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CIRCULAR N° 08/2.015 ASSUNTO: ORIENTAÇÕES PASTORAIS PARA A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA (R.C.C.) NA DIOCESE DE GUANHÃES

A Diocese de Guanhães acolhe a presença e a atuação da R.C.C., de acordo com as presentes Orientações e Normas Pastorais, inspiradas no Documento Nº 53 da C.N.B.B., para que continue colaborando na renovação cristã, tanto das pessoas como das comunidades, ajudando a Diocese a assumir a missão evangelizadora da Igreja, integrando-se nas suas estruturas, tanto em nível diocesano como paroquial e de comunidades locais.
Ao entregar à Diocese de Guanhães estas Orientações e Normas Pastorais, manifestamos a firme esperança de que sejam bem acolhidas, em vista da caminhada de unidade a que todos são convocados.
Que a Bem Aventurada Virgem, Esposa do Espírito Santo, filha amada do Pai, aponte-nos continuamente o caminho que devemos seguir a fim de que vivamos a comunhão e a unidade tão desejadas pelo seu Filho Jesus.

1. A COORDENAÇÃO DIOCESANA
– Será formada pelo Coordenador Diocesano (Lista tríplice apresentada ao Bispo pelos Coordenadores dos Grupos de Oração da R.C.C.), o Diretor Espiritual (indicado pelo Bispo Diocesano) e outros membros eleitos pela R.C.C. e posteriormente confirmada pelo Bispo Diocesano. (Doc. 53 CNBB n. 28)

2. ATRIBUIÇÕES DA COORDENAÇÃO (Doc. 53 CNBB n. 27)
– Dinamizar e expandir os trabalhos da R.C.C. na Diocese.
– Coordenar as atividades da R.C.C. em nível Diocesano. (Doc. 53 CNBB n. 27)
– Representar a R.C.C. diocesana nas instâncias regionais, estaduais e nacionais. (Doc. 53 CNBB n. 26)
– Promover a comunhão dos Grupos com o Bispo Diocesano e o seu Conselho Diocesano de Pastoral. (Doc. 53 CNBB n.11 e 19)
– Zelar pelo cumprimento destas orientações.

3. ATRIBUIÇÕES DO DIRETOR ESPIRITUAL
– Participar das reuniões diocesanas. (Doc. 53 CNBB n. 27)
– Buscar a unidade, promovendo o diálogo entre os grupos da R.C.C. e a Coordenação Diocesana de Pastoral. (Doc. 53 CNBB n. 19)
– Opinar, aprovar ou desaprovar, junto com o Bispo Diocesano, a indicação de pregadores e ministérios para os encontros diocesanos ou paroquiais. (Doc. 53 CNBB n. 31)
– Agendar eventos paroquiais em sintonia com o Pároco ou Administrador Paroquial. (Doc. 53 CNBB n. 23)
– Assessorar decisões do movimento.
– Buscar integração dos grupos dispersos.

4. OS ENCONTROS DIOCESANOS
– Consideram-se encontros Diocesanos o “Rebanhão”, em Virginópolis, e os encontros Diocesanos de Formação agendados com a Diocese.
– O Rebanhão será custeado pelo próprio grupo e comunidade onde ocorre o evento, por uma contribuição da parte da Diocese e por eventuais contribuições das Paróquias participantes.
– A coordenação do Rebanhão deverá apresentar a prestação de contas à Diocese e às Paróquias no máximo 60 dias após o evento.
-A coordenação deverá confirmar os Encontros Diocesanos da R.C.C. com a Agenda Diocesana no máximo até novembro do ano anterior aos eventos.
– A programação dos encontros diocesanos, ministérios e pregadores deverão ter a participação e aprovação da Coordenação Diocesana bem como do Diretor Espiritual e da Coordenação Diocesana de Pastoral. (Doc. 53 CNBB n. 22, 27 e 31)
– Os encontros diocesanos de formação ou espiritualidade da R.C.C. serão custeados pelo próprio movimento.

5. OS ENCONTROS REGIONAIS OU NACIONAIS (Doc. 53 CNBB n. 21)
– A Coordenação deverá priorizar os encontros regionais ou nacionais onde deverá estar presente.
– As despesas nestes encontros correrão por conta do movimento.

6. CADASTRAMENTO DOS GRUPOS DE ORAÇÃO
– A Coordenação deverá manter atualizado um cadastro de todos os grupos em atividades dentro da Diocese de Guanhães e garantir sua ligação com estas orientações diocesanas.

7. ENCONTROS PAROQUIAIS OU DE COMUNIDADES (Doc. 53 CNBB n. 27 e 31)
– O agendamento e a programação dos encontros paroquiais ou de comunidades da R.C.C. devem ter a participação e a aprovação do Pároco ou Administrador Paroquial, que por sua vez, poderão delegar esta função à Coordenação Diocesana ou ao Diretor Espiritual.

8. EXPERIÊNCIAS ESPECIAIS
– Manifestações especiais comuns ao movimento, tais como, repouso no espírito e oração em línguas, só podem ser realizadas, com discernimento, nos grupos “exclusivos” e reduzidos de servos e lideranças, seja em nível paroquial ou diocesano, em ambientes “restritos”, seguindo a ordem recomendada pelo Apóstolo Paulo (1Cor.14, 6-28) para edificarem a Igreja (1Cor. 14,12), “senão estarão falando ao vento”(1Cor.14,9). As chamadas “Missa de Cura e Libertação” não serão permitidas na Diocese de Guanhães. (Doc. 53 CNBB n. 25 e 63)
9. DIMENSÃO SOCIAL DA FÉ NAS ATIVIDADES DA R.C.C. (Doc. 53 CNBB n. 12, 14, 49, 50,51)
– O apóstolo São Tiago ensina que “A fé sem obras é morta”. A R.C.C., como toda a igreja, deverá de alguma maneira viver a dimensão social da sua fé.
10. OUTROS CRITÉRIOS
– A grande meta de todo trabalho de coordenação deverá ser a busca de sintonia e comunhão dos grupos das comunidades e paróquias com as orientações diocesanas através da Coordenação Diocesana de Pastoral, dos Conselhos de Pastoral Paroquiais e com os Párocos ou Administradores Paroquiais. (Doc. 53 CNBB n. 22 e 31)
– Para evitar o escândalo dos “guetos” ou caminhada paralela, os grupos da R.C.C. devem buscar, além de suas atividades normais, um envolvimento pessoal ou em grupo nas pastorais e serviços das paróquias e comunidades. (Doc. 53 CNBB n. 22 e 24)
– Para evitar constrangimentos e vaidades, os grupos devem zelar pela sobriedade, evitando excessos e barulho. (Doc. 53 CNBB n. 25, 29)
– A Igreja Católica dispõe de um rico repertório de músicas e de cantos. Pede-se que somente este repertório seja usado nos encontros da R.C.C..
– Para não prejudicar uma reta leitura da Bíblia, é preciso atenção para não cair nos perigos do fundamentalismo e do intimismo. (Doc. 53 CNBB n. 35)
– Nas celebrações, observe-se a legislação litúrgica. Não se introduzam elementos estranhos à tradição litúrgica da Igreja ou que estejam em desacordo com o que estabelece o Magistério ou aquilo que é exigido pela própria índole da celebração. (Doc. 53 CNBB n. 40)
– Pede-se que as coordenações dos grupos da R.C.C. procurem mostrar a importância e centralidade da Eucaristia na vida da Igreja.
– Cuide-se para que não haja coincidência de reuniões de grupos ou outras iniciativas da R.C.C. com a celebração da Santa Missa ou outras celebrações da comunidade. (Doc. 53 CNBB n. 44)
A redação destas Normas e Orientações Pastorais foi estudada e aprovada pelo Clero Diocesano.
Dada e passada em nossa Cúria Diocesana no dia 30 de Outubro de 2.015.

Dom Jeremias Antonio de Jesus
Bispo Diocesano
“Fiat Voluntas Tua”

Prot. Nº 1.795
Livro 01

CIRCULAR Nº 02/2.018 ASSUNTO: TRANSFERÊNCIAS  

 Guanhães, 16 de Fevereiro de 2.018.

Em virtude das necessidades pastorais da Diocese de Guanhães, fazemos saber que os Diáconos recém ordenados irão exercer o seu ministério nas seguintes paróquias:

                        Diácono André Luiz Eleotério da Lomba, Paróquia Sant’Ana, em Água Boa.

