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Publicadas as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023

A Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB) publicou, por meio da Edições CNBB, o Documento com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2019 – 2023.  A publicação integra a série Documentos da CNBB sob o nº 109. Trata-se do principal documento que o episcopado brasileiro aprovou durante a sua 57ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio.

Para o quadriênio 2019-2023, as diretrizes foram estruturadas a partir da concepção da Igreja como “Comunidade Eclesial Missionária”, apresentada com a imagem da “casa”, “construção de Deus” (1Cor 3,9). Em tudo isso, as Diretrizes – aprovadas pelos bispos do Brasil– convidam todas as comunidades de fé a abraçarem e vivenciarem a missão como escola de santidade.

Na apresentação da publicação, a presidência da CNBB ressalta que as diretrizes são o caminho encontrado para responder aos desafios do Brasil, “um país que, na segunda década deste século XXI, experimenta grandes transformações em todos os sentidos”. A introdução da publicação defende que as diretrizes constituem uma das expressões mais significativas da colegialidade e da missionariedade da Igreja no Brasil.

O Documento nº 109, de 93 páginas, é organizado em quatro capítulos. No primeiro, cujo título é o “Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo”, o texto aprofunda os desafios do contexto urbano e o papel das comunidades eclesiais missionárias neste contexto. O capítulo 2,  fala do “O olhar dos discípulos missionários” sobre os desafios presentes na cidade.

O terceiro capítulo, “A Igreja nas Casas”, apresenta a ideia de casa, entendida como “lar” para os seus habitantes, acentua as perspectivas pessoal, comunitária e social da evangelização, inserindo no espírito da Laudato Si’, a perspectiva ambiental. Essa casa é a comunidade eclesial missionária que, por sua vez, é sustentada por quatro pilares: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária. O quarto capítulo, cujo título é “A Igreja em Missão” apresenta encaminhamentos práticos de ação para cada um dos pilares.

A publicação pode ser adquirida no blog da Edições CNBB no link: www.edicoescnbb.com.br

 

Programação oficial do 232º Jubileu do Senhor Bom Jesus

Teve início hoje, em Conceição do Mato Dentro,  o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, cuja festa,  é uma das maiores festas religiosas do Brasil. Esse ano é 232º Jubileu,  como todos os anos, de 13 a 24 de junho. Iniciado oficialmente no distante ano de 1787, neste ano o Jubileu de Conceição chega a sua 232ª celebração, recebendo devotos, turistas e pessoas do Brasil inteiro.

O Jubileu este ano tem como tema: “Que o Senhor Bom Jesus, nos liberte pelo direito e pela justiça”, e tem como pregador oficial, o bispo emérito  da Diocese de Paracatu, Dom Leonardo de Miranda Pereira. Você pode acompanhar todos os dias, as celebrações oficiais do jubileu, ou seja as missas de 10h00 e 19h00 e o encerramento dia 24/06 às 18h00, pela Rádio Bom Jesus.

Segue abaixo a programação oficial do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos:

 

III DIA MUNDIAL DOS POBRES – «A esperança dos pobres jamais se frustrará»

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O III DIA MUNDIAL DOS POBRES

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(17 DE NOVEMBRO DE 2019)

 

«A esperança dos pobres jamais se frustrará»

 

1. «A esperança dos pobres jamais se frustrará» (Sal 9, 19). Estas palavras são de incrível atualidade. Expressam uma verdade profunda, que a fé consegue gravar sobretudo no coração dos mais pobres: a esperança perdida devido às injustiças, aos sofrimentos e à precariedade da vida será restabelecida.

O salmista descreve a condição do pobre e a arrogância de quem o oprime (cf. Sal 10, 1-10). Invoca o juízo de Deus, para que seja restabelecida a justiça e vencida a iniquidade (cf. Sal 10, 14-15). Parece ecoar nas suas palavras uma questão que atravessa o decurso dos séculos até aos nossos dias: como é que Deus pode tolerar esta desigualdade? Como pode permitir que o pobre seja humilhado, sem intervir em sua ajuda? Por que consente que o opressor tenha vida feliz, enquanto o seu comportamento haveria de ser condenado precisamente devido ao sofrimento do pobre?

No período da redação do Salmo, assistia-se a um grande desenvolvimento económico, que acabou também – como acontece frequentemente – por gerar fortes desequilíbrios sociais. A desigualdade gerou um grupo considerável de indigentes, cuja condição aparecia ainda mais dramática quando comparada com a riqueza alcançada por poucos privilegiados. Observando esta situação, o autor sagrado pinta um quadro realista e muito verdadeiro.

Era o tempo em que pessoas arrogantes e sem qualquer sentido de Deus espiavam os pobres para se apoderar até do pouco que tinham, reduzindo-os à escravidão. A realidade, hoje, não é muito diferente! A numerosos grupos de pessoas, a crise económica não lhes impediu um enriquecimento tanto mais anómalo quando confrontado com o número imenso de pobres que vemos pelas nossas estradas e a quem falta o necessário, acabando por vezes humilhados e explorados. Acodem à mente estas palavras do Apocalipse: «Porque dizes: “sou rico, enriqueci e nada me falta”, e não te dás conta de que és um infeliz, um miserável, um pobre, um cego, um nu?» (3, 17). Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus.

2. Também hoje devemos elencar muitas formas de novas escravidões a que estão submetidos milhões de homens, mulheres, jovens e crianças.

Todos os dias encontramos famílias obrigadas a deixar a sua terra à procura de formas de subsistência noutro lugar; órfãos que perderam os pais ou foram violentamente separados deles para uma exploração brutal; jovens em busca duma realização profissional, cujo acesso lhes é impedido por míopes políticas económicas; vítimas de tantas formas de violência, desde a prostituição à droga, e humilhadas no seu íntimo. Além disso, como esquecer os milhões de migrantes vítimas de tantos interesses ocultos, muitas vezes instrumentalizados para uso político, a quem se nega a solidariedade e a igualdade? E tantas pessoas sem abrigo marginalizadas que vagueiam pelas estradas das nossas cidades?

