Notícias

Nota de Dom Otacilio, bispo referencial da Comissão para Ação Social Transformadora

Nota da Comissão para Ação Social Transformadora

Queridos Irmãs e Irmãos da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social
Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Leste 2

Neste momento em que o mundo vive a grave pandemia do COVID-19, é tempo de reafirmar o compromisso das Pastorais Sociais deste Regional com a Esperança de que juntos com os cristãos e todas as pessoas de boa vontade para que possamos superar essa situação, testemunhando, na espiritualidade pascal, a Ressurreição de Jesus Cristo como vitória da vida e do amor sobre a morte.

Reafirmamos o compromisso com a Compaixão de nos colocar no lugar do outro, como fez o bom samaritano em relação ao homem à beira do caminho, que “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

Somos chamados a cuidar dos mais necessitados e vulneráveis, dos pobres, dos enfermos, dos indígenas, dos sem-teto, dos sem-terra, das pessoas em situação de rua, dos moradores de vilas e favelas, dos catadores de materiais recicláveis, dos trabalhadores rurais e dos empreendimentos econômicos solidários, dos ribeirinhos, dos surdos, dos idosos, dos atingidos pela mineração, dos dependentes químicos, dos portadores do vírus HIV, dos apenados, das crianças e adolescentes vulneráveis que precisam do nosso apoio e da nossa palavra como discípulos do Cristo Jesus, iluminados pela luz amorosa da Ressurreição.

É tempo de reafirmar nosso compromisso com a Sabedoria, que nos faz exercitar o discernimento para procurar caminhos de superação das realidades, levando em conta que tudo está interligado e as saídas devem ser coletivas e solidárias.

Renove-se em todos nós a Compaixão, a Esperança e a Sabedoria, para orientar e fortalecer as Pastorais Sociais do Regional Leste 2, na luta contra os sinais de morte, evidenciados no aumento do desemprego, que faz com que os trabalhadores e suas famílias tenham sua dignidade ameaçada e a fome ronde novamente suas casas; nos assassinatos, principalmente, da juventude negra nas periferias urbanas; nas ameaças aos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais; nas mudanças climáticas, que vem alterando radicalmente as condições de vida no planeta; nas ameaças à democracia; nas dificuldades ao acesso à Saúde Pública (necessários testes para verificar de forma rápida e segura na presença do coronavírus; necessidade também de respiradores e leitos de UTI no combate ao COVID-19.

Estejam presentes na luta contra tantos outros direitos ameaçados com os ataques ao Sistema de Seguridade Social, tais como assistência social, cortes no orçamento das universidades públicas e institutos federais.

Além destes sinais de morte, também repudiamos a portaria NO 135/GM, de 28 de março de 2020, do Ministério de Minas e Energia, que considera a mineração uma atividade essencial e, portanto, não pode ser paralisada. Isso vem colocando em risco a vida de milhares de trabalhadoras e trabalhadores deste setor.

Mesmo nestes tempos difíceis, nós, Pastorais Sociais do Regional Leste 2, renovados e revigorados pela a Compaixão, a Esperança e a Sabedoria, temos procurado levar o nosso apoio nos campos emocional, espiritual e econômico.

No campo emocional, temos escutado as pessoas, utilizando as ferramentas tecnológicas que estão a nossa disposição, as quais permitem o atendimento à distância de uma maneira segura, e procuramos orientá-las a lidar com a situação. Muitas estão em sofrimento mental por medo da doença, de perder a própria vida e de pessoas próximas, das perdas econômicas, do isolamento, da mudança de rotina, da insegurança quanto ao futuro. Isso tem levado muitos a um estado de tristeza e depressão, por isso as Pastorais Sociais têm trabalhado a escuta, com a conscientização de como se proteger e viver melhor esse momento difícil.

No campo da espiritualidade temos um grande investimento das Pastorais Sociais, pois, sua vivência é um importante instrumento para a superação do medo e da dor em tempos de crise, apontando caminhos interiores de força e vida que levam a enfrentar as dificuldades e recuperar a alegria. A espiritualidade é inspiração para um novo horizonte, conduzidos pelo Espírito Santo. Neste sentido, as Pastorais Sociais incentiva as orações junto às famílias, os terços; produzindo materiais com encontros, ofício divino; acompanhando as famílias, mesmo que através do telefone e das ferramentas virtuais; e buscando fazer com que as famílias se sintam amadas por Deus.

No campo econômico, agravado pela pandemia do coronavírus e um dos mais sentidos pelas famílias é a questão econômica, e por isto, muitas pessoas perderam seus empregos e suas fontes de renda, o que tem provocado o desabastecimento alimentar, trazendo insegurança alimentar para os lares.

Diante disso, as Pastorais Sociais vêm construindo ações para minimizar o sofrimento das famílias, garantido, pelo menos, parte do pão de cada dia. Para isso, são realizadas campanhas, estimulando a formação de redes de solidariedade para a arrecadação de itens de alimentação, que irão compor cestas básicas, e de materiais de higiene para serem distribuídos às famílias atendidas.

Também estão sendo captados recursos através de projetos e editais para a aquisição de cestas básicas e materiais de higiene, inclusive, comprando parte destes produtos dos empreendimentos econômicos solidários e da agricultura familiar, o que garante renda a estes seguimentos que também estão em dificuldades. Além disso, temos ajudado as famílias que têm pouco ou nenhum acesso à internet a acessar os programas governamentais, como a renda básica emergencial.

Outro campo de destaque no trabalho das Pastorais Sociais tem sido a incidência política como forma de garantir a adoção de medidas emergenciais efetivas pelo poder público municipal no combate à pandemia da COVID-19 e seus efeitos. As ações são no sentido de estimular os Municípios a terem seu plano de contingência, os quais devem tratar, por exemplo, da acolhida à população em situação de rua em locais adequados para que possam enfrentar a pandemia com dignidade; da garantia de recursos para os fundos, como o FIA (Fundo da Criança e Adolescente), de modo que estes possam ser utilizados para compra de cestas básicas; entre outras ações. O esforço nesse campo visa a defesa e a promoção do bem comum por meio do cumprimento dos direitos humanos e, principalmente, a garantia de que os mais pobres e necessitados sejam atendidos.

E importante afirmar que todos os trabalhos das Pastorais Sociais no Regional Leste 2 buscam fortalecer as ações da campanha ‘É tempo de cuidar”, ação solidária emergencial da Igreja no Brasil de iniciativa da CNBB: que estimula a solidariedade a promoção no campo humano, emocional e religioso nas paróquias e comunidades de fé.

Segundo neste caminho, valorizamos a vida, acreditando na possibilidade de superação da situação e criando condições dignas para que todos possam fazer sua parte de forma segura, e cremos que firmados nas virtudes divinas (fé, esperança e caridade), na força das iniciativas de solidariedade e em comunhão com o poder de Deus, Senhor da História venceremos a pandemia do COVID-19.

Belo Horizonte, 6 de maio de 2020.

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda
Bispo da diocese de Guanhães, Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

Rodrigo Pires Vieira
Secretário executivo da Comissão pare Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

A Pandemia da Solidariedade

Já se passaram quase dois meses, desde que as nossas Igrejas estão vazias e, algumas, de portas fechadas. O país vive num impasse entre o relaxamento do isolamento social imediato para preservar a economia e a manutenção do isolamento para preservar nosso sistema de saúde e as vidas dos doentes que não vão ter acesso a um tratamento eficaz.

Estamos enfrentando uma pandemia que “contagiou” vários aspectos da vida humana (econômico, existencial, psicológico etc) e expôs muitos de nossos irmãos que enfrentam sérias dificuldades econômicas por conta da crise da Covid-19. E assim alavancou uma Pandemia da Solidariedade.

A palavra pandemia é de origem grega (a junção de “pan” que significa “tudo/ todo(s)” e “demos” que significa “povo”). Sendo assim quando nos referimos a Pandemia da Solidariedade quer dizer que – inspirados na Campanha da Fraternidade 2020 cujo tema é: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34) –, vamos em socorro dos que mais precisam, antes mesmo deles nos pedirem.

Em tempos de pandemia, muitas iniciativas da Igreja no Brasil tem se inspirado na Campanha da Fraternidade 2020 e promovido relações de cuidado mútuo entre as pessoas. Uma delas é a Ação Solidária Emergencial proposta pela CNBB e a Cáritas Brasileira, com o lema “É tempo de Cuidar”, cujo enfoque é promover iniciativas de apoio material, emocional e religioso aos afetados pelo avanço do coronavírus.

Atenta a estas iniciativas que ocorrem no país inteiro, a Comissão para a Ação Social Transformadora incentiva – através da carta assinada pelo bispo referencial da Comissão, Dom Otacílio Ferreira de Lacerda – os projetos solidários. Tal carta pode ser lida na íntegra nesta site.

Agradecido pela generosidade fraterna de todos, o padre André informa que a Paróquia São José, de Paulistas/MG, realizou a “campanha mesa da caridade” e conseguiu 75 cestas básicas na Matriz e 23 cestas básicas na comunidade São Geraldo do Baguari, para ajudar as famílias necessitadas, neste tempo de pandemia.

A Paróquia São Miguel e Almas, em Guanhães/MG, com a ajuda de toda comunidade, arrecadou alimentos não perecíveis para doar às famílias mais necessitadas, neste momento.

Oremos: “Deus, nosso Pai, fonte da vida e princípio do bem viver, criastes o ser humano e lhe confiastes o mundo como um jardim a ser cultivado com amor.

Dai-nos um coração acolhedor para assumir a vida como dom e compromisso.

Abri nossos olhos para ver as necessidades dos nossos irmãos e irmãs, sobretudo dos mais pobres e marginalizados.

Ensinai-nos a sentir a verdadeira compaixão expressa no cuidado fraterno, próprio de quem reconhece no próximo o rosto do vosso Filho.

Inspirai-nos palavras e ações para sermos construtores de uma nova sociedade, reconciliada no amor.

Dai-nos a graça de vivermos em comunidades eclesiais missionárias, que, compadecidas, vejam, se aproximem e cuidem daqueles que sofrem, a exemplo de Maria, a Senhora da Conceição Aparecida, e de Santa Dulce dos Pobres, Anjo Bom do Brasil.

Por Jesus, o Filho amado, no Espírito, Senhor que dá a vida.

Amém!” (Oração da Campanha da Fraternidade 2020)

Padre Bruno Costa Ribeiro

Celebrando os 34 anos da criação de nossa amada Diocese de Guanhães

Querido povo da nossa amada Diocese de Guanhães!

Viva, São Miguel! Viva São José Operário!

A nossa Diocese de Guanhães completa 34 anos de evangelização. Pela primeira vez celebrando o aniversário de nossa Diocese sem a presença física dos nossos diocesanos. Digo presença física, porque todos se fazem presentes espiritualmente, rezando conosco, através dos meios de comunicação – redes sociais.

Com isso retomamos o sentido da Igreja Doméstica, como nos falou o Apóstolo São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (1 Cor 16,19), nas saudações finais: “As Igrejas da Ásia enviam saudações a vocês. Áquila e Priscila, com a Igreja que se reúne na casa deles, enviam a vocês muitas saudações no Senhor.”

O Catecismo da Igreja Católica, quanto à Igreja Doméstica, assim nos fala: “Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família de José e Maria. A Igreja não é outra coisa senão a ‘família de Deus’. Desde suas origens, o núcleo da Igreja era, em geral, constituído por aqueles que ‘com toda a sua casa’ se tornavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que ‘toda a sua casa’ fosse salva.”(Cat. Nº 1655).

Devido à Pandemia da Covid-19 que atormenta a humanidade, a necessidade do isolamento social tornou-se imprescindível para a preservação da vida. As famílias, de seus lares, têm demonstrado e irradiado uma fé viva, transformando, de fato, suas casas em verdadeiras Igrejas Domésticas.

Neste dia em que a Igreja comemora São José Operário, dia do trabalho, quero me dirigir a todos vocês que, de suas casas, rezam conosco pela caminhada da nossa Igreja diocesana, fazendo sempre memória de todos aqueles e aquelas que por aqui já se passaram e deixaram a sua preciosa semente de evangelização.

Destacamos nosso primeiro bispo Dom Antônio Felippe da Cunha (in memoriam), Pe. Saint Clair Ferreira Filho (in memorian), Administrador Diocesano, Dom José Heleno (Administrador Apóstolico), Dom Emanuel Messias de Oliveira, o então Pe. Marcello Romano, Administrador Diocesano, Dom Jeremias Antônio de Jesus, Dom Darci José Nicioli, Administrador Apostólico e tantos outros padres, leigos e leigas que ajudaram a construir a história desta Diocese.

Exorto a todos para não desanimarem. Esta fase difícil, com a graça de Deus, passará logo, e, assim, poderemos nos reencontrar em nossas Celebrações Litúrgicas, encontros de formação, e, num afetuoso abraço, acolhermo-nos como filhos e filhas de Deus, formando uma verdadeira Comunidade Eclesial Missionária, alicerçada no Pilar da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.

Concluindo com esta Oração, peçamos a Proteção de São José Operário por todos nós, de modo especial para todos os trabalhadores empregados e desempregados, que com seu trabalho, participam do prolongamento da obra da criação:

Ó Deus, que aprendamos com São José

Operário, homem de bondade, esperança e

humildade, o carpinteiro de Nazaré, que disse sim ao

Senhor, cuidando de Vossa Sagrada Família, o mesmo fazer.

Ó Deus, que aprendamos com ele,

homem do povo, patrono de todos

trabalhadores, compromissos inadiáveis com

a justiça, a esperança, a paz, o amor e a fraternidade.

Ó Deus, por intercessão de São José Operário,

Vos pedimos que nunca nos falte trabalho digno

e salário justo, para que continuemos com força e coragem

a fazer do trabalho um prolongamento da Vossa Obra da Criação.

Que a exemplo de São José Operário,

aprendamos a amar, a vibrar e a sorrir com o labor

de cada dia, para que muitos frutos sejam produzidos.

Por intercessão deste grande Santo

agradecemos, ó Deus Todo-Poderoso, pelos benefícios

que nos tendes concedido, por meio do Vosso Amado Filho

que vive e reina em comunhão com Vosso Espírito. Amém.

PS: Dom Otacilio Ferreira de Lacerda em parceria com o Pe. Dilton – Coordenador Diocesano de Pastoral da Diocese de Guanhães – MG

http://peotacilio.blogspot.com/2020/04/celebremos-34-anos-da-criacao-de-nossa.html

Formação on-line de catequistas da Diocese

As formações presenciais nas Áreas  Catequéticas planejadas para os meses de março e abril de 2020 aconteceram nas Áreas São Miguel, São Sebastião e Santa Maria, com o tema : Fortaleçamos o Pilar da Palavra. Depois elas foram interrompidas por causa da pandemia do Corona vírus. A Comissão decidiu, após uma reunião via whatsapp em dar  continuidade à formação usando as redes sociais. Assim, no dia 21 de março, aconteceu a formação on-line para os catequistas da Área Nossa Senhora da Conceição e no dia 25 de abril a formação aconteceu contando com  a participação de muitos catequistas das diversas paróquias. Durante a transmissão ao vivo, os catequistas foram surpreendidos com uma mensagem de  incentivo de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda.  Houve  interação de todos os envolvidos:  rezando, cantando , fazendo seus comentários  .   Alguns catequistas até prepararam a ambientação em suas casas para o momento da transmissão. Segundo os comentários, foi um encontro produtivo. A Comissão se reunirá novamente através do aplicativo  Messenger para decidir quando acontecerão as futuras formações: mensal, semanal ou quinzenal.

Confira as fotos abaixo ( Comentários, ambientes preparados nas casas dos catequistas e um relat0 de uma catequista) .

Pascom /Diocese de Guanhães.

É tempo de cuidar

CNBB lança hotsite com informações sobre a Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança nesta sexta-feira, 17, um hotsite com informações sobre a Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil, uma iniciativa da própria Conferência e da Cáritas Brasileira, que busca estimular a solidariedade por meio de gestos concretos, como a arrecadação de alimentos, produtos de higiene e limpeza. A Ação, além de incentivar a ajuda material às pessoas, também promove o cuidado no campo religioso, humano e emocional, unindo-se a diversas campanhas e projetos de solidariedade que já estão em curso pelo país.

Na página “http://www.cnbb.org.br/tempodecuidar/”, comunidades, paróquias e dioceses poderão se informar sobre as iniciativas já em curso ou saber como promover novas ações de solidariedade neste momento de pandemia. O hotsite, na parte do FAC, oferece indagações sobre se é necessário realizar ou não uma Ação Solidária diante da pandemia e como poder identificar se há pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e que precisem de ajuda emergencial.

No tópico “Como fazer acontecer”, o usuário poderá, antes de qualquer ação, saber como planejar com antecedência as ações solidárias e como organizar as equipes, além de obter orientações sobre os cuidados que devem ser tomados para a coleta, a preparação, a entrega e o registro dessas ações. Na parte do “Acesso Rápido”, é possível fazer o download dos documentos elaborados pela Cáritas que trazem informações abrangentes sobre a Ação Solidária Emergencial.

O hotsite conta ainda com vídeos e notícias, produzidos pela CNBB e Cáritas, sobre o andamento da Ação e iniciativas que estão em curso por todo o país. Acesse: “http://www.cnbb.org.br/tempodecuidar/

Fonte: CNBB

CNBB une-se a cinco organizações da sociedade civil e assina pacto pela vida e pelo Brasil

No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência assinaram o Pacto pela Vida e pelo Brasil.

O documento reconhece que o Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política – e que exige de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis.

“O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco”, diz um trecho.

A pandemia do novo coronavírus que se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social é mencionada no texto. As entidades assinantes reiteram, portanto, que deve-se, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro.

Em contrapartida, no texto, as entidades afirmam que deve-se apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS. “É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo”, diz outro trecho.

Ainda no documento, as entidades afirmam que a sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988.

As entidades lembram, ainda, que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos — no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as instituições.

“A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual”.

No texto também é ressaltado a importância do Sistema Único de Saúde – SUS. “É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde”.

No documento, as entidades reconhecem que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnam, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição. “É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor”.

Confira o Documento na íntegra aqui

Papa Francisco aprova formulários para ‘Missa em tempo de Pandemia’ e Oração Especial para Sexta-feira Santa.

O papa Francisco aprovou dois novos textos litúrgicos a serem usados durante a pandemia de coronavírus: o primeiro é uma “missa em tempo de pandemia” e o segundo é uma intenção especial a ser usada durante a liturgia da sexta-feira deste ano.

A Congregação para o Culto Divino enviou os textos aos bispos do mundo e os publicou em seu site. O cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, escreveu no decreto que acompanha os textos da Missa, no dia 30 de março: “Nestes dias, durante os quais o mundo inteiro foi gravemente atingido pelo vírus Covid-19, muitos pedidos vieram a este dicastério para poder celebrar uma missa específica para implorar a Deus que acabasse com essa pandemia. ”

Os textos, também publicados em latim, podem ser utilizados para qualquer missa durante a pandemia, exceto: solenidades; Domingos no Advento, Quaresma e época da Páscoa; a oitava da Páscoa; Dia de todas as Almas; Quarta-feira de Cinzas; e Semana Santa. Os decretos são efetivos imediatamente, para que a Missa possa ser celebrada usando esse texto já hoje.

A notícia foi relatada pela primeira vez em um blog hospedado pelo New Liturgical Movement, depois confirmado pelo correspondente do Vaticano, Gerard O’Connell.

O cardeal Sarah escreveu em um segundo decreto que uma intenção especial geralmente pode ser adicionada às intenções da Sexta-feira Santa “em uma situação de grave necessidade pública”.

“A celebração da paixão do Senhor na sexta-feira santa tem um significado particular por causa da terrível pandemia que atingiu o mundo inteiro”, escreveu o cardeal. “De fato, no dia em que celebramos a paixão redentora e a morte de Jesus Cristo na cruz, que como um cordeiro morto tomou sobre si o sofrimento e o pecado do mundo, a igreja levanta a voz em oração a Deus Pai Todo-poderoso para toda a humanidade, e em particular para os que mais sofrem, enquanto ela espera com fé a alegria da ressurreição de sua esposa. ”

A intenção da Sexta-feira Santa diz “por todos aqueles que sofrem as consequências dessa pandemia” e pede a Deus que “olhe com compaixão a condição triste de seus filhos que sofrem por causa dessa pandemia; aliviar a dor do doente; dê força àqueles que cuidam deles; bem-vindos à vossa paz aqueles que morreram; e, durante todo esse período de tribulação, conceda que todos possamos encontrar conforto em seu amor misericordioso. ”

O texto da Missa em Tempo de Pandemia também reza pelas pessoas afetadas: “Olhe com compaixão pelos aflitos, conceda descanso eterno aos mortos, consolo aos enlutados, cura aos enfermos, paz aos moribundos, paz aos moribundos, força aos profissionais de saúde, sabedoria para nossos líderes e coragem para estender a todos no amor, para que juntos possamos glorificar seu santo nome. ”

Acesse os formulários  da Liturgia da Missa pela Pandemia e Oração Universal em PDF contendo todos os decretos e orações apenas em Português.

Fonte: http://www.dcl.org.br/images/noticias/decretos_em_portugues.pdf

Blog de Dom Otacilio – peotacilio.blogspot.com- completa doze anos

 

Muita gratidão a Deus e ao senhor, Dom Otacilio, por nos oferecer esta preciosidade, que completa no dia 31 de março  12 anos de evangelização.

Nossa singela homenagem  através do acróstico:

Parabéns, Dom Otacílio

emoção sentimos por prestarmos esta singela homenagem pelos doze anos do blog. Jovem ainda, mas quantas reflexões, quantas

Orações … Verdadeiros momentos de espiritualidade, para que

Tenhamos mais maturidade na fé ,

Ao nosso alcance. Que Deus conserve sempre este

Carinho e zelo do Senhor, Dom Otacilio, para com suas ovelhas e o

Ilumine sempre!

Leveza, serenidade, paz e

Inspiração. É o que se

Ouve de seus fiéis seguidores!

. (ponto)

Beijos para Deus por ter nos concedido mais este

Lindo recurso de Evangelização!

Obrigado(a) !

Gratidão é o

Sentimento que temos

Por podermos , a Palavra anunciar através do seu

blOg. Nosso mais sincero carinho ao senhor por nos oferecer a cada dia

Tempo de espiritualidade e de bênçãos

(. ponto) com muitos abraços virtuais para o senhor.

E viva o blog peotacilio.blogspot.com!
Pascom / Diocese de Guanhães
31 /03/20

—————————————————————————————————————————————–

Pelos Seus Poderosos feitos
Em todo lugar seja louvado

O Senhor da Criação. Ao som da
Trombeta, no seu poderoso firmamento;
Ao som da lira, da harpa, flautas, com
Címbalos sonoros, com címbalos ressonantes, com
Instrumentos de cordas.
Louvem-no com tamborins e com danças, louvem-no conforme a
Imensidão da sua grandeza! Tudo o que tem vida celebre
O Senhor da Criação! Aleluia!

Como os 12 discípulos, por 12 tribos, por todo canto do mundo, sigamos louvando e anunciando mais motivos para louvar!

Evandro Alvarenga

Homilia do Papa na Benção Urbi et Orbi

Momento extraordinário de oração presidido pelo Santo Padre na praça da da Basílica de São Pedro.

Esta tarde, às 18 horas, na praça da Basílica de São Pedro, o Santo Padre Francisco presidiu um momento extraordinário de oração em tempos de pandemia com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, que se abriu com a escuta da Palavra de Deus. A imagem do Salus Populi Romani e do Crucifixo de San Marcello foram colocadas perto do portão central da Basílica do Vaticano . O Pontífice afirmou que é “diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos povos”. Francisco falou ainda da ilusão de pensar “que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente”.  No final da celebração, o Papa transmitiu a bênção “Urbi et Orbi”, com a possibilidade de receber a indulgência plenária.

Publicamos abaixo a homilia que o Santo Padre pronunciou depois de ouvir a Palavra de Deus:

«Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro… E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» (4, 38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: «Não te importas de mim». É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De facto, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de «empacotar» e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente «salvadores», incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

Com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso «eu» sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: «Convertei-vos…». «Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração» (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, «confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).

Texto original: Italiano

Fonte: http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2020/03/27/0188/00417.html#po

Benção Urbi et Orbi

A expressão latina “Urbi et Orbi” significa “à cidade [de Roma] e ao mundo”. Esse é o nome dado à bênção pronunciada pelo Papa, na sacada central da Basílica São Pedro, em três ocasiões.

Todos os anos, o rito é celebrado no dia de Natal e no dia da Páscoa, as maiores festas cristãs. Além dessas datas, a bênção é concedida no dia da eleição de um novo Papa, logo após o resultado do Conclave.

No dia 27 de março de 2020, o Santo Padre, o papa Francisco, dará uma Bênção Urbi et Orbi extraordinária, com a Praça de São Pedro vazia. Essa decisão foi tomada devido à atual pandemia de Covid -19, para permitir que as pessoas que acompanham pelos meios de comunicação possam lucrar a indulgência Plenária.

O Santo Padre dirigirá um momento de oração no átrio da Basílica de São Pedro, às 18h (horário de Roma) e 14h (horário de Brasília), depois de rezar com a Palavra de Deus e Adoração ao Santíssimo Sacramento, o Papa concederá a Bênção Urbi et Orbi extraordinária.

Presidirei um momento de oração no átrio da Basílica de São Pedro, com a Praça vazia. Desde já, convido todos a participarem espiritualmente através dos meios de comunicação. Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, ao término, darei a Bênção Urbi et Orbi à qual será unida a possibilidade de receber indulgência plenária“, afirmou o Papa.

Assim, o Pontífice também explicou: “Queremos responder à pandemia do vírus com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura. Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”. A Urbi et Orbi é uma bênção solene para conceder indulgência plenária, ou seja, o perdão dos pecados.

O Decreto da Penitenciária Apostólica explicita, entre outras, as seguintes condições para que se receba a Indulgência Plenária:

– Para obter a Indulgência plenária, os doentes de coronavírus, os que estão em quarentena, os profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar quem foi afetado pelo Covid-19, também poderão simplesmente recitar o Credo, o Pai-nosso e uma oração a Maria.

– Os outros poderão escolher entre várias opções: visitar o Santíssimo Sacramento ou a adoração eucarística ou ler as Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora, ou rezar o Terço, a Via sacra ou o Terço da Divina Misericórdia, pedindo Deus a cessação da epidemia, o alívio para os doentes e a salvação eterna daqueles a quem o Senhor chamou a si.

– A indulgência plenária também pode ser obtida pelos fiéis que, no momento de morte, não tiveram a possibilidade de receber o Sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático: neste caso, recomenda-se o uso do crucifixo ou da cruz.

Sobre a Confissão e Perdão Sacramental

Onde “os fiéis se viram na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental, recorda-se que a contrição perfeita, proveniente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, manifestada por um sincero pedido de perdão (aquilo que no momento o penitente é capaz de expressar) e acompanhada pelo votum confessionis, ou seja, pela firme resolução de recorrer, o quanto antes, à confissão sacramental, obtém o perdão dos pecados, até mesmo mortais”, conforme indicado pelo Catecismo da Igreja Católica (n° 1452).

O momento atual vivido por toda a humanidade, ameaçada por uma doença invisível e insidiosa, que há algum tempo entrou com prepotência na vida de todos”, afirma a Penitenciária, “é marcado dia após dia pelo medo angustiado, novas incertezas e sobretudo pelo sofrimento físico e moral generalizado.

E conclui: “Nunca, como neste tempo a Igreja experimenta a força da comunhão dos santos, eleva votos e orações ao seu Senhor Crucificado e Ressuscitado, em particular o Sacrifício da Santa Missa, celebrado diariamente, mesmo sem o povo, pelos sacerdotes” e como boa mãe, “a Igreja implora ao Senhor para que a humanidade se liberte desse flagelo, invocando a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Misericórdia e Saúde dos Enfermos, e de seu Esposo São José, sob cuja proteção a Igreja sempre caminha no mundo”.

