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As Sete dores de Nossa Senhora.

Apresentamos aqui, nesse tempo em que celebramos a centralidade de nossa fé católica, o Setenário de Nossa Senhora das Dores. O setenário relembra as principais dores que a Mãe Maria sofreu com a paixão, morte e sepultamento de Jesus. Junto à cruz a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e da Igreja Católica. Esta devoção à Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo. Maria, por meio da dor que sofreu, ensina como superar o sofrimento, confiando em Deus. Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor. Que Nossa Senhora das Dores, rogue por todos nós, diante de nossas inúmeras dores!

Oração do setenário:

Dirigente: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 

Todos: Amém.

Dirigente: Nós vos louvamos Senhor, e vos bendizemos!
Todos: Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
Dirigente: Nós contemplamos vossas Dores, ó Mãe de Deus!
Todos: E vos seguimos no caminho da fé!

Dirigente:  Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo na Unidade do Espírito Santo.

Todos: Amém.

Primeira Dor – Profecia de Simeão: Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35). 1 Pai Nosso; 10 Ave Maria.

 

Segunda Dor – Fuga para o Egito: O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14). 1 Pai Nosso; 1 Ave Maria.

 

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém: Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45). 1 Pai Nosso; 1 Ave Maria.

 

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário: Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27). 1 Pai Nosso; 1 Ave Maria.

 

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus: Junto à cruz de Jesus estava de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a). 1 Pai Nosso; 1 Ave Maria.

 

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz: Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42). 1 Pai Nosso;  Ave Maria.

 

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro: Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a). 1 Pai Nosso; 1 Ave Maria.

Dirigente: Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do Vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade. Nós vos pedimos: assim como quisestes que ao pé da cruz do Vosso Filho estivesse Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo, Por Cristo, Nosso Senhor.

Todos: Amém!

Obs: Pode-se intercalar cânticos entre cada dor meditada. 

 

 

Oração do Ângelus – 5º Domingo da Quaresma

“Que a Quaresma nos faça conscientes do nosso pecado para não julgarmos os demais”     

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Neste quinto domingo da Quaresma, a liturgia apresenta o episódio da mulher adúltera (cf. Jo 8, 1-11). Nela se opõem duas atitudes: a dos escribas e fariseus de um lado e a de Jesus do outro. Os primeiros querem condenar a mulher, porque sentem os guardiões da lei e de sua aplicação fiel. Em vez disso, Jesus quer salvá-la , porque ele personifica a misericórdia de Deus que, perdoando, redime e reconcilia, renova.

Então vamos ver o evento. Enquanto Jesus está ensinando no templo, os escribas e fariseus trazem uma mulher surpreendida em adultério; eles colocam no meio e perguntam a Jesus se ele deve ser apedrejado até a morte, como prescreve a Lei de Moisés. O evangelista afirma que eles colocam a questão “para testá-lo e ter motivos para acusá-lo” (v. 6). Pode-se supor que o propósito deles era este – ver a maldade dessas pessoas: o “não” ao apedrejamento teria sido uma razão para acusar Jesus de desobediência à Lei; o “sim”, em vez disso, para denunciá-lo à autoridade romana, que reservou as sentenças para si e não admitiu o linchamento popular. E Jesus deve responder.

Os interlocutores de Jesus estão fechados no estreito do legalismo e querem prender o Filho de Deus em sua perspectiva de julgamento e condenação. Mas Ele não veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer às pessoas uma nova vida. E como Jesus reage a esse teste? Primeiro de tudo, ele permanece por um tempo em silêncio, e se abaixa para escrever com o dedo no chão, como se lembrar que o único Legislador e Juiz é Deus. que escreveu a Lei da Pedra. E então ele diz: “Quem de vocês é sem pecado, lance a pedra em seu primeiro” (v. 7). Assim, Jesus apela à consciência daqueles homens: eles se sentem “defensores da justiça”, mas os chama para a consciência de sua condição de homens pecadores, pelos quais não podem reivindicar o direito à vida ou à morte por conta própria. similar. Nesse ponto, um após o outro, começando pelo mais antigo – isto é, o mais experiente de suas próprias misérias – todos eles partiram, desistindo de apedrejar a mulher. Essa cena também convida cada um de nós a tomar consciência de que somos pecadores e a deixar cair de nossas mãos as pedras da difamação e da condenação, da tagarelice, que às vezes gostaríamos de lançar contra os outros. Quando atiramos nos outros

