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Casamento Coletivo na Paróquia São Pedro, em São Pedro do Suaçuí

O dia 21 de dezembro de 2019 representou um dos momentos mais significativos e felizes na vida de 16 pessoas que frequentam a paróquia São Pedro, em São Pedro do Suaçuí. Oito casais se uniram oficialmente perante a Igreja Católica, em uma cerimônia de casamento coletivo, realizada na Igreja Matriz.

Antes da cerimônia, o nervosismo e expectativa tomavam conta dos noivos que aguardavam ansiosos suas companheiras. Elas foram preparadas e maquiadas pelas jovens: Maria Eduarda Alexandre, Carla Reis e Maria Clara Alves. Elas tiveram o apoio e animação durante toda caminhada de preparação para esse dia,com Andrea Gomes e Maria do Socorro Vasconcelos.

O administrador paroquial Pe Luiz Maurício da Silva presidiu a Celebração e destacou que o casamento é um dos sacramentos mais importantes na vida de duas pessoas que se amam. Para o sacerdote, viver a dois requer compromisso e partilha. “São duas pessoas que se tornam uma para Deus”. O matrimônio, assim como os outros sacramentos, é importantíssimo para a Igreja, para a família e para a sociedade, por isto deverão renovar seu ‘sim’ todos os dias”, observou o sacerdote.

Parentes, padrinhos, madrinhas, amigos dos noivos e paroquianos prestigiaram o momento que foi considerado pelos presentes como um dos mais belos da cidade.

Foi bonito e emocionante a entrada  das alianças trazidas – algumas- por  filhos “dos noivos”.

Segundo Padre Luiz, os casais que oficializaram a situação matrimonial participaram de um curso de formação oferecido pela paróquia e receberam suas orientações . Estes casais já viviam juntos, têm filhos e não tinham tido, até então, a   oportunidade de se casarem na Igreja e regularizar a situação matrimonial.

Ao final da Cerimônia, pe Luiz  agradeceu a todos os envolvidos na preparação de tão importante momento. Especiais agradecimentos a proprietária da loja Bela Noiva, de São João Evangelista que doou o aluguel dos vestidos para as noivas, ao Pedro Brant, buffet e ornamentação.

Alessandro Gomes.

Pascom/ São Pedro do Suaçuí.

Papa Francisco na Festa de Guadalupe: Maria é mãe e é mestiça

O Papa Francisco celebrou na tarde da quinta-feira, na Basílica de São Pedro a Santa Missa por ocasião da festa de Nossa Senhora de Guadalupe. “Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa Francisco e particularmente evocativa para os latino-americanos”. Concelebraram com o Santo Padre entre outros, o cardeal Marc Ouellet.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Maria: mulher, mãe e mestiça. O Papa Francisco, celebrando a Santa Missa no final da tarde desta quinta-feira na Basílica Vaticana pela padroeira da América Latina na Festa Litúrgica de Nossa Senhora de Guadalupe fez uma reflexão sobre a figura de Maria.

Maria, disse em sua homilia em espanhol, sem texto, é “mulher”, “mãe” e “mestiça”. Ela se mestiçou para ser uma só com a humanidade, Maria mãe que consegue fazer esta mestiçagem com Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.”

Francisco adverte: “Quando nos contam histórias, não devemos nos perder atrás de bobagens, Maria é mãe, mãe do seu Filho e da Santa Mãe Igreja hierárquica, e é mestiça, mulher dos nossos povos que tornou mestiço também Deus”.

Falando sobre a mulher na Igreja disse que ela não é apenas uma questão de função. É preciso ir mais longe, não parar “no meio da estrada” com os títulos.

“Maria é a nossa mãe, a mãe dos nossos povos, a mãe de todos nós. Ela é a mãe da Igreja, e é mãe do nosso coração. Alguns Padres dizem que o que se diz de Maria também se pode dizer da nossa alma porque a Igreja é feminina e a nossa alma tem a capacidade de receber a graça de Deus”.

“Os padres da Igreja – recordou Francisco – viram-na feminina”. Daí a advertência do Papa: “Quando procuramos o papel da mulher na Igreja podemos seguir o caminho da funcionalidade mas isso só nos levaria à metade da estrada. A mulher na Igreja vai além, com este princípio mariano que “maternaliza” a Igreja e a transforma na Santa Mãe Igreja. Maria mulher, Maria mãe, sem outro título essencial”.

Santa Missa na festa de Nossa Senhora de Guadalupe  (Vatican Media)

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-12/papa-na-festa-de-guadalupe-maria-mae-mestica.html

Santa Missa na festa de Nossa Senhora de Guadalupe  (Vatican Media) Vatican News.

” Fraternidade presbiteral na alegria e na tristeza, na vida e na morte”

O Clero da Diocese de Guanhães, junto ao seu Bispo, Dom Otacílio manifestaram a sua solidariedade ao nosso irmão, Pe. Adão, no velório e sepultamento da sua mãe Dona Maria Soares de Souza, em Santa Maria do Suaçuí na terça-feira, 17/12. Na missa de corpo presente estavam presentes também Dom Marcelo Romano, bispo da Diocese de Araçuaí e o Pe. Lucimar filho de Santa Maria, incardinado à Diocese de Ituiutaba. Pedimos a Deus que faça brilhar para Dona Maria a Luz da Ressurreição e conforte o coração de seus familiares!

Um almoço foi oferecido aos padres, aos Bispos Dom Otacílio e Dom Marcello Romano e amigos do Pe. Adão . Na oportunidade, a paróquia de Santa Maria ofereceu ao Dom Marcello uma cesta com produtos da região em comemoração aos seus 25 anos de sacerdócio!

Pe Dilton  – Coordenador de Pastoral.

  … Teríamos um encontro de convivência presbiteral com vistas ao Natal. Quis Deus que fosse um encontro de convivência solidária, a maior convivência … Fraternidade presbiteral na alegria e na tristeza, na vida e na morte…”

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda  ( Trecho de sua homilia proferida durante a Missa de Corpo presente de Dona Maria Soares de Souza)

   

 

Fotos encaminhadas por Pe Dilton

Reunião para avaliação das atividades pastorais em São Pedro

O administrador paroquial Padre Luiz Maurício da Silva e as lideranças dos Movimentos, Pastorais e Comunidades de São Pedro do Suaçuí reuniram-se na manhã do dia 14 de dezembro, na Capela Nossa Senhora Aparecida, bairro Vargem Grande, para momentos de avaliação da caminhada pastoral, formação de 2019  e planejamento de atividades para o ano de 2020.

A escolha do local se deu a partir de um sorteio entre as comunidades. É costume que todas as reuniões de lideranças ocorram no Salão Paroquial, mas desde 2018 o grupo definiu a estratégia de que a última do ano, a da avaliação, se realizasse em uma Capela ou setor para que todos pudessem participar da confraternização.

Os cristãos leigos e leigas solicitaram ao administrador paroquial esse momento para uma reflexão e avaliação da caminhada pastoral e ele aceitou e colaborou na proposta. A secretária da paróquia, Jéssica Ribeiro, teve um papel fundamental na mobilização, comunicação e logística na preparação do encontro.

A comunidade local acolheu a todos com variado café da manhã. Padre Luiz iniciou a oração destacando a importância do momento e convidou o grupo a fazer memória dos momentos mais relevantes em 2019 na paróquia, na diocese, na igreja no Brasil e no mundo a partir dos símbolos expostos no ambiente ou fatos que ficaram marcados na memória dos participantes. Os mencionados foram: novenas e festas dos padroeiros, campanhas de evangelização, a canonização de irmã Dulce, formação da catequese e dízimo nas áreas, os desafios do Papa Francisco e da igreja no mundo, a novena de natal com as crianças, a posse de nosso bispo diocesano Otacilio Ferreira de Lacerda, a primeira visita pastoral e celebração da Crisma.

A seguir, o cristão leigo Alessandro Gomes apresentou ao grupo a definição de avaliação como um aspecto constitutivo da ação pastoral. Ressaltou que avaliar é olhar a caminhada feita, procurando não perder a História construída e, acima de tudo, é olhar as perspectivas de futuro como oportunidade de refletir sobre o processo em andamento e ver em que precisamos crescer. Frisou sobre a importância de sentir as conquistas que estão sendo feitas, valorizando o esforço individual e coletivo, para animar a caminhada.  Finalizou dizendo que avaliar é também mergulhar nos fracassos, nas omissões, nos erros, para compreender o que gerou as derrotas e que a avaliação é uma prática do Povo de Deus em toda sua história.

