Bruno Costa Ribeiro

Mística do Natal: um encontro transformador

O ciclo do Natal, que compreende o Advento e o Tempo do Natal, até o batismo do Senhor, é um tempo precioso e pedagógico da liturgia, que nos educa na espera, na alegria do Natal e no caminho a ser trilhado a partir desse encontro maravilhoso com o Emanuel.

O Advento é um caminho de espera. Tal afirmativa tem uma conotação ambígua, já que “espera” tem um tom passivo, enquanto “caminho” nos lembra de movimento. Mas é assim mesmo: o advento é um caminho de atração, Deus nos atrai a Si, o que gera uma rota de conversão, de mudança, de adaptação. Há um duplo advento: primeiro um Deus que virá, é a espera escatológica, celebrada nas primeiras semanas do Advento; a partir do dia 17 de dezembro, início da chamada semana santa do Natal, os olhares litúrgicos se voltam para a primeira vinda, para o Santo Natal propriamente dito. É um caminho didático, que nos aponta para a segunda e definitiva vinda do Senhor a partir da primeira vinda, do seu santo nascimento, nos mostrando que esse Deus que virá é um Deus-amor, próximo, amoroso, e que caminha todos os dias conosco. Temos a tentação de pensar as duas vindas como desconexas, como se o Senhor nos tivesse abandonado e voltaria apenas na parusia. Não! Ele é Deus conosco, que caminha ao nosso lado, que é nosso parceiro.

O Santo Natal é a festa para qual nos preparamos “grávidos” de esperança: Ele veio, é Emanuel. Na fragilidade da manjedoura, nos poucos panos, naquele curralinho, único lugar disponível (Lc 2,7), se manifesta o Verbo encarnado. A providência tudo governa. A santa pobreza da gruta de Belém já revelava a missão do Rei-menino: nascido em Belém, que se traduz por “Casa do Pão”, numa manjedoura, um lugar de comer dos animais, o Pão da Vida (Jo 6,35) entra na história, assume nossa fragilidade, nos assume para nos resgatar. Também a santa pobreza de Belém nos indica quem são os primeiros destinatários da Missão salvífica do Deus encarnado: os pobres, os simples, os humildes, os que estão em alguma situação extrema na vida, não necessariamente apenas material, existencial e moral também. Tudo isso representado pelos pastores (Lc 2,8-20) e pelos magos (Mt 2,1-12), sinais que a mensagem é para todos, mesmo os pagãos, preferencialmente para os pobres, paras os sofridos, para os enfermos (Mc 2,17).

Nos chama atenção as festas que são celebradas imediatamente após o Natal: Santo Estevão, Santos Inocentes e Sagrada Família. Tais celebrações demonstram como o Amor de Deus entra na história humana de uma maneira concreta, de modo que tantos voltaram sua vida para a existência daquele frágil redentor nascido em Belém.

A Epifania, como dito acima, celebra essa Salvação trazida pelo Verbo a todos os povos. A partir disso não há mais que ter a petulância de pensar que Deus é do povo, uma propriedade privada. Antes, o povo é de Deus, e é Ele, pelos seus caminhos, ordinariamente pelo sacramento da Igreja, que salva Seu povo. A Igreja é sua presença sacramental, mas não é a Salvação. É o caminho ordinário deixado pelo próprio Cristo, como entende o Concílio Vaticano II (cf. Lumen Gentium, 8), mas Deus tem os seus caminhos, que nem sempre são conhecidos, para salvar os que são Seus.

O Batismo do Senhor encerra, pois, o ciclo do Natal. Uma celebração belíssima em que, geralmente, renovamos nossas promessas batismais. Jesus, bem sabemos, não tinha pecado. O batismo de João Batista era um batismo de arrependimento e preparação para a vinda do Messias. Contudo, o próprio Messias se faz batizar (Mc 1,7-11). São Máximo de Turim, bispo, vê o batismo de Jesus como primícias (cf. Sermo 100, de Sancta Epiphania). Assim como no deserto a coluna de fogo ia à frente passando pelo mar vermelho, símbolo do nascimento do povo de Deus (Ex 13,21-22), assim Jesus santifica as águas do batismo, como o primeiro, nos indicando o caminho, para nos tornamos filhos no “Filho muito amado” (Mc 1,11).

Há um versículo marcante no Evangelho lido na Epifania que resume toda essa mística do Natal. Os magos, ao se encontrarem com o Menino e oferecerem seus presentes, eles “voltam por outro caminho” (Mt 2,12). Como os magos, também nós encontramos o Menino Deus no Natal. Esse encontro marcante precisa nos empurrar para novos caminhos, ou seja, precisamos, em cada Natal, mudar a nossa vida, nossos caminhos, nossas relações, nossa visão de mundo. O natal precisa iluminar nossa vida cristã, precisa provocar uma mudança de vida, de caminhos. Não podemos passar pelo Ciclo do Natal e voltar, depois de encontrar com o Emanuel, pelos mesmos caminhos da vida velha. O natal é isso: celebra o amor de um Deus que teve a capacidade de assumir nossa fragilidade, de se fazer um de nós. Não podemos ser insensíveis a esse amor. O convite espiritual é esse: viver todos os dias como se fosse advento, num caminho de uma conversão grávida de esperança, para que todos os dias sejam também Natal na nossa existência. É Deus conosco nos nossos caminhos, na nossa vida, na nossa história. É, portanto, essa mística do encontro transformador que deve pautar nossa vida. Começando a transformação nos pequenos gestos da vida cotidiana, fazendo o ordinário de maneira extraordinária, por causa de Cristo.

