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Angelus – Domingo da Palavra

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 26 de janeiro de 2020

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje (cf. Mt 4, 12-23) mostra o início da missão pública de Jesus, que aconteceu na Galileia, uma terra nos arredores de Jerusalém, e vista com suspeita por se misturar com os pagãos. Nada de bom e novo era esperado daquela região; ao contrário, ali mesmo Jesus, que havia crescido em Nazaré da Galileia, começa sua pregação.

Ele proclama o núcleo central de seu ensino resumido no apelo: “Converta-te, porque o reino dos céus está próximo” (v. 17). Este anúncio é como um poderoso raio de luz que atravessa as trevas e corta a neblina, e evoca a profecia de Isaías que é lida na noite de Natal: «As pessoas que andavam nas trevas viram uma grande luz; naqueles que andavam na terra escura brilhava uma luz “(9,1). Com a vinda de Jesus, luz do mundo, Deus Pai mostrou à humanidade sua proximidade e amizade. Eles nos são dados livremente além de nossos méritos. A proximidade de Deus e a amizade de Deus não são nosso mérito: elas são um presente gratuito de Deus, devemos guardá-lo.

O apelo à conversão, que Jesus dirige a todos os homens de boa vontade, é totalmente compreendido precisamente à luz do evento da manifestação do Filho de Deus, sobre o qual meditamos nos domingos passados. Muitas vezes é impossível mudar sua vida, abandonar o caminho do egoísmo, do mal, abandonar o caminho do pecado, porque o compromisso com a conversão se concentra apenas em si mesmo e na própria força, e não em Cristo e seu Espírito. Mas nossa adesão ao Senhor não pode ser reduzida a um esforço pessoal, não. Acreditar que isso também seria um pecado de orgulho. Nossa adesão ao Senhor não pode ser reduzida a um esforço pessoal, mas deve ser expressa em uma abertura confiante do coração e da mente para receber as Boas Novas de Jesus. É isso – a Palavra de Jesus, as Boas Novas de Jesus, o Evangelho – que muda o mundo e os corações! Somos, portanto, chamados a confiar na palavra de Cristo, a nos abrir à misericórdia do Pai e a deixar-nos transformar pela graça do Espírito Santo.

É daqui que o verdadeiro caminho da conversão começa. Assim como aconteceu com os primeiros discípulos: o encontro com o Mestre divino, com seu olhar, com sua palavra, deu-lhes o impulso de segui-lo, mudar sua vida, colocando-se concretamente a serviço do Reino de Deus.

O surpreendente e decisivo encontro com Jesus iniciou a jornada dos discípulos, transformando-os em anunciadores e testemunhas do amor de Deus pelo seu povo. Imitando esses primeiros arautos e mensageiros da Palavra de Deus, cada um de nós pode dar passos nos passos do Salvador, para oferecer esperança àqueles que têm sede dela.

Que a Virgem Maria, a quem nos dirigimos nesta oração do Ângelus, apoie esses propósitos e apoie-os com sua intercessão materna.

O Anjo do Senhor anunciou a Maria. E Ela concebeu do Espírito Santo. Ave Maria…

Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra. Ave Maria…

E o Verbo divino encarnou. E habitou no meio de nós. Ave Maria…

Rogai por nós Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.

Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Gloria ao Pai… (3 vezes)

Aos fiéis defuntos, dai-lhes Senhor o descanso eterno. E a luz perpétua os ilumine. Descansem em paz. Amém…

Bênção Apostólica 

Papa: O Senhor esteja convosco.  Todos: Ele está no meio de nós.

Papa: Seja bendito o nome do Senhor. Todos: Agora e sempre.

Papa: A nossa proteção está no nome do Senhor. Todos: Que fez o céu e a terra.

Papa: Abençoe-vos o Deus Onipotente, Pai+, e Filho+ e Espírito + Santo. Todos: Amém

DEPOIS DE ANGELUS

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, pela primeira vez, estamos comemorando o Domingo da Palavra de Deus , instituído para celebrar e acolher cada vez melhor o presente que Deus fez e faz diariamente sua Palavra ao seu povo. Agradeço às dioceses, às comunidades que propuseram iniciativas para recordar a centralidade da Sagrada Escritura na vida da Igreja.

Amanhã marca o 75º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Diante dessa enorme tragédia, dessa atrocidade, indiferença não é admissível e a memória é imprescindível. Amanhã somos todos convidados a fazer um momento de oração e lembrança, dizendo cada um em seu coração: nunca mais, nunca mais!

O Dia Mundial da Doença de Hansen é comemorado hoje. Estamos perto de todas as pessoas afetadas e de quem as cuida de maneiras diferentes.

Eu também quero estar perto e orar pelas pessoas que estão doentes por causa do vírus que se espalhou para a China. Que o Senhor acolha o falecido em sua paz, conforte as famílias e apoie o grande compromisso da comunidade chinesa, já estabelecida para combater a epidemia.

Saúdo todos vocês que vieram da Itália e de vários países, em particular os peregrinos de Valência, Salamanca, Burgos, Santander e Valladolid; estudantes e educadores de Múrcia, Cuenca, Badajoz e do Panamá.

Saúdo os fiéis de Tursi e o grupo UNITALSI da Lazio, que facilita a participação de pessoas com deficiência nas audiências gerais e no Angelus , e que hoje distribui o Messaline com a Palavra de Deus todos os dias.

Agora os camaradas chegaram [dois meninos da ACR ao lado do papa]. Saúdo calorosamente os meninos e meninas da Ação Católica, das paróquias e escolas católicas da Diocese de Roma! Também neste ano, acompanhado pelo bispo auxiliar Mons. Selvadagi, por seus pais e educadores e pelos padres assistentes, você veio em grande número ao final da “Caravana da Paz”. Agradeço por esta iniciativa. E agora vamos ouvir a mensagem que seus amigos, aqui ao meu lado, lerão para nós. Desejo a todos um bom domingo. E por favor, não esqueça de orar por mim. Tenha um bom almoço e adeus!

Oração para repelir as tempestades

O Missal Romano oferece Orações para várias necessidades, e retomo uma delas.

Oremos:

Ó Deus, a quem todos os elementos obedecem, aplacai as tempestades, para que o temor, inspirado pelo vosso poder, se transforme em louvor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Celebrei a Missa há pouco pedindo a Deus por Belo Horizonte-MG, uma vez que os noticiários estão alertando para a forte chuva que cairá hoje.

Bem sabemos dos graves problemas que enfrentam as cidades no que se refere à infraestrutura, conservação do córregos e rios, ausência de políticas públicas que previnam e evitem possíveis calamidades.

Sejam acompanhadas de nossas orações compromissos de todas as pessoas de boa vontade de criar melhores condições em nossas cidades, mais investimentos, preservação e melhor interação com o meio ambiente.

Neste momento, o que podemos fazer é intensificar nossas orações a Deus, sem jamais eximir de nossas responsabilidades, que desde o princípio da criação por Ele a nós foram confiadas, como lemos nas primeiras páginas do Livro do Gênesis, na Sagrada Escritura.

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

Bispo Diocesano de Guanhães

Mensagem do Papa Francisco, para 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais

 “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2). A vida faz-se história”.

Desejo dedicar a Mensagem deste ano ao Tema de narração, pois, para não perdermos, acho que precisamos respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não como que destruam; histórias que ajudaram a reencontrar as raízes e a força de Prosseguirmos juntos. Na confusão das vozes e mensagens que rodeiam, temos necessidade de narração humana, que nos falam dos mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que aprenda a olhar para o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação num tecido vivo, revele ou entrançado dos fios pelos quais estamos ligados ou outros.

  1. Tecer histórias

O homem é um ente narrador. Desde pequenos, temos fome de histórias, como temos comida. Sejam elas em forma de fábula, romance, filme, canção ou notícia simples, influenciam nossa vida, mesmo sem termos consciência disso. Muitas vezes, decidimos o que é justo ou errado com base nos personagens e histórias assimiladas. Como narrativas marcam-nos, plasmam como nossas convicções e comportamentos, podem ajudar-nos a compreender e dizer quem somos.

O homem não é apenas o único que precisa de vestuário para cobrir a própria vulnerabilidade (cf. Gn 3, 21), mas também o único que precisa de narrar-se a si mesmo, «revestir-se» de histórias para guardar a própria vida. Não tecemos apenas roupas, mas também histórias: de fato, serviços da capacidade humana de «tecer» para tecidos , para textos . As histórias de todos os tempos têm um «rasgo» comum: uma estrutura estimada «heróis» – mesmo dia-a-dia – que, para encalçar um sonho, enfrenta situações difíceis, combate ou mau movimento por uma força que vem corajosa , a força do amor. Mergulhando nas histórias, podemos voltar a encontrar razões heróicas para enfrentar os desafios da vida.

O homem é um narrador, porque em devir: descobre-se e enriquece-se com como tramas dos seus dias. Mas, desde o início, a nossa narração está ameaçada: na história, serpeja ou mal.

 

  1. Nem todas as histórias são boas

«Se come, se torna como Deus» (cf. Gn 3, 4): esta tentativa de serpente introduzida, um enredo da história, um nó difícil de desfazer. “Se possuíres …, tornar-te-ás …, sussirás …”: sussurra ainda hoje a quem se utiliza do chamado storytellingpara fins instrumentais. Quantas histórias nos narcotizam, nos convencemos de que, para ser feliz, precisamos continuamente de ter, usar e consumir. Quase não nos damos conta com quantos ávidos nos tornamos de bisbilhotices e intrigas, de quanta violência e falsidade consumida. Freqüentemente, nas «lágrimas» de comunicação, em vez de narrações construtivas, que sólidos ou laços sociais e tecido cultural, produzem-se histórias devastadoras e provocativas, que corroem e rompem os fios frágeis da convivência. Quando a informação não é verificada, os discursos repetidos, banais e falsamente persuasivos, percorridos com proclamações de ódio, estão separados, não são tecer a história humana, mas despojar o homem da sua dignidade.

Mas, enquanto as histórias usadas para fornecer próprio ou ao serviço de vida útil curta, uma história boa é capaz de transportar os limites do espaço e do tempo: à distância de séculos, permanece atual, porque alimenta a vida.

Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (ou deepfake ), as necessidades de sapata para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas. Necessidades de coragem para rejeitar como falsas e depravadas. Precisamos de paciência e discernimento para descobrir histórias que nos ajudam a não perder o fio, no meio das inúmeras lacerações de hoje; histórias que tragam à luz a verdade do quilo que somos, a mesma heroicidade oculta do dia a dia.

 

  1. História das histórias

Na Sagrada Escritura, é uma História de histórias . Quantas vicissitudes, povos, pessoas nos apresenta! Desde o início, a exposição-nos um Deus que é simultaneamente criadora e narradora: de fato, pronunciada em sua Palavra e como coisas existem (cf. Gn 1). Deus, através deste narrador, chama a vida como coisas e, sem apogeu, cria o homem e a mulher como seus interlocutores livres, geradores de história relacionados com Ele. Temos um Salmo criatura que acena se contar para o Criador: «Você modela como entradas do meu ser e teceste-me no seio da minha mãe. Dou-Te graças por me teres feito uma maravilha estupenda (…). Quando meus ossos estavam em formados, e eu, em segredo, me desenvolvia, recamadonas profundezas do chão, nada disso Você era oculto “( Sl 139/138, 13-15). Não é perfeito, mas é necessário ser constantemente “tecidos” e “recamados”. A vida foi-nos dada como convite para continuar tecer a “maravilha estupenda” que somos.

Nesse sentido, na Bíblia é uma grande história de amor entre Deus e uma humanidade. No center, está Jesus: em sua história ele aproveita a perição ou amor de Deus pelo homem e, no final dos tempos, uma história de amor do homem por Deus. Assim, ou homem será chamado, de geração em geração, a contar e fixar na memória os episódios mais gravados desta história : os ouvidos podem comunicar o sentido do que aconteceu.

O título desta Mensagem é tirado do livro do Êxodo, narrativa bíblica fundamental que faz com que Deus intervenha na história do seu povo. Com efeito, quando os filhos de Israel, escravizados, clamam por Ele, Deus ouve e recorda-Se: «Deus recordou-Se da sua aliança com Abraão, Isaac e Jacob. Deus viu os filhos de Israel e registrou-os “( Ex 2, 24-25). A memória de Deus brota a liberação do opressão, que verifica através de sinais e produtos. Aqui o Senhor dos Moisés ou o sentido de todos estes sinais: « Para que possas contar e fixar na memória o teu filho e o teu filho (…) os meus sinais que eu percebo no meio deles. E você sabe que eu sou o Senhor “( Ex10, 2). A experiência do Êxodo ensina que o conhecimento de Deus se transmite principalmente contando, de geração em geração, enquanto Ele continua a retornar – Se presente. O Deus da vida se comunica – se, narrando a vida.

O próprio Jesus falava de Deus, não com discursos abstratos, mas com parábolas, narrações narrativas tiradas da vida de todos os dias. Aqui a vida faz história e depois, para o ouvinte, uma história causa vida: essa narração entra na vida de quem escuta e transforma.

Também os Evangelhos – não por acaso – são narrações. Enquanto informações sobre Jesus, «números de desempenho» [1] na imagem de Jesus, configuradas em Ele: o Evangelho pede ao leitor que participe da mesma fé para compartilhar a mesma vida. O Evangelho de João diz que Narrador por excelência – ou Verbo, a Palavra – fez-se narração: «O Filho unigénito, que é Deus e não é pai do pai, foi Ele quem O contou » (1, 18) . Use ou termo «relatado», porque ou original exeghésato tanto se pode traduzir «revelado» como «relatado». Deus criou-Se disponível com a nossa humanidade, dando-lhe uma nova maneira de tecer como nossas histórias.

  1. Uma história que se renova

A história de Cristo não é um patrimônio do passado; é uma nossa história, sempre atual. Mostra que Deus levou no peito ou no homem, na nossa carne, na nossa história, no ponto de fazer homem, na carne e na história. E diz-nos também que não existem histórias humanas insignificantes ou pequenas. Depois que Deus Se fez história, toda a história humana é, de certa forma, história divina. Na história de cada homem, o Pai revê a história do seu Filho descido à terra. Cada história humana tem uma dignidade incancelável. Por isso, uma humanidade merece narra aqueles que estão à sua altura, aquelas que são estonteantes e fascinantes para quem Jesus está acima.

Vós «é uma carta de Cristo – São Paulo aos Coríntios -, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com ou Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os corações vermelhos “( 2 Cor 3, 3). O Espírito Santo, o amor de Deus, escreve em nós. E, saindo de nós, fixe em nós ou bem, recorda-no-lo. De fato, re-cordar significa levar ao coração, “escrever” no coração. Por obra do Espírito Santo, cada história, mesmo que mais esquecida, que parece escrita nas linhas mais tortas, pode tornar-se inspirada, pode renascer como obra prima, retornando-se como um índice de Evangelho. Assim como Confissões de Agostinho, ou Relato de Peregrino de Inácio, em História de uma alma de Teresinha do Menino Jesus,Promoções prometidas ( posições promissoras ) de Alexandre Manzoni, ou irmãos Irmãos Karamazov de Fiódor Dostoiévskij … e inúmeras outras histórias, que têm representação admirável ou encontro entre liberdade de Deus e homem. Cada um de nós conhece várias histórias sobre o evangelho: testemunham ou Amor que transforma a vida. Estas histórias pedem para ser compartilhadas, contadas, feitas viver em todos os tempos, com todas as linguagens, por todos os meios.

  1. Uma história que nos renova

Em cada grande história, insira em jogo a nossa história. Ao mesmo tempo que lemos uma Escritura, como histórias de Santos e outros textos que sabem ler uma alma de um homem e trazer uma luz de sua beleza, ou o Espírito Santo fica livre para escrever nosso coração, renovando em nós a memória daquilo que somos aos olhos de Deus. Quando executar a memória do amor que nos criou e salvar, quando aparecer o amor nas nossas histórias diárias, quando aparecermos a tristeza como traços dos nossos dias, nesse momento estamos mudando a página. Já não ficamos associados a lamentos e tristezas, vinculados a uma memória doente que aprisiona o coração, mas abrimos para outros, abrimos para a própria visão do Narrador. Nunca é inútil narrar a Deus a nossa história: ainda que permaneça inalterada em crônicas de fatos, mudam o sentido e perspetiva. Narrarmo-nos ao Senhor não entra no seu olhar de amor compassivo por nós e pelos outros. A Ele pode narrar como histórias que vivemos, levar como pessoas, confiar situações. Com Ele, podemos recompor ou tecido da vida, cosendo como ruturas e os rasgões. Quanto nós, todos, precisamos disso!

Com o olhar do Narrador – o único que tem o ponto de vista final -, aproxima-se depois dos protagonistas, dos nossos irmãos e irmãs, atores relacionados à história de hoje. Sim, porque ninguém está simplesmente aparecendo no palco do mundo; a história de cada um está aberta a possibilidades de mudança. Mesmo quando narramos ou mal, podemos aprender a deixar ou espaço à redenção; podemos reconhecer, no meio do mal, também o dinamismo do bem e o espaço.

Por isso, não se trata de seguir como lógicas de contar histórias , nem fazer ou fazer publicidade, mas fazer memórias do quilo que somos os olhos de Deus, testemunhar aquilo que o Espírito lê nos olhos, revelar um cad que sua história contém maravilhas estupendas. Para fazer o acompanhamento, confiamos em uma Mulher que criou a humanidade de Deus no seio e – diz o Evangelho – fez tudo de forma conjunta para os acontecimentos. De fato, em Virgem Maria tudo guardou, meditando – ou no seu coração (cf. Lc 2, 19 ). Peçamos-A ajuda a Ela, que soube desatar os nós da vida com força suave do amor:

Ó Maria, mulher e mãe, Vós não se refere à Palavra divina, Vós narra com uma vida vossa como obras magníficas de Deus. Ouvir como nossas histórias, guardai-como vosso coração e faz vossas também como histórias que ninguém quer escutar. Ensinai-nos a reconhecer ou fio bom que guia a história. Olhai ou tumulo de nós em que semaranhou nossa vida, paralisando nossa memória. Pelas vossas mãos delicadas, todos os nós podem ser desatados. Mulher do Espírito, Mãe da confiança, inspira-nos também a nós. Ajudai-nos a construir histórias de paz, histórias de futuro. E indica-nos ou caminho para como percorrermos juntos.

Roma, em São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales,

24 de janeiro de 2020.

FRANCISCUS, PP

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[1] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi (30 / XI / 2007), 2: «A mensagem cristã não era tão” informativa “, mas” performativa “. Isso significa que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que pode saber, mas uma comunicação que gera fatos e muda a vida ».

[00107-PO.01] [Texto original: italiano]

 

Visita de Dom Marcello Romano à paróquia São Pedro

A comunidade são-pedrense acolheu, no dia 17 de janeiro de 2020, Dom Marcello Romano para presidir a celebração eucarística durante a novena em homenagem a São Sebastião e visita aos paroquianos e amigos. Ele foi recepcionado pelo administrador paroquial Padre Luiz Mauricio Silva e, antes da celebração, fez questão de ficar à porta da Igreja Matriz recebendo os que chegavam, conversando com os amigos e relembrando fatos que marcaram sua caminhada de igreja com nosso povo.

No início da celebração ele explicou à assembleia o que o motivou a fazer a visita a São Pedro do Suaçuí: no dia 17 de dezembro de 2019, cele completou  bodas de prata de ordenação sacerdotal e que passaria por todos os lugares da Diocese onde exerceu seu ministério. Contou que quando foi acolhido por Dom Antônio Felipe da Cunha, nosso primeiro bispo diocesano, foi enviado à comunidade São Pedro para uma experiência. Enfatizou que esse período foi fundamental para seu discernimento vocacional e que sua vivência nestas terras e o convívio com nosso povo o fizeram tomar a decisão de como serviria ao Reino de Jesus. Em 1995, por ocasião do falecimento de Dom Antônio Felipe, padre Saint-Clair Ferreira Filho – na época Administrador Diocesano – fez a provisão canônica para que ele assumisse a paróquia São Pedro, mas no momento em que estava indo para assumir a administração da comunidade, houve um cisma em outra paróquia da Diocese e padre Saint-Clair disse a ele que rasgaria o documento. Ele pediu que não fizesse isso, pois ele queria guardar essa lembrança. Assim, padre Saint-Clair riscou sobre a provisão e escreveu “nulo”. Dom Marcello revelou que guarda essa lembrança do povo são-pedrense.

Durante a homilia, fez uma profunda e envolvente reflexão da Palavra de Deus e contou um pouco da vida de Santo Antão, pai da vida monacal, memória celebrada neste dia.

Ao final da celebração, a cristã leiga Regina Leão dirigiu a Dom Marcello algumas palavras de agradecimento; representantes das comunidades e instituições entregaram-lhe alguns presentes e produtos típicos. Padre Luiz Mauricio agradeceu a visita e relembrou como foram feitos os contatos para que o momento pudesse ser celebrado. Dom Marcello disse ao povo ser tímido e que não tinha palavras para agradecer a acolhida. Após, dedicou grande parte do tempo para abraçar os amigos e conversar com eles. Todos que participaram saíram animados e agradecidos pela maravilha que foi a celebração e o reencontro com o visitante.

Alessandro Gomes

Pascom

Convite para Ordenação Presbiteral

“Porque está escrito: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec.” (Hebreus 7,17);

A Diocese de Guanhães e os diáconos André, Daniel e Edmilson, convidam os diocesanos, fiéis e amigos, para Celebração Eucarística, na qual serão ordenados presbíteros.

A solene celebração será no dia 21 de fevereiro, às 19h, na Sé Catedral de São Miguel, em Guanhães.

Venham participar conosco!
Sua presença será motivo de grande alegria para todos nós.

 

 

 

Conheça os futuros padres de nossa diocese:

 

– O Diác. André Luiz Eleutério Lomba, nasceu em Rio Vermelho (MG), no dia 21/12/1987

Teve sua formação acadêmica de Licenciatura em Filosofia pelo Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga/MG, e pela Faculdade Católica de Anápolis/GO (2013). Bacharelou-se em Teologia pelo Seminário Diocesano de Caratinga e pelo Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) de Belo Horizonte/MG (2016). Especializou-se em Catequética pelo Instituto Regional de Pastoral Catequética (IRPAC) e pela PUC Minas (2014-2017). No momento atual, de sua etapa formativa, vive o estágio diaconal na Paróquia São José, em Paulistas/ MG.

Dentre os estudos já mencionados, o diácono André, desempenhou várias funções na diocese; coordenador da Escola de Teologia para Leigos, membro da equipe de assessoria dos Roteiros (cartilhas/novena de natal/grupos de reflexão), e outros.

No dia 09 de fevereiro de 2018, recebeu a ordenação diaconal, pela Oração da Igreja e imposição das mãos do bispo diocesano na época, dom Jeremias Antônio de Jesus.

 

– O Diác. Daniel Bueno Borges, nasceu em São José dos Campos/SP, em 22 de junho de 1983.

Teve sua formação acadêmica de Licenciatura em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano. Formado em música, pela Faculdade de música (ULM) -São Paulo – SP, e realizou seus estudos de Teologia pela Faculdade Católica de São José dos Campos -SP.

Especializou-se no curso Técnico em restauro e conservador de imagens policromadas pela Faculdade SENAI Félix Guisard, (UNITAU) -Taubaté/SP e (FUNDJAC) Fundação Dom Jose Antônio do Couto Museu de arte sacra de Taubaté-SP.

Foi acolhido na Diocese de Guanhães pelo bispo dom Jeremias, e incardinou-se na mesma.

No atual momento, está desempenhando o estágio diaconal na Paróquia Sant’Ana, em Água Boa/ MG. E vem desempenhando outras funções, a nível diocesano, como membro da equipe de assessoria da Pastoral Litúrgica, Apostolado da Oração e Legião de Maria.

No dia 09 de fevereiro de 2018, recebeu a ordenação diaconal, pela Oração da Igreja e imposição das mãos do bispo diocesano na época, dom Jeremias Antônio de Jesus.

 

– O Diác.  Edmilson Henrique Cândido, nasceu na cidade de Monsenhor Paulo/ MG, no dia 26 de setembro de 1974.

Teve sua formação acadêmica, formando no Magistério na E. E. Presidente Kennedy; realizou seus estudos de Filosofia no Instituto São José de Três Corações; e sua formação em Teologia no ISTA (Instituto São Tomás de Aquino) em Belo Horizonte.

Foi acolhido na Diocese de Guanhães pelo bispo dom Jeremias, e incardinou-se na mesma.

No atual momento, está desempenhando o Estágio diaconal na Paróquia Nossa Senhora da Pena, em Rio Vermelho/ MG. E vem desempenhando, a nível diocesano, a função de assessor da Pastoral do Dízimo

No dia 09 de fevereiro de 2018, recebeu a ordenação diaconal, pela Oração da Igreja e imposição das mãos do bispo diocesano na época, dom Jeremias Antônio de Jesus.

Igreja celebrará pela primeira vez o “Domingo da Palavra de Deus”.

Isto acontecerá no próximo dia 26 de janeiro de 2020.

O Papa Francisco, atendendo a inúmeras solicitações chegadas de todo o mundo, instituiu, com a Carta Apostólica Aperuit illis, o Domingo da Palavra de Deus a ser celebrado todos os anos no 3º Domingo do Tempo Comum, para celebrar, refletir e divulgar a Palavra de Deus (Aperuit illis, 3).

A carta Aperuit illis foi assinada pelo Papa Francisco no dia 30 de setembro de 2019, memória de São Jerônimo, dia em que se começou a celebrar 1600º aniversário de morte do doutor das Escrituras. Foi ele quem afirmou: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer Cristo”.

Ademais, os evangelhos deste domingo, nos três ciclos litúrgicos (A, B e C), relatam o início do ministério público daquele que ao mesmo tempo é o mediador e mensagem, Jesus, o Verbo feito carne (cf. Jo 1,4).

O Santo Padre já havia manifestado no fim do Ano Santo da Misericórdia o seu desejo de que “a Palavra de Deus seja cada vez mais conhecida, celebrada e difundida” (Misericordia et misera, 7). Nesta mesma Carta Apostólica, com a qua encerrou o Jubileu Extraordinário, Francisco desejava que “toda a comunidade, em um domingo do ano litúrgico, pudesse renovar o empenho pela difusão, pelo conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura, um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a inexaurível riqueza que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo” (Misericordia et misera, 7).

Cabe, portanto, a cada realidade local encontrar formas adequadas e eficazes para viver, da melhor forma possível, esse domingo, fazendo “crescer no povo de Deus uma religiosa e assídua familiaridade com as Sagradas Escrituras, tal como ensinava o autor sagrado já nos tempos antigos: ‘Esta palavra está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a praticares’ (Dt 30,14)” (Aperuit illis, 15).

Algumas pistas são oferecidas pelo Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização às quais somamos iniciativas próprias da nossa realidade:

– valorizar o lugar da Palavra na celebração litúrgica;

– familiarizar-se com os livros da Palavra na liturgia: o lecionário e o evangeliário;

– acolher a Palavra (evangeliário) na procissão de entrada, trazida por um diácono ou leitor e depositada sobre o altar até a sua proclamação ou deposta num pequeno trono que sublinhe a sua centralidade, como foi feito no Concílio Vaticano II;

– valorizar a proclamação da Palavra e capacitar os seus proclamadores;

– cantar o salmo, essa deveria ser a regra;

– nas celebrações presididas pelo bispo, valorizar a bênção com o evangeliário, dada depois da proclamação do Evangelho e acolhida num silencio orante, acompanhado pelo sinal da cruz;

– expressar veneração à Palavra após a sua proclamação, expondo o evangeliário à veneração dos fiéis, que pode ser expressa por um beijo, um toque, uma inclinação, um canto ou mesmo um aplauso;

– entregar ritualmente a Bíblia aos fiéis que não a possuem, estimulando-os a ler, a escutar nela a Palavra de Deus e a transmiti-la, ou ainda aos catequistas que neste ano exercerão este ministério da Palavra;

– promover um tempo de oração com a Leitura Orante da Bíblia;

– incentivar a escuta e a entronização da Bíblia nas famílias;

– realizar gincanas bíblicas com os coroinhas, acólitos e crianças, adolescentes e jovens da catequese e dos grupos de jovens;

– divulgar o projeto Lectionautas Brasil de leitura orante na web (www.lectionautas.com.br) e promover a capacitação de jovens lectionautas na comunidade/paróquia;

– convidar as comunidades cristãs separadas para partilhar uma celebração da Palavra;

– promover a leitura contínua do evangelho durante um período de tempo na Igreja ou na praça, com bons leitores, locutores locais, pessoas de renome etc;

– encontrar os grupos de círculo bíblico para motivação missionária, a partir da importância do encontro ao redor da Palavra;

– por fim, começar iniciativas que envolvam a Palavra de Deus e possam se prolongar ao longo do ano e da vida da comunidade. 

Nesta linha de proximidade prática da Palavra de Deus, vale a pena lembrar que com a Carta Apostólica Misericordia et misera, o Papa Francisco instituiu também o Dia mundial dos pobres, celebrado no 33º Domingo do Tempo Comum, domingo anterior à Solenidade de Cristo, Rei do universo. Este ano, o Dia mundial dos pobres ocorrerá no domingo, 15 de novembro, sendo precedido por uma Jornada mundial dos pobres, que ocorre na semana precedente.

 

Por, Pe. Jean Poul Hansen – Coordenador Diocesano de Pastoral da Diocese de Campanha/MG.

COMUNICADO

MITRA DIOCESANA DE GUANHÃES

 

Guanhães, 15 de janeiro de 2020

Estimados Diocesanos,

Alegria e Paz!

A Diocese de Guanhães-MG tem a alegria de informar a todos os diocesanos que no dia 15 de janeiro o Colégio de Consultores se reuniu juntamente com o senhor bispo Dom Otacílio Ferreira de Lacerda e aprovou a Ordenação Presbiteral dos Diáconos André Luiz Eleotério Lomba, Daniel Bueno Borges e Edmilson Henrique Cândido.

A Missa da Ordenação será realizada no dia 21 de fevereiro às 19h na Catedral São Miguel em Guanhães-MG.

Contamos com a presença de todos que puderem participar deste momento forte da graça de Deus na vida dos Diáconos e de toda a Igreja Diocesana, contando sempre com as orações para que vivam com alegria e fidelidade a graça do Ministério.

Formação de Coordenadores Diocesanos no Novo Curso do Regional Leste II

    Formação de Catequista : um itinerário essencial para uma catequese querigmática

A formação de Catequista proporciona uma evangelização com os “pés na realidade”, pois o ser humano é o hoje, o agora, ligado ao tempo e ao espaço. Os ensinamentos de Jesus Cristo não são estáticos , eles acompanham e se adequam a um mundo de mudanças, por isso o (a) catequista não pode ser uma pessoa paralisada no tempo e no espaço.

           Sendo a Catequese um processo de Iniciação à vida  de seguimento a Jesus Cristo, o (a) Catequista tem que conhecer o Filho de Deus e para conhecê-LO  bem, tem que  existir uma profunda  intimidade com a Palavra para apresentar aos catequizandos a proposta de Jesus: a boa notícia do Reino de Deus. Para anunciar o amor de Deus exige-se que o (a) evangelizador (a) seja paciente , próximo das pessoas que querem conhecer o jeito de SER de Jesus,  para juntos testemunharem o amor de Deus no cotidiano. Apresentar Jesus às pessoas requer cuidado, leveza , paciência, pois cada idade exige um jeito, um vocabulário, assim o evangelizador respeita a individualidade humana, a idade  e a cultura da comunidade.

     Planejar as atividades catequéticas é essencial para que não falte a PALAVRA, a FÉ e a IGREJA porque a Catequese “é toda forma de serviço eclesial da Palavra de Deus que cuida do amadurecimento na fé das pessoas e das comunidades.” O Planejamento deve ser participativo , requer mística e nunca se esquecer “ o NOVO vem de baixo para cima…”. As EQUIPES de COORDENAÇãO , sejam elas diocesanas ou paroquiais, devem MOBILIZAR e PRIORIZAR a FORMAÇÂO porque COORDENAR é ANIMAR , é CRIAR laços ,portanto não existe “cristão” sem comunidade.

      A Catequese com inspiração catecumenal exige planejamento e formação  porque ela deve ser bíblica, querigmática, celebrativa, comunitária , mistagógica, cristocêntrica e a partir da vida.

 Jesus era e é real,  apontava e aponta caminhos … O grande desafio do (a) catequista é´”experienciar” Jesus … ´sair de si … é tornar o mundo digital mais leve e mais humano.

     Estas reflexões foram proporcionadas pelo Curso para novos  Coordenadores oferecido pelo Regional Leste II e, principalmente, pelo apoio do Padre João Carlos e a Comunidade da Paróquia São João Evangelista que “patrocinaram” a minha participação  e minha formação durante cinco dias na Casa de Retiro São José – Belo Horizonte –MG

  Dircilene Honorato Ferreira – Equipe de Coordenação –Janeiro de 2020

Regional Leste II promove Cursos de Especialização em Catequética e Curso para novos coordenadores

 

A Comissão para Animação Bíblico-Catequética do Regional Leste 2 da CNBB (Minas Gerais e Espírito Santo) em parceria com a PUC Minas e o Instituto Regional de Pastoral Catequética (IRPAC) promovem entre os dias 05 a 18 de janeiro uma especialização Catequética. O curso de regime intensivo terá a participação de 45 alunos, e será realizado na Casa de Retiros São José.

Neste ano, a pós-graduação abriu vagas para turma com adesão de novos alunos; da nossa Diocese irão três pessoas para essa especialização: Seminarista Anderson Alves – Paróquia Nossa Senhora da Glória em Divinolândia; Ivone Alves – Paróquia Santa Maria Eterna  em Santa Maria do Suaçuí, e Celia Viera – Paróquia Santo Antônio em Peçanha.

De acordo com a coordenadora da Comissão de Catequese do Regional Leste 2, Lucimara Trevizan, o objetivo principal do curso é qualificar o trabalho das coordenações diocesanas de catequese. “Os alunos poderão refletir sobre a prática catequética à luz das orientações da Igreja, e dentre outros aspectos, conhecer novas perspectivas e linguagens, sobretudo na cultura urbana e digital”, esclarece.

As aulas serão de segunda a sábado, das 8h às 17h30. No período noturno haverá uma programação variada, com oficinas, palestras, debates e cine-fórum. Cada módulo do curso terá conteúdo específico da grade da PUC Minas.

Formação de novos coordenadores

Outro curso promovido pelo IRPAC, nesse período, (entre os dias 05 a 10) será o de Formação de Novos Coordenadores Paroquiais de Catequese, funcionando desde janeiro de 2018, atendendo a pedidos dos coordenadores diocesanos de catequese de Minas Gerais e Espírito Santo.

Nesse ano, nossa diocese contará com três pessoas: Nayara – Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Cantagalo MG; Geneci – Paróquia São José em São José do Jacuri e Dircilene – Paróquia de São João em São João Evangelista MG

Lucimara Trevizan explica que normalmente leva-se um ano para preparar novos coordenadores de catequese, mas, “a ideia é oferecer uma formação intensiva e aprofundada com duração de 42 horas/aula”, completa. “Com o curso será possível oferecer orientações concretas para o processo de iniciação à vida cristã nas comunidades e paróquias e propor uma catequese mais vivencial e criativa”, finaliza a coordenadora da Comissão de Catequese do regional Leste 2.

Texto: Seminarista Anderson Alves.

2º Ano de Teologia.

Solenidade de Maria, Mãe de Deus (Homilia do Papa)

Santa Missa na Solenidade de Maria, Mãe de Deus e 53° Dia Mundial da Paz, 1/1/2020

 

Às 10 horas desta manhã, na Basílica Vaticana, o Santo Padre Francis presidiu a celebração da Missa da Solenidade de Maria Mãe de Deus de Natal na oitava e a comemoração do 53° Dia Mundial da Paz sobre o tema da Paz como um caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica . Publicamos abaixo a homilia que o Papa Francisco fez durante a celebração eucarística, após a proclamação do Evangelho:

Homilia do Santo Padre 

“Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher” ( Gl 4: 4). Nascido de uma mulher: foi assim que Jesus veio. Ele não apareceu no mundo adulto, mas, como o Evangelho nos disse, ele foi “concebido no ventre” ( Lc 2:21): ali ele fez nossa humanidade sua, dia após dia, mês após mês. No ventre de uma mulher, Deus e a humanidade se uniram para nunca mais deixar um ao outro: mesmo agora, no céu, Jesus vive na carne que tomou no ventre da mãe. Em Deus existe a nossa carne humana!

No primeiro dia do ano, celebramos este casamento entre Deus e o homem, inaugurado no ventre de uma mulher. Em Deus, nossa humanidade será para sempre e Maria sempre será a Mãe de Deus. Ela é mulher e mãe, este é o essencial. Dela, mulher, a salvação surgiu e, portanto, não há salvação sem a mulher. Ali Deus se juntou a nós e, se queremos nos unir a ele, seguimos o mesmo caminho: para Maria, mulher e mãe. Então, vamos começar o ano com o sinal de Nossa Senhora, uma mulher que teceu a humanidade de Deus. Se queremos tecer os enredos de nossos dias de humanidade, devemos recomeçar a partir da mulher.

Nascido de mulher. O renascimento da humanidade começou com a mulher. As mulheres são fontes de vida. No entanto, são continuamente ofendidos, espancados, violados, induzidos a se prostituir e a suprimir a vida que carregam em seu ventre. Qualquer violência infligida às mulheres é uma profanação de Deus, nascida de uma mulher. A salvação para a humanidade veio do corpo de uma mulher: pela maneira como tratamos o corpo da mulher, entendemos nosso nível de humanidade. Quantas vezes o corpo da mulher é sacrificado nos altares profanos da publicidade, renda, pornografia, explorados como uma superfície a ser usada. Deve ser libertado do consumismo, deve ser respeitado e honrado; é a carne mais nobre do mundo, concebeu e deu à luz o amor que nos salvou! Hoje, a maternidade também é humilhada, porque o único crescimento que nos interessa é o crescimento econômico. Tem mães

Nascido de mulher . De acordo com a história da Bíblia, a mulher atinge o clímax da criação, como o resumo de toda a criação. De fato, ela encarna o objetivo da própria criação: a geração e a custódia da vida, a comunhão com tudo, cuidando de tudo. É o que Nossa Senhora faz no evangelho hoje. “Maria – diz o texto – guardava todas essas coisas, meditando nelas em seu coração” (v. 19). Ele guardava tudo: a alegria pelo nascimento de Jesus e a tristeza pela hospitalidade negada em Belém; o amor de José e o espanto dos pastores; promessas e incertezas para o futuro. Tudo tomou conta do coração e em seu coração tudo pôs em prática, até a adversidade. Porque em seu coração ele organizou tudo com amor e confiou tudo a Deus.

No Evangelho, essa ação de Maria volta uma segunda vez: no fim da vida oculta de Jesus, é dito que “sua mãe guardava todas essas coisas em seu coração” (v. 51). Essa repetição nos faz entender que guardar no coração não é um gesto agradável que Nossa Senhora fazia de vez em quando, mas seu hábito. É apropriado que as mulheres levem a vida ao coração. A mulher mostra que o significado de viver não é continuar produzindo coisas, mas levar as coisas que estão aí para o coração. Somente quem olha com o coração vê bem, porque sabe “ver por dentro”: a pessoa além de seus erros, o irmão além de suas fragilidades, a esperança nas dificuldades; vê Deus em tudo.

Quando começamos o novo ano, nos perguntamos: “Posso olhar com meu coração? Posso olhar para as pessoas com meu coração? Preocupo-me com as pessoas com quem vivo ou as destruo com conversa fiada? E acima de tudo, tenho o Senhor no coração? Ou outros valores, outros interesses, minha promoção, riquezas, poder? “. Somente se a vida é perto do nosso coração sabemos prendercene cuidadose superar a indiferença que nos rodeia. Pedimos esta graça: viver o ano com o desejo de levar os outros a sério, de cuidar dos outros. E se queremos um mundo melhor, que é uma casa de paz e não um pátio de guerra, temos a dignidade de toda mulher no coração. O príncipe da paz nasceu da mulher. A mulher é doadora e mediadora da paz e deve estar totalmente associada aos processos de tomada de decisão. Porque quando as mulheres podem transmitir seus dons, o mundo se vê mais unido e mais pacífico. Portanto, uma conquista para as mulheres é uma conquista para toda a humanidade.

Nascido de mulher . Assim que Jesus nasceu, ele se refletiu nos olhos de uma mulher, no rosto de sua mãe. Dela ele recebeu as primeiras carícias, com ela trocou os primeiros sorrisos. Com ela, ele inaugurou a revolução da ternura. A Igreja, olhando para o bebê Jesus, é chamada a continuar. De fato, ela também, como Maria, é uma mulher e uma mãe, a Igreja é uma mulher e uma mãe, e na Madonna ela encontra seus traços distintivos. Ela a vê imaculada e se sente chamada a dizer “não” ao pecado e ao mundanismo. Ela a vê, frutuosa, e se sente chamada a anunciar o Senhor, a gerá-lo em vidas. Ela a vê, mãe, e se sente chamada a acolher todos os homens como um filho.

Ao se aproximar de Maria, a Igreja se encontra, redescobre seu centro, redescobre sua unidade. Em vez disso, o inimigo da natureza humana, o diabo, tenta dividi-lo, colocando diferenças, ideologias, pensamentos partidários e partidos em primeiro plano. Mas não entendemos a Igreja se olharmos para ela a partir de estruturas, a partir de programas e tendências, de ideologias, da funcionalidade: compreenderemos algo, mas não o coração da Igreja. Porque a Igreja tem um coração de mãe. E nós, filhos hoje, invocamos a Mãe de Deus, que nos une como povo crente. Ó Mãe, gera esperança em nós, traz unidade para nós. Mulher de salvação, confiamos a você este ano, guarde em seu coração. Nós te aclamamos: Santa Mãe de Deus Todos juntos, três vezes, nós aclamamos a Senhora, de pé, Nossa Senhora Santa Mãe de Deus: [com a assembléia] Santa Mãe de Deus, Santa Mãe de Deus, Santa Mãe de Deus!

[00001-IT.02] [Texto original: italiano]

[B0001-XX.02]

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