                       Diácono Daniel Bueno Borges, Paróquia Nossa Senhora da Pena, em Rio Vermelho.

                        Diácono Edmilson Henrique Cândido, Paróquia Sant’Ana, em Ferros.

           Na força do Espírito e na intercessão de São Miguel e de Nossa Senhora caminhemos confiantes, servindo com alegria a Igreja, Povo de Deus, da Diocese de Guanhães. Peço que as Comunidades/Paróquias acolham com Amor e Carinho cada Diácono, colocando-se à disposição, de coração aberto, para trabalharem juntos na edificação do Reino de Deus e preparando, com entusiasmo, a chegada de cada um.

Com carinho paternal, bênçãos e orações, 

Dom Jeremias Antonio de Jesus

Bispo Diocesano

‘Fiat Voluntas Tua’

 

CIRCULAR Nº 04/2.017 ASSUNTO: TRANSFERÊNCIAS

 

 

CIRCULAR Nº 04/2.017

ASSUNTO: TRANSFERÊNCIAS

 

Guanhães, 14 de Agosto de 2.017.

Em virtude das necessidades pastorais da Diocese de Guanhães, fazemos saber as seguintes transferências:

           Pe. Josemar Inácio da Rocha, Administrador Paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Santo Antônio do Rio Abaixo. Posse dia 02 de Setembro às 19h;

E Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Morro do Pilar. Posse dia 03 de Setembro às 09h.

                       Pe. Adão Soares de Sousa, Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Porto, em Senhora do Porto. Posse dia 09 de Setembro às 19h; e

Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Guanhães – Bairro Pito. Posse dia 10 de Setembro às 19h.

                        Seminarista Daniel Bueno, estágio pastoral na Paróquia Santo Antônio, de Peçanha.

                        Seminarista André, estágio pastoral na Paróquia Sant’Ana, em Água Boa.

                 Na força do Espírito e na intercessão de São Miguel e de Nossa Senhora caminhemos confiantes, servindo com alegria a Igreja, Povo de Deus, da Diocese de Guanhães. Peço que as Comunidades/Paróquias acolham com Amor e Carinho cada Sacerdote, colocando-se à disposição, de coração aberto, para trabalharem juntos na edificação do Reino de Deus e preparando, com entusiasmo, a chegada de cada um.

Com carinho paternal, bênçãos e orações,

Dom Jeremias Antonio de Jesus

Bispo Diocesano

‘Fiat Voluntas Tua’

CIRCULAR Nº 03/2.017 ASSUNTO: ORIENTAÇÕES PARA A CELEBRAÇÃO DO SACRAMENTO DA CRISMA

 

 

CIRCULAR Nº 03/2.017

ASSUNTO: ORIENTAÇÕES PARA A CELEBRAÇÃO DO SACRAMENTO DA CRISMA

 

Guanhães, 24 de Julho de 2.017

Caros irmãos Padres, Seminaristas, Religiosas, Consagradas, Catequistas, Coordenadores de Catequese, Coordenadores de Comunidades, Pais e Padrinhos, Agentes de Pastoral!

Saudações em Cristo!

Com o objetivo de ajudar as nossas comunidades a preparar e celebrar bem o Sacramento da Confirmação venho, pela presente Circular, resgatar algumas Orientações do Diretório diocesano do ano de 2.011, da nossa Diocese, e apresentar outras, tendo em vista o que temos constatado em algumas Comunidades Paroquiais.

Certamente, fundamentações bíblica e teológica, eclesial e muitas outras Orientações, ainda em estudo, aparecerão no Diretório Diocesano dos Sacramentos.

