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Cuidar – Campanha para a Evangelização 2019

        

“Com o objetivo de motivar os fiéis a participarem efetivamente da missão da Igreja por meio do testemunho de vida, de ações pastorais específicas e de garantia de recursos para a ação pastoral, a Campanha para a Evangelização completa 21 anos em 2019. Aprovada pela 35ª Assembleia  Geral da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), em 1997, ela foi realizada pela primeira vez no advento de 1988. Uma das grandes motivações  para a sua realização é a conscientização sobre a importância do compromisso  evangelizador que deve ser assumido por cada cristão e o despertar para a  corresponsabilidade  pelo sustento das atividades pastorais da Igreja Católica no Brasil.”

            O Gesto Concreto da Campanha é a coleta realizada no 3° domingo do Advento, que tem como objetivo angariar recursos para que a Igreja no Brasil tenha condições de continuar evangelizando.

            Os recursos  arrecadados são divididos entre as dioceses, os regionais e a CNBB,  para iniciativas evangelizadoras, como as atividades de formação e financiamento de ações pastorais. A coleta da Campanha para a Evangelização é distribuída da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria Diocese; 20%  vão para o Regional da CNBB; e 35% se destinam a CNBB Nacional.

Vejamos alguns investimentos em nossa Diocese que fizemos com os 45% da coleta de 2018:

  • Catequese (IRPAC): 700,00
  • Campanha da Fraternidade (Assessoria e Alimentação): 1.725,87
  • Pastoral Familiar: 800,00
  • Pastoral do Dízimo (CONADIZ): 1.400,00
  • Assembleia Anual (CONSER- Regional Leste 2): 684,00
  • Pastoral Presbiteral ( Encontro Regional): 735,00
  • Formação do Clero ( Moral Pe. Gonzaga): 1.500,00
  • CEBs: 629,39
  • Catequese ( Encontro Regional Leste 2): 1.655,00
  • Roteiros Grupo de Reflexão ( Viagem à Caratinga): 228,44
  • Pastoral Carcerária: 200,00
  • Pastoral Presbiteral ( Encontro Presbíteros): 1.176,50
  • Patrimônio ( Congresso Patrimônio e Artes Sacra): 1.000,00
  • Pascom ( Multicom): 505,34
  • CEBs: 350,00
  • Leigos ( Encontro): 166,50

              Inspirados na atitude do Bom Samaritano: ‘Cuida dele’ (cf. LC 10,35), vamos partilhar, no amor e na solidariedade, para cuidarmos melhor uns dos outros.

                                                                                        Pe Hermes Firmiano Pedro

Diáconos e seminarista reuniram-se com Dom Otacílio

Na manhã da terça-feira, dia 03 de dezembro,  os diáconos transitórios André,  Daniel e Edmilson  e o seminarista Guilherme reuniram -se com Dom Otacílio para uma fraternal conversa a respeito da caminhada de cada um em seus respectivos estágios pastorais. Na oportunidade,  Dom Otacílio partilhou uma brevíssima reflexão a cerca do Documento 110 da CNBB que trata das diretrizes para formação dos presbíteros  da Igreja no Brasil.

Encerrou-se o encontro com um almoço fraterno,  oportunidade para estreitar os laços de amizade entre eles.

 

Fotos e informações do  seminarista  Guilherme Soares Lage

Semana Vocacional

Diamantina, 29 de novembro de 2019

Caríssimos jovens da Arquidiocese de Diamantina e Diocese de Guanhães

Na primeira semana do mês de dezembro, dos dias 3 ao 8, estaremos promovendo a semana vocacional, tempo este de discernimento e oração, com o qual pretendemos ajudá-los a descobrir a que vocação o Senhor os chama. Queremos ainda ressaltar a importância da resposta de cada um de vocês, já que todos somos chamados aos ministérios da igreja e esta carece de vocações religiosas e leigas. Animados pela esperança na bondade de Deus é que nos dirigimos a vocês como vocacionados à santidade, mas que são chamados a uma consagração total a Deus.

Na caminhada rumo ao sacerdócio, somos enriquecidos por muitas experiências nas mais diversas ocasiões que nos são propostas, uma delas é a missão e sendo missionários podemos perceber claramente a presença de Deus no convívio efetivo com os irmãos, sua ação mostra-nos claramente o cumprimento da promessa de que apesar das perseguições e dificuldades, nós receberemos c em vezes mais tudo aquilo que abandonamos para servi-lo.

