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Festa da Exaltação da Santa Cruz e Primeiro aniversário da presença de Dom Otacilio F. de Lacerda na Diocese de Guanhães – Dia 14 de setembro de 2020

 

A Celebração, às 19h, na catedral São Miguel em Guanhães, contou com a presença de quase todo o Clero e cristãos leigos das paróquias (30% da capacidade da ocupação da Catedral, mantendo-se o distanciamento e as regras das orientações municipais por causa da pandemia).

 

 

 

A seguir, a homilia proferida por Dom Otacilio:

“Graças a Deus, podemos chegar a muitos lugares e muitos estão celebrando através do Facebook e do Youtube esta Festa da Exaltação da Santa Cruz que, diferente da Sexta-feira santa, agora é celebrada com festa, com júbilo exatamente 40 dias passados da Transfiguração do Senhor  preanunciando o Mistério da morte de Cruz e dando gosto da sua glória  aos discípulos  para que não se escandalizassem diante do fracasso da morte na cruz ).

 A Liturgia da Igreja tem estas belezas. Hoje celebramos a vitória como o povo canta tão piedosamente: ‘Vitória , tu reinarás, ó cruz, tu nos salvarás’. Celebramos a Redenção de todos nós,  por Nosso Senhor no alto da Cruz. Como vimos na Primeira Leitura, já no AT, Deus que não se afasta de nós, falou para Moisés erguer a serpente de bronze para serem curados todos que eram picados por conta da infidelidade.

Mas nós não olhamos mais para a serpente, nós olhamos para o próprio Cristo Jesus no ápice de Seu amor.

Jesus disse a Nicodemos hoje, neste diálogo, que é preciso nascer de novo; e em João, nós escutamos um versículo mais bonito da Sagrada Escritura: ‘Deus nos deu seu filho por amor’.

Quero chamar sua atenção para o versículo 16 que fala deste amor de Deus manifestado no ápice da cruz da morte de Jesus. É preciso que o Filho do Homem seja levantado, não mais a serpente no deserto, para que todos que n’Ele crerem tenham a vida eterna (versículo 15 do cap. 3.)

Ouvimos um dos versículos mais belos da Bíblia João 3, 16.

Costumam dizer que, às vezes, os católicos não guardam muito versículo bíblico, mas este é preciso: ‘Pois Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Unigênito para que não morra todo que Nele crer, mas tenha a vida eterna’.

Enfatizei este ‘tanto’ propositalmente: Deus não nos ama pela metade, nem mais ou menos, Ele nos ama tanto, tanto que nem o Filho poupou. Abraão não precisou sacrificar Isaac, mas Deus não poupou seu próprio Filho. Tamanho amor de Deus por nós, contemplado no AT e vivenciado, testemunhado por Jesus na Nova Aliança.

Como estamos vendo neste mês da Bíblia, no livro do Deuteronômio, que é a história do amor de Deus por nós.

Celebrar a Festa da Santa Cruz é uma oportunidade de celebrar  o imenso amor de Deus por nós, mas ao mesmo tempo oportunidade para renovar no meu coração e no coração de todos o mesmo amor para com Deus .

Celebrar o imenso amor de Deus e a nossa resposta mais sincera,  mais profunda, mais comprometida de amor a Deus.

Celebrar a Festa da Exaltação da Cruz, como disse Paulo, para que nos gloriemos na cruz de Nosso Senhor,  para que vivamos a loucura da cruz , a cura da cruz. 

Ser discípulo de Jesus é viver a loucura da cruz, escândalo para os judeus, loucura para os gregos ( Primeira Carta de Paulo aos Coríntios); ‘ E todos devemos nos gloriar na Cruz de Nosso Senhor Jesus’ ( Gálatas 6,14).

 Se há algo que nós devemos gloriar sempre é da cruz de Nosso Senhor. Ele é razão do nosso viver e do nosso existir.

Celebremos a Festa da Exaltação da Nossa Cruz, predispondo-nos a carregar com fidelidade a nossa cruz… sem reclamar, sem lamentar. É muito importante celebrarmos agradecendo a Deus os momentos difíceis que passamos; sobretudo, neste tempo de pandemia, a cruz pesou em nossos ombros, mas nós renovamos nossas forças na cruz de Nosso Senhor.

Como bispo, exorto aos sacerdotes que aqui estão e que não puderam, inclusive, estar presencialmente à Missa da Renovação do Sacramento da Ordem, faça no seu coração hoje –  ainda que não esteja previsto no Ritual da Missa de hoje -, renova no seu coração agora, padre, o seu sim a Jesus, aquele dia de sua ordenação, aquelas sagradas promessas que você fez, mas acima de tudo, como bispo, eu exorto: ame a nossa Igreja,  de modo especial esta Igreja particular de Guanhães deem o melhor de vocês, como vocês já o fazem, mas ainda é pouco.

Eu, como bispo, em um ano me doei, mas eu não tenho dúvida de que poderia ser mais. E eu quero renovar aqui o compromisso de amar mais ainda esta Diocese.

Ame mais ainda,  você, padre, a sua paróquia;  ame mais ainda os cristãos leigos de sua paróquia; ame os diversos Conselhos que estão se solidificando.

Entregue sua vida por amor, carregando com paciência, humildade, confiança e perseverança a sua cruz.

Evidentemente,  que esta renovação eu estendo aos cristãos leigos que não puderam  celebrar a Vigília Pascal para a renovação das promessas batismais…

Queridos cristãos leigos, também vocês, nos silêncio de seu coração, diga sim: eu quero carregar minha cruz com fidelidade, quero amar mais a minha Diocese e ainda mais a minha Paróquia, me doar mais ainda na Pastoral  para a qual fui chamado ou  participar ainda mais e intensamente das Missas, quando possível, seja presencial, seja  pelos meios de comunicação.

Ah, amados irmãos, amadas irmãs! Trago dois pensamentos de dois santos da Igreja para nossa Missa de hoje. Meditando, me preparando, pensando em cada um de vocês, eu falei: o que eu levo de especial, de presente para o povo de Deus, neste meu primeiro ano, nesta Diocese?

