Bruno Costa Ribeiro

A Independência da nação se faz com os valores de sua população

A frase acima abriu o desfile de 7 de setembro, em Sabinópolis, realizado pelas escolas públicas do município. Todo ano é escolhido, pelos organizadores, um tema necessário à reflexão e a revisão de atitudes em todos os participante e cidadãos presentes no evento.

Por tudo o que vivenciamos na vida política, social, familiar, profissional e pessoal a escolha desse tema visou o resgate dos VALORES, tão fundamentais na vida de qualquer pessoa ou nação.

Segundo o dicionário Aurélio, Valores são as normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduo, classe, sociedade etc. Diante disso urge perguntar: Que valores você preza, aceita, mantém?

Condenamos a corrupção dos políticos, mas será que agimos corretamente em todas as coisas que fazemos?

Uma escola fez a seguinte frase:

CARÁTER: não se diz que tem, se mostra com atitudes.

Honre seus compromissos
Diga a verdade
Seja fiel
Preserve a vida
Seja ético
Seja bom
Pense positivo
Ajude
Respeite
Seja compassivo
Responsabilize-se
Seja solidário
Reconheça boas intenções
Perdoe
Agradeça
Cumpra sua obrigação
Desempenhe bem sua função
Deseje o bem.

Se cada um fizer a sua parte, faremos deste país uma grande nação, sem corrupção, poluição, devastação, violência e enganação. É preciso diminuir a distância entre o que se fala e o que se faz, de tal forma que nossa fala seja nossa ação. Assim se constrói a independência de uma nação.

Regina Coele Barroso Queiroz Santos,
de Sabinópolis  – butibarroso@yahoo.com.br

( publicado na Folha Diocesana, setembro de 2015)

TRÊS PROFETAS DOS NOSSOS TEMPOS

Celebramos no dia 27 de agosto o fim da trajetória terrena de três pessoas admiráveis que muito marcaram os meus caminhos e com certeza os caminhos de muita gente boa.

Dom Hélder Câmara nos deixou em 27 de agosto de 1999. Dom Luciano Mendes de Almeida encerrou a sua esplêndida presença entre nós, no mesmo dia e mês de 2006. Dom José Maria Pires foi em busca de sonhos e utopias em 27 de agosto de 2017.

Os três, mais do que amigos, foram irmãos e ajudaram a construir o momento luminoso da Igreja no Brasil em que bispos – e aqui cabe lembrar mais uma vez Pedro Casaldáliga, que era também irmão dos três – religiosas e religiosos, militantes leigas e leigos buscaram seguir a vida, o testemunho e os ensinamentos de Jesus. Tempos em que floresceram as Comunidades Eclesiais de Base, as Pastorais comprometidas com a vida, os grupos de Fé e Política, os movimentos ecumênicos.

Dom Hélder foi o precursor. Começou como bispo auxiliar junto às comunidades mais empobrecidas do Rio de Janeiro, e depois de forma mais visível e libertária nas periferias de Olinda e Recife. O trabalho junto aos pobres e excluídos, trabalhadores, jovens, desdobrou-se na voz que se ergueu contra os desmandos da ditadura pós-golpe de 1964; voz que cresceu e tocou corações e consciências além das fronteiras nacionais, quando a ditadura com o Ato Institucional nº 5 adentrou no trágico território dos crimes contra a humanidade, com as prisões arbitrárias, torturas, mortes, desaparecimentos.

Recordo com emoção, quando aos 16 anos em Bocaiuva recebi pelo reembolso postal e li com atenção própria dos discípulos “Revolução dentro da Paz”. Belíssimo livro com pronunciamentos de Dom Hélder. Pude muitos anos depois, como vereador em Belo Horizonte, entregar-lhe o título de Cidadão Honorário da nossa capital. Dom Hélder, já arcebispo emérito, disse-nos então que pretendia dedicar os seus últimos anos de vida à luta para erradicar a fome no Brasil.

Guardei os seus ensinamentos e o seu desejo, quando priorizamos na Prefeitura de Belo Horizonte a segurança alimentar e o nosso trabalho no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Dom José Maria Pires emergiu na minha vida e na vida de milhares de pessoas quando bispo de Araçuaí, no nosso Vale do Jequitinhonha, foi transferido para assumir a Arquidiocese de João Pessoa e tornou-se vizinho de Dom Hélder.

Os nossos primeiros encontros ocorreram nos anos 1970. Nunca me esqueci de que em uma conversa com militantes, Dom José ousou uma afirmação radicalmente evangélica. Disse que a Igreja do futuro não perguntaria às pessoas se elas acreditam em Deus e sim se elas são capazes de amar. O amor ao próximo e particularmente o amor aos pobres é o passo inicial para seguir Jesus. Militamos juntos no Movimento Nacional Justiça e Não Violência.

Tive a alegria de ver o meu filho o vereador Pedro Patrus conceder-lhe o título de Cidadão Honorário de BH em evento memorável na Câmara Municipal.

