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Dom Darci anuncia transferências e nomeações na diocese de Guanhães

O administrador apostólico da diocese de Guanhães, Dom Darci José, anunciou nesta terça-feira (19) as transferências e nomeações de alguns padres e diáconos.
Confira as mudanças.

1. COORDENAÇÃO GERAL
a. Vigário Geral: P. José Aparecido de Pinho
b. Ecônomo e Moderador da Cúria: P. Hermes Firmiano Pedro
c. Chanceler Diocesano: P. João Carlos de Souza
d. Coordenador Pastoral: P. Dilton Maria Pinto

2. COLÉGIO DE CONSULTORES
a. P. José Aparecido de Pinho
b. P. Hermes Firmiano Pedro
c. P. João Evangelista dos Santos
d. P. Derci da Silva
e. P. José Martins da Rocha
f. P. Salomão Rafael Gomes Neto

3. COORDENADORES DE ÁREAS
a. Área São João Evangelista: P. João Carlos de Souza
b. Área São Miguel e Almas: P. Salomão Rafael Gomes Neto
c. Área N. Sra. Conceição: P. José Geraldo da Silva
d. Área N. Sra. Patrocínio: P. José Martins da Rocha

4. TRANSFERÊNCIAS (a partir de janeiro/2019)
1. P. Derci da Silva
Adm. Paroquial Paróquia N. Sra. Pilar – Morro do Pilar MG e Paróquia Sto. Antônio – Sto. Antônio do Rio Abaixo MG
2. P. Valter Guedes de Oliveira
Adm. Paroquial Paróquia São José – Paulistas MG
3. P. João Carlos de Souza
Adm. Paroquial da Paróquia São João Evangelista – S. J. Evangelista MG
4. P. Wanderlei Rodrigues dos Santos
Adm. Paroquial da Paróquia São José – S. José do Jacurí MG
5. Diác. Edmilson Henrique Cândido
Estágio Pastoral: Paróquia N. Sra. Pena – Rio Vermelho MG
6. Diác. Daniel Bueno Borges
Estágio Pastoral: Paróquia de Sant’Ana – Água Boa MG
7. Diác. André Luiz Eleotério Lomba
Estágio Pastoral: Paróquia N. Sra. Conceição – Conceição Mato Dentro MG
8. Seminarista Guilherme Soares Lage
Estágio Pastoral: Paróquia São Miguel – Guanhães MG

5. CONFIRMAÇÃO no Ministério – Administradores Paroquiais
1. Paróquia Sant’Ana – ÁGUA BOA MG
P. Ivani Rodrigues
2. Paróquia N. Sra. Amparo – BRAÚNAS MG
P. Amarildo Dias da Silva
3. Paróquia Sto. Antônio – COLUNA MG
P. Eduardo Dornelas da Cruz
4. Paróquia N. Sra. Aparecida – CÓRREGOS MG
P. João Evangelista dos Santos
5. Paróquia N. Sra. Conceição – CONCEIÇÃO MATO DENTRO MG
P. João Evangelista dos Santos
6. Paróquia N. Sra. da Glória – DIVINOLÂNDIA MG
P. José Martins da Rocha
7. Paróquia São Domingos – DOM JOAQUIM MG
P. José Geraldo da Silva
8. Paróquia N. Sra. das Dores – DORES DE GUANHÃES MG
P. Mario Gomes dos Santos
9. Paróquia Sant’Ana – FERROS MG
P. Alípio José de Souza
10. Paróquia São Miguel e Almas – GUANHÃES MG
P. Hermes Firmiano Pedro
11. Paróquia N. Sra. Aparecida – (Pito) – GUANHÃES MG
P. Adão Soares de Souza
12. Paróquia São Sebastião – JOANÉSIA MG
P. Osmar Batista Siqueira
13. Paróquia N. Sra. Mãe dos Homens – MATERLÂNDIA MG
P. José Adriano Barbosa dos Santos
14. Paróquia Sto. Antônio – PEÇANHA MG
P. José Aparecido dos Santos
15. Paróquia N. Sra. Pena – RIO VERMELHO MG
P. Salomão Rafael Gomes Neto
16. Paróquia São Sebastião – SABINÓPOLIS MG
P. João Gomes Ferreira
17. Paróquia de Sta. Maria Eterna – SANTA MARIA DO SUAÇUI
P. Dilton Maria Pinto
18. Paróquia Sto. Antônio – SANTO ANTONIO DO NORTE MG
P. João Evangelista dos Santos
19. Paróquia São Pedro – SÃO PEDRO DO SUAÇUI MG
P. Luiz Maurício Silva
20. Paróquia São Sebastião – SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO MG
P. Bruno Costa Ribeiro
21. Paróquia N. Sra. Porto – SENHORA DO PORTO MG
P. Adão Soares de Souza
22. Paróquia N. Sra. Patrocínio – VIRGINÓPOLIS MG
P. José Aparecido de Pinho

6. NOMEAÇÕES (a partir de janeiro/2019)

1. Formadores:
a. P. João Evangelista dos Santos
b. P. Derci da Silva

2. Postulação da Causa Beatificação do Cônego Lafayette:
P. Dinton Maria Pinto

3. Folha Diocesana:
P. Bruno Costa Ribeiro

4. Roteiros (Cartilha/Novena Natal/Reflexões)
P. Wanderlei Rodrigues dos Santos
Diác. André Luiz Eleotério Lomba
5. Escola de Teologia para Leigos:
Diác. André Luiz Eleotério Lomba

6. Radio Vida Nova FM:
P. Hermes Firmiano Pedro
P. José Aparecido Pinho

7. Pastorais:
a. Presbiteral: P. Salomão Rafael Gomes Neto
b. Vocacional: P. João Evangelista dos Santos e P. Derci da Silva
c. Juvenil: P. Salomão Rafael Gomes Neto
d. Familiar: P. Bruno Costa Ribeiro
e. COMIDI: P. José Aparecido dos Santos e Seminarista Guilherme Soares Lage
f. Dízimo: Diác. Edmilson Henrique Cândido
g. Catequética: P. Osmar Batista Siqueira
h. Liturgia: P. João Carlos de Souza e Diác. Daniel Bueno Borges
i. Criança: P. José Adriano Barbosa dos Santos
j. Idosos: P. José Aparecido dos Santos
k. Saúde: P. Eduardo Dornelas da Cruz
l. Fraternidade (CF): P. José Martins
m. Cáritas: P. José Martins
n. PASCOM: P. Bruno Costa Ribeiro
o. Ministérios Leigos: P. João Gomes Ferreira
p. Carcerária: P. Wanderlei Rodrigues dos Santos
q. Sobriedades/Dependentes: P. Amarildo Dias da Silva
r. RCC: P. José Geraldo da Silva
s. Terço dos Homens: P. Valter Guedes
t. ECC: P. José Martins
u. Apostolado da Oração e Legião de Maria: Diác. Daniel Bueno Borges
v. Movimento Mãe Rainha: P. Mario Gomes dos Santos
w. Vicentinos: P. Wanderlei Rodrigues dos Santos

Festa da Imaculada Conceição em Conceição do Mato Dentro

A Diocese de Guanhães e Paróquia Nossa Senhora da Conceição, estão prestes a reabrirem as portas de um de seus maiores tesouros culturais. Fechada há 12 anos pra restauro, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição,com mais de 300 anos, será reaberta em dezembro desse ano. A programação precede da novena à Padroeira da cidade e da paróquia que se estende de 29 de novembro à 08 de dezembro, auge da festa. É uma alegria pra todos os paroquianos e ao mesmo tempo pra toda a diocese, pelo restauro dessa importante igreja cultural.

Regional Leste II manifesta apoio ao Papa Francisco

Amado Papa Francisco,

Reunidos em Assembleia Pastoral do Regional Leste II da CNBB, os Arcebispos, Bispos, Presbíteros e Cristãos Leigos e Leigas, representantes das 32 (Arqui)Dioceses dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, desejamos manifestar à Vossa Santidade viva comunhão fraterna e amor filial, de maneira especial neste momento em que nos reunimos para refletir sobre o tema “Uma Igreja em Saída frente aos desafios e esperanças do mundo urbano”. À luz da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja, almejamos dar passos sempre renovados e corajosos na ação evangelizadora de nossa sociedade, em tempos de mudança de época, percorrendo caminhos de santificação, como Vossa Santidade nos convidou na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate.

Expressamos à Vossa Santidade nossa plena solidariedade nesta ocasião em que provações e desafios atingem sua digna Pessoa e a Igreja de Cristo. Estamos convencidos que tal situação, embora dolorosa, faz parte do ministério dos verdadeiros e autênticos apóstolos, como já nos havia prevenido o Senhor, quando disse: “Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 10-11).

O próprio São Paulo, por sua vez, depois de enfrentar tantas expressões de verdadeiro e continuado martírio em sua missão, pôde dizer aos Romanos: “Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada? Em tudo isso somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” (Rom 8, 35-37).

Queremos afirmar que temos acolhido fraternalmente seus pedidos de oração por toda a Igreja, incluindo a divulgação do Rosário, com as orações do Sub Tuum Praesidium e de São Miguel Arcanjo, certos de que Deus, com seu poder e sua misericórdia, afugentará a ação do maligno contra a Igreja e seus legítimos ministros.

Felicitamos Vossa Santidade pelo feliz pastoreio que vem realizando, como Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, Vigário de Cristo na Terra, sinal e garantidor da unidade eclesial. Agradecemos pelas Encíclicas, Exortações Apostólicas e tantos outros textos, inclusive suas breves e sábias homilias da Casa Santa Marta, bem como pelo Ano da Misericórdia, o recente Sínodo sobre a Juventude, o Sínodo da Amazônia, o Mês Missionário Extraordinário e tantas outras iniciativas que têm enriquecido imensamente seu Pontificado. Tudo isso ficará registrado nos anais da história eclesiástica deste período marcado por cruzes, mas também por tantos sinais de ressurreição e vitória.

Suplicamos à Virgem Maria, Mãe da Igreja, que interceda continuamente em favor de Vossa Santidade e do Povo de Deus em Marcha sob seus cuidados na busca permanente do Reino definitivo.

Em nome dos irmãos reunidos em Assembleia, assina a presidência.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo Metropolitano de Uberaba (MG) e Presidente do Regional Leste 2 da CNBB

Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias
Bispo Diocesano de Colatina (ES) e Vice-Presidente do Regional Leste 2 da CNBB

Dom José Carlos de Souza Campos
Bispo Diocesano de Divinópolis (MG) e
Secretário do Regional Leste 2 da CNBB

II Dia Mundial dos Pobres

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O II DIA MUNDIAL DOS POBRES

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(18 DE NOVEMBRO DE 2018)

«Este pobre clama e o Senhor o escuta»

1. «Este pobre clama e o Senhor o escuta» (Sal 34, 7). Façamos também nossas estas palavras do Salmista, quando nos vemos confrontados com as mais variadas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs, que nos habituamos a designar com o termo genérico de «pobres». O autor de tais palavras não é alheio a esta condição; antes pelo contrário, experimenta diretamente a pobreza e, todavia, transforma-a num cântico de louvor e agradecimento ao Senhor. Hoje, este Salmo permite-nos também a nós, rodeados por tantas formas de pobreza, compreender quem são os verdadeiros pobres para os quais somos chamados a dirigir o olhar a fim de escutar o seu clamor e reconhecer as suas necessidades.