Eu quero que fiquem gravadas aquelas preciosas palavras de Santo André de Creta – bispo do Século VIII, que nós rezamos hoje na Liturgia das Horas –  apenas um trecho sobre a maravilha da cruz de Nosso Senhor. Toda vez que eu leio este trecho, eu me emociono. Ali, nós temos uma cruz. Fixe seu olhar nela:

‘Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado; se não houvesse a cruz, a vida não seria cravada ao lenho com cravos; se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado, as fontes da imortalidade, o sangue e a água que lavam o mundo; não teria sido rasgado o documento do pecado; não teríamos sido declarados livres; não teríamos provado da árvore da vida; não teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno. Preciosa também é a cruz, porque ela é  Paixão e Vitória de Deus;  paixão pela morte voluntária nesta mesma paixão e vitória porque o diabo é ferido e com Ele a morte é vencida. Arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou comum à salvação de todo mundo’.  

Belíssimo texto de Santo André de Creta que mereceria ser mais conhecido e rezado por nossas comunidades, mas eu não ficaria feliz se nesta noite eu não trouxesse a palavra de uma mulher, de uma doutora da Igreja. 

Como esta mulher é importante na minha vida!  Como eu amo esta santa!  Como as mulheres nos dizem coisas preciosas! E o papa Francisco tem ressaltado de modo muito especial o protagonismo feminino. Estou falando daquelas mulheres sábias que Deus coloca  em nossas comunidades, sem as quais , pobres de nós, padres, frente às nossas paróquias… Esta mulher se chama: Santa Tereza de Jesus, Santa Tereza de Ávila, século XVI, está lá nos Santos caminhos da perfeição! Livro que, como bispo, eu recomendo a todos os padres, porque o padre  que não cultiva a espiritualidade se cansa mais fácil e para no meio do caminho, como todo cristão. E Santa Tereza é extraordinária! Ela fala agora, 2020, 14 de setembro!

‘Estou convencida de que a medida da capacidade de levar a cruz, grande ou pequena, é a do amor.  Cumpra-se em mim, Senhor, Vossa vontade de todos os modos e maneiras que Vós, Senhor meu, quiserdes;  se me quiserdes enviar sofrimentos, dai-me forças  para suportá-los e venham sem perseguições, enfermidades, desonras e mínguas, aqui estou; não afastarei o rosto ao meu Pai, nem há motivos para virar as costas. Não quero que haja falha da minha parte, depois que o vosso Filho, em meu nome, deu esta minha vontade, oferecendo a vontade de todos os homens’. 

O que me toca primeiramente são as primeiras palavras: a medida da capacidade de levar a cruz grande ou pequena é do amor. Esta (aludindo a cruz peitoral) é fácil de se levar, é até muito bonita, mas aquela cruz que não se vê, leve ou melhor, aquela cruz que não se vê, grande ou pequena, é a do amor. Quem ama não reclama.

Padre, recentemente, ouvimos sobre o suicídio de um padre;  os números apresentam 2017 e 2018 quase 20 padres se suicidaram. Querido Padre, não viva sozinho, não queira carregar sua cruz  na solidão, mas na comunhão,  junto com seus colegas padres, compartilhando, abrindo o coração.  Não se tranquem!  Não se isolem porque senão o peso da cruz se torna insuportável. Isto vale também para os fiéis leigos e leigas.

Quando nos isolamos, a cruz se torna insuportável, juntos ela fica mais leve, mais suportável e se lembrem sempre: se a cruz estiver pesada, vier sofrimento, não blasfemem, não reclamem, não desanimem, não desistam.

Como disse Santa Tereza:  peça forças, para suportar. Glorifico a Deus pelo ano que passou. Graças a Deus, nos momentos que a cruz pesou sobre meu ombro de bispo, não me faltou uma Igreja orante, na Comunhão, no trabalho.

Sozinho eu não dou conta, mas com a Igreja, com todos, a cruz ficou bem mais suportável e olhemos para a frente: temos Conselhos a solidificar, Estatutos a aprovar, muito a melhorar, muito, com certeza, formações e tantas outras coisas, mas nada vai dar certo se o amor não crescer em nosso coração.

Muito, muito temos pela frente. Escrevi apenas o primeiro capítulo com vocês. Continuemos a escrever uma bonita e memorável história de amor. 

É preciso evangelizar, fortalecer os Pilares da Evangelização. Que venha a Assembleia Diocesana no Tempo de Deus, para que o Pilar da Palavra, para que o Pilar do Pão da Eucaristia, para que o Pilar da Caridade, para que o Pilar da Ação Missionário não fiquem só no Documento azul da CNBB, mas que esteja no coração de cada um, no sangue que corre em nossas veias.

Palavra, Pão, Caridade e Missão! Eis a razão da nossa caminhada, as luzes que nos iluminam em meio a esta escuridão.

A pandemia está aí e nos desafiou. Vamos devagarzinho e vencendo para dias melhores, juntos, sempre juntos e jamais sozinhos, carregando solidariamente a cruz de cada dia que aponta para o alto, para o Pai e para baixo,  desceu à mansão dos mortos, que aponta a horizontalidade, o Espírito Santo que conduz a história: Pai, Filho e o Espírito Santo.

Quando você fizer o sinal da cruz, na próxima vez, lembre-se: Pai Nosso que estais no céu, lembre-se do despojamento da ‘kenosis’, do movimento ‘kenótico’ de Jesus, desceu à mansão dos mortos, mas não se esqueça de que é o Espírito Santo que conduz a história e que conduz a Igreja! Amém! Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!”

Ao final da Celebração, Pe José Geraldo proferiu uma mensagem a Dom Otacilio:

Dom Otacilio, em nome da Pastoral Presbiteral e com alegria, que queremos homenageá-lo e rendermos graças ao nosso bom Deus, pelo um ano do seu Ministério em nossa Diocese de Guanhães.

Há mais de um ano rezávamos pedindo a Deus que nos ajudasse a continuar a nossa história rumo a novos horizontes.

Aos poucos, com o seu jeito , o senhor vem nos cativando. Homem de fé, com profunda espiritualidade; faz poemas com os momentos difíceis da vida. Este é o nosso pastor!

Conte conosco, seus colaboradores na missão em que foi confiada nesta Igreja particular que necessita muito do senhor e do zelo de pastor.

Que Maria Santíssima, Mãe das Vocações e São Miguel Arcanjo intercedam junto ao Deus Pai copiosas bênçãos  sobre o seu Ministério! Parabéns!

Dom Otacilio encerrou dizendo : 

Agradeço as palavras carinhosas de Pe José Geraldo e quero retribuir virtualmente, abraçando quem está em casa e quero que cada  padre se sinta abraçado, que pelo protocolo não podemos fazê-lo, mas o desejo do abraço é mais forte  que o próprio abraço!

Padres, fiéis cristãos leigos e leigas, religiosas, seminaristas ; todo povo de Deus presente ou em suas casas, na Diocese ou em outros lugares sintam-se abraçados e, carreguemos as nossas cruzes! Se vierem os sofrimentos, peçamos coragem e forças! Sigamos em frente!

     

Revisão: Mariza Pimenta 

Fotos: Eliana Alvarenga.

AÇÃO DA IGREJA NA ESCOLA PÚBLICA: “PARA EDUCAR UMA CRIANÇA É NECESSÁRIA UMA ALDEIA INTEIRA”

Entre os dias 11 e 12 de setembro ocorreu o XX Encontro Nacional da Pastoral da Educação. O evento foi realizado on-line, com transmissão pelo YouTube, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação, promoveu com educadores de todo o país um debate sobre a ação da Igreja na escola pública.

Neste tempo de pandemia, milhares de estudantes enfrentam dificuldades para realizar os estudos na educação básica. Muitos Estados construíram estratégias, a partir do ensino remoto, para garantir que os índices de evasão não se intensifiquem e o direito à aprendizagem não seja negado aos estudantes brasileiros. Mas isso não é suficiente. A pandemia acentuou as desigualdades educacionais no país. Há alunos que avistaram o percurso educativo sendo interrompido por falta de recursos educacionais e tecnológicos que viabilizem o acesso ao conhecimento escolar.

O Anuário Brasileiro da Educação Básica aponta que, desde 2012, o número de jovens que concluem o Ensino Médio tem crescido, mas o país ainda não atingiu a meta de 85% prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Em 2019, 71,1% dos jovens estavam matriculados na última etapa da educação básica. Mas as desigualdades relativas à raça/cor, renda e localidade os empurram para fora das unidades de ensino antes de concluírem os estudos. Os dados confirmam que 674,8 mil estão fora da escola. A realidade mostra que a pandemia fez esse número crescer de forma linear.

Como a Igreja pode se fazer presente nesse cenário? Há muitos cristãos leigos presentes na escola pública. Muitos profissionais da educação atuam, inclusive, na ação pastoral católica. Iniciar um diálogo com os educadores sobre o cotidiano escolar já seria um passo importante; ouvir as dificuldades enfrentadas pelos estudantes para concluírem a educação básica, o passo seguinte. Assim, outras questões apareceriam no contexto da vida eclesial e da comunidade escolar. O XX Encontro Nacional da Pastoral da Educação reacende o debate sobre o valor da escola pública e a luta por uma educação de qualidade social.

Está na hora de iniciar uma conversação sobre a valorização dos professores, violência na escola, ausência da família no processo educativo, a precariedade das estruturas físicas escolares, os cortes de verbas na educação, a estagnação das metas do PNE, a reforma do Ensino Médio etc. Ver a Igreja tomando uma iniciativa assim é um sinal muito positivo. E é o Papa Francisco quem, ao convocar nações, igrejas, religiões, governos, desperta a Igreja para compreender a educação como um bem comum e um direito universal.

Luís Carlos Pinto

Professor de educação básica

Comissão para a Ação Social Transformadora do Leste 2 divulga mensagem sobre o 26º Grito dos Excluídos

A Comissão para a Ação Social Transformadora do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da CNBB,por meio do bispo referencial, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, divulgou nesta sexta-feira, 04 de setembro, uma mensagem sobre o 26º Gritos dos Excluídos celebrado neste 07 de setembro por entidades e movimentos populares do Brasil.

Neste ano o Grito dos Excluídos tem como tema “Vida em Primeiro Lugar” e lema “Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos TERRA, TRABALHO, TETO e PARTICIPAÇÃO!”.

Leia a mensagem da Comissão para a Ação Social Transformadora sobre o 26º Grito dos Excluídos:

“Vida em primeiro lugar”

“Abre a tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11)

O Grito dos excluídos e excluídas tem sua origem na Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema foi: “Eras Tu, Senhor”.

Esta exclamação é o espanto daqueles que na hora do juízo final não atenderam à advertência de Jesus sobre o cuidado com o outro, ao afirmar que tudo o que fizermos de bom ou de mal aos irmãos, por mais insignificante que seja, é a Ele que o fazemos (cf Mt 25).

Celebra-se o Grito no dia sete de setembro, com o objetivo de dar vez e voz aos excluídos e excluídas, que ainda não foram incluídos no processo de independência de nossa Pátria, iniciado com o Grito do Ipiranga, a fim de que todos tenham vida plena.

O 26º Grito traz como Tema: Vida em primeiro lugar! Lema: Basta de miséria, preconceito e repressão. Queremos trabalho, terra, teto e participação!

O Grito em sintonia com a 6ª Semana Social Brasileira, a Campanha da Fraternidade, o Mês da Bíblia, as Pastorais Sociais, os Movimentos Populares e com todas as pessoas, grupos e movimentos que lutam por uma sociedade politicamente democrática, economicamente justa, ecologicamente sustentável e culturalmente plural.

As Pastorais Sociais do Regional Leste 2 com o olhar para a nossa Pátria, unem-se ao Cristo crucificado e Ressuscitado presente em tantos irmãos e irmãs desta nação brasileira e fazem ecoar em nossos corações e no coração de nosso Deus os clamores que sobem deste chão banhado por tanto sangue e tantas lágrimas inocentes.

A Deus elevamos nossa súplica:

“Senhor, fazei-nos instrumentos do resgate dos excluídos e excluídas de nossa sociedade, a fim de que sejamos uma Pátria livre, democrática e soberana sem preconceito e repressão!

Onde houver a política de morte que promove a violência, a propagação das armas de fogo e realização de despejos dos sem-terra e dos sem-teto de suas ocupações urbanas e rurais, mesmo em tempo de pandemia, que persegue as populações em situação de rua e exclui as populações encarceradas, que tenhamos a coragem de denunciar tais políticos e seus mandatários promovendo a resistência e uma nova política comprometida com a vida e não com o capital.

Onde houver corrupção, impunidade, machismo, racismo, extermínio da juventude negra, feminicídio, criminalização dos movimentos populares, política de extermínio dos povos indígenas e quilombolas, apropriação de seus territórios, que tenhamos sabedoria e discernimento para apoiar e promover iniciativas do sociedade civil de enfrentamento destas forças de morte e promover o diálogo, o encontro, a ética e a cultura da vida e da paz.

Onde houver empresas extrativistas e mineradoras que, com sua fúria enlouquecida pelo acúmulo de capital, acabam com nossas águas, nosso solo e extraem à exaustão nossos minérios, destruindo nosso meio ambiente, ecossistema e a criação divina, que sejamos solidários às comunidades impactadas e promovamos uma nova lei, uma nova justiça e uma nova economia que respeite a natureza, as gerações presentes e futuras, sinais de uma ecologia integral..

Onde houver dominação dos meios de comunicação social, que disseminam a mentira e o ódio provocando a divisão e a violência, que divulguemos a verdade, promovamos a cidadania e a participação popular.

Ó Mestre, fazei que procuremos sempre colocar a vida em primeiro lugar, a ética na política, lutar contra o autoritarismo, o “fascismo”, a busca de privilégio, o enriquecimento ilícito, a violência e cultura de morte.

Ó Mestre, sobretudo neste tempo de pandemia, todas as Pastorais e, de modo mais intenso, as Pastorais Sociais procurem unir os movimentos populares, os grupos religiosos e políticos comprometidos com a vida, promovendo, junto às dioceses, paróquias e comunidades em momentos celebrativos e reflexão, dando voz ao povo no dia da nossa independência, denunciando seus clamores e anunciando suas esperanças, acompanhado de nossos louvores.

Ó Mestre, ensinai-nos a vencer todas as formas de pandemias com seus vírus, com atitudes de doação, serviço e solidariedade, promovendo e garantido os direitos humanos e civis para todos, sobretudo, os excluídos, na construção da verdadeira independência, na promoção da vida democrática de uma nação, sinal e começo do vosso Reino, onde todos tenham trabalho, terra e teto, com vida, dignidade e participação.

Sob o olhar materno e cuidadoso de nossa mãe Aparecida, rogamos as bênçãos dos céus sobre nossa Pátria brasileira que tanto amamos. Amém”.

Guanhães – MG, 4 de setembro de 2020.

Dom Otacílio Ferreira Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães
Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Rodrigo Pires Vieira
Secretário Executivo da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Retorno às Missas com participação presencial parcial – Paróquia São Miguel e Almas/ Guanhães

Devido à pandemia chamada Covid-19 causada pelo vírus Corona Vírus e pelas orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), recomendou-se o distanciamento social, com fechamento de escolas, mercados, cancelamentos de eventos, estímulo ao teletrabalho, evitando-se aglomerações de pessoas. Assim sendo, A CNBB  recomendou às Comunidades paroquiais e diocesanas fecharem suas portas para as celebrações, reuniões , encontros de formação. Na Diocese de Guanhães, após Comunicado do sr bispo Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, todas as atividades que promoviam agrupamentos de pessoas foram suspensas. Reuniões, encontros de formação , orações, reflexões e Missas passaram a ser realizadas com número mínimo de pessoas e transmitidas ao vivo por emissoras de Rádios locais , Whatsapp, Messenger, Facebook e outros.  Na Catedral São Miguel , missas celebradas diariamente e transmitidas em tempo real desde o dia 20 de março/2020, presididas por Dom Otacilio; por  Pe Hermes , pároco da paróquia São Miguel e Almas e por Pe Adão Soares Sousa , pároco das paróquias Nossa Senhora Aparecida- Pito/ Guanhães e Nossa Senhora do Porto.

A partir de 30 de agosto de 2020, seguindo as decisões das autoridades municipais e as orientações do Decreto Municipal, retornaram-se as Missas com participação presencial parcial dos fiéis (30% da capacidade da Catedral), com oferta de mais horários de celebrações durante a semana; três aos domingos e uma aos sábados.

Na dia 29/08 dia que antecedeu o retorno Dom Otacilio escreveu e publicou em seu blog o seguinte texto

Depois de um longo tempo…

“As comunidades eram perseverantes na Doutrina dos Apóstolos,

na Comunhão Fraterna, na Fração do Pão e na Oração”

(At 2, 42-45).

Amanhã, retomaremos às Missas com participação presencial parcial, observando as  necessárias restrições e limitações que o momento exige, no cuidado de si e do outro.

Protocolos a serem observados se somarão às rubricas necessárias, que garantam a beleza da celebração, e também a graça de  estarmos juntos e podermos celebrar.

Não verei o sorriso e a pureza do olhar das crianças, bem como  muitos rostos com suas marcas, rugas e cabelos prateados, sinal de uma vida na graça e no temor de Deus vivido.

Não veremos todos os bancos tomados, como é praxe acontecer, mas com certeza, se considerarmos que outros tantos conosco de casa participando, não há bancos que a todos possamos acolher.

Não nos saudaremos, tão pouco nos abraçaremos, mas a alegria do reencontro falará mais alto, porque há muito não nos víamos ao redor das Mesas Salutares da Palavra e da Eucaristia.

Amanhã, veremos o brilho no olhar, e que antes parecia impossível e distante, agora, aos poucos, começa a se tornar uma doce e sonhada e tão desejada realidade.

É uma etapa a ser vivida, acolhida com amor, prudência e paciência, e que esperamos, num breve tempo transcorrido, podermos nos reencontrar, e todos juntos, na alegria e fé celebrar.

Amanhã… (Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em seu blog:   ( http://peotacilio.blogspot.com no dia 29/08/2020)

 

 

 

Paróquia Nossa Senhora da Glória acolhe Pe Derci

BENDITO É AQUELE QUE VEM EM NOME DO SENHOR!
Hoje nossa comunidade se rejubila em receber o nosso novo Pastor, ao mesmo tempo em que presta o agradecimento ao Rev. Pe José Martins, pelo seu zelo apostólico e pastoral para com essa porção do povo de Deus, da Diocese de Guanhães, presente em Divinolândia de Minas.
Querido D. Otacilio, nós, da Paróquia Nossa Senhora da Glória, elevamos louvores ao Bom Deus pela vida do senhor e de nosso novo Pastor, que será a extensão da sua presença em nosso meio.
Excelentíssimo Pai, nossa comunidade de fé foi erigida com a dignidade de Paróquia no dia 28 de março de 1891, pelo bispo de Diamantina/MG, D. João Antônio dos Santos, no pontificado de Leão XIII. Percebe-se que temos uma longa história, construída de sorrisos e de tristezas, mas com o percurso traçado com a ternura do Bom Jesus. Ele é quem sempre tem-nos assistido com Bons Pastores no decorrer da caminhada evangelizadora dessa paróquia centenária. Grande Pai, temos a consciência das limitações de cada sacerdote da nossa diocese, que é tão nova, mas tão rica em carismas. Somos-lhe gratos, Dom Otacílio, por olhar para essa porção do povo de Deus com carinho, e nos ter enviado um pastor para assistir o rebanho do Divino.
Ao Reverendíssimo Padre Derci, queremos em primeiro lugar destacar o sentido etimológico da palavra PADRE. Essa palavra deriva do latim que significa Pater, que é o mesmo que Pai quando se traduz para o português. Reverendo, “esse é o dia em que o Senhor fez para nós,” e estamos alegres, jubilosos e esperançosos com sua chegada.
“Padre Sorriso”, sua posse é no dia memorável do Martírio de João Batista, que preparou o caminho para a chegada do Messias e testemunhou o amor de Deus com fervor. A primeira leitura extraída do livro do Profeta Jeremias (Jr 1,17-19) vem nos dizer que Deus está conosco e que ele protege o seu eleito na missão. Como som de uma citara, podemos imaginar o toque suave da melodia do salmista no (Sl 70) que, em suas estrofes, nos diz que Deus é o seu apoio. Também nós queremos dizer, querido Padre, que Deus será seu apoio em toda sua caminhada. A liturgia desse 22° Domingo do tempo comum, sobretudo a primeira leitura, vem dar continuidade à leitura do profeta Jeremias, em que ele deixou-se seduzir por Deus. Assim, por meio de seu apostolado, queremos em cada Missa nos sentir seduzidos por Deus, ver Jesus na Eucaristia, ver Jesus no seu testemunho. Amado Padre, nossa comunidade de fé também tem suas feridas e anseia por seu acolhimento e carinho, por seu olhar de pastor que cuida de suas ovelhas e se compadece delas .
Por conseguinte, nossas pastorais e movimentos, bem como toda comunidade, deseja trilhar uma caminhada espiritual com seus ensinamentos os quais nos ajudem a sentir procurados pela sede de Jesus, que não é uma sede de água, mas, maior: sede de alcançar as nossas sedes, de entrar em contato com nossas feridas humanas e paroquiais. Sendo assim, se faz pertinente lembrar da carta de são Tiago, que destaca que a fé sem obras é uma fé morta, tal como nossa fome não é só de pão, nossa sede não é só de água. A sede, querida Padre, é a roda do oleiro onde Deus nos molda, é o interior das mãos amorosas de Deus buscando esperançosamente formas novas para dizer a vida; é a pele de Deus tocando o vaso que somos. Amado sacerdote, constatar com a nossa sede não é uma operação fácil, mas sem ela a vida espiritual perde aderência à nossa realidade, por isso precisamos de sua ajuda.
Obrigado pelo seu sim, padre Derci! Nossa paróquia te acolhe com amor e entusiasmo. Fazemos votos que o senhor seja muito feliz entre nós, pois a pessoa do padre no altar é a pessoa do próprio Cristo, que se reveste do Cristo para nos dar o Cristo.

Seminarista Anderson Alves
2° Ano da Configuração (Teologia)

Orientações para o retorno das celebrações eucarísticas com presença dos fiéis na Diocese de Guanhães

Desde o final de abril algumas dioceses puderam retornar às atividades com a presença dos fiéis, mas sempre com orientações de higiene e distanciamento, de modo a evitar o contágio pelo novo coronavírus. Paralelamente, algumas Igrejas Particulares tiveram que voltar com medidas mais restritivas, por conta do aumento de casos em suas localidades.

Para o retorno às celebrações com presença dos fiéis é importante que siga as exigências previstas pelo bispo, Dom Otacilio. Confira a seguir:

Orientações para a reabertura das igrejas em tempo de pandemia

“Pois para mim viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl1,21)

Caríssimos presbíteros, agentes de pastorais e amado povo de Deus da Diocese de Guanhães.

Diante da nova realidade nesta região, frente à situação da pandemia do COVID-19, em que municípios têm flexibilizado a reabertura das igrejas para as celebrações presenciais, para uma melhor organização e comunhão de toda a Diocese, emitimos as seguintes orientações a serem seguidas para o bom funcionamento de nossas celebrações eucarísticas:

1 – Até que as autoridades competentes anunciem o contrário, seja mantida a distância mínima de dois metros entre as pessoas, ou o que for indicado pelas autoridades competentes locais;

2 Os bancos das igrejas devem ser reorganizados de forma a garantir que as pessoas se acomodem nos locais previamente indicados e mantenham o distanciamento necessário;

3 Se os assentos forem fixos no chão ou, por algum motivo, não permitirem o devido distanciamento ou retirada de alguns, usem-se fitas apropriadas para demarcação dos espaços que não poderão ser utilizados;

4 Deve ser realizado o controle do fluxo de entrada e saída das pessoas, sendo que, na hipótese de formação de filas, deve haver demarcação para se manter a distância recomendada entre as pessoas;

5 Cada igreja e\ou local de encontro deve ter álcool em gel disponível nas entradas para que as pessoas possam utilizar ao entrar e ao sair, de forma que ninguém precise tocar os recipientes com essas substâncias. Recomenda-se que se use os dispensadores acionados por pedais, abastecidos com álcool 70%;

6 É recomendável que as pessoas possam desinfetar também os seus pés ao entrarem nas igrejas. Recomenda-se que sejam adquiridos tapetes que permitam serem utilizados com soluções a base de água sanitária ou outra substância para esse fim;

7 Para o bom uso do item anterior, recomenda-se que haja pessoas nas portas para controlar as entradas e orientar aqueles que entram ou saem das celebrações;

8 Os objetos supra citados são recomendados também para os espaços dos presbitérios, sacristias, secretarias, locais dos ministérios de música, salões e outros espaços que sejam utilizados;

9 Antes, durante e depois das celebrações devem ser evitadas práticas de aproximação entre as pessoas e outras formas de contato físico, como dar ou apertar as mãos, abraços e outros, sendo totalmente proibido a formação de filas para coletas e comunhão;

10 Devem ser adotadas medidas para se evitar qualquer tipo de confraternização e agrupamentos de pessoas nas entradas e saídas dos templos;

11 Todos os fiéis, funcionários e colaboradores devem usar máscaras de tecidos recomendadas durante as celebrações;

12 As pias destinadas para a higienização das mãos devem estar abastecidas com os insumos necessários como sabonete líquido, papel toalha, álcool 70% e lixeira sem acionamento manual;

13 Intensificar a higienização dos sanitários existentes, fazendo uso de hipoclorito de sódio a 1%, ou água sanitária seguindo as instruções do rótulo para a concentração, diluição, método de aplicação e tempo de contato.

14 Caso haja cantinas e outros estabelecimentos de alimentação, os mesmos, para funcionarem, devem observar o distanciamento necessário de dois metros entre as pessoas, disponham de insumos para a higiene das mãos e adotem as demais medidas de prevenção, respeitando os pareceres das autoridades competentes;

15 Os padres e os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística devem observar a purificação das mãos, antes e depois, com muito cuidado para dar a comunhão, que deve ser dada, exclusivamente, nas mãos do fiel, sendo que o ministro vai ao comungante e não o contrário (aqueles que vão comungar permanecem no lugar). Aquele que estiver dando a comunhão deve estar com máscara;

16 O uso de instrumentos musicais e de microfones deve ser individual e todos devem ser desinfetados antes e após cada uso;

17 A coleta dos fiéis deve ser feita através de cofres fixos distribuídos ao longo dos templos para evitar deslocamentos das pessoas neste período ou, no caso dos lugares onde isso seja permitido, através de sacolas de pano com amplo cabo, evitando também que haja contato físico entre as pessoas;

18 Evite-se o uso de folhetos e outros objetos que sejam compartilhados;

19 Devem ser bloqueados os recipientes de água benta de uso coletivo;

20 Deve ser feita a desinfecção de todos os ambientes a serem utilizados ao menos uma vez por período, matutino, vespertino e noturno, bem como antes e depois das celebrações. Sejam providenciadas pessoas, devidamente preparadas, para a execução desse ofício, observando a segurança e os direitos daqueles que o fizerem. Outras orientações a este respeito poderão ser dadas posteriormente;

21 A desinfecção dos locais deve ser aumentada a depender do dimensionamento do local e do número de pessoas;

22 Devem ser bloqueados bebedouros que exigem aproximação de pessoas, sendo recomendados somente aqueles cujo acesso seja tranquilo e que tenha copos descartáveis que possam ser enchidos diretamente, sem que se toque o bocal e, de preferência, que também não se toquem os acionadores da água;

23 Todos os ambientes devem ser mantidos abertos e bem ventilados de forma natural;

24 Pode-se celebrar em qualquer igreja, desde que sejam amplas e arejadas o suficiente e que sejam observadas todas as regras de segurança exigidas pelas autoridades eclesiástica e municipais (vigilância sanitária e Comitês municipais de saúde);

25 Embora não seja obrigatório em muitos lugares, pode-se usar o medidor de temperaturas nas entradas das igrejas, tendo a temperatura como um dos critérios para se estar ali;

26 Orientar para que as pessoas abaixo de 12 anos e acima de 60 anos, bem como aquelas que estejam com sintomas de COVID-19, sintomas gripais, ou que façam parte de grupos de risco, que continuem participando das celebrações em suas casas, pelas redes sociais;

27 Organizar previamente o controle de quem participará de cada celebração, através de inscrições a partir das secretarias paroquiais, usando-se dos recursos mais eficientes, priorizado os meios virtuais ou o telefone. Evite-se o uso de papeis;

28 Que não haja acepção de pessoas quanto à contemplação daqueles que virão a participar, mas seguir fielmente a ordem de inscrição não permitindo, único e exclusivamente, aqueles/as que as normas das autoridades competentes impeçam;

29 Orientar para que haja uma rotatividade de fiéis que participem das celebrações, de forma a se observar um intervalo de tempo considerável entre uma presença e outra com o objetivo de atender número maior de pessoas num tempo mais ágil possível;

30 Oferecer um número maior de celebrações aos domingos e, também, durante as semanas, sendo que cada celebração não deve ultrapassar os sessenta minutos;

31 Quanto às carreatas e cavalgadas, recomendamos que não sejam realizadas. Para manifestações extras, como procissões e outras, sejam consideradas as exigências municipais. Que haja diálogos prévios com as autoridades competentes e apoio da polícia militar, sendo expressamente proibido que se faça sem a devida autorização.

32 Em cada Paróquia sejam observadas as regras municipais;

33 Não seja relativizada nenhuma regra de segurança;

34 Estas orientações serão exclusivamente para as celebrações de missas, ficando ainda válidas as orientações anteriores para os demais sacramentos;

35 Que haja uma intensa conscientização e preparação de todos para que estas normas sejam em prática, usando-se dos mais diversos meios de comunicação social;

36 As celebrações presenciais estarão autorizadas a partir do dia 30 de agosto, desde que estejam também autorizadas pelo município, que todos os recursos de segurança descritos aqui e exigidos pelo município sejam providenciados, que tenha sido feita uma ampla divulgação desta nota e que tenham sido preparadas as pessoas que exercerão as atividades necessárias para que tudo funcione da forma mais prudente possível;

37 Cartazes com orientações sobre as necessárias medidas de prevenção e controle ao COVID-19, bem como das regras para o funcionamento dos templos devem ser fixados em pontos estratégicos e visíveis às pessoas, preferencialmente nas entradas, banheiros, entre outros. Como dizeres para os cartazes Sugerimos:

1) Mantenham, no interior deste recinto, o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. Ocupem os locais previamente demarcados;

2) Façam uso do álcool em gel, disponível nas portas, ao entrar e ao sair para desinfetar as mãos;

3) Antes, durante e depois das celebrações evitem práticas de aproximação entre as pessoas e outras formas de contato físico, como dar ou apertar as mãos, abraços e outros;

4) Todos os fiéis, funcionários e colaboradores devem usar máscaras de tecidos recomendadas durante as celebrações;

5) Não façam filas para a coleta. Depositem-na nos cofres ou esperem em seus lugares para que seja devidamente recolhida nos bancos.

6) Não saiam dos seus lugares para a comunhão: apenas se levantem quando virem o ministro se aproximar, recebendo exclusivamente nas mãos;

7) Não é permitida a permanência de pessoas com menos de 12 anos, acima de 60 anos, com sintomas gripais ou que façam parte dos grupos de risco para o COVID-19 durante as celebrações. Deste modo pedimos que participem de suas casas pelas redes sociais.

8) Para a participação nas celebrações deve-se fazer o agendamento na secretaria paroquial pelo telefone ou pelas redes sociais e aguardar a confirmação.

A vida deve estar sempre em primeiro lugar. Colaboremos para que, mesmo em tempo de afastamento social, a Igreja seja mãe acolhedora, sem deixar faltar a responsabilidade diante do mal que afeta o mundo inteiro.

Que São Miguel arcanjo interceda ao Pai as mais copiosas bênçãos para toda a Diocese de Guanhães.

Guanhães, 15 de agosto de 2020

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães

Caminhos da 6ª Semana Social Brasileira no Regional Leste 2 da CNBB

Na última terça-feira (28), a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou seminário virtual da 6ª Semana Social Brasileira (SSB). Com a presença de 80 participantes de 19 dioceses, entre eles, representantes de 15 pastorais sociais e 43 movimentos eclesiais e sociais, a atividade marcou o início da mobilização no Regional Leste 2.

O seminário tratou do tema da 6ª SSB, “Mutirão pela Vida: por Terra, Teto e Trabalho”, tendo início com oração de dom Otacilio Lacerda, bispo referencial da Comissão para Ação Social Transformadora do Leste 2. Dom Otacílio rezou a oração “Vem, Espírito Santo Deus”, de sua autoria, e refletiu sobre a palavra do livro de Jeremias (Jr 14,17-22).

Sandra Quintela, da Rede Jubileu Sul, fez um resgate histórico sobre o caminho percorrido nas Semanas Sociais Brasileiras, refletindo sobre o tema desta edição a partir de uma análise de conjuntura, que foi complementada por padre Nelito Dornelas, assessor de formação da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Regional Leste 2.

O seminário contou com um momento de reflexão dos participantes, finalizando com a participação de frei Dotto, da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB, e de Alessandra Miranda, da secretaria nacional da Semana Social Brasileira, que apontou os próximos passos e as peças de formação e divulgação da 6° SSB.

Para Leci Nascimento, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Regional Leste 2, o encontro foi animador e motivador. “Apesar da pandemia, não desanimamos diante das várias pautas de lutas que temos e crescem todo dia em Minas Gerais e no Espírito Santo”, afirma. Ela destacou a alegria ao rever tantas pessoas comprometidas, além de ser um momento de fortalecer a fé através da ação do Espirito Santo: “Senti que a 6ª Semana vem como sinal do amor de Deus para o povo que está tão sofrido”.

Durante o seminário, a presidente do Conselho Nacional do Laicato do Regional Leste 2 destacou duas palavras: convocar e escutar. Leci apontou que é preciso convocar todas as forças vivas nos espaços de convivência, como paróquias e comunidades, para um grande mutirão pela vida e pela construção do bem viver. E ressaltou sobre a importância de escutar todas e todos, pois falar é um direito e escutar contribui para o discernimento, concluindo que é necessário continuar com a teimosia e a esperança de que um outro mundo e possível.

Dom Otacilio finalizou refletindo sobre a importância do seminário no sentido da participação e das propostas do diálogo. “Glorifico a Deus por este momento, por estes passos dados. Creio que estamos firmando nossos rumos para que seja realizada a 6ª Semana Social com vista a darmos um passo na construção do reino de Deus para que todos tenham vida e tenham vida plena”, concluiu. A atividade foi encerrada com a benção final do bispo, que também rezou a oração “Semente da Esperança”, de sua autoria.

Do site da Cáritas Brasileira / Regional Minas Gerais.

Caminhos da 6° Semana Social Brasileira no Regional Leste 2 da CNBB

 

Equipe de Articulação da CEBs da Diocese de Guanhães reúne-se através do aplicativo Google Meet.

Aconteceu na manhã d0 sábado, dia 25 de julho uma reunião da equipe de articulação diocesana das CEBs, através do aplicativo Google Meet, para momentos de espiritualidade, reflexões e estratégias de ação diante do quadro de pandemia do Covid 19.
A pauta teve momentos de oração, reflexão bíblica, estudo da carta da 5ª Romaria das águas e da Terra e da bacia do Rio Doce, análise da atual conjuntura do país e do mundo durante a pandemia, informações da última reunião on- line da Micro II das CEBs , desafios da evangelização em tempos de covid 19 e pistas de ações para o trabalho pastoral.
As propostas e encaminhamentos do grupo, após as discussões foram as seguintes:

✔️ Ampliar o estudo das questões ambientais e ações práticas em defesa do meio ambiente nos movimentos, pastorais e grupos de reflexão;

✔️ Verificar a possibilidade da realização de uma live no Facebook da Diocese, sobre a 5º Romaria das águas e da Terra e da bacia do Rio Doce para melhorar o conhecimento, envolvimento e engajamento de todos os leigos e padres diocesanos na participação das atividades em preparação a Romaria;

✔️Atuar em parceria/conjunto com a pastoral da comunicação(PASCOM) diocesana para ampliar a participação dos cristãos através dos meios de comunicação disponíveis e divulgar as atividades e,

✔️Incentivar a leitura e estudo da Cartilha da CNBB para eleições municipais com o tema: “A boa política está a serviço da vida e da paz”.

