Bruno Costa Ribeiro

Cavalgada em homenagem ao Servo de Deus Cônego Lafayette de 2019

 

A Cavalgada do Servo de Deus é realizada todo ano por ocasião do dia 10 de novembro, data de seu nascimento e essa é a 28ª edição. O Vice Postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho – padre Dilton Maria Pinto – nos relata alguns dados biográficos e informações sobre o processo de beatificação do homenageado nessa cavalgada:

O Servo de Deus nasceu na cidade do Serro – MG aos 10 de novembro de 1886. Ingressou-se no Seminário da Arquidiocese de Diamantina vindo a se ordenar padre no dia 15 de abril de 1917. Após sua ordenação foi enviado à Paróquia Santa Maria Eterna, em Santa Maria do Suaçuí, como pároco, permanecendo em Santa Maria do Suaçuí por 44 anos quando fez a sua Páscoa para a casa do Pai, mais precisamente aos 21 de setembro de 1961. O Servo de Deus era um homem de grande espiritualidade destacando-se sobretudo pelo Jejum, Oração e grande amor ao próximo. Acolhia a todos sem distinção e não media esforços para atender aos doentes levando a eles o viático, seja na cidade ou nas longínquas comunidades rurais onde ia montado em sua mula. A sua fama de santidade não veio após a sua morte pois em vida todos que acorriam a ele pedindo uma bênção ou oração por alguém da família que se encontrava enfermo, atestam que em muitos desses casos obtiveram curas que fugiriam à capacidade intelectiva dessas pessoas de compreender como a cura acontecia. Após a sua morte a devoção ao servo de Deus foi crescendo e extrapolando os muros da cidade de Santa Maria do Suaçuí. Hoje, em vários Estados da Federação, encontramos devotos que vêm à Santa Maria do Suaçuí por ocasião das celebrações de seu aniversário de morte para agradecer ou pedir mais bênçãos e graças. Em 2001 deu-se início ao processo de beatificação (fase diocesana) que foi aceito por Roma dando o Nihil obstat. Assim foi criada a comissão diocesana para dar continuidade ao processo. Hoje, o processo está tramitando em Roma com a Positio quase concluída. Ao final desta, o servo de Deus pode ser declarado venerável. Daí surgindo um milagre que seja atribuído à intercessão do servo de Deus, devidamente comprovado com documentação médica e outros e por peritos no assunto, sendo aceito pelo Vaticano, o venerável será declarado Beato e assim se segue pois surgindo um segundo milagre, o Santo Papa o declara Santo. Eu estou como vice Postulador da causa do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho tendo como Postulador o Dr. Paolo Vilotta que cuida do processo em Roma.

Lembramos, também, as comemorações em honra ao servo de Deus Lafayette da Costa Coelho ocorridas no período de 12 a 21 de setembro. Segundo Maria Gorete Barreiros Soares (Turismo Religioso) em seu texto ao responder a Folha Diocesana a cidade ficou repleta de devotos e incontáveis fiéis de várias regiões do país e do mundo inteiro puderam, em tempo real, assistir às celebrações da novena e missas pelas redes sociais sendo que no dia 21 deste estima-se que 35.000 fiéis estiveram presentes às missas e elevaram suas orações a Deus, agradecendo as inúmeras graças recebidas pela intercessão do amado e saudoso sacerdote. Com muita piedade, a multidão pediu ao Senhor que eleve o Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho à honra dos altares.

Neste ano – continua Maria Gorete Barreiros Soares – a comunidade suaçuiense contou com a cobertura da rede de TV Canção e Nova, a Rádio Vida FM de Santa Maria do Suaçuí, a Rádio River FM de Rio Vermelho e, em especial, ao vivo, com as transmissões do canal de You Tube Belezas de Minas. Aliás, as reportagens feitas pela TV Canção Nova poderão ser vistas no Canal You Tube da emissora, reportagens veiculadas nos dias 18, 19 e 20 de setembro.

A pequena Santa Maria do Suaçuí – afirma a responsável Turismo Religioso – se torna gigante e acolhe de braços abertos os devotos do maior exemplo de homem santo do centro nordeste mineiro que viveu sua grande fé em Jesus Cristo: O Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho!

 

 

 

 

 

 

 

Editado pela PASCOM Diocesana

 

 

Devemos devolver o Dízimo do Décimo Terceiro Salário?

Alguns dizem que a arrecadação da Igreja se mantém a mesma, ainda que a maioria receba mais. E em janeiro e fevereiro, a arrecadação até cai, pois é uma época de muitos gastos. A Bíblia nos orienta: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o senhor”. Malaquias 3,10. Estamos em Outubro, mas já tem muita gente fazendo planos e contando com o tão sonhado décimo terceiro. Para algumas pessoas, a primeira parcela começa a ser depositada em novembro… Então fica este questionamento: Devemos devolver o Dízimo do Décimo Terceiro Salário?

Tudo que recebemos é graça de Deus, inclusive o Décimo Terceiro… Dízimo não é sistema jurídico, não se baseia no processo de como o Trabalhador o recebe. Há em Gênesis 28,20-22; Malaquias 3, 5-12; 2 Coríntios 9,6-12 são exemplos que nos ajudam a entender sobre a generosidade da entrega de tudo quanto recebemos.

Por que Deus disse “fazei prova de mim”? Todo o Livro de Malaquias tem como pano de fundo a infidelidade do Povo de Israel a Deus. Desde as lideranças religiosas até o povo comum havia muita infidelidade e isso é combatido por Deus. No Livro do Profeta Malaquias (Ml 3,6-12) há uma reprovação de Deus quanto à infidelidade do povo no Dízimo e Ofertas, revelando um povo egoísta e que não estava observando com retidão as Leis de Deus.

Deste modo, Deus usa ali palavras duras, chamando o povo de ladrões (Malaquias 3,8). Deus deixa claro que a atitude do povo trazia sobre si as maldições descritas na aliança (Malaquias 3,9). Essa é a parte da repreensão que chamamos de “negativa”.

Na parte “positiva” da repreensão, Deus diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3,10). Logo de início, a ordem “trazei todos os dízimos” relembra o povo de sua obrigação dentro da Aliança feita com Deus. Essa obrigação de obedecer não era uma obrigação unilateral, ou seja, onde as pessoas tinham que obedecer e não recebiam nada em troca. Antes, existia também um compromisso do próprio Deus em abençoar o povo se ele fosse obediente.

Fazei prova de mim é um incentivo à obediência. Deus continua e manda o povo: “fazei prova de mim”. Muitos entendem de forma errada esse trecho. Deus não está aqui dando poder ao homem de aplicar provações ao próprio Deus. O que Deus está fazendo aqui é chamando o Seu povo a desafiar, a testar a Sua fidelidade.

Em outras palavras, Deus está dizendo algo como “experimentem ser obedientes e verão como derramo grandiosas bênçãos sobre suas vidas”. Deus não precisa provar a Sua fidelidade, pois n’Ele habita toda a justiça, mas aqui Ele dá essa abertura para que as pessoas, cegas pela desobediência, viessem a obedecer e verificassem a grandeza das bênçãos do Pai sendo derramadas em suas vidas.

Geralmente a palavra provação é usada na Bíblia relacionada a Deus aplicando testes na vida das pessoas com objetivos de abençoá-las. Mas aqui em Malaquias, Deus diz “fazei prova de mim”, ou seja, Ele inverte o que estamos acostumados e nos dá a abertura de fazermos um “teste” com Ele, ou seja, o teste de sermos obedientes e verificarmos as bênçãos sem medida que serão derramadas. A expressão usada é “abrir as janelas dos céus e derramar bênçãos sem medida”. Se o povo fosse obediente, seria enriquecido com bênçãos imagináveis vindas diretamente das mãos do próprio Deus!

Concluindo, não há dúvida de que também devemos devolver o Dízimo do Décimo Terceiro ou de qualquer outra forma de renda que proceda de nosso trabalho, pois tudo é graça de Deus.