Dom Luciano foi um encontro mais recente. Ocorreu nos anos de 1980, quando assumiu a Arquidiocese de Mariana. Dom Luciano era bispo auxiliar de Dom Paulo Evaristo Arns em São Paulo. O nosso desejo e expectativa era que ele viesse a substituir o inesquecível Cardeal do Povo. Ocorre-me então uma conversa com Dazinho – este também sempre presente nos corações e lembranças dos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Falei com Dazinho deste meu sentimento e que a vinda de Dom Luciano para Minas frustrava as minhas expectativas. Dazinho, bem a seu feitio, disse-me que sentia e pensava de forma diferente: Muito bom que Dom Luciano venha para Minas, para aqui dar o seu testemunho e exercer o seu magistério profético.

Dazinho estava certo. Dom Luciano foi um sinal da presença de Jesus entre nós. Tivemos encontros, conversas, que me marcaram para sempre. Convidou-me para participar e dar o meu depoimento em eventos da arquidiocese. Tornou-se um consultor e conselheiro não remunerado do Ministério Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Dom Hélder, o Padre Hélder, o Dom da Paz, Dom José Maria, o Dom Zumbi, o bispo que assumiu a sua negritude, Dom Luciano o estadista da Igreja, que tão bem articulava o trabalho de base e suas atribuições na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, da qual foi secretário-geral e presidente, fiéis seguidores de Jesus, anunciam com suas vidas e ensinamentos o Brasil que nós queremos.

PATRUS ANANIAS
Deputado Federal

Orientações para o retorno das celebrações eucarísticas com presença dos fiéis na Diocese de Guanhães

Desde o final de abril algumas dioceses puderam retornar às atividades com a presença dos fiéis, mas sempre com orientações de higiene e distanciamento, de modo a evitar o contágio pelo novo coronavírus. Paralelamente, algumas Igrejas Particulares tiveram que voltar com medidas mais restritivas, por conta do aumento de casos em suas localidades.

Para o retorno às celebrações com presença dos fiéis é importante que siga as exigências previstas pelo bispo, Dom Otacilio. Confira a seguir:

Orientações para a reabertura das igrejas em tempo de pandemia

“Pois para mim viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl1,21)

Caríssimos presbíteros, agentes de pastorais e amado povo de Deus da Diocese de Guanhães.

Diante da nova realidade nesta região, frente à situação da pandemia do COVID-19, em que municípios têm flexibilizado a reabertura das igrejas para as celebrações presenciais, para uma melhor organização e comunhão de toda a Diocese, emitimos as seguintes orientações a serem seguidas para o bom funcionamento de nossas celebrações eucarísticas:

1 – Até que as autoridades competentes anunciem o contrário, seja mantida a distância mínima de dois metros entre as pessoas, ou o que for indicado pelas autoridades competentes locais;

2 Os bancos das igrejas devem ser reorganizados de forma a garantir que as pessoas se acomodem nos locais previamente indicados e mantenham o distanciamento necessário;

3 Se os assentos forem fixos no chão ou, por algum motivo, não permitirem o devido distanciamento ou retirada de alguns, usem-se fitas apropriadas para demarcação dos espaços que não poderão ser utilizados;

4 Deve ser realizado o controle do fluxo de entrada e saída das pessoas, sendo que, na hipótese de formação de filas, deve haver demarcação para se manter a distância recomendada entre as pessoas;

5 Cada igreja e\ou local de encontro deve ter álcool em gel disponível nas entradas para que as pessoas possam utilizar ao entrar e ao sair, de forma que ninguém precise tocar os recipientes com essas substâncias. Recomenda-se que se use os dispensadores acionados por pedais, abastecidos com álcool 70%;

6 É recomendável que as pessoas possam desinfetar também os seus pés ao entrarem nas igrejas. Recomenda-se que sejam adquiridos tapetes que permitam serem utilizados com soluções a base de água sanitária ou outra substância para esse fim;

7 Para o bom uso do item anterior, recomenda-se que haja pessoas nas portas para controlar as entradas e orientar aqueles que entram ou saem das celebrações;

8 Os objetos supra citados são recomendados também para os espaços dos presbitérios, sacristias, secretarias, locais dos ministérios de música, salões e outros espaços que sejam utilizados;

9 Antes, durante e depois das celebrações devem ser evitadas práticas de aproximação entre as pessoas e outras formas de contato físico, como dar ou apertar as mãos, abraços e outros, sendo totalmente proibido a formação de filas para coletas e comunhão;

10 Devem ser adotadas medidas para se evitar qualquer tipo de confraternização e agrupamentos de pessoas nas entradas e saídas dos templos;

11 Todos os fiéis, funcionários e colaboradores devem usar máscaras de tecidos recomendadas durante as celebrações;

12 As pias destinadas para a higienização das mãos devem estar abastecidas com os insumos necessários como sabonete líquido, papel toalha, álcool 70% e lixeira sem acionamento manual;

13 Intensificar a higienização dos sanitários existentes, fazendo uso de hipoclorito de sódio a 1%, ou água sanitária seguindo as instruções do rótulo para a concentração, diluição, método de aplicação e tempo de contato.