No final, apenas Jesus e a mulher permanecem ali, no meio: “o miserável e a misericórdia”, diz Santo Agostinho ( In Jo 33,5). Jesus é o único sem culpa, o único que poderia atirar a pedra nela, mas ele não, porque Deus “não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva” (ver Ez 33.11). E Jesus despede a mulher com estas palavras estupendas: “Vá e não mais peque” (v. 11). E assim Jesus abre um novo caminho diante dela, criado por misericórdia, uma estrada que requer seu compromisso de não pecar mais. É um convite válido para cada um de nós: quando Jesus nos perdoa, ele sempre abre um novo caminho para seguirmos em frente. Neste tempo de Quaresma, somos chamados a nos reconhecer como pecadores e pedir perdão a Deus, e o perdão, por sua vez, reconciliando-nos e nos dando paz, nos faz começar uma história renovada. Toda conversão verdadeira é destinada a um novo futuro, a uma nova vida, a uma bela vida , a uma vida livre do pecado, a uma vida generosa. Não temos medo de pedir perdão a Jesus porque Ele abre a porta para essa nova vida. A Virgem Maria nos ajude a testemunhar todo o amor misericordioso de Deus que, em Jesus, nos perdoa e torna nova a nossa existência, oferecendo sempre novas possibilidades.

[00595-IT.02] [Texto original: italiano]

 

Primeira Reunião Diocesana da Pastoral do Dízimo na Diocese de Guanhães

Aconteceu nos dias 21 a 23 de Março de 2017, no Centro de Acolhimento São José, em Belo Horizonte, Formação e Espiritualidade sobre a Pastoral do Dízimo com a participação do Regional Leste II (Minas Gerais e Espírito Santo).

Para este encontro, o então Bispo Diocesano, Dom Jeremias Antonio de Jesus, delegou para representar a Diocese o Seminarista Edmilson Henrique Cândido, hoje Diácono Assessor Diocesano para a Pastoral do Dízimo, e Márcia Sales Barbosa (cristã leiga da comunidade Matriz São Miguel e Almas).

O objetivo específico do encontro foi formar em nosso Regional Leste II uma Equipe para a Pastoral do Dízimo, com um representante de cada Província Eclesiástica. Sendo assim, foram escolhidos para representar as Províncias:  Pe Tadeu ( Província Juiz de Fora), Renata (Província de Belo Horizonte), Maria da Luz (Província de Vitória), Pe Benedito (Província Montes Claro), Pe Jair (Província Pouso Alegre) e o Seminarista Edmilson (Província de Diamantina), faltando escolher para as Províncias de Mariana e Uberaba.

Dízimo é a devolução, contribuição e partilha a Deus de uma pequena parcela dos nossos bens em forma de ação de graças pelo muito que D`Ele recebemos. É aquela parte reservada e consagrada para a manutenção da religião e dos necessitados. Deus é dono de tudo, por isso reservar a Ele parte dos bens é uma retribuição justa por tudo que Ele nos tem dado. Assim diz a Bíblia: “Todos os dízimos da Terra são propriedades do Senhor… São coisas consagradas ao Senhor” (Lv 27,30).

Sendo assim, no Dia 30 de Março de 2019 fizemos o Primeiro Encontro Diocesano da Pastoral do Dízimo em Guanhães no Salão da Catedral. O Encontro iniciou às 8h, com término às 12h. Compareceram missionários da Pastoral do Dízimo das seguintes paróquias: São João Evangelista, Guanhães ( São Miguel e NSª Aparecida), Santa Maria do Suaçuí, Sabinópolis, Paulistas, Dores de Guanhães, Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo, Virginópolis, São Pedro do Suaçuí, Peçanha, Cantagalo, São José do Jacuri, Materlândia,  Braúnas, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Água Boa; com um total de 52 missionários coordenadores paroquias.

