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“Memórias de um menino”: novo livro do padre Ismar

Na noite de domingo, 21 de julho, em Santa Maria do Suaçuí, no dia em que se comemorava mais uma memória do Servo de Deus Cônego Lafayette, padre Ismar lançou o seu 9º livro, ao lado de amigos e colegas no ministério presbiteral. Padre Lucimar, seu afilhado, viajou 1.380, do Pontal do Triângulo Mineiro, para estar com ele e padre Dilton, no lançamento do livro.

Um mês atrás, na sede da Associação Comunitária do bairro Nova Vista (BH), foi o lançamento  de Memórias de um menino, editado pela Mazza Edições, de Belo Horizonte. “Tive a alegria de autografar o livro para muitos amigos e conhecidos, dentre eles a deputada estadual Ana Paula Siqueira e o vice-prefeito de BH, Paulo Lamac”, disse padre Ismar.

O autor nos conta que a ideia do livro surgiu após vários anos de anotações em diários e agendas de trabalho: “digitei aqueles apontamentos e, de repente, vi que poderiam servir também de inspirações para outras pessoas. Contar a minha história, insignificante em si, talvez não tivesse relevância alguma. Mas achei que a minha história, narrada pelo adulto em que me tornei, talvez servisse de estímulo a um(a) leitor(a) que também resolvesse rever a sua própria história, quase como um exercício psicanalítico”, disse padre Ismar.

O autor, que hoje exerce seu ministério sacerdotal em Belo Horizonte, afirmou que suas memórias foram escritas pelo menino que virou adulto e as recolheu antes que a morte levasse seu pai, e antes que o Alzheimer destruísse aos poucos a memória de sua mãe, e que foi auxiliado por muitas pessoas nessa empreitada memorialística. “Espero que as Moiras me permitam escrever outras memórias, mais tarde”, eis o desejo de padre Ismar.

Lafaiete Marques Ciara, que fez a leitura do livro antes de outros leitores, assim disse no dia do lançamento, em BH: “Memórias de um menino é a fala do Eu para si. Fala bendita. Todos nós sabemos a importância que isso tem. Freud demonstrou os efeitos terapêuticos da catarse produzida pela fala. Através dessa catarse o sujeito que fala, eu diria – o sujeito que de si fala e a si ouve – consegue eliminar seus afetos patogênicos ao reviver os acontecimentos traumáticos a eles ligados. Falar é capaz de curar mágoas, traumas e até mesmo doenças”.

“Lafaiete Marques compreendeu o sentido de meu texto”, disse padre Ismar. E continuou: “outros leitores também têm me dito o quanto a minha narrativa despertou acontecimentos na vida deles, situações muito parecidas com as minhas!”

Lafaiete assim concluiu sua fala: “As memórias desse menino que hoje padre Ismar nos apresenta são o resgate de um homem corajoso, em busca da vitória sobre os limites histórico-sociais que a vida lhe impôs. Elas nos remetem aos nossos medos e limites próprios”, disse Lafaiete.

O livro de padre Ismar está à venda no escritório paroquial das Paróquias São Miguel e Almas, de Guanhães; São João Evangelista, e Santa Maria do Suaçuí. Em BH, nas Paróquias Nossa Senhora Mãe dos Homens (bairro Nova Vista) e Paróquia São Geraldo (bairro São Geraldo): custa apenas 30 reais.

Encontro Diocesano de formação dos servidores paroquiais

Estiveram reunidos no dia 23 de julho, no salão da igreja catedral, servidores paroquiais e diocesanos para o 8º Encontro diocesano de formação.

Iniciou-se o  com um delicioso café e após o momento de Oração, preparado  por Poliana de Jesus, secretária da paróquia São Miguel e Almas e animado pelo Pe José Adriano Barbosa dos Santos, administrador paroquial da paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, Materlândia. Ainda em oração, o grupo foi surpreendido  com um vídeo de Dom Otacilio saudando a todos e rezando com o grupo. Proclamou o Evangelho do dia e manifestou a sua alegria pela realização desse encontro. Palavra de Deus trazida para a  realidade vivenciada no momento. Marcou-se assim,  a sua acolhida desde já, como Pastor. O grupo ficou  maravilhado com tamanha atenção e cuidado para com os seus colaboradores.

