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Homilia do Papa na Benção Urbi et Orbi

Momento extraordinário de oração presidido pelo Santo Padre na praça da da Basílica de São Pedro.

Esta tarde, às 18 horas, na praça da Basílica de São Pedro, o Santo Padre Francisco presidiu um momento extraordinário de oração em tempos de pandemia com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, que se abriu com a escuta da Palavra de Deus. A imagem do Salus Populi Romani e do Crucifixo de San Marcello foram colocadas perto do portão central da Basílica do Vaticano . O Pontífice afirmou que é “diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos povos”. Francisco falou ainda da ilusão de pensar “que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente”.  No final da celebração, o Papa transmitiu a bênção “Urbi et Orbi”, com a possibilidade de receber a indulgência plenária.

Publicamos abaixo a homilia que o Santo Padre pronunciou depois de ouvir a Palavra de Deus:

«Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro… E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» (4, 38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: «Não te importas de mim». É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De facto, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de «empacotar» e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente «salvadores», incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

Com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso «eu» sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: «Convertei-vos…». «Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração» (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, «confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).

Texto original: Italiano

Fonte: http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2020/03/27/0188/00417.html#po

Benção Urbi et Orbi

A expressão latina “Urbi et Orbi” significa “à cidade [de Roma] e ao mundo”. Esse é o nome dado à bênção pronunciada pelo Papa, na sacada central da Basílica São Pedro, em três ocasiões.

Todos os anos, o rito é celebrado no dia de Natal e no dia da Páscoa, as maiores festas cristãs. Além dessas datas, a bênção é concedida no dia da eleição de um novo Papa, logo após o resultado do Conclave.

No dia 27 de março de 2020, o Santo Padre, o papa Francisco, dará uma Bênção Urbi et Orbi extraordinária, com a Praça de São Pedro vazia. Essa decisão foi tomada devido à atual pandemia de Covid -19, para permitir que as pessoas que acompanham pelos meios de comunicação possam lucrar a indulgência Plenária.

O Santo Padre dirigirá um momento de oração no átrio da Basílica de São Pedro, às 18h (horário de Roma) e 14h (horário de Brasília), depois de rezar com a Palavra de Deus e Adoração ao Santíssimo Sacramento, o Papa concederá a Bênção Urbi et Orbi extraordinária.

Presidirei um momento de oração no átrio da Basílica de São Pedro, com a Praça vazia. Desde já, convido todos a participarem espiritualmente através dos meios de comunicação. Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, ao término, darei a Bênção Urbi et Orbi à qual será unida a possibilidade de receber indulgência plenária“, afirmou o Papa.

Assim, o Pontífice também explicou: “Queremos responder à pandemia do vírus com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura. Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”. A Urbi et Orbi é uma bênção solene para conceder indulgência plenária, ou seja, o perdão dos pecados.

O Decreto da Penitenciária Apostólica explicita, entre outras, as seguintes condições para que se receba a Indulgência Plenária:

– Para obter a Indulgência plenária, os doentes de coronavírus, os que estão em quarentena, os profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar quem foi afetado pelo Covid-19, também poderão simplesmente recitar o Credo, o Pai-nosso e uma oração a Maria.

– Os outros poderão escolher entre várias opções: visitar o Santíssimo Sacramento ou a adoração eucarística ou ler as Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora, ou rezar o Terço, a Via sacra ou o Terço da Divina Misericórdia, pedindo Deus a cessação da epidemia, o alívio para os doentes e a salvação eterna daqueles a quem o Senhor chamou a si.

– A indulgência plenária também pode ser obtida pelos fiéis que, no momento de morte, não tiveram a possibilidade de receber o Sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático: neste caso, recomenda-se o uso do crucifixo ou da cruz.

Sobre a Confissão e Perdão Sacramental

Onde “os fiéis se viram na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental, recorda-se que a contrição perfeita, proveniente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, manifestada por um sincero pedido de perdão (aquilo que no momento o penitente é capaz de expressar) e acompanhada pelo votum confessionis, ou seja, pela firme resolução de recorrer, o quanto antes, à confissão sacramental, obtém o perdão dos pecados, até mesmo mortais”, conforme indicado pelo Catecismo da Igreja Católica (n° 1452).

O momento atual vivido por toda a humanidade, ameaçada por uma doença invisível e insidiosa, que há algum tempo entrou com prepotência na vida de todos”, afirma a Penitenciária, “é marcado dia após dia pelo medo angustiado, novas incertezas e sobretudo pelo sofrimento físico e moral generalizado.

E conclui: “Nunca, como neste tempo a Igreja experimenta a força da comunhão dos santos, eleva votos e orações ao seu Senhor Crucificado e Ressuscitado, em particular o Sacrifício da Santa Missa, celebrado diariamente, mesmo sem o povo, pelos sacerdotes” e como boa mãe, “a Igreja implora ao Senhor para que a humanidade se liberte desse flagelo, invocando a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Misericórdia e Saúde dos Enfermos, e de seu Esposo São José, sob cuja proteção a Igreja sempre caminha no mundo”.

O Rito da Benção

O rito é pronunciado em latim, língua oficial da Igreja. A tradução para o português é esta:

Papa: Que os Santos Apóstolos Pedro e Paulo, dos quais no poder e julgamento confiamos, intercedam por nós até o Senhor.

Todos.: Amém.

Papa: Que por meio das orações e dos méritos da Santíssima Virgem Maria, de São Miguel Arcanjo, de São João Batista, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, o Deus onipotente mostre compaixão à vós, e quando perdoados todos os vossos pecados, Jesus Cristo vos conduza à vida eterna.

Todos.: Amém.

Papa: Que o Senhor Todo Poderoso e misericordioso vos conceda indulgência, absolvição, e remissão de todos os vossos pecados, espaço para um verdadeiro e frutuoso arrependimento, mesmo o coração arrependendo-se sempre, e a benção da vida, a graça, a consolação do Espírito Santo e perseverança final nas boas obras.

Todos.: Amém.

Papa: E que a bênção de Deus Todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça sempre.

Todos.: Amém.

Autor: Padre Pedro Cunha – Sacerdote da diocese de Lorena (SP),  fundador das Aldeias de Vida, professor universitário e reitor do Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Santa Cabeça.

Transmissões das celebrações Eucarísticas na Paróquia e Catedral São Miguel

CELEBRAÇÕES DURANTE A SEMANA E FINAIS DE SEMANA!

Considerando a realidade da pandemia do Covid-19 em todo o Brasil, e que todos somos convocados a dedicar maior atenção às medidas de prevenção da doença.

Considerando o importante papel dos Presbíteros, Religiosas, Seminaristas, Cristãos Leigos e Leigas de nossas comunidades e todos os homens e mulheres de boa vontade, informamos que a partir do decreto de suspensão da das celebrações com a presença do povo, expedido pelo sr bispo Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, datado de 20 de março de 2020, com validade indeterminada, teremos a santa missa todos os dias na Paróquia São Miguel, bem como a Catedral São Miguel,  com transmissão ao vivo, nos seguintes horários e canais de comunicação:

De segunda à sexta – às 20h
Aos sábados – às 18h
Aos domingos – às 10h
Sintonia das ondas  da Rádio Vida Nova FM – 91,5 MHz, ou pela internete https://vidanovafm.com.br/
Fanpage da Páróquia São Miguel em Guanhães/MG: https://www.facebook.com/paroquiasaomiguelguanhaes/
Fanpage da Diocese de Guanhães/MG: https://www.facebook.com/DioceseDeGuanhaes/ 

“No entanto, onde não é possível, a transmissão da Celebração Eucarística, acompanhar as Missas transmitidas pelos canais de TV e Rádio conforme orientações do site diocesano. Todas as Missas celebradas neste tempo sejam, prioritariamente, na intenção do Povo, pelos doentes e profissionais da saúde”. (Parágrafo 9 e 10 do Decreto de Dom Otacilio). 

(Leia aqui o decreto na íntegra: Decreto)

Decreto do Bispo Diocesano

MITRA DIOCESANA DE GUANHÃES

DECRETO

Eu, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, por Mercê de Deus e da Santa Sé apostólica, Bispo Diocesano de Guanhães.

Considerando a realidade da pandemia do novo Coronavírus em todo o Brasil, e que todos somos convocados a dedicar maior atenção às medidas de prevenção da doença.

Considerando os pronunciamentos do Ministério da Saúde e das autoridades sanitárias sobre a realidade da pandemia.

Considerando a importância dos Presbíteros, Diáconos, Religiosos (as), Seminaristas, Lideranças leigas, fiéis católicos, homens e mulheres de boa vontade.

Considerando que “O Bispo Diocesano, sempre que julgar que isso possa concorrer para o bem espiritual dos fiéis, pode dispensá-los das leis disciplinares, universais ou particulares, dadas pela suprema autoridade da Igreja para o seu território ou para os seus súditos” (Cân.87, o mesmo do prescrito no Cân. 1247).

Considerando o Decreto da Penitenciaria Apostólica de 19 de março de 2020 sobre concessão de indulgência plenária aos fiéis, por ocasião da pandemia do Covid – 19 (Coronavírus).

Tendo ouvido o Colégio dos Consultores da Diocese de Guanhães,

Decretamos:

1. As orientações dadas em 16 de março pp. são substituídas por estas, válidas por tempo indeterminado.

2. Estão suspensas as atividades paroquiais que promovam a aglomeração de fiéis, tais como: MISSAS, Celebrações, festas, procissões, via-sacras, terços, novenas, batismos, matrimônios, seminários, encontros, assembleias, mutirão de confissões etc., nas comunidades urbanas e rurais.

3. Todos os fiéis ficam desobrigados do preceito religioso de participar das Missas e Celebrações.

4. Permanecerão em comunhão e unidos à comunidade de fé a partir das Celebrações transmitidas pelos Meios de Comunicação Social.

5. Estão suspensos encontros catequéticos por tempo indeterminado.

6. Todos devemos seguir as recomendações do Ministério da Saúde e as orientações oficiais exaradas pelas autoridades civis competentes.

7. Importante redobrar cautela para não compartilhar notícias falsas (fake news). A mentira, além de prejudicar o enfrentamento da doença, gera pânico, agravando a situação. Nesse sentido, oportuno é checar cada informação recebida, pesquisando em outras referências.

Prevalecem as orientações para os momentos celebrativos:

1ª – Não dar as mãos na oração do Pai Nosso.

2ª – Omitir o abraço da paz.

3ª – Distribuir a Comunhão na mão.

8. Todos os fiéis ficam desobrigados do preceito religioso de participar das Missas e Celebrações. Permanecerão em comunhão e unidos à comunidade de fé a partir das Celebrações transmitidas pelos Meios de Comunicação Social.

9. As Missas sejam celebradas todos os dias na paróquia, utilizando o formulário de “Missa celebrada sem o povo” com a participação mínima dos ministérios. No entanto, onde possível, seja transmitida a Celebração Eucarística através dos Meios de Comunicação ao alcance da Paróquia. Na impossibilidade de transmissão local, acompanhar as Missas transmitidas pelos canais de TV e Rádio conforme orientações do site diocesano.

10. Os fiéis sejam orientados sobre a dispensa da Comunhão, da Missa dominical e dos dias de preceito (CDC 1247). Todas as Missas celebradas neste tempo sejam, prioritariamente, na intenção do Povo, pelos doentes e profissionais da saúde.

11. A Comunhão Eucarística seja possibilitada para quem a procurar, desde que não haja aglomeração.

12. Fica suspensa a Comunhão aos doentes nas casas e nos hospitais.

13. O Sacramento do Batismo seja ministrado somente “in periculum mortis” (em perigo de morte), e todas as Crismas estão suspensas por tempo indeterminado.

14. As Celebrações do Matrimônio agendadas sejam desaconselhadas e, excepcionalmente, podem ser acolhidas com restrição formal de até 20 participantes. Não sejam feitos novos agendamentos por tempo indeterminado.

15. A Unção dos Enfermos não deve ser celebrada comunitariamente e, caso solicitado, somente “in extremis” (em casos extremos).

16. O Pároco, ou Administrador Paroquial, estabeleça horário de atendimento cotidiano do Povo para a Reconciliação, mantendo o devido protocolo da distância de 2 metros. Os fiéis sejam orientados à conversão, à contrição e adiar a confissão sacramental oportunamente.

