Notícias

Feliz Dia das Mães!

Nesse domingo dia 12 de maio, celebramos o dia das mães. A elas nosso carinho e toda dedicação, pois elas tem o amor incondicional de Deus, e nos relembra a todos os instantes, a benção de Deus presente entre nós; os filhos.

O dia das mães nos fez refletir a essência da palavra ”MÃE”; aquela que é progenitora ou genitora, também, a mais pura expressão do amor de Deus, o único ser humano que traz características maternal de Deus. A mãe nunca fecha a porta para seu filho independente do que ele seja, todas as mães merecem que a reverenciemos pela paz que transmite.

Desejamos um Feliz Dia das Mães, à todas as mães, por que ser mãe não é só dar à luz e sim, participar da vida dos seus frutos gerados ou criados. Os braços de uma mãe sempre se abrem quando precisamos de um abraço. O coração de uma mãe sabe compreender quando precisamos de uma amiga. Os olhos de uma mãe são sensíveis e só endurecem quando precisamos de uma lição. A força e o amor de uma mãe nos dirigem pela vida e nos dá as asas que precisamos para voar…
Mãe: Obrigado (a) por fazer- me ser a pessoa que sou hoje, e principalmente, Obrigado (a) por me amar”.

Uma homenagem da PASCOM DIOCESANA!

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais: “Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25).

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O LIII (53º) DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
(2 DE JUNHO DE 2019)

« “Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25):
das comunidades de redes sociais à comunidade humana »

 

Queridos irmãos e irmãs!

Desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar uma vez mais a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão.

As metáforas da «rede» e da «comunidade»

Hoje, o ambiente dos mass-media é tão invasivo que já não se consegue separar do círculo da vida quotidiana. A rede é um recurso do nosso tempo: uma fonte de conhecimentos e relações outrora impensáveis. Mas numerosos especialistas, a propósito das profundas transformações impressas pela tecnologia às lógicas da produção, circulação e fruição dos conteúdos, destacam também os riscos que ameaçam a busca e a partilha duma informação autêntica à escala global. Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordinária de acesso ao saber, verdade é também que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e pilotada dos factos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descrédito.

É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos. As estatísticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de cyberbullying.

Na complexidade deste cenário, pode ser útil voltar a refletir sobre a metáfora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A figura da rede convida-nos a refletir sobre a multiplicidade de percursos e nós que, na falta de um centro, uma estrutura de tipo hierárquico, uma organização de tipo vertical, asseguram a sua consistência. A rede funciona graças à comparticipação de todos os elementos.

Reconduzida à dimensão antropológica, a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis. Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem.

No cenário atual, salta aos olhos de todos como a comunidade de redes sociais não seja, automaticamente, sinônimo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunidades conseguem dar provas de coesão e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indivíduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por vínculos frágeis. Além disso, na social web, muitas vezes a identidade funda-se na contraposição ao outro, à pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espaço à suspeita e à explosão de todo o tipo de preconceito (étnico, sexual, religioso, e outros). Esta tendência alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando às vezes por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo.

A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso autoisolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que a social web possa satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenómeno dos jovens «eremitas sociais», que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta dinâmica dramática manifesta uma grave rutura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar.

Esta realidade multiforme e insidiosa coloca várias questões de caráter ético, social, jurídico, político, económico, e interpela também a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para salvar a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivo da mesma.

Naturalmente não basta multiplicar as conexões, para ver crescer também a compreensão recíproca. Então, como reencontrar a verdadeira identidade comunitária na consciência da responsabilidade que temos uns para com os outros inclusive na rede on-line?

«Somos membros uns dos outros»

Pode-se esboçar uma resposta a partir duma terceira metáfora – o corpo e os membros – usada por São Paulo para falar da relação de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. «Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). O facto de sermos membros uns dos outros é a motivação profunda a que recorre o Apóstolo para exortar a despir-se da mentira e dizer a verdade: a obrigação de preservar a verdade nasce da exigência de não negar a mútua relação de comunhão. Com efeito, a verdade revela-se na comunhão; ao contrário, a mentira é recusa egoísta de reconhecer a própria pertença ao corpo; é recusa de se dar aos outros, perdendo assim o único caminho para se reencontrar a si mesmo.

A metáfora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos como membros do único corpo cuja cabeça é Cristo. Isto ajuda-nos a não ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os próprios inimigos como pessoas. Já não tenho necessidade do adversário para me autodefinir, porque o olhar de inclusão, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integrante e condição da relação e da proximidade.

Uma tal capacidade de compreensão e comunicação entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comunhão de amor entre as Pessoas divinas. Deus não é Solidão, mas Comunhão; é Amor e, consequentemente, comunicação, porque o amor sempre comunica; antes, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar connosco e Se comunicar a nós, Deus adapta-Se à nossa linguagem, estabelecendo na história um verdadeiro e próprio diálogo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 2).

Em virtude de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, que é comunhão e comunicação-de-Si, trazemos sempre no coração a nostalgia de viver em comunhão, de pertencer a uma comunidade. Como afirma São Basílio, «nada é tão específico da nossa natureza como entrar em relação uns com os outros, ter necessidade uns dos outros».

O panorama atual convida-nos, a todos nós, a investir nas relações, a afirmar – também na rede e através da rede – o caráter interpessoal da nossa humanidade. Por maior força de razão nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De facto, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.

É precisamente a comunhão à imagem da Trindade que distingue a pessoa do indivíduo. Da fé num Deus que é Trindade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. Só sou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como «rosto», voltado para o outro, comprometido com os outros. A nossa vida cresce em humanidade passando do caráter individual ao caráter pessoal; o caminho autêntico de humanização vai do indivíduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece um companheiro de viagem.

Do «like» ao «amen»

A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso da social web é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expetação de tal encontro, então não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão. Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso. Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso. Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiências de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, então é um recurso.

Assim, podemos passar do diagnóstico à terapia: abrir o caminho ao diálogo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho… Esta é a rede que queremos: uma rede feita, não para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [«like»], mas na verdade, no «amem»com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros.

Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019.

 

Franciscus, Papa

MOTU PRÓPRIO DO SUMO PONTIFÍCE FRANCISCO: «Vos estis lux mundi»

 

CARTA APOSTÓLICA
SOB FORMA DE MOTU PROPRIO
DO SUMO PONTÍFICE
FRANCISCO

«Vos estis lux mundi»

«Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte» (Mt 5, 14). Nosso Senhor Jesus Cristo chama cada fiel a ser exemplo luminoso de virtude, integridade e santidade. Com efeito, todos nós somos chamados a dar testemunho concreto da fé em Cristo na nossa vida e, de modo particular, na nossa relação com o próximo.

Os crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis. Para que tais fenómenos, em todas as suas formas, não aconteçam mais, é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja. Isto só se torna possível com a graça do Espírito Santo derramado nos corações, porque sempre nos devemos lembrar das palavras de Jesus: «Sem Mimnada podeis fazer» (Jo 15, 5). Embora já muito se tenha feito, devemos continuar a aprender das lições amargas do passado a fim de olhar com esperança para o futuro.

Esta responsabilidade recai, em primeiro lugar, sobre os sucessores dos Apóstolos, colocados por Deus no governo pastoral do seu povo, e exige deles o empenho de seguir de perto os passos do Divino Mestre. Na realidade, em virtude do seu ministério, eles regem «as Igrejas particulares que lhes foram confiadas como vigários e legados de Cristo, por meio de conselhos, persuasões, exemplos, mas também com autoridade e poder sagrado, que exercem unicamente para edificar o próprio rebanho na verdade e na santidade, lembrados de que aquele que é maior se deve fazer como o menor, e o que preside como aquele que serve» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. Lumen gentium, 27). E aquilo que de forma mais impelente diz respeito aos sucessores dos Apóstolos concerne a todos aqueles que, de diferentes maneiras, assumem ministérios na Igreja, professam os conselhos evangélicos ou são chamados a servir o povo cristão. Por isso, é bom que se adotem, a nível universal, procedimentos tendentes a prevenir e contrastar estes crimes que atraiçoam a confiança dos fiéis.