14 Caso haja cantinas e outros estabelecimentos de alimentação, os mesmos, para funcionarem, devem observar o distanciamento necessário de dois metros entre as pessoas, disponham de insumos para a higiene das mãos e adotem as demais medidas de prevenção, respeitando os pareceres das autoridades competentes;

15 Os padres e os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística devem observar a purificação das mãos, antes e depois, com muito cuidado para dar a comunhão, que deve ser dada, exclusivamente, nas mãos do fiel, sendo que o ministro vai ao comungante e não o contrário (aqueles que vão comungar permanecem no lugar). Aquele que estiver dando a comunhão deve estar com máscara;

16 O uso de instrumentos musicais e de microfones deve ser individual e todos devem ser desinfetados antes e após cada uso;

17 A coleta dos fiéis deve ser feita através de cofres fixos distribuídos ao longo dos templos para evitar deslocamentos das pessoas neste período ou, no caso dos lugares onde isso seja permitido, através de sacolas de pano com amplo cabo, evitando também que haja contato físico entre as pessoas;

18 Evite-se o uso de folhetos e outros objetos que sejam compartilhados;

19 Devem ser bloqueados os recipientes de água benta de uso coletivo;

20 Deve ser feita a desinfecção de todos os ambientes a serem utilizados ao menos uma vez por período, matutino, vespertino e noturno, bem como antes e depois das celebrações. Sejam providenciadas pessoas, devidamente preparadas, para a execução desse ofício, observando a segurança e os direitos daqueles que o fizerem. Outras orientações a este respeito poderão ser dadas posteriormente;

21 A desinfecção dos locais deve ser aumentada a depender do dimensionamento do local e do número de pessoas;

22 Devem ser bloqueados bebedouros que exigem aproximação de pessoas, sendo recomendados somente aqueles cujo acesso seja tranquilo e que tenha copos descartáveis que possam ser enchidos diretamente, sem que se toque o bocal e, de preferência, que também não se toquem os acionadores da água;

23 Todos os ambientes devem ser mantidos abertos e bem ventilados de forma natural;

24 Pode-se celebrar em qualquer igreja, desde que sejam amplas e arejadas o suficiente e que sejam observadas todas as regras de segurança exigidas pelas autoridades eclesiástica e municipais (vigilância sanitária e Comitês municipais de saúde);

25 Embora não seja obrigatório em muitos lugares, pode-se usar o medidor de temperaturas nas entradas das igrejas, tendo a temperatura como um dos critérios para se estar ali;

26 Orientar para que as pessoas abaixo de 12 anos e acima de 60 anos, bem como aquelas que estejam com sintomas de COVID-19, sintomas gripais, ou que façam parte de grupos de risco, que continuem participando das celebrações em suas casas, pelas redes sociais;

27 Organizar previamente o controle de quem participará de cada celebração, através de inscrições a partir das secretarias paroquiais, usando-se dos recursos mais eficientes, priorizado os meios virtuais ou o telefone. Evite-se o uso de papeis;

28 Que não haja acepção de pessoas quanto à contemplação daqueles que virão a participar, mas seguir fielmente a ordem de inscrição não permitindo, único e exclusivamente, aqueles/as que as normas das autoridades competentes impeçam;

29 Orientar para que haja uma rotatividade de fiéis que participem das celebrações, de forma a se observar um intervalo de tempo considerável entre uma presença e outra com o objetivo de atender número maior de pessoas num tempo mais ágil possível;

30 Oferecer um número maior de celebrações aos domingos e, também, durante as semanas, sendo que cada celebração não deve ultrapassar os sessenta minutos;

31 Quanto às carreatas e cavalgadas, recomendamos que não sejam realizadas. Para manifestações extras, como procissões e outras, sejam consideradas as exigências municipais. Que haja diálogos prévios com as autoridades competentes e apoio da polícia militar, sendo expressamente proibido que se faça sem a devida autorização.

32 Em cada Paróquia sejam observadas as regras municipais;

33 Não seja relativizada nenhuma regra de segurança;

34 Estas orientações serão exclusivamente para as celebrações de missas, ficando ainda válidas as orientações anteriores para os demais sacramentos;

35 Que haja uma intensa conscientização e preparação de todos para que estas normas sejam em prática, usando-se dos mais diversos meios de comunicação social;

36 As celebrações presenciais estarão autorizadas a partir do dia 30 de agosto, desde que estejam também autorizadas pelo município, que todos os recursos de segurança descritos aqui e exigidos pelo município sejam providenciados, que tenha sido feita uma ampla divulgação desta nota e que tenham sido preparadas as pessoas que exercerão as atividades necessárias para que tudo funcione da forma mais prudente possível;

37 Cartazes com orientações sobre as necessárias medidas de prevenção e controle ao COVID-19, bem como das regras para o funcionamento dos templos devem ser fixados em pontos estratégicos e visíveis às pessoas, preferencialmente nas entradas, banheiros, entre outros. Como dizeres para os cartazes Sugerimos:

1) Mantenham, no interior deste recinto, o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. Ocupem os locais previamente demarcados;

2) Façam uso do álcool em gel, disponível nas portas, ao entrar e ao sair para desinfetar as mãos;

3) Antes, durante e depois das celebrações evitem práticas de aproximação entre as pessoas e outras formas de contato físico, como dar ou apertar as mãos, abraços e outros;

4) Todos os fiéis, funcionários e colaboradores devem usar máscaras de tecidos recomendadas durante as celebrações;

5) Não façam filas para a coleta. Depositem-na nos cofres ou esperem em seus lugares para que seja devidamente recolhida nos bancos.