O Objetivo principal deste encontro foi ter uma visão geral de como anda o Processo de Conversão Dizimal em nossa Diocese de Guanhães. Também, formar uma Equipe Diocesana para a Pastoral do Dízimo com dois missionários de cada área para facilitar o trabalho em toda a Diocese. Elegeram-se os seguintes missionários: Diác. Edmilson (Assessor Diocesano), Área CMD ( Ismênia e Maria Aparecida), Área São Miguel ( Angela, Zefina e Claudia), Área SJE ( Rosa e Elvira) e Área Virginópolis ( Conceição e Tatiana).

Juntamente com o nosso Administrador Apostólico Dom Darci, Clero e todo Povo de Deus da Igreja Particular de Guanhães, queremos somar forças e organizar uma Pastoral do Dízimo Diocesano ou seja, um Dízimo de Pastoral despertando em cada um de nós a conversão, maturidade, pertença e muito amor pela nossa Igreja por meio da prática de uma espiritualidade dizimal.

Que São Miguel e Maria Santíssima intercedam pela nossa Diocese.

Assessor Missionário Diocesano da Pastoral do Dízimo  Diácono   Edmilson

XXVI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO CNLB – LESTE II

“Nesse mesmo dia, dois discípulos iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam a respeito de tudo que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: ‘O que é que vocês andam conversando pelo caminho’”? (Lc 24,13-17)

O trecho do Evangelho ressalta a necessidade que os dois viajantes tinham de procurar um sentido para os acontecimentos que vivenciaram e a atitude de Jesus, que se põe a caminho com eles (Doc. CNBB.n.49). O Cristo Ressuscitado deseja percorrer o caminho com cada cristão – leigo ou ordenado – acolhendo suas expectativas, permitindo-lhes testemunharem os seus ensinamentos. Portanto, “todos os batizados são corresponsáveis na evangelização da sociedade, mas aos Leigos e Leigas é atribuída a tarefa imensa e difícil de levar os cristãos leigos e leigas a agirem na transformação, por dentro das estruturas sociais” (CNLB. Agenda 2019).

“O que é que vocês andam conversando pelo caminho”.

Diante da realidade em que vivemos, Jesus exorta-nos a caminhar com Ele; “cumpre à Igreja e, especialmente, ao laicato novo papel profético: a tarefa de relançar a esperança diante de um país que convive com a normalidade da fraude e da corrupção. Precisamos de cristãos que façam a diferença sem populismo, nem messianismo. Para isso, será preciso saber ler os sinais dos tempos na nossa vida e histórias concretas. Tarefa fundamental do laicato será a de tornar mais humana a família humana e sua história concreta”. (Fernando Altemeyer, para o V Encontro Nacional do CNLB/2007).

Somos convidados a participar da ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO CNLB-LESTE II, que se realizará na cidade de Uberaba (MG), de 3 a 5 de maio, cujo tema é: “O agir dos Cristãos Leigos e Leigas, do Vaticano II ao Papa Francisco” e lema: “Vós sereis minhas testemunhas”(cf. Atos 1,8).  Momento formativo a cargo do padre Alfredinho; oportunidade para fortalecer a caminhada em nossa vocação de cristãos leigos e leigas para atuação na Igreja e no mundo.

É muito importante a participação de representantes de todas as dioceses do Regional Leste II, mesmo daquelas onde ainda não foi criado o CONSELHO DIOCESANO DOS LEIGOS.

“Basta um só homem para que a esperança exista. E esse homem, essa mulher pode ser você. Após isso, haverá um outro ‘você’ e um outro você…e isso resultará em um nós. Então, a esperança começa quando se tem um nós? Não. A esperança começou com um ‘você’. Quando há um nós, começa uma revolução”. (Papa Francisco).

Mariza C. Pimenta Dupim – Equipe de articulação do CDL – Diocese de Guanhães (MG)

 

Carta Apostólica sobre a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis

CARTA APOSTÓLICA
SOB A FORMA DE “MOTU PROPRIO”

DEL SOMMO PONTEFICE
FRANCESCO

SOBRE A PROTEÇÃO DE MENORES E PESSOAS VULNERÁVEIS

 

A proteção de menores e pessoas vulneráveis ​​é parte integrante da mensagem do evangelho que a Igreja e todos os seus membros são chamados a espalhar-se pelo mundo. De facto, o próprio Cristo confiou-nos o cuidado e a proteção dos menores e mais indefesos: ” quem me recebe um filho como este em meu nome, recebe-me ” (Mt 18,5). Portanto, todos nós temos o dever de receber generosamente menores e pessoas vulneráveis ​​e criar um ambiente seguro para eles, assumindo os interesses deles em primeiro lugar. Isto requer uma conversão contínua e profunda, na qual a santidade pessoal e o compromisso moral podem contribuir para promover a credibilidade do anúncio do Evangelho e renovar a missão educativa da Igreja.

Desejo, portanto, reforçar ainda mais o quadro institucional e regulamentar para prevenir e combater os abusos contra crianças e pessoas vulneráveis, de modo que, na Cúria Romana e na Cidade do Vaticano:

– uma comunidade que seja respeitosa e consciente dos direitos e necessidades das crianças e pessoas vulneráveis ​​seja mantida, bem como seja cuidadosa para evitar qualquer forma de violência física ou mental ou abuso, negligência, negligência, abuso ou exploração que possa ocorrer tanto no relações interpessoais que em estruturas ou lugares de partilha;

– todos têm consciência do dever de denunciar os abusos às autoridades competentes e de cooperar com eles em atividades de prevenção e contraste;

– qualquer abuso ou abuso contra menores ou contra pessoas vulneráveis ​​é efetivamente processado;

– o direito de ser recebido, ouvido e acompanhado é reconhecido àqueles que alegam ter sido vítimas de exploração, abuso sexual ou abuso, bem como suas famílias;

– o cuidado pastoral apropriado é oferecido às vítimas e suas famílias, bem como apoio espiritual, médico, psicológico e legal adequado;

– aos acusados ​​é garantido o direito a um julgamento justo e imparcial, em conformidade com a presunção de inocência, bem como os princípios de legalidade e proporcionalidade entre o crime e a sentença;

– a pessoa condenada por ter abusado de uma criança ou de uma pessoa vulnerável é removida de suas funções e, ao mesmo tempo, recebe apoio adequado para a reabilitação psicológica e espiritual, também para fins de reintegração social;

– tudo o que for possível é feito para reabilitar a boa reputação daqueles que foram injustamente acusados;

– é fornecida formação adequada para a proteção de menores e pessoas vulneráveis.

Portanto, com a presente carta estabeleço que:

1. As autoridades judiciárias competentes do Estado do Vaticano exercer jurisdição penal, mesmo em relação às infracções referidas nos artigos 1 e 3 de Lei nº CCXCVII, sobre a proteção das crianças e pessoas vulneráveis , de 26 de Março 2019, cometido, por ocasião do exercício das suas funções, pelos assuntos referidos no ponto 3 do Motu Proprio “Aos nossos tempos” , de 11 de julho de 2013.

2. Sem prejuízo do selo sacramental, os sujeitos referidos no ponto 3 do Motu Proprio “Para os nossos tempos” , de 11 de julho de 2013, são obrigados a apresentar, sem demora, uma reclamação ao promotor de justiça no tribunal da Cidade do Estado. do Vaticano sempre que, no exercício de suas funções, tiverem notícia ou motivos razoáveis ​​para acreditar que uma criança ou uma pessoa vulnerável é vítima de um dos crimes previstos no artigo 1º da Lei nº CCXCVII , se também cometidos alternativamente:

i. no território do Estado;

ii. em prejuízo dos cidadãos ou residentes no Estado;

iii. por ocasião do exercício das suas funções, pelos funcionários públicos do Estado ou pelos assuntos referidos no ponto 3 do Motu Proprio “Para os nossos tempos” , de 11 de julho de 2013.

3. Assistência espiritual, médica e social é oferecida às pessoas que tenham sido abusadas pelos delitos previstos no Artigo 1 da Lei No. CCXCVII , incluindo assistência terapêutica e psicológica de urgência, bem como informações úteis de natureza legal, através do Serviço de Assistência Gerenciada. pela Direção de Saúde e Higiene do Governador do Estado da Cidade do Vaticano.