Quantas vezes vemos os pobres nas lixeiras a catar o descarte e o supérfluo, a fim de encontrar algo para se alimentar ou vestir! Tendo-se tornado, eles próprios, parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo. Aos pobres, frequentemente considerados parasitas da sociedade, não se lhes perdoa sequer a sua pobreza. A condenação está sempre pronta. Não se podem permitir sequer o medo ou o desânimo: simplesmente porque pobres, serão tidos por ameaçadores ou incapazes.

Drama dentro do drama, não lhes é consentido ver o fim do túnel da miséria. Chegou-se ao ponto de teorizar e realizar uma arquitetura hostil para desembaraçar-se da sua presença mesmo nas estradas, os últimos espaços de acolhimento. Vagueiam duma parte para outra da cidade, esperando obter um emprego, uma casa, um afeto… Qualquer possibilidade que eventualmente lhes seja oferecida, torna-se um vislumbre de luz; e mesmo nos lugares onde deveria haver pelo menos justiça, até lá muitas vezes se abate sobre eles violentamente a prepotência. Constrangidos durante horas infinitas sob um sol abrasador para recolher a fruta da época, são recompensados com um ordenado irrisório; não têm segurança no trabalho, nem condições humanas que lhes permitam sentir-se iguais aos outros. Para eles, não existe fundo de desemprego, liquidação nem sequer a possibilidade de adoecer.

Com vivo realismo, o salmista descreve o comportamento dos ricos que roubam os pobres: «Arma ciladas para assaltar o pobre e (…) arrasta-o na sua rede» (cf. Sal 10, 9). Para eles, é como se se tratasse duma caçada, na qual os pobres são perseguidos, presos e feitos escravos. Numa condição assim, fecha-se o coração de muitos, e leva a melhor o desejo de desaparecer. Em suma, reconhecemos uma multidão de pobres, muitas vezes tratados com retórica e suportados com fastídio. Como que se tornam invisíveis, e a sua voz já não tem força nem consistência na sociedade. Homens e mulheres cada vez mais estranhos entre as nossas casas e marginalizados entre os nossos bairros.

3. O contexto descrito pelo salmo tinge-se de tristeza, devido à injustiça, ao sofrimento e à amargura que fere os pobres. Apesar disso, dá uma bela definição do pobre: é aquele que «confia no Senhor» (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado. Na Escritura, o pobre é o homem da confiança! E o autor sagrado indica também o motivo desta confiança: ele «conhece o seu Senhor» (cf. 9, 11) e, na linguagem bíblica, este «conhecer» indica uma relação pessoal de afeto e de amor.

Encontramo-nos perante uma descrição verdadeiramente impressionante, que nunca esperaríamos. Assim faz sobressair a grandeza de Deus, quando Se encontra diante dum pobre. A sua força criadora supera toda a expetativa humana e concretiza-se na «recordação» que Ele tem daquela pessoa concreta (cf. 9, 13). É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar; por isso, vive sempre na presença daquele Deus que Se recorda dele. A sua ajuda estende-se para além da condição atual de sofrimento, a fim de delinear um caminho de libertação que transforma o coração, porque o sustenta no mais profundo do seu ser.

4. Constitui um refrão permanente da Sagrada Escritura a descrição da ação de Deus em favor dos pobres. É Aquele que «escuta», «intervém», «protege», «defende», «resgata», «salva»… Em suma, um pobre não poderá jamais encontrar Deus indiferente ou silencioso perante a sua oração. É Aquele que faz justiça e não esquece (cf. Sal 40, 18; 70, 6); mais, constitui um refúgio para o pobre e não cessa de vir em sua ajuda (cf. Sal 10, 14).

Podem-se construir muitos muros e obstruir as entradas, iludindo-se assim de sentir-se a seguro com as suas riquezas em prejuízo dos que ficam do lado de fora. Mas não será assim para sempre. O «dia do Senhor», descrito pelos profetas (cf. Am 5, 18; Is 2 – 5; Jl 1 – 3), destruirá as barreiras criadas entre países e substituirá a arrogância de poucos com a solidariedade de muitos. A condição de marginalização, em que vivem acabrunhadas milhões de pessoas, não poderá durar por muito tempo. O seu clamor aumenta e abraça a terra inteira. Como escrevia o Padre Primo Mazzolari: «O pobre é um contínuo protesto contra as nossas injustiças; o pobre é um paiol. Se lhe ateias o fogo, o mundo vai pelo ar».

5. Não é possível jamais iludir o premente apelo que a Sagrada Escritura confia aos pobres. Para onde quer que se volte o olhar, a Palavra de Deus indica que os pobres são todos aqueles que, não tendo o necessário para viver, dependem dos outros. São o oprimido, o humilde, aquele que está prostrado por terra. Mas, perante esta multidão inumerável de indigentes, Jesus não teve medo de Se identificar com cada um deles: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). Esquivar-se desta identificação equivale a ludibriar o Evangelho e diluir a revelação. O Deus que Jesus quis revelar é este: um Pai generoso, misericordioso, inexaurível na sua bondade e graça, que dá esperança sobretudo a quantos estão desiludidos e privados de futuro.

Como não assinalar que as Bem-aventuranças, com que Jesus inaugurou a pregação do Reino de Deus, começam por esta expressão: «Felizes vós, os pobres» (Lc 6, 20)? O sentido deste anúncio paradoxal é precisamente que o Reino de Deus pertence aos pobres, porque estão na condição de o receber. Encontramos tantos pobres cada dia! Às vezes parece que o transcorrer do tempo e as conquistas da civilização, em vez de diminuir o seu número, aumentam-no. Passam os séculos, e aquela Bem-aventurança evangélica apresenta-se cada vez mais paradoxal: os pobres são sempre mais pobres, e hoje são-no ainda mais. Mas, colocando no centro os pobres ao inaugurar o seu Reino, Jesus quer-nos dizer precisamente isto: Ele inaugurou, mas confiou-nos, a nós seus discípulos, a tarefa de lhe dar seguimento, com a responsabilidade de dar esperança aos pobres. Sobretudo num período como o nosso, é preciso reanimar a esperança e restabelecer a confiança. É um programa que a comunidade cristã não pode subestimar. Disso depende a credibilidade do nosso anúncio e do testemunho dos cristãos.

6. Ao aproximar-se dos pobres, a Igreja descobre que é um povo, espalhado entre muitas nações, que tem a vocação de fazer com que ninguém se sinta estrangeiro nem excluído, porque a todos envolve num caminho comum de salvação. A condição dos pobres obriga a não se afastar do Corpo do Senhor que sofre neles. Antes, pelo contrário, somos chamados a tocar a sua carne para nos comprometermos em primeira pessoa num serviço que é autêntica evangelização. A promoção, mesmo social, dos pobres não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho; pelo contrário, manifesta o realismo da fé cristã e a sua validade histórica. O amor que dá vida à fé em Jesus não permite que os seus discípulos se fechem num individualismo asfixiador, oculto nas pregas duma intimidade espiritual, sem qualquer influxo na vida social (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 183).

Recentemente, choramos a perda dum grande apóstolo dos pobres, Jean Vanier, o qual, com a sua dedicação, abriu novos caminhos à partilha promotora das pessoas marginalizadas. Jean Vanier recebeu de Deus o dom de dedicar toda a sua vida aos irmãos com deficiências profundas, que muitas vezes a sociedade tende a excluir. Foi um «santo da porta ao lado» da nossa; com o seu entusiasmo, soube reunir à sua volta muitos jovens, homens e mulheres, que, com o seu empenho diário, deram amor e devolveram o sorriso a tantas pessoas vulneráveis e frágeis, oferecendo-lhes uma verdadeira «arca» de salvação contra a marginalização e a solidão. Este seu testemunho mudou a vida de muitas pessoas e ajudou o mundo a olhar com olhos diferentes para as pessoas mais frágeis e vulneráveis. O clamor dos pobres foi ouvido e gerou uma esperança inabalável, criando sinais visíveis e palpáveis dum amor concreto, que podemos constatar até ao dia de hoje.

7. «A opção pelos últimos, por aqueles que a sociedade descarta e lança fora» (ibid., 195), é uma escolha prioritária que os discípulos de Cristo são chamados a abraçar para não trair a credibilidade da Igreja e dar uma esperança concreta a tantos indefesos. É neles que a caridade cristã encontra a sua prova real, porque quem partilha os seus sofrimentos com o amor de Cristo recebe força e dá vigor ao anúncio do Evangelho.

O compromisso dos cristãos, por ocasião deste Dia Mundial e sobretudo na vida ordinária de cada dia, não consiste apenas em iniciativas de assistência que, embora louváveis e necessárias, devem tender a aumentar em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade. «Esta atenção amiga é o início duma verdadeira preocupação» (ibid., 199) pelos pobres, buscando o seu verdadeiro bem. Não é fácil ser testemunha da esperança cristã no contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efémero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus.

A esperança comunica-se também através da consolação que se implementa acompanhando os pobres, não por alguns dias permeados de entusiasmo, mas com um compromisso que perdura no tempo. Os pobres adquirem verdadeira esperança, não quando nos veem gratificados por lhes termos concedido um pouco do nosso tempo, mas quando reconhecem no nosso sacrifício um ato de amor gratuito que não procura recompensa.

8. A tantos voluntários, a quem muitas vezes é devido o mérito de ter sido os primeiros a intuir a importância desta atenção aos pobres, peço para crescerem na sua dedicação. Queridos irmãos e irmãs, exorto-vos a procurar, em cada pobre que encontrais, aquilo de que ele tem verdadeiramente necessidade; a não vos deter na primeira necessidade material, mas a descobrir a bondade que se esconde no seu coração, tornando-vos atentos à sua cultura e modos de se exprimir, para poderdes iniciar um verdadeiro diálogo fraterno. Coloquemos de parte as divisões que provêm de visões ideológicas ou políticas, fixemos o olhar no essencial que não precisa de muitas palavras, mas dum olhar de amor e duma mão estendida. Nunca vos esqueçais que «a pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual» (ibid., 200).

Antes de tudo, os pobres precisam de Deus, do seu amor tornado visível por pessoas santas que vivem ao lado deles e que, na simplicidade da sua vida, exprimem e fazem emergir a força do amor cristão. Deus serve-se de tantos caminhos e de infinitos instrumentos para alcançar o coração das pessoas. É certo que os pobres também se aproximam de nós porque estamos a distribuir-lhes o alimento, mas aquilo de que verdadeiramente precisam ultrapassa a sopa quente ou a sanduíche que oferecemos. Os pobres precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor…

9. Por vezes, basta pouco para restabelecer a esperança: basta parar, sorrir, escutar. Durante um dia, deixemos de parte as estatísticas; os pobres não são números, que invocamos para nos vangloriar de obras e projetos. Os pobres são pessoas a quem devemos encontrar: são jovens e idosos sozinhos que se hão de convidar a entrar em casa para partilhar a refeição; homens, mulheres e crianças que esperam uma palavra amiga. Os pobres salvam-nos, porque nos permitem encontrar o rosto de Jesus Cristo.

Aos olhos do mundo, é irracional pensar que a pobreza e a indigência possam ter uma força salvífica; e, todavia, é o que ensina o Apóstolo quando diz: «Humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa. Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus» (1 Cor 1, 26-29). Com os olhos humanos, não se consegue ver esta força salvífica; mas, com os olhos da fé, é possível vê-la em ação e experimentá-la pessoalmente. No coração do Povo de Deus em caminho, palpita esta força salvífica que não exclui ninguém, e a todos envolve numa verdadeira peregrinação de conversão para reconhecer os pobres e amá-los.

10. O Senhor não abandona a quem O procura e a quantos O invocam; «não esquece o clamor dos pobres» (Sal 9, 13), porque os seus ouvidos estão atentos à sua voz. A esperança do pobre desafia as várias condições de morte, porque sabe que é particularmente amado por Deus e, assim, triunfa sobre o sofrimento e a exclusão. A sua condição de pobreza não lhe tira a dignidade que recebeu do Criador; vive na certeza de que a mesma ser-lhe-á restabelecida plenamente pelo próprio Deus. Ele não fica indiferente à sorte dos seus filhos mais frágeis; pelo contrário, observa as suas fadigas e sofrimentos, para os tomar na sua mão, e dá-lhes força e coragem (cf. Sal 10, 14). A esperança do pobre torna-se forte com a certeza de que é acolhido pelo Senhor, n’Ele encontra verdadeira justiça, fica revigorado no coração para continuar a amar (cf. Sal 10, 17).

Aos discípulos do Senhor Jesus, a condição que se lhes impõe para serem evangelizadores coerentes é semear sinais palpáveis de esperança. A todas as comunidades cristãs e a quantos sentem a exigência de levar esperança e conforto aos pobres, peço que se empenhem para que este Dia Mundial possa reforçar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade. Acompanhem-nos as palavras do profeta que anuncia um futuro diferente: «Para vós, que respeitais o meu nome, brilhará o sol de justiça, trazendo a cura nos seus raios» (Ml 3, 20).

Vaticano, na Memória litúrgica de Santo António de Lisboa, 13 de junho de 2019.

Francisco

Nota da CNBB sobre julgamento no STF a respeito da criminalização da homofobia

 

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta quarta-feira, 12 de junho, nota sobre o julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal a respeito da criminalização da homofobia. “Em diálogo com os setores da sociedade que buscam fortalecer a punição para os casos de homofobia, a Igreja pede clareza nos processos em curso no Judiciário e Legislativo”, afirma a CNBB.

E acrescenta: “a liberdade religiosa, que pressupõe o respeito aos códigos morais com raízes na fé, deve ser compatibilizada com as decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. A doutrina religiosa não semeia violência, mas, ao contrário, partilha um código de condutas que promove a defesa da vida. Informar e orientar os fiéis sobre o matrimônio, aconselhá-los em questões relacionadas à família e à conduta pessoal não pode ser considerado ofensa contra pessoa ou grupo”.

Leia a nota na íntegra:

Nota da CNBB

  1. A Igreja Católica, especialmente por sua Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, historicamente, é defensora incondicional da vida, desde a sua concepção até a morte natural. Nesse sentido, é contrária a qualquer ato de violência. Atentados contra a vida merecem a mais severa condenação por parte de toda a sociedade civil e, principalmente, das autoridades devidamente constituídas.
  2. Dedicamos a nossa atenção ao julgamento, em curso, no Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26) e do trâmite no Senado Federal do Projeto de Lei 672/2019 para alterar a Lei 7.716/1989. Nosso posicionamento é alicerçado em princípios ético morais que defendem o respeito a todos, sem distinções.
  3. O Magistério da Igreja indica o acolhimento solidário e respeitoso, evitando-se todo sinal de discriminação. Isto não significa se omitir ou negar o que ensina a sua doutrina: o matrimônio é a união entre o homem e a mulher, com a possibilidade de gerar vida. Nesse sentido, em diálogo com os setores da sociedade que buscam fortalecer a punição para os casos de homofobia, a Igreja pede clareza nos processos em curso no Judiciário e Legislativo: a liberdade religiosa, que pressupõe o respeito aos códigos morais com raízes na fé, deve ser compatibilizada com as decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. A doutrina religiosa não semeia violência, mas, ao contrário, partilha um código de condutas que promove a defesa da vida. Informar e orientar os fiéis sobre o matrimônio, aconselhá-los em questões relacionadas à família e à conduta pessoal não pode ser considerado ofensa contra pessoa ou grupo.
  4. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confia e espera que as autoridades do Judiciário e do Legislativo, cônscios de suas responsabilidades, trabalhem, de modo adequado, dedicando-se, com profundidade, a essa questão que exige também ouvir diferentes perspectivas. Um tema tão delicado e complexo exige ser tratado pelo amplo diálogo e pela reflexão de toda a sociedade. Assim, é possível contribuir para promover a harmonia social em uma sociedade que precisa superar as polarizações. Assegurar cada vez mais a integridade do cidadão, a partir do respeito fraterno que todo ser humano deve cultivar em relação a seu semelhante. Esse compromisso requer irrestrito respeito a princípios morais e religiosos intocáveis.
  5. Em espírito de comunhão e serviço, a CNBB quer colaborar para que se encontre o caminho necessário para vencer injustiças e perseguições – a violência contra o ser humano, que inclui também o desrespeito à liberdade religiosa e aos valores do Evangelho de Jesus Cristo, “caminho, verdade e vida”.

Brasília, 12 de junho de 2019.

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

 

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Mês Vocacional 2019

O mês de agosto, conforme o costume da Igreja no Brasil, é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Este ano, em específico, a temática principal está em sintonia com o 4º Congresso Vocacional do Brasil que irá ser realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP). Segundo a equipe organizadora do evento, a reflexão e o estudo do tema “Vocação e Discernimento” deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais.

Padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional explica que cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se o sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à vocação para a vida em Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação para os ministérios e serviços na comunidade. “É preciso criar em toda a comunidade esse espírito orante para as vocações para que cada vez mais nesse mês vocacional seja aproveitado os momentos litúrgicos, de orações em grupos, de orações familiares”, aponta o padre.

Instituído em 1981, pela CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral, o mês vocacional tinha como objetivo principal conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. De lá para cá, todos os anos alguma temática tem sido trabalhada. Este ano em específico, o mês vocacional estará em sintonia com a temática do 4º Congresso Vocacional do Brasil. “O mês vocacional será um mês em que eu convido a todos a levar as preces em prol do 4º Congresso Vocacional do Brasil, que será um momento muito importante para a Igreja no Brasil”, afirma padre Elias.

Cartaz

O cartaz do mês vocacional foi elaborado pelo designer gráfico e mestre em comunicação digital, padre Reinaldo Leitão, religioso rogacionista. “A intenção da proposta é, ao buscar uma identidade visual com a arte do 4º Congresso Vocacional do Brasil, celebrar este ano o mês dedicado às vocações em comunhão com os propósitos desse importante acontecimento, a se realizar em setembro próximo, na cidade de Aparecida (SP)”, explica o padre Reinaldo.

Padre Reinaldo faz, ainda, uma breve descrição do cartaz. De acordo com ele, as setas convergentes formando uma cruz remete a Jesus Cristo, autor da proposta vocacional “Vem e segue-me” (Mt 19, 21); o caminho simboliza o itinerário vocacional que as vocações devem percorrer e testemunhar; as pessoas representam as diversas vocações na Igreja e o discernimento vocacional das juventudes; e a citação bíblica é o lema do 4º Congresso Vocacional do Brasil.
“Vamos todos divulgar o cartaz do Mês Vocacional 2019 e assim nos preparar melhor para o IV Congresso Vocacional do Brasil que se aproxima”, finaliza padre Elias.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 

“Batizados e enviados:
na Igreja de Cristo em missão no mundo”.

Queridos irmãos e irmãs!

Pedi a toda uma Igreja que vive um tempo extraordinário de missão no mês de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Máxima dicção , do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). Uma clarividência profética de sua proposta apostólica confirmou-me como importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potencializar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo uma salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

O título desta mensagem – « batizados e enviados: uma missão de mundo no mundo » – é ou mesmo do Outubro Missionário. “Amanhã, em primeiro lugar, um reencontro ao sentido missionário de fé em Jesus Cristo”. Ato, que é feito individual de crianças, de Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, nasce uma vida compartilhada com muitos irmãos e irmãs. E vida divina não é um produto para vender – não faz proselitismo -, mas é o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e de graça ou partilhando (cf. Mt.10, 8), sem excluir ninguém. (Cf. 1Tm 2: 4; 3, 15; Concílio Ecumênico Vaticano II, cf. I Tim. 2: 4; 3, 15; Concílio Ecumênico Vaticano II, Dogm Const. Lumen Gentium , 48).

A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo é uma dimensão justa de todas as coisas, fazendo com que o mundo com os olhos e o coração de Deus; a esperança abre-nos aos horizontes eternos de vida divina, de que a senhora participamos; uma caridade, que antegozamos nos sacramentos e nenhum amor fraternal, impele-nos até aos confins do chão (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; Atos 1, 8; Rom10, 18). Uma igreja em saída até aos extremos confins requer conversão constante e permanente. Os santos, mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como possível e funcional, a abertura unitária misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14 -21)!

Sê homem de Deus, que proclama Deus (cf. Carta ap. Maximum illud ): este mandato toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, se sente – se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para ou amor de Deus, ninguém é tão insignificante quanto. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque o fruto do amor de Deus. Ainda que meu pai e minha mãe traíssem ou amor com a mentira, ou ódio e a infidelidade, se você subtrair o dom da vida e, desde sempre, dar destino a seus próprios filhos a própria vida divina e eterna (cf. Ef 1, 3-6).

Estabelecido é um comunicado no Batismo, que nos faz fé em Jesus Cristo, vencedor do pecado e da morte, regenera à imagem e semelhança de Deus e insere nenhum Corpo de Cristo, que se encontra na Igreja. Alcançar, neste sentido, ou Batismo é sempre necessário para salvá-los, estrangeiros ou escravos na casa do Pai. Aquilo que, no cristão, é realidade sacramental – com uma plenitude na Eucaristia -, permanece vocação e destino para todo homem e mulher na espera da conversão e da salvação. Com efeito, ou Batismo é promessa realizada do dom divino, que volta ou ser humano filho no Filho. Somos filhos dos nossos pais naturais, mas, não há Batismo, é dada uma paternidade primordial e a verdadeira maternidade:A unidade da Igreja , 4).

Assim, a nossa missão é a paternidade de Deus e a maternidade da Igreja, porque é inerente ao Batismo ou ao despacho de Jesus sem mandato. uma reconciliação do mundo (cf. Jo 20, 19-23; Mt.28, 16-20). This content incumbe a cristão, to mortire from sua dignidade pessoal and admission in the death of human life. Ou o secularismo difuso, quando se volta rejeição positiva e cultural pela paternidade ativa de Deus na nossa história, impede toda e qualquer fraternidade universal, que se manifesta no respeito mútuo pela vida de cada um. Sem o Deus de Jesus Cristo, toda a exceção pode ser infernal, voltando a qualquer petição fraterna e unidade fecunda do género humano.

O destino universal da salvação, seguida por Deus em Jesus Cristo, levou Bento XV a exigir uma superação de todo ou nacionalista e etnocêntrico de fechamento, de toda uma mistura do Evangelho com os interesses econômicos e de militares das potências coloniais. Na sua Carta Apostólica Maximum illudou que exige uma universalidade da missão da Igreja exigente ou exclusiva de uma pessoa exclusividade a uma pátria e à própria etnia. Abertura da cultura e comunidade na novidade salvífica de Jesus Cristo requer uma superação de uma indevida introversão étnica e eclesial. Também hoje, na Igreja, ele continua precisando de homens e mulheres que, em virtude de seu Batismo, respondem generosamente a sua família desde sua própria casa, de sua família, de sua pátria, de sua língua nativa, de sua Igreja local. São enviados aos gentios, ao mundo ainda não transfigurado pelos sacramentos de Jesus Cristo e por sua santa Igreja. Falando em Palavra de Deus, testemunhando ou evangelho e celebrando na vida do Espírito, chamando à conversão, batizando e oferecendo uma em diálogo com culturas e religiões dos povos que são enviados. Assimmissio ad gentes , sempre necessária na Igreja, para que seja fundamental ou permanente processo de conversão de todos os cristãos. A saída na Páscoa de Jesus, ou envio eclesial batismal, a saída geográfica e cultural de si mesmo e seu próprio lar, a terra do pecado e libertação do mal pessoal e social para a missão até os últimos confins da terra.

A coincidência providencial do Mês Missionário Extraordinário como uma celebração Sénodo Especial sobre as Igrejas na Amazónia alavanca me assinalar como uma missão, que nos foi confiada por Jesus com o seu espírito, e ainda ser atual e obrigatório também com estas terras seus habitantes. Nos últimos Pentecostes, a Igreja, a fim de que a cultura permanecesse em paz, não fosse a mesma coisa, mas sim um abraço universal da fé. Que nada fique fechado no mesmo, na autorreferencialidade da sua própria pertença étnica e religiosa. Em Páscoa de Jesus, ele rompe os limites de mundos, religiões e culturas, chamando-os a uma verdadeira voz de homem e de mulher, dando a palavra a cada vez a verdade de milho à verdade do Senhor Ressuscitado, todos.

A respeito, recorde as palavras do Papa Bento XVI no presente do Bispos Latino-Americanos na Aparecida, Brasil, em 2007, palavras que agradam ao transcrever aqui e inscrevam-se: “O que significou a aitaitao da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, ou seja, que os seus antepassados, sem ou sabre, buscaram nas suas ricas tradições religiosas. Cristo foi Salvador que esperivelmente silenciou. Também foram conquistados, com as águas do Batismo, os direitos de adoção por Deus; terned, outrossim, or Espírito Santo que fecundar como suas culturas, purificando-como e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o foram, assim como os caminhos do evangelho. (…) O Verbo de Deus, fazendo-se carne em Jesus Cristo, fez-se também história e cultura. Uma utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as como de Cristo e da Igreja universal, não é um progresso sério, mas uma regressão. Na realidade, grave uma involução para um momento histórico ancorado no passado »[Discurso na Sessão Inaugural (13 de maio de 2007), 1: Teachings III / 1 (2007), 855-856].

A Maria, nossa Mãe, confiamos uma missão da Igreja. Unida ao seu Filho, de uma encarnação, uma Virgem colocou-se no movimento, deixando-se envolver-se totalmente pela missão de Jesus; Além disso, a missão foi desenvolvida para a sua missão: colaborar como mãe da igreja para gerar novos filhos e filhas de Deus.

Ops Missionárias, que é um jornal apostólico Máxima dicudição já apresentava como instrumentos missionários. De facto, como uma rede global que apoia ou Papa no seu missão missionária, prestando o seu serviço à universalidade eclesial pela ação, alma da missão, e uma caridade dos indivíduos espalhados pelo mundo inteiro. A oferta de ajuda ou Objeto de Propagação da Fé, na formação do clero local, na educação duma consciência das crianças de todo o mundo na formação missionária da fé dos cristãos (Pontifícia União Missionária). Contribuir para a renovação do mandato missionário ao meu ministério.

Aos missionários e às missionárias e todos os que de alguma forma participam, em missão do seu Batismo, na missão da Igreja, de enviar o meu bênção.

Vaticano, na Solenidade de Pentecostes, 9 de junho de 2019.

FRANCISCO

Homilia do Papa na Missa de Pentecostes e o Regina Coeli

SOLENIDADE DO PENTECOSTES

PAPA FRANCISCO

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Praça São Pedro
Domingo, 9 de junho de 2019


 

O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações. Até à Ascensão de Jesus, aguardavam um Reino de Deus para eles (cf. At 1, 6), agora estão ansiosos por alcançar fronteiras desconhecidas. Antes, quase nunca falaram em público e muitas vezes, quando o fizeram, criaram problemas como Pedro que renegou Jesus; agora falam corajosamente a todos. Em resumo, a história dos discípulos, que parecia ter chegado ao fim, é renovada pela juventude do Espírito: aqueles jovens, que dominados pela incerteza se sentiam no fim, foram transformados por uma alegria que os fez renascer. Foi o Espírito Santo que fez isto. O Espírito não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores, mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.

Harmonia dentro do homem. Era dentro, no coração, que os discípulos precisavam de ser mudados. A sua história diz-nos que a própria visão do Ressuscitado não basta; é preciso acolhê-Lo no coração. De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo, se não se vive como ressuscitados. E é o Espírito que faz viver e ressurgir Jesus em nós, que nos ressuscita dentro. Por isso Jesus, ao encontrar os Seus, repete: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19.21) e dá o Espírito. A paz não consiste em resolver os problemas a partir de fora – Deus não tira aos Seus tribulações e perseguições –, mas em receber o Espírito Santo. Nisto consiste a paz, aquela paz dada aos Apóstolos, aquela paz que não livra dos problemas, mas, nos problemas, é oferecida a cada um de nós. É uma paz que torna o coração semelhante ao mar profundo: permanece tranquilo, mesmo quando as ondas estão revoltas à superfície. É uma harmonia tão profunda que pode até transformar as perseguições em bem-aventurança. Mas, em vez disso, quantas vezes permanecemos à superfície! Em vez de procurar o Espírito, tentamos flutuar, pensando que tudo ficará bem se certo problema passar, se não virmos mais tal pessoa, se melhorar aquela situação. Mas isto é permanecer à superfície: superado um problema, chegará outro; e a ansiedade voltará. Não é afastando-nos de quem pensa diferente de nós que ficaremos tranquilos, não é resolvendo o problema presente que estaremos em paz. O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito.

Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia esteja posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida: uma pastilha atrás doutra para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo o Espírito. É Ele que coloca ordem neste frenesi. É paz na ansiedade, confiança no desânimo, alegria na tristeza, juventude na velhice, coragem na prova. É Ele que, no meio das correntes tempestuosas da vida, mantém firme a âncora da esperança. Como nos diz hoje São Paulo, é o Espírito que nos impede de recair no medo, fazendo-nos sentir filhos amados (cf. Rm8, 15). É o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une. Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.

O Espírito Santo produz harmonia não só dentro, mas também fora, entre os homens. Faz-nos Igreja, compõe partes distintas num único edifício harmónico. Explica-o bem São Paulo que, ao falar da Igreja, repete muitas vezes a palavra «diferente»: «diferentescarismas, diferentes atividades, diferentes ministérios» (cf. 1 Cor 12, 4-6). Somos diferentes, na variedade das qualidades e dos dons. O Espírito distribui-os com criatividade, sem rebaixar nem nivelar. E, a partir desta diversidade, constrói a unidade. Assim procede desde a criação, porque é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. Ele é especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um com a sua, diversa. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é Aquele que harmoniza, que dá harmonia, e dá unidade na diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais sociedade, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Que nos regenere. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação. E do ninho à seita, o passo é curto, mesmo dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo. Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar. Podemos dizer que vivemos na cultura do adjetivo que esquece do substantivo das coisas; e também numa cultura do insulto, que é a primeira resposta para uma opinião que eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria – não o proselitismo – os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço. E tantas Igrejas fazem acções programáticas no sentido de planos de pastoral, de discussões sobre todas as coisas. Pode parecer que este seja o caminho para nos unir, porém este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele «vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado» (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa). Irmãos e irmãs, rezemos-Lhe diariamente. Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós. Dai-nos a alegria da ressurreição, a perene juventude do coração. Espírito Santo, nossa harmonia! Vós que fazeis de nós um só corpo, infundi a vossa paz na Igreja e no mundo. Espírito Santo: tornai-nos artesãos de concórdia, semeadores de bem, apóstolos de esperança.

 

REGINA COELI

Piazza San Pietro 
Domingo, 9 de junho de 2019


 

Ontem, em Cracóvia, foi realizada uma celebração de ação de graças pela confirmação do culto do beato Miguel Giedroyc, do qual participaram os bispos da Polônia e da Lituânia. Este evento encoraja os poloneses e lituanos a fortalecerem os laços no sinal de fé e veneração ao beato Miguel, que viveu em Cracóvia no século XV, um modelo de humildade e caridade evangélica.

As notícias vindas do Sudão estão causando dor e preocupação. Oramos por este povo, para que a violência cesse e o bem comum seja buscado no diálogo.

Saúdo todos vós, peregrinos da Itália e de muitas partes do mundo, que participaram nesta celebração : grupos, associações e fiéis individuais. Encorajo todos a abrirem-se com docilidade à ação do Espírito Santo, oferecendo o mundo, na variedade dos carismas, na imagem de uma fraternidade em comunhão.

Que a Santa Mãe de Deus obtenha esta graça para nós, a cuja intercessão materna nos confiamos filialmente.

Pentecostes: Presença e Ação do Espírito Santo

Com a Solenidade de Pentecostes, celebramos o nascimento da Igreja, na acolhida do Espírito Santo, para acompanhá-la, conduzi-la e assisti-la em sua missão.

O Espírito Santo é dom dado por Deus a todos que creem, comunicando vida, renovação, transformação, possibilitando o nascimento do homem novo e a formação da Comunidade Eclesial – a Igreja.

Com Sua presença, a Igreja testemunha a vida e a vitória do Ressuscitado, e nisto consiste a missão da comunidade: evangelizar, com a presença e ação do Espírito Santo, que é a fonte de todos os dons, que devem ser postos a serviço de todos e não para benefício pessoal.

Supliquemos:

Vinde, Espírito Santo, sobre a Igreja,
com o amor entranhado de um irmão mais velho.

Vinde, Espírito Santo, sobre a Igreja,
pois, ainda que indignos,
nossa alma ao receber a Vossa luz,
será elevada acima da inteligência humana,
e começaremos a ver o que antes ignorávamos.

Vinde, Espírito Santo, sobre a Igreja,
como raios de luz para iluminar também
os que se encontram nas trevas,
E assim, como ao nascer do sol,
recebam nos olhos a Sua luz,
enxergando claramente
coisas que até então não viam.

Vinde, Espírito Santo, sobre a Igreja,
para salvar, curar, ensinar,
aconselhar, fortalecer,
consolar, iluminar nossa alma
e a de todos que nos foram confiados.
Amém!

Dom Otacilio de Lacerda – Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte

Nova Presidência do Regional Leste II

Os bispos do Regional Leste 2, da CNBB, reunidos em Belo Horizonte – MG, desde a manhã desta terça-feira, 04 de maio, por ocasião da Assembleia Anual do Conselho Episcopal de Pastoral – CONSER LESTE 2, elegeram, agora, a pouco, a nova presidência para o quadriênio 2019-2023. Na eleição, escolheram Dom José Carlos, bispo de Divinópolis-MG, como Presidente; Dom Paulo Bosi, bispo de São Mateus-ES, como Vice-Presidente; e Dom Geovane Luís, bispo auxiliar de Belo Horizonte-MG, para Secretário do Regional Leste II.

Presidente: Dom José Carlos de Souza Campos – Nasceu em Itaúna (MG) em 03 de janeiro de 1968. Filho de José Pinheiro Campos e Piedade Souza Campos. Tem, atualmente, cinco irmãos, pois dois são falecidos. Cursou mestre em Teologia na Pontifícia Università Gregoriana, Roma, (2000 -2002), com a tese: Na pergunta sobre o homem, a inevitável pergunta sobre Deus. Um percurso de antropologia filosófico-teológica, na obra de Juan Alfaro. Em 2014 foi nomeado como Bispo Diocesano de Divinópolis (MG) e no ano seguinte eleito como Secretário do Regional Leste 2 (2015-2019).

Vice Presidente:  Dom Paulo Bosi Dal’Bó – Nascido em 27 de agosto de 1962, é filho de Dionísio Dal’Bó e Iolanda Claris Bosi Dal’Bó. Fez graduação em Ciências Contábeis, Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Linhares FACCL-ES (1989-1992); Capacitação Pedagógica com Especialização em Psicologia da Educação, Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, com extensão em Linhares (1992-1993); Pós-graduado em Comunicação Social – CEPAC-SP (1998-199); Especialização em Psicologia do Desenvolvimento, Centro Pastoral Santa Sé – SP (2005-2007). Colaborador de Dom José Aristeu Viera na Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, acompanhando a OSIB e PV/SAV (2015-2019). Bispo referencial da Cáritas Estadual no Sub-Regional Leste 2, Província Eclesiástica do Estado do Espírito Santo.

Secretário: Dom Geovane Luís da Silva – Nasceu em Barbacena em 21 de junho de 1971. Filho de José Sabino da Silva e Antônia Ferreira da Silva. Cursou mestrado em Teologia Dogmática com a tese: “Sacrosanctum Concilium 59: elementos de teologia sacramental” pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2003-2005); Pós-graduação em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto (MG). Em 2016 foi nomeado como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Secretário Executivo – Padre Roberto Marcelino de Oliveira foi reconduzido ao cargo de secretário executivo do Regional Leste II, para o quadriênio de 2019 a 2023.

Também, foram eleitos os  presidentes das Comissões Pastorais

Os (Arce)Bispos presentes na Assembleia Anual do CONSER Leste 2, que está sendo realizada em Belo Horizonte (MG), elegeram três presidentes de Comissões Episcopais Pastorais: Dom Vicente de Paula Ferreira para a Ação Missionária; Dom Aloisio Jorge Pena Vitral para a Ação Social Transformadora e Dom Marco Aurélio Gubiotti para a Bíblico-Catequética. Dois bispos foram reeleitos: Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro para Bens Culturais da Igreja e Dom Gil Antônio Moreira para Comunicação Social e Cultura.

Ação Missionária:

Dom Vicente de Paula Ferreira – Cursou doutorado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com estágio pós-doutoral em Teologia, na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). Na Arquidiocese de Belo Horizonte acompanha o Vicariato Episcopal para a Ação Missionária. No Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral, é o bispo referencial para o Secretariado Arquidiocesano da Vida Consagrada (Savic), Secretariado Arquidiocesano da Juventude (SAJ) e para o Serviço de Animação Vocacional (SAV). Também acompanha o Setor de Publicações da Comissão de Subsídios. Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (2017). Atuou como Bispo referencial da CEBs (2018-2019) no Regional Leste II. O Bispo esteve presente na Assembleia durante a manhã desta quarta-feira, mas teve que se ausentar por causa da visita à Brumadinho.

Ação Transformadora:

Dom Aloisio Jorge Pena Vitral – Cursou Filosofia em Sagrado Coração de Jesus, Brsuque-SC (1977-1979); Teologia, instituto Teológico de Taubaté-SP (1980-1983) e PUC Minas, Belo Horizonte-MG (1985).  Aprofundamento sobre temas de Sociologia, Comunicação, Direito e Pastoral Familiar, Escola Superior de Estudos Sociais, Brusque-SC (1977-1980)  Foi Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) entre 2006 e 2009; Bispo Diocesano de Teófilo Otoni (MG) entre 2009 e 2017, ano em que foi nomeado Bispo Diocesano de Sete Lagoas. Atuou pelo Regional Leste 2 como Bispo referencial da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, para o Ecumenismo e para o Diálogo Inter-religioso (2007-2011). Colaborador de Dom Marco Aurélio na Comissão para Ação Social Transformadora (2015-2019).

Bíblico-Catequética

Dom Marco Aurélio Gubiotti – Cursou mestrado na Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo-SP (1997-1999); Mestre em Estudos Bíblicos, Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo (2000). Foi eleito Bispo diocesano de Itabira/Cel.Fabriciano em (2013);Vice-presidente da FUNCESI, Fundação Comunitária do Ensino Superior de Itabira (2014-2017). No Regional Leste II atuou como Bispo referencial da Comissão para o serviço da Justiça, da Caridade e da Paz e na Comissão para a Ação Social Transformadora (2016-2019).

Bens Culturais da Igreja:

Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro – Cursou Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (1977-1980); Teologia, Universidade Católica de Minas Gerais (1981-1985). Letras (Português), Universidade Federal de Minas Gerais (1978-1981). Foi Bispo diocesano de Tocantinópolis (TO) entre 2001 e 2007. Acompanhante da Catequese no Sub-regional Tocantins (2002-2007). Em 2007 foi nomeado Bispo Diocesano de Oliveira. Atuou como Bispo referencial do Ensino Religioso Escolar e da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso (2007-2011); Presidente da Comissão de Bens Culturais da Igreja do Regional Leste 2 (2015-2019).

Comunicação Social e Cultura:

Dom Gil Antônio Moreira – Cursou mestrado em História da Igreja, Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma/Itália. Letras, Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras, Divinópolis-MG; Parapsicologia – CLAP, Formadores de Seminários Maiores, Viamão-RS; Especialização em formação de Presbíteros, Toluca/México. Foi Bispo Auxiliar de São Paulo (1999-2004); Bispo Diocesano de Jundiaí-SP (2004-2009). Foi membro da Comissão de Cultura, presidente da Comissão Regional em Defesa da Vida e responsável pela Comissão Regional dos Bens Culturais da Igreja; ex-suplente para o Conselho Permanente pelo Regional Sul 1 (São Paulo). Membro da Congregação para a Educação Católica (2007); Assistente Espiritual Nacional do Terço dos Homens, bispo referencial indicado pela CNBB. No Regional Leste 2, atuou como Presidente da Comissão de Bens Culturais da Igreja (2012-2015); Vice-Presidente da Comissão de Bens Culturais da Igreja (2015-2019); Bispo referencial da Comissão para a Comunicação e Cultura (2015-2019).  O Bispo não pode participar da assembleia, pois não estava se sentindo bem fisicamente.

Fonte: Regional Leste II

As mudas de plantas nativas entregues ao final da IV Romaria das Águas e da Terra

“Ao final da Celebração Eucarística da 4ª Romaria, foram distribuídas mais de 300 mudas de plantas nativas, cada uma também com o nome de um/a dos/as mártires dos crimes/tragédias das mineradoras/Estado e levadas pelas romeiras e romeiros para serem plantadas e cuidadas. Isso é sinal de que a luta conjunta de todas as forças vivas da sociedade vencerão  a máquina de guerra devastadora…”

Algumas mudas foram trazidas para a Diocese de Guanhães e duas delas foram plantadas no Espaço PUC onde são realizados encontros diocesanos variados.

Outra muda foi levada e  plantada no jardim da comunidade de Araras da paróquia de São Pedro do Suaçuí/MG.

Uma outra mudinha foi plantada em frente a Igreja matriz da paróquia Nossa Senhora Aparecida / Pito Guanhães.

 

 

 

 

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