Bruno Costa Ribeiro

Clero de Guanhães reflete sobre Media Training

Na manhã do dia 09 de Julho de 2020 o bispo de Guanhães abriu a quarta Reunião do Clero neste ano; sendo a terceira realizada por videoconferência. Na primeira parte foi ocupada para a formação permanente do clero conforme previa o calendário diocesano. Na Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores Dabo Vobis (1992), Sua Santidade João Paulo II orienta que “a formação permanente é uma exigência intrínseca ao dom e ao ministério sacramental recebido e revela-se necessária em todos os tempos. Hoje, porém, ela é particularmente urgente, não só pela rápida mudança das condições sociais e culturais dos homens e dos povos, no meio dos quais se exerce o ministério pastoral, mas também por aquela “nova evangelização” que constitui a tarefa essencial e inadiável da Igreja no final do segundo milênio” (n 71).

Esta formação propiciou a cada sacerdote a oportunidade de aprofundar sobre Media Training e se atualizar conforme a proposta da Igreja. O pesquisador e jornalista Moisés Sbardelotto orientou os clérigos a como se portar diante dos meios de comunicação em variados ambientes.

A temática desta formação permanente do clero atende a necessidade do contexto em que estamos e a proposta da carta “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: as novas mídias a serviço da Palavra” do papa emérito Bento XVI no 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais (2010) que abordou o tema: “Aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas ‘vozes’ que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho.”

Após o estudo Dom Otacilio prosseguiu com a pauta da reunião. Anunciou a V Romaria das Águas e da Terra realizada pelo facebook “Cáritas MG” e pelo canal no youtube “Diocese de Guanhães Pascom”. Esclareceu que houve transferências devido as urgências e em agosto Pe José Martins e Pe Derci encerraram esse ciclo. Por conta do processo de interiorização do Covid-19 não será possível a flexibilização em agosto; tal propagação da doença em nossa região causa alerta por não ter sistemas de saúde com infraestrutura adequada para suportar os reflexos de uma pandemia. Também em agosto os seminaristas retomam a formação em Diamantina.

A próxima reunião será realizada no dia 30 de julho de 2020, com assessoria Dom Vicente de Paula Ferreira C. SsR, bispo auxiliar de Belo Horizonte.

 

Pe Bruno Costa Ribeiro,
assessor da PASCOM Diocesana

Clero de Guanhães realiza reunião on-line (videoconferência)

Neste tempo de distanciamento social, algumas práticas ganham resignificado e ainda mais importância pois, preserva do isolamento. Sendo assim o clero da diocese de Guanhães realizou na manhã de terça-feira, dia 23 de Junho, a primeira reunião online (videoconferência) devido a pandemia de Covid -19. O bispo, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, e mais 25 padres de diversas paróquias trataram de questões relacionadas a readequação de algumas datas na agenda para o segundo semestre.

Após a oração, no início da reunião, Dom Otacilio fez uma reflexão da “carta do Papa Francisco aos presbíteros por ocasião dos cento e sessenta anos da morte do Cura d’Ars”. Entre outros aspectos enfatizou sobre o que a carta diz a respeito de “reforçar os vínculos de fraternidade e amizade no presbitério e com o vosso bispo, apoiando-vos mutuamente”.

E exortou sobre a importância da amizade entre os padres “amigo de padre é outro padre” e usou as palavras do papa para encorajar os padres “a que não negligenciásseis o acompanhamento espiritual, tendo um irmão com quem falar, confrontar-se, debater e discernir, com plena confiança e transparência, a propósito do próprio caminho; um irmão sábio, com quem fazer a experiência de se saber discípulo.”

Após abertura feita pelo bispo sucedeu um momento de partilha sobre o dia de oração pelo clero vivido de modo solene com o tríduo preparatório rezado na catedral e transmitido por variados meios, com a live no youtube da diocese e encerrado no programa de rádio Hora da Família. Continuemos nossa prece pelo clero.

Padre Eduardo (Coluna) manifestou estar muito preocupado com o descaso da população, sem levar a sério as orientações de combate a pandemia. O bispo lembrou que não é momento pra flexibilizar pois o interior de Minas Gerais está sendo afetado agora pelo vírus. E afirmou “quero pedir perdão por ter exagerado mas não por que fui omisso”.

Dom Otacilio lembrou que os padres são muito cobrados neste contexto de pandemia. No entanto esse momento exige muita serenidade de cada um de nós. É por isso que são feitos “orientações diocesana” ao invés de “decretos” pois leva em conta o clamor pastoral de cada paróquia. Padre Dilton (Santa Maria do Suaçuí), coordenador de pastoral, pediu que haja unidade no seguimento das orientações e pediu que evitássemos o isolamento, justificado pelo distanciamento social, assunto abordado pelo papa na mensagem usada pelo bispo para abrir os assuntos desta reunião.

Padre Salomão (Rio Vermelho), representante dos presbíteros, fala sobre a formação permanente do clero lembrando os temas. Dom Otacilio propõe que a próxima formação aborde sobre “mídias sociais e a pessoa do padre” e que seja por vídeo conferência, desse modo não ficamos esperando a pandemia passar e seguimos com nossa formação permanente marcada para 9 de julho, das 9h às 10:30h. Padre Bruno (São Sebastião do Maranhão) ficou responsável por convidar o assessor. O “planejamento pastoral” também foi um assunto apontado para tal formação.

O padre José Martins (Divinolândia de Minas) registra a ação efetiva da igreja presente no comitê municipal de enfrentamento e prevenção à Covid-19. “Somos formadores de opinião e devemos conscientizar o povo sob a responsabilidade em proteger a vida uns dos outros.

Dom Otacilio propõe que quinzenalmente seja feito o encontro do clero por videoconferência. E se despediu dizendo que “embora não possamos nos encontrar presencialmente, hoje nos encontramos e nos fizemos próximos. Acredito que as próximas serão melhores ainda. Nada dispensará o presencial! Estamos todos no caminho do aprendizado: não há mestres, há discípulos e aprendizes. O caminho é longo e vamos caminhar e venceremos. Deus vos abençoe leve alegria e esperança para este POVO TÃO SOFRIDO”.

Padre Bruno Costa Ribeiro,
pela PASCOM Diocesana

“Agosto – possível flexibilização”, diz Dom Otacilio

No dia em que se registra no Brasil a 1ª semana com queda de mortes por Coronavírus (16/06) – fenômeno que foi possível uma vez que 13 estados conseguiram diminuir a quantidade de óbitos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) – o bispo de Guanhães anuncia que em agosto poderá dar início a flexibilização. Sendo assim a participação dos fiéis permanecem “não-presencial” até o final de julho.

Quanto a comunhão aos fiéis: continua “não sendo recomendado” no entanto, fica “sob responsabilidade” do padre sobre o que fazer visto que não foi proibida a distribuição da comunhão eucarística aos fiéis nas paróquias. Sobre a Eucaristia recolhida das capelas nas comunidades: a orientação é que “podem ser consumidas aos poucos (com toda reverência e disposição)”. Cada padre saberá a melhor forma para consumir. Apesar de parecer pejorativa a expressão “consumir” significa que a hóstia deve ser “comida” ou “dissolvida” em água para depois ser enterrada.

Depois de aproximadamente 80 dias em que os fiéis católicos vem realizando a comunhão espiritual ao participar da celebração em suas casas, a paróquia de São Sebastião do Maranhão iniciou a distribuição da Eucaristia aos fiéis no dia de Corpus Christi (11/06). Esta é uma forma de se “consumir” a Eucaristia guardada na igreja matriz e oferecer conforto espiritual ao povo de Deus naquela paróquia.

A partir de então, em todos os domingos, às 9h da manhã, haverá missa com transmissão (pela rede social da paróquia e rádio) e comunhão eucarística ao final na porta da igreja – com a condição de ter participado da missa em qualquer lugar antes de ir comungar usando a máscara – até o meio dia (12h).

Aliás, Um estudo recente da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, afirma que o uso de máscaras é eficaz para reduzir taxa de transmissão. Sendo assim, os lockdowns sozinhos não serão suficientes para impedir futuras ondas de contágio, a não ser que isso seja combinado com o uso massivo de máscaras para retardar a propagação da doença.

Desde o dia 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde decretou a Pandemia do novo Coronavírus, a humanidade iniciava uma caminhada que até o presente momento não tem clareza sobre o seu fim e o seu significado. Neste contexto de “reivindicação” da Eucaristia em tempos de pandemia no Brasil, o Papa afirmou durante a Missa da Solenidade de Corpus Christi, que “o Senhor sabe que o mal e os pecados não são a nossa identidade; são doenças, infecções. E Ele vem curá-las com a Eucaristia, que contém os anticorpos para a nossa memória doente de negativismo”. O conteúdo desta homilia pode ser lido no site da diocese de Guanhães.

Padre Bruno Costa Ribeiro,
assessor da PASCOM da Diocese de Guanhães

“Não podemos viver sem a Eucaristia”, afirma o papa.

Neste domingo, 14 de junho, Solenidade de Corpus Christi na Itália e em outros países, o Papa afirmou durante a Missa que “não podemos passar sem a Eucaristia, é o memorial de Deus”.

O Papa, em sua homilia pronunciada durante a Missa celebrada na Basílica de São Pedro do Vaticano, ressaltou que “o Senhor sabe que o mal e os pecados não são a nossa identidade; são doenças, infecções. E Ele vem curá-las com a Eucaristia, que contém os anticorpos para a nossa memória doente de negativismo”.

Ele alertou sobre o perigo de esquecer a ação salvadora de Deus na humanidade. Explicou que “a memória não é uma coisa privada, mas o caminho que nos une a Deus e aos outros. Por isso, na Bíblia, a lembrança do Senhor deve ser transmitida de geração em geração, contada de pai para filho”.

De fato, “foi-nos dada a Sagrada Escritura para vencermos o esquecimento de Deus”. Mas há um problema, assinalou o Pontífice: “E se a corrente de transmissão das recordações se interromper? Depois, como se pode lembrar aquilo que só ouvimos, mas sem o ter experimentado? Deus sabe como isso é difícil, sabe como é frágil a nossa memória e realizou, em nosso favor, uma coisa inaudita: deixou-nos um memorial”.

Por isso, “não nos deixou apenas palavras, porque é fácil esquecer o que se ouve. Não nos deixou só a Escritura, porque é fácil esquecer o que se lê. Não nos deixou apenas sinais, porque se pode esquecer também o que se vê”.

“Em vez disso, deu-nos um Alimento, e é difícil esquecer um sabor. Deixou-nos um Pão em que está Ele, vivo e verdadeiro, com todo o sabor do seu amor. Ao recebê-Lo, podemos dizer: ‘É o Senhor! Ele lembra-Se de mim’”.

Esse é o sentido das palavras de Jesus na Última Ceia: “Fazei isto em memória de Mim”. “Fazei. A Eucaristia não é simples lembrança; é um fato: é a Páscoa do Senhor, que ressuscita para nós”.

“A Eucaristia traz-nos o amor fiel do Pai, que cura a nossa orfandade. Dá-nos o amor de Jesus, que transformou um sepulcro, de ponto de chegada, em ponto de partida e da mesma maneira pode inverter as nossas vidas. Infunde-nos o amor do Espírito Santo, que consola, porque nunca nos deixa sozinhos e cura as feridas”.

Com a Eucaristia “o Senhor cura esta memória negativa, que sempre faz vir ao de cima as coisas mal feitas e deixa-nos na cabeça a triste ideia de que não servimos para nada, que só cometemos erros, que nos fizeram errados”.

“Jesus vem dizer-nos que não é assim. Ele é feliz quando está na nossa intimidade e, sempre que O recebemos, lembra-nos que somos preciosos: somos os convidados esperados para o seu banquete, os comensais que Ele deseja”.

O Papa Francisco encerrou sua homilia convidando-nos a continuar celebrando “o Memorial que cura a nossa memória, a Missa. É o tesouro que deve ocupar o primeiro lugar na Igreja e na vida”.

Fonte: ocnoticias.com.br

 

Nota de Dom Otacilio, bispo referencial da Comissão para Ação Social Transformadora

Nota da Comissão para Ação Social Transformadora

Queridos Irmãs e Irmãos da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social
Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Leste 2

Neste momento em que o mundo vive a grave pandemia do COVID-19, é tempo de reafirmar o compromisso das Pastorais Sociais deste Regional com a Esperança de que juntos com os cristãos e todas as pessoas de boa vontade para que possamos superar essa situação, testemunhando, na espiritualidade pascal, a Ressurreição de Jesus Cristo como vitória da vida e do amor sobre a morte.

Reafirmamos o compromisso com a Compaixão de nos colocar no lugar do outro, como fez o bom samaritano em relação ao homem à beira do caminho, que “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

Somos chamados a cuidar dos mais necessitados e vulneráveis, dos pobres, dos enfermos, dos indígenas, dos sem-teto, dos sem-terra, das pessoas em situação de rua, dos moradores de vilas e favelas, dos catadores de materiais recicláveis, dos trabalhadores rurais e dos empreendimentos econômicos solidários, dos ribeirinhos, dos surdos, dos idosos, dos atingidos pela mineração, dos dependentes químicos, dos portadores do vírus HIV, dos apenados, das crianças e adolescentes vulneráveis que precisam do nosso apoio e da nossa palavra como discípulos do Cristo Jesus, iluminados pela luz amorosa da Ressurreição.

É tempo de reafirmar nosso compromisso com a Sabedoria, que nos faz exercitar o discernimento para procurar caminhos de superação das realidades, levando em conta que tudo está interligado e as saídas devem ser coletivas e solidárias.

Renove-se em todos nós a Compaixão, a Esperança e a Sabedoria, para orientar e fortalecer as Pastorais Sociais do Regional Leste 2, na luta contra os sinais de morte, evidenciados no aumento do desemprego, que faz com que os trabalhadores e suas famílias tenham sua dignidade ameaçada e a fome ronde novamente suas casas; nos assassinatos, principalmente, da juventude negra nas periferias urbanas; nas ameaças aos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais; nas mudanças climáticas, que vem alterando radicalmente as condições de vida no planeta; nas ameaças à democracia; nas dificuldades ao acesso à Saúde Pública (necessários testes para verificar de forma rápida e segura na presença do coronavírus; necessidade também de respiradores e leitos de UTI no combate ao COVID-19.

Estejam presentes na luta contra tantos outros direitos ameaçados com os ataques ao Sistema de Seguridade Social, tais como assistência social, cortes no orçamento das universidades públicas e institutos federais.

Além destes sinais de morte, também repudiamos a portaria NO 135/GM, de 28 de março de 2020, do Ministério de Minas e Energia, que considera a mineração uma atividade essencial e, portanto, não pode ser paralisada. Isso vem colocando em risco a vida de milhares de trabalhadoras e trabalhadores deste setor.

Mesmo nestes tempos difíceis, nós, Pastorais Sociais do Regional Leste 2, renovados e revigorados pela a Compaixão, a Esperança e a Sabedoria, temos procurado levar o nosso apoio nos campos emocional, espiritual e econômico.

No campo emocional, temos escutado as pessoas, utilizando as ferramentas tecnológicas que estão a nossa disposição, as quais permitem o atendimento à distância de uma maneira segura, e procuramos orientá-las a lidar com a situação. Muitas estão em sofrimento mental por medo da doença, de perder a própria vida e de pessoas próximas, das perdas econômicas, do isolamento, da mudança de rotina, da insegurança quanto ao futuro. Isso tem levado muitos a um estado de tristeza e depressão, por isso as Pastorais Sociais têm trabalhado a escuta, com a conscientização de como se proteger e viver melhor esse momento difícil.

No campo da espiritualidade temos um grande investimento das Pastorais Sociais, pois, sua vivência é um importante instrumento para a superação do medo e da dor em tempos de crise, apontando caminhos interiores de força e vida que levam a enfrentar as dificuldades e recuperar a alegria. A espiritualidade é inspiração para um novo horizonte, conduzidos pelo Espírito Santo. Neste sentido, as Pastorais Sociais incentiva as orações junto às famílias, os terços; produzindo materiais com encontros, ofício divino; acompanhando as famílias, mesmo que através do telefone e das ferramentas virtuais; e buscando fazer com que as famílias se sintam amadas por Deus.

No campo econômico, agravado pela pandemia do coronavírus e um dos mais sentidos pelas famílias é a questão econômica, e por isto, muitas pessoas perderam seus empregos e suas fontes de renda, o que tem provocado o desabastecimento alimentar, trazendo insegurança alimentar para os lares.

Diante disso, as Pastorais Sociais vêm construindo ações para minimizar o sofrimento das famílias, garantido, pelo menos, parte do pão de cada dia. Para isso, são realizadas campanhas, estimulando a formação de redes de solidariedade para a arrecadação de itens de alimentação, que irão compor cestas básicas, e de materiais de higiene para serem distribuídos às famílias atendidas.

Também estão sendo captados recursos através de projetos e editais para a aquisição de cestas básicas e materiais de higiene, inclusive, comprando parte destes produtos dos empreendimentos econômicos solidários e da agricultura familiar, o que garante renda a estes seguimentos que também estão em dificuldades. Além disso, temos ajudado as famílias que têm pouco ou nenhum acesso à internet a acessar os programas governamentais, como a renda básica emergencial.

Outro campo de destaque no trabalho das Pastorais Sociais tem sido a incidência política como forma de garantir a adoção de medidas emergenciais efetivas pelo poder público municipal no combate à pandemia da COVID-19 e seus efeitos. As ações são no sentido de estimular os Municípios a terem seu plano de contingência, os quais devem tratar, por exemplo, da acolhida à população em situação de rua em locais adequados para que possam enfrentar a pandemia com dignidade; da garantia de recursos para os fundos, como o FIA (Fundo da Criança e Adolescente), de modo que estes possam ser utilizados para compra de cestas básicas; entre outras ações. O esforço nesse campo visa a defesa e a promoção do bem comum por meio do cumprimento dos direitos humanos e, principalmente, a garantia de que os mais pobres e necessitados sejam atendidos.

E importante afirmar que todos os trabalhos das Pastorais Sociais no Regional Leste 2 buscam fortalecer as ações da campanha ‘É tempo de cuidar”, ação solidária emergencial da Igreja no Brasil de iniciativa da CNBB: que estimula a solidariedade a promoção no campo humano, emocional e religioso nas paróquias e comunidades de fé.

Segundo neste caminho, valorizamos a vida, acreditando na possibilidade de superação da situação e criando condições dignas para que todos possam fazer sua parte de forma segura, e cremos que firmados nas virtudes divinas (fé, esperança e caridade), na força das iniciativas de solidariedade e em comunhão com o poder de Deus, Senhor da História venceremos a pandemia do COVID-19.

Belo Horizonte, 6 de maio de 2020.

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda
Bispo da diocese de Guanhães, Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Rodrigo Pires Vieira
Secretário executivo da Comissão pare Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

A Pandemia da Solidariedade

Já se passaram quase dois meses, desde que as nossas Igrejas estão vazias e, algumas, de portas fechadas. O país vive num impasse entre o relaxamento do isolamento social imediato para preservar a economia e a manutenção do isolamento para preservar nosso sistema de saúde e as vidas dos doentes que não vão ter acesso a um tratamento eficaz.

Estamos enfrentando uma pandemia que “contagiou” vários aspectos da vida humana (econômico, existencial, psicológico etc) e expôs muitos de nossos irmãos que enfrentam sérias dificuldades econômicas por conta da crise da Covid-19. E assim alavancou uma Pandemia da Solidariedade.

A palavra pandemia é de origem grega (a junção de “pan” que significa “tudo/ todo(s)” e “demos” que significa “povo”). Sendo assim quando nos referimos a Pandemia da Solidariedade quer dizer que – inspirados na Campanha da Fraternidade 2020 cujo tema é: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34) –, vamos em socorro dos que mais precisam, antes mesmo deles nos pedirem.

Em tempos de pandemia, muitas iniciativas da Igreja no Brasil tem se inspirado na Campanha da Fraternidade 2020 e promovido relações de cuidado mútuo entre as pessoas. Uma delas é a Ação Solidária Emergencial proposta pela CNBB e a Cáritas Brasileira, com o lema “É tempo de Cuidar”, cujo enfoque é promover iniciativas de apoio material, emocional e religioso aos afetados pelo avanço do coronavírus.

Atenta a estas iniciativas que ocorrem no país inteiro, a Comissão para a Ação Social Transformadora incentiva – através da carta assinada pelo bispo referencial da Comissão, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda – os projetos solidários. Tal carta pode ser lida na íntegra nesta site.