  1. O Sacramento da Crisma deve ser vivido e celebrado com profundidade missionária, de modo que no dia da Celebração, o jovem ou o adulto crismado receba convictamente a Confirmação da infusão do Espírito Santo com todos os seus dons, através da imposição das mãos, da unção e do sinal da Cruz, reassumindo a sua vocação para a santidade e para a evangelização.
  2. Nos encontros de preparação os crismandos devem tomar conhecimento do Rito da Crisma para que participem ativamente da Celebração, tornando desnecessárias as muitas explicações durante a liturgia. Realize-se um ensaio prévio da celebração, de modo que a mesma se desenvolva com a devida organização e decoro litúrgico.
  3. O Sacramento da Confirmação seja ministrado nas respectivas paróquias, seja na matriz, seja em comunidades (capelas) distante da sede, com a participação da comunidade.
  4. Em caso de grande número de crismandos, combine-se com o Bispo para se fazer em duas ou mais celebrações.
  5. Convém que a Missa da Crisma, quando forem numerosos os crismandos, seja em horário não coincidente com os horários normais das Missas dominicais.
  6. Para crismar alguém de outra paróquia, peça-se a transferência a ser dada pelo Pároco ou Administrador Paroquial de origem.
  7. Cuidar para que a Celebração da Crisma seja bela, piedosa e cuidadosamente preparada e realizada com simplicidade, sem exageros que desvalorizem o rito, fazendo parecer formatura ou mero evento social.
  8. Entrada: Evite-se a espera dos crismandos, em fila, fora da igreja. As filas podem ter um grande inconveniente: ficam conversando, desconcentrados, além de obrigá-los, crismandos e padrinhos, a ficarem muito tempo em pé, por vezes no sol ou no frio! Portanto, que entrem antes, e assentem-se nos bancos ao lado dos seus padrinhos. A experiência tem-nos mostrado que estando nos bancos, ficam mais tranqüilos, mais concentrados.
  9. Sem entrada da Bíblia, encenações, danças e coreografias, arranjos com pão, vinho, trigo e uva; e não há a necessidade de se fazer a procissão das oferendas e o uso do turíbulo (incenso). É bom recordar que o Regional já deu orientações sobre tudo isso!
  10. Após a proclamação do Evangelho, estando todos sentados, o Padre, ou um diácono, ou mesmo um catequista faz a apresentação dos crismandos (Cf. Pontifical Romano, nº 21) convidando-os a ficarem de pé. Em seguida diz: “Senhor Bispo, estes são os nossos irmãos e irmãs que percorreram um caminho de formação na vida cristã e desejam, hoje, receber o Sacramento da Crisma”. Se preferir, pode-se falar espontaneamente, desde que seja objetivo.
  11. Fila no momento da unção: A fila no momento da unção poderá ser única ou dupla; o importante é que os crismandos saiam aos poucos dos bancos. É necessário que se organize bem a fila de tal modo que não haja muito espaço entre o que está sendo ungido e o que vem em seguida. Durante a unção, os demais crismandos e padrinhos deverão ficar sentados.
  12. Na fila, no momento da Unção, ao se aproximar do Bispo, o padrinho ou madrinha, atrás do crismando e colocando a mão direita sobre o ombro dele (a), diz seu nome (o nome do crismando) ao bispo, como que apresentando o seu afilhado (a) para ser Confirmado na Fé. Se preferir, o próprio crismando pode se apresentar dizendo o seu nome.
  13. Crachás: Não obstante a orientação anterior, recomenda-se o uso de crachás, pois muitos não dizem o nome, ficam tímidos, ou falam muito baixo, não dando para entender! Por isso mesmo que o nome seja escrito bem legível!
  14. Muitos padrinhos gostam de abraçar o seu afilhado (a) após a unção. Isso é muito bonito e significativo, porém, que esse abraço seja dado fora da fila.
  15. Cantos: Sejam Conhecidos para que possam ser cantados por todos! Durante a Unção o canto deve ser em honra ao Espíritio Santo e bem baixo para não interferir no diálogo entre o Bispo e o Crismando. Pode-se fazer um solo, ou um fundo musical, ou simplesmente silêncio. Os cantos e, mais ainda os instrumentos que os acompanham sejam suaves.
  16. Após a Unção do último crismando, enquanto o Bispo lava as mãos pode-se cantar um refrão do Espírito Santo.
  17. Cuidar para que as celebrações não sejam demoradas! Nada de entradas com as luzes apagadas, projeções de imagens com data show, homenagens, mensagens, entrega de presentes, nem por parte dos crismandos, nem dos catequistas, nem do Padre; nada de comentários longos, discursos, acender e apagar luzes, orientações excessivas, “melosidades” totalmente dispensáveis!. Repito: Não é formatura ou um mero evento social! O excesso de criatividade “rouba” o essencial! A Liturgia, por si só, já tem a sua beleza e a sua grandeza! Devemos nos preocupar em fazer bem feito o que as orientações litúrgicas nos apresentam! Palavras de gratidão dirigidas aos catequistas e crismados podem e devem ser feitas pelo Padre e pelo Bispo! Nós, ministros ordenados, é que devemos agradecer e reconhecer o esforço, a dedicação e o trabalho de tantos Agentes!
  18. Fotógrafos e Filmadores: Pode-se permitir o trabalho de fotógrafos e filmadores para que os crismandos tenham uma recordação deste dia tão importante em sua vida. Todavia, devem ser orientados para não fotografarem durante a homilia, durante a invocação do Espírito Santo, durante a Oração Eucarística e durante a Comunhão para não distrair as pessoas. Tenham os fotógrafos e filmadores atitudes que não atrapalhem a celebração nem desviem a atenção dos crismandos e da comunidade. Hoje, com um celular na mão, todos são fotógrafos! Por isso requer muita orientação prévia. E que ninguém suba ao presbitério para fotografar durante a celebração. Discrição e prudência são palavras chave! Após a bênção final, cada catequista com o seu grupo poderá dirigir-se ao presbitério para tirar a fotografia com Bispo e o Padre. Fotografias com o Bispo somente por GRUPO de crismados!
  19. Se a celebração da Crisma ocorrer no Domingo, observar a liturgia própria do Tempo (Advento, Comum, Quaresma, Pascal): orações, leituras, cantos, cor dos paramentos litúrgicos, etc.
  20. Se ocorrer em dia de semana, escolher a Missa Própria, segundo proposta do Ritual para o sacramento da Confirmação. A cor litúrgica será vermelha.
  21. A equipe de liturgia e a de canto participem da preparação da Missa da Crisma.
  22. O Comentarista ou animador, os leitores e o salmista da Missa da Crisma sejam os que fazem parte da equipe paroquial de proclamadores da Palavra. Tem se percebido que em alguns lugares a proclamação das leituras tem sido feita por crismandos, que não estão habituados a fazê-la, e por isso fazem mal. É sempre bom lembrar que a Palavra é proclamada e não simplesmente lida. E todos devem ouvi-la claramente, sem defeitos ou ruídos, seja técnica ou por dificuldades de quem a proclama. Leve-se em conta, principalmente, a capacidade dos escolhidos de saber proclamar adequadamente a Palavra de Deus.
  23. O Círio Pascal esteja aceso junto à mesa da Palavra ou Ambão desde o início da celebração. Nele os crismandos acenderão suas velas no momento oportuno. O Círio Pascal e o Santo Crisma podem ser levados na procissão de entrada. Atenção: O Santo Crisma é o Óleo; a Crisma é o Sacramento.
  24. Lembranças da Crisma: Se as lembranças da Crisma precisam de assinatura, sejam levadas à Cúria, alguns dias antes do dia da celebração.
  25. Sugere-se que as Lembranças ou Certificados não sejam entregues ao final da celebração. Os crismandos sejam convidados a um encontro com seus catequistas, ocasião em que poderá ser entregue o “Certificado” e incentivados a integrarem-se nas pastorais da comunidade.
  26. No livro da Crisma, a ser conservado no arquivo paroquial, anotem-se os nomes dos confirmados, mencionando-se também o nome do celebrante da Crisma, dos pais e padrinho ou madrinha, do lugar e o dia da celebração da Confirmação.
  27. Padrinhos e Madrinhas: Não são meros elementos decorativos na Crisma. Através da história da Igreja tem-se valorizado muito a sua presença. Na vida dos seus afilhados devem ser amigos e companheiros.
  28. Aconselha-se que logo no início dos encontros de formação os catequistas já dêem orientações a respeito da escolha dos padrinhos; e para isso, esclarecer a sua importância na vida de cada um deles.
  29. Aconselha-se também, que no início dos encontros os crismandos sejam informados e esclarecidos a respeito dos devidos gastos que cada um terá pela ocasião da Crisma (vela, lembrança, camiseta, espórtula, material de catequese). Estejam atentos aos casos de crismandos de completa carência. A comunidade paroquial deve assumir estas situações, lembrando, inclusive da dimensão social do dízimo. Não preciso dizer que este é um assunto delicado! Todavia, se gasta tanto com supérfluos, com situações e diversões, às vezes nada cristãs, e se reclama quando possíveis gastos são apresentados pela Igreja. É imprescindível dizer que o Sacramento não tem preço! Seu valor é incomensurável! Não tem como precisar!
  30. Conscientes disso, os (as) crismandos (as) devem entregar na secretaria da paróquia a oferta estabelecida pela Diocese de Guanhães.
  31. Escolha os crismandos os seus padrinhos ou madrinhas integrados à comunidade e comprometidos com o projeto de Jesus, tendo por critério de sua escolha não interesses menores ou sentimentais; mas razões de ordem religiosa, fé e espiritualidade.
  32. É aconselhável que os padrinhos sejam os mesmos do batismo, que testemunhem sua fé e participem da vida da comunidade, e tenha condições de apresentar o candidato (a) à Comunidade e ao Bispo, e que cuide para que o crismando se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes ao Sacramento da Confirmação.
  33. Eles devem ter a idade mínima de 18 anos e maturidade para o compromisso que irão assumir. Devem ser batizados, confirmados, atuantes na comunidade; cristão comprometido na sociedade, e ter feito a Primeira Eucaristia. Podem ser solteiros, e basta uma única pessoa. Não se exige que sejam do mesmo sexo do (a) crismando(a).
  34. Eles não podem ter sofrido nenhuma pena canônica. Que não estejam em situação irregular com as normas da Igreja (Espíritas; pessoas de outra religião; amasiados; divorciados, casados apenas no civil) (Cân. 874)
  35. Não podem ser padrinhos os pais, esposo (a), noivo (a), Namorado (a) e os não católicos.
  36. Nos casos difíceis, que se preserve tanto a dimensão objetiva dos Sacramentos como o bem maior da comunidade eclesial, tendo sempre como referência a misericórdia divina.
  37. Crismandos, padrinhos ou madrinhas estejam decentemente vestidos para a celebração. Por isso, aconselha-se à equipe de catequese dos crismandos que se confeccionem camisetas com motivos simbólicos deste Sacramento.Valorizamos o costume das Camisetas Padronizadas e ou Personalizadas.
  38. A proposta do engajamento ou estágio pastoral (conforme orientações do Pároco e do Conselho de Pastoral Paroquial) é um despertar à vida comunitária, onde se vive e se testemunha toda formação e orientação recebida, de acordo com as orientações da equipe diocesana e o Diretório Diocesano de Catequese ainda em construção.
  39. Convém que os jovens crismados participem das atividades desenvolvidas pelo Setor Juventude da Paróquia. Onde não houver, criem-se grupos de jovens com encontros semanais de espiritualidade e oração, formação humano-cristã, envolvimento social e missionário, além de atividades recreativas.
  40. Se os crismados forem adultos, sejam apresentadas as necessidades pastorais da comunidade e sejam incentivados a ingressar no serviço pastoral; haja, contudo, da parte da coordenação e de seus membros uma acolhida a esse novo integrante e zelosamente seu acompanhamento pessoal.
  41. Nas paróquias em que se têm desenvolvido um serviço missionário, seja dado aos crismados a oportunidade de passar por outras experiências querigmáticas (At 2, 38-41), de engajamento missionário e vivência em pequena comunidade de jovens ou de adultos (At 2, 42-47).
  42. Por fim, peço que esta circular, orientada pelo Pároco ou pelo Administrador Paroquial, chegue ao conhecimento de todos que de direito, especialmente catequistas, crismandos, pais e padrinhos.

Grato pelo esforço e dedicação de todos, suplico abundantes graças e bênçãos do Bom Deus!

Dom Jeremias Antonio de Jesus

Bispo Diocesano

“Fiat Voluntas Tua”

 

CIRCULAR Nº 02/2.017 ANO NACIONAL MARIANO

 

                                                                                        CIRCULAR Nº 02/2.017

                                                                                          ANO NACIONAL MARIANO

Guanhães, 24 de março de 2.017.

 

Caros irmãos Padres, religiosas e consagradas, seminaristas, coordenadores de comunidades e de equipes de liturgia, agentes de pastoral, irmãos e irmãs em Cristo.

Saudações Fraternas!

No contexto das Comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no rio Paraíba do Sul, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o Ano Nacional Mariano, que teve início no dia 12 de outubro do ano passado.

Para todos nós, cristãos católicos, devotos da Bem-Aventurada Virgem, celebrar este evento é uma grande alegria, e uma oportunidade para agradecer a Deus pelas Graças e Bênçãos que recebemos d’Ele pela intercessão de Nossa Senhora.

Desde 2014, as dioceses do Brasil se preparam para esta comemoração, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. Nossa Diocese de Guanhães já vivenciou esta experiência de Graças e de Bênçãos.  No dia 28 de junho de 2015 fomos à Aparecida, como romeiros e peregrinos para buscarmos a imagem peregrina que visitou as nossas comunidades paroquiais durante seis meses, e que agora se encontra, em lugar de honra, em nossa Igreja Catedral. Todas as vezes que dirigimos o olhar para ela suplicamos pelo Brasil e pela nossa Igreja Diocesana. Na imagem de Nossa Senhora Aparecida “há algo de perene para se aprender”. “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria mãe”. (Papa Francisco)

Todas as famílias e comunidades da nossa Diocese são convidadas a celebrar intensamente este Ano Mariano para fazer crescer ainda mais o fervor da nossa devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser. (cf. Jo 2,5). Devemos intensificar a nossa vida de oração, praticar a leitura orante da Sagrada escritura, rezar diariamente o Terço e consagrar-nos a Nossa Senhora todos os dias, renovando a nossa entrega total. Evidentemente não podemos esquecer o nosso espírito de penitência, de sacrifício e de doação. Oração, Misericórdia e Caridade caminham sempre de mãos dadas!

Neste Ano de 2017, no dia 13 de maio, toda a Igreja celebrará também os 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. É sinal de que o Bom Deus tem algo muito importante para nos comunicar através de Maria, Mãe de Seu Filho Querido, para todos nós, seus filhos e filhas. Precisamos estar atentos aos apelos deste Ano Mariano, desta presença materna da Bem Aventurada Virgem entre nós.

É importante saber que o Santo Padre, o Papa Francisco, reconheceu o ano Mariano no Brasil concedendo a indulgência para aqueles que “verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade” visitarem na forma de peregrinação a Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), ou qualquer igreja paroquial do Brasil dedicada à padroeira do país. Em nossa Diocese temos as Paróquias de Nossa Senhora Aparecida em Córregos e no Bairro do Pito, em Guanhães. É importante lembrar também que para alcançar a indulgência plenária, são necessárias as condições habituais: a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração na intenção do Santo Padre, o Papa.

Em virtude deste Ano Mariano, peço a todos os padres que façam a entronização da imagem Faximile de Nossa Senhora Aparecida na Igreja Matriz de sua Paróquia, se porventura ainda não fizeram. Alimentem a devoção e a espiritualidade mariana. Celebrem e façam memória dos 300 anos do encontro da imagem no rio Paraíba. Ensinem que o Ano Mariano é um tempo favorável para contemplar Maria como modelo de fé e de seguimento a Jesus Cristo. Que todos nós precisamos aprender ou reaprender com Nossa Senhora o jeito certo de ser discípulo!

“Nós esperamos muito que o ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo – a alegria da fé em Cristo. Que este momento seja para a evangelização, para a missão, tendo presente o exemplo, as lições que Nossa Senhora nos deixa, mas também recorrendo com confiança a sua intercessão materna”. (Dom Sérgio da Rocha, Presidente da CNBB).

Peço, ainda, que no dia 13 de Maio, e no dia 12 de Outubro, haja, em todas as Paróquias um momento mariano, fora do horário da Missa. Que após a celebração da Santa Missa haja uma Coroação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, no dia 13 de Maio, e da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de Outubro.

Envio-lhes, também, duas sugestões extraídas do Pontifical Romano para a Coroação da Imagem.

Que o Bom Deus abençoe a todos! Que a intercessão da Bem Aventurada Virgem e de São Miguel, nosso Padroeiro, nos acompanhem sempre!

 

Dom Jeremias Antonio de Jesus

Bispo Diocesano

“Fiat Voluntas Tua!”

 

 

RITO DE COROAÇÃO

 

  1. COROAÇÃO DE IMAGEM DA SANTÍSSIMA VIRGEM DENTRO DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

 

AÇÃO DE GRAÇAS E INVOCAÇÃO

 

Após a homilia

 

Padre: Bendito sois, Senhor Deus do céu e da terra! Misericordioso e justo, dispersais os soberbos e exaltais os humildes. Por vosso maravilhoso desígnio nos destes altíssimo exemplo no Verbo encarnado e na Virgem sua Mãe: pois vosso Filho se humilhou voluntariamente até à morte de cruz e refulgente de glória está sentado à vossa direita, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Assim também a Virgem Maria, que quis chamar-se vossa serva, escolhida para Mãe do Redentor e verdadeira Mãe dos viventes, foi exaltada sobre todos os coros dos anjos e reina agora gloriosa com seu Filho, intercedendo por todos os homens e mulheres, como advogada da graça e rainha da misericórdia.

 

Olhai benigno, Senhor, para estes vossos servos que ornam com uma coroa visível a imagem de Cristo e de sua mãe, (ou a imagem da Mãe de vosso Filho) proclamam vosso Filho Rei do universo e invocam a bem-aventurada Virgem como Rainha.

 

Seguindo os passos da Mãe e do Filho cumprindo a lei do amor, concedei que vossos fiéis servidores ajudem uns aos outros com generosidade, abnegando a si próprios partilhando do que é seu, alcancem a salvação de seus irmãos, seguindo exemplos de humildade na terra sejam elevados às alturas do céu, cingidos por vós com a coroa da vida. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém

 

IMPOSIÇÃO DA COROA

 

(Terminada a oração, o Padre asperge as coroas ou coroa com água benta e, sem dizer nada, adorna com a coroa a imagem da Santíssima Virgem Maria. Se, no entanto, Nossa Senhora estiver representada com o Menino Jesus, coroará primeiramente a imagem do Filho e depois a da Mãe).

 

(Terminada a coroação, canta-se um canto apropriado)

 (Enquanto o povo canta, o Padre incensa a imagem da Santíssima Virgem).

 

ORAÇÕES DOS FIÉIS

 

(Terminado o canto, de pé, procede-se à oração dos fiéis).

 

(O Padre convida os presentes para orarem, dizendo):

 

Padre: A Deus Pai, que fez maravilhas com a Virgem Maria e opera ainda na Igreja grandezas de sua piedade, dirijamos ardentes súplicas, e digamos:

 

R/ Senhor, escutai a nossa prece.

 

Leitor:

 

  1. Pela Igreja, para que, cantando com Maria, anuncie a todos os povos as maravilhas de Deus e celebre sua misericórdia, porque depõe de seus tronos os poderosos e exalta os humildes. Rezemos ao Senhor:

 

  1. Para que todos os povos, sob o influxo do Espírito Santo, formem um só povo de Deus, na felicidade, com Cristo nosso Rei. Rezemos ao Senhor:

 

  1. Pela concórdia entre as nações, para que com a intercessão da Rainha da Paz desapareçam os ódios, cessem as guerras e todos os povos gozem de operosa concórdia. Rezemos ao Senhor:

 

  1. Pelos que sofrem doenças, pobreza, solidão, pelos que jazem nas prisões, ou padecem perseguições, para que a Virgem Maria, Rainha da misericórdia, soerga a esperança deles e os conforte com maternal ternura. Rezemos ao Senhor:

 

  1. Por todos nós aqui reunidos, para que, conhecendo a singular dignidade da Virgem Maria, nos esforcemos por imitar seu espírito de serviço e humildade e cada dia a amemos mais ardentemente. Rezemos ao Senhor:

 

Padre: Senhor, nós vos pedimos, interceda por nós a sempre Virgem Maria, que nos destes por Mãe e Rainha, para merecermos também nós participar da plenitude de vossa graça. Por Cristo Senhor nosso Senhor.

 

Todos: Amém.

 

Depois da Missa, canta-se a Salve, Rainha, ou Ave, Rainha do céu, ou, no tempo pascal, Rainha do céu, alegrai-vos ou outro canto apropriado em honra de Nossa Senhora.

 

 

 

COROAÇÃO DE IMAGEM DA VIRGEM MARIA DENTRO DA CELEBRAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

 

RITOS INICIAIS

 

 Padre: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, amor do Pai, a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!

 

Povo: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

 

Padre: Alegres nos reunimos, filhos caríssimos, para coroar solenemente a imagem da Santíssima Virgem Mãe (e seu Filho). Desta celebração participemos com espírito atento, sobretudo ouvindo com fé a palavra de Deus. Este rito, para quantos olham sua íntima natureza, será uma lição daquela doutrina evangélica que nos ensina serem maiores no Reino do céu os que forem primeiros no serviço e na caridade. O próprio Senhor nosso, que não veio para ser servido, mas para servir, quando foi erguido na cruz, atraiu tudo a si e reinou do alto da cruz com a força do amor e da mansidão. A Santa Virgem Maria, que hoje proclamamos gloriosa, foi na terra a serva humilde do Senhor; vinculada totalmente ao Filho e sua obra redentora, com Ele e sob suas ordens serviu ao mistério da salvação; e elevada à glória celeste não deixou o encargo salutar em prol dos irmãos de Cristo, mas solícita pela eterna salvação deles procede como ministra da piedade e rainha do amor.

 

Oremos.

 

Ó Deus, que constituístes a Mãe do vosso Filho nossa Mãe e Rainha, concedei aos que aqui estamos reunidos para coroar sua imagem com sua coroa real, alcançar por sua intercessão o Reino do céu e a glória prometida aos vossos filhos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Todos: Amém.

 

LEITURA DA PALAVRA DE DEUS:

 

Is. 9,1-3.5-6 e Lc. 1,26-38, com intervalos de silêncio ou de salmos responsoriais apropriados.

 

AÇÃO DE GRAÇAS E INVOCAÇÃO

 

(Depois da homilia, os ministros trazem as coroas (a coroa), que ornarão as imagens de Cristo e de sua Mãe. O Padre levanta-se e recita a seguinte oração, na qual, se for coroada apenas a imagem da Santíssima Virgem, a frase… a imagem de Cristo e de sua Mãe será substituída por… a imagem da Mãe de vosso Filho, como se apresenta no texto)

 

Padre: Bendito sois, Senhor Deus do céu e da terra! Misericordioso e justo, dispersais os soberbos e exaltais os humildes. Por vosso maravilhoso desígnio nos destes altíssimo exemplo no Verbo encarnado e na Virgem sua Mãe: pois vosso Filho se humilhou voluntariamente até à morte de cruz e refulgente de glória está sentado à vossa direita, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Assim também a Virgem Maria, que quis chamar-se vossa serva, escolhida para Mãe do Redentor e verdadeira Mãe dos viventes, foi exaltada sobre todos os coros dos anjos e reina agora gloriosa com seu Filho, intercedendo por todos os homens como advogada da graça e rainha de misericórdia. Olhai benigno, Senhor, para estes vossos servos que ornam com uma coroa visível a imagem de Cristo e de sua Mãe, (ou a imagem da Mãe de vosso Filho) proclamam vosso Filho Rei do universo e invocam a bem-aventurada Virgem como Rainha. Seguindo os passos da Mãe e do Filho cumprindo a lei do amor, concedeis que vossos fiéis servidores ajudem uns aos outros com generosidade, abnegando a si próprios e partilhando do que é seu, alcancem a salvação de seus irmãos, e, seguindo exemplos de humildade na terra sejam elevados às alturas do céu, cingidos por vós com a coroa da vida. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Todos: Amém.

 

IMPOSIÇÃO DA COROA

 

(Terminada a oração, o Padre asperge as coroas (a coroa) com água benta e, sem dizer nada, adorna com a coroa a imagem da Santíssima Virgem. Se, no entanto, Nossa Senhora estiver representada com o Menino Jesus, coroará primeiramente a imagem do Filho, e depois a da Mãe).

 

(Terminada a coroação, canta-se um canto apropriado:

Enquanto o povo canta, o Padre incensa a imagem da Santíssima Virgem).

 

ORAÇÃO DA LADAINHA: Canta-se, em seguida, a Ladainha de Nossa Senhora ou se reza a oração dos fiéis.

 

Senhor, tende piedade de nós,

Senhor, tende piedade de nós,

 

Jesus Cristo, tende piedade de nós,

Jesus Cristo, tende piedade de nós,

 

Senhor, tende piedade de nós,

Senhor, tende piedade de nós.

 

Santa Maria, rogai por nós,

Santa Mãe de Deus, rogai por nós,

Santa Virgem das virgens, rogai por nós,

 

Filha escolhida de Deus, rogai por nós,

Mãe de Cristo Rei, rogai por nós,

Glória do Espírito Santo, rogai por nós,

 

Virgem, Filha de Sião, rogai por nós,

Virgem pobre e humilde, rogai por nós,

Virgem mansa e obediente, rogai por nós,

 

Escrava do Senhor, rogai por nós,

Mãe do Senhor, rogai por nós,

Companheira do Redentor, rogai por nós,

Cheia de graça, rogai por nós,

Fonte de beleza, rogai por nós,

Conjunto de virtudes, rogai por nós,

 

Fruto altíssimo da redenção, rogai por nós,

Perfeita discípula de Cristo, rogai por nós,

Puríssima imagem da Igreja, rogai por nós,

 

Mulher nova, rogai por nós,

Mulher vestida de sol, rogai por nós,

Mulher coroada de estrelas, rogai por nós,

 

Senhora benigna, rogai por nós,

Senhora clemente, rogai por nós,

Senhora nossa, rogai por nós,

 

Alegria de Israel, rogai por nós,

Esplendor da Igreja, rogai por nós,

Honra do gênero humano, rogai por nós;

 

Advogada da graça, rogai por nós,

Ministra da piedade, rogai por nós,

Auxiliadora do povo de Deus, rogai por nós,

 

Rainha da caridade, rogai por nós,

Rainha da misericórdia, rogai por nós,

Rainha da paz, rogai por nós,

 

Rainha dos anjos, rogai por nós,

Rainha dos patriarcas, rogai por nós,

Rainha dos profetas, rogai por nós,

 

Rainha dos apóstolos, rogai por nós,

Rainha dos mártires, rogai por nós,

Rainha dos confessores, rogai por nós,

 

Rainha das virgens, rogai por nós,

Rainha de todos os santos, rogai por nós,

Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós,

 

Rainha assunta ao céu, rogai por nós,

Rainha do mundo, rogai por nós,

Rainha do céu, rogai por nós,

Rainha do universo, rogai por nós,

 

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

 

  1. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
  2. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

 

Padre: Ó Deus misericordioso, ouvi as súplicas de vossos servos; concedei a todos nós reconhecermos por este solene rito a Virgem Maria vossa serva como Mãe e Rainha nossa, para que servindo a vós e aos irmãos na terra mereçamos ser recebidos no eterno Reino dos céus. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Todos: Amém.

 

CONCLUSÃO DO RITO

 

Por fim canta-se um canto apropriado em honra de Nossa Senhora.

 

CIRCULAR Nº 01/2017 – ORIENTAÇÕES E SUGESTÕES LITÚRGICAS PARA SEMANA SANTA

 

Guanhães, 16 de março de 2.017. 

CIRCULAR Nº 01/2017 – ORIENTAÇÕES E SUGESTÕES LITÚRGICAS PARA SEMANA SANTA

             “Sempre e por toda a parte trazemos em nosso corpo a morte de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo”. (2Cor 4,10)

 

Caros irmãos presbíteros, seminaristas, animadores de comunidade, ministros da Palavra, ministros extraordinário da Sagrada Comunhão, responsáveis pela pastoral litúrgica, grupos, agentes de pastoral e todo o Povo de Deus da Diocese de Guanhães.

Saudações fraternas!

Estamos nos preparando para celebrar mais uma Semana Santa! Por isso, venho, a cada um dos senhores e senhoras, mais uma vez, para lhes RECORDAR e ATUALIZAR algumas orientações que já foram por mim apresentadas nos anos anteriores, a fim de que a nossa Diocese possa vivenciar do melhor modo possível e liturgicamente correto a Celebração do Mistério Pascal de Cristo.

“…Na semana santa a Igreja celebra os mistérios da salvação, levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias de sua vida a começar pelo ingresso messiânico em Jerusalém. O tempo quaresmal continua até a Quinta Feira Santa. A partir da Missa Vespertina ‘in Cena Domini’ inicia-se o Tríduo Pascal que abrange a Sexta-Feira Santa, da Paixão do Senhor e o Sábado Santo, e tem o seu centro na vigília pascal, concluindo com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. Os dias feriais da Semana Santa, de segunda-feira a quinta-feira inclusive, tem precedência sobre todas as outras celebrações. É oportuno que nestes dias não se celebre nem o batismo nem a confirmação”. (Paschalis Sollemnitatis: A Preparação e Celebração das Festas Pascais – Congregação para o Culto Divino, nº 27).

Sem dúvida alguma, o Tríduo Pascal é o coração desta Semana que é Santa. Não somente desta semana, mas de todo o ano litúrgico. Por isso requer atenção e preparação especiais. Os três dias são como um desdobramento da Celebração do Mistério central de nossa fé: o Mistério Pascal.

Na noite da Quinta-Feira Santa celebramos a “Páscoa da Ceia”; recordamos as palavras e os gestos de Jesus na última Ceia, na qual expressou o sentido de sua vida e morte e nos mandou celebrar sempre em sua memória.

Na Sexta-Feira Santa celebramos a “Páscoa da Cruz”, Paixão e Morte de Jesus, o Justo; Ele foi condenado injustamente; mas entregou sua vida nas mãos de Deus, confiando na justiça d´Ele.

No Sábado Santo fazemos memória de sua descida à mansão dos mortos: Jesus se faz solidário conosco até em nossa morte.

Na Vigília Pascal e no Domingo celebramos a “Páscoa da Ressurreição”, a vitória da vida sobre a morte”.

Não se trata apenas de recordar fatos passados, mas de um memorial que deve ser atualizado pelos fiéis. A Semana Santa é semana do encontro com o Cristo-Ressuscitado: nas celebrações litúrgicas, na sua Palavra e na pessoa dos irmãos da comunidade.

Trata-se da celebração do Mistério Pascal na sua globalidade, sem fragmentações, embora cada dia seja dedicado a um dos aspectos particulares. Havia e ainda há o perigo de romper a unidade do Mistério, separando excessivamente a celebração da morte da celebração da ressurreição.

A liturgia da Semana Santa não é um simples jogo de representação teatral, mas atualiza sempre o único Mistério Pascal que não pode ser fragmentado.

Para todos nós, para todo o povo cristão, a Semana Santa é a oportunidade para se fazer um Retiro Espiritual. Neste retiro, a partir de Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, somos convidados a refletir a vida, a cruz, a morte, a ressurreição, o amor de Deus por nós, o amor a Deus e ao próximo, o serviço, a doação, a obediência, a misericórdia, o perdão, a Eucaristia, e a Salvação. Na liturgia aprofundamos o sentido deste retiro na nossa vida e mergulhamos no Mistério da Salvação realizada por Cristo.

01 – A Benção e a Procissão dos Ramos são inseparáveis. Paramentos Vermelhos. Onde não houver Procissão e Celebração Eucarística, não pode haver Benção dos Ramos (cf. Diretório Litúrgico – anotações para o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor). A Assembleia se reúne no local, de onde sairá em procissão. Depois da proclamação do Evangelho da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, faz-se o convite à Procissão. Durante a procissão, pode-se cantar: “Os filhos dos hebreus”; “Cristo vence, Cristo Reina”; “Hosana, hey…” etc. Para o Domingo de Ramos, o espaço da celebração poderá ser ornamentado com ramos (folhas de palmeiras) e ervas medicinais. Preparar bem e com antecedência a leitura da paixão. Se necessário ou se achar conveniente pode-se intercalar a leitura da Paixão com algum refrão adequado. Exemplo: “Prova de amor maior não há”, “Entre nós está”, “Deus Santo, Deus Forte”, “A morrer crucificado”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito”, “Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?”, outros. Durante a leitura da Paixão, não se usa nem incenso nem velas. Omitem-se a saudação ao povo e o sinal da cruz sobre o livro. Depois de anunciada a morte do Senhor, todos se ajoelham, e faz-se uma breve pausa. No fim, diz-se: Palavra da Salvação, mas não se beija o livro. O Sacerdote faz a parte do Cristo.  Na procissão de Ramos, levar uma faixa com os dizeres: “Viva Jesus, nosso Rei!” Não se esquecer da Coleta da campanha da Fraternidade! (Dia 09 de Abril) como fruto da penitência quaresmal e não simplesmente uma esmola. O momento apropriado para cada um entregar seu envelope é o Ofertório, que deve ser bem solenizado. Todas as Comunidades devem ser esclarecidas e motivadas para o gesto concreto da CF. São muitos os modos de penitência, partilha e solidariedade que podem colaborar para que a Igreja em todo o Brasil continue concretizando projetos de ação evangelizadora na perspectiva social, sobretudo entre os mais carentes. O gesto concreto da CF que pertence à Diocese será aplicado nos projetos apresentados pelas pastorais diocesanas. Nenhuma Paróquia ou Comunidade pode omitir-se. Recordar a todos que os Ramos bentos são um símbolo de vitória e de vida, e permanecerão ao longo do ano, como sinal de esperança. Depois da Procissão ou entrada solene, omite-se o sinal da cruz e o ato penitencial ou a aspersão de água benta no início da Missa, e diz-se logo a coleta. Depois, a Missa continua como de costume.

 

02 – PROCISSÃO DO DEPÓSITO – Acontece no Domingo de Ramos, à noite, ou na Terça-Feira Santa, também à noite. Após a Celebração da Santa Missa, os homens levam a imagem do Senhor dos Passos para a Capela do Cemitério ou outra, e as mulheres levam a imagem de Nossa Senhora das Dores também para outra Capela. A Capela que acolhe cada uma das imagens é chamada de Depósito. Essa procissão noturna se chama também de transladação. Em algumas comunidades a imagem é velada durante toda a noite. Para as procissões podem levar velas. Usar paramentos roxos.

03 – PROCISSÃO DO ENCONTRO – Na Quarta-Feira Santa, à noite, as mulheres fazem uma procissão com a Imagem de Nossa Senhora das Dores, com cantos penitenciais, com as figuras bíblicas das “mulheres piedosas”: Verônica, que teria enxugado o rosto ensangüentado de Jesus numa toalha, na qual ficou estampada a sua face; Maria Madalena e outras mulheres que acompanharam a caminhada de Jesus para o Calvário. Outra procissão é feita só pelos homens, que carregam a imagem do Senhor dos Passos. Cada um dos grupos realiza as três primeiras estações da Via-Sacra. Na quarta estação os dois grupos se encontram e rezam juntos “O Encontro de Jesus carregando a Cruz com a Sua Mãe, a Senhora das Dores”. Após rezarem juntos a quarta estação o Pregador faz o Sermão, uma dramatização da cena, recordando o que aconteceu na Sexta-Feira Santa. Faz um apelo à conversão, recorrendo à dramaticidade da dor de Nossa Senhora e das Dores e sofrimentos de Jesus. O sermão tem o costume de ser mais exortativo e até moralizante. Após o sermão, a Verônica entoa um hino e mostra a toalha ensangüentada com a face de Jesus. Na procissão podem usar velas. Usar paramentos roxos.

04 – Na missa do Crisma, dia 06 de Abril, Quinta-Feira, às 19 horas, na Sé Catedral, os presbíteros renovam os seus compromissos sacerdotais e pastorais. O convite para participar desta Celebração é estendido a todo o Povo das Comunidades Paroquiais, lembrando o caráter Real, Profético e Sacerdotal de todo o Povo de Deus.

05 – Na Quinta-Feira Santa, no final da celebração, não há bênção final e nem a Procissão solene com o Santíssimo Sacramento na Custódia ou Ostensório. O Tabernáculo deve estar vazio no início da Celebração e serem consagradas partículas para a própria Celebração e para a Comunhão na Sexta-Feira Santa. A reserva Eucarística (que servirá para a comunhão dos fiéis na Solene Ação Litúrgica na Celebração da Paixão do Senhor) deve ser transportada numa âmbula maior coberta pelo véu umeral usado pelo sacerdote na transladação, ate o local (Capela, Salão…) devidamente ornado, para a reposição. Onde houver a Urna, usada antigamente, a reposição da âmbula com as espécies consagradas, seja efetuada na mesma. No lugar da Urna, pode ser usado um sacrário maior. Onde não for possível nem Urna e nem sacrário maior, a âmbula com a reserva Eucarística permaneça coberta com um véu (conopeu) como é costume em nossas paróquias. Neste dia não há exposição solene do Santíssimo Sacramento.  Os fiéis sejam exortados a fazer pelo menos uma hora de vigília, na Quinta-Feira, após a celebração da Ceia do Senhor, ou na Sexta-Feira pela manhã, em profunda comunhão com o Senhor em sua Paixão. Vale ressaltar que não se trata de Adoração, mas de Vigília. Jesus nos convida a vigiar com Ele. Na Vigília pode-se ler e meditar os capítulos 13-17 do Evangelho de João. Após a meia-noite deve-se imperar o silêncio.  Na Quinta-Feira Santa Voltam as flores e a cor branca ao espaço celebrativo. Os instrumentos musicais tocam-se na Missa vespertina até o fim do canto do Glória. Depois não se tocam, até o Glória da Missa da Vigília noturna da Ressurreição, a menos que seja somente para sustentar o canto. Os paramentos são brancos. O ambão pode ser ornamentado com a menorah e com flores. Usar incenso com abundância. O comovente rito do Lava-pés seja bem apresentado, com uma exortação à comunidade para que se dedique ao serviço dos mais necessitados. Para o Lava-Pés poderão ser convidados, também, agentes que trabalham no cuidado, proteção ou preservação da natureza, como por exemplo, agentes florestais e outros, em consonância com o tema da C.F. 2017. O desnudamento do altar poderá ser feito em silêncio ou acompanhado de um canto muito apropriado antes da transladação ou após pelo padre e seus auxiliares.

06 – A cor usada na Solene Ação Litúrgica na Sexta-Feira Santa, às 15h, é a vermelha, ressaltando a realeza e o martírio de Jesus. Para a conveniência dos fiéis, pode ser celebrada desde o meio-dia; e também mais tarde, mas não depois das 21 horas. O Altar, no início, está completamente desnudado. Uma só toalha se estende sobre o mesmo para a Comunhão. Para a Adoração da Cruz pode-se escolher uma das duas formas propostas pelo Missal Romano. A cruz somente é coberta com um véu vermelho quando se usa a primeira forma de apresentação na qual o sacerdote, de pé diante do altar, recebe a cruz. Para a leitura da Paixão, observe-se o mesmo que foi dito para o Domingo de Ramos (nº 01). A Igreja concede uma Indulgência Plenária aos que hoje participam piedosamente da veneração da Santa Cruz e beijam devotamente o Santo Lenho (Enchiridion Indulgentiarum, n. 17).  Lembrar de fazer a Coleta para os Lugares Santos, que tem colaborado para diminuir situações que envolvem refugiados e comunidades cristãs perseguidas, a começar da própria Terra Santa.  Valorizar a procissão da Sexta-Feira Santa, com a imagem do Senhor Morto e da Virgem das Dores. A referida procissão está no coração do povo cristão católico e constitui-se numa oportunidade singular para evangelização sobre o significado do sofrimento, da morte e da vitória de Jesus. Com Ele caminhamos, com Ele morremos e com Ele ressuscitaremos.

“…Deveríamos aprender – mais uma vez, e não só teoricamente, mas na modalidade do pensamento e da ação – que além da presença real de Jesus na Igreja, no Santíssimo Sacramento, existe aquela outra presença real de Jesus nos mínimos, nos mais espezinhados deste mundo, nos últimos, nos quais Ele quer ser achado por nós. Acolher esta verdade de modo novo é a exigência decisiva que a sexta-feira santa nos faz ano por ano…” (Bento XVI).

Onde não for possível Procissão, organize-se uma Via-Sacra ou uma Celebração Penitencial.  Para a Procissão, Via-Sacra ou outra Celebração, a cor é a roxa.

 

            07 – SERMÃO DAS SETE PALAVRAS E PROCISSÃO DO SENHOR MORTO – Acontece na Sexta-Feira Santa. Prepara-se um Calvário, com o Senhor Crucificado, acompanhado de algumas figuras bíblicas: Nossa Senhora das Dores, Maria Madalena, Verônica, as mulheres de Jerusalém (Beús), São João Apóstolo, Abraão e Isaac com um feixe de lenha e Moisés com as Tábuas da Lei representando o Antigo Testamento. O Pregador representa de forma dramática a Morte de Jesus, fazendo alusão às suas sete últimas palavras. Alguns personagens representando os discípulos ajudam a tirar o crucificado da cruz, após a pregação que o sacerdote faz para cada gesto da descida da cruz. Tiram-se a coroa de espinhos, os cravos, os braços e depois o corpo. As personagens que despregam o crucificado têm o costume de se vestir de soldado romano ou usam uma túnica com um capuz na cabeça. Após o sermão da descida da cruz, também chamado de Sermão do Descendimento, a imagem do Senhor Morto pode ser colocado no colo de uma jovem vestida de Maria, que pode entoar um canto dramático, acariciando o Filho morto. Em seguida a imagem é colocada num esquife funerário. Em silêncio e, com muita dor e piedade, é acompanhado em procissão pelas pessoas. Usam-se matracas e entoam-se cantos de dor e piedade. É costume também o acompanhamento de uma banda que executa músicas fúnebres. Há ainda o costume de se beijar o Senhor Morto após a chegada à Igreja, com clima de piedade, tristeza e meditação. Alguns fazendeiros não tiram leite nesse dia ou, quando tiram, dão para os pobres ou para uma instituição de caridade: asilo, creche ou orfanato.

 

08 – SUGESTÃO DE ESQUEMA PARA O SERMÃO DAS SETE PALAVRAS:

AS SETE PALAVRAS DE CRISTO NA CRUZ

I – Comentarista: Boa noite a todos!

Irmãos e irmãs em Cristo! Sejam todos bem vindos!

Estamos reunidos para refletir e meditar as últimas Palavras de Cristo na Cruz. Estamos todos, desde às 15 horas, celebrando a Paixão e a Morte d’Aquele que se sacrificou por nós para nos conduzir ao Pai. Suas últimas Palavras no alto da Cruz sintetizam tudo o que Ele viveu e ensinou enquanto esteve conosco. Deixemos que suas Palavras, uma a uma, toquem profundamente os nossos corações. Como nosso Mestre, Ele anuncia sua última mensagem, mais com o coração do que com a voz já por se extinguir.

Acolhamos o Pregador e toda a sua equipe, cantando.

(Entram sete homens vestidos de preto trazendo cada um uma vela grande que será colocada num candelabro – menorah – ou em uma mesa. No cenário devem estar sete flâmulas roxas, com as Palavras de Cristo. As flâmulas devem estar enroladas, de modo que possam cair ou embaixo, de modo que possam ser levantadas. Cada Palavra que é anunciada pelo Pregador um homens se levanta, apaga uma vela e solta ou levanta a flâmula referente aquela palavra.

 II – Canto de Entrada

III – Pregador – Acolhida

IV – Pregador: Palavra de Cristo na Cruz: “Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem”. (Lc 23,34)

O 1º homem dirige-se ao candelabro ou à mesa e apaga a primeira vela

Depois se dirige à flâmula para soltá-la ou levantá-la

O pregador convida a ficarem de joelhos, se for possível

O coral entoa um canto referente à Primeira Palavra

O pregador, após o canto convida a ficarem de pé, se já não estiverem

O Pregador faz a Reflexão sobre a primeira Palavra. Reza um Pai- Nosso e uma Ave-Maria. Após, já anuncia a Segunda Palavra e repete-se o esquema, e assim sucessivamente.

 

(O esquema se repete a cada Palavra de Cristo na Cruz)

 

V – Pregador: Palavra de Cristo na Cruz: “Jesus lhe respondeu: Em verdade eu te digo: Ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. ( Lc 23,43)

 

VI – Pregador: Palavra de Cristo na Cruz: “Ao ver sua mãe e, do lado dela, o discípulo que Ele amava, disse à mãe: Mulher, este é o teu filho. Depois disse ao discípulo: Esta é a tua mãe! Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo”. (Jo 19, 26-27)

VII – Pregador: Palavra de Cristo na Cruz: “Pelas três horas da tarde, Jesus gritou com voz forte: Eloi, Eloi, lama sabachitani, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

VIII – Pregador: Palavra de Cristo na Cruz: Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse. Tenho sede”. (Jo 19, 28)

IX – Pregador: Palavra de Cristo na Cruz: “Ele tomou o vinagre e disse: Tudo está consumado”. (Jo 19,30)

X – Pregador: Palavra de Cristo na Cruz: “E Jesus deu um forte grito: Pai, em Tuas mãos entrego o meu Espírito”. (Lc 23,46)

XI – Entrada dos personagens bíblicos que irão compor o Calvário: Pessoas vestidas a caráter conforme o item anterior.

