Paróquia São Miguel e Almas/ Guanhães – MG

alt

Padre Hermes Firmiano Pedro, Pároco

 

Igreja Matriz

Comunidades, Pastorais e Movimentos da Paróquia São Miguel e Almas

A Paróquia São Miguel e Almas é formada por 21 comunidades: São José (Chaves), Santo Antônio (Correntinho), Nossa Senhora Aparecida, São Geraldo, São Pedro, São José, N. Sra. de Fátima (Prata), Nossa Senhora da Conceição (Coqueiro), São Judas Tadeu (Corrente Canoa), Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Jacutinga).

Urbanas: Santa Rita de Cássia (Vermelho), São Judas Tadeu (João Miranda), Nossa Senhora da Soledade (Alvorada), Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Matadouro), Santa Luzia (Agroder), São Lázaro (Milô), São Vicente de Paula (Vila Vicentina), Nossa Senhora de Fátima (Amazonas), Santa Tereza (Br. Santa Tereza), Nossa Senhora de Fátima (Aod Pereira), São Miguel (Matriz – Catedral).

As pastorais existentes compreendem a Dimensão Bíblico-Catequética, Pastoral Litúrgica, Pastoral da Juventude, Pastoral do Dízimo e Pastoral da Criança e Pastoral Carcerária. As pastorais não estão todas na mesma proporção em todas as comunidades, muitas que existem em uma não estão em outra.

Os movimentos existentes são: Mãe Rainha, Terço dos Homens, Renovação Carismática Católica (RCC), Encontro de Casais com Cristo (ECC), Sociedade de São Vicente de Paulo, Mães que Oram Pelos Filhos, Encontro de Adolescente com Cristo (EAC). Como as pastorais, os movimentos também não estão na mesma proporção em todas as comunidades, muitos que existem em uma não estão em outra.

História da Paróquia 

É tese de Chesterton que quem menos conhece a própria casa é o dono, ou seja na maioria das vezes não conhecemos a História de nosso Torrão Natal, de nossa Família, de nossos antepassados e por isto vivemos à mercê de nunca encontrarmos a nossa própria identidade.

A História da Paróquia de São Miguel de Guanhães começa nos marcos fincados por Bandeirantes Paulistas e Baianos que cruzaram a nossa região e legaram nomes aos nossos Rios e às nossas primeiras povoações. O Rio Guanhães serviu de itinerário para as Bandeiras de Francisco Bruzza Espinosa (1536), Bandeirante que construiu a Primeira Ponte de Minas Gerais, a “Ponte dos Paulistas’, e foi o primeiro Homem Branco a pisar o Solo Mineiro; a Bandeira de Sebastião Fernandes Tourinho (1572); a Bandeira de Marcos de Azeredo Coutinho (1612, que encontrou o primeiro Diamante do Brasil, o Diamante dos Paulistas, no Município de PAULISTAS) e por último a Bandeira de Fernão Dias Paes Leme (que percorreu nossa região no ano de 1680). No ano de 1702 o Bandeirante Antonio Soares Ferreira (parente consangüíneo do Professor Heitor Nunes da Mata), juntamente com o Cel. Manuel Rodrigues Àrzão, fundaram o Distrito de Santo Antonio do Bom Retiro do Serro Frio, hoje Cidade do Serro, e a partir daí a formação de núcleos populacionais foi se formando na região Leste e Centro-Nordeste de Minas Gerais. No ano de 1752 outro Bandeirante de nome João de Azevedo começou a explorar a região do Graypu e ficou impressionado com a quantidade de ouro encontrado na região. Mas esta riqueza somente teve reconhecimento e importância com uma Companhia Inglesa, a CIA. THE CANDONGA GOLD. CO. LIMJTED, que gerou nome a Fazenda Candonga de Guanhães.

O topônimo Guanhães está vinculado a duas teorias: a primeira de que o nome advém da Serra de Chaynez (região do Mato Grosso) onde existia a Tribo dos Guanans. Os Bandeirantes que passaram por aquela região acharam muita semelhança com a região do Rio Guanhães e legaram nome ao mesmo por causa da tribo existente no Mato Grosso. Esta teoria tem muita possibilidade de ser verdadeira, pois a expressão ‘Chaynez”, de origem Tupi-Guarani, significa Mata Densa. Exatamente o perfil que os Bandeirantes Paulistas encontraram em nossa região. Aliado a isto está vinculado o nome da Cidade de PAULISTAS, que prova ser a nossa região a mais importante pala a formação e crescimento da Província de Minas Gerais, ou seja, o Rio Guanhães sempre serviu de itinerário para os Bandeirantes; a segunda teoria relativa ao topônimo Guanhães está vinculada a Tribo dos índios Guanahans, de origem Tapuia Cainganque, cujo termo significa Índios velozes.

O topônimo Guanhães ou o proprietário de Guanhães é um termo usado à página 165/66 do Livro “Viagem pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais”, do naturalista Francês Auguste de Saint Hilaire, que percorreu esta região em meados de abril de 1817. Na página mencionada o famoso naturalista faz referência ao proprietário das Terras, o Guarda-Mor Antonio Feliciano, em cuja fazenda o grande defensor da Natureza hospedou-se. A referência ao mencionado proprietário faz crer que este seria detentor de uma vasta quantidade de terras, que abrigaria terras dos Municípios de Senhora do Porto (onde estava situada a Capela de Nossa Senhora do Porto de Guanhães), a própria Guanhães e Sabinópolis fazendo limite com a região de Temerão (atualmente integrante do Município de Materlândia). Toda esta vasta região estava integrada a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Mato Dentro.

O proprietário da Fazenda Guanhães, o Guarda-Mor Antônio Feliciano vendeu uma grande parcela de suas terras para o senhor José Coelho da Rocha, fiel devoto de São Miguel, que erigiu no alto do Bairro do Rosário a primeira Ermida de Guanhães que ficou pronta no ano de 1821. Até o ano de 1964 era possível observar na região do Alto do Rosário, em Guanhães, pedaços de adobes e outros utensílios daquele templo que virou ruínas. Por influência do Cônego Bento de Araújo Abreu, que veio se instalar na localidade hoje conhecida por Sabinópolis, a localidade de Guanhães ganhou o nome de Capela de São Miguel dos Correntes. Entretanto o Guarda-Mor Antonio Feliciano dispunha em mãos de um Alvará Régio datado de 26 de janeiro de 1811, por mãos de Dom João VI autorizando a edificação da Capela de São Miguel Y Almas. O nome seria influência da Paróquia de São Miguel de Piracicaba (hoje Rio Piracicaba região Metalúrgica), mas o mencionado Alvará pouco adiantou.

A criação da Paróquia de São Miguel dos Correntes ocorreu por força da Lei Provincial n° 02, datada de 14 de julho de 1832 com celebração da Missa conventual na Ermida do Rosário realizada pelo Padre Firmiano Alves de Oliveira. Figuras eminentes como o próprio José Coelho da Rocha, Francisco de Souza Ferreira, Antonio de Oliveira Braga, Faustino Xavier Caldeira, José de Oliveira Rosa, Francisco Nunes Coelho e outros foram primordiais para a formação da Paróquia e a Emancipação Política da Localidade. Nos anos que se seguiram a exploração de Ouro pela Cia. The Candonga Gold Co. Limited, na região denominada “Almas” foi muito significativa e por esta razão a povoação ganhou nome de Paróquia de São Miguel Y Almas. Famílias influentes como Rocha, Nunes Coelho, Caldeira, Carvalho, Pimenta, Oliveira, Ferreira, Gouveia e outras já tinham grande representatividade na região, mas a família cine foi a mola-mestra para o avanço político da região foi a família “Nunes Coelho”, que através do Senhor Francisco Nunes Coelho fez um abaixo-assinado com centenas de assinaturas e o endereçou ao Governo Provincial de Minas Gerais solicitando o reconhecimento do Distrito de São Miguel Y Almas de Guanhães, o que aconteceu por força da Lei Provincial 2132 datada de 25 de outubro de 1875. O mencionado decreto-Lei reconheceu as Paróquias de Santo Antonio do Peçanha e São Miguel Y Almas de Guanhães e foi sancionado pelo então Presidente (Governador) da Província de Minas Gerais Doutor Pedro Vicente de Azevedo. Somente em 09 de Setembro de l879 foi instalada a Câmara Municipal de São Miguel de Guanhães com o termo de Abertura e encerramento firmados pelo Excelentíssimo Presidente Doutor Francisco Nunes Coelho. Naqueles idos a igreja e o Estado tramo atrelados razão porque a mesma Lei que reconheceu o Município foi a mesma que reconheceu a Paróquia de São Miguel Y Almas de Guanhães. À Paróquia ou o Município ficaram compostas das seguintes Povoações: Divino, Gonzaga, Travessão, Jequitibá, Sapucaia, Farias, Correntinho e Dores de Guanhães.

Guanhães se situa a 778 metros de altitude acima do nível do mar e 18° 46’ e 48” latitude, é banhada pelo Ribeirão Graipu, que por sua vez é formado pelos Ribeirões Vermelho, Bonsucesso e Lavapés.

Guanhães, assim bem como Jacuri , Baguary, Suaçuí, Cocais, Coroacy e muitíssimas outras, são expressões de origem Tupi-Guarani que fazem uma ponte de nosso presente com o passado de nossos legítimos brasileiros, os Índios. Nossa Pátria era Pindorama, a Pátria das Palmeiras. Pindorama foi conquistada pelos Bandeirantes Paulistas, os fundadores verticais do Brasil. Como no-lo dizia Gilberto de Mello Freyre, é preciso nos orgulharmos de nossa Pindorama, de nossas Palmeiras, de nossas Matas, de nossos ancestrais. Guanhães, Goianases, Goiases, Guanan, não importa a etimologia, o que importa é que Guanhães é um retrato de uma Pátria que fora chamada Pindorama, a Pátria dos Índios Velozes, a Pátria dos Índios Felizes, a Pátria do sangue que circula na alma de cada Brasileiro, a Pátria que foi libertada com o Espírito Guerreiro dos Bandeirantes Paulistas através de nossos rios. Guanhães é um retrato, a mística das matas, a Alma de um Gênio Matemático, Guanhães é o Genial Professor Heitor Nunes da Mata, Guanhães é a partilha, Guanhães é uma Alma que retrata o passado de 3.500.000 índios que habitavam nossa Pindorama, quando nossa Pátria foi oficialmente descoberta. Guanhães não é um acaso, Guanhães é a História do mais puro Cidadão do Mundo, o nosso “INDIO”!

Texto de Autoria de Raimundo Zeferino de Pinho Carvalho (Tini)

Contato

Endereço:
Praça JK, 12 – CEP 39740-000

Telefone:
(33) 3421-1651

Email:

paroquiaguanhães@gmail.com

Seu nome (obrigatório)

Seu e-mail (obrigatório)

Assunto

Sua mensagem

A Palavra do Pastor
Alegres e convictos Servidores do Reino – Homilia e reflexões de Dom Otacilio para o XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Alegres e convictos Servidores do Reino – Homilia e reflexões de Dom Otacilio para o XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)

  Alegres e convictos Servidores do Reino (Homilia - XXXIIIDTCA) A Liturgia do 33º Domingo do Tempo comum (Ano A),...
Read More
Permaneçamos vigilantes – XXXII do Tempo Comum do Ano A.

Permaneçamos vigilantes – XXXII do Tempo Comum do Ano A.

Com a Liturgia, do 32º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre a necessária vigilância ativa na espera do...
Read More
O Ministério do padre na hora mais difícil: a morte.

O Ministério do padre na hora mais difícil: a morte.

Finados: dia de recolhimento, oração e contemplação de nossa realidade penúltima, a morte; fortalecimento na fé sobre nossa realidade última,...
Read More
Bem-Aventuranças vividas, Santidade alcançada (Homilia Festa de todos os santos e santas)

Bem-Aventuranças vividas, Santidade alcançada (Homilia Festa de todos os santos e santas)

  A Solenidade de todos os Santos abre nosso espírito e coração às consequências da Ressurreição. Para Jesus, ela foi...
Read More
Amor a Deus e ao próximo, dois amores inseparáveis – 30º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Amor a Deus e ao próximo, dois amores inseparáveis – 30º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Amor a Deus e ao próximo, dois Amores inseparáveis O Mandamento do Amor é a essência da vida cristã Com...
Read More
“A Deus o que é de Deus” – Homilia – XXIX Domingo do Tempo Comum do Ano A

“A Deus o que é de Deus” – Homilia – XXIX Domingo do Tempo Comum do Ano A

A Liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum (ano A) tem como tema principal a subordinação de nossa existência a...
Read More
O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada (-Homilia- XXVIII Domingo do Tempo Comum -Ano A

O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada (-Homilia- XXVIII Domingo do Tempo Comum -Ano A

O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada A Liturgia, do 28º Domingo do Tempo Comum (Ano A), apropria-se de...
Read More
A Vinha do Senhor e os frutos esperados por Deus – Homilia- XXVII Domingo Comum do Tempo A

A Vinha do Senhor e os frutos esperados por Deus – Homilia- XXVII Domingo Comum do Tempo A

  Com a Liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum (ano A), refletiremos sobre os frutos abundantes que  o Senhor...
Read More
O imperativo da conversão no trabalho da Vinha do Senhor- Homilia para o XXVI Domingo do Tempo Comum do Ano A

O imperativo da conversão no trabalho da Vinha do Senhor- Homilia para o XXVI Domingo do Tempo Comum do Ano A

  Com a Liturgia do 26.º Domingo do Tempo Comum (ano A), contemplamos um Deus que chama a todos para...
Read More
Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor – Homilia para o XXV Domingo do Tempo Comum do Ano A

Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor – Homilia para o XXV Domingo do Tempo Comum do Ano A

Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor! Com a Liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum (ano A), refletimos...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo