Bruno Costa Ribeiro

Papa Francisco condena ganância e acúmulo de bens

Francisco afirma que sociedade está ébria de consumo e prazeres e que nascimento de Cristo simboliza valores verdadeiramente importantes, como sobriedade, simplicidade e misericórdia.

O papa Francisco defendeu nesta quinta-feira (24/12), durante a Missa do Galo, celebrada por ele no Vaticano, a importância da sobriedade e da simplicidade numa “sociedade frequentemente ébria de consumo e prazeres, de abundância e luxo”. Segundo o papa, Cristo ensina aos fiéis católicos o que é verdadeiramente importante na vida, ou seja, mostrar um comportamento sóbrio e simples e manifestar bondade e misericórdia com o próximo.

(foto: vaticannews)

Ao rezar a Missa do Galo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco condenou a ganância e o acúmulo de bens. Ele ressaltou que o nascimento de Jesus Cristo leva à reflexão sobre um novo modelo de vida baseado no compartilhamento, na doação e, sobretudo, no fim da ganância.

Segundo o pontífice, o homem “se tornou ganancioso e voraz”. De acordo com ele, muitos acreditam que o sentido da vida se sustenta em acumular bens. “É o momento decisivo para mudar o curso da história”, advertiu o papa.

O papa Francisco fez um chamamento para cada um mude a história por meio de si mesmo. “Mude a história a partir de cada um de nós”, disse. “O centro da vida não é mais o meu eu faminto e egoísta, mas aquele que nasce e vive por amor.”

De acordo com o pontífice, todos devem se perguntar sobre seu modo de vida e o que transformar para melhor. “[Será que] eu realmente preciso de muitas coisas, receitas complicadas para viver? “Posso fazer sem muitos contornos supérfluos, para escolher uma vida mais simples?”, sugeriu.

O papa Francisco ressaltou ainda que Cristo “não gosta” de preguiçosos nem sedentários. “O Senhor ama ser esperado e não pode ser esperado no sofá, dormindo. De fato, os pastores se movem: eles foram sem demora.”

(Fonte: Agência Brasil e Rádio Vaticano)

Mensagem de Dom Darci por ocasião do Ano Novo

“Eis que faço novas todas as coisas…” (Ap. 21,5)

É linguagem comum que o ano correu veloz e é certo que logo mais ele se fará novo. Revendo a agenda, nos apercebemos do tempo vivido, dos acontecimentos alegres e daqueles que em nada agradaram e até nos fizeram sofrer. Tendemos por frisar com traços marcantes os momentos negativos, os infortúnios, as fatalidades que dizem da nossa impotência diante do desafio do viver. Porém, saber-nos frágeis não nos apequena, ao contrário, faz-nos mais fortes porque acorda outras potencialidades adormecidas. Digo com o apóstolo São Paulo que também sofria o espinho na carne: “Quando sou fraco, então é que sou forte!” (2Cor 12,10).

Para nós brasileiros, o ano de 2018 nasceu envolto em perspectivas sombrias e os analistas desenhavam um cenário de grandes crises e incertezas. À medida que o tempo passou e os acontecimentos se sucederam, novas luzes surgiram no horizonte pátrio. Respira-se um ar de esperança, palavra que deverá ser conjugada no verbo esperançar e não no verbo esperar, pois a realidade se impõe para que não fiquemos “deitados em berço esplêndido”.

Na perspectiva pessoal é também desejável a autocrítica com humildade, para rever atitudes e esquemas de pensamento que escravizam e são impeditivos de uma vida com sentido que vale a pena ser vivida, que seja plena e realizada. Um bom propósito pode ser início de algo verdadeiramente novo. Pode-se começar por perdoar mais e não se prender aos esquemas do passado! Pedir mais o perdão e recomeçar sempre que necessário! Partilhar mais e romper com o vício de consumir e acumular! Amar mais e desinteressadamente! Emprestar o ombro ao outro e ter coragem de pedir ajuda na própria fragilidade! Festejar nas alegrias e resignar-se nos infortúnios! Enfim, sacudir a poeira da velha humanidade farisaica e renascer, construindo “novos céus e nova terra!” (Ap 21,1).

Se Deus é por nós, quem será contra nós?! Isso significa que não estamos sozinhos e relegados à nossa própria sorte. No Natal que acabamos de celebrar, nos apercebemos que Deus veio participar da nossa história. O eterno fez-se carne, o transcendente desceu à terra, o grandioso apequenou-se, o infinito encontrou abrigo no seio de uma mulher… Divino e humano, tempo e eternidade se encontraram. Acolhamos, pois, esta bendita surpresa de Deus e seremos recriados, novos horizontes se abrirão e a vida sorrirá de novo.

Mais uma vez temos a oportunidade de aprender a lição do Deus amor: perdoar, partilhar, servir, amar incondicionalmente e nunca esmorecer na esperança.

Que o Ano Novo seja repleto das bênçãos de Deus para você e sua família!
São os meus votos e de todos os sacerdotes!

+ Darci José Nicioli, CSsR
Arcebispo Metropolitano de Diamantina (MG)
Administrador Apostólico de Guanhães (MG)

Maria: Mãe de Deus

Pela fé, Maria aderiu ao plano de Deus e aceitou ser a Mãe do Verbo Encarnado. Tornou-se, na verdade, a Mãe de Deus.

Desde os primeiros séculos da Igreja, esta verdade foi bem aceita, pois, por ocasião de sua visita a Isabel, esta, cheia do Espírito Santo exclamou: “Como me é dado que venha a mim a mãe do meu Senhor?” (Lc 1, 43).

Houve muita objeção quanto a tal assertiva, mas no Concílio de Éfeso foi proclamada solenemente a Maternidade divina de Maria, e, sendo confirmada nos Concílios de Calcedônia e Constantinopla, quando das discussões acerca das duas naturezas de Cristo e sua única pessoa.

A Bíblia Sagrada afirma não só que Maria é Mãe de Jesus, como ainda que o Filho concebido em suas entranhas é mesmo Filho de Deus, o Verbo eternamente gerado pelo Pai, e Deus como Ele. “Eis que engravidarás e darás à luz um filho, e lhe darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado filho do Altíssimo” (Lc 1, 31-32). “No início era o Verbo, e o Verbo estava voltado para Deus, e o Verbo era Deus… (…) E o verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória; glória essa que, Filho único cheio de graça e de verdade, ele tem da parte do Pai” (Jo 1, 1. 14).

A maternidade divina de Maria é o fundamento de todos os seus privilégios. Mãe que o foi sem deixar de se virgem. Deus preparou Maria para esse fim.

A vida terrestre de Maria se desenvolve à sombra da fé que nada enxerga, que não compreende, mas confia nos desígnios impenetráveis de Deus. Reside ai a verdadeira grandeza de Maria: Vida de fé.

Maria pode e deve ser chamada Mãe de Deus, haja vista que Cristo é Deus. Isso está presente em toda a Bíblia. Maria está presente do Gênesis ao Apocalipse.

Podemos e devemos chamar a Virgem Maria de “Mãe de Deus” porque o objeto-termo de toda maternidade é a pessoa. Não se diz que a mãe é mãe da natureza do filho, mas da sua pessoa, e, a pessoa em Cristo, é a segunda na Santíssima Trindade, o Filho de Deus. Deus escolheu Maria desde a eternidade e não podemos menosprezar essa escolha.

Maria é Mãe de Deus, pois Jesus é verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus (CIC 484-507). Maria teve em seu ventre o Homem e Deus e não há como separar o corpo do espírito. Ela não deu à luz um monte de ossos, mas um corpo com carne e espírito, deu à luz o Filho de Deus: Jesus.

Jesus Cristo, o Filho de Maria, é Deus e homem verdadeiro e, embora seja Deus e homem, não são dois, mas um só Cristo. Emanuel, Deus-conosco, possui duas naturezas, a divina e a humana, unidas em uma só pessoa: Jesus Cristo Nosso Senhor. Sendo verdadeira Mãe de Jesus Maria, com toda justiça deve ser chamada “Mãe de Deus”, porque não se separa a natureza humana da natureza divina na pessoa de Cristo.

Ao fazer-se homem, nada perdeu da divindade e, sendo Deus assumiu em sua integridade a natureza humana. Para mostrar que era homem, quis nascer de uma mulher; mas para assinalar que era Deus, quis nascer de uma Virgem.

Diác. Daniel Bueno Borges

 MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52º DIA MUNDIAL DA PAZ (1º DE JANEIRO DE 2019)

A boa política está ao serviço da paz

1. “A paz esteja nesta casa!”

Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: “Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós” (Lc 10, 5-6).

Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz.[1] A “casa”, de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa “casa comum”: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.

Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: “A paz esteja nesta casa!”

2. O desafio da boa política

A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Carlos Péguy;[2] é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição.

