Bruno Costa Ribeiro

MISSA DA UNIDADE – “MISSA DOS SANTOS ÓLEOS”

Na Quinta-Feira, dia 11/04, o clero e demais lideranças de toda a diocese se reúne com o bispo administrador, Dom Darci José Nicioli, na Catedral de Guanhães para a Missa dos Santos Óleos, na qual todos os sacerdotes renovaram suas promessas sacerdotais, ressaltando seu vínculo de Unidade da Igreja e renovando suas promessas feitas no dia de sua ordenação presbiteral ao bispo e aos seus sucessores.

Nesta celebração são utilizados alguns símbolos significativos, pois, estes serão durante todo ano sinais sagrados que serão utilizados na administração dos sacramentos indeléveis – Batismo, Crisma e Sacramento da Ordem nos graus do Presbiterato e Episcopado. É utilizado também pelo sacerdote o Óleo dos Enfermos nas visitas quando se aplica a Santa Unção dos Enfermos.

Os Óleos utilizados nas celebrações do Batismo, da Ordem, da Crisma e da Unção dos Enfermos são abençoados nesta celebração e distribuídos às comunidades pertencentes à diocese. Os Óleos do Batismo e da Unção dos Enfermos são abençoados e o Óleo do Santo Crisma após receber uma mistura de Mirra é posta a vasilha que o contem sobre o altar e ali ele é Consagrado.

Em sua homilia, dom Darci faz memória do significado do real motivo da Missa da Unidade ou comumente chamada de “Missa dos Santos Óleos” qual o dever dos Ministros Ordenados que são os múnus de Governar, Santificar e anunciar a Palavra de Deus, manter viva a Sã Doutrina da Igreja e sobre a figura do presbítero e sua íntima vivência espiritual e comunitária. “A ação do presbítero deve ser reflexo de sua vida interior”.

 

QUAIS SÃO OS ÓLEOS USADOS NA LITURGIA?

Óleo dos Catecúmenos

Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, liberta-o e prepara para o renascimento pela água e pelo Espírito. Este óleo é utilizado no peito do catecúmeno seja ele criança ou adulto.

ÓLEO DO CRISMA

Feito de mistura de Óleo de Azeite e Mirra, significa a plenitude do Espírito Santo. O cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento do Batismo ao fim da celebração, quando o sacerdote marca a criança na testa e lhe concede o tríplice múnus do sacerdócio comum, da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé.

Este óleo é usado também no sacramento da Ordem, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. Os sacerdotes têm as mãos ungidas e na ordenação episcopal o Óleo do Crisma é derramado sobre sua cabeça, pois este último grau da ordem lhe concede a plenitude do Espirito Santo.

ÓLEO DOS ENFERMOS

Usado na Unção dos enfermos, este óleo significa a força do Espírito de Deus para a pessoa provada pela doença e pelo avanço da idade. Traz fortalecimento para pessoa enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. A Unção dos Enfermos pode propiciar a cura física e espiritual, dá o perdão dos pecados e a conformidade com o desígnio de Deus. Quanto a visita aos enfermos e a unção, devemos tomar cuidado, pois, se o enfermo estiver em são consciência de seus atos o mesmo deve se confessar antes de receber o sacramento da Unção dos Enfermos.

Se por algum motivo o enfermo estiver inconsciente e não houver manifestado o desejo de receber a unção enquanto estava no uso de suas faculdades mentais, o sacerdote não deve atender ao pedido por solicitação da família. O SENHOR NOS DEU O LIVRE ARBÍTRIO, e esse deve ser respeitado. A família não tem direito de desrespeitar o desejo do enfermo. Da mesma forma deve-se proceder quanto à distribuição no Santíssimo Sacramento da Eucaristia quando não foi solicitado pelo enfermo/idoso e quando já não tem consciência de suas ações, por exemplo, pessoas com o mal de Alzheimer.

 

Paróquia de São Sebastião, de Sabinópolis, lança Projeto de Solidariedade: Casa do Amor Solidário

“Praticar a caridade é a melhor maneira de evangelizar.”
(Papa Francisco)

A Paróquia São Sebastião, de Sabinópolis, deu abertura, na quarta- feira de Cinzas (06/03), início do tempo da Quaresma, ao Projeto da Casa do Amor Solidário. Num pequeno cômodo das instalações da paróquia, onde já funcionou o Escritório Paroquial, a ideia do nosso pároco, depois de reformar este espaço, transformá-lo num local de acolhimento das pessoas mais necessitadas e carentes. É próprio do ser Cristão a solidariedade. Não só a Oração, mas também as Obras como nos lembra a Carta de São Tiago: “Fé sem obras é uma fé morta”.

O grande sonho de nossa Paróquia é de que neste local funcione vários Projetos de Solidariedade. O Projeto principal é este da Rede de Margaridas Solidárias, que funciona assim: são formados pequenos grupos de 12 pessoas. Cada grupo possui o seu coordenador. Este coordenador distribui uma flor de Margarida para cada membro. Em cada flor um ímã é colocado e esta pode ficar sempre visível na geladeira da casa. Dentro de cada pétala da flor está escrito o mês e o alimento que aquela pessoa irá ofertar para formar a cesta daquele grupo no mês. A missão do coordenador de cada grupo de margarida é cuidar do seu “canteiro” para que todos perseverem e sejam fiéis na entrega do alimento contido na pétala. Todo mês o coordenador recolhe os alimentos de cada membro do seu grupo, forma a cesta e entrega na Casa do Amor Solidário. Outra equipe cuida para que estas cestas sejam distribuídas àqueles que mais precisam. Um projeto muito simples, que visa partilharmos daquilo que Deus nos dá. É um convite à prática do Evangelho, de amor aos irmãos, sendo solidário com aqueles que mais necessitam. Como são grupos de 12 a formar no final a cesta básica, com cada um doando um alimento, não fica pesado a ninguém. A rede da solidariedade se forma. Aqui na paróquia de Sabinópolis foram formados até agora 67 grupos de 12 pessoas. Com isso, são mais de 800 pessoas da comunidade envolvidas no projeto. Cabe à equipe de distribuição acompanhar as famílias assistidas e evitar o “assistencialismo”.

Na Casa do Amor Solidário, o grande sonho e propósito da paróquia, é que funcionem outros projetos como: aulas de corte e costura; fabricação de fraldas; aulas de artesanato e bordados, dentre outros. Tudo de acordo com as necessidades dos mais empobrecidos da nossa comunidade. A ideia é que o local seja o Centro de Recebimento de Doação para ajuda dos mais carentes. Muitas pessoas, às vezes querem ajudar o próximo, doar alguma coisa em bom estado, mas não sabem como fazê-lo.

A equipe responsável pela Casa do Amor Solidário, em nossa paróquia, ficou assim formada: Coordenadora do Jardim das Margaridas: Mariléia Queiroz De Almeida; 1º Coordenador da Casa do Amor Solidário: Padre João Gomes Ferreira; 2º Coordenador da Casa do Amor Solidário: Tarcízio José Mourão; Coordenadora dos Artesanatos: Luíza Marilac Queiroz Pinho; Secretária da Casa do Amor Solidário: Bernadete Generoso Peixoto.

Assim, com grande alegria, faremos da nossa Paróquia de São Sebastião uma Paróquia mais solidária.

 

Texto: Padre João Gomes e Secretária da paróquia
Foto: enviado por Ricardo Giordani

 

Paróquias da Diocese de Guanhães participam de formação da PASCOM

As transformações provocadas pelas tecnologias digitais têm afetado o jeito da Igreja se relacionar com os fiéis e o mundo em geral. Sentindo a força dessas mudanças, desde 1967 o papa publica uma mensagem para o Dia Mundial das Comunicações. Neste ano, em sua 53ª edição, que ocorrerá no dia 02 de Junho, Francisco escolheu o tema “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana”.

Em sua mensagem, o papa reconhece que “desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja sempre procurou promover o seu uso a serviço do encontro entre as pessoas e da solidariedade entre todos”.

Em sintonia com o papa, a Igreja no mundo todo se coloca em reflexão sobre a mensagem enviada. Sendo assim a Pastoral da Comunicação (Pascom) da diocese de Guanhães realizou, no dia 23 de Março, o Encontro de Formação com Joel Alvarenga, da Rádio Vida Nova FM 91,5 que nos explicou sobre as novas mídias sociais.

Nesta ocasião pudemos tratar sobre a articulação e atuação da Pastoral da comunicação em nossa diocese; aproveitando a presença de pessoas que já trabalham na PASCOM, se interessam por ela ou possuem um carisma especial para evangelizar através dos variados meios de comunicação nas dioceses e paróquias.

O papa Francisco, profeticamente, insiste em conjugar a “cultura do encontro” e “cultura digital”. Afinal de contas graças às “maravilhosas invenções da técnica” (Inter Mirifica) as barreiras da distância são vencidas e podem nos ajudar a sentir-nos mais próximos uns dos outros, favorecendo a evangelização ultrapassando as fronteiras geográficas, culturais e digitais. Com tantas transformações surge o “continente digital” o qual precisa ser evangelizado.

O ambiente digital é lugar de encontro entre pessoas cujos anseios e desafios não são virtuais, mas reais e com necessidade de uma reposta concreta. O campo digital se torna, assim, ambiente de apostolado tendo em vista que “não se trata de uma rede de fios, mas de pessoas” na qual se comunica vida. É lugar onde podemos fazer uma boa experiência de evangelização tendo em vista que evangelizar não é transmissão da fé, mas o testemunho.

Os primeiros cristãos souberam ser bons comunicadores, pois comunicaram pelo testemunho. “Pregue o Evangelho em todo tempo – disse São Francisco – Se necessário, use palavras”. Neste encontro formativo nos foi lançado o desafio de entender que a autêntica evangelização se dá, em primeiro lugar, através do testemunho. A comunicação na Igreja deve ser norteada pela “cultura do encontro” e o testemunho, a fim de não somente comunicar, mas priorizar a evangelização: “todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível.

 

 

 

Texto: Padre Bruno Costa Ribeiro,
assessor diocesano da PASCOM

Foto: Rádio Vida Nova FM 91,5

Se o desperdício não morrer… a vida não brotará

Busco inspiração no Evangelho de João, mais exatamente na narrativa do encontro entre Jesus e a Samaritana na fonte, na nascente, digo no poço de Jacó para um alerta relativo ao Dia Mundial da Água, comemorado anualmente em 22 de março. Se no texto bíblico a graça da salvação é comparada por Cristo com a Água da Vida, só isso já elevaria a nossa preocupação com o que fazemos com o precioso líquido, sem o qual definhamos, secamos… sem o qual não há vida neste planeta água chamado Terra.

Diante da atual campanha da fraternidade que nos leva a refletir sobre a fraternidade e políticas públicas, o tema ganha uma dimensão agigantada e urgente. Já que muitos de nós, só nos lembramos da responsabilidade individual com as fontes, com a natureza em si – dons que recebemos do Criador – quando a escassez nos assusta. Assim, sob o foco do “serás libertado pelo direito e pela justiça”, cabe lembrar que o direito de todo cidadão é apenas um dos lados do conjunto que nos leva à justiça, à democracia e à liberdade numa vida em sociedade.

Mergulhemos então, novamente na Água da Vida! Conhecido como “príncipe dos pregadores”, Charles H. Spurgeon um destacado evangelista cristão do século 19, em um de seus sermões diria que “a Graça de Deus no mundo mental e espiritual é exatamente o que a água é no mundo natural”. A analogia usa o elemento essencial para a vida no mundo natural, para facilitar o entendimento do que a Graça Divina é para o ser humano.

Refletindo sobre a cena da Samaritana diante da fonte da Água da Vida, Spurgeon dizia que o ser humano, depende da água já que parte de seu corpo físico é formado por ela e, sem ela é pó. No entanto, já sabemos que mesmo assim, em certas ocasiões pode até negligenciá-la, desperdiçá-la, poluí-la, secá-la, crucificá-la quando alaga nossas casas. Em outras ocasiões a água é uma necessidade imperativa. Devemos beber ou morrer.

O famoso pregador, dizia que a Graça de Deus é como a água em nada menos do que em oito sentidos. O principal é que sacia a sede. No entanto o ser humano é tão tolo que não sabe, o que seu corpo e seu espírito necessitam, mas ele sente que precisa de algo… Se tem conhecimento exato ou não de suas necessidades, o fato é que levado por tantos outros interesses, costumamos deixar de lado tanto a Graça quanto a Água. Desperdiçamos, usamos com ganância, sem respeito às leis da natureza e as regras do meio ambiente em que vivemos.

Mas não estamos aqui eternamente. Se a chance de receber a Graça de Deus, para nós tem tempo curto, penso que as fontes de água deste planeta Terra, podem acabar se secando para nós. Exagero? Não seria nada cristão pensar assim. Isso nos leva a não compartilhar, a não pensar que depois de nós, outros vão precisar do poço, da nascente, da fonte de H²O.

No ano passado, a ONU – Organização das Nações Unidas, focou as reflexões sobre o Dia Mundial da Água, no uso de soluções baseadas no próprio meio ambiente para resolver problemas de gestão dos recursos hídricos. Com a campanha “A resposta está na natureza”, reforçou estratégias de preservação e restauração ambiental para proteger o ciclo da água e melhorar a qualidade de vida da população.

Segundo dados da ONU, o uso doméstico da água doce representa apenas 10% do consumo total, e a proporção de água potável que é bebida pela população equivale a menos de 1%. Por outro lado, a agricultura é responsável por 70% do consumo de recursos hídricos — a maior parte vai para a irrigação das plantações. O que aumenta em áreas com maior densidade populacional e falta d’água. O campo é seguido pela indústria, que responde por 20% da água utilizada em atividades humanas.

Com as transformações do clima e a manutenção de padrões insustentáveis de produção e extração de minérios, a poluição e a desigualdade na distribuição vão se agravando, bem como os desastres associados à gestão da água.
Hoje, 1,9 bilhão de indivíduos vivem em áreas que poderão ter escassez severa de água. Até 2050, o número pode chegar a cerca de 3 bilhões. Aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas já são afetadas pela degradação da terra e pelo fenômeno conhecido como desertificação.

O território brasileiro contém cerca de 12% de toda a água doce do planeta. Ao todo, são 200 mil microbacias espalhadas em 12 regiões hidrográficas, como as bacias do São Francisco, do Paraná e a Amazônica (a mais extensa do mundo e 60% dela localizada no Brasil). É um enorme potencial hídrico, capaz de prover um volume de água por pessoa 19 vezes superior ao mínimo estabelecido pela ONU. Apesar da abundância, os recursos hídricos brasileiros não são inesgotáveis. O acesso à água não é igual para todos. As características geográficas de cada região e as mudanças de vazão dos rios afetam a distribuição.

Dito isso, creio que os leitores já encontraram a justificativa do título que usei para este artigo, que faz uma referência a outro trecho do Evangelho de (João 12:23-25). Ele fala da necessidade do grão de trigo, morrer ao cair na terra, para poder germinar e contribuir com uma nova vida. Assim, peçamos a Deus que nos ajude a enterrar o desperdício de água, que deixando o desperdício na terra frutifiquemos mais estratégias de restauração e preservação ambiental. Que ao sepultar o costume do desperdício deixemos germinar a proteção ao ciclo da água da qualidade de vida.

Evandro José de Alvarenga é Jornalista –
Vereador em Guanhães e oficineiro voluntário no CRAS

PRIMEIRO ENCONTRO DE MULHERES PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO DO MARANHÃO

Em cada mulher que a terra criou um traço de Deus Maria deixou, este foi o tema do Primeiro Encontro de Mulheres da Paróquia de São Sebastião em São Sebastião do Maranhão, que aconteceu no dia 16/03 organizado pela Pastoral da Catequese. Onde 84 mulheres se encontraram para refletirem sobre quem são de acordo com o projeto de Deus.

Conforme Gn 2,18 …não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer-lhe uma companhia que lhe seja recíproca. Deus, diante de sua obra, percebe que todas as criaturas têm uma companhia, exceto o homem. Então Deus faz cair sobre o homem o sono profundo e de sua costela ele cria a mulher. Cria a mulher para ser a companheira do homem. Onde um completa o outro. O último ser criado por Deus, a mulher é cheia de beleza, meiguice, delicadeza e força espiritual. Foi criada para ser mãe e esposa, carinhosa e sensível. Mas quando essa mulher não se enxerga como Filha de Deus, ela se perde no bombardeio de conceitos e adjetivos que a sociedade lhe impõe.

Hoje as mulheres, principalmente as mulheres cristãs católicas, vivem uma crise de identidade por não saberem quem é e nem de onde vieram. Ao contrário do que afirmam a sociedade, a mulher não precisa brigar por espaço com o homem. As mulheres não são mais, nem menos que os homens. Diante de Deus somos igualmente amados. Jamais um homem será uma “segunda mãe”, e jamais uma mulher será um “segundo pai”.

A opinião pública pressiona psicologicamente a mulher para que ela se realize “superando o homem”, de forma que: busque o sexo mais que o amor, o trabalho mais que a educação dos filhos, o racionalismo mais que a fé, o feminismo mais que a ternura… Ela se esquece que quanto mais ela for MULHER, mais será amada pelo homem e mais vai poder lhe fazer bem.

A alegria de ser mulher está cheia de desafios. Faz parte da realidade feminina várias rotinas de trabalho: o serviço, casa, marido, o cuidado com os filhos, como levá-los para a escola e, muitas vezes, criá-los sozinhas. E esta rotina de obrigações nos faz, muitas vezes, entrarmos no piloto automático, que nos leva a esquecermos de nós mesmos e a verdade do que é ser mulher. É onde os problemas começam a acontecer…

Como está o seu coração? Esta pergunta foi feita a elas e elas refletiram e muito sobre a questão do perdão. A importância de se perdoar para seguir em frente. Fechando as portas. Ficou entendido que perdoar era um presente de Deus, uma porta de graças. O ato de perdoar não era para se sentir humilhado, pelo contrário seja o primeiro a tomar esta decisão, não espere pelo outro. O perdão é o fermento do amor. Ele é que faz o amor permanecer. Perdoar não significa que a pessoa esteja certa. Pelo contrário, sabemos que ela está errada, mas a perdoamos. Só assim libertamos o nosso coração do efeito corrosivo da mágoa, do ressentimento e da decepção. Perdoar é um ato de vontade, e não um simples sentimento. Temos o livre arbítrio de escolher entre perdoar ou guardar entulhos em nosso coração. A graça do perdão vem de Deus. A decisão de perdoar vem de nós.

Entendido essa questão do coração, as mulheres foram questionadas sobre como estava a sua alma. Como ela era alimentada, tratada e cuidada. Onde devemos estar, o que devemos conversar e com quem devemos nos relacionar para que esta alma seja cuidada.

O tema autoestima não poderia faltar nesse encontro. Foram refletidos sobre 4 tipos de autoestima: autoestima baixa, autoestima frágil, autoestima alta e autoestima boa. Falamos sobre suas características principais e onde cada mulher se encaixava nesses 4 tipos. A autoestima é o modo como você se sente e se relaciona como você mesma.

Tivemos a participação especial de Cássia, membro da Renovação Carismática, que falou sobre a relação dela com Jesus Cristo, e da necessidade urgente, que nós mulheres católicas, temos que buscar essa intimidade. A nossa sabedoria para lidar com as coisas de casa, a nossa relação com nossos maridos vem desta intimidade com Deus. Muitas são as mulheres que fracassam em seus matrimônios por falta de sabedoria e de intimidade com Deus.

O Dr. Ricardo foi outra participação que a todas encantou. De forma muito delicada e caprichosa nos falou de Maria e de seus valores. Levou-nos a refletir sobre 3 valores de Maria muito importantes para nossa vida: silêncio, pureza e obediência.

O encontro foi finalizado com um lindo momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. Jesus, ansioso, veio ao nosso encontro. E ali exposto, ficou a nos olhar com todo amor e carinho. Acolheu a cada uma das presentes, deixando claro que não importava o que trazíamos no nosso passado, a nossa história, mas sim o que realmente importava era o fato de aceitarmos o seu senhorio em nossas vidas.

Texto e fotos de Ivonete Angela

 

 

Assembleia Estadual da Infância e Adolescência Missionária 2019

“De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos! ”O Papa Francisco em carta dirigida ao cardeal

Filoni diz: “proclamo outubro de 2019 como Mês Missionário Extraordinário, com o objetivo de despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral” e ainda nos conclama “Que o Mês Missionário Extraordinário se torne uma ocasião de graça intensa e fecunda para promover iniciativas e intensificar de modo particular a oração – alma de toda a missão –, o anúncio do Evangelho, a reflexão bíblica e teológica sobre a missão, as obras de caridade cristã e as ações concretas de colaboração e solidariedade entre as Igrejas, de modo que se desperte e jamais nos seja roubado o entusiasmo missionário”.

Com esses objetivos, as Pontifícias Obras Missionárias e as Coordenação Estaduais da IAM com o apoio dos Conselhos Missionários Nacional, Regional e Diocesanos (COMINA, COMIRE e COMIDIs), convocou os assessores/as da Pontifícia obra da Infância e Adolescência Missionária para a Assembleia Estadual da Infância e Adolescência Missionária, com a assessoria do Secretariado Nacional da IAM.

Nossa igreja particular está lá representada por Nicácio Júlio – paróquia São Sebastião em São Sebastiao do Maranhão – da diocese de Guanhães.

Fotos enviadas por Nicácio Júlio Braga

ANITTA

Vivemos, há certo tempo, um período de músicas de gosto (muito) duvidoso; são letras e sons passageiros. Tocam praticamente 24 horas por alguns meses, depois caem no esquecimento. Rapidamente viram peça de museu digital, afinal, o bom tempo dos LPs e fitas K7 ficou para trás. Agora, tudo é eletrônico. Nessa onda, um nome surgiu, se destacou e está, com frequência, lançando novas composições. É a cantora Anitta. Seis anos atrás, ela lançou seu primeiro trabalho na internet. Apenas o vídeo oficial, nesse período, foi visto mais de 100 milhões de vezes, equivalente à população do Egito. Um ano depois, o segundo material lançado registrou aumento de 50% em acessos, alcançando 150 milhões de visualizações, a soma das populações russas e uruguaias. Em 24 meses, 250 milhões de cliques para Anitta, número superior ao povo brasileiro.

Você deve estar pensando: o jornal da Diocese de Guanhães trazendo um artigo sobre Anitta? Calma! Não pretendo escrever sobre as “músicas”, nem cirurgia plástica ou a vida pessoal de Larissa de Macedo Machado (nome de nossa personagem). A proposta é outra e é – na nossa ótica – mais interessante.

Aos sete anos de idade, a garota católica era membro de uma equipe de liturgia; com 11, usava a mesada para estudar inglês e ganhou uma bolsa de estudos para fazer dança de salão; aos 16, estudante de curso técnico de administração, quando estudou marketing e foi estagiária da Vale. O que a maioria de nós fazia aos sete, 11, 16, 25 anos (idade da cantora)? O que a maioria da galera da geração atual faz? Naturalmente poucos ou poucas terão os mesmos resultados de Anitta, contudo a estrela é um exemplo de empreendedorismo.

Cantores, atores e atletas têm empresários, pessoas influentes, responsáveis por gerenciar suas carreiras, cuidar da imagem, regular qualquer coisa a respeito da celebridade. Anitta é empresária de Anitta. Mas, enganam-se quem pensa nela apenas como uma voz atrás dos microfones. Ela é garota propaganda de marca de automóveis, tem seus próprios negócios cuida, através de sua empresa, de astros e estrelas. Tirando os trabalhos de gosto duvidoso, não há como negar: trata-se de uma jovem empreendedora.

Meses atrás, um fato (na época, curioso) chamou minha atenção. Anitta foi convidada para palestrar em Harvard, nos Estados Unidos, uma das principais universidades do planeta, onde graduou em direito o ex-presidente norte-americano, Barack Obama. Meu susto e estranheza, confesso, movidos por desconhecimento e preconceito, deram lugar a uma surpresa muito agradável e uma lição: não mais julgar o conteúdo apenas pela embalagem ou vice-versa. A brasileira, dentro de uma das maiores instituições de ensino do mundo, não só deu show (trocadilho inevitável), como falou aos estudantes em inglês fluente. Reforço: as músicas dela não me agradam nem um pouco, contudo, sou admirador da visão empreendedora e do profissionalismo de Anitta.

Juliano Nunes, jornalista

Papa Francisco: A mulher é quem dá harmonia ao mundo, não está aqui para lavar louça

A mulher é quem dá harmonia e sentido ao mundo. Foi o que assinalou o Papa Francisco em sua homilia da missa do sábado da quarta semana do tempo comum – 09/02 -, celebrada na Casa Santa Marta.

O Pontífice indicou que é necessário evitar se referir à mulher falando somente sobre a função que realiza na sociedade ou em uma instituição, sem levar em consideração que a mulher, na humanidade, realiza uma missão que vai além e que nenhum homem pode oferecer: “O homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.

Em sua reflexão sobre a Criação, a partir da leitura do Livro do Gênesis, o Papa Francisco se referiu ao papel da mulher na humanidade.

O Santo Padre relatou como o Gênesis explica que no princípio o homem estava só, então o Senhor lhe tirou uma costela e fez a mulher, que o homem reconheceu como carne de sua carne. “Mas antes de vê-la, sonhou com ela”. “Quando não há mulher, falta a harmonia”, insistiu.

Papa Francisco destacou que o destino do homem e da mulher é ser “uma só carne”. Por exemplo, contou quando em uma audiência, enquanto saudava as pessoas, perguntou a um casal que celebrava 60 anos de matrimônio: “Qual de vocês teve mais paciência?”. “Eles que me olhavam, se olharam nos olhos, não me esqueço nunca daqueles olhos, hein? Depois voltaram e me disseram os dois juntos: ‘Somos apaixonados!’ Depois de 60 anos, isto significa uma só carne. Isso é o que traz a mulher: a capacidade de se apaixonar. A harmonia ao mundo”.

O Pontífice explicou que a mulher não existe para “lavar a louça. Não: a mulher é para trazer harmonia. Sem a mulher não há harmonia”. Neste sentido, ele condenou o crime da exploração de mulheres.

“Muitas vezes, ouvimos: ‘Não, é necessário que nesta sociedade, nesta instituição, que aqui tenha uma mulher para que faça isso ou aquilo… ’ Não, não! A funcionalidade não é o objetivo da mulher. É verdade que a mulher deve fazer coisas e faz coisas, como todos nós fazemos. O objetivo da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo”.

“Explorar as pessoas é um crime que lesa a humanidade: é verdade. Mas explorar uma mulher é algo ainda pior: é destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo”.

O Papa concluiu a homilia mencionando que “no Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher, hein? Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmônico. Gosto de pensar, mas isso é algo pessoal, que Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe”.

A PASCOM Diocesana aproveita a oportunidade para homenagear todas as mulheres na ocasião do dia internacional da mulher celebrado em oitavo dia deste mês.

Com informações de vaticannews.va

Políticas públicas a caminho de um Reino para todos

1. A Campanha da Fraternidade (CF) traz para ser iluminado pela fé mais um tema de vital importância para o país: Políticas Públicas. Dentro do espírito que sempre caracteriza a CF, a Igreja propõe que busquemos soluções que construam uma sociedade para todos e não somente para quem tem fé.

2. Políticas Públicas dizem respeito ao modo como o Estado pensa, estrutura e age em relação determinados temas. O Estado é uma sociedade política, formada pelo conjunto dos cidadãos. Em um sistema democrático como o nosso, as manifestações de vontade dos cidadãos se dão indiretamente, através dos representantes eleitos – vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidente -, ou diretamente nas Audiências Públicas, Conselhos da Comunidade, Conferências, Fóruns e reuniões e em todas as entidades da Sociedade Civil Organizada. Assim, pode-se dizer, as Políticas Públicas refletem o pensamento da maioria das pessoas que efetivamente participaram de sua construção. Elas são o modo como o conjunto dos cidadãos decide cuidar de cada assunto, opção política que orienta as ações a serem executadas pelos governos.

3. Segundo o Texto Base da CF-19, número 10, as Políticas Públicas igualam-se às obras de misericórdia: “nos recordam que a nossa fé se traduz em atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo”. São uma oportunidade de “acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina.” A Igreja não hesita em dizer que “é tarefa de todo o cristão participar na elaboração e concretização de ações que visem melhorar a vida de todas as pessoas.
4. Com o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça (Is 1.27)” a CF nos lembra que a Bíblia trata o direito como ordem social justa, mas nem sempre é respeitada. O direito é o sistema de normas, regras e leis que atuam na vida concreta das pessoas. Já a justiça é o fundamento e objetivo do direito. Justiça é a motivação interior profunda que nos anima a praticar o direito.

5. Para Jesus a situação é ainda mais radical. Em diálogo com seus discípulos em Mateus 5, 20, diz que essa justiça é fidelidade ao que Deus espera de nós. Ele diz que “se a vossa justiça não ultrapassar a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no Reino dos céus”. A comunidade cristã precisa promover Políticas Públicas que ultrapassem e aprofundem as ações de inclusão humana, proteção aos desvalidos e distribuição de renda praticadas sem a luz da fé.

6. Na prática a CF-2019 anima as comunidades a tornarem concreta na vida a ordem de Jesus a todos os cristãos: serem sal e luz do mundo. Não é possível concretizar a CF sendo alheios ao que acontece nas comunidades, mas também não se concretiza sendo e fazendo igual ao que hoje se faz. Por isso a CF também é convite a conversão, pois ajuda a buscar no mundo real os sinais da falta da fé e transformá-los.

7. O lugar de atuação do cristão, no contexto das Políticas Públicas, é onde essas políticas são definidas e executadas. Por isso o Texto Base diz que “ao reconhecer que a fraternidade exige Políticas Públicas e que elas são condicionantes para se viver em fraternidade, a Igreja Católica, através da Campanha, nos desafia a testemunhar a justiça participando efetivamente da política, quer seja defendendo, exigindo ou construindo Políticas Públicas que assegurem a vida e a dignidade das pessoas”.

8. Concluindo, a forma mais eficaz e próxima que temos para tornar concreta nossa participação nessa CF é buscar informações e participar dos Conselhos existentes no município, efetivamente participar de Audiências públicas e outros Fóruns onde as discussões são realizadas em vista da tomada de decisões que afetam a vida de toda a comunidade. E apoiar quem participa, pois já dizia o Pe. Vitor, na Rádio Aparecida: quem ajuda na pregação tem merecimentos de pregador. Portanto, quem apóia aqueles que participam tem merecimentos de participante.

Lafaiete Marques Ciara
lafamarques@gmail.com

Dom Felippe: “No dia em que deixarmos de ser pobres, deixaremos de ser evangelizadores”.

No dia 05 de Março completam – se 24 anos da morte de nosso primeiro bispo, Dom Antônio Felippe da Cunha.  Faleceu em BH. Saudade e gratidão!

Simone Mendanha

 

Dom Felippe: “No dia em que deixarmos de ser pobres, deixaremos de ser evangelizadores”. Essas palavras de Dom Felippe continuam ecoando em meu coração, e juntamente com o seu modo de vida e sua prática Cristã, transformaram o modo de ver o mundo e a maneira de relacionar de diversas pessoas que tiveram a grande oportunidade e a alegria de conviver com este Homem de Deus. Foi uma experiência sem igual. Marcou-me para sempre.

Dom Felippe teve uma linda história de amor para com o povo diocesano e com nossa Igreja particular. E por amor, cumpriu sua missão, com todas as alegrias e tristezas que fizeram parte de sua caminhada. Nossa diocese foi presenteada com a presença de um santo homem de Deus, e muitos não conseguiram percebê-lo em nosso meio. Dom Felippe lançou sementes do amor ao próximo, da opção preferencial pelos pobres, e de um jeito novo de ser Igreja. Muitas sementes floriram em diversos corações, mas ainda temos uma grande quantidade incubada em terrenos férteis, aguardando que saiamos de nossa comodidade e coloquemos em prática os ensinamentos de nosso primeiro bispo diocesano.

José Geraldo Ventura – Dezinho

 

Um homem de pulso firme, olhar penetrante e cativante como o olhar de Jesus. Tinha uma visão clara e objetivos realistas do caminho que iria seguir. Dizer que viveu a santidade já aqui na terra é repetir o que está claro para todos, mas mesmo assim, faço este lembrete: foi um santo que habitou entre nós ; sua partida só nos ajudou a compreender melhor o mistério do Amor de Deus por nós. Sabia olhar o ser humano a partir de suas características peculiares, sem generalizar ou julgamento precipitado. Rogue ao Pai por nós, querido mestre. Seu sacerdócio nos inspira e nos enriquece neste momento tão difícil da evangelização. Foi um homem atualizado vivendo e atualizando o Evangelho em cada realidade. Deus seja louvado!

Pe José Aparecido dos Santos

 

Como esquecer este grande homem e hoje acho que posso dizer Santo Dom Felipe. Foram tantos encontros pastorais junto com ele. A minha primeira missão., foi junto a ele , fomos de casa em casa visitar as famílias no meu bairro, Expansão, o quanto aprendi naqueles fins de semana abençoados. E o nosso passeio à Serra da Piedade, tantos momentos de oração, onde oramos e agimos. e uma frase que nunca esqueci e nem esquecerei, foi para meu primeiro filho. Uma criança que não tem uma cicatriz na testa nunca foi criança. Deixa a criança ser criança. Dom Felipe foi e sempre será especial e lembrado com carinho por minha família e em homenagem a ele, meu sobrinho ganhou o seu nome.
Falar dele é difícil e emocionante!

Jussara Ventura (Guanhães)

 

Eu conheci Dom Felippe e fiquei muito próxima dele. Quando ele veio fazer visita pastoral, ele ficou conosco vários dias. Minha avó e eu tomávamos conta da capelinha de nossa Senhora de Lourdes lá no Canga. Ele ficou conhecendo o local e celebrou a missa de despedida lá, foi maravilho um bispo celebrando em uma capela dentro do mato.

Socorro ( Morro do Pilar)

 

Dom Felippe, faz parte do meu conceito de fé. Tive a oportunidade de conhecer este maravilhoso homem. Sua forma de agir. Sua maneira de pensar. Sua maneira de falar… me mostraram uma maneira nova de ver Jesus no irmão. Seu jeito simples mostrou-me um novo jeito de ser igreja. Ainda hoje, todos os dias, me lembro dele em minhas orações. Sempre peço sua intercessão, pois acredito, que sua santidade o levou para junto do pai. Ele se fez homem de Deus em nosso meio, pois soube se fazer pequeno junto aos pequenos.

José Geraldo Ventura (Guanhães)

 

“Não podemos perder nem o rumo nem o prumo”; O rumo é Jesus Cristo e o prumo e a comunidade. Frase que ficou pra sempre marcada.

Madalena ( Comunidade do Taquaral)

“Um olho na Bíblia, outro na vida”. “ Unidos e organizados o caminho se faz ”
Saudades dos encontros em Guanhães : pastoral da juventude e outros com a presença super animada do dom Felipe.

Maria Aparecida Silva (Frei Lagonegro)

 

Dom Felipe nosso primeiro pastor sempre soube conduzir suas ovelhas com carinho e amor sempre dizia que agente não podia perder nem o rumo nem o prumo .

Zulmira (Guanhães)

 

Falar de Dom Felippe é muito fácil , porém a emoção atrapalha o raciocínio e a gente se perde nas palavras . Estou aqui tentando escrever e fico vendo um filme passar em minha cabeça. Quanta coisa boa ! Quanta lição de vida e aprendizado! Só posso dizer: Obrigada Senhor por mais este presente : ter me dado a chance de ter conhecido, e convivido com esse homem de Deus que passou por aqui. Um dia ele disse para mim e Helena Pires coordenadoras da catequese e pastoral da criança que nós éramos as suas “Maria Beiú”. Que saudade! Lembro-me como se fosse hoje de seu aceno despedindo-se de nós duas, depois de deixar-nos no Regional Leste II, para o encontro anual das coordenadoras Diocesanas de catequese, onde chegou carregando nossas malas sozinho, para o encanto de todos e logo em seguida a tristeza , quando anunciou que não era mais bispo. Isso em fevereiro. Uns dez dias antes de falecer. Deus o tenha em sua Glória!
Por aqui passou um homem de Deus, homem simples ,humilde,leal,franco, amigo e cheio de caridade fraterna. Como verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, com a presteza de Maria, sempre esteve do lado dos mais fracos, dos oprimidos e rejeitados. Com que firmeza empunhou a luta pela justiça, pelas causas sociais. Ele não só anunciava o Evangelho como denunciava o que estava errado.Não se calava diante das injustiças. Com facilidade anunciava o Evangelho, entrando na cultura do outro, mas respeitando o seu jeito de ser. Tinha uma voz calma, firme e serena .
Que saudades! Com certeza está no Céu enchendo-o de alegria.

Edelveis ( Guanhães)

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