O Rito da Benção

O rito é pronunciado em latim, língua oficial da Igreja. A tradução para o português é esta:

Papa: Que os Santos Apóstolos Pedro e Paulo, dos quais no poder e julgamento confiamos, intercedam por nós até o Senhor.

Todos.: Amém.

Papa: Que por meio das orações e dos méritos da Santíssima Virgem Maria, de São Miguel Arcanjo, de São João Batista, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, o Deus onipotente mostre compaixão à vós, e quando perdoados todos os vossos pecados, Jesus Cristo vos conduza à vida eterna.

Todos.: Amém.

Papa: Que o Senhor Todo Poderoso e misericordioso vos conceda indulgência, absolvição, e remissão de todos os vossos pecados, espaço para um verdadeiro e frutuoso arrependimento, mesmo o coração arrependendo-se sempre, e a benção da vida, a graça, a consolação do Espírito Santo e perseverança final nas boas obras.

Todos.: Amém.

Papa: E que a bênção de Deus Todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça sempre.

Todos.: Amém.

Autor: Padre Pedro Cunha – Sacerdote da diocese de Lorena (SP),  fundador das Aldeias de Vida, professor universitário e reitor do Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Santa Cabeça.

A Palavra do Pastor
Humildade e pequenez diante de Deus – Homilia – 14º Domingo do Tempo Comum

Humildade e pequenez diante de Deus – Homilia – 14º Domingo do Tempo Comum

                                       ...
Read More
Pedro e Paulo, o Amor de Cristo os seduziu (Homilia)

Pedro e Paulo, o Amor de Cristo os seduziu (Homilia)

Pedro e Paulo, Apóstolos tão exemplares, exemplos de fidelidade e testemunho de Jesus Vivo e Ressuscitado. O primeiro com Jesus conviveu,...
Read More
” Não tenhais medo”. Homilia do 12º Domingo do Tempo Comum ( Ano A)

” Não tenhais medo”. Homilia do 12º Domingo do Tempo Comum ( Ano A)

  “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma!” A Liturgia do 12º Domingo...
Read More
Fidelidade à missão que o Senhor nos confia  – Homilia para o XI Domingo do Tempo Comum do Ano A

Fidelidade à missão que o Senhor nos confia – Homilia para o XI Domingo do Tempo Comum do Ano A

  Com a Liturgia do 11º Domingo do tempo Comum (ano A), somos convidados a refletir sobre a missão que...
Read More
Santíssima Trindade: Mistério de Amor e Comunhão ( Homilia Ano A)

Santíssima Trindade: Mistério de Amor e Comunhão ( Homilia Ano A)

  Ao celebrar a Solenidade da Santíssima Trindade, contemplaremos a ação de Deus Uno e Trino que é amor, família,...
Read More
Pentecostes: O Espírito Santo de Deus nos foi enviado (Homilia Solenidade de Pentecostes)

Pentecostes: O Espírito Santo de Deus nos foi enviado (Homilia Solenidade de Pentecostes)

“Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós. Recebei o Espírito Santo” Com a Solenidade de...
Read More
Síntese da mensagem para o  54º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Síntese da mensagem para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais

No dia 24 de maio de 2020, na Festa da Ascensão do Senhor, como de praxe, celebramos também o 54º...
Read More
Missão: graça divina, resposta nossa (Homilia – Ascensão do Senhor – Ano A)

Missão: graça divina, resposta nossa (Homilia – Ascensão do Senhor – Ano A)

Missão: graça divina, resposta nossa  “Ide pelo mundo e ensinai todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do...
Read More
Jesus prometeu e cumpriu: enviou-nos um Defensor (Homilia VI Domingo do Tempo Pascal)DTPA)

Jesus prometeu e cumpriu: enviou-nos um Defensor (Homilia VI Domingo do Tempo Pascal)DTPA)

 “O Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não O vê nem O conhece” No...
Read More
Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai – Quinto Domingo da Páscoa (Ano A)

Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai – Quinto Domingo da Páscoa (Ano A)

      Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo  no tempo presente a nossa fé em...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo