Bruno Costa Ribeiro

PRIMEIRO ENCONTRO DE MULHERES PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO

Em cada mulher que a terra criou um traço de Deus Maria deixou, este foi o tema do Primeiro Encontro de Mulheres da Paróquia de São Sebastião em São Sebastião do Maranhão, que aconteceu no dia 16/03 organizado pela Pastoral da Catequese. Onde 84 mulheres se encontraram para refletirem sobre quem são de acordo com o projeto de Deus.

Conforme Gn 2,18 …não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer-lhe uma companhia que lhe seja recíproca. Deus, diante de sua obra, percebe que todas as criaturas têm uma companhia, exceto o homem. Então Deus faz cair sobre o homem o sono profundo e de sua costela ele cria a mulher. Cria a mulher para ser a companheira do homem. Onde um completa o outro. O último ser criado por Deus, a mulher é cheia de beleza, meiguice, delicadeza e força espiritual. Foi criada para ser mãe e esposa, carinhosa e sensível. Mas quando essa mulher não se enxerga como Filha de Deus, ela se perde no bombardeio de conceitos e adjetivos que a sociedade lhe impõe.

Hoje as mulheres, principalmente as mulheres cristãs católicas, vivem uma crise de identidade por não saberem quem é e nem de onde vieram. Ao contrário do que afirmam a sociedade, a mulher não precisa brigar por espaço com o homem. As mulheres não são mais, nem menos que os homens. Diante de Deus somos igualmente amados. Jamais um homem será uma “segunda mãe”, e jamais uma mulher será um “segundo pai”.

A opinião pública pressiona psicologicamente a mulher para que ela se realize “superando o homem”, de forma que: busque o sexo mais que o amor, o trabalho mais que a educação dos filhos, o racionalismo mais que a fé, o feminismo mais que a ternura… Ela se esquece que quanto mais ela for MULHER, mais será amada pelo homem e mais vai poder lhe fazer bem.

A alegria de ser mulher está cheia de desafios. Faz parte da realidade feminina várias rotinas de trabalho: o serviço, casa, marido, o cuidado com os filhos, como levá-los para a escola e, muitas vezes, criá-los sozinhas. E esta rotina de obrigações nos faz, muitas vezes, entrarmos no piloto automático, que nos leva a esquecermos de nós mesmos e a verdade do que é ser mulher. É onde os problemas começam a acontecer…

Como está o seu coração? Esta pergunta foi feita a elas e elas refletiram e muito sobre a questão do perdão. A importância de se perdoar para seguir em frente. Fechando as portas. Ficou entendido que perdoar era um presente de Deus, uma porta de graças. O ato de perdoar não era para se sentir humilhado, pelo contrário seja o primeiro a tomar esta decisão, não espere pelo outro. O perdão é o fermento do amor. Ele é que faz o amor permanecer. Perdoar não significa que a pessoa esteja certa. Pelo contrário, sabemos que ela está errada, mas a perdoamos. Só assim libertamos o nosso coração do efeito corrosivo da mágoa, do ressentimento e da decepção. Perdoar é um ato de vontade, e não um simples sentimento. Temos o livre arbítrio de escolher entre perdoar ou guardar entulhos em nosso coração. A graça do perdão vem de Deus. A decisão de perdoar vem de nós.

Entendido essa questão do coração, as mulheres foram questionadas sobre como estava a sua alma. Como ela era alimentada, tratada e cuidada. Onde devemos estar, o que devemos conversar e com quem devemos nos relacionar para que esta alma seja cuidada.

O tema autoestima não poderia faltar nesse encontro. Foram refletidos sobre 4 tipos de autoestima: autoestima baixa, autoestima frágil, autoestima alta e autoestima boa. Falamos sobre suas características principais e onde cada mulher se encaixava nesses 4 tipos. A autoestima é o modo como você se sente e se relaciona como você mesma.

Tivemos a participação especial de Cássia, membro da Renovação Carismática, que falou sobre a relação dela com Jesus Cristo, e da necessidade urgente, que nós mulheres católicas, temos que buscar essa intimidade. A nossa sabedoria para lidar com as coisas de casa, a nossa relação com nossos maridos vem desta intimidade com Deus. Muitas são as mulheres que fracassam em seus matrimônios por falta de sabedoria e de intimidade com Deus.

O Dr. Ricardo foi outra participação que a todas encantou. De forma muito delicada e caprichosa nos falou de Maria e de seus valores. Levou-nos a refletir sobre 3 valores de Maria muito importantes para nossa vida: silêncio, pureza e obediência.

O encontro foi finalizado com um lindo momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. Jesus, ansioso, veio ao nosso encontro. E ali exposto, ficou a nos olhar com todo amor e carinho. Acolheu a cada uma das presentes, deixando claro que não importava o que trazíamos no nosso passado, a nossa história, mas sim o que realmente importava era o fato de aceitarmos o seu senhorio em nossas vidas.

Texto e fotos de Ivonete Angela

 

 

Assembleia Estadual da Infância e Adolescência Missionária 2019

“De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos! ”O Papa Francisco em carta dirigida ao cardeal

Filoni diz: “proclamo outubro de 2019 como Mês Missionário Extraordinário, com o objetivo de despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral” e ainda nos conclama “Que o Mês Missionário Extraordinário se torne uma ocasião de graça intensa e fecunda para promover iniciativas e intensificar de modo particular a oração – alma de toda a missão –, o anúncio do Evangelho, a reflexão bíblica e teológica sobre a missão, as obras de caridade cristã e as ações concretas de colaboração e solidariedade entre as Igrejas, de modo que se desperte e jamais nos seja roubado o entusiasmo missionário”.

Com esses objetivos, as Pontifícias Obras Missionárias e as Coordenação Estaduais da IAM com o apoio dos Conselhos Missionários Nacional, Regional e Diocesanos (COMINA, COMIRE e COMIDIs), convocou os assessores/as da Pontifícia obra da Infância e Adolescência Missionária para a Assembleia Estadual da Infância e Adolescência Missionária, com a assessoria do Secretariado Nacional da IAM.

Nossa igreja particular está lá representada por Nicácio Júlio – paróquia São Sebastião em São Sebastiao do Maranhão – da diocese de Guanhães.

Fotos enviadas por Nicácio Júlio Braga

ANITTA

Vivemos, há certo tempo, um período de músicas de gosto (muito) duvidoso; são letras e sons passageiros. Tocam praticamente 24 horas por alguns meses, depois caem no esquecimento. Rapidamente viram peça de museu digital, afinal, o bom tempo dos LPs e fitas K7 ficou para trás. Agora, tudo é eletrônico. Nessa onda, um nome surgiu, se destacou e está, com frequência, lançando novas composições. É a cantora Anitta. Seis anos atrás, ela lançou seu primeiro trabalho na internet. Apenas o vídeo oficial, nesse período, foi visto mais de 100 milhões de vezes, equivalente à população do Egito. Um ano depois, o segundo material lançado registrou aumento de 50% em acessos, alcançando 150 milhões de visualizações, a soma das populações russas e uruguaias. Em 24 meses, 250 milhões de cliques para Anitta, número superior ao povo brasileiro.

Você deve estar pensando: o jornal da Diocese de Guanhães trazendo um artigo sobre Anitta? Calma! Não pretendo escrever sobre as “músicas”, nem cirurgia plástica ou a vida pessoal de Larissa de Macedo Machado (nome de nossa personagem). A proposta é outra e é – na nossa ótica – mais interessante.

Aos sete anos de idade, a garota católica era membro de uma equipe de liturgia; com 11, usava a mesada para estudar inglês e ganhou uma bolsa de estudos para fazer dança de salão; aos 16, estudante de curso técnico de administração, quando estudou marketing e foi estagiária da Vale. O que a maioria de nós fazia aos sete, 11, 16, 25 anos (idade da cantora)? O que a maioria da galera da geração atual faz? Naturalmente poucos ou poucas terão os mesmos resultados de Anitta, contudo a estrela é um exemplo de empreendedorismo.

Cantores, atores e atletas têm empresários, pessoas influentes, responsáveis por gerenciar suas carreiras, cuidar da imagem, regular qualquer coisa a respeito da celebridade. Anitta é empresária de Anitta. Mas, enganam-se quem pensa nela apenas como uma voz atrás dos microfones. Ela é garota propaganda de marca de automóveis, tem seus próprios negócios cuida, através de sua empresa, de astros e estrelas. Tirando os trabalhos de gosto duvidoso, não há como negar: trata-se de uma jovem empreendedora.

Meses atrás, um fato (na época, curioso) chamou minha atenção. Anitta foi convidada para palestrar em Harvard, nos Estados Unidos, uma das principais universidades do planeta, onde graduou em direito o ex-presidente norte-americano, Barack Obama. Meu susto e estranheza, confesso, movidos por desconhecimento e preconceito, deram lugar a uma surpresa muito agradável e uma lição: não mais julgar o conteúdo apenas pela embalagem ou vice-versa. A brasileira, dentro de uma das maiores instituições de ensino do mundo, não só deu show (trocadilho inevitável), como falou aos estudantes em inglês fluente. Reforço: as músicas dela não me agradam nem um pouco, contudo, sou admirador da visão empreendedora e do profissionalismo de Anitta.

Juliano Nunes, jornalista

Papa Francisco: A mulher é quem dá harmonia ao mundo, não está aqui para lavar louça

A mulher é quem dá harmonia e sentido ao mundo. Foi o que assinalou o Papa Francisco em sua homilia da missa do sábado da quarta semana do tempo comum – 09/02 -, celebrada na Casa Santa Marta.

O Pontífice indicou que é necessário evitar se referir à mulher falando somente sobre a função que realiza na sociedade ou em uma instituição, sem levar em consideração que a mulher, na humanidade, realiza uma missão que vai além e que nenhum homem pode oferecer: “O homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.

Em sua reflexão sobre a Criação, a partir da leitura do Livro do Gênesis, o Papa Francisco se referiu ao papel da mulher na humanidade.

O Santo Padre relatou como o Gênesis explica que no princípio o homem estava só, então o Senhor lhe tirou uma costela e fez a mulher, que o homem reconheceu como carne de sua carne. “Mas antes de vê-la, sonhou com ela”. “Quando não há mulher, falta a harmonia”, insistiu.

Papa Francisco destacou que o destino do homem e da mulher é ser “uma só carne”. Por exemplo, contou quando em uma audiência, enquanto saudava as pessoas, perguntou a um casal que celebrava 60 anos de matrimônio: “Qual de vocês teve mais paciência?”. “Eles que me olhavam, se olharam nos olhos, não me esqueço nunca daqueles olhos, hein? Depois voltaram e me disseram os dois juntos: ‘Somos apaixonados!’ Depois de 60 anos, isto significa uma só carne. Isso é o que traz a mulher: a capacidade de se apaixonar. A harmonia ao mundo”.

O Pontífice explicou que a mulher não existe para “lavar a louça. Não: a mulher é para trazer harmonia. Sem a mulher não há harmonia”. Neste sentido, ele condenou o crime da exploração de mulheres.

“Muitas vezes, ouvimos: ‘Não, é necessário que nesta sociedade, nesta instituição, que aqui tenha uma mulher para que faça isso ou aquilo… ’ Não, não! A funcionalidade não é o objetivo da mulher. É verdade que a mulher deve fazer coisas e faz coisas, como todos nós fazemos. O objetivo da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo”.

“Explorar as pessoas é um crime que lesa a humanidade: é verdade. Mas explorar uma mulher é algo ainda pior: é destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo”.

O Papa concluiu a homilia mencionando que “no Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher, hein? Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmônico. Gosto de pensar, mas isso é algo pessoal, que Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe”.

A PASCOM Diocesana aproveita a oportunidade para homenagear todas as mulheres na ocasião do dia internacional da mulher celebrado em oitavo dia deste mês.

Com informações de vaticannews.va

Políticas públicas a caminho de um Reino para todos

1. A Campanha da Fraternidade (CF) traz para ser iluminado pela fé mais um tema de vital importância para o país: Políticas Públicas. Dentro do espírito que sempre caracteriza a CF, a Igreja propõe que busquemos soluções que construam uma sociedade para todos e não somente para quem tem fé.

2. Políticas Públicas dizem respeito ao modo como o Estado pensa, estrutura e age em relação determinados temas. O Estado é uma sociedade política, formada pelo conjunto dos cidadãos. Em um sistema democrático como o nosso, as manifestações de vontade dos cidadãos se dão indiretamente, através dos representantes eleitos – vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidente -, ou diretamente nas Audiências Públicas, Conselhos da Comunidade, Conferências, Fóruns e reuniões e em todas as entidades da Sociedade Civil Organizada. Assim, pode-se dizer, as Políticas Públicas refletem o pensamento da maioria das pessoas que efetivamente participaram de sua construção. Elas são o modo como o conjunto dos cidadãos decide cuidar de cada assunto, opção política que orienta as ações a serem executadas pelos governos.

