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Mensagem de Dom Darci por ocasião do Ano Novo

“Eis que faço novas todas as coisas…” (Ap. 21,5)

É linguagem comum que o ano correu veloz e é certo que logo mais ele se fará novo. Revendo a agenda, nos apercebemos do tempo vivido, dos acontecimentos alegres e daqueles que em nada agradaram e até nos fizeram sofrer. Tendemos por frisar com traços marcantes os momentos negativos, os infortúnios, as fatalidades que dizem da nossa impotência diante do desafio do viver. Porém, saber-nos frágeis não nos apequena, ao contrário, faz-nos mais fortes porque acorda outras potencialidades adormecidas. Digo com o apóstolo São Paulo que também sofria o espinho na carne: “Quando sou fraco, então é que sou forte!” (2Cor 12,10).

Para nós brasileiros, o ano de 2018 nasceu envolto em perspectivas sombrias e os analistas desenhavam um cenário de grandes crises e incertezas. À medida que o tempo passou e os acontecimentos se sucederam, novas luzes surgiram no horizonte pátrio. Respira-se um ar de esperança, palavra que deverá ser conjugada no verbo esperançar e não no verbo esperar, pois a realidade se impõe para que não fiquemos “deitados em berço esplêndido”.

Na perspectiva pessoal é também desejável a autocrítica com humildade, para rever atitudes e esquemas de pensamento que escravizam e são impeditivos de uma vida com sentido que vale a pena ser vivida, que seja plena e realizada. Um bom propósito pode ser início de algo verdadeiramente novo. Pode-se começar por perdoar mais e não se prender aos esquemas do passado! Pedir mais o perdão e recomeçar sempre que necessário! Partilhar mais e romper com o vício de consumir e acumular! Amar mais e desinteressadamente! Emprestar o ombro ao outro e ter coragem de pedir ajuda na própria fragilidade! Festejar nas alegrias e resignar-se nos infortúnios! Enfim, sacudir a poeira da velha humanidade farisaica e renascer, construindo “novos céus e nova terra!” (Ap 21,1).

Se Deus é por nós, quem será contra nós?! Isso significa que não estamos sozinhos e relegados à nossa própria sorte. No Natal que acabamos de celebrar, nos apercebemos que Deus veio participar da nossa história. O eterno fez-se carne, o transcendente desceu à terra, o grandioso apequenou-se, o infinito encontrou abrigo no seio de uma mulher… Divino e humano, tempo e eternidade se encontraram. Acolhamos, pois, esta bendita surpresa de Deus e seremos recriados, novos horizontes se abrirão e a vida sorrirá de novo.

Mais uma vez temos a oportunidade de aprender a lição do Deus amor: perdoar, partilhar, servir, amar incondicionalmente e nunca esmorecer na esperança.

Que o Ano Novo seja repleto das bênçãos de Deus para você e sua família!
São os meus votos e de todos os sacerdotes!

+ Darci José Nicioli, CSsR
Arcebispo Metropolitano de Diamantina (MG)
Administrador Apostólico de Guanhães (MG)

Presidente da CNBB: “Acolhamos o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ama, pois somos todos irmãos”.

O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, expressou seus votos para o Natal deste ano. A proposta do cardeal é de acolhida ao amor do Menino Deus “para amar a todos, como ele nos ama, pois somos todos irmãos”. Dom Sergio também convida a testemunhar este amor divino e a “esperança que brota da fé na presença de Deus em nossa história”.

Confira mensagem na íntegra:

Celebremos o Natal com a alegria e o louvor dos anjos e dos pastores, glorificando a Deus pelo “sinal” do seu amor manifestado em Belém: “um recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura”, nosso Salvador. Ele é a razão de ser do Natal! Acolhamos o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ama, pois somos todos irmãos. Sejamos testemunhas do amor de Deus, promovendo o perdão, a reconciliação e a paz, para que a nossa alegria seja verdadeira e possa permanecer para além das festas natalinas. Procuremos dar o testemunho da esperança que brota da fé na presença de Deus em nossa história, do amor misericordioso de Deus revelado em Belém a todos, especialmente, aos pequeninos e sofredores. Sejamos portadores da esperança e da alegria que Jesus nos oferece. Feliz Natal, com as bençãos do Menino Deus!

+ Dom Sergio Cardeal Rocha

Refazer o caminho de Belém
Dom Sergio da Rocha também ofereceu um artigo para reflexão neste Natal, “ocasião especial para repensar o nosso modo de tratar as pessoas que nos rodeiam e recomeçar com redobrado empenho a nossa vida fraterna”. O presidente da CNBB chama atenção para o pequeno sinal da presença de Deus no meio do mundo, ignorado pelos “grandes e poderosos daquele tempo” e a necessidade de incluir os pequenos, os pobres e os sofredores na jornada ruma à Belém para ser possível “entrar para adorar aquele que se faz humilde e pobre”.
“É preciso refazer o caminho para Belém, acompanhado dos pequenos pastores e dos humildes sábios do Oriente, levando-os conosco no coração. Isso nos permitirá prolongar a vivência do Natal ao longo do novo ano através do encontro cotidiano com aquele que veio permanecer entre nós; encontro que se dá pela oração, pela fraterna acolhida dos que nos rodeiam e pelo caminhar solidário em direção às novas manjedouras de Belém”.

Confira o artigo na íntegra:

NATAL: DEUS-CONOSCO!

A festa do Natal, com sua mensagem de amor, reconciliação e paz, tem sido ocasião especial para repensar o nosso modo de tratar as pessoas que nos rodeiam e recomeçar com redobrado empenho a nossa vida fraterna. A razão de ser do espírito natalino de fraternidade, alegria e paz, provêm do nascimento de Jesus. Ele vem dar novo sentido à vida dos que o acolhem. Ele vem trazer nova vida para os corações sofridos que dele se aproximam. Ele vem iluminar e tornar possível a vivência da fraternidade e da paz entre nós. Não é possível celebrar e viver o Natal de Jesus sem pensar no próximo. Não é possível celebrar e viver o Natal de Jesus sem pensar em Deus. Por isso, o Natal deveria ser também ocasião especial para repensar o nosso modo de ver a Deus. O menino que nasce é muito especial: é Deus conosco! Nele se revela o rosto humano de Deus. Deus “se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14), proclama o  Evangelho segundo João.  “Deus armou sua tenda entre nós!”, traduzem alguns exegetas a mesma passagem joanina. Esta é a boa notícia anunciada aos pastores. Esta é a boa notícia que continua a ser proclamada e alegremente acolhida pelos homens e mulheres de boa vontade em nosso tempo. É grande o mistério que celebramos: o mistério da Encarnação.

 Deus vem habitar entre nós, fazendo-se um de nós, assumindo a nossa história, partilhando das nossas alegrias e dores. Deus se manifesta na humilde manjedoura de Belém. O sinal da sua presença entre nós é aparentemente pequeno e frágil: “um menino nos foi dado” (Is. 9,5), um “recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12). Ele é a epifania, a revelação do amor de Deus. O sinal era pequeno demais para os que se julgavam grandes e poderosos daquele tempo. Herodes, os doutores e sacerdotes, tinham notícia do nascimento do Salvador, mas não se dispuseram a ir ao seu encontro para adorá-lo. Preferiram continuar instalados em sua comodidade palaciana, ensimesmados em seu orgulho, fechados em seu poder e saber.

O sinal da presença de Deus na história continua a ser pequeno demais para os que se julgam grandes. Infelizmente, a mania de grandeza continua a impedir muita gente de caminhar em direção a Belém para reconhecer humilde e alegremente a presença de Deus entre nós, como fizeram os pastores. O egoísmo e o orgulho não permitem caminhar a Belém devido à pequenez do sinal revelado, mas também porque não é possível fazê-lo sem admitir que possam ir conosco os humildes pastores das redondezas e os sábios estrangeiros que vieram de terras distantes. Ambos não gozavam de boa fama; os pastores, pelo estilo de vida que adotavam e os problemas que causavam aos agricultores; os estrangeiros, por serem considerados, por muitos na época, excluídos da salvação. Não se entra sozinho na manjedoura de Belém; ou vamos juntos ou ficamos de fora; ou incluímos os pequenos, os pobres e os sofredores, em nossa longa jornada, ou não conseguiremos entrar para adorar aquele que se faz humilde e pobre.

É preciso refazer o caminho para Belém, acompanhado dos pequenos pastores e dos humildes sábios do Oriente, levando-os conosco no coração. Isso nos permitirá prolongar a vivência do Natal ao longo do novo ano através do encontro cotidiano com aquele que veio permanecer entre nós; encontro que se dá pela oração, pela fraterna acolhida dos que nos rodeiam e pelo caminhar solidário em direção às novas manjedouras de Belém. É bom contemplar com admiração os presépios tradicionais, artisticamente trabalhados e ricamente ornados. Contudo, é necessário contemplar os presépios vivos escondidos nas periferias das cidades e nos casebres pobres da zona rural. As crianças que aí continuam a nascer participam da dignidade humana do menino nascido em Belém; merecem atenção e acolhida afetuosa. São crianças a serem amadas, cuidadas e protegidas. Quando tomamos consciência do mistério celebrado no Natal, o olhar feliz para o menino nascido em Belém completa-se com o olhar amoroso e responsável para as crianças que continuam a nascer hoje. A infância negada e violada em nossos dias mostra que é urgente retomar e viver o sentido do Natal. Entretanto, é motivo de alegria e esperança, neste Natal, perceber que é imensa a caravana dos que estão caminhando para Belém.

Feliz Natal a todos! Àqueles que já chegaram à manjedoura de Belém. Àqueles que se dirigem para lá. Àqueles que desejam ir, acompanhado dos pastores e sábios, para encontrar-se com o menino Jesus!

Cardeal Sergio da Rocha

 

 MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52º DIA MUNDIAL DA PAZ (1º DE JANEIRO DE 2019)

A boa política está ao serviço da paz

1. “A paz esteja nesta casa!”

Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: “Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós” (Lc 10, 5-6).

Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz.[1] A “casa”, de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa “casa comum”: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.

Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: “A paz esteja nesta casa!”

2. O desafio da boa política

A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Carlos Péguy;[2] é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição.

“Se alguém quiser ser o primeiro – diz Jesus – há de ser o último de todos e o servo de todos” (Mc 9, 35). Como assinalava o Papa São Paulo VI, “tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade”.[3]

Com efeito, a função e a responsabilidade política constituem um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele e trabalhar para criar as condições dum futuro digno e justo. Se for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas, a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade.

3. Caridade e virtudes humanas para uma política ao serviço dos direitos humanos e da paz

O Papa Bento XVI recordava que “todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. (…) Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. (…) A ação do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana”.[4] Trata-se de um programa no qual se podem reconhecer todos os políticos, de qualquer afiliação cultural ou religiosa, que desejam trabalhar juntos para o bem da família humana, praticando as virtudes humanas que subjazem a uma boa ação política: a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade.

A propósito, vale a pena recordar as “bem-aventuranças do político”, propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:

Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.
Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.
Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.
Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.
Bem-aventurado o político que realiza a unidade.
Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.
Bem-aventurado o político que sabe escutar.
Bem-aventurado o político que não tem medo.[5]

Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito. Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.

4. Os vícios da política

A par das virtudes, não faltam infelizmente os vícios, mesmo na política, devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições. Para todos, está claro que os vícios da vida política tiram credibilidade aos sistemas dentro dos quais ela se realiza, bem como à autoridade, às decisões e à ação das pessoas que se lhe dedicam. Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da “razão de Estado”, a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio.

5. A boa política promove a participação dos jovens e a confiança no outro

Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados, o futuro fica comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa «fio-me de ti e creio contigo» na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum. Por isso, a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa. “Que há de mais belo que uma mão estendida? Esta foi querida por Deus para dar e receber. Deus não a quis para matar (cf. Gn 4, 1-16) ou fazer sofrer, mas para cuidar e ajudar a viver. Juntamente com o coração e a inteligência, pode, também a mão, tornar-se um instrumento de diálogo”.[6]

Cada um pode contribuir com a própria pedra para a construção da casa comum. A vida política autêntica, que se funda no direito e num diálogo leal entre os sujeitos, renova-se com a convicção de que cada mulher, cada homem e cada geração encerram em si uma promessa que pode irradiar novas energias relacionais, intelectuais, culturais e espirituais. Uma tal confiança nunca é fácil de viver, porque as relações humanas são complexas. Nestes tempos, em particular, vivemos num clima de desconfiança que está enraizada no medo do outro ou do forasteiro, na ansiedade pela perda das próprias vantagens, e manifesta-se também, infelizmente, a nível político mediante atitudes de fechamento ou nacionalismos que colocam em questão aquela fraternidade de que o nosso mundo globalizado tanto precisa. Hoje, mais do que nunca, as nossas sociedades necessitam de “artesãos da paz” que possam ser autênticos mensageiros e testemunhas de Deus Pai, que quer o bem e a felicidade da família humana.

6. Não à guerra nem à estratégia do medo

Cem anos depois do fim da I Guerra Mundial, ao recordarmos os jovens mortos durante aqueles combates e as populações civis dilaceradas, experimentamos – hoje, ainda mais que ontem – a terrível lição das guerras fratricidas, isto é, que a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo. Manter o outro sob ameaça significa reduzi-lo ao estado de objeto e negar a sua dignidade. Por esta razão, reiteramos que a escalada em termos de intimidação, bem como a proliferação descontrolada das armas são contrárias à moral e à busca duma verdadeira concórdia. O terror exercido sobre as pessoas mais vulneráveis contribui para o exílio de populações inteiras à procura duma terra de paz. Não são sustentáveis os discursos políticos que tendem a acusar os migrantes de todos os males e a privar os pobres da esperança. Ao contrário, deve-se reafirmar que a paz se baseia no respeito por toda a pessoa, independentemente da sua história, no respeito pelo direito e o bem comum, pela criação que nos foi confiada e pela riqueza moral transmitida pelas gerações passadas.

O nosso pensamento detém-se, ainda e de modo particular, nas crianças que vivem nas zonas atuais de conflito e em todos aqueles que se esforçam por que a sua vida e os seus direitos sejam protegidos. No mundo, uma em cada seis crianças sofre com a violência da guerra ou pelas suas consequências, quando não é requisitada para se tornar, ela própria, soldado ou refém dos grupos armados. O testemunho daqueles que trabalham para defender a dignidade e o respeito das crianças é extremamente precioso para o futuro da humanidade.

7. Um grande projeto de paz

Celebra-se, nestes dias, o septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada após a II Guerra Mundial. A este respeito, recordemos a observação do Papa São João XXIII: “Quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão da sua dignidade; nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos”.[7]

Com efeito, a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:
– a paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando «um pouco de doçura para consigo mesmo», a fim de oferecer «um pouco de doçura aos outros»;
– a paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado…, tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;
– a paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro.

A política da paz, que conhece bem as fragilidades humanas e delas se ocupa, pode sempre inspirar-se ao espírito do Magnificat que Maria, Mãe de Cristo Salvador e Rainha da Paz, canta em nome de todos os homens: A “misericórdia [do Todo-Poderoso] estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes (…), lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre” (Lc 1, 50-55).

Vaticano, 8 de dezembro de 2018.

FRANCISCUS

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[1] Cf. Lc 2, 14: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado».
[2] Cf. Le Porche du mystère de la deuxième vertu (Paris 1986).
[3] Carta ap. Octogesima adveniens (14/V/1971), 46.
[4] Carta enc. Caritas in veritate (29/V/2009), 7.
[5] Cf. «Discurso na Exposição-Encontro “Civitas” de Pádua»: Revista 30giorni (2002-nº 5).
[6] Bento XVI, Discurso às Autoridades do Benim (Cotonou, 19/XI/2011).
[7] Carta enc. Pacem in terris (11/IV/1963), 24 (44).

Gente boa… é Natal!

“Deus fez-se pequeno para nos tornar grandes; quis ser envolvido em paninhos para nos livrar das cadeias da morte; desceu à terra a fim de que pudéssemos subir ao Céu!”

(Sto. Ambrósio)

No calendário da historia humana escrevemos o dia do nascimento de Deus: É Natal! Sim, o Natal é o aniversário de Deus na história. Proclamamos que Ele foi concebido por obra e graça do Espírito Santo, gerado não criado. Na carne é filho de Maria e de José, da descendência real de David. Quanta ousadia ao proclamarmos que Deus é gente como nós!

Deus foi ousado por primeiro e anunciou pela voz do profeta: “Um menino nasceu para nós! Ele recebeu o poder em seus ombros e será chamado: Conselheiro maravilhoso, Deus forte, Pai sempiterno, Príncipe da paz”(Is 9,6) Assim, em Jesus, o eterno faz-se carne, o transcendente desce a terra, o grandioso apequena-se, o infinito encontra abrigo no seio de uma mulher. Divino e humano, tempo e eternidade se encontram… E Deus veio habitar no meio de nós!

E essa ousadia continua! A novidade que Deus traz é questão de vida ou morte para o mundo! O nascimento de Jesus promove o fim de todas as tristezas, ansiedades e angústias. Pede que se superem as adversidades, as lutas fraticidas, tudo quanto possa colocar em risco a vida, motivando nosso agir na construção de um mundo melhor.

Deus nunca desiste de nós! A Encarnação de Jesus é cumprimento da sua promessa de salvação. E agora, qual será a nossa resposta? Naquilo que nos corresponde, precisamos assumir a atitude disponível de José e de Maria, acolher o Deus que vem e partilha-Lo como bem maior que deve ser dado à luz. Toda vez que Jesus é acolhido, por palavras e atitudes, o Natal se renova.

Façamos acontecer o Natal, aqui e agora! O Brasil vive um novo tempo com o novo governo que terá início no dia 01 de janeiro. O voto foi dado na confiança e, agora, os eleitos precisam ser monitorados para que sejam cumpridas as promessas feitas. E não vejo maneira melhor de nos afirmarmos cristãos, aqueles e aquelas que têm Jesus como o Senhor de suas vidas, senão sendo corresponsáveis na construção do Reino de Deus. Ou seja, concretizando relações novas baseadas na justiça, no amor, na fraternidade, no comprometimento sincero com a organização da “casa comum”, a nossa Pátria.

A sinfonia do Natal desafina se for festa de alguns privilegiados, pois o Menino-Deus nasce para todos e nos traz a Paz!

Nesse sentido, a paz virá verdadeiramente com o fim da pobreza extrema em todas as suas formas: o acesso à assistência médica, à educação e à energia para todos, à água e ao esgoto tratados, à melhoria das estradas; a redução das desigualdades e um desenvolvimento econômico inclusivo; a promoção do emprego estável e do trabalho digno; consumos e produções sustentáveis; a salvaguarda dos ecossistemas… Só assim caminharemos de fato rumo a sociedades justas e, consequentemente, mais pacíficas.

Queira a paz! Promova a paz! Viva a paz!

Santo Natal e próspero Ano Novo, repletos das bênçãos de Deus,

para você e sua família!

São os votos de Dom Darci José , Arcebispo de Diamantina e Administrador Apostólico de Guanhães e de todos os sacerdotes!

 

Festa de Nossa Senhora da Conceição – 315 anos da chegada da Imagem e reabertura da Igreja Matriz em Conceição do Mato Dentro

Nos dias 29 de novembro a 08 de dezembro de 2018, os fiéis da paróquia Nossa Senhora da Conceição em Conceição do Mato Dentro/MG com alegria e fervor acompanharam   a programação da Festa de Nossa Senhora da Conceição – 315 anos da chegada da Imagem e reinauguração da Igreja Matriz.

Dos dias 29/11 a 07/12 aconteceu a Santa Missa, no Santuário e após a Novena preparatória.

