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Novembro: mês diocesano de conscientização sobre o dízimo – PARTE II

OBS.: PROPOSTAS PARA TODAS AS PASTORAIS E MOVIMENTOS DA DIOCESE PARA FAZERMOS UMA PASTORAL DE CONJUNTO.

Queridos Padres, Diáconos, Seminaristas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Deus abençoe a cada um de vocês na missão que lhe foi confiada!

Como já é do conhecimento de cada um de vocês, todos os anos o Mês de Novembro na nossa Diocese é dedicado ao DÍZIMO E PARTILHA. Neste ano de 2019, de um modo muito especial, queremos que este sentimento de partilha chegue a todas as pastorais, grupos e movimentos religiosos que estão ligados à nossa Igreja Particular de Guanhães, de uma forma muito simples e com um coração cheio de gratidão a Deus, pois acreditamos que a Pastoral do Dízimo em nível Diocesano e Paroquial só irá dar frutos se conseguirmos trabalhar em uma Pastoral de Conjunto, ou seja, se todos passarem pelo processo de Conversão Dizimal. Pedimos para que reservem em seus encontros semanais alguns minutinhos para dedicar ao tema DÍZIMO E PARTILHA com a finalidade de despertar em cada cristão batizado O SENTIMENTO DE PERTENÇA à igreja da qual participa. Para isso, a Equipe Diocesana do Dízimo com o consentimento do nosso bispo diocesano, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, está propondo a vocês algumas sugestões para cada semana.

1- PRIMEIRA SEMANA: 1 a 7 de Novembro

COORDENADOR: No momento da oração final do seu encontro, pedir aos participantes que observem o espaço físico onde estão reunidos e enumerem quais foram os gastos necessários para que se realizasse o encontro do dia. ( Tempo para observação 5 minutos – o coordenador deve ajudar a descobrir …)

Lançar a pergunta:

1- QUEM PROPORCIONA RECURSOS PARA USUFRUIRMOS DE TUDO ISSO TODAS AS SEMANAS EM NOSSOS ENCONTROS?

CONCLUIR: Então vamos neste momento da oração final rezar um Pai Nosso e Três Ave – Marias por todos os dizimistas da nossa comunidade.

2- SEGUNDA SEMANA: 8 a 15 de Novembro

Após o momento da acolhida e da oração inicial, recordar o encontro anterior.

COORDENADOR: No encontro passado, além de termos refletido sobre o Tema do Dia, ……… Nós rezamos na intenção de quem? E por que nós rezamos por eles?

Antes de darmos continuidade ao assunto do nosso encontro de hoje, vamos fazer uma brincadeira da BATATA QUENTE sobre o dízimo e a partilha?

COMO PREPARAR A DINÂMICA:

– RECORTAR PERGUNTAS, DOBRAR E COLOCAR DENTRO DE UMA CAIXINHA .

-AO SOM DE UMA MÚSICA OU A UM SINAL COMBINADO COM O GRUPO, A CAIXINHA VAI PASSANDO DE MÃO EM MÃO. ONDE PARAR A MÚSICA OU DER O SINAL, A PESSOA TIRA UMA PERGUNTA, LÊ E RESPONDE . ( Pode explorar outras respostas do grupo).

EXEMPLOS DE PERGUNTAS:

a- O que é mesmo o Dízimo?

b- De onde veio a ideia do dízimo?

c- Conhece alguma pessoa de sua rua/ bairro / paróquia / comunidade … que trabalha na pastoral do dízimo?

d- Qual domingo do mês celebra o dia do dízimo em sua paróquia / comunidade?

e- Você receberá no final do encontro um brinde surpresa.

Vamos encerrar este primeiro momento do nosso encontro fazendo um pequeno diálogo: DIÁLOGO SOBRE DÍZIMO.

Dirigente: – O que é o dízimo?
Lado 1 – O Dízimo é a décima parte da nossa renda e é devolvido para o manutenção da obra do Senhor. De cada 100 que temos, 10 são de Deus!

Dirigente – Qual foi o Pastor que instituiu o Dízimo?

Lado 2 – Abraão, patriarca dos filhos de Israel, devolveu o Dízimo de tudo o que recuperou na guerra contra os reis que levaram cativo o seu parente Ló. Melquisedeque, rei de Salém, foi ao encontro de Abraão, e lhe devolveu o Dízimo. Mas foi o próprio Deus quem instituiu o Dízimo.

Dirigente – Deus instituiu o dízimo para si?

Lado 1– Deus não instituiu o Dízimo para si, e sim para a sua obra. Devolver o Dízimo é um ato de fé e amor que fazemos para ver a prosperidade da obra de Deus na Terra.

Dirigente: Há diferença entre o dízimo do rico e do pobre?

Lado 2 – O Dízimo nos põe em igualdade diante de Deus e da Igreja; se sou pobre ou rico, a Bíblia nos orienta que a minha devolução é a décima parte do que eu ganho ou, como nos orienta a Doutrina Social da Igreja, ao menos 1% (por cento). O rico não devolve seu Dízimo em maior proporção, nem o pobre em menor e Deus aceita igualmente as Partilhas!

Dirigente – As pessoas são obrigadas a devolver o dízimo?

1 – O dinheiro é seu e só você pode dar-lhe destino, sabendo que quem devolve o Dízimo por fé tem sua renda abençoada e que, na verdade, devolve ao Senhor uma pequena parte do que já é dele.

2 – Se eu tenho um trabalho, foi Deus quem me deu… se tenho saúde para trabalhar, é graça de Deus… se recebo um salário, pensão ou aposentadoria no final do mês, é Bênção de Deus!

3 – Se não fosse Deus, ninguém teria coisa alguma, nem a própria vida.

Todos – Reconhecemos que o Senhor nos dá saúde, condição de trabalho, o sol, a chuva e tudo o que precisamos para viver… Não devemos nos esquecer de que a Terra é de Deus e tudo o que nela há! Nós somos apenas gerentes dos bens que julgamos ser nossos!

Voltando ao tema do nosso encontro de hoje:

TERCEIRA SEMANA: 16 a 23 de Novembro

Após a acolhida e a oração inicial

Coordenador: Já estamos na terceira semana do mês de novembro, mês em que fomos convidados pela nossa diocese a refletirmos sobre o Dízimo e a Partilha. Como vimos no encontro anterior de onde veio a ideia do dízimo, vamos agora dividir em pequenos grupos e confirmar esta verdade por meio de alguns textos na bíblia? ( Tempo no grupo – 7 minutos)

Levítico 27,30 -32
Deuteronômio 26,8 -11
Gênesis 14,18-20

Mateus 6, 3 -4
Tobias 1,6 -7
Marcos 12,41 – 44

Atos 2, 44 -45
Malaquias 3, 6 -12
Neemias 10,38-40

Coordenador: a – Foi possível confirmar nos textos que a ideia do Dízimo está contido na Bíblia Sagrada?

b- Algum grupo quer comentar alguma coisa sobre o texto lido?