Nele se diz, antes de mais nada, que o Senhor escuta os pobres que clamam por Ele e é bom para quantos, de coração dilacerado pela tristeza, a solidão e a exclusão, n’Ele procuram refúgio. Escuta todos os que são espezinhados na sua dignidade e, apesar disso, têm a força de levantar o olhar para o Alto a fim de receber luz e conforto. Escuta os que se veem perseguidos em nome duma falsa justiça, oprimidos por políticas indignas deste nome e intimidados pela violência; e contudo sabem que têm em Deus o seu Salvador. O primeiro elemento que sobressai nesta oração é o sentimento de abandono e confiança num Pai que escuta e acolhe. Sintonizados com estas palavras, podemos compreender mais profundamente aquilo que Jesus proclamou com a bem-aventurança «felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3).

Entretanto devido ao caráter único desta experiência, sob muitos aspetos imerecida e impossível de se expressar plenamente, sente-se o desejo de a comunicar a outros, a começar pelos que são – como o Salmista – pobres, rejeitados e marginalizados. De facto, ninguém se pode sentir excluído do amor do Pai, sobretudo num mundo onde frequentemente se eleva a riqueza ao nível de primeiro objetivo e faz com que as pessoas se fechem em si mesmas.

2. O Salmo carateriza a atitude do pobre e a sua relação com Deus, por meio de três verbos. O primeiro: «clamar». A condição de pobreza não se esgota numa palavra, mas torna-se um brado que atravessa os céus e chega a Deus. Que exprime o brado dos pobres senão o seu sofrimento e solidão, a sua desilusão e esperança? Podemos interrogar-nos: como é possível que este brado, que sobe à presença de Deus, não consiga chegar aos nossos ouvidos e nos deixe indiferentes e impassíveis? Num Dia como este, somos chamados a fazer um sério exame de consciência para compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres.

Necessitamos da escuta silenciosa para reconhecer a sua voz. Se nós falarmos demasiado, não conseguiremos escutá-los a eles. Muitas vezes, temo que tantas iniciativas, apesar de meritórias e necessárias, visem mais comprazer-nos a nós mesmos do que acolher verdadeiramente o clamor do pobre. Se assim for, na hora em que os pobres fazem ouvir o seu brado, a reação não é coerente, não é capaz de sintonizar com a condição deles. Vive-se tão encurralado numa cultura do indivíduo obrigado a olhar-se ao espelho e a cuidar exageradamente de si mesmo, que se considera suficiente um gesto de altruísmo para ficar satisfeito, sem se comprometer diretamente.

3. Um segundo verbo é «responder». O Salmista diz que o Senhor não só escuta o clamor do pobre, mas também responde. A sua resposta – como atesta toda a história da salvação – é uma intervenção cheia de amor na condição do pobre. Foi assim, quando Abraão expressara a Deus o seu desejo de possuir uma descendência, apesar de ele e a esposa Sara, já idosos, não terem filhos (cf.Gn 15, 1-6). O mesmo aconteceu quando Moisés, do fogo duma sarça que ardia sem se consumir, recebeu a revelação do nome divino e a missão de fazer sair o povo do Egito (cf. Ex 3, 1-15). E esta resposta confirmou-se ao longo de todo o caminho do povo pelo deserto: tanto quando sentia os apertos da fome e da sede (cf. Ex 16, 1-16; 17, 1-7), como quando caía na miséria pior, ou seja, na infidelidade à aliança e na idolatria (cf. Ex 32, 1-14).

A resposta de Deus ao pobre é sempre uma intervenção salvadora para cuidar das feridas da alma e do corpo, repor a justiça e ajudar a retomar a vida com dignidade. A resposta de Deus é também um apelo para que toda a pessoa que acredita n’Ele possa, dentro dos limites humanos, fazer o mesmo. O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta, dirigida pela Igreja inteira dispersa por todo o mundo, aos pobres de todo o género e de todo o lugar a fim de não pensarem que o seu clamor caíra em saco roto. Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e contudo pode ser um sinal de solidariedade para quantos passam necessidade a fim de sentirem a presença ativa dum irmão ou duma irmã. Não é de um ato de delegação que os pobres precisam, mas do envolvimento pessoal de quantos escutam o seu brado. A solicitude dos crentes não pode limitar-se a uma forma de assistência – embora necessária e providencial num primeiro momento –, mas requer aquela «atenção amiga» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 199) que aprecia o outro como pessoa e procura o seu bem.

4. O terceiro verbo é «libertar». O pobre da Bíblia vive com a certeza de que Deus intervém em seu favor para lhe devolver dignidade. A pobreza não é procurada, mas criada pelo egoísmo, a soberba, a avidez e a injustiça: males tão antigos como o homem, mas sempre pecados são, acabando enredados neles tantos inocentes com dramáticas consequências sociais. A ação libertadora do Senhor é um ato de salvação em prol de quantos Lhe manifestaram a sua aflição e angústia. As amarras da pobreza são quebradas pelo poder da intervenção de Deus. Muitos Salmos narram e celebram esta história da salvação, que se verifica na vida pessoal do pobre: «Ele não desprezou nem desdenhou a aflição do pobre, nem desviou dele a sua face; mas ouviu-o, quando Lhe pediu socorro» (Sal 22, 25). Poder contemplar a face de Deus é sinal da sua amizade, da sua proximidade, da sua salvação. «Viste a minha miséria e conheceste a angústia da minha alma; (…) deste aos meus pés um caminho espaçoso» (Sal 31, 8b.9). Dar ao pobre um «caminho espaçoso» equivale a libertá-lo da «armadilha do caçador» (cf. Sal 91, 3), a tirá-lo da armadilha montada no seu caminho, para poder caminhar sem impedimentos e olhar serenamente a vida. A salvação de Deus toma a forma duma mão estendida ao pobre, que oferece acolhimento, protege e permite sentir a amizade de que necessita. É a partir desta proximidade concreta e palpável que tem início um genuíno percurso de libertação: «Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo» (Evangelii gaudium, 187).

5. Não cessa de comover-me o caso – referido pelo evangelista Marcos (cf. 10, 46-52) – de Bartimeu, na pessoa de quem vejo identificados tantos pobres. O cego Bartimeu era um mendigo, que «estava sentado à beira do caminho» (10, 46); tendo ouvido dizer que ia a passar Jesus, «começou a gritar» e a invocar o «Filho de David» para que tivesse piedade dele (cf. 10, 47). «Muitos repreendiam-no para o fazer calar, mas ele gritava cada vez mais» (10, 48). O Filho de Deus escutou o seu brado e «perguntou-lhe: “Que queres que te faça?” “Mestre, que eu veja!” – respondeu o cego» (10, 51). Esta página do Evangelho torna visível aquilo que o Salmo anunciava como promessa. Bartimeu é um pobre que se encontra desprovido de capacidades fundamentais, como o ver e o poder trabalhar. Também hoje não faltam percursos que levam a formas de precariedade. A falta de meios basilares de subsistência, a marginalização quando já não se está na plenitude das próprias forças laborais, as diversas formas de escravidão social, apesar dos progressos realizados pela humanidade… Como Bartimeu, quantos pobres há hoje à beira da estrada e procuram um significado para a sua condição! Quantos se interrogam acerca dos motivos por que chegaram ao fundo deste abismo e sobre o modo como sair dele! Esperam que alguém se aproxime deles, dizendo: «Coragem, levanta-te que Ele chama-te» (10, 49).

Com frequência, infelizmente, verifica-se o contrário: as vozes que se ouvem são de repreensão e convite a estar calados e a sofrer. São vozes desafinadas, muitas vezes regidas por uma fobia para com os pobres, considerados como pessoas não apenas indigentes, mas também portadoras de insegurança, instabilidade, extravio dos costumes da vida diária e, consequentemente, pessoas que devem ser repelidas e mantidas ao longe. Tende-se a criar distância entre nós e eles, não nos dando conta de que, assim, acabamos distantes do Senhor Jesus, que não os afasta mas chama-os a Si e consola-os. Como soam apropriadas a este caso as palavras do profeta relativas ao estilo de vida do crente: «libertar os que foram presos injustamente, livrá-los do jugo que levam às costas, pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opressão, repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus» (Is 58, 6-7). Este modo de agir faz com que o pecado seja perdoado (cf. 1 Ped 4, 8), a justiça percorra a sua estrada e, quando formos nós a clamar pelo Senhor, Ele nos responda dizendo: Aqui estou! (cf. Is 58, 9).

6. Os primeiros habilitados a reconhecer a presença de Deus e a dar testemunho da sua proximidade à própria vida são os pobres. Deus permanece fiel à sua promessa e, mesmo na escuridão da noite, não deixa faltar o calor do seu amor e da sua consolação. Contudo, para superar a opressiva condição de pobreza, é necessário aperceber-se da presença de irmãos e irmãs que se ocupem deles e que, abrindo a porta do coração e da vida, lhes façam sentir benvindos como amigos e familiares. Somente deste modo podemos descobrir «a força salvífica das suas vidas» e «colocá-los no centro do caminho da Igreja» (Evangelii gaudium, 198).

Neste Dia Mundial, somos convidados a tornar concretas as palavras do Salmo: «Os pobres comerão e serão saciados» (Sal 22, 27). Sabemos que no templo de Jerusalém, depois do rito do sacrifício, tinha lugar o banquete. Esta foi uma experiência que, no ano passado, enriqueceu a celebração do primeiro Dia Mundial dos Pobres, em muitas dioceses. Muitos encontraram o calor duma casa, a alegria duma refeição festiva e a solidariedade de quantos quiseram compartilhar a mesa de forma simples e fraterna. Gostaria que, também neste ano e para o futuro, este Dia fosse celebrado sob o signo da alegria pela reencontrada capacidade de estar juntos. Rezar juntos em comunidade e compartilhar a refeição no dia de domingo é uma experiência que nos leva de volta à primitiva comunidade cristã, que o evangelista Lucas descreve em toda a sua originalidade e simplicidade: «Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações. (…) Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (At 2, 42.44-45).

7. Inúmeras são as iniciativas que a comunidade cristã empreende para dar um sinal de proximidade e alívio às muitas formas de pobreza que estão diante dos nossos olhos. Muitas vezes, a colaboração com outras realidades, que se movem impelidas não pela fé mas pela solidariedade humana, consegue prestar uma ajuda que, sozinhos, não poderíamos realizar. O facto de reconhecer que, no mundo imenso da pobreza, a nossa própria intervenção é limitada, frágil e insuficiente leva a estender as mãos aos outros, para que a mútua colaboração possa alcançar o objetivo de maneira mais eficaz. Somos movidos pela fé e pelo imperativo da caridade, mas sabemos reconhecer outras formas de ajuda e solidariedade que se propõem, em parte, os mesmos objetivos; desde que não transcuremos aquilo que nos é próprio, ou seja, conduzir todos a Deus e à santidade. Uma resposta adequada e plenamente evangélica, que podemos realizar, é o diálogo entre as diversas experiências e a humildade de prestar a nossa colaboração, sem qualquer espécie de protagonismo.

À vista dos pobres, não se perca tempo a lutar pela primazia da intervenção, mas reconheçamos humildemente que é o Espírito quem suscita gestos que sejam sinal da resposta e da proximidade de Deus. Quando encontramos o modo para nos aproximar dos pobres, saibamos que a primazia compete a Ele que abriu os nossos olhos e o nosso coração à conversão. Não é de protagonismo que os pobres têm necessidade, mas de amor que sabe esconder-se e esquecer o bem realizado. Os verdadeiros protagonistas são o Senhor e os pobres. Quem se coloca ao serviço é instrumento nas mãos de Deus, para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação. Recorda-o São Paulo quando escreve aos cristãos de Corinto, que competiam entre eles a propósito dos carismas procurando os mais prestigiosos: «Não pode o olho dizer à mão: “Não tenho necessidade de ti”; nem tão pouco a cabeça dizer aos pés: “Não tenho necessidade de vós”» (1 Cor 12, 21). Depois, o Apóstolo faz uma consideração importante, observando que os membros do corpo que parecem mais fracos são os mais necessários (cf. 12, 22) e, «aqueles que parecem ser os menos honrosos do corpo, a esses rodeamos de maior honra e, aqueles que são menos decentes, nós os tratamos com mais decoro; os que são decentes, não têm necessidade disso» (12, 23-24). Ao mesmo tempo que dá um ensinamento fundamental sobre os carismas, Paulo educa também a comunidade para a conduta evangélica com os seus membros mais fracos e necessitados. Longe dos discípulos de Cristo sentimentos de desprezo e de pietismo para com eles; antes, são chamados a honrá-los, a dar-lhes a precedência, convictos de que eles são uma presença real de Jesus no meio de nós. «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).

8. Por isto se compreende quão distante esteja o nosso modo de viver do modo de viver do mundo, que louva, segue e imita aqueles que têm poder e riqueza, enquanto marginaliza os pobres considerando-os um descarte e uma vergonha. As palavras do Apóstolo são um convite a dar plenitude evangélica à solidariedade com os membros mais fracos e menos dotados do corpo de Cristo: «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26). Na mesma linha, nos exorta ele na Carta aos Romanos: «Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. Preocupai-vos em andar de acordo uns com os outros; não vos preocupeis com as grandezas, mas entregai-vos ao que é humilde» (12, 15-16). Esta é a vocação do discípulo de Cristo; o ideal para o qual se deve tender constantemente é assimilar cada vez mais em nós «os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus» (Flp 2, 5).

9. Uma palavra de esperança torna-se o epílogo natural para onde nos encaminha a fé. Muitas vezes, são precisamente os pobres que põem em crise a nossa indiferença, filha duma visão da vida, demasiado imanente e ligada ao presente. O clamor do pobre é também um brado de esperança com que manifesta a certeza de ser libertado; esperança fundada no amor de Deus, que não abandona quem a Ele se entrega (cf. Rm 8, 31-39). Santa Teresa de Ávila deixara escrito no seu Caminho de Perfeição: «A pobreza é um bem que encerra em si todos os bens do mundo; assegura-nos um grande domínio; quero dizer que nos torna senhores de todos os bens terrenos, uma vez que nos leva a desprezá-los» (2, 5). Na medida em que somos capazes de discernir o verdadeiro bem é que nos tornamos ricos diante de Deus e sábios diante de nós mesmos e dos outros. É mesmo assim: na medida em que se consegue dar à riqueza o seu justo e verdadeiro significado, cresce-se em humanidade e torna-se capaz de partilha.

10. Convido os irmãos bispos, os sacerdotes e de modo particular os diáconos, a quem foram impostas as mãos para o serviço dos pobres (cf. At 6, 1-7), juntamente com as pessoas consagradas e tantos leigos e leigas que, nas paróquias, associações e movimentos, tornam palpável a resposta da Igreja ao clamor dos pobres, a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização. Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair em saco roto esta oportunidade de graça. Neste dia, sintamo-nos todos devedores para com eles, a fim de que, estendendo reciprocamente as mãos uns para os outros, se realize o encontro salvífico que sustenta a fé, torna concreta a caridade e habilita a esperança a prosseguir segura no caminho rumo ao Senhor que vem.

Vaticano, na Memória litúrgica de Santo António de Lisboa, 13 de junho de 2018.

Francisco

Paróquia de Materlândia, convida para o congresso: “Alinhados com o Reino dos Céus”.

A Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Materlândia promove a 1° conferência “Alinhados com o Reino dos Céus”, a realizar- se dia 25 de novembro de 2018, das 8h às 19h.
Trata-se de um evento que promete levar os participantes,  a níveis mais profundos de experiência com Cristo, e a partir da mesma,  alinhar o caminho dos jovens ao caminho do Reino.
O evento busca proporcionar momentos de edificação e contro com Deus;  (ORAÇÃO ESPONTÂNEA, LOUVOR, PREGAÇÃO DA PALAVRA).
Serão momentos,  onde os participantes confirmarão o Amor de Deus; inabalável e incansável a nós. Nossa vida será preenchida pela presença e manifestação de Deus.
Presença confirmada de: Adilson Nogueira (RCC Guanhães), Ministério de Louvor, Elton Pimentel (Comunidade Deus Existe), Pe. José Adriano e Ministério Dança e Artes (IEMP Materlândia). 
Se prepare para esse agir de Deus, para ser alinhado ao Reino dos Céus. Faça a sua parte, compareça, participe, envolva-se!
Para participar é preciso fazer sua inscrição na secretaria paroquial, com investimento de 10,00.
Informações:  
(33) 34271159 ou (33) 9 9925277

 

Papa: amor a Deus e ao próximo são inseparáveis

Cidade do Vaticano – O amor a Deus e ao próximo são inseparáveis, reiterou o Papa em sua alocução, antes de rezar o Angelus. “Eles são os dois lados de uma única moeda: vividos juntos, são a verdadeira força do crente”. O domingo chuvoso não impediu que milhares de fiéis e turistas fossem até a Praça São Pedro para ouvir a mensagem de Francisco no tradicional encontro dominical.

“Há um só Senhor e esse Senhor é “nosso” no sentido de que ele está ligado a nós com um pacto indissolúvel, nos amou, nos ama e nos amará para sempre”, disse o Papa ao iniciar sua reflexão, inspirada no Evangelho de São Marcos e no Livro do Deuteronômio.

Amor a Deus e ao próximo são inseparáveis

E “é desta fonte, este amor de Deus – completou – que deriva o duplo mandamento para nós: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua mente e com toda a tua força. […] amarás o teu próximo como a ti mesmo”:

“Ao escolher estas duas palavras dirigidas por Deus ao seu povo e colocando-as juntas, Jesus ensinou de uma vez por todas que o amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis. E mais do que isso, eles se sustentam um ao outro. Mesmo se colocados em sequência, eles são os dois lados de uma única moeda: vividos juntos, eles são a verdadeira força do crente”!

“O nosso Deus é doação sem reservas, é perdão sem limites, é relação que promove e faz crescer. Por isto – observou Francisco – amar a Deus quer dizer investir nossas energias todos os dias para ser seus colaboradores no serviço ao próximo sem reservas, no buscar perdoar sem limites e no cultivar relações de comunhão e de fraternidade”.

Pré-selecionar o próximo não é cristão

E explicou, que “o evangelista Marcos não se preocupa em especificar quem é o próximo, porque o próximo é a pessoa que eu encontro no caminho, nos meus dias”:

“Não se trata de pré-selecionar o meu próximo, isto não é cristão! Eu penso que o meu próximo é aquele que eu pré-selecionei. Não, isto não é cristão, é pagão; mas se trata de ter olhos para vê-lo e coração para querer o seu bem. Se nos exercitarmos em ver com o olhar de Jesus, nos colocaremos sempre em escuta e ao lado de quem precisa. As necessidades do próximo exigem certamente respostas eficazes, mas antes ainda elas pedem compartilhamento”.

Proximidade fraterna

Com uma imagem – exemplificou – podemos dizer que o faminto tem necessidade não apenas de um prato de sopa, mas também de um sorriso, de ser ouvido e também de uma oração, quem sabe feita em conjunto:

“O Evangelho de hoje convida todos nós a sermos projetados não somente para as urgências dos irmãos mais pobres, mas sobretudo a estarmos atentos às suas necessidades de proximidade fraterna, de sentido da vida e da ternura. Isso interpela nossas comunidades cristãs: trata-se de evitar o risco de ser comunidades que vivem de muitas iniciativas, mas de poucas relações; o risco de comunidade “estações de serviço”, mas de pouca companhia, no sentido pleno e cristão deste termo”.

“Seria ilusório – disse Francisco ao concluir – pretender amar o próximo sem amar a Deus. E da mesma forma seria ilusório pretender amar a Deus sem amar o próximo. As duas dimensões do amor, para Deus e para o próximo, em sua unidade, caracterizam o discípulo de Cristo. Que a Virgem Maria nos ajude a acolher e testemunhar na vida de cada dia este ensinamento luminoso”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-11/papa-francisco-angelus-04-novembro-2018.html

Encontro Diocesano de Catequese assessorado por Pe Vanildo de Paiva em Guanhães

Conforme cronograma de atividades da Catequese Diocesana, aconteceu na sexta-feira, dia 26 de 18 às 21h e no sábado, 27 de outubro de 8 às 17h , em Guanhães, o encontro cujo tema foi Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal e foi assessorado por Pe Vanildo de Paiva, sacerdote da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG, onde coordena a Comissão Arquidiocesana para a Liturgia. É mestre em Psicologia e assessor para formação de lideranças, sobretudo nas áreas de catequese e liturgia. Escreveu livros publicados pela Paulus Editora, entre os quais se destaca “Catequese e Liturgia: duas faces do mesmo Mistério”. É professor do IRPAC – Curso de Especialização em Catequética, do Regional leste II. Participaram do encontro, coordenadores de catequese, coordenadores de outras pastorais e movimentos da diocese e alguns padres.

Pe Vanildo iniciou dizendo que já era um bom caminho ver pessoas de lugares e pastorais diferentes reunidos, pois é esperança de que já há indícios de que já se tem noção que a Iniciação à Vida Cristã  representa uma urgência em nossa Igreja, e é de responsabilidade de todos. Prosseguindo, fez um breve resumo  do conteúdo do Documento 107: No capítulo 1- Jesus e a Samaritana. Todos nós, sem exceção, somos carentes da Água viva. Somente em Jesus Cristo podemos encontrar as respostas para as nossas inquietações. São muitas as nossas aflições, mas existem outros mais aflitos do que nós, que estão com suas “ânforas” completamente vazias tornando-se a Iniciação Cristã urgente. O capítulo 2 nos convida a ver e a aprender com a história e com a nossa realidade, a perceber as luzes e as sombras dos nossos dias e o confronto com a postura de Jesus. Não devemos olhar a vida da varanda, mas entrarmos  nela.

 O capítulo 3 nos leva a discernir como Igreja. Catecumenato o que é? Para quê? Uma olhada nos primeiros séculos, como funcionava e trazer para os tempos de hoje. O Capítulo IV propõe caminhos que é a partir da experiência do  encontro verdadeiro com Jesus.  Ele lembrou o número 287 do Documento de Aparecida sobre a IVC: Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo para um verdadeiro seguimento ou não estamos cumprindo a nossa missão evangelizadora. Há muita preocupação com a catequese. Fazer catequese não é comunicar uma teoria. O evangelizador comunica uma experiência com as crianças e não deve ser conteudista.  A prioridade da catequese é com os adultos. Jesus abençoava as crianças e catequizava os adultos e às vezes a Igreja tem feito o contrário.

No tempo de Jesus, Ele  olhou , suspirou e disse: Coitados! São ovelhas sem pastor. Sem pastor, as ovelhas ficam sem rumo, não têm perspectiva de vida. Diante disto Jesus escolheu os doze e os enviou, porém antes de ser missionário, é preciso ser discípulo, aprofundar a fé para que chegue ao coração e vire prática. Temos que nos sensibilizar com situações como as da África, mas temos que ver e sentir o drama das tantas ovelhas sem pastor do nosso lado. Por isto a IVC é urgente. Ser uma  Igreja em saída! Ir até as periferias existenciais. Quem são eles? Os drogados, os depressivos que estão com seus vasos secos, vazios… A igreja entende como tempo de germinação. Igreja começa com um grupo pequeno. Estamos de novo na mesma situação. Um mundão ao nosso redor. O bom pastor agora, deixa uma e vai atrás das noventa e nove perdidas porque há muitas pessoas envernizadas no evangelho; a boa Nova não chegou ao coração.

Somente quem faz o encontro verdadeiro com  Jesus , abastece sua ânfora com a água viva , passa a ser seguidor, discípulo e depois missionário, pois para ser missionário precisa ser discípulo primeiramente. Não se pode ficar na teoria, tem que ir para o coração para se tornar prática. Precisamos buscar o exemplo de nosso papa Francisco com a sua catequese tão inspiradora e com sua prática, seguir seu exemplo, uma igreja acolhedora em saída, com leveza e agilidade. Estamos vivendo em um mundo líquido. Tudo é provisório! Precisamos fazer dos desafios, oportunidades, daí a urgência de um sólido projeto de iniciação para gerar não cristianistas, mas cristãos autênticos, verdadeiros e comprometidos através da união das pastorais para assumir a tarefa iniciática.

Outras reflexões foram realizadas com o grupo: Iniciação hoje e os elementos de uma catequese de iniciação cristã com inspiração catecumenal e pistas para um projeto da IVC  (paroquial e diocesano). Pe  Vanildo levou o grupo a pensar que só seremos credíveis ao mundo , quando sairmos de nossos templos para as periferias existenciais de nossos tempos, anunciando com nossa vida a mensagem salvífica que assimilamos e que nos faz homens e mulheres novos. Fazer com arte o que se propõe a fazer.

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CNBB divulga nota sobre o segundo turno das eleições 2018

Reunidos entre os dias 23 e 24 de outubro na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), os bispos que integram o Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da entidade emitiram uma Nota sobre o segundo turno das Eleições 2018. No documento, os bispos reforçam que as eleições são ocasião de exercício da democracia que requer dos candidatos propostas e projetos que apontem para a construção de uma sociedade em que reinem a justiça e a paz social. Os bispos exortam a que se deponham as armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira. Abaixo, a íntegra do documento.

NOTA DA CNBB

Por ocasião do segundo turno das eleições de 2018

Jesus Cristo é a nossa paz! (cf. Ef 2,14)

O Brasil volta às urnas para eleger seu novo presidente e, em alguns Estados e no Distrito Federal, seu governador. Fiel à sua missão evangelizadora, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido em Brasília-DF, nos dias 23 e 24 de outubro, vem ratificar sua posição e orientações a respeito deste importante momento para o País.

Eleições são ocasião de exercício da democracia que requer dos candidatos propostas e projetos que apontem para a construção de uma sociedade em que reinem a justiça e a paz social. Cabe à população julgar, na liberdade de sua consciência, o projeto que melhor responda aos princípios do bem comum, da dignidade da pessoa humana, do combate à sonegação e à corrupção, do respeito às instituições do Estado democrático de direito e da observância da Constituição Federal.

Na missão de pastores e profetas, nós, bispos católicos, ao assumirmos posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, o fazemos, não por ideologia, mas por exigência do Evangelho que nos manda amar e servir a todos, preferencialmente aos pobres. Por isso, “a Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada” (CNBB – Mensagem ao Povo de Deus – 19 de abril de 2018). Inúmeros são os testemunhos de bispos que, na história do país, se doaram e se doam no serviço da Igreja em favor de uma sociedade democrática, justa e fraterna.