Na manhã do sábado, 8 de dezembro,  iniciou-se pela manhã com repiques de sinos, queima de fogos e toque da banda de Música, café comunitário, Momento Mariano com Coroação de Nossa Senhora, Solene Procissão saindo do Santuário, Solene Entrega das chaves da Igreja Matriz, Abertura da Igreja Matriz , Celebração da Dedicação da Igreja.

 A cerimônia foi presidida pelo arcebispo de Diamantina e administrador apostólico da Diocese de Guanhães, Dom Darci Nicioli e concelebrada por Pe João Evangelista, pároco dessa paróquia e alguns padres da Diocese de Guanhães.

A igreja, que estava fechada desde 2005, foi totalmente restaurada, resgatando as características da sua construção, que levou quase 100 anos para ser concluída.

As festividades foram encerradas com a Santa Missa de Nossa Senhora da Conceição às 19h na Igreja Matriz.

Mais fotos em https://www.facebook.com/DioceseDeGuanhaes/?ref=settings

 

Aniversariantes do mês de Dezembro

LISTA ANIVERSARIANTES DEZEMBRO

Dezembro Clero

04 Pe. Alípio José de Souza Nascimento / Ordenação 1963

08 Pe. Itamar José Pereira Ordenação

10 Pe. João Evangelista dos Santos Ordenação

10 Pe. José de Brito Filho Ordenação

10 Dom Jeremias Antônio de Jesus Ordenação Presbiteral

11 Pe. Amarildo Dias da Silva Nascimento

12 Pe. Luiz Maurício Silva Ord. Diaconal e Presbiteral

13 Pe. Ismar Dias de Matos Nascimento

17 Dom Marcello Romano Ordenação Presbiteral

21 Diácono André Luiz Eleotério da Lomba Nascimento

Dezembro Consagradas/Religiosas

03 Irmã Neusa Alves dos Santos (Clarissa Franciscana – C.M.D.) Nascimento

03 Irmã Maria Inês de Almeida (Clarissa Franciscana – C.M.D.) Nascimento

08 Maria Raquel Mendes Soares (Guanhães – Coop. Família Profissão Religiosa

Dezembro Funcionários

06 Bruno (Rádio Vida Nova) Nascimento

07 Verônica Lúcio dos Reis (serv. Gerais São Pedro) Nascimento

12 Terezinha Rosa da Silva (serv. Gerais Sra do Porto) Nascimento

20 Marina de Carvalho Costa Nascimento

21 Claúdia Rocha (Rádio Vida Nova) Nascimento

26 Leone Souza da Silva (sec. Dom Joaquim) Nascimento

28 Laiz Maria Silva (sec. Cantagalo) Nascimen

Novena de Natal; experiência da alegre espera do Salvador

As Novenas de Natal são uma bela experiência de pastoral popular no Brasil. Bem em sintonia com o tempo litúrgico do Advento, elas estimulam a conversão aos caminhos do Senhor, despertam para a espera vigilante e dispõem a acolher com alegria o Deus que veio, que vem continuamente e que ainda virá, conforme Jesus prometeu.

A Novena de Natal é um tempo especial dentro de outro tempo especial, como é o Advento. Todos os dias são marcados pela espera gozosa do nascimento de Nosso Senhor Jesus. Nos nove dias, a Igreja nos exorta a nos centrarmos mais no Senhor, olhando as atitudes de Maria e de José para aprendermos, com Ele, como se vive de acordo com a vontade do Pai.

Organize-se e reze a novena com seu grupo de novena ou com sua família, e viva essa experiência da alegre espera pelo Salvador.  Esse ano temos a alegria de estarmos unidos à Arquidiocese de Diamantina, que nos brindou com uma linda novena, cujo tema é: “Chamados à santidade, celebrando um santo Natal”.

Nós nos tornamos santos vivendo as bem-aventuranças, o caminho principal porque “contra a corrente” em relação à direção do mundo. O chamado à santidade é para todos, porque a Igreja sempre ensinou que é um chamado universal e possível a qualquer um, como demonstrado pelos muitos santos. A vida de santidade está assim intimamente ligada à vida de misericórdia, “a chave para o céu”. Portanto, santo é aquele que sabe comover-se e mover-se para ajudar os miseráveis e curar as misérias. Quem esquiva-se das “elucubrações” de velhas heresias sempre atuais e quem, entre outras coisas, em um mundo “acelerado” e agressivo “é capaz de viver com alegria e senso de humor.” Não é um “tratado”, mas um convite que a Igreja nos faz.

Que estes dias de preparação para o nascimento do Filho de Deus nos ajudem a preparar também nosso coração para que Ele nasça em cada um de nós e nos torne cada dia mais próximos à santidade tão desejada e não impossível.

 

Pela PASCOM DIOCESANA

Michel  Hoguinele

Falecimento do Pe. Elberth, da Arquidiocese de Diamantina

Nota de Falecimento – Padre Elberth Antônio Fernandes Tolentino
Plenamente confiantes na ressurreição em Cristo o arcebispo, Dom Darci José Nicioli e o clero da Arquidiocese de Diamantina se solidarizam com os familiares e amigos do padre Elberth Antônio Fernandes Tolentino , que faleceu no sábado, 01 de dezembro, em Diamantina (MG). O velório será realizado neste domingo, 02 de dezembro, na Basílica Sagrado coração de Jesus, em Diamantina. Missa de corpo presente, às 15h, presidida por Dom Darci, na Basílica, logo em seguida ocorrerá o sepultamento.

 

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá.” (João 11, 25-26)

Em entrevista, dom Manoel João Francisco fala sobre o significado e o sentido do tempo litúrgico

A Igreja através de sua experiência milenar encontrou maneiras de preparar suas festas principais. Por isto instituiu o Advento, como tempo propício de preparação, que antecede o Natal do Senhor. A palavra “Adventus”, do latim, era usada por ocasião da vinda de Jesus Cristo.

A liturgia da Igreja fala, durante o Advento, na preparação de duas vindas do Senhor: a primeira, acontecida com o nascimento de Jesus, em Belém, que é tornada presente no Natal. A segunda, celebrada como expectativa da vinda de Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Por ocasião deste tempo litúrgico, que este ano tem início no dia 02 de dezembro, o portal da CNBB entrevistou o bispo de Cornélio Procópio, no Paraná, dom Manoel João Francisco, que também é membro da Comissão Episcopal de Texto Litúrgicos da CNBB, a Cetel. Ele falou sobre o significado e sentido do tempo litúrgico, assim como sobre a cor litúrgica desse tempo.  Confira, abaixo, a entrevista na íntegra:

Dom Manoel, qual é o significado e o sentido litúrgico do Advento?

Advento como diz a palavra significa a vinda do Senhor ou também chegada do Senhor. O Advento nos lembra a memória da primeira vinda de Cristo na Terra e com isso nos preparamos para o Natal, mas também o Advento nos faz lembrar a segunda vinda. Fazendo memória da primeira vinda, nós nos preparamos para a segunda vinda do Senhor no final dos tempos, porque quando ele voltou para junto do Pai, ele prometeu que haveria de voltar e não nos disse nem o dia, nem a hora, mas que iria voltar; então nós precisamos estar preparados para essa segunda vinda, aliás as leituras e as orações desse período, principalmente as primeiras semanas do Advento colocam-nos nesse clima de vigilância, de oração, de expectativa da segunda vinda.

Também entre a primeira vinda, da qual nós temos memória e a segunda vinda para a qual nós nos preparamos existe várias vindas do Senhor, são vindas misteriosas, sacramentais. O Senhor se torna presente ou vem para nós através da sua Palavra, através de todos os sacramentos, especialmente da Eucaristia, através da pessoa dos irmãos e irmãs, de modo especial na pessoa dos necessitados, empobrecidos, excluídos, e nós só nos preparamos adequadamente para a segunda vinda na medida em que nós acolhamos o Senhor que vem nessas vindas misteriosas, nessas vindas sacramentais no nosso estar, na nossa vida presente, então esse é o sentido do advento: fazer memória da primeira vinda, nos preparar para a segunda vinda acolhendo o Senhor que vem agora de diversas formas.

Qual é a cor litúrgica desse tempo?

A cor é o roxo porque no Advento nós ficamos nessa expectativa e nos preparando para a segunda vinda que pede penitência e o roxo é sinal de penitência, mas uma penitência alegre, uma alegre expectativa digamos assim… E no terceiro domingo do Advento essa alegria se manisfesta de uma forma um pouco mais clara, e por isso que no terceiro domingo do Advento também é possível usar o paramento de cor rosa.

O Advento é um tempo penitencial?

É penitencial porque pede um pouco de penitência, sem dúvida, ao nos prepararmos. Pede conversão! A vida cristã inteira pede conversão e de uma forma toda especial durante a Quaresma, que é a preparação para a Páscoa, mas também no Advento esse pedido de conversão manifestado e por isso mesmo ele é penitencial, mas não tão penitencial quanto a Quaresma.

Fonte: CNBB/Disponível em: http://www.cnbb.org.br/em-entrevista-dom-manoel-joao-francisco-fala-sobre-o-significado-e-o-sentido-do-tempo-liturgico/

 

Vem aí, de 02 a 06 de Janeiro/2019, a 3ª MISSÃO JNP, JESUS NAS PRAÇAS!

III MISSÃO JNP, JESUS NAS PRAÇAS!

Esse projeto nasceu da necessidade de chegar a novos espaços de evangelização, e foi inspirado em outra iniciativa missionária, o Projeto Jesus no Litoral, criado no estado do Paraná no ano de 2003 e já realizado em diversos estados do Brasil como uma das mais importantes ações do nosso movimento.

Em unidade com este projeto nacional, o Ministério Jovem de Minas Gerais percebe a necessidade de realizar no estado um trabalho no mesmo estilo e que proporcione a oportunidade de evangelização da juventude. Minas Gerais não possui mar, mas possui muitas praças frequentadas por inúmeros jovens. Diante disso, nasceu o sonho de evangelizar em um local público, e que atingisse de forma direta e indireta, aqueles que passam por ali. Sendo assim, propõe-se o presente projeto que pretende reunir a juventude carismática de todas as dioceses do estado

 de Minas Gerais, em um único objetivo: resgatar almas para Deus mostrando que é possível construir a tão sonhada Civilização do Amor.

O convite ao despertar de um grande impulso missionário e ao estado permanente de missão tem sido destacado nos recentes documentos da Igreja, como destaque para o Documento de Aparecida, o documento Missão Continental (CNBB – Doc. 88) e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2011 – 2015 (CNBB – Doc. 94).

O objetivo é evangelizar proclamando a Boa Nova de Jesus Cristo, caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de vida. Além de promover a dignidade das pessoas e formar o povo de Deus, na participação da construção de uma sociedade justa e solidária. Direção Espiritual: “Lançai as redes em águas profundas” (Lc 5, 4).

Os coordenadores diocesanos da Renovação Carismática Católica, em parceria com o Ministério Jo

vem, são responsáveis pela seleção dos missionários, levando em conta a maturidade, espiritualidade e vivência comunitária.
No ano de 2019 a JESUS NAS PRAÇAS realizar-se-á na Diocese de Guanhães entre os dias 02 e 06 de janeiro e contemplará as seguintes cidades: Sabinópolis, Rio Vermelho, Paulistas, Materlândia e Coluna, que receb

erão jovens de todo o Estado de Minas Gerais. Os jovens visitarão as creches, hospitais, asilos, além das visitas porta a porta. E, em todas as noites, haverá um grande louvor em uma das Praças das cidades visitadas, com todo ardor e energia dispensada pela Juventude da RCC.

Desde já estão todos convidados a participarem dos momentos de louvor.
Mais informações: http://rccminas.com/jnp2019 e
https://www.facebook.com/rccdiocesedeguanhaes

Realização: Ministério Jovem(MJ) de Minas Gerais, Renovação Carismática Católica(RCC) de Minas Gerais e Renovação Carismática Católica(RCC) e Ministério Jovem(MJ) da Diocese de Guanhães.

 

Camila Aparecida Reis da Silva Aires
Coordenadora do Ministério Jovem da RCC da Diocese de Guanhães

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