Eliana Alvarenga

” Fraternidade presbiteral na alegria e na tristeza, na vida e na morte”

O Clero da Diocese de Guanhães, junto ao seu Bispo, Dom Otacílio manifestaram a sua solidariedade ao nosso irmão, Pe. Adão, no velório e sepultamento da sua mãe Dona Maria Soares de Souza, em Santa Maria do Suaçuí na terça-feira, 17/12. Na missa de corpo presente estavam presentes também Dom Marcelo Romano, bispo da Diocese de Araçuaí e o Pe. Lucimar filho de Santa Maria, incardinado à Diocese de Ituiutaba. Pedimos a Deus que faça brilhar para Dona Maria a Luz da Ressurreição e conforte o coração de seus familiares!

Um almoço foi oferecido aos padres, aos Bispos Dom Otacílio e Dom Marcello Romano e amigos do Pe. Adão . Na oportunidade, a paróquia de Santa Maria ofereceu ao Dom Marcello uma cesta com produtos da região em comemoração aos seus 25 anos de sacerdócio!

Pe Dilton  – Coordenador de Pastoral.

  … Teríamos um encontro de convivência presbiteral com vistas ao Natal. Quis Deus que fosse um encontro de convivência solidária, a maior convivência … Fraternidade presbiteral na alegria e na tristeza, na vida e na morte…”

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda  ( Trecho de sua homilia proferida durante a Missa de Corpo presente de Dona Maria Soares de Souza)

   

 

Fotos encaminhadas por Pe Dilton

Reunião para avaliação das atividades pastorais em São Pedro

O administrador paroquial Padre Luiz Maurício da Silva e as lideranças dos Movimentos, Pastorais e Comunidades de São Pedro do Suaçuí reuniram-se na manhã do dia 14 de dezembro, na Capela Nossa Senhora Aparecida, bairro Vargem Grande, para momentos de avaliação da caminhada pastoral, formação de 2019  e planejamento de atividades para o ano de 2020.

A escolha do local se deu a partir de um sorteio entre as comunidades. É costume que todas as reuniões de lideranças ocorram no Salão Paroquial, mas desde 2018 o grupo definiu a estratégia de que a última do ano, a da avaliação, se realizasse em uma Capela ou setor para que todos pudessem participar da confraternização.

Os cristãos leigos e leigas solicitaram ao administrador paroquial esse momento para uma reflexão e avaliação da caminhada pastoral e ele aceitou e colaborou na proposta. A secretária da paróquia, Jéssica Ribeiro, teve um papel fundamental na mobilização, comunicação e logística na preparação do encontro.

A comunidade local acolheu a todos com variado café da manhã. Padre Luiz iniciou a oração destacando a importância do momento e convidou o grupo a fazer memória dos momentos mais relevantes em 2019 na paróquia, na diocese, na igreja no Brasil e no mundo a partir dos símbolos expostos no ambiente ou fatos que ficaram marcados na memória dos participantes. Os mencionados foram: novenas e festas dos padroeiros, campanhas de evangelização, a canonização de irmã Dulce, formação da catequese e dízimo nas áreas, os desafios do Papa Francisco e da igreja no mundo, a novena de natal com as crianças, a posse de nosso bispo diocesano Otacilio Ferreira de Lacerda, a primeira visita pastoral e celebração da Crisma.

A seguir, o cristão leigo Alessandro Gomes apresentou ao grupo a definição de avaliação como um aspecto constitutivo da ação pastoral. Ressaltou que avaliar é olhar a caminhada feita, procurando não perder a História construída e, acima de tudo, é olhar as perspectivas de futuro como oportunidade de refletir sobre o processo em andamento e ver em que precisamos crescer. Frisou sobre a importância de sentir as conquistas que estão sendo feitas, valorizando o esforço individual e coletivo, para animar a caminhada.  Finalizou dizendo que avaliar é também mergulhar nos fracassos, nas omissões, nos erros, para compreender o que gerou as derrotas e que a avaliação é uma prática do Povo de Deus em toda sua história.

Após, o grupo dedicou-se à leitura dinâmica do Projeto de Pastoral e Plano de Ação Evangelizadora de nossa diocese e suas urgências: a) Permanecer em constante “estado de missão”; b) Cuidar da “Iniciação à vida cristã”; C) Amplificar a “animação bíblico-catequética”; d) Vivenciar a Igreja como “comunidade de comunidade” e) Ser Igreja a “serviço da vida plena” para todos.

Na avaliação dos presentes, os pontos fortes durante o ano com referência ao projeto foram: formação de catequistas, catequese de inspiração catecumenal e litúrgica, reorganização do Conselho de Assuntos Econômicos, formação de Leigos nos Encontros Diocesanos, pastoral da comunicação e utilização das redes sociais. No que se refere aos desafios, destacaram-se: animar os cristãos desencantados e desanimados, reanimar e formar grupos de reflexão, aproveitar os momentos de piedade popular para evangelizar, fortalecer e fidelizar os cristãos presentes em nossas comunidades, formar os agentes de pastorais no espírito missionário; assistir emergencialmente os mais necessitados na paróquia e ter uma agenda permanente de formação.

Os participantes, com base nos desafios, elaboraram uma agenda de formação para 2020. Padre Luiz destacou que elas ocorrerão sempre no primeiro sábado de cada mês e que em todas ficará reservado um tempo para formação litúrgica. Sugeriu-se que a preparação/ formação para os meses temáticos se realizem sempre no período anterior para melhor organização da comunidade. Exemplo: o mês referência do dizimo é novembro; então, em outubro o grupo vai estudar o tema para melhor preparação.

Fevereiro Campanha da Fraternidade/sistema de administração paroquial
Março Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora
Abril Festa do padroeiro
Maio Formação litúrgica para ministros/leitores/acólitos/coroinhas
Junho Cartilha das comunidades eclesiais de base
Julho Vocações/ Semana da Família
Agosto Bíblia
Setembro Missão
Outubro Dizimo
Novembro Novena de Natal das crianças e adultos/ Doutrina Social
Dezembro Avaliação

Para finalizar o grupo rezou a oração de renovação do compromisso missionário, com destaque em cada área de atuação. Após a bênção e envio, houve troca de presentes entre as lideranças e o padre e serviu-se um almoço. A avaliação dos participantes para o encontro foi muito positiva e de extrema relevância para os trabalhos de evangelização da paróquia.

 

Equipe da Pascom

Fotos: Jéssica Ribeiro

 

 

Missa de Corpo Presente de Dona Maria Soares de Souza, mãe de Pe Adão Soares

A Diocese de Guanhães vivenciou no dia 17 de dezembro, um momento forte de solidariedade e comunhão, tanto presbiteral como também de muitos diocesanos junto ao bispo Dom Otacílio, por ocasião do falecimento de Dona Maria Soares de Souza, mãe de Pe Adão Soares, pároco das paróquias N. Sra Aparecida-Pito em Guanhães e N.Sra do Porto, em Senhora do Porto. A senhora Maria Soares de Souza faleceu no dia 16 de dezembro em Belo Horizonte.  Dom Otacílio presidiu às 15horas, missa de corpo presente, na  Igreja Matriz de Santa Maria Eterna em Santa Maria do Suaçuí , concelebrada por vários padres da diocese e por Dom Marcelo Romano,bispo de Araçuaí . Em sua homilia Dom Otacílio deixou uma mensagem de fé, esperança e solidariedade ao padre Adão e familiares, destacando a importância de se viver a comunhão com Deus já aqui e no momento do encontro definitivo com o Senhor, contemplar as alegrias eternas. Enfatizou o momento litúrgico do Advento onde o Evangelho descreveu a genealogia de Jesus. A senhora Maria Soares também, pelo Batismo, faz parte dessa história do povo de Deus, história de altos e baixos ,alegrias e tristezas, momentos de acertos e fragilidades mas tudo superado pela graça salvadora de Cristo que não veio para salvar anjos mas pessoas humanas. Ao final da celebração Eucarística, o padre José Aparecido de Pinho dirigiu uma mensagem de esperança e solidariedade ao colega e irmão no sacerdócio padre Adão e a seus familiares . Foi um momento de profunda comunhão da família presbieral diocesana e uma demonstração de fraternidade e carinho de todos para com padre Adão e seus familiares . Ao final, fez- se a encomendação do corpo e o sepultamento no cemitério da cidade de Santa Maria do Suaçuí , onde a senhora Maria Soares de Souza residia.

Madalena Santos Pires.

Liderança da Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Fotos: Eliana Alvarenga

Deus nos criou para a alegria

A Liturgia do 3º Domingo do Advento (ano A) nos convida à alegria, sobretudo porque se aproxima uma das maiores Festas do cristianismo: O Natal do Senhor!

A alegria pela libertação chegou e a esperança está acesa: “Alegrai-vos no Senhor…” é o refrão que sentimos ressoar no mais profundo de nossa alma ao ouvir a proclamação da Palavra de Deus (Is 35,1-6.10; Tg 5,7-10; Mt 11,2-11).

O profeta Isaías tem uma única intenção: despertar a esperança e a confiança dos exilados.

Nada de desânimo, nada de covardia, nada de abaixar os braços, pois Deus vem para salvar e libertar o Seu povo…  O profeta é aquele que planta no mais profundo de quem precisa a semente da esperança que se concretiza na confiança e na coragem de lutar, no empenho do bom combate da fé.

O profeta, como portador da Palavra de Deus, é aquela voz que nos acompanha, nos fortalece no irrenunciável empenho com o Projeto libertador de Deus que é a ação de gerar vida em abundância.

O Profeta assume a história de seu povo, coloca-se com ele em marcha, da escravidão para a liberdade, olhando o mundo com o olhar da esperança, levando todos a abandonar os óculos escuros do desespero.

Urge que acolhamos, como os profetas, a proposta libertadora de Deus em nossa vida, remando contra a maré  das ideias dominantes, nem sempre coincidentes com o pensamento divino. Deste modo o profeta olha o mundo com os olhos de Deus para testemunhar com fidelidade, confiança e esperança em todas as circunstâncias e em todos os momentos.

Com os profetas e com o Apóstolo Tiago, aprendemos que alegria Deus não nos dispensa de compromissos, empenhos, embates, passos largos a serem dados em busca de horizontes inéditos, como que reconstruindo o paraíso que foi manchado pelo pecado.

São Tiago nos exorta à paciência e ao olhar de fé que deve ser renovado quotidianamente em cada Banquete da Eucaristia celebrado a fim de que a alegria e a esperança invadam nosso coração.

Ele também nos ensina que é sempre tempo de reavivar a confiança e paciência na espera do Senhor que veio, vem e virá… Recuperar e jamais perder os valores cristãos autênticos e cultivar a paciência até que ocorra a intervenção final de Deus na história: confiar do Senhor não é sinônimo de cruzar os braços.

Convenço-me, a cada dia, que viver é reconstruir o paraíso, não como saudade estéril, mas como esperança e confiança frutuosa.

Deste modo é que no Evangelho contemplamos a ação de Jesus; Deus veio ao nosso encontro através do Seu Filho e com Ele a proposta libertadora: os desesperados recuperam a esperança, os surdos voltam a escutar a Palavra, os cegos enxergam novo horizonte além do sol poente; os coxos reconquistam a liberdade; os pobres se abrem para a solidariedade e o amor de Deus.

Num mundo marcado pela mentira e fingimento, urge a necessidade da sinceridade, como nos motiva o testemunho de João Batista que exerce sua missão com fidelidade, sinceridade e sem medo.

Com João, e todos os profetas, aprendemos uma salutar lição: a força divina começa no exato momento em que reconhecemos a nossa fragilidade e nos abrimos à manifestação de Deus, à ação de Sua graça e abertura para o Seu perdão.

Somente deste modo a alegria e a esperança invadirão e transbordarão em nosso coração: “irromperá no coração dos que creem a alegria da luz do Natal!”.

Reflitamos:

– Num mundo marcado pela depressão, tristeza, dor, como ser sinal de alegria?

– Onde e quando precisamos ser profetas da alegria, portadores de uma Palavra que renova, revigora, refaz forças na construção do Reino de Deus?

– Qual o caminho verdadeiro para expor nossas dúvidas com toda sinceridade diante de Deus e com quem convivemos?

Preparemos o Natal para que vivamos uma vida cristã mais autêntica e a alegria verdadeira será mais que desejável em nosso coração; será transbordamento, porque edificada sobre o fundamento e fonte da verdadeira alegria: Jesus!

PS: Aos que estiverem enfraquecidos, desanimados… Convido que retome e leia  Isaías 35.  O Profeta fala nas entranhas de nosso coração…

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

Alegremo-nos, o Senhor está para chegar!

“Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo,

alegrai-vos: O Senhor está perto” (1)

A Liturgia do 3º Domingo do Advento (ano A) é um convite à alegria pela proximidade do Senhor que está para chegar, cujo nascimento no Natal haveremos de celebrar.

Estamos, portanto, no Domingo da Alegria, que a Igreja chama de Domingo “Gaudete”.

A Palavra nos convida a não nos inquietarmos com nada: “Alegrai-vos, pois a libertação está para chegar”.

Na primeira Leitura, ouvimos a passagem do Profeta Isaías (Is 35, 1-6a.10), em que este tem o desejo de despertar a esperança e a confiança nos exilados.

Está próxima a chegada de Deus, que conduzirá o povo para a Terra da liberdade, da vida plena e feliz.

Trata-se de um hino em que se convida à autêntica alegria, deixando de lado todo desânimo, pois a ação de Deus consiste em gerar vida em abundância.

O Povo de Deus vive um segundo êxodo, ainda mais grandioso que o primeiro. É preciso que olhe o mundo com os olhos da esperança, jamais com os óculos do desespero, para não sucumbir diante das forças da morte que não prevalecem para sempre.

Nisto consiste o verdadeiro Advento: a contemplação da intervenção divina; e ser, no mundo, como o profeta Isaías uma testemunha da alegria, da confiança em Deus e da esperança que n’Ele não decepciona.

De fato, ser Profeta é remar contra a maré, vendo o mundo com os olhos de Deus. É preciso, no mundo, ontem, hoje e sempre, homens e mulheres que deem este testemunho.

Na passagem da segunda Leitura (Tg 5,7-10), Tiago exorta a comunidade a não desistir da espera do Senhor que vem, cultivando a paciência e a confiança.

Tiago é um sábio judeu-cristão que repensa, de maneira muito original, as máximas da sabedoria judaica, vividas plenamente nas Palavras e ação do Senhor.

Preocupa o autor o abuso da sobreposição da fé às obras, bem como o abuso dos ricos sobre os pobres.

Exorta à perseverança, à união e a não perda dos valores cristãos, apresentando para isto, a proposta de uma autêntica vida cristã.

Acentua nesta passagem a esperança que deve iluminar o coração de todos na comunidade, pois a libertação está para chegar, mas a confiança no Senhor não nos permite o cruzar dos braços.

Esta esperança, acompanhada da paciência e confiança, é que dá coragem na luta, no bom combate da fé, em sua perfeita tradução em obras.

Esperar com confiança, mas sem revolta. Empenhar-se prontamente para o Projeto Libertador de Deus, que significa para nós a verdadeira preparação para o Natal.

No Evangelho (Mt 11,2-11), refletimos sobre a ação de Jesus que veio para comunicar vida, alegria e luz. Um Reino de justiça e de paz com Ele se inaugura.

A passagem pode ser dividida em duas partes: na primeira, Jesus responde a pergunta de João Batista, confirmando que Jesus é Ele mesmo, o Messias esperado.

Na segunda parte, temos a descrição, pelo próprio Jesus, de Sua Pessoa, mensagem e missão.

A mensagem central é que Deus vem sempre ao nosso encontro, jamais nos abandona e continua a vir ao nosso encontro oferecendo-nos a Salvação.

Com Ele tudo se transforma: os desesperados encontram a esperança; os surdos recuperam a possibilidade de escutar a Sua Palavra em comunicação autêntica; os cegos voltam a enxergar um novo horizonte; os coxos e paralíticos reencontram a liberdade, o dinamismo para a vida e, finalmente, os pobres, correspondendo ao Amor de Deus, vivem a partilha e a solidariedade. O mundo marcado pela mentira e fingimento dará lugar ao mundo novo marcado pela verdade, sinceridade.

Com Jesus, na acolhida de Sua Pessoa e Sua Palavra, tudo se renova. Nisto consistirá para nós o Natal genuinamente cristão.

É esta a mensagem que a Liturgia do Domingo “Gaudete” nos apresenta: alegria verdadeira somente com Deus, e em Deus, pode ser encontrada.

E esta alegria somente é alcançada no exato momento que reconhecemos nossa fragilidade e nos abrimos à manifestação do poder de Deus e de Sua presença, que comunica graça e perdão.

Somos feitos por Deus para a alegria. Que jamais a percamos. Que cultivemos a paciência necessária, e o nosso olhar de fé seja sempre renovado.

A Liturgia do Advento, os momentos pessoais, familiares e comunitários de Oração e uma boa confissão devem nos transformar.

Reflitamos:

Ø Como estamos preparando o Natal do Senhor?

Ø Como andam nossa alegria, confiança e esperança no Senhor?

Ø Qual é o fundamento de nossa alegria?

Ø Em que consiste a verdadeira alegria que Deus quer nos oferecer?

Ø Num mundo marcado pela depressão, tristeza, dor e morte, como ser sinal de vida e de alegria?

Ø A alegria tem sido uma marca de nossas comunidades?

A Festa do Natal do Senhor se aproxima, muito mais que comemorada, é preciso que seja celebrada e, assim, a alegria e a esperança invadirão nosso coração. No coração dos que creem irromperá a alegria e a luz do Natal.

Não deixemos lugar algum para o desânimo, desesperança. Descruzemos os braços e abramos o coração.

Maranatha! Vem Senhor Jesus!

(1) Antífona de entrada da Missa do 3º Domingo do Advento.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

http://peotacilio.blogspot.com/

Cuidar – Campanha para a Evangelização 2019

        

“Com o objetivo de motivar os fiéis a participarem efetivamente da missão da Igreja por meio do testemunho de vida, de ações pastorais específicas e de garantia de recursos para a ação pastoral, a Campanha para a Evangelização completa 21 anos em 2019. Aprovada pela 35ª Assembleia  Geral da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), em 1997, ela foi realizada pela primeira vez no advento de 1988. Uma das grandes motivações  para a sua realização é a conscientização sobre a importância do compromisso  evangelizador que deve ser assumido por cada cristão e o despertar para a  corresponsabilidade  pelo sustento das atividades pastorais da Igreja Católica no Brasil.”

            O Gesto Concreto da Campanha é a coleta realizada no 3° domingo do Advento, que tem como objetivo angariar recursos para que a Igreja no Brasil tenha condições de continuar evangelizando.

            Os recursos  arrecadados são divididos entre as dioceses, os regionais e a CNBB,  para iniciativas evangelizadoras, como as atividades de formação e financiamento de ações pastorais. A coleta da Campanha para a Evangelização é distribuída da seguinte maneira: 45% dos recursos ficam na própria Diocese; 20%  vão para o Regional da CNBB; e 35% se destinam a CNBB Nacional.

Vejamos alguns investimentos em nossa Diocese que fizemos com os 45% da coleta de 2018:

  • Catequese (IRPAC): 700,00
  • Campanha da Fraternidade (Assessoria e Alimentação): 1.725,87
  • Pastoral Familiar: 800,00
  • Pastoral do Dízimo (CONADIZ): 1.400,00
  • Assembleia Anual (CONSER- Regional Leste 2): 684,00
  • Pastoral Presbiteral ( Encontro Regional): 735,00
  • Formação do Clero ( Moral Pe. Gonzaga): 1.500,00
  • CEBs: 629,39
  • Catequese ( Encontro Regional Leste 2): 1.655,00
  • Roteiros Grupo de Reflexão ( Viagem à Caratinga): 228,44
  • Pastoral Carcerária: 200,00
  • Pastoral Presbiteral ( Encontro Presbíteros): 1.176,50
  • Patrimônio ( Congresso Patrimônio e Artes Sacra): 1.000,00
  • Pascom ( Multicom): 505,34
  • CEBs: 350,00
  • Leigos ( Encontro): 166,50

              Inspirados na atitude do Bom Samaritano: ‘Cuida dele’ (cf. LC 10,35), vamos partilhar, no amor e na solidariedade, para cuidarmos melhor uns dos outros.

                                                                                        Pe Hermes Firmiano Pedro

Diáconos e seminarista reuniram-se com Dom Otacílio

Na manhã da terça-feira, dia 03 de dezembro, os diáconos transitórios André, Daniel e Edmilson e o seminarista Guilherme reuniram -se com Dom Otacílio para uma fraternal conversa a respeito da caminhada de cada um em seus respectivos estágios pastorais. Na oportunidade, Dom Otacílio partilhou uma brevíssima reflexão acerca do Documento 110 da CNBB que trata das diretrizes para formação dos presbíteros da Igreja no Brasil.

Encerrou-se o encontro com um almoço fraterno, oportunidade para estreitar os laços de amizade entre eles.

O Diácono André Luiz Eleotério Lomba é natural de Rio Vermelho (MG), nascido em 21/12/1987. E Licenciado em Filosofia pelo Seminário Diocesano de Caratinga/MG e pela Faculdade Católica de Anápolis/GO (2013); tem bacharelado em Teologia pelo Seminário Diocesano de Caratinga e pelo Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) de Belo Horizonte/MG (2016); e especialização em Catequética pelo Instituto Regional de Pastoral Catequética (IRPAC) e pela PUC Minas (2014-2017). No momento está em estágio diaconal na Paróquia N Sra da Conceição, em Conceição do Mato Dentro/ MG. Exerce outras funções, a saber: coordenador da Escola de Teologia para Leigos e equipe de assessoria dos Roteiros (cartilhas/novena de natal/grupos de reflexão).

O Diácono Daniel Bueno Borges é natural de São José dos Campos/SP, nascido em 22/06/1983. É Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano; musicista pela Faculdade de música ULM São Paulo – SP; bacharel em Teologia pela Faculdade Católica de São José dos Campos –SP; técnico em restauro e conservador de imagens policromadas pela Faculdade SENAI Félix Guisard, UNITAU-Taubaté/SP e FUNDJAC Fundação Dom Jose Antonio do Couto Museu de arte sacra de Taubaté-SP. No momento está em estágio diaconal na paróquia Sant’Ana, em Água Boa/ MG. Exerce outras funções, a saber: compõe a equipe de assessoria da Pastoral Litúrgica, Apostolado da Oração e Legião de Maria.

O Diácono Edmilson Henrique Cândido é natural de Monsenhor Paulo/ MG nascido em 26/09/1974. Tem formação em Magistério na E. E. Presidente Kennedy; Filosofia no Instituto São José de Três Corações; Teologia no ISTA (Instituto São Tomás de Aquino) em BH. No momento está em estágio diaconal na Paróquia N Sra da Pena em Rio Vermelho/ MG. Exerce outras funções, a saber: assessor da Pastoral do Dízimo.

Os diácono foram ordenados 09/02/2018. Já o seminarista Guilherme – natural de Ferros, nascido em 02/03/1992 – concluiu sua formação acadêmica na área de Filosofia e Teologia em Caratinga/MG, passou pela Paróquia São Miguel e Almas, em Guanhães/MG e atualmente está em estágio pastoral na Paróquia N Sra do Pilar que abrange as cidades de Morro do Pilar/MG e Santo Antônio do Rio Abaixo/MG

Fotos e informações do seminarista Guilherme Soares Lage

 

 

 

 

 

 

 

 

Advento – Preparemos a vinda do Verbo

Advento, Tempo favorável de preparação da vinda do Senhor, de esperar Sua chegada, reacendendo e mantendo acesa a chama da caridade, e assim o Natal, de fato, aconteça.

Sejamos enriquecidos pela Comentário do Missal Dominical, intensificando nossa preparação para a vinda do Verbo.

O ritmo da vida atual, cada vez mais agitado, as engrenagens de um sistema que pretende planejar todos os momentos do homem, mesmo o que há de mais privado, reduzem cada vez mais os limites do imprevisto. Tudo deve ser passado pelo computador, classificado, neutralizado, assegurado. Mas para o cristão, Cristo continua a ser um acontecimento revolucionador: quando irrompe em sua vida, impõe uma mudança radical que quebra e transforma a rotina cotidiana. Cristo não pode ser programado; deve ser esperado. Devemos deixar em nossa vida um espaço para Sua presença. A vigilância cristã permite ler em profundidade os fatos para neles descobrir a vinda do Senhor. Exige coração suficientemente missionário para ver essa vinda nos encontros com os outros”.

A atitude de Vigilância, com dimensões pascais (Morte e Ressurreição) nos prepara para o verdadeiro Natal com passagens múltiplas, em renovado compromisso com o Reino:

– Passagem das trevas para a luz;

– do pecado à graça;

– da distância dos relacionamentos à comunhão;

– do ódio ao amor;

– do egoísmo à partilha;

– das práticas injustas para práticas com equidade;

– da mentira à verdade…

Ao cristão jamais será permitido instalações em atitudes que não condizem com a fé cristã, como o comodismo, passividade, desleixo, rotina, desunião, desânimo, esfriamento no caminho da fé, perda da esperança (“hoppelesness” que alguns dizem hoje crescer entre nós), ausência de empenho no enfrentar dos desafios, insensatez, imprevidência, comer e beber sem medida; divertir-se tão apenas, arrivismo (ambições), desejos da concupiscência da carne (desejos em excesso)…

Ao Senhor supliquemos:

Acendei e reacendei sempre em nossos corações Vossa maviosa Chama; a chama da caridade, que nos impulsiona a viver como amados filhos de Deus, no amor ao nosso próximo. Amém.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

Vigilância na espera do Senhor que vem

 “Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar.

Com efeito, agora a Salvação está mais perto de nós

do que quando abraçamos a fé.” ( Rm 13,11)

No 1º Domingo do Advento do Ano Litúrgico (ano A), somos exortados para uma frutuosa preparação para o Natal:

“O apelo à vigilância, atentos ao Senhor que veio, vem e virá: “Nas Leituras deste primeiro domingo do Ano Litúrgico predominam dois temas: a vinda do Senhor e o tema da Vigilância.

Mais do que dois temas, trata-se antes, de dois ‘movimentos’: O Senhor vem – vamos a Seu encontro; Deus vem ao homem, mas só O encontra quem se coloca ao encontro d’Ele, quem está pronto” (1)

Numa atitude de vigilância, como cristãos, precisamos superar todo comodismo, passividade, desleixo, sem nos acomodarmos numa rotina sem brilho e sem luz.

A passagem da primeira Leitura (Is 2,1-5) é um dos oráculos mais profundos e mais belos do Antigo Testamento. Uma visão em que os povos se encontram no Monte Sião (Jerusalém), em harmonia e paz sem fim.

Somente o encontro com Deus e com Sua Palavra possibilita a harmonia, o progresso, o entendimento entre os povos, traduzido em vida em abundância e paz universal.

Monte Sião é o reverso de Babel, pois esta segunda se caracteriza pelo confronto dos homens com Deus, o orgulho, a autossuficiência, o conflito, a confusão, a falta de entendimento, a dispersão e tudo que destrói a paz e relação de amizade com Deus.

Urge que nos ponhamos a caminho, ao encontro de Deus e Sua proposta de vida, amor e paz, e este sonho se realizará perfeitamente e plenamente em Jesus.

Na passagem da segunda Leitura (Rm 13,11-14), o Apóstolo Paulo nos exorta para que despertemos de nosso sono, ou seja, passemos das trevas para a luz. Deixemos de lado todo egoísmo, injustiça, mentira e pecado, e empenhemo-nos numa vida marcada pela partilha, justiça, verdade e graça.

Na acolhida e espera do Senhor que vem, contra toda possibilidade de divisão, é preciso, congregados pelo Evangelho, viver na vigilância e no amor mútuo.

Como batizados, esperar o Senhor que vem é o abandono das obras das trevas, para que, como pessoa, família, Igreja e sociedade, vivamos na luz.

Para isto, é preciso que sejamos sempre despertados de nosso sono: na aurora da chegada do Senhor a noite de nossa existência será iluminada.

Importante lembrar que “Santo Agostinho compara seu estado na vigília da conversão a um sono semidesperto, em que metade de sua vontade, acordada e ao lado de Deus, mandava que a outra metade despertasse e se decidisse.

Sono profundo ou sono semidesperto, não somente o estado de quem está em pecado ou vive esquecido de Deus, mas também a tibieza, a incoerência, a indecisão: um cristianismo ‘implícito’ que seria melhor chamar de cristianismo apagado…

Foram precisamente as últimas palavras de Paulo que acabamos de ouvir que levaram Agostinho a dar o último passo para a conversão. Encontrava-se num jardim em Milão, no ápice daquela luta entre ‘as duas vontades’, quando ouviu uma voz misteriosa que cantava: ‘Pega e lê’.

Pegou a Bíblia e abriu-a, leu as palavras de Paulo que diziam para que se despertasse do sono, e dessa forma encontrou luz e paz no coração, Havia, enfim, tomado sua decisão diante de Deus” (2)

A passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 24,37-44), reforça a atitude de vigilância na fé que o cristão deve ter, em compromisso irrenunciável e inadiável com o Reino. A vinda do Senhor é certa, é preciso estar vigilante, preparado e ativo.

Estar vigilante para a vinda do Senhor implica em abertura e disponibilidade para o Reino de Deus, eterno e universal, marcado por relações de verdade, vida, graça, justiça, santidade e paz, como tão bem expressou o Prefácio da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Para isto, o Evangelista nos apresenta três quadros: o ócio, o trabalho e a não vigilância, ou seja, a despreocupação com a vida e a existência; ou o contrário, os compromissos e trabalhos para a subsistência; e por fim a ausência da vigilância, que leva à perda do encontro com o Senhor que vem. (v.37-39; 40-41; 43-44, respectivamente).

Somente a atitude de vigilância nos prepara para o verdadeiro Natal: a passagem das trevas para a luz, do pecado para a graça, do distanciamento para a comunhão e intimidade com Deus, do ódio para o amor.

Recuperemos a dimensão Pascal do Natal para celebrar o Nascimento de Jesus, o Sol Nascente, a Luz sem ocaso, que nos veio visitar e sempre vem nos visitar.

Nossa espera é memória e presença. Memória porque Aquele que esperamos, Jesus, já veio (por isto a preparação necessária para o Natal), e presença, porque cremos e sentimos que Jesus está desde agora conosco; presente de modo salutar e real na Santíssima Eucaristia, que não apenas celebramos, mas comungamos, porque é o  Deus Conosco, o Deus que Se faz Pão, Comida e Bebida para nos Alimentar e nos Salvar.

Que o Tempo do Advento seja a nossa ida com alegria ao encontro de Alguém que caminha conosco, e mais do que caminhar ao nosso lado, Se faz morada em nós.

(1) O Verbo se fez carne –  (Pe. Raniero Cantalamessa) p. 17.

(2) Idem pp. 18-19.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda

Rever caminhos, firmar os passos.

Finalizando mais um ano Litúrgico, somos convidados a refletir sobre a vinda futura do Senhor, sua segunda vinda gloriosa.

Deste modo, sejamos iluminados pela passagem da Segunda Carta do Apóstolo Paulo aos Tessalonicenses (2 Ts 3,7-12), que nos fala da vida futura e definitiva, a ser esperada sem preguiça e comodismo.

A comunidade não pode cruzar os braços, tão pouco “viver nas nuvens”, assim como não pode perder tempo com futilidades, e nada de útil fazer.

É forte a mensagem dirigida à comunidade: não há lugar para parasitas que vivam à custa dos demais, o que se caracterizaria em consumidores.

Há uma exortação à responsabilização de todos, porque o Reino de Deus começa aqui e agora e a todos compromete; portanto, jamais compreendido como uma evasão do mundo:

“…Jesus de Nazaré não traz uma plenitude totalmente pronta. Não em uma intervenção mágica que desresponsabiliza o homem. É verdade que chegou a plenitude prometida, mas espera ser completada. É um dom, mas simultaneamente uma conquista”. (1)

Na espera do Senhor que vem, façamos portando, uma revisão e avaliação do ano vivido, sobretudo nossos sagrados compromissos com o Reino, e renovemos nossa predisposição e forças para iniciarmos mais um ano, em maior e melhor correspondência aos desígnios divinos, a fim de que não apenas digamos, mas vivamos o que rezamos todos os dias – “Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”.

(1) – Missal Dominical – pp. 1295-1296.

Postado por Dom Otacilio F. Lacerda  em https://peotacilio.blogspot.com/

 

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