            Canto ou trilha sonora

XII – Quando todos os personagens estiverem olhando para a Cruz o Pregador faz o Sermão do Descendimento do Cristo da Cruz.

Canto ou trilha sonora

XIII – Reflexão sobre o corpo e a morte

XIV – Canto da Verônica

XV – Procissão

            Banda ou trilha sonora

(Os cantos devem corresponder à Palavra que será meditada)

 

09 – Preparar o espaço celebrativo para a solene Vigília Pascal – “Mãe de todas as Vigílias”. Paramentos Brancos. O Círio Pascal ornamentado deve permanecer junto ao ambão e ser aceso em todas as celebrações do tempo pascal, apagado solenemente na Missa Vespertina do Domingo de Pentecostes, levado para junto da Pia Batismal e ser acesso para as Celebrações do Batismo e da Crisma.

10 – O Tríduo Pascal constitui-se numa unidade; tem início com a solene Missa Vespertina da Ceia do Senhor, como centro a Vigília Pascal, e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. Na comunidade onde houver a Celebração da ceia do Senhor, deve haver a solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor e a Vigília Pascal. Os ministros leigos da Palavra e do Culto, nas suas respectivas comunidades, com a anuência do pároco ou do administrador paroquial, podem realizar o Tríduo Pascal, com as adaptações litúrgicas necessárias.

11 – Os livros “Vivendo a Semana Santa”, da editora Santuário e “Liturgia – Sugestões para dinamizar as Celebrações”, de José Carlos Pereira, Vozes, trazem ótimas contribuições para nós, Ministros Ordenados, e também para as equipes de liturgia. Aproveitem! Lembrar que o melhor instrumento é o  Missal Romano com suas orientações e rubricas.

 

Vale Também Lembrar:

 

12 – A simplicidade e o despojamento, com a ausência de flores na ornamentação do espaço celebrativo, marcam o estilo de vida da comunidade nesse tempo de caminhada para Páscoa.

13 – A cor litúrgica roxa não é sinônimo de tristeza, mas de sobriedade e de austeridade. Pode ser usada a cor rósea no Domingo Laetare – Quarto Domingo da Quaresma, “próximo ao grande dia”.

14 – Moderar sempre a altura dos instrumentos. Eles têm a finalidade de sustentar discretamente o canto. O uso descomedido e inconveniente da bateria tem feito muito barulho e prestado muitas vezes um desserviço à Liturgia. Não usá-las no tempo da Quaresma seria salutar. A liturgia, mormente a Eucaristia, não é entretenimento, mas a celebração do Mistério Pascal de Cristo no tempo. Ela está pedindo mais silêncio.

15 – Onde houver o costume de entronizar a Palavra de Deus, lembro que a mesma (o Lecionário) deve ser conduzida na procissão de entrada com a Cruz e as velas. Insisto: É fundamental a preparação dos leitores, para que a Palavra de Deus seja proclamada, acolhida com alegria e compreendida por todos os que estão na assembleia, não simplesmente lida, e às vezes, muito mal, sem sentido. “… A proclamação litúrgica da palavra de Deus, principalmente no contexto da assembleia eucarística, não é tanto um momento de meditação e de catequese, como, sobretudo, o diálogo de Deus com seu povo, no qual se proclamam as maravilhas da salvação e se propõem continuamente as exigências da Aliança…” (EG, Nº137). “… O silêncio hoje é o grande ausente, é condição essencial para colocar-se na escuta sincera do Senhor, da sua voz que sobe do íntimo da consciência, da sua Palavra meditada e rezada, bem como através dos acontecimentos. Momentos de silêncio durante as celebrações: ao inicio, para entrar bem na celebração, depois das leituras, depois da comunhão. Evitar excessivas explicações durante a celebração. Deixar falar o RITO. Não se cria silêncio interior, se não se cultiva também o silêncio fora de nós. Neste tempo, seria útil praticar a distância dos instrumentos sem número que invadem nosso espaço vital: TV, internet, rádio, iPod etc. É uma forma inteligente e atualizada de praticar um ‘jejum’ verdadeiramente saudável…” ( Roteiro Homilético para Quaresma – Ano A, 2017).

16 – Valorizar o Salmo Responsorial, parte constitutiva da liturgia da Palavra. O mesmo pode ser recitado ou cantado, do Ambão ou Mesa da Palavra. Atenção: Consultar o Hinário-Litúrgico da CNBB, volume II, o CD próprio da Quaresma. Todo povo deve cantar a Liturgia, e não apenas um grupo de privilegiados. Na Quaresma é oportuno usar as Orações Eucarísticas da Reconciliação, mais indicadas para esse tempo.

 17 – Atenção para a homilia “… que é sempre diálogo amoroso comprometedor entre Deus e seu povo. Um diálogo fraterno continuando o assunto da conversa que Deus vem fazendo conosco através das leituras e dos fatos da vida. Ela tece harmoniosamente uma relação entre a Bíblia, a celebração e a vida. Estabelece um elo entre a proposta de Deus e a resposta da assembleia. A homilia é ação simbólica assim como cada momento da liturgia da palavra. Não pode ser confundida com sermão, discurso temático ou pregação com caráter moralizante. Não é estudo bíblico ou catequético, nem reflexão e, muito menos, deve ser substituída por desabafos pessoais de quem a faz. É mais do que explicação dos textos bíblicos. Ela deve fazer arder os corações, abrindo-os a conversão, a transformação pessoal, comunitário social…” (cf. Liturgia em mutirão – subsídios para formação – CNBB, páginas 113 – 114). Cuidar para que a homilia não extrapole o tempo de 10 minutos.

18 – Lembro aos irmãos padres que “de um coração silenciado e atento, brota a exigência e a capacidade de olhar com humildade para dentro de nós, reconhecer as ambiguidades do pecado que nos ocupa, e celebrar a reconciliação para com o Senhor e com os irmãos, através da celebração do sacramento da reconciliação” (Roteiros Homiléticos para Quaresma, p. 11). O povo em nossas comunidades espera esse nosso gesto. Façamos também a nossa Confissão!

19 – “… A celebração da Páscoa continua durante o tempo pascal. Os cinquenta dias que vão do Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes são celebrados com alegria e como um só dia festivo, antes como o ‘grande domingo’. Os domingos deste tempo devem ser considerados como ‘domingos de Páscoa’ e tem precedência sobre qualquer festa do Senhor e qualquer Solenidade. As solenidades que coincidem com estes domingos são celebrados no sábado anterior. As festas em honra da Bem Aventurada Virgem Maria ou dos Santos, que ocorrem durante a semana não podem ser transferidas para estes domingos”. ( Paschalis Sollemnitatis: A Preparação e Celebração das Festas Pascais – Congregação para o culto divino, nº 100 – 101).

20 – No tempo da Quaresma, na Paixão do Senhor, na Vigília pascal e dia de Páscoa, no tempo pascal, na Ascensão do Senhor e Pentecostes, utilizar as bênçãos solenes propostas no Missal Romano.

“…Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim…” (Jo 13, 1).

Feliz e Santa Páscoa a todos! Que o Bom Deus, à Luz de Seu Filho Ressuscitado lhes conceda Graças e Bênçãos Abundantes! Alegria e Paz!

 

Dom Jeremias Antonio de Jesus

Bispo Diocesano

“Fiat Voluntas Tua”

 

Circular nº02/2016 – Transferências de Presbíteros

Devido ao retorno do Pe. Eduardo Ribeiro à Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e, pensando as necessidades pastorais, o bem espiritual do Povo de Deus das Paróquias e a caminhada da Igreja Diocesana, venho, através desta, comunicar as seguintes transferências, decididas na reunião do Conselho de Presbíteros, que ocorreu no dia 02 de Fevereiro, às 15h na residência episcopal.

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