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Carta do Papa Francisco ao Povo de Deus

O papa Francisco, que enfrenta crises simultâneas de abuso sexual por parte de clérigos em diversos países, escreveu uma carta inédita prometendo a todos os católicos do mundo que nenhum esforço será poupado para prevenir o abuso e seu acobertamento. A carta divulgada nesta segunda-feira, endereçada ao “povo de Deus”, também comenta o recente relatório de um grande júri no Estado norte-americano da Pensilvânia. Francisco disse que embora a maior parte dos casos mencionados no relatório “pertença ao passado”, é claro que o abuso foi “por muito tempo ignorado, mantido em silêncio ou silenciado”

Leia na íntegra:

Carta do Papa Francisco ao Povo de Deus

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). Estas palavras de São Paulo ressoam com força no meu coração ao constatar mais uma vez o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por um número notável de clérigos e pessoas consagradas. Um crime que gera profundas feridas de dor e impotência, em primeiro lugar nas vítimas, mas também em suas famílias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os não-crentes. Olhando para o passado, nunca será suficiente o que se faça para pedir perdão e procurar reparar o dano causado. Olhando para o futuro, nunca será pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situações não só não aconteçam, mas que não encontrem espaços para serem ocultadas e perpetuadas. A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a protecção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.

1. Um membro sofre?

Nestes últimos dias, um relatório foi divulgado detalhando aquilo que vivenciaram pelo menos 1.000 sobreviventes, vítimas de abuso sexual, de poder e de consciência, nas mãos de sacerdotes por aproximadamente setenta anos. Embora seja possível dizer que a maioria dos casos corresponde ao passado, contudo, ao longo do tempo, conhecemos a dor de muitas das vítimas e constamos que as feridas nunca desaparecem e nos obrigam a condenar veementemente essas atrocidades, bem como unir esforços para erradicar essa cultura da morte; as feridas “nunca prescrevem”. A dor dessas vítimas é um gemido que clama ao céu, que alcança a alma e que, por muito tempo, foi ignorado, emudecido ou silenciado. Mas seu grito foi mais forte do que todas as medidas que tentaram silenciá-lo ou, inclusive, que procuraram resolvê-lo com decisões que aumentaram a gravidade caindo na cumplicidade. Clamor que o Senhor ouviu, demonstrando, mais uma vez, de que lado Ele quer estar. O cântico de Maria não se equivoca e continua a se sussurrar ao longo da história, porque o Senhor se lembra da promessa que fez a nossos pais: «dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1, 51-53), e sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz.

Com vergonha e arrependimento, como comunidade eclesial, assumimos que não soubemos estar onde deveríamos estar, que não agimos a tempo para reconhecer a dimensão e a gravidade do dano que estava sendo causado em tantas vidas. Nós negligenciamos e abandonamos os pequenos. Faço minhas as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via Sacra escrita para a Sexta-feira Santa de 2005, uniu-se ao grito de dor de tantas vítimas, afirmando com força: «Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência!… A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)» (Nona Estação).

2. Todos os outros membros sofrem com ele.

A dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse facto de maneira global e comunitária. Embora seja importante e necessário em qualquer caminho de conversão tomar conhecimento do que aconteceu, isso, em si, não basta. Hoje, como Povo de Deus, somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade, entendida no seu sentido mais profundo e desafiador, a tornar-se o nosso modo de fazer a história do presente e do futuro, num âmbito onde os conflitos, tensões e, especialmente, as vítimas de todo o tipo de abuso possam encontrar uma mão estendida que as proteja e resgate da sua dor (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 228). Essa solidariedade exige que, por nossa vez, denunciemos tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa. Uma solidariedade que exige a luta contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual «porque trata-se duma cegueira cómoda e autossuficiente, em que tudo acaba por parecer lícito: o engano, a calúnia, o egoísmo e muitas formas subtis de autorreferencialidade, já que “também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Cor 11, 14)» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 165). O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).

Reconheço o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam à integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da “tolerância zero” e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes. Tardamos em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas confio que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro.

Juntamente com esses esforços, é necessário que cada batizado se sinta envolvido na transformação eclesial e social de que tanto necessitamos. Tal transformação exige conversão pessoal e comunitária, e nos leva dirigir os olhos na mesma direção do olhar do Senhor. São João Paulo II assim o dizia: «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 49). Aprender a olhar para onde o Senhor olha, estar onde o Senhor quer que estejamos, converter o coração na Sua presença. Para isso nos ajudarão a oração e a penitência. Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor1, que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o “nunca mais” a qualquer tipo e forma de abuso.

É impossível imaginar uma conversão do agir eclesial sem a participação activa de todos os membros do Povo de Deus. Além disso, toda vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, construímos comunidades, planos, ênfases teológicas, espiritualidades e estruturas sem raízes, sem memória, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas2. Isto se manifesta claramente num modo anômalo de entender a autoridade na Igreja – tão comum em muitas comunidades onde ocorreram as condutas de abuso sexual, de poder e de consciência – como é o clericalismo, aquela «atitude que não só anula a personalidade dos cristãos, mas tende também a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo»3. O clericalismo, favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo.

É sempre bom lembrar que o Senhor, «na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 6). Portanto, a única maneira de respondermos a esse mal que prejudicou tantas vidas é vivê-lo como uma tarefa que nos envolve e corresponde a todos como Povo de Deus. Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro. Tudo o que for feito para erradicar a cultura do abuso em nossas comunidades, sem a participação activa de todos os membros da Igreja, não será capaz de gerar as dinâmicas necessárias para uma transformação saudável e realista. A dimensão penitencial do jejum e da oração ajudar-nos-á, como Povo de Deus, a nos colocar diante do Senhor e de nossos irmãos feridos, como pecadores que imploram o perdão e a graça da vergonha e da conversão e, assim, podermos elaborar acções que criem dinâmicas em sintonia com o Evangelho. Porque «sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo actual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 11).

É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros. A consciência do pecado nos ajuda a reconhecer os erros, delitos e feridas geradas no passado e permite nos abrir e nos comprometer mais com o presente num caminho de conversão renovada.

Da mesma forma, a penitência e a oração nos ajudarão a sensibilizar os nossos olhos e os nossos corações para o sofrimento alheio e a superar o afã de domínio e controle que muitas vezes se torna a raiz desses males. Que o jejum e a oração despertem os nossos ouvidos para a dor silenciada em crianças, jovens e pessoas com necessidades especiais. Jejum que nos dá fome e sede de justiça e nos encoraja a caminhar na verdade, dando apoio a todas as medidas judiciais que sejam necessárias. Um jejum que nos sacuda e nos leve ao compromisso com a verdade e na caridade com todos os homens de boa vontade e com a sociedade em geral, para lutar contra qualquer tipo de abuso de poder, sexual e de consciência.

Desta forma, poderemos tornar transparente a vocação para a qual fomos chamados a ser «um sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano» (Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 1).

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele», disse-nos São Paulo. Através da atitude de oração e penitência, poderemos entrar em sintonia pessoal e comunitária com essa exortação, para que cresça em nós o dom da compaixão, justiça, prevenção e reparação. Maria soube estar ao pé da cruz de seu Filho. Não o fez de uma maneira qualquer, mas permaneceu firme de pé e ao seu lado. Com essa postura, Ela manifesta o seu modo de estar na vida. Quando experimentamos a desolação que nos produz essas chagas eclesiais, com Maria nos fará bem «insistir mais na oração» (cf. S. Inácio de Loiola, Exercícios Espirituais, 319), procurando crescer mais no amor e na fidelidade à Igreja. Ela, a primeira discípula, nos ensina a todos os discípulos como somos convidados a enfrentar o sofrimento do inocente, sem evasões ou pusilanimidade. Olhar para Maria é aprender a descobrir onde e como o discípulo de Cristo deve estar.

Que o Espírito Santo nos dê a graça da conversão e da unção interior para poder expressar, diante desses crimes de abuso, a nossa compunção e a nossa decisão de lutar com coragem.

Cidade do Vaticano, 20 de Agosto de 2018.

FRANCISCO

_______________

1 «Esta espécie de demónios não se expulsa senão à força de oração e de jejum» Mt 17, 21.

2 Cf. Carta do Santo Padre Francisco ao Povo de Deus que peregrina no Chile, 31 de Maio de 2018.

3 Carta do Papa Francisco ao Cardeal Marc Ouellet, Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, 19 de Março de 2018.

[01246-PO.01] [Texto original: Espanhol]

Dom Joaquim Mol, apresenta 5 pontos que merecem atenção no período eleitoral

Apesar do desencanto, da descrença e da falta de confiança na Política no Brasil, o bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Geovani Mol defende que é importante acompanhar o processo eleitoral pelo qual o país atravessa com as campanhas já nas ruas em plena busca de votos.

O reitor da pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais afirma que a política não é um mau sem si. “O mau são os políticos eleitos para trabalharem pelo bem comum e que passam a trabalhar pelos seus próprios interesses e interesses de grupos econômicos e elitistas da sociedade brasileira”, afirmou.

Neste processo eleitoral que o Brasil está vivendo, o religioso convoca os cristãos a ficarem atentos às falsas informações, conhecidas como “Fake News”. “Antes de acreditar, desconfie. Nunca passe adiante uma informação que você não tem certeza sobre ela”, ressaltou. Há uma outra questão crucial, de vida ou morte, em sua avaliação: “A que segmento da sociedade e segmento político o candidato está vinculado?”.  “Isso é indispensável porque, embora todos dizem que é necessário ‘mudar’ o Brasil, muitos querem mesmo é ‘continuar tirando proveito’ do Brasil”, avaliou.

Outra postura importante, ressalta dom Mol, é confrontar as informações que estão sendo disseminadas com a trajetória e com a vida do candidato, sempre com algumas perguntas em mente: Como ele vive? Quem são seus amigos? Com quem ele anda? O que ele faz com os pobres? Já exerceu cargos políticos? É um defensor das causas populares? Está envolvido com corrupção? Usa a religião para se promover? É democrático? Respeita as diversidades? Estimula a participação das pessoas? Pensa e trabalha por um Brasil mais justo e fraterno? É uma pessoa de paz e diálogo?

“Só mesmo confrontando o que ‘falam’ com o que ‘fazem’ ou fizeram até agora poderemos ter mais possibilidade de acerto na escolha”, reforça. O religioso também chama a atenção para a importância de prestar atenção às ideias dos candidatos alertando que muitas delas são pregadas em tempo de campanha eleitoral apenas para satisfazer o eleitor e fazê-lo acreditar que, o que ele deseja, está expresso naquelas ideias, mas apenas como recurso para angariar votos.

5 pontos que merecem atenção dos cristãos no Período Eleitoral do Brasil:

1. É preciso identificar candidatos/as que defendam a vida em toda em qualquer circunstância, da gestação ao seu término natural. Mas, como nos lembrou o Papa Francisco, é preciso defender a vida tanto contra o aborto quanto contra as desigualdades sociais e suas mazelas e misérias. Pois ambos matam com a mesma intensidade. O papa e a Igreja são movidos pela mesma convicção, numa postura de coerência, principalmente agora que ele declarou a pena de morte inaceitável em qualquer situação.

2. É preciso identificar candidatos/as que priorizem três áreas de atuação de forma clara e inequívoca e apresentem propostas concretas para a educação, a saúde e o emprego. Uma das graves causas da situação difícil de nosso País são os baixos níveis de qualidade na educação, no cuidado da saúde e na geração de empregos. Um povo educado com qualidade e consciência crítica, com boa saúde universalizada e pleno emprego consegue dar passos largos na construção dos seus destinos.

3. É preciso identificar candidatos/as que tenham compromisso sério com o meio ambiente, numa expressão do cuidado com a Casa Comum e neste contexto seja inserido o compromisso de respeito e forte defesa dos povos tradicionais, comunidades indígenas, ribeirinhas, negras e outras.

4. É preciso identificar candidatos/as que promovam a paz e a dignidade humana; trabalhem contra toda violência; restaurem a confiança e a democracia, aperfeiçoando-a com a participação popular; comprometam-se com as reformas necessárias de forma justa, sem supressão de direitos do povo trabalhador e dos segmentos excluídos da sociedade; colaborem com a necessária reforma do Judiciário e do Ministério Público do País, que a cada dia se mostram como “castas” superiores e corporativistas.