4. O Ministério do Trabalho da Sé Apostólica organiza, juntamente com o Serviço de Acompanhamento da Direção de Saúde e Higiene, programas de formação do pessoal da Cúria Romana e das Instituições ligadas à Santa Sé sobre os riscos em matéria de exploração. , de abuso sexual e maus-tratos de crianças e pessoas vulneráveis, bem como sobre os meios para identificar e prevenir tais delitos e a obrigação de relatar.

5. Na seleção e recrutamento de pessoal da Cúria Romana e de instituições ligadas à Santa Sé, bem como daqueles que colaboram numa base voluntária, deve ser verificada a adequação do candidato para interagir com menores e pessoas vulneráveis. .

6. Os Dicastérios da Cúria Romana e as instituições ligadas à Santa Sé a que têm acesso os menores ou pessoas vulneráveis ​​adoptaram, com a assistência do Serviço de Acompanhamento da Direção-Geral de Saúde e Higiene, boas práticas e orientações para a sua realização. proteção.

Eu estabeleço que a presente Carta Apostólica na forma de “Motu Proprio” é promulgada através da publicação no L’Osservatore Romano e, posteriormente, incluída na Acta Apostolicae Sedis .

Concordo que o que foi estabelecido tem valor total e estável, mesmo revogando todas as disposições incompatíveis, a partir de 1º de junho de 2019.

Dado em Roma, em São Pedro, em 26 de março de 2019, o sétimo do pontificado.

 

FRANCESCO

Fonte: http://w2.vatican.va/content/francesco/it/motu_proprio/documents/papa-francesco-motu-proprio-20190326_latutela-deiminori.html

Cânticos para celebrar a Semana Santa (Clique e faça Downloads)

A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano, é o centro de todo o ano litúrgico, é quando se celebra de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

DOMINGO DE RAMOS – A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.

2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.

Tríduo Pascal 
O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.

QUINTA-FEIRA SANTA – Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual. De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, por questões pastorais, é realizada com antecedência, permitindo que mais pessoas possam participar.  Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.  Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.

SEXTA-FEIRA SANTA – A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão. Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo. O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”.  E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.  Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver.  Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.

VIGÍLIA PASCAL – Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração.  À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.

DOMINGO DE PÁSCOA  – Páscoa é vitória, é o homem chamado a sua maior dignidade. Como não se alegrar pela vitória d’Aquele que tão injustamente foi condenado à paixão mais terrível e à morte de cruz? Pela vitória d’Aquele que anteriormente foi flagelado, esbofeteado, cuspido, com tanta desumana crueldade. Este é o dia da esperança universal, o dia em que em torno ao ressuscitado, unem-se e se associam todos os sofrimentos humanos, as desilusões, as humilhações, as cruzes, a dignidade humana violada, a vida humana respeitada. A Ressurreição nos revela a nossa vocação cristã e nossa missão: aproximá-la a todos os homens. O homem não pode perder jamais a esperança na vitória do bem sobre o mal. Creio na Ressurreição? a proclamo? creio em minha vocação e missão cristã, a vivo? creio na ressurreição futura? É alento para esta vida?, São perguntas que devem ser feitas. A mensagem redentora da Páscoa não é outra coisa que a purificação total do homem, a libertação de seus egoísmos, de sua sensualidade, de seus complexos, purificação que, ainda que implique em uma fase de limpeza e saneamento interior, contudo se realiza de maneira positiva com dons de plenitude, com a iluminação do Espírito, a vitalização do ser por uma vida nova, que transborda alegria e paz – soma de todos os bens messiânicos-, em uma palavra, a presença do Senhor ressuscitado. São Paulo o expressou com incontida emoção neste texto: ” Se ressuscitastes com Cristo, então vos manifestareis gloriosos com Ele”.

Abaixo, sugerimos algumas opções de cânticos para que possamos bem celebrar esse momento tão importante de nossa igreja e de nossa fé. Clique no link abaixo e faça o download.

