Eliana Alvarenga

Mais que comemorar, celebrar

Quase diariamente temos a graça de celebrar o aniversário de pessoas queridas.
E, nem sempre temos a palavra certa para expressar o que elas significam para nós…
Também, muitas vezes vemos um aniversário passar, sem nada celebrar, sem a graça do dom da vida ser colocada no Altar do Senhor.
Aniversário…
Comemorar, festejar com quem se tece a teia da vida.
Celebrar o dom da vida, que por Deus foi criada, porque antes pensada e desejada.
Aniversário…
Mais que comemorar, celebrar.
Voltar-se para a Divina Fonte da vida e ver como se tem vivido,
Como presente e graça de Deus, desde a concepção.
Silenciar por um instante e mergulhar dentro de si,
Rever o caminho feito, acenar para novos horizontes…
Aniversário…
Mais que comemorar, celebrar.
Perceber que a vida não consiste apenas em contemplar sucessões,
Como as belas fases da lua ou as estações ao longo de um ano.
A vida jamais pode ser uma sucessão casual de dias…
A cada instante, é preciso sentir o coração pulsar,
Com anseio de vida, amor, ternura e amizade.
Mas, ainda que não se possa ouvi-lo, pelas múltiplas solicitações e inquietações quotidianas,
Lá ele está em pulsação incessante, garantindo a vida, suave e querida presença.
Aniversário…
Acontecimento que não pode passar despercebido, esquecido, indiferente;
Um dia tão especial, desde o momento em que o Senhor a vida concebeu, para que cada um
Trouxesse ao mundo suas marcas, seu jeito próprio de ser, para a vida de todos  enriquecer.
Aniversário…
Mais que comemorar, celebrar.
Um dia para receber parabéns e fazer de cada voto um impulso para a novidade,
Renovando e reavivando sonhos para a solidificação da sã esperança,
Conservando a alma límpida e transparente, sem ocultar a beleza interior possuída.
Aniversário…
Mais que comemorar, celebrar.
Dia oportuno para se perceber a possibilidade de novas conquistas,
Sem lamentar as perdas, alegrando-se mais com que se possa alcançar,
Afastando toda tristeza ou qualquer sentimento negativo que sequestre as forças.
Aniversário…
Mais que comemorar, celebrar.
Vibrar e agradecer a Deus, que faz cada pessoa única,
Com marcas indeléveis e singulares, irrepetíveis,
Porque cada criatura é uma obra prima Sua.
Aniversário…
Abrir-se ao sopro do Espírito, revitalizar-se e renovar-se,
Selar indispensáveis amizades, n’Aquele que é a Divina Fonte da amizade, Jesus.

” Sofremos o amor perdido”

Disse o Senhor na passagem do Evangelho (Lc 21,5-19) proclamada no 33º Domingo do Tempo Comum (ano C): “Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos e amigos. E eles matarão alguns de vós” (Lc 21, 16).

Retomo um trecho do Sermão do Papa e Doutor da Igreja, São Gregório Magno (séc. VI):

“Nós sofremos menos pelos males causados por estranhos, porém nos são mais cruéis os tormentos que sofremos da parte daqueles em cujo amor confiávamos; porque, além do tormento do corpo, sofremos o amor  perdido, eis por que de Judas, Seu traidor, diz o Senhor pelo salmista:

Na verdade que, se o ultraje viesse de um inimigo meu, teria sofrido com paciência; e se a agressão partisse daqueles que me odeiam, poderia ter-me salvo deles; mas tu, meu companheiro, meu guia e meu amigo; com quem me entretinha em doces colóquios, que andávamos juntos na casa de Deus’.

E novamente: ‘Até o próprio amigo em quem eu confiava, que partilhava do meu pão, levantou contra mim o calcanhar’. Como se de seu traidor dissesse claramente: ‘sua traição me é tanto mais dolorosa quanto mais íntimo me parecia ser aquele de quem a sofri’”.

São Gregório retrata possíveis experiências que possamos já ter vivido. Podemos já sofrido por um amor perdido, como assim vivenciou Nosso Senhor, em relação à traição de Judas, a quem tanto amou, e não foi correspondido, e nem por isto deixou de amá-lo. Quem mais poderia amá-lo e nos amar tanto assim?

Quanto ainda temos que nos converter e amadurecer para amar, incondicionalmente, como Jesus nos ama?

Findando mais um Ano Litúrgico, ainda temos um longo aprendizado na prática do Mandamento Maior do amor a Deus, que se expressa no amor ao próximo, para que O coroemos e O glorifiquemos como Senhor de nossa vida e de todo o Universo.

(1) Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – P.755

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

https://peotacilio.blogspot.com/2019/11/sofremos-o-amor-perdido-33dtcc.html

Evangelizar: Missão de todos nós

                         Evangelizar: Missão de todos nós

Aconteceu, de 11 a 14 de novembro, a Assembleia do Regional Leste 2 (Arqui-Dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo), à luz das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – 2019-2023, aprovada durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP).

Como Regional (Bispos, padres, Coordenadores diocesanos de Pastoral, Representantes de Presbíteros das Dioceses, cristãos leigos e leigas de diversas Pastorais), refletimos as Diretrizes e, ao final dos trabalhos, chegamos a oito indicações para a realização dos quatro pilares que elas nos apresentam na ação evangelizadora: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária.

1º – Pilar da Palavra

  1. Promover a animação bíblica da ação pastoral, através da leitura orante da Sagrada Escritura nos grupos eclesiais e na Celebração da Palavra;
  1. Oferecer formação centralizada na Palavra de Deus, que proporcione um caminho de iniciação à vida cristã, num processo contínuo, partindo do anúncio (querigma), culminando com o testemunho e o compromisso missionário.

2º – Pilar do Pão

  1. Fortalecer e incentivar a Pastoral Litúrgica por meio de uma formação mistagógica, valorizando as expressões genuínas da Piedade Popular e a realidade do Povo de Deus, respondendo aos desafios da cultura urbana;
  1. Elaborar subsídios, em vista da formação litúrgica por meio de cartilhas e mídias para TV, redes sociais e canais de internet, contemplando a relação entre liturgia e evangelização, enfatizando o canto litúrgico e a arte sacra.

3º – Pilar da Caridade

  1. Motivar os cristãos leigos e leigas, através da articulação dos Conselhos, ao engajamento social na luta pelos direitos humanos, na defesa da ecologia integral, na promoção da cultura da paz, e na proposição e acompanhamento das políticas públicas;
  1. Favorecer o encontro pessoal com Jesus Cristo levando as comunidades eclesiais missionárias, enquanto Igreja Samaritana, ao compromisso com a cultura da vida, da caridade e da paz, através de ações sócio-transformadoras.

4º – Pilar da Missão

  1. Investir nos diversos Conselhos Missionários e na missão ad gentes, para dinamizar as Comunidades Eclesiais Missionárias e garantir sua identidade;
  1. Despertar a consciência missionária das comunidades, a fim de que valorizem, como espaços de missão, as periferias geográficas e existenciais, com especial atenção aos hospitais, escolas, presídios/outros lugares de detenção e universidades, priorizando a pessoa e seu acompanhamento espiritual e social.

Roguemos a Deus para que Espírito do Senhor nos conduza, e façamos progressos maiores ainda na ação evangelizadora da Igreja do Brasil, em nosso Regional, tendo sempre presente as novas Diretrizes e seu Objetivo Geral a conduzir todo o nosso caminhar evangelizador:

EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude”.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda em

https://peotacilio.blogspot.com/2019/11/evangelizar-missao-de-todos-nos.html

Primeiro Encontro das Comunidades Quilombolas do Rio Doce

Neste feriado da Proclamação da República, no Salão Paroquial da Paróquia Santo Antônio e no Ginásio Municipal, em Peçanha (MG), realizou-se o primeiro encontro das Comunidades Quilombolas do Vale do Rio Doce. As caravanas de diversas cidades foram acolhidas na Praça da Matriz e, em seguida, saíram em cortejo pelas ruas da cidade.

O pároco, José Aparecido dos Santos, fez a saudação aos presentes e disse que três palavras resumiam aquela caminhada: terra, justiça e cultura; ressaltou o prazer dos paroquianos em acolher as comunidades e as parcerias para a realização do encontro. A seguir, serviu-se o café comunitário no Salão Paroquial.

A abertura oficial do evento contou com a presença de autoridades do município e secretarias; da Empresa Cenibra; Superintendência Regional de Ensino de Guanhães; Emater e Federação das Comunidades Quilombolas e Movimentos. As escolas dos municípios de Cantagalo e Peçanha estiveram presentes e, juntamente com as comunidades, fizeram algumas apresentações culturais. Jesus Rosário Araújo, do Quilombo Indaiá, de Antônio Dias – Presidente da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais -, explicou que o objetivo do encontro era fazer uma reflexão sobre as comunidades do Vale do Rio Doce frente à nova conjuntura política e da nova realidade brasileira, como também a realização de planejamento para a organização dessas comunidades. Josiane Maria Pascal, do Quilombo São Félix, no município de Cantagalo – representante da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado Minas Gerais e Comissão do Rio Doce e da Confederação Nacional das Comunidades Quilombolas do Brasil – ressaltou que esse encontro era a realização de um sonho para eles, mostrando sua cultura. Ela destacou a importância da programação do encontro, bem como a realização de mesas de debate com a presença de mediadores do Ministério Público. Márcia Campanharo Zanetti Bonetti – Coordenadora Técnica Estadual da Emater para as comunidades quilombolas em MG – frisou que o dia seria de cultura e formação, troca de saberes e experiências, luta pelos direitos e reconhecimento e também contra o racismo. Seria a oportunidade de somar forças para a luta.

A formação política se deu nas mesas de debates com os temas: Quilombos da negação aos direitos e Gestão Territorial: Como o RTID (Relatório Técnico de Identificação e Delimitação) e a assistência técnica contribuem com a permanência no território.

Lançou-se o livro: Vida no Quilombo, um estudo sobre as comunidades quilombolas do Alto Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, que teve como coordenadora Maria Elisabete Gontijo dos Santos. Durante o evento ocorreu uma feirinha com os produtos trazidos das comunidades.

Alessandro Gomes Alexandre

 

A DOR DA SAUDADE

Há dores que podem ser aliviadas ou até mesmo evitadas;

Desnecessário nominá-las, pois bem as conhecemos.

Há, porém, dores que não têm como serem evitadas.

Uma delas, a mais cortante de todas: a dor da ausência.

Dor da ausência tão forte que nos consome vorazmente

A da ausência de quem partiu, sempre cedo demais.

Cedo demais, que não se explica pelo tempo pouco vivido,

Cedo demais, porque nunca preparados estamos.

Queremos que esteja sempre ao nosso lado quem amamos,

Mas todos partem; todos um dia partimos, inexoravelmente.

Ó dor suprema da ausência, que corta a alma de quem ama

Como navalha cortante, como que sangrando ininterruptamente.

Dor que sentimos quando ao despedir sem despedir

Porque não irá, quem no coração lugar especial ocupou.

Parte para o horizonte da eternidade, que cremos ser o céu,

Onde os que perseveram no Amor de Deus vivem para sempre.

Partem, mas ficam no espaço estreito e apertado do peito;

Serão inevitáveis as lembranças, a saudade, o santo desejo…

Santo desejo de um dia na outra margem também nos encontramos.

A dor da saudade enfim curada, porque como Anjos reencontrados.

E, na plenitude do amor, também envolvidos e acolhidos,

Já não há mais dor, nem luto, nem lágrimas, nem morte nem pranto.

Morte de quem amamos é assim: o dia do nascimento para quem parte,

O dia do outro nascimento para quem fica: a dor da saudade.

É ela, uma dor que nos consome e nos consumirá,

Diretamente proporcional ao amor vivido, silenciosamente crescerá…

Que a fé na Ressurreição, que a Palavra do Senhor nos console, pois

Para os que n’Ele creem e vivem para sempre viverão.

Ele também partiu e conosco está: moradas para quem partiu,

Para nós que também partiremos, foi nos preparar. Aleluia.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda  em

https://peotacilio.blogspot.com/2019/11/a-dor-da-saudade.html

A Quinta Romaria das Águas e da Terra será realizada em Conceição do Mato Dentro em 2020

 

Na manhã do dia 30 de outubro na cidade de Guanhães, Sede da Diocese, aconteceu a reunião do Fórum Permanente da Bacia do Rio Doce e da Comissão para o Meio Ambiente da Província Eclesiástica de Mariana, com    Dom Otacílio Ferreira de Lacerda que anunciou a data e local da 5ª Romaria das Águas e da Terra que será em Conceição do Mato Dentro, no dia 19 de julho de 2020. Foi organizado também o calendário das reuniões para os preparativos e do processo de construção das missões, seminários e da romaria.

O cenário da monocultura do eucalipto, somado à escassez de água e da mineração predatória que assolam a região e toda Minas Gerais, darão o tom da temática e da ação missionária.

A reunião contou também com a presença dos membros da Comissão, da Cáritas, dos representantes da Diocese de Guanhães e do NACAB, Núcleo de Assistência aos Atingidos por Barragens, com atuação junto às comunidades de Conceição do Mato Dentro e com a Comissão Pastoral da Terra .

Comissão para o Meio Ambiente da Província Eclesiástica de Mariana.
Fórum Permanente da Bacia do Rio Doce
NACAB/CARITAS/CPT

 

Oração pela nossa terra

Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,

Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.

Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.

Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.

Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.

Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.

Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.

Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.

PS: Encíclica “Laudato Si” – Papa Francisco (n. 246)

 

Missa da esperança na ressurreição da Irmã Maria do Carmo Ferreira (Ir Naná)

Na tarde da segunda-feira, 28 de outubro,  na igreja Matriz de São Pedro foi celebrada a missa de corpo presente da irmã Maria do Carmo Ferreira(Irmã Naná). Padre Hermes Firmiano Pedro presidiu a Celebração Eucarística representando o Bispo Diocesano Dom Otacilio Ferreira de Lacerda  que por motivos de agenda não pôde comparecer, mas enviou suas condolências e mensagem de esperança aos familiares, amigos e as irmãs de Congregação Religiosa Filhas de Maria Imaculada. Os padres: Luiz Maurício Silva, Eduardo Dornelas, Mário Gomes da Silva , José Aparecido dos Santos de nossa Diocese e Padre José Honório de Andrade ( Juiz do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Montes Claros-MG concelebraram com pe Hermes. Na homilia padre José Aparecido Santos relacionou as mensagens das leituras ao que foi a sua vida e vocação religiosa. A missa contou com grande participação dos fiéis da comunidade local e de Frei  Lagonegro onde a irmã viveu nos últimos anos dedicando seus trabalhos de evangelização.
                                                                                                                               Alessandro Gomes

 

 

NOTA DE FALECIMENTO

Cumprimos o doloroso dever de comunicar o falecimento  da irmã Maria do Carmo (Irmã Naná) que residia em Frei Lagonegro, ocorrido nesta manhã de 27 de outubro.

Rezemos pelo descanso de Ir Naná nos braços do Pai e agradeçamos pelo tempo que ela trabalhou pela Evangelização nesta Diocese especialmente em Frei Lagonegro, São Pedro do Suaçuí e Rio Vermelho. Seu sepultamento será amanhã em São Pedro do Suaçuí às 15horas.

PASCOM/ DIOCESE DE GUANHÃES

 

 

Ir Maria Aparecida e Irmã Naná ( hábito branco)

Catequese permanente, frutos abundantes

O tema da iniciação à vida cristã e a necessária catequese permanente, que nos possibilita um crescimento constante mais do que desejável, é de extrema pertinência.

Sabemos, porém, que o caminho de fé feito pela comunidade tem momentos diversos, como nos ilumina as palavras do Apóstolo Paulo aos Romanos:

”Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança a virtude comprovada, e a virtude comprovada a esperança. E a esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,3-5).

Urge buscar novos caminhos de evangelização, sobretudo para a desafiante realidade da família, que deve estar inserida num processo permanente de formação catequética.

Ainda que muitas sejam as dificuldades, mas não podemos esmorecer. Tribulações suportadas, e enfrentadas na perseverança, acompanhada da esperança, um novo horizonte para a família e para o mundo é possível, porque o amor de Deus é sempre derramado abundantemente em nossos corações pelo Espírito Santo que anima e conduz à Sua Igreja.

Em comunhão com a Igreja do Brasil, cremos que a família é local privilegiado para que se incentive a iniciação à vida cristã, como muito bem expressa as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Doc. 94, n 40):

“Há um grande desafio que questiona a fundo a maneira como estamos educando na fé e como estamos alimentando a experiência cristã. Trata-se, portanto, de desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo […] É preciso ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-Lo”.

Neste processo de catequese permanente é preciso que a família seja, de fato, o santuário da vida, e nela tenhamos momentos fecundos de silêncio orante para que escutemos e façamos a Palavra florescer.

Quanto mais verdadeiro for nosso encontro com o Senhor, e quanto maior for nosso fascínio por Ele, maior será nosso empenho, dedicação e busca de caminhos, para que continuemos lançando as sementes do novo de Deus, que é sempre o melhor que está por vir.

Sentindo-nos amados por Deus Uno e Trino, fonte inesgotável de Amor, maior necessidade de  sentiremos de corresponder ao Seu Amor.

De fato, amor exige amor, e amor fiel, que suporta as tribulações na perseverança, com a semente da esperança germinada com amor e fé.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

https://peotacilio.blogspot.com/2019/10/catequese-permanente-frutos-abundantes.html

” Senhor, fazei de nós instrumentos da Vossa paz…”

“Senhor, fazei de nós instrumentos da Vossa paz…”

Retomemos a oração conclusiva da Mensagem do Papa Francisco,  para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que teve como Lema “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32), e como tema: – “Fake news e jornalismo de paz”. 

Inspirada na conhecida oração franciscana:

“Senhor, fazei de nós instrumentos da Vossa paz.

Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não cria comunhão.

Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.

Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.

Vós sois fiel e digno de confiança;

fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:

onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;

onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;

onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;

onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;

onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;

onde houver superficialidade, 
fazei que ponhamos interrogativos verdadeiros;

onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;

onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;

onde houver falsidade, fazei que levemos verdade. Amém.”

PS: Acesse, se desejar, e leia a mensagem na integra:

https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20180124_messaggio-comunicazioni-sociali.html

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