Sendo assim, é importante que cada dizimista reflita em seu coração, diante de Deus, sobre a graça de devolver o Dízimo do Décimo Terceiro, até porque no final do ano é que nossas Comunidades Paroquias e Diocese mais têm gastos, ou seja,“Investimentos Dobrados”, como: Décimo Terceiro dos Funcionários, Seguro dos Veículos e Planejamentos para todo o Ano.

Que São Miguel e Nossa Senhora Aparecida intercedam por você e sua Família, derramando Bênçãos Copiosas dos Céus. Juntos, somos mais!

Pastoral Diocesana do Dízimo e Partilha

Diác. Edmilson Henrique Cândido
Assessor Diocesano da Pastoral do Dízimo e Partilha

III Encontro Vocacional no Seminário Provincial em Diamantina

“Aquele que vos chamou é fiel; é ele quem agirá” (1Ts 5,24)
Louvado seja Nosso Senhor Jesus! Para sempre seja louvado!

Irmãos e irmãs em Cristo, Paz e Bem!

Aconteceu no final de semana, 25 a 27 de outubro, o III Encontro Vocacional no Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, em Diamantina (MG), deste ano de 2019, no qual tivemos a graça de acolher vinte e dois jovens que se dispuseram a fazer o discernimento vocacional. Destacando que tivemos a presença dos vocacionados da Arquidiocese de Diamantina e da Diocese de Guanhães.

Foi um encontro muito rico, com vários momentos propícios para o amadurecimento na fé, acompanhados de uma ímpar oportunidade de reflexão de vida e de vocação. Contudo, enfatizou-se a importância da oração, para se obter uma resposta tenaz do chamado que é feito a todos; pois “as vocações nascem na oração e da oração. E só na oração podem perseverar e dar fruto” (Papa Francisco). Levando-os, por assim dizer, a entender que somente na oração conseguimos “sonhar os sonhos que Deus sonha para nós”, e este feito só é possível na intimidade com Nosso Senhor.

Segue-se, pois, os vocacionados da diocese de Guanhães: Yan Ricardo, Evanilton Santos e Alvim Santos da paróquia São João (São João Evangelista); Jarbas Oliveira, da paróquia Nossa Senhora do Pilar (Morro do Pilar); Sílvio Sousa e Fabrício Rodrigues da paróquia Nossa Senhora da Conceição (Conceição do Mato Dentro); Abel Mourão, da paróquia São Sebastião (Sabinópolis) e Guilherme Acácio da paróquia São José (São José do Jacuri).

Neste intuito, agradeçamos a Deus pela vida dos vocacionados que, sentido o chamado, esforçam-se e dedicam suas vidas à missão de anunciar Jesus Cristo até os “confins da terra” (Cf. At 1,8). Destarte, continuemos a pedir ao Bom Pastor, bons e, acima de tudo, santos operários, para que não se perca nenhuma ovelha do rebanho do Pastor por Excelência, Cristo Jesus.

Sem mais, a todos, minhas fraternas saudações. Peço-vos: rezem por nós, para que sejamos verdadeiros discípulos, seguidores e continuadores da obra redentora de Cristo.

Thiago Dione Vileforte, Seminarista
do 2° ano da configuração (teologia).

na foto estão os seminaristas Tiago de túnica, Rafael e vocacionados ao fundo

Assessor diocesano do Apostolado da Oração visita paróquias

O Assessor diocesano do Apostolado da Oração, Diácono Daniel Bueno Borges, esteve presente nesta primeira sexta-feira do mês de Novembro – 01/11 – em São Sebastião do Maranhão e Santa Maria do Suaçuí onde participou das celebrações e reunião com o apostolado da oração destas respectivas paróquias.

O Apostolado da Oração (sigla AO), também conhecido, mais recentemente, como Rede Mundial da Oração do Papa, é uma organização composta por leigos católicos cuja finalidade é a santificação pessoal e a evangelização.

Seus Estatutos assim o definem: “O Apostolado da Oração constitui a união dos fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção, e desta forma, pela união com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na evangelização do meio em que vivem, é missão dos membros deste movimento de espiritualidade além da oração pelo Papa a oração pela igreja e pelas vocações sacerdotais e religiosas.

Na manhã de 16 de outubro, na cúria diocesana, o diácono Daniel Bueno que exerce seu ministério na paróquia Sant’Ana de Água Boa, esteve reunido com Dom Otacilio pra tratar sobre a definição para a eleição da Coordenação Diocesana e o Primeiro Encontro do Apostolado da Oração da diocese de Guanhães.

Dom Otacilio visita seminaristas em Diamantina

“No dia 31 de outubro tivemos a grata satisfação de receber em nosso Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, a visita de nosso bispo diocesano, Dom Otacílio de Lacerda, acompanhado por Pe. Hermes, pároco da paroquia de São Miguel e Almas e cura de nossa igreja catedral; Pe. Adão, administrador paroquial das paróquias de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora do Porto; e do Pe. Salomão, administrador da paróquia de Nossa Senhora da Pena, representante dos presbíteros e agora responsável pela pastoral vocacional, que nos acompanhará mais de perto na caminhada formativa. Foi uma visita muito especial, dividida em dois momentos: a reunião em torno da mesa da Eucaristia e a reunião em torno da refeição. Na Santa Missa presidida pelo bispo, ele nos deixou uma mensagem marcante: é preciso ter em nosso horizonte o mistério da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao entorno da mesa de refeição, momento fraterno, deixou-nos também uma palavra de devoção à Virgem Maria. Agradecemos ao nosso bispo e aos padres pela presença animadora e amiga em nossa casa. Que pela intercessão da Virgem Maria e de São Miguel, caminhemos com o mistério da cruz diante dos nossos olhos, de modo a não reclamarmos das intempéries da vida, sempre contando com a graça de Deus!”, disse o seminarista Alisson Sandro Anacleto da Silva.

 

Mensagem de Dom Otacilio para III Dia Mundial dos pobres “A esperança dos pobres jamais se frustrará”.

Fomos agraciados com a Mensagem do Santo Padre Papa Francisco para o III Dia Mundial dos pobres, a ser realizado no dia 17 de novembro de 2019, tendo como título: “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19).

As palavras do Salmista possuem incrível atualidade, pois “expressam uma verdade profunda, que a fé consegue gravar, sobretudo no coração dos mais pobres: a esperança perdida devido às injustiças, aos sofrimentos e à precariedade da vida será restabelecida”.

À luz deste Salmo, o Papa apresenta estas questões que ecoam pelos séculos:

– como é que Deus pode tolerar esta desigualdade?

– Como pode permitir que o pobre seja humilhado, sem intervir em sua ajuda?

– Por que consente que o opressor tenha vida feliz, enquanto o seu comportamento haveria de ser condenado precisamente devido ao sofrimento do pobre?

“No período da redação do Salmo, assistia-se a um grande desenvolvimento econômico, que acabou também – como acontece frequentemente – por gerar fortes desequilíbrios sociais… Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus”.

Hoje, a realidade mundial apresenta novas formas de escravidões a que estão submetidos milhões de homens, mulheres, jovens e crianças, como ele nos descreve:

“Todos os dias encontramos famílias obrigadas a deixar a sua terra à procura de formas de subsistência noutro lugar; órfãos que perderam os pais ou foram violentamente separados deles para uma exploração brutal; jovens em busca duma realização profissional, cujo acesso lhes é impedido por míopes políticas econômicas; vítimas de tantas formas de violência, desde a prostituição à droga, e humilhadas no seu íntimo. Além disso, como esquecer os milhões de migrantes vítimas de tantos interesses ocultos, muitas vezes instrumentalizados para uso político, a quem se nega a solidariedade e a igualdade? E tantas pessoas sem abrigo e marginalizadas que vagueiam pelas estradas das nossas cidades?”

São instigantes as palavras do Papa quando nos descreve a realidade vivida pelos pobres:

“Quantas vezes vemos os pobres nas lixeiras a catar o descarte e o supérfluo, a fim de encontrar algo para se alimentar ou vestir! Tendo-se tornado, eles próprios, parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo… Drama dentro do drama, não lhes é consentido ver o fim do túnel da miséria”.

A partir do Salmo 10, reflete sobre a dramática realidade vida pelos pobres, em que estes se tornam invisíveis, e a sua voz já não tem força nem consistência na sociedade: – “Homens e mulheres cada vez mais estranhos entre as nossas casas e marginalizados entre os nossos bairros”.

O Papa define quem são os pobres a partir do Salmo:

– é aquele que “confia no Senhor” (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado. E este conhece o seu Senhor (Sl 9,11), e este conhecer, segundo a linguagem bíblica, significa uma relação pessoal de afeto e de amor;

– são todos aqueles que, não tendo o necessário para viver, dependem dos outros: o oprimido, o humilde, aquele que está prostrado por terra.

A Sagrada Escritura nos apresenta a ação de Deus em favor dos pobres, como num refrão: Deus é Aquele que “escuta”, “intervém”, “protege”, “defende”, “resgata”, “salva”. Portanto, Deus jamais se torna indiferente ou silencioso perante a sua oração.

A condição de marginalização, em que vivem acabrunhadas milhões de pessoas, não poderá durar por muito tempo, e o seu clamor aumenta e abraça a terra inteira.

Citando o Padre Primo Mazzolari, o Papa nos diz: “O pobre é um contínuo protesto contra as nossas injustiças; o pobre é um paiol. Se lhe ateias o fogo, o mundo vai pelo ar”.

Em relação aos pobres, Jesus não teve medo de Se identificar com cada um deles: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), de modo que através de sua prática em relação aos pobres, Jesus revela a face de Deus, como um Pai generoso, misericordioso, inexaurível na sua bondade e graça, que dá esperança, sobretudo àqueles que estão desiludidos e privados de futuro.

Deste modo, na prática das Bem-Aventuranças, vive-se um programa que dá credibilidade ao nosso anúncio e testemunho, como cristãos, em reais compromissos com os pobres; sendo assim, é preciso tocar a carne de Cristo para uma autêntica evangelização:

“A condição dos pobres obriga a não se afastar do Corpo do Senhor que sofre neles. Antes, pelo contrário, somos chamados a tocar a sua carne para nos comprometermos em primeira pessoa num serviço que é autêntica evangelização… É neles que a caridade cristã encontra a sua prova real, porque quem partilha os seus sofrimentos com o amor de Cristo recebe força e dá vigor ao anúncio do Evangelho”.

Chama-nos para o compromisso, como cristãos, neste III dia Mundial dos Pobres, bem como no dia a dia: não consiste apenas em iniciativas de assistência que, embora louváveis e necessárias, devem tender a aumentar em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade.

É preciso ser para estes, testemunhas da esperança cristã, num contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efêmero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus:

“A esperança comunica-se também através da consolação que se implementa acompanhando os pobres, não por alguns dias permeados de entusiasmo, mas com um compromisso que perdura no tempo. Os pobres adquirem verdadeira esperança, não quando nos veem gratificados por lhes termos concedido um pouco do nosso tempo, mas quando reconhecem no nosso sacrifício um ato de amor gratuito que não procura recompensa…”

É preciso que os pobres tenham maior atenção, mas sem jamais esquecer que a pior discriminação que eles podem sofrer é a falta do cuidado espiritual, a falta de amor:

“É certo que os pobres também se aproximam de nós porque estamos a distribuir-lhes o alimento, mas aquilo de que verdadeiramente precisam ultrapassa a sopa quente ou a sanduíche que oferecemos.

Os pobres precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor… Por vezes, basta pouco para restabelecer a esperança: basta parar, sorrir, escutar.

Durante um dia, deixemos de parte as estatísticas; os pobres não são números, que invocamos para nos vangloriar de obras e projetos. Os pobres são pessoas a quem devemos encontrar: são jovens e idosos sozinhos que se hão de convidar a entrar em casa para partilhar a refeição; homens, mulheres e crianças que esperam uma palavra amiga. Os pobres salvam-nos, porque nos permitem encontrar o rosto de Jesus Cristo”.

É preciso reconhecer os pobres e amá-los, ainda que aos olhos do mundo seja irracional, pensar a pobreza e a indigência tem uma força salvífica.

São os pobres quem cultivam a esperança que desafia as várias condições de morte, porque sabem que são particularmente amados por Deus e, assim, triunfam sobre o sofrimento e a exclusão… A esperança do pobre torna-se forte com a certeza de que é acolhido pelo Senhor, n’Ele encontra verdadeira justiça, fica revigorado no coração para continuar a amar (cf. Sl 10, 17).

Deste modo, o Papa exorta para que sejamos evangelizadores coerentes, semeando sinais palpáveis de esperança, unindo-nos a tantas outras pessoas para que o III Dia Mundial dos pobres colabore para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade.

Finaliza com as palavras do profeta, que anuncia um futuro diferente para todos nós: “Para vós, que respeitais o meu nome, brilhará o sol de justiça, trazendo a cura nos seus raios” (Ml 3, 20).

+Dom Otacilio F. Lacerda
Bispo de Guanhães

Cristãos leigos e leigas, sujeitos na igreja e na sociedade

“Vivemos o Ano Nacional do Laicato em 2018, mas ele não se encerrou em 25 de novembro; estende-se como um compromisso de toda a Igreja para ‘melhor apoiar e incentivar a vida e a ação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’”.(CNBB 105, n.275)

Celebraremos no próximo dia 24 de novembro a Solenidade de Cristo Rei , dia do Cristão Leigo e Leiga, momento de renovarmos nosso compromisso com a Igreja da qual recebemos o Batismo e, por ele , tornamo-nos , com Cristo, sacerdote , profeta e rei. A celebração do dia do Cristão Leigo e Leiga quer nos aproximar, nos comprometer, nos enriquecer na fé e na esperança, para juntos construirmos relações fraternas que visualizam os sinais do Reino de Deus entre nós.

“Muitos são os espaços para nossa atuação evangélica de cristãos leigos e leigas e é nesses espaços que vamos continuar dando ‘corda no relógio’, como nos lembra o Papa Francisco na Carta ao Cardeal Ouelet em 2016: ‘ é a hora dos leigos , mas parece que o relógio parou’. ‘Não podemos deixar o relógio parar. Este é o nosso desafio! Continuar com o que retomamos com o ano do laicato, para que os cristãos leigos e leigas assumam sua missão nas realidades do mundo, onde só eles e elas são capazes de ser ‘Igreja no coração do mundo’ como verdadeiro sujeito’.(Marilza J.L. Shuina)”.

Com esse propósito, nossa Diocese de Guanhães, em 2019, caminhou no sentido de se organizar como Igreja comprometida com uma sociedade renovada, articulando-se junto ao CNLB -Regional Leste II para em comunhão fraterna, crescermos como “Igreja em saída” a serviço do Reino. Esse é o nosso sonho. E como já disse o poeta “sonho que se sonha só é pura ilusão; sonho que se sonha junto é sinal de realização”. Que Maria, a Rainha da Evangelização, caminhe conosco!

Maria Madalena dos Santos Pires,
Comissão de articulação do CNLB na diocese de Guanhães

Novembro: mês diocesano de conscientização sobre o dízimo – PARTE III

DIOCESE DE GUANHÃES ( MG ) 2019
PASTORAL DIOCESANA DO DÍZIMO E PARTILHA

TEMA: “DÍZIMO, gesto de amor à Igreja”

LEMA: “Cada um dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por obrigação,
pois Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7)

PARTE III

OBS.: PROPOSTA PARA AS MISSAS DURANTE OS QUATROS FINAIS DE SEMANA

PRIMEIRA SEMANA ( 1 A 7 DE NOVEMBRO ) 31ª SEMANA DO TEMPO COMUM
Contextualizar que a contribuição com o dízimo é um exercício que brota do coração do homem em resposta ao mandamento do amor.