Desejo que este compromisso se implemente de forma plenamente eclesial e, por conseguinte, seja expressão da comunhão que nos mantém unidos, na escuta mútua e aberta às contribuições de todos aqueles que têm a peito este processo de conversão.

Por isso estabeleço:

TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1 – Âmbito de aplicação

§1. Estas normas aplicam-se em caso de assinalações relativas a clérigos ou a membros de Institutos de Vida Consagrada ou de Sociedades de Vida Apostólica e concernentes a:

a) delitos contra o sexto mandamento do Decálogo que consistam:

i. em forçar alguém, com violência, ameaça ou abuso de autoridade, a realizar ou sofrer atos sexuais;

ii. em realizar atos sexuais com um menor ou com uma pessoa vulnerável;

iii. na produção, exibição, posse ou distribuição, inclusive por via telemática, de material pornográfico infantil, bem como no recrutamento ou indução dum menor ou duma pessoa vulnerável a participar em exibições pornográficas;

b) em condutas realizadas pelos sujeitos a que se refere o artigo 6, consistindo em ações ou omissões tendentes a interferir ou contornar as investigações civis ou as investigações canónicas, administrativas ou criminais, contra um clérigo ou um religioso relativas aos delitos a que se refere a alínea a) deste parágrafo.

§2. Para efeitos destas normas, entende-se por:

a) «menor»: toda a pessoa que tiver idade inferior a dezoito anos, ou a ela equiparada por lei;

b) «pessoa vulnerável»: toda a pessoa em estado de enfermidade, deficiência física ou psíquica, ou de privação da liberdade pessoal que de facto, mesmo ocasionalmente, limite a sua capacidade de entender ou querer ou, em todo o caso, de resistir à ofensa;

c) «material pornográfico infantil»: qualquer representação dum menor, independentemente do meio utilizado, envolvido em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, e qualquer representação de órgãos sexuais de menores para fins predominantemente sexuais.

Art. 2 – Receção das assinalações e proteção dos dados

§1. Tendo em conta as indicações eventualmente adotadas pelas respetivas Conferências Episcopais, pelos Sínodos dos Bispos das Igrejas Patriarcais e das Igrejas Arquiepiscopais Maiores, ou pelos Conselhos dos Hierarcas das Igrejas Metropolitanas sui iuris, as Dioceses ou as Eparquias, individualmente ou em conjunto, devem estabelecer, dentro de um ano a partir da entrada em vigor destas normas, um ou mais sistemas estáveis e facilmente acessíveis ao público para apresentar as assinalações, inclusive através da instituição duma peculiar repartição eclesiástica. As Dioceses e as Eparquias informam o Representante Pontifício que foram instituídos os sistemas referidos neste parágrafo.

§2. As informações a que se refere este artigo são tuteladas e tratadas de forma a garantir a sua segurança, integridade e confidencialidade nos termos dos cânones 471-2° CIC e 244-§2, 2° CCEO.

§3. Ressalvado o disposto no artigo 3-§3, o Ordinário que recebeu a assinalação transmite-a sem demora ao Ordinário do lugar onde teriam ocorrido os factos, bem como ao Ordinário próprio da pessoa indicada, os quais procedem de acordo com o direito segundo o previsto para o caso específico.

§4. Para efeitos deste título, são equiparadas às Dioceses as Eparquias, e ao Ordinário é equiparado o Hierarca.

Art. 3 – Assinalação

§1. Exceto nos casos previstos nos cânones 1548-§2 CIC e 1229-§2 CCEO, sempre que um clérigo ou um membro dum Instituto de Vida Consagrada ou duma Sociedade de Vida Apostólica saiba ou tenha fundados motivos para supor que foi praticado um dos factos a que se refere o artigo 1, tem a obrigação de assinalar prontamente o facto ao Ordinário do lugar onde teriam ocorrido os factos ou a outro Ordinário dentre os referidos nos cânones 134 CIC e 984 CCEO, ressalvado o estabelecido no §3 deste artigo.

§2. Qualquer pessoa pode apresentar uma assinalação respeitante às condutas a que se refere o artigo 1, servindo-se das modalidades referidas no artigo anterior ou de qualquer outro modo apropriado.

§3. Quando a assinalação diz respeito a uma das pessoas indicadas no artigo 6, a mesma é encaminhada para a autoridade individuada com base nos artigos 8 e 9. A assinalação pode sempre ser dirigida à Santa Sé, diretamente ou através do Representante Pontifício.

§4. A assinalação contém os elementos o mais possível detalhados, tais como indicações de tempo e local dos factos, das pessoas envolvidas ou informadas, bem como qualquer outra circunstância que possa ser útil para assegurar uma cuidadosa avaliação dos factos.

§5. As informações podem também ser adquiridas ex officio.

Art. 4 – Tutela de quem faz a assinalação

§1. O facto de fazer uma assinalação, como estabelece o artigo 3, não constitui uma violação do sigilo profissional.

§2. Ressalvado quanto previsto no cânone 1390 CIC e nos cânones 1452 e 1454 CCEO, são proibidos e podem abranger a conduta referida no artigo 1-§1, alínea b), danos, retaliações ou discriminações pelo facto de ter feito uma assinalação.

§3. A quem faz uma assinalação, não pode ser imposto qualquer ónus de silêncio a respeito do conteúdo da mesma.

Art. 5 – Cuidados prestados às pessoas

§1. As autoridades eclesiásticas empenham-se para que sejam tratados com dignidade e respeito quantos afirmam que foram ofendidos, juntamente com as suas famílias, e proporcionam-lhes em particular:

a) acolhimento, escuta e acompanhamento, inclusive através de serviços específicos;

b) assistência espiritual;

c) assistência médica, terapêutica e psicológica de acordo com o caso específico.

§2. São tuteladas a imagem e a esfera privada das pessoas envolvidas, bem como a confidencialidade dos dados pessoais.

TÍTULO II
DISPOSIÇÕES RELATIVAS AOS BISPOS
E EQUIPARADOS

Art. 6 – Âmbito subjetivo de aplicação

As normas processuais a que alude este título dizem respeito às condutas referidas no artigo 1 implementadas por:

a) Cardeais, Patriarcas, Bispos e Legados do Romano Pontífice;

b) clérigos que se ocupam ou ocuparam do governo pastoral duma Igreja particular ou duma entidade a ela assimilada, latina ou oriental, incluindo os Ordinariatos pessoais, pelos factos praticados durante munere;

c) clérigos que se ocupam ou ocuparam do governo pastoral duma Prelatura pessoal, pelos factos praticados durante munere;

d) aqueles que são ou foram Moderadores supremos de Institutos de Vida Consagrada ou de Sociedades de Vida Apostólica de direito pontifício, bem como de Mosteiros sui iuris, pelos factos praticados durante munere.

Art. 7 – Dicastério competente

§1. Para efeitos deste título, entende-se por «Dicastério competente» a Congregação para a Doutrina da Fé, para os delitos a ela reservados pelas normas em vigor, bem como, em todos os outros casos, naquilo que é da respetiva competência estabelecida na lei própria da Cúria Romana:

– a Congregação para as Igrejas Orientais;

– a Congregação para os Bispos;

– a Congregação para a Evangelização dos Povos;

– a Congregação para o Clero;

– a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

§2. A fim de se assegurar a melhor coordenação, o Dicastério competente informa a Secretaria de Estado e os outros Dicastérios diretamente interessados acerca da assinalação e do resultado da investigação.

§3. As comunicações previstas neste título entre o Metropolita e a Santa Sé realizam-se através do Representante Pontifício.

Art. 8 – Procedimento aplicável em caso de assinalação relativa a um Bispo da Igreja Latina

§1. A autoridade que recebe uma assinalação transmite-a quer à Santa Sé quer ao Metropolita da Província Eclesiástica onde tem domicílio a pessoa indicada.

§2. No caso da assinalação se referir ao Metropolita ou estiver vacante a Sé Metropolitana, aquela será transmitida à Santa Sé, bem como ao Bispo sufragâneo mais antigo por promoção, a quem, neste caso, se aplicam as sucessivas disposições relativas ao Metropolita.

§3. No caso da assinalação se referir a um Legado Pontifício, a mesma é transmitida diretamente à Secretaria de Estado.