CANTICOS PARA CELEBRAR A SEMANA SANTA

 

 

Paróquia de São Sebastião, de Sabinópolis, lança Projeto de Solidariedade: Casa do Amor Solidário

“Praticar a caridade é a melhor maneira de evangelizar.”
(Papa Francisco)

A Paróquia São Sebastião, de Sabinópolis, deu abertura, na quarta- feira de Cinzas (06/03), início do tempo da Quaresma, ao Projeto da Casa do Amor Solidário. Num pequeno cômodo das instalações da paróquia, onde já funcionou o Escritório Paroquial, a ideia do nosso pároco, depois de reformar este espaço, transformá-lo num local de acolhimento das pessoas mais necessitadas e carentes. É próprio do ser Cristão a solidariedade. Não só a Oração, mas também as Obras como nos lembra a Carta de São Tiago: “Fé sem obras é uma fé morta”.

O grande sonho de nossa Paróquia é de que neste local funcione vários Projetos de Solidariedade. O Projeto principal é este da Rede de Margaridas Solidárias, que funciona assim: são formados pequenos grupos de 12 pessoas. Cada grupo possui o seu coordenador. Este coordenador distribui uma flor de Margarida para cada membro. Em cada flor um ímã é colocado e esta pode ficar sempre visível na geladeira da casa. Dentro de cada pétala da flor está escrito o mês e o alimento que aquela pessoa irá ofertar para formar a cesta daquele grupo no mês. A missão do coordenador de cada grupo de margarida é cuidar do seu “canteiro” para que todos perseverem e sejam fiéis na entrega do alimento contido na pétala. Todo mês o coordenador recolhe os alimentos de cada membro do seu grupo, forma a cesta e entrega na Casa do Amor Solidário. Outra equipe cuida para que estas cestas sejam distribuídas àqueles que mais precisam. Um projeto muito simples, que visa partilharmos daquilo que Deus nos dá. É um convite à prática do Evangelho, de amor aos irmãos, sendo solidário com aqueles que mais necessitam. Como são grupos de 12 a formar no final a cesta básica, com cada um doando um alimento, não fica pesado a ninguém. A rede da solidariedade se forma. Aqui na paróquia de Sabinópolis foram formados até agora 67 grupos de 12 pessoas. Com isso, são mais de 800 pessoas da comunidade envolvidas no projeto. Cabe à equipe de distribuição acompanhar as famílias assistidas e evitar o “assistencialismo”.

Na Casa do Amor Solidário, o grande sonho e propósito da paróquia, é que funcionem outros projetos como: aulas de corte e costura; fabricação de fraldas; aulas de artesanato e bordados, dentre outros. Tudo de acordo com as necessidades dos mais empobrecidos da nossa comunidade. A ideia é que o local seja o Centro de Recebimento de Doação para ajuda dos mais carentes. Muitas pessoas, às vezes querem ajudar o próximo, doar alguma coisa em bom estado, mas não sabem como fazê-lo.

A equipe responsável pela Casa do Amor Solidário, em nossa paróquia, ficou assim formada: Coordenadora do Jardim das Margaridas: Mariléia Queiroz De Almeida; 1º Coordenador da Casa do Amor Solidário: Padre João Gomes Ferreira; 2º Coordenador da Casa do Amor Solidário: Tarcízio José Mourão; Coordenadora dos Artesanatos: Luíza Marilac Queiroz Pinho; Secretária da Casa do Amor Solidário: Bernadete Generoso Peixoto.

Assim, com grande alegria, faremos da nossa Paróquia de São Sebastião uma Paróquia mais solidária.

 

Texto: Padre João Gomes e Secretária da paróquia
Foto: enviado por Ricardo Giordani

 

Paróquias da Diocese de Guanhães participam de formação da PASCOM

As transformações provocadas pelas tecnologias digitais têm afetado o jeito da Igreja se relacionar com os fiéis e o mundo em geral. Sentindo a força dessas mudanças, desde 1967 o papa publica uma mensagem para o Dia Mundial das Comunicações. Neste ano, em sua 53ª edição, que ocorrerá no dia 02 de Junho, Francisco escolheu o tema “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana”.

Em sua mensagem, o papa reconhece que “desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja sempre procurou promover o seu uso a serviço do encontro entre as pessoas e da solidariedade entre todos”.

Em sintonia com o papa, a Igreja no mundo todo se coloca em reflexão sobre a mensagem enviada. Sendo assim a Pastoral da Comunicação (Pascom) da diocese de Guanhães realizou, no dia 23 de Março, o Encontro de Formação com Joel Alvarenga, da Rádio Vida Nova FM 91,5 que nos explicou sobre as novas mídias sociais.

Nesta ocasião pudemos tratar sobre a articulação e atuação da Pastoral da comunicação em nossa diocese; aproveitando a presença de pessoas que já trabalham na PASCOM, se interessam por ela ou possuem um carisma especial para evangelizar através dos variados meios de comunicação nas dioceses e paróquias.

O papa Francisco, profeticamente, insiste em conjugar a “cultura do encontro” e “cultura digital”. Afinal de contas graças às “maravilhosas invenções da técnica” (Inter Mirifica) as barreiras da distância são vencidas e podem nos ajudar a sentir-nos mais próximos uns dos outros, favorecendo a evangelização ultrapassando as fronteiras geográficas, culturais e digitais. Com tantas transformações surge o “continente digital” o qual precisa ser evangelizado.

O ambiente digital é lugar de encontro entre pessoas cujos anseios e desafios não são virtuais, mas reais e com necessidade de uma reposta concreta. O campo digital se torna, assim, ambiente de apostolado tendo em vista que “não se trata de uma rede de fios, mas de pessoas” na qual se comunica vida. É lugar onde podemos fazer uma boa experiência de evangelização tendo em vista que evangelizar não é transmissão da fé, mas o testemunho.

Os primeiros cristãos souberam ser bons comunicadores, pois comunicaram pelo testemunho. “Pregue o Evangelho em todo tempo – disse São Francisco – Se necessário, use palavras”. Neste encontro formativo nos foi lançado o desafio de entender que a autêntica evangelização se dá, em primeiro lugar, através do testemunho. A comunicação na Igreja deve ser norteada pela “cultura do encontro” e o testemunho, a fim de não somente comunicar, mas priorizar a evangelização: “todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível.

 

 

 

Texto: Padre Bruno Costa Ribeiro,
assessor diocesano da PASCOM

Foto: Rádio Vida Nova FM 91,5

Oração pela nomeação do nosso novo Bispo

Estamos no  tempo de esperança e mudança, mas também, vigilantes. A nossa oração é unânime e a uma só voz  pedimos ao Senhor, que continuemos, a ser um povo unido na fé e na oração, na comunhão fraterna e na participação eclesial viva e ativa em todas as nossas paróquias e comunidades. Pedimos, ao Pai também  que nos envie nosso novo bispo, que virá como Pastor da nossa Igreja Diocesana. Que o Espírito Santo o ilumine e fortaleça para ser verdadeiramente um “Pastor que tenha o cheiro das ovelhas”, que caminha com o seu Povo, a serviço da Tua Igreja e de maneira especial, os pobres e necessitados. Sem se esquecer da Virgem Maria, Mãe e Mestra dos discípulos, Estrela da Evangelização e Mãe de nossas comunidades. Que ela venha caminhar conosco, nos ajudando a compreender e fazer “Tudo o que Ele nos disser” e que São Miguel Nosso Padroeiro interceda por nós na caminhada.
Rezemos intensamente a oração pelo novo Pastor Diocesano. Nao o conhecemos, mas com certeza, já está gestado no coração de Deus e com alegria iremos acolhê-lo.

Obs: A oração foi composta por Dom Darci José Nicioli, CSsR, nosso Administrador Apostólico e se encontra na imagem deste post. 

PRIMEIRO ENCONTRO DE MULHERES PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO

Em cada mulher que a terra criou um traço de Deus Maria deixou, este foi o tema do Primeiro Encontro de Mulheres da Paróquia de São Sebastião em São Sebastião do Maranhão, que aconteceu no dia 16/03 organizado pela Pastoral da Catequese. Onde 84 mulheres se encontraram para refletirem sobre quem são de acordo com o projeto de Deus.

