História da Diocese de Guanhães

Dados histórico-geográficos

A Diocese de Guanhães situa-se na região centro-oriental de Minas Gerais. Faz parte do Regional Leste II da CNBB, que compreende os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Pertence à Província Eclesiástica de Diamantina. Limita-se ao Norte e Noroeste com a Arquidiocese de Diamantina; ao Nordeste, com a Diocese de Governador Valadares; ao Sul, com a Diocese de Itabira-Fabriciano e Diocese de Sete Lagoas. Possui uma superfície de 15.047 km2 e, conforme o censo de 1996, população de 269.931 habitantes, distribuídos em 30 cidades, as quais compõem seu território.

Observação: O Texto abaixo ” Revendo as linhas da história”  escrito por Dom Otacilio Ferreira de  Lacerda e publicado em seu blog no dia 11 de fevereiro de 2020, foi inserido nesta mesma data, nesta linha do tempo da Diocese.

Revendo as linhas da história

                                                                Quando olho ao meu redor, vejo pessoas com posturas diferenciadas:

Há quem…

Há quem diga palavras belas, mas sem conteúdo necessário.
Há quem promova a guerra, com discurso enganador de paz;
Há quem convença a muitos, apresentando uma mentira como verdade,
Há quem verta lágrimas, como se a dor lhe consumisse, e acreditamos.
Há quem não consiga ver a presença divina no próximo;
Há quem semeie a discórdia por onde passe ou conviva.

Há quem acredite que a felicidade reside no quanto se possui.
Há quem se envenene com o poder, e dele faz dominação e até tirania.
Há quem se deixe devorar pelo sabor da fama e sucesso a qualquer preço.
Há quem se curve diante de ídolos de mil nomes: dinheiro, fama e poder.
Há quem queime incenso para os que nos roubam a beleza da vida e sua sacralidade.
Há quem mate, vele e enterre sonhos, esperanças e utopias.

Há quem se asfixie numa enganadora onipotência, sucumbido e fragilizado pela soberba.
Há quem desaprenda a conjugar e a viver o verbo partilhar, porque curvado pela avareza.
Há quem se distancie do verdadeiro amor e felicidade, entorpecido pela luxúria.
Há quem se consuma velozmente, porque se deixa fermentar pelo pecado da ira.
Há quem nunca se sinta feliz, porque voracidade insaciável, face dolorida da gula.
Há quem não desenvolva as capacidades que tem, porque se deixa consumir pela inveja.
Há quem se omita, acomodado num canto, por vezes perdido no vale da preguiça.

Mas vejo…

Vejo também muitos que sobem e, sentados aos pés do Senhor, ouvem o Sermão da Montanha.
São os que sabem calar as palavras diante da Palavra que Se fez Carne: Jesus.
São os pobres em espírito, que plenamente em Deus confiam, com Seu Reino comprometem.
São os que choram, mas sabem que seu choro não é em vão, por Deus serão consolados.
São os mansos que se comprometem com um novo céu e uma nova terra, herdeiros da divina promessa.
São os famintos e sedentos de justiça, comprometidos com o bem para todos assegurado.

São os que se empenham para serem, no mundo, “misericordiosos como o Pai”.
São os puros de coração, não maculando as mãos e mente e a história, na espera de um dia a Deus ver face a face.
São os que promovem a paz, porque promovem a fraternidade, de fato, filhos de Deus.
São os perseguidos por causa da justiça e de todos os valores que devolvem a vida beleza e dignidade.
São os injuriados, perseguidos pela causa do Evangelho e do nome do Senhor.
São os que sabem que a grande recompensa só pode vir do Alto, onde Deus habita.

São os que acolhem o dom da Sabedoria, para viver os Mandamentos da Lei Divina.
São os que acolhem o dom do Entendimento, discernindo o que é bom e justo, sem ilusões e erros.
São os que acolhem o dom do Conselho, para viver e ensinar a vontade divina a quem precisa.
São os que acolhem o dom da Fortaleza, para testemunhar a fé com serenidade e firmeza.
São os que acolhem o dom da Ciência, com sede do conhecimento pleno da Verdade do Evangelho.
São os que acolhem o dom da piedade, numa relação com Deus marcado pela ternura e fidelidade.
São os que acolhem o dom do temor, adorando a Deus em espírito e verdade.

São os que buscam em primeiro lugar o Reino dos céus, na planície do quotidiano,
Porque sabem que tudo o mais por Deus será acrescentado, e um dia na glória eternizados.

Quando olho ao meu redor,
Vejo pessoas com atitudes diferenciadas…

Quando olho para mim…
Vejo que é preciso sempre rever as linhas da história; rever minha própria história.
Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em

http://peotacilio.blogspot.com/2020/02/revendo-as-linhas-da-historia.html?m=0

O sonho que durou mais de 40 anos

1909 a 1936 – Conforme relatos de pessoas da comunidade, desde os tempos de Monsenhor Antônio Pinheiro Brandão, então pároco de Guanhães, já se falava na hipótese de Guanhães se tornar sede de Diocese.

04/06/1950

04 de junho de 1950 – Por indicação do vigário Pe José Correia, um grupo de guanhanenses constituiu uma Comissão para a construção da nova Matriz da paróquia São Miguel e Almas.

27/01/1968

27 de janeiro de 1968 – “O Diário”, jornal mineiro, em sua edição trouxe um artigo com o título: “Guanhães quer ser Diocese”.

29/09/1968

29 de setembro de 1968 – Lançamento da pedra fundamental da construção da futura Igreja, pelo pároco, Pe. Geraldo do Nascimento Lúcio.

01/01/1979

Em 1979 – Foi organizada em Guanhães uma Comissão para a construção da nova igreja, constituída de 05 leigos cristãos, líderes na comunidade, que teve a seu encargo levar a termo a construção da igreja.

28/06/1981

28 de junho de 1981– Foi inaugurada a então, há muito tempo denominada, “futura Igreja catedral”. O templo foi designado com o nome de Catedral São Miguel. Na cerimônia de sua inauguração, o Exmo. Revmo. Sr. arcebispo de Diamantina, Dom Geraldo Majela Reis, abençoou solenemente o novo templo e a dedicação do altar-mor.

11/04/1983

Em 1983 – Na Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – em Itaici (SP), Dom Geraldo Majela Reis conversou com Dom Carlo Furno, Núncio Apostólico no Brasil, sobre a necessidade pastoral de criação da Diocese de Guanhães.

19/04/1983

-Trecho do registro de Dom Leonardo  no livro do Tombo da paróquia São Miguel e Almas. “A contra gosto fui à reunião do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Diamantina…Esse descontentamento começou a desfazer-se quando minutos antes da reunião, alguém me disse que o Sr. Arcebispo ia abraçar naquela reunião a Criação da futura Diocese de Guanhães. Chamando aquele de “momento histórico, o Sr. Arcebispo, fez a surpreendente comunicação do seu propósito de iniciar o Processo de criação da Diocese de Guanhães.”

.”

01/05/1983

“Em visita Pastoral em maio de 1983, “o Sr. Arcebispo nomeou-me Presidente efetivo da

Comissão encarregada de preparar o Processo de Criação da futura Diocese.”

Talvez por falta de experiência de orientação mais concretas, ou por minha incompetência

demorei iniciar a montagem do processo.” Registro de Dom Leonardo no Livro de Tombo da paróquia São Miguel.

18/05/1983

18 de maio de 1983 – Dom Geraldo envia cartas dirigidas aos bispos diocesanos Dom Mário Teixeira Gurgel, de Itabira, e Dom José Heleno, de Governador Valadares, discorrendo que estava na hora de iniciar o processo de criação da futura Diocese e pergunta aos referidos bispos quais paróquias poderiam ser desmembradas de suas respectivas Dioceses para constituir o território da Diocese de Guanhães.

11/04/1984

Em 1984, Dom Geraldo já apresentava ao Núncio Apostólico no Brasil a necessidade pastoral de criação da Diocese de Guanhães, bem como uma carta ao Santo Padre Papa João Paulo II, pedindo permissão para o andamento do referido processo. Pe Leonardo de Miranda Pereira, pároco de Guanhães na época, foi constituído presidente da Comissão de criação da Nova Igreja de Guanhães.

12/04/1984

– “TIVE A SATISFAÇÃO DE LEVAR O Processo a Diamantina e entregá-lo ao

Sr. Arcebispo, Dom Geraldo Magela Reis.” Dom Leonardo- Livro do Tombo da paróquia São Miguel e Almas.

10/05/1984

” Dom Geraldo pedia-me que agilizasse o Processo que ele desejava entregar à Nunciatura Apostólica  ainda antes, da Semana Santa.” “Santo Deus!” Que aperto! Iniciei o trabalho com afinco e, várias vezes, entrei noite adentro, até mesmo madrugada.” Registro de Dom Leonardo no livro de Tombo da paróquia São Miguel e Almas.

 

24/05/1985

24 de maio de 1985 o santo padre Papa João Paulo II

assinou o Decreto de criação da diocese de Guanhães.

 

 

 

 

 

 

http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/la/apost_constitutions/documents/hf_jp-ii_apc_19850524_guanhanensis.html

12/12/1985

Registro de Dom  Leonardo no livro de Tombo da paróquia São Miguel e Almas: ” A noticia da criação da Diocese de Guanhães estourou como bomba e se espalhou pela cidade como fogo em mato seco”. Na véspera, dia 11 de dezembro, quarta-feira, Dom Geraldo me telefonou de Diamantina, desejando reunião com o Conselho Paroquial. O Arcebispo não explicou o motivo urgente da reunião. Mas foi o suficiente para eu desconfiar…”

17/12/1985

-Dia 17 de  dezembro por volta das 17h chega a Guanhães Dom Geraldo Magela Reis,

celebra a Missa às 18h na lgreja Nova, e convidou os fiéis para se reunirem na Igreja Matriz no

dia seguinte, às 08h30, pois tinha uma importante comunicação a fazer:

-Bom número de fiéis presente na Matriz. Também presentes: Mons. José Batista dos Santos,

Pe. Manoel Henrique, Pe. Alcides, Pe. Amadeu, Pe. Raimundo…

-Eram exatamente 09h  quando o Arcebispo fez a solene e vibrante proclamação: ” meus

irmãos eu vos anuncio uma grande alegria. O santo Padre João Paulo II acaba de criar a

Diocese de Guanhães! O tão acalentado sonho transformou-se em realidade.” Registro de Dom Leonardo no livro de Tombo da paróquia São Miguel.

18/12/1985

 

 

18 de dezembro de 1985– Esse decreto foi publicado pela Bula Pontifícia “RECTE QUIDEM”, tendo seu território desmembrado da Arquidiocese de Diamantina e das Dioceses de Governador Valadares e Itabira-Fabriciano, com a seguinte relação:

De Diamantina: Água Boa, Carmésia, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Congonhas do Norte, Dom Joaquim, Dores de Guanhães, Guanhães, Materlândia, Paulistas, Peçanha, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, São José da Safira(Atualmente faz parte da Diocese de Governador Valadares), São José do Jacuri, São Pedro do Suaçuí, São Sebastião do Maranhão, Senhora do Porto.

De Itabira-Fabriciano: Braúnas, Ferros, Joanésia, Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo.

De Governador Valadares: Divinolândia e Virginópolis.

A Diocese ficou composta por 27 municípios e o Clero formado por 25 sacerdotes, sendo 19 diocesanos e 6 religiosos.

Dom Antônio Felippe da Cunha: 1º bispo diocesano

06/04/1986

6 de abril de 1986 – Pe Antônio Felippe da Cunha, SDN, bispo nomeado para a Diocese de Guanhães, foi ordenado em Manhumirim (MG) por Dom José Eugênio Correia, bispo emérito de Caratinga (in memoriam).