“Se alguém quiser ser o primeiro – diz Jesus – há de ser o último de todos e o servo de todos” (Mc 9, 35). Como assinalava o Papa São Paulo VI, “tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade”.[3]

Com efeito, a função e a responsabilidade política constituem um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele e trabalhar para criar as condições dum futuro digno e justo. Se for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas, a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade.

3. Caridade e virtudes humanas para uma política ao serviço dos direitos humanos e da paz

O Papa Bento XVI recordava que “todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. (…) Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. (…) A ação do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana”.[4] Trata-se de um programa no qual se podem reconhecer todos os políticos, de qualquer afiliação cultural ou religiosa, que desejam trabalhar juntos para o bem da família humana, praticando as virtudes humanas que subjazem a uma boa ação política: a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade.

A propósito, vale a pena recordar as “bem-aventuranças do político”, propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:

Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.
Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.
Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.
Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.
Bem-aventurado o político que realiza a unidade.
Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.
Bem-aventurado o político que sabe escutar.
Bem-aventurado o político que não tem medo.[5]

Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito. Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.

4. Os vícios da política

A par das virtudes, não faltam infelizmente os vícios, mesmo na política, devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições. Para todos, está claro que os vícios da vida política tiram credibilidade aos sistemas dentro dos quais ela se realiza, bem como à autoridade, às decisões e à ação das pessoas que se lhe dedicam. Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da “razão de Estado”, a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio.

5. A boa política promove a participação dos jovens e a confiança no outro

Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados, o futuro fica comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa «fio-me de ti e creio contigo» na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum. Por isso, a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa. “Que há de mais belo que uma mão estendida? Esta foi querida por Deus para dar e receber. Deus não a quis para matar (cf. Gn 4, 1-16) ou fazer sofrer, mas para cuidar e ajudar a viver. Juntamente com o coração e a inteligência, pode, também a mão, tornar-se um instrumento de diálogo”.[6]

Cada um pode contribuir com a própria pedra para a construção da casa comum. A vida política autêntica, que se funda no direito e num diálogo leal entre os sujeitos, renova-se com a convicção de que cada mulher, cada homem e cada geração encerram em si uma promessa que pode irradiar novas energias relacionais, intelectuais, culturais e espirituais. Uma tal confiança nunca é fácil de viver, porque as relações humanas são complexas. Nestes tempos, em particular, vivemos num clima de desconfiança que está enraizada no medo do outro ou do forasteiro, na ansiedade pela perda das próprias vantagens, e manifesta-se também, infelizmente, a nível político mediante atitudes de fechamento ou nacionalismos que colocam em questão aquela fraternidade de que o nosso mundo globalizado tanto precisa. Hoje, mais do que nunca, as nossas sociedades necessitam de “artesãos da paz” que possam ser autênticos mensageiros e testemunhas de Deus Pai, que quer o bem e a felicidade da família humana.

6. Não à guerra nem à estratégia do medo

Cem anos depois do fim da I Guerra Mundial, ao recordarmos os jovens mortos durante aqueles combates e as populações civis dilaceradas, experimentamos – hoje, ainda mais que ontem – a terrível lição das guerras fratricidas, isto é, que a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo. Manter o outro sob ameaça significa reduzi-lo ao estado de objeto e negar a sua dignidade. Por esta razão, reiteramos que a escalada em termos de intimidação, bem como a proliferação descontrolada das armas são contrárias à moral e à busca duma verdadeira concórdia. O terror exercido sobre as pessoas mais vulneráveis contribui para o exílio de populações inteiras à procura duma terra de paz. Não são sustentáveis os discursos políticos que tendem a acusar os migrantes de todos os males e a privar os pobres da esperança. Ao contrário, deve-se reafirmar que a paz se baseia no respeito por toda a pessoa, independentemente da sua história, no respeito pelo direito e o bem comum, pela criação que nos foi confiada e pela riqueza moral transmitida pelas gerações passadas.

O nosso pensamento detém-se, ainda e de modo particular, nas crianças que vivem nas zonas atuais de conflito e em todos aqueles que se esforçam por que a sua vida e os seus direitos sejam protegidos. No mundo, uma em cada seis crianças sofre com a violência da guerra ou pelas suas consequências, quando não é requisitada para se tornar, ela própria, soldado ou refém dos grupos armados. O testemunho daqueles que trabalham para defender a dignidade e o respeito das crianças é extremamente precioso para o futuro da humanidade.

7. Um grande projeto de paz

Celebra-se, nestes dias, o septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada após a II Guerra Mundial. A este respeito, recordemos a observação do Papa São João XXIII: “Quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão da sua dignidade; nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos”.[7]

Com efeito, a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:
– a paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando «um pouco de doçura para consigo mesmo», a fim de oferecer «um pouco de doçura aos outros»;
– a paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado…, tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;
– a paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro.

A política da paz, que conhece bem as fragilidades humanas e delas se ocupa, pode sempre inspirar-se ao espírito do Magnificat que Maria, Mãe de Cristo Salvador e Rainha da Paz, canta em nome de todos os homens: A “misericórdia [do Todo-Poderoso] estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes (…), lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre” (Lc 1, 50-55).

Vaticano, 8 de dezembro de 2018.

FRANCISCUS

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[1] Cf. Lc 2, 14: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado».
[2] Cf. Le Porche du mystère de la deuxième vertu (Paris 1986).
[3] Carta ap. Octogesima adveniens (14/V/1971), 46.
[4] Carta enc. Caritas in veritate (29/V/2009), 7.
[5] Cf. «Discurso na Exposição-Encontro “Civitas” de Pádua»: Revista 30giorni (2002-nº 5).
[6] Bento XVI, Discurso às Autoridades do Benim (Cotonou, 19/XI/2011).
[7] Carta enc. Pacem in terris (11/IV/1963), 24 (44).

É tempo de limpeza espiritual. É Natal.

O Nascimento de Jesus, chamado também de Natividade, é uma referência aos relatos do nascimento de Jesus presentes principalmente nos evangelhos de Lucas e Mateus, mas também em alguns textos apócrifos.

Os evangelhos canônicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia de uma mãe ainda virgem. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo e Jesus nasceu durante a viagem numa simples manjedoura. Anjos o proclamaram salvador de todas as pessoas e pastores vieram adorá-lo. No relato de Mateus, astrônomos seguiram uma estrela até Belém para levar presentes a Jesus, nascido o “rei dos judeus”. O rei Herodes ordenou em seguida o massacre de todos os garotos com menos de dois anos da cidade, mas a família de Jesus conseguiu escapar para o Egito e, depois que Herodes morreu, voltou para Nazar

Muitos acadêmicos defendem que as duas narrativas são não-históricas e contraditórias. Outros estudiosos cristãos defendem o contrário, ou seja, que não há contradição alguma e destacam as similaridades entre os relatos. Finalmente, há os que entendem que a discussão sobre a historicidade dos evangelhos é secundária, argumentando que eles foram escritos como documentos teológicos e não como cronologias históricas.

A principal celebração religiosa entre os membros da Igreja Católica e de diversos outros grupos cristãos é o serviço religioso da Véspera de Natal ou o da manhã do Dia de Natal. Durante os quarenta dias que levam ao Natal, a Igreja Ortodoxa pratica o Jejum da Natividade, enquanto que a maioria das congregações cristãs (incluindo a Igreja Católica, a Comunhão Anglicana, muitas igrejas protestantes e os batistas) iniciam a observância da temporada litúrgica do Advento quatro domingos antes do Natal — para todos, o período é de limpeza e renovação espiritual para a celebração do nascimento de Jesus.

Na teologia cristã, o nascimento é a encarnação de Jesus como segundo Adão, a realização da vontade de Deus com o objetivo de desfazer o dano provocado pela queda do primeiro Adão. As representações artísticas da Natividade têm sido um grande tema para os artistas cristãos desde o século IV. A partir do século XIII, o presépio enfatiza a humildade de Jesus e promove uma imagem mais terna de Jesus, um importante ponto de inflexão em relação às mais antigas imagens do Jesus “Senhor e Mestre”, o que acabou por influenciar o ministério pastoral do cristianismo.

As informações acima são encontradas na Wikipédia sobre o nascimento de Jesus.

A poetisa mineira, Adélia Prado, assim descreve o natal:

“Que noite bonita é esta
Em que a vida fica mansa,
Em que tudo vira festa
E o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
Nunca assim aconteceu,
Os galos todos saudando:
O Menino Jesus Nasceu!

Natal é um período de limpeza espiritual, de renovação da fé e da esperança. Eis o “RECADO DA ESPERANÇA”

Nas provações que te surjam
Ergue a fonte e segue em frente,
Aceita, firme e contente,
O caminho tal qual é…
De pensamento tranquilo,
Não pares. Segue e não temas,
Sem crises e sem problemas
Ninguém sabe se tem fé.

Contratempo, desencanto,
Infortúnio, prejuízo,
Tribulações de improviso,
Dificuldade no lar…
Tudo isso se resume
Na escola que nos ensina
A entender a Lei Divina
Que nos impele a marchar.

Esquece os males do mundo,
Mesmo os mais rudes e amargos
Abraça os próprios encargos
Por íntimos cirineus;
Onde estiveres, relembra
Que o mérito vem da prova,
Que o sofrimento renova
E a dor é bênção de Deus. (Maria Dolores)

Feliz Natal, renova-te a fé, a esperança e recomeça a viver um novo tempo.

Regina Coele Barroso Queiroz Santos-Sabinópolis – butibarroso@yahoo.com.br.

foto: presépio da Catedral de Guanhães

Natal: uma experiência de teimosa esperança na busca de vida nova

A cada início de ano litúrgico, nós cristãos somos chamamos a viver o tempo do Advento como singular oportunidade de conversão: fazermos profunda avaliação de nosso jeito de caminhar, tanto no nível pessoal quanto coletivo. Isso ajuda na preparação para bem celebrarmos o Natal enquanto fonte de renovação da esperança e de fé para avançarmos na busca e conquista de vida nova na Igreja e na sociedade.

Assim, geralmente motivados pela novena do Natal, somos interpelados a abrir as portas de nossos corações e de nossas casas a Deus e aos companheiros e companheiras de caminhada (Ap 3, 20). Somente abertos ao amor gratuito de Deus, que vem ao nosso encontro, podemos assumir o dinamismo de amar uns aos outros, na vida em comunidade de fé e no compromisso de participar da construção de uma sociedade justa e fraterna.

Ao contemplarmos o mistério da proximidade amorosa de Deus no presépio, nos damos conta do modo como Jesus veio ao nosso encontro: Deus, movido por amor, se esvaziou de seu poder divino, se abaixou até nós, assumindo a nossa vida e tornando-se em tudo igual a nós (Cf. Fl 2, 7; Hb 4, 15). Acontece que, ao entrar em nossa história, viveu o contexto de profunda exclusão social. Esta triste realidade de marginalização acontece igualmente na vida dos mais pobres e vulneráveis de nosso tempo. A chegada do menino Jesus não encontrou espaço de generosa acolhida entre nós. Não houve solidariedade fraterna e lugar digno para receber a família de Nazaré: a mãe Maria, no estágio final de gravidez, e o pai José, peregrinos fora de sua pátria (Cf. Lc 2, 1-8). Percebemos imediatamente que quando não cuidamos da cultura da hospitalidade, da solidariedade fraterna e da sensibilidade humanitária para bem acolher o outro em suas necessidades, significa que ainda não entendemos o projeto salvífico de Deus revelado na vida de Jesus de Nazaré: somos todos filhos e filhas do Amor de Deus e, portanto, irmãos e irmãs vocacionados ao amor fraterno. Recebemos o dom da vida e estamos aqui para aprendermos a amar. Nossa origem coincide com o nosso destino: nascemos do Amor de Deus, no Amor divino existimos e para este Amor voltaremos.

Desse modo, a celebração do Natal revela e expressa, de modo muito singular, a beleza e o sentido maior da vida cristã vivida em comunidades de fé e partilha de vida: somos convidados a cuidar das relações humanas para que todos experimentem, na acolhida fraterna, a gratuidade do amor de Deus.

Desejamos a você, a sua família e a sua comunidade um abençoado Natal: que cuidem das relações humanas, amando uns aos outros, para que todos, por meio delas, experimentem-se amados por Deus. Deus viveu, em Jesus, a trágica experiência da exclusão social, mas para que ninguém, entre nós, seja excluído de nosso amor fraterno, da proteção da justiça e da mesa da cidadania. Temos que pensar nos meios concretos que garantem a dignidade humana de cada filho ou e filha de Deus.

Celebrar o Natal é assumir um compromisso concreto: acolher o amor de Deus que, em Jesus, vem ao nosso encontro e amarmos uns aos outros, cuidando para que cada pessoa, na Igreja e na sociedade, tenham vida e vida em abundância (Cf. Jo 10, 10).

Cultivar, no cotidiano, as seguintes posturas inspiradas em Jesus de Nazaré, o mestre a quem procuro seguir:
1. Nutrir-se da intimidade amorosa e luminosa de Deus, como único Absoluto;
2. Assumir como critério central de discernimento a justiça do Reino e a defesa da dignidade da vida;
3. Denunciar profeticamente toda forma de injustiça e exclusão social, agindo com compaixão, solicitude, firmeza e generosidade;
4. Participar da luta pela cidadania junto com os movimentos populares, ao lado dos/as excluídos/as e de mãos dadas com os mais pobres;
5. Colocar o coração e a inteligência a serviço da dignidade de cada pessoa, mas em primeiro lugar por quem dela está excluído;
6. Discernir e conquistar liberdade diante de tudo o que impede o “amar e servir” e a serenidade da consciência ética;
7. Testemunhar, com alegria, a liberdade do Evangelho.

Por Edward Guimarães

 

Edward Guimarães é leigo, catequista de adultos e membro do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, na Arquidiocese de Belo Horizonte. É o atual secretário executivo do Observatório de Evangelização PUC Minas e é professor de teologia do Instituto Regional de Pastoral Catequética – IRPAC da CNBB Leste 2.

 

O primeiro Natal e o pão vivo

Em Belém, a 10 km de Jerusalém, no começo de novembro, a cidade inicia as tradicionais decorações para o Natal. Ali, o primeiro Natal da história cristã foi celebrado pela sagrada família de José e Maria, alguns pastores e uns animais sob a luz misteriosa de uma estrela que brilhava nos corações bem-aventurados! O centro da cena era o Menino-Deus feito homem! Deus veio habitar entre nós!

Já faz algum tempo que quando se fala em Natal a primeira ideia que surge na mente é a de festa, comidas e bebidas, troca de presentes, luzes piscando etc. A palavra Natal já não lembra nascimento, num primeiro momento. Para uma pequena minoria, Natal lembra presépio, lembra o Menino Jesus, José e Maria – a Sagrada Família.

Belém, antiga Éfrata (Gn 35,19-20; 48,7; Rt 4,11), é hoje uma cidade muçulmana, cheia de mesquitas. Ali há poucos cristãos. Não há judeus. No mesmo largo da igreja da Natividade há, defronte, uma imensa mesquita que chama insistentemente os fiéis para a oração, o dia inteiro. Parece que o propósito da mesquita é o de abafar as atividades do templo católico.

Localizada na Cisjordânia, em território da Autoridade Palestina, a terra natal de Jesus e do Rei David possuía certamente um pão especial, pois a cidade se chama “Casa do Pão” (tanto em árabe como em hebraico esse é o significado de Belém). O Menino-Messias, o Príncipe da Paz, nasceu ali, e sua Mãe o colocou entre as palhas onde os animais se alimentavam, ou seja, na manjedoura, no cocho. Ele sentiu o hálito quente do jumento e do boi em seu corpinho frágil e santo. E sorriu. E o Seu sorriso iluminou a cidade, iluminou a Judeia inteira; o brilho foi-se espalhando pelo mundo, pelos astros… E brilha até hoje. Quem é da paz percebe e sente esse brilho!

Anunciado pelo Profeta Miqueias (Mq 5, 1), foi na cidade de Belém que o Pão Vivo veio do Céu em forma humana para mudar a história do mundo. Os coros de Anjos cantaram Aleluia três vezes! Os Magos, vindos de pontos geográficos diferentes, viram a Estrela no Céu. Os Pastores também viram. E todos os povos da Terra são chamados a vê-la em seus corações.

Costumamos trocar presentes no Natal, imitando os magos do Oriente, que levaram à manjedoura ouro, incenso e mirra, simbolizando a realeza, a divindade e o martírio do Salvador da humanidade. Mesmo que o Natal tenha se tornado um período de forte comércio, isso não tira a beleza da festa, época de congraçamento, de união familiar, uma ocasião verdadeiramente mágica, que contagia os cristãos do mundo inteiro.

Belém, a Casa do Pão, pode ser hoje sua casa, a nossa casa, a casa da nossa família. O Menino pode nascer dentro dela, fazer aí o seu presépio. Nossos templos, os templos de todas as Igrejas precisam ser verdadeiramente “casas do pão”, onde as pessoas se alimentem e se fortaleçam. Que as Famílias tenham Jesus presente nelas, fazendo delas uma comunidade de vida e de amor! E de partilha de pão!

Feliz Natal! E, desde já, um abençoado 2019 para todos!

Ismar Dias de Matos, professor de Filosofia na PUC Minas
p.ismar@hotmail.com

Vem aí, de 02 a 06 de Janeiro/2019, a 3ª MISSÃO JNP, JESUS NAS PRAÇAS!

III MISSÃO JNP, JESUS NAS PRAÇAS!

Esse projeto nasceu da necessidade de chegar a novos espaços de evangelização, e foi inspirado em outra iniciativa missionária, o Projeto Jesus no Litoral, criado no estado do Paraná no ano de 2003 e já realizado em diversos estados do Brasil como uma das mais importantes ações do nosso movimento.

Em unidade com este projeto nacional, o Ministério Jovem de Minas Gerais percebe a necessidade de realizar no estado um trabalho no mesmo estilo e que proporcione a oportunidade de evangelização da juventude. Minas Gerais não possui mar, mas possui muitas praças frequentadas por inúmeros jovens. Diante disso, nasceu o sonho de evangelizar em um local público, e que atingisse de forma direta e indireta, aqueles que passam por ali. Sendo assim, propõe-se o presente projeto que pretende reunir a juventude carismática de todas as dioceses do estado

 de Minas Gerais, em um único objetivo: resgatar almas para Deus mostrando que é possível construir a tão sonhada Civilização do Amor.

O convite ao despertar de um grande impulso missionário e ao estado permanente de missão tem sido destacado nos recentes documentos da Igreja, como destaque para o Documento de Aparecida, o documento Missão Continental (CNBB – Doc. 88) e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2011 – 2015 (CNBB – Doc. 94).

O objetivo é evangelizar proclamando a Boa Nova de Jesus Cristo, caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de vida. Além de promover a dignidade das pessoas e formar o povo de Deus, na participação da construção de uma sociedade justa e solidária. Direção Espiritual: “Lançai as redes em águas profundas” (Lc 5, 4).

Os coordenadores diocesanos da Renovação Carismática Católica, em parceria com o Ministério Jo

vem, são responsáveis pela seleção dos missionários, levando em conta a maturidade, espiritualidade e vivência comunitária.
No ano de 2019 a JESUS NAS PRAÇAS realizar-se-á na Diocese de Guanhães entre os dias 02 e 06 de janeiro e contemplará as seguintes cidades: Sabinópolis, Rio Vermelho, Paulistas, Materlândia e Coluna, que receb

erão jovens de todo o Estado de Minas Gerais. Os jovens visitarão as creches, hospitais, asilos, além das visitas porta a porta. E, em todas as noites, haverá um grande louvor em uma das Praças das cidades visitadas, com todo ardor e energia dispensada pela Juventude da RCC.

Desde já estão todos convidados a participarem dos momentos de louvor.
Mais informações: http://rccminas.com/jnp2019 e
https://www.facebook.com/rccdiocesedeguanhaes

Realização: Ministério Jovem(MJ) de Minas Gerais, Renovação Carismática Católica(RCC) de Minas Gerais e Renovação Carismática Católica(RCC) e Ministério Jovem(MJ) da Diocese de Guanhães.

 

Camila Aparecida Reis da Silva Aires
Coordenadora do Ministério Jovem da RCC da Diocese de Guanhães

“Alinhados com o Reino dos Céus”, em Materlândia

No último domingo, dia 25 Novembro, a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Materlândia, realizou a 1 Conferência Alinhados com o Reino dos Céus, sob o tema bíblico contido na Carta aos Rm 8,19 “a criação ansiosamente aguarda a manifestação dos filhos de Deus”. Foi um dia inteiro dedicado ao Senhor, em que todos os conferencistas tiveram a oportunidade de fazerem uma experiência com o amor de Deus. Foram momentos de muito louvor, momentos onde também fomos edificados pela Sagrada Escritura, momentos de orações espontâneas, adoração.

A conferência acolheu um público de aproximadamente 300 católicos, vindos de toda a paróquia, como também das paróquias de Sabinópolis, Rio Vermelho e Guanhães. Contamos ainda com a presença de missionários que fazem parte da corrente de graça carismática, como o Adilson Ferreira da RCC Açucena e Elton Pimentel da Comunidade Deus Existe de Ipatinga. A animação, o louvor foi direcionado por um dos Ministério de Louvor da RCC de Açucena e do Ministério de Artes da IEMP de Materlândia, que nos honraram com um maravilhoso teatro e dança, sobre o lugar que Jesus ocupa em nossas vidas. Tivemos também a participação do nosso pároco José Adriano, que também pregou durante o encontro e presidiu o momento mais aguardado por nós: a adoração ao Santíssimo Sacramento e a Santa Missa. Durante a adoraçãoo ao Santíssimo Sacramento, nos rendemos e nos prostramos diante a presença do Rei Jesus e o proclamamos o Senhor e Salvador de nossas vidas. Muitas graças, curas foram dispensadas da parte de Deua sobre muitos que ali estavam.

Cremos que vivemos um domingo de céu na terra, onde fomos imensamente edificados e transformados pela poderosa presença de Deus.

Todo o evento foi pensado e preparado para que os jovens, os adultos, os anciãos e até mesmo as crianças pudessem participar. Enquanto os pais estavam sendo alimentados pela Palavra de Deus, as crianças de até 10 anos de idade, ficaram sob os cuidados do Catinho da Criança, onde brincaram, e também foram edificados com desenhos e histórias bíblicas. Tivemos uma média de 25 crianças que permaneceram todo o dia no catinho preparado para elas. Contamos ainda com uma Equipe de Serviço de 30 pessoas que trabalharam com todo empenho e amor; que não mediram esforços para que este evento pudesse acontecer para abençoar a tantas pessoas.

Louvamos a Deus por tudo o que ele realizou no meio de nós, e saímos deste evento mais confiantes de que os sonhos de Deus não se frustram jamais. Pois um dia Ele nos confiou esse desejo que nasceu do seu coração e que graças a sua bondade por nós, pode ser realizado. Estamos agradecidos a Deus por toda a providência que ele nos concedeu e aos nossos paroquianos colaboradores e apoiadores que nos fizeram diversas doações de gêneros alimentícios e tantas outras ajudas em toda a infraestrutura; não mediram esforços para que tudo ocorresse bem.

Nossa intenção agora é dar continuidade aos trabalhos de evangelização em nossa paróquia buscando viver esta espiritualidade carismática, e já contamos com o apoio do nosso pároco para a realização do Seminário de Vida no Espírito Santo (SEVES), já estamos trabalhando para que esses encontros semanais possam nos edificar ainda mais.

Patrícia Santu

Ano Nacional do Laicato na Festa de Cristo Rei

Como proposto pela 54ª Assembleia Geral da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –, em 2017 – 2018 celebrou-se o ANO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL, com início na Solenidade de Cristo Rei e culminância também na Festa de Cristo Rei, dia 25 de novembro, já que a missão do leigo e leiga não termina. É compromisso da CNBB “Celebrar o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas na Solenidade de Cristo Rei, a cada ano”. (Doc. 105. n.275b).

Durante todo o ano, refletimos o Doc. 105 “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo” , recordando nossa responsabilidade de Batizados, membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja, na vivência de nossa vocação de cristãos na Igreja e na Sociedade. Enfrentamos grandes desafios na busca da transformação da realidade vivida em nosso país, com a certeza de que participamos da construção de uma nova sociedade pautada nos ensinamentos do Mestre Jesus.

Para Jussara Ventura, “o Ano do Laicato deixa para nós, da comunidade, o sabor do sal; que nunca percamos o nosso sabor e a luz de Cristo que brilha em cada coração”. “O Ano do Laicato não terminou; só encerramos a primeira etapa; é como o horizonte: quando pensamos que estamos chegando, descobrimos que precisamos caminhar mais. Não pare de caminhar, você também”, declara Maria Ângela Coelho, de Virginópolis. “Quando somos SAL DO MUNDO, damos um novo sabor a todas as esferas da vida e conservamos nossa fé, apesar de todas as provações. Nosso testemunho cristão dá sabor e vida e ilumina o caminho de muitos irmãos e irmãs”, afirma Lurdinha Barroso Filizzola. Que legado a celebração do ANO DO LAICATO deixa para você, meu irmão e minha irmã? A catequista Madalena, de Taquaral – paróquia Nossa Senhora Aparecida – Guanhães, confessa: “creio que o grande legado é o despertar do próprio leigo para assumir seu lugar na Igreja e viver sua santidade no mundo”. “Ser presença viva do Evangelho no chão onde pisamos, conhecedores da missão de batizados e batizadas, vivendo a união tão esperada pela Igreja; ser leigo e leiga valorizando o meu dever e respeitando o direito do outro”, conclui a catequista Célia, de Peçanha.

Que tenhamos tido tempo e oportunidade para repensar nossa missão na Igreja e no mundo.

Rogamos ao Senhor, que como Batizados e enviados, sejamos a Igreja de Cristo em missão no mundo.

Mariza da Consolação Pimenta Dupim

Fotos enviadas por Lília Costa Pires

 

Fotos do tríduo por ocasião encerramento do Ano Nacional do Laicato na festa de Cristo Rei, na paróquia N Sra da Pena em Rio Vermelho. 

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