Na avaliação da equipe a reunião foi muito produtiva para os trabalhos de articulação das CEBs na diocese e de aprendizado sobre o uso da tecnologia em tempos de pandemia.
ALESSANDRO GOMES ALEXANDRE

ELIANA MARIA DE ALVARENGA GUIMARÃES

IVONE DO ROSÁRIO NASCIMENTO
MARIA ÂNGELA COELHO DE MAGALHÃES

MARIA MADALENA DOS SANTOS PIRES

NÉRIA ESTER LEITE

Alessandro Gomes Alexandre

Secretário da Equipe

 

Fotos : Alessandro e Eliana

Publicação: Eliana  Maria de Alvarenga Guimarães

Carta da 5ª Romaria das águas e da Terra da Bacia do Rio Doce

Tema: Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum

Lema: Aos pés do bom Jesus, cuidar da Mãe Terra, das Águas e da Vida

Queridos irmãos e irmãs

Nossa 5ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce está sendo celebrada neste de 15 a 19 de julho de 2020, por meio das mídias sociais.

Refletimos sobre o tema “Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum” e o lema “Aos pés do Bom Jesus, cuidar da Mãe Terra, das Águas e da Vida”.

Esta Romaria foi programada para ser celebrada no Santuário do Bom Jesus, em Conceição do Mato Dentro, Diocese de Guanhães – MG, mas devido a este tempo de quarentena que nos foi imposto, não por nossa própria vontade, mas pela dolorosa imposição da pandemia do coronavírus, que vem disseminando a covid-19 e ceifando milhares de vida, tivemos que realiza-la de forma não presencial, mas aguardando o tempo oportuno para realizá-la presencialmente no ano de 2021.

Contamos com a participação da comissão do Meio Ambiente da Arquidiocese de Mariana, Comissão da Romaria da Diocese de Guanhães e Caritas Regional Minas Gerais.

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, bispo da Diocese de Guanhães e Bispo Referencial da  Comissão Episcopal para a Ação Social Transformadora do Regional Leste 2 da CNBB, acolheu nossa Romaria e a presidência da Celebração Eucarística na Catedral de São Miguel e Almas, no dia 19 de julho, às 10horas.

Nessa 5ª Romaria celebramos também os 5 anos da Carta Encíclica do Papa Francisco Laudato Si, que é um importante documento na defesa de uma ecologia integral, do meio ambiente e no cuidado com a criação divina, na nossa Casa Comum.

Urge recordar que o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos (LS 95) e que o princípio da maximização do lucro, que tende a isolar-se de todas as outras considerações, é uma distorção conceitual da economia (LS 195).

E ainda, adverte-nos o Papa Francisco de que não podemos ser testemunhas mudas das gravíssimas desigualdades, quando se pretende obter benefícios significativos, fazendo pagar ao resto da humanidade, presente e futura, os altíssimos custos da degradação ambiental (LS 36).

Somos todos desafiados a adotar um comportamento inspirado no princípio de que formamos uma única família humana, que tudo está interligado nesta Casa Comum, e que o genuíno cuidado de nossa própria vida e de nossa relação com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros. Portanto, não podemos aceitar o custo dos danos provocados pela negligência egoísta das atividades minerárias, pois este é muitíssimo maior do que o benefício econômico que se possa obter.

Nossa Romaria quer ser o eco de tantos gritos e a expressão solidária e esperançosa de numerosas pessoas, família, comunidades e grupos étnicos que sofrem direta ou indiretamente por causa das consequências, muitas vezes negativas das atividades mineradoras.

É também um grito profético contra a extração de tantos bens minerários em nosso solo que, paradoxalmente, não tem produzido conforto e dignidade para as populações locais que permanecem pobres e o meio ambiente degradado.

Um grito de dor em reação às violências, ameaças e corrupção; um grito de tristeza e impotência pela poluição das águas, do ar e dos solos; um grito de incompreensão pela ausência de processos inclusivos e de apoio por parte das autoridades civis, locais e nacionais, que têm o dever de promover o bem comum.

Um grito de alerta contra esse modelo depredatório e desumano que parece não ter fim e que permitem a existência de mais de 700 barragens de rejeito somente em Minas Gerais, dentre as quais, 43 em alto risco de rompimento, algumas com potencial maior do que as de Mariana e Brumadinho, causadoras de danos humanos e ambientais irreversíveis como a contaminação das águas, da fauna e da flora nas Bacias do Rio Doce e São Francisco.

Queremos ser solidários aos sofrimentos e alegrias de cada pessoa e de toda criação divina (1Cor 12, 25 e Rom 8, 14), reerguendo as mãos enfraquecidas e os joelhos calejados (Hb 12,12), e também edificar uma Igreja samaritana que é capaz de ver, sentir compaixão e cuidar da vida em todas as suas dimensões.

Sejamos fortalecidos nesta Romaria da Vida pelo testemunho de tantos profetas e profetizas, de ontem e de hoje, de perto e de longe, quais discípulos missionários que doaram suas vidas no anúncio do Evangelho da Vida, na defesa dos povos e do meio ambiente.

Que sob a proteção do Senhor Bom Jesus, sejam renovadas e revigoradas nossas esperanças e nossas lutas por uma ecologia integral.

Diocese de Guanhães – MG, 19 de julho de 2010

Dom Otacilio Ferreira Lacerda

Bispo da Diocese de Guanhães – MG

Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Pe. Nelito Nonato Dornelas

Representante da Comissão do Meio Ambiente da Província Eclesiástica de Mariana

Assessoria de formação da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Rodrigo Pires Vieira

Secretário Executivo da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em https://peotacilio.blogspot.com/2020/07/carta-da-5-romaria-das-aguas-e-da-terra.html

Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce

Com o tema “Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum” e lema “Aos pés do Bom Jesus, cuidar da Mãe Terra, das Águas e da Vida”, a preparação para a 5ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce acontecerá virtualmente com tríduo nos dias 15 a 17 de julho, das 19h às 20h30, e Santa Missa presidida por dom Otacílio Ferreira, no dia 19 de julho, às 10h.

Durante a preparação para a romaria, será celebrado os 5 anos da carta Laudato Si, do papa Francisco, um importante documento em prol de uma ecologia integral e do cuidado com os bens de Deus na nossa Casa Comum.

Acompanhe e participe pelos links:

🔹 Facebook da Cáritas Minas Gerais: https://www.facebook.com/caritasmg/

🔹 Youtube da Cáritas Minas Gerais: https://bit.ly/2NxHApB

🔹 Facebook da Diocese de Guanhães: https://www.facebook.com/DioceseDeGuanhaes/

🔹 Mais informações: https://bit.ly/30ak2Nl

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