6) Não saiam dos seus lugares para a comunhão: apenas se levantem quando virem o ministro se aproximar, recebendo exclusivamente nas mãos;

7) Não é permitida a permanência de pessoas com menos de 12 anos, acima de 60 anos, com sintomas gripais ou que façam parte dos grupos de risco para o COVID-19 durante as celebrações. Deste modo pedimos que participem de suas casas pelas redes sociais.

8) Para a participação nas celebrações deve-se fazer o agendamento na secretaria paroquial pelo telefone ou pelas redes sociais e aguardar a confirmação.

A vida deve estar sempre em primeiro lugar. Colaboremos para que, mesmo em tempo de afastamento social, a Igreja seja mãe acolhedora, sem deixar faltar a responsabilidade diante do mal que afeta o mundo inteiro.

Que São Miguel arcanjo interceda ao Pai as mais copiosas bênçãos para toda a Diocese de Guanhães.

Guanhães, 15 de agosto de 2020

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães

Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce

Com o tema “Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum” e lema “Aos pés do Bom Jesus, cuidar da Mãe Terra, das Águas e da Vida”, a preparação para a 5ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce acontecerá virtualmente com tríduo nos dias 15 a 17 de julho, das 19h às 20h30, e Santa Missa presidida por dom Otacílio Ferreira, no dia 19 de julho, às 10h.

Durante a preparação para a romaria, será celebrado os 5 anos da carta Laudato Si, do papa Francisco, um importante documento em prol de uma ecologia integral e do cuidado com os bens de Deus na nossa Casa Comum.

Acompanhe e participe pelos links:

🔹 Facebook da Cáritas Minas Gerais: https://www.facebook.com/caritasmg/

🔹 Youtube da Cáritas Minas Gerais: https://bit.ly/2NxHApB

🔹 Facebook da Diocese de Guanhães: https://www.facebook.com/DioceseDeGuanhaes/

🔹 Mais informações: https://bit.ly/30ak2Nl

Clero de Guanhães reflete sobre Media Training

Na manhã do dia 09 de Julho de 2020 o bispo de Guanhães abriu a quarta Reunião do Clero neste ano; sendo a terceira realizada por videoconferência. Na primeira parte foi ocupada para a formação permanente do clero conforme previa o calendário diocesano. Na Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores Dabo Vobis (1992), Sua Santidade João Paulo II orienta que “a formação permanente é uma exigência intrínseca ao dom e ao ministério sacramental recebido e revela-se necessária em todos os tempos. Hoje, porém, ela é particularmente urgente, não só pela rápida mudança das condições sociais e culturais dos homens e dos povos, no meio dos quais se exerce o ministério pastoral, mas também por aquela “nova evangelização” que constitui a tarefa essencial e inadiável da Igreja no final do segundo milênio” (n 71).

Esta formação propiciou a cada sacerdote a oportunidade de aprofundar sobre Media Training e se atualizar conforme a proposta da Igreja. O pesquisador e jornalista Moisés Sbardelotto orientou os clérigos a como se portar diante dos meios de comunicação em variados ambientes.

A temática desta formação permanente do clero atende a necessidade do contexto em que estamos e a proposta da carta “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: as novas mídias a serviço da Palavra” do papa emérito Bento XVI no 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais (2010) que abordou o tema: “Aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas ‘vozes’ que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho.”

Após o estudo Dom Otacilio prosseguiu com a pauta da reunião. Anunciou a V Romaria das Águas e da Terra realizada pelo facebook “Cáritas MG” e pelo canal no youtube “Diocese de Guanhães Pascom”. Esclareceu que houve transferências devido as urgências e em agosto Pe José Martins e Pe Derci encerraram esse ciclo. Por conta do processo de interiorização do Covid-19 não será possível a flexibilização em agosto; tal propagação da doença em nossa região causa alerta por não ter sistemas de saúde com infraestrutura adequada para suportar os reflexos de uma pandemia. Também em agosto os seminaristas retomam a formação em Diamantina.

A próxima reunião será realizada no dia 28 de julho de 2020, com assessoria Dom Vicente de Paula Ferreira C. SsR, bispo auxiliar de Belo Horizonte.

 

Pe Bruno Costa Ribeiro,
assessor da PASCOM Diocesana

Clero de Guanhães realiza reunião on-line (videoconferência)

Neste tempo de distanciamento social, algumas práticas ganham resignificado e ainda mais importância pois, preserva do isolamento. Sendo assim o clero da diocese de Guanhães realizou na manhã de terça-feira, dia 23 de Junho, a primeira reunião online (videoconferência) devido a pandemia de Covid -19. O bispo, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, e mais 25 padres de diversas paróquias trataram de questões relacionadas a readequação de algumas datas na agenda para o segundo semestre.

