Bruno Costa Ribeiro

O HORA DA FAMÍLIA 2019 recorda os 25 anos da Campanha da Fraternidade de 1994

A Comissão Nacional da Pastoral Familiar convida toda a Igreja, em especial os agentes de Pastoral Familiar a fazer essa pergunta diante da realidade da família no momento atual. Depois de um Sínodo sobre a Família, que discutiu os desafios pastorais da família no contexto da evangelização, é urgente encontrar meios eficazes para acompanhar os casais e as famílias afastadas da comunidade eclesial, como também manter viva a fé e o compromisso dos que já vivenciam a vida comunitária.

“Somos convidados a refletir sobre a iniciação à vida cristã que deve começar no seio da família, pois é nela que devemos, por primeiro, conhecer e aprender a amar a Deus”, destaca o assessor.

O tema deste ano é uma retomada da reflexão que marcou a Campanha da Fraternidade de 1994. Ao voltar ao passado e ver o quanto a Pastoral Familiar já cresceu, percebe-se que a família busca e precisa aprofundar cada vez mais a sua missão na Igreja e na sociedade para conquistar um papel decisivo e central.

“Esse desejo de estar no centro das ações eclesiais aparece neste Hora da Família, ligando-o à Iniciação à Vida Cristã, às Políticas Públicas, ao envolvimento com as questões contemporâneas da vida urbana e à missão em meio a outras famílias”, pontua o presidente da Comissão Vida e Família, Dom João Bosco.

O subsídio vem com os tradicionais encontros que nesta edição refletem sobre os temas: Família e iniciação à vida cristã; Família, vocação e juventude; Família e Políticas Públicas; Família, defensora da vida; Matrimônio e Família no plano de Deus, e por fim, o tema central: A família, como vai?

Além dos encontros, o material traz três celebrações temáticas para realizar no Dia das Mães, Dia dos Pais e uma celebração e consagração à Sagrada Família.

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O Dízimo como uma experiência de fé

A Experiência de partilha é, antes de tudo, uma experiência de fé, aliás, a segunda necessariamente precisa preceder à primeira: é pela fé que o cristão percebe a ação invisível da mão de Deus sobre a sua vida, tanto na ordem temporal como espiritual, em suas infinitas manifestações de misericórdia; e assim percebendo, pleno de gratidão, o homem numa atitude de fé, naturalmente busca partilhar; partilha que surge ipso facto, como uma necessidade de efusão indeclinável, decorrente, ela mesma, da natureza de uma autêntica experiência de fé.

Assim foi a experiência do jovem Zaqueu (Lc 19-1-10). Ele a nada foi forçado. A graça o assistiu, o amor o preencheu; ele, deste modo, pleno de alegria e boa vontade (Ecl 35,7 -8), entregou livremente o que possuía, porque havia conhecido Aquele que, simplesmente entregou-se a si mesmo por amor. Não há maior alegria do que fazer as coisas com liberdade e simplicidade de coração.

É Jesus, que sempre nos dá o cêntuplo (Mc 10, 28-31), isto é, infinitamente mais do que merecemos ou fazemos, se oferece para dormir na casa de Zaqueu, na sua morada, quer dizer no íntimo do seu ser; Jesus prepara a mesa e unge o seu coração de felicidade e amor por todos os dias de sua vida(Sl 23,6). E é por essa experiência ontológica que Zaqueu sente o inevitável desejo de partilhar.

O dízimo só pode ser partilha se for fruto de uma fé viva, tornando-se então, oferta perfeita.

As nossas partilhas e ofertas são ações da vida do cristão que chegam ao coração do Pai, quando se tornam um verdadeiro culto em espírito e verdade, isso é, quando a experiência da fé precede a partilha numa dinâmica santificante pela qual o cristão faz da sua vida um sacrifício perfeito; “Fazei de nós uma perfeita oferenda” (Oração eucarística III). Deste modo, o dízimo se torna a expressão mais concreta e autêntica do fruto do nosso trabalho e, juntamente com o pão e o vinho, será apresentado na celebração eucarística para ser transformado por Cristo e ofertado ao Pai como oferenda agradável .

(Maurílio Antônio Dias de Sousa –MEAC – Dias d’ Ávila –Bahia).
Enviado por Rosa Inácia e Silva,
da equipe diocesana da pastoral do dízimo
da diocese de Guanhães.

Ainda há espaço para as CEBs na igreja?

Pergunte a alguém da comunidade: ainda há espaço para as comunidades eclesiais de base na igreja?

Preciso de confirmação de testemunhas que viram nossa Igreja diocesana ser gestada, nascer, desenvolver-se e chegar à idade adulta, mas me resta um tiquinho de dúvida apenas sobre o que vou afirmar no início deste texto. Muitas lideranças sociais, políticas, religiosas nesta Diocese nasceram das experiências de fé das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Uma vivência que nasceu na zona rural, nas periferias, nas ruas e bairros das nossas cidades. Um protagonismo que encontra inspiração no Evangelho de Jesus de Nazaré.

As CEBs não perderam força como pensam alguns agourentos. Hoje, vejo a força das comunidades a partir da historieta que vou contar. Na minha casa tem um pé de pimenta biquinho plantada em um vaso. Durante meses comemos dessa deliciosa pimenta! Um dia, percebi que a plantinha parou de dar frutos, as folhas secaram, o caule foi se enfraquecendo, até que morreu. Perguntei para minha esposa: “Flor, o pé de pimenta morreu”? Ela me disse: “Não, não. Veja lá no vaso”. Quando me aproximei, vi muitas mudas, novinhas, vicejantes, que me saltaram aos olhos. Fiquei feliz e pensei: “Que bom! Logo, logo, novos frutos crescerão!”.

Na Diocese de Guanhães, as CEBs passam por esse processo da pimenteira. Há muitos desafios que exigem uma resposta corajosa da Igreja: os modos de produção do sistema produtivo e improdutivo ceifadores do meio ambiente e das comunidades tradicionais, a crise econômica que atinge as famílias de baixa renda, levando-as à miséria e à fome, a política partidária que carece de representatividade íntegra, responsável e ética, os problemas da urbanização etc. Nossa Senhora! Há inúmeras situações que as nossas comunidades experimentam dia a dia. Fica a certeza de que das CEBs sempre surgem vozes proféticas, ações transformadoras e modos de organização social onde a solidariedade sinalize a força da fé e a presença de Deus.

Luís Carlos Pinto
Professor de Educação Básica

Editorial: Estamos na “idade de Cristo”

A maioria das pessoas associa “33 anos de vida” à idade da morte de Jesus Cristo. Apesar de que a Sagrada Escritura não menciona a idade exata de Jesus em sua morte, os evangelhos Lucas e João nos ajudam a entender isso. Em Lucas 3,23, nos é relatado que Jesus tinha 30 anos de vida quando iniciou seu ministério; somado a essa citação, temos no livro de João a menção de quatro festas da páscoa após o início do ministério de Jesus (Jo 2,13-23; Jo 5,1; Jo 6,4) e a última páscoa quando ele foi crucificado.

Sabemos também que a páscoa dos judeus era realizada anualmente (Ex 34,18). Sendo assim, podemos chegar na idade de 33 anos. Se considerarmos que essa primeira páscoa (Jo 2,13-23) foi quando Jesus tinha 30 anos de idade, logo, com 31 anos foi a segunda páscoa (Jo 5,1); com 32 anos, a terceira páscoa (Jo 6,4) e com 33 anos a páscoa em que ele foi crucificado. Logo, nos parece razoável crer que Jesus tinha realmente por volta de 33 anos.

Independente disso, esta idade marca não só a morte de Jesus, mas também a ressurreição. Podemos considerar a maturidade de sua missão: quando se cumpriu o tempo, Jesus retorna para o Pai; cumpriu um ciclo entre nós: veio do Pai e retorna ao Pai; desceu do céu e de novo sobe para lá (Jo 1,1-18; Jo 3, 13; 6, 62).