Seguindo a programação, sob a orientação da psicóloga Marizélia Martins que prontamente aceitou ao convite para ajudar o grupo nas reflexões, através do tema: “Motivação”. Ela levou os participantes  a uma atividade motivacional, mostrando-lhes  que ” a maior riqueza é encontrar pessoas”, “as pessoas felizes fazem o que gostam e por isto, são abençoadas, pois  em seus trabalhos praticam   ações que ajudam aos outros”. Citou o que chamou de “peneira do cristão”: 1º Verdade, 2º Utilidade e 3º Empatia. Ela disse que se deve sempre se colocar no lugar do outro. Marizélia  envolveu a turma numa dança divertidíssima para lhes mostrar que juntos serão melhores (vídeo). Ao final, ela  motivou o grupo para fazer  uma  gravação de vídeo de agradecimento para  Dom Otacilio, em retribuição à mensagem dirigida a eles.
Passou-se  a seguir, para a exposição de um breve resumo das DGAE 2019-2023, por padre Hermes Firmiano Pedro   conforme  orienta o documento da CNBB e o bispo eleito Dom Otacilio Ferreira de Lacerda. Pontuou alguns tópicos importantíssimos: objetivo, desenvolvimento, levantamento da realidade de Igreja no Brasil, desafios, dificuldade do mundo urbano, necessidade de estado permanente de missão, as práticas pastorais, litúrgicas e diárias em nossas igrejas, capelas, comunidades. Especificamente em nossa diocese, como isso tem sido feito? É Necessário um levantamento da realidade para certa “dosagem”: “nem louvores demais, gente caindo, muito oba-oba , salvação só da alma e nada do corpo, certa separação da alma e corpo,  missas “sapecadas” com cantos sem o mínimo que pede a CNBB – litúrgicos – “tocadas” sem o devido zelo, paróquias desorganizadas com celebrações onde o Rito é mecânico”. Pastorais e movimentos que precisam ser “resgatados” com urgência.
Pe Dilton Maria Pinto  deu continuidade levando ao grupo,  ações concretas para serem vivenciadas na diocese. O que já foi orientado até então para a prática das DGAEs  nas paróquias e comunidades. Foram elaborados já Estatutos nas Áreas pastorais, organizações nas bases, criação ou revitalização dos Conselhos paroquiais, tudo isso tendo como o eixo a Missão. Enfatizou-se bem a participação dos funcionários  em todo esse processo, enquanto primeiros “colaboradores” que têm que  ser os primeiros a abraçarem  essa missão. Todos são chamados: bispo, clero, religiosos e religiosas, seminaristas, servidores paroquiais e diocesanos, todos… Os escritórios, igrejas e casas paroquiais, todo o povo em estado permanente de missão. E para isso, conforme algumas orientações repassadas por Dom Darci e agora continuadas com  Dom Otacilio partiremos  para o desenvolvimento das paróquias. Citou-se a importância da conclusão das Diretrizes para a diocese, necessárias e urgentes para uma caminhada uniforme. Neste momento, houve a intervenção de alguns participantes dizendo de certa dificuldade pela falta de sintonia   nas paróquias da  diocese. Exemplificaram sobre as situações de Batismo – curso em preparação para padrinhos e madrinhas, os casos especiais, enfim… situações corriqueiras e sérias.  Houve sugestão de que os secretários e secretárias paroquiais fossem ouvidos, em certa altura, já que são os que mais sofrem com essa situação nos escritórios, desde a preparação para os sacramentos que não é uniforme nas paróquias e até a própria falta de unidade  no que se refere a “Normas e Diretrizes”. Pe José Aparecido de Pinho interveio e sugeriu então, que sejam enviadas à cúria as  sugestões e observações por parte dos secretários e secretárias para que assim, tudo seja contemplado no documento e atenda a todos. Pe Dilton encerrou reforçando o  empenho em somar e fazer acontecer em todas as paróquias e comunidades.
Após o almoço o grupo foi dividido  por funções. O Diácono Daniel Bueno Borges, restaurador palestrou para os zeladores das igrejas e responsáveis por manutenção em geral. Disse da importância do zelo e cuidado com o sagrado, da correta conservação dos templos, imagens e do patrimônio em geral. Trabalho imprescindível de atenção e dedicação por parte de todos.
Luciane Duarte, nutricionista, reuniu-se com as cozinheiras e responsáveis pela limpeza e serviços gerais das cozinhas e casas paroquiais. Ressaltou a importância da organização do dia a dia na cozinha, o asseio e cuidado no preparo, o uso dos utensílios obrigatórios, atenção aos cardápios variados, desperdício, temperos de acordo com as idades. Sob a orientação de uma cartilha foi orientando a todas para o aproveitamento dos alimentos, organização do espaço (geladeiras, armários, etc), compras, etc. Atenção urgente para a devida separação do lixo e cuidado com o meio ambiente.
Pe José Aparecido de Pinho e Marina Carvalho – contadora da diocese orientaram o grupo maior dos secretários e secretárias paroquiais e diocesanos, presentes nos escritórios. Pe José Aparecido deu breve notícia de como será a implantação do novo sistema de prestação de contas, que aos poucos será  implantado a partir do mês de setembro. Todos os dados serão transportados e posteriormente será oferecido um treinamento específico para todos.
Marina chamou a atenção do todos com a pergunta: Como tem sido a distribuição do  tempo nos trabalho diários nos escritórios paroquiais? Disse que tudo se resume em como distribuir o tempo. Salientou a quantidade de trabalho que cada escritório exige do secretário e secretária, a atenção que deve ser dispensada em cada atividade, o quanto o trabalho de cada um é muito importante. Contudo, sem uma boa organização na distribuição das tarefas diárias não será possível um trabalho bem feito. Reforçou o cuidado às pessoas que chegam aos escritórios para um “bate papo diário”, tomando todo o tempo e até atrapalhando muito. Necessário sabermos separar aquilo que é informação, pedido de ajuda, serviço diário de alguém que se dirige todos os dias para simplesmente papear e tomar o tempo do secretário ou secretária.
Reforçou ainda a importância do uso de uniformes – responsabilidade da empresa oferecer dois jogos, resto por conta de cada um, conforme a necessidade e realidade. Que os escritórios têm de oferecer o mínimo ao funcionário: água, lanche, etc… – Infelizmente há casos ainda de certa dificuldade. Marina enfatizou que cada caso é um caso, mas necessário e urgente relatar a ela periodicamente, quando necessário, pois poderá levar ao conhecimento do bispo e clero para ver o que poderá ser feito.
Disse ainda da importância da organização do tempo quando se tratar de fechar as prestações de contas. Deverão estar organizadas com recibos em dia e atualizados, orientarmos com o relatório analítico – do programa e assim seguir para o escritório de contabilidade de forma clara para que não se perca tempo. Falou ainda que já houve uma melhora muito grande, mas necessário atenção da parte de todos.
Houve questionamentos sobre salários iguais para todos, porém constatou-se a diversidade de realidades de movimentação financeira das paróquias. O fluxo não é mesmo em todas, dificultando a igualdade de salários.
Foi pedido atenção às datas e calendário da diocese, às confirmações em tempo dos participantes nos encontros que acontecem na sede da diocese. Importante confirmações com antecedência para boa organização.

 O grupo juntou-se novamente, para os agradecimentos. Os padres presentes deram a bênção, encerrando assim mais um encontro de formação.

No geral foi bastante proveitoso e gratificante. Uma pena pelas paróquias que não puderam comparecer. Sentimos falta! Aproveito para agradecer a cada um que contribuiu para a realização do mesmo. Aos senhores padres, mais uma vez, que não mediram esforços para trazer os nossos funcionários. Deus lhes pague! Aos colegas queridos, muito bom tê-los. Obrigada pelas presenças, dedicação até aqui e continuemos unidos e perseverantes. Aos novatos, ânimo e coragem. Que São Miguel Arcanjo nos abençoe e encoraje! 
 No dia 1ºde outubro nos encontraremos novamente para o dia de lazer. Oportunamente enviaremos maiores informações com o local escolhido.
Simone Mendanha
Secretária da Cúria 

8° Encontro Mineiro das Comunidades Eclesiais

 O 8° Encontro Mineiro das Comunidades Eclesiais  aconteceu no final de semana , nos dias 19 a 21 de julho  em Ipanema, Diocese de Caratinga MG com o  tema : Os desafios de uma Igreja em saída na construção da Sociedade do Bem Viver e Conviver. A nossa Diocese participou com  quinze representantes: Águeda Maria Coelho Perpétuo, Maria da Conceição G. Souza, Geraldo Magela Soares, Marta Maria Dias Pereira, Maria Ângela Coelho de Magalhães, Néria Ester Leite, Diana Maria Coelho Figueiredo, Edmilson Pereira de Miranda ( Virginópolis); Ivone do Rosário Nascimento , José dos Passos Mateus e Leonardo dos Santos ( Paulistas); Alessandro Gomes Alexandre ( São Pedro do Suaçuí); Luís Carlos Pinto ( Guanhães/ Paróquia São Miguel e Almas) ; Maria Madalena dos Santos Pires( Guanhães/ Paróquia Nossa  Senhora Aparecida-Pito) e Francisco Salvador de Moura (Materlândia).

Foram três dias de estudo, celebração, espiritualidade e encaminhamentos para a ação pastoral dessas comunidades. A assessoria do encontro ficou a cargo do Pe. Alfredo Gonçalves, missionário scalabriniano, atualmente residente no Rio de Janeiro, conhecido como Pe Alfredinho e Sônia Gomes de Oliveira, de Montes Claros e atual presidenta do Conselho Nacional do Laicato do Brasil.

Aconteceram oficinas com os seguintes eixos temáticos : Superação da Violência, Políticas Públicas, Agroecológia, Plantio das águas, Direitos Humanos, Juventude, entre outras. O encontro aconteceu em uma escola e creche da cidade. As famílias da paróquia de Ipanema acolheram os participantes. Na avaliação dos participantes, o encontro foi de muita importância para que a nossa Diocese possa reorganizar e incentivar   o trabalho de nossas CEBs, atendendo assim o apelo do Papa Francisco de sermos uma Igreja em saída e presente na vida e história de nosso povo. O grupo assumiu o compromisso de se reunir em 17 de agosto, para avaliação e encaminhamentos das ações em nossas paróquias.

 O 9° Encontro Mineiro das Comunidades Eclesiais  ficou definido para a Diocese de Guaxupé.

Conclusões finais: 

Origem. De onde viemos? Da paixão pela Boa Nova de Jesus Cristo. Somos enamorados por essa proposta. O Reino de Deus e os pobres são o centro da mensagem de Jesus.
Caminho. Onde vamos? Redes de parcerias e saberes. Mecanismo de participação popular, aprendendo com medicina alternativa, com a internet e as redes sociais. Nesse caminho fazemos nossas cartilhas para trabalharmos a juventude, a reforma da previdência, agroecológica. Somos chamados a recriar a Boa Nova de Jesus.
Horizonte: Para onde vamos? Viemos da Palavra de Deus e das inspirações do pobres. Precisamos criar alternativas para o Capitalismo. A saúde através da medicina alternativa. Buscando o bem viver e não o viver bem. Reciclar é selecionar os valores que estão entre nós. Valorização das culturas de todos os povos. O intercâmbio do campo e da cidade. Defender a biodiversidade. Buscar espaços de produção alternativos. O que produzir, para quem produzir e por que produzir. Agricultura sem agrotóxico. Realizar encontro de comunicadores e atualizar nossa forma de linguagem. Rever a política de mineração. Ação de repúdio a Reforma da Previdência e a eliminação de políticas públicas.

Igreja em saída: quando o povo não vai à igreja, a igreja deve ir ao povo. Uma nova relação com a história com o mundo e com os irmãos.

Encaminhamentos: Estar atentos a legislação de Minas sobre Coleta Seletiva que vencerá em agosto.
Incentivar o uso das plantas medicinais para atendimento nas farmácias municipais.

1 5º  Intereclesial – acontecerá em Rondonópolis Mato Grosso em 2022.
2021 Reunirão Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro preparando o 15º.
22ª Romarias das Águas e da Terra em Uberaba.

Agradecimentos: 

Ao Padre Dilton Maria Pinto pela iniciativa de custear, através da paróquia Santa Maria Eterna, a metade do valor dos gastos com o transporte e aos demais padres e nossa Diocese que investiram para que estivéssemos presentes nesse 8° Encontro.

Os nossos agradecimentos e nosso compromisso de servir a nossa igreja.

Alessandro Gomes Alexandre

Pela equipe

Recepção do Bispo Diocesano em sua Catedral.

Trata-se da tomada de posse canônica da Diocese. O bispo não se apropria de uma Diocese, mas ela lhe é confiada. Trata-se mais de uma investidura numa função. O bispo é chamado e enviado a servir a uma porção do povo de Deus, que é a Diocese. Existe, antes, um envio. Como Jesus Cristo enviou os apóstolos para o mundo inteiro, ainda hoje na Igreja homens escolhidos por Cristo são enviados para exercer o ministério messiânico por todo o mundo. No caso dos bispos, em nome de Cristo eles são chamados e enviados pela Igreja na pessoa do Sucessor de Pedro, o Papa.

Normalmente, o novo bispo de uma diocese toma posse ou é investido em sua função no próprio rito da ordenação. Acontece assim quando ele é ordenado bispo na sua igreja catedral. Isso vem expresso, sobretudo, pela (Bula), ou Leitura da Carta Apostólica de sua eleição pelo Papa, o gesto de assentar-se na cátedra da catedral, onde é conduzido pelo bispo ordenante, logo após o rito sacramental da ordenação, e pela presidência da Eucaristia após sua ordenação episcopal.

É diverso o modo de proceder da Igreja, quando o novo bispo vem transferido de outra Diocese, no caso de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda,  que foi ordenado bispo em outra igreja, e vem de outra diocese, onde estava como auxiliar, e será recepcionado na Cátedra da Diocese de Guanhães.

O rito de tomada de posse, que marca o início do exercício do múnus pastoral na sua Diocese, se chama Recepção do bispo em sua igreja catedral. Igreja catedral, porque nesta igreja está a sede, a cátedra, a cadeira de presidência, de onde o bispo exerce seu Tríplice Ministério Pastoral: ensinar, governar e santificar.

Esta recepção se realiza no contexto de uma Missa Estacional, isto é, presidida pelo bispo em sua nova catedral. Hoje em dia, já não se chama Missa Pontifical, mas Missa Estacional, isto é, uma Celebração Eucarística festiva presidida pelo bispo. O Cerimonial dos Bispos qualifica assim a Missa Estacional: “A manifestação mais importante da Igreja local dá-se quando o Bispo, na qualidade de sumo sacerdote do seu rebanho, celebra a Eucaristia, mormente na igreja catedral, rodeado do seu presbitério e ministros, com a plena e ativa participação de todo o povo santo de Deus. Esta Missa, chamada “estacional”, manifesta não somente a unidade da Igreja local, mas também a diversidade dos ministérios ao redor do Bispo e da sagrada Eucaristia. Para ela, portanto, se convoque o maior número possível de fiéis, nela concelebrem os presbíteros com o Bispo, desempenhem os diáconos o seu ministério, exerçam os acólitos e leitores as suas funções” (n. 119).

Queremos lembrar os elementos próprios dessa celebração, procurando o seu sentido sagrado. Eis os elementos:

1) O bispo é recebido à porta da igreja catedral pela primeira dignidade do cabido, (Vigário Geral) ou, não havendo esses, pelo pároco ou reitor da mesma igreja, que apresenta o crucifixo ao bispoa beijar;  e a seguir, o aspersório da água benta, com o qual o Bispo se asperge a si mesmo e aos presentes (próximos de si).

2) O bispo é conduzido à capela do Santíssimo Sacramento, que O adora, de joelhos, por alguns momentos.

3) Todos se paramentam na sacristia e tem início a Missa estacional. Feita a reverência ao altar, o Bispo dirige-se para a cátedra. Terminado o canto de entrada, saúda o povo, senta-se e recebe a mitra.

4) Um dos diáconos ou um dos presbíteros concelebrantes apresenta a Carta Apostólica ao Colégio dos Consultores na presença do Chanceler da Cúria, que exara a respectiva ata. A seguir, do ambão (mesa da Palavra), lê ao povo a referida Bula ou Carta Apostólica, na falta desta, o Decreto, provido do senhor Núncio Apostólico, autorizando a tomada de posse.

5) Feito isto, se for costume, a primeira dignidade do cabido, ou não havendo cabido, o pároco ou reitor da igreja dirige uma saudação ao Bispo. Em seguida, de acordo com os costumes locais, o cabido e pelo menos parte do clero, e alguns fiéis, e se for oportuno, a autoridade civil porventura presente, aproximam-se do seu bispo, para lhe manifestarem obediência e respeito.

6)Missa prossegue como de costume e na homilia, após o Evangelho, o Bispo dirige pela primeira vez a palavra ao seu povo.

Uma palavra sobre cada um dos elementos apontados. Na acolhida temos o beijo à cruz, a água benta e a vista de adoração ao Santíssimo. Comemora-se aqui o múnus pastoral do bispo na Diocese.

A cruz: O bispo tem como missão viver e anunciar o Evangelho, o mistério pascal, simbolizado pela cruz do Senhor.

água benta: Lembra e renova o batismo. O bispo tem a missão de anunciar o Evangelho, fazer discípulos de Cristo todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto Jesus lhes mandou (cf. Mt 28,19-20).

A adoração do Santíssimo: A Igreja faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja. Toda ação pastoral deve levar à celebração e à vida eucarística.

Ocupação da cátedra: A cátedra simboliza a Igreja particular confiada ao zelo pastoral do novo bispo. É na catedral que ele alimenta sua fé. Desta sede ele parte como bom pastor para apascentar as suas ovelhas, em sua missão profética, sacerdotal e real, conduzindo o seu povo pela pregação do Evangelho, pela presidência do culto (santificando) e como guia do povo de Deus profético, sacerdotal e real.

A Bula ou Carta Apostólica e a saudação: O novo bispo não vem em nome próprio, mas em nome de Cristo. Ele foi eleito e enviado a esta Igreja particular com uma missão. Por isso, o Povo de Deus da Igreja particular o acolhe, lhe presta obediência e se dispõe a colaborar com o seu ministério pastoral.

homilia: Na homilia, após o Evangelho, o Bispo dirige pela primeira vez a palavra ao seu povo. À luz da Palavra de Deus, cria-se o primeiro vínculo de fé e de caridade entre o Bispo, os padres, os diáconos, o seminaristas, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos da Diocese, agrupados nas comunidades paroquiais. Os fiéis recolherão os motivos de preces e da grande Ação de graças que se seguem, e vão sentir-se enviados para anunciar e estender o Reino de Deus pela palavra, pela colaboração na ação pastoral e, sobretudo, pelo testemunho de vida cristã.

Se o arcebispo metropolitano introduzir o bispo em sua igreja catedral, como será o caso; (Dom Darci José, Arcebispo Metropolitano de Diamantina, é quem dará posse, ao novo bispo).

O rito é um pouco alterado e seguirá a seguinte ordem: “Se o próprio Metropolita introduzir o Bispo em sua igreja catedral, à porta da igreja, ele apresenta o Bispo à primeira dignidade do cabido e preside à procissão de entrada. Saúda o povo na cátedra e manda que sejam apresentadas e lidas as Letras Apostólicas. Terminada sua leitura e após a aclamação do povo, o Metropolita convida o Bispo a sentar-se na cátedra.

Depois o Bispo se levanta e canta-se: Glória a Deus nas alturas, segundo as rubricas” (Cerimonial dos Bispos, n. 1145).

Vivida assim, a celebração da Recepção do Bispo em sua igreja catedral será uma grande graça para a Comunidade diocesana. Compreende-se melhor o mistério da Igreja, com seus variados ministérios e funções. Consolida-se a unidade na diversidade da Igreja, compreendida pelo Concílio Vaticano II como “o povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (LG 4).

Pe. Frei Alberto Beckhäuser, OFM

 

* (Texto cedido gentilmente pelo autor, no período de transição na Diocese de Caratinga, em 2011, com adaptações). 

 

11ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação – Muticom

A 11ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação – Muticom – aconteceu na cidade de Goiânia, capital de Goiás. Com o tema “Comunicação, Democracia e Responsabilidade Social” o evento refletiu sobre os caminhos e as perspectivas das relações entre a Igreja Católica, a sociedade brasileira e a cultura contemporânea, no campo da comunicação.

A Diocese de Guanhães foi representada pelo assessor da PASCOM Diocesana, Padre Bruno. Veja a seguir um trecho da entrevista dada por ele à Folha Diocesana:

FOLHA DIOCESANA: Qual a pertinência de um tema que trata sobre “Democracia e Responsabilidade Social” para um evento voltado para “comunicação”?

PADRE BRUNO: Nestes últimos tempos a ‘virada midiática’ promoveu transformações fortes sobretudo no campo social, político etc, democratizando a comunicação de modo que toda cidadão independente da sua classe social tem espaço para expor seu pensamento, anseios e opiniões. Junto dessa ‘virada midiática’ veio também mazelas, tais como a ‘Fake News’ e que influenciam na realidade social. Nas últimas eleições, tanto no Brasil como no exterior, houve influência no cenário político.

O problema da ‘Fake News’ não está na democratização da comunicação – conforme o jornalista Nilson Klava “todos com um celular na mão é um produtor de conteúdo” – mas sim o fato de que a comunicação é feita através de pessoas boas e/ou más. As pessoas boas divulgam verdade a partir de suas convicções e bom senso com opiniões sinceras e justas, as pessoas más ocupam este espaço com notícias falsas de forma agressiva e por vezes com intenção financeira. Querem polemizar e/ou lucrar e não tem compromisso com informar/ formar.

Os comunicadores devem trabalhar com compromisso social de modo que ajude as demais pessoas a se informar melhor e isso não se refere a quantidade mas a qualidade dos conteúdos. Por exemplo, o conteúdo da Folha Diocesana chega nos smartfone via whatsapp ou facebook a partir do link de nosso site e também chega ás pequenas comunidades que não dispõe de toda essa tecnologia. A missão da PASCOM é formar e informar também para a democracia.

FOLHA DIOCESANA: Foi dito que “junto dessa ‘virada midiática’ veio também mazelas, tais como a ‘fake news’”. Que outra “mazela” pode ser citada?

PADRE BRUNO: A ‘hiperiformação’ é, sem dúvida, mais uma destas mazelas. Há muita informação e pouca democracia pois deletamos aquilo de que não gostamos. Nos alimentamos em excesso de apenas um tipo de opinião e por vezes sem critério – haja vista Fake News – vivendo em uma bolha informacional. Democracia e revolução digital não funciona assim! A ‘hiperiformação’ também não realiza comunicação!

Aliás, o excesso de informação é uma realidade vertiginosa e nos torna indiferente com a necessidade alheia. Com isso eu perco o respeito pelo outro e assim o rotulo como amigo ou inimigo e me preparo para atacar, pois pensa diferente, ou me abastecer de coisas que eu quero ou concordo já que não exige muito do meu raciocínio e capacidade de síntese.

FOLHA DIOCESANA: Perante tais desafios como propôr um conceito de comunicação?

PADRE BRUNO: Informar é diferente de comunicar pois a informação é a mensagem, a comunicação é a relação, que é muito mais complexa. A comunicação toca, transforma, o outro. Não só muda a forma de pensar mas também o comportamento, isso é conversão – metanoia – forma de pensar que muda meu agir. A ‘Fake News’ e a ‘hiperiformação’ não dão espaço pra isso pois promovem o contrário: não toca mas agride, não muda mas deixa ainda mais obstinado, pois coisificamos, rotulamos, o outro sem espaço para o diálogo e troca de ideias possibilitando o amadurecimento do pensamento sobre determinado assunto. Comunicação deve nos fazer repensar nossas relações e a forma de nos comunicar com quem está ao nosso redor. Sem respeito mútuo a comunicação não acontece.

FOLHA DIOCESANA: Essa ‘virada midiática’ promoveu transformações também no modo de ser igreja?

PADRE BRUNO: A ‘virada midiática’ é um ‘ato fora da igreja’ promovido pela sociedade e que está modificando a forma de ação da igreja.

Desde 2002, com João Paulo II, já se fala da realidade digital na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais celebrado há 53 anos conforme proposto na “Inter Mirifica”, n. 18, do Concílio Vaticano II. Este ano o Papa Francisco abordou a temática: “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades das redes sociais à comunidade humana”. Em 2011 Bento XVI fala que essa revolução cultural desafia a Igreja a pensar com essa cultura digital. Na EG n 16 Francisco insiste na inculturação digital e a necessidade de a igreja ocupar esse espaço. O Brasil, por exemplo, é o país que mais usa redes sociais na América Latina. Se considerarmos todos os 209,3 milhões de brasileiros, seria como se cada um passasse pelo menos quatro horas apenas em redes sociais, todos os meses.

Parafraseando Luther King “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”, devemos ocupar as redes para humanizar as redes. A mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2014 orienta que o testemunho cristão neste ambiente não se dá tanto pelo bombardeamento de mensagens religiosas mas com o testemunho.

(Leia a entrevista na íntegra na edição de Agosto/2019 da Folha Diocesana)

Angelus com Papa Francisco – 15º Domingo Comum

Às 12 horas de hoje, XV Domingo do Tempo Comum, o Santo Padre Francisco apareceu na janela do estudo no Palácio Apostólico Vaticano para recitar o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Estas são as palavras do Papa ao introduzir a oração mariana

Antes do Ângelus

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje o Evangelho apresenta a famosa parábola do “bom samaritano” (ver Lc10,25-37). Perguntado por um advogado sobre o que é necessário para herdar a vida eterna, Jesus convida-o a encontrar a resposta nas Escrituras e diz: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o a tua força e com toda a tua mente, e o teu próximo como a ti mesmo “(v. 27). Havia, no entanto, diferentes interpretações de quem deveria ser entendido como “vizinho”. De fato, o homem ainda pergunta: “E quem é meu próximo?” (V. 29). Neste ponto, Jesus responde com a parábola, esta linda parábola: Convido todos vocês a levarem o Evangelho hoje, Evangelho de Lucas, capítulo dez, versículo 25. É uma das mais belas parábolas do Evangelho. E esta parábola tornou-se paradigmática da vida cristã. Tornou-se o modelo de como um cristão deve agir. Graças ao evangelista Luca,

O protagonista do conto é um samaritano, que conhece um homem roubado e espancado por bandidos ao longo do caminho e cuida dele. Sabemos que os judeus tratavam os samaritanos com desprezo, considerando-os estrangeiros para o povo escolhido. Portanto, não é coincidência que Jesus tenha escolhido um samaritano como um personagem positivo na parábola. Desta forma, ele quer superar o preconceito, mostrando que mesmo um estrangeiro, mesmo aquele que não conhece o verdadeiro Deus e não freqüenta seu templo, é capaz de se comportar de acordo com sua vontade, sentindo compaixão por seu irmão necessitado e ajudando-o por todos os meios. à sua disposição.

Por essa mesma estrada, antes do Samaritano tinha passado um sacerdote e um levita, isto é, pessoas dedicado à adoração de Deus. Mas, vendo o pobre homem para o chão, eles continuaram sem parar, provavelmente não será contaminado com o sangue dele. Eles colocaram um governo humano diante deles – não se contaminando com sangue – ligados ao grande mandamento de Deus, que antes de tudo quer misericórdia.

Jesus, portanto, propõe o samaritano como modelo, precisamente aquele que não tinha fé! Também pensamos em tantas pessoas que conhecemos, talvez agnósticas, que fazem o bem. Jesus escolheu como modelo alguém que não era homem de fé. E este homem, amando seu irmão como ele mesmo, mostra que ama a Deus de todo o coração e com toda a sua força – o Deus que ele não conhecia!  , e exprime ao mesmo tempo verdadeira religiosidade e plena humanidade.

Depois de dizer isso tão bonito parábola, Jesus fala novamente para o advogado que lhe perguntou: “Quem é o meu próximo?”, E diz-lhe: “Qual desses você acha que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos bandidos? “(v. 36). Desta forma, inverte a questão de seu interlocutor e também a lógica de todos nós. Faz-nos compreender que não somos nós que, de acordo com os nossos critérios, definimos quem é o próximo e quem não é, mas quem precisa ser capaz de reconhecer quem é o próximo, ou seja, “ quem teve compaixão dele“(V. 37). Ser capaz de ter compaixão: esta é a chave. Essa é a nossa chave. Se você não sente piedade diante de uma pessoa necessitada, se seu coração não está comovido, então algo está errado. Tenha cuidado, tenha cuidado. Não nos deixamos levar pela insensibilidade egoísta. A capacidade de compaixão tornou-se a pedra de toque do cristão, na verdade, do ensinamento de Jesus: o próprio Jesus é a compaixão do Pai para conosco. Se você descer a rua e ver um morador de rua deitado lá e passar sem olhar para ele ou pensar: “Mas, efeito do vinho. Ele é um bêbado “, perguntou não se o homem está bêbado, pergunte se oSeu coração não endureceu, se seu coração não se tornou gelo. Esta conclusão indica que a misericórdia para com uma vida humana em necessidade é a verdadeira face do amor. É assim que alguém se torna um verdadeiro discípulo de Jesus e o rosto do Pai se manifesta: “Sê misericordioso, como o teu Pai é misericordioso” ( Lc 6,36). E Deus, nosso Pai, é misericordioso, porque tem compaixão; ele é capaz de ter essa compaixão, de se aproximar de nossa dor, nosso pecado, nossos vícios, nossas misérias.

Que a Virgem Maria nos ajude a compreender e sobretudo a viver cada vez mais o vínculo inseparável que existe entre o amor a Deus nosso Pai e o amor concreto e generoso pelos nossos irmãos, e nos dar a graça de ter compaixão e crescer na compaixão.

[01218-IT.02] Texto original em Italiano

Depois do Ângelus

Caros irmãos e irmãs

mais uma vez desejo expressar minha proximidade ao amado povo venezuelano, particularmente tentado pela crise contínua. Oramos ao Senhor para inspirar e esclarecer as partes envolvidas, para que possam chegar a um acordo o mais rápido possível que ponha um fim ao sofrimento do povo para o bem do país e de toda a região.

Saúdo cordialmente todos vós, romanos e peregrinos da Itália e de várias partes do mundo: famílias, grupos paroquiais, associações.

Em particular, saúdo os jovens da diocese de Pamplona y Tudela, os do curso de formadores promovidos pelo “Regnum Christi”, as Irmãs da Sagrada Família de Nazaré, que celebram o Capítulo Geral, e os meninos da Confirmação de Bolonha (Bérgamo).

Eu envio uma saudação cordial aos fiéis poloneses, a você [indica os fiéis na praça] e àqueles que participam da anual Rádio Maria Peregrinação ao Santuário de Czestochowa. Saudamos todos os poloneses errantes.

E desejo a todos um bom domingo e, por favor, não se esqueça de orar por mim. Bom almoço e adeus!

[01219-IT.02] [Texto original: italiano]

Fonte: Santa Sé http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2019/07/14/0590/01218.html

O CONADIZ – Congresso  Nacional da Pastoral do Dízimo e da Partilha

O CONADIZ – Congresso  Nacional da Pastoral do Dízimo e da Partilha é um evento realizado pela Revista Paróquias voltado para a capacitação técnica dos agentes dessa Pastoral. Este encontro nacional busca proporcionar um momento formativo e também celebrativo.

Além de promover uma rica troca de experiências  entre as pastorais diocesanas e paroquianas. O Congresso pretende ainda desenvolver e aprimorar questões relacionadas aos aspectos administrativos e financeiros, com base na gestão eclesial contábil e financeira dos recursos recebidos, assim como sua aplicação em benefício da comunidade.

Primeiramente, é importante lembrar que a Igreja do Brasil, por meio de suas paróquias e dioceses  em quase sua totalidade já possui, de alguma forma, a Pastoral do Dízimo implantada. Um contingente enorme de pessoas atua com grande empenho, mas muitas vezes sem formação adequada para desempenhar seu papel. Levar essa formação especializada é o desejo do CONADIZ.

Existem também muitos de missionários atuando no setor sem a devida comunicação entre si, o que gera uma miríade  de contradições que confundem e desorientam as equipes. Na atual conjuntura política, econômica e fiscal que o Brasil vive, somada à escassez cada vez maior de recursos na igreja, faz-se urgente uma orientação firme e bem direcionada para a capacitação dos agentes e líderes da pastoral do Dízimo

Kiara Castro e Fábio castro / Diretores da Revista Paróquias.

O Diácono Edmilson Cândido está participando do CONADIZ em São Paulo, representando a Diocese de Guanhães.

 

Hora da Família 2019

O Hora da Família orienta a vivência da Semana Nacional da Família que ocorre de 11 a 17 de agosto de 2019

Neste ano, a reflexão do Hora da Família gira ao redor da pergunta: ‘A Família, como vai?’, através dos sete encontros, que, esperamos, consigam nos fazer caminhar pelas várias possibilidades de respostas que poderemos dar. Aliás, talvez, ao final da Semana Nacional da Família 2019 não chegaremos a uma resposta adequada dentro do que o próprio Deus pensou sobre essa instituição divina chamada família, mas teremos tentado ao menos nos aproximar do pensamento de Deus.

O tema deste ano é uma retomada da reflexão que marcou a Campanha da Fraternidade de 1994. Ao voltar ao passado e ver o quanto a Pastoral Familiar já cresceu, percebe-se que a família busca e precisa aprofundar cada vez mais a sua missão na Igreja e na sociedade para conquistar um papel decisivo e central.

Esse desejo de estar no centro das ações eclesiais aparece neste Hora da Família, ligando-o à Iniciação à Vida Cristã, às Políticas Públicas, ao envolvimento com as questões contemporâneas da vida urbana e à missão em meio a outras famílias.

O subsídio vem com os tradicionais encontros celebrativos da Semana Nacional da Família e refletem os seguintes temas: Família, vocação e juventude; Família e Políticas Públicas; Família, defensora da vida; Matrimônio e Família no plano de Deus, e por fim, o tema central: A família, como vai?

Além dos encontros, o material traz três celebrações temáticas para realizar no Dia das Mães, Dia dos Pais e uma celebração e consagração à Sagrada Família.

Vivamos a semana da família em nossas famílias!

Fonte: Comissão Nacional da Pastoral Familiar

Catequese Diocesana realiza estudo com coordenadores das paróquias sobre “Bibliodrama” com a autora Loredana Vigini

 

“A Bíblia é a grande “biblioteca” da história do homem e de sua busca de Deus. Transmitir as histórias do homem e de sua busca às crianças significa propor que elas se relacionem com essas histórias, descubram-nas e se familiarizem com elas, apreciando seus mecanismos internos, seu “fio” narrativo e colhendo o que elas trazem para suas vidas…”

” O Bibliodrama é um método que permite encontrar um texto de forma mais participada. Essencialmente, podemos traduzir a palavra que o designa como “livro em ação”…

” …Em síntese, esse método expressivo e experiencial torna possível, em um grupo, ‘visualizar’ um texto bíblico, tornando presentes suas personalidades e permitindo capturá-las de fora ou experimentar por dentro suas emoções, seus sentimentos, sua força e suas motivações, em situações de vida e de relacionamento, nas quais todos se podem se reconhecer. Assim, espelhando-se nelas, o participante encontra significados novos e muito profundos da Palavra e que tocam sua vida. O âmbito natural do Bibliodrama Pastoral é o catequético e o espiritual, em que o encontro com o texto é procurado para um aprofundamento da fé, como força para levar em frente à vida cristã. “Tornar presente” o trecho bíblico com suas personagens permite um encontro real e verdadeiro com a Palavra encarnada, que se torna forte experiência de espiritualidade…”        (Trechos do livro Bibliodrama Pastoral na catequese – Ferramentas expressivas e experienciais para comunicar o texto sagrado às crianças da autora Loredana Vigini)

Os coordenadores na Diocese de Guanhães participaram nos dias 06 e 07 de julho, no Espaço PUC,  de um curso básico  do Bibliodrama, orientado pela escritora  Loredana Vigini.

Foram  momentos riquíssimos de oração, espiritualidade e  técnicas para a utilização diária em nossos trabalhos catequéticos.

Abaixo, alguns relatos de experiências vividas pelas catequistas/coordenadores com o estudo do Biblidrama nos dias 6 e 7 de Julho:

Com certeza este encontro foi excelente. Aprendemos muito e saímos motivadas(os) a espalhar as novidades. Agradecemos todo carinho e atenção.
– Ivonete ( São Sebastião do Maranhão)

O encontro foi ótimo! Proporcionou-me de forma significativa momentos de refletir sobre minha vida pessoal e também conhecer ferramentas e estratégias de como trabalhar com os catequizandos. Loredana é muito objetiva e segura na sua apresentação. Quanto a equipe de coordenação quero agradecer de coração pela organização, acolhida, carinho, atenção e ao mesmo tempo parabeniza-las pela competência. No mais o meu muito obrigado por tudo.
Alice Aguiar ( Morro do Pilar)

Para esse encontro com Loredana eu dou nota 10. Um encontro que creio que envolveu a todos os participantes, nos levando a viver profundamente os personagens. Gostei muito também de sempre usar o 1° pronome pessoal e o tempo presente. Será enriquecedor para minha vida pessoal. Parabéns e obrigada por ter pensado em nós.
– Gorette ( Carmésia)

Que Encontro Maravilhoso! Senti como estivesse em um belo jardim.Quanto à organização excelente. Loredana fala fácil de Jesus e nos levou a um verdadeiro encontro com Jesus. Nos mostrou um jeito novo de falar de Jesus. Superou as expectativas.Todos os Encontros Diocesanos são muito bons.
– Alice ( Dores de Guanhães)

O encontro foi maravilhoso a acolhida a parte de alimentação hospedagem higiene dos ambientes tudo muito bem organizado. Fabrício. ( Conceição do Mato Dentro)
Avaliando o encontro. Foi simplesmente maravilhoso. Uma forma diferente de desenvolver os encontros com crianças e jovens que “mexe” com as estruturas como fala a música. Eu gostei muito achei muito proveitoso mesmo. Flaviane. (Sabinópolis)

Foi um fim de semana proveitoso, oportuno para vivenciar o agir de Deus em nossas vidas. Um momento único, fez com que nos sentíssemos parte do texto bíblico. Ir. Loredana soube muito bem utilizar o tempo para nos transmitir todo conhecimento de forma objetiva.

Eunice ( São Pedro do Suaçuí)

Em nome da paróquia São Sebastião de Joanésia, agradeço à Comissão pelo valioso encontro do fim de semana. Foram momentos de descontração, aprendizagem, um verdadeiro Retiro Espiritual, onde pude fazer uma avaliação interior. …
Lucilena (Joanésia)

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