Agradecido pela generosidade fraterna de todos, o padre André informa que a Paróquia São José, de Paulistas/MG, realizou a “campanha mesa da caridade” e conseguiu 75 cestas básicas na Matriz e 23 cestas básicas na comunidade São Geraldo do Baguari, para ajudar as famílias necessitadas, neste tempo de pandemia.

A Paróquia São Miguel e Almas, em Guanhães/MG, com a ajuda de toda comunidade, arrecadou alimentos não perecíveis para doar às famílias mais necessitadas, neste momento.

Oremos: “Deus, nosso Pai, fonte da vida e princípio do bem viver, criastes o ser humano e lhe confiastes o mundo como um jardim a ser cultivado com amor.

Dai-nos um coração acolhedor para assumir a vida como dom e compromisso.

Abri nossos olhos para ver as necessidades dos nossos irmãos e irmãs, sobretudo dos mais pobres e marginalizados.

Ensinai-nos a sentir a verdadeira compaixão expressa no cuidado fraterno, próprio de quem reconhece no próximo o rosto do vosso Filho.

Inspirai-nos palavras e ações para sermos construtores de uma nova sociedade, reconciliada no amor.

Dai-nos a graça de vivermos em comunidades eclesiais missionárias, que, compadecidas, vejam, se aproximem e cuidem daqueles que sofrem, a exemplo de Maria, a Senhora da Conceição Aparecida, e de Santa Dulce dos Pobres, Anjo Bom do Brasil.

Por Jesus, o Filho amado, no Espírito, Senhor que dá a vida.

Amém!” (Oração da Campanha da Fraternidade 2020)

Padre Bruno Costa Ribeiro

Confira dias e horários de missas

O povo brasileiro está passando por mudanças nos seus hábitos em decorrência da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus. Estas mudanças são acolhidas pela Igreja, visando o bem do povo, como cuidado com o dom da vida, especialmente neste tempo quaresmal. Em muitas Igrejas Particulares, as Missas com a presença do povo foram suspensas. A medida visa a proteção dos fiéis, uma vez que as autoridades de saúde pedem que se evite a aglomeração de pessoas.

É hora de agir localmente para colaborar globalmente, reagindo ao que está sendo o Coronavírus, um problema local que se tornou global.

Insistimos que rezar e não seguir os protocolos de segurança não torna alguém imune ao Coronavírus – COVID19.

Lembramos que a “família é a igreja doméstica”, de modo que sugerimos que faça (caso não tenha) um oratório em sua casa favorecendo a oração em família: leiam a bíblia, recitem o Terço, acompanhem as Missas pelos Meios de Comunicação Social.

Existem emissoras de televisão de inspiração católica, de abrangência local e nacional, que transmitem a celebração eucarística diariamente, em horários diversos.

Reunimos, a seguir, todos os horários de transmissão e orientamos que sejam divulgados com amplitude, para facilitar ao povo de Deus viverem seus momentos de oração neste momento de crise.

REDE VIDA
Domingo: 8h e 17h30
Segunda a sexta: 6h55, 9h e 19h
Sábado: 7h, 9h, 15h e 17h30

CANÇÃO NOVA
Todos os dias: 7h
Segunda-feira: 15h30 e 19h30
Terça, quarta e sexta-feira: 20h
Quinta-feira: 7h, 16h30 e 20h

TV APARECIDA
Domingo: 8h e 18h
Segunda a sexta: 6h45, 9h e 18h
Sábado: 6h45, 8h e 18h

TV SÉCULO 21
Domingo: 16h
Segunda a sábado: 07h45
Sexta-feira: 19h30

TV PAI ETERNO
Domingo: 6h, 8h, 10h e 17h30
Segunda a sexta: 7h e 19h30
Quarta-feira: 7h, 9h e 19h30
Sábado: 7h e 17h30

TV EVANGELIZAR
Domingo: 8h, 11h e 18h
Segunda a quarta: 7h30, 12h e 16h30
Quinta-feira: 07h30, 12h e 20h
Sexta-feira: 7h30, 12h e 16h30
Sábado: 19h

TV HORIZONTE
Domingo: 8h e 15h
Segunda a sexta: 9h e 15h
Sábado: 15h

TV NAZARÉ
Domingo: 7h, 10h e 18h
Segunda a sexta: 7h, 12h e 18h
Sábado: 9h e 12h

TV IMACULADA
Todos os dias: 7h

TV GLOBO
Domingo: 6h30

TV BRASIL
Domingo: 8h

PAI ETERNO
Domingo: 10h

Algumas paróquias da Diocese de Guanhães também estão se programando para transmitirem as celebrações por meio das mídias e redes sociais. Acessem e participem na sua paróquia

Que São Miguel Arcanjo nos defenda neste combate. À vossa proteção recorremos N. Sra. Aparecida. Intercedam por todos os habitantes de nosso diocese e do país.
Deus nos abençoe!

A Mulher na Igreja

Neste mês em que é comemorado o dia Internacional da Mulher não poderia deixar de falar um pouco do protagonismo das mulheres, cristãs leigas, na igreja. Como diz o Papa Francisco’’ A mulher que tem a capacidade de harmonizar, transformar realidades cruéis em realidades humanas dignas’’.

O Doc. 105 da CNBB, n 275 d – “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade” diz: Reconhecer a dignidade da mulher e sua indispensável contribuição na Igreja e na Sociedade, ampliando sua presença, especialmente , na formação e os espaços decisórios. Quanto pois à participação na missão apostólica da Igreja, não há dúvida de que, por força do Batismo e do Crisma, a mulher- como o homem- torna-se participante no tríplice múnos de Jesus Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei’.

Assim sendo, precisamos então, reconhecer, valorizar e compartilhar , nossa missão na Igreja, como também na sociedade, ocupando os espaços a nós de direito, solidárias umas às outras, sermos umas pelas outras , em todas as situações. Nossa responsabilidade é igual, o que muda são os espaços que ocupamos( escola, família, politica, igreja….)

Nós , mulheres, portanto, queremos ser lembradas, respeitadas amadas pelo nosso protagonismo todos os dias ; não ser violentada, usada, desrespeitada em nossa dignidade humana. Queremos construir juntos a sociedade do bem viver, da esperança .Sejamos as profetisas da esperança, como um dia disse Dom Helder Câmara : ‘’Deixa-me acender cem vezes, mil vezes, um milhão de vezes a esperança, que ventos perversos e fortes teimam em apagar. Que grande e bela a profissão de acendedor de esperança,”. Parabéns a todas as mulheres , leigas na Igreja.

Maria Madalena dos Santos Pires
Articulação CNLB/ Guanhães

VIII Festival da Música Cristã: primeira reunião da equipe organizadora

Na reunião do clero (18/02), ficou definido que o VIII Festival da Música Cristã será realizado em 2020 – 28 e 29/08 – com o apoio das paróquias que o abraçaram o evento e colaboraram com o orçamento desta edição do festival. A PASCOM há um bom tempo está se organizando juntamente com o bispo e conselho de presbíteros para realização dos próximos festivais.

Uma primeira reunião – dia 04/03 – da equipe organizadora composta de membros da PASCOM Diocesana, Rádio Vida Nova FM 91,5 deu o “ponta-pé inicial” para a preparação deste evento aguardado na região por músicos e cantores de muitos lugares, fiéis católicos e de outras denominações cristãs, de perto e de longe, das Minas Gerais e de outros estados, têm marcado a sua presença ao longo das sete edições.

Nestas 7 edições anteriores do Festival da Música Cristã contamos com participação significativa de cantores de várias cidades e dioceses, além de Guanhães. De nossa diocese participaram João de Lima, Maria do Suaçuí/ MG; Ministério Adoradores do Vale, de Virginópolis/ MG; J. Ello, de São João Evangelista/ MG; Jackson Nascimento, de Rio Vermelho/ MG;Diw Cotta, de Peçanha/ MG; De outras dioceses do estado vieram Pollyana Ferves, de Montes Claros/ MG; Banda Sacro-Santo, de Pedro Leopoldo/ MG; Nicko Carvalho, de Ribeirão das Neves/MG, Magali Mello Dias e Banda, Ipatinga/MG; Lyzandro Cardoso e Luccas Cardoso, Inhapim/MG; Lorena e Thiago, de Coronel Fabriciano/ MG; Katya Serpa e Missão Canto Novo, de Timóteo/ MG; Ederson Mendes, de Contagem/ MG; Taquinho de Minas, de Belo Horizonte/ MG; De fora do estado participaram Rodrigo Ferrero, do Rio de Janeiro/RJ; Rafael de Jesus, de Curitiba PR; Entre outros músicos não mencionados aqui mas que nos ajudaram a construir esta história junto com a maioria dos músico de Guanhães/MG que participaram destas sete edições.

Cada festival é um desafio muito grande. É ainda maior a alegria da equipe organizadora – este ano apoiada pelas paróquias da diocese – em continuar a incentivar aos artistas anônimos que trazem no coração muita fé e o desejo de expressar a sua gratidão e o seu amor ao Deus por meio de Louvores e Ações de Graças, fosse cantando, tocando um instrumento ou simplesmente compondo um poema.

Você já pode acompanhar informações sobre inscrição e todo o regulamento no site www.festivaldamusicacrista.com.br

 

com informações de Pe. Bruno Costa Ribeiro,
assessor diocesano da PASCOM

Campanha da Fraternidade 2020 na Quarta-feira de Cinzas

Campanha da Fraternidade 2020
Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso

Na Quarta-feira de Cinzas, celebramos o início da Quaresma e a abertura da Campanha da Fraternidade 2020. Confira a partilha de Vera Pimenta – catequista de Guanhães – e a entrevista de Padre Bruno – assessor diocesano da PASCOM – sobre o tema da Campanha deste ano.

Realizou-se no dia 30 de novembro, o encontro diocesano sobre a campanha da Fraternidade 2020, assessorado por Pe José Antônio de Oliveira, de Barão de Cocais, e autor do hino desta campanha, com a presença de nosso bispo, de padres e de leigos das paróquias.

Todo o encontro foi regado de fragmentos poéticos e músicas que provocam à reflexão sobre um olhar mais atento para os nossos irmãos e irmãs que sofrem e para o cuidado do nosso planeta, a nossa casa comum.

O tema é Fraternidade e vida: Dom e compromisso. O seu lema é “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.

O cartaz se inspira em Irmã Dulce que acolhe e se compadece com o outro, com o mais pobre. O lema inspirado no bom samaritano, no ver, julgar e agir.

É preciso educar o nosso olhar para o outro. A classe mais pobre cada vez mais perdendo o seu poder aquisitivo e a elite ganhando mais poder

A Campanha da Fraternidade de 2019, que tratou das políticas públicas deparou-se com a insuficiência de inúmeras ações efetivas para a superação dos problemas da nossa sociedade. O papa nos convocou a vencer a globalização da indiferença. Se já não somos mais capazes de perceber a desumana dor do outro ao nosso lado, também nós nos tornamos desumanizados e nos convida a todo instante a abrir-nos mais para o outro. Há um clamor à nossa humanidade em meio a tantos que estão sofrendo.

O objetivo geral desta campanha é conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, na nossa casa comum.

E nós? O que temos feito? O que aconteceu conosco? O que vem ocorrendo com a humanidade que, embora percebendo o aumento dos números de sofrimentos, parece não mais sensibilizar-se com eles?

Encerrou-se o encontro após inúmeras provocações e reflexões com trabalho em grupo para levantamento e encaminhamento de ações concretas durante o ano vindouro para que se possa pelo menos amenizar um pouco as muitas urgências em nossa humanidade e comunidades locais. Que possamos colocar em prática o jargão: “Pensar globalmente e agir localmente”, olhando para mim mesma, para o outro e para Deus.

Dom Otacilio fez o encerramento, após a bênção irlandesa, dizendo que fomos privilegiados naquela manhã com a presença ilustre, poética e profética do Pe. Antônio. Que tenhamos, também, olhares poéticos e proféticos para a nossa comunidade e que vivamos o santo Advento.

Vera Pimenta
Comissão Diocesana de Catequese

 

 

Todos os anos, a CNBB apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. É uma atividade ampla de evangelização que pretende ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a vivenciarem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de temas específicos.

Padre Bruno, assessor da PASCOM Diocesana, falou em uma entrevista à Folha Diocesana e trata sobre o sentido das Campanhas realizadas no Brasil.

FOLHA DIOCESANA: Sabemos que todos os anos a CNBB apresenta a Campanha da Fraternidade. Mas qual a relação entre “Campanhas da Fraternidade” e o tempo quaresmal?

PADRE BRUNO: Há quem pergunte “o que tem a ver “quaresma” com “campanha da fraternidade”. Sendo a quaresma um tempo forte de convite à oração, caridade (esmola) e penitência (jejum), como caminho de conversão, que nos levam a melhor viver a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, também urge nesse período a necessidade de uma espiritualidade que gere transformação e compromisso com o bem comum. Assim, a Igreja no Brasil, há mais de 50 anos, promove no tempo quaresmal a Campanha da Fraternidade, para que a quaresma não se restrinja a exortações, mas que venha de fato levar à conversão pessoal, comunitária e social. Desse modo, todo ano é definido um tema a ser refletido, em consonância com uma realidade social, que atinge os nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis.

FOLHA DIOCESANA: A abertura da Campanha da Fraternidade coincide com a quarta-feira de cinzas, é o início do tempo quaresmal. Qual temática a CF 2020 abordará?

PADRE BRUNO: Neste ano de 2020, a Campanha da Fraternidade convida as comunidades cristãs a refletirem e se comprometerem com o dom da vida, ou seja, na busca em resguardar a dignidade da pessoa humana, onde quer que ela esteja sendo violada. O tema é: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Diante deste abrangente tema, sendo a fraternidade a essência do Evangelho, a Igreja conclama a todos os cristãos e aos homens e mulheres de boa vontade, a exemplo do “bom samaritano” a lutarem contra tudo aquilo que aflige a vida, bem como a banalização do mal e a perda do sentido do viver. Para a divulgação desta campanha, a Igreja vale-se de diversos subsídios, um dos mais propagados são os cartazes e banners, que trazem em destaque a imagem da Santa Dulce dos Pobres, como grande “símbolo” de compromisso, empatia e personificação da caridade cristã de nosso País.

Assim, somos convocados, como afirma o Papa Francisco, “a transpor a realidade da indiferença”, a exemplo da Santa Dulce dos Pobres e ir ao encontro das realidades que ferem a dignidade do ser humano. Tais como: as diversas vulnerabilidades sociais; a cultura de morte que permeia a nossa sociedade, de modo a lutar na defesa pela vida desde a sua concepção até a morte; as desigualdades nas propriedades e posses de terra, especialmente no que diz respeito aos povos indígenas e quilombolas, que têm seus direitos ameaçados; bem como ir ao encontro dos migrantes que carecem de acolhida e amparo; ser solícitos aos idosos desamparados e fragilizados na promoção de suas dignidades e ainda, dentre tantas ações que permeiam a dignidade humana, zelar pela casa comum, promovendo uma natureza sustentável e uma ecologia integral.

FOLHA DIOCESANA: É uma temática pertinente. Houve alguma preparação na diocese para entender sentido da CF 2020?

PADRE BRUNO: A nossa diocese Guanhães, em comunhão com toda Igreja do Brasil, com anseio em responder a esta convocação, no dia 30 de Novembro de 2019, promoveu um dia de Formação sobre a Campanha da Fraternidade de 2020, que ocorreu no salão de formação da Catedral, e foi dirigida pelo Pe. José Antônio de Oliveira, pároco da Paróquia São João Batista em Barão de Cocais e autor do hino da CF 2020. Para esta formação foi solicitado que cada paróquia enviasse ao menos 4 leigos.

Ainda sobre o sentido da CF 2020, o Secretário Executivo para as Campanhas da CNBB, Padre Patriky, da diocese de Luz (MG), em uma entrevista ao Vatican News explicou o seguinte: “Olhando o nosso cenário atual, não somente no nosso país, mas no mundo como num todo, nós percebemos diversas realidades onde a vida tem sido descuidada. O tema vai desde a questão do aborto, dos pobres e da questão ecológica, olhando sobretudo as periferias existenciais. Talvez essa deva ser uma das primeiras campanhas, que toca diretamente nas periferias existenciais como Papa Francisco nos fala. Situações como depressão, automutilação, também o número de pessoas desaparecidas, que no Brasil chega a 800 mil pessoas, segundo os dados que temos atualmente. Então, o desejo da Campanha da Fraternidade para 2020 é conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, esse dom e compromisso que se traduza em relação de mútuo cuidado dentre as pessoas, na família, na comunidade e também na sociedade. A vida é um intercâmbio de cuidados e nós, que cremos que Jesus é a vida, a Campanha da Fraternidade vai nos ajudar a refletir isto: quando nós nos dispomos a cuidarmos uns dos outros, a vida recobre um novo sentido”.

FOLHA DIOCESANA: Por que a imagem escolhida para ilustrar a CF de 2020 foi de Santa Dulce dos Pobres, cercada de pessoas no Pelourinho em Salvador?

PADRE BRUNO: Ela é a imagem que caracteriza o bom samaritano para os dias atuais em nosso país. Lembramos de diversas mulheres, religiosas, leigas, e dentre tantas possibilidades, nós olhamos Santa Dulce, vida doada e vida santificada. Ela que fez de um galinheiro uma obra de cuidados extraordinários, não somente a obra em si, mas ela mesma foi sinal da obra de Deus, no cuidado, se aproximando e cuidando. Daí então a escolha de Santa Dulce como este ícone do Bom Samaritano para os dias de hoje, que estimula também a caminhada missionária da Igreja. Vida doada e vida santificada!

FOLHA DIOCESANA: de que forma o lema nos ilumina a viver a CF 2020?

PADRE BRUNO: O lema é um trecho do evangelho de Lucas (parábola do Bom Samaritano) e retrata a compaixão de Jesus. A expressão “sentir compaixão” também aparece como “tomado de compaixão” em algumas traduções; no entanto os textos bíblicos raramente dizem “sentir compaixão”; o que mais destacam é “mover-se de compaixão” (cf. Êx 3,7-8; Os 11,8; Lc 10,33; Lc 15,20; Mc 6,34)

A compaixão pode ser entendida como um “sentir com o outro”. Mas, o que a caracteriza não é só sentimento, mas o movimento (agir). Pois trata-se de um “sentir com” que constrange. É diferente do sentir dó pois é um sentimento que move e faz sair do afetivo e ir para o efetivo.

Jesus conclui a parábola ordenando aos seus seguidores: “Vai, e também tu, faze o mesmo” (v. 37). A compaixão e as obras dela se tornam parte da missão para os discípulos do Senhor; é a prática do evangelho, expressão da minha interioridade e é expressão do amor misericordioso e providente de Deus; um bálsamo que alivia de forma eficaz a pobreza, a fome e a violência. Tais pessoas são promotoras da solidariedade, da justiça e da paz.

FOLHA DIOCESANA: Alguma consideração sobre o lema?

PADRE BRUNO: no editorial da Folha Diocesana escrevi que o “lema é um trecho do evangelho de Lucas (parábola do Bom Samaritano) e retrata a compaixão de Jesus. A expressão “sentir compaixão” também aparece como “tomado de compaixão” em algumas traduções; no entanto, os textos bíblicos raramente dizem “sentir compaixão”; o que mais destacam é “mover-se de compaixão” (cf. Êx 3,7-8; Os 11,8; Lc 10,33; Lc 15,20; Mc 6,34). É um afeto profundo que brota do coração – num sentido figurado: sede das emoções, em nosso uso coração (Lc 1, 78; 2 Cor 6, 12; 7, 15; Fp 2, 1; Cl 3, 12; Fm 7, 20; 1 Jo 3, 17) – e transborda nos gestos.

A compaixão pode ser entendida como um “sentir com o outro”. Mas, o que a caracteriza não é só sentimento, mas o movimento (agir). Pois se trata de um “sentir com” que constrange. É diferente do sentir dó, pois é um sentimento que move e faz sair do afetivo e ir para o efetivo.

Jesus conclui a parábola ordenando aos seus seguidores: “Vai, e também tu, faze o mesmo” (v. 37). A compaixão e as obras dela se tornam parte da missão para os discípulos do Senhor; é a prática do evangelho, expressão da minha interioridade e é expressão do amor misericordioso e providente de Deus; um bálsamo que alivia de forma eficaz a pobreza, a fome e a violência. Tais pessoas são promotoras da solidariedade, da justiça e da paz.”

FOLHA DIOCESANA: Alguma consideração final?

PADRE BRUNO: Rogamos a Deus que nos encoraje a nos valer deste período quaresmal como oportunidade, de irmos como comunidades fraternas ao encontro de nossos irmãos sofredores e unidos a eles, lutarmos para que o dom mais precioso, que é a vida, seja salvaguardada e junto dela, seus direitos invioláveis.

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