Art. 9 – Procedimento aplicável a Bispos das Igrejas Orientais

§1. No caso de assinalações contra um Bispo duma Igreja Patriarcal, Arquiepiscopal Maior ou Metropolitana sui iuris, a mesma é transmitida ao respetivo Patriarca, Arcebispo Maior ou Metropolita da Igreja sui iuris.

§2. Se a assinalação se referir a um Metropolita duma Igreja Patriarcal ou Arquiepiscopal Maior, que exerce o seu cargo dentro do território destas Igrejas, aquela é transmitida ao respetivo Patriarca ou Arcebispo Maior.

§3. Nos casos anteriores, a autoridade que recebeu a assinalação transmite-a também à Santa Sé.

§4. Se a pessoa assinalada for um Bispo ou um Metropolita fora do território da Igreja Patriarcal, Arquiepiscopal Maior ou Metropolitana sui iuris, a assinalação é transmitida à Santa Sé.

§5. No caso da assinalação se referir a um Patriarca, um Arcebispo Maior, um Metropolita duma Igreja sui iuris ou um Bispo das outras Igrejas Orientais sui iuris, aquela é transmitida à Santa Sé.

§6. As sucessivas disposições relativas ao Metropolita aplicam-se à autoridade eclesiástica a quem é transmitida a assinalação nos termos deste artigo.

Art. 10 – Deveres iniciais do Metropolita

§1. A não ser que a assinalação se revele claramente infundada, o Metropolita solicita prontamente ao Dicastério competente o encargo para iniciar a investigação. Se o Metropolita considerar a assinalação claramente infundada, informa disso mesmo o Representante Pontifício.

§2. O Dicastério provê sem demora, e em todo o caso dentro de trinta dias a contar da receção da primeira assinalação pelo Representante Pontifício ou da solicitação do encargo por parte do Metropolita, fornecendo as instruções adequadas sobre como proceder no caso concreto.

Art. 11 – Entrega da investigação a pessoa diferente do Metropolita

§1. Se o Dicastério competente considerar oportuno confiar a investigação a uma pessoa diferente do Metropolita, este será informado. O Metropolita entrega todas as informações e os documentos relevantes à pessoa encarregada pelo Dicastério.

§2. No caso referido no parágrafo anterior, as sucessivas disposições relativas ao Metropolita aplicam-se à pessoa encarregada de conduzir a investigação.

Art. 12 – Realização da investigação

§1. O Metropolita, uma vez obtido o encargo do Dicastério competente e no respeito das instruções recebidas, pessoalmente ou através de uma ou mais pessoas idóneas:

a) recolhe as informações relevantes a propósito dos factos;

b) toma conhecimento das informações e documentos necessários para a investigação guardados nos arquivos dos departamentos eclesiásticos;

c) obtém, quando necessária, a colaboração doutros Ordinários ou Hierarcas;

d) solicita informações aos indivíduos e às instituições, mesmo civis, que forem capazes de fornecer elementos úteis para a investigação.

§2. Se for necessário ouvir um menor ou uma pessoa vulnerável, o Metropolita adota modalidades adequadas, que tenham em conta o seu estado.

§3. No caso de haver fundados motivos para considerar que informações ou documentos relativos à investigação possam ser subtraídos ou destruídos, o Metropolita adota as medidas necessárias para a sua preservação.

§4. Mesmo quando se serve doutras pessoas, o Metropolita permanece, em todo o caso, responsável pela direção e a realização das investigações, bem como pela execução precisa das instruções previstas no artigo 10-§2.

§5. O Metropolita é assistido por um notário, escolhido livremente de acordo com os cânones 483-§2 CIC e 253-§2 CCEO.

§6. O Metropolita é obrigado a agir de forma imparcial e livre de conflito de interesses. Se considerar que se encontra em conflito de interesses ou não é capaz de manter a imparcialidade necessária para garantir a integridade da investigação, é obrigado a abster-se e referir a circunstância ao Dicastério competente.

§7. À pessoa sob investigação é reconhecida a presunção de inocência.

§8. O Metropolita, se solicitado pelo Dicastério competente, informa a pessoa da investigação contra ela, ouve-a sobre os factos e convida-a a apresentar um memorial de defesa. Em tais casos, a pessoa investigada pode servir-se dum procurador.

§9. De trinta em trinta dias, o Metropolita transmite ao Dicastério competente um relatório informativo sobre o estado das investigações.

Art. 13 – Intervenção de pessoas qualificadas

§1. De acordo com eventuais diretrizes da Conferência Episcopal, do Sínodo dos Bispos ou do Conselho dos Hierarcas sobre o modo como ajudar o Metropolita nas investigações, os Bispos da respetiva Província, individualmente ou em conjunto, podem elaborar listas de pessoas qualificadas, dentre as quais o Metropolita pode escolher as mais idóneas para o assistir na investigação, conforme as necessidades do caso e, em particular, tendo em conta a cooperação que pode ser oferecida pelos leigos nos termos dos cânones 228 CIC e 408 CCEO.

§2. Em todo o caso, o Metropolita é livre para escolher outras pessoas igualmente qualificadas.

§3. Quem quer que assista o Metropolita na investigação é obrigado a agir de forma imparcial e livre de conflito de interesses. Se considerar que se encontra em conflito de interesses ou não é capaz de manter a imparcialidade necessária para garantir a integridade da investigação, é obrigado a abster-se e referir a circunstância ao Metropolita.

§4. As pessoas que assistem o Metropolita prestam juramento de cumprir digna e fielmente o encargo.

Art. 14 – Duração da investigação

§1. As investigações devem ser concluídas no prazo de noventa dias ou no tempo indicado pelas instruções previstas no artigo 10-§2.

§2. Por justos motivos, o Metropolita pode pedir a extensão do prazo ao Dicastério competente.

Art. 15 – Medidas cautelares

Se os factos ou as circunstâncias o exigirem, o Metropolita propõe ao Dicastério competente a adoção de disposições ou de medidas cautelares apropriadas contra o investigado.

Art. 16 – Instituição dum Fundo

§1. As Províncias Eclesiásticas, as Conferências Episcopais, os Sínodos dos Bispos e os Conselhos dos Hierarcas podem estabelecer um Fundo destinado a sustentar as despesas com as investigações, instituído de acordo com os cânones 116 e 1303-§1,1º CIC e 1047 CCEO, e administrado segundo as normas do direito canónico.

§2. A pedido do Metropolita designado, os fundos necessários para a investigação são colocados à sua disposição pelo administrador do Fundo, salvaguardado o dever de apresentar a este último um relatório financeiro no fim da investigação.

Art. 17 – Transmissão das atas e do votum

§1. Completada a investigação, o Metropolita transmite as atas ao Dicastério competente juntamente com o seu próprio votum sobre os resultados da investigação e dando resposta a eventuais quesitos postos nas instruções referidas no artigo 10-§2.

§2. A não ser que haja sucessivas instruções do Dicastério competente, as faculdades do Metropolita cessam quando a investigação estiver completada.

§3. No respeito pelas instruções do Dicastério competente, o Metropolita, se lhe for pedido, informa acerca do resultado da investigação a pessoa que afirma ter sido ofendida ou os seus representantes legais.

Art. 18 – Medidas sucessivas

O Dicastério competente, a não ser que decida organizar uma investigação suplementar, procede nos termos do direito, de acordo com o previsto para o caso específico.

Art. 19 – Observância das leis estatais

Estas normas aplicam-se sem prejuízo dos direitos e obrigações estabelecidos em cada local pelas leis estatais, particularmente aquelas relativas a eventuais obrigações de assinalação às autoridades civis competentes.

Estas normas são aprovadas ad experimentum por um triénio.

Estabeleço que esta Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio seja promulgada através da sua publicação no jornal L’Osservatore Romano, entrando em vigor no dia 1 de junho de 2019, e seja depois publicada no boletim Acta Apostolicae Sedis.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 9 de maio do ano 2019, sétimo de pontificado.

FRANCISCUS PP.

