Bruno Costa Ribeiro

Confira dias e horários de missas

O povo brasileiro está passando por mudanças nos seus hábitos em decorrência da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus. Estas mudanças são acolhidas pela Igreja, visando o bem do povo, como cuidado com o dom da vida, especialmente neste tempo quaresmal. Em muitas Igrejas Particulares, as Missas com a presença do povo foram suspensas. A medida visa a proteção dos fiéis, uma vez que as autoridades de saúde pedem que se evite a aglomeração de pessoas.

É hora de agir localmente para colaborar globalmente, reagindo ao que está sendo o Coronavírus, um problema local que se tornou global.

Insistimos que rezar e não seguir os protocolos de segurança não torna alguém imune ao Coronavírus – COVID19.

Lembramos que a “família é a igreja doméstica”, de modo que sugerimos que faça (caso não tenha) um oratório em sua casa favorecendo a oração em família: leiam a bíblia, recitem o Terço, acompanhem as Missas pelos Meios de Comunicação Social.

Existem emissoras de televisão de inspiração católica, de abrangência local e nacional, que transmitem a celebração eucarística diariamente, em horários diversos.

Reunimos, a seguir, todos os horários de transmissão e orientamos que sejam divulgados com amplitude, para facilitar ao povo de Deus viverem seus momentos de oração neste momento de crise.

REDE VIDA
Domingo: 8h e 17h30
Segunda a sexta: 6h55, 9h e 19h
Sábado: 7h, 9h, 15h e 17h30

CANÇÃO NOVA
Todos os dias: 7h
Segunda-feira: 15h30 e 19h30
Terça, quarta e sexta-feira: 20h
Quinta-feira: 7h, 16h30 e 20h

TV APARECIDA
Domingo: 8h e 18h
Segunda a sexta: 6h45, 9h e 18h
Sábado: 6h45, 8h e 18h

TV SÉCULO 21
Domingo: 16h
Segunda a sábado: 07h45
Sexta-feira: 19h30

TV PAI ETERNO
Domingo: 6h, 8h, 10h e 17h30
Segunda a sexta: 7h e 19h30
Quarta-feira: 7h, 9h e 19h30
Sábado: 7h e 17h30

TV EVANGELIZAR
Domingo: 8h, 11h e 18h
Segunda a quarta: 7h30, 12h e 16h30
Quinta-feira: 07h30, 12h e 20h
Sexta-feira: 7h30, 12h e 16h30
Sábado: 19h

TV HORIZONTE
Domingo: 8h e 15h
Segunda a sexta: 9h e 15h
Sábado: 15h

TV NAZARÉ
Domingo: 7h, 10h e 18h
Segunda a sexta: 7h, 12h e 18h
Sábado: 9h e 12h

TV IMACULADA
Todos os dias: 7h

TV GLOBO
Domingo: 6h30

TV BRASIL
Domingo: 8h

PAI ETERNO
Domingo: 10h

Algumas paróquias da Diocese de Guanhães também estão se programando para transmitirem as celebrações por meio das mídias e redes sociais. Acessem e participem na sua paróquia

Que São Miguel Arcanjo nos defenda neste combate. À vossa proteção recorremos N. Sra. Aparecida. Intercedam por todos os habitantes de nosso diocese e do país.
Deus nos abençoe!

A Mulher na Igreja

Neste mês em que é comemorado o dia Internacional da Mulher não poderia deixar de falar um pouco do protagonismo das mulheres, cristãs leigas, na igreja. Como diz o Papa Francisco’’ A mulher que tem a capacidade de harmonizar, transformar realidades cruéis em realidades humanas dignas’’.

O Doc. 105 da CNBB, n 275 d – “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade” diz: Reconhecer a dignidade da mulher e sua indispensável contribuição na Igreja e na Sociedade, ampliando sua presença, especialmente , na formação e os espaços decisórios. Quanto pois à participação na missão apostólica da Igreja, não há dúvida de que, por força do Batismo e do Crisma, a mulher- como o homem- torna-se participante no tríplice múnos de Jesus Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei’.

Assim sendo, precisamos então, reconhecer, valorizar e compartilhar , nossa missão na Igreja, como também na sociedade, ocupando os espaços a nós de direito, solidárias umas às outras, sermos umas pelas outras , em todas as situações. Nossa responsabilidade é igual, o que muda são os espaços que ocupamos( escola, família, politica, igreja….)

Nós , mulheres, portanto, queremos ser lembradas, respeitadas amadas pelo nosso protagonismo todos os dias ; não ser violentada, usada, desrespeitada em nossa dignidade humana. Queremos construir juntos a sociedade do bem viver, da esperança .Sejamos as profetisas da esperança, como um dia disse Dom Helder Câmara : ‘’Deixa-me acender cem vezes, mil vezes, um milhão de vezes a esperança, que ventos perversos e fortes teimam em apagar. Que grande e bela a profissão de acendedor de esperança,”. Parabéns a todas as mulheres , leigas na Igreja.

Maria Madalena dos Santos Pires
Articulação CNLB/ Guanhães

VIII Festival da Música Cristã: primeira reunião da equipe organizadora

Na reunião do clero (18/02), ficou definido que o VIII Festival da Música Cristã será realizado em 2020 – 28 e 29/08 – com o apoio das paróquias que o abraçaram o evento e colaboraram com o orçamento desta edição do festival. A PASCOM há um bom tempo está se organizando juntamente com o bispo e conselho de presbíteros para realização dos próximos festivais.

Uma primeira reunião – dia 04/03 – da equipe organizadora composta de membros da PASCOM Diocesana, Rádio Vida Nova FM 91,5 deu o “ponta-pé inicial” para a preparação deste evento aguardado na região por músicos e cantores de muitos lugares, fiéis católicos e de outras denominações cristãs, de perto e de longe, das Minas Gerais e de outros estados, têm marcado a sua presença ao longo das sete edições.

Nestas 7 edições anteriores do Festival da Música Cristã contamos com participação significativa de cantores de várias cidades e dioceses, além de Guanhães. De nossa diocese participaram João de Lima, Maria do Suaçuí/ MG; Ministério Adoradores do Vale, de Virginópolis/ MG; J. Ello, de São João Evangelista/ MG; Jackson Nascimento, de Rio Vermelho/ MG;Diw Cotta, de Peçanha/ MG; De outras dioceses do estado vieram Pollyana Ferves, de Montes Claros/ MG; Banda Sacro-Santo, de Pedro Leopoldo/ MG; Nicko Carvalho, de Ribeirão das Neves/MG, Magali Mello Dias e Banda, Ipatinga/MG; Lyzandro Cardoso e Luccas Cardoso, Inhapim/MG; Lorena e Thiago, de Coronel Fabriciano/ MG; Katya Serpa e Missão Canto Novo, de Timóteo/ MG; Ederson Mendes, de Contagem/ MG; Taquinho de Minas, de Belo Horizonte/ MG; De fora do estado participaram Rodrigo Ferrero, do Rio de Janeiro/RJ; Rafael de Jesus, de Curitiba PR; Entre outros músicos não mencionados aqui mas que nos ajudaram a construir esta história junto com a maioria dos músico de Guanhães/MG que participaram destas sete edições.

Cada festival é um desafio muito grande. É ainda maior a alegria da equipe organizadora – este ano apoiada pelas paróquias da diocese – em continuar a incentivar aos artistas anônimos que trazem no coração muita fé e o desejo de expressar a sua gratidão e o seu amor ao Deus por meio de Louvores e Ações de Graças, fosse cantando, tocando um instrumento ou simplesmente compondo um poema.

Você já pode acompanhar informações sobre inscrição e todo o regulamento no site www.festivaldamusicacrista.com.br

 

com informações de Pe. Bruno Costa Ribeiro,
assessor diocesano da PASCOM

Campanha da Fraternidade 2020 na Quarta-feira de Cinzas

Campanha da Fraternidade 2020
Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso

Na Quarta-feira de Cinzas, celebramos o início da Quaresma e a abertura da Campanha da Fraternidade 2020. Confira a partilha de Vera Pimenta – catequista de Guanhães – e a entrevista de Padre Bruno – assessor diocesano da PASCOM – sobre o tema da Campanha deste ano.

Realizou-se no dia 30 de novembro, o encontro diocesano sobre a campanha da Fraternidade 2020, assessorado por Pe José Antônio de Oliveira, de Barão de Cocais, e autor do hino desta campanha, com a presença de nosso bispo, de padres e de leigos das paróquias.

Todo o encontro foi regado de fragmentos poéticos e músicas que provocam à reflexão sobre um olhar mais atento para os nossos irmãos e irmãs que sofrem e para o cuidado do nosso planeta, a nossa casa comum.

O tema é Fraternidade e vida: Dom e compromisso. O seu lema é “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.

O cartaz se inspira em Irmã Dulce que acolhe e se compadece com o outro, com o mais pobre. O lema inspirado no bom samaritano, no ver, julgar e agir.

É preciso educar o nosso olhar para o outro. A classe mais pobre cada vez mais perdendo o seu poder aquisitivo e a elite ganhando mais poder

A Campanha da Fraternidade de 2019, que tratou das políticas públicas deparou-se com a insuficiência de inúmeras ações efetivas para a superação dos problemas da nossa sociedade. O papa nos convocou a vencer a globalização da indiferença. Se já não somos mais capazes de perceber a desumana dor do outro ao nosso lado, também nós nos tornamos desumanizados e nos convida a todo instante a abrir-nos mais para o outro. Há um clamor à nossa humanidade em meio a tantos que estão sofrendo.

O objetivo geral desta campanha é conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, na nossa casa comum.

E nós? O que temos feito? O que aconteceu conosco? O que vem ocorrendo com a humanidade que, embora percebendo o aumento dos números de sofrimentos, parece não mais sensibilizar-se com eles?

Encerrou-se o encontro após inúmeras provocações e reflexões com trabalho em grupo para levantamento e encaminhamento de ações concretas durante o ano vindouro para que se possa pelo menos amenizar um pouco as muitas urgências em nossa humanidade e comunidades locais. Que possamos colocar em prática o jargão: “Pensar globalmente e agir localmente”, olhando para mim mesma, para o outro e para Deus.

Dom Otacilio fez o encerramento, após a bênção irlandesa, dizendo que fomos privilegiados naquela manhã com a presença ilustre, poética e profética do Pe. Antônio. Que tenhamos, também, olhares poéticos e proféticos para a nossa comunidade e que vivamos o santo Advento.

Vera Pimenta
Comissão Diocesana de Catequese

 

 

Todos os anos, a CNBB apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. É uma atividade ampla de evangelização que pretende ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a vivenciarem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de temas específicos.

Padre Bruno, assessor da PASCOM Diocesana, falou em uma entrevista à Folha Diocesana e trata sobre o sentido das Campanhas realizadas no Brasil.

FOLHA DIOCESANA: Sabemos que todos os anos a CNBB apresenta a Campanha da Fraternidade. Mas qual a relação entre “Campanhas da Fraternidade” e o tempo quaresmal?

PADRE BRUNO: Há quem pergunte “o que tem a ver “quaresma” com “campanha da fraternidade”. Sendo a quaresma um tempo forte de convite à oração, caridade (esmola) e penitência (jejum), como caminho de conversão, que nos levam a melhor viver a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, também urge nesse período a necessidade de uma espiritualidade que gere transformação e compromisso com o bem comum. Assim, a Igreja no Brasil, há mais de 50 anos, promove no tempo quaresmal a Campanha da Fraternidade, para que a quaresma não se restrinja a exortações, mas que venha de fato levar à conversão pessoal, comunitária e social. Desse modo, todo ano é definido um tema a ser refletido, em consonância com uma realidade social, que atinge os nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis.

FOLHA DIOCESANA: A abertura da Campanha da Fraternidade coincide com a quarta-feira de cinzas, é o início do tempo quaresmal. Qual temática a CF 2020 abordará?

PADRE BRUNO: Neste ano de 2020, a Campanha da Fraternidade convida as comunidades cristãs a refletirem e se comprometerem com o dom da vida, ou seja, na busca em resguardar a dignidade da pessoa humana, onde quer que ela esteja sendo violada. O tema é: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Diante deste abrangente tema, sendo a fraternidade a essência do Evangelho, a Igreja conclama a todos os cristãos e aos homens e mulheres de boa vontade, a exemplo do “bom samaritano” a lutarem contra tudo aquilo que aflige a vida, bem como a banalização do mal e a perda do sentido do viver. Para a divulgação desta campanha, a Igreja vale-se de diversos subsídios, um dos mais propagados são os cartazes e banners, que trazem em destaque a imagem da Santa Dulce dos Pobres, como grande “símbolo” de compromisso, empatia e personificação da caridade cristã de nosso País.

Assim, somos convocados, como afirma o Papa Francisco, “a transpor a realidade da indiferença”, a exemplo da Santa Dulce dos Pobres e ir ao encontro das realidades que ferem a dignidade do ser humano. Tais como: as diversas vulnerabilidades sociais; a cultura de morte que permeia a nossa sociedade, de modo a lutar na defesa pela vida desde a sua concepção até a morte; as desigualdades nas propriedades e posses de terra, especialmente no que diz respeito aos povos indígenas e quilombolas, que têm seus direitos ameaçados; bem como ir ao encontro dos migrantes que carecem de acolhida e amparo; ser solícitos aos idosos desamparados e fragilizados na promoção de suas dignidades e ainda, dentre tantas ações que permeiam a dignidade humana, zelar pela casa comum, promovendo uma natureza sustentável e uma ecologia integral.

FOLHA DIOCESANA: É uma temática pertinente. Houve alguma preparação na diocese para entender sentido da CF 2020?

PADRE BRUNO: A nossa diocese Guanhães, em comunhão com toda Igreja do Brasil, com anseio em responder a esta convocação, no dia 30 de Novembro de 2019, promoveu um dia de Formação sobre a Campanha da Fraternidade de 2020, que ocorreu no salão de formação da Catedral, e foi dirigida pelo Pe. José Antônio de Oliveira, pároco da Paróquia São João Batista em Barão de Cocais e autor do hino da CF 2020. Para esta formação foi solicitado que cada paróquia enviasse ao menos 4 leigos.

Ainda sobre o sentido da CF 2020, o Secretário Executivo para as Campanhas da CNBB, Padre Patriky, da diocese de Luz (MG), em uma entrevista ao Vatican News explicou o seguinte: “Olhando o nosso cenário atual, não somente no nosso país, mas no mundo como num todo, nós percebemos diversas realidades onde a vida tem sido descuidada. O tema vai desde a questão do aborto, dos pobres e da questão ecológica, olhando sobretudo as periferias existenciais. Talvez essa deva ser uma das primeiras campanhas, que toca diretamente nas periferias existenciais como Papa Francisco nos fala. Situações como depressão, automutilação, também o número de pessoas desaparecidas, que no Brasil chega a 800 mil pessoas, segundo os dados que temos atualmente. Então, o desejo da Campanha da Fraternidade para 2020 é conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, esse dom e compromisso que se traduza em relação de mútuo cuidado dentre as pessoas, na família, na comunidade e também na sociedade. A vida é um intercâmbio de cuidados e nós, que cremos que Jesus é a vida, a Campanha da Fraternidade vai nos ajudar a refletir isto: quando nós nos dispomos a cuidarmos uns dos outros, a vida recobre um novo sentido”.

FOLHA DIOCESANA: Por que a imagem escolhida para ilustrar a CF de 2020 foi de Santa Dulce dos Pobres, cercada de pessoas no Pelourinho em Salvador?

PADRE BRUNO: Ela é a imagem que caracteriza o bom samaritano para os dias atuais em nosso país. Lembramos de diversas mulheres, religiosas, leigas, e dentre tantas possibilidades, nós olhamos Santa Dulce, vida doada e vida santificada. Ela que fez de um galinheiro uma obra de cuidados extraordinários, não somente a obra em si, mas ela mesma foi sinal da obra de Deus, no cuidado, se aproximando e cuidando. Daí então a escolha de Santa Dulce como este ícone do Bom Samaritano para os dias de hoje, que estimula também a caminhada missionária da Igreja. Vida doada e vida santificada!

FOLHA DIOCESANA: de que forma o lema nos ilumina a viver a CF 2020?

PADRE BRUNO: O lema é um trecho do evangelho de Lucas (parábola do Bom Samaritano) e retrata a compaixão de Jesus. A expressão “sentir compaixão” também aparece como “tomado de compaixão” em algumas traduções; no entanto os textos bíblicos raramente dizem “sentir compaixão”; o que mais destacam é “mover-se de compaixão” (cf. Êx 3,7-8; Os 11,8; Lc 10,33; Lc 15,20; Mc 6,34)

A compaixão pode ser entendida como um “sentir com o outro”. Mas, o que a caracteriza não é só sentimento, mas o movimento (agir). Pois trata-se de um “sentir com” que constrange. É diferente do sentir dó pois é um sentimento que move e faz sair do afetivo e ir para o efetivo.

Jesus conclui a parábola ordenando aos seus seguidores: “Vai, e também tu, faze o mesmo” (v. 37). A compaixão e as obras dela se tornam parte da missão para os discípulos do Senhor; é a prática do evangelho, expressão da minha interioridade e é expressão do amor misericordioso e providente de Deus; um bálsamo que alivia de forma eficaz a pobreza, a fome e a violência. Tais pessoas são promotoras da solidariedade, da justiça e da paz.

FOLHA DIOCESANA: Alguma consideração sobre o lema?

PADRE BRUNO: no editorial da Folha Diocesana escrevi que o “lema é um trecho do evangelho de Lucas (parábola do Bom Samaritano) e retrata a compaixão de Jesus. A expressão “sentir compaixão” também aparece como “tomado de compaixão” em algumas traduções; no entanto, os textos bíblicos raramente dizem “sentir compaixão”; o que mais destacam é “mover-se de compaixão” (cf. Êx 3,7-8; Os 11,8; Lc 10,33; Lc 15,20; Mc 6,34). É um afeto profundo que brota do coração – num sentido figurado: sede das emoções, em nosso uso coração (Lc 1, 78; 2 Cor 6, 12; 7, 15; Fp 2, 1; Cl 3, 12; Fm 7, 20; 1 Jo 3, 17) – e transborda nos gestos.

A compaixão pode ser entendida como um “sentir com o outro”. Mas, o que a caracteriza não é só sentimento, mas o movimento (agir). Pois se trata de um “sentir com” que constrange. É diferente do sentir dó, pois é um sentimento que move e faz sair do afetivo e ir para o efetivo.

Jesus conclui a parábola ordenando aos seus seguidores: “Vai, e também tu, faze o mesmo” (v. 37). A compaixão e as obras dela se tornam parte da missão para os discípulos do Senhor; é a prática do evangelho, expressão da minha interioridade e é expressão do amor misericordioso e providente de Deus; um bálsamo que alivia de forma eficaz a pobreza, a fome e a violência. Tais pessoas são promotoras da solidariedade, da justiça e da paz.”

FOLHA DIOCESANA: Alguma consideração final?

PADRE BRUNO: Rogamos a Deus que nos encoraje a nos valer deste período quaresmal como oportunidade, de irmos como comunidades fraternas ao encontro de nossos irmãos sofredores e unidos a eles, lutarmos para que o dom mais precioso, que é a vida, seja salvaguardada e junto dela, seus direitos invioláveis.

Seis jovens ingressaram “com alegria e entusiasmo” no Seminário

Seis jovens da diocese de Guanhães ingressaram “com alegria e entusiasmo” no Seminário Provincial de Diamantina – MG. Acompanhe a partilha deles.

É com alegria e entusiasmo que começamos o mês de fevereiro de 2020, devido ao ingresso no Seminário Provincial do Sagrado Coração de Jesus. E imbuídos dos mesmos sentimentos agradecemos a nossa estimada Diocese de Guanhães, ao nosso bispo Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, aos nossos párocos de origem e aos nossos padres responsáveis pela pastoral vocacional diocesana pela confiança em nós, por acreditarem em nossa vocação e nos acolherem como seminaristas.

A fraterna acolhida por parte do arcebispo Dom Darci José Nicioli, dos reitores do seminário – pe. Darlan e pe. Alan, dos irmãos seminaristas da nossa diocese de Guanhães e dos da arquidiocese de Diamantina nos confortam com o espírito de irmandade e solidariedade. Temos ciência de que a jornada de formação não será fácil, mas a calorosa acolhida que estamos recebendo e o auxílio de nosso Senhor Jesus Cristo e da Virgem Maria nos dão tranquilidade e confiança de que o caminho será frutuoso.

A felicidade de “se pôr em caminhada” no seguimento de Jesus nos motiva e encoraja a iniciar esta formação sacerdotal. Viemos em busca do mesmo sonho que tantos outros homens tiveram e pelo qual largaram tudo para seguir: o de servir ao Cristo Salvador.

Contamos com as orações e apoio de todos os nossos irmãos para prosseguimos nessa jornada formativa. Para um dia, com a graça de Deus, compormos o clero da Diocese de Guanhães.

 

Primeira reunião do Clero de Guanhães em 2020

O vigário geral, Pe  José Aparecido de Pinho, convocou o Clero para a primeira reunião do ano, com Dom Otacilio no dia 18 de fevereiro. Dentre os assuntos tratados, definiu-se a programação do Mutirão de Confissão, prática penitencial recomendada no período da Quaresma, em preparação para a Páscoa. Todos os anos, os padres da Diocese de Guanhães  organizam-se para atendimento a todas as paróquias.

PROGRAMAÇÃO: 

  • Dores de Guanhães e Carmésia dia 03 de março ;
  • Virginópolis  dia 04 de março;
  • Guanhães/ Paróquia Nossa Senhora Aparecida  dia  05 de março;
  • Coluna e Frei Lagonegro dia 10 de março;
  • São Sebastião do Maranhão dia 11 de março;
  • Água Boa  dia 12 de março;
  • Materlândia  dia 13 de março;
  • Sabinópolis dia 18 de março;
  • São João Evangelista e Senhora do Porto  dia 19 de março ;
  • Santa Maria do Suaçuí e José Raydan dia 20 de março;
  • São Pedro do Suaçuí  dia 24 de março;
  • Rio Vermelho  dia 25 de março;
  • Guanhães/Catedral dia 26 de março;
  • Peçanha e Cantagalo  dia 27 de março;
  • Paulistas dia 31 de março e,
  •  São José do Jacuri dia 01 de abril.

No dia 02 de abril,  Dom Otacilio  e o Clero  reunir-se-ão  para uma Manhã de Espiritualidade em Guanhães; e, às 19h  será a Missa da Unidade.

Decidiu-se  que o VIII Festival da Música Cristã será realizado em 2020.  O Clero reconheceu o evento como diocesano, assim sendo, as paróquias  colaborarão  com o orçamento do festival. A Pascom já começou a se organizar juntamente com o bispo e conselho de Presbíteros para realização dos próximos Festivais da Música Cristã.

Nas sete  edições anteriores do Festival da Música Cristã contou-se  com a participação significativa de cantores de várias cidades e da diocese : Santa Maria do Suaçuí/ MG,  Virginópolis/ MG,   São João Evangelista/ MG,  Rio Vermelho/ MG, Peçanha/ MG e de  Guanhães; de outras dioceses:  Montes Claros/ MG, Pedro Leopoldo/ MG,  Ribeirão das Neves/MG, Ipatinga/MG,  Inhapim/MG,  Coronel Fabriciano/ MG, Timóteo/ MG;  Contagem/ MG,  Belo Horizonte/ MG; Do  estado  do Rio de Janeiro/RJ, e de Curitiba /PR.  Foram muitos músicos que ajudaram   a construir essa história .

Alterou-se o quadro dos padres  assessores de pastoral: RCC,  Padre José Aparecido dos Santos; Pastoral da Juventude,  Padre Amarildo e  Padre José Adriano; Pastoral da Sobriedade,  Padre José Geraldo; ECC,  Padre Valter Guedes e Padre José Martins; Pastoral da Criança, Padre Derci da Silva; EAC,  Padre Hermes.

Dom Otacilio comunicou , com louvor, a recuperação do Padre Ivani, o qual   retornará às atividades pastorais no final do mês de Março; o bispo  agradeceu a solidariedade dos fiéis da Diocese de Guanhães , através das doações das paróquias   para  as vítimas das enchentes da Diocese de Governador Valadares.

Padre João Evangelista comunicou  que a V Romaria das Águas e da Terra, que será realizada em Conceição do Mato Dentro,  neste ano, já está em andamento. Reuniões  já foram realizadas e há uma proposta de trabalho missionário a ser trabalhada. Pe João pediu apoio de todos os padres para que enviem missionários para ajudarem na semana do evento.

O estudo sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora que será assessorado por  Padre Patrick, secretário-executivo de Campanhas da CNBB; da Paróquia Nossa Senhora da Luz, do Clero da diocese de Luz /MG  será realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro , visto que na data de 04 e 05 de fevereiro não foi possível realizar .  A finalidade do estudo das  DGAEs é a preparação  para VI   Assembleia Diocesana de Pastoral de Guanhães, daí a importância da presença de todo o Clero.

Informações de Padre Bruno Costa Ribeiro,
assessor da PASCOM Diocesana

Comunicado sobre o Estágio Missionário-Pastoral dos seminaristas

MITRA DIOCESANA DE GUANHÃES

 

Estágio Missionário-Pastoral

Faz parte do processo formativo dos seminaristas o estágio missionário-pastoral nas comunidades, é uma forma dos seminaristas se integrarem na vida do povo de Deus e também de serem conhecidos pelo povo que um dia irão servir. Os nossos seminaristas por estudarem em outra diocese realizam o seus estágios lá na arquidiocese de Diamantina onde estudam, porém como alguns (quatro) já se aproximam do final dos estudos no seminário, eles, este ano, realizarão o estágio missionário-pastoral em nossa própria diocese.

Estes quatro seminaristas são os que estão nos 3º e 2º anos de teologia. A distribuição das comunidades paroquiais e seu respectivos padres que acolherão os seminaristas são:

A paróquia de São Sebastião de Sabinópolis e o Padre João Gomes Ferreira acolherão o seminarista Anderson Alves Rocha ( 2º ano de teologia da cidade de Divinolândia); a paróquia de São Miguel e Almas de Guanhães e o padre Hermes Firmiano Pedro acolherão o seminarista Vinícius Lucas Pereira Brandão (3° ano de teologia da cidade de Paulistas); a paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Virginópolis e o padre José Aparecido de Pinho acolherão o seminarista Filipe Ferreira Coelho (3° ano de teologia da cidade de Guanhães); e a paróquia de São João Evangelista na cidade de São João Evangelista e o padre João Carlos de Sousa acolherão o seminarista Thiago Dione Vileforte (3° ano de teologia da cidade de São Sebastião do Maranhão).

Pedimos a todos que rezem por essa experiência missionário-pastoral de nossos seminaristas e pelo bom discernimento vocacional dos mesmos, e que São Miguel interceda de Deus bênçãos a todos nós!

Atenciosamente,
Pe. Salomão Rafael, pela equipe de formação

da esquerda para direita: Anderson, Vinícius, Filipe e Thiago

GESTAÇÃO SACERDOTAL, por Seminarista Gabriel

“Tempo de amadurecimento, de escuta e aprofundamento de nosso
chamado vocacional que não foi isento de algumas dificuldades”

Em fase conclusiva da etapa de formação sacerdotal, qual seja, o discipulado, ainda resta-nos muitas inquietações e, não raras vezes, emergem do próprio nome do curso: o que é filosofia?

O seminário é o ventre da Igreja cuja missão é gerar sacerdotes segundo o coração de Deus. Assim como uma mãe aguarda nove meses para gerar um filho, a Igreja também é uma gestante de vocações. Nesse sentido, Alisson Sandro Anacleto e eu, nos colocamos em estado permanente de oração durante esses quatro anos de gestação sacerdotal.

Principiamos nossa caminhada a partir dos encontros vocacionais promovidos pela Diocese de Guanhães e, em seguida ingressamos no Seminário Propedêutico São José, em Ubaporanga-Mg, mais precisamente, aos 31 de Janeiro de 2016. Terminada a etapa querigmática, iniciamos, no ano seguinte, o discipulado – período que compreende o estudo de filosofia – no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga-Mg, dando continuidade, até então, no Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, em Diamantina-Mg.

 

Tempo de amadurecimento, de escuta e aprofundamento de nosso chamado vocacional que não foi isento de algumas dificuldades; seja a saudade da família, as muitas incompreensões do cenário da Igreja, os relacionamentos conflitivos, o anseio de uma verdadeira mudança interior, as cobranças e provas, enfim, tudo contemplado e assimilado aos olhos da fé, como Maria que “guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2, 19). Não tenho dúvidas que as orações feitas e as recebidas dos fiéis, foram e são, o sustento que nos apoiam mediante aos desafios oriundos da própria caminhada vocacional.

Por outro lado, tem-se momentos marcantes vividos com intensidade: as confraternizações, as ordenações sacerdotais, as conquistas individuais, as amizades feitas, o aprendizado adquirido e tantas outras experiências que de muito servem para nutrir esta centelha do amor de Deus.

Além disso, a capacidade reflexiva adquirida pela dimensão intelectual, no tocante à filosofia, foi de suma importância para a compreensão de si e a do mundo que nos circunda. A tecla mais usada durante esse período é a que corresponde ao sinal de interrogação (?); expressa bem o que é filosofia.

Etimologicamente o termo traduz-se por amor à sabedoria. O Filósofo Aristóteles já dizia que por natureza tendemos ao saber. E, um pouco antes, Sócrates afirmava veementemente que uma vida irrefletida não merece ser vivida. Santo Agostinho afirmava que o intento de sua pesquisa filosófico-teológica era conhecer a si e a Deus. Thomas Hobbes e Rousseau divergiam no tocante à natureza humana; objetivavam saber quem somos e a influência, para bem ou para mal, dos aparatos sociais criados. Immanuel Kant refletia acerca de perguntas básicas: o que posso saber? O que devo fazer? E o que me é permitido esperar?

Toda filosofia se baseia numa certa inquietação existencial humana e na busca de uma resposta para aquietar o espírito. Disso compreendemos que o crucial não seja tanto saber o que foi pensado por muitos filósofos; isso é indispensável! Mas pensar filosoficamente acerca das principais questões a que é submetida a sociedade contemporânea. Não ter medo de fazer e se fazer perguntas é um bom começo do filosofar.

É nesse sentido que podemos afirmar que o próprio conteúdo do curso é de suma importância para também, contribuir na formação sacerdotal. Concomitantemente, é uma bagagem teórica fundamental para tratar de temáticas tão abstratas com as quais lida a teologia. Resta-nos diante desse processo formativo, permitirmo-nos ser gestados para assim sermos filhos sacerdotais cuja maneira de ser seja expressão de nosso parentesco a Deus Pai em cujo Filho, nos configuramos no horizonte da cruz, para, com a força do Espírito, exercer com fidelidade a missão para qual nos preparamos.

 

Gabriel Ferreira Oliveira,
seminarista

AQUI O NATAL TEM DE SER TODO MÊS!

A Campanha da Fraternidade 2019, com o tema Fraternidade e Políticas Públicas e o lema Serás libertado pelo direito e pela justiça (Is 1,27), inspirou padre João Gomes Ferreira, da paróquia São Sebastião, a promover um conjunto de ações solidárias na cidade de Sabinópolis, MG. A ausência do Estado na efetivação de políticas públicas se faz sentir em toda sociedade. Há famílias que não possuem o mínimo básico para alimentarem os filhos e filhas. Falta emprego, remuneração justa, oportunidades de superação da pobreza. Ações desenvolvidas por Igrejas, associações, grupos de amigos, movimentos sociais visam a atingir as famílias carentes onde as políticas públicas não se tornam realidade.

História de solidariedade

Aos 26 de fevereiro de 2019, padre João Gomes reuniu um grupo de pessoas empenhadas na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos de Sabinópolis para lhes fazer uma proposta ousada. O grupo, chamado para coordenar um projeto social, formou a Associação Casa do Amor Solidário São Sebastião. Marileia Queiroz, Tarcizio Mourão, Bernadete Generoso, Maria das Dores da Silva (Dora) se tornaram os coordenadores do projeto Margaridas Solidárias.

No dia 6 de março de 2019, padre João comunicou aos fiéis, durante a Missa, o início da ação solidária, convidando os cristãos católicos a se empenharem na promoção do primeiro gesto concreto da Campanha da Fraternidade 2019. 11 de abril de 2019 foi um dia marcante para os voluntários das Margaridas Solidárias. Nesse dia ocorreu a primeira doação de cestas básicas às famílias carentes da cidade. No primeiro mês, o projeto recebeu 91 cestas básicas.

A equipe de coordenação – Marileia, Tarcizio, Bernadete e Dora – trabalha para garantir que os produtos doados cheguem às casas das pessoas. O grupo recebe os itens, organiza as entregas, leva até as casas, conversa com os moradores, escuta e avalia as reais necessidades de cada grupo familiar. A coordenação abraça a causa e se envolve totalmente com as ações solidárias. “Dora sempre se dispõe a fazer a distribuição das cestas básicas. A maioria das pesquisas sobre as reais necessidades das famílias é realizada por ela”, ressaltou Marileia Queiroz, uma das coordenadoras do projeto Margaridas Solidárias.

Voluntários e benfeitores

Marileia Queiroz contou que há em Sabinópolis 78 grupos de voluntários. Cada um possui um coordenador responsável pela recepção dos produtos doados por 12 benfeitores. O coordenador, após receber os itens, os entrega na sede da Associação Casa do Amor Solidário São Sebastião. A coordenadora disse que entre os voluntários há advogados, assistentes sociais, servidores públicos, cidadãos que colaboram com outros serviços para o a promoção do bem-estar das famílias empobrecidas. “Entendemos que precisamos espalhar o amor, ensinar a dividir mais, doar mais, ajudar o necessitado naquilo que ele precisa”, afirmou Marileia.

Aproximadamente 936 pessoas se envolvem todos os meses com o projeto, garantindo a entrega de mais 78 cestas básicas. As Margaridas Solidárias são formadas por um coordenador mais 12 doadores. Cada doador se responsabiliza por um produto da cesta básica. “É gratificante realizar o projeto Margaridas Solidárias. Ninguém vem pedir uma cesta básica se não tiver precisando. A gente nota que as pessoas que hoje ajudam, um dia já foram ajudadas por alguém”, disse Marileia. A coordenadora fez questão de destacar que os coordenadores têm o cuidado de entregar às famílias não só alimento, mas itens de higiene pessoal. As cestas são recebidas entre o dia 14 de cada mês e levadas para as casas até o dia 22.

As cestas não são entregues sem acompanhamento. Os coordenadores visitam as famílias para realização de um cadastro. Voluntários entregam as cestas todos os meses na casa das famílias. Existe uma parceria com a Prefeitura Municipal para garantir a entrega das doações. A Secretaria de Assistência Social colabora com informações referentes ao cadastro dos grupos familiares.

A coordenadora narrou várias histórias das Margaridas Solidárias. “Uma pessoa uma vez me pediu uma caixa de leite; ela tem 3 filhos, ganha salário mínimo. Preparamos uma cesta para a família. De lá para cá, ela passou a receber as cestas. Ficamos muito sensibilizados quando notamos que falta comida na casa das pessoas. A cesta ajuda muito. Imagina. A pessoa ainda paga aluguel. A nossa colaboração garante pelo menos o alimento dos filhos”, contou Marileia.

Como promover o bem

“Uma senhora recebia regularmente as cestas. Depois que recebeu o benefício (aposentadoria) agradeceu aos voluntários e hoje não recebe mais”, disse a coordenadora. Segundo Marileia, nas periferias da cidade há muita gente necessitada. Como o número de doações ainda não é suficiente para atender todas as famílias se faz um revezamento na entrega dos donativos. “Para que as cestas possam chegar a mais famílias, precisamos alternar as doações. Ainda não conseguimos atender todas as pessoas”, lamentou.

Marileia faz questão o tempo todo de dizer que padre João foi o idealizador das Margaridas Solidárias. “A comunidade paroquial abraçou o projeto. Nós nos empenhamos para promover o bem regularmente”, afirmou. Ela acredita que as ações do projeto devem ser mais do que doar cestas básicas.

No Natal de 2019, os voluntários querem ampliar o número de cestas. Marileia afirmou que o projeto exige muito dos voluntários. “Caso não haja pessoas disponíveis, o projeto corre risco de acabar. A ideia é fazer o projeto crescer. Esperamos que no Natal, a gente consiga colher 150 cestas. Queremos que as famílias assistidas possam celebrar o Natal”, exclamou.

Marileia espera que para o ano de 2020 outras parcerias sejam firmadas para a realização efetiva do projeto. “Precisamos aumentar os grupos, atingir mais gente, ampliar as Margaridas”, disse. Quando perguntada sobre por que o projeto recebe o nome Margaridas Solidárias, a coordenadora falou sobre a suavidade da flor. “As pétalas, entrelaçadas, representam o amor e a solidariedade. Que     ro ressaltar a perspicácia de padre João em trazer o projeto para a cidade. Padre João acertou o coração de todo mundo. O legado do padre João será o projeto Margaridas Solidárias”, afirmou.

“Não frequentava a Igreja. Comecei a frequentar após uma Missa presidida pelo padre João. Foi passando o tempo, eu me envolvi mais com os eventos da Igreja. De voluntária da Festa de São Sebastião, eu me interessei por essa ação solidária. Todos os meses celebramos uma Missa em Ação de Graças pela ação social voluntária praticada pelas Margaridas”, testemunhou a coordenadora.
No dia 21 de outubro de 2019, a Associação Casa do Amor Solidário realizou um atendimento gratuito, com médico oftalmologista, para 150 pessoas. Marileia faz questão de ressaltar que há irmãos e irmãs evangélicos que fazem parte do projeto. “A ação solidária envolve muitas pessoas e, infelizmente, se manifesta nos lugares onde o Estado está ausente”, denunciou.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Luís Carlos Pinto e
Pe Adão Soares de Sousa
Fotos de Marileia Queiroz

A Paróquia São Sebastião promove ação solidária

Para a coordenadora o projeto é da Paróquia São Sebastião. “Ninguém pode se autopromover por meio do projeto. Nós não deixamos isso ocorrer. Temos cuidado de garantir que ninguém se aproprie da causa para benefício próprio”, garante.

No final, em um depoimento forte e real a coordenadora afirmou: “A gente conhece realidades gritantes. Existem casas que a gente pensa assim: Meu Deus, como essas pessoas vivem assim?! Vivem na pobreza extrema. Sem nada para comer. Levando as cestas básicas, levamos vida para as pessoas. Estamos cada vez mais à margem da necessidade do outro. A gente vê famílias enormes, filhos e filhas sem alimento. O Estado se coloca ausente. Uma cesta básica para muitas famílias não contribui para tirá-las da miséria. Muitas famílias só têm os alimentos vindos da ação solidária. Cabe a nós ajudar. Fazer o bem sem olhar a quem”, concluiu Marileia.

Para mais informações sobre o projeto Margaridas Solidárias: Casa do Amor Solidário São Sebastião, Rua Diamantina, 05 – Centro – Sabinópolis – MG, E-mail: paroquiasabinopolis@gmail.com, Telefone: (33) 3423-1369

AÇÃO SOLIDÁRIA EVANGELISTANA

“Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias.” (Provérbio africano). Veja a seguir fotos de um mutirão solidário em São João Evangelista. Nesta ação – promovida por Adenilson Lopes e Breno Costa Ribeiro – evangelistanos, inclusive que moram no exterior, colaboraram para concretização de um sonho de moradia. Esta é uma entre outras realizadas pela população voluntariamente. E faz com que o natal não seja apenas um dia e o espírito fraterno caridoso que paira no ar nesta época do ano perdure todos os dias do ano.

Graças ao bom Deus, essa é uma realidade que em variadas cidades de paróquias de nossa diocese vem acontecendo: alimentação, moradia, entre outros, são oferecidos a quem tem necessidade também nos outros dias do ano.

Por PASCOM Diocesana com informaçoes e fotos de Adenilson Lopes

Ele está pra chegar!

A figura de Maria se faz presente em nossa vida e na vida da igreja. Liturgicamente falando, no tempo do advento e do Natal, ela se torna um personagem que provoca em nós muitas reflexões: Escuta, abertura ao novo, esperança, serviço, saída ao encontro do outro, ser luz na vida de alguém e dar a luz a alguém, acolhimento à Palavra de Deus; “nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens’’; (Jo 1,4). Advento e Natal, tempo com características especiais, levam-nos a revermos nosso compromisso com a vida em todas as circunstâncias. É sim um tempo de esperança durante o qual recordamos as promessas de Deus a respeito da nossa salvação. Deus é fiel e o que Ele promete é cumprido; mas também tempo de revisão: como está sendo meu compromisso com o Deus fiel, o Deus da vida?

Maria, essa figura sensível e forte, dentro da sua simplicidade agiu concretamente ao dizer sim ao Plano de Deus. Tenhamos em mente, não uma jovem que magicamente aparece grávida, mas uma jovem atenta aos apelos do seu tempo, do seu povo, da sua gente. Que não mediu circunstâncias nem quais seriam as dificuldades futuras; disse sim à vida com todas as suas consequências. Na sua presteza, Maria nos ensina o grande segredo do serviço; escuta à Palavra, atenção aos fatos, à realidade e atitude de saída ao encontro do outro. Ser portador de Jesus é estar atento a todos esses fatos. Se queremos ser “cristãos”, somos chamados a trazer para realidade à nossa volta sinais de esperança, de atenção, de escuta dos apelos que clamam por vida tanto humana quanto ecológica. Viver o Natal é estar em harmonia com toda natureza, assim nos ensinou Francisco de Assis quando montou o primeiro presépio e nele incluiu os elementos da natureza e os animais.

Que, ao prepararmos nosso presépio, tenhamos em mente uma ecologia integral, onde tudo e todos estejam voltados para Ele, com Ele e por Ele, o grande presente esperado e celebrado por toda a humanidade. E que não faltem em nossa lista de presentes, intensa caridade e solidariedade para com os pobres, doentes e todos que sofrem. Que eles se sintam presenteados e lembrados por Deus por meio de nossa fraternidade; assim criamos um clima para o Natal; Com Maria e José caminhemos rumo a Belém, nossa casa do Pão, da fraternidade universal.

Feliz Natal a todos e um 2020 repleto de fraternidade!

Maria Madalena dos Santos Pires
Equipe de articulação CNLB/ Guanhães

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