3. Segundo o Texto Base da CF-19, número 10, as Políticas Públicas igualam-se às obras de misericórdia: “nos recordam que a nossa fé se traduz em atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo”. São uma oportunidade de “acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina.” A Igreja não hesita em dizer que “é tarefa de todo o cristão participar na elaboração e concretização de ações que visem melhorar a vida de todas as pessoas.
4. Com o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça (Is 1.27)” a CF nos lembra que a Bíblia trata o direito como ordem social justa, mas nem sempre é respeitada. O direito é o sistema de normas, regras e leis que atuam na vida concreta das pessoas. Já a justiça é o fundamento e objetivo do direito. Justiça é a motivação interior profunda que nos anima a praticar o direito.

5. Para Jesus a situação é ainda mais radical. Em diálogo com seus discípulos em Mateus 5, 20, diz que essa justiça é fidelidade ao que Deus espera de nós. Ele diz que “se a vossa justiça não ultrapassar a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no Reino dos céus”. A comunidade cristã precisa promover Políticas Públicas que ultrapassem e aprofundem as ações de inclusão humana, proteção aos desvalidos e distribuição de renda praticadas sem a luz da fé.

6. Na prática a CF-2019 anima as comunidades a tornarem concreta na vida a ordem de Jesus a todos os cristãos: serem sal e luz do mundo. Não é possível concretizar a CF sendo alheios ao que acontece nas comunidades, mas também não se concretiza sendo e fazendo igual ao que hoje se faz. Por isso a CF também é convite a conversão, pois ajuda a buscar no mundo real os sinais da falta da fé e transformá-los.

7. O lugar de atuação do cristão, no contexto das Políticas Públicas, é onde essas políticas são definidas e executadas. Por isso o Texto Base diz que “ao reconhecer que a fraternidade exige Políticas Públicas e que elas são condicionantes para se viver em fraternidade, a Igreja Católica, através da Campanha, nos desafia a testemunhar a justiça participando efetivamente da política, quer seja defendendo, exigindo ou construindo Políticas Públicas que assegurem a vida e a dignidade das pessoas”.

8. Concluindo, a forma mais eficaz e próxima que temos para tornar concreta nossa participação nessa CF é buscar informações e participar dos Conselhos existentes no município, efetivamente participar de Audiências públicas e outros Fóruns onde as discussões são realizadas em vista da tomada de decisões que afetam a vida de toda a comunidade. E apoiar quem participa, pois já dizia o Pe. Vitor, na Rádio Aparecida: quem ajuda na pregação tem merecimentos de pregador. Portanto, quem apóia aqueles que participam tem merecimentos de participante.

Lafaiete Marques Ciara
lafamarques@gmail.com

Dom Felippe: “No dia em que deixarmos de ser pobres, deixaremos de ser evangelizadores”.

No dia 05 de Março completam – se 24 anos da morte de nosso primeiro bispo, Dom Antônio Felippe da Cunha.  Faleceu em BH. Saudade e gratidão!

Simone Mendanha

 

Dom Felippe: “No dia em que deixarmos de ser pobres, deixaremos de ser evangelizadores”. Essas palavras de Dom Felippe continuam ecoando em meu coração, e juntamente com o seu modo de vida e sua prática Cristã, transformaram o modo de ver o mundo e a maneira de relacionar de diversas pessoas que tiveram a grande oportunidade e a alegria de conviver com este Homem de Deus. Foi uma experiência sem igual. Marcou-me para sempre.

Dom Felippe teve uma linda história de amor para com o povo diocesano e com nossa Igreja particular. E por amor, cumpriu sua missão, com todas as alegrias e tristezas que fizeram parte de sua caminhada. Nossa diocese foi presenteada com a presença de um santo homem de Deus, e muitos não conseguiram percebê-lo em nosso meio. Dom Felippe lançou sementes do amor ao próximo, da opção preferencial pelos pobres, e de um jeito novo de ser Igreja. Muitas sementes floriram em diversos corações, mas ainda temos uma grande quantidade incubada em terrenos férteis, aguardando que saiamos de nossa comodidade e coloquemos em prática os ensinamentos de nosso primeiro bispo diocesano.

José Geraldo Ventura – Dezinho

 

Um homem de pulso firme, olhar penetrante e cativante como o olhar de Jesus. Tinha uma visão clara e objetivos realistas do caminho que iria seguir. Dizer que viveu a santidade já aqui na terra é repetir o que está claro para todos, mas mesmo assim, faço este lembrete: foi um santo que habitou entre nós ; sua partida só nos ajudou a compreender melhor o mistério do Amor de Deus por nós. Sabia olhar o ser humano a partir de suas características peculiares, sem generalizar ou julgamento precipitado. Rogue ao Pai por nós, querido mestre. Seu sacerdócio nos inspira e nos enriquece neste momento tão difícil da evangelização. Foi um homem atualizado vivendo e atualizando o Evangelho em cada realidade. Deus seja louvado!

Pe José Aparecido dos Santos

 

Como esquecer este grande homem e hoje acho que posso dizer Santo Dom Felipe. Foram tantos encontros pastorais junto com ele. A minha primeira missão., foi junto a ele , fomos de casa em casa visitar as famílias no meu bairro, Expansão, o quanto aprendi naqueles fins de semana abençoados. E o nosso passeio à Serra da Piedade, tantos momentos de oração, onde oramos e agimos. e uma frase que nunca esqueci e nem esquecerei, foi para meu primeiro filho. Uma criança que não tem uma cicatriz na testa nunca foi criança. Deixa a criança ser criança. Dom Felipe foi e sempre será especial e lembrado com carinho por minha família e em homenagem a ele, meu sobrinho ganhou o seu nome.
Falar dele é difícil e emocionante!

Jussara Ventura (Guanhães)

 

Eu conheci Dom Felippe e fiquei muito próxima dele. Quando ele veio fazer visita pastoral, ele ficou conosco vários dias. Minha avó e eu tomávamos conta da capelinha de nossa Senhora de Lourdes lá no Canga. Ele ficou conhecendo o local e celebrou a missa de despedida lá, foi maravilho um bispo celebrando em uma capela dentro do mato.

Socorro ( Morro do Pilar)

 

Dom Felippe, faz parte do meu conceito de fé. Tive a oportunidade de conhecer este maravilhoso homem. Sua forma de agir. Sua maneira de pensar. Sua maneira de falar… me mostraram uma maneira nova de ver Jesus no irmão. Seu jeito simples mostrou-me um novo jeito de ser igreja. Ainda hoje, todos os dias, me lembro dele em minhas orações. Sempre peço sua intercessão, pois acredito, que sua santidade o levou para junto do pai. Ele se fez homem de Deus em nosso meio, pois soube se fazer pequeno junto aos pequenos.

José Geraldo Ventura (Guanhães)

 

“Não podemos perder nem o rumo nem o prumo”; O rumo é Jesus Cristo e o prumo e a comunidade. Frase que ficou pra sempre marcada.

Madalena ( Comunidade do Taquaral)

“Um olho na Bíblia, outro na vida”. “ Unidos e organizados o caminho se faz ”
Saudades dos encontros em Guanhães : pastoral da juventude e outros com a presença super animada do dom Felipe.

Maria Aparecida Silva (Frei Lagonegro)

 

Dom Felipe nosso primeiro pastor sempre soube conduzir suas ovelhas com carinho e amor sempre dizia que agente não podia perder nem o rumo nem o prumo .

Zulmira (Guanhães)

 

Falar de Dom Felippe é muito fácil , porém a emoção atrapalha o raciocínio e a gente se perde nas palavras . Estou aqui tentando escrever e fico vendo um filme passar em minha cabeça. Quanta coisa boa ! Quanta lição de vida e aprendizado! Só posso dizer: Obrigada Senhor por mais este presente : ter me dado a chance de ter conhecido, e convivido com esse homem de Deus que passou por aqui. Um dia ele disse para mim e Helena Pires coordenadoras da catequese e pastoral da criança que nós éramos as suas “Maria Beiú”. Que saudade! Lembro-me como se fosse hoje de seu aceno despedindo-se de nós duas, depois de deixar-nos no Regional Leste II, para o encontro anual das coordenadoras Diocesanas de catequese, onde chegou carregando nossas malas sozinho, para o encanto de todos e logo em seguida a tristeza , quando anunciou que não era mais bispo. Isso em fevereiro. Uns dez dias antes de falecer. Deus o tenha em sua Glória!
Por aqui passou um homem de Deus, homem simples ,humilde,leal,franco, amigo e cheio de caridade fraterna. Como verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, com a presteza de Maria, sempre esteve do lado dos mais fracos, dos oprimidos e rejeitados. Com que firmeza empunhou a luta pela justiça, pelas causas sociais. Ele não só anunciava o Evangelho como denunciava o que estava errado.Não se calava diante das injustiças. Com facilidade anunciava o Evangelho, entrando na cultura do outro, mas respeitando o seu jeito de ser. Tinha uma voz calma, firme e serena .
Que saudades! Com certeza está no Céu enchendo-o de alegria.

Edelveis ( Guanhães)

Quase 80 mil fiéis se reúnem no Santuário de Aparecida em Romaria do Terço dos Homens

O Santuário Nacional de Aparecida acolheu no último fim de semana a maior Romaria que recebe durante o ano, a do Terço dos Homens, que superou todas as expectativas e reuniu 78 mil participantes, vindos de diferentes partes do Brasil.

A estimativa para esta 11ª edição da Romaria Nacional do Terço dos Homens era de receber cerca de 50 mil fiéis, entretanto o número foi logo superado.

O evento teve início na sexta-feira, 15 de fevereiro, com Missa presidida pelo Arcebispo de Juiz de Fora (MG) e Bispo Referencial para o Terço dos Homens, Dom Gil Antônio Moreira, o qual ressaltou que este movimento é uma bênção para a Igreja e para a família.

Segundo destaca o portal A12 do Santuário de Aparecida, o Prelado refletiu em sua homilia sobre o tema do encontro, “Terço dos Homens: não basta rezar, é preciso agir”. Dessa forma, assinalou que “podemos dizer também que não basta agir, tem que rezar”.

“Nós agimos primeiramente pela nossa palavra. Quando você reza com fé, você está com o seu exemplo atraindo outros homens. Mas também é preciso ir atrás daqueles que não vem, daqueles que estão desanimados, daqueles que foram para outros caminhos, é preciso chamá-los. Essa é uma ação, temos que agir. Quem começa a rezar, depois aprende a agir… é que Deus vai trabalhando, vai ensinando a praticar o amor”, completou.

Após a Santa Missa, os homens do Terço seguiram em procissão pelo Caminho do Rosário, até o Porto Itaguaçu, onde foi encontrada a Imagem da Virgem Aparecida em 1717.

À noite, houve uma vigília de oração na Capela do Santíssimo, em preparação para o ponto alto da Romaria, ocorrido no sábado, 16 de fevereiro.

Logo na manhã de sábado, mesmo com uma leve chuva e o tempo nublado, os 78 mil homens da Romaria se reuniram para a Santa Missa presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, na Tribuna Bento XVI.
Em sua homilia, o Arcebispo agradeceu a presença dos grupos de terço dos homens nos mais diversos lugares, como periferias, hospitais, cadeias. “Lá estão vocês sempre com a força do terço, curando feridas. Vamos ser o Evangelho!”, exortou.

À tarde, além de uma reflexão sobre o tema, “Terço dos Homens: não basta rezar, é preciso agir!”, os romeiros participaram da oração do Santo Terço no Altar Central da Basílica de Aparecida, seguido da Consagração à Nossa Senhora.

Foto: Margareth Alburquerque / São João Evangelista/MG

1,5 milhão de homens rezando o Terço

O Terço dos Homens é um movimento que reúne, semanal ou mensalmente, diversos homens para rezar o terço em um ambiente exclusivamente masculino em suas paróquias, por todo o Brasil.

De acordo como Bispo Referencial do movimento, Dom Gil Antônio Moreira, são cerca de 1,5 milhão de homens rezando o terço em todo o país.

Além disso, o Prelado ressalta que a iniciativa já está ultrapassando fronteiras, como constatou em viagens ao Haiti, Moçambique e Panamá. “Vi que o Brasil fez ultrapassar fronteiras no ato de rezar o terço dos homens”, assinalou.

Com informações de A12

“DÍZIMO, a minha pequena parte fortalece toda a Comunidade”.

Para o sociólogo Émile Durkheim em “Lições de Sociologia”, o dízimo teria origem no pensamento mítico, primeiramente como sacrifícios e ofertas aos deuses e divindades para obter “permissão” divina para o bom cultivo de bens mundanos, seja na pesca, coleta, agricultura, etc. Transmutou-se em dízimo em certas religiões, e por fim, transmutou-se em impostos, que seria a versão secular do dízimo.

Dízimo sob a ótica Protestante: A primeira menção de dízimo na Bíblia está registrado no livro Gênesis, capítulo 14, referindo-se a uma atitude voluntariosa de Abraão, ora Abrão, quando depois de uma guerra, ele “deu o dízimo de tudo” a um sacerdote de quem pouco se sabe, chamado Melquisedeque. Um segundo relato, ainda pré Mosaico, é registrado sob a forma de promessa voluntária. Após uma noite em que teve um sonho que julgou revelador, Jacó, neto de Abraão, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos – “oferecerei o dízimo de tudo que me deres” – caso Deus o guardasse e protegesse.

Posteriormente, a lei Mosaica previa um imposto de dez por cento (dízimas) dos animais e colheitas recolhidos uma vez ao ano, registrado em Levítico 27. Há também um aspecto mais abrangente desse imposto, relatado em Deuteronômios 14, onde percebem-se alguns aspectos que não foram explicitados em Levítico, como: razão de culto, interação familiar e auxílio a classe sacerdotal. Também está registrado no contexto, que a cada três anos, esses dízimos deveriam ser instrumentos de auxílio social, notadamente para os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas.

Os próprios sacerdotes, devido a um afroxamento no rigor de cumprir a Lei e desvios na conduta dos homens que cuidavam do serviço sacerdotal, foram avisados e amaldiçoados por Deus, no ministério do profeta Malaquias. E foram advertidos que se não mudassem de comportamento em relação às ofertas e ao dízimo, Deus tornaria as suas bênçãos em maldição e mandaria o anjo do Senhor para preparar os Seus caminhos a fim de que viesse Jesus Cristo com uma nova doutrina.

Desde a Reforma as igrejas protestantes tradicionais creêm que sob a Graça o dízimo não é válido visto que o Sacrifício de Cristo cumpriu a Torá, houve o fim do templo, e a crença no sacerdócio universal anulava a existência de uma casta sacerdotal. As igrejas protestantes tradicionais (reformadas, luteranas, anabatistas) utilizam-se várias formas para a manutenção, como subscrições, ofertas voluntária e em alguns casos fundos estatais. Mas mesmo assim a prática do dízimo é empregada hoje por várias denominações pentecostais ou neo-pentecostais, principalmente na América Latina.

Dízimo no Catolicismo Brasileiro: No Brasil o dízimo voltou a ser implantado pela CNBB na Igreja Católica após 1969, quando o sistema de pagamento de taxas pelos serviços prestados pela Igreja haviam sido consideradas “pastoralmente inadequadas”. Por essa sugestão, os dízimos não tinham sentido meramente monetário, mas centravam-se em atender às necessidades das dimensões social, religiosa e missionária assumidas pela Igreja.

Desde então não se utilizava mais a estipulação de porcentagem da renda dos adeptos, mas uma doação de compromisso de acordo com a sua possibilidade e disposição, uma proposta de participação do fiel na Igreja. Todavia, a maioria das paróquias não possuía esta prática implementada.

O Papa Bento XVI extinguiu o termo “dízimos” do quinto Mandamento da Igreja, conforme Compêndio do Catecismo da Igreja Católica por ele promulgado em 28 de junho de 2005 e republicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O Quinto Mandamento agora é assim: “Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades”.

Deve-se considerar que a intitulada “pastoral do dízimo”, cuja expansão verificou-se nos últimos anos, num ato simplório, reduzira o antigo termo “dízimos” para o singular “dízimo”, que não encontrava outro significado senão a décima parte.

OBS.: Mês próximo continuamos nossa Partilha. Dízimos e Dízimo. Para que o meu Dízimo?

Enviado por Diác Edmilson Candido
PATORAL DO DÍZIMO DIOCESANO

 Dom Darci completa seis anos de “paternidade” e “serviço”

No dia em que a igreja celebra São Brás, bispo e mártir, redemos graças pelo seis anos de ministério episcopal de Dom Darci José Nicioli que hoje exerce seu pastoreio – sob o lema episcopal “Signum tuum Luceat” (que a tua luz brilhe) – na arquidiocese de Diamantina e caridosamente é o administrador apostólico da diocese de Guanhães.

Em homilia da cerimonia de ordenação episcopal de D. Angelo De Donatis, bispo auxiliar de Roma (09/11/2015) o papa Francisco refletiu sobre a “alta responsabilidade eclesial a que é chamado o novo bispo”; lembrou que o episcopado é um serviço e não uma honraria: “o bispo deve distinguir-se mais pelo serviço prestado que pelas honrarias recebidas”.

Sublinhou o santo padre: “Anuncia a Palavra em cada ocasião oportuna e, às vezes, não oportuna; admoesta, censura, mas sempre com doçura; exorta com magnanimidade e doutrina” – disse o Papa que se referiu à importância do anúncio da Palavra de Deus – “Que as homilias sejam a transmissão da graça de Deus: simples, que todos entendam e todos tenham a vontade de se tornarem melhores”.

Recordando os presbíteros, os diáconos e os seminaristas aos quais o novo bispo se vai dedicar, o Papa Francisco, pediu-lhe um “coração” de pai e de irmão. E não esquecer também os mais pobres e indefesos e todos quantos precisam de ajuda; o Santo Padre pediu escuta, uma escuta paciente.

Na conclusão da sua homilia, Papa Francisco fez um pedido concreto: mais do que palavras, atitudes de misericórdia: “Peço-te, como irmão, de ser misericordioso. A Igreja e o mundo têm necessidade de tanta misericórdia. Tu ensinas aos presbíteros, aos seminaristas o caminho da misericórdia. Com palavras, sim, mas, sobretudo com a tua atitude”.

Dom Darci José Nicioli, vemos em seu ministério todas essas palavras ditas na homilia pelo papa. Alegres e inspirados, elevamos nossa prece a Deus e desejamos que seu ministério seja frutuoso conforme exortou o pontífice.

Pascom/ Diocese de Guanhães

UM SANTO DESCENDENTE DO BLUETOOTH

Quem nunca ouviu falar de Bluetooth? Bluetooth é uma norma de comunicações que permite a troca bidirecional de dados a curta distância, servindo-se de ondas de rádio UHF; tem por objetivo simplificar as conexões entre aparelhos eletrônicos, suprimindo os cabos e fios. O termo advém do apelido dado a Haraldo I, Rei da Dinamarca, que possuía um dente de cor azulada, e é uma homenagem a ele que foi o primeiro rei viking católico no século X.

O nome foi proposto pelo engenheiro Jim Kardach em 1996, como homenagem ao rei Haraldo I que reuniu os povos da Dinamarca e unificou o país. O símbolo da conexão Bluetooth são as duas primeiras letras rúnicas do nome do homenageado. Haraldo Bluetooth é o pai de Sveno I, que é o pai da princesa Astrid Svendsdotter, mãe de Sveno II, Rei da Dinamarca, que por sua vez é o pai de São Canuto IV, Rei da Dinamarca, martirizado em 1086. Dia 19 de janeiro, a Igreja celebra o martírio deste descendente do Bluetooth.

Como cristão modelar, o rei Canuto IV, acompanhado de pequeno séquito, rezava na igreja de Santo Albano, em Odense, pelo sucesso de uma expedição, quando foi surpreendido por um bando de pagãos revoltados em maior número. Os sediciosos se lançaram sobre o rei, mataram-no e a alguns dos seus, derramando sangue humano numa igreja, o que é um sacrilégio terrível e uma profanação no senso próprio do termo, que torna a igreja interditada para ofícios litúrgicos, necessitando reconsagrá-la.

São Canuto IV é padroeiro da Dinamarca e foi muito venerado em seu país até que o absolutismo, aliado ao paganismo da Renascença, criou o protestantismo, que separou a Dinamarca da Igreja. Mas essa história ainda não acabou, sobretudo não na Dinamarca, o país do BLUETOOTH, o primeiro rei viking católico.

 

Marcelo de Souza e Silva

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