A CNBB reafirma seu compromisso, sobretudo através do diálogo, de colaborar na busca do bem comum com as instituições sociais e aqueles que, respaldados pelo voto popular, forem eleitos para governar o País.

Exortamos a que se deponham armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira. Toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência, deve ser superada. Revistamo-nos, portanto, do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz!

Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, invocamos a bênção de Deus para o povo brasileiro.

Brasília-DF, 24 de outubro de 2018

 

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Presidente da CNBB em exercício

Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: http://www.cnbb.org.br

DNJ na Diocese de Guanhães

O tema e o lema do Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2018 – “Juventude Construindo uma Cultura de Paz” e lema “Disse estas coisas para que em mim vocês tenham paz, neste mundo vocês terão aflições, contudo tenham coragem, Eu venci o mundo” (Jo 16,33) – estão em consonância com os da Campanha da Fraternidade 2018, “Fraternidade e superação da violência” e o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O DNJ neste ano acontece no dia 21 de outubro em dioceses do pais inteiro.

Em Guanhães o evento aconteceu no pátio da Catedral São Miguel. As atividades começaram às 7h com a acolhida das caravanas, e após um café da manhã, aconteceu a caminhada da juventude às 9h, e Missa na Catedral às 10h.
De acordo com Ivanderson Chander (Pão), Coordenador Diocesano da Pastoral da Juventude, o evento reuniu jovens de vários movimentos e pastorais de nossa Diocese: “Mais uma vez os jovens de nossa Diocese mostrou que brilha, que reza, luta por um mundo mais humano e não se acomoda diante de uma sociedade injusta. Queremos ser protagonista da nossa própria história caminhando com a Igreja. E na certeza que a energia que a juventude tem vem de Deus.”

Após o almoço ocorreram apresentações, show com a banda Gotas do Oceano, momento Mariano às 15h, e o encerramento com o Show da cantora Karol Correa.

História do DNJ

O Dia Nacional da Juventude surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas. Estava evidente que a juventude precisava mobilizar-se e construir espaços de participação, para pensar e repensar uma nova sociedade. Todos os anos organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado com grupos. O DNJ acontece em todo o país todos os anos no último domingo do mês de outubro, exceto nos anos eleitorais, quando a data é alterada, como neste ano.
Confira os temas do DNJ desde sua criação:

1987 – DNJ: Juventude e Participação – Juventude, Presença e Participação.
1988 – DNJ: Juventude, Libertação na Luta do Povo – Mulher, Negro, Índio e Eleições.
1989 – DNJ: Juventude e Educação – Juventude, cadê a Educação?
1990 – DNJ: Juventude e Trabalho – Juventude: do nosso suor, a riqueza de quem?
1991 – DNJ: Juventude e América Latina – Latino-americanos, por que não?
1992 – DNJ: Juventude e Ecologia – Ouça o ECO(logia) da Vida.
1993 – DNJ: Juventude e AIDS – Um grito por solidariedade.
1994 – DNJ: Juventude e Cultura – Nossa cara, Nossa Cultura.
1995 – DNJ: Juventude e Cidadania – Construindo a Vida.
1996 – DNJ: Juventude e Cidadania – Quero ver o novo no poder.
1997 – DNJ: Juventude e Direitos Humanos – A vida floresce quando a Liberdade Acontece.
1998 – DNJ: Juventude e Direitos Humanos – Nas asas da Esperança gestamos a mudança.
1999 – DNJ: Juventude e Dívidas Sociais – Vida em Plenitude, Trabalho pra Juventude.
2000 – DNJ: Juventude e Dívidas Sociais – Jubileu da Terra, um Sopro de Vida.
2001 – DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Paz, Dom de Deus! Direito da Juventude.
2002 – DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – A vida se tece de sonhos.
2003 – DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Lancemos as redes em águas mais profundas.
2004 – DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – A gente quer fazer valer nosso suor… A gente quer do bom e do melhor.
2005 – DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Juventude vamos lutar! Chegou a hora do nosso sonho realizar.
2006 – DNJ: Políticas Públicas para a Juventude – Juventude que ousa sonhar constrói um Brasil popular.
2007 – DNJ: Juventude e Meio Ambiente – É Missão de todos nós. Deus chama: eu quero ouvir a tua voz.
2008 – DNJ: Juventude e os Meios de Comunicação – Queremos pautar as razões de nosso viver.
2009 – DNJ: Contra o extermínio da juventude, na luta pela vida – Juventude em Marcha contra a violência.
2010 – DNJ 25 anos: celebrando a memória e transformando a história – Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência.
2011 – DNJ: Juventude e Protagonismo Feminino – Jovens mulheres tecendo relações de vida.
2012 – DNJ: Juventude e Vida – Que vida vale a pena ser vivida?
2013 – DNJ: Juventude e Missão – Jovem: levante-se, seja fermento!
2014 – DNJ: Feitos para ser livres, não escravos.
2015 – DNJ: Juventude construindo uma nova sociedade.
2016 – DNJ: Juventude e nossa Casa Comum – “Vou criar novo céu e nova terra” (Is. 65, 17)
2017 – DNJ: Juventudes em defesa da vida dos Povos e da Mãe-terra – “Os humildes herdarão a terra” (Sl 37,11)

 

Informações: jovensconectados.org.br

 

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