17. As Celebrações das Exéquias sejam celebradas somente com os familiares mais próximos, sem aglomeração de fiéis. As Missas de 7º dia sejam celebradas também com o Ritual Litúrgico “Missa celebrada sem o povo”, destacando a intenção do fiel defunto.

18. Os serviços da Cúria e dos Escritórios Paroquiais continuam normalmente desde que cumpram as exigências de prevenção do Ministério e Secretaria da Saúde, dando prioridade ao atendimento via internet ou telefone.

19. Na Cúria, Paróquias, Escritórios Paroquiais, Comunidades Rurais e em outros ambientes eclesiais, redobrar os cuidados com a limpeza e facilitar para que os fiéis tenham acesso a álcool em gel, detergente ou sabonete para a devida higienização

20. As Igrejas principais permaneçam abertas, bem ventiladas e acolhedoras, com o Crucifixo exposto em lugar de destaque, motivando a todos a se conformarem aos sofrimentos de Cristo, renovando a viva esperança dos que creem.

21. Missa do Crisma ( Missa da Unidade): Em princípio celebraremos somente com o Clero no dia e hora já marcados. Em caso de agravamento poderá ter restrição da participação do Clero.

22. Sobre a Semana Santa e o Tríduo Pascal: celebraremos a Semana Santa e Tríduo Pascal seguindo as orientações do item número 09 (nove) deste decreto.

22.1. Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor: Utiliza-se a segunda forma do Missal Romano e incentivando as pessoas a celebrarem em família com os seus ramos.

22.2. Missa da Ceia do Senhor: Não se realiza o lava-pés e nem Vigília Eucarística.

22.3. Sexta-Feira da Paixão do Senhor: Celebrar a Paixão e Morte do Senhor omitindo o rito do beijo da cruz.

22.4 Vigília Pascal: Seja celebrada com a Solenidade própria conforme orientação do Missal optando pela fórmula simples. Sugerimos que, na medida do possível, cada membro da família tenha uma vela em mãos para a renovação das promessas batismais.

  1. 22.5 Domingo de Páscoa: Será celebrado conforme exigências acima expostas.

    23. Os nossos seminaristas retornarão, temporariamente, para as suas casas, continuando os estudos via internet. Orientamos para que os Párocos ou Administradores os acolham, ajudem e orientem, na medida do possível.

    24. Não podemos descuidar do Dízimo e das Ofertas, para a continuidade da missão pastoral e da caridade fraterna aos mais necessitados.

    25. Vivemos um  tempo de privação, provação, vigilância, oração e prevenção; ao mesmo tempo, favorável para crescermos na partilha e fraternidade, fortalecidos nas virtudes divinas da fé, esperança e caridade.

Convocamos a Igreja viva da Diocese de Guanhães ao testemunho, a ser como um “hospital de campanha”, homens e mulheres de fé capazes de “ver, sentir compaixão e cuidar” (Lc 10,33-34).

 

Dado e passado na Cúria Diocesana, no dia 20 de março de 2020, com a proteção do Arcanjo Miguel, Padroeiro de nossa Diocese, e com intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, junto ao Pai de Misericórdia, para que tenhamos vida digna nesta terra com saúde e paz, e vida plena no céu.

A todos, com o Coração de Pastor, preocupado com o bem e a vida de todos, concedo a bênção do Deus Todo Poderoso.

Protocolo: 001/2020

+ DOM OTACILIO FERREIRA DE LACERDA

BISPO DA DIOCESE DE GUANHÃES – MG

Leia o Decreto em PDF, nos links abaixo:

Decreto pág. 1 Decreto pág. 2 Decreto pág. 3 Decreto pág. 4

Confira dias e horários de missas

O povo brasileiro está passando por mudanças nos seus hábitos em decorrência da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus. Estas mudanças são acolhidas pela Igreja, visando o bem do povo, como cuidado com o dom da vida, especialmente neste tempo quaresmal. Em muitas Igrejas Particulares, as Missas com a presença do povo foram suspensas. A medida visa a proteção dos fiéis, uma vez que as autoridades de saúde pedem que se evite a aglomeração de pessoas.

É hora de agir localmente para colaborar globalmente, reagindo ao que está sendo o Coronavírus, um problema local que se tornou global.

Insistimos que rezar e não seguir os protocolos de segurança não torna alguém imune ao Coronavírus – COVID19.

Lembramos que a “família é a igreja doméstica”, de modo que sugerimos que faça (caso não tenha) um oratório em sua casa favorecendo a oração em família: leiam a bíblia, recitem o Terço, acompanhem as Missas pelos Meios de Comunicação Social.

Existem emissoras de televisão de inspiração católica, de abrangência local e nacional, que transmitem a celebração eucarística diariamente, em horários diversos.

Reunimos, a seguir, todos os horários de transmissão e orientamos que sejam divulgados com amplitude, para facilitar ao povo de Deus viverem seus momentos de oração neste momento de crise.

REDE VIDA
Domingo: 8h e 17h30
Segunda a sexta: 6h55, 9h e 19h
Sábado: 7h, 9h, 15h e 17h30

CANÇÃO NOVA
Todos os dias: 7h
Segunda-feira: 15h30 e 19h30
Terça, quarta e sexta-feira: 20h
Quinta-feira: 7h, 16h30 e 20h

TV APARECIDA
Domingo: 8h e 18h
Segunda a sexta: 6h45, 9h e 18h
Sábado: 6h45, 8h e 18h

TV SÉCULO 21
Domingo: 16h
Segunda a sábado: 07h45
Sexta-feira: 19h30

TV PAI ETERNO
Domingo: 6h, 8h, 10h e 17h30
Segunda a sexta: 7h e 19h30
Quarta-feira: 7h, 9h e 19h30
Sábado: 7h e 17h30

TV EVANGELIZAR
Domingo: 8h, 11h e 18h
Segunda a quarta: 7h30, 12h e 16h30
Quinta-feira: 07h30, 12h e 20h
Sexta-feira: 7h30, 12h e 16h30
Sábado: 19h

TV HORIZONTE
Domingo: 8h e 15h
Segunda a sexta: 9h e 15h
Sábado: 15h

TV NAZARÉ
Domingo: 7h, 10h e 18h
Segunda a sexta: 7h, 12h e 18h
Sábado: 9h e 12h

TV IMACULADA
Todos os dias: 7h

TV GLOBO
Domingo: 6h30

TV BRASIL
Domingo: 8h

PAI ETERNO
Domingo: 10h

Algumas paróquias da Diocese de Guanhães também estão se programando para transmitirem as celebrações por meio das mídias e redes sociais. Acessem e participem na sua paróquia

Que São Miguel Arcanjo nos defenda neste combate. À vossa proteção recorremos N. Sra. Aparecida. Intercedam por todos os habitantes de nosso diocese e do país.
Deus nos abençoe!

Damos Graças a Deus pelo “sim” de Dom Otacilio e que Deus continue cumulando-o de bênçãos e graças.

Na data do dia 18 de março de 2020, dia em que nos alegramos com nosso pastor, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda , pelos três anos de sua Ordenação Episcopal, agradecemos  a Deus pelo seu testemunho de amor e doação e pedimos a Ele que conduza a sua vida, sua saúde e sua caminhada em nosso meio como nosso pastor e pai.

Mensagem de agradecimento ao final de sua Ordenação Episcopal, no dia 18 de março de 2017, no Santuário Nacional de Aparecida.

“Dai Graças ao Senhor”                                                                   

“Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom!
‘Eterna é a Sua misericórdia!’” (Sl 117,1)

Com estas palavras do Salmista, faço um breve agradecimento…

Dou graças ao Senhor pelo Sacramento da Ordenação Episcopal hoje recebido.

Dou graças ao Senhor pela minha nomeação para Bispo da Igreja, feita pelo nosso querido Papa Francisco, no dia 21 de dezembro do ano passado.

Dou graças ao Senhor pelos Bispos Ordenantes, Dom Walmor Oliveira Azevedo e Dom Edmilson Amador Caetano e Dom Emílio Pignoli. O primeiro, por ser o Arcebispo que me acolherá como Bispo auxiliar em Belo Horizonte – MG; o segundo, por ser o atual Bispo da Diocese em que fui Ordenado Presbítero; e o terceiro, Dom Emílio Pignoli, Bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, quando Guarulhos pertencia a esta Diocese.

Dou graças ao Senhor por todos os Bispos aqui concelebrando, ou unidos conosco em oração.

Dou graças ao Senhor pelo Presbitério da Diocese de Guarulhos e da Arquidiocese de Belo Horizonte, pois é inconcebível a realização presbiteral como se fosse uma ilha no desafiador mar da história.

Dou graças ao Senhor pela Arquidiocese de Aparecida, nas pessoas de Dom Raymundo Damasceno e Dom Orlando Brandes, que abriram as portas e o coração deste Santuário Nacional do Brasil, para a realização da minha Ordenação Episcopal, certos de que atenderam ao desejo e à atitude de nossa querida Mãe, que sempre abre a porta de sua casa para seus filhos e filhas.

Dou graças ao Senhor pela Diocese de Ji-Paraná, onde fui acolhido por três anos pelo Bispo Dom Antonio Possamai. Foi um tempo fecundo e marcante para o meu Ministério Presbiteral.

Dou graças ao Senhor pela presença dos religiosos e religiosas e seminaristas, que fizeram parte desta história, com a oração e a comunhão vivida nos diversos trabalhos pastorais.

Dou graças ao Senhor pela presença e participação de cristãos leigos e leigas, com os quais tivemos a graça e a coragem de lançar redes em águas mais profundas.

Dou graças ao Senhor pelos amigos e amigas que Deus me concedeu ao longo destes anos, e que haverão de permanecer e somar com muitos outros que Deus, com certeza, em Sua infinita misericórdia, haverá de me conceder.

Dou graças ao Senhor por todos aqueles que fizeram parte da minha história, e que estão no descanso e na luz eterna: bispos, padres e tantos irmãos e irmãs que poderiam ser lembrados.

Dou graças ao Senhor por todas as Equipes, sem nenhuma omissão, por todas as pessoas que não mediram esforços para a beleza e a harmonia deste acontecimento, fazendo reluzir o esplendor da Sagrada Liturgia.

Finalmente, dou graças ao Senhor pela minha família, santuário da vida e berço das vocações. Sou agradecido a Deus pelos meus pais, já na glória de Deus, por terem plantado a semente da fé no dia do meu batismo, e por terem me transmitido os mais belos e sagrados ensinamentos, que têm como fonte a Sagrada Escritura, e na sadia religiosidade, como pude testemunhar, na devoção a Nossa Senhora, e, de modo especialíssimo, Nossa Senhora da Conceição de Aparecida, desde a minha concepção e nascimento.

“Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom! ‘Eterna é a Sua misericórdia!’” (Sl 117,1), mais uma vez repito, pedindo perdão se me esqueci de fazer menção a alguém, e ainda que o tenha feito, jamais serão omitidos e esquecidos por Deus, mas ricamente recompensados.

Peço que orem, incessantemente, para que, no exercício do Ministério, eu tenha graça, sabedoria e luz para viver o Lema Episcopal que escolhi: “Mihi vivere Christus (est)” – “Para mim o viver é Cristo” – (Fl 1,21), sendo um eterno aprendiz do “sim” que um dia Maria deu ao anjo no Anúncio da Encarnação do Verbo, que Se fez Carne e habitou entre nós.

“Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom! ‘Eterna é a Sua misericórdia!’” (Sl 117,1).

Muito obrigado! E que, pela intercessão de nossa querida Mãe Aparecida, o Senhor nosso Deus cumule a todos de bênçãos e graças.

Dom Otacilio F. Lacerda

http://peotacilio.blogspot.com/?


Brasão Episcopal de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

O Brasão é composto de um escudo dividido em quatro partes, uma cruz dourada em fundo chapado azul, que representa a devoção de Dom Otacilio a Nossa Senhora do Bom Sucesso, fonte inspiradora para aceitar o chamado ao ministério episcopal. O “SIM” de Maria iluminou o “SIM” de Dom Otacilio.

Cruz dourada significa AUTORIDADE AMOROSA, como deve ser marcada a vida de um bispo.

Na parte superior do Escudo, à direita, está uma Bíblia aberta, prateada, com contorno dourado, tendo no centro uma lança ladeada das letras gregas ALFA E ÔMEGA: Cristo, o princípio e o fim da dedicação episcopal de Dom Otacilio.

À esquerda da parte superior do brasão está uma Âncora prateada que significa o Cristo que ancora a perseverança fiel de seu ministério, mesmo nos momentos de dificuldades e, ao mesmo tempo, a renovação da esperança nas promessas de Cristo, onde ancora seu coração.

Abaixo, à direita do brasão, a imagem do Cordeiro, que devido à sua candura e tolerância é símbolo de mansidão e pureza de coração, qualidades necessárias para os que estão a serviço do acolhimento dos fiéis que procuram a pessoa do Bispo, como pastor da Igreja onde ele está.

Abaixo, à esquerda, está uma Estrela, que significa “Maria, a Estrela da Nova Evangelização”, propósito claro na opção de Dom Otacilio no seu ministério episcopal.

Atrás do brasão, a Cruz em ouro simboliza o cajado do pastor, que deve continuar a Missão de Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado, sustento e modelo do serviço pastoral que o novo Bispo deseja exercer. Na ponta da cruz-cajado, o listel com o lema de Dom Otacilio: “PARA MIM O VIVER É CRISTO” – “MIHI VIVERE CHRISTUS EST” (Fl 1,21).

Encimando o brasão está o chapéu prelatício verde, com seis borlas de cada lado, símbolo do Episcopado.

Dom Otacilio deseja transparecer em seu ministério a vida de Cristo, através da Palavra proclamada, da tradição dos Santos Padres trazidas para a experiência da vida.

A espiritualidade Paulina que inspirou seu lema, e a devoção e espiritualidade Mariana estão presentes em seu ministério e no serviço de uma Igreja missionária.

Na Eucaristia, encontra o sustento e força da presença de Cristo, experiência profunda de comunhão.

Comunicado

Dom Otacilio emite novas recomendações sobre o Covid-19 (Coronavirus).

Coronavirus: Orientações para a Diocese de Guanhães-MG

Graça e Paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Considerando a realidade da pandemia do novo Coronavirus em todo o Brasil, e que todos somos convocados a dedicar maior atenção às medidas de prevenção da doença.

Considerando o importante papel dos Presbíteros, Religiosas, Seminaristas, Cristãos Leigos e Leigas de nossas comunidades e todos os homens e mulheres de boa vontade.

Tendo ouvido o Colégio dos Consultores, recomendo, a observação das seguintes orientações, em sintonia com as indicações dos especialistas em saúde pública:

1)         No âmbito de nossas Áreas Pastorais, Paróquias e outros espaços eclesiais, suspender, por 15 (quinze dias), ou mediante novas orientações, a realização de encontros, assembleias, seminários e outros eventos que contribuam para aglomerar pessoas. Remarcar as atividades já previstas para quando possível.

 2)      Orientamos aos Presbíteros e agentes evangelizadores que, na medida do possível, priorizem as Missas e Celebrações em espaços abertos. Procurem manter as Igrejas mais arejadas.

3)     Na Cúria, Paróquias, Escritórios Paroquiais, Comunidades Rurais e em outros ambientes eclesiais, redobrar os cuidados com a limpeza e facilitar para que os fiéis tenham acesso a álcool em gel, detergente ou sabonete para a devida higienização.

4)         Idosos e enfermos ficam desobrigados do preceito religioso de participar das Missas e Celebrações. Poderão permanecer em comunhão e unidos à comunidade de fé a partir das celebrações transmitidas pelos Meios de Comunicação Social. A PASCOM deve intensificar as transmissões Paroquiais.

5)         Orientamos para que sejam suspensos o mutirão de Confissões em todas as Paróquias, bem como a Eucaristia levada aos enfermos, com o objetivo de preservar-lhes a vida. Orientamos aos sacerdotes que dediquem horário especial, diário, para acolher os fiéis que buscam o Sacramento da Reconciliação, neste tempo de Quaresma, respeitando o protocolo de distância entre confessor e penitente.

6)         Recomenda-se também suspender por 1 (um) mês  a catequese.

7)         Todos devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde e as orientações oficiais exaradas pela autoridade civil competente.