01/05/1986

1º de maio de 1986 – A diocese de Guanhães foi instalada solenemente pelo então Exmo. Revmo. Sr. Núncio Apostólico no Brasil, dom Carlo Furno, que deu posse ao primeiro bispo de Guanhães, dom Antônio Felippe da Cunha (Missionário Sacramentino de Nossa Senhora), que adotou como lema episcopal “Festinans cum Mariae” (Com a presteza de Maria, inspirado em Lc, 1). E foi assim que coordenou, como Pastor, a Diocese de Guanhães.

09/08/1986

9 de agosto de 1986 – Ordenação Episcopal de Dom Leonardo de Miranda Pereira. Pároco de Guanhães na época, foi constituído presidente da Comissão de criação da Nova Igreja de Guanhães e muito trabalhou para tal e para a chegada de Dom Felippe. Atualmente Dom Leonardo é bispo emérito da Diocese de Paracatu, MG.

24/09/1986

Aconteceu de 24 a 26 de setembro de 1986.

01/05/1991

Em 1991, quando a Diocese completou 5 anos de caminhada pastoral, Dom Felippe promulgou um “Ano Jubilar”, que foi um tempo de intensas atividades missionárias em todas as paróquias da Diocese.

01/05/1991

Quinto aniversário da diocese.

Foto do presbitério da catedral antes da reforma.

23/07/1991

Lançamento da Pedra Fundamental no local onde pretendeu-se construir o prédio onde seria o Seminário.

17/12/1992

 

1992 – Rezou-se a primeira Novena de Natal em família produzida na própria Diocese, contando com uma equipe de pessoas animadas com a caminhada pastoral.

Observação : As fotos são de um livrinho da Segunda Novena ( Novena de natal 1993 e outro de 2010)

10/04/1993

1993 – Realizou-se a I Assembleia Diocesana de Pastoral em Guanhães- Voz e vez do povo – Fé, vida , comunidade.

Esta Assembleia teve como fases preparatórias assembleias nas comunidades rurais e urbanas de todas as paróquias. Alguns leigos foram treinados pelo bispo diocesano Dom Felippe e este grupo ficou responsável por realizar as assembleias nas comunidades rurais e urbanas e em todas as paróquias. Foi uma assembleia que contou com uma grande participação dos leigos.

Ao final, três prioridades, as atividades, para quem, onde, quando e os responsáveis pelo cumprimento das ações foram apontados.

As três prioridades e os objetivos:

  1. Família , centro de evangelização e catequese – a) Fazer com que a catequese aconteça nas famílias, principalmente; b) Conscientizar as pessoas que catequese não é só para crianças; c) Despertar as pessoas para a vida em comunidade, mostrando a importância dos Grupos de Reflexão; Conscientizar a pessoa do seu papel enquanto Igreja , comunidade de fé; Despertar os diversos serviços dentro da comunidade.
  2. Formação de Lideranças rurais e urbanas – a) Despertar novas lideranças e dar-lhes formação; b) Oferecer  formação para as lideranças atuantes, realizando estudos permanentes com os mesmos; c) Formar animadores de comunidades e catequistas, fazendo-os conhecer o Documento da Catequese Renovada; Conscientizar as lideranças políticas sobre o seu compromisso de servir ao povo. Foram propostos três cursos de formação: Catequese Renovada em duas etapas, Curso de Fé e política e de Animação Missionária
  3. Formação das diversas pastorais – Trabalhar as várias necessidades do povo (saúde, crianças, jovem etc) através de cursos da Pastoral Carcerária, Da Criança, Da Juventude e  curso de Medicina Alternativa.
01/01/1995

FORTALEZA, CE, BRASIL, 11-06-2015: Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba. Páginas Azuis – Dom José Maria Pires. (Foto: Camila de Almeida/O POVO)

Em janeiro de 1995, Dom José Maria Pires, Arcebispo Emérito da Paraíba, retornou à diocese de origem com o desejo de exercer alguma função nestas terras. Então foi nomeado por dom Felippe para ser pároco de Córregos, terra onde dom José nascera. Assim ele realizou um grande sonho: ser vigário em sua cidade natal. Ele atendeu também à paróquia de Santo Antônio do Norte, duas paróquias fazem parte do município de Conceição do Mato Dentro.

01/02/1995

Em fevereiro de 1995, o jornal impresso Folha Diocesana nasceu na paróquia de S. João Evangelista para ser um informativo paroquial. Tinha o formato de papel ofício e conteúdo de quatro páginas; rodado na Gráfica Marília, de Guanhães. Alguns padres gostaram da ideia do informativo e sugeriram que ele fosse estendido à Diocese.

E assim, após duas edições paroquiais, em março de 1995 veio a lume a primeira edição diocesana, com o nome Folha Diocesana. Aquelas páginas, ainda em formato ofício, traziam, em vários artigos, a notícia do falecimento de Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN, primeiro bispo da Diocese de Guanhães.

A quinta edição, em setembro de 1995, foi em formato tabloide, com quatro páginas. E nesse formato, até a edição nº 16, foi impresso na Gráfica Marília. A partir da 17ª edição, em abril de 1997, passou a ser editada em Belo Horizonte, gráfica que até hoje edita nosso informativo. Ganhou oito páginas a partir da 19ª edição.

Além de seu fundador, a Folha contou com o grande apoio do Pe Saint-Clair Ferreira Filho, pároco de Guanhães e Administrador Diocesano. Dom José Heleno, Administrador Apostólico da Diocese, deu apoio moral e financeiro para o informativo, que contou também com o apoio indispensável do Pe Adão Soares de Souza.

Dom Emanuel Messias viu no informativo grande importância e, por isso, foi um incentivador imprescindível. É difícil dizer quem apoiou mais. Os acima citados foram os primeiros, os que ampararam os primeiros passos do informativo tão importante, quase poderíamos dizer “necessário” para informação na Diocese e não deixa de ser também uma forma de registro histórico dos trabalhos realizados na Diocese. (Informações de Pe. Ismar Dias de Matos- site: 12/09/17  Folha diocesna set/2017, n251).

Em dezembro de 2018, A Folha Diocesana está no ano XXII; edição número 262. Em seu expediente, lê-se:

Conselho Editorial:
Padre Adão Soares de Souza, Padre Bruno Costa Ribeiro
Revisão: Mariza da Consolação Pimenta Dupim
Jornalista Responsável: Luiz Eduardo Braga – SJPMG 3883
Tiragem: 5.000 exemplares

Endereço para correspondência:
Rua Amável Nunes, 55 – Centro
Guanhães (MG) – CEP: 39740-000
Fone: (33) 3421-1586
folhadiocesana@gmail.com

Editora Folha Diocesana de Guanhães LTDA
CNPJ: 11.364.024/0001-46

Produção Gráfica:
Geração BHZ – 31 99305-1127
Av. Francisco Sales, 40/906
Floresta – Belo Horizonte – MG
E-mail: geracaobhz@gmail.com

O jornal Folha Diocesana reserva-se o direito de condensar/editar as matérias enviadas como colaboração. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal, sendo de total responsabilidade de seus autores.

“Atualmente são 5 mil exemplares espalhados por 27 paróquias, alcançando nosso povo nas comunidades mais distantes prestando um eficiente serviço de comunicação da diocese de Guanhães.

Através dela – Folha Diocesana – também nosso povo simples, e que ainda não estão familiarizados com a internet, tem contato com as orientações do bispo e de outras notícias. Através dela podem ver o que de bom tem sido promovido no território diocesano, se informam e se formam a partir dos textos que tocam em assuntos eclesiais e  sociais.

Outra grande contribuição desse informativo é que dos 32 anos de nossa diocese, 22 deles podem ser contados com o auxílio deste instrumento de informação, formação e evangelização. (Informações de Pe. Bruno Costa Ribeiro – site: 29/09/17  folha diocesana set/2017, 251 )

 

08/02/1995

No dia 8 de fevereiro de 1995 – Dom Felippe apresentou ao Santo Padre o pedido de renúncia, alegando motivos de saúde. Este pedido foi aceito e tornado público durante reunião do Clero e Religiosas.

08/02/1995

Pe. Saint Clair – Foto: Rádio Vida Nova FM.

08 de fevereiro de 1995 – Com a renúncia de dom Felippe, o Colégio dos Consultores da Diocese elegeu, conforme o Direito Canônico, um Administrador Diocesano para coordenar todos os trabalhos até a posse do novo Bispo.

05/03/1995

No dia 5 de março de 1995 – Faltando alguns dias para completar um mês de sua renúncia ao governo da Diocese, subitamente faleceu dom Felippe, em Belo Horizonte, vítima de uma parada cardíaca.

06/03/1995

No dia 6 de março – O corpo de Dom Felippe foi sepultado no interior da Igreja Matriz de Manhumirim (MG), onde também foi sepultado padre Júlio Maria de Lombaerde – fundador da Congregação dos Sacramentinos de Nossa Senhora -, congregação da qual Dom Felippe fez parte. Padre Júlio fora seu Superior Geral por dois mandatos. Foi celebrada Missa presidida por dom Hélio Gonçalves Heleno, Bispo Diocesano de Caratinga, concelebrada por outros Bispos do Regional Leste II da CNBB e por dezenas de sacerdotes. O corpo de dom Felippe foi velado por milhares de amigos e fiéis na Matriz de Manhumirim.

19/07/1995

Padre Saint-Clair Ferreira Filho, que exercia a função de Coordenador de Pastoral, Ecônomo da Diocese, Pároco de Guanhães e também Administrador Diocesano, coordenando todos os trabalhos até a posse do novo Bispo, pede para ser afastado, uma vez que situações exigiam dele ponderação, tempo e equilíbrio, ficando difícil diante das várias atividades exercidas por ele. Assim, em 19 de julho de 1995, após a Visita “Ad Limina” dos Bispos do Regional Leste II da CNBB, dom José Heleno, Bispo da Diocese de Governador Valadares, foi nomeado pelo Santo Padre Papa João Paulo II para Administrador Apostólico da Diocese de Guanhães.

29/03/1996

Aconteceu nos dias 29,30 e 31 de março de 1996, com objetivo de aprofundar a missão da juventude bem como a organização na Diocese, buscando a identidade e assumindo o seu espaço. Os trabalhos foram organizados seguindo a metodologia Ver, julgar e Agir. As prioridades foram:

Subsídios para os Grupos de base, Intercâmbio, Cursos para formação de lideranças, coordenação por Decanato e eventos.

01/05/1996

1º de maio de 1996, dia de São José Operário, a Diocese completou 10 anos de instalação. Na praça da Matriz, em Guanhães, embaladas pelo som da Equipe Paroquial de Liturgia, as vozes se uniram num canto bonito, celebrativo, agradecendo ao Criador e Pai pelos dez fecundos anos de nossa história. Foi uma celebração onde se misturaram a esperança e a saudade, a alegria e a dor. A memória de dom Antônio Felippe da Cunha, o primeiro Bispo Diocesano, esteve presente em cada gesto, cada palavra, cada refrão das músicas cantadas.

05/08/1996

A partir do dia 05 de agosto de 1996, a Sociedade Radiodifusão Guanhães alterou seu nome de “Guanhães FM” para “Rádio Vida Nova FM”. O fato se deu devido à aquisição da empresa pela Diocese de Guanhães, por intermédio do padre Saint-Clair Ferreira Filho, na época, o Administrador Diocesano.

Com o objetivo de evangelizar, a partir de então, a Rádio Vida Nova FM da Diocese de Guanhães tem inserido em sua programação programas religiosos e músicas que não ferem os princípios da fé católica e familiar.

Sob a frequência modulada 91,5MHz, a emissora se localiza na Rua Amável Nunes, 55, nos fundos da Catedral São Miguel em Guanhães, com seu transmissor e sua antena de transmissão situados na rua da Torre, conhecida também como Torre do Pito.

No início de suas atividades, era necessária a presença humana 24 horas por dia, pois todos os aparelhos eram acionados manualmente. Aos poucos, os cartuchos e MDs que continham os comerciais foram substituídos por mp3 e software que as executava em horários programados. Os discos de vinil com suas pick’ups (toca discos) e CDs também cederam seus lugares ao mp3. Hoje, devido à tecnologia, a programação musical e comercial poderia ser feita com anos de antecedência, se não fosse necessário atualizar os lançamentos musicais e as ofertas e publicidades dos anunciantes.

Mais de 20 cidades do centro-leste mineiro acompanham a programação e participam das promoções da rádio. Todos os dias inúmeras pessoas que moram em outras cidades, estados e países acompanham a Vida Nova pela internet.

04/01/1997

1997 a 1999 – Primeiro Curso de Teologia para leigos, em São João Evangelista – 360h/aulas distribuídas em 6 módulos: Cristologia, ministrado por pe Ismar Dias de Matos; Eclesiologia, por pe Hermes Firmiano Pedro; Sagrada Escritura, por Ir Fátima Pimenta; Doutrina Social, por pe Saint-Clair Ferreira Filho; Liturgia, por pe Marcello Romano; Missiologia, por pe Dilton, Ir Nivea G. Niza e Ir Marlene C Fabri. Pe Ismar programou um curso para o Decanato. Pe Saint-Clair sugeriu ampliar para a Diocese toda. Houve a participação de leigos de várias paróquias.

14/01/1998

Em 14 de janeiro de 1998 – O pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Ilha do Governador em Governador Valadares, Emanuel Messias de Oliveira foi nomeado bispo de Guanhães.

19/04/1998

19 de abril de 1998 dom Emanuel foi ordenado bispo, em Governador Valadares; adotou como lema episcopal a frase: “A Serviço da Misericórdia”.

17/05/1998

17 de maio de 1998 – tomou posse como 2º bispo diocesano de Guanhães. Houve uma festa que envolveu todas as paróquias, num momento inesquecível para a vida da diocese.

09/01/2000

Em 2000 – Realizou-se a II Assembleia Diocesana, com o tema: “Comunhão e Participação” e como objetivo: buscar maior comunhão entre as comunidades, paróquias da Diocese, testemunhando uma igreja profética e libertadora, sinal do reino definitivo, à partir da avaliação de nossa caminhada, à luz da fé e da Palavra de Deus, dialogando com os representantes das comunidades, em comunhão com o novo “projeto igreja no Brasil”, assumindo, pois, o compromisso de nossa Diocese realizar as seguintes metas pastorais:

Prioridade única, a formação dos Círculos Bíblicos.

Destaques às atividades: Pastoral Familiar, Pastoral da Juventude e Pastoral Vocacional.

Estratégias: Formação de uma equipe de Animação pastoral e Evangelização e uma equipe de formação de lideranças.

Dom Emanuel ao final da Assembleia que a mesma transcorreu de um modo fantástico, com muita ordem, calma e serenidade, expressando uma atitude de gratidão a Deus e aos participantes.

Uma carta-mensagem foi publicada e enviada a todas as paróquias e comunidades.

Com isso a diocese de Guanhães deu um passo significativo na estrutura pastoral.

Ficou marcada a III Assembleia para o ano de 2003.

 

11/01/2004

Em 2004 – Realizou-se a III Assembleia Diocesana, centrada nas palavras-chave: Palavra, Liturgia e Caridade. Lema: Sou batizado, membro do povo de Deus na Diocese de Guanhães. Foi assessorada por pe Manoel Godoy.

Padre Manoel Godoy é pároco em Belo Horizonte, Dr. em Teologia, professor de Teologia na FAJE (Faculdade Jesuíta, em BH), ex-assessor da CNBB por mais de 10 anos e integrante da Ameríndia (Associação de Teólogos da América Latina). Foi pároco das paróquias da Diocese: Córregos e Tapera juntamente com pe Itamar.

A partir do termo Palavra, procurou-se atingir a pessoa, dando ênfase aos grupos bíblicos. A partir do termo Liturgia, direcionou-se atenção para a comunidade, trabalhando a vida litúrgica com orientações, cursos e inovações no campo litúrgico. Com o termo Caridade, voltou-se para a sociedade, formando grupos de fé e cidadania.

Ao final da Assembleia Dom Emanuel fez um agradecimento amplo a todos aqueles que desde o princípio trabalharam intensamente para que esta assembleia acontecesse, de modo especial, dom Emanuel agradeceu o assessor pe Manoel Godoy que acompanhou todos os trabalhos da assembleia desde o início.  As pessoas presentes reafirmaram o seu compromisso de batizado na Diocese de Guanhães.

10/01/2006

No ano de 2006 – Primeira versão do Site da Diocese de Guanhães que foi desenvolvida por Vander Cardoso (diagramador do Jornal Folha Diocesana) atendendo ao pedido dos padres Saint-Clair, Adão e Ismar.

* Site é um local na Internet identificado por um nome de domínio, constituído por uma ou mais páginas de hipertexto, que podem conter textos, gráficos e informações em multimídia. As informações são estruturadas e interligadas por links, para facilitar a navegação.

A empresa Eagle Tecnologia reformulou o site em 2011. Luís Carlos Pinto (professor de filosofia na rede estadual, com especialização em Comunicação Social – PUC/ SP ) foi o editor no período de 2011 a 2013. As mudanças técnicas eram realizadas por Joel Fernandes Alvarenga Guimarães (Tecnólogo em Sistema para internet e Produtor, Locutor e Analista de T.I da rádio Vida Nova FM da Diocese de Guanhães). Depois Taisson Bicalho foi o editor em substituição ao Luís Carlos. (Taisson é formado em Administração e trabalhou por um período na Folha Diocesana).

Após um período de uso, notou-se certa dificuldade em sua manutenção . Assim sendo, foi solicitado ao Joel para que fizesse uma proposta para construção de um novo site. Aprovou-se a proposta e Joel Fernandes fez as duas últimas versões.

Atualmente, as alterações técnicas e estruturais continuam sob a responsabilidade de Joel Fernandes e as notícias e artigos são postados por Pe. Bruno Costa Ribeiro, Eliana Maria de Alvarenga Guimarães, Michel Hoguinele Frazão Araújo e Pe. Wanderlei Rodrigues.

06/08/2006

Em 06 de agosto de 2006, a Diocese de Guanhães, em uma grande festa instalou a Quase-paróquia de Nossa Senhora Aparecida, que recebeu como administrador paroquial Pe Eduardo Ribeiro , missionário redentorista C. S.s.R, da Província redentorista de São Paulo.

07/02/2009

Fevereiro de 2009 a dezembro de 2011 – Escola de Teologia Diocesana para leigos em Guanhães (Primeira turma) sob a coordenação de Pe Jacy Diniz (atualmente bispo da Diocese de Cárceres – MT).

06/06/2009

Nos dias 06 e 07 de junho de 2009, realizou-se a IV Assembleia de Pastoral, com o lema: “Discípulos Missionários a Caminho”; foi assessorada pelo Pe. Nelito Dornelas, de Governador Valadares. No final desta assembleia, como diagnóstico da realidade diocesana, verificou-se a seguinte situação geral:

* Faltam pessoas comprometidas para assumir os trabalhos na Igreja;

* Desinteresse geral pela Igreja, desvalorizando o sagrado;

* Busca por outras Igrejas;

* Contentamento e até encantamento pelas coisas religiosas na TV;

* Êxodo rural;

* Falta de preparo de quem assume algo na Igreja, e as críticas que recebem;

* Distância física entre as comunidades paroquiais;

* Muita indiferença religiosa, fragmentando valores familiares e vice-versa;

* Ter um padre por paróquia (sonho ou ideal).

A exemplo das outras, o empenho de Dom Emanuel foi enorme na organização da IV Assembleia de Pastoral, à luz do Documento de Aparecida e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Destacou-se a urgência de conversão pessoal, pastoral e missionária. Voltou-se o olhar para a realidade sociocultural, econômica, política e religiosa, destacando a Igreja em estado permanente de missão.

01/05/2010

No dia 1° de maio de 2010, numa Celebração Eucarística, abriu-se oficialmente o Ano Jubilar da diocese de Guanhães (MG). Desde então, foi organizada uma peregrinação com a imagem de São Miguel, padroeiro diocesano, por todas as paróquias da diocese. Na mesma oportunidade, idealizou-se a “confecção de uma colcha de retalhos”; cada paróquia ficou responsável por confeccionar uma parte da colcha, formando o rosto religioso e cultural do povo da região. (A colcha está na Mitra Diocesana, em Guanhães).

 

16/02/2011

No dia 16 de fevereiro de 2011, Dom Emanuel Messias de Oliveira, 2º bispo diocesano de Guanhães, foi nomeado para a diocese de Caratinga (MG).

01/05/2011

 

1° de maio de 2011 – Festa oficial de comemoração do Jubileu de Prata da Diocese com programação que preencheu todo o dia. Celebrou-se a dedicação da Catedral de São Miguel a São José Operário e o rito de envio de dom Emanuel Messias de Oliveira para sua nova missão como bispo da diocese de Caratinga (MG).

21/05/2011

Administrador Diocesano: Padre Marcello Romano (atualmente Dom Marcello Romano é bispo da Diocese de Araçuaí).

De 21 de maio de 2011 a 19 de agosto de 2012 – Pe Marcello Romano administrou a Diocese de Guanhães até a chegada do bispo dom Jeremias Antonio de Jesus.

18/02/2012

Fevereiro 2012 a dezembro de 2014 – Escola de Teologia Diocesana para leigos em Guanhães (Segunda turma) sob a coordenação de Pe Jacy Diniz ( atualmente bispo da Diocese de Cárceres – MT).

30/04/2012

30 de Abril e 1º de Maio de 2012 – Primeira Edição do Festival da Música Cristã da Diocese de Guanhães. Foram 63 bandas inscritas, 72 músicas vindas de muitos locais do estado de Minas Gerais e de outras partes do Brasil. Em agosto de 2018, realizou-se a VII edição.

Reportagem sobre a 6ª edição do Festival, publicada pelo portal Mix Notícias de Pedro Leopoldo:

30/05/2012

No dia 30 de maio de 2012 – nomeação do pároco Jeremias Antonio de Jesus na paróquia Cristo Rei, em Atibaia (desde o ano de 2006), e Vigário Forâneo da Forania de Atibaia (desde o ano de 2007), para Bispo da Diocese de Guanhães.

15/06/2012

Em junho de 2012 – Pe Marcello Romano foi nomeado pelo Papa Bento XVI, como bispo da Diocese de Araçuaí( MG), sendo ordenado em 08 de setembro do mesmo ano pelo bispo de Caratinga(MG), Dom Emanuel Messias de Oliveira, em Conceição do Mato Dentro. Dom Marcello adotou como lema episcopal: “Fazer o Amor ser Amado”.

04/08/2012

4 de agosto de 2012 – Dom Jeremias recebeu das mãos de Dom Sergio Aparecido Colombo, bispo da Diocese de Bragança Paulista, a ordenação episcopal na cidade de Atibaia (SP), com o lema “Fiat Voluntas Tua” (“Seja feita a Tua Vontade” – Mt 6,10).

19/08/2012

19 de agosto de 2012 – Dom Jeremias tomou posse em solene celebração eucarística na liturgia da Assunção de Nossa Senhora.

01/12/2012

Em dezembro de 2012 – a “Quase-paróquia” Nossa Senhora Aparecida (Bairro Pito) foi elevada à dignidade de Paróquia.

01/05/2013

Primeiro de maio de 2013 – Data em que a Diocese de Guanhães completou 27 anos de sua instalação, celebrou-se a ordenação presbiteral de seis diáconos.

Presidiu a Eucaristia o bispo da diocese de Guanhães, Dom Jeremias Antonio de Jesus e concelebrada por Dom Emanuel, bispo de Caratinga, Dom Odilon Guimarães Moreira, bispo emérito e administrador apostólico da diocese de Itabira – Cel. Fabriciano, e dezenas de padres de diferentes dioceses, com a participação de uma multidão de fiéis presentes na Avenida Alberto Caldeira, na área ao lado no Mercado Municipal.

Foram eles:

Amarildo Dias, Guanhães (MG);

Jânio Ribeiro, Frei Lagonegro (MG); (Deixou o sacerdócio)

João Gomes, Santa Maria do Suaçuí (MG);

Mário Gomes, Senhora do Porto (MG);

Osmar Batista, Carmésia (MG);

Wanderlei Rodrigues, São Sebastião do Maranhão (MG);

Escolheram por lema sacerdotal a frase: “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!”(Is 6,8).

01/05/2014

2014 a 2015 – Peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida em todos os recantos da Diocese.

21/02/2015

Fevereiro de 2015 a dezembro de 2017 – Escola de Teologia Diocesana para leigos em Guanhães (Terceira turma) sob a coordenação do Diácono André Lomba.

01/05/2016

1º de maio de 2016: “Hoje celebramos as Bodas de pérola de nossa Diocese. Ela é a nossa Pérola, vale a pena sacrificar-se por ela, vale a pena deixar muitas coisas para dedicar-se a ela”. (Dom Jeremias, em sua homilia). Anúncio da Abertura dos trabalhos para a realização da V Assembleia Diocesana.

V Assembleia Diocesana de Pastoral

O objetivo foi o mesmo de toda a Igreja no Brasil: “Evangelizar a partir de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino Definitivo”.

Maio

Houve um encontro com representações das paróquias e os padres para discutirem sobre a Assembleia, propostas, conteúdo e meta. Encontro coordenado por Dom Jeremias.

Junho

Realizaram-se em todas as paróquias encontros com as lideranças preparando os agentes para a prática das assembleias nas comunidades.

Em Julho e Agosto realizaram-se as assembleias nas comunidades e plenários paroquiais a partir dos relatos comunitários.

No final de Agosto e Setembro, ocorreram as assembleias em sete áreas Pastorais. A presença de Dom Jeremias em todas as Áreas Pastorais deu maior visibilidade ao “Sentir Igreja e membro de uma Igreja em Saída”.

15 de novembro – Reuniram-se as representações das paróquias com os padres e Dom Jeremias para acolherem as propostas que norteariam a Evangelização nos anos seguintes.

Na condução do trabalho esteve o padre Elizeu, da Diocese de Teófilo Otoni, assessorado por padres e leigos que contribuíram para o bom desenvolvimento da temática.

Com base nos Documentos da Igreja – carta do papa Francisco sobre a família Amoris Letitiae, as Diretrizes da CNBB 2015 – 2019, Evangelium Gaudium, Laudato Si e Doc. 100 da CNBB -, indicou-se como urgência na diocese pensar uma “Igreja Missionária em saída”, com um Diretório Diocesano de Pastoral e Liturgia facilitando a Pastoral de Conjunto, a espiritualidade e a formação permanente para todos os agentes e em todos os seguimentos eclesiais.

15 de novembro de 2016 – Celebração Eucarística: ponto culminante da V Assembleia. No início da Celebração, foi apresentada a nova imagem de São Miguel que se encontra do lado direito do presbitério na Catedral. Ao final da Celebração, fez-se a entronização da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida que retornou de Aparecida à Diocese. A Imagem foi deposta do lado esquerdo do presbitério.

 

10/05/2017

Dom Jacy Diniz Rocha.

Em maio de 2017 – Pe Jacy Diniz Rocha, membro do presbitério da diocese, foi nomeado pelo papa Francisco, como bispo da Diocese de São Luiz de Cáceres(MT), sendo ordenado em julho do mesmo ano pelo bispo de Caratinga-MG, Dom Emanuel Messias de Oliveira, na Catedral São Miguel, adotando como lema episcopal: “ Em atenção à Tua Palavra”, inspirado em Lucas 5,5.

24/02/2018

2018 a 2020 – Escola de Teologia Diocesana para leigos em Guanhães (Quarta turma) sob a coordenação do Diácono André Lomba, com a seguinte Grade Curricular:

Introdução à Teologia e à Bíblia – 1 módulo; Eclesiologia, 2 módulos; Liturgia, 3 módulos; História da Igreja, 2 módulos; Moral Social, 1 módulo; Bíblia, 7 módulos; Cristologia, 2 módulos; Sacramentos, 2 módulos; Escatologia, 1 módulo; Trindade, 1 módulo; Mariologia, 1 módulo; Animação Pastoral e Catequética, 3 módulos; Comunicação Social, 1 módulo; Introdução Direito matrimonial, 1 módulo.

30/05/2018

O informativo da Folha Diocesana publicou na Edição n 256, a nova reorganização da diocese em 4 áreas pastorais:

….” Segundo o coordenador de pastoral, Pe José Aparecido dos Santos, “visam facilitar o trabalho pastoral, o estudo, a aplicação das propostas pastorais da diocese. É uma metodologia usada para facilitar o trabalho, caminhar mais perto das paróquias, facilitar o estudo dos documentos da Igreja e propostas pastorais partilhando com os leigos, que representam nossas comunidades, tornando-os presentes na decisões da igreja.
A “Área 1” é composta por São João Evangelista, Paulistas, Peçanha/Cantagalo, São Pedro do Suaçuí, São José do Jacuri, Coluna/ Frei Lagonegro, São Sebastião do Maranhão, Água Boa e Santa Maria do Suaçuí/ José Raydan. Padre João Carlos de Souza é o responsável pela área.

A “Área 2” é coordenada pelo Pe José Martins e é constituída por Joanésia, Braúnas, Virginópolis e Divinolândia de Minas.

A “Área 3” é constituída por Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo, Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro, Córregos e Tapera, tendo como coordenador Pe José Geraldo.

A “Área 4”, da qual fazem parte Guanhães (São Miguel e N Sra Aparecida), Rio Vermelho, Materlândia, Sabinópolis, Senhora do Porto, Dores de Guanhães/ Carmésia e Ferros é coordenada pelo padre Salomão…   Folha Diocesana, n 256 Abril/Maio 2018.

Vale lembrar que a Diocese, após duas assembleias realizadas por Dom Felippe ( primeiro bispo) foi  dividida em dois decanatos : Decanato Norte e Decanato Sul com sedes, uma em Guanhães e a outra em São João Evangelista.

Em 2004, após assembleia realizada por Dom Emanuel, (segundo bispo)ficou decidido que a Diocese seria dividida em 4 áreas pastorais.

Depois, as paróquias foram  redistribuídas formando 7 áreas pastorais.

Após um período, foi realizada avaliação dos trabalhos e optou-se pelo retorno das 4 áreas pastorais , conforme se pode ver no Artigo do Jornal Folha Diocesana da Diocese, no trecho acima.

04/07/2018

04 de julho de 2018 – A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou a decisão do papa Francisco em acolher o pedido de renúncia de Dom Jeremias Antonio de Jesus ao governo pastoral da Diocese de Guanhães (MG). A notícia foi publicada no jornal L’Osservatore Romano.

04/07/2018

Em dezembro de 2008, Dom Darci foi nomeado reitor do Santuário Nacional. No dia 14 de novembro de 2012, o Papa Bento XVI nomeou-o Bispo Auxiliar de Aparecida. Em abril de 2015, foi eleito Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB. No dia 9 de março de 2016, foi eleito Arcebispo de Diamantina (MG) e tomou posse no dia 22 de maio do mesmo ano, na Catedral de Santo Antônio.

31 de julho de 2017 – Dom Darci iniciou os trabalhos pastorais como Administrador Apostólico da Diocese de Guanhães. Diante do Colégio de Consultores, do Clero diocesano de Guanhães, do bispo de Araçuaí – Dom Marcello Romano-, de padres da Arquidiocese de Diamantina, autoridades civis da região e de uma multidão de fiéis, Dom Darci presidiu a Celebração Eucarística que teve início às 19h na Catedral São Miguel, em Guanhães. No início da celebração, Dom Darci recebeu as “boas-vindas” por parte do presbitério, na pessoa do representante dos presbíteros, Padre Salomão Rafael e um abraço de todos os presbíteros. Padre Saint-Clair fez a leitura do documento do Papa que nomeou Dom Darci para a missão de administrador apostólico da diocese. Em sua homilia, Dom Darci chamou a atenção para o versículo bíblico: “Se Deus é por nós, quem será contra nós”. Ele enfatizou a bonita história da diocese ao longo desses 32 anos de caminhada pastoral e a presença dos bispos e pessoas importantes na história dela.

08/09/2018

08 de setembro de 2018 – Faleceu em São João Evangelista, após longa enfermidade, o Chanceler da Cúria, Pe. Saint-Clair Ferreira Filho.

15/09/2018

Setembro a Dezembro de 2018 – Visita Pastoral de Dom Darci – arcebispo de Diamantina e Administrador Apostólico da diocese de Guanhães – a todas as paróquias da Diocese, com realização de Crismas em algumas paróquias.

02/01/2019

1. COORDENAÇÃO GERAL
a. Vigário Geral: P. José Aparecido de Pinho
b. Ecônomo e Moderador da Cúria: P. Hermes Firmiano Pedro
c. Chanceler Diocesano: P. João Carlos de Souza
d. Coordenador Pastoral: P. Dilton Maria Pinto

2. COLÉGIO DE CONSULTORES
a. P. José Aparecido de Pinho
b. P. Hermes Firmiano Pedro
c. P. João Evangelista dos Santos
d. P. Derci da Silva
e. P. José Martins da Rocha
f. P. Salomão Rafael Gomes Neto

3. COORDENADORES DE ÁREAS
a. Área São João Evangelista: P. João Carlos de Souza
b. Área São Miguel e Almas: P. Salomão Rafael Gomes Neto
c. Área N. Sra. Conceição: P. José Geraldo da Silva
d. Área N. Sra. Patrocínio: P. José Martins da Rocha

4. TRANSFERÊNCIAS (a partir de janeiro/2019)
1. P. Derci da Silva
Adm. Paroquial Paróquia N. Sra. Pilar – Morro do Pilar MG e Paróquia Sto. Antônio – Sto. Antônio do Rio Abaixo MG
2. P. Valter Guedes de Oliveira
Adm. Paroquial Paróquia São José – Paulistas MG
3. P. João Carlos de Souza
Adm. Paroquial da Paróquia São João Evangelista – S. J. Evangelista MG
4. P. Wanderlei Rodrigues dos Santos
Adm. Paroquial da Paróquia São José – S. José do Jacuri MG
5. Diác. Edmilson Henrique Cândido
Estágio Pastoral: Paróquia N. Sra. Pena – Rio Vermelho MG
6. Diác. Daniel Bueno Borges
Estágio Pastoral: Paróquia de Sant’Ana – Água Boa MG
7. Diác. André Luiz Eleotério Lomba
Estágio Pastoral: Paróquia N. Sra. Conceição – Conceição Mato Dentro MG
8. Seminarista Guilherme Soares Lage
Estágio Pastoral: Paróquia São Miguel – Guanhães MG

5. CONFIRMAÇÃO no Ministério – Administradores Paroquiais
1. Paróquia Sant’Ana – ÁGUA BOA MG
P. Ivani Rodrigues
2. Paróquia N. Sra. Amparo – BRAÚNAS MG
P. Amarildo Dias da Silva
3. Paróquia Sto. Antônio – COLUNA MG
P. Eduardo Dornelas da Cruz
4. Paróquia N. Sra. Aparecida – CÓRREGOS MG
P. João Evangelista dos Santos
5. Paróquia N. Sra. Conceição – CONCEIÇÃO MATO DENTRO MG
P. João Evangelista dos Santos
6. Paróquia N. Sra. da Glória – DIVINOLÂNDIA MG

6. NOMEAÇÕES 

1. Formadores:
a. P. João Evangelista dos Santos
b. P. Derci da Silva

2. Postulação da Causa Beatificação do Cônego Lafayette:
P. Dinton Maria Pinto

3. Folha Diocesana:
P. Bruno Costa Ribeiro

4. Roteiros (Cartilha/Novena Natal/Reflexões)
P. Wanderlei Rodrigues dos Santos
Diác. André Luiz Eleotério Lomba
5. Escola de Teologia para Leigos:
Diác. André Luiz Eleotério Lomba

6. Radio Vida Nova FM:
P. Hermes Firmiano Pedro
P. José Aparecido Pinho

7. Pastorais:
a. Presbiteral: P. Salomão Rafael Gomes Neto
b. Vocacional: P. João Evangelista dos Santos e P. Derci da Silva
c. Juvenil: P. Salomão Rafael Gomes Neto
d. Familiar: P. Bruno Costa Ribeiro
e. COMIDI: P. José Aparecido dos Santos e Seminarista Guilherme Soares Lage
f. Dízimo: Diác. Edmilson Henrique Cândido
g. Catequética: P. Osmar Batista Siqueira
h. Liturgia: P. João Carlos de Souza e Diác. Daniel Bueno Borges
i. Criança: P. José Adriano Barbosa dos Santos
j. Idosos: P. José Aparecido dos Santos
k. Saúde: P. Eduardo Dornelas da Cruz
l. Fraternidade (CF): P. José Martins
m. Cáritas: P. José Martins
n. PASCOM: P. Bruno Costa Ribeiro
o. Ministérios Leigos: P. João Gomes Ferreira
p. Carcerária: P. Wanderlei Rodrigues dos Santos
q. Sobriedades/Dependentes: P. Amarildo Dias da Silva
r. RCC: P. José Geraldo da Silva
s. Terço dos Homens: P. Valter Guedes
t. ECC: P. José Martins
u. Apostolado da Oração e Legião de Maria: Diác. Daniel Bueno Borges
v. Movimento Mãe Rainha: P. Mario Gomes dos Santos
w. Vicentinos: P. Wanderlei Rodrigues dos Santos

20/04/2019

Dom Darci José Nicioli administrador apostólico da Diocese presidiu em Guanhães no Domingo de Ramos.         

Sermão do Encontro ( Quarta-feira Santa)

Domingo da Ressurreição.

21/04/2019

No Domingo da Ressurreição , fiéis da Diocese receberam um cartão oferecido por Darci com mensagem pascal.

Ele não está aqui.
Ressuscitou como disse!’
M 28.6

Gente boa!
É inegável que estamos vivendo tempos difíceis e turbulentos. O
senso comum também percebe que as relações pessoais truncadas e a desorganização sociopolítica têm machucado a vida, provocando medo e insegurança. O povo brasileiro, mais fortemente os pobres, se sente impotente e carente das politicas públicas tão necessárias para o bem de todos, como nos alerta a Campanha da Fraternidade deste ano.
Hoje, em muitos aspectos, a sombra da morte ronda, ainda mais quando nos deparamos com tantas tragédias provocadas: corrupção, abuso de poder, pobreza humana, espiritual e material. Mas, apesar dessas angústias e desencantos, o povo cristão exulta com um vibrante “aleluia” e se propõe proclamar na liturgia pascal: “Oh morte onde está tua vitória?!” (1 Cor 15, 55)
É tempo de Páscoa, tempo de esperança! Faço minhas as palavras do Papa.
Páscoa é certeza da vitória da vida sobre a morte, garantia de quem vence o mal fazendo o bem. A morte morreu e Cristo, o Senhor, venceu! Ouçamos as palavras do Ressuscitado: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5). Acolha, meu irmão e minha irmã, esta palavra consoladora de Jesus e recomece quantas vezes for necessário, ainda com mais coragem e esperança. A força da ressurreição se manifesta naqueles que labutam, dia após dia, para tornar a vida possível e prazerosa de ser vivida.

Ofereço-lhes esta oração pascal:

A Páscoa renova a Esperança!
(Card. Carlo Maria Martini)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espírito bendito e santo, eu sei que tu acolhes o gemido de toda criatura resistindo a qualquer falsa sabedoria, a qualquer prevaricação das potências. Sei que a tua cuidadosa inspiração nos persuade para a esperança, e a tua esplêndida energia nos anima diante de qualquer prostração.
O meu coração exulta pensando que a dignidade do homem e a beleza do mundo são objeto da tua obstinada fidelidade e do teu inexaurível cuidado.
Eu confio na força de tua proteção e com todo temor e tremor espero na potência da tua redenção para o tempo do homem e da mulher.
Eu aprendi de ti que um tempo livre do mal e protegido do maligno é acessível para cada um somente pelo amor e pela fidelidade que o acompanham.
A qualidade de vida que ai se esconde é decidida pela abertura do coração à tua sabedoria.
Sei que esse tempo está próximo, está aqui.
Já agora ele é afetuosamente premente sobre nós na contemplação dos teu sinais: na exultação que acompanha
qualquer derrota do mal, na firmeza que vence a prevaricação, na ternura que toma cuidado com qualquer fraqueza. Na experiência do Filho crucificado, que se repete para todos aqueles que são perseguidos por causa da justiça, e na certeza do Ressuscitado, que se transmite mediante a obra dos discípulos que edificam a lgreja, eu recebo uma confirmação decisiva disso.
A multiplicação do mal não tem futuro, a mediocridade interessada não tem esperança de poder prolongar a sua
sobrevivência por conta dos puros de coração, dos operadores da paz, dos apaixonados pela justiça; e, com ela, todo egoísmo religioso fechado no próprio privilégio, todo parasitismo econômico fechado no próprio bem-estar, todo cálculo político fechado na própria dominação.
Tudo isso é consumado no fogo da ira de Deus, na incandescente pureza do amor crucificado de Jesus.Eu sei, Senhor, que o povo das bem-aventuranças e a fileira das testemunhas fiéis serão, enfim, ressarcidas pelo tempo das
lágrimas e tu serás tudo em todos na plenitude do Reino.
Receba nossos votos de Feliz Páscoa, do Arcebispo e de todo o Clero!
+ Darci José Nicioli, CSsR
Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Diamantina e Administrador apostólico da Diocese de Guanhães.

 

22/04/2019

ORAÇÃO DE SÚPLICA PELO NOVO BISPO
Ó Deus, Pastor eterno, que governais o vosso povo com solicitude constante, no vosso amor de Pai, concedei à nossa Diocese de Guanhães um Bispo que vos agrade pela virtude e que vele solícito sobre nós. Fazei que, neste tempo de espera do nosso novo Pastor, continuemos unidos na Fé e na Oração, na comunhão fraterna e na participação ativa, em todas as paróquias e comunidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

      Dom Darci José Nicioli

Prezados irmãos no sacerdócio, religiosas, seminaristas e querido povo de Deus da Diocese de Guanhães.
Como já é do conhecimento de todos no dia 1º de maio de 2019 comemoraremos os 33 anos de Instalação de nossa Diocese de Guanhães. Para bem celebrarmos esse dia foi elaborada uma HORA SANTA que será rezada em todas as paróquias e comunidades. Para tanto, pedimos que todos se empenhem em fazê-la demonstrando a nossa unidade como Igreja, Povo de Deus. Na oportunidade, lembro a todos e todas o compromisso de intensificarmos orações, pedindo pelo nosso futuro Bispo, que será nomeado no tempo de Deus. A oração pedindo pelo novo Bispo já consta na Hora Santa.

 

01/05/2019

Para homilia desse 1° de maio, trago três considerações. 1º – a figura do operário José, carpinteiro, esposo da Virgem Maria, pai adotivo de Jesus. 2º – Sendo abertura de mês mariano, nosso olhar se volta espontaneamente para a Virgem Maria. 3º Comemoramos os 33 anos de instalação desta Diocese e posse de seu 1° bispo, o saudoso e tão querido Dom Antônio Felippe da Cunha.

Ao retornar à cidade onde  tinha sido criado, Jesus causa o maior espanto e admiração por sua profunda sabedoria. Convidado a falar na sinagoga de Nazaré, toma um texto de Isaías que fala de sua identidade e de sua missão. Admirados os ouvintes se perguntam: Não é ele o filho do carpinteiro? Onde ele aprendeu tudo isso? (13:55). Não é Ele Filho do carpinteiro! Jesus entra em nossa história, está entre nós, nascido de Maria pelo poder de Deus, mas com a presença de José, pai adotivo, de pleno direito. José cuida do filho e Ihe  ensina seu trabalho. Jesus então vira operário e com seu exemplo santifica, dá dignidade e importância ao trabalho! Contemplemos, pois, Jesus que nasce e vive em uma  família e aprende com José o ofício de carpinteiro,  na modesta carpintaria em Nazaré, dividindo com ele seus compromissos, esforços, satisfação e as dificuldades do dia a dia. O Gênesis nos diz que Deus criou o homem e a mulher dando-lhes a missão de encher a terra e sujeitá-la, isto é, cultivá-la, protegê-la, cuidar dela com o seu trabalho, mas não destruí-la (Gen.1, 28 2 15). O trabalho faz parte do plano de amor de Deus. Somos chamados a cultivar e cuidar de todos os bens da criação, participando do ato criativo de Deus. O trabalho é fundamental para a dignidade de uma pessoa Disse o Papa Francisco: o trabalho nos unge de dignidade, nos plenifica de dignidade, de certa forma nos toma semelhantes a Deus, que trabalhou, trabalha e age sempre ( s7), dá a capacidade de nos manter nossa família, contribuir para crescimento da nação, O trabalho é um dever e um direito de todos. Trabalho não é maldição! Muito ao contrário: maldição é a falta de emprego. Vivemos uma tragédia: o desemprego. Triste e revoltante situação de nosso imenso e rico pais. É de causar revolta a realidade de treze milhões de brasileiros desempregados. No entanto, não há que perder a esperança. Vale aqui uma séria acusação contra outra dolorosa  situação, infelizmente ainda muito comum entre nós: o trabalho escravo. Quanta gente no mundo é vitima desse tipo de escravidão. É justo que a classe operária se junte em protestos e denúncias contra tamanha perversidade e busque, de forma ordenada mas firme, solução para seus problemas. Enfim, o trabalho pode ser penoso, mas nos faz crescer em experiência e purifica nossa vida, é e será sempre um importante direito, conforme a Declaração dos Direitos Humanos de 1948, sacramentada pelos membros das Nações Unidas. Daí resulta a grave obrigação social dos governantes de assegurar trabalho para todos, o que infelizmente está longe de acontecer. Nossa celebração lembra que, na visão cristã, trabalho não é somente ter um emprego para ganhar dinheiro, mas o trabalho é a atividade do ser humano que o faz sentir-se vivo, sentir-se útil e realizado, vivendo a dignidade de todo filho ou filha de Deus. Maio, mês de Maria. Desde o início da evangelização do Brasil, Nossa Senhora teve e tem uma grande presença na formação e na vivência crista do nosso povo. Como é bom reconhecer que a nossa cultura tem raiz cristă e mariana. Basta observar quantas dioceses, paróquias, cidades, vilas, bairros, serras, rios, colégios, empresas, pessoas trazem o nome da Mãe do Céu, sob os mais diferentes títulos com os quais é invocada no Brasil e no mundo, para perceber o quanto o nosso povo, venera e ama a Virgem Maria. Cultivamos especial manifestação de piedade, amor e confiança para com a Virgem Maria, seguindo a recomendação do Concilio Vaticano Il: todos os fiéis cristãos ofereçam insistentes súplicas à Mãe de Deus e Mãe de todos nós, para que Ela, que com suas preces assistiu o nascimento da igreja, também agora, exaltada no céu, na Comunhão de todos os Santos, interceda por nós junto a seu divino Filho, agora, sim, mas sobretudo na hora de nossa morte. E recomenda seja dado grande valor às práticas e aos exercícios de piedade muito comuns em todo o nosso pais, no correr do ano inteiro, mas especialmente neste mês de maio, com os quais veneramos a Santa Mãe de Deus, por exemplo, a reza diária do Terço em família, as Novenas em honra e louvor a Maria, as Coroações de Nossa Senhora, prática muito divulgada em nosso estado. Por tudo isso pedimos que Nossa Senhora abençoe todos os lares do Brasil, para que sejam uma pequena igreja doméstica, onde se vive o amor, a fé, a união e a paz. Que Nossa Senhora tenha sob  sua poderosa intercessão nossa querida Diocese de Guanhães. A propósito, esta amada Diocese está completando trinta e três anos de existência. Com forte emoção e alegria, recordo a grandiosa cerimônia de sua instalação e posse do 1° bispo diocesano, Dom Antônio Felipe da Cunha, na manhã de 1º de maio de 1986. Constituída de paróquias desmembradas da Arquidiocese de Diamantina e das Dioceses de Itabira e Governador Valadares, foi sob o olhar e a proteção da Mãe de Deus e do operário S. José que a Diocese, como criança que começa a andar, deu seus primeiros passos, bem firmes e decididos, sob o zelo, a piedade e o cajado do tão querido Dom Felippe, projetando-se logo no cenário religioso e pastoral do Regional Leste II da CNBB. Pena é que, não muito tempo depois, inesperadamente, fomos colhidos pela triste noticia do falecimento de Dom Felipe, vitima de enfarto fulminante. Sucedeu-lhe Dom Emanuel Messias que, por sua vez, não permaneceu muito tempo aqui, transferido que foi para a Diocese de Caratinga. Veio Dom Jeremias que no ano passado, por razões pessoais, entregou ao Papa sua renúncia ao governo da Diocese. Agora, em meio à perplexidade e tristeza que tomaram conta de todos, aguardamos ansiosos e cheios de expectativa a nomeação do próximo Bispo. Pelas conversas ao pé do ouvido ouve-se dizer que sua nomeação está para sair a qualquer momento. Estou aqui a pedido pessoal do sr. Arcebispo de Diamantina, Dom Darci José Nicioli, DD. Administrador Apostólico da Diocese. Teve início hoje, pela manhã em Aparecida, a Assembleia Geral Ordinária da CNBB, razão por que Dom Darci não pôde comparecer e me pediu para representá-lo nesta cerimônia. Muito honrado, embora consciente de minha insignificância e incapacidade de uma melhor representação, uno-me a todos vocês, irmãos e irmãs, para louvar e agradecer a Deus pelos 33 anos da Diocese de Guanhães, e pedir a Deus que, o mais breve possível, mande-nos um bispo que, antes de tudo mais, seja um amigo, pai e pastor desta amada Diocese, para a glória de Deus, para o bem e a felicidade de todos Vocês. Diocese de Guanhães: sê o que és! Igreja Particular, vivendo o dinamismo da comunhão e missão. Em torno do bispo que está para ser nomeado e em perfeita comunhão com ele, floresçam as paróquias e as comunidades cristãs como células vivas e pujantes de vida eclesial na busca de uma caminhada conjunta, mantendo sua fisionomia própria. O espírito de comunhão e participação seja o grande ideal e a luz inspiradora de sua ação pastoral. Que o novo pastor a ser nomeado realize o sonho do Papa Francisco: fazer da Diocese uma lgreja em saída e que ele próprio, a exemplo de Jesus Bom Pastor, conheça de perto a vida, a cultura, os problemas de suas ovelhas e, sob a ação do Espírito Santo, promova com vigor a evangelização de sua gente, concorra para a promoção humana e a enculturação da fé. Concluindo, permitam-me um esclarecimento. Por diversos motivos que não preciso referir aqui, prendo-me a três dioceses:  à arquidiocese de Diamantina, em razão de origem e nascimento. À diocese de Paracatu, da qual fui o pastor diocesano por 26 anos e meio. E a esta amada diocese de Guanhães, particularmente a esta cidade que me acolheu, me concedeu o título de cidadão honorário, o que me permite dizer e saudá-los assim: prezados conterrâneos guanhanenses. Amo esta terra! Sinto-me orgulhoso de me considerar guanhanense. Asseguro-lhes minhas orações, porque peço sinceramente a Deus que abençoe a Diocese, abençoe todo o nosso bom povo católico, abençoe a todos vocês, queridos irmãos e irmãs!

Amém!

01/05/2019

Celebramos 33 anos da Diocese de Guanhães e esta data nos faz pensar em três pilares:

  1. Tempo de lembrar o passado.

Na bíblia, temos o Salmo 78(77) que nos diz: “o que nós ouvimos, o que aprendemos, o que nossos pais nos contaram, não ocultaremos aos filhos; mas vamos contar à geração seguinte as glórias do Senhor, o seu poder e os prodígios que operou… para porem em Deus sua confiança, não esquecerem as obras de Deus” (vv. 3-4.7).  Como é importante conservar a memória da presença amorosa de Deus nessa caminhada viva, dessa porção do povo de Deus, que há 33 anos era designada pelo São João Paulo II, a traçar uma nova estrutura missionária, a caminhar com nossos próprios! Na história da nossa Diocese, como não se lembrar do seu primeiro Bispo, Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN, considerado por muitos como homem santo e simples que marcou a trajetória da nova Diocese! E os demais Bispos que por aqui passaram, dom Emanuel, sempre a “Serviço da Misericórdia”,  dom Jeremias, que de longe, veio para “Fazer a Vontade de Deus” em tempo de dúvidas e incertezas de fé, e também, muitas crises em todo o cenário social. Quantos presbíteros, religiosos e religiosas, leigos e leigas, agentes de pastoral… que deram o melhor de suas vidas para a edificação do Reino nesta Igreja Diocesana! Portanto, o aniversário de nossa Diocese deve ser tempo para reavivar a presença de Deus em nossa história, tempo para celebrar as maravilhas que o Senhor realizou ao longo desses 33 anos de nossa caminhada, tempo, também  de pedir perdão pelas nossas infidelidades e por nem sempre termos correspondido aos apelos de Deus e do ser cristão! Esta é a primeira atitude que, acredito eu, surge espontaneamente do fundo do coração de cada um e cada uma; talvez expressando melhor,  uma grande ação de graças ao Senhor da História pela nossa história!

  1. Tempo de se comprometer com o presente.

Deus tem sempre algo novo a nos falar; ele nos desafia a descobrirmos algo novo, a  descortinar novos horizontes, e os mesmos, a serem conquistados. “Ele está sempre à porta, batendo, esperando que possamos ouvi-lo, e abrir a porta, para que possa deixá-lo entrar no nosso coração”, e assim sermos mais íntimos do Seu coração.  (cf. Ap 3,20). É bonito e gostoso sentirmos saudade do passado, mas não podemos ficar parados, fixos no que se foi, no que não mais voltará.  Por isso, queridos, o aniversário da nossa Diocese pode ser momento de privilégio, para e preencher-nos da graça de Deus, e assim,  retomarmos o fervor dos primeiros tempos, recomeçar com renovado ardor e empenho a obra maravilhosa e apaixonante da evangelização. Estamos caminhando à luz da V Assembleia Diocesana de Pastoral, que tem como objetivo, nessa igreja particular, o mesmo de toda a Igreja no Brasil: “Evangelizar a partir de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo. Essa é a base para que sejamos todos protagonistas dos novos tempos, dando nosso compromisso às exigências do Espírito do Senhor a nós.

  1. Tempo de esperança em relação ao futuro.

Como será o futuro da nossa Diocese? De uma coisa estamos certos: “A esperança não nos  decepciona” (Rm 5,5). Cremos firmemente que o Deus que sempre esteve presente conosco ao longo desses 33 anos acredito e tenho fé que Ele  haverá de estar também conosco a cada momento do futuro. Ele nos assegura: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20b). Que esse júbilo de nossa querida Igreja Diocesana, que celebraremos, hoje, seja também tempo de sonhos, esperança, reflexões e projeções  de  que o Evangelho de Jesus Cristo se torne mais vida em nossa história ao longo de todos os tempos!  E Que o Arcanjo Miguel, a quem essa igreja é confiada aos cuidados de proteção, e Maria , nossa Mãe Aparecida e padroeira, dedicamos, com fé e ternura, todas as atividades de nossa caminhada. Ela que esteve no momento de dificuldade daqueles pescadores, e tantos outros e outras que passaram ou passam por dificuldades, confiante e silenciosa, seguindo os passos firmes, nos acompanhe em nossa caminhada ao longo destes novos tempos, a fim de que, por sua intercessão maternal, nosso Deus nos fortaleça na gratidão em relação ao passado, no compromisso para com o momento presente e na firme esperança em relação ao futuro. E assim, caminharemos na travessia do deserto da vida, “neste mundo dilacerado por crises, desavenças, brilhando cada vez mais como sinal profético de unidade e de paz”, assim seremos eco e esplendor do grande Amor de Deus por nós.

Michel Hoguinele F. Aráujo / Pela Pascom Diocesana

01/05/2019

Pe Hermes disse a Dom Leonardo que iria ler para a assembleia ali presente, alguns trechos registrados por ele, no livro de Tombo da paróquia São Miguel, desde as primeiras ações dele, para a criação da Diocese. Dom Leonardo ouviu emocionado à leitura .

Após a leitura, Pe Hermes o agradeceu enquanto a assembleia aplaudiu com muito carinho o querido bispo Dom Leonardo.

“Gratidão Dom Leonardo….

Gratidão A Dom Antônio Felipe, Pe. Saint-Clair, Dom José Heleno, Dom Emanuel, Dom

Diocese de Guanhães! O tão acalentado sonho transformou-se em realidade.

Gratidão Dom Leonardo..

Gratidão A Dom Antônio Felipe, Pe. Saint-Clair, Dom José Heleno, Dom Emanuel, Dom

Marcello, Dom Jeremias e Dom Darci por nos conduzir até aqui.

Gratidão  aos Padres; Luiz Barroso, Afonso, Sadi, Alcides, Monsenhor Santos,

Sebastião Socorro, Lisboa, Jadir, José Vazapill, Cyriaco, Carlos Martins, Monsenhor Tarcísio,

Saint-Clair, as irmãs, Fátima, Marlene, Leodit e tantos leigos e leigas que “lavaram suas vestes

alvejaram-nas no sangue do cordeiro e hoje se encontram de pé diante do trono do cordeiro,

trajados de vestes brancas e com palmas nas mão.”

-Gratidão aos padres, diáconos, seminaristas, religiosas e consagradas, leigos e leigas que

continuam a escrever e fazer a bela história da nossa querida Diocese de Guanhães.

Que São Miguel, São José e a Virgem Maria nos acompanhem nessa travessia.”

 

 

19/06/2019

NOTA SOBRE A NOMEAÇÃO DO BISPO DE GUANHÃES

Caríssimos Irmãos e Irmãs, Sacerdotes, Seminaristas, Autoridades Civis e Militares, todo o Povo de Deus, lhes dou a grande notícia: Deus ouviu nossa oração e o Papa Francisco nomeou, hoje, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, como o 4º Bispo titular da Diocese de Guanhães.

Dom Otacílio é mineiro da cidade de Palma, tem 58 anos de idade. Ainda adolescente, transferiu-se com a família para o Estado de São Paulo. Ordenou-se sacerdote na Diocese de Guarulhos, servindo aquela Igreja em várias e importantes missões, dentro e fora da Diocese. Ali foi eleito Bispo da Santa Igreja Católica, no ano de 2016.

Até o dia de hoje, exercia o ministério episcopal como Bispo Auxiliar de Belo Horizonte.

Caríssimo Dom Otacílio, saiba que o senhor foi muito esperado e já é amado por todos nós! A Província Eclesiástica de Diamantina, neste Centro Norte das Gerais, os Irmãos Bispos de Araçuaí, Dom Marcelo; Almenara, Dom Cabral; Teófilo Ottoni, Dom Messias e eu, unidos ao Clero e a todo o Povo de Deus da Diocese de Guanhães, o acolhemos afetuosamente. Seja bem-vindo!
Anunciamos, também, que a posse do novo Bispo será na manhã de sábado, dia 14 de setembro, às 09h30, na Catedral da Diocese de Guanhães.

Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

Diamantina, 19 de junho de 2019.

+ Darci José Nicioli, CSsR

Arcebispo Metropolitano de Diamantina

Administrador Apostólico de Guanhães

 

 

 

22/06/2019

Com o coração transbordante de alegria,  saúdo a todo o povo de Deus dessa Igreja Particular de Guanhães…

14/09/2019

“A lgreja diocesana de Guanhães, esta jovem esposa de apenas 33 anos, presente em 30 municípios e 27 paróquias, com os seus 28 sacerdotes e 3 diáconos, seminaristas e centenas de lideranças leigas, ganha um Bispo bom, um servidor do Povo, um Pastor segundo o Coração de Jesus”.

                                                                                                                   Dom Darci José Nicioli

Após três  anos de ministério episcopal, como bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom  Otacilio Ferreira de Lacerda, foi nomeado pelo Papa Francisco, como bispo da Diocese de Guanhães, pertencente ao Regional Leste II da CNBB, na Província Eclesiástica de Diamantina, e assumiu o cargo na manhã do dia 14 de setembro, em uma solene cerimônia na Catedral de São Miguel Arcanjo.

“Bendito e louvado seja Deus, o Pai de Jesus Cristo, Senhor nosso, que do alto céu nos abençoou em Jesus Cristo com bênção espiritual de toda sorte” (Ef 1, 3). Somente pela graça de Deus é que somos possibilitados a escrever, hoje, mais uma página na história de nossa, tão amada, Diocese de Guanhães.

Milhares de fiéis, das 27 paróquias da diocese de Guanhães, dioceses vizinhas, da diocese de Guarulhos/SP, da arquidiocese de Belo Horizonte, além de inúmeros bispos, arcebispos, padres, diáconos e seminaristas, participaram fervorosamente da solene celebração na Catedral São Miguel, onde  realizou-se  a Posse Canônica e a Missa Estacional segundo o Rito. Uma grande ação de graças ao Senhor da História por nossa história, que com a presença de Dom Otacílio, escreve mais um capítulo.

Acreditamos firmemente que Deus, sempre esteve presente conosco ao longo desses anos, e conosco estará a cada momento do futuro, indicando-nos o caminho a seguir e fortalecendo-nos a cada passo. Ele é quem nos assegura: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20b).

DISCURSO DE DOM DARCI:

Durante meses a lgreja particular de Guanhães, esperançosa, rezou fervorosamente: “Ó Deus, Pastor Eterno, que governais o vosso Povo com solicitude constante, no vosso amor de Pai, concedei à Diocese de Guanhães um Bispo que vos agrade pela virtude e que vele solícito por nós”. E prometeu: “Fazei que, neste tempo de espera do nosso novo Pastor, continuemos unidos na Fé e na oração, na comunhão fraterna e na participação ativa, em todas as paróquias e comunidades.” E Deus ouviu o clamor do seu Povo!

O escolhido, Dom Otacilio Fereira de Lacerda, é mineiro de Itapiruçu, distrito da cidade de Palmas, na Diocese de Leopoldina. Filho de João Ferreira de Lacerda e Nerília, já falecidos. São seus irmãos: Walter, Carmem, Selma, Célia e Cleonice. Logo criança fez-se migrante com a família na busca de melhores dias e foi para a grande São Paulo, precisamente para a cidade de Guarulhos. Levou consigo a religiosidade mineira e integrou-se na vida paroquial: foi

catequista, Ministro da Eucaristia e Coordenador da Capela de Sta. Luzia, hoje paróquia do Jardim Alvorada. Participando ativamente da comunidade descobriu a vocação sacerdotal e há 31 anos é padre.

Procurou qualificar-se para melhor servir… Além dos estudos preliminares e das faculdades de Filosofia e Teologia, formou-se em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de SP, de onde sua especial atenção para os desafios sociais, segundo a Doutrina Social da Igreja.

Como diácono e sacerdote teve larga experiência de paroquiato, tanto na Diocese de Guarulhos SP e no Norte do Brasil, quando missionou enviado pela Igreja no Estado de Rondônia, na diocese de Ji-Paraná. Em seu trabalho ministerial, já como jovem sacerdote, salta aos olhos a sua índole missionária. D. Otacilio é homem simples, gente boa! Destaca-se por ser um trabalhador incansável e por uma característica que Ihe é muito peculiar: a proximidade. É gente que entra pela porta da cozinha e se aconchega no coração das pessoas!

Foi feito bispo pelo Papa Francisco no ano de 2016 e enviado para a Arquidiocese de Belo Horizonte. Como bispo auxiliar presidiu a região Episcopal N. Sra. Aparecida, que abrange as paróquias e comunidades presentes em 14 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Articulando a pastoral de conjunto, dedicou-se com especial atenção às Pastorais Sociais, aos projetos de ação no mundo do trabalho e habitação. Recentemente foi reeleito

presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora do Regional Leste II, da CNBB. Inspirou-se na espiritualidade de São Paulo, o grande apóstolo dos gentios, de onde tirou o lema episcopal que orienta a sua vida: “Para mim o viver é Cristo” e, também, na espiritualidade mariana, para estar à disposição de uma Igreja servidora e missionária.

Deus ouviu a oração do seu Povo e o Papa Francisco nomeou, no dia 19 junho passado, a D. Otacilio como o 4º. Bispo diocesano de Guanhães. A lgreja diocesana de Guanhães, esta jovem esposa de apenas 33 anos, presente em 30 municípios e 27 paróquias, com os seus 28 sacerdotes e 3 diáconos, seminaristas e centenas de lideranças leigas, ganha um Bispo bom, um servidor do Povo, um Pastor segundo o Coração de Jesus.

O Povo de Deus presente em toda a Província Eclesiástica formada pelas dioceses de Almenara (D. Cabral), Araçuaí (D. Marcello), Teófilo Ottoni (D. Messias) e por mim em Diamantina, Ihe dizemos Dom Otacílio: Bem-vindo à terras do centro norte de Minas Gerais, aos vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce.

Juncti Valemus!

Darci José Nicioli, CSSR

Arcebispo Metronolitano do Diamantina

 

 

 

24/09/2019

O salão da Catedral de Guanhães, acolheu nesta manhã (24/09), padres e diáconos do clero diocesano para sua primeira reunião com Dom Otacilio. Após a oração das laudes (Liturgia das Horas) dentro da catedral e breve apresentação dos padres e respectivas paróquias, Dom Otacilio orienta sobre as visitas às paróquias e que está disponível para estar presente além das datas festivas ou crismas.

Um dos assuntos em pauta foi a proposta da “6ª Assembleia Diocesana” para 2020, acolhida de bom grado pelo clero. Dom Otacilio pediu que as nossas paróquias não deixem passar em branco o 3º Dia Mundial dos Pobres. “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19), este é o tema escolhido pelo Papa Francisco e a mensagem foi divulgada dia 13 de junho, pelo Vaticano e será comemorado em 17 de novembro. Ainda em tempo para nos organizar.

25/12/2019

“O Verbo Se fez Carne”

Na Missa do Natal, celebramos o Mistério da Encarnação numa atitude de serena alegria e de ação de graças por tão maravilhoso acontecimento:

– O Filho eterno do Pai fez-Se homem;

– O Verbo que tudo criou fez-Se carne da nossa carne;

– Aquele que habitava nos Céus pôs a Sua morada no meio de nós;

– A “verdadeira luz” que veio ao mundo, deu a conhecer a Deus “a quem nunca O tinha visto”.

Na primeira Leitura, proclamamos o oráculo do Profeta Isaías (Is 52, 7-10). Um oráculo em forma de poema, com um lirismo surpreendente:

“Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a Boa Nova, que proclama a Salvação…” (Is 52.7).

Fomos convidados a contemplar a Pessoa do recém-nascido reclinado numa manjedoura, e assim contemplamos a imensurável humildade de um Deus, cuja força se manifesta na fraqueza.

Na segunda Leitura, ouvimos o início da Epístola aos Hebreus (Hb 1,1-6). Deus, ao contrário dos ídolos mudos, Ele falou conosco e por muito tempo, de modo especial pelos Profetas.

“Nestes tempos, que são os últimos”, enviou a Sua própria Palavra, “imagem do Seu ser divino”, do Seu desígnio, da Sua vontade. Ele mesmo Se faz Palavra e vem ao nosso encontro. Ele, Palavra viva e eficaz (Hb 4,12)

Na proclamação do Evangelho de São João, ouvimos os primeiros versículos (Jo 1,1-18). Com extrema beleza e estilo próprio, o Evangelista, ao mesmo tempo, sóbrio e solene, nos apresenta a Encarnação de Jesus através de um grande hino litúrgico, como que a abertura de uma “Sinfonia do Novo Mundo”.

Enuncia os temas que, logo a seguir, se desenvolverão em múltiplas variações com contrapontos sutis, de modo que o realismo da Encarnação do Filho de Deus constitui o centro desta vigorosa introdução do Evangelho.

A Palavra feita Carne é a revelação do Pai, do Seu amor. Receber, acolher e crer nesta Palavra é ter a vida eterna, como afirma nos capítulos posteriores.

Verdadeiramente assim cremos: Deus, movido por amor, desce misericordiosamente ao nosso encontro, porque havíamos caído miseravelmente, conforme nos falou o Bispo Santo Agostinho.

Agora que celebramos o Mistério desta Presença em nosso meio, urge que sejamos alegres mensageiros do Verbo, num mundo marcado por vezes por realidades sombrias, tristes e de morte.

A Encarnação do Verbo é, ao mesmo tempo, a nossa elevação, porque Ele Se faz hóspede de nossa alma e nos envia para sermos, no mundo, sinal de Sua presença, como alegres discípulos da misericórdia divina, dando razão de nossa esperança, no corajoso testemunho de nossa fé, inflamados pelo fogo do Seu indizível Amor.

Enfim, contemplar a Encarnação e ver a glória de Deus, é viver de modo a favorecer que vejam e sintam a presença de Deus em nós e em todas as pessoas.

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

16/01/2020

COMUNICADO DA MITRA DIOCESANA DE GUANHÃES

Guanhães, 15 de janeiro de 2020!

Estimados Diocesanos,

Alegria e Paz!

A Diocese de Guanhães-MG tem a alegria de informar a todos os diocesanos que no dia 15 de janeiro o Colégio de Consultores se reuniu juntamente com o senhor bispo Dom Otacílio Ferreira de Lacerda e aprovou a Ordenação Presbiteral dos Diáconos André Luiz Eleotério Lomba, Daniel Bueno Borges e Edmilson Henrique Cândido.

A Missa da Ordenação será realizada no dia 21 de fevereiro às 19h na Catedral São Miguel em Guanhães-MG.

Contamos com a presença de todos que puderem participar deste momento forte da graça de Deus na vida dos Diáconos e de toda a Igreja Diocesana, contando sempre com as orações para que vivam com alegria e fidelidade a graça do Ministério.

+ Dom Otacílio Ferreira de Lacerda
Bispo Diocesano.

28/01/2020

Celebração Eucarística na Catedral presidida por Dom Otacilio . Festa no pátio e salão da Catedral.

Ser Padre: missão de resplandecer a luz de Cristo no rosto da Igreja

 (Poema escrito e entregue por Dom Otacilio para Pe Hermes e Pe Adão – Homenagem pelas Bodas de Prata Sacerdotais. Janeiro de 2020)

“O Concílio deseja ardentemente iluminar todos os homens com a claridade de Cristo, luz dos povos, que brilha na Igreja, para que o Evangelho seja anunciado a todas as criaturas (cf. Mc 16,15)”. (1)

De modo especial, através do Ministério Presbiteral verdadeiramente, a luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja, bem como na vida de todo cristão.

Quando foram ordenados presbíteros, foi dito pelo bispo: “Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem do Rei Melquisedec”, para fazer resplandecer a luz de Cristo no rosto da Igreja.

Renovem dia pós dia esta imensa graça, com uma vida em que o anúncio da Palavra seja acompanhado do indispensável testemunho.

Procurem viver o que celebram, em perfeita sintonia, levando muitos a contemplarem o resplandecer da luz de Cristo no rosto da Igreja, a que devem estar sempre a serviço.

Sejam instrumentos da publicidade da luz, numa vida simples, coerente, pois a luz não existe para ser escondida, como nos falou o Senhor no Evangelho. Quando se possui a luz de Deus, quando ela foi acesa no coração é impossível guardá-la para si.

Jamais escondam ou permitam apagar a chama do amor de Deus acesa, comunicando a universalidade da luz do amor pelos últimos, sem se esquecer dos primeiros; a luz do amor pelos pobres, pelos pequeninos, pelos humildes, enfermos, e outros tantos rostos com quem Ele Se identificou (Mt 25).

Comuniquem a consistência da luz da Palavra Divina, que não se reduz às palavras, teorias, discursos, discussões, mas em obras concretas de amor, justiça, perdão, fraternidade, humildade, compaixão e solidariedade.

Nesta comunicação da transparência da luz divina, façam de tal modo que não atraiam ninguém para si, mas para Aquele que nos chama e envia: Jesus, o Bom Pastor.

Seja a transparência de suas vidas, como Presbíteros, por causa de suas obras, motivação para que muitos glorifiquem o Pai que está nos céus (Mt 5, 16).

Sejam instrumentos da perfeita comunhão, na fidelidade a Jesus, Divino Mestre da unidade e da paz, fortalecendo a família do Senhor, que se une pelo laço da fé e da prática da Palavra Divina.

Sejam alegres servidores numa Igreja ministerial, misericordiosa e missionária, como nos exorta o Papa Francisco, levando a Boa-Nova e luz do Senhor ao mundo todo.

Comuniquem esta luz, na noite sombria de um mundo marcado por tantos sinais de morte e exclusão.

Vivam o Ministério numa crescente devoção a Nossa Senhora e ao Sagrado Coração de Jesus, que os tornará cada vez mais compadecidos e solidários com a dor dos pobres, verdadeiramente Sacerdotes conforme o Coração de Jesus.

Que a luz de Cristo resplandeça no rosto da Igreja pelas suas vidas e Ministério Presbiteral, em comunhão com todos os cristãos leigos e leigas da Igreja.

Sejam, portanto, sal da terra e luz do mundo, contando sempre com a força indispensável que nos vem da oração sincera, pura e confiante. Amém.

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

Fonte inspiradora: Primeiros parágrafos da Constituição “Lumen Gentium” – Luz dos Povos – sobre a Igreja (1)

04/02/2020

Na noite de terça-feira, 4 de fevereiro, aconteceu  na Catedral diocesana, na Paróquia São Miguel e Almas, uma grande celebração que abriu o ano pastoral de 2020.

A missa foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Otacilio Ferreira da Lacerda e concelebrada por quase todos os padres  da Diocese. Estiveram presentes, religiosos, consagrados, agentes de pastorais e fiéis leigos de todas as paróquias e pastorais.

Os quatro pilares  da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, foi o destaque da celebração.  Na proposta das diretrizes, lembrou a casa, lugar do encontro e da páscoa semanal é sustentada por quatro pilares essenciais:

1) O Pilar da Palavra de Deus e a iniciação à vida cristã;

2) O Pilar do Pão que é a casa sustentada pela liturgia e sobre a espiritualidade;

3) O Pilar da Caridade que é a casa sustentada sobre o acolhimento fraterno e sobre o cuidado com as pessoas, especialmente os mais frágeis e excluídos e invisíveis;

4) O Pilar da Missão porque é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade eclesial que não leve, inevitavelmente, à vida missionária.

Alguns trechos da homilia de Dom Otacilio:

A Diocese de Guanhães é tão pobre, tão cheia de provações, mas procura ser missionária. Dou graças a Deus pela nossa Diocese. 

Nossa missão é  fazer ” levantar” , (baseando-se no Evangelho do dia Marcos 5,21-43.«Talitha qûm!»,  «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!» )  é animar!  Dar vida!

A Evangelização é possível graças ao trabalho generoso dos leigos.

Os pilares das novas Diretrizes de nossa Igreja 2019-2023:

O pilar da Palavra:  Palavra amada e vivida. É preciso alimentar-se dela, sempre .

O pilar do Pão – O Pão nos fortalece, precisamos deste salutar alimento. Famílias que participam mais das Missas são mais fortes. Uma família sem Eucaristia não se sustenta.

O pilar da caridade.  Nunca pode faltar a caridade em nossas ações.  O amor em primeiro lugar. Na campanha solidária para as vítimas das  enchentes de Governador valadares, muitas doações. Povo solidário.

Pilar da Ação Missionária. A comunidade  que toma sua cruz e segue em frente, só cresce. ” Não devemos pedir para nos livrar das cruzes, mas pedir coragem e forças para carregá-las.                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

 

               

21/02/2020

No dia 21 de fevereiro, às 19h, na Catedral São Miguel, em Guanhães, foram ordenados três novos presbíteros numa solene Celebração Eucarística presidida pelo bispo diocesano, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda.

Foram ordenados Pe. André Luiz Eleotério da Lomba que adotou como lema “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou”  (João 4, 34)Pe. Daniel Bueno Borges  escolheu como lema “Restaurar todas as coisas em Cristo” (Ef. 1, 10)Pe. Edmilson Henrique Cândido  assumiu como lema “Fazer a vontade daquele que me enviou”  (João 4, 34).

Com alegria, a Diocese de Guanhães acolheu o seu Clero, Dom José Aristeu Vieira- bispo diocesano de Luz (MG), os familiares dos ordenandos e grande número de padres e fiéis de diversas localidades.

Em sua homilia, Dom Otacilio refletiu as leituras propostas para a celebração e, dirigindo-se aos ordenandos,  exortou-os ao seguimento de Jesus, o Bom Pastor, na dedicação ao Povo de Deus, além de destacar a missão do sacerdote. “Não se cansem de ser misericordiosos  na boa confissão e dedicação total como o Pai foi misericordioso com vocês; gastem tempo visitando os doentes,  agradem a Deus e não a si mesmos; a alegria sacerdotal se encontra exclusivamente seguindo este caminho, tentando agradar a Deus”. Ao final da celebração, Pe. Salomão Rafael, representante dos presbíteros, acolheu os novos padres no presbitério da diocese, e Pe. André,  agradeceu aos familiares, às mães que geraram os novos padres para a Igreja, aos formadores, aos incentivadores de suas vocações e terminou dizendo: “o longo tempo do diaconato acabou, agora inicia a diaconia”. Desejamos que eles tenham  fecundo ministério junto ao povo a eles confiado! Que  sejam dóceis e  vivam intensamente anunciando Jesus, o Evangelho vivo. Deus os abençoe e os conduza sempre mais à perfeição.

26/02/2020

Dom Otacílio, bispo diocesano de Guanhães presidiu, pela primeira vez como bispo diocesano, a missa da quarta-feira de cinzas, que marca o início da Quaresma. A Santa Missa foi na Catedral São Miguel, com grande presença dos fiéis, e concelebrada pelo Pe. Geraldo Marcone, natural de Guanhães e do clero de Paracatu/MG.   Também na mesma celebração, o bispo abriu a  Campanha da Fraternidade, que neste ano tem como tema: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema, “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Na homilia o bispo destacou a alegria em presidir pela primeira vez, essa celebração, como bispo diocesano, destacou ainda, a bondade de Deus para com o ser-humano e as inúmeras práticas piedosas, que podemos viver, neste tempo intenso, que é a quaresma. Citou exemplo de prática, já experimentado pela comunidade e outros, pelos quais podemos viver.

Abaixo, a íntegra da homilia nessa proferida pelo bispo, nesse início de Quaresma:

Amado povo de Deus,
Quem diria estar abrindo a Quaresma, a Campanha da Fraternidade. na catedral na diocese de Guanhães. Essa missa é muito, muitíssimo importante. Caminhando passo a passo, abrindo nessa igreja particular o tempo quaresmal, intenso tempo da vida da igreja. O mundo todo inicia a quaresma e no Brasil, especialmente a Campanha da Fraternidade.

E a Palavra de Deus de hoje nos convida a envolver em três práticas, não para elogios  mas para darmos passos no itinerário quaresmal. A igreja nos convida à prática da Oração – para a vivência da oração, intimidade do teu quarto, onde Deus escutará as suas súplicas.

É Tempo de via-sacras, dos grupos se encontrarem para rezar o tema da Campanha. É tempo de conversão social, tempo da acolhida da graça divina; a quaresma é para que sejamos melhores. “Melhores em Tudo”.  E pra isso teremos a CF nos chamando a ser o bom samaritano. Vai mexer com todos nós. Será, portanto tempo de mexer, de conversão, inteiramente sintonizados com a Quaresma e a CF. Tempo para celebrações penitenciais, tempo também de limpar o coração, cada um procure de algum modo, viver a oração mais intensamente. Minha relação com Deus não pode ser mais ou menos. Crescer a cada dia com Deus.

A Catedral está repleta, mas isso é pra dizer que as famílias precisam rezar mais, se ligar mais em Deus, participar das missas sobretudo, aos  domingos, como compromisso pessoal – não faltar a nenhum. Quem perder um domingo ficará paupérrimo.

Tocar o coração.  O tempo é de Deus, é graça, é presente. O exemplo  é fundamental. Jejum para que Deus veja. Esmola, partilha, solidariedade. Lembro aqui, a doação para a Diocese de Governador Valadares/MG. Aquilo oferecido multiplica a missa na vida. O pão que você partilha é o pão que mata a sua fome…

Quaresma nos torna sensíveis. Nessa quaresma vai nos dizer que não posso mudar o mundo, mas ao meu redor, sim.
Segundo jejum – é muito mais… É renunciar livremente e oferecer no domingo de Ramos para ser ofertado a outros.
Jejum, liberdade que se tem diante das coisas que passam. Libertação interior em prol de alguém. Jejum que se reveste em função do outro. É sacrifício ficar sem ajudar a quem nada tem?

Sentido das cinzas – retorna para casa com bondade no coração. O mundo está cheio de descaso e desprezo. Preciso viver a cultura do amor. E as cinzas na cabeça significa: eu quero me converter, quero ver melhor a quaresma, algo mudou na minha vida, na minha pastoral. Sou pó e preciso de Deus e a graça divina;  pois Deus é bom pra mim. Correspondamos ao amor de Deus. Somos pó… Ninguém é igual a ninguém. Todos passaremos e o que ficará é o amor de Deus.

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda – Bispo Diocesano

Referências:

Linha de tempo organizada por Eliana Maria de Alvarenga Guimarães – Cristã Leiga, membro da Comissão Diocesana de Catequese da Diocese -, baseando-se em estudos feitos em arquivos fornecidos pela secretária da Cúria, Simone Mendanha: Uma pasta-catálogo “Processo de Criação da Diocese de Guanhães” e um Caderno de Ata “Histórico da Diocese de Guanhães -Dom Antônio Felippe da Cunha”.

Colaboração e parceria : Michel Hoguinele Frazão Araújo – Michel colabora com a Pascom da Diocese, trabalha na Editora Paulinas em BH;

Orientações: Pe Wanderlei Rodrigues e Pe Bruno Costa Ribeiro

Sobre a Rádio Vida Nova FM: informações fornecidas por Joel Fernandes Alvarenga Guimarães;

Sobre a primeira turma da Escola Diocesana de Teologia para leigos: informações fornecidas por Pe Ismar Dias de Matos, por meio de Pe Wanderlei Rodrigues. Informações e fotos de Alessandro Gomes, professor, leigo atuante, da paróquia de São Pedro de Suaçuí e de Madalena Santos Pires, pedagoga, leiga atuante da comunidade do Taquaral/ paróquia Nossa Senhora Aparecida-Pito(Guanhães).  Sobre as atuais turmas de Teologia, informações do Diácono André Lomba;

Folha Diocesana, Artigos da Folha Diocesana: fornecidos por Pe Bruno Costa Ribeiro;

Sobre o site da Diocese: informações fornecidas por Vander Cardoso, Luís Carlos Pinto e Joel Fernandes Alvarenga Guimarães.

Revisão: Mariza Pimenta Mariza Pimenta Dupim – Especialista em Revisão de Textos- Membro da Pascom diocesana – (33) 9 9127-0579 wpp – mariza-pimenta@hotmail.com.

Dezembro de 2018.

E a História continua…

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