Dom Darci comenta Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações


Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) e administardor apostólico da Diocese de Guanhães, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, em vista da preparação das comunidades para celebrar o Dia Mundial das Comunicações no próximo 2 de junho de 2019, faz uma análise dos principais pontos da Mensagem enviada pelo Papa Francisco para a ocasião. Ele insiste ainda que cada comunidade tenha algum tipo de iniciativa para renovar o compromisso de todos com uma comunicação que possa demonstrar o compromisso da fé em Jesus Cristo e em seu Evangelho. Ele chama atenção para o modo como o Papa usa expressões de fácil entendimento na Mensagem.
Esta já é a 53ª Jornada Mundial das Comunicações. Para o senhor, qual tem sido a eficácia dessa celebração na vida das comunidades do Brasil?
A primeira coisa que precisamos recordar é que a dedicação, na Igreja, de um dia por ano para a realidade das comunicações no mundo é uma determinação do Concílio Vaticano II. Ela está expressa naquele maravilhoso fruto da reflexão conciliar simbolizado pelo decreto Inter Mirifica, publicado em 4 de dezembro de 1966. Um texto que merece uma releitura aprofundada em nossos dias. Esse documento traz em seu número 18: “Para que se revigore o apostolado da Igreja em relação com os meios de comunicação social, deve celebrar-se em cada ano em todas as dioceses do mundo, a juízo do Bispo, um dia em que os fiéis sejam doutrinados a respeito das suas obrigações nesta matéria, convidados a orar por esta causa e a dar uma esmola para este fim, a qual ser destinada a sustentar e a fomentar, segundo as necessidades do orbe católico, as instituições e as iniciativas promovidas pela Igreja nesta matéria”.
Entendemos, a partir da palavra do Concílio, que o Dia Mundial para as Comunicações tem essa tríplice tarefa: reflexão sobre a importância da comunicação e da atitude moral dos cristãos diante dessa realidade, oração pela causa, isto é, pelas pessoas que operam nesse meio, pelas empresas, pelas entidades, pela pastoral dedicada à comunicação e, certamente, para que as comunidades possam dar uma ajuda concreta e financeira para a manutenção desse trabalho. Eu penso, que no Brasil, temos que crescer nessas três dimensões. Temos muito ainda o que fazer, com criatividade e responsabilidade, tanto nas iniciativas de reflexão, quanto na oração como também na mobilização das comunidades para dar um suporte financeiro aos trabalhos desta natureza presentes nas paróquias e dioceses.
A CNBB tem feito bastante nesse sentido porque criou e mantém uma comissão de bispos para se dedicar a esse trabalho e a preparação para o Dia Mundial das Comunicações tem sido um dos projetos desenvolvido, todos os anos, por essa comissão. Houve um período em que se preparava um material impresso com livretos enviados para as dioceses e, mais recentemente, obedecendo as indicações da Encíclica Laudato Sì no sentido de evitar a multiplicação de impressos, e reconhecendo o poder das publicações digitais, temos preparado um roteiro com chaves de leitura da Mensagem do Papa e uma série de sugestões para a inserção do tema nas celebrações das comunidades. Eu imagino que o próximo mês de maio, que antecede o mês do Dia Mundial, seja bem propício para a o acolhimento dessas sugestões.
A mensagem do Papa Francisco para este ano tem a ver com as redes sociais. O que o senhor tem visto como desafio para os católicos no uso dessas redes e como a palavra do Papa pode ajudar no enfrentamento dessas questões?
Vamos por partes. Primeiro: rede social é, na verdade, aquela expressão do encontro de pessoas com propósitos comuns. Uma família e seus agregados formam uma rede social. Um grupo de amigos da escola forma uma rede social. Uma comunidade de igreja é uma bela rede social e assim por diante. Nessas redes, a comunicação costuma ser mais harmoniosa, contém mais valores de respeito e de tolerância, mesmo que também elas enfrentem riscos de dificuldades representadas pela malquerença, pela fofoca e por outras expressões do pecado. Hoje em dia, nos deparamos com as redes sociais digitais. E aí começam vários problemas para os quais o Papa oferece uma luz na reflexão na Mensagem deste ano. Diferente das redes sociais básicas, nessas redes digitais encontramos, de forma substancial e perigosa, correntes de ódio, destruição de reputações, manipulações políticas e outros grandes males que povoam as sociedades do nosso tempo e encontraram nessas redes um lugar de fácil ação.
Papa Francisco lembra que “Desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos”. Esse princípio se aplica ao modo como a Igreja se posiciona diante das redes sociais digitais, isto é, é preciso que todos nós usemos essas redes para promover o encontro das pessoas e que elas sejam, para nós, instrumentos eficazes para complementar a promoção de uma vida mais solidária entre os membros das redes sociais básicas, quer dizer, das famílias, das comunidades, da sociedade. Todo texto da Mensagem deste ano, portanto, serve a esse propósito do Papa Francisco, ou seja, o de “convidar uma vez mais a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão”.
Notamos facilmente na leitura da Mensagem que o Papa faz uma ligação do que se faz hoje em redes digitais com a questão humana fundamental, a experiência de “ser-em-relação”. Esta é, na verdade, o centro da nossa experiência humana e cristã. Todo dia, somos convidados a crescer no entendimento de quem somos verdadeiramente e como esse nosso ser se abre para a relação com os outros e com o mundo, segundo a orientação de Deus. A comunicação é um veículo importante que transporta esse nosso desejo de realização pessoal e comunitária, a partir da experiência de fé que nos une no amor de Jesus Cristo e nos protege da solidão do egoísmo. Compreendemos assim, que a Mensagem sobre redes é uma mensagem sobre comunidades, sobre a vivência da fé.
Um dos temas da Mensagem é apresentação das metáforas da rede e da comunidade. O que a palavra do Papa nos chama atenção em particular nessa reflexão?
Nós precisamos reconhecer que o Papa Francisco é um comunicador excepcional. Os recursos que ele usa em suas declarações tem um poder muito grande que nos ajuda na compreensão rápida do que ele quer nos dizer. Eu sinto que uma simples leitura da Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações já seria suficiente para o entendimento. Aliás, temos insistido, nas reuniões da Comissão na CNBB, para não multiplicarmos textos de mensagens sobre a Mensagem, o que poderia ser uma desatenção ao que o Papa nos diz, com toda clareza. A nós cabe uma tarefa muito especial: repercutir o que o Papa expressa na Mensagem. Levar a campo, repetir, aprofundar os aspectos que ele menciona no texto.
O Papa usa as metáforas para nos chamar a atenção e não nos confundirmos a respeito do que é uma coisa e do que é a outra. Ainda que as redes tenham se inserido muito na vida das comunidades, elas têm sido usadas para desinformar, distorcer com propósitos bem definidos por empresas e grupos políticos. Isso sem falar que a própria tecnologia digital tem sido um instrumento muito perigoso que pode resultar na formação de pensamento único, o que empobrece as relações humanas. Veja bem o que o tal algoritmo, por exemplo, tem feito com as redes sociais digitais. Se você manifesta algum interesse em certos temas ou produtos, daí em diante, a própria programação dos conteúdos de sua time line nas redes é bombardeada com ofertas e comentários naquela única direção. Dizem até que a internet passou a saber qual é a nossa intenção. E isso é muito grave, merece uma atenção especial.
“Esta tendência alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando às vezes por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo”, adverte o Papa Francisco. E aí a metáfora da rede sem um centro norteador de sentido, como ocorre na comunidade pode ser um risco profundo para todos nós que nos comunicamos a partir de nossa fé. E tem mais, a frequência às redes sociais digitais pode promover o isolamento social e não um caminho para o fortalecimento das comunidades. Por isso o Papa lembra: “Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para salvar a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivo da mesma”.
O título da Mensagem, “somos membros uns dos outros”, retirado da Carta aos Efésios, teria um significado particular nessa Mensagem do Papa? Qual poderia ser?
São Paulo é conhecido nos primórdios da vida da Igreja como o “Apóstolo dos gentios”, isto é, aquele que leva o Evangelho de Jesus ao resto do mundo que não fazia parte do universo do judaísmo. Poderíamos dizer, hoje, que esse título dado a ele representa que o Apóstolo tem uma comunicação aberta, acolhedora, inclusiva e não apenas uma comunicação eficiente para os iniciados na vida de fé. A expressão escolhida pelo Papa se encontra num contexto interessante porque São Paulo, no capítulo 4 da Carta aos Efésios, escrevendo da prisão, pede aos cristãos que levem uma vida digna da vocação à qual foram chamados. Ele faz uma série de exortações nesse sentido e, entre elas, pede que sejamos vítimas da mentira, mas verdadeiros uns com os outros, porque “somos membros uns dos outros”.
O tema da mentira, aliás, foi tratado pelo Papa na Mensagem do ano passado. Ele falou das Fake News e do jornalismo de Paz. A reflexão deste ano está em perfeita harmonia com aquilo que aprofundamos em 2018. Eu destacaria também o fato do Papa nos trazer a ideia de que formamos apenas um corpo. Todo o meu trabalho na Comissão para a Comunicação da CNBB, nesses últimos quatro anos, foi realizado com essa bandeira: “somos um único corpo evangelizador”. Essa é uma metáfora poderosa e eficiente porque representa o que verdadeiramente somos na tarefa de evangelizar. Cada um com suas estratégias e funções específicas, mas todos com o mesmo propósito de levar ao coração das pessoas o amor de Cristo.
Outro destaque que eu faria está presente na seguinte expressão do Papa Francisco: “nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De fato, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe”. A vivência profunda da fé já é o caminho para uma comunicação eficaz. Desejo que isso seja lembrado por todos aqueles que postam conteúdos em redes sociais digitais. Que lembrem-se de seus compromisso com a fé que sempre incentivam a busca e a promoção da comunhão, da tolerância, do amor e da paz.
Precisamos ir do “Curti” ao “Amém”?
Gostei imensamente dessa adoção que o Papa faz na Mensagem deste ano de um termo muito conhecido dos frequentadores de redes sociais digitais: o “curti”, aportuguesado do “like” original. Quando alguém faz um clique sobre o “curti”, na verdade e guardando as devidas proporções, corresponde ao fato de que essa pessoa faz um ato de fé. É como se ela dissesse que acredita, que crê naquilo que acabou de ver ou de ler. E se é um ato de fé, é um ato de grande responsabilidade e compromisso. É uma adesão pessoal àquele conteúdo apresentado. Sair do “curti” para ir ao “amém”, ao meu ver é um caminho muito exigente porque o “amém” é uma declaração poderosa de como gostaríamos que as coisas acontecessem. Acho que essa palavra deve nos ajudar a ter maior consciência a respeito do que reforçamos nos conteúdos postados na internet.
As cinco conclusões do Papa sobre o uso das redes em nossas comunidades devem merecer toda a nossa atenção. Primeira: “A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso da social web é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro”. Segunda: “Se a rede for usada como prolongamento ou expetação de tal encontro, então não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão”. Terceira: “Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso”. Quarta: “Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso”. E a última: “Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiências de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, então é um recurso”.
E, claro, ir do “curti” ao “amém”, conforme o Papa Francisco nos ensina: “Esta é a rede que queremos: uma rede feita, não para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos ‘like’, mas na verdade, no ‘amém’ com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros”.

Fonte: http://www.cnbb.org.br

O DNJ e a Bandeira da Paz

Desde o DNJ de 2018 foi lançada a proposta da peregrinação da bandeira da paz do setor juventudes. Algumas paróquias já a receberam – em São Pedro do Suaçuí, Peçanha, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Paulistas e Coluna/ Frei Lagonegro – Segue o cronograma da rota da bandeira elaborada pelos jovens

ROTA DA BANDEIRA DA PAZ

COLUNA/ FREI LAGONEGRO de 16 DE ABRIL a 30 ABRIL
SÃO JOSÉ DO JACURI de 1 de MAIO a 13 DE MAIO
ÁGUA BOA de 14 de MAIO a 25 DE MAIO
SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO de 26 DE MAIO a 10 DE JUNHO
DOM JOAQUIM DE 11 de JUNHO a 22 DE JUNHO
CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO de 23 DE JUNHO a 10 DE JULHO
MORRO DO PILAR/ SANTO ANTÔNIO DO RIO ABAIXO de 11 DE JULHO a 26 DE JULHO
FERROS de 27 de JULHO a 07 DE AGOSTO
DORES DE GUANHÃES/ CARMÉSIA de 08 DE AGOSTO a 23 DE AGOSTO
DIVINOLÂNDIA DE MINAS de 24 DE AGOSTO a 10 DE SETEMBRO
VIRGINÓPOLIS de 11 de SETEMBRO a 20 DE SETEMBRO
SABINÓPOLIS de 21 de SETEMBRO a 02 DE OUTUBRO
MATERLÂNDIA de 03 de OUTUBRO a 13 DE OUTUBRO
RIO VERMELHO de 14 de OUTUBRO a 26 DE OUTUBRO
SENHORA DO PORTO de 27 DE OUTUBRO DNJ-2019.

●A bandeira poderá ficar de 15 a 20 dias em cada Paróquia, de acordo com as atividades.
●Mudança de rota deverá ser comunicada aos padres e assessor do Setor Juventude. (Padre Salomão).
●Cada Paróquia deverá reunir e escrever uma mensagem dos anseios da Juventude.
●A Bandeira deverá estar em Conceição do Mato Dentro no dia 23 de Junho de 2019.
● A peregrinação vai terminar em Senhora do Porto, DNJ-2019, dia 27 de Outubro.

 

Mensagem da CNBB ao povo brasileiro

O episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, de 1º a 10 de maio, em Aparecida (SP), emitiu hoje a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”. No documento, os bispos alertam que a opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres.

O documento chama a atenção para os graves problemas vividos pela população do país, como o crescente desemprego, “outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”.

A violência, conforme aponta a mensagem, atinge níveis insuportáveis. “Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana”, diz o texto.

Segundo o documento, “o verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas”.

Sobre as necessárias reformas política, tributária e da previdência, os bispos afirmam, na mensagem, que elas só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres. “O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor”, afirma o texto.

 

Veja, abaixo, a mensagem na íntegra:

 

MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)

Suplicando a assistência do Espírito Santo, na comunhão e na unidade, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, de 1 a 10 de maio de 2019, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro, tomados pela ternura de pastores que amam e cuidam do rebanho. Desejamos que as alegrias pascais, vividas tão intensamente neste tempo, renovem, no coração e na mente de todos, a fé em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado, razão de nossa esperança e certeza de nossa vitória sobre tudo que nos aflige.

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20)

Enche-nos de esperançosa alegria constatar o esforço de nossas comunidades e inúmeras pessoas de boa vontade em testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, comprometidas com a vivência do amor, a prática da justiça e o serviço aos que mais necessitam. São incontáveis os sinais do Reino de Deus entre nós a partir da ação solidária e fraterna, muitas vezes anônima, dos que consomem sua vida na transformação da sociedade e na construção da civilização do amor. Por essa razão, a esperança e a alegria, frutos da ressurreição de Cristo, hão de ser a identidade de todos os cristãos. Afinal, quando deixamos que o Senhor nos tire de nossa comodidade e mude a nossa vida, podemos cumprir o que ordena São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!’ (Fl 4,4) (cf. Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, 122).

“No mundo tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Longe de nos alienar, a alegria e a esperança pascais abrem nossos olhos para enxergarmos, com o olhar do Ressuscitado, os sinais de morte que ameaçam os filhos e filhas de Deus, especialmente, os mais vulneráveis. Estas situações são um apelo a que não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos (cf. Rm 12,2), empenhando nossas forças na superação do que se opõe ao Reino de justiça e de paz inaugurado por Jesus.

A crise ética, política, econômica e cultural tem se aprofundado cada vez mais no Brasil. A opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres, conforme já lembrava o Papa João Paulo II na Conferência de Puebla (1979). Nesse contexto e inspirados na Campanha da Fraternidade deste ano, urge reafirmar a necessidade de políticas públicas que assegurem a participação, a cidadania e o bem comum. Cuidado especial merece a educação, gravemente ameaçada com corte de verbas, retirada de disciplinas necessárias à formação humana e desconsideração da importância das pesquisas.

A corrupção, classificada pelo Papa Francisco como um “câncer social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise. A eficácia do combate à corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve a pessoa compreender que seu valor não está no ter, mas no ser e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas de partilhar.

O crescente desemprego, outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O desenvolvimento que se busca tem, no trabalho digno, um caminho seguro desde que se respeite a primazia da pessoa sobre o mercado e do trabalho sobre o capital, como ensina a Doutrina Social da Igreja. Assim, “a dignidade de cada pessoa humana e o bem comum são questões que deveriam estruturar toda a política econômica, mas às vezes parecem somente apêndices adicionados de fora para completar um discurso político sem perspectivas nem programas de verdadeiro desenvolvimento integral” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 203).

A violência também atinge níveis insuportáveis. Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana. O verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas.

Precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. Assim, quando os povos originários não são respeitados em seus direitos e costumes, neles o Cristo é desrespeitado: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (Mt 25,45). É grave a ameaça aos direitos dos povos indígenas assegurados na Constituição de 1988. O poder político e econômico não pode se sobrepor a esses direitos sob o risco de violação da Constituição.

A mercantilização das terras indígenas e quilombolas nasce do desejo desenfreado de quem ambiciona acumular riquezas. Nesse contexto, tanto as atividades mineradoras e madeireiras quanto o agronegócio precisam rever seus conceitos de progresso, crescimento e desenvolvimento. Uma economia que coloca o lucro acima da pessoa, que produz exclusão e desigualdade social, é uma economia que mata, como nos alerta o Papa Francisco (EG 53). São emblemático exemplo disso os crimes ocorridos em Mariana e Brumadinho com o rompimento das barragens de rejeitos de minérios.

As necessárias reformas política, tributária e da previdência só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres, “juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências éticas da ordem democrática, CNBB – n. 72). Nenhuma reforma será eticamente aceitável se lesar os mais pobres. Daí a importância de se constituírem em autênticas sentinelas do povo as Igrejas, os movimentos sociais, as organizações populares e demais instituições e grupos comprometidos com a defesa dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Instâncias que possibilitam o exercício da democracia participativa como os Conselhos paritários devem ser incentivadas e valorizadas e não extintas como estabelece o decreto 9.759/2019.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)

O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor. Queremos uma sociedade cujo desenvolvimento promova a democracia, preze conjuntamente a liberdade e a igualdade, respeite as diferenças, incentive a participação dos jovens, valorize os idosos, ame e sirva os pobres e excluídos, acolha os migrantes, promova e defenda a vida em todas as suas formas e expressões, incluído o respeito à natureza, na perspectiva de uma ecologia humana e integral.

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que aprovamos nesta 57ª Assembleia da CNBB, e o Sínodo para a Pan-Amazônia, a se realizar em Roma, em outubro deste ano, ajudem no compromisso que todos temos com a construção de uma sociedade desenvolvida, justa e fraterna. Lembramos que “o desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus em atitude de oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor cheio de verdade – caritas in veritate -, do qual procede o desenvolvimento autêntico, não o produzimos nós, mas nos é dado” (Bento XVI, Caritas in veritate, 79). O caminho é longo e exigente, contudo, não nos esqueçamos de que “Deus nos dá a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior” (Bento XVI, Caritas in veritate, 78).

A Virgem Maria, mãe do Ressuscitado, nos alcance a perseverança no caminho do amor, da justiça e da paz.

Aparecida-SP, 7 de maio de 2019.

Fonte: http://www.cnbb.org.br

Eleita Nova presidência da CNBB

PRESIDENTE DA CNBB

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi eleito na tarde desta segunda-feira, 6 de maio, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido pelos episcopado brasileiro que participa, em Aparecida (SP), da 57ª Assembleia Geral da CNBB no terceiro escrutínio, após receber a maioria absoluta de votos do total de 301 bispos votantes. Como manda o Estatuto da CNBB, o até então presidente cardeal sergio da Rocha perguntou a dom Walmor se aceita ser presidente. “Aceito com humildade, aceito com temor e aceito à luz da fe”, foram as primeiras  palavras que ele dirigiu à plenária da 57ª. Só à luz da fé, segundo dom Walmor, será possível recuperar a força da colegialidade da Igreja no Brasil a partir de uma escuta muito profunda dos irmãos e do povo de Deus. Ele pediu a Deus que não falte sabedoria para assumir este serviço. Nascido em 26 de abril de 1954, dom Walmor é natural de Côcos (BA). É o primeiro baiano a estar à frente da CNBB. O novo presidente da Conferência é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico (Roma, Itália). Em sua trajetória de formação, cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1972-1973), em Juiz de Fora (MG), e na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras (1974-1975), em São João Del-Rei (MG). De 1974 a 1977, cursou Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora. Em 9 de setembro de 1977 foi ordenado sacerdote, incardinando-se na arquidiocese de Juiz de Fora. Dom Walmor tem como lema: “UT MEDERER CONTRITIS CORDE”, trecho do livro de Isaías que significa: (Para curar os corações feridos) (Is 6,1d)

PRIMEIRO VICE PRESIDENTE

O arcebispo de Porto Alegre (RS), dom Jaime Spengler, foi eleito na desta segunda-feira, 6 de maio, como primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O primeiro vice-presidente foi escolhido no terceiro escrutínio por maioria absoluta do total de 301 votantes da 57ª Assembleia Geral da CNBB que acontece em Aparecida (SP).  O cardeal Sergio da Rocha fez a mesma pergunta a dom Jaime Spengler se aceita esta missão à ele confiado. “Com temor e tremor, acolho”, disse dom Jaime. Natural de Gaspar, em Santa Catarina, o novo presidente nasceu em 6 de setembro de 1960. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 20 de janeiro de 1982, pela admissão no Noviciado na cidade de Rodeio (SC). Estudou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, em Campo Largo (PR) e Teologia no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis (RJ), concluindo-o no Instituto Teológico de Jerusalém em Israel. Foi ordenado sacerdote em 17 de novembro de 1990, na sua cidade natal. O bispo também tem doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum, de Roma, e atuou dentro da Ordem dos Frades Menores em diversas missões e cidades do país até 2010, quando foi nomeado em novembro do mesmo ano pelo papa Bento XVI como bispo titular de Patara e auxiliar de Porto Alegre (RS). No ano seguinte, em fevereiro de 2011, o bispo foi ordenado na paróquia São Pedro Apóstolo, na sua cidade natal, Gaspar, pelo Núncio Apostólico no Brasil, na ocasião, dom Lorenzo Baldisseri. Em 18 de setembro de 2013, o papa Francisco nomeou dom Jaime Spengler como novo arcebispo de Porto Alegre. O lema episcopal de dom Jaime Spengler é “In Cruce Gloriari – Gloriar-se na Cruz – inspirado na carta de São Paulo aos Colossenses.

SEGUNDO VICE PRESIDENTE

O bispo de Roraima, dom Mário Antônio da Silva, foi eleito em segundo escrutínio, na tarde deste dia 6 de maio, ao cargo de segundo vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Mário foi escolhido por maioria absoluta de um universo de 292 bispos votantes. À pergunta do cardeal Sergio da Rocha, dom Mário disse aceitar a indicação e a confiança dos irmãos bispos em nome da Amazônia e do povo brasileiro. Nascido em Itararé (SP) em 17 de outubro de 1966, dom Mário Antônio da Silva estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Divino Mestre, da diocese de Jacarezinho. Possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, na Itália. No ano de 1991, foi ordenado padre em Sengés, no estado do Paraná, por dom Conrado Walter. Era chanceler da diocese de Jacarezinho quando foi nomeado bispo auxiliar de Manaus no dia 9 de junho de 2010. Sua ordenação ocorreu na Catedral de Jacarezinho em 20 de agosto de 2010, em celebração presidida por dom Mauro Aparecido dos Santos, arcebispo de Cascavel. A missa de acolhida na arquidiocese de Manaus aconteceu no dia 12 de setembro de 2010, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Em 2015, foi eleito durante a 53ª Assembleia Geral da CN*BB como presidente do regional Norte 1, que compreende o Estado de Roraima e o norte do Amazonas, para o quadriênio de 2015-2019. Também é referencial da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Em junho de 2016, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo de Roraima, tomando posse em setembro do mesmo ano. Escolheu como lema episcopal “Testemunhar e Servir”.

SECRETÁRIO GERAL

Foi eleito, na manhã desta terça-feira, 7 de maio, como o novo secretário-geral da Conferência Nacional dos dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Eleito no segundo escrutínio, o sucessor de dom Leonardo Steiner que ocupou o cargo por dois quadriênios, é natural do Rio de Janeiro. Ele aceitou a eleição e disse: “na comunhão com dom Walmor, dom Jaime e dom Mário, a minha resposta é sim!”. Nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro pelo papa Francisco em 7 de dezembro 2016, o monsenhor Joel Portella Amado, até então professor do departamento de Teologia da PUC-Rio, foi ordenado no dia 28 de janeiro 2017, na catedral metropolitana do Rio. Dom Joel Portella, de 65 anos, nasceu em 2 de outubro de 1954. O religioso possui graduação em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1977). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Antropologia Teológica e Teologia Pastoral, atuando principalmente nos seguintes temas: evangelização, inculturação, pastoral urbana, teologia e urbanização. Ele estudou Filosofia no Instituto Aloisiano da Companhia de Jesus e Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), onde também fez mestrado e doutorado em Teologia Pastoral. Também estudou Direito na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Foi ordenado sacerdote em 12 de outubro de 1982 e desempenhou diversas funções na Arquidiocese do Rio, como pároco, professor e acadêmico. Atualmente, é Vigário-geral; Coordenador Arquidiocesano de Pastoral; pároco da Catedral Metropolitana; Membro do Conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores; Professor da PUC; Diretor administrativo do Museu de Arte Sacra; Diretor do Arquivo Arquidiocesano; Responsável pelos textos litúrgicos da Comissão de Pastoral litúrgica e Arquivista do Cabido Metropolitano. Em 2007, participou da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano em Aparecida como Assessor-delegado; em 2008 se tornou Capelão de Sua Santidade e em 2013 foi Secretário-Executivo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio de Janeiro. Foi membro do Instituto Nacional de Pastoral (2008 – 2012); Membro da equipe de reflexão teológico-pastoral do CELAM (2014 – 2016); Membro do Cabido Metropolitano e nomeado Capelão de Sua Santidade, pelo Santo Padre Bento XVI. Foi membro da Academia Luso-Brasileira de Letras. (2014 – 2016); Atualmente é professor no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e também integrou a comissão de elaboração das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil da CNBB. Dom Joel foi nomeado, em 6 de outubro de 2018, como consultor para o dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, do Vaticano.

Fonte: CNBB

XXVI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO LAICATO DO BRASIL – CNLB

A Arquidiocese de Uberaba acolheu nos dias 03 a 05 de maio de 2019 a 26ª Assembleia Geral e Ordinária do Conselho Nacional de Leigos do Brasil – CNLB-LESTE II-MG/ES

O Encontro foi a assessorado por padre Alfredo J. Gonçalves, sacerdote scalabriano,  cujo lema foi :“Vós sereis minhas testemunhas”  e tema: “O agir dos Cristãos Leigos e Leigas, do Vaticano  II ao Papa Francisco”. Padre Alfredo, na análise de conjuntura, desenvolveu reflexões cujas janelas nos permitiram visualizar um contexto sócio-econômico-político de “crise” tanto mundial como local e/ou pessoais onde a individualidade é predominante, o que nos coloca em encruzilhadas de onde somos chamados a posicionarmos  diante de muitas  alternativas colocadas. Não deixemos a crise nos estagnar. Voltemos às origens do Evangelho e lá bebamos da Fonte da Água Pura, como os primeiros cristãos que, sacudidos pelo Espírito Santo,  romperam o saudosismo de um projeto, aparentemente morto, abriram  as portas fechadas e saíram  revigorados. Crises nos interpelam a recriarmos, reinventarmos novos  caminhos.

Conforme a pauta do encontro/assembleia – além dos momentos de formação e oração -, elegeram-se os delegados e delegadas ao VII Encontro Nacional do Laicato do Brasil, a realizar-se em Cuiabá, de 20 a 23 de junho, como também a prestação de contas do ano de 2018.

Além dos cristãos leigos e leigas das dioceses das arqui (dioceses) de Belo Horizonte, Cachoeiro do Itapemirim, Campanha, Caratinga, Colatina, Coronel Fabriciano/Itabira, Diamantina, Divinópolis, Guanhães, Leopoldina, Mariana, Montes Claros, Pouso Alegre, São Mateus, Teófilo Otoni, Uberaba e Uberlândia, participaram do encontro o Monsenhor Célio Pereira de Lima – coordenador de pastorais da arquidiocese de Uberaba – e padre Patrício Geraldo Fialho, da Diocese de Caratinga. Leci C. Nascimento, presidente do CNLB LESTE II, conduziu os trabalhos, assessoria dos membros da presidência do Regional e preparado pelos cristãos da diocese de Uberaba, totalizando cerca de 70 pessoas. Da Diocese de Guanhães, participaram Mariza Pimenta e Maria Madalena Pires, da equipe de criação do Conselho Diocesano de Leigos.

Maria Madalena Pires e Mariza Pimenta – Diocese de Guanhães.

“VÓS SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS” (At 1,8)

“O agir dos Cristãos Leigos e Leigas, do Concílio Vaticano II ao Papa Francisco” foi o ponto de partida para a reflexão no ENCONTRO DO LAICATO  EM SUA XXVI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL – CNLB LESTE II – MINAS E ESPÍRITO SANTO, realizada em Uberaba (MG), de 3 a 5 de maio de 2019, no Centro de Pastoral João Paulo II, Arquidiocese de Uberaba.

Com a participação de Cristãos Leigos e Leigas das arqui(dioceses) de Belo Horizonte, Cachoeiro do Itapemirim, Campanha, Caratinga, Colatina, Coronel Fabriciano/Itabira, Diamantina, Divinópolis, Guanhães, Leopoldina, Mariana, Montes Claros, Pouso Alegre, São Mateus, Teófilo Otoni, Uberaba e Uberlândia, como também do padre Patrício Fialho– da diocese de Caratinga – e Monsenhor Célio Pereira de Lima – Coordenador de Pastorais da Arquidiocese de Uberlândia -, padre Alfredo J. Gonçalves, sacerdote scalabrino, assessorou o encontro fazendo uma análise de conjuntura.

Padre Alfredinho, como é carinhosamente chamado, ressaltou a importância da participação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Vida Política:

. Em tempos de crise, é preciso retornar à Boa Nova de Jesus, aos critérios do Evangelho, para vencer os desafios; alguns setores da Igreja estão indo na contramão dos ensinamentos do Mestre;

. O problema não é ser contra a Política, mas ser contra a maneira de fazer política; o cristão leigo é aquele que, a partir do Evangelho de Jesus, vai “fermentar a massa da Sociedade”;  imitar é a pior forma de seguir, é uma forma de trair;

. O Reino de Deus tem suas raízes na “não fronteira”; o “não lugar” é o melhor lugar para lançar as sementes do “novo lugar”, o Reino de Deus;

. A Cruz tem que nos levar à encruzilhada, às periferias da Sociedade; é preciso ouvir o pobre; muita gente fala em ir às fontes, mas que sejam as fontes da Verdade (prática) de Jesus (das primeiras comunidades aos apóstolos que saíram para anunciar a Ressurreição).

. É preciso avançar nas formas de Ser Igreja; que sejamos a Igreja Viva de Jesus, testemunhando seus ensinamentos em todos os lugares.

(Os vídeos das palestras do padre Alfredinho estão na página do CNLB LESTE II; acessem, saibam mais).

Cristã leiga, de Montes Claros, Leninha – Deputada Estadual em Minas Gerais – também participou do evento e partilhou seu testemunho de atuação na Igreja e na Política, seus desafios numa sociedade capitalista onde o pobre não tem vez e nem voz. Recordando que “A Política é a forma mais perfeita da caridade”. (Papa Pio XI).

Tendo em vista que o leigo é aquele que, a partir do Evangelho, vai “fermentar a massa da Sociedade”, “Ser Sal da Terra e Luz do Mundo” e “Vós sereis minhas testemunhas” At 1,8, é que os trabalhos do ENCONTRO DO LAICATO DO LESTE II e XXVI ASSEMBLEIA DO CNLB foram conduzidos pela presidente do Regional Leste II, Lecy C. Nascimento. Além dos momentos de formação e reflexão, de acordo a pauta, fez-se a prestação de contas de 2018 e  Eleição de 10 delegados para participarem da ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA do 7º ENCONTRO NACIONAL, a realizar-se em Cuiabá, de 20 a 23 de junho.

 A todo momento “Deus chama a gente pra um momento novo de caminhar junto com seu povo. É hora de transformar o que não dá mais…”

Agradecimentos a todos, que se “puseram a caminho” e contribuíram para mais um ENCONTRO DE IRMÃOS E IRMÃS; que acreditam que “nosso agir, na Igreja e na Sociedade, irradia vida e esperança para toda a humanidade”. “Não deixemos que nos roubem a esperança”.(Papa Francisco). Ações concretas, sinais de esperança, nos animam e fortalecem na caminhada com Jesus de Nazaré. “É preciso colocar as lamparinas em lugares mais altos para que iluminem melhor”.(Mt 5,15).

Mariza Pimenta – Equipe de Comunicação do CNLB-Leste II.

06/o5/2019

CNBB aprova diretrizes para igreja se tornar mais missionária no Brasil

As diretrizes aprovadas na sexta-feira, 3, na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida, interior de São Paulo, apontam para uma Igreja Católica mais urbana e missionária neste quadriênio que se encerra em 2023.  As orientações falam também de uma igreja acolhedora, que se transforme em “casa” principalmente para os mais vulneráveis, como jovens e idosos. “O eixo fundamental das diretrizes é recuperar o sentido da Igreja como casa”, disse o bispo auxiliar de Porto Alegre, dom Leomar Antonio Brustolin, da comissão de redação do tema central da conferência. A orientação é dada após a crise enfrentada pela Igreja com denúncias de abusos sexuais praticados por membros do clero contra menores, inclusive no Brasil. “A descartabilidade das pessoas também nos faz pensar qual é nossa casa, não como construção, mas como lar.”

O eixo fundamental das novas diretrizes, segundo ele, é a recuperação do sentido da casa. “A imagem da casa tem um sentido pedagógico e é entendida como lar e espaço de vida”, disse. A casa, no texto das diretrizes, é entendida como comunidade eclesial missionária sustentada por quatro pilares:

  • A Palavraque aprofunda a iniciação à vida cristão e a iniciação bíblica e a ideia de ter comunidades fundadas em torno da palavra;
  • O Pão– que aprofunda a liturgia e a busca por viver a espiritualidade rumo à santidade  tal como defende o papa Francisco em sua exortação Gaudete et Exsultate que personaliza a fé mas leva ao encontro do outro;
  • A Caridade– Baseado no que disse Paulo VI na ONU: “Que a Igreja é especialista em humanidade”, o texto das diretrizes aponta a necessidade das comunidades se preocuparem com os que mais sofrem e a defesa da vida em todos os sentidos.
  • A MissãoA exemplo do que pede o papa, o sentido da comunidade se realiza quando ela sai em missão e vai ao encontro das periferias existenciais.

O bispo falou da importância de pensar diretrizes para assegurar a comunhão e a colegialidade na Igreja  no Brasil.  “Como pensar a Igreja no Brasil, um país continental? Por isto é necessário ter um parâmetro”.

Um dos pilares quatro pilares que sustentam a igreja, segundo dom Leomar, é a ação missionária “para que essa casa não fique de portas fechadas, mas se abra para que outras pessoas possam entrar e a gente possa sair ao encontro com o outro”.

Segundo ele, o rumo decidido para a Igreja brasileira é de olhar em primeiro lugar para o mundo urbano que, conforme definiu, não é só a cidade. “Onde entram a internet e a energia elétrica, lá está a realidade urbana, marcada por tanto sinais positivos, avanços tecnológicos, mas também com preocupações, contradições e ambiguidades. O olhar do missionário deve levar em conta as grandes transformações que estamos vivendo.”

Conforme dom Leomar, a CNBB se preocupa com a questão da pessoa em seu individualismo, solidão e anonimato. “Nossas comunidades, na Igreja têm um desafio enorme de combater o suicídio nesse País. A grande questão é a crise do sentido da vida.

Também devem propor uma experiência de igreja que seja mais comunitária. “Há uma tendência natural nesse momento de viver a religião de forma mais privatizada. As pessoas têm muitas escolhas e nem sempre preferem o encontro com o outro. Todas as diretrizes insistem na formação de comunidades eclesiais missionárias, pequenas comunidades onde a pessoa sai do anonimato da solidão, se converte e testemunha numa sociedade cada vez mais plural”.

A maior preocupação da Igreja, segundo ele, não é com o número de cristãos, mas a qualidade do testemunho desses cristãos onde eles estão. “O desafio é ser testemunho do Evangelho da alegria. Dar uma notícia mais alegre, não só condenatória, não só de preocupações, mas de muita esperança também”.

Na questão da sociedade, foram considerados os pontos relativos à ética, ou à falta de ética, na economia, na política, na cultura. “São os desafios que nós temos para tornar nossa sociedade mais justa e fraterna. É bom lembrar que nos baseamos muito na doutrina social da Igreja que prevê o humanismo integral e solidário, para todas as pessoas, do nascituro até aquele que está para morrer.”

Além da ação missionária, foram definidos como “pilares” para a ação evangelizadora da Igreja brasileira a palavra, o pão e a caridade. “Partimos sempre da ideia do encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo. Até mesmo as polarizações que aparecem nas redes sociais nem sempre partem do que o Evangelho diz, partem muito mais de opiniões, mesmo se dizendo cristãs”, disse o bispo.

O pão, segundo ele, deve ser entendido como liturgia e espiritualidade. “Aqui é um pouco uma novidade em relação às diretrizes interiores. O discípulo respeita as devoções, mas não fica só nelas. O foco principal é o seguimento de Jesus Cristo celebrado na liturgia como uma espiritualidade profunda que visa a uma santidade, mas uma santidade que se preocupa com tudo ao nosso redor”.

Ao se referir à caridade, dom Leomar lembrou o empenho da Igreja na promoção da vida. “A nossa resposta profética é continuar nos preocupando com aqueles que não tem voz, não tem vez, os que mais sofrem e desenvolver ainda mais o caminho da defesa da vida em todos os sentidos”.

Fonte: https://domtotal.com/noticia/1353920/2019/05/cnbb-aprova-diretrizes-para-igreja-se-tornar-mais-missionaria-no-brasil/

 

Carta convite da PJ da Diocese de Guanhães

 

Guanhães, 02 de Maio de 2019.

Se desejamos seguir a Cristo de perto não podemos escolher uma vida fácil e tranquila. Devemos escolher uma vida exigente, mas cheia de alegria.

                                                                                                                          (Papa Francisco)

Queridos Padres e Jovens Líderes da Diocese de Guanhães, a Pastoral da Juventude da Diocese de Guanhães convida Jovens Líderes e assíduos na caminhada de evangelização da juventude para participarem do Encontro de Formação Permanente da Pastoral da Juventude. 

O encontro acontecerá dia 11 de Maio de 2019, em Guanhães, na Catedral.

ORIENTAÇÕES PARA O NOSSO ENCONTRO DA PJ            

 –Cada paróquia deverá enviar no MÍNIMO 02 jovens (Preferencialmente líderes da PJ ou movimento jovem da paróquia)

-O valor da inscrição do encontro será de R$ 25,00 por pessoa.

-O encontro se iniciará com o café às 08:30  e término às 17:00 horas.

-Aos participantes levar: bíblia, caderno para anotações.

-A confirmação de nomes para a reunião no email:ivandersoncdl@hotmail.com ou (33) 98857-2228 / (33) 99937-9878.

 

Ivanderson Chander – (Pão)                                                            Padre Salomão Rafael

Coordenador Diocesano                                                                     Assessor Diocesano                                                           

Curta Nossa Fanpage:

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo