Bruno Costa Ribeiro

Dom Otacilio emite novo comunicado sobre transferência do Clero

No final da tarde desta quarta-feira (07/07/2021), o Bispo Diocesano Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, através da Chancelaria Diocesana emitiu o comunicado ao clero no qual faz a transferência dos reverendíssimos padres:

Pe Guilherme Soares Lage, atualmente vigário na Paróquia N Sra da Conceição em Conceição do Mato Dentro – MG, será pároco na Paróquia São Pedro em São Pedro do Suaçuí – MG e toma posse dia 22/07 às 19h;

Pe João Gomes Ferreira, atualmente administrador da Paróquia Sant’Ana em Ferros – MG, será pároco na Paróquia N Sra da Pena em Rio Vermelho – MG e toma posse dia 29/7 às 19h.

Pe Edmilson Henrique Candido, atualmente administrador da Paróquia N Sra da Pena em Rio Vermelho – MG, será pároco na Paróquia Sant’Ana em Ferros – MG e toma posse dia 30/7 às 19h;

Pe Ivani Rodrigues, atualmente administrador da Paróquia São Pedro em São Pedro do Suaçuí – MG será vigário na Paróquia N Sra da Conceição em Conceição do Mato Dentro – MG.

Rezemos pelos sacerdotes para que sejam bem acolhidos em sua nova missão e cumpram com amor e dedicação o serviço para com a Paróquia e a parte do Rebanho do Senhor a qual lhes foram confiados.

Primeira Reunião virtual da Pastoral Presbiteral

No dia de oração pelo Clero – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus -, Dom Otacilio reuniu-se por videoconferência com a equipe da Pastoral Presbiteral da Diocese de Guanhães a qual tem a missão de ajudar aos Presbíteros que atuam na Diocese oferecendo condições necessárias para a sua própria realização humana e vocacional, ajudando-os na missão de configurar-se a Cristo Bom Pastor inserido no contexto social, junto ao povo. Esta zela pela saúde física, psíquica e afetiva do presbítero além de proporcionar os meios necessários para uma formação permanente nas dimensões comunitária, espiritual, humana, intelectual e pastoral.

O motivação principal desta reunião foi tratar da atividade da Pastoral Presbiteral em favor dos padres neste contexto pandêmico em que estamos vivendo o qual nos expõe à variadas mazelas.

A especialista em estresse e trauma, Elke Van Hoof, previu há um ano que o confinamento da pandemia seria “o maior experimento psicológico da história”. Isso terá efeitos na saúde mental de todos: “As pessoas cairão devido ao esgotamento e transtornos relacionados ao estresse, que chamamos de languidez ou esgotamento do coronavírus (coronavirus burnout), em alguns países.” Os presbíteros não estão imunes disso.

Num discurso em audiência desta segunda-feira, 7/6/2021, o Papa Francisco ressalta o que é a essência do Sacerdócio, e disso faz parte também a fragilidade entendida por ele como um lugar teológico de encontro com Deus: “Os padres ‘superman’ terminam mal, todos. O padre frágil, que conhece suas fraquezas e fala sobre elas com o Senhor, este irá bem. Com José (São José), somos chamados a retornar à experiência dos simples atos de acolhimento, de ternura, do dom de si”.

Levando em consideração toda essa realidade a Pastoral Presbiteral reorganiza suas atividades para ajudar o clero a atravessar esta pandemia que já se prolonga. Conforme o bispo, Dom Otacilio, as ações de atuação da Pastoral Presbiteral terá como “objetivo, dentre outros, fortalecer a comunhão presbiteral, a solidariedade entre os presbíteros, a amizade, o diálogo, a comunhão entre si e com o bispo da igreja particular” e assim nos tornarmos cada vez mais propositivos num ministério fecundo em favor do Reino.

Pe Bruno Costa Ribeiro, PASCOM Diocesana

Na linha superior da esquerda para direita: Dom Otacilio, Pe Derci e Pe Edmilson. Na linha inferior da esquerda para direita: Pe Bruno, Pe José Geraldo e Pe Mario

 

Ministério do Leitorato

  • É com imensa alegria que a Diocese de Guanhães (MG), no dia 26.06.2021, renderá graças a Deus por mais um passo dado rumo ao Ministério ordenado dos Seminaristas Filipe Ferreira Coelho, Thiago Dione Vileforte e Vinicius Lucas Brandão, que estão no 4ª ano de Teologia, serão instituídos ao ministério do Leitorato.
A Igreja orienta que, para o seminarista receber a admissão às Ordens Sacras, precisa ter alcançado suficiente desenvolvimento dos traços de personalidade que o caracterizem como um homem público na Igreja e membro da hierarquia, habilitando-o a agir em nome de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja. Conforme traz o Ritual das Ordenações, atingido suficiente amadurecimento, realiza-se o Rito de Admissão, mediante o qual, o seminarista “se apresenta diante da Igreja para ser admitido entre os candidatos às Ordens Sacras”, isto é, “manifesta publicamente seu propósito de consagrar-se ao serviço de Deus e da humanidade”, dispondo-se a preparar-se devidamente para a recepção das Sagradas Ordens (cf. CNBB 93, n. 192-194 e c. 1034).
Já para a recepção do Leitorato é exigido que o formando tenha alcançado suficiente desenvolvimento dos traços de personalidade que caracterizam um homem bíblico e o capacitem ao Ministério da Palavra, em vista do anúncio da salvação. Ao longo do itinerário pastoral e acadêmico, o candidato reserve tempo especial de dedicação à Palavra de Deus, a fim de ajudá-lo a entrar por inteiro no universo da Revelação, e, assim, passar, definitivamente, a ter em mente, “não as coisas dos homens, mas, sim, as coisas de Deus” (cf. Mt 16, 23).
Rogamos à Santa Mãe de Deus e a proteção do Glorioso São Miguel, padroeiro de nossa Diocese, as bênçãos sobre esses quatros Seminaristas que seguem firmes no itinerário de discernimento vocacional!

Papa Francisco convida a rezar diante do sacrário

O Papa Francisco convidou as pessoas a irem a uma igreja próxima de suas casas para rezar diante do sacrário.

“Eu convido vocês a que façam uma pausa para ir à igreja mais próxima, para se sentar um momento diante do sacrário. Deixem-se olhar pelo amor infinito e paciente de Jesus, que ali os espera, e contemplem-no com os olhos da fé e do amor. Ele nos dirá muitas coisas ao coração. Que Deus os abençoe e a Virgem Santa os cuide”, disse o papa na Audiência Geral de 5 de maio.

O Santo Padre dedicou a sua catequese semanal à “oração da contemplação” e sublinhou que “esta ação de amor em diálogo silencioso com Jesus faz tão bem à Igreja”, por isso recordou que “há apenas uma grande chamada no Evangelho, que é seguir Jesus no caminho do amor”.

Da mesma forma, o papa destacou que “em Jesus Cristo, na sua pessoa e no Evangelho não há oposição entre a contemplação e a ação”.

“Há apenas uma grande chamada no Evangelho, que é seguir Jesus no caminho do amor. Este é o ápice e o centro de tudo. Neste sentido, caridade e contemplação são sinônimos, dizem a mesma coisa”, disse o papa.

“São João da Cruz afirmava que um pequeno gesto de amor puro é mais útil para a Igreja do que todas as outras obras juntas”, disse o papa e acrescentou: “o que nasce da oração e não da presunção do nosso ego, o que é purificado pela humildade, mesmo que seja um gesto de amor isolado e silencioso, é o maior milagre que um cristão pode realizar”.

“Ser contemplativo não depende dos olhos, mas do coração. E nisto entra em jogo a oração, como um ato de fé e amor, como ‘respiro’ da nossa relação com Deus. A oração purifica o coração e, com ele, ilumina também o olhar, permitindo que captemos a realidade sob outro ponto de vista”, afirmou.

Por isso, o Santo Padre recordou que o Catecismo da Igreja Católica descreve essa transformação do coração através da oração, citando um famoso testemunho da Santa Cura d’Ars: “A contemplação é o olhar da fé, fixado em Jesus. ‘Eu olho para Ele e Ele olha para mim’ – dizia, no tempo do seu santo Cura, um camponês d’Ars em oração diante do sacrário. […] A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos do nosso coração; ensina-nos a ver tudo à luz da sua verdade e da sua compaixão para com todos os homens”.

“Tudo nasce disto: de um coração que se sente visto com amor. Então a realidade é contemplada com olhos diferentes. ‘Eu olho para Ele, e Ele olha para mim!’. Pois bem: na contemplação amorosa, típica da oração mais íntima, não há necessidade de muitas palavras: basta um olhar, basta estarmos convencidos de que a nossa vida está rodeada por um grande e fiel amor do qual nada nos pode separar”, explicou o papa.

Fonte: www.acidigital.com

1º encontro internacional do COMISE de Guanhães

No último dia 03 de maio, festa dos apóstolos São Tiago e São Filipe, nosso grupo de seminaristas, junto com o Diácono Guilherme Lage, nos reunimos para nosso 1º encontro internacional do Comise de Guanhães, auxiliados por Dom Willian Skudlarek, osb, que partilhou conosco um pouco da sua vasta vivência missionária.

Dom Willian esteve em nossa Diocese, na paróquia do Morro do Pilar, por um período na década de 80, quando, como disse, desejou fazer uma experiência pastoral. Dentre tantas contribuições, Dom Willian, como alguém que veio de outra cultura, nos ajudou a perceber algumas riquezas do nosso povo, sobretudo como a presença de Deus é tão notável em nossas conversas. Usamos sempre aquelas frases como “se Deus quiser”, “Deus queira”, “graças a Deus”, “Deus te abençoe”, “vai com Deus”, entre tantas outras.

A riqueza dessa conversa nos ajudou a ver com outros olhos a nossa realidade. No trabalho missionário, nos lembrava ele, nós não plantamos, nós colhemos o que Deus faz crescer na sua seara. No final, Dom Skudlarek nos deixou uma palavra de incentivo: Não se perder no fazer missionário, alimentando nossa intimidade com Deus, que é fonte e sentido da missão, apoiado naquela palavra de Jesus “Sem mim nada podeis fazer”, ressaltando a importância de permanecer em Jesus (Cf. Jo 15, 1-8), nos permitindo ser surpreendidos pela graça de Deus manifestada na bondade do bom povo de Deus. Louvamos a Deus pela vida desse monge missionário, ilustre filho de São Bento!

Sobre o COMISE (Conselho Missionário de Seminaristas):
O COMISE é o organismo encarregado de animação, formação, articulação e cooperação missionária de seminaristas diocesanos e alunos das casas de formação religiosa.

O COMISE existe para fomentar, nos futuros presbíteros e candidatos à Vida Religiosa Consagrada, a consciência da missão como identidade do cristão e favorecer-lhes uma sólida espiritualidade e formação missionária que os tornem capazes de enfrentar os desafios da ação evangelizadora da Igreja: na pastoral, na nova evangelização e na missão ad gentes (aos povos).

Mensagem de Dom Otacilio: 58ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

Amado Povo de Deus de nossa Igreja da Diocese de Guanhães

“Novamente, Jesus disse: ‘A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, também eu vos envio’” (Jo 20, 21)

Estou participando da 58ª Assembleia dos Bispos do Brasil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de modo virtual, por causa da pandemia, do dia 12 à 16 de abril de 2021.

Contamos com as orações elevadas a Deus por todos nós pelo êxito desta, que está acontecendo num clima de muita comunhão, e abertura ao Espírito para que possamos conduzir a Igreja na sua ação evangelizadora, sobretudo nestes tempos tão difíceis para todos nós.

Exorto para que fiquem atentos às notícias que a CNBB tem compartilhado, pois muito nos fortalecerá em nossa missão evangelizadora.

Que a Paz do Cristo Ressuscitado nos anime para que sejamos, verdadeiramente, uma Igreja misericordiosa e missionária, como insiste o Papa Francisco.

+Dom Otacilio F. Lacerda

 

Até a próxima sexta-feira, 16, acontece a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Neste ano, o evento acontece em modalidade on-line, devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. O tema central desta assembleia diz respeito ao Pilar da Palavra proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023). Mesmo sem a possibilidade de votação de um documento, será debatido o tema “Casas da Palavra – Animação bíblica da vida e da pastoral nas comunidades eclesiais missionárias”. Trazemos a seguir alguns destaques da da 58ª Assembleia dos Bispos do Brasil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Missa de abertura
A Missa de abertura da 58ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG CNBB), na manhã desta segunda-feira, 12 de abril, foi presidida pelo bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, direto da Capela Nossa Senhora Aparecida na sede da entidade, em Brasília (DF).

Abertura da Presidência
O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, abriu oficialmente o encontro às 8h, no horário de Brasília. “Este caminho é de grande importância, é o ponto alto do coração do serviço eclesial prestado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Somos desafiados a abrir o coração e a vivenciarmos esse caminho sob as luzes de Cristo ressuscitado, guiados e movidos pela ação do seu Espírito Santo”, motivou dom Walmor.

Participação do Núncio Apostólico
O Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, dirigiu-se, pela primeira vez, a todo o episcopado brasileiro. Dom Diquattro foi nomeado pelo Papa Francisco no dia 29 de agosto de 2020 e desembarcou no Brasil para iniciar sua missão no dia 7 de janeiro de 2021. Em sua mensagem, o representante da Santa Sé no Brasil saudou a presidência da instituição e todos os bispos, e expressou, inicialmente, a comunhão do Papa Francisco com os bispos e agradeceu pelo testemunho da Igreja no Brasil.

Análise de conjuntura social e eclesial
A análise apresentada priorizou três temas: pandemia, economia e política brasileira e foi conduzida pelo bispo de Carolina (MA), dom Francisco de Lima Soares, coordenador do grupo de Análise de Conjuntura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Francisco frisou que trata-se de um texto oferecido aos bispos como uma leitura de especialistas das Pontifícias Universidades Católicas do Brasil organizados no grupo de análise da CNBB para subsidiar os pastores na leitura e compreensão da realidade brasileira. Outros pontos apresentados pela equipe podem ser conferidos.

Coletiva de imprensa sobre o tema central
O arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética, dom José Antônio Peruzzo, afirmou que o tema da Palavra sempre volta aos estudos da Igreja por que ele nunca se esgota. Dom Peruzzo contou durante a coletiva que, na manhã de hoje (12), foi apresentado ao episcopado brasileiro um texto-mártir que possivelmente será aprovado como um Estudo da CNBB. Com o título “E a Palavra habitou entre nós – Animação Bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”, o texto poderá ser aprovado como um documento oficial na próxima Assembleia presencial. É estatutário que os documentos oficiais da Conferência sejam aprovados em Assembleias no formato presencial.

Para dom Armando Bucciol, bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), é preciso tornar a Palavra de Deus cada vez mais conhecida e amada. “Nosso desejo é poder nutrir sempre mais o povo com a Palavra de Deus”, afirmou dom Bucciol, durante a primeira coletiva de imprensa.

Mensagem ao Papa Francisco
Em todas as Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os bispos enviam uma mensagem ao Papa, como gesto de fidelidade e comunhão com o Sumo Pontífice. Neste ano, mesmo com o encontro sendo realizado na modalidade on-line, os bispos dedicaram um momento da manhã para aprovar um texto que foi, previamente, redigido por um grupo de bispos. A apresentação do texto foi realizada por dom Severino Clasen, arcebispo de Maringá (PR), que compõem essa equipe de redação.

Ano Família Amoris Laetitia
Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, convidou todos os bispos a se unirem ao projeto de evangelização das famílias no ano Família Amoris Laetitia, anunciado pelo Papa Francisco no domingo da Sagrada Família, 27 de dezembro de 2020, e que será realizado de 19 de março de 2021 a 26 de junho de 2022. Confira mais detalhes sobre o convite de Dom Ricardo e o Ano Amoris Laetitia.

Às 7h ocorrerá uma missa diária que será transmitida, direto da capela Nossa Senhora Aparecida na sede da CNBB, pelos canais católicos de TV: Rede Vida – diário; TV Aparecida – diário; TV Pai Eterno – diário; TV Horizonte – diário; TV Imaculada (rádio e tv) – diário; TV Canção Nova – diário; TV Evangelizar – dias 12 e 16/04.

Com informações da CNBB

Desafios no ensino remoto

É evidente que os transtornos que a pandemia do novo coronavírus tem acarretado na vida diária de toda a população – o isolamento, as dúvidas, o medo, a questão financeira e muitas incertezas quanto ao futuro –, têm preocupado as famílias.

A continuidade do cronograma escolar, por exemplo, tem se destacado, não só por evidenciar as diferenças entre o sistema público e privado, mas pela dificuldade que muitas instituições têm encontrado para dar o suporte pedagógico necessário através do sistema remoto.

Isso se explica porque tornou-se predominante um mecanismo que até então nunca tinha sido necessário para as escolas de nível básico, e com isso, tem exigido de tantas famílias um processo de adaptação e superação em diversas situações, que têm desestruturado e exigido muitas respostas que ninguém estava preparado para dar.

Diante disso, é importante destacar a educação e as novas propostas metodológicas educativas que buscam, neste período, amenizar os prejuízos que a ausência das aulas presenciais podem trazer aos alunos de nível básico. Muitos não têm maturidade, responsabilidade ou condições fundamentais para se comprometer em assistir às videoaulas ou realizar as atividades sozinhos, sendo necessário o suporte dos pais ou responsáveis, realidade que acaba exigindo deles uma reestruturação quanto ao tempo de trabalho e o auxílio aos filhos.

O papel principal dessa reestruturação é o suporte e a orientação que deve partir da escola para com os pais, explicando de forma clara e objetiva como o processo irá ocorrer, além de responder dúvidas que podem surgir ao longo do tempo, sem se esquecer que o foco é facilitar o processo de aprendizagem.

Para que a parceria escola/família aconteça de forma eficaz, é muito importante que as funções sejam estabelecidas, visto que a educação é uma ciência que exige preparo, disciplina e planejamento. Ou seja, o papel do professor e da escola é oferecer um suporte técnico, profissional sobre os conceitos e conteúdos trabalhados durante as aulas, enquanto os pais irão auxiliar os filhos e os professores com um retorno sobre a experiência em casa, para que seja construída uma aprendizagem significativa e os laços afetivos não se percam. Quando os pais “assumem” o lugar do professor outros fatores vêm à tona, como as questões afetivas, emocionais, de autoridade, que, se não forem bem administradas, podem atrapalhar o processo de aprendizagem.

Essa realidade de ensino remoto é totalmente nova e por isso ainda existem muitas lacunas, muitas falhas por parte dos pais, da escola, do governo e do sistema educacional em si, pois não estavam preparados para essa situação, principalmente, por vir como um método educacional predominante e não como um mecanismo complementar às aulas presenciais.

Por isso, é interessante que os pais estruturem, junto a seus filhos, uma rotina de estudos, para que os estudantes possam desenvolver a autonomia necessária na prática escolar e, consequentemente, para que consigam administrar bem o tempo, já que muitos pais também estão trabalhando de casa.

O mais importante de todo esse processo é integrar a criança e dar a ela a responsabilidade de construir, junto com os pais, essa rotina, tendo consciência de que para que tudo funcione bem, ela também precisa fazer a sua parte e com isso, pouco a pouco ir amadurecendo em seu protagonismo, no processo de ensino e aprendizagem.

Aline Tayná de Carvalho Barbosa Rodrigues
é Psicóloga Escolar no Instituto Canção Nova
em Cachoeira Paulista (SP).

Padre Salomão lança livro

Está disponível na Amazon o E-book (livro online) A Esperança Messiânica: Matriz judaica e perspectiva cristã do padre Salomão Rafael Gomes Neto. O projeto Gráfico-editorial é do professor Ms. José Aristides da Silva Gamito.

O autor apoiando-se textos da Sagrada Escritura e em comentários exegéticos e hermenêuticos de estudiosos judeus e cristãos – católicos e protestantes procura compreender e apresentar o Messias e o messianismo na óptica judaica e cristã. Na perspectiva judaica percebeu-se necessário apresentar o Messias em suas diversas facetas: no âmbito pessoal – davídico, sacerdotal, profeta-libertador; ou no âmbito impessoal: época, estado de espírito, Estado fortificado, templário, a shalom definitiva. Tornam-se visíveis aí mutações na concepção do messianismo de acordo com os espaços, tempo e sociedade, pois com imagens diferenciadas do Messias muda-se também a compreensão do messianismo. Toda essa gama multifacetada do Messias é obtida a partir de análise dos textos do Antigo Testamento. Na perspectiva cristã, a partir do Novo Testamento, sobretudo dos evangelhos, tudo quanto se falou do Messias e messianismo no judaísmo é aplicado à pessoa de Jesus de Nazaré. Toda a dinâmica do livro volta-se para esperança do Messias no judaísmo e no cristianismo.

Salomão Rafael Gomes Neto é presbítero da Diocese de Guanhães, natural da cidade de Paulistas e atualmente trabalha como administrador paroquial da paróquia de São João Evangelista em São João Evangelista.

Adquira seu exemplar acessando o link abaixo!

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Prorrogado até dia 11 de abril a suspensão de missas presenciais na Diocese de Guanhães

O bispo de Guanhães, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, informou nesta segunda (5) que mantém recomendação para que missas sejam virtuais, acompanhando a fase emergencial do Plano do Estado que prorrogou a onda roxa até 11 de abril em 13 das 14 macrorregiões de saúde. Somente a macrorregião do Triângulo do Norte poderá avançar para a onda vermelha, após 30 dias na onda roxa do Minas Consciente; isto por que a região, que foi a primeira a ser inserida na fase mais restritiva do plano, apresentou melhora em todos os indicadores relacionados à Covid-19.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (5/4):

Caríssimos Presbíteros, Bispo Emérito, Diácono, Agentes de Pastoral e amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães.

“Aqueles, porém, que esperam no Senhor, renovam as suas forças, criam asas como águia, correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.” (Is 40,31)

Tendo ouvido o Conselho Presbiteral, e considerando a recente posição do Supremo Tribunal Federal (STF), assim como a atual situação de pandemia na maioria das cidades desta região, oriento para que a Diocese de Guanhães continue mantendo a restrição de celebrações, sendo apenas de forma virtual até o dia 11 de abril, inclusive.

A liberdade de culto é garantida por lei neste país, mas o cuidado com a vida deve estar sempre em primeiro lugar no amor a Deus sobre todas as coisas.

No entanto, ficaremos atentos para qualquer possível mudança no cenário, em contínuo processo de reflexão e posteriores orientações.

Contamos com a valiosa compreensão, paciência e colaboração de todos, e mais uma vez reafirmamos a importância de nossas famílias, como pequenas Igrejas Domésticas, com os votos de uma Santa e Feliz Páscoa.

No sábado (3), ministro Nunes Marques liberou celebrações religiosas presenciais coletivas. No entanto, conforme o cenário catastrófico, várias outras dioceses e arquidioceses no país seguem mantendo o plano de seu estado.

Em Minas Gerais foi registrado mais de mil pessoas aguardando por um leito de UTI nesta segunda-feira (29). De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), às 6h, 1.011 pacientes estavam à espera de internação em terapia intensiva, sendo 820 com suspeita ou confirmação de Covid-19 e 191 com outras demandas.

Para leitos de enfermaria, a fila é ainda maior: 2.807 pessoas aguardam por uma vaga, das quais 1.264 precisam ser internadas em unidades específicas para tratamento da Covid-19. Outros 1.543 pacientes esperam por leitos gerais de enfermaria.

Ainda durante um encontro virtual, o Comitê Extraordinário Covid-19, – grupo do Estado que se reúne semanalmente para avaliar a situação da pandemia no estado e que conta com integrantes da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, do Ministério Público, da Associação Mineira dos Municípios e da Defensoria, entre outros órgãos – optou por alterar a norma que restringe a circulação de pessoas das 20h às 5h e proíbe reuniões familiares durante a onda roxa do plano Minas Consciente, decretando o fim das duas medidas.

A suspensão atende a um acordo judicial feito pelo Governo de Minas na última segunda-feira (5/4), após o deputado estadual Bruno Engler questionar a constitucionalidade das medidas. Apesar do fim da proibição, o governador Romeu Zema reitera que o Estado desaconselha qualquer tipo de aglomeração ou trânsito desnecessário durante a pandemia. “Essas medidas não serão mais obrigatórias, mas é essencial que todos façam a sua parte para conseguirmos reduzir a propagação do vírus. Precisamos que a população mantenha todos os cuidados, use máscara e evite aglomerações para conseguirmos sair disso o mais rápido possível”, destacou.

O governador Romeu Zema (Novo) falou sobre a situação nas redes sociais nesta segunda-feira. Ele disse que a Covid-19 “cresce mais do que a capacidade de abertura de leitos”.

informações de g1.globo.com e Agência Brasil

ABERTURA DO ANO FAMÍLIA AMORIS LAETITIA MARCA OS CINCO ANOS DA EXORTAÇÃO SOBRE A ALEGRIA DO AMOR

Com a abertura do Ano Família Amoris Laetitia, a Igreja celebra os cinco anos da exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia – sobre a alegria do amor na família. O documento do Papa Francisco é fruto de duas assembleias sinodais sobre a família, uma extraordinária, em 2014, e outra ordinária, em 2015.

Daqui até junho de 2022, quando será concluído o ano convocado pelo Papa, por ocasião do Encontro Mundial das Famílias, em Roma, a ideia é aprofundar o conteúdo do documento, como motivou o Papa: “Estas reflexões serão postas à disposição das comunidades eclesiais e das famílias, para as acompanhar no seu percurso”.

Em entrevista ao Portal Vida e Família, o secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, padre Alexandre Awi Mello, explicou a proposta deste ano especial:

A proposta do ano Família Amoris Laetitia marca os cinco anos do documento que é fruto de dois sínodos que trataram sobre a realidade e a beleza do amor na família, especialmente no mundo atual. A oportunidade que temos é justamente de redescobrir a beleza desse documento, tomar o documento novamente em mãos, lê-lo, descobrir como aplicá-lo da melhor maneira possível nas nossas famílias, nas nossas comunidades, nas nossas dioceses. Esse é o objetivo deste ano, que possamos realmente redescobrir, revalorizar, ler com mais atenção e tirar todas as consequências possíveis desse documento que é fruto de um longo trabalho, uma longa reflexão e, sobretudo, uma ação especial do Espírito Santo para que a família possa ser vista como Deus a vê no mundo de hoje.

Nesta sexta-feira, 19 de março, o prefeito do Dicastério, cardeal Kevin Farrel, disse que ano especial deve ser um tempo para que as famílias não se sintam sozinhas perante as dificuldades. Para ele, existe um convite “ao acompanhamento dos casais e das famílias em crise, ao apoio aos que ficaram sós, às famílias pobres, desagregadas”.

Também ao Portal Vida e Família, o bispo de Camaçari (BA) e ex-presidente da Comissão Vida e Família, dom João Carlos Petrini, que participou do Sìnodo em 2014 por escolha da 52ª Assembleia Geral da CNBB, explicou em artigo vários pontos relevantes da assembleia sinodal, bem como do documento publicado.

Dom Petrini recorda a mudança de atitude da Igreja que, de uma postura moralista, “que se limitava a recordar as normas que orientam o matrimônio cristão, os compromissos recíprocos dos cônjuges, os deveres e as obrigações com os filhos e com os idosos, com pouca sensibilidade para compreender as circunstâncias da cultura e da sociedade que dificultam a compreensão e até impedem a tranquila observância dessas normas”, começou um caminho “mais atento às pessoas, às suas exigências humanas mais profundas, apresentando a Misericórdia do Senhor como ponto para um novo começo, oferecendo novas motivações, razões adequadas para valorizar a família tocada pela graça do matrimônio”.

Dentro desse olhar positivo e realista, está inserida a Amoris Laetitia. Nela, continua dom Petrini, “o Papa Francisco percorre a Palavra de Deus e o Magistério da Igreja para falar da Presença de Cristo, da graça do sacramento do matrimônio, ajudando a resgatar as possibilidades de vencer desafios apostando na beleza da conjugalidade, da paternidade e da maternidade, da condição de filho e assim por diante (Cf. todo o capítulo 3: O olhar de Jesus: a vocação da família)”.

O bispo também pontua que algumas passagens da AL só podem ser compreendidas no horizonte da “Conversão Pastoral”, também presente no Documento de Aparecida (DA 365-370) e na Evangelii Gaudium: “é uma mudança de chave pastoral que nos conduz a uma atitude missionária, de procura ativa e não de espera, bem no estilo da ‘Igreja em saída’”.

Dom Petrini cita o Papa Francisco: “Espero que todas as comunidades se esforcem por atuar os meios necessários para avançar no caminho duma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma ‘simples administração’. Constituamo-nos em ‘estado permanente de missão’, em todas as regiões da terra. […] que coloque os agentes pastorais em atitude constante de ‘saída’” (EG 25, 27). E sublinha: “Em Amoris Laetitia, ele dá um passo a mais, pedindo que toda a pastoral da Igreja se coloque em atitude de serviço à família (AL, 200-201)”.

Essa atitude missionária também está somada à sensibilização. Para o casal brasileiro que participou do Sínodo sobre as Famílias em 2014, Arturo e Hermelinda Zamperline, “o maior ganho desta Exortação foi a sensibilização, a conscientização das sombras, dos desafios enfrentados pelas famílias no contexto do mundo atual”.

Além das celebrações eucarísticas na Diocese de Guanhães a Rádio Vida Nova FM, no Programa semanal “Hora da Família”, abordou esse assunto apresentado por Pe Bruno. Você poderá ouvir o programa acessado no link: https://anchor.fm/hora-da-famu00edlia/episodes/Ano-Famlia-Amoris-Laetitia-et40q7?fbclid=IwAR1TntmDrNLHiik2Pdxx2QFbbb7csNN2xo-4szK2CWW2ErRSxD-qQGO3gL4

Fonte: cnbb.org.br

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O Reino de Deus germina silenciosamente No 11º Domingo do Tempo Comum (Ano B), a Liturgia da Palavra nos convida...
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Iluminados pela “Verbum Domini”, alegria Pascal transbordante

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Vivendo o Tempo Comum, sejamos cada vez mais fortalecidos pela Palavra, que é fonte divina de nossa conversão, como discípulos...
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O desafio da Evangelização na rede – Dom Otacilio F. de Lacerda

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Retomando a citação do Papa Emérito Bento XVI em que ele ressalta a missão da Igreja que é chamada a...
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A Amizade Divina e a felicidade desejada – Homilia- 10º Domingo do Tempo Comum -Ano B.

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A Amizade Divina e a felicidade desejada A Liturgia do décimo Domingo do Tempo Comum (ano B) nos convida a...
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