Notícias

Celebração da Paixão do Senhor – Solene Ação Litúrgica e Adoração da Cruz – paróquias da Diocese

A MORTE DE JESUS NÃO FOI UM SACRIFÍCIO RELIGIOSO’ – A morte de Jesus foi a morte de um rebelde político.

Jesus veio questionar a realidade em que vivemos.
Por José Maria Castillo
Uma das coisas que fica mais clara, nos relatos da paixão do Senhor, que a Igreja nos lembra nestes dias de Semana Santa, é o medo que o evangelho causa. Sim, a vida de Jesus nos dá medo.
Porque, no final das contas, o que não admite dúvida alguma é que aquela forma de viver – se o evangelho for verdadeiramente a lembrança do que aí aconteceu – levou Jesus a terminar seus dias tendo de aceitar o destino mais repugnante que uma sociedade pode adjudicar: o destino de um criminoso executado (G. Theissen).
A morte de Jesus não foi um “sacrifício religioso”, foi muito mais. Podemos assegurar que a morte de Jesus, como está descrita nos evangelhos, foi o mais oposto ao que naquela cultura podia se entender como “sacrifício sagrado”. Todo sacrifício religioso, naquele tempo, devia cumprir duas condições: tinha que ser realizado no templo (no sagrado) e tinha que ser feito cumprindo as normas de um ritual religioso. Nenhuma destas duas condições se deu na morte de Jesus.
Mais ainda, Jesus foi crucificado, não entre dois “criminosos”, senão entre dois Iestaí, uma palavra grega que sabemos era utilizada para designar, não só aos “bandidos” (Mc 11,17; Jo 28,40), senão também aos “rebeldes políticos” (Mc 15,27), como adverte F. Josefo (H. W. Kuhn; X. Alegre). Por isso, compreende-se que, na sua hora final e decisiva, Jesus se viu traído e abandonado por todos: o povo, os discípulos, os apóstolos… Religiosos naquele momento foram os sentimentos do próprio Jesus. E sabemos que seu sentimento mais forte foi a consciência de se ver abandonado inclusive por Deus (Mt 27,46; Mc 15,34). A vida de Jesus aconteceu de forma que acabou só, desamparado e abandonado.
O que nos diz tudo isso? A Semana Santa vem nos dizer, nos textos bíblicos destes dias, que Jesus veio questionar a realidade em que vivemos. A realidade violenta, cruel, na que se impõe a “lei do mais forte” perante a “lei dos mais débeis”.
Sabemos que Paulo de Tarso interpretou o relato mítico do pecado de Adão como origem e explicação da morte de Jesus, para nos redimir dos nossos pecados (Rm 5, 12-14; 2Cor 12-14). É a interpretação da que se valem os pregadores, centrando nossa atenção na salvação do céu. Isto é bom. Porém, tem o perigo de desviar nossa atenção da realidade trágica que estamos vivendo. A realidade da violência que sofrem os “ninguém”, a corrupção dos que mandam e, sobretudo, o silêncio de quem sabe estas coisas e calam para não perder seu poder, sua dignidade e seus privilégios.
A beleza, o fervor, a devoção das nossas liturgias sagradas e das nossas confrarias nos lembram a paixão do Senhor. Contudo, interpela-nos sobre a duríssima realidade que estão vivendo milhões de seres humanos? Lembra-nos a vida que levou Jesus até o fracasso? Ou nos distrai com devoções estéticas e tradições que utilizam a “memoria passionis”, a lembrança perigosa de Jesus, para ficar sossegados e com a consciência tranquila?

Religión Digital
Tradução: Ramón Lara Mogollón (ramoneduardolara@gmail.com).

OBSERVAÇÃO: A Paróquia de São Pedro, segundo o coordenador de Liturgia, a Solene Ação Litúrgica iniciou-se às 18h.

Como as pessoas participavam da Via-sacra, só voltavam para participar à noite e às 15h a Igreja ficava vazia, decidiu-se mudar, conforme orienta a Circular de Dom Jeremias “Para a conveniência dos fiéis, pode ser celebrada desde o meio-dia; e também mais tarde, mas não depois das 21 horas”. Deu certo! igreja repleta de fiéis. Após a Solene Ação Litúrgica, aconteceu o Sermão das Sete Palavras, o Descendimento da Cruz e a Procissão do Enterro.

 

Sexta-feira Santa – Via-Sacras

“O Amor nos amou – até o fim!

Jesus ficou apenas 30 anos junto conosco fisicamente. Foi pouco. O suficiente para incomodar por tanto amor. O único exagero de Jesus foi amar sem medida. Amou excessivamente. Três imagens me marcam profundamente no caminho de Jesus em seu-nosso calvário:

– Simão de Cirene – o homem que ajudou Jesus carregar a cruz. Que coisa fantástica! Não se sabe nada dele. Ofereceu o ombro e o suor. Ofereceu o corpo todo. Senhor, se possível, e se quiseres, me dá um pouco dessa sensibilidade do Cirineu.

– As mulheres corajosas de Jerusalém – desde a cruz, as mulheres mostraram que são mais fortes que os homens. Não sobrou nenhum discípulo medroso no caminho do Calvário. Maria, a mãe, Madalena, a fiel, outras mulheres caminham juntas e choram as lágrimas da esperança. Acreditam que o amor vai resistir. Um pouco dessa graça, Senhor.

– Pedro nega três vezes Jesus: “não o conheço, nunca vi”. O galo canta. A noite escura vai passar. Pedro sou eu: fraco, miserável, medroso… a radicalidade do amor é exigente. Pedro não aguentou. Na hora do calvário, certamente, em outro lugar, chorou de vergonha. Voltou forte. Viu Jesus ressuscitado. Entre medos, fugas e coragens, Senhor, dai-me a graça da fidelidade, se for preciso, até a morte.

O Amor amou. Amou tanto que foi capaz de amar até a irmã-morte. Não sem medo: “suou e chorou sangue”. Jesus em tudo foi homem. Em tudo foi Deus. Ensinou, em qualquer circunstância, amar exageradamente. Que a Cruz nos oriente a nunca faltar amor. Podemos errar por excesso, não por falta. Mesmo que isso machuque profundamente: amemos até o fim.”S

Pe Maicon A Malacarne

Antes de postar as fotos, o nosso destaque aos jovens crismandos e  catequistas de José Raydan e Santa Maria Paulistas e Cantagalo que envolveram as comunidades para a realização de Via-Sacras às 5h, 5h30 e 6h. Que Deus os fortaleçam para que continuem firmes e perseverem na fé.

Missa da Ceia do Senhor e Cerimônia de Lava Pés nas paróquias da Diocese

“Quem come do Pão e bebe do Vinho, entrega-se ao dinamismo da Ressurreição, comprometendo-se com a luta contra as forças da morte: egoísmo, violência, indiferença, omissão política, desonestidade na gerência dos bens, descuido nas relações afetivas, isolamento no medo, destruição do meio-ambiente, poluição…

Simbolicamente, na Eucaristia, o pão é partido para significar a doação de Jesus; e ao comermos deste pão, aceitamos ser como o grão de trigo que, caído no chão da história, produz frutos para o bem de todos. Essa presença mística de Cristo em nós, dinamizada pela Eucaristia, consagra irmãos solidários, cidadãos do mundo. Aqui está o fundamento da espiritualidade ecológica que nos faz sensíveis para guardar e cuidar todas as expressões de vida, reveladas nos diferentes biomas de nosso país. 

Cultivar a “memória de Jesus”, de tudo que celebrou na Última Ceia, é tornar viva e atual Sua presença nas diferentes refeições junto ao seu povo. Consciente da missão que o Pai lhe confiara, Ele despertava as pessoas para seu próprio valor, para a dignidade e originalidade de cada um…

Nessa perspectiva, Ele as libertava da banalidade do medo, do poder excludente, da ansiedade, da culpa e da passividade na submissão, para um sentido superior de ser  e conviver.

Na prática do amor, Jesus se fez presente-doação em todas as situações de exclusão e marginalidade, envolvendo a todos com a solicitude misericordiosa do Pai.

Tal doação-entrega atingiu o cume na partilha do pão e do vinho, na celebração da Eterna Aliança.

O dom eucarístico, portanto, tal como a humanidade de Jesus, não pode ser reduzido a um simples objeto desligado das demais relações envolventes (com Deus, com os outros e com toda a Criação). “Como o pão é um só e o mesmo, formamos todos um só corpo” (1Cor. 10, 14-22). 

Texto bíblicoJo 13,1-15 

Na oração: Nem sempre estamos preparados para assumir a tarefa  tão humilde do Lava-pés, porque esta tarefa implica prostrar-se, descer ao húmus, entrar em contato com a terra, o barro, a poeira… Lava-pés é o gesto humilde que não nos humilha, mas nos humaniza e nos faz viver a comunhão com toda a Criação. Não é evento, mas hábito de vida, um “modo de proceder” que mais nos identifica com Aquele que mais “cultivou e guardou a Criação”.

                                                                                                                              Pe. Adroaldo Palaoro sj

Dom Jeremias agradece às mensagens recebidas

 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo!

Muito obrigado pelo carinho, orações e solidariedade de todos!

Eu e meus irmãos somos muito gratos a Deus pelos pais que Ele nos deu. Pessoas simples e humildes, porém de uma grandeza incomensurável. Eles nos deram um nome. E onde quer que estejamos, o nome deles estará sempre conosco.

Agradecemos pelos 91 anos do nosso pai. Homem do campo que amou a terra, de onde tirou o sustento de todos nós. À terra voltou, como todos nós retornaremos um dia! Uma alma sertaneja que o Bom Deus acolheu no seu Reino.

Obrigado pelo carinho de vocês. Rezem pela nossa mãe, Claudiana. Ela precisa!

Abraço a todos! Deus lhe abençoe!

Meu pai antecipou a celebração da Páscoa da Ressurreição junto ao Senhor da Vida!

 

+ Dom Jeremias Antonio de Jesus

 

 

Quarta- feira Santa nas paróquias da Diocese

“Na última vez que Maria é mencionada,nos relatos bíblicos, ela está nas reuniões com seus filhos, orando. Que maneira apropriada de terminar o relato sobre Maria, e que belo exemplo ela deixou! Por causa de sua fé, ela suportou uma grande dor e, por fim, recebeu uma gloriosa recompensa. Se imitarmos sua fé, também suportaremos qualquer dor que esse mundo difícil nos cause e nossa recompensa será maior do que podemos imaginar”.

Procissões do Encontro em algumas paróquias

 

 

 

A Segunda e a Terça-feira – Semana Santa nas paróquias

  Na Semana Santa, também chamada Semana Maior, os cristãos comemoram anualmente os sofrimentos, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

As celebrações acontecem na semana depois da quaresma e antes da Páscoa; portanto, a Semana Santa vai do Domingo de Ramos até ao Domingo da Ressurreição. Nomes de cada dia: domingo de Ramos; segunda-feira Santa; terça-feira Santa; quarta-feira Santa; quinta-feira Santa ou Dia de Endoenças; sexta-feira Santa ou sexta-feira da Paixão; sábado santo ou sábado de Aleluia; domingo da Páscoa ou domingo da Ressurreição.

Abaixo, fotos enviadas ´por catequistas de algumas paróquias  através do whatsapp. Segunda e terça-feira.

Nota de Falecimento

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.” Jo 14, 1-2

É com doloroso pesar que comunicamos que hoje, dia 11 de Abril 2017, faleceu o Sr Abílio Cardoso de Jesus, pai do nosso bispo Dom Jeremias Antonio de Jesus. E expressamos nossa prece e condolência por todos os familiares e amigos que se despedem daquele que tanto amam, em especial dona Claudiana Pinheiro de Jesus.

Amanhã, dia 12 de abril, será celebrado a missa de corpo presente às 08:00h na Igreja de São Pedro Apóstolo, em Atibaia

 

EXÉQUIAS

(Padre Zezinho, scj)

 

Como nuvem passageira é nossa vida

e quem nos leva

quem nos leva é o sopro do senhor

acreditamos que ao senhor pertence tudo

o que ele fez. ele fez foi por amor

 

Como nuvem passageira é nossa vida

e não importa

não importa nem dinheiro nem poder

feliz daquele que ao chegar aquela hora

está sereno e preparado para morrer

 

somos todos como nuvem passageira

não importa quantos anos viveremos

ao chegar a nossa hora derradeira

o senhor perguntará o que fizemos

 

lá no céu só vão entrar os amorosos

os que amaram como Deus mandou amar

quem lutou pra ver feliz outras pessoas

eternamente lá no céu irá morar

Mudas de árvores foram plantadas durante a Via-Sacra em Divinolândia

Na sexta, dia 07, os fiéis da paróquia Nossa Senhora da Glória, em Divinolândia, juntamente com o pároco rezaram a Via -Sacra saindo da Igreja Matriz até a barragem que abastece a cidade, uma área que encontra-se desmatada. Durante o percurso, foi plantada uma muda de árvore em cada estação.

Informações e fotos de Ilidia Figueiredo . Envio de Roberto Magno.

 

 

Início da Semana Santa nas paróquias da Diocese

“Os ramos lembram nosso Batismo

Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição”.

O Domingo de Ramos em algumas paróquias ou comunidades ou paróquias da Diocese. Fotos enviadas via Catecom Zap.

                                                                 Eliana Alvarenga e Roberto Magno      Responsáveis pelo blog  CATECOM

                        Em  Conceição do Mato Dentro                                                                          

          Comunidade do Frei Lagonegro ( paróquia de Coluna)

     Em Guanhães – paróquia São Miguel

                 Em Dores de Guanhães

                            Em Santa Maria

        Em Braúnas

   Em  Guanhães – Nossa Senhora Aparecida (Pito)

e Comunidade do Taquaral da paróquia Nossa Senhora Aparecida

           Em Joanésia

Comunidade Santo Antônio ( Paróquia de Joanésia)

   

 

   Em Sabinópolis – Início na capela São Geraldo e término na capela Santana

 

             Em  Peçanha e uma comunidade rural

Em SARA ( Santo Antônio do Rio Abaixo)

      Em Água Boa

 

         Em Divinolândia

              Em Morro do Pilar

 

Em Carmésia

             Em Senhora do Porto

Em São Pedro do Suaçuí

 

     Em Paulistas

Rio Vermelho

A Palavra do Pastor
“Enviai-me, Senhor”

“Enviai-me, Senhor”

Somos enviados por Deus em missão, como aconteceu com o Profeta Isaías: “Ouvi então a voz do Senhor, que dizia:...
Read More
Cidades mais humanas

Cidades mais humanas

 “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago” (Lc 10,18) É sempre oportuno e necessário refletir sobre a missão...
Read More
Presbíteros: construtores da esperança e pontes de paz

Presbíteros: construtores da esperança e pontes de paz

De 19 a 21 de maio de 2025, celebramos o Jubileu do Clero da Província de Diamantina, composta pelas arquidiocese...
Read More
Que o Presbítero seja Sinal do Cristo Bom Pastor

Que o Presbítero seja Sinal do Cristo Bom Pastor

  A Igreja precisa de Presbíteros com características muito próprias para o exercício Ministerial neste tempo de pós-modernidade. Deste modo,...
Read More
Coração indiviso, por Cristo seduzido: Sacerdote feliz!

Coração indiviso, por Cristo seduzido: Sacerdote feliz!

É sempre tempo para que o Presbítero reveja a fidelidade a Cristo e à Sua Igreja, a fim de que...
Read More
Presbítero: homem da imersão e da emersão…

Presbítero: homem da imersão e da emersão…

  “Imerso no Amor para fazer emergir a vida...” Em todo tempo, mas de modo especial na Quaresma, vivemos, como...
Read More
Presbíteros testemunhas da mansidão e da doçura

Presbíteros testemunhas da mansidão e da doçura

    Ajudai, Senhor, a fim de que todos os presbíteros mantenham a mansidão e a doçura, virtudes tipicamente cristãs,...
Read More
O Presbítero e os meios de comunicação social

O Presbítero e os meios de comunicação social

Sobre a missão dos Presbíteros nos meios de comunicação social, sobretudo neste tempo que estamos vivendo, em que se multiplica...
Read More
Cidades mais humana

Cidades mais humana

   “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago” (Lc 10,18) É sempre oportuno e necessário refletir sobre a...
Read More
Ensina-me, Senhor, a perdoar como Vós perdoastes

Ensina-me, Senhor, a perdoar como Vós perdoastes

                                       ...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo