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Organização do Conselho dos leigos e leigas da Diocese

A Diocese de Guanhães deu mais um passo para a organização do Conselho Diocesano do Laicato. No último dia 28/05/19,  Madalena Santos Pires da Paróquia Nossa Senhora Aparecida/ Guanhães, que esteve na assembleia em Uberaba, esteve na reunião do Clero para fazer um breve relato  sobre os assuntos tratados, bem como dos encaminhamentos feitos no sentido de organizar o Conselho na Diocese. Segundo Madalena, o  administrador apostólico, Dom Darci José Niciolli, mostrou-se acolhedor à proposta e Pe Dilton, responsável pela coordenação das pastorais agendará uma reunião com representantes das paróquias.

 

IV ROMARIA DAS ÁGUAS E DA TERRA DA BACIA DO RIO DOCE.

Aconteceu na manhã do domingo, dia 02 de Junho em Itabira, Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano a 4° edição da Romaria das Águas  e da Terra . Neste ano com o tema: “Vão-se os bens da Criação, ficam a miséria e destruição! E agora José?” A Diocese de Guanhães enviou representação para a atividade.  A concentração com a acolhida aconteceu próximo ao Campo do Valério e reuniu uma “multidão de romeiros vindos de diversas paróquias, comunidades,  pastorais, movimentos sociais, sindicatos e mandatos coletivos. O grupo foi acolhido com um café da  manhã e a animação, com a participação da pastoral da juventude ,de diversos cantores, entre eles, Zé Vicente. Logo após, iniciou-se a caminhada em direção ao portão principal da empresa Vale” No  canteiro central, em frente à entrada principal , foi prestada homenagem as vítimas do rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho . Cruzes com os nomes dos falecidos foram fincadas e afixadas na entrada da mina da empresa. A caminhada seguiu para a igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade . Durante o percurso, foram gritadas palavras de ordem e cânticos que animavam   os participantes. Em frente a igreja  foi fincada a cruz da Romaria e em seguida , no altar montado , celebrou-se a Eucaristia .Como gesto concreto e na semana do Meio ambiente, a Pastoral da Juventude entregou diversas mudas  de plantas e árvores com os nomes de todos os mortos em Brumadinho para serem cultivadas em memória dos mesmos. Duas mães de falecidos, receberam, em nome de todas as mães das vítimas,  o abraço  dos bispos de Itabira ,  do bispo auxiliar de Belo Horizonte e de todos os padres presentes. Concluiu-se a 4ª Romaria das Águas e da terra com um almoço comunitário.

Alessandro Gomes/ Paróquia São Pedro de São Pedro do Suaçuí

Madalena Santos / Paróquia Nossa Senhora Aparecida/ Guanhães- Pito

4ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce.
A Diocese de Guanhães esteve lá. Nós estivemos lá. Eu revi padre João Batista (Bidu), Kátia Magalhães, Frei Gilvander Moreira, ouvi a voz poética e profética do Zé Vicente.
Mais do que isso: nos unimos em milhares de vozes para dizer NÃO a todo sistema produtivo que destrói nossa casa comum, que assassina pessoas, que soterra histórias com lama.
Vão-se os bens da Criação, ficam miséria e destruição! E agora, José?”

Luís Carlos

Paróquia São Miguel e Almas/ Guanhães

Carta da 4ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce
Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum

Vão-se os bens da criação, ficam miséria e destruição! E agora, José?

Somos um povo peregrino, povo em romaria, em busca da terra prometida, construtor do reinado de Deus, que é um reino “de justiça, paz e alegria no Espírito Santo”(Romanos 14, 17). Por isso, caminhamos na força de um sonho maior, solidário com todas as pessoas que têm “fome e sede de justiça”, a justiça do Reino, sempre por ser atingida e realizada. Trazemos nossa solidariedade com todas as vítimas dos acidentes/crimes socioambientais provocados pelas empresas mineradoras em nossas Minas Gerais e outras regiões deste planeta, anunciando-lhes uma boa notícia: “felizes os que choram”. Suas lágrimas fecundam toda criação, pois “também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da libertação que é a glória dos filhos de Deus”(Romanos 8, 21).
Caminhamos pelas terras sagradas de Itabira que contêm “noventa por cento de ferro nas calçadas e oitenta por cento de ferro nas almas”, como canta o poeta. Itabira é a síntese de nosso Estado, a terra mineira prometida por Deus ao seu povo de ontem e de hoje, conforme descrita, de forma minuciosa, na Bíblia, em Deuteronômio 8,7-14; 8,19; 29,21-23. Nesse texto sagrado, Deus garante que o seu povo vai encontrar uma terra boa e com muita água. Terra boa para agricultura e até para a mineração. E Deus mesmo estabelece um limite para a sua exploração, mediante normas de conduta que garantam o bem comum, promovam as pessoas e assegurem a natureza. Quando essas regras são descumpridas, vem a maldição (29,21-23).
“Olhe! Javé seu Deus vai introduzir você numa terra boa: terra cheia de ribeirões de água e de fontes profundas que jorram no vale e na montanha; terra de trigo e cevada, de vinhas, figueiras e romãzeiras, terra de oliveiras, de azeite e de mel; terra onde você comerá pão sem escassez, pois nela nada lhe faltará; terra cujas pedras são de ferro e de cujas montanhas você extrairá o cobre. Quando você comer e ficar satisfeito, bendiga a Javé seu Deus pela boa terra que lhe deu. Contudo, preste atenção a si mesmo, para não se esquecer de Javé seu Deus e não deixar de cumprir seus mandamentos, normas e estatutos, que hoje eu ordeno a você”.
Diante da Palavra de Deus, de sua promessa e de suas advertências, entendemos que, neste momento histórico, somos desafiados a assumir uma responsabilidade crítica e propositiva sobre as atividades mineradoras em nossa região e em nosso planeta.
Conscientes de que somos herdeiros das promessas divinas e de que “O Senhor Deus é nossa força, Ele nos dá pés ligeiros como os da gazela e nos faz caminhar nas alturas”(cf Habacuc 3,19), subimos ao Pico do Amor, no bairro Campestre e chegamos à Paróquia Nossa Senhora da Piedade, trazendo os gritos de toda a população da Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum e os gritos da mãe terra, assumindo uma verdadeira “conversão ecológica”, como nos adverte o Papa Francisco: “As religiões têm um papel fundamental a desempenhar, pois, para garantir um futuro sustentável corretamente, precisamos reconhecer nossos erros, pecados, faltas e falhas, o que leva a um sincero arrependimento e desejo de mudança. Dessa forma, podemos nos reconciliar com os outros, com a criação e com o Criador”. Somente assim, podemos “nos comprometer a promover e implementar um desenvolvimento sustentável, apoiados pelos nossos mais profundos valores religiosos e éticos, considerando que o desenvolvimento humano não é apenas uma questão econômica ou dos especialistas: é uma vocação, um chamado que requer uma resposta livre e responsável de todos, que se desenvolvam em conjunto com a nossa irmã Terra e nunca contra ela”.
Condenamos o atual modelo econômico devastador e destruidor, que é voraz, orientado apenas para o lucro: Vão-se os bens da criação, ficam miséria e destruição! Propomos uma mudança de paradigma em todas as nossas atividades econômicas, incluindo a mineração, pois somos responsáveis por entregar às gerações futuras um mundo melhor do que este que recebemos. Temos conhecimentos e condições suficientes para reorganizar a vida em sociedade para além do sistema extrativista, materialista, individualista e consumista, que quer a todos devorar.
Somos também solidários com a Igreja Pan Amazônica em seu Sínodo a se realizar em outubro, na busca de novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral.
De Itabira, sob as bênçãos de Deus, renovamos, com esta Romaria, nossas forças e organização, nosso compromisso com a vida, em todas as suas expressões e dimensões, a partir de nossa Bacia do Rio do Doce, nossa Casa Comum.

Itabira-MG, 02 de junho de 2019.

Romeiros e soleiras da quarta romaria das águas e da terra da bacia do Rio Doce.

 

      Mensagem do Papa para o 53º. Dia Mundial para as Comunicações Sociais – por Dom Darci José Nicioli

      Todos os anos, desde o Concílio Vaticano II, é publicada uma especial mensagem abordando temas relevantes no âmbito da comunicação, sempre na festa Ascensão do Senhor.

Neste ano, o Papa Francisco traz como tema para a reflexão que “somos todos membros uns dos outros” (Ef 4,25) e nos exorta a progredir em nosso agir comunicacional “das comunidades em redes sociais à comunidade humana”. Todo homem e toda mulher é um “ser-em-relação”; naturalmente ansiamos vencer a solidão e viver solidariamente. E nesse sentido, os meios de comunicação tradicionais (rádio, TV e imprensa) e a Social Web, as redes sociais, através das quais estamos conectados, podem prestar fundamental serviço à comunhão, à fraternidade, para vencer os mecanismos de morte que dividem e matam.

Observa o Papa que as redes sociais têm muito de positivo enquanto nos une em comunidade, promove a escuta recíproca, o diálogo construtivo, a informação, a corresponsabilidade pelo outro e pelo bem comum. Por outro lado, também, constitui enorme desafio. Há o perigo, diz o Papa, de sermos “eremitas sociais” quando o internauta se limita a grupos de interesses, fechado em suas próprias verdades, considerando o outro como inimigo somente porque pensa diferente. E os jovens e adolescentes, devido à forte presença nas redes sociais, acabam por ser os mais vulneráveis.

Nesse sentido, o Papa Francisco, na mensagem deste ano, convoca todos os cristãos – pois nós somos comunicação! – também os responsáveis pela mídia e todos os profissionais da comunicação, a reencontrar a verdadeira identidade comunitária da Social Web.

Trabalhemos, pois para o uso e regulamentação de uma rede on-line livre, aberta, segura, para a verdade é a paz!

Dom Darci José Nicioli, CSSR

Arcebispo de Diamantina e Administrador Apostólico de Guanhães

É tempo do Santo Jubileu! Conheça a história.


A história do Jubileu

Diz a antiga lenda, que a primeira imagem esculpida de Cristo crucificado, teria sido feita por José de Arimatéia, aquele que pediu a Pilatos para tirar o corpo do senhor da Cruz.

Quando os mouros invadiram a Terra Santa, os cavaleiros cristãos que iam lutar nas cruzadas para evitar que a imagem de Cristo crucificado caísse nas mãos dos árabes, seguidores de Maomé teriam levado a imagem para a Europa. Entretanto nas costas de Portugal, o navio que transportava a imagem, espatifando-se contra um rochedo, naufragou.

A imagem desapareceu em meio às ondas. Tempos depois, foi encontrado numa praia de Portugal um braço que se disse da imagem de Cristo, pois trazia na palma da mão a perfuração dum cravo. Este braço foi devotamente recolhido e guardado na igreja da cidade de Matosinhos, região do Pôrto, em Portugal, começando ali a devoção ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

O encontro da imagem

Imagem Original do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

Certo dia de 1734, o negro escravo Antonio Angola, pertencente ao senhor Manuel Santiago, embrenhou-se por um capão à dentro à procura de lenha para os serviços da senzala. Mas o que encontrou foi uma imagem de madeira do crucificado. A notícia correu rápida por toda a redondeza. Manuel Amorim Coelho, benzeu a imagem e a colocou na Matriz, provisoriamente.

Na região de Conceição existiam muitos portugueses oriundos do Pôrto e saudosos do seu Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, erguido há séculos às margens do no Douro. Um deles, José Corrêa Pôrto, vítima de uma doença conhecida com o nome de “zamparina”, prometeu construir no alto do morro, no meio do capão, uma capelinha para abrigar a imagem do Crucificado, encontrada pelo escravo. Sendo atendido em sua prece, começou a logo a construção da primitiva igreja, que não chegou a ver concluída, pois falecera tempos depois, vítima de outra enfermidade.

Certa vez, assolou a região terrível seca, verdadeiro flagelo quase transformando tudo num deserto de misérias. Foi quando, então se lembraram da imagem do Bom Jesus. Trouxeram-na morro abaixo, em procissão, em meio súplicas e orações. Quando estavam subindo a rua Direita, em direção à Matriz, o tempo começou a fechar, o céu escureceu e não tardaram relâmpagos e trovoadas. Durante 15 dias choveu forte, descendo água em grossos pingos, parecendo que o céu ia desabar. O povo se atirava na chuva, gritava, pulava e dançava, dando graças ao Senhor Bom Jesus, todos acorriam à igrejinha no alto da colina, buscando solução para os seus mais variados problemas, a ninguém deixando o Senhor Bom Jesus sem resposta.

A construção da capela

Em 16 de junho de 1743, Dom Frei João da Cruz, Bispo do Rio de Janeiro, quando de sua visita pastoral a Conceição, recomendou ao vigário da freguesia, Pe. Miguel de Carvalho Almeida Matos, que construísse uma capela para tão milagrosa imagem. Sete anos depois, em 25 de maio de 1750, com a visita pastoral de Dom Manuel da Cruz, então Bispo da diocese de Mariana, foi lançada a pedra fundamental da segunda igreja para abrigar a “preciosa” imagem.

Em 1750, foi fundada a irmandade Bom Jesus por iniciativa do vigário, Pe. José Pacheco Ferreira de Vasconcelos. Por volta de 1773, foi adquirida em Lisboa, pelo Pe. Luís Alves Gondim a atual imagem do Senhor Bom Jesus de Matozinhos (a primitiva imagem se encontra devidamente guardada). Em 07 de março de 1787, o Papa Pio VI concedeu indulgência plenária a todos os devotos que participassem piedosamente do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Mas a festa, com suas romarias é coisa bem anterior a aprovação oficial pelo Papa. Talvez sejam 267 anos de devoção ao Senhor Bom Jesus sobre a colina de Conceição do Mato Dentro.

O atual Santuário

A terceira igreja e atual Santuário foi ideia e realização de Frei Vicente de Licodia, frade capuchinho italiano, pároco de Conceição e provedor do Santo Jubileu, construído entre 1931 e 1934.

Em fevereiro de 1995, depois de 80 anos de valorosos serviços prestados à comunidade de Conceição, os frades capuchinhos deixaram a Paróquia, entregando-a ao Bispo da Diocese de Guanhães, na época, Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN.

Ficaram marcas profundas de sua presença evangelizadora na cidade e região. Agora, são padres da diocese de Guanhães que cuidam da paróquia de Conceição e do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

 

Fonte: http://santuariodobomjesus.com.br/o-jubileu/

Regina Coeli com o Papa Francisco

O Papa Francisco está em visita à Romênia, e às 11h10, hora local (10h10, horário de Roma), o Papa presidiu a Divina Liturgia, na presença de cerca de 60 mil fiéis e peregrinos. Outras 20 mil pessoas acompanharam a Celebração Eucarística, na qual foram beatificados 7 bispos romenos mártires.

Os novos beatos sofreram e sacrificaram a sua vida, opondo-se a um sistema ideológico iliberal e coercivo dos direitos fundamentais da pessoa humana.  Os sete bispos greco-católicos mártires beatificados são: Vasile Aftenie (1899-1950), bispo titular de Ulpiana e bispo auxiliar da Arquieparquia de Alba Iulia e Făgăraș; Valeriu Traian Frenţiu (1875-1952), bispo de Oradea; Ioan Suciu (1907-1953), administrador apostólico da Arquieparquia de Alba Iulia e Făgăraș; Tit Liviu Chinezu (1904-1955) bispo auxiliar da Arquieparquia de Alba Iulia e Făgăraș; Ioan Bălan (1880-1959), bispo de Lugoj; Alexandru Rosu (1884-1963), bispo de Maramureș; e Iuliu Hossu (1885-1970), bispo de Cluj Gherla.

 

 

 

 

 

Antes da bênção final, o Santo Padre conduziu o recital da Regina Coeli, introduzido com essas palavras: 

Amados irmãos e irmãs!

Antes de terminar esta Divina Liturgia, quero conhecer uma vez mais, um presente que se apresenta e para encontrar em breve alguns dias, uma gratificação cordial. Com a minha opinião, meu sentimento ou senhor Presidente da República e demais autoridades, expressando meu sincero agradecimento pela colaboração na preparação e cumprimento da minha visita. Estou agradecido à Sua Santidade Patriarca Daniel, ao Santo Sínodo, ao Clero e aos fiéis da Igreja Ortodoxa da Roménia, que me ajudam fraternalmente. O senhor abençoe esta antiga e ilustri Igreja e sustente na sua missão. [ aplauso ] Um aplauso fraterno para eles todos!

Dirijo uma saudação cheia de afeto e reconhecimento a Sua Beatitude ou Cardeal Lucian Mureşan. Livro dos fiéis da Igreja Católica, os Bispos, os sacerdotes, os religiosos e os fiéis leigos de Bucareste e Iaşi, bem como os numerosos peregrinos de Şumuleu Ciuc. Agradeço ao Senhor que me deu a possibilidade de rezar convosco e enrolar o vosso compromisso de evangelizar e testemunhar uma caridade. Aqui em Blaj, terra de martírio, liberdade e misericórdia, em breve a casa de férias, os filhos da Igreja Greco-Católica, que, há três séculos, testemunham com ardor apostólico a vossa fé.

Que a Virgem Maria estende a sua maternidade sobre todos os cidadãos da Roménia, que sempre, ao longo da história, confiaram na sua intercessão. A Ela, confio todos vós e peço-Lhe que vos guie no caminho da fé para avançardes rumo a um futuro de progresso autêntico e paz e contribuições para a construção duma pátria cada vez mais justa, harmoniosa e fraterna.

R/ Regína Cæli, lætáre, alleluia;

V/ Quia quem meruísti portáre, alleluia;

R/ Resurréxit, sicut dixit, alleluia;

V/ Ora pro nóbis Deum, alleluia.

V/ Gaude et lætáre, Virgo Maria, alleluia.

R/ Quia surréxit Dóminus vere, alleluia.

Oremus. Deus, qui per resurrectiónem Filii tui Dómini nostri Jesu Christi mundum lætificáre dignátus es: præsta, quæsumus; ut, per eius Genitrícem Vírginem Mariam, perpétuæ capiámus gáudia vitæ. Per eumdem Christum, Dóminum nostrum. Amém.

Vem aí o 232º Jubileu do Senhor Bom Jesus

 232º JUBILEU DO SENHOR BOM JESUS DE MATOSINHOS – 13 A 24 DE JUNHO DE 2019. 

 

Tema: “Que o Senhor Bom Jesus nos liberte pelo direito e pela justiça”.

Pregador: Dom Leonardo de Miranda Pereira – bispo emérito de Paracatu/MG

 

O Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos é um grande evento religioso que acontece em Conceição do Mato Dentro, com programação que estende-se,  de 13 a 24 de Junho, constituindo o maior evento religioso da região. Além de sua programação religiosa, que é a essência da festividade, acontece simultaneamente a Cavalgada do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, que é a 2ª maior cavalgada do Brasil, e uma programação variada de entretenimentos tradicionais.

Há 232 anos, a festa recebe fiéis que chegam de diversos cantos do país  e do mundo, em romaria, sendo que muitos deles se estabelecem com suas famílias no entorno do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos durante todo o período do Santo Jubileu.

A proporção do Jubileu revela a força de sua tradição e da fé das pessoas que vêem de longe para rezar, pagarem suas promessas, fazer pedidos e estar em sintonia com o bom Jesus. Sendo assim, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, está preparando aos visitantes e romeiros, uma estrutura de acolhida e conforto, como assim, acontece todos os anos, para que todos possam rezar e sentirem bem, na casa do Bom Jesus. Jubileu é tempo de fé, tempo de graça e devoção. Participe!

III encontrão de líderes da Pastoral da Criança

 Organização : coordenadora de Ramo Nerilda Araújo e Neria Araújo.

Apoio:Equipe e colaboradores da Pastoral da Criança de Cantagalo MG.

Ramo Nossa Senhora da Conceição.
Diocese de Guanhães

No dia 19 de Maio de 2019 foi realizado um encontrão de líderes da Pastoral da Criança no Ramo Nossa Senhora da Conceição na Cidade de Cantagalo MG.O que era pra ser um encontro de área tornou se um encontro Diocesano, pois conseguimos reunir várias cidades e algumas não faziam parte da Área 2.
As paróquias presentes :Peçanha,Virgolândia, Sabinópolis,Conceição do Mato Dentro,Materlândia, São João Evangelista, Baguari, Nelson de Sena e Paulistas. O Encontro  iniciou-se às 8 horas com o café da manhã, a seguir,   uma carreata saindo do centro e indo para a igreja Sagrado Coração de Jesus, dando seguimento com uma bela entrada na igreja , apresentação dos grupos que vieram e uma linda missa foi presidida  pelo Padre José Aparecido dos Santos,  que  apoia muito em tudo que a Pastoral da Criança tem realizado. O encontro se estendeu após a missa, até às 16h30 no Ginásio Polioesportivo.  Tema: Desenvolvimento infantil que foi desenvolvido através de muita música, brincadeiras, oficinas e um teatro .

Desde que entrei como coordenadora de Ramo, enfrento o desafio de cativar e estimular os líderes da Pastoral e trazer mais voluntários pra junto de nós e  esse encontrão seria uma grande chance que teríamos pra passar para todas as pessoas o que é Pastoral da Criança, como e porque surgiu e como funciona. Assim,  fiz o convite aberto para quem quisesse participar e foi um grande sucesso.Tivemos a presença de várias outras entidades da cidade, o prefeito de Cantagalo e de muitas outras pessoas que hoje estão se sentindo apaixonadas pela nossa missão. A semente foi lançada, o recado foi dado e os frutos estão aparecendo a cada dia, em todas as cidades que estiveram presentes inclusive aqui. Graças a Deus, os objetivos estão sendo alcançados.

Nerilda Araújo – Coordenadora da Paróquia Capela Nossa Senhora da Conceição.

 

O ambiente digital como Cultura do Encontro

Como já acontece na Igreja Católica, desde o Concílio Vaticano II, a Igreja celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A cada comemoração um tema é direcionado às pessoas que trabalham com a comunicação na Igreja, tendo sempre pertinentes discussões e necessárias reflexões acerca da temática.

O tema escolhido para este ano de 2019, “Somos membros uns dos outros (Ef 4,25). Das comunidades de rede à comunidade humana”, caracteriza o 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 02 de junho, festa da Ascenção do Senhor. O tema, escolhido pelo Papa Francisco, ressalta a importância de inserir na comunicação uma perspectiva baseada na pessoa, no valor da interação como um diálogo e oportunidade de encontro com o outro.

Engajado na responsabilidade de comunicar no ambiente digital sem esquecer as relações humanas, dom Gil Antônio Moreira, bispo referencial da Comissão para a Comunicação do Regional Leste 2, incentiva os agentes de Pastoral da Comunicação e demais profissionais da área a celebrarem essa data. Segundo ele, é necessário entender a responsabilidade que existe como comunicadores da Igreja. “O encontro é uma comunicação entre as pessoas. Nas redes sociais os instrumentos que temos para a comunicação são tecnicamente muito bons, mas eles podem não criar esse encontro, essa comunhão, pode até criar divisão. Então a nossa responsabilidade como comunicadores, como agentes de comunicação na Igreja, é de utilizar esses instrumentos técnicos para que a Cultura do Encontro se efetive.”

Sobre a celebração do 53° Dia Mundial das Comunicações Sociais ele completou deixando um recado aos comunicadores. “Eu quero dizer a todos aqueles que são agentes de comunicação nas paróquias e nas dioceses, que nunca se esqueçam desta palavra do Papa: criar uma Cultura do Encontro. Isso significa criar comunhão, é uma linguagem diferente e mais atual que o Papa usa e é aquilo que Jesus pregou no Evangelho, que é amar uns aos outros, amar e superar as diferenças, destruir o ódio, destruir a vingança, destruir tudo aquilo que possa ser um veneno dessa relação humana. Então o que eu desejo é que você, agente de Pastoral da Comunicação e comunicadores em geral, é que tenham uma vocação e uma responsabilidade com aquilo que você crê, para que o mundo se torne mais humanizado.” Afirmou.

 

Pe. Andrey Nicioli
(Assessor Eclesiástico da Comissão para a Comunicação do Regional Leste 2)
Janaína Gonçalves
(Coordenadora da Pastoral da Comunicação do Regional Leste 2/CNBB)

Mensagem do Celam ao Povo de Deus

Dom Walmor de Oliveira Azevedo, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Belo Horizonte presidente da CNBB, participou da Assembleia Geral do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam) e encaminhou ao povo brasileiro a Mensagem final do encontro.

 

Caminhando na Fé e na Fraternidade Solidária

Mensagem do CELAM ao Povo de Deus

 

  1. Abertos à ação do Espírito Santo, realizamos a XXXVII Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal latino-americano (CELAM), em Tegucigalpa, Honduras, de 13 a 18 de maio de 2019. Conscientes dos enormes desafios do nosso tempo, avaliamos nosso trabalho evangelizador e tentamos discernir os sinais dos tempos presentes na realidade da América Latina e do Caribe. E à luz desse discernimento projetamos nosso caminhar como CELAM em direção ao quadriênio 2019-2023, com a intenção de nos envolver mais ativamente em nossa missão de proclamar a Palavra de Deus e oferecer a todos a oportunidade de serem alegres discípulos missionários de Jesus Cristo.
  2. Reafirmamos nossa comunhão e adesão filial ao Papa Francisco, de modo especial nestes tempos em que alguns grupos e interesses particulares negam sua missão como Pastor universal da Igreja Católica. Nossa adesão à missão do Papa se confirma quando respondemos com o anúncio do Evangelho aos novos desafios que surgem nesta mudança de época, buscando promover uma sociedade mais justa e solidária, com atenção especial aos pobres, como Igreja em saída, que caminha em direção ao Reino definitivo. Sempre caminharemos fiéis à pessoa do sucessor de Pedro.
  3. Ademais, constatamos, em toda a América Latina e no Caribe, o crescimento de uma crise ética, política, econômica e cultural, em cuja raiz  descobrimos uma fratura antropológica que se manifesta de múltiplas maneiras. Entre elas, destacamos o machismo que fere a dignidade da mulher; e as migrações causadas pela pobreza e pela violência. Diante dessa realidade, assumimos os quatro verbos com os quais o Papa Francisco orienta a atenção aos migrantes: acolher, proteger, promover e integrar. Necessitamos de nos fortalecer na fé e na escuta da Palavra de Deus para resistir às ideologias desumanizantes que impedem a busca do bem comum, o exercício das liberdades e o reconhecimento dos direitos humanos. Essas ideologias frequentemente sacrificam os mais pobres, favorecendo o aumento das desigualdades, que  são inaceitáveis. Abraçamos as dores dos povos e das igrejas que, na atualidade, mais sofrem: Venezuela, Nicarágua e Haiti.
  4. Nossa condição de discípulos missionários nos chama ao compromisso de trabalhar contra a corrupção, qualificada pelo Papa Francisco como um “câncer” profundamente enraizado nas estruturas sociais, econômicas e políticas de nossas nações. A eficácia da luta contra a corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve as pessoas a compreender que seu valor não está em ter, mas sim em ser; e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas sim por saber compartilhar.
  5. Assumimos que o cuidado com o Meio Ambiente é uma preocupação e um compromisso a favor da ecologia integral. Manifestamos nossa comunhão com a realização do Sínodo da Pan-Amazônia, convocado pelo Papa Francisco para outubro de 2019. Esperamos que este Sínodo nos traga luz e um novo impulso  com o compromisso em favor deste mesmo desafio em todas as regiões da América Latina e do Caribe.
  6. Recordamos que o Senhor nos disse: “No mundo, tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo.” (João 16:33), e por isso nos animamos a seguir caminhando na fé e na fraternidade solidária que constrói a autêntica sinodalidade.
  7. Renovamos a disponibilidade radical para o nosso amado Povo, particularmente para os mais pobres, as mulheres e os jovens. Estamos alegres e convencidos de que somos servidores do Evangelho  da vida, desejosos de congregar a todos em nossas comunidades de fé para nos fortalecer no amor de Deus e colaborar na construção de  uma sociedade mais justa e solidária que testemunha o Reino. Colocamos todas estas intenções e propósitos sob a proteção materna de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina e do Caribe.

 

Regina Coeli com Papa Francisco

REGINA COELI

Praça São pedro – Vaticano
Domingo, 12 de maio de 2019


 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Evangelho de hoje (cf. Jo 10, 27-30), Jesus apresenta-se como o verdadeiro Pastor do povo de Deus, fala da relação que o liga às ovelhas do rebanho, isto é, aos seus discípulos, e insiste que é um relacionamento de conhecimento mútuo. «Minhas ovelhas – diz ele – ouçam a minha voz e eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna e eles não se perderão ”(vv. 27-28). Lendo com cuidado esta frase, vemos que a obra de Jesus é expressa em algumas ações: Jesus fala , Jesus sabe , Jesus dá a vida eterna , Jesus guarda .

O Bom Pastor – Jesus – está atento a cada um de nós, nos busca e nos ama, dirigindo-nos à sua palavra, conhecendo nossos corações, nossos desejos e nossas esperanças, bem como nossos fracassos e decepções. Ela nos acolhe e nos ama como somos, com nossas forças e nossos defeitos. Para cada um de nós ele “dá a vida eterna”: isto é, ele nos oferece a possibilidade de viver uma vida plena, sem fim. Além disso, nos mantém e nos guia com amor, ajudando-nos a cruzar os caminhos inacessíveis e as estradas às vezes arriscadas que aparecem no caminho da vida.

Aos verbos e gestos que descrevem o modo pelo qual Jesus, o Bom Pastor, se refere a nós, os verbos referentes às ovelhas, que são nós: ” escute minha voz “, ” segue-me “. Estas são ações que mostram como devemos corresponder às atitudes carinhosas e carinhosas do Senhor. De fato, ouvir e reconhecer sua voz implica intimidade com ele, que se consolida na oração, no encontro de coração a coração com o divino Mestre e Pastor de nossas almas. Essa intimidade com Jesus, estando aberta, conversando com Jesus, fortalece em nós o desejo de segui-lo, saindo do labirinto de caminhos errados, abandonando comportamentos egoístas, para partir em novos caminhos de fraternidade e nos doar a nós mesmos, imitando -lo.

Não nos esqueçamos de que Jesus é o único Pastor que nos fala, nos conhece, nos dá a vida eterna e nos mantém. Nós somos o único rebanho e devemos apenas nos esforçar para ouvir sua voz, enquanto com amor ele examina a sinceridade de nossos corações. E desta contínua intimidade com nosso Pastor, desta conversa com ele, vem a alegria de segui-lo, deixando-nos levar à plenitude da vida eterna.

Agora nos voltamos para Maria, Mãe de Cristo Bom Pastor. Ela, que prontamente respondeu ao chamado de Deus, ajuda em particular aqueles que são chamados ao sacerdócio e à vida consagrada a acolher o convite de Cristo para ser seu colaborador mais direto no anúncio do Evangelho e no serviço do Reino com alegria e disponibilidade. de Deus em nosso tempo.


Depois da Regina Coeli

Caros irmãos e irmãs!

Em muitos países, o “Dia das Mães” é comemorado hoje. Eu gostaria de enviar uma calorosa saudação a todas as mães, agradecendo-lhes – todos os aplausos para as mães! – pelo seu precioso trabalho em criar filhos e proteger o valor da família. Também nos lembramos das mães que olham para nós do céu e continuam a nos vigiar com a oração. Nossos pensamentos também vão para nossa mamãe celestial, que celebraremos amanhã, 13 de maio, com o nome de Nossa Senhora de Fátima. Nós nos confiamos a ela para continuar nossa jornada com alegria e generosidade.

Hoje ocorre o IV Domingo de Páscoa, domingo do “Bom Pastor”, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que este ano tem como tema: “A coragem de arriscar pela promessa de Deus”. A coragem de arriscar a promessa de Deus: seguir a Jesus é sempre um risco, mas é preciso coragem. Em todas as comunidades rezamos de maneira especial pelas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Esta manhã, na Basílica de São Pedro, tive a alegria de ordenar dezenove novos sacerdotes. Ao saudar afetuosamente esses novos presbíteros, juntamente com seus familiares e amigos, convido-os a lembrar quantos o Senhor continua chamando pelo nome, como fez um dia com os apóstolos às margens do lago da Galileia, para que se tornassem “pescadores de homens”. . Destes dezenove novos sacerdotes, dois os convidaram para saudar-vos e abençoar-vos comigo.

Saúdo todos vocês, famílias, grupos religiosos e fiéis individuais da Itália e de diferentes países. Em particular, saúdo os peregrinos do Texas e os de Valência; os fiéis de Gela e Pistoia; os meninos da Confirmação de Parma, os batedores de Cossato e os de Frosinone. E agora vou pedir a esses novos sacerdotes que abençoem a todos vocês comigo.

[Blessing]

Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não esqueça de orar por mim. Bom almoço e adeus!

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