Alisson Sandro
Seminarista do 2º Ano de Teologia
Paróquia São Miguel e Almas – Diocese de Guanhães

Dom Otacilio anuncia transferências e nomeação na diocese de Guanhães

O bispo da diocese de Guanhães, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, anunciou nesta quarta-feira (04) “Ao Clero e todo o Povo de Deus da Diocese”, juntamente com o Chanceler Pe. Dilton Maria Pinto, as transferências e nomeação de alguns padres e diácono. Confira as mudanças:

“Comunico, depois de me reunir virtualmente com o Conselho de Presbíteros da Diocese de Guanhães, devido à Pandemia da Covid 19, que a partir de Dezembro de 2020/Janeiro de 2021 faremos as seguintes transferências de padres e Diácono em nossa Diocese:

Pe. José Adriano Barbosa dos Santos sairá da Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens em Materlândia assumindo a Paróquia de Santo Antônio em Coluna. Pe. Eduardo Dornelas da Cruz sairá da Paróquia de Santo Antônio em Coluna assumindo a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens em Materlândia. (Transferências em Dezembro).

Pe. José Geraldo da Silva sairá da Paróquia de São Domingos, em Dom Joaquim e assumirá a Paróquia de São Sebastião, em Sabinópolis juntamente com o Pe. Valter Guedes de Oliveira. O Pe. João Gomes Ferreira sairá da Paróquia São Sebastião em Sabinópolis e assumirá a Paróquia Santana, em Ferros. (Transferências em Janeiro).

O Pe. Alípio José de Souza sairá da Paróquia Santana, em Ferros e assumirá a Paróquia Nossa Senhora do Porto, em Senhora do Porto e Pe Adão Soares sairá da Paróquia Nossa Senhora do Porto permanecendo na Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Pito – Guanhães, exclusivamente. (Transferência em Janeiro)

Dom Marcello Romano sairá da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro e assumirá a Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Dores de Guanhães. (Transferência em Janeiro).

O Pe. Mário Gomes dos Santos sairá da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Dores de Guanhães e assumirá a Paróquia de São Domingos, em Dom Joaquim. (Transferência em Janeiro)

O Diácono Guilherme Soares Lage sairá da paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Morro do Pilar e auxiliará o Pe. João Evangelista dos Santos em Conceição do Mato Dentro. (Transferência em Janeiro).

Que São Miguel Arcanjo e a Virgem Maria nos orientem em nossos trabalhos Pastorais.”

Em outro documento foi comunicado também:

“Considerando o desejo de fazer com que a nossa Diocese de Guanhães se organize cada vez mais no âmbito pastoral e econômico financeiro;

Considerando o Sistema Eletrônico Administrativo que a nossa Diocese já dispõe, o THEOS;

Considerando as dificuldades que muitos Padres e secretários/as paroquiais e diocesanas enfrentam para atender às exigências do nosso Escritório de Contabilidade no que tange às Prestações de Contas:

Comunicamos aos Senhores Padres, Secretários/as paroquiais e diocesanas, que convidamos o Pe. Wanderlei Rodrigues dos Santos para nos assessorar na utilização do sistema supracitado, e o mesmo aceitou prontamente.

Esperamos, portanto, com isto dar maior suporte a todas as Paróquias e assim consolidarmos a organização de toda a nossa Diocese.”

CNBB: plantar uma árvore no dia de finados em memória dos que se foram

Este ano, frente à necessidade de ainda de manter o distanciamento social, a CNBB motivou os brasileiros a uma nova forma de manifestar a fé e de homenagear as vidas que se foram, com o plantio de uma árvore; isso sem deixar de rezar pelas almas dos entes queridos, e por aquelas do purgatório, pedindo ao Senhor que lhes conceda a misericórdia e a vida eterna.

De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, “esse gesto, além de evitar as tradicionais aglomerações nos cemitérios, liga-se também à triste destruição ecológica decorrente das queimadas em algumas regiões do país”.

A campanha convida as pessoas a também publicarem a sua foto no Instagram plantando a árvore e contando a história de quem recebe a homenagem. Basta fazer uma foto e publicar na plataforma usando a hashtag #CuidarDaSaudade. As fotos serão publicadas no hotsite da campanha, que está hospedado no site da CNBB:https://www.cnbb.org.br/cuidardasaudade/

A iniciativa tem como slogan “É tempo de cuidar da saudade e da Casa Comum” e faz parte da Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil “É Tempo de Cuidar”. A Ação Solidária, criada pela CNBB e pela Cáritas desde o início da pandemia da Covid-19, tem como objetivo estimular diversas iniciativas de cuidado com o próximo, desde a arrecadação e distribuição de doações até a ajuda nos campos religioso, humano e emocional. A ação do Dia de Finados também conta com a participação da Pascom Brasil e da Signis Brasil.

O convite para plantar uma árvore no Dia de Finados, segundo dom Joel, é feito a “todos que experimentam a saudade e se angustiam com a devastação ambiental”. Dentro da perspectiva ecológica, a CNBB indica o plantio de árvores nativas de cada região e, se possível, árvores alimentícias. Além disso, é recomendável que se evitem sementes, fazendo o plantio a partir de mudas, com procedência garantida.

Fonte: CNBB

 

Veja mais fotos no link: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3316287168470034&id=341747999257314

 

MUTIRÃO PELA VIDA – VI SEMANA SOCIAL BRASILEIRA

 

“Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos
apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às
orações” (At 2,42)

Ressoem em nossos corações, as palavras do Papa Francisco, dirigidas aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares:”

Como é lindo quando vemos em movimento os Povos, sobretudo os seus membros mais pobres e os jovens. Então sente-se o vento da promessa que aviva a esperança de um mundo melhor. Que esse vento se transforme em vendaval de esperança. Esse é o meu desejo!”

Afirmou, também, que aquele encontro era um grande sinal, pois vieram colocar na presença de Deus, da Igreja e dos povos, uma realidade muitas vezes silenciada e que hoje vemos com tristeza cada vez mais longe da maioria: terra, teto e trabalho.

Estes são direitos sagrados, de modo que, reivindicá-los é a concretização da Doutrina Social da Igreja:

Terra: “Deus criou o homem e a mulher como guardiões da sua obra, encarregando-os de cultivá-la e protegê-la. Preocupa-me a erradicação de tantos irmãos camponeses que sofrem o desenraizamento, e não por guerras ou desastres naturais. A apropriação de terras, o desmatamento, a apropriação da água, os agrotóxicos inadequados são alguns dos males que arrancam o homem da sua terra natal. Essa dolorosa separação, que não é só física, mas também existencial e espiritual, porque há uma relação com a terra que está pondo a comunidade rural e seu modo de vida peculiar em notória decadência e até em risco de extinção.

Por favor, continuem com a luta pela dignidade da família rural, pela água, pela vida e para que todos possam se beneficiar dos frutos da terra.

Teto: Uma casa para cada família — “Nunca se deve esquecer de que Jesus nasceu em um estábulo porque na hospedagem não havia lugar, que a sua família teve que abandonar o seu lar e fugir para o Egito, perseguida por Herodes. Hoje há tantas famílias sem moradia, ou porque nunca a tiveram, ou porque a perderam por diferentes motivos. Família e moradia andam de mãos dadas. Mas, além disso, um teto, para que seja um lar, tem uma dimensão comunitária: e é o bairro onde se começa a construir essa grande família da humanidade, a partir da convivência com os vizinhos”.

Trabalho: “Não existe pior pobreza material do que não permitir ao outro ganhar o pão e priva-lo da dignidade do trabalho. O desemprego juvenil, a informalidade e a falta de direitos trabalhistas não são inevitáveis, são o resultado de uma prévia opção social, de um sistema econômico que coloca os lucros acima do homem, criando uma cultura do descarte, que não considera o ser humano em si mesmo, mas como um bem de consumo, que pode ser usado e depois jogado fora”.

Apesar dessa cultura de descarte, muitos trabalhadores excluídos, sobrantes para esse sistema, foram inventando o seu próprio trabalho com a artesanalidade que Deus lhes deu, com sua solidariedade, seu trabalho comunitário, sua economia popular, conseguiram e estão conseguindo sobreviver. Todo trabalhador, esteja ou não no sistema formal do trabalho assalariado, tem direito a uma remuneração digna, à segurança social e à aposentadoria.

Não pode haver Terra, Teto e Trabalho sem Paz e com a destruição do Planeta. São temas tão importantes que os Povos e suas organizações não podem deixar de refletir, confiando tão apenas na condução dos dirigentes políticos.

Todos os povos da Terra têm que levantar a voz em defesa desses dois dons preciosos: a Paz e a Criação, nossa Casa Comum.

Diante destes desafios apontados pelo Papa Francisco, recolhidos diante destes “sinais dos tempos” (Mt 24, ISS), em plena sintonia com o Pacto pela Vida e pelo Brasil, a CNBB nos convida a um Mutirão pela Vida, promovendo a VI semana social Brasileira, através de debates entre grupos e instâncias eclesiais e sociais e realizando gestos concretos para que não haja nenhum camponês/a sem terra, nenhuma família sem teto e nenhum cidadão sem trabalho.

Contamos com a acolhida desta Mensagem motivadora para que todos nos envolvamos da maneira possível, conforme as atividades que serão oportunamente divulgadas nos mais diversos âmbitos.

Guanhães, 30 de outubro de 2020

 

+Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães –MG
Bispo Referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da CNBB Leste 2

 

Versos à Virgem

Quando vem a escuridão
Vem-nos desejo por clarão
Quando a noite depõe o dia
E reina logo a agonia
Não espero nem um instante
Tiro o orgulho, viro clamante
Choro, aflito aos pés eu corro
Da mãe do Perpétuo Socorro

Mas aos seus pés em queixa
A Virgem não me deixa
Me tira logo desse chão
Me estendendo a sua mão

Com a mesma delicadeza
Me cura com destreza
Vê meus escárnios diante da cruz
E ao perdão me conduz

Sendo uma mãe perfeita
Não se dá por satisfeita
Tendo o melhor filho possível
Ainda adota um desprezível

Que valerá tão grande amor
Ó, mãe do Salvador?
Já tem a sua salvação
Por que não me deixa, então?