Vamos concluir este nosso momento de reflexão sobre o dízimo e a partilha rezando juntos:

Todos: “Pai Santo, contemplando Jesus Cristo, vosso filho bem amado que se entregou por nós na cruz, e tocado pelo amor que o Espírito Santo derrama em nós, manifesto com esta contribuição, minha pertença à igreja, solidário com sua missão e com os mais necessitados. De todo o coração, ó Pai, contribuo com o que posso: recebei, ó Senhor. Amém”.

COORDENADOR: Antes de finalizarmos o nosso encontro, vamos lembrar que dia 17 de Novembro é o III dia Mundial dos Pobres instituído pelo Papa Francisco . “A esperança dos pobres jamais se frustrará”.

a- O que temos feito para ajudar os nossos pobres?
b- A nossa Comunidade acolhe os pobres na Liturgia, Pastorais e Movimentos?
c- O que podemos fazer para melhorar?

QUARTA SEMANA: 24 – 30 de Novembro

Fazer o seu encontro normal

Antes da oração final, repetir a dinâmica da BATATA QUENTE OU A DINÂMICA DO ESTOURA BALÃO ( TODOS DEVEM ESTOURAR O BALÃO DE UMA SÓ VEZ E O COORDENADOR VAI LENDO AS PERGUNTAS E QUEM ESTIVER COM ELA VAI RESPONDENDO:

1- Dentro do que falamos sobre o Dízimo e a Partilha nessas semanas, o que mais lhe chamou a atenção?

2- Se a Bíblia é a Palavra de Deus escrita, você realmente acredita que a ideia do dízimo veio de Deus?

3- Na sua opinião, por que muitas pessoas que se dizem católicas ainda não despertaram para a entrega do seu dízimo?

4- Cite 5 benefícios que o Dízimo proporciona a sua Comunidade ou Pastoral e Movimento.

5- Você tem alguma sugestão de como podemos continuar falando do dízimo e da partilha em nossos próximos encontros, mesmo não sendo mês de novembro?

6- Você vai agora receber um presente… (entrega). Não abra, ele não é seu. Entregue-o para a pessoa mais fiel do grupo. – Apesar da sua fidelidade este presente também não é seu. – Entregue-o para a pessoa que você acredita que a partir de agora será dizimista consciente. – Mesmo sendo consciente, este presente também não pertence a você. Entregue-o para a pessoa mais carismática do grupo. Que bom! A pessoa carismática é capaz de atrair as outras pessoas para o caminho do bem. Então abra o presente e partilhe-o com todas as pessoas do grupo.

Coordenador: encerrar o encontro como de costume e, se tiver mais alguma programação para o encerramento do mês do dízimo em sua paróquia, fazer as comunicações necessárias.

Novembro: mês diocesano de conscientização sobre o dízimo – PARTE I

DIOCESE DE GUANHÃES ( MG ) 2019
PASTORAL DIOCESANA DO DÍZIMO E PARTILHA

TEMA: “DÍZIMO, gesto de amor à Igreja”

LEMA: “Cada um dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por obrigação,
pois Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7)

PARTE I

Este ano, pela primeira vez em nossa Diocese de Guanhães, estamos somando forças para propagarmos esta Pastoral tão importante dentro da nossa Igreja Particular como a Primeira Locomotiva da Paróquia, pois sem a Pastoral do Dízimo, fica impossibilitada a Evangelização, sendo que tudo provém do Dízimo. Assim, convocamos todos os Padres, Diáconos, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades para refletirmos este Mês de Novembro em todas as Missas, Reuniões, Formações, Encontros de Pastorais ou Movimentos, buscando nossa CONVERSÃO e UNIDADE DIZIMAL.

O Dízimo é um ato de amor e um gesto de partilha. Nós não pagamos o Dízimo; nós o devolvemos, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus.

Compreender a importância do dízimo significa entender a nossa participação na comunidade. Quando devolvemos o dízimo, devemos fazê-lo como oração e agradecimento a Deus e não apenas depositar o resto que nos sobra.

O primeiro objetivo da Pastoral do Dízimo é ajudar cada cristão a se conscientizar sobre a experiência pessoal com Jesus Cristo e a sua missão como discípulo, missionário, membro da comunidade eclesial, ou seja, a EVANGELIZAÇÃO.
O dízimo manifesta a união da comunidade; é fruto da oração, do trabalho e da vivência litúrgica e catequética. Os cristãos participam do dízimo porque compreenderam o significado de ser Igreja, comunidade a serviço da construção do Reino de Deus.

É do compromisso com o dízimo que a Igreja poderá viver e sustentar com dignidade sua missão pastoral, social e evangelizadora. Dízimo é força comunitária, é compromisso com a vida, é testemunho de fé que se traduz na partilha consciente e livre de pequena parcela dos bens necessários ao nosso sustento!

Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo e Partilha
Assessor Diocesano: Diác. Edmilson Henrique Cândido

AS DIMENSÕES DO DÍZIMO

A partir do Documento 106 da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas”, o dízimo passa a ter quatro dimensões, sendo elas: religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Antes, as dimensões do dízimo eram divididas entre religiosa, social e missionária.

A primeira dimensão do dízimo é a RELIGIOSA: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, a relação com os bens materiais e com seu correto uso, à luz da fé (Lc 12,15-21; 1Tm 6,17-19) ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis, ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

O dízimo também tem uma dimensão ECLESIAL. Com o dízimo o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, pela qual é corresponsável, contribuindo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente a testemunhe. Desse modo, cada fiel toma parte no empenho de todos e se abre para as necessidades de toda a Igreja. O dízimo também oferece condições às paróquias e comunidades de contribuírem de modo sistemático com a Igreja particular, mantendo vivo o sentido de pertença a ela.

O dízimo tem uma dimensão MISSIONÁRIA. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre as Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas. De fato, em cada Igreja particular, na comunhão com as demais, está presente e atua a una e única Igreja de Cristo. O dízimo contribui para o aprofundamento da partilha e da comunhão de recursos em projetos como o das paróquias-irmãs e o do fundo eclesial de comunhão e partilha, no âmbito da Igreja particular; e nos projetos “Igrejas-irmãs” e “Comunhão e Partilha”, em âmbito nacional.

O dízimo tem ainda uma dimensão CARITATIVA, que se manifesta no cuidado com os pobres, por parte da comunidade. Uma das características das primeiras comunidades cristãs era de que “entre eles ninguém passava necessidade”, pois tudo era distribuído conforme a necessidade de cada um (At 4, 34-35). A atenção com os pobres e suas necessidades é uma característica da Igreja Apostólica. Ao reconhecerem a autenticidade do ministério de São Paulo, os apóstolos pediram que não se esquecesse dos pobres (Gl 2,10). “A opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica” e a caridade para com os pobres “é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência”.

A Quinta Romaria das Águas e da Terra será realizada em Conceição do Mato Dentro em 2020

 

Na manhã do dia 30 de outubro na cidade de Guanhães, Sede da Diocese, aconteceu a reunião do Fórum Permanente da Bacia do Rio Doce e da Comissão para o Meio Ambiente da Província Eclesiástica de Mariana, com    Dom Otacílio Ferreira de Lacerda que anunciou a data e local da 5ª Romaria das Águas e da Terra que será em Conceição do Mato Dentro, no dia 19 de julho de 2020. Foi organizado também o calendário das reuniões para os preparativos e do processo de construção das missões, seminários e da romaria.

O cenário da monocultura do eucalipto, somado à escassez de água e da mineração predatória que assolam a região e toda Minas Gerais, darão o tom da temática e da ação missionária.

A reunião contou também com a presença dos membros da Comissão, da Cáritas, dos representantes da Diocese de Guanhães e do NACAB, Núcleo de Assistência aos Atingidos por Barragens, com atuação junto às comunidades de Conceição do Mato Dentro e com a Comissão Pastoral da Terra .

Comissão para o Meio Ambiente da Província Eclesiástica de Mariana.
Fórum Permanente da Bacia do Rio Doce
NACAB/CARITAS/CPT

 

Oração pela nossa terra

Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,

Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.

Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.

Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.

Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.

Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.

Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.

Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.

PS: Encíclica “Laudato Si” – Papa Francisco (n. 246)

 

Mês Extraordinário da Missão em Rio Vermelho

Mês Extraordinário da Missão na paróquia Nossa Senhora da Pena, em Rio Vermelho:
Batizados e Enviados à Igreja de Cristo em missão no mundo

 

De 13 a 20 de outubro, mês extraordinário dedicado à missão pelo Sumo Pontífice o Papa Francisco, o Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus realizou a sua missão anual na diocese de Guanhães, na paróquia Nossa Senhora da Pena, em Rio Vermelho, enriquecida com a presença de seminaristas de Diamantina e de Guanhães.

A paróquia foi dividida em cinco setores: Centro, Chapadinha, Pedra Menina, São Gregório e Magalhães que com muito entusiasmo acolheram os seminaristas com um caloroso abraço. Foi um momento único, pois o povo de Deus daquela comunidade demonstrou a cada seminarista, vocacionados ao serviço, a beleza e a simplicidade do Criador. Cada sorriso, cada abraço são sinais visíveis de que Deus caminha com o seu povo, de que Deus está conosco.

Vivenciamos a força do Evangelho nos momentos de confissão, na Santa Missa, nas formações e em cada visita, tudo isso nos faz compreender o mistério de nossa pertença a Deus. Essa pertença é o fazer da Vida de Deus a nossa Vida, levando àquele povo o amor de Deus, reconhecendo que, mesmo em meio às dificuldades da vida, o Amor nos circunda, nos faz mais humanos imitadores d’Aquele que é também Divino.

Somos gratos a Deus pela oportunidade da experiência de uma missão tão rica, tão profunda, louvando ao nosso Senhor pela vida de cada família; rendemos graças ao Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus por ter se colocado à disposição para a missão na diocese de Guanhães. Essa disposição é fruto da verdadeira unidade cristã, sabendo que a Igreja ultrapassa as fronteiras e nos faz corpo evangelizador para todos os povos e nações. Que Nossa Senhora da Pena nos ensine a ser missionários segundo o coração de seu Filho, e com o seu Filho sejamos arautos da Boa Nova, fazendo-nos inflamar de amor pelo reino que nos espera e como batizados e enviados, somos impulsionados a testemunhar!

Vinicius Lucas Pereira Brandão
2º ano da Configuração

 

DNJ – Dia Nacional da Juventude em Senhora do Porto

Um sopro do Espírito
“Se és jovem em idade, mas te sentes frágil, cansado ou desiludido, pede a Jesus que te renove. Com Ele não falta a esperança. O mesmo podes fazer se te sentes submerso em vícios, maus hábitos, egoísmo ou na comodidade morbosa.
Cheio de vida, Jesus quer ajudar-te para que valha à pena ser jovem. Assim, não privarás o mundo daquela contribuição que só tu – único e irrepetível, como és – lhe podes dar”.
Conclusão da homilia de Dom Otacilio citando a palavra do papa Francisco na Exortação pós-sinodal “Christus Vivit”, n. 109.

O dia 27 de outubro de 2019 foi marcante em Senhora do Porto, pois uma grande festa da juventude se realizou: o DNJ – Dia Nacional da Juventude. Dia preparado com muito amor pelo grupo de jovens JUFOC e comunidade portuense ao longo de um ano, que não mediram esforços para proporcionar aos jovens de nossa diocese um dia repleto de unção. O tema deste ano: “juventude e políticas públicas: uma história nos chama à civilização do amor”. Tema proposto para motivar os jovens sobre sua participação de construir uma civilização do amor, animando-os a ser os primeiros a experimentar o amor de Deus para transmiti-lo a toda sociedade, incentivando o protagonismo e missionariedade da juventude.

Ao amanhecer, a festa começou com uma oração. De repente a praça da matriz foi se enchendo de jovens e inundando de alegria o ambiente.

Animados pelo ministério de música KAIRÓS – de São João Evangelista – cantando e louvando a Deus pela vida, todos tomaram o café da manhã.

Antes da celebração eucarística, os jovens participaram da caminhada pela paz. Presidiu a Santa Missa Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, bispo da diocese de Guanhães e concelebrada pelos padres, Derci, Mário, Valter, José Geraldo, Salomão e Adão. Registramos a presença do padre José Martins, do Diácono André e do seminarista Guilherme.

Após a missa, a partilha do almoço – da alegria e generosidade.

A tarde foi marcada por apresentações de diversas paróquias tendo como motivação o tema da DNJ. Seguiu-se o momento mariano e o encerramento foi com a bênção do Santíssimo, presidida por padre Salomão. Festa da vida: jovens rezando, cantando e dançando com louvores ao Criador. Foi um dia marcante: a juventude expressou sua fé e alegria de ser Igreja viva.

Há 34 anos, ou seja, desde 1985 a Igreja do Brasil propõe a celebração do DNJ – Dia Nacional da juventude. Faço esse resgate histórico para nos lembrar de que o tema desse ano é muito sugestivo: Juventude e Políticas Públicas: uma história nos chama à civilização de Amor. E participar de um dia como esse de hoje é bom porque nos dá a certeza de que essa história não parará por aqui.

Jovens de diversas localidades de nossa diocese refletindo políticas públicas num momento tão delicado politicamente em nossa sociedade nos mostra o desejo de uma juventude que quer vida e “vida em abundância” Jo 10,10, e que ainda mais quer ser juventude protagonista de sua história.

Chamados à civilização do amor, essa foi a resposta: “Eis nos aqui”.
Debaixo de sol e chuva (literalmente) a juventude demonstrou que as ações de Jesus continuam sendo ampliadas por nós que fomos batizados e enviados em missão como Igreja viva e a atuante.

O DNJ deste ano é uma grande demonstração de que temos muito que aprender com as juventudes.

Para mim, assessor diocesano do setor juventudes, é uma satisfação enorme saber que Jesus e sua Igreja são fontes de inspiração de atitudes para as juventudes ainda hoje. Continuemos a celebrar com o desejo de fortalecer cada vez mais essa consciência de que somos sujeitos de nossa história.

Pe. Salomão Rafael Gomes Neto
Presbítero da diocese de Guanhães
Assessor diocesano do setor juventudes da diocese de Guanhães

Os jovens que participaram do DNJ viveram momentos maravilhosos, e que fizeram pensar e repensar muito na vida de cada um, no seu agir, no seu pensar, no seu falar e no seu existir. Foi lindo ver os jovens deixando ser tocados pelo amor de Deus. Meu coração transbordou de alergia ao ver todos os grupos, pastorais e movimentos reunidos. Temos muito a agradecer ao povo portuense que acreditou e nos deu forças para realizar o DNJ.

Ivanderson Chander Diogo Lopes
Coordenador da pastoral da Juventude da diocese de Guanhães

Como bispo da diocese de Guanhães foi a primeira celebração do DNJ. Para mim foi uma graça muito grande. Já algum tempo que eu não celebrava o DNJ por conta de estar numa paróquia ou por não ter a própria atividade. Eu acho que é um ganho muito grande, uma riqueza da diocese a celebração do DNJ. Deve continuar; no que depender de mim, todo incentivo, todas as motivações, por que é uma expressão da força viva da juventude; é como que uma reanimação, um assoprar de brasas que habita no coração de cada jovem. Reacender a chama do amor no coração da juventude e não só dos jovens cronologicamente falando, mas de todos os agentes pastorais. Eu percebi, senhores, senhoras e alguns padres celebrando. O DNJ une as idades, não importa se de anos vividos, mas juventude de alma. O DNJ é para todos aqueles que não envelhecem nunca e é para não envelhecer jamais. Temos que estar sempre rejuvenescidos e revigorados no Senhor.

A temática do DNJ é muito oportuna, juventude e políticas públicas: uma história que nos chama à civilização de Amor. É um tema que gosto muito; construir a civilização do amor, promover a cultura da paz num mundo marcado por tanta violência, por tanta desvalorização da vida ou ameaça da vida com tantos sinais de morte; essa cultura de morte que, às vezes, reina na sociedade precisa ouvir e ver que existe outra cultura possível que é a cultura da vida e da paz; que podemos construir sim uma civilização do amor; afinal, nós seguimos aquele que é o próprio amor: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, essa comunhão de amor. Eu creio que o DNJ é uma oportunidade para dizer ao jovem que ele é evangelizador de outro jovem. O papa Francisco diz que jovem evangelizando outro jovem é jovem acendendo luzes na noite escura de outros jovens. Ser jovem é acender estrelas no céu de cada um para brilhar e iluminar o novo caminho.

Então, o meu parecer participando do DNJ pela primeira vez é uma alegria muito grande, é um envolvimento muito grande. Ainda que não sejam multidões, mas um bom número, expressivo número se faz presente aqui em Senhora do Porto celebrando o DNJ.

Em meu pouco tempo de diocese, é um dos momentos mais bonitos que estou vivendo. Precisamos – como igreja -, o papa Francisco sempre fala isso: renovar os quadros da igreja, o jovem ocupar espaços, formar novas lideranças para que o jovem seja realmente um agente pastoral, seja protagonista e ajude a edificar a Igreja e desperte vocações sacerdotais e religiosas. Como é bom ver jovens apaixonados por Cristo. Jovem que tem em Jesus e encontra em Jesus o ser melhor amigo. O papa disse na exortação pós-sinodal “Christus Vivit” sobre a juventude que Jesus é o amigo da juventude. O amigo que dá a vida pelo outro. Que o jovem que fez o encontro com Jesus de verdade sente a necessidade de levar outros jovens ao mesmo encontro.

Então, parabéns. O Dia Nacional da Juventude, eu gosto de dizer, é um sopro do Espírito.

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda,
Bispo de Guanhães

Sínodo da Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral

Após exatos dois anos de convocação pelo Papa Francisco, começou no Vaticano, dia 6 de outubro, com duração de três semanas, o Sínodo da Amazônia, ou seja, a 16ª Assembleia geral do Sínodo dos bispos, com o objetivo de refletir sobre o Instrumentum Laboris (IL) que traz temas eclesiais, sociais e ambientais dos nove países que formam a Amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Tal “Instrumento de Trabalho” começou a ser preparado em 2017, sob a orientação de Dom Cláudio Hummes, cardeal emérito de São Paulo, que é o relator geral desse Sínodo.

Por falta de informações, ou desconhecimento do que seja de fato um sínodo de bispos, muita gente, mesmo das fileiras da Igreja Católica, achou-se no direito de criticar o Papa Francisco nas redes sociais, sobretudo, por causa do que chamam de “atitude política” do pontífice, pensando que tal Assembleia fora convocada tendo em vista o atual momento do governo brasileiro. Tais desinformados não gastariam suas energias se soubessem que, em 2017, na convocação e na elaboração do IL, ainda não se falava sequer em eleições nessas terras ameríndias. Outros, até mesmo cardeais de renome, tentaram boicotar o Sínodo dizendo que ele é herético e pode trazer ensinamentos nefastos à Igreja. O que percebemos é que não há unanimidade quanto à aceitação do conteúdo do IL. Não é de se estranhar, pois isso sempre aconteceu na Igreja.

O Sínodo dos Bispos foi instituído dentro do contexto do Concílio Vaticano II, pelo papa São Paulo VI, em 15/09/1965, através do Motu Proprio Apostolica sollicitudo. Depois o Sínodo foi amplamente atualizado, e seu objetivo, apontado na Constituição Lumen Gentium (21/11/1964), é o de envolver mais os bispos da Igreja inteira nas questões que envolvem todo o orbe terrestre, mesmo que o tema a ser analisado tenha uma abrangência maior neste ou naquele Continente. Os bispos, cum et sub Petro, formam o grande Colégio Apostólico que orienta e governa toda a Igreja, sob a orientação do Espírito Santo!

Com quase trezentos participantes, mais da metade deles composta de brasileiros, o Sínodo entregou ao Papa um relatório geral com as conclusões dos 21 dias de debates e reflexões. Como na encíclica Laudato Si, do Papa Francisco (24/05/2015), muitos verão nas conclusões sinodais algo que tenha cheiro de erro doutrinal. Eu quero acreditar no Sínodo, quero confiar no Papa, quero caminhar com ele. Os temas eclesiais, sociais e ambientais refletidos têm, sim, muita pertinência com a evangelização, pois estamos inseridos no mundo para cuidarmos dele e nos salvarmos por inteiro, não cuidando apenas de nossa alma.

O último Sínodo da Igreja foi sobre a temática: “os jovens, a fé, e o discernimento”, e realizou-se de 3 a 28 de outubro de 2018. Aguardemos, agora, a Exortação Apostólica do Papa com as conclusões dessa 16ª Assembleia Apostólica!

Pe. Ismar Dias de Matos, Professor,
Administrador da Paróquia S. Sebastião e S. Vicente, bairro Santa Amélia, BH.

 

Na foto: Dom Jacy Diniz Rocha, bispo de Cáceres/MT, natural de São João Evangelista, Diocese de Guanhães

Missa da esperança na ressurreição da Irmã Maria do Carmo Ferreira (Ir Naná)

Na tarde da segunda-feira, 28 de outubro,  na igreja Matriz de São Pedro foi celebrada a missa de corpo presente da irmã Maria do Carmo Ferreira(Irmã Naná). Padre Hermes Firmiano Pedro presidiu a Celebração Eucarística representando o Bispo Diocesano Dom Otacilio Ferreira de Lacerda  que por motivos de agenda não pôde comparecer, mas enviou suas condolências e mensagem de esperança aos familiares, amigos e as irmãs de Congregação Religiosa Filhas de Maria Imaculada. Os padres: Luiz Maurício Silva, Eduardo Dornelas, Mário Gomes da Silva , José Aparecido dos Santos de nossa Diocese e Padre José Honório de Andrade ( Juiz do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Montes Claros-MG concelebraram com pe Hermes. Na homilia padre José Aparecido Santos relacionou as mensagens das leituras ao que foi a sua vida e vocação religiosa. A missa contou com grande participação dos fiéis da comunidade local e de Frei  Lagonegro onde a irmã viveu nos últimos anos dedicando seus trabalhos de evangelização.
                                                                                                                               Alessandro Gomes

 

 

Nota da CNBB sobre vazamento de óleo no litoral do Nordeste

Nota da CNBB sobre vazamento de óleo no litoral do Nordeste A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, na manhã deste 28 de outubro, uma nota sobre o vazamento de óleo no litoral do Nordeste brasileiro. No documento, inspirado pela realização do Sínodo para a Pan-Amazônia e frente aos desastres ambientais, a CNBB cobra uma postura de profunda e imediata conversão ecológica. A presidência da CNBB cobra também das autoridades competentes ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural  e uma devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica. Veja a íntegra do documento abaixo:

As manchas de óleo que contaminam tristemente as praias do Nordeste devem sensibilizar corações para urgente necessidade: uma profunda e imediata conversão ecológica. Os processos extrativistas que contaminam e matam devem ser fiscalizados e devidamente responsabilizados pelo poder público, pois não há futuro para a humanidade sem o indispensável respeito à Casa Comum.

O Sínodo dos Bispos para a Amazônia, em seu horizonte, reforça esta convocação: todos vivenciem uma autêntica conversão ecológica. Seja inspiração e exemplo para cada pessoa, no caminho rumo à conversão, o magnífico trabalho de voluntários que estão se dedicando à limpeza das praias do Nordeste.

Homens e mulheres que se arriscam, em contato com o óleo tóxico, para salvar o meio ambiente. Diante desse desastre que contamina as praias do Nordeste, são esperadas, das autoridades competentes, ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural. E que seja feita a devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica.

A coragem e a solidariedade dos voluntários toquem o coração de todos, especialmente de governantes, para que a defesa da vida e do planeta seja sempre prioridade.

Em Cristo,

Brasília-DF, 28 de outubro de 2019

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

NOTA DE FALECIMENTO

Cumprimos o doloroso dever de comunicar o falecimento  da irmã Maria do Carmo (Irmã Naná) que residia em Frei Lagonegro, ocorrido nesta manhã de 27 de outubro.

Rezemos pelo descanso de Ir Naná nos braços do Pai e agradeçamos pelo tempo que ela trabalhou pela Evangelização nesta Diocese especialmente em Frei Lagonegro, São Pedro do Suaçuí e Rio Vermelho. Seu sepultamento será amanhã em São Pedro do Suaçuí às 15horas.

PASCOM/ DIOCESE DE GUANHÃES

 

 

Ir Maria Aparecida e Irmã Naná ( hábito branco)

Padres sinodais aprovam todos os 120 pontos do Documento Final do Sínodo.

Todos os 120 pontos do Documento foram aprovados. O quórum mínimo de aprovação era de 120 votos a favor, dois terços do total de 181 padres sinodais votantes. Os pontos que receberam menos votos foram o do sacerdócio de homens casados, com 128 votos, e o do diaconato para mulheres, com 137.

Veja, abaixo, os principais assuntos aprovados:

Sacerdócio

O Documento final propõe “estabelecer critérios e regras por parte da autoridade competente, para ordenar sacerdotes homens idôneos e reconhecidos pela comunidade, que tenham um diaconato permanente fecundo e recebam uma formação adequada para o presbiterado, permitindo ter uma família legitimamente constituída e estável, para promover a vida da comunidade cristã através da pregação da Palavra e da celebração dos sacramentos nas áreas mais remotas da região amazônica”. Deve-se especificar que “a propósito, alguns se expressaram a favor de uma abordagem universal ao argumento”.

Participação da mulher / diaconato

A assembleia optou por continuar as reflexões e acompanhar a “Comissão de estudo sobre o diaconato das mulheres”, criada em 2016 pelo Papa Francisco, e “aguardar seus resultados”. O Sínodo evidencia que em inúmeras consultas na Amazônia foi solicitado “o diaconato permanente para as mulheres”, tema muito presente durante os trabalhos no Vaticano.

O Documento dedica amplo espaço à presença das mulheres. Como sugere a sabedoria dos povos ancestrais, a mãe terra tem um rosto feminino e no mundo indígena as mulheres são “uma presença viva e responsável na promoção humana”. O Sínodo pede que a voz das mulheres seja ouvida, que sejam consultadas, participem de modo mais incisivo na tomada de decisões, contribuam para a sinodalidade eclesial, assumam com maior força sua liderança dentro da Igreja, nos conselhos pastorais ou “também nas instâncias de governo”. Protagonistas e custódias da criação e da casa comum, as mulheres são com frequência “vítimas de violência física, moral e religiosa, inclusive de feminicídio”. O texto reitera o empenho da Igreja em defesa dos seus direitos, de modo especial em relação às mulheres migrantes. Enquanto isso, se reconhece a “ministerialidade” confiada por Jesus à mulher e se deseja uma “revisão do Motu Proprio Ministeria quædam de São Paulo VI, para que também as mulheres adequadamente formadas e preparadas possam receber os ministérios do leitorado e do acolitato, entre outros que podem ser desempenhados”. No específico, nesses contextos em que as comunidades católicas são guiadas por mulheres, se pede a criação do “ministério instituído de mulher dirigente de comunidade”.

Diaconato permanente

Foram definidos como urgentes a promoção, a formação e o apoio aos diáconos permanentes. O diácono, sob a autoridade do bispo, está a serviço da comunidade e deve hoje promover a ecologia integral, o desenvolvimento humano, a pastoral social e o serviço a quem se encontra em situações de vulnerabilidade e pobreza, configurando-o a Cristo. Portanto, é importante insistir numa formação permanente, marcada pelo estudo acadêmico e prática pastoral, na qual sejam envolvidos também esposas e filhos do candidato. O currículo formativo, explica o Sínodo, deverá incluir temas que favoreçam o diálogo ecumênico, inter-religioso, intercultural, a história da Igreja na Amazônia, a afetividade e a sexualidade, a cosmovisão indígena e a ecologia integral. A equipe dos formadores será composta por ministros ordenados e leigos. Deve ser encorajada a formação de futuros diáconos permanentes nas comunidades que habitam às margens dos rios indígenas.

Formação dos sacerdotes

A formação dos sacerdotes deve ser inculturada: a exigência é preparar pastores que vivam o Evangelho, conheçam as leis canônicas, sejam compassivos como Jesus: próximos às pessoas, capazes de escuta, de curar e consolar, sem buscar se impor, manifestando a ternura do Pai. Também no âmbito da formação ao sacerdócio, se deseja a inclusão de disciplinas como a ecologia integral, a ecoteologia, a teologia da criação, as teologias indígenas, a espiritualidade ecológica, a história da Igreja na Amazônia, a antropologia cultural amazônica. O Sínodo recomenda que os centros de formação sejam preferencialmente inseridos na realidade amazônica e que seja oferecida a jovens não amazônicos a oportunidade de participar de sua formação na Amazônia.

As dores da Amazônia: o grito da terra e o grito dos pobres

O texto não reprime as muitas dores e violências que hoje ferem e deformam a Amazônia, ameaçando sua vida: a privatização de bens naturais; modelos de produções predatórias; desmatamento que atinge 17% de toda a região; a poluição das indústrias extrativistas; mudanças climáticas; narcotráfico; alcoolismo; tráfico de seres humanos; a criminalização de líderes e defensores do território; grupos armados ilegais. É extensa a página amarga sobre migração, que na Amazônia articula-se em três níveis: mobilidade de grupos indígenas em territórios de circulação tradicional; deslocamento forçado de populações indígenas; migração internacional e refugiados. Para todos esses grupos, é necessário um cuidado pastoral transfronteiriço capaz de incluir o direito à livre circulação. O problema da migração, lê-se, deve ser enfrentado de maneira coordenada pelas Igrejas de fronteira. Além disso, um trabalho pastoral permanente deve ser pensado para os migrantes vítimas do tráfico de pessoas. O Documento sinodal convida a prestar atenção ao deslocamento forçado de famílias indígenas nos centros urbanos, sublinhando como esse fenômeno requer uma “pastoral conjunta nas periferias”. Daí a exortação à criação de equipes missionárias que, em coordenação com as paróquias, cuidem desse aspecto, oferecendo liturgias inculturadas e favorecendo a integração dessas comunidades nas cidades.

Conversão pastoral

A referência à natureza missionária da Igreja também é central: a missão não é algo opcional, lembra o texto, porque a Igreja é missão e a ação missionária é o paradigma de toda obra da Igreja. Na Amazônia, ela deve  ser “samaritana”, ou seja, ir ao encontro de todos; “Madalena”, ou seja, amada e reconciliada para anunciar com alegria o Cristo ressuscitado; “Mariana”, ou seja, geradora de filhos para a fé e “inculturada” entre os povos a que serve. É importante passar de uma pastoral “de visita” a uma pastoral “de presença permanente” e, para isso, o Documento sinodal sugere que as Congregações religiosas do mundo estabeleçam pelo menos um posto missionário em um dos países da Amazônia.

O sacrifício dos missionários mártires

O Sínodo não esquece os muitos missionários que deram a vida para transmitir o Evangelho na Amazônia, cujas páginas mais gloriosas foram escritas pelos mártires. Ao mesmo tempo, o Documento lembra que o anúncio de Cristo na região realizou-se muitas vezes em conivência com os poderes opressores das populações. Por esse motivo, hoje a Igreja tem “a oportunidade histórica” de se distanciar das novas potências colonizadoras, ouvindo os povos amazônicos e exercendo sua atividade profética “de forma transparente”.

Diálogo ecumênico e inter-religioso

Nesse contexto, foi dada grande importância ao diálogo ecumênico e inter-religioso: “Caminho indispensável da evangelização na Amazônia”, afirma o texto sinodal, ele deve partir, no primeiro caso, da centralidade da Palavra de Deus para iniciar verdadeiros caminhos de comunhão. No âmbito inter-religioso, o Documento incentiva um maior conhecimento das religiões indígenas e dos cultos afrodescendentes, a fim de que cristãos e não cristãos possam agir juntos em defesa da Casa comum. Por esse motivo, são propostos momentos de encontro, estudo e diálogo entre as Igrejas na Amazônia e os seguidores das religiões indígenas.

Urgência de uma pastoral indígena e de um ministério juvenil

O Documento também recorda a urgência de uma pastoral indígena que tenha um lugar específico na Igreja: é necessário criar ou manter, de fato, “uma opção preferencial pelas populações indígenas”, dando também maior impulso missionário às vocações autóctones, porque a Amazônia também deve ser evangelizada pelos amazônicos. Depois, dar espaço aos jovens amazônicos, com suas luzes e sombras. Divididos entre tradição e inovação, imersos numa intenda crise de valores, vítimas de realidades tristes como a pobreza, violência, desemprego, novas formas de escravidão e dificuldade de acesso à educação, muitas vezes acabam na prisão ou em mortos por suicídio. E, no entanto, os jovens amazônicos têm os mesmos sonhos e as mesmas esperanças que os outros jovens do mundo e da Igreja. Chamada a ser uma presença profética, deve acompanhá-los em seu caminho, para impedir que sua identidade e sua autoestima sejam prejudicadas ou destruídas. Em particular, o Documento sugere “um renovado e ousado ministério juvenil”, com uma pastoral sempre ativa e centrada em Jesus. De fato, os jovens, lugar teológico e profetas da esperança, querem ser protagonistas e a Igreja na Amazônica quer reconhecer o seu espaço. Por isso, o convite a promover novas formas de evangelização também através das mídias sociais e ajudar os jovens indígenas a alcançar uma interculturalidade saudável.

Pastoral urbana e as famílias

O texto conclusivo do Sínodo se detém no tema da pastoral urbana, com um foco particular nas famílias: nas periferias da cidade, elas sofrem pobreza, desemprego, falta de moradia, além de vários problemas de saúde. Torna-se, portanto, necessário defender o direito de todos à cidade como desfrute justo dos princípios de sustentabilidade, democracia e justiça social. É preciso lutar, lê-se no texto, a fim de que os direitos fundamentais básicos sejam garantidos nas “favelas” e nas “villas misérias”. Central deve ser também o estabelecimento de um “ministério de acolhimento” para uma solidariedade fraterna com migrantes, refugiados e sem-teto que vivem no contexto urbano. Nesse âmbito, uma ajuda válida vem das Comunidades Eclesiais de Base, “um presente de Deus para as Igrejas locais da Amazônia”. Ao mesmo tempo, as políticas públicas são convidadas a melhorar a qualidade de vida nas áreas rurais, a fim de evitar a transferência descontrolada de pessoas para a cidade.

Conversão cultural

A inculturação e a interculturalidade são instrumentos importantes, prossegue o Documento, para alcançar uma conversão cultural que leva o cristão a ir ao encontro do outro para aprender com ele. Os povos amazônicos, de fato, com seus “perfumes antigos” que contrastam o desespero que reina no continente e com seus valores de reciprocidade, solidariedade e senso de comunidade, oferecem ensinamentos de vida e uma visão integrada da realidade, capaz de entender que toda a criação está interligada e, portanto, garantir uma gestão sustentável. A Igreja compromete-se a ser aliada das populações indígenas, reitera o texto sinodal, sobretudo para denunciar os ataques perpetrados contra suas vidas, os projetos de desenvolvimento predatórios etnocidas e ecocidas e a criminalização dos movimentos sociais.

Defender a terra é defender a vida

“A defesa da terra”, lê-se no documento, “não tem outro objetivo a não ser a defesa da vida” e se baseia no princípio evangélico da defesa da dignidade humana. Portanto, devemos respeitar os direitos à autodeterminação, à delimitação dos territórios e à consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas. Um ponto específico é dedicado às populações indígenas em isolamento voluntário (Piav) ou em Isolamento e contato inicial (Piaci) que hoje, na Amazônia, somam cerca de 130 unidades e são muitas vezes vítimas de limpeza étnica: a Igreja deve empreender dois tipos de ação, pastoral e outra “de pressão”, para que os Estados protejam os direitos e a inviolabilidade dos territórios dessas populações.

Teologia indígena e piedade popular

Na perspectiva da inculturação, isto é, da encarnação do Evangelho nas culturas indígenas, é dado espaço à teologia indígena e à piedade popular, cujas expressões devem ser valorizadas, acompanhadas, promovidas e às vezes “purificadas”, pois são momentos privilegiados de evangelização que devem conduzir ao encontro com Cristo. O anúncio do Evangelho, de fato, não é um processo de destruição, mas de crescimento e consolidação daquela semeadura Verbos presente nas culturas. Daí a clara rejeição de uma “evangelização colonial” e do “proselitismo”, em favor de um anúncio inculturado que promova uma Igreja de rosto amazônico, em pleno respeito e igualdade com a história, a cultura e o estilo de vida das populações locais. A este respeito, o Documento sinodal propõe que os centros de pesquisa da Igreja estudem e recolham as tradições, as línguas, as crenças e as aspirações dos povos indígenas, encorajando o trabalho educativo a partir da sua própria identidade e cultura.

Criar uma Rede de Comunicação Eclesial Panamazônica

Também na área da saúde – continua o Documento – este projeto educativo deverá promover o conhecimento ancestral da medicina tradicional de cada cultura. Ao mesmo tempo, a Igreja se compromete a oferecer assistência de saúde lá onde o Estado não chega. Há também um forte apelo a uma educação à solidariedade, baseada na consciência de uma origem comum e de um futuro partilhado por todos, assim como a uma cultura da comunicação que promova o diálogo, o encontro e o cuidado da “casa comum”. Concretamente, o texto sinodal sugere a criação de uma Rede de comunicação eclesial pan-amazônica, de uma rede escolar de educação bilíngue e de novas formas de educação também à distância.

Conversão ecológica

Diante de “uma crise social e ambiental sem precedentes”, o Sínodo apela a uma Igreja amazônica capaz de promover uma ecologia integral e uma conversão ecológica segundo a qual “tudo está intimamente conectado”.

Ecologia integral, único caminho possível

A esperança é que, reconhecendo “as feridas causadas pelo ser humano” ao território, sejam procurados “modelos de desenvolvimento justo e solidário”. Isto traduz-se numa atitude que colega o cuidado pastoral da natureza à justiça para com as pessoas mais pobres e desfavorecidas da terra. A ecologia integral não deve ser entendida como um caminho extra que a Igreja pode escolher para o futuro, mas como a única forma possível para salvar a região do extrativismo predatório, do derramamento de sangue inocente e da criminalização dos defensores da Amazônia. A Igreja, como “parte de uma solidariedade internacional”, deve promover o papel central do bioma amazônico para o equilíbrio do planeta e encorajar a comunidade internacional a fornecer novos recursos econômicos para sua proteção, fortalecendo os instrumentos da Convenção-Quadro sobre Mudança Climática.

Defesa dos direitos humanos é uma necessidade de fé

Defender e promover os direitos humanos, além de ser um dever político e uma tarefa social, é uma exigência de fé. Diante deste dever cristão, o Documento denuncia a violação dos direitos humanos e a destruição extrativista; assume e apoia, também em aliança com outras Igrejas, as campanhas de desinvestimento das empresas extrativistas que causam danos sociais e ecológicos à Amazônia; propõe uma transição energética radical e a busca de alternativas; propõe também o desenvolvimento de programas de formação para o cuidado da “casa comum”. Pede-se aos Estados que deixem de considerar a região como uma dispensa inesgotável, ao mesmo tempo que apelam a um “novo paradigma de desenvolvimento sustentável” socialmente inclusivo que combine conhecimentos científicos e tradicionais. Os critérios comerciais, é a recomendação, não devem estar acima dos critérios ambientais e dos direitos humanos.

Igreja aliada das comunidades amazônicas

O apelo é à responsabilidade: todos somos chamados à custódia da obra de Deus. Os protagonistas do cuidado, proteção e defesa dos povos são as próprias comunidades amazônicas. A Igreja é sua aliada, caminha com eles, sem impor um modo particular de agir, reconhecendo a sabedoria dos povos sobre a biodiversidade contra todas as formas de biopirataria. Pede-se que os agentes pastorais e os ministros ordenados sejam formados a esta sensibilidade socioambiental, seguindo o exemplo dos mártires da Amazônia. A ideia é criar ministérios para o cuidado da casa comum.

Defesa da vida

O Documento reafirma o empenho da Igreja em defender a vida “desde a concepção até o seu fim” e em promover o diálogo intercultural e ecumênico para conter as estruturas de morte, pecado, violência e injustiça. Conversão ecológica e defesa da vida na Amazônia se traduzem para a Igreja em um chamado a “desaprender, aprender e reaprender para superar qualquer tendência a assumir modelos coloniais que tenham causado danos no passado”.

Pecado ecológico e direito à água potável

Proposta a definição de “pecado ecológico” como “ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade, o meio ambiente”, as futuras gerações e a virtude da justiça. Para reparar a dívida ecológica que os países têm com a Amazônia, sugere-se a criação de um fundo mundial para as comunidades amazônicas, a fim de protegê-las do desejo predatório das empresas nacionais e multinacionais. O Sínodo recorda “a necessidade urgente de desenvolver políticas energéticas que reduzam drasticamente as emissões de dióxido de carbono (CO2) e de outros gases ligados à mudança climática”, promove as energias limpas e chama a atenção para o acesso à água potável, ao direito humano básico e condições para o exercício de outros direitos humanos. Proteger a terra significa incentivar a reutilização e a reciclagem, reduzir o uso de combustíveis fósseis e plásticos, mudar hábitos alimentares como o consumo excessivo de carne e peixe, adotar estilos de vida sóbrios, plantar árvores. Neste contexto, está incluída a proposta de um Observatório Social Pastoral Amazônico que trabalhe em sinergia com CELAM, CLAR, CARITAS, REPAM, episcopados, igrejas locais, universidades católicas e atores não eclesiais. Também foi proposta a criação de um escritório amazônico dentro do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Novos caminhos de conversão sinodal

Superar o clericalismo e as imposições arbitrárias, reforçar uma cultura do diálogo, da escuta e do discernimento espiritual, responder aos desafios pastorais. São essas as características sobre as quais se deve fundar uma conversão sinodal à qual a Igreja é chamada para avançar em harmonia, sob o impulso do Espírito vivificante e com audácia evangélica.

Sinodalidade, ministerialidade, papel ativo dos leigos e vida consagrada

O desafio é interpretar à luz do Espírito Santo os sinais dos tempos e identificar o caminho a seguir a serviço do desenho de Deus. As formas de exercício da sinodalidade são várias e deverão ser descentralizadas, atentas aos processos locais, sem enfraquecer o elo com as Igrejas irmãs e com a Igreja universal. Sinodalidade se traduz, em continuidade com o Concílio Vaticano II, em corresponsabilidade e ministerialidade de todos, participação dos leigos, homens e mulheres, considerados “atores privilegiados”. A participação do laicato, seja na consulta, seja na tomada de decisões na vida e missão da Igreja – explica o Documento Final – deve ser reforçada e ampliada a partir da promoção e concessão de “ministérios a homens e mulheres de modo équo”. Evitando personalismos, talvez com encargos em rodízios, “o bispo pode confiar, com um mandato com prazo determinado, na ausência de sacerdotes, o exercício do cuidado pastoral das comunidades a uma pessoa não imbuída do caráter sacerdotal, que seja membro da própria comunidade”. A responsabilidade desta última, especifica-se, permanecerá a cargo do sacerdote. O Sínodo aposta ainda numa vida consagrada com rosto amazônico, a partir de um reforço das vocações autóctones: entre as propostas, se destaca o caminhar junto aos pobres e excluídos. Pede-se ainda que a formação seja centralizada na interculturalidade, inculturação e diálogo entre as espiritualidades e as cosmovisões amazônicas.

Organismo eclesial regional pós-sinodal e Universidade Amazônica

O Sínodo propõe projetar novamente a organização das Igrejas locais de um ponto de vista pan-amazônico, redimensionando as vastas áreas geográficas da diocese, reagrupando Igrejas particulares presentes na mesma região e criando um Fundo amazônico para a promoção da evangelização a fim de enfrentar o “custo da Amazônia”. Nesta ótica, se insere a ideia de criar um Organismo eclesial regional pós-sinodal, articulado com a Repam e o Celam, a fim de assumir muitas das propostas que emergiram no Sínodo. Em âmbito formativo, se invoca a instituição de uma Universidade Católica Amazônica baseada na pesquisa interdisciplinar, na inculturação e no diálogo intercultural e fundada principalmente na Sagrada Escritura, no respeito dos costumes e das tradições das populações indígenas.

Rito amazônico

Para responder de modo autenticamente católico ao pedido das comunidades amazônicas de adaptar a liturgia valorizando a visão do mundo, as tradições, os símbolos e os ritos originários, se pede a este Organismo da Igreja na Amazônia de constituir uma comissão competente para estudar a elaboração de um rito amazônico que “expresse o patrimônio litúrgico, teológico, disciplinar e espiritual da Amazônia”. Este se acrescentaria aos 23 ritos já presentes na Igreja Católica, enriquecendo a obra de evangelização, a capacidade de expressar a fé numa cultura própria, o sentido de descentralização e de colegialidade que a Igreja Católica pode expressar.  Também se faz a hipótese de acompanhar os ritos eclesiais com o modo com os quais os povos cuidam do território e se relacionam com as suas águas. Por fim, com a finalidade de favorecer o processo de inculturação da fé, o Sínodo expressa a urgência de formar comitês para a tradução e a elaboração de textos bíblicos e litúrgicos nas línguas dos diferentes locais, “preservando a matéria dos sacramentos e adaptando-os à forma, sem perder de vista o essencial”. Também deve ser encorajado em nível litúrgico a música e o canto. No final do Documento, se invoca a proteção da Virgem da Amazônia, Mãe da Amazônia, venerada com vários títulos em toda a região.

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