5. Ainda, é preciso identificar candidatos/as que respeitem a laicidade do Estado e cuidem da pacífica convivência entre as várias culturas e religiões, as regionalidades e as tradições, com espírito fraterno de tolerância e justiça.
Fonte: CNBB

Comissão atualiza orientações para celebração da Palavra de Deus

Comissão atualiza orientações para celebração da Palavra de Deus

Comissão atualiza orientações para celebração da Palavra de Deus
A Comissão instituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para refletir sobre as orientações da celebração da Palavra de Deus esteve reunida nos dias 16 e 17 de agosto, na sede provisória da entidade, em Brasília (DF), com uma proposta de texto para um documento atualizado. Antes composta por um grupo que estudava a temática dos “Ministérios” e outro que estudava a questão da “Celebração da Palavra”, agora eles se uniram e formam um só.

Dom Geraldo Lyrio Rocha, atual presidente da comissão justifica que essa mudança se fez necessária por questões de integração entre os dois temas. “Essa decisão foi tomada durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em 2017. Lá o episcopado achou por bem integrar os dois grupos e transformá-lo em um só, resultando na formação de uma única Comissão”, argumenta.

A atualização das orientações para a celebração da Palavra tem como base o Documento 52 da CNBB, aprovado durante a 32ª Assembleia Geral da CNBB, em 1994. Nele, a celebração da Palavra é definida como um ato litúrgico reconhecido e incentivado pela Igreja. Segundo o presidente da Comissão, dom Geraldo Lyrio Rocha, o texto atual busca integrar a reflexão sobre os ministérios pensando especialmente nas comunidades que não contam com a presença frequente de ministros ordenados.

Ele explica que a Comissão trabalha os dois textos tentando fundi-los num só para ser submetido à apreciação do Conselho Permanente da CNBB, que deverá se reunir em setembro próximo. “É um trabalho difícil porque são dois temas complementares, mas distintos; e duas comissões compostas por membros diferentes e que trabalharam também de forma mais autônoma às duas questões, mas sem dúvida alguma elas se tocam entre si. Tudo tem a ver o ministério da Palavra com a própria Celebração da Palavra”, comenta.

O Documento 52 da CNBB afirma que as Celebrações da Palavra de Deus não são uma criação das últimas décadas, mas fazem parte da tradição da Igreja. No texto é possível identificar uma de suas finalidades: a de assegurar às comunidades cristãs a possibilidade de se reunir no domingo e nas festas, tendo a preocupação de inserir suas reuniões na celebração do ano litúrgico e de as relacionar com as comunidades que celebram a Eucaristia.

Dom Geraldo explica que atualmente cerca de 70% das comunidades do Brasil não tem a celebração da Eucaristia aos domingos e, por isso, é extremamente urgente e necessário a atualização do Documento. “O nosso trabalho vai enriquecer ainda mais a Celebração da Palavra de Deus bem como reforçar essa perspectiva de ministério da palavra confiado a cristãos leigos e leigas”, finaliza o bispo.

Com o Documento atualizado, a proposta agora é que o Conselho Permanente da CNBB o avalie e dê o aval para que ele seja publicado em breve. A Editora da CNBB será a responsável pela publicação.

São membros da Comissão:

Dom Geraldo Lyrio Rocha – Presidente
Dom Armando Bucciol
Dom Wilmar Santin
Dom Geremias Steinmetz
Dom Sebastião Lima Duarte
Pe. João Cândido da Silva Neto
Pe. Danilo Cesar dos Santos Lima
Ir. Veronice Fernandes

Fonte : CNBB

10 frases do Papa Francisco para refletir nesta Semana Nacional da Família

Em diversas oportunidades, o Papa Francisco dedicou algumas palavras para destacar a importância da família, tendo inclusive convocado um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário para abordar este tema, resultando na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Por ocasião da Semana Nacional da Família, que tem início neste domingo no Brasil, apresentamos a seguir 10 frases do Pontífice sobre a família, sua importância e missão na Igreja e na sociedade:

  1. “A aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história. Sobre este fundamento, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo”. (Amoris Laetitia, numeral 66, capítulo 3).
  2. “Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. Este exemplo mostra que devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa ser protegida”. (Amoris Laetitia, numeral 44, capítulo 2).
  3. “O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos ‘centros de poder’ mundanos” (Mensagem ao 1º Congresso Latino-americano de Pastoral Familiar, ocorrido em agosto de 2014)
  4. “Esta é a grande missão da família: deixar lugar a Jesus que vem, acolher Jesus na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós… Jesus está aí. É preciso acolhê-lo ali, para que cresça espiritualmente naquela família” (Catequese da Audiência Geral de 17 de dezembro de 2014).
  5. “As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade” (Homilia na celebração do matrimônio de 20 casais na Basílica de São Pedro, em 14 de setembro de 2014).
  6. “Discute-se muito hoje sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós, nesta família que falou, em cada um de vós: deixemos um mundo com famílias. É o melhor legado” (discurso no encontro com as famílias em Cuba, em 22 de setembro de 2015).
  7. “O convívio é um termômetro garantido para medir a saúde das relações: se em família tem algum problema, ou uma ferida escondida, à mesa compreende-se imediatamente. Uma família que raramente faz as refeições unida, ou na qual à mesa não se fala mas assiste-se à televisão, ou se olha para o smartphone, é uma família ‘pouco família’” (Catequese da Audiência Geral de 11 de novembro de 2015).
  8. “O dom mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais. E não me refiro só ao amor dos pais para os filhos, mas o amor dos pais entre eles, quer dizer, a relação conjugal. Isto faz muito bem a vocês e também a seus filhos! Não descuidem a família!” (Discurso durante audiência aos funcionários da Santa Sé, em 21 de dezembro de 2015).
  9. “As famílias não são peças de museu, mas é através delas que se concretiza o dom, no compromisso recíproco e na abertura generosa aos filhos, assim como no serviço à sociedade” (Discurso em audiência aos participantes de encontro promovido pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas, em 1º de junho de 2017).
  10. “Vocês são um ícone de Deus: a família é um ícone de Deus. O homem e a mulher: precisamente a imagem de Deus. Ele disse, não sou eu que digo. E isso é grande, é sagrado” (discurso durante audiência com delegação do Fórum das Associações Familiares, em 16 de junho de 2018).

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/10-frases-do-papa-francisco-para-refletir-nesta-semana-nacional-da-familia-23006

Parabéns papai!

Papai, 

Ah, meu pai. Que o nosso amor jamais nos esqueça no meio desses amores que encontramos pelo caminho.

Que os teus olhos sempre me alcancem. Agradeço a ti pelo sentimento. Pelo sentir-se capaz de proteger, de cuidar e de ser pai. E por mostrar-se pai, quando muitos se escondem.

Que a sua coragem em deixar cair lágrimas seja a minha referência para a minha humanidade.

Quem já não pode abraçar o seu pai, saudade. Quem abraça o seu pai pela alma e não pelo sangue, gratidão. Amor de pai é luz além das formalidades. Pai é pai.

E que assim você seja meu grande pai. O herói mais atrapalhado, mais divertido e verdadeiramente amado que eu já tive. Que as tuas mãos segurando as minhas mãos, sejam sempre guia. Amém.

(Edgard Abbehusenão)

A Pascom, em nome da diocese, parabeniza a todos os pais por este dia a eles dedicado, e assegura orações, a fim de que sejam cada dia mais comprometidos com a edificação da família como expressão de vida e comunhão entre pessoas, como vivência do amor, da justiça e da solidariedade que nasce desse pilar e expande-se na sociedade.  Votos de feliz dia dos pais a todos os pais.

Pela “Pascom Diocesana”, Michel

 

Dom Darci Nicioli: “quem mente para conquistar o voto não merece uma vitória eleitoral”

 

Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação considera que “quem mente para conquistar o voto não merece uma vitória eleitoral e pode levar a mentira para o que se propõe a realizar como governante“.

Ele concedeu entrevista exclusiva ao Portal da CNBB. Confira.

A campanha eleitoral já está em curso e a Igreja tem insistido na importância desse tempo para que cada cidadão aprofunde o discernimento sobre o voto. As chamadas “fake News” complicam essa tarefa?

As notícias falsas confundem, espalham maus sentimentos e podem levar ao poder pessoas que não merecem o nosso voto. Quando uma pessoa mente para alcançar um objetivo, ela está completamente desqualificada para exercer uma função pública. Em uma palavra: quem mente para conquistar o voto não merece uma vitória eleitoral e pode levar a mentira para o que se propõe a realizar como governante.

A mentira é filha do Diabo. Não existe mentira leve, light, boa. Quando uma pessoa acha que uma mentira não é prejudicial, na verdade, ela está dando um nome errado para algo que não é mentira. Faltar com a verdade é sempre um problema grave. E, num ambiente como este do período eleitoral, é preciso que todos nós nos renovemos no combate a qualquer tipo de mentira.

A trincheira que podemos ocupar para lutar contra a mentira se encontra no coração de cada um de nós, no seio da nossa família, nos espaços da nossa comunidade. Nesses lugares, cabe sempre algumas perguntas muito importantes: isso é verdade? De onde saiu esse tipo de notícia? Quem apurou para saber se o que está sendo dito realmente procede? Não se pode ir engolindo tudo.

Coincidentemente, Papa Francisco falou exatamente disso na mensagem que dirigiu aos comunicadores do mundo inteiro este ano. O que o senhor considera essencial no que ele afirmou naquele documento?

Antes de falar do conteúdo, é importante falar do testemunho do Papa Francisco. Ele tem sido um exemplo vivo de uma comunicação transparente, comprometida com a verdade. Todos os dias, encontramos uma mensagem nova vinda da parte dele em alguma de suas atividades. Uma homilia, um discurso, uma entrevista, uma mensagem. Todas essas ocasiões tem se tornado uma oportunidade para que ele nos diga algo positivo e que nos incentiva na busca de uma vida melhor para todos, nesse mundo tão machucado dos nossos dias.

Na mensagem deste ano, Papa Francisco nos convocou para uma cotidiana busca da verdade. Notícia falsa só ganha espaço na vida de quem não se compromete nessa luta. O Papa afirmou que no projeto de Deus, a comunicação humana é um instrumento para a proclamação da verdade e para a vida em comunhão, mas, o orgulho e o egoísmo podem levar as pessoas a distorcer esse dom de Deus e o “sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo”.

Ao mentir ou colaborarmos para a difusão da mentira, estamos, portanto, faltando com a fidelidade a Deus e com seus propósitos maiores em relação à nossa vida. O Papa diz que as mentiras falsas ou falsificadas que tanto ganham espaço hoje em dia, especialmente nas redes digitais, são expressão dessa nossa infidelidade. Para expulsar essa prática ele fala de uma comunicação de paz, da valorização da missão dos jornalistas e, claro, de um olhar constante para Jesus, nosso Senhor, o caminho, a verdade e a vida.

Os políticos que se apresentam como candidatos nesse período costumam fazer um discurso muito parecido e dizem querer o melhor para o Brasil. No que, então, o eleitor deve prestar atenção para não cair nas ciladas da mentira?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na última assembleia geral que realizamos juntos, em Aparecida, nos deixou um documento precioso que o seu conteúdo pode nos ajudar a responder a essa pergunta. Em primeiro lugar, os bispos dão como título para o documento a expressão: Compromisso e esperança. Isso já diz muito do que precisamos fazer. Não ficar apenas apontando o dedo para os outros, mas promover o compromisso de todos nós com ideias, testemunhos, projetos que possam trazer uma esperança, uma luz de mudança para o País que considere a vida dos mais pobres.

Na mensagem, os bispos apresentam um caminho a percorrer. É preciso resgatar a ética na política. A vergonha na cara que deve ter todas as pessoas que lidam com a gestão do patrimônio e do dinheiro públicos. Segundo: precisamos de políticas públicas consistentes para enfrentar graves questões sociais, como o aumento do desemprego e da violência que, no campo e na cidade que tornam vítimas milhares de pessoas, sobretudo, mulheres, pobres, jovens, negros e indígenas.

Além de várias outras advertências que os bispos fazem, é preciso reforçar que esse tempo de campanha eleitoral torna-se “oportunidade para os candidatos revelarem seu pensamento sobre o Brasil que queremos construir. Não merecem ser eleitos ou reeleitos candidatos que se rendem a uma economia que coloca o lucro acima de tudo e não assumem o bem comum como sua meta, nem os que propõem e defendem reformas que atentam contra a vida dos pobres e sua dignidade. São igualmente reprováveis candidaturas motivadas pela busca do foro privilegiado e outras vantagens”.

Reze antes de votar! Exerçamos o dever e o direito do voto com responsabilidade cidadã e compromisso cristão.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

(61) 2103-8300 – Fax:(61) 2103-8303
imprensa@cnbb.org.br

Padre Itamar se despede de Conceição do Mato Dentro e retorna a Diocese de Araçuaí

 Aos 90 anos e 59 anos de sacerdócio, com muita lucidez,  Padre Itamar José Pereira decidiu deixar  Conceição do Mato Dentro e se mudar na segunda-feira, 6 de Agosto, para o bispado da Diocese de Araçuaí, município onde começou seus trabalhos como padre. Segundo pe Itamar, ele continuará à disposição da igreja, para fazer uma benção, rezar uma missa ou o que for preciso.

Na terça-feira, dia 31 de julho, ele participou da Celebração Eucarística em que o arcebispo de Diamantina, Dom Darci José Nicioli assumiu os trabalhos pastorais da diocese de Guanhães. Dom Darci  ressaltou  a linda caminhada vocacional e exemplar de pe Itamar  e agradeceu-lhe pelo trabalho prestado na Diocese de Guanhães. Dom  Marcelo Romano, conceicionense, bispo de Araçuí, também presente nessa Celebração, agradeceu ao povo da Diocese, o carinho para com Pe Itamar.

 Trajetória:

Padre Itamar José Pereira nasceu em 26 de junho de 1928, em Teófilo Otoni em uma família de 7 irmãos, sendo quatro já falecidos. Em 1948, se mudou para Diamantina para se tornar Padre. Em dezembro de 1959, concluiu o seminário e retornou para Teófilo Otoni. Começou como padre em janeiro de 1960, em Araçuaí . Durante 15 anos atuou também como Vigário. Foi pároco nas cidades de: Rubim, Jacinto e Salto da Divisa. Também esteve em Medina, Berilo e novamente em Araçuaí ,Francisco Badaró, Chapada do Norte, Minas Novas, Turmalina e Veredinha.

Viveu 12 anos e meio na região, sendo 10 anos em Córregos e os dois últimos anos em Conceição do Mato Dentro.

Os fiéis da paróquia de Conceição do Mato Dentro e Córregos, agradecidos se despediram do querido pe Itamar.

   

Aniversariantes mês de agosto

 

Agosto Padres/bispos  
01 Pe. Eduardo Ribeiro Nascimento
04 Dom Jeremias Antonio de Jesus Ordenação Episcopal
07 Pe. Valter Guedes de Oliveira Ordenação
15 Dom Marcello Romano Nascimento
19 Dom Jeremias Antonio de Jesus Posse Canônica
21 Pe. Derci da Silva Ordenação
24 Pe. Ivani Rodrigues Ordenação
28 Pe. Hermes Firmiano Pedro Nascimento
29 Dom Jacy Diniz Rocha Nascimento
30 Pe. Salomão Rafael Gomes Neto Ordenação

 

Agosto Seminarista  
19 Gabriel Ferreira Oliveira Nascimento

 

Agosto Religiosas/consagradas  
03 Ir. Maria do Carmo Ferreira (Naná –Frei Lagonegro – Filha Mª) Profissão Religiosa
05 Maria das Neves de Matos (Morro do Pilar – Coop. Família) Nascimento
15 Arminda de Jesus Batista (Guanhães – Coop. Família) Profissão Religiosa
27 Ir. Maria do Carmo Ferreira (Naná –Frei Lagonegro – Filha Mª) Nascimento

 

Agosto Funcionários  
11 Ednéia (Rádio Vida Nova FM) Nascimento
20 Poliana Maria de Jesus (secretária paróq. São Miguel) Nascimento
23 Maria Aparecida C. do Amaral (residência episcopal) Nascimento

 

Igreja no Brasil defende posição e se mobiliza na luta contra a legalização do aborto

Arquidioceses, dioceses e Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão se manifestado contra à proposta que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação, que será discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, nos próximos dias 3 e 6 de agosto em audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.

Diante dessa realidade, os regionais da CNBB Leste 1, que abrange todo o Estado do Rio de Janeiro, Nordeste 3, que reúne os bispos dos estados da Bahia e Sergipe, Norte 3, que atende o estado de Tocantis e do Sul 4, que reúne os bispos de Santa Catarina, emitiram notas mobilizando os cristãos na luta contra a legalização do aborto.

Em nota, o bispo de Camaçari (BA) e presidente do Regional CNBB-NE3, dom João Carlos Petrini, reitera a posição da Igreja no Brasil: “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”. E lembra que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil”.

Partindo para Santa Catarina, o bispo de Caçador e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, diz no documento que enquanto a sociedade se omite no seu dever de cuidar e criar alternativas para que a mulher se encante com o seu dom de gerar, políticos e grupos tendenciosos, que não tem compromisso com a dignidade, com a ética, com a fé e com o princípio inalienável do cuidado e do acolhimento, estão interessado em aprovar leis para matar nascituros, em vez de somar para dignificar a vida humana, a começar pelos mais frágeis e indefesos, e proteger a mulher quando é agredida, abusada, instrumentalizada e feita objeto.

“A vida é um dom precioso que merece todo o cuidado e proteção. Assassinar a vida que não tem defesa é ato de violência, pecado que agride o coração de Deus, o criador da vida”, ressalta dom Severino.

Já o bispo de Joinville (SC), dom Francisco Carlos Bach, escreveu: “Em unidade com toda a Igreja, por fidelidade a Jesus Cristo, conclamo a todas as pessoas de boa vontade, a unirem-se na oração e na promoção de atividades em prol do respeito à dignidade de todo ser humano, desde a sua concepção. Ao mesmo tempo, deve-se reconhecer a dignidade das mulheres, principalmente daquelas mais vulneráveis. Porém, a exemplo do que já afirmaram os bispos do Brasil, em 11 de abril de 2017, o aborto jamais poderá ser considerado um direito de uma mulher ou de um homem, sobre a vida do nascituro”.

O bispo de Chapecó, dom Odelir José Magri, manifestou em nota que o direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido e promovido. “Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo”.

Indo para região Norte do país, assim como toda a Igreja católica, a arquidiocese de Manaus manifestou por meio de nota sua luta pela vida e posição contra a legalização da prática do aborto. O Arcebispo dom Sergio Eduardo Castriani: “roga a todos os católicos que se ergam em defesa da vida, seja privadamente em orações, seja fazendo ouvir suas vozes através de manifestações públicas de modo a evitar que o mal do aborto venha ser permitido em terras brasileiras”.

A diocese de Bragança Paulista (SP) também fez seu manifesto. Dom Sérgio Aparecido Colombo, esclarece em nota que a vida é Dom de Deus e preservá-la é a nossa vocação primeira. “Julgamos que o que está em questão é a saúde pública deteriorada e sem a atenção que lhe é devida. O que está em jogo é a vida das mulheres e de tantas outras pessoas em situação vulnerável, que não tem onde recorrer quando se trata do sofrimento e da doença. Portanto, uma questão de política pública que muitos daqueles que nos representam não se dispõem a cuidar e, muito aquém do nosso povo pobre e a margem do essencial para viver dignamente, diz o bispo.

Assim como a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB que reafirmou em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.

Outros regionais, arquidioceses, dioceses também estão publicando notas com posição contrária à proposta da ADPF 442 sobre a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

A Audiência Pública será realizada na sala de sessões da Primeira Turma do STF, Anexo II-B, dias 3 e 6 de agosto, das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, representada pelo bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoerpers, que mestre e doutor em Bioética e Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).

Fonte: CNBB

Homenagens e agradecimentos de internautas

 

Homenagem das catequistas de Cantagalo _ Paróquia de Peçanha

Meu agradecimento à equipe Pascom. Devido a compromissos de trabalho não pude participar da Celebração na Catedral, mas graças ao trabalho incansável e brilhante dos parceiros da Pascom, pude acompanhar um pouco, como também pelo site da diocese. Que lindo! Parabéns, pessoal! Ano do Laicato e vocês fazendo valer “sal da terra  e luz do mundo”! O que nossos olhos viram e nossos ouvidos ouviram , nós  transmitimos”. Continue lendo

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