Esta é a idade da nossa diocese! 33 anos! Esta é “nossa idade” como Igreja e recebemos pela primeira vez um “bispo pronto”, elementos que nos inspiram a vislumbrar um novo ciclo em nossa diocese. Os 3 primeiros bispos eram padres que assumiram o terceiro grau do sacramento da ordem se tornando bispos para ensinar, governar e santificar o povo de Deus nesta igreja particular. Realizaram 5 Assembleias Diocesanas, ajudaram a imprimir uma identidade.

O quarto bispo vem com aproximadamente 2 anos e meio de ministério junto a Dom Walmor na capital mineira e vem “como Pastor da nossa Igreja Diocesana – conforme rezamos neste tempo de vacância – Que o Espírito Santo o ilumine e fortaleça para ser verdadeiramente um “Pastor que tenha o cheiro das ovelhas”, que caminha com o seu Povo, a serviço da Sua Igreja e de maneira especial, os pobres e necessitados”.

É oportunidade de iniciarmos um novo ciclo, amadurecermos, resgatarmos o que foi bom e corrermos atrás daquilo que ainda precisamos se concretizar. Em nossa prece, instruídos por Dom Darci José Nicioli – Adm. Apostólico -, rezávamos: “Estamos no tempo de esperança e mudança, mas também, vigilantes”. Continuemos assim: vigilantes e atentos às mudanças e assim, nos configurarmos cada vez mais a Jesus Cristo, Sumo Sacerdote e Pastor Eterno e proclamarmos “para mim o viver é Cristo” – “mihi vivere Christus est” (Fl 1,21).

Seja bem-vindo, Dom Otacílio! Seguimos “unidos na fé e na oração, na comunhão fraterna e participação ativa, em todas as paróquias e comunidades”, no firme propósito de superar os desafios que nos interpelam (de ordem espiritual e da natureza humana frágil), de uma transformação e conversão do coração. Pedimos ao Pastor Eterno, Jesus Cristo, que ilumine o seu episcopado.

Rezamos por um novo pastor e rezemos agora para que ele seja ajudado por Deus e Nossa Senhora em sua missão. A oração não pode parar. E não nos falte a intercessão e a proteção de São Miguel Arcanjo, que é nosso padroeiro.

 

Pe. Bruno Costa Ribeiro,
Diretor

NOTA SOBRE O VIII FESTIVAL DA MÚSICA CRISTÃ

NOTA SOBRE O VIII FESTIVAL DA MÚSICA CRISTÃ

 

Guanhães, 27 de Junho de 2019

 

“Cantarei ao Senhor enquanto eu viver;
cantarei ao meu Deus enquanto eu existir.”
(Sl 104,33)

Prezados irmãos,

No ano de 2012 realizou-se o primeiro Festival da Música Cristã da Diocese de Guanhães. Uma ideia que nasceu de uma conversa na casa paroquial entre o Pe. Saint-Clair ( in memoriam ) e o Músico-Cantor Robertinho Zier. Era o desejo do novo! Um incentivo aos artistas anônimos que traziam no coração muita fé e o desejo de expressar a sua gratidão e o seu amor ao Deus por meio de Louvores e Ações de Graças, fosse cantando, tocando um instrumento ou simplesmente compondo um poema.

Os anos passaram e, com a Graça do Bom Deus, chegamos à oitava edição do Festival que será realizada em 2020. Isso mesmo! Precisaremos nos preparar melhor para a próxima edição e por isso a oitava edição do Festival da Música Cristã não será realizado em 2019, mas, sim, em 2020.

O Festival foi tomando corpo e passou a ser um dos eventos mais aguardados na região. Músicos e cantores de muitos lugares, fiéis católicos e de outras denominações cristãs, de perto e de longe, das Minas Gerais e de outros estados, têm marcado a sua presença ao longo das sete edições. É por isso que tomamos tal a decisão para melhor celebrar a próxima edição, sem regredir em qualidade, sem atropelos devido a imprevistos que antes não nos abordavam.

Cada festival é um desafio muito grande abraçado pela equipe organizadora composta de membros da PASCOM Diocesana, Rádio Vida Nova FM 91,5 e demais parceiros – empresários, padres e paróquias – de nossa diocese.

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus, do Perpétuo Socorro – cuja memória fazemos hoje – e no empenhamos para concretizar a realização do VIII Festival da Música Cristã.

Padre Bruno Costa Ribeiro,
Assessor diocesano da PASCOM

Como identificar sinais de que o relacionamento pode se tornar abusivo?

Como é gostoso se apaixonar, namorar, ter alguém. Nós, seres humanos temos inúmeras necessidades, e uma delas é a de se relacionar. Temos necessidade de nos relacionarmos amorosamente e, se possuímos marcas ou feridas na nossa história, corremos o risco de nos cegar diante de atitudes abusivas e viver a dor de uma escravidão.

E aqui está a questão, uma relação abusiva em que, normalmente, a “vítima”, não consegue perceber que está vivendo uma relação adoecida, devido a toda trama e domínio que o abusador consegue exercer sobre ela.

Vale ressaltar que este é um assunto muito singular para se tratar de forma generalista, por isso, me limitarei a apenas pontuar as possíveis formas de relação abusiva que existem hoje, para que você leitor tenha um pouco mais de clareza e conhecimento sobre o assunto.

Existem cinco tipos de relações abusivas: a física, verbal, financeira, emocional e tecnológica. A mais antiga e falada é a física, que deu origem a lei “Maria da Penha”, quando a pessoa abusada é uma mulher.

No entanto, o abuso físico não se dá apenas em mulheres, mas também em homens, e tem muita mulher batendo em homem por aí. Esta relação se dá quando o abusador quer impor sua vontade, condições e escolhas de forma agressiva, fisicamente.

O abuso verbal acontece quando um dos parceiros, com grande frequência, profere palavras pejorativas que diminuam e desencorajem o outro. Esta relação amarra sua vítima de tal forma que, normalmente, ela passa a acreditar na fala do abusador e paralisa diante da vida. É muito triste, pois gera também uma confusão sobre a verdadeira identidade, gerando pensamentos como: Ele tem razão, eu sou incompetente mesmo, não consigo fazer nada certo. E assim, o encorajamento de enfrentar a vida vai ficando paralisado e enfraquecido.

A dependência financeira, como o nome mesmo diz, está ligada ao dinheiro. O abusador(a) passa a administrar a conta bancária do parceiro(a), retendo todo o seu dinheiro, ficando com os cartões e dando apenas aquilo que julga ser necessário. Outra forma é quando o abusador não deixa nem mesmo seu parceiro trabalhar, o convencendo de que não é necessário, gerando assim, total dependência daquele que possui o dinheiro, o que, futuramente, pode vir a desenvolver, juntamente a dependência financeira, uma relação de abuso verbal.

A relação abusiva emocional é bastante comum em nosso meio, porém, não tão fácil de ser identificada. Aqui o abusador, com o passar o tempo, começa a restringir de forma bem sutil seus relacionamentos. Começa afastando os amigos de seu parceiro, normalmente com histórias de que eles na verdade não gostam dela, que têm inveja e que apenas ele de fato quer o seu bem. Posteriormente, inicia o processo de distanciamento da família e familiares, de forma que, ao final, o abusador consiga ter a atenção plena de seu parceiro, de maneira que somente ele passe a ser o foco da vítima. Aqui abro parênteses, pois este tipo de abuso não se restringe apenas à relação afetiva, mas tem acontecido muito em amizades, onde se vê este fechamento entre duas pessoas.

Por fim, temos uma nova forma de relação abusiva, que é a tecnológica, na qual o abusador, monitora todos os acessos virtuais de seu parceiro, whatsapp, redes sociais, e-mails, e demais plataformas de acesso ao mundo virtual. Podendo até mesmo bloquear os contatos de seu parceiro.

No entanto, um segredo que desejo revelar a você leitor, após ler todas estas possibilidades de abuso é que, numa relação abusiva, seja qual for, você é convocado a olhar para o abusador como de fato ele é, mesmo que seja difícil, enxergar a verdade que habita nele. E sabe qual é? Na maioria das vezes, se trata de uma pessoa insegura e medrosa, que usa deste tipo de força e comportamento para se esconder.

Você, sendo vítima, tem muito mais força que o abusador. Coragem! Esteja sempre atento(a) e pronto para encerrar esta relação abusiva, pois os relacionamentos existem para serem vividos de forma saudável.

*Aline Rodrigues é psicóloga,
especialista em saúde mental,
e missionária da Comunidade Canção Nova.
Atua com Terapia Cognitiva Comportamental;
no campo acadêmico, clínico e empresarial.

O ambiente digital como Cultura do Encontro

Como já acontece na Igreja Católica, desde o Concílio Vaticano II, a Igreja celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A cada comemoração um tema é direcionado às pessoas que trabalham com a comunicação na Igreja, tendo sempre pertinentes discussões e necessárias reflexões acerca da temática.

O tema escolhido para este ano de 2019, “Somos membros uns dos outros (Ef 4,25). Das comunidades de rede à comunidade humana”, caracteriza o 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 02 de junho, festa da Ascenção do Senhor. O tema, escolhido pelo Papa Francisco, ressalta a importância de inserir na comunicação uma perspectiva baseada na pessoa, no valor da interação como um diálogo e oportunidade de encontro com o outro.

Engajado na responsabilidade de comunicar no ambiente digital sem esquecer as relações humanas, dom Gil Antônio Moreira, bispo referencial da Comissão para a Comunicação do Regional Leste 2, incentiva os agentes de Pastoral da Comunicação e demais profissionais da área a celebrarem essa data. Segundo ele, é necessário entender a responsabilidade que existe como comunicadores da Igreja. “O encontro é uma comunicação entre as pessoas. Nas redes sociais os instrumentos que temos para a comunicação são tecnicamente muito bons, mas eles podem não criar esse encontro, essa comunhão, pode até criar divisão. Então a nossa responsabilidade como comunicadores, como agentes de comunicação na Igreja, é de utilizar esses instrumentos técnicos para que a Cultura do Encontro se efetive.”

Sobre a celebração do 53° Dia Mundial das Comunicações Sociais ele completou deixando um recado aos comunicadores. “Eu quero dizer a todos aqueles que são agentes de comunicação nas paróquias e nas dioceses, que nunca se esqueçam desta palavra do Papa: criar uma Cultura do Encontro. Isso significa criar comunhão, é uma linguagem diferente e mais atual que o Papa usa e é aquilo que Jesus pregou no Evangelho, que é amar uns aos outros, amar e superar as diferenças, destruir o ódio, destruir a vingança, destruir tudo aquilo que possa ser um veneno dessa relação humana. Então o que eu desejo é que você, agente de Pastoral da Comunicação e comunicadores em geral, é que tenham uma vocação e uma responsabilidade com aquilo que você crê, para que o mundo se torne mais humanizado.” Afirmou.

 

Pe. Andrey Nicioli
(Assessor Eclesiástico da Comissão para a Comunicação do Regional Leste 2)
Janaína Gonçalves
(Coordenadora da Pastoral da Comunicação do Regional Leste 2/CNBB)

O DNJ e a Bandeira da Paz

Desde o DNJ de 2018 foi lançada a proposta da peregrinação da bandeira da paz do setor juventudes. Algumas paróquias já a receberam – em São Pedro do Suaçuí, Peçanha, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Paulistas e Coluna/ Frei Lagonegro – Segue o cronograma da rota da bandeira elaborada pelos jovens

ROTA DA BANDEIRA DA PAZ

COLUNA/ FREI LAGONEGRO de 16 DE ABRIL a 30 ABRIL
SÃO JOSÉ DO JACURI de 1 de MAIO a 13 DE MAIO
ÁGUA BOA de 14 de MAIO a 25 DE MAIO
SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO de 26 DE MAIO a 10 DE JUNHO
DOM JOAQUIM DE 11 de JUNHO a 22 DE JUNHO
CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO de 23 DE JUNHO a 10 DE JULHO
MORRO DO PILAR/ SANTO ANTÔNIO DO RIO ABAIXO de 11 DE JULHO a 26 DE JULHO
FERROS de 27 de JULHO a 07 DE AGOSTO
DORES DE GUANHÃES/ CARMÉSIA de 08 DE AGOSTO a 23 DE AGOSTO
DIVINOLÂNDIA DE MINAS de 24 DE AGOSTO a 10 DE SETEMBRO
VIRGINÓPOLIS de 11 de SETEMBRO a 20 DE SETEMBRO
SABINÓPOLIS de 21 de SETEMBRO a 02 DE OUTUBRO
MATERLÂNDIA de 03 de OUTUBRO a 13 DE OUTUBRO
RIO VERMELHO de 14 de OUTUBRO a 26 DE OUTUBRO
SENHORA DO PORTO de 27 DE OUTUBRO DNJ-2019.

●A bandeira poderá ficar de 15 a 20 dias em cada Paróquia, de acordo com as atividades.
●Mudança de rota deverá ser comunicada aos padres e assessor do Setor Juventude. (Padre Salomão).
●Cada Paróquia deverá reunir e escrever uma mensagem dos anseios da Juventude.
●A Bandeira deverá estar em Conceição do Mato Dentro no dia 23 de Junho de 2019.
● A peregrinação vai terminar em Senhora do Porto, DNJ-2019, dia 27 de Outubro.

 

ECA e Direitos Humanos

No próximo dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) vai completar 29 anos. Tal Estatuto é o conteúdo da lei 8.069, sancionada pelo então Presidente Collor de Melo.

O ECA colocou fim ao “Código do Menor”, vigente até a Constituição Federal (CF) promulgada em 1988. Engana-se, portanto, quem afirma que antes da CF/88 a legislação brasileira não falava de “menor”. Sim, existia, e falava de “menor em situação irregular”, o que o ECA chama de “criança ou adolescente em ato infracional”.

O “Código do Menor” não tratava com o mesmo humanismo o que a nova CF, em outros tempos históricos, vê com maior interesse. Os menores, agora chamados de crianças e adolescentes, são vistos com maior respeito, maior dignidade, integridade e direitos. Os conceitos mudaram por causa do Art. 227 da CF, que diz: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária […] salvo toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Diante de tamanha complexidade desse artigo da CF foi preciso criar um Estatuto para regulamentar essas disposições todas ali elencadas.

O ECA começa dizendo que criança é aquela pessoa compreendida até 12 anos incompletos, ou seja, 11 e 364 dias; adolescentes são aquelas pessoas compreendidas entre 12 e 17 anos e 364 dias (dezoito anos incompletos), e a elas são aplicadas medidas protetivas, conforme o art. 105 (ECA). As pessoas que estão nessa faixa etária não cometem crimes, contravenções ou delitos, mas cometem atos análogos a isso: atos infracionais.

Num país de desigualdades, como o nosso, é muito difícil responsabilizar conjuntamente família, sociedade e Estado para garantir às crianças e adolescentes os direitos previstos no mencionado artigo 227 da CF e no ECA. É preciso que cada um cumpra o seu papel para que os direitos humanos não sejam apenas letras num papel.

 

Pe. Ismar Dias de Matos,
Professor de Filosofia na PUC Minas,
Associado Efetivo do Instituto Histórico
e Geográfico de Minas Gerais (Cadeira 75)

Liderança Materna

Há no Brasil um número de mães superior a 52 milhões delas; no mundo são mais de 1,9 bilhões. Cuidam da educação dos filhos e do marido, organizam a casa, trabalham. Uma jornada tripla – algumas vezes quádrupla – porque resta apenas a madrugada para outra atividade.

O contexto mundial tem sido um caminho escuro para elas; não bastassem guerras bélicas décadas atrás, hiperinflação no passado mais recente, hoje, as “guias do lar” se veem envolvidas por outro desafio colossal: estar em dia com a tecnologia e presente na vida das “crias”. Não é nada fácil, como nunca foi, contudo, nestes nossos dias, a velocidade dos fatos não nos permite sequer respirar, compreender e voltar a caminhar.

Vamos aos detalhes: cada vez mais cedo os filhos estão presentes na realidade virtual por meio dos smartphones, tablets, smartwatches. As redes sociais invadem e são invadidas por uma galera conectada aos bytes, expondo a vida e olhando a vida alheia. Onde ficam as mães em toda essa dinâmica? Muitas vezes é colocada quilômetros de distância, mesmo estando ao lado. De quem é a culpa? Dos filhos, agitados, ávidos por conteúdo, conectados de segunda a segunda, de 0h a 23:59? Das mães, ocupadas, multitarefas, vivendo dois dias em apenas um? Certamente de ambas as partes. Os herdeiros devem estar abertos ao diálogo com sua família; por sua vez, cabe à família controlar a exposição dos filhos no “ambiente digital”, dizer não.

Sendo o Brasil um dos países mais conectados no planeta, as mães têm o desafio de conciliar o cotidiano da família, muitas vezes com poucas opções de horário para conviverem entre si, com as tarefas profissionais, pessoais e da casa. Não é preciso jogar fora os dispositivos eletrônicos. Pode-se e deve-se estar em dia com todos os gadgets oferecidos pela infinita capacidade criativa dos programadores e designers. Apenas um aviso: como diz meu pai: tudo demais é veneno.

Mães, tudo isso parece muito difícil de ser assimilado e trabalhado em meio a tantas demandas. A diretiva a vocês, rainhas do lar, não é acaso, nem entrega total da responsabilidade. Em família, a ordem do dia é compartilhar as tarefas. Uma célebre filosofia de Napoleão Bonaparte, imperador francês entre os anos de 1804 e 1814 (com breve retorno, por alguns meses, em 1815), é uma sábia lição para as famílias: dividir para conquistar. Dividir os cuidados com a casa, a preparação das refeições, a atenção uns para com os outros; conquistar união, crescimento mútuo, um lar além das paredes, piso e telhado. Tudo isso desenhado, a tenacidade, doçura e perspicácia maternal são fundamentais para a condução do núcleo familiar em mais esse contexto dinâmico.

O mundo está precisando de um olhar diferenciado, com visão do todo e do detalhe, firmeza e afago, força e delicadeza. Um pacote tão completo como só o dom da maternidade pode acobertar. Uma fonte inesgotável de amor, fortaleza e luz. O corpo ao qual o Criador atribuiu a capacidade de gerar a vida, a cocriação do planeta, a renovação constante da humanidade.

Por mais turbulento que esteja o voo, a experiência do piloto, aliada aos equipamentos de ponta do avião, permite ao comandante da aeronave dar prosseguimento à viagem e levar os passageiros com segurança ao destino. Por mais tortuoso que seja o caminho, a liderança do guia, aliada aos seus conhecimentos, leva o grupo a atravessar o vale e alcançar o topo. Por mais nublados que pareçam estar nossos dias, o aconchego materno, aliado à sabedoria adquirida ao longo dos anos, ajudam os pequenos (e os grandes) a esperar a tempestade passar e ver, mais uma vez, a luz do sol.

Juliano de Oliveira Nunes,
jornalista, discente de administração.

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