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DIOCESE DE GUANHÃES (MG) – 2020 PASTORAL DIOCESANA DO DÍZIMO E PARTILHA

TEMA: “DÍZIMO, EXPRESSÃO DE UM CORAÇÃO FLEXIBILIZADO

LEMA: “Cada um dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por

obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” (2 Cor 9,7)

Neste período de flexibilização em nossa Diocese de Guanhães, estamos somando forças para novamente propagarmos esta Pastoral tão importante dentro da nossa Igreja Particular como a Primeira Locomotiva da Paróquia, pois sem a Pastoral do Dízimo e Partilha, fica dificultada a Evangelização, uma vez que, parte muito importante de nossa Evangelização e Ministério provém do Dízimo. Assim, convocamos todos os Padres, Diácono, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades para refletirmos neste mês de Novembro em todas as Missas dos finais de semana, bem como em nossas relações de rotina, redes sociais e, sobretudo, esclarecendo àqueles que ainda não alcançaram a dimensão evangelizadora do Dízimo, buscando nossa CONVERSÃO, A UNIDADE
DIZIMAL, A SOLIDARIEDADE NA PARTILHA E NO CORAÇÃO.

O Dízimo é um ato de amor e um gesto de partilha. Nós não pagamos o Dízimo; nós o devolvemos, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus. Compreender a importância do dízimo significa entender a nossa participação na comunidade. Quando devolvemos o dízimo, nos reportamos a Lucas 21, A oferta da viúva pobre:  Jesus viu algumas pessoas ricas colocando suas ofertas na caixa de contribuições do templo  [a] .  2  Viu também uma viúva pobre colocando lá duas moedas pequenas.  3  Então, disse: – Digo a verdade a
vocês: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.  4  Todas as outraspessoas fizeram as suas ofertas dando do dinheiro que tinham sobrando; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver.
E experienciamos em nosso coração e vida a gratidão e graça de poder compartilhar e agradecer agradecimento a Deus e não apenas depositar o resto que nos sobra.
O primeiro objetivo da Pastoral do Dízimo e Partilha é ajudar cada cristão a se conscientizar sobre a experiência pessoal com Jesus Cristo e a sua missão comodiscípulo, missionário, membro da comunidade eclesial, ou seja, a
EVANGELIZAÇÃO.
O dízimo manifesta a união da comunidade; é fruto da oração, do trabalho e da vivência litúrgica e catequética. É do compromisso com o dízimo que a igreja pode manifestar a sua dimensão missionária, religiosa, eclesial e caritativa.  Os cristãos participam do dízimo porque compreenderam o significado de ser Igreja, comunidade a
serviço da construção do Reino de Deus.
É do compromisso com o dízimo que a Igreja poderá viver e sustentar com dignidade sua missão evangelizadora. Dízimo é força comunitária, é compromisso com a vida, é testemunho de fé que se traduz na partilha consciente e livre de pequena parcela dos bens necessários ao nosso sustento!

Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo e Partilha
Assessor Diocesano: Pe. Edmilson Henrique Cândido

AS DIMENSÕES DO DÍZIMO

A partir do Documento 106  da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas”, o dízimo passa a ter quatro dimensões, sendo elas: religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Antes, as dimensões do dízimo eram divididas entre religiosa, social e missionária.

A primeira dimensão do dízimo é a RELIGIOSA: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, à relação com os bens materiais e com seu correto uso, à luz da fé (Lc 12,15-21; 1 Tm 6,17-19) ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis, ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

O dízimo também tem uma dimensão ECLESIAL. Com o dízimo o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, pela qual é corresponsável, contribuindo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente a testemunhe. Desse modo, cada fiel toma parte no empenho de todos e se abre para as necessidades de toda a Igreja. O dízimo também oferece condições às paróquias e comunidades de contribuírem de modo sistemático com a Igreja particular, mantendo vivo o sentido de pertença a ela.

O dízimo tem uma dimensão MISSIONÁRIA. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre as Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas. De fato, em cada Igreja particular, na comunhão com as demais, está presente e atua a una e única Igreja de Cristo. O dízimo contribui para o aprofundamento da partilha e da comunhão de recursos em projetos como o das paróquias-irmãs e o do fundo eclesial de comunhão e partilha, no âmbito da Igreja particular; e nos projetos “Igrejas-irmãs” e “Comunhão e Partilha”, em âmbito nacional.

O dízimo tem ainda uma dimensão CARITATIVA, que se manifesta no cuidado com os pobres, por parte da comunidade. Uma das características das primeiras comunidades cristãs era de que “entre eles ninguém passava necessidade”, pois tudo era distribuído conforme a necessidade de cada um (At 4, 34-35). A atenção com os pobres e suas necessidades é uma característica da Igreja Apostólica. Ao reconhecerem a autenticidade do ministério de São Paulo, os apóstolos pediram que não se esquecesse dos pobres (Gl 2,10). “A opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica” e a caridade para com os pobres “é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência”

 SUGESTÕES PARA A LITURGIA DOS FINAIS DE SEMANA  PARA FAZERMOS UMA PASTORAL DE CONJUNTO  FLEXIBILIZANDO OS NOSSOS CORAÇÕES.

Queridos Padres, Diácono, Seminaristas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Deus abençoe a cada um de vocês na missão que lhes foi confiada!

Como já é do conhecimento de cada um de vocês, todos os anos o Mês de Novembro na nossa Diocese é dedicado ao DÍZIMO E PARTILHA.  Este ano de 2020, neste período de flexibilização, de um modo muito especial queremos que este sentimento de partilha chegue a todas as pastorais, grupos e movimentos religiosos que estão ligados à nossa Igreja Particular de Guanhães, de uma forma muito simples e com um coração cheio de gratidão a Deus, pois acreditamos que a Pastoral do Dízimo a nível Diocesano e Paroquial só irá dar frutos se conseguirmos trabalhar em uma Pastoral de Conjunto, ou seja, se todos passarem pelo processo de Conversão Dizimal, flexibilizando seu coração na partilha, na caridade e na missão.   Para isso, a Equipe Diocesana do Dízimo e Partilha está propondo a vocês, estimados irmãos em Cristo, sugestões para refletirem na Liturgia dos finais de semana.

31/10 e 01/11- TRIGÉSIMA PRIMEIRA SEMANA DO TEMPO COMUM

 Contextualizar que a contribuição com o dízimo é um exercício que brota da flexibilização do coração do homem em resposta ao mandamento do amor.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Na diocese de Guanhães o mês de novembro é dedicado à conscientização sobre o dízimo. Dízimo é expressão de fé.  É um gesto de amor e gratidão a Deus. É devolver a Ele uma pequena parte de tudo o que d’Ele recebemos. Nesta liturgia da 31ª SEMANA DO TEMPO COMUM somos convidados a despertar a nossa consciência para a generosidade, a fraternidade e a partilha. (Convidar um dizimista comprometido para fazer esse comentário)
  2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Este período de pandemia tem nos ensinado a flexibilizar como fez a viúva pobre, o nosso coração para a partilha?)
  3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, que nosso dízimo, gesto de amor à Igreja, seja o reflexo de uma igreja viva e participativa flexibilizada no amor.  Rezemos:

– Senhor, que a experiência  dizimal nos ajude a transformar a sociedade com alegria e misericórdia,  nos tornando mais solidários e fraternos  com os irmãos que sofrem. Rezemos:

– Senhor, conceda aos dizimistas de nossa paróquia a graça da perseverança e fidelidade no compromisso com a nossa mãe igreja. Rezemos

4. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a Oração do Dizimista.

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

 Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na tua santa presença. Amém.

  1. MENSAGEM FINAL: Após Oração da Comunhão.

Mensagem do nosso Pastor Dom Otacílio Ferreira de Lacerda

Amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães (MG)

Queridos Padres, Diácono, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo, Agentes de Pastoral, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Com muito entusiasmo e esperança de dias melhores neste MOMENTO DE FLEXIBILIZAÇÃO, convido toda a Diocese a viver intensamente o mês de NOVEMBRO como o mês Missionário de Conscientização do Dízimo, cujo Tema: DÍZIMO, EXPRESSÃO DE UM “CORAÇÃO FLEXIBILIZADO”. Lema: “Cada um  dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois  Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7)

Deste modo, manifesto através desta, em tempo ímpar que estamos vivendo, o meu carinho e zelo pela formação das Pastorais e de maneira muito carinhosa pela Pastoral do Dízimo que é a fundamental para todas as outras, pois, sem o Dízimo fica inviabilizada a Evangelização, uma vez que o Dízimo garante os recursos necessários para dinamizar toda estrutura Missionária Paroquial e Diocesana.

Vejamos o que nos diz a Sagrada Escritura sobre o Dízimo: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o senhor”. Malaquias 3,10.

Tudo que recebemos é graça de Deus, inclusive o Décimo Terceiro… Dízimo não é sistema jurídico, não se baseia no processo de como o trabalhador o recebe.

Há outras passagens na Bíblia que nos falam sobre a generosidade da entrega de tudo quanto recebemos: Gênesis 28,20-22; Malaquias 3, 5-12; 2 Coríntios 9,6-12.

Por que Deus disse “fazei prova de mim”? Todo o Livro de Malaquias tem como pano de fundo a infidelidade do Povo de Israel a Deus. Desde as lideranças religiosas até o povo comum havia muita infidelidade e isso é combatido por Deus. No Livro do Profeta Malaquias (Ml 3,6-12) há uma reprovação de Deus quanto à infidelidade do povo no Dízimo e Ofertas, revelando um povo egoísta e que não estava observando com retidão as Leis de Deus.

Deste modo, Deus usa ali palavras duras, chamando o povo de ladrões (Malaquias 3,8). Deus deixa claro que a atitude do povo trazia sobre si as maldições descritas na Aliança (Malaquias 3,9), o que chamamos de repreensão “negativa”.

Na repreensão “positiva” Deus diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3,10).  

Deus continua e manda o povo: “fazei prova de mim”. Deus faz um incentivo à obediência, mas muitos compreendem de forma errada esta passagem. Deus não está aqui dando poder ao homem de aplicar provações ao próprio Deus; pois Ele está chamando o Seu povo a desafiar, a testar a Sua fidelidade.

Em outras palavras, Deus está dizendo algo como “experimentem ser obedientes e verão como derramo grandiosas bênçãos sobre suas vidas”.

Deus não precisa provar a Sua fidelidade, pois n’Ele habita toda a justiça, mas aqui Ele dá essa abertura para que as pessoas, cegas pela desobediência, viessem a obedecer e verificassem a grandeza das bênçãos do Pai sendo derramadas em suas vidas.

Geralmente a palavra provação é usada na Bíblia relacionada a Deus aplicando testes na vida das pessoas com objetivos de abençoá-las. Mas aqui em Malaquias, Deus diz “fazei prova de mim”, ou seja, Ele inverte o que estamos acostumados e nos dá a abertura de fazermos um “teste” com Ele, ou seja, o teste de sermos obedientes e verificarmos as bênçãos sem medida que serão derramadas.

A expressão usada é “abrir as janelas dos céus e derramar bênçãos sem medida”: se o povo fosse obediente, seria enriquecido com bênçãos imagináveis vindas diretamente das mãos do próprio Deus!

Nestes dias muitos estão fazendo planos e contando com o tão sonhado décimo terceiro (se ainda não o receberam). Para algumas pessoas, a primeira parcela começa a ser depositada em novembro e, sem dúvida, também devemos devolver o Dízimo do Décimo Terceiro Salário, ou qualquer outra forma de renda que proceda do trabalho, pois tudo é graça de Deus.

Urge que cada dizimista reflita em seu coração, diante de Deus, sobre a graça de devolver o Dízimo do Décimo Terceiro, até porque no final do ano é que nossas Comunidades Paroquias e Diocese mais têm gastos, ou seja, “Investimentos Dobrados”, como: Décimo Terceiro dos Funcionários, Seguro dos Veículos e Planejamentos para todo o Ano.

Que São Miguel e Nossa Senhora Aparecida intercedam por você e sua Família, derramando Bênçãos Copiosas dos Céus. Juntos, vivendo o amor e a partilha, somos muito mais!

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda

Bispo Diocesano.

01/11 e 08/11 – 32ª SEMANA DO TEMPO COMUM

 Contextualizar a Liturgia do dia com a experiência do DIZIMO, a PERSEVERANÇA e a dimensão CELEBRAR.

 1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) O dízimo fortalece a vida comunitária, permitindo que a paróquia possa adquirir materiais litúrgicos como vinho, hóstias, velas, cumprir os compromissos financeiros e adquirir novos espaços para Igrejas e salões comunitários. Queremos, nesta Eucaristia, bendizer ao Senhor, que ensina à sua Igreja o significado salvífico da doação, faz justiça aos oprimidos e dá alimento aos famintos. Queremos CELEBRAR com a participação de cada irmão e irmã dizimista da nossa paróquia.

 2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Neste período de Pandemia temos sido atentos às necessidades de nossa igreja? Temos agido como as virgens previdentes do Evangelho?)

3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, concedei que todo pequeno gesto de partilha faça diferença na vida dos que não têm o necessário para sobreviver. Rezemos:

– Senhor, “as virgens previdentes foram atentas ao ensinamento do Senhor, ‘orai e vigiai”. Fazei com que cada um de nós sejamos também previdentes, perseverantes e justos na devolução do nosso dízimo e na nossa missão evangelizadora. Rezemos:

– Senhor, concede aos nossos líderes e pastores religiosos previdência para agirem com discernimento e sabedoria para manterem a espiritualidade divina, Rezemos.

Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

 OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti.

5.MENSAGEM FINAL: Após a comunhão.

E VOCÊ? …

Hoje acordei, por um momento, confuso, chateado, perdido… então, inesperadamente, comecei a me lembrar de um sonho que tive, onde visualizava algumas passagens vividas por mim e que na oportunidade as relato a seguir. Na verdade, eu fazia era um exame de consciência.

Estou próximo a completar 53 anos. Nasci, cresci e sempre vivi nesta “terrinha” querida, cidade linda e maravilhosa para se viver. Um dia após meu nascimento, eu já estava sendo batizado, em 18 de abril de 1966. Aqui fiz minha primeira comunhão, crisma, participei de grupos de jovens, na época. Anos depois me casei, tive dois filhos, também batizados e um já fez inclusive a primeira Eucaristia, tudo na Igreja Matriz. Mas, meu exame de consciência dizia que ainda faltavam muitas coisas. Sempre procurei ser um bom cristão, no entanto, faltava algo. Daí neste breve relato lembrei-me de que eu nunca havia procurado a secretaria paroquial para saber quanto eu deveria contribuir por todos estes “serviços oferecidos”, desde o meu batizado até o casamento. E o círculo continua: batizado dos meus filhos, catequese, crisma de sobrinhos até… Sempre encontrei a Matriz de portas abertas (que alguém se encarregou de abri-la), sempre limpa (que alguém limpou), os lustres, arandelas acesas (alguém estava pagando as contas de energia). Ah, a filmagem e os fotógrafos do meu casamento, meu sogro pagou; os ornamentos da Matriz como castiçais, mesas, bancos, livros, microfones, anjos da guarda, leitores etc., tudo de graça, sequer fui à secretaria ou procurei o padre para agradecer; mas a festa do casamento e salão de festas, ah, isso meu sogro pagou e não foi barato.

Como uma paróquia sobrevive e de forma dinâmica ofertando tudo isto? Lembrei-me do Informativo Paroquial onde certo texto dizia o que é oferta, doação e esmola: são ajudas esporádicas que a paróquia recebe para custear estas despesas, que, aliás, são muitas. E descobri outra coisa: para a paróquia se manter, todos os padres têm um apelido em comum, “pidão”. Então me levantei de meu sonho e comecei a redigi-lo, ou o que me lembrava dele. Esse apelido da cidade carinho aos nossos sacerdotes é simplesmente horrível, afinal de contas, sou ou não cristão?

Volto ao início de meu relato. Se moro, ou estou morando nesta comunidade, tenho a obrigação de cuidar da minha Paróquia, que abrange, desde a moradia de meus pastores até a Casa de Nosso Pai. Entendo que essa deveria ser a obrigação do verdadeiro cristão. Por isso, hoje, com muito orgulho de uma Conversão Dizimal de uma forma imensamente feliz, digo que EU E MINHA ESPOSA SOMOS DIZIMISTAS.

Se você ainda não é dizimista e não fez esta retrospectiva de sua vida. Faça e flexibilize seu coração. SEJA TAMBÉM UM DIZIMISTA.

 14/11 e 15/11 – TRIGÉSIMA TERCEIRA SEMANA DO TEMPO COMUM

DIA MUNDIAL DOS POBRES

 Contextualizar como o Dízimo contribui com o processo de Evangelização. A importância da formação e das missões e ajuda na dimensão caritativa.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Participar da Eucaristia nos fortalece para o processo de Evangelização. É missão de todos nós e Deus nos chama para que juntos nos tornemos mais fortes para enfrentar os desafios desse mundo. Por meio do dízimo, as paróquias podem organizar suas missões nas comunidades, contribuindo para o aprofundamento da comunhão e partilha, sustentando as pastorais e capacitando os leigos e leigas para a missão. Hoje, em especial, no dia mundial dos pobres, clamemos a ajuda de Deus para sabermos defender a dignidade dos seus filhos e filhas desvalidos principalmente nestes tempos difíceis de pandemia e que aprendamos a estender a mão aos nossos irmãos mais carentes.

       2. SUGESTÃO: (Durante a Homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Hoje a igreja celebra o dia mundial dos pobres. O que temos feito para minimizar a dificuldade de nossos irmãos menos favorecidos? Já flexibilizamos nossos corações?

     3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, te pedimos pela Santa Igreja, para que seja protegida dos ataques que a rodeiam e para que experimente o poder de Deus no cumprimento da sua missão evangelizadora. Rezemos:

– Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, conscientes de nossa vocação à santidade de vida, como parte integrante desta comunidade, que sejamos também conscientes de nossa corresponsabilidade como dizimistas para o crescimento da ação evangelizadora da Igreja. Rezemos.

– Senhor, por todas as pessoas que se comprometem com a evangelização, que participam dos momentos formativos e que neste momento de pandemia por muitos motivos deixaram de cumprir com a contribuição de seu dízimo  para que flexibilizem seus corações  e entendam a sua  importância para o crescimento do Reino de Deus.  Rezemos.

  1. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por Ti e por tua Casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a Ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na Tua santa presença. Amém

 MENSAGEM FINAL: Após a comunhão.

 O Dízimo e os Pobres

Em mensagem para o VI Dia mundial dos Pobres, que está sendo celebrado hoje, 15 de novembro de 2020, o Papa Francisco diz que estender a mão é um sinal de solidariedade e amor.  Intitulada “Estende a tua mão ao pobre”, a mensagem destaca que são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos. Nessa época de isolamento e/ou flexibilização social, impostos pela pandemia do novo corona vírus, a caridade e a atenção aos pequenos e necessitados deve ser um exercício diário do povo de Deus. .

Através do dízimo, cada batizado se torna “testemunha da misericórdia” e oferece, através da dimensão caritativa, a preocupação com os pobres de nossa comunidade paroquial.  Diante das crises que estamos vivendo, provocadas pela pandemia, sua contribuição, dizimista, é de suma importância na sustentação da igreja e das obras voltadas para as famílias carentes.

A igreja conta com seu compromisso e fidelidade para continuar a sua missão. O momento é de partilha e solidariedade. A mão estendida é sinal de amor cristão, de sabermos ser corresponsáveis, atentos ao sofrimento dos mais pobres e sofredores, fiéis ao Evangelho, à vida e obra de Nosso Senhor Jesus Cristo.

SUGESTÃO: Promover na Paróquia durante semana a campanha do quilo (alimento não perecível) para formar cestas básicas para distribuir para famílias com mais necessidades

 21/11 e 22/11 — TRIGÉSIMA QUARTA SEMANA DO TEMPO COMUM

 NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Contextualizar a experiência dizimal com a opção preferencial pelos pobres. A dimensão da Partilha (Caritativa). Cristo, Rei do Universo.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Neste domingo celebramos a solenidade de Cristo, Rei do Universo, e também concluímos o mês de conscientização sobre o dízimo na nossa diocese com o tema: “DÍZIMO: expressão de um coração flexibilizado”. Queremos nesta celebração rezar pela família dizimista de nossa paróquia, diocese e missionários” para perseverarem firmes na fé,  no amor e na partilha.  Rezamos também hoje por todos aqueles que durante a semana estenderam a mão ao pobre fazendo a doação de um quilo de alimento não perecível para  minimizar suas dificuldades neste tempo de pandemia.

Por meio de gestos de generosidade, atenção, carinho e misericórdia, vamos transformando nossas ações e a própria sociedade. Pondo-se a servir, Cristo Rei do Universo, nos dá o exemplo de como agir com olhar misericordioso para o próximo com o coração flexibilizado. A dimensão caritativa do dízimo se manifesta no cuidado que a Igreja, como continuadora da missão de Jesus, tem com os pobres.  Por falta de uma flexibilização e conversão de todos os cristãos batizados, a nossa igreja, com o dízimo que se tem, não conseguiu ainda assumir concretamente a dimensão caritativa como é o ensinamento de Jesus Cristo contido nos Atos dos Apóstolos “no meio deles não havia necessitados” (At 4,34)

 2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. A exemplo de Jesus Cristo, temos sentido o nosso coração flexibilizado para acolher com amor os nossos irmãos mais frágeis?)

 3.ORAÇAO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, que tenhamos o coração caridoso e desprendido dos bens dessa terra para que busquemos a riqueza que provém do céu. Rezemos:

– Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, que conscientes da sua responsabilidade como Igreja, perseverem no caminho da justiça e da paz. Rezemos:

– Senhor, abençoai os missionários, sacerdotes, diácono e todos aqueles que em nossa diocese contribuem com o seu dízimo com alegria e generosidade para a melhoria dos serviços comunitários e o provimento das necessidades das comunidades. Rezemos:

  1. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na tua santa presença. Amém.

 5. MENSAGEM FINAL: Após Oração da Comunhão.

 MENSAGEM DA EQUIPE DIOCESANA DO DÍZIMO DA DIOCESE DE GUANHÃES

 EM TEMPOS DE PANDEMIA, CONTRIBUIR COM O DÍZIMO É TAMBÉM UM ATO DE SOLIDARIEDADE.

O dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, onde vive-se o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, centro do Evangelho.

Em tempos de pandemia, a prática de se contribuir com o dízimo se revela também um ato de solidariedade e amor a si e ao próximo.

Com o coração flexibilizado e por meio da contribuição do dízimo de cada um, é possível fazer com que a Igreja sobreviva, se mantenha, possa prestar seus serviços, e consiga ainda que pouco ajudar os menos favorecidos e realizar sua missão evangelizadora. SIM, DIZIMISTA, É POR MEIO DO SEU DÍZIMO E PARTILHA QUE CONSEGUIMOS FAZER TUDO ISTO, OU SEJA, EVANGELIZAR!

Sendo assim, vimos agradecer você, pela sua Partilha por meio do seu Dízimo, e ao mesmo tempo pedir a Deus, pela intercessão de (santo padroeiro de sua paróquia) e São Miguel, Bênçãos Copiosas sobre você e sua família. E a você, que ainda não faz parte desta família dizimista, se se sentir a flexibilização em seu coração, procure o escritório paroquial ou um Missionário da Pastoral do Dízimo e Partilha e seja você também um Evangelizador por meio do seu Dízimo.

  • OUTRA SUGESTÃO PARA MENSAGEM FINAL (PODERÁ SER FEITA EM FORMA DE JOGRAL: VOZ 1 E  VOZ  2

DÍZIMO: EXPRESSÃO DE UM CORAÇÃO FLEXIBILIZADO

Nós  somos  consumidores

De tudo que a terra cria

Animais e vegetais

Água  que   beneficia

A  vida de todo ser

Sem ela nada existia

Surgiu na antiguidade

A ideia de ofertar

Os frutos que produziam

Como forma de agradar

O Deus por ter concedido

A produção prosperar

Abrão enfrentou a luta

Com sofrimento e com dor

Juntamente com seu povo

Depositou no senhor

Amor esperança e fé

Assim saiu vencedor

Trazendo tudo de volta

Inclusive seu sobrinho

O rei foi ao seu encontro

Conduzindo pão e vinho

Como era sacerdote

O abençoou com carinho

A décima parte de tudo

Abrão lhe ofereceu

Ele não queria bens

Mas ele não recebeu

Nem se quer uma correia

Da sandália que perdeu

Deus vendo aquela oferta

Falou firme pra Abrão

Homem forte e fiel

Tu tens um bom coração

Eu sou o escudo seu

Para toda direção

Essa base fundamenta

A quem quer participar

Da ação que representa

A forma de partilhar

Aquilo que se recebe

Ás vezes sem esperar

Dízimo é fundamentalmente

Uma opção pastoral

Que semeia gratidão

Afugentando do mal

Educando a fé adulta

Ter um estilo real

Dizimista consciente

Tem sua vida feliz

Quanto mais dá mais recebe

Quem pratica sempre diz

Prender-se ao egoísmo

Deixa a pessoa infeliz

Gratidão tem duas vias

Uma vai a outra vem

Deus abre as portas do céu

E as reservas que tem

Derrama em forma de bênçãos

Sobre  quem pratica o bem

É o papel da igreja

Seus fies orientar

Com relação à partilha

Um modo pra despertar

A mente de cada um

Para o dízimo consagrar

Bíblia fonte principal

De estudo e de pesquisa

Uma equipe prepara

O estudo e organiza

Até atingir a meta

Que a paróquia precisa

Tem muitos analfabetos

Na temática partilhar

Fecham-se no egoísmo

A ninguém quer ajudar

A vida é fardo pesado

Pra um sozinho levar

Quem oferta com amor

Enche o peito de alegria

A alma é fortificada

A fé cresce todo dia

Confiando em Jesus Cristo

E na sua mãe Maria

Entre na fila do dízimo

Faça o cadastro certinho

Consagre o que o coração

Puncione bem baixinho

Encontre a felicidade

Trilhando neste caminho

Alguns padres   apresentam

Dificuldades em falar

Em dízimos para os fies

Apela pra convidar

Especialista em dízimo

Pra seu povo orientar

O papa Francisco disse

Vamos desatar o nó

Excluir o comodismo

Pois a preguiça faz dó

Esta messe  aproveitada

Se dedica  como Jó

Uma igreja em saída

É   a meta do pastor

Praticar a caridade

Perdoar ser servidor

Praticar a humildade

Abastecido de amor

Quem no recenseamento

A ser católico escolheu

Agora tem um convite

Conforme já mereceu

Entrar numa pastoral

Mostrando o talento seu

O dízimo é prosperidade

As bênçãos Se multiplicam

O s dons do Espírito Santo

Fies nos intensificam

O ato de partilhar

Graças divinas duplicam

As pessoas que confiam

Na providência divina

Procuram ser dizimistas

O coração determina

A doação do seu dízimo

O restante a bíblia ensina

Seja fiel  dizimista

Sem nenhum constrangimento

Quem doa com alegria

Deus ama a cada momento

Se doar a décima parte

Volta noventa por cento

Se der mais recebe mais

Este caso é confirmado

Graças faz  graça merece

Isso é popularizado

A felicidade mora

Onde o dízimo é consagrado

 

 

 

 

 

 

 

 

Insistir… Resistir… Persistir…Caminhar… Avaliar… Reavaliar…  Reinventar… Recomeçar…

Finaliza-se o mês de outubro! Mês em que todas as pastorais da nossa diocese estariam se reunindo para a avaliação da caminhada. Infelizmente isto não foi  e não será possível. Ao iniciar o mês de fevereiro, nós, comissão e coordenadores paroquiais da Pastoral Catequética, nos reunimos para alinhamento das ações da nossa caminhada. Retomo, aqui o primeiro parágrafo do nosso relatório nesta época.

“ ‘O  caminho  não escolhe os pés, mas os pés escolhem o caminho.’ É com este espírito  missionário de anunciadores de Jesus Cristo que os coordenadores paroquiais de catequese da Diocese de Guanhães  se reuniram no primeiro dia do mês de fevereiro  no salão da Catedral.”

Pois bem, os nossos pés realmente não escolheram o caminho. Apenas tivemos que caminhar, mudar a direção, e por caminhos que muitos de nós, catequistas, não imaginávamos. Alguns tropeços, enfrentamento de desafios, mas várias vitórias!

No dia 17 de outubro, aconteceu  a segunda reunião on-line com os coordenadores paroquiais pelo Google meet e avaliou-se a caminhada. Pudemos perceber que fora bastante frutuosa.

Impedidos de estarmos juntos presencialmente, a partir do mês de março, passamos a nos encontrar  virtualmente. Estava previsto trabalhar nas áreas o livreto”Fortaleçamos o Pilar da Palavra”, e foi concluído on-line – via facebook. Logo após, iniciou-se quinzenalmente o estudo do livro Catecismo da Igreja Católica, sob orientação de Dom Otacilio e  ajuda dos seminaristas Thiago Vileforte e Ânderson Alves – criação do projeto- . Estamos finalizando a primeira parte: A profissão da Fé. Para este início de estudo do CIC, contamos com a colaboração de Dom Otacilio, Padre Hermes e Padre Osmar.

O estudo bíblico que fora previsto, está sendo on-line – via whatsapp – , porém com outro formato. Fez-se o estudo de Atos dos Apóstolos, Cartas de Paulo e durante todo o mês de setembro, foi feita a leitura de Deuteronômio. Há no grupo comentários riquíssimos sobre as leituras bíblicas, que muito contribuem para o crescimento espiritual.

Diariamente, são enviadas a todos os coordenadores mensagens diárias de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda – manhã e noite –  e para que repassem nos seus grupos de whatsApp a leitura orante do site Lectionautas do Brasil (https://lectionautas.com.br/) para os crismandos e temos O Momento com Deus para os catequizandos de Iniciação Eucarística, produzido na diocese por Eliana Alvarenga ( membro da Comissão Diocesana de catequese).

Preparando-nos para o Planejamento 2021, no que se refere aos encontros de formação, acontecerá no  dia 21 de novembro, o início do estudo do Diretório para a  Catequese com Padre Jean da Diocese de Campanha. No ano de 2021, daremos continuidade ao Estudo do CIC , do Diretório para a Catequese, iniciaremos o estudo sobre a  Doutrina Social da Igreja , Mídia e  Catequese e  continuaremos o estudo Bíblico .

Agradecemos a Deus por estar sempre nos fortalecendo e  nos indicando o caminho a seguir. A catequese presencial parou devido à pandemia, no entanto, com os encontros virtuais  por este formato de evangelizar através das redes sociais, atingimos mais catequistas, que no conforto do seu lar, estão podendo participar das formações e reuniões.

Prossigamos nesta caminhada de fé, tornando-a fecunda, mesmo que seja virtualmente, na esperança que novos tempos estão por vir com a graça de Deus.

                                                                                                  Vera Pimenta (Membro da Comissão Diocesana)

Ordenação Diaconal do Seminarista Guilherme Soares Lage

No dia 17 de outubro de 2020, em Solene Celebração Eucarística, pela Oração da Igreja  e pela Imposição das mãos de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, Bispo Diocesano, foi ordenado Diácono para o Serviço da Igreja e do Povo de Deus, o seminarista Guilherme Soares Lage, na Catedral São Miguel, – forma presencial parcial, devido à Pandemia do Corona Vírus. Esta Celebração estava prevista para o dia 1º de maio de 2020, mas foi adiada por causa do cancelamento das Missas presenciais seguindo  as orientações da OMS. Bonita Celebração! Os pais, o irmão, alguns familiares, amigos e a maioria dos padres da Diocese estiveram presentes. Muitas pessoas puderam acompanhar de suas casas pelos canais Catedral de Guanhães, Pascom Diocese de Guanhães e também pelas páginas do Facebook da Paróquia São Miguel e da Diocese de Guanhães.

A RECÉM-CRIADA PASTORAL DA EDUCAÇÃO DA DIOCESE DE GUANHÃES PARABENIZA PROFESSORES E PROFESSORAS

Conhecida pelo seu trabalho silencioso, a Pastoral da Educação tem o olhar primeiro para a pessoa de Jesus Cristo, que é o nosso modelo de pedagogo. Ele nos deixou, em seu itinerário pedagógico, um grande exemplo didático a ser seguido: o ofício do amor. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), n. 187 propõem: “O comprometimento missionário ao cristão, como tarefa diária, em levar o Evangelho às pessoas com quem encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos, de modo respeitoso”.

Não tão distante, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2008-2010), n. 191, nos propuseram: “A sensibilidade para a missão, a solidariedade e o compromisso sociotransformador levam a Igreja a assumir novas realidades que marcam a vida do povo brasileiro. À luz da fé, essas realidades são consideradas novos areópagos, ou seja, lugares para onde a atenção evangelizadora se deve voltar”.  Nesse sentido, a Igreja tem uma pastoral que atua no mundo da educação, nas escolas, universidades e centros de formação, através de educadores discípulos missionários.

É sempre bom lembrar que a Pastoral da Educação tem como princípio priorizar, por meio de sua organização no regional e nas dioceses, a superação de uma educação marcada pelo reducionismo antropológico em função do sistema de produção capitalista, da competitividade e do mercado, promovendo, nos processos educativos, valores de solidariedade, éticos e morais, na busca de uma Cultura de Paz e de Justiça.

A Pastoral da Educação tem como objetivo desenvolver ações específicas com os educadores, testemunhas de fé e de coerência com o Evangelho nas escolas públicas, especialmente com aqueles que se dedicam à população mais pobre, alvo especial da missão evangélico-libertadora da Igreja.

A Diocese de Guanhães, em comunhão com a Comissão da Pastoral da Educação do Regional Leste II, vem parabenizar todos os nossos e irmãos e irmãs das nossas Paróquias, professores e professoras, que são presença evangelizadora da Igreja no mundo da Educação. Profissionais que, mesmo não sendo valorizados, buscam uma Educação que ofereça aos jovens, crianças e adultos o encontro com os valores culturais do próprio país, descobrindo e integrando, na vida social, a dimensão religiosa e transcendente.

Padre José Aparecido dos Santos

Coordenador Diocesano de Pastoral

Convite para Ordenação Diaconal

Louvado seja Deus por mais este novo servidor do povo de Deus na Diocese de Guanhães!

É com muita alegria que a Diocese de Guanhães, a Paróquia Sant‘Ana de Ferros/MG, convidam você e a sua família, para celebrar dia 17 de outubro, às 16h, na Catedral São Miguel, a Ordenação Diaconal do Seminarista Guilherme Soares Lage, para desempenhar o Serviço da Igreja.

Acompanhe pelas Redes Sociais da Diocese de Guanhães!

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NOVO CONSELHO PRESBITERAL E COORDENADORES DE ÁREA DA DIOCESE DE GUANHÃES

O novo Conselho de Presbíteros da diocese de Guanhães realizou no dia 30 de setembro de 2020 a primeira reunião.

O Conselho Presbiteral é uma instituição eclesial, com a finalidade de auxiliar o Bispo Diocesano no governo da Diocese, em assuntos que ele julgar convenientes, como por exemplo: Examinar e aprovar os Planos Diocesanos de Pastoral e as Diretrizes das diversas pastorais e movimentos presentes na Diocese. Dar parecer sobre transferências de sacerdotes e diáconos. Avaliar sugestões apresentadas pelo clero da Diocese. E nas questões de ordem econômico-administrativas, de acordo com as normas do Direito Canônico; é presidido pelo bispo e contando com membros do clero.

Os membros foram eleitos no dia 20 de Agosto, a partir de indicações (voto) do clero ao bispo, a saber: Pe José Aparecido de Pinho, Vigário Geral; Pe Hermes Firmiano Pedro, Ecônomo; Pe Salomão Rafael Gomes Neto, Formador; Pe José Aparecido dos Santos, Coordenador de Pastoral; Pe José Geraldo da Silva, Representante dos Presbíteros; Pe João Gomes Ferreira, eleito pelo clero; Pe José Adriano Barbosa dos Santos, eleito pelo clero; Pe João Evangelista dos Santos, eleito pelo clero; Pe Dilton Maria Pinto, Chanceler indicado pelo Bispo; Pe André Luiz Eleotério da Lomba, eleito suplente; Pe Bruno Costa Ribeiro, eleito suplente.

A reunião foi realizada por videoconferência – por causa da pandemia – e foi coordenada pelo presidente do Conselho Dom Otacílio Ferreira Lacerda, nosso bispo diocesano.

Os coordenadores de área (vigário forâneo) também foram eleitos de modo semelhante e foram nomeados para o período de três anos a partir do dia 02 de Setembro. A primeira reunião aconteceu no dia 23 de setembro por videoconferência com a participação do Coordenador de Pastoral Pe José Aparecido dos Santos e o Chanceler Pe Dilton Maria Pinto.

Nossa diocese foi organizada em 4 áreas pastorais. A “Área 1” é composta por São João Evangelista, Paulistas, Peçanha/Cantagalo, São Pedro do Suaçuí, São José do Jacuri, Coluna/ Frei Lagonegro, São Sebastião do Maranhão, Água Boa e Santa Maria do Suaçuí/ José Raydan. Pe Bruno Costa Ribeiro é o responsável pela área. A “Área 2” é coordenada pelo Pe Amarildo Dias e é constituída por Joanésia, Braúnas, Virginópolis e Divinolândia de Minas. A “Área 3” é constituída por Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo, Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro, “Córregos” e “Tapera”, tendo como coordenador Pe José Geraldo. A “Área 4”, da qual fazem parte Guanhães (São Miguel e N Sra Aparecida), Rio Vermelho, Materlândia, Sabinópolis, Senhora do Porto, Dores de Guanhães/ Carmésia e Ferros é coordenada pelo Pe Edmilson Cândido.

São deveres do Coordenador de Área, além dos mencionados no Código de Direito Canônico (cânon 555): Promover e coordenar a ação pastoral; Proporcionar momentos de estudo aos padres e leigos; Dinamizar a ação dos leigos na Área; Incrementar as Pastorais; Avaliar ação pastoral; Elaborar agenda de atividades e promover a sua realização. No documento de nomeação o bispo recomenda que estes coordenadores sejam acolhidos por padres, religiosas e lideranças leigas e colaborem com eles.

Com informações de
Padre José Adriano B. dos Santos
e Padre Bruno Costa Ribeiro

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2020

Dom Otacilio emite orientações para as Eleições municipais de 2020 na Diocese de Guanhães. A data (23 de setembro de 2020) é na mesma semana em que encerra o prazo final para a apresentação do pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral (26 de setembro).

 

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2020

Caríssimos, Presbíteros, Agentes de Pastoral
e amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães

“Estejam sempre preparados para responder a
qualquer que lhes pedir a razão da esperança
que há em vocês” (1Pd 3, 15)

1.Estamos nos aproximando de novas Eleições Municipais, que serão realizadas em meio à mais grave crise sanitária dos últimos tempos, somada à outras conhecidas crises (moral, ética, econômica, política e planetária).

2.No Brasil, mais de 139 mil pessoas que perderam a vida, o que nos causa grande dor e sentimentos de compaixão e solidariedade com seus familiares.

3. A gravidade do momento atual requer que mantenhamos as marcas distintivas do cristão: o amor, a fé e a esperança.

4. Não podemos nos eximir de um efetivo exercício da caridade, com moderação e serenidade nas palavras e atitudes. Não é ação cristã aquela que conclama à violência e à discórdia, mas sim aquela que produz a paz.

5. Os cristãos “conscientes de sua responsabilidade na vida pública, devem estar presentes na formação dos consensos necessários e na oposição contra as injustiças”, como nos falou o Papa Emérito Bento XVI.

6. Temos consciência de que a Igreja é apartidária, mas não pode se omitir em sua vocação primordial de se apresentar como incansável “advogada da justiça e dos pobres“, como perita em humanidade.

7.Deste modo, deve ser sempre atenta ao indispensável compromisso de mulheres e homens cristãos com o respeito às leis, com a lealdade na disputa eleitoral e o apreço incondicional às regras da democracia.

8.Para os católicos que pretendem disputar as eleições como candidatos, são fundamentais as palavras do Papa Francisco: “a política não é a mera arte de administrar o poder, os recursos ou as crises. A política é uma vocação de serviço.

9.Sendo assim, nossa participação, inspirada nestes princípios mencionados, deve observar os seguintes aspectos:

10. Compromisso dos candidatos com as políticas públicas

10.1.A participação política não se esgota com o voto no dia da Eleição. É fundamental, porém, que até mesmo esse ato de escolher um candidato seja orientado pelos valores inspirados pela Palavra de Deus. Como ensina o Evangelho, “uma árvore é conhecida por seu próprio fruto” (Lc 6,44). Esse é o critério a partir do qual podemos escolher um candidato: que seja fiel à Palavra de Deus com testemunho comprovado em trajetória pessoal, comprometido com a promoção de uma ecologia integral, com a promoção do bem comum e com a proteção dos pobres e excluídos.

10.2. Tem acentuada atenção em relação às propostas para o saneamento do enorme déficit habitacional, que deixa milhares de cidadãos sem direito a um teto. Urge atenção, acolhida e inclusão das pessoas que, em crescente número, passam a morar nas ruas de nossas cidades, com especial atenção às realidades dos que vivem em comunidades mais pobres.

10.3. Jamais compactuar com quem faça campanha eleitoral defendendo o recurso às armas, o uso da violência, que não se compromete com os excluídos e que, diante da morte de pessoas e das graves feridas do meio ambiente, se mostra indiferente.

10.4. Não deve merecer o voto de bons cidadãos e cidadãs aqueles candidatos que só assumem compromissos “genéricos”, sem dizer o que farão concretamente e se o que prometem fazer é de fato atribuição sua.

10.5. Os Prefeitos e Vereadores eleitos devem priorizar a promoção do bem comum e a vida dos cidadãos, com Políticas Públicas que contribuam com ações melhores e mais eficazes no campo da saúde, da educação, da segurança, do transporte e do direito à alimentação.

11. Conhecimento dos candidatos e suas propostas é compromisso de todos nós, como cristãos e cidadãos

11.1. É fundamental conhecer a fundo as ideias que um/a candidato/a defende, assim como as Políticas Públicas que ele se propõe a apoiar e implantar, e que sejam coerentes com sua trajetória de vida.

11.2. É muito importante que as Pastorais e os Movimentos organizados na Igreja estimulem e favoreçam a participação em eventos por meio da internet, de modo a facilitar a divulgação de candidatos que atendam aos princípios aqui descritos, uma vez que, neste ano, a campanha eleitoral direta estará bastante prejudicada, devido ao necessário distanciamento social imposto pela pandemia.

11.3 Também devemos atuar na fiscalização, denunciando à Justiça Eleitoral eventuais abusos cometidos por candidatos/as e/ou partidos.

11.4. Dentro dos limites expostos, aos cristãos leigos/as candidatos em nossas comunidades e paróquias, a oportunidade de organizar e congregar grupos virtuais.

12. O necessário cuidado com as notícias fraudulentas e o mau uso das redes digitais

12.1. As últimas eleições (no Brasil e no mundo) revelam que é necessário ter um especial cuidado com o efeito nefasto do uso antiético das redes sociais digitais, uma vez que a má utilização é uma ameaça real e perigosa, na medida em que permite enganar e induzir os cidadãos, comprometendo os princípios da autêntica democracia.

12.2. Jamais compactuemos com a mentira, pois o próprio Senhor nos ensina que o diabo é o pai da mentira (Jo 8, 44) e que quem dela se serve não pode provir de Deus.

12.3.  A difusão de notícias fraudulentas (“Fake News”) exige um cuidado ainda maior, pois não é apenas nas redes sociais que elas se espalham, de modo que a imprensa exerce um papel inestimável na preservação da democracia.

12.4. Tenhamos presente que uma Agência de Notícias tem seus próprios interesses. Daí a atenção necessária de não aceitar prontamente uma informação como verdadeira, sem antes haver se informado e estudado sobre o assunto.

12.5. Jamais compartilhemos notícias espetaculosas, sensacionalistas; cabendo a cada um de nós assumir a responsabilidade de interromper a rede de mentiras e de difamação.

12.6. Desconfiemos das informações que pareçam exageradas e improváveis; busquemos sempre alternativas e compararemos uma mesma notícia em mais de uma fonte confiável, a fim de que não sejamos enganados, e assim não compactuemos semeando o que não deveríamos.

13.Participação dos cristãos leigos e leigas na Campanha Eleitoral

13.1. Os cristãos leigos e leigas de nossas comunidades ao se candidatarem para as Eleições, a fim de atuarem pelo bem comum e em favor dos mais pobres, com propostas concretas de Políticas Públicas, poderão permanecer em suas funções ministeriais e pastorais; no entanto, poderá haver complicações posteriores, caso eleitos/as.

13.2. Portanto, não são, em princípio, impedidos na continuidade de sua participação e serviços nas comunidades, o que seria contraditório ao incentivo que a Igreja faz para que cristãos leigos e leigas, entrem no mundo da política, mas deve se ter em conta as orientações da Legislação Eleitoral.

13.3. Não podem, de modo algum, fazer de seu serviço na Igreja, um espaço de propaganda eleitoral; assim como não podem portar, em funções litúrgicas e pastorais, quando for o caso, nem vestes, nem outros objetos de propaganda (virtual ou presencial).

14. A participação do Bispo, Padres, Diácono na campanha eleitoral

14.1 Tendo em consideração a nossa missão de Ministros Ordenados da Igreja, e de acordo com as determinações Canônicas, que não nos permitem envolvimento partidário, está terminantemente proibido o uso de fotos, textos e imagens do Bispo Diocesano, Padres e Diácono em material de propaganda eleitoral.

14.2. Não é permitida a propaganda eleitoral contendo publicidade partidária ou de candidatos nos eventos da Diocese, nas celebrações litúrgicas e nos locais de culto das paróquias católicas, bem como nos espaços virtuais.

15. Formação permanente, durante a Campanha Eleitoral, deverá acontecer à luz dos materiais e subsídios que nos são oferecidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ou devidamente recomendado pela Coordenação Diocesana, ajudando no processo de preparação com vistas à definição dos votos no dia da Eleição.

16. Urge melhorar e qualificar àqueles/as que ocupam lugares nas Câmaras de Vereadores e nas Prefeituras de nossas Cidades, e muito depende de todos nós, eleitores/as.

17. Sejamos guiados por estas orientações gerais aqui apresentadas, e como Bispo da Diocese de Guanhães, exorto para que todos os cristãos leigos e leigas participem ativamente no processo eleitoral.

18. Empenhemo-nos todos para que tenhamos uma sociedade mais justa e solidária, fazendo deste momento que vivemos, tempo oportuno para darmos razão de nossa esperança, no testemunho da fé e na prática da caridade.

Atenciosamente,

Guanhães, 23 de setembro de 2020

+ Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães-MG

 

Festa da Exaltação da Santa Cruz e Primeiro aniversário da presença de Dom Otacilio F. de Lacerda na Diocese de Guanhães – Dia 14 de setembro de 2020

 

A Celebração, às 19h, na catedral São Miguel em Guanhães, contou com a presença de quase todo o Clero e cristãos leigos das paróquias (30% da capacidade da ocupação da Catedral, mantendo-se o distanciamento e as regras das orientações municipais por causa da pandemia).

 

 

 

A seguir, a homilia proferida por Dom Otacilio:

“Graças a Deus, podemos chegar a muitos lugares e muitos estão celebrando através do Facebook e do Youtube esta Festa da Exaltação da Santa Cruz que, diferente da Sexta-feira santa, agora é celebrada com festa, com júbilo exatamente 40 dias passados da Transfiguração do Senhor  preanunciando o Mistério da morte de Cruz e dando gosto da sua glória  aos discípulos  para que não se escandalizassem diante do fracasso da morte na cruz ).

 A Liturgia da Igreja tem estas belezas. Hoje celebramos a vitória como o povo canta tão piedosamente: ‘Vitória , tu reinarás, ó cruz, tu nos salvarás’. Celebramos a Redenção de todos nós,  por Nosso Senhor no alto da Cruz. Como vimos na Primeira Leitura, já no AT, Deus que não se afasta de nós, falou para Moisés erguer a serpente de bronze para serem curados todos que eram picados por conta da infidelidade.

Mas nós não olhamos mais para a serpente, nós olhamos para o próprio Cristo Jesus no ápice de Seu amor.

Jesus disse a Nicodemos hoje, neste diálogo, que é preciso nascer de novo; e em João, nós escutamos um versículo mais bonito da Sagrada Escritura: ‘Deus nos deu seu filho por amor’.

Quero chamar sua atenção para o versículo 16 que fala deste amor de Deus manifestado no ápice da cruz da morte de Jesus. É preciso que o Filho do Homem seja levantado, não mais a serpente no deserto, para que todos que n’Ele crerem tenham a vida eterna (versículo 15 do cap. 3.)

Ouvimos um dos versículos mais belos da Bíblia João 3, 16.

Costumam dizer que, às vezes, os católicos não guardam muito versículo bíblico, mas este é preciso: ‘Pois Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Unigênito para que não morra todo que Nele crer, mas tenha a vida eterna’.

Enfatizei este ‘tanto’ propositalmente: Deus não nos ama pela metade, nem mais ou menos, Ele nos ama tanto, tanto que nem o Filho poupou. Abraão não precisou sacrificar Isaac, mas Deus não poupou seu próprio Filho. Tamanho amor de Deus por nós, contemplado no AT e vivenciado, testemunhado por Jesus na Nova Aliança.

Como estamos vendo neste mês da Bíblia, no livro do Deuteronômio, que é a história do amor de Deus por nós.

Celebrar a Festa da Santa Cruz é uma oportunidade de celebrar  o imenso amor de Deus por nós, mas ao mesmo tempo oportunidade para renovar no meu coração e no coração de todos o mesmo amor para com Deus .

Celebrar o imenso amor de Deus e a nossa resposta mais sincera,  mais profunda, mais comprometida de amor a Deus.

Celebrar a Festa da Exaltação da Cruz, como disse Paulo, para que nos gloriemos na cruz de Nosso Senhor,  para que vivamos a loucura da cruz , a cura da cruz. 

Ser discípulo de Jesus é viver a loucura da cruz, escândalo para os judeus, loucura para os gregos ( Primeira Carta de Paulo aos Coríntios); ‘ E todos devemos nos gloriar na Cruz de Nosso Senhor Jesus’ ( Gálatas 6,14).

 Se há algo que nós devemos gloriar sempre é da cruz de Nosso Senhor. Ele é razão do nosso viver e do nosso existir.

Celebremos a Festa da Exaltação da Nossa Cruz, predispondo-nos a carregar com fidelidade a nossa cruz… sem reclamar, sem lamentar. É muito importante celebrarmos agradecendo a Deus os momentos difíceis que passamos; sobretudo, neste tempo de pandemia, a cruz pesou em nossos ombros, mas nós renovamos nossas forças na cruz de Nosso Senhor.

Como bispo, exorto aos sacerdotes que aqui estão e que não puderam, inclusive, estar presencialmente à Missa da Renovação do Sacramento da Ordem, faça no seu coração hoje –  ainda que não esteja previsto no Ritual da Missa de hoje -, renova no seu coração agora, padre, o seu sim a Jesus, aquele dia de sua ordenação, aquelas sagradas promessas que você fez, mas acima de tudo, como bispo, eu exorto: ame a nossa Igreja,  de modo especial esta Igreja particular de Guanhães deem o melhor de vocês, como vocês já o fazem, mas ainda é pouco.

Eu, como bispo, em um ano me doei, mas eu não tenho dúvida de que poderia ser mais. E eu quero renovar aqui o compromisso de amar mais ainda esta Diocese.

Ame mais ainda,  você, padre, a sua paróquia;  ame mais ainda os cristãos leigos de sua paróquia; ame os diversos Conselhos que estão se solidificando.

Entregue sua vida por amor, carregando com paciência, humildade, confiança e perseverança a sua cruz.

Evidentemente,  que esta renovação eu estendo aos cristãos leigos que não puderam  celebrar a Vigília Pascal para a renovação das promessas batismais…

Queridos cristãos leigos, também vocês, nos silêncio de seu coração, diga sim: eu quero carregar minha cruz com fidelidade, quero amar mais a minha Diocese e ainda mais a minha Paróquia, me doar mais ainda na Pastoral  para a qual fui chamado ou  participar ainda mais e intensamente das Missas, quando possível, seja presencial, seja  pelos meios de comunicação.

Ah, amados irmãos, amadas irmãs! Trago dois pensamentos de dois santos da Igreja para nossa Missa de hoje. Meditando, me preparando, pensando em cada um de vocês, eu falei: o que eu levo de especial, de presente para o povo de Deus, neste meu primeiro ano, nesta Diocese?

Eu quero que fiquem gravadas aquelas preciosas palavras de Santo André de Creta – bispo do Século VIII, que nós rezamos hoje na Liturgia das Horas –  apenas um trecho sobre a maravilha da cruz de Nosso Senhor. Toda vez que eu leio este trecho, eu me emociono. Ali, nós temos uma cruz. Fixe seu olhar nela:

‘Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado; se não houvesse a cruz, a vida não seria cravada ao lenho com cravos; se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado, as fontes da imortalidade, o sangue e a água que lavam o mundo; não teria sido rasgado o documento do pecado; não teríamos sido declarados livres; não teríamos provado da árvore da vida; não teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno. Preciosa também é a cruz, porque ela é  Paixão e Vitória de Deus;  paixão pela morte voluntária nesta mesma paixão e vitória porque o diabo é ferido e com Ele a morte é vencida. Arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou comum à salvação de todo mundo’.  

Belíssimo texto de Santo André de Creta que mereceria ser mais conhecido e rezado por nossas comunidades, mas eu não ficaria feliz se nesta noite eu não trouxesse a palavra de uma mulher, de uma doutora da Igreja. 

Como esta mulher é importante na minha vida!  Como eu amo esta santa!  Como as mulheres nos dizem coisas preciosas! E o papa Francisco tem ressaltado de modo muito especial o protagonismo feminino. Estou falando daquelas mulheres sábias que Deus coloca  em nossas comunidades, sem as quais , pobres de nós, padres, frente às nossas paróquias… Esta mulher se chama: Santa Tereza de Jesus, Santa Tereza de Ávila, século XVI, está lá nos Santos caminhos da perfeição! Livro que, como bispo, eu recomendo a todos os padres, porque o padre  que não cultiva a espiritualidade se cansa mais fácil e para no meio do caminho, como todo cristão. E Santa Tereza é extraordinária! Ela fala agora, 2020, 14 de setembro!

‘Estou convencida de que a medida da capacidade de levar a cruz, grande ou pequena, é a do amor.  Cumpra-se em mim, Senhor, Vossa vontade de todos os modos e maneiras que Vós, Senhor meu, quiserdes;  se me quiserdes enviar sofrimentos, dai-me forças  para suportá-los e venham sem perseguições, enfermidades, desonras e mínguas, aqui estou; não afastarei o rosto ao meu Pai, nem há motivos para virar as costas. Não quero que haja falha da minha parte, depois que o vosso Filho, em meu nome, deu esta minha vontade, oferecendo a vontade de todos os homens’. 

O que me toca primeiramente são as primeiras palavras: a medida da capacidade de levar a cruz grande ou pequena é do amor. Esta (aludindo a cruz peitoral) é fácil de se levar, é até muito bonita, mas aquela cruz que não se vê, leve ou melhor, aquela cruz que não se vê, grande ou pequena, é a do amor. Quem ama não reclama.

Padre, recentemente, ouvimos sobre o suicídio de um padre;  os números apresentam 2017 e 2018 quase 20 padres se suicidaram. Querido Padre, não viva sozinho, não queira carregar sua cruz  na solidão, mas na comunhão,  junto com seus colegas padres, compartilhando, abrindo o coração.  Não se tranquem!  Não se isolem porque senão o peso da cruz se torna insuportável. Isto vale também para os fiéis leigos e leigas.

Quando nos isolamos, a cruz se torna insuportável, juntos ela fica mais leve, mais suportável e se lembrem sempre: se a cruz estiver pesada, vier sofrimento, não blasfemem, não reclamem, não desanimem, não desistam.

Como disse Santa Tereza:  peça forças, para suportar. Glorifico a Deus pelo ano que passou. Graças a Deus, nos momentos que a cruz pesou sobre meu ombro de bispo, não me faltou uma Igreja orante, na Comunhão, no trabalho.

Sozinho eu não dou conta, mas com a Igreja, com todos, a cruz ficou bem mais suportável e olhemos para a frente: temos Conselhos a solidificar, Estatutos a aprovar, muito a melhorar, muito, com certeza, formações e tantas outras coisas, mas nada vai dar certo se o amor não crescer em nosso coração.

Muito, muito temos pela frente. Escrevi apenas o primeiro capítulo com vocês. Continuemos a escrever uma bonita e memorável história de amor. 

É preciso evangelizar, fortalecer os Pilares da Evangelização. Que venha a Assembleia Diocesana no Tempo de Deus, para que o Pilar da Palavra, para que o Pilar do Pão da Eucaristia, para que o Pilar da Caridade, para que o Pilar da Ação Missionário não fiquem só no Documento azul da CNBB, mas que esteja no coração de cada um, no sangue que corre em nossas veias.

Palavra, Pão, Caridade e Missão! Eis a razão da nossa caminhada, as luzes que nos iluminam em meio a esta escuridão.

A pandemia está aí e nos desafiou. Vamos devagarzinho e vencendo para dias melhores, juntos, sempre juntos e jamais sozinhos, carregando solidariamente a cruz de cada dia que aponta para o alto, para o Pai e para baixo,  desceu à mansão dos mortos, que aponta a horizontalidade, o Espírito Santo que conduz a história: Pai, Filho e o Espírito Santo.

Quando você fizer o sinal da cruz, na próxima vez, lembre-se: Pai Nosso que estais no céu, lembre-se do despojamento da ‘kenosis’, do movimento ‘kenótico’ de Jesus, desceu à mansão dos mortos, mas não se esqueça de que é o Espírito Santo que conduz a história e que conduz a Igreja! Amém! Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!”

Ao final da Celebração, Pe José Geraldo proferiu uma mensagem a Dom Otacilio:

Dom Otacilio, em nome da Pastoral Presbiteral e com alegria, que queremos homenageá-lo e rendermos graças ao nosso bom Deus, pelo um ano do seu Ministério em nossa Diocese de Guanhães.

Há mais de um ano rezávamos pedindo a Deus que nos ajudasse a continuar a nossa história rumo a novos horizontes.

Aos poucos, com o seu jeito , o senhor vem nos cativando. Homem de fé, com profunda espiritualidade; faz poemas com os momentos difíceis da vida. Este é o nosso pastor!

Conte conosco, seus colaboradores na missão em que foi confiada nesta Igreja particular que necessita muito do senhor e do zelo de pastor.

Que Maria Santíssima, Mãe das Vocações e São Miguel Arcanjo intercedam junto ao Deus Pai copiosas bênçãos  sobre o seu Ministério! Parabéns!

Dom Otacilio encerrou dizendo : 

Agradeço as palavras carinhosas de Pe José Geraldo e quero retribuir virtualmente, abraçando quem está em casa e quero que cada  padre se sinta abraçado, que pelo protocolo não podemos fazê-lo, mas o desejo do abraço é mais forte  que o próprio abraço!

Padres, fiéis cristãos leigos e leigas, religiosas, seminaristas ; todo povo de Deus presente ou em suas casas, na Diocese ou em outros lugares sintam-se abraçados e, carreguemos as nossas cruzes! Se vierem os sofrimentos, peçamos coragem e forças! Sigamos em frente!

     

Revisão: Mariza Pimenta 

Fotos: Eliana Alvarenga.

AÇÃO DA IGREJA NA ESCOLA PÚBLICA: “PARA EDUCAR UMA CRIANÇA É NECESSÁRIA UMA ALDEIA INTEIRA”

Entre os dias 11 e 12 de setembro ocorreu o XX Encontro Nacional da Pastoral da Educação. O evento foi realizado on-line, com transmissão pelo YouTube, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação, promoveu com educadores de todo o país um debate sobre a ação da Igreja na escola pública.

Neste tempo de pandemia, milhares de estudantes enfrentam dificuldades para realizar os estudos na educação básica. Muitos Estados construíram estratégias, a partir do ensino remoto, para garantir que os índices de evasão não se intensifiquem e o direito à aprendizagem não seja negado aos estudantes brasileiros. Mas isso não é suficiente. A pandemia acentuou as desigualdades educacionais no país. Há alunos que avistaram o percurso educativo sendo interrompido por falta de recursos educacionais e tecnológicos que viabilizem o acesso ao conhecimento escolar.

O Anuário Brasileiro da Educação Básica aponta que, desde 2012, o número de jovens que concluem o Ensino Médio tem crescido, mas o país ainda não atingiu a meta de 85% prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Em 2019, 71,1% dos jovens estavam matriculados na última etapa da educação básica. Mas as desigualdades relativas à raça/cor, renda e localidade os empurram para fora das unidades de ensino antes de concluírem os estudos. Os dados confirmam que 674,8 mil estão fora da escola. A realidade mostra que a pandemia fez esse número crescer de forma linear.

Como a Igreja pode se fazer presente nesse cenário? Há muitos cristãos leigos presentes na escola pública. Muitos profissionais da educação atuam, inclusive, na ação pastoral católica. Iniciar um diálogo com os educadores sobre o cotidiano escolar já seria um passo importante; ouvir as dificuldades enfrentadas pelos estudantes para concluírem a educação básica, o passo seguinte. Assim, outras questões apareceriam no contexto da vida eclesial e da comunidade escolar. O XX Encontro Nacional da Pastoral da Educação reacende o debate sobre o valor da escola pública e a luta por uma educação de qualidade social.

Está na hora de iniciar uma conversação sobre a valorização dos professores, violência na escola, ausência da família no processo educativo, a precariedade das estruturas físicas escolares, os cortes de verbas na educação, a estagnação das metas do PNE, a reforma do Ensino Médio etc. Ver a Igreja tomando uma iniciativa assim é um sinal muito positivo. E é o Papa Francisco quem, ao convocar nações, igrejas, religiões, governos, desperta a Igreja para compreender a educação como um bem comum e um direito universal.

Luís Carlos Pinto

Professor de educação básica

Comissão para a Ação Social Transformadora do Leste 2 divulga mensagem sobre o 26º Grito dos Excluídos

A Comissão para a Ação Social Transformadora do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da CNBB,por meio do bispo referencial, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda, divulgou nesta sexta-feira, 04 de setembro, uma mensagem sobre o 26º Gritos dos Excluídos celebrado neste 07 de setembro por entidades e movimentos populares do Brasil.

Neste ano o Grito dos Excluídos tem como tema “Vida em Primeiro Lugar” e lema “Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos TERRA, TRABALHO, TETO e PARTICIPAÇÃO!”.

Leia a mensagem da Comissão para a Ação Social Transformadora sobre o 26º Grito dos Excluídos:

“Vida em primeiro lugar”

“Abre a tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11)

O Grito dos excluídos e excluídas tem sua origem na Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema foi: “Eras Tu, Senhor”.

Esta exclamação é o espanto daqueles que na hora do juízo final não atenderam à advertência de Jesus sobre o cuidado com o outro, ao afirmar que tudo o que fizermos de bom ou de mal aos irmãos, por mais insignificante que seja, é a Ele que o fazemos (cf Mt 25).

Celebra-se o Grito no dia sete de setembro, com o objetivo de dar vez e voz aos excluídos e excluídas, que ainda não foram incluídos no processo de independência de nossa Pátria, iniciado com o Grito do Ipiranga, a fim de que todos tenham vida plena.

O 26º Grito traz como Tema: Vida em primeiro lugar! Lema: Basta de miséria, preconceito e repressão. Queremos trabalho, terra, teto e participação!

O Grito em sintonia com a 6ª Semana Social Brasileira, a Campanha da Fraternidade, o Mês da Bíblia, as Pastorais Sociais, os Movimentos Populares e com todas as pessoas, grupos e movimentos que lutam por uma sociedade politicamente democrática, economicamente justa, ecologicamente sustentável e culturalmente plural.

As Pastorais Sociais do Regional Leste 2 com o olhar para a nossa Pátria, unem-se ao Cristo crucificado e Ressuscitado presente em tantos irmãos e irmãs desta nação brasileira e fazem ecoar em nossos corações e no coração de nosso Deus os clamores que sobem deste chão banhado por tanto sangue e tantas lágrimas inocentes.

A Deus elevamos nossa súplica:

“Senhor, fazei-nos instrumentos do resgate dos excluídos e excluídas de nossa sociedade, a fim de que sejamos uma Pátria livre, democrática e soberana sem preconceito e repressão!

Onde houver a política de morte que promove a violência, a propagação das armas de fogo e realização de despejos dos sem-terra e dos sem-teto de suas ocupações urbanas e rurais, mesmo em tempo de pandemia, que persegue as populações em situação de rua e exclui as populações encarceradas, que tenhamos a coragem de denunciar tais políticos e seus mandatários promovendo a resistência e uma nova política comprometida com a vida e não com o capital.

Onde houver corrupção, impunidade, machismo, racismo, extermínio da juventude negra, feminicídio, criminalização dos movimentos populares, política de extermínio dos povos indígenas e quilombolas, apropriação de seus territórios, que tenhamos sabedoria e discernimento para apoiar e promover iniciativas do sociedade civil de enfrentamento destas forças de morte e promover o diálogo, o encontro, a ética e a cultura da vida e da paz.

Onde houver empresas extrativistas e mineradoras que, com sua fúria enlouquecida pelo acúmulo de capital, acabam com nossas águas, nosso solo e extraem à exaustão nossos minérios, destruindo nosso meio ambiente, ecossistema e a criação divina, que sejamos solidários às comunidades impactadas e promovamos uma nova lei, uma nova justiça e uma nova economia que respeite a natureza, as gerações presentes e futuras, sinais de uma ecologia integral..

Onde houver dominação dos meios de comunicação social, que disseminam a mentira e o ódio provocando a divisão e a violência, que divulguemos a verdade, promovamos a cidadania e a participação popular.

Ó Mestre, fazei que procuremos sempre colocar a vida em primeiro lugar, a ética na política, lutar contra o autoritarismo, o “fascismo”, a busca de privilégio, o enriquecimento ilícito, a violência e cultura de morte.

Ó Mestre, sobretudo neste tempo de pandemia, todas as Pastorais e, de modo mais intenso, as Pastorais Sociais procurem unir os movimentos populares, os grupos religiosos e políticos comprometidos com a vida, promovendo, junto às dioceses, paróquias e comunidades em momentos celebrativos e reflexão, dando voz ao povo no dia da nossa independência, denunciando seus clamores e anunciando suas esperanças, acompanhado de nossos louvores.

Ó Mestre, ensinai-nos a vencer todas as formas de pandemias com seus vírus, com atitudes de doação, serviço e solidariedade, promovendo e garantido os direitos humanos e civis para todos, sobretudo, os excluídos, na construção da verdadeira independência, na promoção da vida democrática de uma nação, sinal e começo do vosso Reino, onde todos tenham trabalho, terra e teto, com vida, dignidade e participação.

Sob o olhar materno e cuidadoso de nossa mãe Aparecida, rogamos as bênçãos dos céus sobre nossa Pátria brasileira que tanto amamos. Amém”.

Guanhães – MG, 4 de setembro de 2020.

Dom Otacílio Ferreira Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães
Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Rodrigo Pires Vieira
Secretário Executivo da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

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