Eliana Alvarenga

As mudas de plantas nativas entregues ao final da IV Romaria das Águas e da Terra

“Ao final da Celebração Eucarística da 4ª Romaria, foram distribuídas mais de 300 mudas de plantas nativas, cada uma também com o nome de um/a dos/as mártires dos crimes/tragédias das mineradoras/Estado e levadas pelas romeiras e romeiros para serem plantadas e cuidadas. Isso é sinal de que a luta conjunta de todas as forças vivas da sociedade vencerão  a máquina de guerra devastadora…”

Algumas mudas foram trazidas para a Diocese de Guanhães e duas delas foram plantadas no Espaço PUC onde são realizados encontros diocesanos variados.

Outra muda foi levada e  plantada no jardim da comunidade de Araras da paróquia de São Pedro do Suaçuí/MG.

Uma outra mudinha foi plantada em frente a Igreja matriz da paróquia Nossa Senhora Aparecida / Pito Guanhães.

 

 

 

 

Organização do Conselho dos leigos e leigas da Diocese

A Diocese de Guanhães deu mais um passo para a organização do Conselho Diocesano do Laicato. No último dia 28/05/19,  Madalena Santos Pires da Paróquia Nossa Senhora Aparecida/ Guanhães, que esteve na assembleia em Uberaba, esteve na reunião do Clero para fazer um breve relato  sobre os assuntos tratados, bem como dos encaminhamentos feitos no sentido de organizar o Conselho na Diocese. Segundo Madalena, o  administrador apostólico, Dom Darci José Niciolli, mostrou-se acolhedor à proposta e Pe Dilton, responsável pela coordenação das pastorais agendará uma reunião com representantes das paróquias.

 

IV ROMARIA DAS ÁGUAS E DA TERRA DA BACIA DO RIO DOCE.

Aconteceu na manhã do domingo, dia 02 de Junho em Itabira, Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano a 4° edição da Romaria das Águas  e da Terra . Neste ano com o tema: “Vão-se os bens da Criação, ficam a miséria e destruição! E agora José?” A Diocese de Guanhães enviou representação para a atividade.  A concentração com a acolhida aconteceu próximo ao Campo do Valério e reuniu uma “multidão de romeiros vindos de diversas paróquias, comunidades,  pastorais, movimentos sociais, sindicatos e mandatos coletivos. O grupo foi acolhido com um café da  manhã e a animação, com a participação da pastoral da juventude ,de diversos cantores, entre eles, Zé Vicente. Logo após, iniciou-se a caminhada em direção ao portão principal da empresa Vale” No  canteiro central, em frente à entrada principal , foi prestada homenagem as vítimas do rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho . Cruzes com os nomes dos falecidos foram fincadas e afixadas na entrada da mina da empresa. A caminhada seguiu para a igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade . Durante o percurso, foram gritadas palavras de ordem e cânticos que animavam   os participantes. Em frente a igreja  foi fincada a cruz da Romaria e em seguida , no altar montado , celebrou-se a Eucaristia .Como gesto concreto e na semana do Meio ambiente, a Pastoral da Juventude entregou diversas mudas  de plantas e árvores com os nomes de todos os mortos em Brumadinho para serem cultivadas em memória dos mesmos. Duas mães de falecidos, receberam, em nome de todas as mães das vítimas,  o abraço  dos bispos de Itabira ,  do bispo auxiliar de Belo Horizonte e de todos os padres presentes. Concluiu-se a 4ª Romaria das Águas e da terra com um almoço comunitário.

Alessandro Gomes/ Paróquia São Pedro de São Pedro do Suaçuí

Madalena Santos / Paróquia Nossa Senhora Aparecida/ Guanhães- Pito

4ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce.
A Diocese de Guanhães esteve lá. Nós estivemos lá. Eu revi padre João Batista (Bidu), Kátia Magalhães, Frei Gilvander Moreira, ouvi a voz poética e profética do Zé Vicente.
Mais do que isso: nos unimos em milhares de vozes para dizer NÃO a todo sistema produtivo que destrói nossa casa comum, que assassina pessoas, que soterra histórias com lama.
Vão-se os bens da Criação, ficam miséria e destruição! E agora, José?”

Luís Carlos

Paróquia São Miguel e Almas/ Guanhães

Carta da 4ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce
Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum

Vão-se os bens da criação, ficam miséria e destruição! E agora, José?

Somos um povo peregrino, povo em romaria, em busca da terra prometida, construtor do reinado de Deus, que é um reino “de justiça, paz e alegria no Espírito Santo”(Romanos 14, 17). Por isso, caminhamos na força de um sonho maior, solidário com todas as pessoas que têm “fome e sede de justiça”, a justiça do Reino, sempre por ser atingida e realizada. Trazemos nossa solidariedade com todas as vítimas dos acidentes/crimes socioambientais provocados pelas empresas mineradoras em nossas Minas Gerais e outras regiões deste planeta, anunciando-lhes uma boa notícia: “felizes os que choram”. Suas lágrimas fecundam toda criação, pois “também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da libertação que é a glória dos filhos de Deus”(Romanos 8, 21).
Caminhamos pelas terras sagradas de Itabira que contêm “noventa por cento de ferro nas calçadas e oitenta por cento de ferro nas almas”, como canta o poeta. Itabira é a síntese de nosso Estado, a terra mineira prometida por Deus ao seu povo de ontem e de hoje, conforme descrita, de forma minuciosa, na Bíblia, em Deuteronômio 8,7-14; 8,19; 29,21-23. Nesse texto sagrado, Deus garante que o seu povo vai encontrar uma terra boa e com muita água. Terra boa para agricultura e até para a mineração. E Deus mesmo estabelece um limite para a sua exploração, mediante normas de conduta que garantam o bem comum, promovam as pessoas e assegurem a natureza. Quando essas regras são descumpridas, vem a maldição (29,21-23).
“Olhe! Javé seu Deus vai introduzir você numa terra boa: terra cheia de ribeirões de água e de fontes profundas que jorram no vale e na montanha; terra de trigo e cevada, de vinhas, figueiras e romãzeiras, terra de oliveiras, de azeite e de mel; terra onde você comerá pão sem escassez, pois nela nada lhe faltará; terra cujas pedras são de ferro e de cujas montanhas você extrairá o cobre. Quando você comer e ficar satisfeito, bendiga a Javé seu Deus pela boa terra que lhe deu. Contudo, preste atenção a si mesmo, para não se esquecer de Javé seu Deus e não deixar de cumprir seus mandamentos, normas e estatutos, que hoje eu ordeno a você”.
Diante da Palavra de Deus, de sua promessa e de suas advertências, entendemos que, neste momento histórico, somos desafiados a assumir uma responsabilidade crítica e propositiva sobre as atividades mineradoras em nossa região e em nosso planeta.
Conscientes de que somos herdeiros das promessas divinas e de que “O Senhor Deus é nossa força, Ele nos dá pés ligeiros como os da gazela e nos faz caminhar nas alturas”(cf Habacuc 3,19), subimos ao Pico do Amor, no bairro Campestre e chegamos à Paróquia Nossa Senhora da Piedade, trazendo os gritos de toda a população da Bacia do Rio Doce, nossa Casa Comum e os gritos da mãe terra, assumindo uma verdadeira “conversão ecológica”, como nos adverte o Papa Francisco: “As religiões têm um papel fundamental a desempenhar, pois, para garantir um futuro sustentável corretamente, precisamos reconhecer nossos erros, pecados, faltas e falhas, o que leva a um sincero arrependimento e desejo de mudança. Dessa forma, podemos nos reconciliar com os outros, com a criação e com o Criador”. Somente assim, podemos “nos comprometer a promover e implementar um desenvolvimento sustentável, apoiados pelos nossos mais profundos valores religiosos e éticos, considerando que o desenvolvimento humano não é apenas uma questão econômica ou dos especialistas: é uma vocação, um chamado que requer uma resposta livre e responsável de todos, que se desenvolvam em conjunto com a nossa irmã Terra e nunca contra ela”.
Condenamos o atual modelo econômico devastador e destruidor, que é voraz, orientado apenas para o lucro: Vão-se os bens da criação, ficam miséria e destruição! Propomos uma mudança de paradigma em todas as nossas atividades econômicas, incluindo a mineração, pois somos responsáveis por entregar às gerações futuras um mundo melhor do que este que recebemos. Temos conhecimentos e condições suficientes para reorganizar a vida em sociedade para além do sistema extrativista, materialista, individualista e consumista, que quer a todos devorar.
Somos também solidários com a Igreja Pan Amazônica em seu Sínodo a se realizar em outubro, na busca de novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral.
De Itabira, sob as bênçãos de Deus, renovamos, com esta Romaria, nossas forças e organização, nosso compromisso com a vida, em todas as suas expressões e dimensões, a partir de nossa Bacia do Rio do Doce, nossa Casa Comum.

Itabira-MG, 02 de junho de 2019.

Romeiros e soleiras da quarta romaria das águas e da terra da bacia do Rio Doce.

 

                    O Espírito Santo e a Igreja

 

A palavra “espírito”, em hebraico, é “ruah”,  e traz a  ideia de “vento” –, é Deus, que fala, ouve, movimenta e, sobretudo, ama. Portanto, o Espírito não é simplesmente algo de Deus inanimado em nós, mas é Pessoa d’Ele que habita em e na nossa intimidade. O Espírito é o Paráclito, Advogado, sobretudo é amigo íntimo. Nas origens do cristianismo, deu-se aquilo que ficou conhecido como Pentecostes: um vento forte perpassou a comunidade cristã primitiva e todos os seguidores de Jesus sentiram-se abalados, sacudidos, envolvidos num clima de entusiasmo, de euforia, de alegria escatológica. Nasceu aí a esperança inaudita de um retorno imediato do Senhor, presente em ações.

Para nos basearmos na essência do Espírito Santo, firmamos aqui na seguinte afirmação: “Desde o nascimento da Igreja, é Ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas”. (PREFÁCIO – O Mistério de Pentecostes).  

Temos muitas atividades, muitos tipos de serviços, e tudo em vista do bem de todos. O Espírito, porém, é um só. Todos nós que fomos batizados no único e mesmo Espírito formamos um só corpo. É o Espírito que nos junta na unidade. Bebemos todos da mesma fonte, que é o próprio Espírito Santo.

Queridos, sem qualquer margem de dúvida, é o Espírito Santo quem promove na igreja toda a ação dinâmica missionária. É Ele quem dá a vida à Igreja. Podemos dizer que é a “difusão e evolução da Igreja”, pois a  caminhada missionária  da Igreja começa  em Pentecostes  quando o Espírito Santo entra em  suas  entranhas e a torna  viva e atuante! É a partir de Pentecostes, que a igreja começa a falar, a falar a linguagem do amor, que é uma linguagem universal, e que mesmo sendo desdobrada em vários idiomas, é a única linguagem capaz de ser compreendida pelos povos de todas as nações. A Igreja é unidade, é a defensora do amor, amor divino, provido do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Jamais podemos falar do Espírito, sem falar de sua dimensão missionária, podemos dizer que é falar de missão. Missão essa que, sem sombra de dúvidas, consiste em revelar a todos os homens  a vida nova que brota da ressurreição de Cristo! Eis aqui  a maior riqueza revelada, abertura a todos os povos e culturas!

E assim, com toda essa dimensão, o dia de pentecostes é dia de uma grande festa missionária, e que devemos alargar o nosso olhar para o mundo inteiro, onde a  Igreja se faz presente na pessoa de muitos missionários, homens e mulheres,  que, apesar das inúmeras dificuldades, se prontificam em doar-se em missão e a gastar a vida  na difusão do Evangelho. E também um convite a unirmos a estes missionários, no desejo  de fazer chegar a outros irmãos  a verdade que liberta!

Sabemos que os desafios de quem se entrega à missionariedade são inúmeros, mas sabemos também que o Espírito Santo anima e dá força a quem abraça a missão de  anunciar e  testemunhar o Evangelho, ponto decisivo para a história da salvação!

O Pentecostes atual da Igreja não aliena o cristão do mundo, nem o fecha no templo. Somos cristãos “em saída”, respirando e proclamando as maravilhas de Deus. Que Maria, esposa do Espírito Santo, que rezou e confortou os apóstolos à espera dele, interceda por nós e nos apoie na perseverança.

Michel Hoguinele

Referências:

FRANGIOTTI, Roque.

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Missal Romano

SALVIANO, José. Homilia de Pentecostes. 

Homilia Dominical, BÍBLIA SAGRADA

      A catequese na era digital

                                                                                                     

“Jesus atrai a si os homens de cada geração, convocando a Igreja a anunciar o Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Hoje, é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para redescobrir a alegria de crer e o entusiasmo de comunicar a fé.” Faz-se necessária uma reflexão da era digital e a sua interface com a Igreja na qual é interpelada pelas mudanças trazidas à sociedade que nos impelem a ações inovadoras.

É essencial educar as novas gerações para a convivência com o mundo da comunicação. Hoje, a comunicação digital faz-se presente em todos os espaços e conversas, e até na intimidade do lar. Temos que compreender as pessoas e a sociedade na qual vivemos para obter êxito na ação evangelizadora e procurar entender o mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças.

“Na criação do homem e da mulher e de todos os seres, Deus revelou-se como autor e comunicador da vida na sua expressão mais ampla e profunda. Comunicação é dom de Deus, é relação entre o Criador e suas criaturas. A predileção de Deus pelo ser humano e a missão que lhe confia na criação exigem do homem e da mulher uma resposta livre e uma abertura para o diálogo. Comunicar é um dom e uma responsabilidade.”

O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, faz parte da realidade digital das pessoas. As redes sociais são espaços humanizadores e a internet também é o lugar da fé. Devemos abrir o nosso olhar para este mundo digital na catequese, aguçando os sentidos para uma tomada de consciência sobre este veículo importante na comunicação. É nosso dever orientar os nossos catequizandos quanto ao uso desta rede e fazer proveito dela na evangelização, formando bons comunicadores, visando o bem comum, apontando os seus benefícios e os seus malefícios, uma vez que as redes sociais digitais estão presentes na vida de grande parte dos catequizandos.

Somos todos comunicadores e a comunicação pertence à essência da Igreja. “Jesus disse aos seus discípulos: Vá pelo mundo e anuncie o evangelho a toda criatura.”

“O desafio hoje é descobrir e transmitir a mística de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar desta maré um pouco caótica que pode transformar-se em uma experiência de fraternidade, em uma caravana solidária, em uma peregrinação sagrada para uma tomada de consciência sobre este veículo importante na comunicação.”

“A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas que contribuem para fortalecer os laços de amizade.”

Fonte: Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, da CNBB

 Vera Pimenta

A Espiritualidade da conexão!

«Somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). Este é o tema da Mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial das Comunicações Sociais para 2019.

Diz o Papa: “É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos”.

No evangelho de João (Jo 15,1-8) Jesus se revela como Videira Verdadeira. Por 7 vezes  no Evangelho  aparece a palavra “permanecer” – que pode também significar demorar-se, habitar, ficar, continuar… A expressão revela a intimidade de Deus com a humanidade. Quando estamos conectados a essa Videira, vivemos a comunicação íntima com Deus e com a humanidade através da seiva do Espírito que nos une.

A era tecnológica e virtual despertou para a permanente conexão. Somos um todo conectado. A humanidade vive sua integralidade e vai descobrindo nas conexões que faz o sentido da vida. Lentamente vamos crescendo nas pontes que construímos entre culturas, fronteiras, raças, ideologias, religiões, sexos… Ao mesmo tempo, como ponto de reação, vemos crescer aspectos de fundamentalismo travestidos em muros que nos separam e buscam cortar os fios que nos conectam.

A conexão mantém-se como espiritualidade, horizonte e caminho. Pela fé, estamos conectados a Jesus, o Crucificado-Ressuscitado, que nos provoca a vida de comunidade de irmãos e irmãs.

Já no Evangelho de Marcos (Mc 16,15-20), apresenta Jesus Ressuscitado dando recomendações para a missão dos 11 discípulos. Uma delas chama mais atenção: “falarão novas línguas”. É curso linguístico que Jesus quer? É saber falar  várias línguas? Talvez sim, no sentido de que a missão ultrapassa fronteiras geográficas, mas pode ser mais que isso.

Penso que “falar novas línguas” está mais para aproximação do que para distanciamento. Por isto, não se trata de linguagens “incompreensíveis”. Certos “blá- blá-blás”, travestidos de gritos da fé, que geram mais falta de comunicação. Falar novas línguas é abrir-se para a realidade tangível, que pode ser tocada.

Fico pensando nas linguagens novas desse tempo: a tecnologia, por exemplo. Não tenho dúvidas que Jesus falaria dessa “nova língua” das redes sociais, do whatsapp, das imagens…

É injusto e imoral julgar códigos linguísticos que não conhecemos apenas porque não correspondem ao nosso padrão. Há linguagens criadas por grupos afins, por tribos juvenis, por moradores de determinada região, que nada têm a ver com expressões iguais de outros locais.

“Falar novas línguas” é adentrar nesse universo com a “linguagem do amor”, com a “linguagem do silêncio”, com a “linguagem da escuta”, com a “linguagem da acolhida”. Estas linguagens sempre nos aproximam e nos unem porque quebram barreiras.

É nossa missão “falar novas línguas”. Abrir-nos à novidade dos sinais dos tempos, sempre cheios da presença de Deus que quer ser descoberto na novidade do cotidiano. Isso é ir do “like” ao “amém”.

                  Pe. Hermes F. Pedro

      Mensagem do Papa para o 53º. Dia Mundial para as Comunicações Sociais – por Dom Darci José Nicioli

      Todos os anos, desde o Concílio Vaticano II, é publicada uma especial mensagem abordando temas relevantes no âmbito da comunicação, sempre na festa Ascensão do Senhor.

Neste ano, o Papa Francisco traz como tema para a reflexão que “somos todos membros uns dos outros” (Ef 4,25) e nos exorta a progredir em nosso agir comunicacional “das comunidades em redes sociais à comunidade humana”. Todo homem e toda mulher é um “ser-em-relação”; naturalmente ansiamos vencer a solidão e viver solidariamente. E nesse sentido, os meios de comunicação tradicionais (rádio, TV e imprensa) e a Social Web, as redes sociais, através das quais estamos conectados, podem prestar fundamental serviço à comunhão, à fraternidade, para vencer os mecanismos de morte que dividem e matam.

Observa o Papa que as redes sociais têm muito de positivo enquanto nos une em comunidade, promove a escuta recíproca, o diálogo construtivo, a informação, a corresponsabilidade pelo outro e pelo bem comum. Por outro lado, também, constitui enorme desafio. Há o perigo, diz o Papa, de sermos “eremitas sociais” quando o internauta se limita a grupos de interesses, fechado em suas próprias verdades, considerando o outro como inimigo somente porque pensa diferente. E os jovens e adolescentes, devido à forte presença nas redes sociais, acabam por ser os mais vulneráveis.

Nesse sentido, o Papa Francisco, na mensagem deste ano, convoca todos os cristãos – pois nós somos comunicação! – também os responsáveis pela mídia e todos os profissionais da comunicação, a reencontrar a verdadeira identidade comunitária da Social Web.

Trabalhemos, pois para o uso e regulamentação de uma rede on-line livre, aberta, segura, para a verdade é a paz!

Dom Darci José Nicioli, CSSR

Arcebispo de Diamantina e Administrador Apostólico de Guanhães

III encontrão de líderes da Pastoral da Criança

 Organização : coordenadora de Ramo Nerilda Araújo e Neria Araújo.

Apoio:Equipe e colaboradores da Pastoral da Criança de Cantagalo MG.

Ramo Nossa Senhora da Conceição.
Diocese de Guanhães

No dia 19 de Maio de 2019 foi realizado um encontrão de líderes da Pastoral da Criança no Ramo Nossa Senhora da Conceição na Cidade de Cantagalo MG.O que era pra ser um encontro de área tornou se um encontro Diocesano, pois conseguimos reunir várias cidades e algumas não faziam parte da Área 2.
As paróquias presentes :Peçanha,Virgolândia, Sabinópolis,Conceição do Mato Dentro,Materlândia, São João Evangelista, Baguari, Nelson de Sena e Paulistas. O Encontro  iniciou-se às 8 horas com o café da manhã, a seguir,   uma carreata saindo do centro e indo para a igreja Sagrado Coração de Jesus, dando seguimento com uma bela entrada na igreja , apresentação dos grupos que vieram e uma linda missa foi presidida  pelo Padre José Aparecido dos Santos,  que  apoia muito em tudo que a Pastoral da Criança tem realizado. O encontro se estendeu após a missa, até às 16h30 no Ginásio Polioesportivo.  Tema: Desenvolvimento infantil que foi desenvolvido através de muita música, brincadeiras, oficinas e um teatro .

Desde que entrei como coordenadora de Ramo, enfrento o desafio de cativar e estimular os líderes da Pastoral e trazer mais voluntários pra junto de nós e  esse encontrão seria uma grande chance que teríamos pra passar para todas as pessoas o que é Pastoral da Criança, como e porque surgiu e como funciona. Assim,  fiz o convite aberto para quem quisesse participar e foi um grande sucesso.Tivemos a presença de várias outras entidades da cidade, o prefeito de Cantagalo e de muitas outras pessoas que hoje estão se sentindo apaixonadas pela nossa missão. A semente foi lançada, o recado foi dado e os frutos estão aparecendo a cada dia, em todas as cidades que estiveram presentes inclusive aqui. Graças a Deus, os objetivos estão sendo alcançados.

Nerilda Araújo – Coordenadora da Paróquia Capela Nossa Senhora da Conceição.

 

Sem os jovens, teríamos uma Igreja calada, surda e quieta”

Imagem da internet

Dom Nelson Francelino, bispo de Valença (RJ), foi eleito presidente da Comissão da CNBB para a Juventude para os próximos quatro anos. Como Pastor Referencial para a Juventude, o bispo enviou uma mensagem aos jovens de todo o Brasil.

Leia a mensagem na íntegra:

“Que Igreja seria a nossa sem a juventude? Sem a jovialidade das pessoas e das coisas? Seria uma Igreja calada, surda e quieta! São os jovens que são protagonistas de mudança; são eles que dão o exemplo ao presente através dos seus ideais de ousadia e de futuro. É pelos jovens que qualquer nada vira razão, que todo pouco cresce até ao infinito da existência. A juventude não é a fase das grandes conquistas, é sim a fase das longas caminhadas, de se perder pelo caminho para se reencontrar numa curva qualquer com a certeza do lugar onde se quer chegar. A fé em Deus a faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível.

Caríssimos Jovens, quero expressar minha gratidão aos irmãos bispos que me confiaram essa nova função junto à Pastoral juvenil do Brasil, que é marcada pela rica e intensa pluralidade de expressões, que se arrisca por esses longos e vários caminhos de sombras e luzes, visando recriar a esperança, sobretudo, nos locais onde ela existe como uma chama fadada a se apagar. São muitos os desafios do nosso tempo, mas os enfrentaremos com a força rejuvenescedora Pascal da comunhão e do diálogo misericordioso, pensando menos em nós e mais nos jovens machucados.

Assumo a missão nessa Comissão Pastoral Episcopal para a Juventude com a fé em Deus eapostando no protagonismo juvenil para dar prosseguimento a esse caminho que teve a inspiração e origem no início do pontificado do Papa Francisco, sob a presidência de dom Eduardo Pinheiro da Silva; uma boa ampliação na presidência de dom Vilson Basso e, agora, apostando na força do diálogo e da comunhão, pretendo me inspirar no protagonismo das várias expressões juvenis para colocar em prática o Projeto IDE e as indicações pós-sinodais do Papa Francisco para construir pontes e chegar junto aos vários tipos de periferias que marcam esse cenário juvenil.

Eu creio que a juventude é o maior tesouro da Igreja. Ela é classicamente chamada de “a flor da idade” porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, atualmente, muitos jovens estão sofrendo porque perderam o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.

Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.

Termino essas minhas primeiras palavras como presidente da comissão parafraseando um texto da música “Alma missionária”, de Ziza Fernandes, quando diz: “Leva-me aonde os jovens necessitem tua palavra
; necessitem de força de viver
. Onde falte a esperança, onde tudo seja triste
 simplesmente por não saber de ti”.

Dom Nelson Francelino
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a juventude

Fonte: Jovens Conectados

http://dioceseprocopense.org.br/posts/detalhe/832

Por que servir mais?

Por que servir mais?

O compromisso de partilhar o dom da vida, dádiva sagrada de Deus, é o horizonte para responder a esta questão: “por que servir mais?”. A medida dessa oferta se alarga, sem limites, para o cristão na incansável missão de contribuir para a edificação de uma sociedade fraterna e solidária. Temos, assim, um longo caminho a percorrer, de diálogos e reflexões, no interno da Igreja, e da Igreja com a sociedade, junto aos irmãos bispos, que me confiaram a missão de presidir a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e com o apoio do povo de Deus.  O exemplo é sempre Jesus Cristo, que entrega sua vida para que todos tenham vida, e não dispensa seus discípulos de se dedicarem a fazer o bem. O grande desafio: o seu seguimento.

O porquê dessa pergunta – “por que servir mais?” – se desdobra, ainda, em outro questionamento: “Para que servir mais?”. As urgências da vida, que é dom, exigem providências, respostas, e as comodidades não podem adiá-las. Indicam que o bem, a verdade, a justiça e o amor não podem esperar o amanhã. É preciso encontrar as respostas logo, se comprometer. Ter a necessária disposição para enfrentar sacrifícios, o que exige abrir mão das vaidades, e coragem para além de todo medo, por saber a dimensão do desafio que se apresenta. É preciso trabalhar para a recomposição dos tecidos esgarçados dos relacionamentos e dos funcionamentos da sociedade, em razão das grandes mudanças e das polarizações, para encontrarmos o caminho do respeito, sobretudo da fidelidade aos valores do evangelho.  E sem as generosidades, sem a presença incondicional e plena, os projetos e as instituições não se sustentam nem se impulsionam. Sobretudo quando a busca é qualificar as condições de servir e de promover a existência de todos, com especial e urgente atenção aos mais pobres, às vítimas das indiferenças e das violências – tudo o que a vida, dom sagrado, exige para “ontem”.

No horizonte dessas urgências, a cultura contemporânea submerge numa avalanche de complexas mudanças, com essa preocupante configuração de polarizações e extremismos. Realidade que mostra a falta de clarividência, gerando até exigências de tratamento criminal para as incivilidades e desrespeitos à sacralidade da vida. Assim, conjugando-se mediocridade e comodidade, arrisca-se a desistir da missão de servir.

Por razão de fé e cidadania, a comodidade e a indiferença não devem prevalecer sobre as necessidades da vida, que não pode perder a sua inteireza. Torna-se urgente servir mais, oferecer o que se pode a mais, incluir sacrifícios, elevando a altos níveis o altruísmo, que não pode faltar no coração de cada pessoa. A vida só alcança a qualidade de dom na medida em que esse dom é vivido como oportunidade de servir e ser operário de uma construção social, política, cultural e religiosa, sobre os alicerces da verdade, justiça e do amor.

Põe-se aqui relevante questão ética no sentido de balizar ações, conceitos, e suas consequências: a responsabilidade de cada indivíduo ante a seriedade de suas posições, escolhas e pronunciamentos, pois a complexidade do momento pode gerar medos e acovardar posturas. Quando se decide por “servir mais” é imprescindível pensar, corajosamente, sobre a oportunidade de se trabalhar por um novo momento civilizatório, considerando a importância de uma ampla reconstrução sócio-cultural-antropológica.

Urge, pois, a configuração de um novo momento. Este é possível! Requer coerência e destemor, ancorados na fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo, numa vida com força testemunhal e irretocável credibilidade, avançando na direção do bem e da verdade. Presidir a CNBB é uma missão especial, pois somos bispos, chamados por Jesus Cristo, para ajudar a humanidade a se abrir ao amor de Deus. Nosso compromisso é servir sempre mais. Vale relembrar as palavras de São Martinho de Tours: se precisam de mim, não recuso trabalho.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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