comentada das Diretrizes para a Formação e atuação do Laicato 2019/2023 , do VII Encontro Nacional do Laicato, que ocorreu em Cuiabá (MT). O grupo assistiu a dois vídeos institucionais sobre a criação dos Conselhos de leigos no Brasil e de mensagens enviadas pela Presidente em exercício do CNLB, a leiga Marilza Shuína e do Padre Dilton Maria Pinto, coordenador diocesano de Pastoral, de saudação pelo encontro. Em grupo elaboraram-se diretrizes para os eixos: Articulação, Ação, Formação e Espiritualidade. Ao final do encontro constituiu-se a Comissão Diocesana que terá a Coordenação de Maria Madalena S. Pires; vice-coordenador: Alessandro Gomes Alexandre; Secretária: Mariza da Consolação Pimenta Dupim; Secretária adjunta: Maria Luiza dos Reis Amaral; Representante da Área Pastoral São Miguel: Maria Luiza Soares e das demais áreas e da juventude, a definir posteriormente em reuniões. Na avaliação dos participantes, o dia de trabalhos foi muito proveitoso para conscientização da missão laical e os primeiros passos na formação do Conselho de Cristãos Leigos e Leigas na Diocese de Guanhães. Os nossos agradecimentos à assessoria do CNLB, Regional Leste II, na pessoa do cristão leigo Leonardo Henrique de Souza Moura, pela atuação e condução no encontro.

Texto de Alessandro Gomes Alexandre.
                                     

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