Então meus irmãos, não tenham medo de responder a esse chamado de amor, respondamos assim como a Virgem Maria respondeu ao desígnio do Pai: Fiat Voluntas tua!

E no seio da igreja que agora espera ansiosa a doação da vida de cada um, nós os desejamos perseverança e que o serviço à igreja seja sempre “Sit Amoris officium.”

Desde já rezamos por vocês e pedimos também as vossas orações pelo nosso seminário, agradecemos na oportunidade a disponibilidade de cada um.

A graça e a paz de Deus, que nos anima e nos faz perseverar nas tribulações estejam sempre conosco!

Dyulio Araujo e Wederson Willian

 

“ADMIRABILE SIGNUM” – (Sinal Admirável)

CARTA APOSTÓLICA

ADMIRABILE SIGNUM

DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO

  1. O SINAL ADMIRÁVEL do Presépio, muito amado pelo povo cristão, não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele. Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar.
  2. A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2, 7). Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio. Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo6, 51). Uma simbologia, que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento».[1]Na realidade, o Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer familiares à nossa vida diária. Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura. As Fontes Franciscanasnarram, de forma detalhada, o que aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: «Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e o burro».[2]Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras; o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes.[3] Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério. O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria»[4].
  3. Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio. Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado. Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais. De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados (cf. Mt25, 31-46).
  4. Gostava agora de repassar os vários sinais do Presépio para apreendermos o significado que encerram. Em primeiro lugar, representamos o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui. Pensemos nas vezes sem conta que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou eu? Donde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc1, 79). Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios antigos que, nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã segundo a qual o templo da Paz, em Roma, iria desabar quando desse à luz uma Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir, para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário.
  5. Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o Senhor. «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer» (Lc2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio.
  6. Nos nossos Presépios, costumamos colocar muitas figuras simbólicas. Em primeiro lugar, as de mendigos e pessoas que não conhecem outra abundância a não ser a do coração. Também estas figuras estão próximas do Menino Jesus de pleno direito, sem que ninguém possa expulsá-las ou afastá-las dum berço de tal modo improvisado que os pobres, ao seu redor, não destoam absolutamente. Antes, os pobres são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes, aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós. No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt11, 29), nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial. Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade. Como pano de fundo, aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado. Muitas vezes, as crianças (mas os adultos também!) gostam de acrescentar, no Presépio, outras figuras que parecem não ter qualquer relação com as narrações do Evangelho. Contudo esta imaginação pretende expressar que, neste mundo novo inaugurado por Jesus, há espaço para tudo o que é humano e para toda a criatura. Do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam… tudo isso representa a santidade do dia a dia, a alegria de realizar de modo extraordinário as coisas de todos os dias, quando Jesus partilha connosco a sua vida divina.
  7. A pouco e pouco, o Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc1, 38) – são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder – antes, graças a Ele, consagrando – a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo2, 5). Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes, também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2, 13-15). E depois, passado o perigo, reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática.
  8. O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível, mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas para quem quer que seja. O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus na sua vida. «De facto, a vida manifestou-se» (1 Jo1, 2): assim o apóstolo João resume o mistério da Encarnação. O Presépio faz-nos ver, faz-nos tocar este acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história e a partir do qual também se contam os anos, antes e depois do nascimento de Cristo. O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece impossível que Ele renuncie à sua glória para Se fazer homem como nós. Que surpresa ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Como sempre, Deus gera perplexidade, é imprevisível, aparece continuamente fora dos nossos esquemas. Assim o Presépio, ao mesmo tempo que nos mostra Deus tal como entrou no mundo, desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos seus discípulos, se quisermos alcançar o sentido último da vida.
  9. Quando se aproxima a festa da Epifania, colocam-se no Presépio as três figuras dos Reis Magos. Tendo observado a estrela, aqueles sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará a morte e a sepultura. Ao fixarmos esta cena no Presépio, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de misericórdia. Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt2, 1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes. E de certeza, quando regressaram ao seu país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem do Evangelho entre os gentios.
  10. Diante do Presépio, a mente corre de bom grado aos tempos em que se era criança e se esperava, com impaciência, o tempo para começar a construí-lo. Estas recordações induzem-nos a tomar consciência sempre de novo do grande dom que nos foi feito, transmitindo-nos a fé; e ao mesmo tempo, fazem-nos sentir o dever e a alegria de comunicar a mesma experiência aos filhos e netos. Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida. Por todo o lado e na forma que for, o Presépio narra o amor de Deus, o Deus que Se fez menino para nos dizer quão próximo está de cada ser humano, independentemente da condição em que este se encontre. Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé. A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e acreditar que Deus está connosco e nós estamos com Ele, todos filhos e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria. E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde: o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar connosco para nunca nos deixar sozinhos.

Dado em Gréccio, no Santuário do Presépio, a 1 de dezembro de 2019, sétimo do meu pontificado.

+Franciscus

 

[1] Santo Agostinho, Sermão 189, 4.

[2] Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas, 468.

[3] Cf. ibid., 85: o. c., 469.

[4] Ibid., 86: o. c., 470.

 

Sobre a Campanha para a Evangelização – 2019.

O cuidado com o anúncio da Palavra, com os pobres e com as comunidades são os eixos centrais da Campanha para a Evangelização deste ano que tem como lema: “Cuida dele”, a frase presente na parábola do Bom Samaritano, narrada no Evangelho de Lucas.

Com o objetivo de motivar os fiéis a participarem efetivamente da missão da Igreja por meio do testemunho de vida, de ações pastorais específicas e da garantia de recursos para a ação pastoral, a Campanha para a Evangelização completa 21 anos em 2019. Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1997, ela foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.

Uma das grandes motivações para a sua realização é a conscientização sobre a importância do compromisso evangelizador que deve ser assumido por cada cristão e o despertar para a corresponsabilidade pelo sustento das atividades pastorais da Igreja Católica no Brasil. Assim, a Campanha para a Evangelização procura responder também a esta necessidade. Afinal de contas, apesar de sermos a maior nação católica do mundo, a evangelização no Brasil ainda depende de contribuições das Igrejas da América do Norte e da Europa.

Por que fazemos esta Campanha? Para despertar, no tempo do Advento, a consciência de que o Menino Deus, sol nascente que nos veio visitar (Lc 1,78), e que permitiu-se ser cuidado na fragilidade de uma criança, também nos convida a cuidar uns dos outros. É preciso cuidar do anúncio da Palavra; cuidar dos pobres e cuidar da comunidade. A participação consciente de cada um, sinal de comunhão missionária, nos coloca em atitude de doação de tudo aquilo que somos e temos em favor da Igreja e da sua ação pastoral. É consequência do “Sentir com a Igreja”.

O grande gesto concreto da campanha é a realização de uma coleta que tem como objetivo angariar recursos para que a Igreja no Brasil tenha condições de continuar evangelizando, contribuindo para a superação de uma mentalidade individualista ao mesmo tempo em que promove a partilha de recursos voltada para o bem comum. Assim, a Campanha proporciona a vivência de uma fé madura, testemunhada em atitudes e ações coerentes de conversão pessoal permanente e de transformação social segundo as exigências evangélicas garantindo que a Igreja Católica no Brasil tenha recursos para realizar a missão evangelizadora como a promoção de diversas iniciativas de formação, além de contribuir com a manutenção da CNBB nacional e também o financiamento de diversas iniciativas pastorais promovidas nas dioceses e nos 18 regionais da CNBB.

O bispo de Guanhães, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda – na reunião do clero em 19/11 – insiste que esta coleta seja “bem feita” e desperte para a corresponsabilidade pelo sustento das atividades pastorais da Igreja. É essa a finalidade, custear os trabalhos diocesanos de pastorais. Nosso bispo lembra que a coleta será realizada esse ano nos dias 14 e 15 de dezembro – terceiro domingo do Advento – em todo o Brasil.

A coleta da Campanha para a Evangelização é distribuída da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria Diocese; 20% vão para o Regional da CNBB e 35% se destinam à CNBB nacional. Verdadeiramente esta coleta se apresenta como o amor que se organiza para servir ao anúncio do evangelho. Uma ajuda motivada pelo amor que vem de Deus. “É Ele quem cuida de nós.” (1Pd 5,7); É Ele quem nos convoca a cuidar uns dos outros. (Mt 25,40). Daí a importância de que a atividade caritativa da Igreja se mantenha e promova a dignidade das pessoas.

Neste ano somos convidados a refletir como o natal de Jesus inspira nosso compromisso como Igreja que cuida. O próprio Senhor nos adverte: “Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 40). No advento lembramos a segunda vinda do Senhor. Ele há de voltar e quer nos encontrar como bons samaritanos, cuidando do anúncio da Palavra, dos pobres e da comunidade. Evangelizar: eis a nossa missão. Evangelizar é cuidar! Eis o nosso compromisso e empenho. Evangelizar com o coração solidário é contribuir com toda ação evangelizadora da Igreja do Brasil.

*Com informações do Padre Patriky Samuel Batista no site da CNBB

Rezar e trabalhar pela paz diante de ataques contra locais sagrados, pedem bispos

“Em resposta às situações de grande violência e ataques a pessoas e lugares sagrados em diferentes países da região da América Latina e Caribe, convidamos todos os fiéis católicos e todos aqueles que acreditam em Deus a se unirem a nós em oração para que cessem estes abusos, os confrontos entre irmãos e as liberdades religiosas sejam respeitadas”. Esse é o apelo lançado pelo Secretário-Geral da Conferência Episcopal do Paraguai, Dom Amancio Benítez, bispo de Benjamín Aceval, em uma mensagem onde convida “a rezar e trabalhar pela paz “.

No texto enviado à Agência Fides, é citada a primeira carta de São Paulo a Timóteo (2,1-2), na qual o Apóstolo recomenda fazer “súplicas, orações e ações de graça por todos os homens, pelo rei e por todos” que estão no poder, para que possamos passar uma vida calma e pacífica com toda compaixão e dignidade”.

Neste sentido, Dom Benítez recorda que “a paz é um presente de Deus e, ao mesmo tempo, nossa missão”, exortando a pedir ao “Príncipe da Paz que nos a dê e incentivar todos os filhos de Deus a trabalhar por ela”.

A mensagem recorda as palavras de Dom Héctor Miguel Cabrejos Vidarte, OFM, Presidente do Conselho Episcopal da América Latina (CELAM), diante da grave situação vivida no Chile e em muitos países da América Latina: “a Igreja peregrina na América Latina e no Caribe é um corpo, quando uma parte do corpo sofre, toda a Igreja sofre, compartilha sua dor, mas também sua esperança”. Por isso é necessário insistir na necessidade de” buscar a paz por meio do diálogo, com participação de todos os protagonistas e instituições, para encontrar soluções reais orientadas para o bem comum”.

O secretário-geral da Conferência Episcopal do Paraguai conclui seu apelo invocando nosso Senhor Jesus Cristo, para que, com a intercessão da Virgem Maria, ajude “a nos fortalecermos na oração e a encontrar soluções para viver em paz em nossas nações”, e recomenda aos sacerdotes a usarem a forma da “Missa pela paz e justiça” do Missal Romano. Veja a seguir, fotos da internet sobre o Chile que, nos tumultos, teve atacadas várias igrejas.

Por Agência Fides

Equipe de Animação das CEBs-Diocese de Guanhães reúne-se com Dom Otacilio

Na manhã do dia 21 de novembro, na sala de reuniões Dom Felippe, na Mitra Diocesana de Guanhães, reuniram-se os membros da Equipe de Articulação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) com o Bispo Diocesano Dom Otacilio Ferreira de Lacerda para elaboração de estratégias de articulação e reanimação das Cebs na diocese.

A Equipe solicitou ao senhor bispo a inclusão no planejamento diocesano/2020 espaço para reanimação dos Grupos de Reflexão Bíblica e estudo da cartilha: Comunidades Eclesiais de Base: Igreja da Palavra, do Pão, da Caridade e da Missão. O grupo repassou um breve histórico da caminhada das Cebs na diocese, bem como a síntese das reuniões deste ano, a partir do 8º Encontro Mineiro de Cebs, ocorrido em Ipanema-MG.

Dom Otacilio garantiu à equipe que repassará as demandas ao Coordenador Diocesano de Pastoral, Pe Dilton Maria Pinto para definir as estratégias de ação na diocese e escolha de assessoria. Solicitou ao grupo o estudo dos textos referentes aos quatro pilares das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora(DGAE 2019-2023): Palavra, Pão, Caridade e Missão contidos no seu blog: peotcilio.blogspot.com e disponíveis nas páginas da diocese. Ele ressaltou que o estudo dos textos irão complementar o material da cartilha e frisou que as Cebs são um instrumento privilegiado de evangelização e ação fundamentada na Eucaristia.

A Equipe concluiu a reunião com oração e benção do Pastor e com sentimento de ânimos renovados para continuar os trabalhos nas Cebs da diocese.

Alessandro Gomes Alexandre

Pela Equipe de Animação da CEBs

Diocese de Guanhães/MG

    

Segunda reunião do clero de Guanhães com Dom Otacilio

Uma segunda reunião do clero de Guanhães com Dom Otacilio foi realizada no salão da Catedral, no dia 19/11, após a oração das laudes. O objetivo principal foi concluir a agenda diocesana de 2020.

Entre os assuntos tratados ficou decidido que a celebração na catedral, dia 04 de fevereiro de 2020, marcará a abertura solene do Ano pastoral, proposta apresentada por Padre Dilton, coordenador de pastoral. E ainda, que o DNJ 2020 será realizado na paróquia São José de Paulistas, conforme a data prevista: 25 de Outubro.

Padre Salomão apresentou a proposta da “missão dos presbíteros do Regional Leste 2”. Serão aproximadamente 32 padres, pois se trata de representantes de cada diocese do regional, no período de 18 – 23 de agosto de 2020. Ainda não foi definido qual paróquia da diocese de Guanhães foi contemplada.

Foi tratado sobre a importância da coleta da evangelização, promovida em todo o Brasil no terceiro domingo do Advento. Neste ano, dias 14 e 15 de dezembro. As contribuições são essenciais para que dioceses, especialmente, as mais pobres consigam realizar as ações pastorais de evangelização.

Dom Otacilio cita o texto do padre Patriky Samuel Batista, presbítero da diocese de Luz e secretário-exeuctivo de Campanhas da CNBB. Segundo ele os recursos arrecadados são distribuídos da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria diocese; 20% vão para o Regional da CNBB para as iniciativas evangelizadoras, como as atividades de formação e 35% se destinam à CNBB nacional que é usado para a manutenção da instituição e também o financiamento de ações pastorais.

Dom Otacílio insiste que esta coleta seja “bem feita” e desperte para a corresponsabilidade pelo sustento das atividades pastorais da Igreja. É essa a finalidade, custear os trabalhos diocesanos de pastorais, seja com catequese, presbíteros e outros.

Padre Patrick também irá assessorar a formação sobre as diretrizes e ação pastoral nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2020 cuja  finalidade é a VI Assembleia Diocesana de Guanhães. Dom Otacilio lembra que é data uma tanto quanto inviável para alguns leigos, no entanto será disponibilizada em vídeo nas redes sociais da diocese e transmissão ao vivo.

Dom Otacilio pediu uma partilha sobre o que as paróquias fizeram no 3º dia mundial dos pobres: em Peçanha houve arrecadação de alimento em todas as comunidades para famílias carentes, preces e orações durante as missas também foram realizadas na maioria das paróquias; em São Sebastião do Maranhão também foi abordado sobre a dimensão caritativa ( social) do dízimo já que estamos no mês da conscientização sobre o dízimo; a paróquia São Miguel através dos Vicentinos e Pastoral do dízimo  convidaram famílias carentes – buscaram e levaram, já que muitas moram distantes da sede – para participarem do café comemorativo do aniversário de nosso bispo, dom Otacilio que coincidiu com o dia mundial dos pobres.

O estudo sobre a CF 2020 será dia 30/11 com Pe. José Antônio e cada paróquia deverá enviar 4 leigos. Padre Dilton continuará repassando o calendário diocesano realizando os devidos reparos.

Evangelizar: Missão de todos nós

                         Evangelizar: Missão de todos nós

Aconteceu, de 11 a 14 de novembro, a Assembleia do Regional Leste 2 (Arqui-Dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo), à luz das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – 2019-2023, aprovada durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP).

Como Regional (Bispos, padres, Coordenadores diocesanos de Pastoral, Representantes de Presbíteros das Dioceses, cristãos leigos e leigas de diversas Pastorais), refletimos as Diretrizes e, ao final dos trabalhos, chegamos a oito indicações para a realização dos quatro pilares que elas nos apresentam na ação evangelizadora: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária.

1º – Pilar da Palavra

  1. Promover a animação bíblica da ação pastoral, através da leitura orante da Sagrada Escritura nos grupos eclesiais e na Celebração da Palavra;
  1. Oferecer formação centralizada na Palavra de Deus, que proporcione um caminho de iniciação à vida cristã, num processo contínuo, partindo do anúncio (querigma), culminando com o testemunho e o compromisso missionário.

2º – Pilar do Pão

  1. Fortalecer e incentivar a Pastoral Litúrgica por meio de uma formação mistagógica, valorizando as expressões genuínas da Piedade Popular e a realidade do Povo de Deus, respondendo aos desafios da cultura urbana;
  1. Elaborar subsídios, em vista da formação litúrgica por meio de cartilhas e mídias para TV, redes sociais e canais de internet, contemplando a relação entre liturgia e evangelização, enfatizando o canto litúrgico e a arte sacra.

3º – Pilar da Caridade

  1. Motivar os cristãos leigos e leigas, através da articulação dos Conselhos, ao engajamento social na luta pelos direitos humanos, na defesa da ecologia integral, na promoção da cultura da paz, e na proposição e acompanhamento das políticas públicas;
  1. Favorecer o encontro pessoal com Jesus Cristo levando as comunidades eclesiais missionárias, enquanto Igreja Samaritana, ao compromisso com a cultura da vida, da caridade e da paz, através de ações sócio-transformadoras.

4º – Pilar da Missão

  1. Investir nos diversos Conselhos Missionários e na missão ad gentes, para dinamizar as Comunidades Eclesiais Missionárias e garantir sua identidade;
  1. Despertar a consciência missionária das comunidades, a fim de que valorizem, como espaços de missão, as periferias geográficas e existenciais, com especial atenção aos hospitais, escolas, presídios/outros lugares de detenção e universidades, priorizando a pessoa e seu acompanhamento espiritual e social.

Roguemos a Deus para que Espírito do Senhor nos conduza, e façamos progressos maiores ainda na ação evangelizadora da Igreja do Brasil, em nosso Regional, tendo sempre presente as novas Diretrizes e seu Objetivo Geral a conduzir todo o nosso caminhar evangelizador:

EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude”.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em

https://peotacilio.blogspot.com/2019/11/evangelizar-missao-de-todos-nos.html

Primeiro Encontro das Comunidades Quilombolas do Rio Doce

Neste feriado da Proclamação da República, no Salão Paroquial da Paróquia Santo Antônio e no Ginásio Municipal, em Peçanha (MG), realizou-se o primeiro encontro das Comunidades Quilombolas do Vale do Rio Doce. As caravanas de diversas cidades foram acolhidas na Praça da Matriz e, em seguida, saíram em cortejo pelas ruas da cidade.

O pároco, José Aparecido dos Santos, fez a saudação aos presentes e disse que três palavras resumiam aquela caminhada: terra, justiça e cultura; ressaltou o prazer dos paroquianos em acolher as comunidades e as parcerias para a realização do encontro. A seguir, serviu-se o café comunitário no Salão Paroquial.

A abertura oficial do evento contou com a presença de autoridades do município e secretarias; da Empresa Cenibra; Superintendência Regional de Ensino de Guanhães; Emater e Federação das Comunidades Quilombolas e Movimentos. As escolas dos municípios de Cantagalo e Peçanha estiveram presentes e, juntamente com as comunidades, fizeram algumas apresentações culturais. Jesus Rosário Araújo, do Quilombo Indaiá, de Antônio Dias – Presidente da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais -, explicou que o objetivo do encontro era fazer uma reflexão sobre as comunidades do Vale do Rio Doce frente à nova conjuntura política e da nova realidade brasileira, como também a realização de planejamento para a organização dessas comunidades. Josiane Maria Pascal, do Quilombo São Félix, no município de Cantagalo – representante da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado Minas Gerais e Comissão do Rio Doce e da Confederação Nacional das Comunidades Quilombolas do Brasil – ressaltou que esse encontro era a realização de um sonho para eles, mostrando sua cultura. Ela destacou a importância da programação do encontro, bem como a realização de mesas de debate com a presença de mediadores do Ministério Público. Márcia Campanharo Zanetti Bonetti – Coordenadora Técnica Estadual da Emater para as comunidades quilombolas em MG – frisou que o dia seria de cultura e formação, troca de saberes e experiências, luta pelos direitos e reconhecimento e também contra o racismo. Seria a oportunidade de somar forças para a luta.

A formação política se deu nas mesas de debates com os temas: Quilombos da negação aos direitos e Gestão Territorial: Como o RTID (Relatório Técnico de Identificação e Delimitação) e a assistência técnica contribuem com a permanência no território.

Lançou-se o livro: Vida no Quilombo, um estudo sobre as comunidades quilombolas do Alto Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, que teve como coordenadora Maria Elisabete Gontijo dos Santos. Durante o evento ocorreu uma feirinha com os produtos trazidos das comunidades.

Alessandro Gomes Alexandre

 

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