Notícias

Ordenação Diaconal do Seminarista Guilherme Soares Lage

No dia 17 de outubro de 2020, em Solene Celebração Eucarística, pela Oração da Igreja  e pela Imposição das mãos de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, Bispo Diocesano, foi ordenado Diácono para o Serviço da Igreja e do Povo de Deus, o seminarista Guilherme Soares Lage, na Catedral São Miguel, – forma presencial parcial, devido à Pandemia do Corona Vírus. Esta Celebração estava prevista para o dia 1º de maio de 2020, mas foi adiada por causa do cancelamento das Missas presenciais seguindo  as orientações da OMS. Bonita Celebração! Os pais, o irmão, alguns familiares, amigos e a maioria dos padres da Diocese estiveram presentes. Muitas pessoas puderam acompanhar de suas casas pelos canais Catedral de Guanhães, Pascom Diocese de Guanhães e também pelas páginas do Facebook da Paróquia São Miguel e da Diocese de Guanhães.

A RECÉM-CRIADA PASTORAL DA EDUCAÇÃO DA DIOCESE DE GUANHÃES PARABENIZA PROFESSORES E PROFESSORAS

Conhecida pelo seu trabalho silencioso, a Pastoral da Educação tem o olhar primeiro para a pessoa de Jesus Cristo, que é o nosso modelo de pedagogo. Ele nos deixou, em seu itinerário pedagógico, um grande exemplo didático a ser seguido: o ofício do amor. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), n. 187 propõem: “O comprometimento missionário ao cristão, como tarefa diária, em levar o Evangelho às pessoas com quem encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos, de modo respeitoso”.

Não tão distante, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2008-2010), n. 191, nos propuseram: “A sensibilidade para a missão, a solidariedade e o compromisso sociotransformador levam a Igreja a assumir novas realidades que marcam a vida do povo brasileiro. À luz da fé, essas realidades são consideradas novos areópagos, ou seja, lugares para onde a atenção evangelizadora se deve voltar”.  Nesse sentido, a Igreja tem uma pastoral que atua no mundo da educação, nas escolas, universidades e centros de formação, através de educadores discípulos missionários.

É sempre bom lembrar que a Pastoral da Educação tem como princípio priorizar, por meio de sua organização no regional e nas dioceses, a superação de uma educação marcada pelo reducionismo antropológico em função do sistema de produção capitalista, da competitividade e do mercado, promovendo, nos processos educativos, valores de solidariedade, éticos e morais, na busca de uma Cultura de Paz e de Justiça.

A Pastoral da Educação tem como objetivo desenvolver ações específicas com os educadores, testemunhas de fé e de coerência com o Evangelho nas escolas públicas, especialmente com aqueles que se dedicam à população mais pobre, alvo especial da missão evangélico-libertadora da Igreja.

A Diocese de Guanhães, em comunhão com a Comissão da Pastoral da Educação do Regional Leste II, vem parabenizar todos os nossos e irmãos e irmãs das nossas Paróquias, professores e professoras, que são presença evangelizadora da Igreja no mundo da Educação. Profissionais que, mesmo não sendo valorizados, buscam uma Educação que ofereça aos jovens, crianças e adultos o encontro com os valores culturais do próprio país, descobrindo e integrando, na vida social, a dimensão religiosa e transcendente.

Padre José Aparecido dos Santos

Coordenador Diocesano de Pastoral

Convite para Ordenação Diaconal

Louvado seja Deus por mais este novo servidor do povo de Deus na Diocese de Guanhães!

É com muita alegria que a Diocese de Guanhães, a Paróquia Sant‘Ana de Ferros/MG, convidam você e a sua família, para celebrar dia 17 de outubro, às 16h, na Catedral São Miguel, a Ordenação Diaconal do Seminarista Guilherme Soares Lage, para desempenhar o Serviço da Igreja.

Acompanhe pelas Redes Sociais da Diocese de Guanhães!

Youtube:

  • Diocese de Guanhães Pascom
  • Catedral de Guanhães Pascom São Miguel

Facebook:

  • https://www.facebook.com/DioceseDeGuanhaes
  • https://www.facebook.com/paroquiasaomiguelguanhaes

Rádio:

  • Rádio Vida Nova FM – 91,5 MHz
  • https://vidanovafm.com.br/player

Agendamento Presencial Parcial:

  • (33) 3321 16 51

NOVO CONSELHO PRESBITERAL E COORDENADORES DE ÁREA DA DIOCESE DE GUANHÃES

O novo Conselho de Presbíteros da diocese de Guanhães realizou no dia 30 de setembro de 2020 a primeira reunião.

O Conselho Presbiteral é uma instituição eclesial, com a finalidade de auxiliar o Bispo Diocesano no governo da Diocese, em assuntos que ele julgar convenientes, como por exemplo: Examinar e aprovar os Planos Diocesanos de Pastoral e as Diretrizes das diversas pastorais e movimentos presentes na Diocese. Dar parecer sobre transferências de sacerdotes e diáconos. Avaliar sugestões apresentadas pelo clero da Diocese. E nas questões de ordem econômico-administrativas, de acordo com as normas do Direito Canônico; é presidido pelo bispo e contando com membros do clero.

Os membros foram eleitos no dia 20 de Agosto, a partir de indicações (voto) do clero ao bispo, a saber: Pe José Aparecido de Pinho, Vigário Geral; Pe Hermes Firmiano Pedro, Ecônomo; Pe Salomão Rafael Gomes Neto, Formador; Pe José Aparecido dos Santos, Coordenador de Pastoral; Pe José Geraldo da Silva, Representante dos Presbíteros; Pe João Gomes Ferreira, eleito pelo clero; Pe José Adriano Barbosa dos Santos, eleito pelo clero; Pe João Evangelista dos Santos, eleito pelo clero; Pe Dilton Maria Pinto, Chanceler indicado pelo Bispo; Pe André Luiz Eleotério da Lomba, eleito suplente; Pe Bruno Costa Ribeiro, eleito suplente.

A reunião foi realizada por videoconferência – por causa da pandemia – e foi coordenada pelo presidente do Conselho Dom Otacílio Ferreira Lacerda, nosso bispo diocesano.

Os coordenadores de área (vigário forâneo) também foram eleitos de modo semelhante e foram nomeados para o período de três anos a partir do dia 02 de Setembro. A primeira reunião aconteceu no dia 23 de setembro por videoconferência com a participação do Coordenador de Pastoral Pe José Aparecido dos Santos e o Chanceler Pe Dilton Maria Pinto.

Nossa diocese foi organizada em 4 áreas pastorais. A “Área 1” é composta por São João Evangelista, Paulistas, Peçanha/Cantagalo, São Pedro do Suaçuí, São José do Jacuri, Coluna/ Frei Lagonegro, São Sebastião do Maranhão, Água Boa e Santa Maria do Suaçuí/ José Raydan. Pe Bruno Costa Ribeiro é o responsável pela área. A “Área 2” é coordenada pelo Pe Amarildo Dias e é constituída por Joanésia, Braúnas, Virginópolis e Divinolândia de Minas. A “Área 3” é constituída por Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo, Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro, “Córregos” e “Tapera”, tendo como coordenador Pe José Geraldo. A “Área 4”, da qual fazem parte Guanhães (São Miguel e N Sra Aparecida), Rio Vermelho, Materlândia, Sabinópolis, Senhora do Porto, Dores de Guanhães/ Carmésia e Ferros é coordenada pelo Pe Edmilson Cândido.

São deveres do Coordenador de Área, além dos mencionados no Código de Direito Canônico (cânon 555): Promover e coordenar a ação pastoral; Proporcionar momentos de estudo aos padres e leigos; Dinamizar a ação dos leigos na Área; Incrementar as Pastorais; Avaliar ação pastoral; Elaborar agenda de atividades e promover a sua realização. No documento de nomeação o bispo recomenda que estes coordenadores sejam acolhidos por padres, religiosas e lideranças leigas e colaborem com eles.

Com informações de
Padre José Adriano B. dos Santos
e Padre Bruno Costa Ribeiro

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2020

Dom Otacilio emite orientações para as Eleições municipais de 2020 na Diocese de Guanhães. A data (23 de setembro de 2020) é na mesma semana em que encerra o prazo final para a apresentação do pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral (26 de setembro).

 

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2020

Caríssimos, Presbíteros, Agentes de Pastoral
e amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães

“Estejam sempre preparados para responder a
qualquer que lhes pedir a razão da esperança
que há em vocês” (1Pd 3, 15)

1.Estamos nos aproximando de novas Eleições Municipais, que serão realizadas em meio à mais grave crise sanitária dos últimos tempos, somada à outras conhecidas crises (moral, ética, econômica, política e planetária).

2.No Brasil, mais de 139 mil pessoas que perderam a vida, o que nos causa grande dor e sentimentos de compaixão e solidariedade com seus familiares.

3. A gravidade do momento atual requer que mantenhamos as marcas distintivas do cristão: o amor, a fé e a esperança.

4. Não podemos nos eximir de um efetivo exercício da caridade, com moderação e serenidade nas palavras e atitudes. Não é ação cristã aquela que conclama à violência e à discórdia, mas sim aquela que produz a paz.

5. Os cristãos “conscientes de sua responsabilidade na vida pública, devem estar presentes na formação dos consensos necessários e na oposição contra as injustiças”, como nos falou o Papa Emérito Bento XVI.

6. Temos consciência de que a Igreja é apartidária, mas não pode se omitir em sua vocação primordial de se apresentar como incansável “advogada da justiça e dos pobres“, como perita em humanidade.

7.Deste modo, deve ser sempre atenta ao indispensável compromisso de mulheres e homens cristãos com o respeito às leis, com a lealdade na disputa eleitoral e o apreço incondicional às regras da democracia.

8.Para os católicos que pretendem disputar as eleições como candidatos, são fundamentais as palavras do Papa Francisco: “a política não é a mera arte de administrar o poder, os recursos ou as crises. A política é uma vocação de serviço.

9.Sendo assim, nossa participação, inspirada nestes princípios mencionados, deve observar os seguintes aspectos:

10. Compromisso dos candidatos com as políticas públicas

10.1.A participação política não se esgota com o voto no dia da Eleição. É fundamental, porém, que até mesmo esse ato de escolher um candidato seja orientado pelos valores inspirados pela Palavra de Deus. Como ensina o Evangelho, “uma árvore é conhecida por seu próprio fruto” (Lc 6,44). Esse é o critério a partir do qual podemos escolher um candidato: que seja fiel à Palavra de Deus com testemunho comprovado em trajetória pessoal, comprometido com a promoção de uma ecologia integral, com a promoção do bem comum e com a proteção dos pobres e excluídos.

10.2. Tem acentuada atenção em relação às propostas para o saneamento do enorme déficit habitacional, que deixa milhares de cidadãos sem direito a um teto. Urge atenção, acolhida e inclusão das pessoas que, em crescente número, passam a morar nas ruas de nossas cidades, com especial atenção às realidades dos que vivem em comunidades mais pobres.

10.3. Jamais compactuar com quem faça campanha eleitoral defendendo o recurso às armas, o uso da violência, que não se compromete com os excluídos e que, diante da morte de pessoas e das graves feridas do meio ambiente, se mostra indiferente.

10.4. Não deve merecer o voto de bons cidadãos e cidadãs aqueles candidatos que só assumem compromissos “genéricos”, sem dizer o que farão concretamente e se o que prometem fazer é de fato atribuição sua.

10.5. Os Prefeitos e Vereadores eleitos devem priorizar a promoção do bem comum e a vida dos cidadãos, com Políticas Públicas que contribuam com ações melhores e mais eficazes no campo da saúde, da educação, da segurança, do transporte e do direito à alimentação.

11. Conhecimento dos candidatos e suas propostas é compromisso de todos nós, como cristãos e cidadãos

11.1. É fundamental conhecer a fundo as ideias que um/a candidato/a defende, assim como as Políticas Públicas que ele se propõe a apoiar e implantar, e que sejam coerentes com sua trajetória de vida.

11.2. É muito importante que as Pastorais e os Movimentos organizados na Igreja estimulem e favoreçam a participação em eventos por meio da internet, de modo a facilitar a divulgação de candidatos que atendam aos princípios aqui descritos, uma vez que, neste ano, a campanha eleitoral direta estará bastante prejudicada, devido ao necessário distanciamento social imposto pela pandemia.

11.3 Também devemos atuar na fiscalização, denunciando à Justiça Eleitoral eventuais abusos cometidos por candidatos/as e/ou partidos.

11.4. Dentro dos limites expostos, aos cristãos leigos/as candidatos em nossas comunidades e paróquias, a oportunidade de organizar e congregar grupos virtuais.

12. O necessário cuidado com as notícias fraudulentas e o mau uso das redes digitais

12.1. As últimas eleições (no Brasil e no mundo) revelam que é necessário ter um especial cuidado com o efeito nefasto do uso antiético das redes sociais digitais, uma vez que a má utilização é uma ameaça real e perigosa, na medida em que permite enganar e induzir os cidadãos, comprometendo os princípios da autêntica democracia.

12.2. Jamais compactuemos com a mentira, pois o próprio Senhor nos ensina que o diabo é o pai da mentira (Jo 8, 44) e que quem dela se serve não pode provir de Deus.

12.3.  A difusão de notícias fraudulentas (“Fake News”) exige um cuidado ainda maior, pois não é apenas nas redes sociais que elas se espalham, de modo que a imprensa exerce um papel inestimável na preservação da democracia.

12.4. Tenhamos presente que uma Agência de Notícias tem seus próprios interesses. Daí a atenção necessária de não aceitar prontamente uma informação como verdadeira, sem antes haver se informado e estudado sobre o assunto.

12.5. Jamais compartilhemos notícias espetaculosas, sensacionalistas; cabendo a cada um de nós assumir a responsabilidade de interromper a rede de mentiras e de difamação.

12.6. Desconfiemos das informações que pareçam exageradas e improváveis; busquemos sempre alternativas e compararemos uma mesma notícia em mais de uma fonte confiável, a fim de que não sejamos enganados, e assim não compactuemos semeando o que não deveríamos.

13.Participação dos cristãos leigos e leigas na Campanha Eleitoral

13.1. Os cristãos leigos e leigas de nossas comunidades ao se candidatarem para as Eleições, a fim de atuarem pelo bem comum e em favor dos mais pobres, com propostas concretas de Políticas Públicas, poderão permanecer em suas funções ministeriais e pastorais; no entanto, poderá haver complicações posteriores, caso eleitos/as.

13.2. Portanto, não são, em princípio, impedidos na continuidade de sua participação e serviços nas comunidades, o que seria contraditório ao incentivo que a Igreja faz para que cristãos leigos e leigas, entrem no mundo da política, mas deve se ter em conta as orientações da Legislação Eleitoral.

13.3. Não podem, de modo algum, fazer de seu serviço na Igreja, um espaço de propaganda eleitoral; assim como não podem portar, em funções litúrgicas e pastorais, quando for o caso, nem vestes, nem outros objetos de propaganda (virtual ou presencial).

14. A participação do Bispo, Padres, Diácono na campanha eleitoral

14.1 Tendo em consideração a nossa missão de Ministros Ordenados da Igreja, e de acordo com as determinações Canônicas, que não nos permitem envolvimento partidário, está terminantemente proibido o uso de fotos, textos e imagens do Bispo Diocesano, Padres e Diácono em material de propaganda eleitoral.

14.2. Não é permitida a propaganda eleitoral contendo publicidade partidária ou de candidatos nos eventos da Diocese, nas celebrações litúrgicas e nos locais de culto das paróquias católicas, bem como nos espaços virtuais.

15. Formação permanente, durante a Campanha Eleitoral, deverá acontecer à luz dos materiais e subsídios que nos são oferecidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ou devidamente recomendado pela Coordenação Diocesana, ajudando no processo de preparação com vistas à definição dos votos no dia da Eleição.

16. Urge melhorar e qualificar àqueles/as que ocupam lugares nas Câmaras de Vereadores e nas Prefeituras de nossas Cidades, e muito depende de todos nós, eleitores/as.

17. Sejamos guiados por estas orientações gerais aqui apresentadas, e como Bispo da Diocese de Guanhães, exorto para que todos os cristãos leigos e leigas participem ativamente no processo eleitoral.

18. Empenhemo-nos todos para que tenhamos uma sociedade mais justa e solidária, fazendo deste momento que vivemos, tempo oportuno para darmos razão de nossa esperança, no testemunho da fé e na prática da caridade.

Atenciosamente,

Guanhães, 23 de setembro de 2020

+ Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães-MG

 

Festa da Exaltação da Santa Cruz e Primeiro aniversário da presença de Dom Otacilio F. de Lacerda na Diocese de Guanhães – Dia 14 de setembro de 2020

 

A Celebração, às 19h, na catedral São Miguel em Guanhães, contou com a presença de quase todo o Clero e cristãos leigos das paróquias (30% da capacidade da ocupação da Catedral, mantendo-se o distanciamento e as regras das orientações municipais por causa da pandemia).

 

 

 

A seguir, a homilia proferida por Dom Otacilio:

“Graças a Deus, podemos chegar a muitos lugares e muitos estão celebrando através do Facebook e do Youtube esta Festa da Exaltação da Santa Cruz que, diferente da Sexta-feira santa, agora é celebrada com festa, com júbilo exatamente 40 dias passados da Transfiguração do Senhor  preanunciando o Mistério da morte de Cruz e dando gosto da sua glória  aos discípulos  para que não se escandalizassem diante do fracasso da morte na cruz ).

 A Liturgia da Igreja tem estas belezas. Hoje celebramos a vitória como o povo canta tão piedosamente: ‘Vitória , tu reinarás, ó cruz, tu nos salvarás’. Celebramos a Redenção de todos nós,  por Nosso Senhor no alto da Cruz. Como vimos na Primeira Leitura, já no AT, Deus que não se afasta de nós, falou para Moisés erguer a serpente de bronze para serem curados todos que eram picados por conta da infidelidade.

Mas nós não olhamos mais para a serpente, nós olhamos para o próprio Cristo Jesus no ápice de Seu amor.

Jesus disse a Nicodemos hoje, neste diálogo, que é preciso nascer de novo; e em João, nós escutamos um versículo mais bonito da Sagrada Escritura: ‘Deus nos deu seu filho por amor’.

Quero chamar sua atenção para o versículo 16 que fala deste amor de Deus manifestado no ápice da cruz da morte de Jesus. É preciso que o Filho do Homem seja levantado, não mais a serpente no deserto, para que todos que n’Ele crerem tenham a vida eterna (versículo 15 do cap. 3.)

Ouvimos um dos versículos mais belos da Bíblia João 3, 16.

Costumam dizer que, às vezes, os católicos não guardam muito versículo bíblico, mas este é preciso: ‘Pois Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Unigênito para que não morra todo que Nele crer, mas tenha a vida eterna’.

Enfatizei este ‘tanto’ propositalmente: Deus não nos ama pela metade, nem mais ou menos, Ele nos ama tanto, tanto que nem o Filho poupou. Abraão não precisou sacrificar Isaac, mas Deus não poupou seu próprio Filho. Tamanho amor de Deus por nós, contemplado no AT e vivenciado, testemunhado por Jesus na Nova Aliança.

Como estamos vendo neste mês da Bíblia, no livro do Deuteronômio, que é a história do amor de Deus por nós.

Celebrar a Festa da Santa Cruz é uma oportunidade de celebrar  o imenso amor de Deus por nós, mas ao mesmo tempo oportunidade para renovar no meu coração e no coração de todos o mesmo amor para com Deus .

Celebrar o imenso amor de Deus e a nossa resposta mais sincera,  mais profunda, mais comprometida de amor a Deus.

Celebrar a Festa da Exaltação da Cruz, como disse Paulo, para que nos gloriemos na cruz de Nosso Senhor,  para que vivamos a loucura da cruz , a cura da cruz. 

Ser discípulo de Jesus é viver a loucura da cruz, escândalo para os judeus, loucura para os gregos ( Primeira Carta de Paulo aos Coríntios); ‘ E todos devemos nos gloriar na Cruz de Nosso Senhor Jesus’ ( Gálatas 6,14).

 Se há algo que nós devemos gloriar sempre é da cruz de Nosso Senhor. Ele é razão do nosso viver e do nosso existir.

Celebremos a Festa da Exaltação da Nossa Cruz, predispondo-nos a carregar com fidelidade a nossa cruz… sem reclamar, sem lamentar. É muito importante celebrarmos agradecendo a Deus os momentos difíceis que passamos; sobretudo, neste tempo de pandemia, a cruz pesou em nossos ombros, mas nós renovamos nossas forças na cruz de Nosso Senhor.

Como bispo, exorto aos sacerdotes que aqui estão e que não puderam, inclusive, estar presencialmente à Missa da Renovação do Sacramento da Ordem, faça no seu coração hoje –  ainda que não esteja previsto no Ritual da Missa de hoje -, renova no seu coração agora, padre, o seu sim a Jesus, aquele dia de sua ordenação, aquelas sagradas promessas que você fez, mas acima de tudo, como bispo, eu exorto: ame a nossa Igreja,  de modo especial esta Igreja particular de Guanhães deem o melhor de vocês, como vocês já o fazem, mas ainda é pouco.

Eu, como bispo, em um ano me doei, mas eu não tenho dúvida de que poderia ser mais. E eu quero renovar aqui o compromisso de amar mais ainda esta Diocese.

Ame mais ainda,  você, padre, a sua paróquia;  ame mais ainda os cristãos leigos de sua paróquia; ame os diversos Conselhos que estão se solidificando.

Entregue sua vida por amor, carregando com paciência, humildade, confiança e perseverança a sua cruz.

Evidentemente,  que esta renovação eu estendo aos cristãos leigos que não puderam  celebrar a Vigília Pascal para a renovação das promessas batismais…

Queridos cristãos leigos, também vocês, nos silêncio de seu coração, diga sim: eu quero carregar minha cruz com fidelidade, quero amar mais a minha Diocese e ainda mais a minha Paróquia, me doar mais ainda na Pastoral  para a qual fui chamado ou  participar ainda mais e intensamente das Missas, quando possível, seja presencial, seja  pelos meios de comunicação.

Ah, amados irmãos, amadas irmãs! Trago dois pensamentos de dois santos da Igreja para nossa Missa de hoje. Meditando, me preparando, pensando em cada um de vocês, eu falei: o que eu levo de especial, de presente para o povo de Deus, neste meu primeiro ano, nesta Diocese?

Eu quero que fiquem gravadas aquelas preciosas palavras de Santo André de Creta – bispo do Século VIII, que nós rezamos hoje na Liturgia das Horas –  apenas um trecho sobre a maravilha da cruz de Nosso Senhor. Toda vez que eu leio este trecho, eu me emociono. Ali, nós temos uma cruz. Fixe seu olhar nela:

‘Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado; se não houvesse a cruz, a vida não seria cravada ao lenho com cravos; se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado, as fontes da imortalidade, o sangue e a água que lavam o mundo; não teria sido rasgado o documento do pecado; não teríamos sido declarados livres; não teríamos provado da árvore da vida; não teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno. Preciosa também é a cruz, porque ela é  Paixão e Vitória de Deus;  paixão pela morte voluntária nesta mesma paixão e vitória porque o diabo é ferido e com Ele a morte é vencida. Arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou comum à salvação de todo mundo’.  

Belíssimo texto de Santo André de Creta que mereceria ser mais conhecido e rezado por nossas comunidades, mas eu não ficaria feliz se nesta noite eu não trouxesse a palavra de uma mulher, de uma doutora da Igreja. 

Como esta mulher é importante na minha vida!  Como eu amo esta santa!  Como as mulheres nos dizem coisas preciosas! E o papa Francisco tem ressaltado de modo muito especial o protagonismo feminino. Estou falando daquelas mulheres sábias que Deus coloca  em nossas comunidades, sem as quais , pobres de nós, padres, frente às nossas paróquias… Esta mulher se chama: Santa Tereza de Jesus, Santa Tereza de Ávila, século XVI, está lá nos Santos caminhos da perfeição! Livro que, como bispo, eu recomendo a todos os padres, porque o padre  que não cultiva a espiritualidade se cansa mais fácil e para no meio do caminho, como todo cristão. E Santa Tereza é extraordinária! Ela fala agora, 2020, 14 de setembro!

‘Estou convencida de que a medida da capacidade de levar a cruz, grande ou pequena, é a do amor.  Cumpra-se em mim, Senhor, Vossa vontade de todos os modos e maneiras que Vós, Senhor meu, quiserdes;  se me quiserdes enviar sofrimentos, dai-me forças  para suportá-los e venham sem perseguições, enfermidades, desonras e mínguas, aqui estou; não afastarei o rosto ao meu Pai, nem há motivos para virar as costas. Não quero que haja falha da minha parte, depois que o vosso Filho, em meu nome, deu esta minha vontade, oferecendo a vontade de todos os homens’. 

O que me toca primeiramente são as primeiras palavras: a medida da capacidade de levar a cruz grande ou pequena é do amor. Esta (aludindo a cruz peitoral) é fácil de se levar, é até muito bonita, mas aquela cruz que não se vê, leve ou melhor, aquela cruz que não se vê, grande ou pequena, é a do amor. Quem ama não reclama.

Padre, recentemente, ouvimos sobre o suicídio de um padre;  os números apresentam 2017 e 2018 quase 20 padres se suicidaram. Querido Padre, não viva sozinho, não queira carregar sua cruz  na solidão, mas na comunhão,  junto com seus colegas padres, compartilhando, abrindo o coração.  Não se tranquem!  Não se isolem porque senão o peso da cruz se torna insuportável. Isto vale também para os fiéis leigos e leigas.

Quando nos isolamos, a cruz se torna insuportável, juntos ela fica mais leve, mais suportável e se lembrem sempre: se a cruz estiver pesada, vier sofrimento, não blasfemem, não reclamem, não desanimem, não desistam.

Como disse Santa Tereza:  peça forças, para suportar. Glorifico a Deus pelo ano que passou. Graças a Deus, nos momentos que a cruz pesou sobre meu ombro de bispo, não me faltou uma Igreja orante, na Comunhão, no trabalho.

Sozinho eu não dou conta, mas com a Igreja, com todos, a cruz ficou bem mais suportável e olhemos para a frente: temos Conselhos a solidificar, Estatutos a aprovar, muito a melhorar, muito, com certeza, formações e tantas outras coisas, mas nada vai dar certo se o amor não crescer em nosso coração.

Muito, muito temos pela frente. Escrevi apenas o primeiro capítulo com vocês. Continuemos a escrever uma bonita e memorável história de amor. 

É preciso evangelizar, fortalecer os Pilares da Evangelização. Que venha a Assembleia Diocesana no Tempo de Deus, para que o Pilar da Palavra, para que o Pilar do Pão da Eucaristia, para que o Pilar da Caridade, para que o Pilar da Ação Missionário não fiquem só no Documento azul da CNBB, mas que esteja no coração de cada um, no sangue que corre em nossas veias.

Palavra, Pão, Caridade e Missão! Eis a razão da nossa caminhada, as luzes que nos iluminam em meio a esta escuridão.

A pandemia está aí e nos desafiou. Vamos devagarzinho e vencendo para dias melhores, juntos, sempre juntos e jamais sozinhos, carregando solidariamente a cruz de cada dia que aponta para o alto, para o Pai e para baixo,  desceu à mansão dos mortos, que aponta a horizontalidade, o Espírito Santo que conduz a história: Pai, Filho e o Espírito Santo.

Quando você fizer o sinal da cruz, na próxima vez, lembre-se: Pai Nosso que estais no céu, lembre-se do despojamento da ‘kenosis’, do movimento ‘kenótico’ de Jesus, desceu à mansão dos mortos, mas não se esqueça de que é o Espírito Santo que conduz a história e que conduz a Igreja! Amém! Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!”

Ao final da Celebração, Pe José Geraldo proferiu uma mensagem a Dom Otacilio:

Dom Otacilio, em nome da Pastoral Presbiteral e com alegria, que queremos homenageá-lo e rendermos graças ao nosso bom Deus, pelo um ano do seu Ministério em nossa Diocese de Guanhães.

Há mais de um ano rezávamos pedindo a Deus que nos ajudasse a continuar a nossa história rumo a novos horizontes.

Aos poucos, com o seu jeito , o senhor vem nos cativando. Homem de fé, com profunda espiritualidade; faz poemas com os momentos difíceis da vida. Este é o nosso pastor!

Conte conosco, seus colaboradores na missão em que foi confiada nesta Igreja particular que necessita muito do senhor e do zelo de pastor.

Que Maria Santíssima, Mãe das Vocações e São Miguel Arcanjo intercedam junto ao Deus Pai copiosas bênçãos  sobre o seu Ministério! Parabéns!

Dom Otacilio encerrou dizendo : 

Agradeço as palavras carinhosas de Pe José Geraldo e quero retribuir virtualmente, abraçando quem está em casa e quero que cada  padre se sinta abraçado, que pelo protocolo não podemos fazê-lo, mas o desejo do abraço é mais forte  que o próprio abraço!

Padres, fiéis cristãos leigos e leigas, religiosas, seminaristas ; todo povo de Deus presente ou em suas casas, na Diocese ou em outros lugares sintam-se abraçados e, carreguemos as nossas cruzes! Se vierem os sofrimentos, peçamos coragem e forças! Sigamos em frente!

     

Revisão: Mariza Pimenta 

Fotos: Eliana Alvarenga.

AÇÃO DA IGREJA NA ESCOLA PÚBLICA: “PARA EDUCAR UMA CRIANÇA É NECESSÁRIA UMA ALDEIA INTEIRA”

Entre os dias 11 e 12 de setembro ocorreu o XX Encontro Nacional da Pastoral da Educação. O evento foi realizado on-line, com transmissão pelo YouTube, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação, promoveu com educadores de todo o país um debate sobre a ação da Igreja na escola pública.

Neste tempo de pandemia, milhares de estudantes enfrentam dificuldades para realizar os estudos na educação básica. Muitos Estados construíram estratégias, a partir do ensino remoto, para garantir que os índices de evasão não se intensifiquem e o direito à aprendizagem não seja negado aos estudantes brasileiros. Mas isso não é suficiente. A pandemia acentuou as desigualdades educacionais no país. Há alunos que avistaram o percurso educativo sendo interrompido por falta de recursos educacionais e tecnológicos que viabilizem o acesso ao conhecimento escolar.

O Anuário Brasileiro da Educação Básica aponta que, desde 2012, o número de jovens que concluem o Ensino Médio tem crescido, mas o país ainda não atingiu a meta de 85% prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Em 2019, 71,1% dos jovens estavam matriculados na última etapa da educação básica. Mas as desigualdades relativas à raça/cor, renda e localidade os empurram para fora das unidades de ensino antes de concluírem os estudos. Os dados confirmam que 674,8 mil estão fora da escola. A realidade mostra que a pandemia fez esse número crescer de forma linear.

Como a Igreja pode se fazer presente nesse cenário? Há muitos cristãos leigos presentes na escola pública. Muitos profissionais da educação atuam, inclusive, na ação pastoral católica. Iniciar um diálogo com os educadores sobre o cotidiano escolar já seria um passo importante; ouvir as dificuldades enfrentadas pelos estudantes para concluírem a educação básica, o passo seguinte. Assim, outras questões apareceriam no contexto da vida eclesial e da comunidade escolar. O XX Encontro Nacional da Pastoral da Educação reacende o debate sobre o valor da escola pública e a luta por uma educação de qualidade social.

Está na hora de iniciar uma conversação sobre a valorização dos professores, violência na escola, ausência da família no processo educativo, a precariedade das estruturas físicas escolares, os cortes de verbas na educação, a estagnação das metas do PNE, a reforma do Ensino Médio etc. Ver a Igreja tomando uma iniciativa assim é um sinal muito positivo. E é o Papa Francisco quem, ao convocar nações, igrejas, religiões, governos, desperta a Igreja para compreender a educação como um bem comum e um direito universal.

Luís Carlos Pinto

Professor de educação básica

Comissão para a Ação Social Transformadora do Leste 2 divulga mensagem sobre o 26º Grito dos Excluídos

A Comissão para a Ação Social Transformadora do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da CNBB,por meio do bispo referencial, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, divulgou nesta sexta-feira, 04 de setembro, uma mensagem sobre o 26º Gritos dos Excluídos celebrado neste 07 de setembro por entidades e movimentos populares do Brasil.

Neste ano o Grito dos Excluídos tem como tema “Vida em Primeiro Lugar” e lema “Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos TERRA, TRABALHO, TETO e PARTICIPAÇÃO!”.

Leia a mensagem da Comissão para a Ação Social Transformadora sobre o 26º Grito dos Excluídos:

“Vida em primeiro lugar”

“Abre a tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11)

O Grito dos excluídos e excluídas tem sua origem na Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema foi: “Eras Tu, Senhor”.

Esta exclamação é o espanto daqueles que na hora do juízo final não atenderam à advertência de Jesus sobre o cuidado com o outro, ao afirmar que tudo o que fizermos de bom ou de mal aos irmãos, por mais insignificante que seja, é a Ele que o fazemos (cf Mt 25).

Celebra-se o Grito no dia sete de setembro, com o objetivo de dar vez e voz aos excluídos e excluídas, que ainda não foram incluídos no processo de independência de nossa Pátria, iniciado com o Grito do Ipiranga, a fim de que todos tenham vida plena.

O 26º Grito traz como Tema: Vida em primeiro lugar! Lema: Basta de miséria, preconceito e repressão. Queremos trabalho, terra, teto e participação!

O Grito em sintonia com a 6ª Semana Social Brasileira, a Campanha da Fraternidade, o Mês da Bíblia, as Pastorais Sociais, os Movimentos Populares e com todas as pessoas, grupos e movimentos que lutam por uma sociedade politicamente democrática, economicamente justa, ecologicamente sustentável e culturalmente plural.

As Pastorais Sociais do Regional Leste 2 com o olhar para a nossa Pátria, unem-se ao Cristo crucificado e Ressuscitado presente em tantos irmãos e irmãs desta nação brasileira e fazem ecoar em nossos corações e no coração de nosso Deus os clamores que sobem deste chão banhado por tanto sangue e tantas lágrimas inocentes.

A Deus elevamos nossa súplica:

“Senhor, fazei-nos instrumentos do resgate dos excluídos e excluídas de nossa sociedade, a fim de que sejamos uma Pátria livre, democrática e soberana sem preconceito e repressão!

Onde houver a política de morte que promove a violência, a propagação das armas de fogo e realização de despejos dos sem-terra e dos sem-teto de suas ocupações urbanas e rurais, mesmo em tempo de pandemia, que persegue as populações em situação de rua e exclui as populações encarceradas, que tenhamos a coragem de denunciar tais políticos e seus mandatários promovendo a resistência e uma nova política comprometida com a vida e não com o capital.

Onde houver corrupção, impunidade, machismo, racismo, extermínio da juventude negra, feminicídio, criminalização dos movimentos populares, política de extermínio dos povos indígenas e quilombolas, apropriação de seus territórios, que tenhamos sabedoria e discernimento para apoiar e promover iniciativas do sociedade civil de enfrentamento destas forças de morte e promover o diálogo, o encontro, a ética e a cultura da vida e da paz.

Onde houver empresas extrativistas e mineradoras que, com sua fúria enlouquecida pelo acúmulo de capital, acabam com nossas águas, nosso solo e extraem à exaustão nossos minérios, destruindo nosso meio ambiente, ecossistema e a criação divina, que sejamos solidários às comunidades impactadas e promovamos uma nova lei, uma nova justiça e uma nova economia que respeite a natureza, as gerações presentes e futuras, sinais de uma ecologia integral..

Onde houver dominação dos meios de comunicação social, que disseminam a mentira e o ódio provocando a divisão e a violência, que divulguemos a verdade, promovamos a cidadania e a participação popular.

Ó Mestre, fazei que procuremos sempre colocar a vida em primeiro lugar, a ética na política, lutar contra o autoritarismo, o “fascismo”, a busca de privilégio, o enriquecimento ilícito, a violência e cultura de morte.

Ó Mestre, sobretudo neste tempo de pandemia, todas as Pastorais e, de modo mais intenso, as Pastorais Sociais procurem unir os movimentos populares, os grupos religiosos e políticos comprometidos com a vida, promovendo, junto às dioceses, paróquias e comunidades em momentos celebrativos e reflexão, dando voz ao povo no dia da nossa independência, denunciando seus clamores e anunciando suas esperanças, acompanhado de nossos louvores.

Ó Mestre, ensinai-nos a vencer todas as formas de pandemias com seus vírus, com atitudes de doação, serviço e solidariedade, promovendo e garantido os direitos humanos e civis para todos, sobretudo, os excluídos, na construção da verdadeira independência, na promoção da vida democrática de uma nação, sinal e começo do vosso Reino, onde todos tenham trabalho, terra e teto, com vida, dignidade e participação.

Sob o olhar materno e cuidadoso de nossa mãe Aparecida, rogamos as bênçãos dos céus sobre nossa Pátria brasileira que tanto amamos. Amém”.

Guanhães – MG, 4 de setembro de 2020.

Dom Otacílio Ferreira Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães
Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Rodrigo Pires Vieira
Secretário Executivo da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Retorno às Missas com participação presencial parcial – Paróquia São Miguel e Almas/ Guanhães

Devido à pandemia chamada Covid-19 causada pelo vírus Corona Vírus e pelas orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), recomendou-se o distanciamento social, com fechamento de escolas, mercados, cancelamentos de eventos, estímulo ao teletrabalho, evitando-se aglomerações de pessoas. Assim sendo, A CNBB  recomendou às Comunidades paroquiais e diocesanas fecharem suas portas para as celebrações, reuniões , encontros de formação. Na Diocese de Guanhães, após Comunicado do sr bispo Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, todas as atividades que promoviam agrupamentos de pessoas foram suspensas. Reuniões, encontros de formação , orações, reflexões e Missas passaram a ser realizadas com número mínimo de pessoas e transmitidas ao vivo por emissoras de Rádios locais , Whatsapp, Messenger, Facebook e outros.  Na Catedral São Miguel , missas celebradas diariamente e transmitidas em tempo real desde o dia 20 de março/2020, presididas por Dom Otacilio; por  Pe Hermes , pároco da paróquia São Miguel e Almas e por Pe Adão Soares Sousa , pároco das paróquias Nossa Senhora Aparecida- Pito/ Guanhães e Nossa Senhora do Porto.

A partir de 30 de agosto de 2020, seguindo as decisões das autoridades municipais e as orientações do Decreto Municipal, retornaram-se as Missas com participação presencial parcial dos fiéis (30% da capacidade da Catedral), com oferta de mais horários de celebrações durante a semana; três aos domingos e uma aos sábados.

Na dia 29/08 dia que antecedeu o retorno Dom Otacilio escreveu e publicou em seu blog o seguinte texto

Depois de um longo tempo…

“As comunidades eram perseverantes na Doutrina dos Apóstolos,

na Comunhão Fraterna, na Fração do Pão e na Oração”

(At 2, 42-45).

Amanhã, retomaremos às Missas com participação presencial parcial, observando as  necessárias restrições e limitações que o momento exige, no cuidado de si e do outro.

Protocolos a serem observados se somarão às rubricas necessárias, que garantam a beleza da celebração, e também a graça de  estarmos juntos e podermos celebrar.

Não verei o sorriso e a pureza do olhar das crianças, bem como  muitos rostos com suas marcas, rugas e cabelos prateados, sinal de uma vida na graça e no temor de Deus vivido.

Não veremos todos os bancos tomados, como é praxe acontecer, mas com certeza, se considerarmos que outros tantos conosco de casa participando, não há bancos que a todos possamos acolher.

Não nos saudaremos, tão pouco nos abraçaremos, mas a alegria do reencontro falará mais alto, porque há muito não nos víamos ao redor das Mesas Salutares da Palavra e da Eucaristia.

Amanhã, veremos o brilho no olhar, e que antes parecia impossível e distante, agora, aos poucos, começa a se tornar uma doce e sonhada e tão desejada realidade.

É uma etapa a ser vivida, acolhida com amor, prudência e paciência, e que esperamos, num breve tempo transcorrido, podermos nos reencontrar, e todos juntos, na alegria e fé celebrar.

Amanhã… (Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em seu blog:   ( http://peotacilio.blogspot.com no dia 29/08/2020)

 

 

 

Paróquia Nossa Senhora da Glória acolhe Pe Derci

BENDITO É AQUELE QUE VEM EM NOME DO SENHOR!
Hoje nossa comunidade se rejubila em receber o nosso novo Pastor, ao mesmo tempo em que presta o agradecimento ao Rev. Pe José Martins, pelo seu zelo apostólico e pastoral para com essa porção do povo de Deus, da Diocese de Guanhães, presente em Divinolândia de Minas.
Querido D. Otacilio, nós, da Paróquia Nossa Senhora da Glória, elevamos louvores ao Bom Deus pela vida do senhor e de nosso novo Pastor, que será a extensão da sua presença em nosso meio.
Excelentíssimo Pai, nossa comunidade de fé foi erigida com a dignidade de Paróquia no dia 28 de março de 1891, pelo bispo de Diamantina/MG, D. João Antônio dos Santos, no pontificado de Leão XIII. Percebe-se que temos uma longa história, construída de sorrisos e de tristezas, mas com o percurso traçado com a ternura do Bom Jesus. Ele é quem sempre tem-nos assistido com Bons Pastores no decorrer da caminhada evangelizadora dessa paróquia centenária. Grande Pai, temos a consciência das limitações de cada sacerdote da nossa diocese, que é tão nova, mas tão rica em carismas. Somos-lhe gratos, Dom Otacílio, por olhar para essa porção do povo de Deus com carinho, e nos ter enviado um pastor para assistir o rebanho do Divino.
Ao Reverendíssimo Padre Derci, queremos em primeiro lugar destacar o sentido etimológico da palavra PADRE. Essa palavra deriva do latim que significa Pater, que é o mesmo que Pai quando se traduz para o português. Reverendo, “esse é o dia em que o Senhor fez para nós,” e estamos alegres, jubilosos e esperançosos com sua chegada.
“Padre Sorriso”, sua posse é no dia memorável do Martírio de João Batista, que preparou o caminho para a chegada do Messias e testemunhou o amor de Deus com fervor. A primeira leitura extraída do livro do Profeta Jeremias (Jr 1,17-19) vem nos dizer que Deus está conosco e que ele protege o seu eleito na missão. Como som de uma citara, podemos imaginar o toque suave da melodia do salmista no (Sl 70) que, em suas estrofes, nos diz que Deus é o seu apoio. Também nós queremos dizer, querido Padre, que Deus será seu apoio em toda sua caminhada. A liturgia desse 22° Domingo do tempo comum, sobretudo a primeira leitura, vem dar continuidade à leitura do profeta Jeremias, em que ele deixou-se seduzir por Deus. Assim, por meio de seu apostolado, queremos em cada Missa nos sentir seduzidos por Deus, ver Jesus na Eucaristia, ver Jesus no seu testemunho. Amado Padre, nossa comunidade de fé também tem suas feridas e anseia por seu acolhimento e carinho, por seu olhar de pastor que cuida de suas ovelhas e se compadece delas .
Por conseguinte, nossas pastorais e movimentos, bem como toda comunidade, deseja trilhar uma caminhada espiritual com seus ensinamentos os quais nos ajudem a sentir procurados pela sede de Jesus, que não é uma sede de água, mas, maior: sede de alcançar as nossas sedes, de entrar em contato com nossas feridas humanas e paroquiais. Sendo assim, se faz pertinente lembrar da carta de são Tiago, que destaca que a fé sem obras é uma fé morta, tal como nossa fome não é só de pão, nossa sede não é só de água. A sede, querida Padre, é a roda do oleiro onde Deus nos molda, é o interior das mãos amorosas de Deus buscando esperançosamente formas novas para dizer a vida; é a pele de Deus tocando o vaso que somos. Amado sacerdote, constatar com a nossa sede não é uma operação fácil, mas sem ela a vida espiritual perde aderência à nossa realidade, por isso precisamos de sua ajuda.
Obrigado pelo seu sim, padre Derci! Nossa paróquia te acolhe com amor e entusiasmo. Fazemos votos que o senhor seja muito feliz entre nós, pois a pessoa do padre no altar é a pessoa do próprio Cristo, que se reveste do Cristo para nos dar o Cristo.

Seminarista Anderson Alves
2° Ano da Configuração (Teologia)

A Palavra do Pastor
“A Deus o que é de Deus” – Homilia – XXIX Domingo do Tempo Comum do Ano A

“A Deus o que é de Deus” – Homilia – XXIX Domingo do Tempo Comum do Ano A

A Liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum (ano A) tem como tema principal a subordinação de nossa existência a...
Read More
O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada (-Homilia- XXVIII Domingo do Tempo Comum -Ano A

O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada (-Homilia- XXVIII Domingo do Tempo Comum -Ano A

O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada A Liturgia, do 28º Domingo do Tempo Comum (Ano A), apropria-se de...
Read More
A Vinha do Senhor e os frutos esperados por Deus – Homilia- XXVII Domingo Comum do Tempo A

A Vinha do Senhor e os frutos esperados por Deus – Homilia- XXVII Domingo Comum do Tempo A

  Com a Liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum (ano A), refletiremos sobre os frutos abundantes que  o Senhor...
Read More
O imperativo da conversão no trabalho da Vinha do Senhor- Homilia para o XXVI Domingo do Tempo Comum do Ano A

O imperativo da conversão no trabalho da Vinha do Senhor- Homilia para o XXVI Domingo do Tempo Comum do Ano A

  Com a Liturgia do 26.º Domingo do Tempo Comum (ano A), contemplamos um Deus que chama a todos para...
Read More
Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor – Homilia para o XXV Domingo do Tempo Comum do Ano A

Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor – Homilia para o XXV Domingo do Tempo Comum do Ano A

Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor! Com a Liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum (ano A), refletimos...
Read More
Amados e perdoados para amar e perdoar – XXIV Domingo do Tempo Comum do Ano A

Amados e perdoados para amar e perdoar – XXIV Domingo do Tempo Comum do Ano A

A Liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum (Ano A), trata do tema do perdão. Contemplamos a Face de Deus...
Read More
”  A caridade é a plenitude da Lei” – Homilia -XXIII  Domingo do Tempo Comum Ano A

” A caridade é a plenitude da Lei” – Homilia -XXIII Domingo do Tempo Comum Ano A

“A caridade é a plenitude da Lei” “O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é...
Read More
Sejamos fortalecidos no carregar da Cruz! Homilia do XXII Domingo Tempo Comum Ano A

Sejamos fortalecidos no carregar da Cruz! Homilia do XXII Domingo Tempo Comum Ano A

A Liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum (ano A) traz um convite que a muitos assusta e desaponta: “A...
Read More
O Senhor nos envia em missão – Homilia do XXI Domigo do Tempo Comum do Ano A

O Senhor nos envia em missão – Homilia do XXI Domigo do Tempo Comum do Ano A

O Senhor nos envia em missão Com a Liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre dois...
Read More
Maria nos ensina o caminho para o céu – Homilia Dominical – Assunção de Nossa Senhora

Maria nos ensina o caminho para o céu – Homilia Dominical – Assunção de Nossa Senhora

  Celebramos no dia 15 de agosto, a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, um dos dogmas da Igreja,...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo