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30% DAS PARÓQUIAS CAMINHAM PARA IMPLEMENTAÇÃO DA PPI

Estamos envelhecendo e não são só dados estatísticos que comprovam isto. A percepção da fugacidade do tempo e o aumento da longevidade populacional propõe caminhos de adaptação que a Diocese já assume com a implementação da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI).

Assessorado por padre Derci da Silva, ocorreu neste sábado, 17 de fevereiro, o primeiro encontro de capacitação de líderes e facilitadores da Pastoral da Pessoa Idosa, na sede da Diocese de Guanhães.

Esteve presente na abertura do encontro, nosso bispo diocesano, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda que abordou, entre outros assuntos, a temática do IV Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, com a Leitura Orante do Salmo 70(71) que serviu de iluminação para a pastoral em nossa diocese. Dom Otacilio, por fim, rezou com os presentes a Oração de Súplica, de sua autoria, em consonância à Campanha da Fraternidade deste ano.

Dando sequência, o coordenador diocesano da PPI, Renato Marcucci Barbosa Silveira e sua esposa Daniella, coordenadora paroquial da PPI, em Conceição do Mato Dentro-MG, discorreram acerca da natureza, história e vocação da pastoral. A bem da verdade, o encontro foi profundamente proveitoso; Marcucci apresentou a estrutura geral da pastoral, dados estatísticos e situações hipotéticas, deixando o encontro dinâmico, formativo e participativo.

Ao todo, estiveram presentes nove paróquias, a saber: Sant’Ana – Água Boa, Nossa Senhora do Amparo – Braúnas, Nossa Senhora da Conceição – Conceição do Mato Dentro, Nossa Senhora das Dores – Dores de Guanhães/Carmésia, Nossa Senhora da Glória – Virginópolis, São Miguel e Almas – Guanhães, São José- Paulistas, São José – São José do Jacuri e Nossa Senhora do Patrocínio – Virginópolis.

Os participantes puderam esclarecer dúvidas acerca de situações pontuais e sobre a organização da pastoral nas paróquias, e por fim foi eleito o coordenador paroquial com a incumbência de formar novos líderes.

Sobre a natureza da pastoral ficou evidente que trata-se não de mero assistencialismo, o que para este fim, existem outros organismos, mas da humanização do processo de envelhecimento, através da escuta, sobretudo a quem se encontra em situação mais vulnerável. Trata-se de primariamente emprestar os ouvidos, enfatizou os assessores.

Ao fim do encontro, padre Derci agradeceu o empenho dos participantes e do casal, Sr e Sr.ª Marcucci, e exortou a todos a perseverarem na unidade com os párocos.

Autoria  Gabriel Ferreira Oliveira.

 

 

Ano Pastoral Diocesano 2024: Um Chamado à Evangelização e à Solidariedade

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, Bispo da Diocese de Guanhães, e o Padre José Aparecido dos Santos, Coordenador Diocesano de Pastoral, emitiram um comunicado anunciando o início de um período de Graça: O ANO PASTORAL DIOCESANO 2024. Este ano especial traz consigo a oportunidade de se dedicar à Evangelização, sob a luz do Evangelho e da caridade cristã.

O Ano Pastoral é descrito como um chamado à ação integral da Igreja, reunindo todas as suas forças vivas para uma missão humanizadora. Inspirado nos ensinamentos de Jesus Cristo aos discípulos, os líderes religiosos enfatizam os pilares da Evangelização: a Palavra, o Pão, a Caridade e a Ação Missionária.

O comunicado destaca a importância de uma Igreja em constante movimento, pronta para se encontrar com todos, enquanto caminha junto com pastorais, movimentos, associações, ministros e cristãos leigos. É um convite para enfrentar os desafios diários com esperança renovada, encarando a realidade ao nosso redor.

O período da Quaresma, que convida à conversão pessoal e comunitária, é ressaltado, juntamente com a Campanha da Fraternidade no Brasil, que tem como tema “Fraternidade e Amizade Social”. Estes eventos visam colocar em prática os valores da conversão e solidariedade.

Confira o comunicado:

 

Prezado Povo de Deus de nossa amada Diocese de Guanhães!

Paz e bem em Jesus Cristo nosso Salvador.

“Vós sois todos irmãos e irmãs…” (cf. Mt 23,8)

Estamos iniciando um tempo de Graça por obra do Senhor: O ANO PASTORAL DIOCESANO 2024, e com ele a oportunidade de nos ocuparmos da Evangelização, como pastores que cuidam dos irmãos e irmãs com caridade, à luz do Evangelho.

O Ano Pastoral envolve todas as forças vivas da Igreja, em prol de uma ação humanizadora e integral, como nos falou Jesus Cristo ao enviar os discípulos (Mt 28, 16-20), firmando os pilares da Evangelização: da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.

Somos Igreja em “saída sinodal”, sempre em movimento para ir ao encontro de todos, mas caminhando juntos: pastorais, movimentos, associações, organizações, ministros ordenados e não ordenados, cristãos leigos e leigas.

Como Povo de Deus, caminhemos juntos, enfrentando os desafios cotidianos com Esperança renovada, com o olhar fixo na realidade e a partir da realidade à nossa volta.
Já de início temos a Quaresma que nos convidará à conversão pessoal, comunitária, social…, e no Brasil, a Campanha da Fraternidade com o Tema – “Fraternidade e Amizade Social”, e com o Lema – “Vós sois todos irmãos e irmãs…” (cf. Mt 23,8), com o propósito de colocar em prática os frutos da nossa conversão.

Também celebraremos algumas datas que ora destacamos, sem prejuízo, do Mistério Pascal de Cristo, a ser celebrado:
• A quarta-feira de Cinzas, no dia 14 de fevereiro e abertura da Quaresma;
• A Missa do Crisma, no dia 21 de março: momento importante da unidade do Clero com o Bispo pela renovação do compromisso sacerdotal;
• A Semana Santa, culminando na Páscoa e todo o Tempo Pascal;
• Dia 1º de maio, aniversário de instalação da Diocese, 38 anos de sua existência como Igreja Particular;
• A Solenidade da Ascensão do Senhor – 11 e 12 de maio ; e de Pentecostes – 18 e 19 de maio, com a renovação do compromisso de anunciar e testemunhar a Boa Nova do Reino de Deus guiados pelo Espírito Santo;
• Ano de Oração já iniciado com momentos de espiritualidade e de formação, para os cristãos leigos e leigas e, para os ministros ordenados;
• Três momentos importantes de peregrinações: Jubileu do Senhor Bom Jesus, Em Conceição do Mato Dentro, de 13 a 24 de junho; a Novena e festa em louvor a Deus, pela vida e Ministério do Servo de Deus, Cônego Lafayette da Costa Coelho, em Santa Maria do Suaçuí, de 12 a 21 de setembro; a devoção à Nossa Senhora Aparecida, de modo mais intenso, em Divinolândia Minas, de 03 a 12 de outubro.
• Sínodo em Roma no mês de Outubro;
• Jubileu 2025 com toda a Igreja, com o Tema “Peregrinos da Esperança”.

Outras tantas celebrações serão momentos para o nosso crescimento espiritual , com o fortalecimento dos grupos de Reflexão e de todas as Pastorais, numa Catequese permanente.
Também daremos passos para solidificação dos diversos Conselhos conforme Estatutos devidamente aprovados, dando os passos primeiros para a Assembleia no próximo ano.
Com a intercessão de São Miguel Arcanjo, padroeiro da nossa Diocese e de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Padroeira do Brasil, rogamos a Deus sobre todo o Povo de Deus copiosas bênçãos para um frutuoso Ano Pastoral.

Guanhães, 07 de fevereiro de 2024

Pe José Aparecido dos Santos
Coordenador Diocesano de Pastoral

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo Diocesano

CNBB inicia preparativos para o Jubileu da Esperança 2025 em encontro com Dom Rino Fisichella

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) organizou, nos dias 29 e 30 de janeiro de 2024, um encontro com Dom Rino Fisichella, Prefeito da Congregação para a Evangelização em Roma, visando iniciar os preparativos para o “Jubileu da Esperança 2025”. O evento teve lugar em Brasília, DF, na Casa Dom Luciano, e contou com a participação de representantes de quase todas as dioceses do Brasil, totalizando 283 participantes.

O Jubileu da Esperança, planejado para todo o ano de 2025, será um período de intensa vivência da fé e da oração. Estão programados diversos eventos que abrangem as diferentes categorias que compõem o processo de evangelização. Cada diocese terá sua programação específica, adaptada à sua realidade local.

Destaca-se que nossa esperança brota do Mistério Pascal de Cristo, que é a fonte de nossa esperança e salvação. A abertura da Porta Santa está marcada para o dia 24 de dezembro de 2024, simbolizando o início deste período de reflexão e renovação espiritual.

Diocese de Guanhães participa do Encontro Nacional em Preparação para o Ano Santo da Esperança

Nesta segunda-feira, 29 de janeiro de 2024, no Auditório João XXIII em Brasília, DF, a Casa Dom Luciano testemunhou o início de um encontro de grande importância para a Igreja no Brasil. Líderes e representantes de dioceses de todo o país reuniram-se para dar início aos preparativos do Ano Santo da Esperança, jubileu previsto para o ano de 2025, intitulado “Peregrinos da Esperança, que brota do Mistério Pascal de Cristo”.

A Diocese de Guanhães marcou presença significativa nesse evento, sendo representada pelo seu Coordenador Diocesano de Pastoral, o Padre José Aparecido dos Santos. Esta presença demonstra o compromisso e a participação ativa da diocese na construção e vivência da fé cristã em comunhão com a Igreja universal.

Com a participação de representantes dos 19 regionais da igreja no Brasil, o encontro visa fortalecer os laços de comunhão e preparar o terreno espiritual para o Ano Santo, que promete ser um momento de renovação e esperança para todos os fiéis.

“Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana”.

Como tradicionalmente ocorre, o Vaticano divulgou neste 24 de janeiro, memória litúrgica de São Francisco de Sales – patrono dos escritores e jornalistas -, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, neste ano na 58ª edição, a ser celebrada no dia 12 de maio. O tema escolhido pelo pontífice é “Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana”. 

Na mensagem, o Papa reflete sobre a evolução dos sistemas de inteligência artificial, que vão modificando “de forma radical também a informação e a comunicação e, através delas, algumas bases da convivência civil”. Assim, são mudanças que afetam não só aos profissionais, mas a todos. Entre os questionamentos do Papa Francisco em sua reflexão sobre o tema, ele pergunta: “como podemos permanecer plenamente humanos e orientar para o bem a mudança cultural em curso?”.

A partir do coração humano, o Papa convida a ter um olhar espiritual, recuperando o dom da sabedoria do coração. Somente assim, diz o pontífice, “é que poderemos ler e interpretar a novidade do nosso tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana”.

O Papa chama a atenção para a necessidade de regular a inteligência artificial como forma de prevenção aos seus efeitos danosos, como a polarização da opinião pública. Também convida a crescer em humanidade, não reduzindo as grandes possibilidades de bem das ferramentas digitais ao cálculo abstrato de dados.

> Precisamos crescer juntos, em humanidade e como humanidade <<. Não podemos reduzir as pessoas a dados, desprezando fatores essenciais da sua existência.

Ao final da mensagem, o Papa Francisco apresenta vários questionamentos sobre a relação da humanidade com a inteligência artificial, como a dignidade dos trabalhadores, a responsabilidades das plataformas digitais e a transparência dos critérios utilizados nos algoritmos.

“A partir das respostas a estas e outras questões compreenderemos se a inteligência artificial acabará por construir novas castas baseadas no domínio informativo, gerando novas formas de exploração e desigualdade ou se, pelo contrário, trará mais igualdade, promovendo uma informação correta e uma maior consciência da transição de época que estamos a atravessar, favorecendo a escuta das múltiplas carências das pessoas e dos povos, num sistema de informação articulado e pluralista”, pontua o Papa.

E finaliza convidando à procura da sabedoria:

“Para não perder a nossa humanidade, procuremos a Sabedoria que existe antes de todas as coisas (cf. Sir 1, 4), que, passando através dos corações puros, prepara amigos de Deus e profetas (cf. Sab 7, 27): há de ajudar-nos também a orientar os sistemas da inteligência artificial para uma comunicação plenamente humana”.

Leia a mensagem na íntegra:

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
para o LVIII Dia Mundial das Comunicações Sociais
(12 de maio de 2024)

 

Inteligência artificial e sabedoria do coração:
para uma comunicação plenamente humana

 

Queridos irmãos e irmãs!

A evolução dos sistemas da chamada «inteligência artificial», sobre a qual já me debrucei na recente Mensagem para o Dia Mundial da Paz, está modificando de forma radical também a informação e a comunicação e, através delas, algumas bases da convivência civil. Trata-se duma mudança que afeta não só aos profissionais, mas a todos. A rápida difusão de maravilhosas invenções, cujo funcionamento e potencialidades são indecifráveis para a maior parte de nós, suscita um espanto que oscila entre entusiasmo e desorientação e põe-nos inevitavelmente diante de questões fundamentais: O que é então o homem, qual é a sua especificidade e qual será o futuro desta nossa espécie chamada homo sapiens na era das inteligências artificiais? Como podemos permanecer plenamente humanos e orientar para o bem a mudança cultural em curso?

A partir do coração

Antes de mais nada, convém limpar o terreno das leituras catastróficas e dos seus efeitos paralisadores. Já há um século Romano Guardini, refletindo sobre a técnica e o homem, convidava a não se inveterar contra o «novo» na tentativa de «conservar um mundo belo condenado a desaparecer». Ao mesmo tempo, porém, com veemência profética advertia: «O nosso posto é no devir. Devemos inserir-nos nele, cada um no seu lugar (…), aderindo honestamente, mas permanecendo sensíveis, com um coração incorruptível, a tudo o que nele houver de destrutivo e não-humano». E concluía: «Trata- se – é verdade – de problemas de natureza técnica, científica e política; mas só podem ser resolvidos passando pelo homem. Deve-se formar um novo tipo humano, dotado duma espiritualidade mais profunda, duma nova liberdade e duma nova interioridade».

Neste tempo que corre o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade, a nossa reflexão só pode partir do coração humano. Somente dotando-nos dum olhar espiritual, apenas recuperando uma sabedoria do coração é que poderemos ler e interpretar a novidade do nosso tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana. O coração, entendido biblicamente como sede da liberdade e das decisões mais importantes da vida, é símbolo de integridade e de unidade, mas evoca também os afetos, os desejos, os sonhos, e sobretudo é o lugar interior do encontro com Deus. Por isso a sabedoria do coração é a virtude que nos permite combinar o todo com as partes, as decisões com as suas consequências, as grandezas com as fragilidades, o passado com o futuro, o eu com o nós.

Esta sabedoria do coração deixa-se encontrar por quem a busca e deixa-se ver a quem a ama; antecipa-se a quem a deseja e vai à procura de quem é digno dela (cf. Sab 6, 12-16). Está com quem aceita conselho (cf. Pr 13, 10), com quem tem um coração dócil, um coração que escuta (cf. 1 Re 3, 9). É um dom do Espírito Santo, que permite ver as coisas com os olhos de Deus, compreender as interligações, as situações, os acontecimentos e descobrir o seu sentido. Sem esta sabedoria, a existência torna-se insípida, pois é precisamente a sabedoria que dá gosto à vida: a sua raiz latina sapere associa-a ao sabor.

Oportunidade e perigo

Não podemos esperar esta sabedoria das máquinas. Embora o termo inteligência artificial já tenha suplantado o termo mais correto utilizado na literatura científica de machine learning (aprendizagem automática), o próprio uso da palavra «inteligência» é falacioso. É certo que as máquinas têm uma capacidade imensamente maior que os seres humanos de memorizar os dados e relacioná-los entre si, mas compete ao homem, e só a ele, descodificar o seu sentido. Não se trata, pois, de exigir das máquinas que pareçam humanas; mas de despertar o homem da hipnose em que cai devido ao seu delírio de onipotência, crendo-se sujeito totalmente autónomo e autorreferencial, separado de toda a ligação social e esquecido da sua condição de criatura.

Realmente o homem sempre teve experiência de não se bastar a si mesmo, e procura superar a sua vulnerabilidade valendo-se de todos os meios. Partindo dos primeiros instrumentos pré-históricos, utilizados como prolongamento dos braços, passando pelos meios de comunicação como extensão da palavra, chegamos hoje às máquinas mais sofisticadas que funcionam como auxílio do pensamento. Entretanto cada uma destas realidades pode ser contaminada pela tentação primordial de se tornar como Deus sem Deus (cf. Gen 3), isto é, a tentação de querer conquistar com as próprias forças aquilo que deveria, pelo contrário, acolher como dom de Deus e viver na relação com os outros.

Cada coisa nas mãos do homem torna-se oportunidade ou perigo, segundo a orientação do coração. O próprio corpo, criado para ser lugar de comunicação e comunhão, pode tornar-se instrumento de agressão. Da mesma forma, cada prolongamento técnico do homem pode ser instrumento de amoroso serviço ou de domínio hostil. Os sistemas de inteligência artificial podem contribuir para o processo de libertação da ignorância e facilitar a troca de informações entre diferentes povos e gerações. Por exemplo, podem tornar acessível e compreensível um patrimônio enorme de conhecimentos, escrito em épocas passadas, ou permitir às pessoas comunicarem em línguas que lhes são desconhecidas. Mas simultaneamente podem ser instrumentos de «poluição cognitiva», alteração da realidade através de narrações parcial ou totalmente falsas, mas acreditadas – e partilhadas – como se fossem verdadeiras. Basta pensar no problema da desinformação que enfrentamos, há anos, no caso das fake news e que hoje se serve da deep fake, isto é, da criação e divulgação de imagens que parecem perfeitamente plausíveis mas são falsas (já me aconteceu a mim também ser objeto delas), ou mensagens-áudio que usam a voz duma pessoa, dizendo coisas que ela própria nunca disse. A simulação, que está na base destes programas, pode ser útil nalguns campos específicos, mas torna-se perversa quando distorce as relações com os outros e com a realidade.

Já desde a primeira vaga de inteligência artificial – a das redes sociais – compreendemos a sua ambivalência, constatando a par das oportunidades também os riscos e as patologias. O segundo nível de inteligências artificiais geradoras marca, indiscutivelmente, um salto qualitativo. Por conseguinte é importante ter a possibilidade de perceber, compreender e regulamentar instrumentos que, em mãos erradas, poderiam abrir cenários negativos. Os algoritmos, como tudo o mais que sai da mente e das mãos do homem, não são neutros. Por isso é necessário prevenir propondo modelos de regulamentação ética para contornar os efeitos danosos, discriminadores e socialmente injustos dos sistemas de inteligência artificial e contrastar a sua utilização para a redução do pluralismo, a polarização da opinião pública ou a construção do pensamento único. Assim reitero aqui a minha exortação à «Comunidade das Nações a trabalhar unida para adotar um tratado internacional vinculativo, que regule o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial nas suas variadas formas». Entretanto, como em todo o âmbito humano, não é suficiente a regulamentação.

Crescer em humanidade

Somos chamados a crescer juntos, em humanidade e como humanidade. O desafio que temos diante de nós é realizar um salto de qualidade para estarmos à altura duma sociedade complexa, multiétnica, pluralista, multirreligiosa e multicultural. Cabe a nós questionar-nos sobre o progresso teórico e a utilização prática destes novos instrumentos de comunicação e conhecimento. As suas grandes possibilidades de bem são acompanhadas pelo risco de que tudo se transforme num cálculo abstrato que reduz as pessoas a dados, o pensamento a um esquema, a experiência a um caso, o bem ao lucro, com o risco sobretudo de que se acabe por negar a singularidade de cada pessoa e da sua história, dissolvendo a realidade concreta numa série de dados estatísticos.

A revolução digital pode tornar-nos mais livres, mas certamente não conseguirá fazê-lo se nos prender nos modelos designados hoje como echo chamber (câmara de eco). Nestes casos, em vez de aumentar o pluralismo da informação, corre-se o risco de se perder num pântano anônimo, favorecendo os interesses do mercado ou do poder. Não é aceitável que a utilização da inteligência artificial conduza a um pensamento anônimo, a uma montagem de dados não certificados, a uma desresponsabilização editorial coletiva. A representação da realidade por big data (grandes dados), embora funcional para a gestão das máquinas, implica na realidade uma perda substancial da verdade das coisas, o que dificulta a comunicação interpessoal e corre o risco de danificar a nossa própria humanidade. A informação não pode ser separada da relação existencial: implica o corpo, o situar-se na realidade; pede para correlacionar não apenas dados, mas experiências; exige o rosto, o olhar, a compaixão e ainda a partilha.

Penso na narração das guerras e naquela «guerra paralela» que se trava através de campanhas de desinformação. E penso em tantos repórteres que ficam feridos ou morrem no local em efervescência para nos permitir a nós ver o que viram os olhos deles. Pois só tocando pessoalmente o sofrimento das crianças, das mulheres e dos homens é que poderemos compreender o caráter absurdo das guerras.

A utilização da inteligência artificial poderá proporcionar um contributo positivo no âmbito da comunicação, se não anular o papel do jornalismo no local, antes pelo contrário se o apoiar; se valorizar o profissionalismo da comunicação, responsabilizando cada comunicador; se devolver a cada ser humano o papel de sujeito, com capacidade crítica, da própria comunicação.

Interrogativos de hoje e de amanhã

E surgem, espontâneas, algumas questões: Como tutelar o profissionalismo e a dignidade dos trabalhadores no campo da comunicação e da informação, juntamente com a dos utentes em todo o mundo? Como garantir a interoperabilidade das plataformas? Como fazer com que as empresas que desenvolvem plataformas digitais assumam as suas responsabilidades relativamente ao que divulgam daí tirando os seus lucros, de forma análoga ao que acontece com os editores dos meios de comunicação tradicionais? Como tornar mais transparentes os critérios subjacentes aos algoritmos de indexação e desindexação e aos motores de pesquisa, capazes de exaltar ou cancelar pessoas e opiniões, histórias e culturas? Como garantir a transparência dos processos de informação? Como tornar evidente a paternidade dos escritos e rastreáveis as fontes, evitando o para-vento do anonimato? Como deixar claro se uma imagem ou um vídeo retrata um acontecimento ou o simula? Como evitar que as fontes se reduzam a uma só, a um pensamento único elaborado algoritmicamente? E, ao contrário, como promover um ambiente adequado para salvaguardar o pluralismo e representar a complexidade da realidade? Como podemos tornar sustentável este instrumento poderoso, caro e extremamente energívoro? Como podemos torná-lo acessível também aos países em vias de desenvolvimento?

A partir das respostas a estas e outras questões compreenderemos se a inteligência artificial acabará por construir novas castas baseadas no domínio informativo, gerando novas formas de exploração e desigualdade ou se, pelo contrário, trará mais igualdade, promovendo uma informação correta e uma maior consciência da transição de época que estamos a atravessar, favorecendo a escuta das múltiplas carências das pessoas e dos povos, num sistema de informação articulado e pluralista. Dum lado, vemos assomar o espetro duma nova escravidão, do outro uma conquista de liberdade; dum lado, a possibilidade de que uns poucos condicionem o pensamento de todos, do outro a possibilidade de que todos participem na elaboração do pensamento.

A resposta não está escrita; depende de nós. Compete ao homem decidir se há de tornar-se alimento para os algoritmos ou nutrir o seu coração de liberdade, sem a qual não se cresce na sabedoria. Esta sabedoria amadurece valorizando o tempo e abraçando as vulnerabilidades. Cresce na aliança entre as gerações, entre quem tem memória do passado e quem tem visão de futuro. Somente juntos é que cresce a capacidade de discernir, vigiar, ver as coisas a partir do seu termo. Para não perder a nossa humanidade, procuremos a Sabedoria que existe antes de todas as coisas (cf. Sir 1, 4), que, passando através dos corações puros, prepara amigos de Deus e profetas (cf. Sab 7, 27): há de ajudar-nos também a orientar os sistemas da inteligência artificial para uma comunicação plenamente humana.

 

Roma – São João de Latrão, 24 de janeiro de 2024.

[Francisco]

Divulgado o tema e lema do Mês Vocacional – 2024

O mês de agosto é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Este ano, a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto com o Serviço de Animação Vocacional – Pastoral Vocacional, definiu como temática principal do mês vocacional: “Igreja como uma sinfonia vocacional” e o lema: “Pedi, pois, ao Senhor da Messe” (Mt 9, 38).

Segundo o assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Guilherme Maia Junior, o tema foi aprovado na última reunião ampliada da Comissão, realizada em setembro do ano passado, e tem como base uma frase da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2023.

“A igreja como uma sinfonia vocacional” é o tema, onde cada um de nós que compõe a igreja dá a sua nota, o seu tom para gerar essa grande harmonia que temos que ter no trabalho pastoral, olhando em cada lugar o desempenho da nossa vocação, a vocação para qual Deus nos chama. E o lema deste ano é “Pedi, pois, ao Senhor da Messe, que está no Evangelho de Mateus 9, versículo 38. A nossa tônica, que é o primeiro passo vocacional, é a nossa oração, é o pedido que Deus nos faz para que a gente reze, para que Ele envie trabalhadores para sua Messe”, explica o padre.

Instituído em 1981, pela CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral, o mês vocacional tinha como objetivo principal conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. De lá para cá, todos os anos alguma temática tem sido trabalhada.

Clique (aqui) e baixe o cartaz do mês vocacional.

Subsídio para o Mês Vocacional

O subsídio “Hora Vocacional” traz toda a temática de trabalho do mês vocacional 2024.  O material é composto por diversas celebrações litúrgicas e também de encontros litúrgicos pastorais que favorecem a reflexão do tema e do lema proposto para o mês vocacional. Nele, são encontradas sugestões para encontros, celebrações, terço, dentre outros.

“É um subsídio bem completo para que todas as paróquias, comunidades e regionais se organizem para celebrar bem o mês vocacional. E também que tenham conteúdo para trabalhar nesse ano, nos próximos anos, também essa temática vocacional, que esse ano tá ligada à questão eclesiológica, a questão da igreja, o lugar da vocação em todos os ambientes da nossa igreja”, complementa padre Guilherme.

Live

Uma live será realizada na próxima segunda-feira, 22 de janeiro, às 19h, com o objetivo de apresentar o “Hora Vocacional”,  material de apoio para a vivência do mês vocacional. A iniciativa será transmitida nos canais oficiais da CNBB (Youtube) e das Edições CNBB.

Da live participam o bispo de Parintins (AM) e referencial do SAV-PV, dom José Albuquerque; os assessores da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, irmã Maristela Ganassini e o padre Guilherme Maia; e o padre Raul Cardoso, da diocese de Itapipoca, no Ceará, e vice-coordenador nacional do SAV-PV.

“Iremos apresentar o material, falar um pouquinho da história do mês vocacional, que é sempre bom resgatarmos, enfim, vai ser um momento de partilha, de apresentação e de impulso para esse trabalho que estamos propondo para toda a Igreja”, finaliza o padre Guilherme.

Live especial de lançamento do subsídio para o Mês Vocacional 2024: Hora Vocacional!

Link: https://www.youtube.com/watch?v=MDFMd6fTSC4

Participantes: Dom José Albuquerque, Bispo referencial do SAV; Pe. Guilherme Maia Júnior, Assessor da CMOVIC; Ir. Maristela Ganassini, FSCJ, assessora da CMOVIC; e Pe. Raul Cardoso, vice-coordenador do SAV/PV. Mediador: Ir. Danilo Rocha, SDV.

Segunda-feira, dia 22/1, às 19h!

ESPECIALIZAÇÃO EM CATEQUÉTICA DO IRPAC EM 2024

 

A Comissão para Animação Bíblico-Catequética do Regional Leste II da CNBB em parceria com a FAJE e o Instituto Regional de Pastoral Catequética (IRPAC), está promovendo entre os dias 07 a 19 de janeiro/2024 a especialização  em Catequética. O curso está sendo realizado na Casa de Retiros São José em Belo Horizonte (MG), com catequistas, coordenadores, padres e seminaristas com experiência catequética e atuando em coordenação de catequese ou com formação de catequistas. O Curso do IRPAC  tem como objetivo preparar coordenadores de Catequese nos vários níveis de Igreja (dioceses, paróquias, comunidades), visando a formação pessoal e eclesial.

Da Diocese de Guanhães estão participando:
No Primeiro Módulo : Marinalva da Comunidade de Cantagalo – Paróquia Santo Antônio em Peçanha, Seminarista Abel de Sabinópolis – Paróquia São Sebastião e Evanilton de São João – Paróquia São João Evangelista.
No Segundo Módulo  Pe. Salomão Rafael- pároco da paróquia de São João Evangelista.
No Quarto Módulo:
O Diácono Anderson Alves-Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Divinolândia.
Célia Vieira – Paróquia Santo Antônio em Peçanha.
Abaixo, mensagens dos cursitas: 
Eu estou vivendo o terceiro dia de formação no IRPAC e meu coração já se estremece no desejo de entregar tudo o que estou absorvendo. É muito aprendizado onde se pode perceber a complexidade e ao mesmo tempo a simplicidade que é viver a fé.
Já vou dando uma dica para nossos catequistas: Leiam os documentos da igreja, saboreiem as mensagens do nosso Papa Francisco. Assim estaremos no caminho certo e dando saltos largos no amadurecimento da nossa fé.
Aos meus coordenadores Diocesanos de catequese deixo os meus sinceros parabéns.
Nossa diocese está muito bem alicerçada e caminha no rumo certo com as orientações de vocês.
A nós catequistas, cabe-nos apenas o desejo de bem formar-nos para bem transmitirmos a nossa fé em Cristo Jesus. ( Marinalva)
“Participar do IRPAC tem sido uma experiência gratificante. A convivência e partilha com catequistas, padres e seminaristas de outras dioceses amplia a visão que temos sobre o ser Igreja, proporcionando um melhor discernimento sobre nossa realidade pastoral particular diocesana e paroquial. Considero uma oportunidade valiosa de conhecimento da proposta de catequese no Regional Leste 2 e do que seja a Catequese Renovada.
Agradeço à Diocese de Guanhães pela oportunidade.”
( Seminarista Abel)
“A experiência no IRPAC é sem comparações. A possibilidade de encontrar pessoas de todo o Regional leste II é surreal. Conviver com a diversidade de nossa Igreja em muito amplia o pensamento e visão de mundo, sobretudo em relação aos modos de se evangelizar levando em conta cada realidade.” 
(Seminarista Evanilton)
Sou da Paróquia Santo Antônio em Peçanha. Estou  finalizando este tempo de aprendizado e cada dia uma nova sensação, um novo desejo de continuar na caminhada. Aprendemos que não se passa por uma experiência do destino do criador sozinho.”
(Célia)
“A formação do IRPAC é muito valiosa para todos os catequistas e agradecer a Deus é o primeiro passo certo. É Ele quem nos dá as oportunidades e as bênçãos. O IRPAC é uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, de aprendizado e de partilha. É uma chance de se aprofundar na fé e na catequese, e de se conectar com outras pessoas que compartilham da mesma paixão.
É claro que os estudos são importantes, mas a convivência, as amizades e as trocas de experiências também são essenciais. O IRPAC é uma oportunidade de conhecer pessoas de diferentes lugares, com diferentes experiências e perspectivas. É uma chance de aprender uns com os outros e de construir relacionamentos duradouros. Espero continuar a crescer na fé e na catequese, e continuar a ser um instrumento de Deus na evangelização.”
( Diácono Ânderson)
O padre assessor da Animação Bíblico-Catequética da CNBB – Pe Wagner compareceu ao local do curso no dia 11 de janeiro para uma visita. Ele transmitiu a mensagem : “Temos uma grande novidade no início deste ano: o rito de instituição do ministério de catequista está aprovado!” 
Que os cursistas de nossa Diocese voltem revigorados – com novo ardor missionário.
 

 

Retorno da imagem de Santo Antônio à Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora Aparecida-no bairro Pito em Guanhães MG

 

Para melhor entendimento do fato, confira abaixo trechos do histórico da paróquia que se encontra no site da Diocese na categoria Paróquias:

“Um dos pioneiros da região do Pito, muito devoto de Santo Antônio, tinha um sonho de construir em seu terreno, uma capela em homenagem ao santo, mas morreu repentinamente e sua viúva construiu a capelinha Santo Antônio, no alto de uma serra, onde havia um cruzeiro. Por vários anos, foram realizadas festas de Santa Cruz e Trezenas de Santo Antônio.

Quando a capela recebeu a doação de um devoto por uma graça alcançada de uma imagem da padroeira do Brasil, passou-se a realizar também a festa de Nossa Senhora Aparecida, a princípio nas casas das famílias, depois na capelinha. Após as Novenas, era comum acontecer as barraquinhas com leilões doados pelo povo. No final das novenas aconteciam celebrações das missas, com levantamento de mastro e dança dos caboclinhos. Era uma turma boa de fiéis que se doavam incansavelmente, para a realização das três festas: Santa Cruz, Santo Antônio e Senhora Aparecida. Com o pouco dinheiro arrecadado nessas festas, mantinham-se as despesas como materiais para as missas mensais, luz, pintura, som, reparos na capelinha e limpeza do local…

…Com o passar dos anos, a participação da comunidade nos eventos aumentava significativamente, surgindo assim a urgente necessidade de um espaço maior para as celebrações, e, por vários motivos, a ampliação da Capela Santo Antônio tornou-se difícil…”

Com o falecimento da doadora, o terreno foi vendido e infelizmente tornou-se difícil a conservação da capela, as imagens de Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida foram recolhidas e guardadas em Oratórios na casa de uma das filhas dessa senhora, na esperança de nova construção.

 Alguns anos depois, uma parente da senhora acima citada, doou um outro terreno para a construção de outra capela, que seria dedicada a Nossa Senhora Aparecida –  motivo de cumprimento de uma promessa.

“Ela convocou filhos, familiares e toda a comunidade para erguerem o novo templo. Superando dificuldades de toda espécie, crianças a idosos carregavam baldes e mais baldes de água para a construção. Dom Felippe quando visitou o local pela primeira vez, disse: É uma construção para dez anos. No entanto, foi concluída em 1989, quatro anos de luta constante e muita garra.”

E os primeiros recursos financeiros utilizados para a construção dessa capela foram retirados da caderneta de poupança em nome da capela Santo Antônio.

Em 1990, a Capela Nossa Senhora Aparecida foi inaugurada. À frente, afixadas na parede se encontravam as duas imagens resgatadas da já extinta Capela Santo Antônio, uma do lado da outra:  Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida.

“…Os padres que administravam a paróquia São Miguel e o bispo Dom Felippe acompanhavam com zelo a comunidade e eles aconselhavam, orientavam e incentivavam o povo a tomar decisões para o seu crescimento em todos os sentidos. Realmente há muito o que agradecer a eles, pois cada um, a seu modo incentivava a comunidade a trabalhar bastante para aquisição de mais lotes… “

Assim, as festas de Nossa Senhora Aparecida foram tomando novos rumos, novas proporções a cada ano,- mas as Trezenas de Santo Antônio foram mantidas.

“Em 06 de agosto, de 2006, a Diocese de Guanhães, em uma grande festa instalou a Quase-paróquia de Nossa Senhora Aparecida e recebeu como administrador paroquial Pe Eduardo Ribeiro , missionário redentorista C. S.s.R, da Província redentorista de São Paulo e ele trouxe para doar à comunidade, uma imagem fac símile da santa.”

Nova reconstrução da capela fez-se necessária e no período de dois anos, ela foi completamente reconstruída. Nesse período, a imagem de Santo Antônio foi novamente recolhida e guardada fora da Igreja, mas os devotos do Santo querido jamais perderam a esperança de ver a pequena  imagem  de volta dentro da Igreja.

Na noite do dia 11 de janeiro de 2024, alguns paroquianos (acima de 40 anos) ficaram emocionados, pois, foram surpreendidos ao verem uma imagem de Santo Antônio depositada em um espaço preparado para ela, dentro da Igreja. Não é a mesma imagem, aproximadamente   há um ano, após um incidente, o armário onde a imagem se encontrava, dentro da Sacristia da Igreja Matriz caiu e a imagem consequentemente se quebrou.

Pe Vinícius,  atual Administrador Paroquial, aceitou a doação de uma nova imagem e após abençoá-la,  foi depositada no local preparado para ela.

Ao retornar com a imagem de Santo Antônio para nossa Igreja Matriz no Pito, que é uma conquista comunitária, estamos resgatando, com esse gesto simples, a história de nossa comunidade, para ornar nossa matriz  e sobretudo, alimentar a piedade e devoção do nosso povo.” ( Seminarista Álisson)

Segundo Documentos de nossa Igreja , a Catequese é também responsável por recuperar histórias e a devoção popular, reinterpretando-a   e ressignificando-a!” ( Dom Otacilio)

Eliana Maria de Alvarenga Guimarães.

(Da Equipe de Coordenação Diocesana de Catequese , Equipe Catecom e paroquiana).

     

Dom Otacilio participa como Pregador do Retiro Espiritual dos Padres CAVANIS no estado do Paraná

O Bispo Dom Otacilio Ferreira Lacerda, da Diocese de Guanhães, foi o pregador do Retiro Espiritual dos Padres CAVANIS, que ocorreu de 05 a 09 de janeiro de 2024 no Cenáculo Cavanis, com o tema “Reaviva o dom espiritual que Deus depositou em ti pela imposição das minhas mãos” (2Tm 1,6).

Durante o retiro, Dom Otacilio destacou a importância da abertura e acolhida ao Espírito, ressaltando que esse momento é uma oportunidade para renovar as forças e ser revigorado para a missão confiada pela Igreja no dia da Ordenação. Ele enfatizou que o retiro é uma ocasião para três encontros: com Deus, com o outro e consigo mesmo, e que os padres devem cultivar a intimidade com Jesus Cristo.

No dia 09, às 08h30, Dom Otacilio presidiu a Missa de conclusão do Retiro, onde em sua homilia destacou a missão de Maria e deixou material para os participantes refletirem até o horário do almoço. Em nome de todos, o Pe. Márcio dirigiu um agradecimento especial ao Bispo e lhe entregou um cartão com a assinatura dos participantes. O Pe. Edemar, vice-provinçal, substituindo o Pe. Provinçal Adriano, ausente por motivos particulares, cumprimentou e agradeceu Dom Otacilio por sua disponibilidade em pregar este Retiro e compartilhar sua sabedoria, amizade e alegria.

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Fotos: Província Cavanis do Brasil.

“Jubileu 2025 – peregrinos de esperança”

Seguindo o processo de preparação para o encontro nacional “Jubileu 2025 – peregrinos de esperança” que acontecerá em Brasília, na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, nos dias 29 e 30 de janeiro de 2024, foram encaminhadas cartas convites a todos os bispos da Igreja no Brasil bem como à coordenação das pastorais, movimentos e organismos do povo de Deus para a participação no eventoque terá a presença de Dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e também organizador e coordenador do jubileu de 2025.

Na primeira etapa de inscrições, a Comissão para o Jubileu 2025 convidou um representante por arqui/diocese do país. Agora, na segunda etapa, são chamadas a participar todas as pessoas ligadas à ação evangelizadora na Igreja no Brasil. A carta convite é assinada pelo primeiro vice-presidente da CNBB e coordenador da Comissão para o Jubileu 2025, dom João Justino de Medeiros Silva.

Acesse (aqui) a carta direcionada aos bispos.
Acesse (aqui) a carta direcionada às coordenações de pastorais, organismos e movimentos.

Como se inscrever?

Nesta segunda etapa, as inscrições estão abertas a quem desejar até atingir o número limite de vagas, que são 300. O valor da inscrição é de R$ 250,00, o que dá direito à participação no encontro, material e o cafezinho. Para hospedagem, há duas modalidades. A primeira é no próprio local do encontro, com a reserva e informações de pagamento feitas previamente na secretaria da casa pelo fone (61) 99679-9770, falar com João Matheus. A segunda é se hospedar em outro lugar, especialmente no Setor Hoteleiro Norte de Brasília, área mais próxima do auditório João XXIII da Casa Dom Luciano. No momento da inscrição, pode-se escolher se deseja incluir a hospedagem.

Clique aqui para obter todas as informações e se inscrever.  

Saiba quem é dom Rino Fisichella 

Dom Salvatore Fisichella, conhecido como dom Rino Fisichella, nasceu em Codogno, província de Lodi, na Itália, em 25 de agosto de 1951. Concluiu seus estudos clássicos em Lodi, no Colégio São Francisco. Posteriormente, aluno do Colégio Capranica de Roma, frequentou a Pontifícia Universidade Gregoriana, obtendo a licenciatura em Teologia.

Dom Rino Fisichella

Ordenado sacerdote para a diocese de Roma em 13 de março de 1976, desempenhou os seguintes cargos e ministérios: vice-pároco de Santi Protomartiri Romani; vice-assistente e assistente diocesano dos jovens da Ação Católica; cônego de Santa Maria em Trastevere; professor de Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana; consultor da Congregação para a Doutrina da Fé; membro da Comissão Central do Grande Jubileu do Ano 2000 e vice-presidente da Comissão Teológico-Histórica da mesma Comissão; reitor da Igreja de São Gregorio Nazianzeno no Palazzo Montecitorio.

Em 1994 foi nomeado Capelão de Sua Santidade. Em 3 de julho de 1998 foi eleito bispo titular de Voghenza e nomeado auxiliar de Roma, pelo Papa João Paulo II. Recebeu a consagração episcopal no dia 12 de setembro seguinte.  Em 18 de janeiro de 2002, foi nomeado reitor da Pontifícia Universidade Lateranense.

Em 17 de junho de 2008 o Papa Bento XVI o nomeou presidente da Pontifícia Academia para a Vida elevando-o da mesma forma à dignidade de arcebispo. Já em 30 de junho de 2010, foi nomeado presidente do mais novo Dicastério do Vaticano, o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Em 5 de junho de 2022, com a ereção do Dicastério para a Evangelização, tornou-se o Pró-Prefeito para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares.

Dom Rino também é autor de numerosos volumes e artigos, publicados em revistas teológicas.

Fonte: CNBB Nacional

 

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