Bruno Costa Ribeiro

O DNJ e a Bandeira da Paz

Desde o DNJ de 2018 foi lançada a proposta da peregrinação da bandeira da paz do setor juventudes. Algumas paróquias já a receberam – em São Pedro do Suaçuí, Peçanha, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Paulistas e Coluna/ Frei Lagonegro – Segue o cronograma da rota da bandeira elaborada pelos jovens

ROTA DA BANDEIRA DA PAZ

COLUNA/ FREI LAGONEGRO de 16 DE ABRIL a 30 ABRIL
SÃO JOSÉ DO JACURI de 1 de MAIO a 13 DE MAIO
ÁGUA BOA de 14 de MAIO a 25 DE MAIO
SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO de 26 DE MAIO a 10 DE JUNHO
DOM JOAQUIM DE 11 de JUNHO a 22 DE JUNHO
CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO de 23 DE JUNHO a 10 DE JULHO
MORRO DO PILAR/ SANTO ANTÔNIO DO RIO ABAIXO de 11 DE JULHO a 26 DE JULHO
FERROS de 27 de JULHO a 07 DE AGOSTO
DORES DE GUANHÃES/ CARMÉSIA de 08 DE AGOSTO a 23 DE AGOSTO
DIVINOLÂNDIA DE MINAS de 24 DE AGOSTO a 10 DE SETEMBRO
VIRGINÓPOLIS de 11 de SETEMBRO a 20 DE SETEMBRO
SABINÓPOLIS de 21 de SETEMBRO a 02 DE OUTUBRO
MATERLÂNDIA de 03 de OUTUBRO a 13 DE OUTUBRO
RIO VERMELHO de 14 de OUTUBRO a 26 DE OUTUBRO
SENHORA DO PORTO de 27 DE OUTUBRO DNJ-2019.

●A bandeira poderá ficar de 15 a 20 dias em cada Paróquia, de acordo com as atividades.
●Mudança de rota deverá ser comunicada aos padres e assessor do Setor Juventude. (Padre Salomão).
●Cada Paróquia deverá reunir e escrever uma mensagem dos anseios da Juventude.
●A Bandeira deverá estar em Conceição do Mato Dentro no dia 23 de Junho de 2019.
● A peregrinação vai terminar em Senhora do Porto, DNJ-2019, dia 27 de Outubro.

 

ECA e Direitos Humanos

No próximo dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) vai completar 29 anos. Tal Estatuto é o conteúdo da lei 8.069, sancionada pelo então Presidente Collor de Melo.

O ECA colocou fim ao “Código do Menor”, vigente até a Constituição Federal (CF) promulgada em 1988. Engana-se, portanto, quem afirma que antes da CF/88 a legislação brasileira não falava de “menor”. Sim, existia, e falava de “menor em situação irregular”, o que o ECA chama de “criança ou adolescente em ato infracional”.

O “Código do Menor” não tratava com o mesmo humanismo o que a nova CF, em outros tempos históricos, vê com maior interesse. Os menores, agora chamados de crianças e adolescentes, são vistos com maior respeito, maior dignidade, integridade e direitos. Os conceitos mudaram por causa do Art. 227 da CF, que diz: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária […] salvo toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Diante de tamanha complexidade desse artigo da CF foi preciso criar um Estatuto para regulamentar essas disposições todas ali elencadas.

O ECA começa dizendo que criança é aquela pessoa compreendida até 12 anos incompletos, ou seja, 11 e 364 dias; adolescentes são aquelas pessoas compreendidas entre 12 e 17 anos e 364 dias (dezoito anos incompletos), e a elas são aplicadas medidas protetivas, conforme o art. 105 (ECA). As pessoas que estão nessa faixa etária não cometem crimes, contravenções ou delitos, mas cometem atos análogos a isso: atos infracionais.

Num país de desigualdades, como o nosso, é muito difícil responsabilizar conjuntamente família, sociedade e Estado para garantir às crianças e adolescentes os direitos previstos no mencionado artigo 227 da CF e no ECA. É preciso que cada um cumpra o seu papel para que os direitos humanos não sejam apenas letras num papel.

 

Pe. Ismar Dias de Matos,
Professor de Filosofia na PUC Minas,
Associado Efetivo do Instituto Histórico
e Geográfico de Minas Gerais (Cadeira 75)

Liderança Materna

Há no Brasil um número de mães superior a 52 milhões delas; no mundo são mais de 1,9 bilhões. Cuidam da educação dos filhos e do marido, organizam a casa, trabalham. Uma jornada tripla – algumas vezes quádrupla – porque resta apenas a madrugada para outra atividade.

O contexto mundial tem sido um caminho escuro para elas; não bastassem guerras bélicas décadas atrás, hiperinflação no passado mais recente, hoje, as “guias do lar” se veem envolvidas por outro desafio colossal: estar em dia com a tecnologia e presente na vida das “crias”. Não é nada fácil, como nunca foi, contudo, nestes nossos dias, a velocidade dos fatos não nos permite sequer respirar, compreender e voltar a caminhar.

Vamos aos detalhes: cada vez mais cedo os filhos estão presentes na realidade virtual por meio dos smartphones, tablets, smartwatches. As redes sociais invadem e são invadidas por uma galera conectada aos bytes, expondo a vida e olhando a vida alheia. Onde ficam as mães em toda essa dinâmica? Muitas vezes é colocada quilômetros de distância, mesmo estando ao lado. De quem é a culpa? Dos filhos, agitados, ávidos por conteúdo, conectados de segunda a segunda, de 0h a 23:59? Das mães, ocupadas, multitarefas, vivendo dois dias em apenas um? Certamente de ambas as partes. Os herdeiros devem estar abertos ao diálogo com sua família; por sua vez, cabe à família controlar a exposição dos filhos no “ambiente digital”, dizer não.

Sendo o Brasil um dos países mais conectados no planeta, as mães têm o desafio de conciliar o cotidiano da família, muitas vezes com poucas opções de horário para conviverem entre si, com as tarefas profissionais, pessoais e da casa. Não é preciso jogar fora os dispositivos eletrônicos. Pode-se e deve-se estar em dia com todos os gadgets oferecidos pela infinita capacidade criativa dos programadores e designers. Apenas um aviso: como diz meu pai: tudo demais é veneno.

Mães, tudo isso parece muito difícil de ser assimilado e trabalhado em meio a tantas demandas. A diretiva a vocês, rainhas do lar, não é acaso, nem entrega total da responsabilidade. Em família, a ordem do dia é compartilhar as tarefas. Uma célebre filosofia de Napoleão Bonaparte, imperador francês entre os anos de 1804 e 1814 (com breve retorno, por alguns meses, em 1815), é uma sábia lição para as famílias: dividir para conquistar. Dividir os cuidados com a casa, a preparação das refeições, a atenção uns para com os outros; conquistar união, crescimento mútuo, um lar além das paredes, piso e telhado. Tudo isso desenhado, a tenacidade, doçura e perspicácia maternal são fundamentais para a condução do núcleo familiar em mais esse contexto dinâmico.

O mundo está precisando de um olhar diferenciado, com visão do todo e do detalhe, firmeza e afago, força e delicadeza. Um pacote tão completo como só o dom da maternidade pode acobertar. Uma fonte inesgotável de amor, fortaleza e luz. O corpo ao qual o Criador atribuiu a capacidade de gerar a vida, a cocriação do planeta, a renovação constante da humanidade.

Por mais turbulento que esteja o voo, a experiência do piloto, aliada aos equipamentos de ponta do avião, permite ao comandante da aeronave dar prosseguimento à viagem e levar os passageiros com segurança ao destino. Por mais tortuoso que seja o caminho, a liderança do guia, aliada aos seus conhecimentos, leva o grupo a atravessar o vale e alcançar o topo. Por mais nublados que pareçam estar nossos dias, o aconchego materno, aliado à sabedoria adquirida ao longo dos anos, ajudam os pequenos (e os grandes) a esperar a tempestade passar e ver, mais uma vez, a luz do sol.

Juliano de Oliveira Nunes,
jornalista, discente de administração.

Eu te agradeço, meu Deus, pelas mães que nos destes!

Deus abençoou o homem e a mulher dizendo-lhes: “Sejam fecundos, multipliquem-se, encham-se e se submetam à terra; dominem os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que se arrastam sobre a terra”.

Assim, o homem e a mulher, abençoados por Deus, continuaram a missão criadora produzindo seus frutos, surgindo então, as figuras dos novos coadjuvantes: o pai e a mãe.

A mãe, a mulher preparada biologicamente para gerar a vida em seu útero, como resultado da fertilização, teve a graça de obter um tempo a mais de convívio com o novo ser, durante o período gestatório, onde pôde acompanhar todo o processo de formação mais intimamente, podendo perceber cada aspecto do seu desenvolvimento, sentir as batidas do pequeno coração em primeira mão, os chutes na barriga e também as indisposições naturais e os incômodos.

O pai que teve a participação inicial no ato da fecundação se distancia fisicamente, por questões até biológicas deste convívio íntimo em relação à mulher.

Com isso, surge o lado biológico do “ser mãe e ser pai”.

A grande missão de ser mãe sempre começa com alguns meses de enjoo, azia às vezes, seguido do desejo de comer coisas estranhas, mudanças no corpo, alterações de humor e emoções afloradas. Tudo isso em preparação para o grande dia: a concretização do amor, quando poderá ver; pegar em seus braços e sentir o cheiro de sua cria, concebido com tanto amor, carinho e ansiedade, assumindo a mulher seu papel essencial: ser mãe! Daí para frente, só há a personificação do amor e demonstração de tudo o que ela é capaz de fazer e até mesmo de sofrer em prol daquela pequena vida. Não há limites ou barreiras que a impeçam de transpor para salvaguardar aquele bem tão precioso a ela confiado. Não há preocupação com o tempo ou hora para fazer o que é necessário e também não há dificuldade deixar para fazer aquilo que acha que é bom para si própria. O importante de agora em diante é cuidar com todo amor e carinho daquele pequeno ser colocado em seus braços. Nada mais é relevante e tão importante quanto os cuidados para que nada falte a esse tão pequeno e frágil ser.

Suas horas serão agora preenchidas pela preocupação em amamentar, cuidar das cólicas, das roupinhas, das papinhas, da higiene corporal do bebê e, se sobrar tempo, cuidar de si mesma até que seja solicitada novamente. Ainda há a casa para ser administrada e, certamente, o restante da família. Há uma doação permanente sem esperar nada em troca.

A mulher-mãe ainda tem que matar um leão por dia para se mostrar para uma sociedade que não a valoriza como mulher e como mãe. Apesar de se desdobrar diuturnamente, seu espaço ainda não está demarcado pela sociedade, que sabe do seu valor e da sua importância no ambiente familiar e no seu ambiente de trabalho, bem como de sua força produtiva e também como mediadora, pois grande é a sua habilidade em sanar conflitos e resolver problemas diversos. Que bom seria se a sociedade reconhecesse e valorizasse a mulher-mãe, não só pelas suas qualidades maternais, com todos os seus problemas e necessidades, mas especialmente, pela sua condição de filha de Deus, portanto, digna de uma vida mais justa.

A mãe é o amigo mais importante que podemos conseguir em toda a nossa vida, pois em nenhum momento ela se virará contra nós ou nos abandonará especialmente naqueles momentos sem esperança que nos parecem insolúveis. Ela tem o poder de colocar em seu colo todas as nossas preocupações e transformá-las em sorrisos, de criar laços que nunca mais serão rompidos e de chamar para si a maior e mais divina responsabilidade, que é a de ser mãe. Ela estará, enquanto vida tiver, sempre pronta a nos dar conselhos e doces abraços perfumados, que nos ajudarão a superar todas as nossas dificuldades, por piores que nos pareçam ser.

Eu te agradeço, meu Deus, pelas mães que nos destes!

Prof. Eduardo Oscar Generoso,
de São João Evangelista

 Fábio Alves de Oliveira é ordenado presbítero em São Sebastião do Maranhão/MG

No dia 27 de abril, às 17h, foi realizada a ordenação presbiteral do diácono Fábio Alves de Oliveira, para a Diocese de Araçuaí, pela imposição das mãos e oração consecratória de Dom Marcello Romano, Bispo Diocesano de Araçuaí/MG.

O Padre Fábio Alves de Oliveira é natural de São Sebastião do Maranhão/MG (distrito de Santo Antonio dos Araújos), Diocese de Guanhães. Filho de Helena Cruzantino, o segundo de três irmãos. Foi ordenado para Diocese de Araçuaí/MG. Nasceu no dia 5 de setembro de 87. Fez os estudos iniciais na escola de Santo Antônio dos Araújos. Filosofia e teologia em Caratinga/MG. A experiência vocacional em Conceição do Mato Dentro/MG propedêutico Ubaporanga/MG. Ordenação diaconal no dia primeiro de dezembro em Araçuaí. Passou por estágio vocacional em São João Evangelista/MG e agora Minas Novas/MG.

Congratulamos com o novo presbítero, ordenado para a Igreja de Cristo e fazemos votos de que tenha um fecundo ministério.

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VOCAÇÃO: UM CHAMADO DE DEUS À VIDA

É plausível salientar que, de forma geral, fazemos parte de um chamado de Deus. ELE, na sua benevolência, nos concedeu a oportunidade de fazer experiência desse evento relevante, a vida humana. Em meio ao horizonte existencial colocado nas nossas mãos, de bom grado, cabe a cada ser humano assumir sua vocação específica a partir do chamamento de Deus à dádiva da vida. Como filhos (as) do Deus Uno, como esforço nos felicitamos por fazer parte da graça divina.

Diante disso, vale asseverar a magnitude existencial e nos colocarmos numa escala de relevância, essa que simboliza a capacidade humana de propor dinâmica à vida como: o trabalho, o estudo, a família, o ato de crer e, por conseguinte, dá seguimento os mecanismos utilizados no âmbito da inteligência em benefício de uma sociedade pautada no Amor, na responsabilidade, como também na alegria do Cristo Ressuscitado. A Páscoa reserva esse significado único e exponencial que se dá no universo da dinamicidade da vida; a experiência da passagem, a vida nova, a superação dos conflitos humanos.
Com isso, nesse tempo pascal, acentuar a dimensão do sacerdócio ministerial e os mais variados ministérios que nos são entregues por Deus. O sacerdócio está centrado na esfera do serviço vislumbrando o Amor ( Amoris Officium ) o trabalho do pastor, gastar a vida no zelo em prol do rebanho que é o povo de Deus. Os santos da Igreja exercem um protagonismo excelso que é: o exemplo de vida, a reflexão ao Amor à vida, a história. E falando na temática do Amor é oportuno parafrasear São Francisco de Assis assim: “O Amor não é Amado é preciso Amar o Amor”.

Por fim, Guimarães Rosa em um dos seus relatos pondera: “Não basta a chegada, a saída, mas a travessia”. A nós, criaturas de Deus Pai, reserva sempre o objetivo de incutir as ideias, propostas, ações, presença, dinamizar a história, levando em consideração que é necessário estarmos imbuídos de uma compreensão atenta às possibilidades, essas que são capazes de transformar dando sentido ao termo Páscoa. Que o Amor do Ressuscitado nos acompanhe na jornada da vida. Feliz Páscoa a todos!

Paulo Henrique Gomes, Professor de Filosofia

 

MISSA DA UNIDADE – “MISSA DOS SANTOS ÓLEOS”

Na Quinta-Feira, dia 11/04, o clero e demais lideranças de toda a diocese se reúne com o bispo administrador, Dom Darci José Nicioli, na Catedral de Guanhães para a Missa dos Santos Óleos, na qual todos os sacerdotes renovaram suas promessas sacerdotais, ressaltando seu vínculo de Unidade da Igreja e renovando suas promessas feitas no dia de sua ordenação presbiteral ao bispo e aos seus sucessores.

Nesta celebração são utilizados alguns símbolos significativos, pois, estes serão durante todo ano sinais sagrados que serão utilizados na administração dos sacramentos indeléveis – Batismo, Crisma e Sacramento da Ordem nos graus do Presbiterato e Episcopado. É utilizado também pelo sacerdote o Óleo dos Enfermos nas visitas quando se aplica a Santa Unção dos Enfermos.

Os Óleos utilizados nas celebrações do Batismo, da Ordem, da Crisma e da Unção dos Enfermos são abençoados nesta celebração e distribuídos às comunidades pertencentes à diocese. Os Óleos do Batismo e da Unção dos Enfermos são abençoados e o Óleo do Santo Crisma após receber uma mistura de Mirra é posta a vasilha que o contem sobre o altar e ali ele é Consagrado.

Em sua homilia, dom Darci faz memória do significado do real motivo da Missa da Unidade ou comumente chamada de “Missa dos Santos Óleos” qual o dever dos Ministros Ordenados que são os múnus de Governar, Santificar e anunciar a Palavra de Deus, manter viva a Sã Doutrina da Igreja e sobre a figura do presbítero e sua íntima vivência espiritual e comunitária. “A ação do presbítero deve ser reflexo de sua vida interior”.

 

QUAIS SÃO OS ÓLEOS USADOS NA LITURGIA?

Óleo dos Catecúmenos

Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, liberta-o e prepara para o renascimento pela água e pelo Espírito. Este óleo é utilizado no peito do catecúmeno seja ele criança ou adulto.

ÓLEO DO CRISMA

Feito de mistura de Óleo de Azeite e Mirra, significa a plenitude do Espírito Santo. O cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento do Batismo ao fim da celebração, quando o sacerdote marca a criança na testa e lhe concede o tríplice múnus do sacerdócio comum, da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé.

Este óleo é usado também no sacramento da Ordem, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. Os sacerdotes têm as mãos ungidas e na ordenação episcopal o Óleo do Crisma é derramado sobre sua cabeça, pois este último grau da ordem lhe concede a plenitude do Espirito Santo.

ÓLEO DOS ENFERMOS

Usado na Unção dos enfermos, este óleo significa a força do Espírito de Deus para a pessoa provada pela doença e pelo avanço da idade. Traz fortalecimento para pessoa enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. A Unção dos Enfermos pode propiciar a cura física e espiritual, dá o perdão dos pecados e a conformidade com o desígnio de Deus. Quanto a visita aos enfermos e a unção, devemos tomar cuidado, pois, se o enfermo estiver em são consciência de seus atos o mesmo deve se confessar antes de receber o sacramento da Unção dos Enfermos.

Se por algum motivo o enfermo estiver inconsciente e não houver manifestado o desejo de receber a unção enquanto estava no uso de suas faculdades mentais, o sacerdote não deve atender ao pedido por solicitação da família. O SENHOR NOS DEU O LIVRE ARBÍTRIO, e esse deve ser respeitado. A família não tem direito de desrespeitar o desejo do enfermo. Da mesma forma deve-se proceder quanto à distribuição no Santíssimo Sacramento da Eucaristia quando não foi solicitado pelo enfermo/idoso e quando já não tem consciência de suas ações, por exemplo, pessoas com o mal de Alzheimer.

 

Paróquia de São Sebastião, de Sabinópolis, lança Projeto de Solidariedade: Casa do Amor Solidário

“Praticar a caridade é a melhor maneira de evangelizar.”
(Papa Francisco)

A Paróquia São Sebastião, de Sabinópolis, deu abertura, na quarta- feira de Cinzas (06/03), início do tempo da Quaresma, ao Projeto da Casa do Amor Solidário. Num pequeno cômodo das instalações da paróquia, onde já funcionou o Escritório Paroquial, a ideia do nosso pároco, depois de reformar este espaço, transformá-lo num local de acolhimento das pessoas mais necessitadas e carentes. É próprio do ser Cristão a solidariedade. Não só a Oração, mas também as Obras como nos lembra a Carta de São Tiago: “Fé sem obras é uma fé morta”.

O grande sonho de nossa Paróquia é de que neste local funcione vários Projetos de Solidariedade. O Projeto principal é este da Rede de Margaridas Solidárias, que funciona assim: são formados pequenos grupos de 12 pessoas. Cada grupo possui o seu coordenador. Este coordenador distribui uma flor de Margarida para cada membro. Em cada flor um ímã é colocado e esta pode ficar sempre visível na geladeira da casa. Dentro de cada pétala da flor está escrito o mês e o alimento que aquela pessoa irá ofertar para formar a cesta daquele grupo no mês. A missão do coordenador de cada grupo de margarida é cuidar do seu “canteiro” para que todos perseverem e sejam fiéis na entrega do alimento contido na pétala. Todo mês o coordenador recolhe os alimentos de cada membro do seu grupo, forma a cesta e entrega na Casa do Amor Solidário. Outra equipe cuida para que estas cestas sejam distribuídas àqueles que mais precisam. Um projeto muito simples, que visa partilharmos daquilo que Deus nos dá. É um convite à prática do Evangelho, de amor aos irmãos, sendo solidário com aqueles que mais necessitam. Como são grupos de 12 a formar no final a cesta básica, com cada um doando um alimento, não fica pesado a ninguém. A rede da solidariedade se forma. Aqui na paróquia de Sabinópolis foram formados até agora 67 grupos de 12 pessoas. Com isso, são mais de 800 pessoas da comunidade envolvidas no projeto. Cabe à equipe de distribuição acompanhar as famílias assistidas e evitar o “assistencialismo”.

Na Casa do Amor Solidário, o grande sonho e propósito da paróquia, é que funcionem outros projetos como: aulas de corte e costura; fabricação de fraldas; aulas de artesanato e bordados, dentre outros. Tudo de acordo com as necessidades dos mais empobrecidos da nossa comunidade. A ideia é que o local seja o Centro de Recebimento de Doação para ajuda dos mais carentes. Muitas pessoas, às vezes querem ajudar o próximo, doar alguma coisa em bom estado, mas não sabem como fazê-lo.

A equipe responsável pela Casa do Amor Solidário, em nossa paróquia, ficou assim formada: Coordenadora do Jardim das Margaridas: Mariléia Queiroz De Almeida; 1º Coordenador da Casa do Amor Solidário: Padre João Gomes Ferreira; 2º Coordenador da Casa do Amor Solidário: Tarcízio José Mourão; Coordenadora dos Artesanatos: Luíza Marilac Queiroz Pinho; Secretária da Casa do Amor Solidário: Bernadete Generoso Peixoto.

Assim, com grande alegria, faremos da nossa Paróquia de São Sebastião uma Paróquia mais solidária.

 

Texto: Padre João Gomes e Secretária da paróquia
Foto: enviado por Ricardo Giordani

 

Paróquias da Diocese de Guanhães participam de formação da PASCOM

As transformações provocadas pelas tecnologias digitais têm afetado o jeito da Igreja se relacionar com os fiéis e o mundo em geral. Sentindo a força dessas mudanças, desde 1967 o papa publica uma mensagem para o Dia Mundial das Comunicações. Neste ano, em sua 53ª edição, que ocorrerá no dia 02 de Junho, Francisco escolheu o tema “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana”.

Em sua mensagem, o papa reconhece que “desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja sempre procurou promover o seu uso a serviço do encontro entre as pessoas e da solidariedade entre todos”.

Em sintonia com o papa, a Igreja no mundo todo se coloca em reflexão sobre a mensagem enviada. Sendo assim a Pastoral da Comunicação (Pascom) da diocese de Guanhães realizou, no dia 23 de Março, o Encontro de Formação com Joel Alvarenga, da Rádio Vida Nova FM 91,5 que nos explicou sobre as novas mídias sociais.

Nesta ocasião pudemos tratar sobre a articulação e atuação da Pastoral da comunicação em nossa diocese; aproveitando a presença de pessoas que já trabalham na PASCOM, se interessam por ela ou possuem um carisma especial para evangelizar através dos variados meios de comunicação nas dioceses e paróquias.

O papa Francisco, profeticamente, insiste em conjugar a “cultura do encontro” e “cultura digital”. Afinal de contas graças às “maravilhosas invenções da técnica” (Inter Mirifica) as barreiras da distância são vencidas e podem nos ajudar a sentir-nos mais próximos uns dos outros, favorecendo a evangelização ultrapassando as fronteiras geográficas, culturais e digitais. Com tantas transformações surge o “continente digital” o qual precisa ser evangelizado.

O ambiente digital é lugar de encontro entre pessoas cujos anseios e desafios não são virtuais, mas reais e com necessidade de uma reposta concreta. O campo digital se torna, assim, ambiente de apostolado tendo em vista que “não se trata de uma rede de fios, mas de pessoas” na qual se comunica vida. É lugar onde podemos fazer uma boa experiência de evangelização tendo em vista que evangelizar não é transmissão da fé, mas o testemunho.

Os primeiros cristãos souberam ser bons comunicadores, pois comunicaram pelo testemunho. “Pregue o Evangelho em todo tempo – disse São Francisco – Se necessário, use palavras”. Neste encontro formativo nos foi lançado o desafio de entender que a autêntica evangelização se dá, em primeiro lugar, através do testemunho. A comunicação na Igreja deve ser norteada pela “cultura do encontro” e o testemunho, a fim de não somente comunicar, mas priorizar a evangelização: “todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível.

 

 

 

Texto: Padre Bruno Costa Ribeiro,
assessor diocesano da PASCOM

Foto: Rádio Vida Nova FM 91,5

Se o desperdício não morrer… a vida não brotará

Busco inspiração no Evangelho de João, mais exatamente na narrativa do encontro entre Jesus e a Samaritana na fonte, na nascente, digo no poço de Jacó para um alerta relativo ao Dia Mundial da Água, comemorado anualmente em 22 de março. Se no texto bíblico a graça da salvação é comparada por Cristo com a Água da Vida, só isso já elevaria a nossa preocupação com o que fazemos com o precioso líquido, sem o qual definhamos, secamos… sem o qual não há vida neste planeta água chamado Terra.

Diante da atual campanha da fraternidade que nos leva a refletir sobre a fraternidade e políticas públicas, o tema ganha uma dimensão agigantada e urgente. Já que muitos de nós, só nos lembramos da responsabilidade individual com as fontes, com a natureza em si – dons que recebemos do Criador – quando a escassez nos assusta. Assim, sob o foco do “serás libertado pelo direito e pela justiça”, cabe lembrar que o direito de todo cidadão é apenas um dos lados do conjunto que nos leva à justiça, à democracia e à liberdade numa vida em sociedade.

Mergulhemos então, novamente na Água da Vida! Conhecido como “príncipe dos pregadores”, Charles H. Spurgeon um destacado evangelista cristão do século 19, em um de seus sermões diria que “a Graça de Deus no mundo mental e espiritual é exatamente o que a água é no mundo natural”. A analogia usa o elemento essencial para a vida no mundo natural, para facilitar o entendimento do que a Graça Divina é para o ser humano.

Refletindo sobre a cena da Samaritana diante da fonte da Água da Vida, Spurgeon dizia que o ser humano, depende da água já que parte de seu corpo físico é formado por ela e, sem ela é pó. No entanto, já sabemos que mesmo assim, em certas ocasiões pode até negligenciá-la, desperdiçá-la, poluí-la, secá-la, crucificá-la quando alaga nossas casas. Em outras ocasiões a água é uma necessidade imperativa. Devemos beber ou morrer.

O famoso pregador, dizia que a Graça de Deus é como a água em nada menos do que em oito sentidos. O principal é que sacia a sede. No entanto o ser humano é tão tolo que não sabe, o que seu corpo e seu espírito necessitam, mas ele sente que precisa de algo… Se tem conhecimento exato ou não de suas necessidades, o fato é que levado por tantos outros interesses, costumamos deixar de lado tanto a Graça quanto a Água. Desperdiçamos, usamos com ganância, sem respeito às leis da natureza e as regras do meio ambiente em que vivemos.

Mas não estamos aqui eternamente. Se a chance de receber a Graça de Deus, para nós tem tempo curto, penso que as fontes de água deste planeta Terra, podem acabar se secando para nós. Exagero? Não seria nada cristão pensar assim. Isso nos leva a não compartilhar, a não pensar que depois de nós, outros vão precisar do poço, da nascente, da fonte de H²O.

No ano passado, a ONU – Organização das Nações Unidas, focou as reflexões sobre o Dia Mundial da Água, no uso de soluções baseadas no próprio meio ambiente para resolver problemas de gestão dos recursos hídricos. Com a campanha “A resposta está na natureza”, reforçou estratégias de preservação e restauração ambiental para proteger o ciclo da água e melhorar a qualidade de vida da população.

Segundo dados da ONU, o uso doméstico da água doce representa apenas 10% do consumo total, e a proporção de água potável que é bebida pela população equivale a menos de 1%. Por outro lado, a agricultura é responsável por 70% do consumo de recursos hídricos — a maior parte vai para a irrigação das plantações. O que aumenta em áreas com maior densidade populacional e falta d’água. O campo é seguido pela indústria, que responde por 20% da água utilizada em atividades humanas.

Com as transformações do clima e a manutenção de padrões insustentáveis de produção e extração de minérios, a poluição e a desigualdade na distribuição vão se agravando, bem como os desastres associados à gestão da água.
Hoje, 1,9 bilhão de indivíduos vivem em áreas que poderão ter escassez severa de água. Até 2050, o número pode chegar a cerca de 3 bilhões. Aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas já são afetadas pela degradação da terra e pelo fenômeno conhecido como desertificação.

O território brasileiro contém cerca de 12% de toda a água doce do planeta. Ao todo, são 200 mil microbacias espalhadas em 12 regiões hidrográficas, como as bacias do São Francisco, do Paraná e a Amazônica (a mais extensa do mundo e 60% dela localizada no Brasil). É um enorme potencial hídrico, capaz de prover um volume de água por pessoa 19 vezes superior ao mínimo estabelecido pela ONU. Apesar da abundância, os recursos hídricos brasileiros não são inesgotáveis. O acesso à água não é igual para todos. As características geográficas de cada região e as mudanças de vazão dos rios afetam a distribuição.

Dito isso, creio que os leitores já encontraram a justificativa do título que usei para este artigo, que faz uma referência a outro trecho do Evangelho de (João 12:23-25). Ele fala da necessidade do grão de trigo, morrer ao cair na terra, para poder germinar e contribuir com uma nova vida. Assim, peçamos a Deus que nos ajude a enterrar o desperdício de água, que deixando o desperdício na terra frutifiquemos mais estratégias de restauração e preservação ambiental. Que ao sepultar o costume do desperdício deixemos germinar a proteção ao ciclo da água da qualidade de vida.

Evandro José de Alvarenga é Jornalista –
Vereador em Guanhães e oficineiro voluntário no CRAS

PRIMEIRO ENCONTRO DE MULHERES PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO

Em cada mulher que a terra criou um traço de Deus Maria deixou, este foi o tema do Primeiro Encontro de Mulheres da Paróquia de São Sebastião em São Sebastião do Maranhão, que aconteceu no dia 16/03 organizado pela Pastoral da Catequese. Onde 84 mulheres se encontraram para refletirem sobre quem são de acordo com o projeto de Deus.

Conforme Gn 2,18 …não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer-lhe uma companhia que lhe seja recíproca. Deus, diante de sua obra, percebe que todas as criaturas têm uma companhia, exceto o homem. Então Deus faz cair sobre o homem o sono profundo e de sua costela ele cria a mulher. Cria a mulher para ser a companheira do homem. Onde um completa o outro. O último ser criado por Deus, a mulher é cheia de beleza, meiguice, delicadeza e força espiritual. Foi criada para ser mãe e esposa, carinhosa e sensível. Mas quando essa mulher não se enxerga como Filha de Deus, ela se perde no bombardeio de conceitos e adjetivos que a sociedade lhe impõe.

Hoje as mulheres, principalmente as mulheres cristãs católicas, vivem uma crise de identidade por não saberem quem é e nem de onde vieram. Ao contrário do que afirmam a sociedade, a mulher não precisa brigar por espaço com o homem. As mulheres não são mais, nem menos que os homens. Diante de Deus somos igualmente amados. Jamais um homem será uma “segunda mãe”, e jamais uma mulher será um “segundo pai”.

A opinião pública pressiona psicologicamente a mulher para que ela se realize “superando o homem”, de forma que: busque o sexo mais que o amor, o trabalho mais que a educação dos filhos, o racionalismo mais que a fé, o feminismo mais que a ternura… Ela se esquece que quanto mais ela for MULHER, mais será amada pelo homem e mais vai poder lhe fazer bem.

A alegria de ser mulher está cheia de desafios. Faz parte da realidade feminina várias rotinas de trabalho: o serviço, casa, marido, o cuidado com os filhos, como levá-los para a escola e, muitas vezes, criá-los sozinhas. E esta rotina de obrigações nos faz, muitas vezes, entrarmos no piloto automático, que nos leva a esquecermos de nós mesmos e a verdade do que é ser mulher. É onde os problemas começam a acontecer…

Como está o seu coração? Esta pergunta foi feita a elas e elas refletiram e muito sobre a questão do perdão. A importância de se perdoar para seguir em frente. Fechando as portas. Ficou entendido que perdoar era um presente de Deus, uma porta de graças. O ato de perdoar não era para se sentir humilhado, pelo contrário seja o primeiro a tomar esta decisão, não espere pelo outro. O perdão é o fermento do amor. Ele é que faz o amor permanecer. Perdoar não significa que a pessoa esteja certa. Pelo contrário, sabemos que ela está errada, mas a perdoamos. Só assim libertamos o nosso coração do efeito corrosivo da mágoa, do ressentimento e da decepção. Perdoar é um ato de vontade, e não um simples sentimento. Temos o livre arbítrio de escolher entre perdoar ou guardar entulhos em nosso coração. A graça do perdão vem de Deus. A decisão de perdoar vem de nós.

Entendido essa questão do coração, as mulheres foram questionadas sobre como estava a sua alma. Como ela era alimentada, tratada e cuidada. Onde devemos estar, o que devemos conversar e com quem devemos nos relacionar para que esta alma seja cuidada.

O tema autoestima não poderia faltar nesse encontro. Foram refletidos sobre 4 tipos de autoestima: autoestima baixa, autoestima frágil, autoestima alta e autoestima boa. Falamos sobre suas características principais e onde cada mulher se encaixava nesses 4 tipos. A autoestima é o modo como você se sente e se relaciona como você mesma.

Tivemos a participação especial de Cássia, membro da Renovação Carismática, que falou sobre a relação dela com Jesus Cristo, e da necessidade urgente, que nós mulheres católicas, temos que buscar essa intimidade. A nossa sabedoria para lidar com as coisas de casa, a nossa relação com nossos maridos vem desta intimidade com Deus. Muitas são as mulheres que fracassam em seus matrimônios por falta de sabedoria e de intimidade com Deus.

O Dr. Ricardo foi outra participação que a todas encantou. De forma muito delicada e caprichosa nos falou de Maria e de seus valores. Levou-nos a refletir sobre 3 valores de Maria muito importantes para nossa vida: silêncio, pureza e obediência.

O encontro foi finalizado com um lindo momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. Jesus, ansioso, veio ao nosso encontro. E ali exposto, ficou a nos olhar com todo amor e carinho. Acolheu a cada uma das presentes, deixando claro que não importava o que trazíamos no nosso passado, a nossa história, mas sim o que realmente importava era o fato de aceitarmos o seu senhorio em nossas vidas.

Texto e fotos de Ivonete Angela

 

 

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