Conforme Gn 2,18 …não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer-lhe uma companhia que lhe seja recíproca. Deus, diante de sua obra, percebe que todas as criaturas têm uma companhia, exceto o homem. Então Deus faz cair sobre o homem o sono profundo e de sua costela ele cria a mulher. Cria a mulher para ser a companheira do homem. Onde um completa o outro. O último ser criado por Deus, a mulher é cheia de beleza, meiguice, delicadeza e força espiritual. Foi criada para ser mãe e esposa, carinhosa e sensível. Mas quando essa mulher não se enxerga como Filha de Deus, ela se perde no bombardeio de conceitos e adjetivos que a sociedade lhe impõe.

Hoje as mulheres, principalmente as mulheres cristãs católicas, vivem uma crise de identidade por não saberem quem é e nem de onde vieram. Ao contrário do que afirmam a sociedade, a mulher não precisa brigar por espaço com o homem. As mulheres não são mais, nem menos que os homens. Diante de Deus somos igualmente amados. Jamais um homem será uma “segunda mãe”, e jamais uma mulher será um “segundo pai”.

A opinião pública pressiona psicologicamente a mulher para que ela se realize “superando o homem”, de forma que: busque o sexo mais que o amor, o trabalho mais que a educação dos filhos, o racionalismo mais que a fé, o feminismo mais que a ternura… Ela se esquece que quanto mais ela for MULHER, mais será amada pelo homem e mais vai poder lhe fazer bem.

A alegria de ser mulher está cheia de desafios. Faz parte da realidade feminina várias rotinas de trabalho: o serviço, casa, marido, o cuidado com os filhos, como levá-los para a escola e, muitas vezes, criá-los sozinhas. E esta rotina de obrigações nos faz, muitas vezes, entrarmos no piloto automático, que nos leva a esquecermos de nós mesmos e a verdade do que é ser mulher. É onde os problemas começam a acontecer…

Como está o seu coração? Esta pergunta foi feita a elas e elas refletiram e muito sobre a questão do perdão. A importância de se perdoar para seguir em frente. Fechando as portas. Ficou entendido que perdoar era um presente de Deus, uma porta de graças. O ato de perdoar não era para se sentir humilhado, pelo contrário seja o primeiro a tomar esta decisão, não espere pelo outro. O perdão é o fermento do amor. Ele é que faz o amor permanecer. Perdoar não significa que a pessoa esteja certa. Pelo contrário, sabemos que ela está errada, mas a perdoamos. Só assim libertamos o nosso coração do efeito corrosivo da mágoa, do ressentimento e da decepção. Perdoar é um ato de vontade, e não um simples sentimento. Temos o livre arbítrio de escolher entre perdoar ou guardar entulhos em nosso coração. A graça do perdão vem de Deus. A decisão de perdoar vem de nós.

Entendido essa questão do coração, as mulheres foram questionadas sobre como estava a sua alma. Como ela era alimentada, tratada e cuidada. Onde devemos estar, o que devemos conversar e com quem devemos nos relacionar para que esta alma seja cuidada.

O tema autoestima não poderia faltar nesse encontro. Foram refletidos sobre 4 tipos de autoestima: autoestima baixa, autoestima frágil, autoestima alta e autoestima boa. Falamos sobre suas características principais e onde cada mulher se encaixava nesses 4 tipos. A autoestima é o modo como você se sente e se relaciona como você mesma.

Tivemos a participação especial de Cássia, membro da Renovação Carismática, que falou sobre a relação dela com Jesus Cristo, e da necessidade urgente, que nós mulheres católicas, temos que buscar essa intimidade. A nossa sabedoria para lidar com as coisas de casa, a nossa relação com nossos maridos vem desta intimidade com Deus. Muitas são as mulheres que fracassam em seus matrimônios por falta de sabedoria e de intimidade com Deus.

O Dr. Ricardo foi outra participação que a todas encantou. De forma muito delicada e caprichosa nos falou de Maria e de seus valores. Levou-nos a refletir sobre 3 valores de Maria muito importantes para nossa vida: silêncio, pureza e obediência.

O encontro foi finalizado com um lindo momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. Jesus, ansioso, veio ao nosso encontro. E ali exposto, ficou a nos olhar com todo amor e carinho. Acolheu a cada uma das presentes, deixando claro que não importava o que trazíamos no nosso passado, a nossa história, mas sim o que realmente importava era o fato de aceitarmos o seu senhorio em nossas vidas.

Texto e fotos de Ivonete Angela

 

 

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