Bruno Costa Ribeiro

A Diocese de Guanhães na Assembleia CONSER Leste 2

Desafios e conjuntura da Assembleia Eclesial são refletidos no primeiro dia da Assembleia CONSER Leste 2. Nosso bispo, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda acompanhado do coordenador de Pastoral, Padre José Ap. dos Santos, e o do representante dos presbíteros, Padre José Geraldo fazem parte da assembleia. Veja a seguir o relato sobre o do primeiro.

Teve início na segunda-feira (6), em Belo Horizonte (MG), a Assembleia CONSER Leste 2. Os trabalhos seguirão até próximo dia 9, quinta-feira, e contarão com momentos de apresentação e reflexão sobre a temática “Assembleia eclesial, conjuntura eclesial e sinodalidade: uma interlocução”.

A abertura do evento foi realizada pela presidência do Regional: Dom José Carlos de Souza Campos, presidente e bispo da Diocese de Divinópolis (MG); Dom Esmeraldo Barreto de Farias, vice-presidente e bispo da Diocese de Araçuaí (MG); Dom Geovane Luís da Silva, secretário e bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e pelo secretário executivo, Pe. Rodrigo Souza da Silva.

O encontro, com a participação de (Arce)bispos, coordenadores diocesanos de Pastoral, representantes dos presbíteros, coordenadores(as) regionais de Pastorais, Organismos e Movimentos de todo o Estado de Minas Gerais, reúne 110 pessoas na Casa de Retiros São José.

Assessorias

A primeira assessoria da Assembleia ocorreu na manhã de terça-feira (7), com exposições feitas pela Irmã Valéria Andrade Leal, Assessora Nacional da Pastoral para Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ela propôs que os participantes refletissem sobre os 12 Desafios Pastorais da Igreja da América Eclesial da América Latina e do Caribe.

No período da tarde, Pe. Boris Agustín Nef Ulloa, do Clero da Arquidiocese de São Paulo (SP) e Doutor em Teologia Bíblica, complementará a exposição, realizada pela manhã, ao apresentar uma análise de conjuntura eclesial.

Celebração Eucarística

As atividades do primeiro dia de Assembleia CONSER Leste 2 se iniciaram com uma Celebração Eucarística celebrada por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB e Arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), e concelebrada por Dom José Lanza Neto, bispo da Diocese de Guaxupé (MG) e Dom José Aristeu Vieira, bispo da Diocese de Luz (MG).

Durante o momento, Dom Walmor relembrou da oportunidade de reacender em nossos corações o compromisso de vivenciarmos a intimidade com o Senhor e sermos discípulos e discípulas missionários de Jesus Cristo.

Acesse fotos aqui:https://www.cnbbleste2.org.br/album/assembleia-conser-leste-2-dia-107062022-151729
Texto: cnbbleste2.org.br

Uma Igreja aos moldes de Francisco

*Por Alvim Aran

Um tema muito caro para o Papa Francisco é “Uma igreja em saída” que vai ao encontro dos fiéis, principalmente dos mais excluídos (Evangelii Gaudium, Cap I, noº 48), que procure estar presente na vida das pessoas e que não seja uma subcultura dentro de nossa sociedade. O que queremos dizer com subcultura? Por que a igreja se tornaria uma subcultura dentro da sociedade? Partindo dessas duas perguntas, após breve reflexão, pretendemos mostrar uma visão de Igreja partindo de Jesus Cristo e o esvaziamento de sua condição divina assumindo a condição humana.

Paulo, na carta aos Filipenses, mostra de maneira clara um Deus que se faz carne, que assume a condição humana e vem ao encontro daqueles que necessitam (Filipenses 2, 1 – 11), assim como no cap I do evangelho escrito por João (Jo 1, 14). A Igreja que Francisco busca é exatamente essa, uma Igreja que não fica presa em si mesma, mas se abre ao outro e assume a história humana (realidade material-histórica) assim como Jesus fez. Mas para isso é preciso sair das sacristias, de outra forma, é preciso assumir a posição missionária que é a atitude da Igreja por excelência.

Essa missão assumida por todos os batizados e batizadas coloca novamente a Igreja no mundo, na cultura popular e faz com que essa deixe de ser uma subcultura. Com subcultura queremos dizer que a Igreja está fechada em si mesma, não participa da vida concreta do povo de Deus em sua realidade histórica. De outra forma, as pessoas que participam da igreja (mais ativos) são um grupo seleto formado por aqueles e aquelas que estão mais próximos das pastorais.

Sabemos pelas realidades de nossas comunidades que a maioria das pessoas não são procuradas pela Igreja, são elas que procuram o templo ou a paróquia. Temos uma Igreja paroquial centrada na matriz de determinada cidade. E por experiência dizemos que os bairros mais afastados da matriz e da “paróquia” não tem assistência da Igreja, e com isso vemos o aumento das igrejas neopentecostais.

Esse afastamento da Igreja parte do clero, não de todos, mas da maioria acomodada que quer um povo que vai até a Igreja, mas não quer que a Igreja vá até o povo, e também das pessoas que acham no tradicionalismo uma forma de barca segura contra o avanço do mundo, são acostumados com uma Igreja de portas fechada para novas experiências. O novo nos assusta, não nos deixa andar para frente, pois é mais fácil ficar preso a movimentos ultrapassados do que se abrir a novidades.

Com esse movimento antiquado, ao invés de irem enfrentar o mundo, ficam esperando, fazendo uma analogia, a ovelha vir até o pastor e não o contrário. Sendo assim, a Igreja se torna subcultura, um grupo isolado, pois não são todos e todas que procuram ir ao templo e viver a radicalidade de Cristo, ou seja, a Igreja não participa do todo da comunidade, mas apenas de uma parte seleta.

Jesus não foi isolado do mundo, antes se fez presente em nossa realidade “assumindo em tudo a condição humana” (Filipenses 2, 1 – 11). Assim também a Igreja deve ser em tudo igual Jesus, não ficar presa em si, mas ir ao encontro daqueles e daquelas que precisam de ajuda e assumir a causa da libertação do povo de Deus.

Por isso a Igreja em saída é um termo caro para o Papa Francisco, não se pode evangelizar presos em sacristias, casas paroquiais ou templos chiques e caros. É preciso colocar o pé na lama, tirar os sapatos e ir pregar a boa nova anunciada por Jesus. Fazer igual aos primeiros discípulos do Caminho (Como os primeiros cristãos eram chamados), ir ao encontro das pessoas e não esperar as pessoas vir até os cristãos.

São Carlos de Foucauld, nosso irmão universal, rogai por nós.

Formação Permanente do Clero 2022

Formação Permanente do Clero: “Vida Ministerial e saúde mental do presbítero”

O Clero da Diocese de Guanhães esteve reunido na sede da PUC-Guanhães, dias 26 e 27 de abril, para formação permanente: “Vida Ministerial e saúde mental do presbítero”, assessorado pelo padre e psicólogo José Carlos dos Santos – Arquidiocese de Mariana-MG, e organizado pela Pastoral Presbiteral da Diocese.

Desde o final do ano passado a Pastoral Presbiteral da Diocese de Guanhães tem traçado algumas ações de “cuidado com quem cuida”, ainda mais neste contexto em que temos acompanhado pelas mídias digitais as notícias sobre o suicídio de padres.

Na celebração da Santa Missa Dom Otacilio – citando a “Carta de Barnabé” escrita por autor anônimo, no século II – exorta ao clero a ser luz, irradiar; como discípulos missionários precisamos evangelizar, proclamar a Palavra, irradiando a luz divina para quem mais precisa. Iluminados e iluminantes no mundo sejamos. Exorta a ter a parresia – “coragem, fidelidade e ousadia” – dos discípulos após a experiência com o Ressuscitado.

Para o padre e psicólogo José Carlos dos Santos, “quanto à saúde mental dos ministros ordenados, não são incomuns notícias que se referem a fragilidades psíquicas, por vezes, acentuadas, de padres e bispos. Algumas destas notícias causam impacto relativamente grande, tanto sobre os membros da Igreja Católica quanto sobre a população em geral. Há casos de suicídio, depressão severa, transtornos de ansiedade e pânico. Há ainda os transtornos mentais que se configuram como atos criminosos, como a pedofilia. Entende-se que todo pastor tem por função cuidar das ovelhas. Mas, e quando é o pastor que está frágil? E quando o pastor, em lugar de zelar e proteger, provoca dores e feridas…seria simplesmente problema de caráter?” E continua: “O que dizer sobre estes fatos?”. Veja mais emhttps://padrejosecarlos.com.br/noticia/a-pandemia-e-os-desafios-a-saude-mental-do-ministro-ordenado/

 

Mais fotos em:https://www.facebook.com/341747999257314/posts/4902164449882290/

Mensagem de Páscoa de Dom Otacilio

MENSAGEM DE PÁSCOA:
“RESSUSCITOU COMO DISSE: ALELUIA!
A VIDA VENCEU A MORTE. ALELUIA”

Amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães-MG,

“Tomadas de medo, elas olhavam para o chão, mas os dois homens disseram: Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele Ressuscitou! Lembrai-vos do que Ele vos falou quando ainda estava na Galileia: O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia” (Lc 24,5-7)

A Ressurreição do Senhor, testemunhada pelas mulheres no primeiro dia da semana, é a mais bela e alegre notícia que podemos ao mundo anunciar e testemunhar: A Vida venceu a morte. Aleluia!

Celebremos a Páscoa do Senhor, a vitória da luz sobre as trevas, da paz sobre a violência, do ódio sobre o amor e da vida sobre a morte.

A Páscoa do Senhor é a renovação dos sagrados compromissos batismais, para que, como sacerdotes, profetas e reis, busquemos as coisas do alto, como nos disse o Apóstolo Paulo: – “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celeste não às coisas terrestres” (Cl 3,1).

Ancorados na fé no Cristo Ressuscitado, multipliquemos esforços, para que sejam superadas todas as formas de violência, fome, guerras, mortes, violação da sacralidade da vida, desde a sua concepção ao seu declínio natural.

Como Igreja sinodal, vivamos uma fé Pascal, em plena fidelidade e serviço ao Reino, na comunhão, participação e missão, como nos exorta o Papa Francisco.

Plenos de confiança na bondade divina, elevemos sinceras orações pelo nosso Papa, por toda a Igreja e pessoas de boa vontade.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa do Senhor, com o transbordamento da alegria no coração e copiosas bênçãos. Aleluia! Aleluia!

Guanhães, 12 de abril de 2022

+ Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo Diocesano

V Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce – presencial

A V Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce será realizada em Conceição do Mato Dentro em nova data: 04 de Setembro de 2022.

Por conta da pandemia uma versão “virtual” da quinta romaria foi realizada e conforme a carta publicada em 19 de julho de 2020 – “tivemos que realizá-la de forma não presencial, mas aguardando o tempo oportuno para realizá-la presencialmente”.

Esse momento chegou e para isso os trabalhos foram retomados a todo vapor, reunindo em Conceição do Mato Dentro diversas entidades parceiras (Caritas, Assessorias Técnicas aos Atingidos, MAM, NACAB, AMEFA), para a sua preparação.

De acordo com Pe João Evangelista, reitor do Santuário Bom Jesus de Matosinhos, em Conceição do Mato Dentro, entre os assuntos tratados, foi proposto que alguns eventos sejam realizados no processo de organização e preparação da romaria: uma assembleia preparatória que possivelmente acontecerá nas áreas de pastoral da diocese, um trabalho missionário em Conceição do Mato Dentro, cidade sede da romaria, com presença de fiéis de toda diocese de Guanhães e província eclesiástica de Mariana, os quais fazem parte da bacia do Rio Doce. “É muito importante que o máximo de missionários participem desse momento”, pede o reitor do Santuário Bom Jesus.

No jubileu o dia 23/06 terá uma especial atenção para a romaria desde a missa da manhã. A Tenda da Palavra dos dias 23 e 24 serão conduzidas pela equipe da romaria que irá expor a temática e material sobre a conservação do meio ambiente e a degradação que a monocultura e mineração realizam.

O cenário da monocultura do eucalipto, somado à escassez de água e da mineração predatória que assolam a região e toda Minas Gerais, darão o tom da temática e da ação missionária.

O tríduo preparatório faz parte da preparação para Romaria e será a reta final para o grande dia deste evento, 04 de setembro, o qual será resultado de muita reflexão, trabalho, formação, e oração.

Às 8h da manhã será realizado a abertura seguido de caminhada simbólica em direção ao Santuário para a missa e momento de partilha de talentos e experiências em frente ao santuário.

“Nossa Romaria quer ser o eco de tantos gritos e a expressão solidária e esperançosa de numerosas pessoas, família, comunidades e grupos étnicos que sofrem direta ou indiretamente”. (cf.: Carta da V Romaria)

Leia na íntegra a “Carta da 5ª Romaria das águas e da Terra da Bacia do Rio Doce” publicado em 19 de julho de 2010:https://diocesedeguanhaes.com.br/2020/07/19/carta-da-5a-romaria-das-aguas-e-da-terra-da-bacia-do-rio-doce/

Abertura da Festa de São José em Paulistas/MG

São José: alguém que falou pelos gestos

As Sagradas Escrituras não trazem falas de São José; mas afirmam sabiamente que José era um homem justo. Isso se confirma quando ele, angustiado pela notícia da gravidez de sua noiva, pensa separar-se de Maria, mas em segredo para que ela não fosse apedrejada segundo as leis da época. “José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. ” (Mt 1, 19).

São José é alguém lembrado não pelas palavras ditas, mas pelos gestos de amor, de justiça. Ele é uma voz que ecoou e continua a ecoar no amor. Os autores sagrados quiseram conservar o silêncio contemplativo daquele a quem foi confiada a casa de Deus – a Virgem mãe e o Menino Salvador. É verdade que a vida de São José foi marcada pelo profundo espírito de justiça na fidelidade à vontade de Deus. Há missão mais bela do que a de cuidar e proteger a Mãe de Deus; cuidar e proteger Deus feito homem, na ternura da criança?

Os dois primeiros capítulos dos Evangelhos de São Mateus e São Lucas, chamados textos da infância de Jesus, apresentam em síntese a vocação de São José. Sugere-se uma leitura dos mesmos para uma melhor compreensão, pois São José contribuiu muito na história da salvação da humanidade com seu silêncio, com sua presteza e solicitude.

O Papa Francisco, por ocasião do Ano de São José (08/12/2020 a 08/12/2021), na carta apostólica Patris Corde “Com coração de pai” recuperou a importância de São José na história da salvação conforme os evangelhos e na tradição da Igreja. Com coração de pai, São José amou o Menino Jesus, e hoje ama toda a Igreja. A carta do Papa lembrada é, hoje, a melhor referência para uma compreensão do significado de São José nas Sagradas Escrituras e na Igreja. Neste sentido, é indispensável a sua leitura.

No texto citado, o Papa Francisco apresenta de forma brilhante e bíblico-catequética a vida e missão de São José, enquanto: “pai amado, pai na ternura, pai na obediência, pai no acolhimento, pai com coragem criativa, pai trabalhador e pai na sombra.” (Cf. Patris Corde). Com São José, aprendemos que, acima de tudo, que Deus não precisa das nossas muitas palavras humanas, não obstante, agrada-se das nossas sinceras atitudes de amor, justiça e humildade! Em que mais são josé nos inspira? Como podemos viver as virtudes de São José em nossas relações humanas na família e na comunidade?

Lembremos que São José é venerado como patrono universal da Igreja; patrono da família, dos trabalhadores e da boa morte. A Igreja celebra a Solenidade de São José Esposo, a 19 de março, e a Festa de São José Operário a 1º de maio, dia do trabalhador. Atualmente tem crescido também a devoção a São José Dormindo, da qual o Papa Francisco é o principal propagador. A Igreja, dedica ainda, toda quarta-feira a São José. É bem verdade o que diz a religiosidade popular: “Nunca se ouviu dizer que não tenha sido socorrido alguém que recorreu a São José com fé.” “São José, a vós nosso amor/ Sede o nosso bom protetor/ Aumentai o nosso fervor.”

Confira algumas fotos:https://www.facebook.com/341747999257314/posts/4781430828622320/

Pe. André Luiz E. Lomba

VIII Encontro dos Postuladores das Causas dos Santos

Foi realizado no Recanto Monsenhor Domingos Evangelista Pinheiro, na Serra da Piedade, o VIII encontro dos Postuladores das Causas dos Santos no Brasil, sob a responsabilidade de Dr. Paolo Vilotta, Postulador Geral de Roma. Este encontro iniciou-se no dia 07/03 e vai até o dia 10/03. Representando a Causa do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, da nossa Diocese de Guanhães, o Pe. Dilton Maria Pinto, Postulador da Causa; Martha Lucieny, da Equipe de Divulgação, e nosso Bispo Diocesano que não mede esforços para acompanhar os trabalhos da Causa de Beatificação do Servo de Deus. Dom Otacilio presidiu a Santa Missa, às 15h no Santuário nossa Senhora da Piedade. O principal tema do encontro foi o estudo do novo regulamento dos Postuladores proposto pela Congregação para as Causas dos Santos e o encontro de cada causa com o postulador, após mais de 2 anos. Na oportunidade, tivemos também a presença de Dom Walmor, presidente da CNBB e Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Qualquer diocese do mundo através do seu bispo pode iniciar uma causa de canonização e para isso tal processo segue algumas etapas.

O bispo confia a um postulador, espécie de advogado, a tarefa de averiguar a vida do candidato e conhecer sua fama de santidade. É um passo bem demorado em que se analisa a virtudes do candidato. Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus, que é o caso de Cônego Lafayette.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. Irmã Lindalva passou a ser Venerável em 16 de dezembro de 2006, quando o decreto do seu martírio como serva de Deus foi promulgado. Agora é aguardada a cerimônia da beatificação, já que ela é dispensada de milagre.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado este milagre o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser venerado por toda a Igreja no Mundo.

Mais fotos em: https://www.facebook.com/341747999257314/posts/4773317132767023/

SOFRER COM O OUTRO

SOFRER COM O OUTRO
Reflexão para o Momento Mariano dos seminaristas de Diamantina

“Sejamos sensíveis ao sofrimento do próximo!”

Pelo sinal…
Caríssimos Irmãos,
Após o anúncio do arcanjo, Maria se depara com um mistério que estava muito além de sua compreensão. Entretanto, embora não compreendendo, ela foi capaz de crer e confiar na graça operante de Deus. E é esta mesma capacidade que a impulsiona a fazer de sua vida a de seu filho, estando sempre ao seu lado em diversas circunstâncias. E isso foi vivido de maneira tão radical que nos últimos instantes de vida do Senhor, lá estava ela, caminhando com ele até o calvário, culminando com ela de pé, aos pés da cruz.

Como Mãe da Igreja, Maria é modelo dos que foram incorporados a Cristo pelo batismo. Ao sermos chamados pelo nome, o Divino Mestre nos convida a vivermos em função dele, assim como fez sua mãe, de forma irrestrita, especialmente na pessoa do irmão. E se queremos abraçar verdadeiramente a vocação sacerdotal, não podemos perder de vista este ponto: enxergar no outro o mesmo Cristo que um dia falou ao nosso coração como falou a Mateus: “Segue-me!”.

Mediante isso, assim como Maria não se manteve indiferente ao sofrimento de seu filho, assim também a dor de nosso próximo não nos pode parecer trivial. Em hipótese alguma a fome, a corrupção, a violência e tantos outros males que reduzem a dignidade do homem nos devem parecer alheias. Parece até um pleonasmo, mas deve doer em nosso coração a dor de nossos irmãos da mesma forma que no coração de Maria foi sentida a morte de Jesus.

Num mundo tão egoísta e insensível como o nosso, dominado pelo individualismo e pelo utilitarismo, corremos o grave risco de fecharmos os nossos olhos para a realidade ou até mesmo nos acostumarmos com o mal. Isso nos deixa mornos no amor e nos arranca da realidade, nos conduzindo para um mundo abstrato em nossas mentes onde isso tudo parece distante de nós, mesmo estando tão perto.

O amor de Maria por seu Filho é a expressão mais palpável do amor materno com que Deus nos ama, por isso supera e significa o sofrimento. É com este mesmo amor que devemos alimentar em nossos corações, um amor inquieto, um amor que não tolera a injustiça, que nos leva a agir com misericórdia. É necessário uma cultura do compromisso e da disponibilidade para assim combatermos a cultura do indiferentismo. Guardemos em nosso coração: Se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, a indiferença nos desfigura, pois nos opõe ao seu amor.

Diante da cena do calvário, nos deparamos com diversos tipos de pessoas: curiosos, zombadores e blasfemadores. Estes também se fazem presentes nos nossos dias. Quantas pessoas, que diante do sofrimento do próximo apenas se achega, curiosamente, recolhe informações e se vai? Quantas não são as pessoas que fazem da dor motivo de piada e mais quantas que, julgando-se sinônimos de perfeição, acham-se no direito de serem juízes do outro, de ofender a sacralidade da pessoa por ela estar em uma determinada situação? Eis que a trave da ignorância lhes impede de ver o Cristo crucificado diante delas.

Entretanto, neste cenário de pura maldade que havia no momento da crucificação, lá estava Maria. Eis a chama do amor que crepita em meio ao mal. Assim, também, somos nós convidados a sermos sinais de amor diante do mal e do sofrimento; a sermos luz em meio à escuridão, por mais que as sombras parecem ser mais fortes.

Quando observamos o avanço das trevas, corremos o perigo de perdermos a fé e a esperança da vinda de dias melhores. Aqui também nos fazemos alunos na escola de Maria, mulher que creu e confiou quando tantos não fizeram. Em seu coração, transpassado pela espada de dor, estava acesa a chama da fé. Ela não se conformava que Deus deixaria acabar ali a obra começada.

Assim devemos ser, caríssimos: por mais que pareça difícil, devemos manter viva em nós a chama da fé, para que ela nos guie em meio às sombras. Devemos nos inquietar com as injustiças e com as mazelas deste mundo e confiar na ação de Deus. Ação para a qual quis Ele contar conosco, na disposição de servi-lo com generosidade de coração para juntos ‘fazer acontecer aqui o Seu Reino’.

Ó Maria, ajudai-nos a sermos compassivos diante das necessidades do nosso próximo. Que não sejamos indiferentes às suas dores e necessidades, mas que sejamos movidos pela mesma compaixão que sentistes ao acompanhar os últimos instantes de vida de nosso Senhor Jesus Cristo. Que sejamos sensíveis ao sofrimento do próximo. Amém.

Sílvio Souza Gomes,
seminarista

COISAS QUE NÃO ME DISSERAM SOBRE DEUS

“E como o ciclo natural de tudo o que é existente, o mundo também vai virar pó. Pode ser daqui a algumas décadas ou bilhões de anos, ou, para ser mais preciso, pode ser hoje mesmo. Mas pouco me importa. Não sobrará ninguém para dizer que eu estava certo. Tenho a convicção de que não será como um dilúvio, a explosão do sol, ou algo parecido. Nós mesmos vamos dar fim a isto tudo. Depois da bomba atômica e da pandemia só fiquei em dúvida se não seria muito em breve”

Parece absurdo que quase ao término da teologia se faça uma declaração como estas: o que ainda não foi dito sobre Deus? Diante de uma chuva de informações a qual somos bombardeados torna-se evidente que nutrir uma experiência profunda de Deus é a melhor vacina contra as imagens equivocadas que se propagam por aí, sobretudo a de que Deus seja favorável a guerra. Por isto quis iniciar com esse relato apocalíptico, no sentido mais estrito do termo, afim de revelar que nos períodos de maiores incertezas da humanidade sempre emergiram profetas do caos e literatura deste tipo. Quantos não vociferam calúnias contra Deus a despeito dos males que se abatem sobre nós? Pandemia, conflito entre países, afinal, de quem é a culpa?

Esta é a pergunta que paira no existencial da história humana, a contar pela narrativa de Adão e Eva que personifica a ação impensada de muitos, que ao invés de solucionar crises, superar conflitos, procuram responsabilizar terceiros sem devido exame de consciência. Assim, a guerra em última análise não passa de uma escolha equivocada, porque fere aquele princípio, segundo o qual, fomos criados para viver em harmonia. Nunca é demais, portanto, dizer daquilo que é uma convicção fundamental de nossa fé: o amor de Deus ultrapassa nosso entendimento. Claro, isso não significa nem justifica procrastinação epistemológica. Muito pelo contrário, o desejo de Deus permanece latente em nós e exige, por sua própria força, uma experiência pessoal a partir da qual comprometer-se com a vida do irmão torna-se um desafio que supera todo e qualquer conflito. É este imperativo que determina as relações humanas em seus mais distintos níveis de experiência. E que o papa conclama naquelas palavras: a unidade prevalece sobre o conflito.

Então, é inadmissível que o amor dê lugar ao ódio, que o Reino de Deus seja sucateado pela tirania da violência e que se busque respaldo bíblico para justificar o sofrimento. Talvez nas atuais circunstâncias a que chegamos haja motivos muitos para a suspeita de que estamos nos fins dos tempos. Mas nunca o de se esperar que a ruína de um povo, uma nação ou um país seja desejável aos olhos de Deus. E se teu juízo a despeito deste fato seja contrário, não falamos do mesmo Deus.

Enfim, só quem faz uma experiência além do que é dito pode compreender quem Deus é, porque se você sabe apenas o que te disseram sobre Deus, talvez ainda não O tenha conhecido!

Por Gabriel Ferreira Oliveira,
seminarista

Primeira reunião do Clero de Guanhães em 2022 – presencial

A primeira reunião presencial do Clero de Guanhães iniciou as 9h do dia 22/02/2022 (último palíndromo do século). Após a oração inicial conduzida pelos seminaristas em estágio paroquial Thiago, Vinícius e Filipe, Dom Otacilio prosseguiu tratando sobre a flexibilização: orientações, perspectivas. É preciso cuidado sempre e avançar com prudência.

Neste sentido, entendendo as variadas necessidades – dos féis e do contexto – as confissões na quaresma serão realizadas sob o uso do meio extraordinário da “confissão comunitária” conforme as possibilidades dadas pela igreja no Direito Canônico (cf. cân. 960 e 961 § 2); mantendo-se, na medida do possível, o atendimento individual aos fiéis que solicitarem, observando-se os protocolos. E assim será possível aos fiéis realizar a prática penitencial recomendada em preparação para a Páscoa.

É importante compreender que, conforme o Direito Canônico Cânone 962 § 1, para que um fiel possa receber validamente a absolvição dada simultaneamente a muitos, requer-se não só que esteja devidamente disposto, mas que ao mesmo tempo se proponha também a confessar individualmente, no tempo devido, os pecados graves que no momento não pode assim confessar.

A programação do tempo quaresmal será marcada também pela celebração dos 5 anos de ordenação episcopal de Dom Otacilio, dia 17 de Março (véspera) na Catedral ás 19h, e pela  manhã de oração quaresmal para o clero, no dia 18 de Março às 9h. A missa dos Santos Óleos será celebrada no dia 7 abril, às 19h, com presença de ao menos 2 leigos de cada paróquia.

Seguindo na caminhada sinodal que estamos realizando, o coordenador de Pastoral Pe José Aparecido dos Santos lembrou a todos do prazo para trabalhar a fase Paroquial do Sínodo 2021-2023: o questionário deverá ser enviado até final de abril e com ele será realizado um relatório de cada paróquia. E incentivou promover participação de todos os órgãos que houver na paróquia.

O assessor da Pastoral Familiar, Pe Bruno Costa Ribeiro, lembrou que a igreja ainda está celebrando o Ano da Família Amoris Laetitia e um dos objetivos é alargar o olhar e a ação da Pastoral Familiar para que se torne transversal, de modo a incluir os cônjuges, os filhos, os jovens, os idosos e as situações de fragilidade familiar. A “Live: o Ano da Família” no canal da diocese – https://www.youtube.com/watch?v=CjY6cvJsAAA – apresenta proposta para pastoral familiar concretizar este objetivo.

A contadora Marina Carvalho Costa marcou presença também nesta reunião, na companhia de Wiara Leite, dando orientações diversas; realizou uma exposição e evolução da atividade contábil na diocese sob sua assessoria e esclareceu ainda mais sobre de que modo essa assessoria acontece. Em breve a contadora terá no prédio da mitra uma nova instalação.

O promotor vocacional, Pe Salomão Rafael, comunicou que temos 12 (doze) seminaristas no Seminário de Diamantina. Neste ano, algumas paróquias acolheram seminaristas aos finais se semana, a saber: Anderson Alves Rocha: Sabinópolis, Alisson Sandro Anacleto da Silva: Guanhães (Pito), Gabriel Ferreira Oliveira: São João Evangelista; Carlos Magno Silva Soares: São Sebastião do Maranhão. Também pediu a atenção e o engajamento de todos no “Projeto SAV” em vista do Ano Vocacional de 2023.

A próxima reunião do Clero será realizada no dia 18 de maio.

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