COMENTÁRIO INICIAL (Intercalar junto ao comentário da liturgia do dia)
Na diocese de Guanhães o mês de novembro é dedicado à conscientização sobre o dízimo. Dízimo é expressão de fé. É um gesto de amor e gratidão a Deus. É devolver a Ele uma pequena parte de tudo o que d’Ele recebemos. Nesta liturgia da 31ª SEMANA DO TEMPO COMUM, somos convidados a despertar a nossa consciência para a generosidade, a fraternidade e a partilha.

ORAÇÃO DA COMUNIDADE (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, que nosso dízimo, gesto de amor à Igreja, seja o reflexo de uma igreja viva e participativa. Rezemos:

– Senhor, que a experiência dizimal nos ajude a transformar a sociedade com alegria e misericórdia, nos tornando mais solidários e fraternos com os irmãos que sofrem. Rezemos:

– Senhor, por todos os dizimistas da nossa paróquia, para que perseverem em sua missão. Rezemos:

Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a Oração do Dizimista.

OBS.: ORAÇÃO ( Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

SENHOR,
Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por Ti e por tua Casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a Ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na Tua santa presença. Amém.

MENSAGEM FINAL: (Após Oração da Comunhão)

Mensagem do nosso Pastor Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

Amada Diocese de Guanhães (MG),
Queridos Padres, Diáconos, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades!

Com alegria e muita esperança, convido toda a Diocese a viver intensamente o mês de Novembro como mês Missionário de Conscientização do Dízimo e Partilha, cujo Tema é “Dízimo: gesto de amor à Igreja”, e o Lema “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7).

Fundamental que aprofundemos sobre a prática do Dízimo, pois ele é:

– reconhecimento do senhorio de Deus sobre todas as coisas;
– gratidão por tudo o que Deus realiza em nossas histórias;
– resposta de fé à Palavra de Deus;
– missão compartilhada na ação pastoral e social;
– zelo, cuidado, responsabilidade e amor pela comunidade cristã;
– sabedoria na gestão financeira doméstica;
– atitude consciente de cristão comprometido com o projeto de Deus;
– expressão de amor a Deus manifestado com e em sua Igreja;
… e muito mais.

Deste modo, como Bispo Diocesano e Pastor desta Porção do Povo de Deus aqui na Diocese, venho por meio desta conscientização no Mês de Novembro, despertar este sentimento de pertença e ao mesmo tempo de Conversão Dizimal para todos nós.

Um dos objetivos desta conscientização é colaborar para a evangelização dos dizimistas, tornando a relação com a Igreja ainda mais verdadeira, fecunda e profunda.

Urge criar cada vez mais entre os fiéis a consciência de sermos Igreja, Povo de Deus, despertando em cada um o compromisso com a vida comunitária no caminho diário e crescente evangelização.

Por sua vez, reafirmo as palavras do Diácono Edmilson, Assessor Diocesano da Pastoral do Dízimo, em que reforça que o principal objetivo da Pastoral do Dízimo é Evangelização: “É preciso entender a Pastoral Dízimo como a primeira Locomotiva de todas as Pastorais da Diocese, pois é ela que garante os recursos necessários para dinamizarmos toda estrutura Missionária Paroquial e Diocesana. Sendo que O Dízimo só dará frutos em nossa Diocese quando conscientizarmos de uma Pastoral de Conjunto, ou seja, onde todos nós Bispo, Padres, Diáconos, Seminaristas, Consagrados (as), Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades passarmos pelo processo de Conversão Dizimal”.

Portanto, pedimos que reservem em seus encontros semanais alguns minutinhos para dedicar ao DÍZIMO E PARTILHA com a finalidade de despertar em cada cristão batizado O SENTIMENTO DE PERTENÇA à Igreja da qual participa.

Para isso, a Equipe Diocesana do Dízimo, com o meu consentimento e total apoio como Bispo Diocesano, está propondo a todos sugestões para cada semana em todas Pastorais, Movimentos e também para os quatro finais de semana na Liturgia.

Contemos sempre com a proteção do Arcanjo Miguel, Padroeiro de Nossa Diocese, e da Mãe da Igreja, Nossa Senhora da Conceição Aparecida; rogo a Deus que sejam derramadas copiosas bênçãos sobre todos, cumulando de alegria, vida e paz.

Guanhães, 14 de Outubro de 2019

+ Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo Diocesano

 

SEGUNDA SEMANA ( 08 A 15 DE NOVEMBRO ) 32ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Contextualizar a Liturgia do dia com a experiência do DIZIMO, a PERSEVERANÇA e a dimensão CELEBRAR.

COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia)

O dízimo fortalece a vida comunitária, permitindo que a paróquia possa adquirir materiais litúrgicos como vinho, hóstias, velas, cumprir os compromissos financeiros e adquirir novos espaços para Igrejas e salões comunitários. Queremos, nesta Eucaristia, bendizer ao Senhor, que ensina à sua Igreja o significado salvífico da doação, faz justiça aos oprimidos e dá alimento aos famintos. Queremos CELEBRAR com a participação de cada irmão e irmã dizimista da nossa paróquia.

ORAÇAO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, concedei que todo pequeno gesto de partilha faça diferença na vida dos que não têm o necessário para sobreviver. Rezemos:
– Senhor, “a viúva” foi perseverante em seu pedido de justiça. Fazei com que cada um de nós sejamos também perseverantes e justos na devolução do nosso dízimo e da nossa missão evangelizadora. Rezemos:

– Senhor, concede aos nossos líderes e pastores religiosos o discernimento e a sabedoria para agirem com justiça e serem capazes de reconhecer e valorizar os esforços, grandes e pequenos, de cada fiel em favor da comunidade. Rezemos:

Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

SENHOR,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por Ti e por tua Casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a Ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na Tua santa presença. Amém.

MENSAGEM FINAL: (Após Oração da Comunhão)

Dízimo é um ato de fé, de compromisso, de gratidão e de reconhecimento a Deus pelo que Ele é e pelo que fez e faz por nós. Ao oferecer o Dízimo, o cristão expressa a sua convicção de pertença a Deus, tanto de si mesmo como de tudo o que possui. Antes, portanto, de ser partilha o Dízimo é ação de graças.

É importante saber que, por intermédio do Dízimo, o cristão reconhece que deve devolver, retribuir a Deus uma parte dos bens que lhe são dados pelo mesmo Deus. Ao conseguirmos algo, é porque Deus quer e permite. Essa atitude deve levar cada um de nós à conscientização de que fazemos parte de uma comunidade pela qual cada um de nós é responsável.

Evangelizar é dever de todo cristão e é uma tarefa árdua, ampla e difícil, que deve ser feita com muito amor. O Dízimo possibilita esta evangelização.

Quando você vem à Igreja participar da Santa Missa, percebe que tudo que existe aqui é para o seu próprio bem. Você encontra tudo que é necessário para uma boa celebração. Você entra e senta nos bancos, está tudo limpo; olha para o altar, velas acessas e flores. Olha para cima, a luz está iluminando, o sistema de som funcionando, e não percebe que alguém está contribuindo para que isto aconteça. Não podemos esquecer, ainda, a compra de materiais e utensílios litúrgicos (hóstias, cálices, cibórios, folhetos litúrgicos etc.), a conta de água, telefone, material para a secretaria, salário do padre e dos funcionários, manutenção da igreja, despesas pastorais, com a formação, com a manutenção dos locais de reunião, da casa paroquial, despesas com a promoção humana e social etc. Para atender todas estas necessidades e outras aqui não mencionadas, a paróquia necessita do Dízimo de todos.

Dízimo e oferta não são a mesma coisa – DÍZIMO é um compromisso assumido com a comunidade; é um direito e um dever que leva a uma contribuição regular e estável com a qual a paróquia se mantém. A OFERTA, por sua vez, é um gesto espontâneo, dado quando possível e sem a necessidade de uma quantia estável. Ambos – dízimo e oferta – se complementam e são a base de sustentação de uma comunidade organizada e evangelizadora.

Embora a palavra Dízimo tenha o significado de décima parte, ou dez por cento, cada pessoa deve livremente definir, segundo os impulsos de seu coração, qual seja o percentual de seus ganhos que deve destinar ao dízimo a ser entregue para a sua paróquia.

A responsabilidade pela organização do Dízimo cabe à Pastoral do Dízimo. Para que haja uma boa organização, é necessária muita evangelização.

A Equipe da Pastoral do Dízimo tem esta missão: conscientizar os paroquianos sobre sua responsabilidade para com a comunidade onde vivem e da qual fazem parte.

O objetivo primeiro da Equipe da Pastoral do Dízimo é:

– conscientizar os fiéis sobre a dimensão bíblica, teológica e espiritual do Dízimo;

– mostrar que o Dízimo é um ato de fé, de esperança e de caridade;

– testemunhar a alegria de uma vida agradecida a Deus, por meio da oferta mensal do Dízimo;

– apresentar o Dízimo como condição central da experiência de comunhão e participação e, portanto, da experiência de ser e de agir como Igreja.

O papel preponderante da equipe da Pastoral do Dízimo é o de ser conscientizadora. Mas há tarefas a serem executadas. Tarefas de cadastro de dizimistas, preencher o relatório do dízimo ao final das missas, redação e remessa de correspondências diversas aos dizimistas, confecções de cartazes, participações eventuais nas celebrações comemorativas e muitas outras circunstâncias que podem surgir. Não se pode esquecer um fator muito importante que é a prestação de contas, regular e periódica, das arrecadações do Dízimo.

Você que sente vontade de se inscrever como dizimista, procure a Equipe de Missionários no Cantinho do Dízimo e Partilha de nossa Igreja ou a Secretaria da Paróquia, fazendo o seu cadastro.

E você, que suspendeu temporariamente a sua contribuição, renove a sua aliança de gratidão com Deus.

Olhe para frente, recomece a partir deste mês.

TERCEIRA SEMANA ( 16 A 23 DE NOVEMBRO ) 34ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Contextualizar como o Dízimo contribui com o processo de Evangelização. A importância da formação e das missões.

COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia)

Participar da Eucaristia nos fortalece para o processo de Evangelização. É missão de todos nós e Deus nos chama para que juntos nos tornemos mais fortes para enfrentar os desafios desse mundo. Por meio do dízimo, as paróquias podem organizar suas missões nas comunidades, contribuindo para o aprofundamento da comunhão e partilha, sustentando as pastorais e capacitando os leigos e leigas para a missão. Hoje, em especial, no dia mundial dos pobres, clamemos a ajuda de Deus para sabermos defender a dignidade dos seus filhos e filhas desvalidos.

ORAÇÃO DA COMUNIDADE: ( Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, te pedimos pela Santa Igreja, para que seja protegida dos ataques que a rodeiam e para que experimente o poder de Deus no cumprimento da sua missão evangelizadora. Rezemos:

-Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, conscientes de nossa vocação à santidade de vida, como parte integrante desta comunidade, que sejamos também conscientes de nossa corresponsabilidade como dizimistas para o crescimento da ação evangelizadora da Igreja. Rezemos:

– Senhor, por todas as pessoas que se comprometem com a evangelização, que participam dos momentos formativos para melhor servir, e que são verdadeiros missionários junto aos seus familiares e amigos. Rezemos:

Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

SENHOR,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por Ti e por tua Casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a Ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na Tua santa presença. Amém.

MENSAGEM FINAL: ( Após Oração da Comunhão)

E VOCÊ? …

Hoje acordei, por um momento, confuso, chateado, perdido… então, inesperadamente, comecei a me lembrar de um sonho que tive, onde visualizava algumas passagens vividas por mim e que na oportunidade as relato a seguir. Na verdade, eu fazia era um exame de consciência.

Estou próximo a completar 53 anos. Nasci, cresci e sempre vivi nesta “terrinha”querida, cidade linda e maravilhosa para se viver. Um dia após meu nascimento, eu já estava sendo batizado, em 18 de abril de 1966. Aqui fiz minha primeira comunhão, crisma, participei de grupos de jovens, na época. Anos depois me casei, tive dois filhos, também batizados e um já fez inclusive a primeira Eucaristia, tudo na Igreja Matriz. Mas, meu exame de consciência dizia que ainda faltavam muitas coisas. Sempre procurei ser um bom cristão, no entanto, faltava algo. Dai, neste breve relato, lembrei-me de que eu nunca havia procurado a secretaria paroquial para saber quanto eu deveria contribuir por todos estes “serviços oferecidos”, desde o meu batizado até o casamento. E o círculo continua: batizado dos meus filhos, catequese, crisma de sobrinhos até… sempre encontrei a Matriz de portas abertas (que alguém se encarregou de abri-la), sempre limpa (que alguém limpou), os lustres, arandelas acesas (alguém estava pagando as contas de energia). Ah, a filmagem e os fotógrafos do meu casamento, meu sogro pagou; os ornamentos da Matriz como castiçais, mesas, bancos, livros, microfones, anjos da guarda, leitores etc., tudo de graça, sequer fui à secretaria ou procurei o padre para agradecer; mas a festa do casamento e salão de festas, ah, isso meu sogro pagou e não foi barato.

Como uma paróquia sobrevive e de forma dinâmica ofertando tudo isto? Lembrei-me do Informativo Paroquial onde certo texto dizia o que é oferta, doação e esmola: são ajudas esporádicas que a paróquia recebe para custear estas despesas, que aliás são muitas. E descobri outra coisa: para a paróquia se manter, todos os padres têm um apelido em comum, “pidão”. Então me levantei de meu sonho e comecei a redigi-lo, ou o que me lembrava dele. Esse apelido da cidade carinho aos nossos sacerdotes é simplesmente horrível, afinal de contas, sou ou não cristão?

Volto ao início de meu relato. Se moro, ou estou morando nesta comunidade, tenho a obrigação de cuidar da minha Paróquia, que abrange, desde a moradia de meus pastores até a Casa de Nosso Pai. Entendo que essa deveria ser a obrigação do verdadeiro cristão. Por isso, hoje, com muito orgulho de uma Conversão Dizimal de uma forma imensamente feliz, digo que EU E MINHA ESPOSA SOMOS DIZIMISTAS.

Que seja você e sua família também dizimistas, procurando no Cantinho do Dízimo os Missionários ou Secretaria Paroquial fazendo o seu cadastro. Deus o abençoe!

QUARTA SEMANA ( 24 A 30 DE NOVEMBRO)

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Contextualizar a experiência dizimal com a opção preferencial pelos pobres. A dimensão da Partilha (Caritativa). Cristo, Rei do Universo.

OBS.: OPCIONAL – (Após a Celebração, promover o “Café Comunitário” ou “outra Partilha” para confraternizar. Avisar com antecedência para que cada pessoa leve lanche para partilhar ou se a comunidade puder, prepara-se um café com recursos provenientes do próprio dízimo).

COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia)

Neste domingo celebramos a solenidade de Cristo, Rei do Universo, e também o encerramento do mês de conscientização sobre o dízimo na nossa diocese. Somos convidados a PARTILHAR. Por meio de gestos de generosidade, atenção, carinho e misericórdia, vamos transformando nossas ações e a própria sociedade. Pondo-se a servir, Cristo nos dá o exemplo de como agir com olhar misericordioso para com o próximo. A dimensão caritativa do dízimo se manifesta no cuidado que a Igreja, como continuadora da missão de Jesus, tem com os pobres. Por falta de uma conscientização de todos os cristãos batizados, a nossa igreja, com o dízimo que tem, não conseguiu ainda assumir concretamente a dimensão caritativa como é o ensinamento de Jesus Cristo contido nos Atos dos Apóstolos “no meio deles não havia necessitados” (At 4,34) . Por isso, hoje somos convidados a rezar para que conversão dizimal em nossa paróquia cresça cada vez mais e a dimensão social do dízimo alcance os seus objetivos.

ORAÇAO DA COMUNIDADE: ( Acrescentar junto às preces do dia)

-Senhor, que tenhamos o coração caridoso e desprendido dos bens dessa terra para que busquemos a riqueza que provém do céu. Rezemos:

– Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, que conscientes da sua responsabilidade como Igreja, perseverem no caminho da justiça e da paz. Rezemos:

– Senhor, abençoai todos aqueles que contribuem com o seu dízimo com alegria e generosidade, para a melhoria dos serviços comunitários e o provimento das necessidades das comunidades. Rezemos:

Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO ( Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

SENHOR,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por Ti e por tua Casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a Ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na Tua santa presença. Amém.

MENSAGEM FINAL: ( Após Oração da Comunhão)

MENSAGEM DA EQUIPE DIOCESANA DO DÍZIMO DA DIOCESE DE GUANHÃES

DÍZIMO
O Dízimo é sinal de nossa gratidão. É o fruto de nosso trabalho que ofertamos a Deus. Um convite à generosidade, à fraternidade e à solidariedade. A contribuição de cada cristão não é o pagamento de uma conta, mas o exercício de um dom: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria”. (2 Cor. 9,7)

Na generosidade de nossa Partilha, assumimos o compromisso com o Reino de Deus, que precisa ser anunciado em todos os lugares e a todas as pessoas.

Quando o Padre vai fazer uma Unção dos Enfermos nos hospitais ou nas casas, presidir a Santa Missa nas comunidades, atender no escritório paroquial, dar formação aos agentes de Pastorais ou Movimentos, Ministrar uma palestra em qualquer lugar público, Administrar a Paróquia buscando melhorias de todo patrimônio; quando o Ministro da Sagrada Comunhão leva a Santa Eucaristia a um acamado ou idoso; quando a Pastoral Social alimenta um faminto, distribui roupas e mantimentos aos necessitados, ajuda na conta de luz ou água ou lhes compra um remédio; quando o catequista Evangeliza seu filho ou participa de uma Formação na Paróquia ou fora dela; quando o sacristão cuida da limpeza da Igreja, acende as luzes , ventiladores, velas, prepara os Objetos Sacros para a Santa Missa; quando os membros das pastorais e movimentos se reúnem para rezar e agradecer ou discutir um assunto; quando um fiel vai ao escritório paroquial para solicitar um serviço… SIM, DIZIMISTA, VOCÊ TAMBÉM ESTÁ LÁ COM CADA UM DELES, POIS É POR MEIO DO SEU DÍZIMO E PARTILHA QUE CONSEGUIMOS FAZER TUDO ISTO, OU SEJA, EVANGELIZAR!

Sendo assim, vimos agradecer você, Dizimista, pela sua Partilha por meio do seu Dízimo, e ao mesmo tempo pedir a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida e São Miguel, Bênçãos Copiosas sobre você e sua família. E a você, que ainda não faz parte desta família dizimista, se se sentir tocado em seu coração, procure o escritório paroquial ou um Missionário da Pastoral do Dízimo e Partilha e seja você também um Evangelizador por meio do seu Dízimo.

PASTORAL DIOCESANA DO DÍZIMO DA DIOCESE DE GUANHÃES

ANTES DA BÊNÇÃO FINAL:

OBS.: CONVIDAR TODOS OS MISSIONÁRIOS DO DÍZIMO PARA RECEBEREM UMA BÊNÇÃO ESPECIAL, COMO FORMA DE AGRADECIMENTO PELO SERVIÇO DEDICADO À COMUNIDADE POR MEIO DA PASTORAL DO DÍZIMO E TAMBÉM AGRADECER A TODOS OS DIZIMISTAS DE SUA COMUNIDADE PAROQUIAL.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1) REPRODUZIR ESTE MATERIAL PARA TODAS AS PASTORAIS E MOVIMENTOS COM ANTECEDÊNCIA, MOTIVANDO OS COORDENADORES A FAZÊ-LOS.

2) ENTREGAR COM ANTECEDÊNCIA PARA AS EQUIPES DE LITURGIA.

3) NÃO ENGAVETAR OU DEIXAR DE FAZER, POIS É UMA PROPOSTA DIOCESANA.

4) O DÍZIMO SÓ IRÁ DAR FRUTOS EM NOSSA IGREJA PARTICULAR QUANDO TODOS PASSARMOS POR ESTE PROCESSO DE CONVERSÃO DIZIMAL.

5) ACREDITAMOS NUMA PASTORAL DE CONJUNTO, POIS TODOS NÓS DEPENDEMOS DA PASTORAL DO DÍZIMO PARA EVANGELIZARMOS.

6) Tirar fotos dos eventos e enviar pelo wast da Cleunice (033988327507), para o nosso Facebook – Cantinho do Dízimo Diocesano – https://www.facebook.com/adiocesedeguanhaes/

7) JUNTOS SOMOS MAIS…

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

8) REPRODUZIR ESTE MATERIAL PARA TODAS AS PASTORAIS E MOVIMENTOS COM ANTECEDÊNCIA, MOTIVANDO OS COORDENADORES A FAZÊ-LOS.

9) ENTREGAR COM ANTECEDÊNCIA PARA AS EQUIPES DE LITURGIA.

10) NÃO ENGAVETAR OU DEIXAR DE FAZER, POIS É UMA PROPOSTA DIOCESANA.

11) O DÍZIMO SÓ IRÁ DAR FRUTOS EM NOSSA IGREJA PARTICULAR QUANDO TODOS PASSARMOS POR ESTE PROCESSO DE CONVERSÃO DIZIMAL.

12) ACREDITAMOS NUMA PASTORAL DE CONJUNTO, POIS TODOS NÓS DEPENDEMOS DA PASTORAL DO DÍZIMO PARA EVANGELIZARMOS.

13) Tirar fotos dos eventos e enviar pelo wast da Cleunice (033988327507), para o nosso Facebook – Cantinho do Dízimo Diocesano – https://www.facebook.com/adiocesedeguanhaes/

14) JUNTOS SOMOS MAIS…

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

15) REPRODUZIR ESTE MATERIAL PARA TODAS AS PASTORAIS E MOVIMENTOS COM ANTECEDÊNCIA, MOTIVANDO OS COORDENADORES A FAZÊ-LOS.

16) ENTREGAR COM ANTECEDÊNCIA PARA AS EQUIPES DE LITURGIA.

17) NÃO ENGAVETAR OU DEIXAR DE FAZER, POIS É UMA PROPOSTA DIOCESANA.

18) O DÍZIMO SÓ IRÁ DAR FRUTOS EM NOSSA IGREJA PARTICULAR QUANDO TODOS PASSARMOS POR ESTE PROCESSO DE CONVERSÃO DIZIMAL.

19) ACREDITAMOS NUMA PASTORAL DE CONJUNTO, POIS TODOS NÓS DEPENDEMOS DA PASTORAL DO DÍZIMO PARA EVANGELIZARMOS.

20) Tirar fotos dos eventos e enviar pelo wast da Cleunice (033988327507), para o nosso Facebook – Cantinho do Dízimo Diocesano – https://www.facebook.com/adiocesedeguanhaes/

21) JUNTOS SOMOS MAIS…

Novembro: mês diocesano de conscientização sobre o dízimo – PARTE II

OBS.: PROPOSTAS PARA TODAS AS PASTORAIS E MOVIMENTOS DA DIOCESE PARA FAZERMOS UMA PASTORAL DE CONJUNTO.

Queridos Padres, Diáconos, Seminaristas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Deus abençoe a cada um de vocês na missão que lhe foi confiada!

Como já é do conhecimento de cada um de vocês, todos os anos o Mês de Novembro na nossa Diocese é dedicado ao DÍZIMO E PARTILHA. Neste ano de 2019, de um modo muito especial, queremos que este sentimento de partilha chegue a todas as pastorais, grupos e movimentos religiosos que estão ligados à nossa Igreja Particular de Guanhães, de uma forma muito simples e com um coração cheio de gratidão a Deus, pois acreditamos que a Pastoral do Dízimo em nível Diocesano e Paroquial só irá dar frutos se conseguirmos trabalhar em uma Pastoral de Conjunto, ou seja, se todos passarem pelo processo de Conversão Dizimal. Pedimos para que reservem em seus encontros semanais alguns minutinhos para dedicar ao tema DÍZIMO E PARTILHA com a finalidade de despertar em cada cristão batizado O SENTIMENTO DE PERTENÇA à igreja da qual participa. Para isso, a Equipe Diocesana do Dízimo com o consentimento do nosso bispo diocesano, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, está propondo a vocês algumas sugestões para cada semana.

1- PRIMEIRA SEMANA: 1 a 7 de Novembro

COORDENADOR: No momento da oração final do seu encontro, pedir aos participantes que observem o espaço físico onde estão reunidos e enumerem quais foram os gastos necessários para que se realizasse o encontro do dia. ( Tempo para observação 5 minutos – o coordenador deve ajudar a descobrir …)

Lançar a pergunta:

1- QUEM PROPORCIONA RECURSOS PARA USUFRUIRMOS DE TUDO ISSO TODAS AS SEMANAS EM NOSSOS ENCONTROS?

CONCLUIR: Então vamos neste momento da oração final rezar um Pai Nosso e Três Ave – Marias por todos os dizimistas da nossa comunidade.

2- SEGUNDA SEMANA: 8 a 15 de Novembro

Após o momento da acolhida e da oração inicial, recordar o encontro anterior.

COORDENADOR: No encontro passado, além de termos refletido sobre o Tema do Dia, ……… Nós rezamos na intenção de quem? E por que nós rezamos por eles?

Antes de darmos continuidade ao assunto do nosso encontro de hoje, vamos fazer uma brincadeira da BATATA QUENTE sobre o dízimo e a partilha?

COMO PREPARAR A DINÂMICA:

– RECORTAR PERGUNTAS, DOBRAR E COLOCAR DENTRO DE UMA CAIXINHA .

-AO SOM DE UMA MÚSICA OU A UM SINAL COMBINADO COM O GRUPO, A CAIXINHA VAI PASSANDO DE MÃO EM MÃO. ONDE PARAR A MÚSICA OU DER O SINAL, A PESSOA TIRA UMA PERGUNTA, LÊ E RESPONDE . ( Pode explorar outras respostas do grupo).

EXEMPLOS DE PERGUNTAS:

a- O que é mesmo o Dízimo?

b- De onde veio a ideia do dízimo?

c- Conhece alguma pessoa de sua rua/ bairro / paróquia / comunidade … que trabalha na pastoral do dízimo?

d- Qual domingo do mês celebra o dia do dízimo em sua paróquia / comunidade?

e- Você receberá no final do encontro um brinde surpresa.

Vamos encerrar este primeiro momento do nosso encontro fazendo um pequeno diálogo: DIÁLOGO SOBRE DÍZIMO.

Dirigente: – O que é o dízimo?
Lado 1 – O Dízimo é a décima parte da nossa renda e é devolvido para o manutenção da obra do Senhor. De cada 100 que temos, 10 são de Deus!

Dirigente – Qual foi o Pastor que instituiu o Dízimo?

Lado 2 – Abraão, patriarca dos filhos de Israel, devolveu o Dízimo de tudo o que recuperou na guerra contra os reis que levaram cativo o seu parente Ló. Melquisedeque, rei de Salém, foi ao encontro de Abraão, e lhe devolveu o Dízimo. Mas foi o próprio Deus quem instituiu o Dízimo.

Dirigente – Deus instituiu o dízimo para si?

Lado 1– Deus não instituiu o Dízimo para si, e sim para a sua obra. Devolver o Dízimo é um ato de fé e amor que fazemos para ver a prosperidade da obra de Deus na Terra.

Dirigente: Há diferença entre o dízimo do rico e do pobre?

Lado 2 – O Dízimo nos põe em igualdade diante de Deus e da Igreja; se sou pobre ou rico, a Bíblia nos orienta que a minha devolução é a décima parte do que eu ganho ou, como nos orienta a Doutrina Social da Igreja, ao menos 1% (por cento). O rico não devolve seu Dízimo em maior proporção, nem o pobre em menor e Deus aceita igualmente as Partilhas!

Dirigente – As pessoas são obrigadas a devolver o dízimo?

1 – O dinheiro é seu e só você pode dar-lhe destino, sabendo que quem devolve o Dízimo por fé tem sua renda abençoada e que, na verdade, devolve ao Senhor uma pequena parte do que já é dele.

2 – Se eu tenho um trabalho, foi Deus quem me deu… se tenho saúde para trabalhar, é graça de Deus… se recebo um salário, pensão ou aposentadoria no final do mês, é Bênção de Deus!

3 – Se não fosse Deus, ninguém teria coisa alguma, nem a própria vida.

Todos – Reconhecemos que o Senhor nos dá saúde, condição de trabalho, o sol, a chuva e tudo o que precisamos para viver… Não devemos nos esquecer de que a Terra é de Deus e tudo o que nela há! Nós somos apenas gerentes dos bens que julgamos ser nossos!

Voltando ao tema do nosso encontro de hoje:

TERCEIRA SEMANA: 16 a 23 de Novembro

Após a acolhida e a oração inicial

Coordenador: Já estamos na terceira semana do mês de novembro, mês em que fomos convidados pela nossa diocese a refletirmos sobre o Dízimo e a Partilha. Como vimos no encontro anterior de onde veio a ideia do dízimo, vamos agora dividir em pequenos grupos e confirmar esta verdade por meio de alguns textos na bíblia? ( Tempo no grupo – 7 minutos)

Levítico 27,30 -32
Deuteronômio 26,8 -11
Gênesis 14,18-20

Mateus 6, 3 -4
Tobias 1,6 -7
Marcos 12,41 – 44

Atos 2, 44 -45
Malaquias 3, 6 -12
Neemias 10,38-40

Coordenador: a – Foi possível confirmar nos textos que a ideia do Dízimo está contido na Bíblia Sagrada?

b- Algum grupo quer comentar alguma coisa sobre o texto lido?

Vamos concluir este nosso momento de reflexão sobre o dízimo e a partilha rezando juntos:

Todos: “Pai Santo, contemplando Jesus Cristo, vosso filho bem amado que se entregou por nós na cruz, e tocado pelo amor que o Espírito Santo derrama em nós, manifesto com esta contribuição, minha pertença à igreja, solidário com sua missão e com os mais necessitados. De todo o coração, ó Pai, contribuo com o que posso: recebei, ó Senhor. Amém”.

COORDENADOR: Antes de finalizarmos o nosso encontro, vamos lembrar que dia 17 de Novembro é o III dia Mundial dos Pobres instituído pelo Papa Francisco . “A esperança dos pobres jamais se frustrará”.

a- O que temos feito para ajudar os nossos pobres?
b- A nossa Comunidade acolhe os pobres na Liturgia, Pastorais e Movimentos?
c- O que podemos fazer para melhorar?

QUARTA SEMANA: 24 – 30 de Novembro

Fazer o seu encontro normal

Antes da oração final, repetir a dinâmica da BATATA QUENTE OU A DINÂMICA DO ESTOURA BALÃO ( TODOS DEVEM ESTOURAR O BALÃO DE UMA SÓ VEZ E O COORDENADOR VAI LENDO AS PERGUNTAS E QUEM ESTIVER COM ELA VAI RESPONDENDO:

1- Dentro do que falamos sobre o Dízimo e a Partilha nessas semanas, o que mais lhe chamou a atenção?

2- Se a Bíblia é a Palavra de Deus escrita, você realmente acredita que a ideia do dízimo veio de Deus?

3- Na sua opinião, por que muitas pessoas que se dizem católicas ainda não despertaram para a entrega do seu dízimo?

4- Cite 5 benefícios que o Dízimo proporciona a sua Comunidade ou Pastoral e Movimento.

5- Você tem alguma sugestão de como podemos continuar falando do dízimo e da partilha em nossos próximos encontros, mesmo não sendo mês de novembro?

6- Você vai agora receber um presente… (entrega). Não abra, ele não é seu. Entregue-o para a pessoa mais fiel do grupo. – Apesar da sua fidelidade este presente também não é seu. – Entregue-o para a pessoa que você acredita que a partir de agora será dizimista consciente. – Mesmo sendo consciente, este presente também não pertence a você. Entregue-o para a pessoa mais carismática do grupo. Que bom! A pessoa carismática é capaz de atrair as outras pessoas para o caminho do bem. Então abra o presente e partilhe-o com todas as pessoas do grupo.

Coordenador: encerrar o encontro como de costume e, se tiver mais alguma programação para o encerramento do mês do dízimo em sua paróquia, fazer as comunicações necessárias.

Novembro: mês diocesano de conscientização sobre o dízimo – PARTE I

DIOCESE DE GUANHÃES ( MG ) 2019
PASTORAL DIOCESANA DO DÍZIMO E PARTILHA

TEMA: “DÍZIMO, gesto de amor à Igreja”

LEMA: “Cada um dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por obrigação,
pois Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7)

PARTE I

Este ano, pela primeira vez em nossa Diocese de Guanhães, estamos somando forças para propagarmos esta Pastoral tão importante dentro da nossa Igreja Particular como a Primeira Locomotiva da Paróquia, pois sem a Pastoral do Dízimo, fica impossibilitada a Evangelização, sendo que tudo provém do Dízimo. Assim, convocamos todos os Padres, Diáconos, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades para refletirmos este Mês de Novembro em todas as Missas, Reuniões, Formações, Encontros de Pastorais ou Movimentos, buscando nossa CONVERSÃO e UNIDADE DIZIMAL.

O Dízimo é um ato de amor e um gesto de partilha. Nós não pagamos o Dízimo; nós o devolvemos, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus.

Compreender a importância do dízimo significa entender a nossa participação na comunidade. Quando devolvemos o dízimo, devemos fazê-lo como oração e agradecimento a Deus e não apenas depositar o resto que nos sobra.

O primeiro objetivo da Pastoral do Dízimo é ajudar cada cristão a se conscientizar sobre a experiência pessoal com Jesus Cristo e a sua missão como discípulo, missionário, membro da comunidade eclesial, ou seja, a EVANGELIZAÇÃO.
O dízimo manifesta a união da comunidade; é fruto da oração, do trabalho e da vivência litúrgica e catequética. Os cristãos participam do dízimo porque compreenderam o significado de ser Igreja, comunidade a serviço da construção do Reino de Deus.

É do compromisso com o dízimo que a Igreja poderá viver e sustentar com dignidade sua missão pastoral, social e evangelizadora. Dízimo é força comunitária, é compromisso com a vida, é testemunho de fé que se traduz na partilha consciente e livre de pequena parcela dos bens necessários ao nosso sustento!

Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo e Partilha
Assessor Diocesano: Diác. Edmilson Henrique Cândido

AS DIMENSÕES DO DÍZIMO

A partir do Documento 106 da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas”, o dízimo passa a ter quatro dimensões, sendo elas: religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Antes, as dimensões do dízimo eram divididas entre religiosa, social e missionária.

A primeira dimensão do dízimo é a RELIGIOSA: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, a relação com os bens materiais e com seu correto uso, à luz da fé (Lc 12,15-21; 1Tm 6,17-19) ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis, ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

O dízimo também tem uma dimensão ECLESIAL. Com o dízimo o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, pela qual é corresponsável, contribuindo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente a testemunhe. Desse modo, cada fiel toma parte no empenho de todos e se abre para as necessidades de toda a Igreja. O dízimo também oferece condições às paróquias e comunidades de contribuírem de modo sistemático com a Igreja particular, mantendo vivo o sentido de pertença a ela.

O dízimo tem uma dimensão MISSIONÁRIA. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre as Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas. De fato, em cada Igreja particular, na comunhão com as demais, está presente e atua a una e única Igreja de Cristo. O dízimo contribui para o aprofundamento da partilha e da comunhão de recursos em projetos como o das paróquias-irmãs e o do fundo eclesial de comunhão e partilha, no âmbito da Igreja particular; e nos projetos “Igrejas-irmãs” e “Comunhão e Partilha”, em âmbito nacional.

O dízimo tem ainda uma dimensão CARITATIVA, que se manifesta no cuidado com os pobres, por parte da comunidade. Uma das características das primeiras comunidades cristãs era de que “entre eles ninguém passava necessidade”, pois tudo era distribuído conforme a necessidade de cada um (At 4, 34-35). A atenção com os pobres e suas necessidades é uma característica da Igreja Apostólica. Ao reconhecerem a autenticidade do ministério de São Paulo, os apóstolos pediram que não se esquecesse dos pobres (Gl 2,10). “A opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica” e a caridade para com os pobres “é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência”.

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” Sofremos o amor perdido”

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Disse o Senhor na passagem do Evangelho (Lc 21,5-19) proclamada no 33º Domingo do Tempo Comum (ano C): “Sereis entregues...
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Cremos na Ressurreição da carne e na vida eterna – Homilia do 32° Domingo Comum

Cremos na Ressurreição da carne e na vida eterna – Homilia do 32° Domingo Comum

Cremos na Ressurreição da carne e na vida eterna Com a Liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum (ano C),...
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A DOR DA SAUDADE

A DOR DA SAUDADE

Há dores que podem ser aliviadas ou até mesmo evitadas; Desnecessário nominá-las, pois bem as conhecemos. Há, porém, dores que...
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Catequese permanente, frutos abundantes

Catequese permanente, frutos abundantes

O tema da iniciação à vida cristã e a necessária catequese permanente, que nos possibilita um crescimento constante mais do...
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” Senhor, fazei de nós instrumentos da Vossa paz…”

” Senhor, fazei de nós instrumentos da Vossa paz…”

“Senhor, fazei de nós instrumentos da Vossa paz...” Retomemos a oração conclusiva da Mensagem do Papa Francisco,  para o 52º...
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Ela veio trazendo vida

Ela veio trazendo vida

  Com o Cântico de Daniel, louvemos o Senhor: “Águas do alto céu, bendizei o Senhor! Potências do Senhor, bendizei...
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Quanto mais próximos do Altar, maior será a exigência de Deus para conosco! (Homilia – 30° Domingo do Tempo Comum)

Quanto mais próximos do Altar, maior será a exigência de Deus para conosco! (Homilia – 30° Domingo do Tempo Comum)

Quanto mais próximos do Altar, maior será a exigência de Deus para conosco! Com a Liturgia do 30º Domingo do Tempo...
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A oração não dispensa compromissos

A oração não dispensa compromissos

As mãos que elevamos aos céus são as mesmas que na terra estendemos ao outro... A Liturgia do 29º Domingo...
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Graça, gratidão e gratuidade (Homilia 28º Domingo Tempo Comum – ano C)

Graça, gratidão e gratuidade (Homilia 28º Domingo Tempo Comum – ano C)

Graça, gratidão e gratuidade   “...Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se...
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