Após, o grupo dedicou-se à leitura dinâmica do Projeto de Pastoral e Plano de Ação Evangelizadora de nossa diocese e suas urgências: a) Permanecer em constante “estado de missão”; b) Cuidar da “Iniciação à vida cristã”; C) Amplificar a “animação bíblico-catequética”; d) Vivenciar a Igreja como “comunidade de comunidade” e) Ser Igreja a “serviço da vida plena” para todos.

Na avaliação dos presentes, os pontos fortes durante o ano com referência ao projeto foram: formação de catequistas, catequese de inspiração catecumenal e litúrgica, reorganização do Conselho de Assuntos Econômicos, formação de Leigos nos Encontros Diocesanos, pastoral da comunicação e utilização das redes sociais. No que se refere aos desafios, destacaram-se: animar os cristãos desencantados e desanimados, reanimar e formar grupos de reflexão, aproveitar os momentos de piedade popular para evangelizar, fortalecer e fidelizar os cristãos presentes em nossas comunidades, formar os agentes de pastorais no espírito missionário; assistir emergencialmente os mais necessitados na paróquia e ter uma agenda permanente de formação.

Os participantes, com base nos desafios, elaboraram uma agenda de formação para 2020. Padre Luiz destacou que elas ocorrerão sempre no primeiro sábado de cada mês e que em todas ficará reservado um tempo para formação litúrgica. Sugeriu-se que a preparação/ formação para os meses temáticos se realizem sempre no período anterior para melhor organização da comunidade. Exemplo: o mês referência do dizimo é novembro; então, em outubro o grupo vai estudar o tema para melhor preparação.

Fevereiro Campanha da Fraternidade/sistema de administração paroquial
Março Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora
Abril Festa do padroeiro
Maio Formação litúrgica para ministros/leitores/acólitos/coroinhas
Junho Cartilha das comunidades eclesiais de base
Julho Vocações/ Semana da Família
Agosto Bíblia
Setembro Missão
Outubro Dizimo
Novembro Novena de Natal das crianças e adultos/ Doutrina Social
Dezembro Avaliação

Para finalizar o grupo rezou a oração de renovação do compromisso missionário, com destaque em cada área de atuação. Após a bênção e envio, houve troca de presentes entre as lideranças e o padre e serviu-se um almoço. A avaliação dos participantes para o encontro foi muito positiva e de extrema relevância para os trabalhos de evangelização da paróquia.

 

Equipe da Pascom

Fotos: Jéssica Ribeiro

 

 

Missa de Corpo Presente de Dona Maria Soares de Souza, mãe de Pe Adão Soares

A Diocese de Guanhães vivenciou no dia 17 de dezembro, um momento forte de solidariedade e comunhão, tanto presbiteral como também de muitos diocesanos junto ao bispo Dom Otacílio, por ocasião do falecimento de Dona Maria Soares de Souza, mãe de Pe Adão Soares, pároco das paróquias N. Sra Aparecida-Pito em Guanhães e N.Sra do Porto, em Senhora do Porto. A senhora Maria Soares de Souza faleceu no dia 16 de dezembro em Belo Horizonte.  Dom Otacílio presidiu às 15horas, missa de corpo presente, na  Igreja Matriz de Santa Maria Eterna em Santa Maria do Suaçuí , concelebrada por vários padres da diocese e por Dom Marcelo Romano,bispo de Araçuaí . Em sua homilia Dom Otacílio deixou uma mensagem de fé, esperança e solidariedade ao padre Adão e familiares, destacando a importância de se viver a comunhão com Deus já aqui e no momento do encontro definitivo com o Senhor, contemplar as alegrias eternas. Enfatizou o momento litúrgico do Advento onde o Evangelho descreveu a genealogia de Jesus. A senhora Maria Soares também, pelo Batismo, faz parte dessa história do povo de Deus, história de altos e baixos ,alegrias e tristezas, momentos de acertos e fragilidades mas tudo superado pela graça salvadora de Cristo que não veio para salvar anjos mas pessoas humanas. Ao final da celebração Eucarística, o padre José Aparecido de Pinho dirigiu uma mensagem de esperança e solidariedade ao colega e irmão no sacerdócio padre Adão e a seus familiares . Foi um momento de profunda comunhão da família presbieral diocesana e uma demonstração de fraternidade e carinho de todos para com padre Adão e seus familiares . Ao final, fez- se a encomendação do corpo e o sepultamento no cemitério da cidade de Santa Maria do Suaçuí , onde a senhora Maria Soares de Souza residia.

Madalena Santos Pires.

Liderança da Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Fotos: Eliana Alvarenga

Nota de Falecimento

A Diocese de Guanhães  comunica o falecimento da Sra. Maria Soares dos Santos, mãe de Padre Adão Soares de Souza, ocorrido na tarde de 16 de dezembro em Belo Horizonte.

Nossa diocese se solidariza com  Pe. Adão e seus familiares. Nossas orações e preces sejam acompanhadas pela esperança da ressurreição. Que o Senhor, em sua infinita bondade e misericórdia, conceda à Sra. Maria Soares dos Santos  o descanso e a luz eterna.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Michel Araújo – Pascom Diocesana.

O sepultamento será às 16h em Santa Maria do Suaçuí e a Missa de corpo presente será às 15h presidida por Dom Otacilio F de Lacerda.

Cuidar – Campanha para a Evangelização 2019

        

“Com o objetivo de motivar os fiéis a participarem efetivamente da missão da Igreja por meio do testemunho de vida, de ações pastorais específicas e de garantia de recursos para a ação pastoral, a Campanha para a Evangelização completa 21 anos em 2019. Aprovada pela 35ª Assembleia  Geral da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), em 1997, ela foi realizada pela primeira vez no advento de 1988. Uma das grandes motivações  para a sua realização é a conscientização sobre a importância do compromisso  evangelizador que deve ser assumido por cada cristão e o despertar para a  corresponsabilidade  pelo sustento das atividades pastorais da Igreja Católica no Brasil.”

            O Gesto Concreto da Campanha é a coleta realizada no 3° domingo do Advento, que tem como objetivo angariar recursos para que a Igreja no Brasil tenha condições de continuar evangelizando.

            Os recursos  arrecadados são divididos entre as dioceses, os regionais e a CNBB,  para iniciativas evangelizadoras, como as atividades de formação e financiamento de ações pastorais. A coleta da Campanha para a Evangelização é distribuída da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria Diocese; 20%  vão para o Regional da CNBB; e 35% se destinam a CNBB Nacional.

Vejamos alguns investimentos em nossa Diocese que fizemos com os 45% da coleta de 2018:

  • Catequese (IRPAC): 700,00
  • Campanha da Fraternidade (Assessoria e Alimentação): 1.725,87
  • Pastoral Familiar: 800,00
  • Pastoral do Dízimo (CONADIZ): 1.400,00
  • Assembleia Anual (CONSER- Regional Leste 2): 684,00
  • Pastoral Presbiteral ( Encontro Regional): 735,00
  • Formação do Clero ( Moral Pe. Gonzaga): 1.500,00
  • CEBs: 629,39
  • Catequese ( Encontro Regional Leste 2): 1.655,00
  • Roteiros Grupo de Reflexão ( Viagem à Caratinga): 228,44
  • Pastoral Carcerária: 200,00
  • Pastoral Presbiteral ( Encontro Presbíteros): 1.176,50
  • Patrimônio ( Congresso Patrimônio e Artes Sacra): 1.000,00
  • Pascom ( Multicom): 505,34
  • CEBs: 350,00
  • Leigos ( Encontro): 166,50

              Inspirados na atitude do Bom Samaritano: ‘Cuida dele’ (cf. LC 10,35), vamos partilhar, no amor e na solidariedade, para cuidarmos melhor uns dos outros.

                                                                                        Pe Hermes Firmiano Pedro

Diáconos e seminarista reuniram-se com Dom Otacílio

Na manhã da terça-feira, dia 03 de dezembro, os diáconos transitórios André, Daniel e Edmilson e o seminarista Guilherme reuniram -se com Dom Otacílio para uma fraternal conversa a respeito da caminhada de cada um em seus respectivos estágios pastorais. Na oportunidade, Dom Otacílio partilhou uma brevíssima reflexão acerca do Documento 110 da CNBB que trata das diretrizes para formação dos presbíteros da Igreja no Brasil.

Encerrou-se o encontro com um almoço fraterno, oportunidade para estreitar os laços de amizade entre eles.

O Diácono André Luiz Eleotério Lomba é natural de Rio Vermelho (MG), nascido em 21/12/1987. E Licenciado em Filosofia pelo Seminário Diocesano de Caratinga/MG e pela Faculdade Católica de Anápolis/GO (2013); tem bacharelado em Teologia pelo Seminário Diocesano de Caratinga e pelo Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) de Belo Horizonte/MG (2016); e especialização em Catequética pelo Instituto Regional de Pastoral Catequética (IRPAC) e pela PUC Minas (2014-2017). No momento está em estágio diaconal na Paróquia N Sra da Conceição, em Conceição do Mato Dentro/ MG. Exerce outras funções, a saber: coordenador da Escola de Teologia para Leigos e equipe de assessoria dos Roteiros (cartilhas/novena de natal/grupos de reflexão).

O Diácono Daniel Bueno Borges é natural de São José dos Campos/SP, nascido em 22/06/1983. É Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano; musicista pela Faculdade de música ULM São Paulo – SP; bacharel em Teologia pela Faculdade Católica de São José dos Campos –SP; técnico em restauro e conservador de imagens policromadas pela Faculdade SENAI Félix Guisard, UNITAU-Taubaté/SP e FUNDJAC Fundação Dom Jose Antonio do Couto Museu de arte sacra de Taubaté-SP. No momento está em estágio diaconal na paróquia Sant’Ana, em Água Boa/ MG. Exerce outras funções, a saber: compõe a equipe de assessoria da Pastoral Litúrgica, Apostolado da Oração e Legião de Maria.

O Diácono Edmilson Henrique Cândido é natural de Monsenhor Paulo/ MG nascido em 26/09/1974. Tem formação em Magistério na E. E. Presidente Kennedy; Filosofia no Instituto São José de Três Corações; Teologia no ISTA (Instituto São Tomás de Aquino) em BH. No momento está em estágio diaconal na Paróquia N Sra da Pena em Rio Vermelho/ MG. Exerce outras funções, a saber: assessor da Pastoral do Dízimo.

Os diácono foram ordenados 09/02/2018. Já o seminarista Guilherme – natural de Ferros, nascido em 02/03/1992 – concluiu sua formação acadêmica na área de Filosofia e Teologia em Caratinga/MG, passou pela Paróquia São Miguel e Almas, em Guanhães/MG e atualmente está em estágio pastoral na Paróquia N Sra do Pilar que abrange as cidades de Morro do Pilar/MG e Santo Antônio do Rio Abaixo/MG

Fotos e informações do seminarista Guilherme Soares Lage

 

 

 

 

 

 

 

 

Semana Vocacional

Diamantina, 29 de novembro de 2019

Caríssimos jovens da Arquidiocese de Diamantina e Diocese de Guanhães

Na primeira semana do mês de dezembro, dos dias 3 ao 8, estaremos promovendo a semana vocacional, tempo este de discernimento e oração, com o qual pretendemos ajudá-los a descobrir a que vocação o Senhor os chama. Queremos ainda ressaltar a importância da resposta de cada um de vocês, já que todos somos chamados aos ministérios da igreja e esta carece de vocações religiosas e leigas. Animados pela esperança na bondade de Deus é que nos dirigimos a vocês como vocacionados à santidade, mas que são chamados a uma consagração total a Deus.

Na caminhada rumo ao sacerdócio, somos enriquecidos por muitas experiências nas mais diversas ocasiões que nos são propostas, uma delas é a missão e sendo missionários podemos perceber claramente a presença de Deus no convívio efetivo com os irmãos, sua ação mostra-nos claramente o cumprimento da promessa de que apesar das perseguições e dificuldades, nós receberemos c em vezes mais tudo aquilo que abandonamos para servi-lo.

Então meus irmãos, não tenham medo de responder a esse chamado de amor, respondamos assim como a Virgem Maria respondeu ao desígnio do Pai: Fiat Voluntas tua!

E no seio da igreja que agora espera ansiosa a doação da vida de cada um, nós os desejamos perseverança e que o serviço à igreja seja sempre “Sit Amoris officium.”

Desde já rezamos por vocês e pedimos também as vossas orações pelo nosso seminário, agradecemos na oportunidade a disponibilidade de cada um.

A graça e a paz de Deus, que nos anima e nos faz perseverar nas tribulações estejam sempre conosco!

Dyulio Araujo e Wederson Willian

 

“ADMIRABILE SIGNUM” – (Sinal Admirável)

CARTA APOSTÓLICA

ADMIRABILE SIGNUM

DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO

  1. O SINAL ADMIRÁVEL do Presépio, muito amado pelo povo cristão, não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele. Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar.
  2. A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2, 7). Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio. Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo6, 51). Uma simbologia, que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento».[1]Na realidade, o Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer familiares à nossa vida diária. Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura. As Fontes Franciscanasnarram, de forma detalhada, o que aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: «Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e o burro».[2]Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras; o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes.[3] Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério. O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria»[4].
  3. Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio. Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado. Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais. De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados (cf. Mt25, 31-46).
  4. Gostava agora de repassar os vários sinais do Presépio para apreendermos o significado que encerram. Em primeiro lugar, representamos o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui. Pensemos nas vezes sem conta que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou eu? Donde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc1, 79). Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios antigos que, nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã segundo a qual o templo da Paz, em Roma, iria desabar quando desse à luz uma Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir, para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário.
  5. Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o Senhor. «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer» (Lc2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio.
  6. Nos nossos Presépios, costumamos colocar muitas figuras simbólicas. Em primeiro lugar, as de mendigos e pessoas que não conhecem outra abundância a não ser a do coração. Também estas figuras estão próximas do Menino Jesus de pleno direito, sem que ninguém possa expulsá-las ou afastá-las dum berço de tal modo improvisado que os pobres, ao seu redor, não destoam absolutamente. Antes, os pobres são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes, aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós. No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt11, 29), nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial. Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade. Como pano de fundo, aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado. Muitas vezes, as crianças (mas os adultos também!) gostam de acrescentar, no Presépio, outras figuras que parecem não ter qualquer relação com as narrações do Evangelho. Contudo esta imaginação pretende expressar que, neste mundo novo inaugurado por Jesus, há espaço para tudo o que é humano e para toda a criatura. Do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam… tudo isso representa a santidade do dia a dia, a alegria de realizar de modo extraordinário as coisas de todos os dias, quando Jesus partilha connosco a sua vida divina.
  7. A pouco e pouco, o Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc1, 38) – são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder – antes, graças a Ele, consagrando – a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo2, 5). Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes, também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2, 13-15). E depois, passado o perigo, reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática.
  8. O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível, mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas para quem quer que seja. O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus na sua vida. «De facto, a vida manifestou-se» (1 Jo1, 2): assim o apóstolo João resume o mistério da Encarnação. O Presépio faz-nos ver, faz-nos tocar este acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história e a partir do qual também se contam os anos, antes e depois do nascimento de Cristo. O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece impossível que Ele renuncie à sua glória para Se fazer homem como nós. Que surpresa ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Como sempre, Deus gera perplexidade, é imprevisível, aparece continuamente fora dos nossos esquemas. Assim o Presépio, ao mesmo tempo que nos mostra Deus tal como entrou no mundo, desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos seus discípulos, se quisermos alcançar o sentido último da vida.
  9. Quando se aproxima a festa da Epifania, colocam-se no Presépio as três figuras dos Reis Magos. Tendo observado a estrela, aqueles sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará a morte e a sepultura. Ao fixarmos esta cena no Presépio, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de misericórdia. Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt2, 1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes. E de certeza, quando regressaram ao seu país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem do Evangelho entre os gentios.
  10. Diante do Presépio, a mente corre de bom grado aos tempos em que se era criança e se esperava, com impaciência, o tempo para começar a construí-lo. Estas recordações induzem-nos a tomar consciência sempre de novo do grande dom que nos foi feito, transmitindo-nos a fé; e ao mesmo tempo, fazem-nos sentir o dever e a alegria de comunicar a mesma experiência aos filhos e netos. Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida. Por todo o lado e na forma que for, o Presépio narra o amor de Deus, o Deus que Se fez menino para nos dizer quão próximo está de cada ser humano, independentemente da condição em que este se encontre. Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé. A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e acreditar que Deus está connosco e nós estamos com Ele, todos filhos e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria. E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde: o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar connosco para nunca nos deixar sozinhos.

Dado em Gréccio, no Santuário do Presépio, a 1 de dezembro de 2019, sétimo do meu pontificado.

+Franciscus

 

[1] Santo Agostinho, Sermão 189, 4.

[2] Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas, 468.

[3] Cf. ibid., 85: o. c., 469.

[4] Ibid., 86: o. c., 470.

 

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