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Assembleia Avaliativa/Eletiva da Pastoral da Criança

                          

Os coordenadores de Áreas e Paróquias da Pastoral da Criança se reuniram em Guanhães nos dias 19 e 20 de outubro de 2019 para a Assembleia Avaliativa da Pastoral da Criança.

Iniciou-se no dia 19, às 8h, com a acolhida feita pela coordenadora diocesana Maria das Graças Leão da Cunha que, na sequência, apresentou  a Dom Otacilio a composição das áreas da Pastoral da Criança e as paróquias que a compõem. O primeiro momento foi de espiritualidade com Dom Otacilio que enriqueceu a manhã com o tema Evangelizadores com Espírito, mostrando as cinco motivações na evangelização que são fundamentais para evangelizar com o espírito. Como exemplo, citou o papa Francisco que nos pede para sermos evangelizadores mais corajosos, “que se abram sem medo à ação do Espírito Santo”, assim teremos uma evangelização mais ardorosa, alegre, generosa, ousada, cheia de amor até o fim e feita de vida contagiante.  Como missionários, os líderes da Pastoral da Criança poderão seguir o exemplo da Dra. Zilda Arns, missionária por amor que deixou a todos o seu legado. Finalizando a reflexão, Dom Otacilio leu  uma oração muita linda  e enriquecedora do Papa Francisco à Virgem Maria e dedicou o poema  “Nas Asas da Esperança”,  de sua autoria,  para os líderes da Pastoral da Criança.

 Na sequência, repassaram-se  informações sobre o Aplicativo “ Visita Domiciliar”  para os líderes fazerem as visitas e registrarem as informações coletadas durante o acompanhamento das crianças e gestantes.

 Foi feita a apresentação das paróquias pelos coordenadores paroquiais mostrando em números o acompanhamento feito em cada paróquia, evidenciando as conquistas e as dificuldades encontradas na caminhada. A Diocese de Guanhães, por meio das 178 líderes, vem acompanhando 1.545 crianças. Das 32 paróquias, 19 possuem a pastoral da criança funcionando e 13, faltando implantar. Dos 28 municípios, em 14 há a pastoral implantada e 14 estão em fase de implantação.

 À tarde, a Coordenadora Estadual Maria do Rosário Senra Almeida Gomes desenvolveu a palestra Ministério da Coordenação;  o padre assessor da Pastoral da Criança José Adriano Barbosa dos Santos desenvolveu o tema Pastoral da Criança e Políticas Públicas, levando o grupo  a refletir com mais zelo sobre o tema, uma vez que a missão da Pastoral da Criança  consiste na promoção e no desenvolvimento das crianças, além disso, contribui para que as famílias e as comunidades realizem a sua própria transformação, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na mística cristã, que une fé e vida, ou seja, a ação com prática para o bem de todos e da sociedade.  Padre José Adriano finalizou com uma frase da Dra. Zilda que pode  inspirar o grupo: “No acompanhamento da gestante mês a mês, através da visita domiciliar, você está melhorando o mundo, pelo benefício que leva à gestante e à criança, na partilha do saber e do amor fraterno”.

Na manhã de domingo, a espiritualidade ficou por conta do Dr. Tarcísio Mourão, com um momento de encontro e intimidade com Deus e com a virgem Maria Santíssima. Os participantes renovaram as forças para seguirem o caminho. Em seguida, procedeu-se  à eleição para suplente da coordenação diocesana da pastoral , sendo  eleito  o Sr José Maria Coelho Santiago. Realizou-se também a eleição para o conselho econômico da pastoral da criança que ficou assim composto:

Titulares: Helena Maria de Souza Barroso; Eliziane Soares Pio e Gilma Gonçalves Ferreira

Suplente: Célio Pinto da Conceição

Seguiu a avaliação da assembleia, os pontos positivos que deverão ser cultivados e os que precisam mudar, desapegar, repassar para melhorar os trabalhos na pastoral.  A Coordenadora Estadual fez as suas considerações finais e a Coordenadora diocesana encerrou com o envio da Assembleia Diocesana da Pastoral da Criança por meio da  Oração dos Voluntários da Pastoral da Criança.

“Amar é acolher, é compreender, é fazer o outro crescer”. (Dra Zilda Arns Neumann)

“Esses dois dias alimentaram-me a alma, fortaleceram meu espírito, impulsionando-me  na caminhada; e  acredito  que tenha fortalecido a todos os participantes.”

Maria de Fátima – Coordenadora da Pastoral da Criança na Paróquia Nossa Senhora mãe dos Homens

MUTICOM Leste 2- Mutirão de Comunicação Regional da CNBB

Nos dias 18 e 19 de outubro, na PUC-Minas, em Belo Horizonte, realizou-se o 2º Mutirão Regional de Comunicação promovido pela CNBB – Regional Leste 2 , Pastoral da Comunicação – PASCOM , com a coordenação de Janaína Gonçalves.

Com o objetivo de formação e troca de experiências, com o tema : A COMUNICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA NA RELAÇÕES HUMANAS, a abertura contou com a presença de:

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Reitor da PUC Minas e Presidente CEPAC/CNBB;

Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora (MG), Bispo Referencial para a Pascom Regional Leste 2/CNBB;

Padre Tiago Silva, Assessor de Comunicação para a Comissão Episcopal Pastoral Comunicação Social/CNBB:

Professor Mozahir Salomão, Secretário de Comunicação da PUC Minas;

Janaína Gonçalves, Coordenadora Pascom Regional Leste 2/CNBB;

Padre Áureo Nogueira, Coordenador da ANIMA PUC Minas;

Padre Fernando Lopes, Vigário Episcopal para a Comunicação e Cultura da Arquidiocese de BH;

Padre Joel Maria dos Santos, Vigário Episcopal para a Ação Pastoral da Arquidiocese de BH.

As palestras foram proferidas por:

Professor Alan Rodrigues, Gestão de Mídias Sociais;

Padre Tiago Silva, As estratégias e perspectivas pastorais na comunicação institucional;

Professora Mestra Belkys Yulissa Moya, A comunicação no ambiente virtual: pistas para a superação da violência nas redes sociais.

Oficinas:

Trilha de Comunicação Humana:

Fotografia religiosa; Projeto de implantação da Pascom; A Comunicação por um olhar teológico; Pensar a Comunicação como inclusão e acessibilidade; Um olhar pastoral para os Santuários: comunicar aos peregrinos; a Comunicação e as pastorais sociais.

Trilha de Comunicação estratégica

Rádio: dando voz ao Evangelho; Assessoria de Comunicação: estratégias para gerenciamento de crises; Estratégias e gestão das redes sociais; Criação de arte; Inovar é C.R.I.A.R. valor; Produção de texto para redes sociais.

Cada participante pôde escolher duas das opções oferecidas.

Eu, Mariza Pimenta, escolhi “Estratégia e Gestão das Redes Sociais” (Vinícius Rangel) e “Fotografia religiosa” (Camilla Moreira). Se pudesse, participaria de todas, visto serem todos os assuntos importantes para uma boa comunicação. Interessante que os pequenos detalhes podem concorrer para melhorar a comunicação propriamente dita. Na oficina de fotografia religiosa, por exemplo, ressaltou-se a importância de ter bom senso, conhecer os ritos da celebração, ter discrição, observar o ambiente e ter objetivos para o registro. Para as fotografias com celular – equipamento mais usado pelos participantes-, Camilla Moreira orientou 5 pontos: 1 – limpar a lente do celular sempre que for fotografar; 2 – ajustar o foco do equipamento; 3 – não usar o zoom; 4 – ter cuidado com o contraluz ( sempre a favor da luz); 5 – usar sempre as duas mãos para segurar o celular. Camilla chamou a atenção para o cuidado com os direitos autorais ao divulgar fotos nas redes sociais.

Vinícius Rangel – Estratégia e Gestão das Redes Sociais –  destacou a importância do diálogo: “Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos” (Papa Francisco). Ressaltou a importância de se conhecer quem está “do lado de lá” para se produzir conteúdos. “… somos atualmente interpelados a perceber que não é mais possível continuar com este modelo de pastoral. Onde for útil para englobar formas de vida comunitária e atuar no resgate de pessoas, na solidariedade com os mais pobres e no anúncio do Evangelho, ele  deve ser mantido”( DGAE 2019-2023, n.70.).

Dom Gil declarou que fazemos comunicação por motivo de fé, não apenas tecnicamente; comunicamos o que Cristo pretende que seja comunicado.

Ao final do evento, Dom Gil conclamou a todos a rezarem pelo Sínodo da Amazônia; disse que o evento está sendo conduzido pelo Espírito Santo em clima de oração e paz. Reafirmou a importância de se conferir em fonte segura, Site da CNBB, por exemplo, os conteúdos compartilhados.

“Papa Francisco convida a tomarmos consciência de que ‘somos membros uns dos outros’(Ef 4,25). Por isso, é necessário restituir à comunicação uma perspectiva ampla, baseada na pessoa, onde a interação é entendida sempre como diálogo e oportunidade de encontro com o outro. Uma comunidade é uma rede entre as pessoas em sua totalidade”.(Papa Francisco, citado por DGAE 2019-2023, N.118).

Também participou do 2º MUTICOM padre Bruno Costa Ribeiro – pároco da paróquia São Sebastião, São Sebastião do Maranhão – assessor da Pastoral da Comunicação da Diocese de Guanhães.

Agradecimento ao nosso bispo diocesano Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, pelo apoio.

Mariza da Consolação Pimenta Dupim – Revisora da Folha Diocesana e membro da Pascom da Diocese de Guanhães.

  Guanhães, 21 de outubro de 2019.

Fotos de  Thaís da RENSA – Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida de BH.

A Catequese em ação

Na paróquia São Sebastião, em Sabinópolis vivenciamos a alegria do projeto Rede do amor solidário, idealizado pelo pároco pe João Gomes. Dentro desse projeto funciona a Rede solidária das Margaridas que é formada por 12 pessoas.  Cada uma doa um tipo de alimento formando cestas e todo mês são entregues à Casa do amor solidário que funciona embaixo da casa paroquial. As cestas são distribuídas  com famílias carentes de nossas comunidades .  A Pastoral Catequética em parceria com o projeto realizou a Campanha FAÇA UMA CRIANÇA SORRIR,  arrecadando brinquedos novos e usados para serem distribuídos junto com as cestas básicas . Agradecemos às famílias , aos catequizandos e a toda a comunidade por abraçarem essa campanha e demonstrarem o verdadeiro espírito de solidariedade e amor ao próximo.

                                                                                     Jussara M . O Queiroz

Dom Belisário fala do desafio da interculturalidade entre as diversas etnias

Nesta terça-feira, 15 de outubro, na segunda semana do Sínodo papa Amazônia, em Roma, o entrevistado do jornalista Silvonei José, no Facebook, foi o arcebispo de São Luís do Maranhão, dom José Belisário da Silva, que destacou a diversidade dos povos indígenas na Amazônia.

Leia a entrevista na íntegra.

Silvonei José: Que avaliação o senhor faria da situação até esse momento e aquilo que brota no seu coração depois de tantas falas e proposições dos nossos padres sinodais?

Dom José Belisário da Silva

Dom Belisário:Nós estamos num momento de muita escuta, de muita atenção. E uma das coisas que eu estou admirado é como essa Amazônia é grande e como ela é diversificada. Quantos povos, quantas etnias moram aí na Amazônia. Então, a importância da interculturalidade que eu começo a entender que realmente nós precisamos ser na Amazônia realmente interculturais.

Como se realiza essa perspectiva intercultural?

Primeiro precisamos conhecer a realidade, conhecer as pessoas que aí estão. Eu sou propriamente do pré-amazônia, do Maranhão. O Maranhão é uma região que já está em contato com a Europa, desde o começo, digamos assim, da chegada dos Europeus aí nessa região. Então, o Maranhão, de certa maneira, nós já temos uma caminhada de 300 a 400 anos. No Maranhão, nós temos 7 povos indígenas. Alguns já estão em contato direto, que é o caso dos Guajajaras, há mais de 300 anos. É um povo bastante numeroso, mas, por incrível que pareça, nós temos ainda um povo dentro do Maranhão, na reserva que está ali perto do Pará, que não quer entrar em contato com os não indígenas, que são os Uauaguajar, que estão na reserva do Gurupi. Só para mostrar como a nossa realidade realmente é complexa. De outro lado, nós temos essa grande região, essas grandes florestas, essas grandes reservas que estão, em uma parte, sendo desflorestada. O caso do Maranhão é um péssimo exemplo. Mas, de outro lado, nós temos as grandes cidades. Temos, começando por Manaus, que é uma cidade enorme. 80% da população daquele Estado mora na capital e também o PIB amazonense é igual ao Maranhão também. No Maranhão, a ilha de São Luiz concentra uma grande parte da população e do seu PIB. Então, isso tudo mostra que a nossa realidade Pan-Amazônica, também dos países vizinhos, é uma realidade complexa que não pode ser reduzida com poucas palavras.

Como enfrentar o que o senhor estava dizendo também destes povos invisíveis e que não querem o contato? Como é que se comporta diante dessa realidade?

Primeiro lugar, nós temos que respeitá-los. Se eles não querem entrar em contato conosco, que a gente respeite essa vontade deles. Parece-me que são diversos povos. No Maranhão, nós temos esse caso os Uauaguajá. O grande risco no caso do Maranhão são os madeireiros. Se entrarem em contato com os Uauaguajá é bem possível que eles levem uma desvantagem enorme. É um povo muito pequeno, muito reduzido e eles são nômades. Então eles não têm propriamente uma aldeia, não tem propriamente uma casa. Então, eles são muito, muito vulneráveis. E a gente sabe que um madeireiro é uma pessoa que quando tem contato é um contato violento, agressivo, de matar mesmo.

O que responder àquelas pessoas que dizem que os índios têm muitas terras no Brasil?

Isso é uma afirmação inadequada. Imagine os latifundiários brasileiros ou as grandes empresas, eles também têm muitas terras. Os indígenas brasileiros moram ali, eles cuidam de tudo isso. Eu acho que os indígenas deveriam receber um prêmio por conservarem a natureza para nós. Eles são grandes conservadores da mata da Amazônia e nós sabemos a importância dessa conservação para o mundo inteiro.

Aqui no Sínodo nós não falamos só em problemas indígenas, mas também das pessoas da Amazônia.

Nós temos uma preocupação enorme com todas as pessoas que moram aí e, de fato, eu pessoalmente, moro numa região muito urbanizada que é a ilha de São Luiz. Além de São Luiz, temos mais três municípios dentro da ilha. E as nossas cidades têm uma péssima qualidade de vida, praticamente o saneamento básico é muito precário. Ananindeua, Belém, por exemplo, de cidades de péssimo saneamento, mas também São Luiz e aquelas cidades vizinhas, São José do Ribamar, Passo do Lumiar e Raposa. Uns 60% da nossa população não têm emprego, são desempregados. Pessoas que nunca propriamente tiveram uma carteira assinada. Então, isso tudo é um grande problema para nós e a questão do solo urbano é algo de se preocupar. Os pobres para eles terem um lugar onde se estabelecer, geralmente, têm que recorrer à ocupação, que outros falam que é invasão. Não propriamente uma invasão, é um direito humano você ter um lugarzinho para você colocar o pé e fazer uma casa para morar. Isso é um direito básico e infelizmente o poder público não dá conta, não acompanha essa questão.

Nós estamos chegando a quase metade dos trabalhos sinodais, que fotografia o senhor faria até este momento? 

Nesse momento nós temos escutado com muita atenção e muita paciência, são muitas pessoas e eu chamaria atenção à voz das mulheres dentro do Sínodo e a voz dos habitantes originários da Amazônia. Mas também nós temos escutado a história emocionante de missionários que têm dado suas vidas para os povos da Amazônia. Então, o que eu espero daqui para frente é que nós tomemos toda essa escuta e transformemos isso em um programa para a continuidade e para novos caminhos para a Igreja na Amazônia e por uma ecologia integral, porque afinal é a proposta do Sínodo.

Do site da CNBB
https://www.cnbb.org.br/dom-belisario-a-diversidade-de-etnias-que-vivem-na-extensa-area-de-mata-da-regiao-amazonica/

Padre Vanildo de Paiva: estar com os Papas é um ato de fé

ESTAR COM OS PAPAS: UM ATO DE FÉ

Não me proponho aqui discutir o dogma da infalibilidade papal, proclamado em 1870 pelo Concílio Vaticano I, nem tampouco avaliar os 264 papas que sucederam ao apóstolo Pedro, escolhido pelo próprio Cristo como primus inter pares, isto é, o primeiro entre os discípulos, com a missão de conduzir a sua Igreja e confirmar na fé os irmãos que, doravante, se uniriam aos demais (cf. Lc 22,32). Lugar de juiz pertence a Deus! No entanto, não é difícil perceber, mesmo numa releitura rápida da história da Igreja que, não obstante a Igreja seja assistida pelo Espírito Santo e nenhum mal possa contra ela (cf. Mt 16,18), o lado humano de seus líderes (e de todo o povo!), vez ou outra, coloca obstáculos à ação de Deus.

Conviver com a vulnerabilidade dos papas sempre foi um desafio para os cristãos e o mundo, o que não significa que não possam ser infalíveis quando se pronunciam ex cathedra ou em comunhão com os demais bispos a respeito da fé e da moral cristã católica (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 891). Faz parte da humildade de um chefe supremo da Igreja reconhecer seus limites e saber que precisa do discernimento do Alto até mais que do que os fiéis, pela grandeza de suas incumbências. É como disse o papa emérito Bento XVI, em julho de 2005, por ocasião do lançamento de seu livro Jesus de Nazaré: “O papa não é um oráculo, é [somente] infalível em situações raríssimas”.

Ou mesmo nosso querido papa Francisco, quando um jornalista o questionou o porquê de ele falar muito sobre os pobres, mas relativamente pouco sobre a classe média: “Você está certo. É um erro meu não pensar nisso”, e “você está me falando sobre algo que preciso fazer. Preciso ir mais fundo nisso”. Não é à toa que ele sempre pede ao povo que reze por ele!

O que desejo, no entanto, é chamar a atenção para outro aspecto, talvez mais relevante que os debates sobre privilégios papais: a importância de caminharmos como Igreja e com a Igreja, o que inclui estar com nossos papas. A Igreja, antes de ser uma instituição humana, é um mistério de fé. Nascida do lado aberto do divino Esposo pendente na cruz (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 766), ela permanece no mundo até a sua vinda definitiva como sinal e instrumento a serviço da salvação da humanidade. “Creio a Igreja santa”: é a maneira que o Símbolo dos Apóstolos encontrou para dizer que, mais do que nas obras da instituição, cremos no mistério da Igreja como dom do Alto e assistida pelo Espírito (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 750). Essa Igreja não se reduz à sua hierarquia, mas é a comunidade dos iniciados na fé cristã, Povo de Deus chamado a testemunhar os valores do Evangelho e conduzido por aqueles pastores colocados à sua frente pelo próprio Jesus, o Pastor dos pastores.

A caminhada do Povo de Deus nunca foi feita sem sobressaltos. E mais uma vez recorremos à história para recordar o quanto já titubeamos nessa trajetória bimilenar. Assim será até o fim, pois o caminho ainda não é o horizonte nem o mar ainda é o ancoradouro. O Reino definitivo inaugurado pelo Senhor supera em muito a própria Igreja, mas conta com ela para sua chegada a cada coração humano e ao cerne de cada cultura e sociedade, para que ali comece, no passageiro, o que se anuncia como definitivo para além da história. Querer uma Igreja perfeita é perder a noção de que ela é ponte e não porto!

Nesta nossa trajetória, quis o Senhor que tivéssemos à nossa frente as figuras dos papas como sinais a apontar a direção e garantia da unidade do povo em marcha. Como uma só família irmanada no amor do Cristo, um pai (papa) nos é dado como testemunha de fé e memória do Evangelho. Suas palavras e ensinamentos – e, sobretudo, o seu modo de vida! – sempre atentos às demandas de cada época, são para nós indicações preciosas de como viver, no hoje da vida, a Palavra divina que dá a vida e liberta todo ser humano. Estar com os papas, portanto, é estar com a própria Igreja de Jesus Cristo, na tentativa de fidelidade ao seu projeto. É ter diante de nós a autoridade legitimamente constituída, querida por Jesus, a quem devotamos o obséquio do nosso respeito e a sinceridade de nosso amor.

O papa Francisco é o autêntico sucessor de Pedro, como o foram os outros papas. Seu agir, profundamente enraizado nos Evangelhos é, para nós, memória do agir de Jesus Cristo e apelo contínuo à conversão. Seu olhar misericordioso e atento às dores das minorias e aos clamores dos mais pobres e sofredores é a resposta de Deus a uma humanidade marcada pela dor e pela carência de afetos que curam. Suas palavras simples e profundas chegam muito depressa aos corações daqueles aos quais ninguém quer dirigir a voz. Mas seu profetismo também ecoa em nossas consciências adormecidas e mal acostumadas à indiferença pelo ser humano e pela casa comum da criação. Sua denúncia da idolatria – a mesma feita por Jesus – incomoda a todos nós, especialmente àqueles que há muito se renderam ao capital e a seu séquito de ídolos que ferem a dignidade humana. Por isso, ele é perseguido, do mesmo modo que Jesus o foi até à morte escandalosa na cruz, punição definitiva aos rebeldes e agitadores sociais.

Infelizmente, até mesmo católicos acusam-no de “esquerdista”, “comunista”, “progressista” e tantos outros chavões descontextualizados e vorazmente repetidos, os quais, no fundo, encobrem a única e mesma verdade: a vergonha que seus opositores sentem por não darem conta de amar como ele ama, isto é, de amar como Jesus amou! O escândalo que Francisco provoca não é primeiramente contra a ortodoxia (correta doutrina) da Igreja, mas por apresentar uma ortopráxis (correta ação) profundamente evangélica, coisa há muito esquecida pelos que querem defender a “cátedra de Moisés” contra a insurreição do amor que clama que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Mc 2,27). Então ele é um santo? Certamente está a caminho, como deveríamos também estar! Ele não erra? Igualmente a seus predecessores e a todos nós, tem suas falhas, das quais não se abstém de reconhecer e de se retratar.

No entanto, Francisco é nosso papa! Gostando ou não gostando do seu estilo, devemos-lhe respeito e amor filial. Ele não tem errado. Mas, se ele errar, erraremos com ele; isso sempre fez parte da história da nossa Igreja, santa e pecadora. E o Espírito sempre mostrou o caminho da restauração! São João Paulo II ou Bento XVI nunca erraram? Obviamente que sim! E estávamos com eles, compreendendo que a fé exige também caminhar na penumbra muitas vezes, como devemos estar com o papa Francisco. Ou será que a nossa presunção de sabermos mais do que o papa (e de quase cem por cento dos bispos católicos do mundo que estão com ele) nos levará à vaidade de nos acharmos os donos da verdade? Afinal, acreditamos ou não que a Igreja é conduzida pelo Espírito Santo, que “sopra onde quer” (Jo 3,8)?

Pe. Vanildo de Paiva

Santa Dulce dos Pobres – a primeira santa Brasileira

A Praça São Pedro se encheu do verde e amarelo das bandeiras e das camisetas do Brasil. Milhares de brasileiros vieram à cerimônia de canonização da primeira santa nascida no Brasil, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, conhecida como Irmã Dulce, na manhã deste domingo, dia 13 de outubro, no Vaticano.

Havia pessoas de todas as partes do país, mas os baianos eram maioria. As amigas Sílvia e Vera se sentem privilegiadas por terem convivido com a nova santa brasileira em Salvador. Logo que se formou, a farmacêutica Sílvia da Silva foi ao hospital de Irmã Dulce para oferecer seu trabalho voluntário. Foi recebida com muito carinho pela religiosa. “Eu não tenho palavras para definir Irmã Dulce. Ela era doce com todo mundo, delicada e, ao mesmo tempo, muito segura do que queria. Apesar da estatura pequena, era uma pessoa grande, enorme. Uma verdadeira santa”, afirmou Sílvia.

Para a contadora Vera de Andrade, que recebia as visitas de Irmã Dulce no colégio em que estudava, o que mais a marcou foi ver que a santa não aceitava que pessoas morassem na rua. “Ela não deixava nenhum mendigo na rua. Saia por Salvador recolhendo os mais necessitados e os levando para tomar banho, comer e para tratar suas doenças. Era uma referência para todos nós”, explica Vera.

O soteropolitano Edilson dos Santos veio com a esposa, Mônica, para reverenciar “a mãe de todos os baianos”, como ele costuma chamar. “O que me chama atenção é o fato de que Irmã Dulce, além de ajudar os mais necessitados com suas obras de caridade, sempre estava pronta para oferecer uma palavra de conforto para todo mundo”.

Para a família Interlando, que veio de Mato Grosso, os brasileiros estavam precisando de uma santa comum a biografia tão rica.

“Os brasileiros necessitam deste exemplo de fé, de humanidade. Nós passamos por momentos muito difíceis no mundo e a história de Irmã Dulce nos mostra que com fé nós podermos fazer a diferença”, afirmou a advogada Rafaela Interlanda.

Todos esses depoimentos trazem algumas explicações de porque o Brasil está em festa com a canonização de Irmã Dulce. Sua vida doada ao próximo começou muito cedo, aos 13 anos, quando ela transformou a casa dos pais num lar de acolhida e atendimento a mendigos e doentes. A casa ficou conhecida como “A portaria de São Francisco”, devido à quantidade de carentes que se aglomeravam a sua porta.

Hoje, o hospital criado pela santa em Salvador abriga um dos maiores complexos de saúde brasileiro com 100% dos atendimentos pelo SUS. São cerca de 3,5 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano.

A Cerimônia

O Evangelho de hoje não poderia ser mais adequado à celebração de canonização da Irmã Dulce. A passagem sobre a cura dos leprosos por Jesus Cristo (Lc 17,11-19) nos remete à preocupação da santa brasileira com a saúde dos mais necessitados e à fé que ela tinha na cura física e espiritual dos assistidos.

Na homilia, o Papa Francisco afirmou que todos nós necessitamos de cura, como aqueles leprosos: “Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos, dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, à opinião dos outros. O Senhor liberta e cura o coração, se O invocarmos, se lhe dissermos ‘Senhor, eu creio que me podeis curar. Curai-me dos meus fechamentos, livrai-me do mal e do medo, Jesus’”.

O Papa destacou as três atitudes do leproso que agradeceu a Jesus pela cura: “o Evangelho de hoje nos mostra o caminho da fé. Neste percurso de fé, vemos três etapas, que é invocar, caminhar e agradecer. Hoje agradecemos ao Senhor pelos novos Santos, que caminham na fé e agora invocamos como intercessores”.

Além de Irmã Dulce, outras quatro pessoas foram declaradas hoje santos da Igreja Católica: João Henrique Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan e Margarida Bays.

Manuela Castro – Cidade do Vaticano

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Entenda como será a canonização de Irmã Dulce

No Dia 13 de outubro, a religiosa baiana, Maria Rita Lopes Pontes, Irmã Dulce, será canonizada pelo Papa Francisco durante uma missa aberta, no Vaticano. Por suas virtudes e bons exemplos, a Igreja entende que Irmã Dulce, assim como outras pessoas canonizadas, estão mais próximas de Deus e podem “interceder” pelos que ainda estão na Terra.

Por isso, os católicos rezam para um santo, pedem ajuda e milagres. Além disso, a Igreja permite que essas pessoas sejam consideradas “modelos” de vida e, portanto, podem ser admiradas com devoção.Essa tradição existe desde os primeiros cristãos, que consideravam santos principalmente os mártires.
No início, os santos eram reconhecidos principalmente por aclamação popular. No primeiro milênio, eram os bispos locais que declaravam a santidade da pessoa. Eles simplesmente “assinavam embaixo” e reconheciam essa boa fama.

Com o tempo, percebeu-se que era preciso mais rigor na análise, com testemunhos e estudos. E foi no século 12 que as decisões se concentraram nas mãos do Papa. Mais tarde, criaram-se escritórios no Vaticano só para analisar as propostas de canonização.

Hoje, quem faz isso é a Congregação para a Causa dos Santos. Esse escritório estuda a vida dos “candidatos” e os apresenta ao Papa, que, por sua vez, os reconhece. A missa de canonização resume todo esse processo em um único rito.

Conforme explica o Arcebispo de São Salvador da Bahia, Dom Murilo Krieger, depois que a vida dos santos é estudada e os milagres por sua intercessão são constatados, “eles estão em condições de serem declarados santos”.

“O Papa vai declarar que eles são santos e autoriza o culto a eles. É normal que, nesse momento, os presentes, à medida em que o nome do santo que os levou a Roma for citado, aclamarão a notícia com grande entusiasmo.” – Dom Murilo Krieger, Arcebispo de São Salvador

A missa começa com o canto inicial e, logo depois, o Papa abre a celebração. Em seguida, há um canto de “invocação do Espírito Santo”. A ideia é pedir a Deus que o ajude a tomar uma decisão acertada.

O cardeal prefeito da Congregação para a Causa dos Santos – hoje o italiano Dom Angelo Becciu – “apresenta” ao Papa os novos santos. Ele lê uma pequena biografia de cada um. Desta vez, com a Irmã Dulce, serão canonizados também o teólogo e cardeal John Henry Newmann, um dos principais intelectuais cristãos do século 19; outras duas religiosas, Giuseppina Vannini e Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, e uma catequista, chamada Margherita Bays.

Depois vem uma “ladainha”, que é um canto longo, no qual a Igreja invoca a intercessão de todos os outros santos. Os nomes de muitos santos são mencionados nessa ladainha. Mais uma vez, a ideia é pedir que todos eles ajudem o Papa a tomar a decisão mais certa.Finalmente vem a “fórmula da canonização”. Depois que o Papa lê esse texto em latim, eles já são considerados Santos.

Esta é a fórmula que pode ser usada: “Em honra da Santíssima Trindade, pela exaltação da fé católica e para incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e Nossa, depois de refletir por muito tempo, ter invocado a ajuda divina e ouvido a opinião de muitos Irmãos no Episcopado [bispos], declaramos e definimos Santos os beatos [aqui entram os nomes dos novos santos] e os inscrevemos no registro dos santos, estabelecendo que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Em seguida, há um canto de comemoração para celebrar a canonização e agradecer a Deus.
O cardeal prefeito agradece ao Papa pela decisão e pede que ele redija uma “carta apostólica”, documento que formaliza a canonização.

A partir desse ponto, a missa continua normalmente, como uma missa comum de domingo: com leituras da Bíblia, a pregação do Papa (ou “homilia”), consagração do pão e do vinho, e a comunhão.

É comum, no Vaticano, que logo após a missa o Papa reze a tradicional oração do Ângelus, ou oração do meio-dia. É uma oração a Maria, mãe de Jesus, que ele reza todos os domingos na Praça de São Pedro. Nesse momento, ele pode comentar alguma situação política ou humanitária do mundo.

Imagens dos novos santos ficam expostas na Praça de São Pedro desde o início da missa – diferentemente da “beatificação”, quando a imagem ou foto oficial é revelada só durante a missa. Os beatos são pessoas de boa reputação que podem ser honradas localmente, mas ainda não por toda a Igreja. Com a canonização, eles passam a ser chamados “santos” e celebrados no mundo inteiro.

Fonte: Arquidiocese de Vitória – ES.

Papa Francisco institui Domingo da Palavra de Deus

Manhã de espiritualidade no Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, com Padre João Gomes

Na manhã deste sábado (28/09/19) o Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus em Diamantina, acolheu o padre João Gomes, pároco da paróquia São Sebastião, de Sabinópolis, Diocese de Guanhães para conduzir a manhã de espiritualidade promovida pela casa de formação. Em sequência ao tema abordado na última manhã de espiritualidade sobre a esperança, hoje foi aprofundada a virtude teologal da caridade. Pe. João pontuou a necessidade de, iluminados pela encarnação do verbo, vivermos o amor não intelectualmente, mas existencialmente, suportando com paciência as fraquezas de nosso próximo. Diante disso, urge em nossas orações sentir a profundidade do amor de Deus para externá-lo em práticas cotidiana.

Gabriel Ferreira Oliveira, seminarista.

Recomendamos a prece pela perseverança e discernimento de nossos seminaristas presentes no Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus de Diamantina.

 

Primeira reunião do clero de Guanhães com Dom Otacilio

O salão da Catedral de Guanhães, acolheu nesta manhã (24/09), padres e diáconos do clero diocesano para sua primeira reunião com Dom Otacilio. Após a oração das laudes (Liturgia das Horas) dentro da catedral e breve apresentação dos padres e respectivas paróquias, Dom Otacilio orienta sobre as visitas às paróquias e que está disponível para estar presente além das datas festivas ou crismas.

Um dos assuntos em pauta foi a proposta da “6ª Assembleia Diocesana” para 2020, acolhida de bom grado pelo clero. Dom Otacilio pediu que as nossas paróquias não deixem passar em branco o 3º Dia Mundial dos Pobres. “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19), este é o tema escolhido pelo Papa Francisco e a mensagem foi divulgada dia 13 de junho, pelo Vaticano e será comemorado em 17 de novembro. Ainda em tempo para nos organizar.

 

PASCOM Diocesana, com informações do seu assessor diocesano Pe Bruno

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