8)         Importante redobrar cautela para não compartilhar notícias falsas (fake news). A mentira, além de prejudicar o enfrentamento da doença, gera pânico, agravando a situação. Nesse sentido, oportuno é checar cada informação recebida pesquisando em outras referências.

09) Prevalecem as orientações publicadas no dia 28 de fevereiro de 2020,  a saber:

1ª – Peçam aos fiéis para não darem as mãos na oração do Pai Nosso.

2ª – Omitam o abraço da paz.

3ª – Distribuam a comunhão na mão – o comungante levará a Hóstia Sagrada à boca diante do Ministro que a distribui.

4ª – Manter álcool em gel na sacristia para o uso dos Sacerdotes e Ministros, em outros possíveis lugares.

10)      Intensifiquemos os momentos de oração e preces a Deus para que nos livre deste e de muitos males que atentam contra a vida. Rezemos em especial pelos agentes e profissionais da saúde para que realizem tudo o que for necessário para superarmos a ameaça do Novo Coronavírus e de outras enfermidades.

11)       Permaneçamos atentos aos desdobramentos para subsidiar-nos em novas ações. Para a maioria das pessoas, o Novo Coronavírus tem sintomas similares aos de uma simples gripe, sem grandes riscos. A preocupação maior é com idosos e enfermos. Cuidemos especialmente dessas pessoas, mais vulneráveis à doença.

12)      Este desafio é oportunidade para crescer na fé, aprimorar nossa ação evangelizadora, remodelar processos e viver com maior responsabilidade nesta “casa que nos é comum”, no profético horizonte de uma ecologia integral.

Somos todos convocados à solidariedade, dando passos no genuíno testemunho cristão, a partir de atitudes inspiradas na Parábola do Bom Samaritano, conforme nos pede a Campanha da Fraternidade 2020 – “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, com seu lema – “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).

Afastemos toda indiferença e pânico. É tempo favorável para reconhecer a dor do outro, sentir compaixão e cuidar, bem como reconhecer a nossa fragilidade e a necessária vida em comum, em que nos ajudemos mutuamente em favor da vida.

Asseguro bênçãos e meu carinho e preocupação como Pastor desta Igreja Particular, contando com a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Padroeira do Brasil, e do Arcanjo Miguel, Padroeiro de nossa Diocese, empenhados e firmados na fé, esperança e caridade para que todos tenhamos vida plena.

Guanhães, 16 de março de 2020.

____________________________

+ Otacilio Ferreira de Lacerda

Bispo de Guanhães – MG

Curso de Atualização e estudo sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023

Cerca de 29 coordenadores de pastoral de algumas dioceses dos regionais da CNBB estão participando no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília, de um Curso de Atualização e estudo sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 – 2023. O encontro iniciou-se no dia 09 e se encerrará no dia 13 de março.  Da diocese de Guanhães estão particpando  o coordenador de Pastoral padre Dilton, que exerce seu ministério presbiteral na paróquia Santa Maria Eterna de Santa Maria do Suaçuí e padre Wanderlei Rodrigues padre administrador  da paróquia Sao José em São José do Jacuri. A formação está sendo assessorada por padre Marcus Barbosa, subsecretário adjunto de pastoral da CNBB.

 

RUMO À SEXTA ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL DA DIOCESE DE GUANHÃES

Conscientes de que nossa Igreja é missionária, dinâmica e jamais estática, é que, com alegria, que o bispo diocesano Dom Otacilio Ferreira de Lacerda e Pe Dilton Maria de Pinho – padre Coordenador Diocesano de Pastoral –  comunicam que nossa Diocese está vivendo um tempo de graça, pois estão abertos os trabalhos para a VI Assembleia Diocesana de Pastoral. Todos são convocados para entrar na dinâmica desta Assembleia, sinal de esperança!

Uma assembleia se faz necessária  em nossa igreja particular, para que ela seja realmente dinâmica e esteja em estado permanente de missão.

Deus seja louvado, hoje e sempre!

 Abaixo, clique nos links e confira a carta para a VI Assembleia e a Oração que  posteriormente  será impressa para que todos a tenham em mãos.

Carta para a IV Assembleia Diocesana

Oração para a IV Assembleia Diocesana

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