Após a oração, no início da reunião, Dom Otacilio fez uma reflexão da “carta do Papa Francisco aos presbíteros por ocasião dos cento e sessenta anos da morte do Cura d’Ars”. Entre outros aspectos enfatizou sobre o que a carta diz a respeito de “reforçar os vínculos de fraternidade e amizade no presbitério e com o vosso bispo, apoiando-vos mutuamente”.

E exortou sobre a importância da amizade entre os padres “amigo de padre é outro padre” e usou as palavras do papa para encorajar os padres “a que não negligenciásseis o acompanhamento espiritual, tendo um irmão com quem falar, confrontar-se, debater e discernir, com plena confiança e transparência, a propósito do próprio caminho; um irmão sábio, com quem fazer a experiência de se saber discípulo.”

Após abertura feita pelo bispo sucedeu um momento de partilha sobre o dia de oração pelo clero vivido de modo solene com o tríduo preparatório rezado na catedral e transmitido por variados meios, com a live no youtube da diocese e encerrado no programa de rádio Hora da Família. Continuemos nossa prece pelo clero.

Padre Eduardo (Coluna) manifestou estar muito preocupado com o descaso da população, sem levar a sério as orientações de combate a pandemia. O bispo lembrou que não é momento pra flexibilizar pois o interior de Minas Gerais está sendo afetado agora pelo vírus. E afirmou “quero pedir perdão por ter exagerado mas não por que fui omisso”.

Dom Otacilio lembrou que os padres são muito cobrados neste contexto de pandemia. No entanto esse momento exige muita serenidade de cada um de nós. É por isso que são feitos “orientações diocesana” ao invés de “decretos” pois leva em conta o clamor pastoral de cada paróquia. Padre Dilton (Santa Maria do Suaçuí), coordenador de pastoral, pediu que haja unidade no seguimento das orientações e pediu que evitássemos o isolamento, justificado pelo distanciamento social, assunto abordado pelo papa na mensagem usada pelo bispo para abrir os assuntos desta reunião.

Padre Salomão (Rio Vermelho), representante dos presbíteros, fala sobre a formação permanente do clero lembrando os temas. Dom Otacilio propõe que a próxima formação aborde sobre “mídias sociais e a pessoa do padre” e que seja por vídeo conferência, desse modo não ficamos esperando a pandemia passar e seguimos com nossa formação permanente marcada para 9 de julho, das 9h às 10:30h. Padre Bruno (São Sebastião do Maranhão) ficou responsável por convidar o assessor. O “planejamento pastoral” também foi um assunto apontado para tal formação.

O padre José Martins (Divinolândia de Minas) registra a ação efetiva da igreja presente no comitê municipal de enfrentamento e prevenção à Covid-19. “Somos formadores de opinião e devemos conscientizar o povo sob a responsabilidade em proteger a vida uns dos outros.

Dom Otacilio propõe que quinzenalmente seja feito o encontro do clero por videoconferência. E se despediu dizendo que “embora não possamos nos encontrar presencialmente, hoje nos encontramos e nos fizemos próximos. Acredito que as próximas serão melhores ainda. Nada dispensará o presencial! Estamos todos no caminho do aprendizado: não há mestres, há discípulos e aprendizes. O caminho é longo e vamos caminhar e venceremos. Deus vos abençoe leve alegria e esperança para este POVO TÃO SOFRIDO”.

Padre Bruno Costa Ribeiro,
pela PASCOM Diocesana

“Agosto – possível flexibilização”, diz Dom Otacilio

No dia em que se registra no Brasil a 1ª semana com queda de mortes por Coronavírus (16/06) – fenômeno que foi possível uma vez que 13 estados conseguiram diminuir a quantidade de óbitos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) – o bispo de Guanhães anuncia que em agosto poderá dar início a flexibilização. Sendo assim a participação dos fiéis permanecem “não-presencial” até o final de julho.

Quanto a comunhão aos fiéis: continua “não sendo recomendado” no entanto, fica “sob responsabilidade” do padre sobre o que fazer visto que não foi proibida a distribuição da comunhão eucarística aos fiéis nas paróquias. Sobre a Eucaristia recolhida das capelas nas comunidades: a orientação é que “podem ser consumidas aos poucos (com toda reverência e disposição)”. Cada padre saberá a melhor forma para consumir. Apesar de parecer pejorativa a expressão “consumir” significa que a hóstia deve ser “comida” ou “dissolvida” em água para depois ser enterrada.

Depois de aproximadamente 80 dias em que os fiéis católicos vem realizando a comunhão espiritual ao participar da celebração em suas casas, a paróquia de São Sebastião do Maranhão iniciou a distribuição da Eucaristia aos fiéis no dia de Corpus Christi (11/06). Esta é uma forma de se “consumir” a Eucaristia guardada na igreja matriz e oferecer conforto espiritual ao povo de Deus naquela paróquia.

A partir de então, em todos os domingos, às 9h da manhã, haverá missa com transmissão (pela rede social da paróquia e rádio) e comunhão eucarística ao final na porta da igreja – com a condição de ter participado da missa em qualquer lugar antes de ir comungar usando a máscara – até o meio dia (12h).

Aliás, Um estudo recente da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, afirma que o uso de máscaras é eficaz para reduzir taxa de transmissão. Sendo assim, os lockdowns sozinhos não serão suficientes para impedir futuras ondas de contágio, a não ser que isso seja combinado com o uso massivo de máscaras para retardar a propagação da doença.

Desde o dia 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde decretou a Pandemia do novo Coronavírus, a humanidade iniciava uma caminhada que até o presente momento não tem clareza sobre o seu fim e o seu significado. Neste contexto de “reivindicação” da Eucaristia em tempos de pandemia no Brasil, o Papa afirmou durante a Missa da Solenidade de Corpus Christi, que “o Senhor sabe que o mal e os pecados não são a nossa identidade; são doenças, infecções. E Ele vem curá-las com a Eucaristia, que contém os anticorpos para a nossa memória doente de negativismo”. O conteúdo desta homilia pode ser lido no site da diocese de Guanhães.

Padre Bruno Costa Ribeiro,
assessor da PASCOM da Diocese de Guanhães

“Não podemos viver sem a Eucaristia”, afirma o papa.

Neste domingo, 14 de junho, Solenidade de Corpus Christi na Itália e em outros países, o Papa afirmou durante a Missa que “não podemos passar sem a Eucaristia, é o memorial de Deus”.

O Papa, em sua homilia pronunciada durante a Missa celebrada na Basílica de São Pedro do Vaticano, ressaltou que “o Senhor sabe que o mal e os pecados não são a nossa identidade; são doenças, infecções. E Ele vem curá-las com a Eucaristia, que contém os anticorpos para a nossa memória doente de negativismo”.

Ele alertou sobre o perigo de esquecer a ação salvadora de Deus na humanidade. Explicou que “a memória não é uma coisa privada, mas o caminho que nos une a Deus e aos outros. Por isso, na Bíblia, a lembrança do Senhor deve ser transmitida de geração em geração, contada de pai para filho”.

De fato, “foi-nos dada a Sagrada Escritura para vencermos o esquecimento de Deus”. Mas há um problema, assinalou o Pontífice: “E se a corrente de transmissão das recordações se interromper? Depois, como se pode lembrar aquilo que só ouvimos, mas sem o ter experimentado? Deus sabe como isso é difícil, sabe como é frágil a nossa memória e realizou, em nosso favor, uma coisa inaudita: deixou-nos um memorial”.

Por isso, “não nos deixou apenas palavras, porque é fácil esquecer o que se ouve. Não nos deixou só a Escritura, porque é fácil esquecer o que se lê. Não nos deixou apenas sinais, porque se pode esquecer também o que se vê”.

“Em vez disso, deu-nos um Alimento, e é difícil esquecer um sabor. Deixou-nos um Pão em que está Ele, vivo e verdadeiro, com todo o sabor do seu amor. Ao recebê-Lo, podemos dizer: ‘É o Senhor! Ele lembra-Se de mim’”.

Esse é o sentido das palavras de Jesus na Última Ceia: “Fazei isto em memória de Mim”. “Fazei. A Eucaristia não é simples lembrança; é um fato: é a Páscoa do Senhor, que ressuscita para nós”.

“A Eucaristia traz-nos o amor fiel do Pai, que cura a nossa orfandade. Dá-nos o amor de Jesus, que transformou um sepulcro, de ponto de chegada, em ponto de partida e da mesma maneira pode inverter as nossas vidas. Infunde-nos o amor do Espírito Santo, que consola, porque nunca nos deixa sozinhos e cura as feridas”.

Com a Eucaristia “o Senhor cura esta memória negativa, que sempre faz vir ao de cima as coisas mal feitas e deixa-nos na cabeça a triste ideia de que não servimos para nada, que só cometemos erros, que nos fizeram errados”.

“Jesus vem dizer-nos que não é assim. Ele é feliz quando está na nossa intimidade e, sempre que O recebemos, lembra-nos que somos preciosos: somos os convidados esperados para o seu banquete, os comensais que Ele deseja”.

O Papa Francisco encerrou sua homilia convidando-nos a continuar celebrando “o Memorial que cura a nossa memória, a Missa. É o tesouro que deve ocupar o primeiro lugar na Igreja e na vida”.

Fonte: ocnoticias.com.br

 

Nota de Dom Otacilio, bispo referencial da Comissão para Ação Social Transformadora

Nota da Comissão para Ação Social Transformadora

Queridos Irmãs e Irmãos da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social
Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Leste 2

Neste momento em que o mundo vive a grave pandemia do COVID-19, é tempo de reafirmar o compromisso das Pastorais Sociais deste Regional com a Esperança de que juntos com os cristãos e todas as pessoas de boa vontade para que possamos superar essa situação, testemunhando, na espiritualidade pascal, a Ressurreição de Jesus Cristo como vitória da vida e do amor sobre a morte.

Reafirmamos o compromisso com a Compaixão de nos colocar no lugar do outro, como fez o bom samaritano em relação ao homem à beira do caminho, que “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

Somos chamados a cuidar dos mais necessitados e vulneráveis, dos pobres, dos enfermos, dos indígenas, dos sem-teto, dos sem-terra, das pessoas em situação de rua, dos moradores de vilas e favelas, dos catadores de materiais recicláveis, dos trabalhadores rurais e dos empreendimentos econômicos solidários, dos ribeirinhos, dos surdos, dos idosos, dos atingidos pela mineração, dos dependentes químicos, dos portadores do vírus HIV, dos apenados, das crianças e adolescentes vulneráveis que precisam do nosso apoio e da nossa palavra como discípulos do Cristo Jesus, iluminados pela luz amorosa da Ressurreição.

É tempo de reafirmar nosso compromisso com a Sabedoria, que nos faz exercitar o discernimento para procurar caminhos de superação das realidades, levando em conta que tudo está interligado e as saídas devem ser coletivas e solidárias.

Renove-se em todos nós a Compaixão, a Esperança e a Sabedoria, para orientar e fortalecer as Pastorais Sociais do Regional Leste 2, na luta contra os sinais de morte, evidenciados no aumento do desemprego, que faz com que os trabalhadores e suas famílias tenham sua dignidade ameaçada e a fome ronde novamente suas casas; nos assassinatos, principalmente, da juventude negra nas periferias urbanas; nas ameaças aos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais; nas mudanças climáticas, que vem alterando radicalmente as condições de vida no planeta; nas ameaças à democracia; nas dificuldades ao acesso à Saúde Pública (necessários testes para verificar de forma rápida e segura na presença do coronavírus; necessidade também de respiradores e leitos de UTI no combate ao COVID-19.

Estejam presentes na luta contra tantos outros direitos ameaçados com os ataques ao Sistema de Seguridade Social, tais como assistência social, cortes no orçamento das universidades públicas e institutos federais.

Além destes sinais de morte, também repudiamos a portaria NO 135/GM, de 28 de março de 2020, do Ministério de Minas e Energia, que considera a mineração uma atividade essencial e, portanto, não pode ser paralisada. Isso vem colocando em risco a vida de milhares de trabalhadoras e trabalhadores deste setor.

Mesmo nestes tempos difíceis, nós, Pastorais Sociais do Regional Leste 2, renovados e revigorados pela a Compaixão, a Esperança e a Sabedoria, temos procurado levar o nosso apoio nos campos emocional, espiritual e econômico.

No campo emocional, temos escutado as pessoas, utilizando as ferramentas tecnológicas que estão a nossa disposição, as quais permitem o atendimento à distância de uma maneira segura, e procuramos orientá-las a lidar com a situação. Muitas estão em sofrimento mental por medo da doença, de perder a própria vida e de pessoas próximas, das perdas econômicas, do isolamento, da mudança de rotina, da insegurança quanto ao futuro. Isso tem levado muitos a um estado de tristeza e depressão, por isso as Pastorais Sociais têm trabalhado a escuta, com a conscientização de como se proteger e viver melhor esse momento difícil.

No campo da espiritualidade temos um grande investimento das Pastorais Sociais, pois, sua vivência é um importante instrumento para a superação do medo e da dor em tempos de crise, apontando caminhos interiores de força e vida que levam a enfrentar as dificuldades e recuperar a alegria. A espiritualidade é inspiração para um novo horizonte, conduzidos pelo Espírito Santo. Neste sentido, as Pastorais Sociais incentiva as orações junto às famílias, os terços; produzindo materiais com encontros, ofício divino; acompanhando as famílias, mesmo que através do telefone e das ferramentas virtuais; e buscando fazer com que as famílias se sintam amadas por Deus.

No campo econômico, agravado pela pandemia do coronavírus e um dos mais sentidos pelas famílias é a questão econômica, e por isto, muitas pessoas perderam seus empregos e suas fontes de renda, o que tem provocado o desabastecimento alimentar, trazendo insegurança alimentar para os lares.

Diante disso, as Pastorais Sociais vêm construindo ações para minimizar o sofrimento das famílias, garantido, pelo menos, parte do pão de cada dia. Para isso, são realizadas campanhas, estimulando a formação de redes de solidariedade para a arrecadação de itens de alimentação, que irão compor cestas básicas, e de materiais de higiene para serem distribuídos às famílias atendidas.

Também estão sendo captados recursos através de projetos e editais para a aquisição de cestas básicas e materiais de higiene, inclusive, comprando parte destes produtos dos empreendimentos econômicos solidários e da agricultura familiar, o que garante renda a estes seguimentos que também estão em dificuldades. Além disso, temos ajudado as famílias que têm pouco ou nenhum acesso à internet a acessar os programas governamentais, como a renda básica emergencial.

Outro campo de destaque no trabalho das Pastorais Sociais tem sido a incidência política como forma de garantir a adoção de medidas emergenciais efetivas pelo poder público municipal no combate à pandemia da COVID-19 e seus efeitos. As ações são no sentido de estimular os Municípios a terem seu plano de contingência, os quais devem tratar, por exemplo, da acolhida à população em situação de rua em locais adequados para que possam enfrentar a pandemia com dignidade; da garantia de recursos para os fundos, como o FIA (Fundo da Criança e Adolescente), de modo que estes possam ser utilizados para compra de cestas básicas; entre outras ações. O esforço nesse campo visa a defesa e a promoção do bem comum por meio do cumprimento dos direitos humanos e, principalmente, a garantia de que os mais pobres e necessitados sejam atendidos.

E importante afirmar que todos os trabalhos das Pastorais Sociais no Regional Leste 2 buscam fortalecer as ações da campanha ‘É tempo de cuidar”, ação solidária emergencial da Igreja no Brasil de iniciativa da CNBB: que estimula a solidariedade a promoção no campo humano, emocional e religioso nas paróquias e comunidades de fé.

Segundo neste caminho, valorizamos a vida, acreditando na possibilidade de superação da situação e criando condições dignas para que todos possam fazer sua parte de forma segura, e cremos que firmados nas virtudes divinas (fé, esperança e caridade), na força das iniciativas de solidariedade e em comunhão com o poder de Deus, Senhor da História venceremos a pandemia do COVID-19.

Belo Horizonte, 6 de maio de 2020.

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda
Bispo da diocese de Guanhães, Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Rodrigo Pires Vieira
Secretário executivo da Comissão pare Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

A Pandemia da Solidariedade

Já se passaram quase dois meses, desde que as nossas Igrejas estão vazias e, algumas, de portas fechadas. O país vive num impasse entre o relaxamento do isolamento social imediato para preservar a economia e a manutenção do isolamento para preservar nosso sistema de saúde e as vidas dos doentes que não vão ter acesso a um tratamento eficaz.

Estamos enfrentando uma pandemia que “contagiou” vários aspectos da vida humana (econômico, existencial, psicológico etc) e expôs muitos de nossos irmãos que enfrentam sérias dificuldades econômicas por conta da crise da Covid-19. E assim alavancou uma Pandemia da Solidariedade.

A palavra pandemia é de origem grega (a junção de “pan” que significa “tudo/ todo(s)” e “demos” que significa “povo”). Sendo assim quando nos referimos a Pandemia da Solidariedade quer dizer que – inspirados na Campanha da Fraternidade 2020 cujo tema é: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34) –, vamos em socorro dos que mais precisam, antes mesmo deles nos pedirem.

Em tempos de pandemia, muitas iniciativas da Igreja no Brasil tem se inspirado na Campanha da Fraternidade 2020 e promovido relações de cuidado mútuo entre as pessoas. Uma delas é a Ação Solidária Emergencial proposta pela CNBB e a Cáritas Brasileira, com o lema “É tempo de Cuidar”, cujo enfoque é promover iniciativas de apoio material, emocional e religioso aos afetados pelo avanço do coronavírus.

Atenta a estas iniciativas que ocorrem no país inteiro, a Comissão para a Ação Social Transformadora incentiva – através da carta assinada pelo bispo referencial da Comissão, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda – os projetos solidários. Tal carta pode ser lida na íntegra nesta site.

Agradecido pela generosidade fraterna de todos, o padre André informa que a Paróquia São José, de Paulistas/MG, realizou a “campanha mesa da caridade” e conseguiu 75 cestas básicas na Matriz e 23 cestas básicas na comunidade São Geraldo do Baguari, para ajudar as famílias necessitadas, neste tempo de pandemia.

A Paróquia São Miguel e Almas, em Guanhães/MG, com a ajuda de toda comunidade, arrecadou alimentos não perecíveis para doar às famílias mais necessitadas, neste momento.

Oremos: “Deus, nosso Pai, fonte da vida e princípio do bem viver, criastes o ser humano e lhe confiastes o mundo como um jardim a ser cultivado com amor.

Dai-nos um coração acolhedor para assumir a vida como dom e compromisso.

Abri nossos olhos para ver as necessidades dos nossos irmãos e irmãs, sobretudo dos mais pobres e marginalizados.

Ensinai-nos a sentir a verdadeira compaixão expressa no cuidado fraterno, próprio de quem reconhece no próximo o rosto do vosso Filho.

Inspirai-nos palavras e ações para sermos construtores de uma nova sociedade, reconciliada no amor.

Dai-nos a graça de vivermos em comunidades eclesiais missionárias, que, compadecidas, vejam, se aproximem e cuidem daqueles que sofrem, a exemplo de Maria, a Senhora da Conceição Aparecida, e de Santa Dulce dos Pobres, Anjo Bom do Brasil.

Por Jesus, o Filho amado, no Espírito, Senhor que dá a vida.

Amém!” (Oração da Campanha da Fraternidade 2020)

Padre Bruno Costa Ribeiro

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