“Porque a experiência com o Amor
Não terá o mesmo sabor
Se com o Divino Filho eu viver
Mas você, filhinho, eu perder

Renunciei à tranquilidade
Pra seguir com fidelidade
A vontade do meu Rei
Sofri, senti o abandono
Chorei, perdi o sono
Mas nunca O abandonei

E ainda na cruz em agonia
Senti ser o fim da via
Mas depois de ter-se oferecido
Meu Jesus fez um pedido
Ofereceu-me a humanidade
Eu aceitei com humildade

Assim, ainda em missão
Socorro com precisão
A quem amor me jura
E a quem me esconjura

Portanto, filho querido,
Não se dê por vencido
Quando o vinho lhe faltar
Lembre-se das bodas de Caná!

Em sua face eu vejo
O erro e o mau desejo
Mas nem tanto isso fulgura
Quanto a inefável figura
Do meu querido Jesus
Que em sua alma reluz

Saiba que é ausência de amor
Todo e qualquer pecado
Deixa-me curar sua dor
Se deixando ser amado!”

Mateus Alves Correia
1° Ano da Configuração/Teologia
Arquidiocese de Diamantina

NOVO CONSELHO PRESBITERAL E COORDENADORES DE ÁREA DA DIOCESE DE GUANHÃES

O novo Conselho de Presbíteros da diocese de Guanhães realizou no dia 30 de setembro de 2020 a primeira reunião.

O Conselho Presbiteral é uma instituição eclesial, com a finalidade de auxiliar o Bispo Diocesano no governo da Diocese, em assuntos que ele julgar convenientes, como por exemplo: Examinar e aprovar os Planos Diocesanos de Pastoral e as Diretrizes das diversas pastorais e movimentos presentes na Diocese. Dar parecer sobre transferências de sacerdotes e diáconos. Avaliar sugestões apresentadas pelo clero da Diocese. E nas questões de ordem econômico-administrativas, de acordo com as normas do Direito Canônico; é presidido pelo bispo e contando com membros do clero.

Os membros foram eleitos no dia 20 de Agosto, a partir de indicações (voto) do clero ao bispo, a saber: Pe José Aparecido de Pinho, Vigário Geral; Pe Hermes Firmiano Pedro, Ecônomo; Pe Salomão Rafael Gomes Neto, Formador; Pe José Aparecido dos Santos, Coordenador de Pastoral; Pe José Geraldo da Silva, Representante dos Presbíteros; Pe João Gomes Ferreira, eleito pelo clero; Pe José Adriano Barbosa dos Santos, eleito pelo clero; Pe João Evangelista dos Santos, eleito pelo clero; Pe Dilton Maria Pinto, Chanceler indicado pelo Bispo; Pe André Luiz Eleotério da Lomba, eleito suplente; Pe Bruno Costa Ribeiro, eleito suplente.

A reunião foi realizada por videoconferência – por causa da pandemia – e foi coordenada pelo presidente do Conselho Dom Otacílio Ferreira Lacerda, nosso bispo diocesano.

Os coordenadores de área (vigário forâneo) também foram eleitos de modo semelhante e foram nomeados para o período de três anos a partir do dia 02 de Setembro. A primeira reunião aconteceu no dia 23 de setembro por videoconferência com a participação do Coordenador de Pastoral Pe José Aparecido dos Santos e o Chanceler Pe Dilton Maria Pinto.

Nossa diocese foi organizada em 4 áreas pastorais. A “Área 1” é composta por São João Evangelista, Paulistas, Peçanha/Cantagalo, São Pedro do Suaçuí, São José do Jacuri, Coluna/ Frei Lagonegro, São Sebastião do Maranhão, Água Boa e Santa Maria do Suaçuí/ José Raydan. Pe Bruno Costa Ribeiro é o responsável pela área. A “Área 2” é coordenada pelo Pe Amarildo Dias e é constituída por Joanésia, Braúnas, Virginópolis e Divinolândia de Minas. A “Área 3” é constituída por Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo, Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro, “Córregos” e “Tapera”, tendo como coordenador Pe José Geraldo. A “Área 4”, da qual fazem parte Guanhães (São Miguel e N Sra Aparecida), Rio Vermelho, Materlândia, Sabinópolis, Senhora do Porto, Dores de Guanhães/ Carmésia e Ferros é coordenada pelo Pe Edmilson Cândido.

São deveres do Coordenador de Área, além dos mencionados no Código de Direito Canônico (cânon 555): Promover e coordenar a ação pastoral; Proporcionar momentos de estudo aos padres e leigos; Dinamizar a ação dos leigos na Área; Incrementar as Pastorais; Avaliar ação pastoral; Elaborar agenda de atividades e promover a sua realização. No documento de nomeação o bispo recomenda que estes coordenadores sejam acolhidos por padres, religiosas e lideranças leigas e colaborem com eles.

Com informações de
Padre José Adriano B. dos Santos
e Padre Bruno Costa Ribeiro

VOCAÇÃO E MISSÃO: MODOS DE SER IGREJA

A partir do mês dedicado às vocações somos chamados a refletir sobre sua natureza, as dimensões que implicam na vida pessoal e comunitária. É sempre oportuno voltar o nosso olhar aos diversos chamados realizados na história humana, principalmente àqueles que nos relatam as Sagradas Escrituras. De modo especial, trazemos como exemplo a vocação do profeta Isaías que, em situação dificultosa pela morte do rei Ozias, percebendo-se indigno de elevado ministério a ponto de dizer a si mesmo: “Ai de mim, estou perdido! Sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de lábios impuros, meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos” (Is 6, 5). Diante dessas palavras, o profeta nos leva a refletir sobre nossa condição humana de seres frágeis, pequenos, cheios de defeitos e vícios, que nos encontramos em uma comunidade imperfeita, quedada no erro e no pecado.

Nessa mesma ótica, salta-nos ao coração a esperança de que Deus ainda acredita no humano, apesar de suas desventuras, da sua fragilidade. É nesse sentido que o mensageiro de Iahweh vai em direção a Isaías para tornar-lhe apto à missão que irá realizar. Ser anunciador dos desígnios divinos, o de ser porta-voz do Altíssimo. Eis a nossa esperança, de sermos capacitados por Deus para uma nova e urgente missão, pois assim nos alerta o adágio: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Com isso, refrigera nosso espírito as palavras do Serafim: “Olha, isto tocou em teus lábios: a culpa está sendo tirada, e teu pecado, perdoado” (Is 6, 7). Contudo, nos surge uma indagação se, de fato, somos dignos do que está sendo ofertado. Ao mesmo tempo, é um chamado do Ser de Deus a cada pessoa, assim como ocorreu com o profeta.

Deus questiona a si mesmo na busca em saber quem enviaria em missão. E diante de sua experiência, e já ansioso e receoso por ela, o profeta exclama: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6, 8). Quem tem disposição é ágil na resposta aos desígnios de Deus, não espera um outro momento que pensa ser oportuno. A hora é agora, nesse momento!

A dimensão profética perpassa toda a nossa vida cristã. Em todas as formas de vocação oriunda do projeto do Deus Trindade, é sinal profético. Ademais, implica a nossa liberdade em responder e corresponder a esse propósito. Ser marido e mulher; ser solteiro; religioso e religiosa, padre; carpinteiro, pedreiro; motorista ou qualquer outra, é sinal do amor de Deus no mundo.

No princípio de nossa existência, como nos relata no livro do Gênesis, fomos feitos do amor e para o amor. É para sermos expressão de Deus-Amor no mundo. Que nossa vida seja assim realizada. Vocação acertada é vida feliz, dizia o arcebispo emérito de Diamantina, Dom João Bosco. E a nossa felicidade está em fazer a vontade daquele que nos escolheu.

A vocação por excelência está na busca pela santidade. O coração do livro do Levítico está em expressar a importância do ser santo por Deus o ser – “Sede santos, porque eu, vosso Deus, sou santo” (Lv 19, 2). O modelo vivo de Santidade encarnada está na própria Pessoa de Jesus Cristo. Todo discípulo é exortado a seguir seus passos. E ser santo é levar em consideração o modo de viver (modus vivendi). Não será por abstrações que poder-se-á vislumbrar a beleza da santidade, mas a partir do modo simples de viver a própria vocação. É o que exprime a teologia paulina, agir “como convém a santos” (Ef 5, 3).

Mas como ser santo? Ela se manifesta por meio da caridade, da capacidade de ser fraterno com o outro, por meio da solidariedade no bem. Se constitui no agir ético e moral respaldados em nossos valores cristãos. Em certa medida, é sermos uma Igreja audaz na proclamação da Boa-Nova (Good-News). É ser uma Igreja dispensadora da misericórdia de Deus ao mundo sem reservas. É tornarmo-nos verdadeiros dispensadores das graças de Deus pelo poder do Espírito Santo. É formarmo-nos enquanto um “corpo evangelizador” (Dom Darci José), que conduz à vida, à responsabilidade, ao respeito, que pratica o bem-comum. Nesse interim, já dizia o Papa Francisco na Evangelii Gaudium de que a missão de evangelizar é “dever da Igreja” (nº 110). Mas quem é a Igreja? Somos cada um de nós batizados em Cristo, que nos tornamos sinal e odor de Deus no mundo, a começar em nossas famílias – “Assim também vós já agora sois o bom odor de Cristo” (AMBRÓSIO, 2019, p. 70).

Diante do nosso senso ou “instinto da fé” levamos a esmo tudo aquilo que cremos expressos em nossa vocação. É o “sensos fidei que [nos] ajuda a discernir o que vem realmente de Deus” (EG, 119). E é por isso que não há e não pode haver separação entre vocação e missão. Ambas estão intrinsecamente ligadas. A nossa missão, dentre tantas formas de expressão, consiste acima de tudo na salvação de si e dos outros. Assim como se vive a fé em comunidade, da mesma maneira requer do crente uma postura de responsabilidade para com a salvação de outrem. Nos diversos modos de ação eclesial, enquanto Igreja, Povo de Deus, sejamos e tenhamos a felicidade em “partilhar os dons da salvação” (cf. Ef 4, 4-6).

Em todas as circunstâncias da nossa vida, a nossa primeira missão é testemunhar Àquele que foi testemunha do amor de Deus, Jesus Cristo. Em qualquer condição vocacional que nos encontrarmos, que seja feita a sua Vontade. Pois o nosso alimenta seja, assim como foi para o Cristo, fazer a vontade daquele que nos enviou – “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo sua obra” (Jo 4, 34). Que nossa vocação seja a nossa missão em fazer acontecer o Reinado de Deus em nós e no mundo.

Sem. Valmir Rodrigues Pereira
Terceiro ano da Configuração
Diocese de Diamantina-MG

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA SAGRADA. 2ª ed. Brasília: CNBB, 2019.
FRANCISCO, Papa. Evangelii Gaudium. Exortação apostólica. São Paulo: Loyola, 2013. (Documentos da Igreja).
AMBROSIO, Santo. Os Sacramentos e os Mistérios: iniciação cristã na Igreja primitiva. Rio de Janeiro: Vozes, 2019. (Coleção Clássicos da Iniciação Cristã).
COMPÊNDIO DO VATICANO II. Lumen Gentium. In:_______. Constituições decretos, declarações. 30ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1968. p. 39-117.

 

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2020

Dom Otacilio emite orientações para as Eleições municipais de 2020 na Diocese de Guanhães. A data (23 de setembro de 2020) é na mesma semana em que encerra o prazo final para a apresentação do pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral (26 de setembro).

 

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2020

Caríssimos, Presbíteros, Agentes de Pastoral
e amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães

“Estejam sempre preparados para responder a
qualquer que lhes pedir a razão da esperança
que há em vocês” (1Pd 3, 15)

1.Estamos nos aproximando de novas Eleições Municipais, que serão realizadas em meio à mais grave crise sanitária dos últimos tempos, somada à outras conhecidas crises (moral, ética, econômica, política e planetária).

2.No Brasil, mais de 139 mil pessoas que perderam a vida, o que nos causa grande dor e sentimentos de compaixão e solidariedade com seus familiares.

3. A gravidade do momento atual requer que mantenhamos as marcas distintivas do cristão: o amor, a fé e a esperança.

4. Não podemos nos eximir de um efetivo exercício da caridade, com moderação e serenidade nas palavras e atitudes. Não é ação cristã aquela que conclama à violência e à discórdia, mas sim aquela que produz a paz.

5. Os cristãos “conscientes de sua responsabilidade na vida pública, devem estar presentes na formação dos consensos necessários e na oposição contra as injustiças”, como nos falou o Papa Emérito Bento XVI.

6. Temos consciência de que a Igreja é apartidária, mas não pode se omitir em sua vocação primordial de se apresentar como incansável “advogada da justiça e dos pobres“, como perita em humanidade.

7.Deste modo, deve ser sempre atenta ao indispensável compromisso de mulheres e homens cristãos com o respeito às leis, com a lealdade na disputa eleitoral e o apreço incondicional às regras da democracia.

8.Para os católicos que pretendem disputar as eleições como candidatos, são fundamentais as palavras do Papa Francisco: “a política não é a mera arte de administrar o poder, os recursos ou as crises. A política é uma vocação de serviço.

9.Sendo assim, nossa participação, inspirada nestes princípios mencionados, deve observar os seguintes aspectos:

10. Compromisso dos candidatos com as políticas públicas

10.1.A participação política não se esgota com o voto no dia da Eleição. É fundamental, porém, que até mesmo esse ato de escolher um candidato seja orientado pelos valores inspirados pela Palavra de Deus. Como ensina o Evangelho, “uma árvore é conhecida por seu próprio fruto” (Lc 6,44). Esse é o critério a partir do qual podemos escolher um candidato: que seja fiel à Palavra de Deus com testemunho comprovado em trajetória pessoal, comprometido com a promoção de uma ecologia integral, com a promoção do bem comum e com a proteção dos pobres e excluídos.

10.2. Tem acentuada atenção em relação às propostas para o saneamento do enorme déficit habitacional, que deixa milhares de cidadãos sem direito a um teto. Urge atenção, acolhida e inclusão das pessoas que, em crescente número, passam a morar nas ruas de nossas cidades, com especial atenção às realidades dos que vivem em comunidades mais pobres.

10.3. Jamais compactuar com quem faça campanha eleitoral defendendo o recurso às armas, o uso da violência, que não se compromete com os excluídos e que, diante da morte de pessoas e das graves feridas do meio ambiente, se mostra indiferente.

10.4. Não deve merecer o voto de bons cidadãos e cidadãs aqueles candidatos que só assumem compromissos “genéricos”, sem dizer o que farão concretamente e se o que prometem fazer é de fato atribuição sua.

10.5. Os Prefeitos e Vereadores eleitos devem priorizar a promoção do bem comum e a vida dos cidadãos, com Políticas Públicas que contribuam com ações melhores e mais eficazes no campo da saúde, da educação, da segurança, do transporte e do direito à alimentação.

11. Conhecimento dos candidatos e suas propostas é compromisso de todos nós, como cristãos e cidadãos

11.1. É fundamental conhecer a fundo as ideias que um/a candidato/a defende, assim como as Políticas Públicas que ele se propõe a apoiar e implantar, e que sejam coerentes com sua trajetória de vida.

11.2. É muito importante que as Pastorais e os Movimentos organizados na Igreja estimulem e favoreçam a participação em eventos por meio da internet, de modo a facilitar a divulgação de candidatos que atendam aos princípios aqui descritos, uma vez que, neste ano, a campanha eleitoral direta estará bastante prejudicada, devido ao necessário distanciamento social imposto pela pandemia.

11.3 Também devemos atuar na fiscalização, denunciando à Justiça Eleitoral eventuais abusos cometidos por candidatos/as e/ou partidos.

11.4. Dentro dos limites expostos, aos cristãos leigos/as candidatos em nossas comunidades e paróquias, a oportunidade de organizar e congregar grupos virtuais.

12. O necessário cuidado com as notícias fraudulentas e o mau uso das redes digitais

12.1. As últimas eleições (no Brasil e no mundo) revelam que é necessário ter um especial cuidado com o efeito nefasto do uso antiético das redes sociais digitais, uma vez que a má utilização é uma ameaça real e perigosa, na medida em que permite enganar e induzir os cidadãos, comprometendo os princípios da autêntica democracia.

12.2. Jamais compactuemos com a mentira, pois o próprio Senhor nos ensina que o diabo é o pai da mentira (Jo 8, 44) e que quem dela se serve não pode provir de Deus.

12.3.  A difusão de notícias fraudulentas (“Fake News”) exige um cuidado ainda maior, pois não é apenas nas redes sociais que elas se espalham, de modo que a imprensa exerce um papel inestimável na preservação da democracia.

12.4. Tenhamos presente que uma Agência de Notícias tem seus próprios interesses. Daí a atenção necessária de não aceitar prontamente uma informação como verdadeira, sem antes haver se informado e estudado sobre o assunto.

12.5. Jamais compartilhemos notícias espetaculosas, sensacionalistas; cabendo a cada um de nós assumir a responsabilidade de interromper a rede de mentiras e de difamação.

12.6. Desconfiemos das informações que pareçam exageradas e improváveis; busquemos sempre alternativas e compararemos uma mesma notícia em mais de uma fonte confiável, a fim de que não sejamos enganados, e assim não compactuemos semeando o que não deveríamos.

13.Participação dos cristãos leigos e leigas na Campanha Eleitoral

13.1. Os cristãos leigos e leigas de nossas comunidades ao se candidatarem para as Eleições, a fim de atuarem pelo bem comum e em favor dos mais pobres, com propostas concretas de Políticas Públicas, poderão permanecer em suas funções ministeriais e pastorais; no entanto, poderá haver complicações posteriores, caso eleitos/as.

13.2. Portanto, não são, em princípio, impedidos na continuidade de sua participação e serviços nas comunidades, o que seria contraditório ao incentivo que a Igreja faz para que cristãos leigos e leigas, entrem no mundo da política, mas deve se ter em conta as orientações da Legislação Eleitoral.

13.3. Não podem, de modo algum, fazer de seu serviço na Igreja, um espaço de propaganda eleitoral; assim como não podem portar, em funções litúrgicas e pastorais, quando for o caso, nem vestes, nem outros objetos de propaganda (virtual ou presencial).

14. A participação do Bispo, Padres, Diácono na campanha eleitoral

14.1 Tendo em consideração a nossa missão de Ministros Ordenados da Igreja, e de acordo com as determinações Canônicas, que não nos permitem envolvimento partidário, está terminantemente proibido o uso de fotos, textos e imagens do Bispo Diocesano, Padres e Diácono em material de propaganda eleitoral.

14.2. Não é permitida a propaganda eleitoral contendo publicidade partidária ou de candidatos nos eventos da Diocese, nas celebrações litúrgicas e nos locais de culto das paróquias católicas, bem como nos espaços virtuais.

15. Formação permanente, durante a Campanha Eleitoral, deverá acontecer à luz dos materiais e subsídios que nos são oferecidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ou devidamente recomendado pela Coordenação Diocesana, ajudando no processo de preparação com vistas à definição dos votos no dia da Eleição.

16. Urge melhorar e qualificar àqueles/as que ocupam lugares nas Câmaras de Vereadores e nas Prefeituras de nossas Cidades, e muito depende de todos nós, eleitores/as.

17. Sejamos guiados por estas orientações gerais aqui apresentadas, e como Bispo da Diocese de Guanhães, exorto para que todos os cristãos leigos e leigas participem ativamente no processo eleitoral.

18. Empenhemo-nos todos para que tenhamos uma sociedade mais justa e solidária, fazendo deste momento que vivemos, tempo oportuno para darmos razão de nossa esperança, no testemunho da fé e na prática da caridade.

Atenciosamente,

Guanhães, 23 de setembro de 2020

+ Dom Otacilio Ferreira de Lacerda
Bispo da Diocese de Guanhães-MG

 

A Independência da nação se faz com os valores de sua população

A frase acima abriu o desfile de 7 de setembro, em Sabinópolis, realizado pelas escolas públicas do município. Todo ano é escolhido, pelos organizadores, um tema necessário à reflexão e a revisão de atitudes em todos os participante e cidadãos presentes no evento.

Por tudo o que vivenciamos na vida política, social, familiar, profissional e pessoal a escolha desse tema visou o resgate dos VALORES, tão fundamentais na vida de qualquer pessoa ou nação.

Segundo o dicionário Aurélio, Valores são as normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduo, classe, sociedade etc. Diante disso urge perguntar: Que valores você preza, aceita, mantém?

Condenamos a corrupção dos políticos, mas será que agimos corretamente em todas as coisas que fazemos?

Uma escola fez a seguinte frase:

CARÁTER: não se diz que tem, se mostra com atitudes.

Honre seus compromissos
Diga a verdade
Seja fiel
Preserve a vida
Seja ético
Seja bom
Pense positivo
Ajude
Respeite
Seja compassivo
Responsabilize-se
Seja solidário
Reconheça boas intenções
Perdoe
Agradeça
Cumpra sua obrigação
Desempenhe bem sua função
Deseje o bem.

Se cada um fizer a sua parte, faremos deste país uma grande nação, sem corrupção, poluição, devastação, violência e enganação. É preciso diminuir a distância entre o que se fala e o que se faz, de tal forma que nossa fala seja nossa ação. Assim se constrói a independência de uma nação.

Regina Coele Barroso Queiroz Santos,
de Sabinópolis  – butibarroso@yahoo.com.br

( publicado na Folha Diocesana, setembro de 2015)

TRÊS PROFETAS DOS NOSSOS TEMPOS

Celebramos no dia 27 de agosto o fim da trajetória terrena de três pessoas admiráveis que muito marcaram os meus caminhos e com certeza os caminhos de muita gente boa.

Dom Hélder Câmara nos deixou em 27 de agosto de 1999. Dom Luciano Mendes de Almeida encerrou a sua esplêndida presença entre nós, no mesmo dia e mês de 2006. Dom José Maria Pires foi em busca de sonhos e utopias em 27 de agosto de 2017.

Os três, mais do que amigos, foram irmãos e ajudaram a construir o momento luminoso da Igreja no Brasil em que bispos – e aqui cabe lembrar mais uma vez Pedro Casaldáliga, que era também irmão dos três – religiosas e religiosos, militantes leigas e leigos buscaram seguir a vida, o testemunho e os ensinamentos de Jesus. Tempos em que floresceram as Comunidades Eclesiais de Base, as Pastorais comprometidas com a vida, os grupos de Fé e Política, os movimentos ecumênicos.

Dom Hélder foi o precursor. Começou como bispo auxiliar junto às comunidades mais empobrecidas do Rio de Janeiro, e depois de forma mais visível e libertária nas periferias de Olinda e Recife. O trabalho junto aos pobres e excluídos, trabalhadores, jovens, desdobrou-se na voz que se ergueu contra os desmandos da ditadura pós-golpe de 1964; voz que cresceu e tocou corações e consciências além das fronteiras nacionais, quando a ditadura com o Ato Institucional nº 5 adentrou no trágico território dos crimes contra a humanidade, com as prisões arbitrárias, torturas, mortes, desaparecimentos.

Recordo com emoção, quando aos 16 anos em Bocaiuva recebi pelo reembolso postal e li com atenção própria dos discípulos “Revolução dentro da Paz”. Belíssimo livro com pronunciamentos de Dom Hélder. Pude muitos anos depois, como vereador em Belo Horizonte, entregar-lhe o título de Cidadão Honorário da nossa capital. Dom Hélder, já arcebispo emérito, disse-nos então que pretendia dedicar os seus últimos anos de vida à luta para erradicar a fome no Brasil.

Guardei os seus ensinamentos e o seu desejo, quando priorizamos na Prefeitura de Belo Horizonte a segurança alimentar e o nosso trabalho no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Dom José Maria Pires emergiu na minha vida e na vida de milhares de pessoas quando bispo de Araçuaí, no nosso Vale do Jequitinhonha, foi transferido para assumir a Arquidiocese de João Pessoa e tornou-se vizinho de Dom Hélder.

Os nossos primeiros encontros ocorreram nos anos 1970. Nunca me esqueci de que em uma conversa com militantes, Dom José ousou uma afirmação radicalmente evangélica. Disse que a Igreja do futuro não perguntaria às pessoas se elas acreditam em Deus e sim se elas são capazes de amar. O amor ao próximo e particularmente o amor aos pobres é o passo inicial para seguir Jesus. Militamos juntos no Movimento Nacional Justiça e Não Violência.

Tive a alegria de ver o meu filho o vereador Pedro Patrus conceder-lhe o título de Cidadão Honorário de BH em evento memorável na Câmara Municipal.

Dom Luciano foi um encontro mais recente. Ocorreu nos anos de 1980, quando assumiu a Arquidiocese de Mariana. Dom Luciano era bispo auxiliar de Dom Paulo Evaristo Arns em São Paulo. O nosso desejo e expectativa era que ele viesse a substituir o inesquecível Cardeal do Povo. Ocorre-me então uma conversa com Dazinho – este também sempre presente nos corações e lembranças dos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Falei com Dazinho deste meu sentimento e que a vinda de Dom Luciano para Minas frustrava as minhas expectativas. Dazinho, bem a seu feitio, disse-me que sentia e pensava de forma diferente: Muito bom que Dom Luciano venha para Minas, para aqui dar o seu testemunho e exercer o seu magistério profético.

Dazinho estava certo. Dom Luciano foi um sinal da presença de Jesus entre nós. Tivemos encontros, conversas, que me marcaram para sempre. Convidou-me para participar e dar o meu depoimento em eventos da arquidiocese. Tornou-se um consultor e conselheiro não remunerado do Ministério Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Dom Hélder, o Padre Hélder, o Dom da Paz, Dom José Maria, o Dom Zumbi, o bispo que assumiu a sua negritude, Dom Luciano o estadista da Igreja, que tão bem articulava o trabalho de base e suas atribuições na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, da qual foi secretário-geral e presidente, fiéis seguidores de Jesus, anunciam com suas vidas e ensinamentos o Brasil que nós queremos.

PATRUS ANANIAS
Deputado Federal

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