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“Protejam as vozes e os rostos das pessoas” – 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV
PARA O 60º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES

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Protejam as vozes e os rostos das pessoas.

Caros irmãos e irmãs!

O rosto e a voz são características únicas e distintivas de cada pessoa — revelam sua identidade singular e são elementos constitutivos de todo encontro. Os antigos sabiam disso muito bem. Assim, para definir uma pessoa humana, os antigos gregos usavam a palavra “rosto” ( prosopon ), que etimologicamente indica o que é visível, um lugar de presença e relacionamento. O termo latino persona (de person-sonare ), por outro lado, abrange o som — não qualquer som, mas a voz singular de uma pessoa específica.

O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos dados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida pela Palavra que ele mesmo nos falou; uma Palavra que primeiro ressoou através dos séculos nas vozes dos profetas e depois, na plenitude dos tempos, se fez carne. Esta Palavra — esta comunicação que Deus comunica sobre si mesmo — também pudemos ouvir e ver diretamente (cf. 1 Jo 1,1-3), porque se revelou na voz e no rosto de Jesus, o Filho de Deus.

Desde o momento da criação, Deus desejou o homem como seu interlocutor e — como afirma São Gregório de Nissa [1] — imprimiu em seu rosto o reflexo do amor de Deus, para que ele pudesse experimentar plenamente sua humanidade através do amor. Preservar os rostos e as vozes humanas, portanto, significa preservar esse selo, esse reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie composta de algoritmos bioquímicos predefinidos. Cada um de nós possui uma vocação insubstituível e única, que emana da vida e se revela precisamente na comunicação com os outros.

Se não seguirmos esse princípio, a tecnologia digital poderá alterar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana que, por vezes, consideramos garantidos. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não só intervêm nos ecossistemas de informação, como também penetram no nível mais profundo da comunicação: o das relações interpessoais.

O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico. Proteger nossos rostos e vozes significa, em última análise, proteger a nós mesmos. Abraçar as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial com coragem, determinação e discernimento não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as incertezas e as ameaças.

Não desista dos seus próprios pensamentos.

Há muito tempo existem amplas evidências de que algoritmos projetados para maximizar o engajamento nas redes sociais — o que é lucrativo para as plataformas — recompensam emoções imediatas, enquanto penalizam expressões mais demoradas da atividade humana, como o esforço de compreensão e reflexão. Ao aprisionar grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e indignação fácil, esses algoritmos minam a escuta e o pensamento crítico e aumentam a polarização social.

A isso se soma a confiança ingênua e acrítica na inteligência artificial como uma “amiga” onisciente, a fonte de todo o conhecimento, o arquivo de todas as memórias, o “oráculo” que oferece todos os conselhos. Tudo isso pode enfraquecer ainda mais nossa capacidade de pensar analiticamente e criativamente, de compreender o significado e de distinguir entre sintaxe e semântica.

Embora a inteligência artificial possa fornecer suporte e assistência no gerenciamento de tarefas de comunicação, evitar o esforço do nosso próprio pensamento e contentar-se com estatísticas artificiais pode, a longo prazo, enfraquecer nossas habilidades cognitivas, emocionais e de comunicação.

Nos últimos anos, os sistemas de inteligência artificial têm assumido cada vez mais o controle da produção de textos, músicas e filmes. Como resultado, uma parcela significativa da indústria criativa humana corre o risco de ser eliminada e substituída pelo rótulo ” Impulsionado por IA “, transformando indivíduos em consumidores passivos de ideias mal concebidas e produtos anônimos, desprovidos de autoria e paixão. Enquanto isso, obras-primas do gênio humano na música, na arte e na literatura estão sendo reduzidas a meros campos de treinamento para máquinas.

A questão que reside em nosso âmago, contudo, não é o que uma máquina pode ou irá fazer, mas o que nós podemos e iremos fazer, crescendo em humanidade e conhecimento através do uso sábio das poderosas ferramentas à nossa disposição. Os seres humanos sempre foram tentados a apropriar-se dos frutos do conhecimento sem o esforço do comprometimento, da exploração e da responsabilidade pessoal. No entanto, abandonar o processo criativo e entregar nossas próprias funções mentais e imaginação às máquinas é enterrar os talentos que nos foram dados para crescer como pessoas em relacionamento com Deus e com os outros. Significa esconder nossos rostos e silenciar nossas vozes.

Ser ou fingir: simulando relacionamentos e realidade

Ao navegarmos por nossos feeds de informação , torna-se cada vez mais difícil entender se estamos interagindo com outras pessoas, bots ou influenciadores virtuais. As ações opacas desses agentes automatizados influenciam debates públicos e as escolhas individuais. Os chatbots , em particular, baseados em grandes modelos de linguagem (LLMs), estão se mostrando surpreendentemente eficazes na persuasão sutil, otimizando continuamente a interação personalizada. A estrutura dialógica, adaptativa e mimética desses modelos de linguagem pode imitar sentimentos humanos e, assim, simular um relacionamento. Essa antropomorfização, embora às vezes divertida, também é enganosa, especialmente para os mais vulneráveis. Isso porque os chatbots — excessivamente “afetados” e sempre presentes e acessíveis — podem se tornar arquitetos ocultos de nossos estados emocionais, invadindo e ocupando, assim, as esferas de intimidade das pessoas.

A tecnologia que explora nossa necessidade de conexão pode ter consequências dolorosas não apenas para o bem-estar individual, mas também prejudicar o tecido social, cultural e político das sociedades. Isso acontece quando substituímos relacionamentos com outras pessoas por relacionamentos com inteligência artificial, treinada para catalogar nossos pensamentos e construir um mundo de espelhos ao nosso redor, no qual tudo é criado “à nossa imagem e semelhança”. Dessa forma, permitimos que nos roubem a oportunidade de encontrar outro ser humano, sempre diferente de nós, com quem podemos e devemos aprender a conviver. Sem a aceitação da diferença, não pode haver relacionamento nem amizade.

Outro grande desafio apresentado por esses novos sistemas é o viés cognitivo , que leva à aquisição e transmissão de percepções distorcidas da realidade. Os modelos de IA são moldados pelas visões de mundo daqueles que os criam e podem, por sua vez, impor formas de pensar, replicando estereótipos e preconceitos presentes nos dados dos quais se baseiam. A falta de transparência no design dos algoritmos, combinada com a representação social inadequada dos dados, nos deixa presos em redes que manipulam nossos pensamentos e perpetuam e exacerbam as desigualdades e injustiças sociais existentes.

Os riscos são enormes. O poder da simulação é tão grande que a inteligência artificial poderia nos enganar, criando “realidades” paralelas e usurpando nossos rostos e vozes. Estamos imersos em uma multidimensionalidade na qual é cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção.

A isso se soma o problema da imprecisão. Sistemas que apresentam a probabilidade estatística como conhecimento, na verdade, nos oferecem, na melhor das hipóteses, informações aproximadas, que às vezes chegam a ser verdadeiras “alucinações”. A falta de verificação das fontes, combinada com a crise do jornalismo de campo, que exige coleta e verificação constantes de informações nos locais dos acontecimentos, pode criar um terreno ainda mais fértil para a desinformação, causando uma crescente sensação de desconfiança, confusão e incerteza.

Possível aliança

Por trás dessa vasta força invisível que nos domina a todos, está um punhado de empresas cujos fundadores foram recentemente revelados como os criadores da “pessoa do ano de 2025”, os arquitetos da inteligência artificial. Isso levanta sérias preocupações sobre o controle oligopolista sobre sistemas algorítmicos e inteligência artificial, que podem direcionar sutilmente o comportamento e até mesmo reescrever a história da humanidade — incluindo a história da Igreja — muitas vezes de maneiras que não conseguimos perceber.

O desafio que temos pela frente não é o de deter a inovação digital, mas sim o de orientá-la, reconhecendo sua natureza ambivalente. Cada um de nós deve levantar a voz em defesa dos indivíduos, para que possamos realmente integrar essas ferramentas como aliadas.

Essa aliança é possível, mas deve ser baseada em três pilares: responsabilidade , cooperação e educação .

Acima de tudo, responsabilidade . Dependendo da função, ela pode assumir várias formas, como honestidade, transparência, coragem, visão de futuro, a obrigação de compartilhar conhecimento e o direito à informação. Em suma, ninguém pode se esquivar da sua própria responsabilidade pelo futuro que estamos construindo.

Para aqueles que estão à frente de plataformas online, isso significa garantir que suas estratégias de negócios não sejam impulsionadas apenas pela maximização do lucro, mas também por uma visão de longo prazo que leve em consideração o bem comum – assim como cada um deles se preocupa com o bem-estar de seus próprios filhos.

Os criadores e desenvolvedores de modelos de IA devem ser transparentes e socialmente responsáveis ​​em relação aos princípios de design e aos sistemas de moderação que sustentam seus algoritmos e os modelos que desenvolvem, de forma a promover o consentimento informado dos usuários.

A mesma responsabilidade recai também sobre os legisladores e reguladores nacionais, cuja tarefa é assegurar o respeito pela dignidade humana. Regulamentações adequadas podem proteger os indivíduos do apego emocional aos chatbots e limitar a disseminação de conteúdo falso, manipulador ou enganoso, mantendo a integridade da informação e abordando a questão da simulação enganosa.

As empresas de mídia e comunicação, por sua vez, não podem permitir que algoritmos, empenhados em vencer a batalha por alguns segundos extras de atenção a qualquer custo, se sobreponham aos seus valores profissionais de busca pela verdade. A confiança pública é conquistada por meio da precisão e da transparência, não pela busca de interesses particulares. O conteúdo gerado ou manipulado por IA deve ser claramente identificado e diferenciado do conteúdo criado por indivíduos. A autoria e a propriedade intelectual das obras de jornalistas e outros criadores de conteúdo devem ser protegidas. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na ambiguidade, mas na transparência das fontes, na inclusão das partes interessadas e em altos padrões de qualidade.

Todos somos chamados a colaborar . Nenhum setor isoladamente consegue enfrentar o desafio de impulsionar a inovação digital e gerir a IA. Portanto, é necessário estabelecer salvaguardas. Todas as partes interessadas — da indústria tecnológica aos decisores políticos, das empresas criativas à academia, dos artistas aos jornalistas e educadores — devem estar envolvidas na construção e implementação de uma cidadania digital informada e responsável.

É precisamente isso que a educação visa fazer: aumentar nossas habilidades pessoais de pensamento crítico, avaliar a credibilidade das fontes e os possíveis interesses por trás da seleção das informações que nos chegam, compreender os mecanismos psicológicos que elas desencadeiam e capacitar nossas famílias, comunidades e associações a desenvolver critérios práticos para uma cultura de comunicação mais saudável e responsável.

Portanto, torna-se cada vez mais urgente introduzir a alfabetização midiática, informacional e em inteligência artificial nos sistemas educacionais em todos os níveis, como algumas instituições civis já estão promovendo. Como católicos, podemos e devemos contribuir para garantir que as pessoas — especialmente os jovens — adquiram habilidades de pensamento crítico e cresçam em liberdade espiritual. Essa alfabetização também deve ser integrada a iniciativas mais amplas de aprendizagem ao longo da vida, abrangendo também os idosos e os membros marginalizados da sociedade, que muitas vezes se sentem excluídos e impotentes diante das rápidas mudanças tecnológicas.

A alfabetização em mídia, informação e IA ajudará a todos a evitar sucumbir à tendência antropomórfica desses sistemas, e sim a tratá-los como ferramentas, sempre confiando na verificação externa das fontes — que podem ser imprecisas ou errôneas — fornecidas pelos sistemas de IA, e protegendo sua privacidade e seus próprios dados, compreendendo os parâmetros de segurança e as opções para apresentar objeções. É importante educar a si mesmo e aos outros sobre o uso consciente da IA ​​e, nesse contexto, proteger a própria imagem (fotos e gravações de áudio), o rosto e a voz para evitar que sejam usados ​​para criar conteúdo e comportamentos prejudiciais, como fraudes digitais, cyberbullying e deepfakes , que violam a privacidade e a intimidade dos indivíduos sem o seu consentimento. Assim como a Revolução Industrial exigiu alfabetização básica para que as pessoas pudessem responder às novidades, a Revolução Digital exige alfabetização digital (juntamente com humanidades e formação cultural) para entendermos como os algoritmos moldam nossa percepção da realidade, como os vieses da IA ​​funcionam, quais mecanismos determinam qual conteúdo aparece em nossos fluxos de informação ( feeds ) e quais são as premissas e os modelos econômicos de uma economia baseada em IA — e como eles podem mudar.

Precisamos do rosto e da voz para redefinir a pessoa. Devemos salvaguardar o dom da comunicação como a verdade humana mais profunda, para a qual toda inovação tecnológica deve ser direcionada.

Ao apresentar estas reflexões, agradeço a todos os que trabalham para alcançar os objetivos aqui delineados e abençoo de todo o coração todos os que trabalham para o bem comum através dos meios de comunicação.

Do Vaticano, 24 de janeiro de 2026, na festa de São Francisco de Sales.

LEÃO PP. XIV

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[1] O fato de o homem ter sido criado à imagem de Deus significa que, desde o momento da sua criação, ele foi marcado com um caráter real. Deus é amor e a fonte do amor: o divino Criador também inscreveu este traço no nosso semblante, para que, através do amor – um reflexo do amor de Deus – o homem pudesse reconhecer e manifestar a dignidade da sua natureza e a sua semelhança com o seu Criador. Cf. São Gregório de Nissa, De opificio hominis , PG 44, 137: Sobre a Criação do Homem , Introdução, trad., notas Marta Przyszychowska, Cracóvia 2006, pp. 58, 60.

XXXIV Dia Mundial do Doente: “A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”

Homilética: Parábola do bom samaritano - Diocese de CamposDia Mundial do Doente, Leão XIV convida a “amar carregando a dor do outro”
Na mensagem para o XXXIV Dia Mundial do Doente, celebrado em 11 de fevereiro, em Chiclayo, no Peru, o Papa retoma a parábola do Bom Samaritano e convida a Igreja a redescobrir a compaixão como proximidade concreta e missão partilhada.

Foi publicada nesta terça-feira (20/01) a mensagem do Papa Leão XIV para o XXXIV Dia Mundial do Doente, que será celebrado em 11 de fevereiro, em Chiclayo, no Peru. No texto, o Pontífice retoma a parábola do Bom Samaritano para propor uma reflexão profunda sobre a compaixão como atitude cristã essencial, capaz de romper a lógica da pressa, da indiferença e do descarte que marca a cultura contemporânea.

A escolha de Chiclayo não é casual. Foi ali que o Papa viveu anos decisivos de sua trajetória como missionário e bispo, experiência que lhe permitiu tocar de perto o sofrimento humano e experimentar uma misericórdia concreta, feita de presença, cuidado e corresponsabilidade. A partir dessa vivência e do tema:“A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”, Leão XIV convida a Igreja a reconhecer que a dor que comove nunca é estranha, mas sempre interpela e exige resposta.

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MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV
PARA O XXXIV DIA MUNDIAL DO DOENTE

11 de fevereiro de 2026

 

“A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”

Queridos irmãos e irmãs,

O XXXIV Dia Mundial do Doente será celebrado solenemente em Chiclayo, no Peru, a 11 de fevereiro de 2026. Para esta ocasião, quis propor novamente a imagem, sempre atual e necessária, do bom samaritano, a fim de redescobrirmos a beleza da caridade e a dimensão social da compaixão, e chamar a atenção para os necessitados e para os que sofrem, como são os doentes.

Todos nós já ouvimos e lemos este texto comovente de São Lucas (cf. Lc 10, 25-37). A um doutor da lei que lhe pergunta quem é o próximo a amar, Jesus responde contando uma história: um homem que viajava de Jerusalém para Jericó, assaltado por ladrões, foi abandonado quase morto; um sacerdote e um levita passaram ao largo, mas um samaritano encheu-se de compaixão, tratou-lhe as feridas, levou-o para uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele. Desejei propor a reflexão sobre esta passagem bíblica com a chave hermenêutica da Encíclica Fratelli tutti, do meu querido predecessor, Papa Francisco, na qual a compaixão e a misericórdia para com os necessitados não se reduzem a um mero esforço individual, mas realizam-se na relação: com o irmão necessitado, com aqueles que cuidam dele e, fundamentalmente, com Deus, que nos oferece o seu amor.

1 – O dom do encontro: a alegria de oferecer proximidade e presença.

Vivemos imersos na cultura do efémero, do imediato, da pressa, bem como do descarte e da indiferença, que impede de nos aproximarmos e pararmos no caminho para olhar as necessidades e os sofrimentos à nossa volta. A parábola relata que o samaritano, ao ver o ferido, não “passou ao largo”, mas teve para ele um olhar aberto e atento, o olhar de Jesus, que o levou a uma proximidade humana e solidária. O samaritano «parou, ofereceu-lhe proximidade, curou-o com as próprias mãos, pôs também dinheiro do seu bolso e ocupou-se dele. Sobretudo […] deu-lhe o seu tempo». Jesus não ensina quem é o próximo, mas como ser próximo, ou seja, como nos tornarmos nós mesmos próximos. A este respeito, podemos afirmar, com Santo Agostinho, que o Senhor não quis ensinar quem era o próximo daquele homem, mas a quem ele devia tornar-se próximo. Na verdade, ninguém é próximo de outro enquanto não se aproxima voluntariamente dele. Por isso, fez-se próximo aquele que teve misericórdia.

O amor não é passivo, mas vai ao encontro do outro; ser próximo não depende da proximidade física ou social, mas da decisão de amar. Por isso, o cristão faz-se próximo daquele que sofre, seguindo o exemplo de Cristo, o verdadeiro Samaritano divino que se aproximou da humanidade ferida. Não são meros gestos de filantropia, mas sinais nos quais se pode perceber que a participação pessoal nos sofrimentos do outro implica dar-se a si mesmo, supõe ir mais além de satisfazer necessidades, para chegar ao ponto da nossa pessoa ser parte do dom. Esta caridade alimenta-se, necessariamente, do encontro com Cristo, que por amor se entregou por nós. São Francisco explicava-o muito bem quando, falando do seu encontro com os leprosos, dizia: «O Senhor levou-me até eles» porque, através deles, havia descoberto a doce alegria de amar.

O dom do encontro nasce do vínculo com Jesus Cristo, a quem identificamos como o bom samaritano que nos trouxe a saúde eterna e a quem tornamos presente quando nos inclinamos diante do irmão ferido. Santo Ambrósio dizia: «Visto que ninguém nos é verdadeiramente tão próximo como aquele que curou as nossas feridas, amemo-lo vendo nele Nosso Senhor, e amemo-lo como nosso próximo; pois não há nada mais próximo dos membros do que a cabeça. E amemos também aquele que imita Cristo e quem se associa ao sofrimento dos necessitados para a unidade do corpo». Ser um no Um, na proximidade, na presença, no amor recebido e partilhado, e desfrutar, tal como São Francisco, da doçura de o ter encontrado.

2 – A missão partilhada no cuidado dos doentes.

São Lucas continua dizendo que o samaritano “encheu-se de compaixão”. Ter compaixão implica uma emoção profunda, que conduz à ação. É um sentimento que brota do interior e leva a assumir um compromisso com o sofrimento alheio. Nesta parábola, a compaixão é a característica distintiva do amor ativo. Não é teórica nem sentimental, mas traduz-se em gestos concretos: o samaritano aproxima-se, cura, responsabiliza-se e cuida. Mas, atenção, pois ele não o faz sozinho, individualmente: «o samaritano procurou um estalajadeiro que pudesse cuidar daquele homem, como nós estamos chamados a convidar outros e a encontrar-nos num “nós” mais forte do que a soma de pequenas individualidades». Na minha experiência como missionário e bispo no Peru, eu mesmo constatei como muitas pessoas partilham a misericórdia e a compaixão ao estilo do samaritano e do estalajadeiro. Familiares, vizinhos, profissionais e agentes pastorais da saúde e tantos outros que param, se aproximam, curam, carregam, acompanham e oferecem o que têm, dando à compaixão uma dimensão social. Esta experiência, que se realiza num entrelaçamento de relações, ultrapassa o mero compromisso individual. Assim, na Exortação apostólica Dilexi te, não me referi apenas ao cuidado dos doentes como uma “parte importante” da missão da Igreja, mas como uma autêntica “ação eclesial” (n. 49). Nela, citei São Cipriano para demonstrar como, nessa dimensão, podemos verificar a saúde da nossa sociedade: «Esta epidemia que parece tão horrível e funesta põe à prova a justiça de cada um e experimenta o espírito dos homens, verificando se os sãos servem aos enfermos, se os parentes se amam sinceramente, se os senhores têm piedade dos servos enfermos, se os médicos não abandonam os doentes que imploram».

No Um ser um supõe sentirmo-nos verdadeiramente membros de um corpo no qual carregamos, segundo a nossa própria vocação, a compaixão do Senhor pelo sofrimento de todos os homens. Além disso, a dor que nos comove não é uma dor alheia, é a dor de um membro do nosso próprio corpo, ao qual a nossa Cabeça nos manda acudir para o bem de todos. Nesse sentido, identifica-se com a dor de Cristo e, oferecida cristãmente, acelera o cumprimento da oração do próprio Salvador pela unidade de todos.

3 – Movidos sempre pelo amor a Deus, para nos encontrarmos a nós mesmos e ao próximo.

No duplo mandamento – «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo» ( Lc 10, 27) –, podemos reconhecer a primazia do amor a Deus e a sua direta consequência na forma do homem amar e se relacionar, em todas as suas dimensões. «O amor ao próximo é a prova tangível da autenticidade do amor a Deus, como atesta o Apóstolo João: “A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós. […] Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4, 12.16)».  Embora o objeto desse amor seja distinto – Deus, o próximo e nós mesmos –, e, nesse sentido, possamos entendê-los como amores distintos, eles são sempre inseparáveis. A primazia do amor divino implica que a ação do homem seja realizada sem interesse pessoal ou recompensa, mas como manifestação de um amor que transcende as normas rituais e se traduz num culto autêntico: servir o próximo é amar a Deus na prática.

Esta dimensão também nos permite contrastar o que significa amar-se a si mesmo. Implica afastar de nós o interesse de basear a nossa autoestima ou o sentido da nossa própria dignidade em estereótipos de sucesso, carreira, posição ou linhagem, recuperando pelo contrário a nossa própria posição diante de Deus e do irmão. Bento XVI dizia que «de natureza espiritual, a criatura humana realiza-se nas relações interpessoais: quanto mais as vive de forma autêntica, tanto mais amadurece a própria identidade pessoal. Não é isolando-se que o homem se valoriza a si mesmo, mas relacionando-se com os outros e com Deus».

Queridos irmãos e irmãs, «o verdadeiro remédio para as feridas da humanidade é um estilo de vida baseado no amor fraterno, que tem as suas raízes no amor de Deus». Desejo vivamente que nunca falte no nosso estilo de vida cristão esta dimensão fraterna, “samaritana”, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária, que tem a sua raiz mais íntima na nossa união com Deus, na fé em Jesus Cristo. Inflamados por esse amor divino, poderemos realmente entregar-nos em favor de todos os que sofrem, especialmente dos nossos irmãos doentes, idosos e aflitos.

Elevemos a nossa oração à Bem-Aventurada Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, pedindo a sua ajuda por todos aqueles que sofrem e que precisam de compaixão, escuta e consolo, e supliquemos a sua intercessão com esta antiga oração, que se rezava em família, pelos que vivem na doença e na dor:

Doce Mãe, não vos afasteis,
vossos olhos de mim não aparteis.
Vinde comigo por todo o caminho,
e nunca me deixeis sozinho.
Já que me protegeis tanto
como uma verdadeira Mãe,
fazei com que me abençoem o Pai,
o Filho e o Espírito Santo.

Concedo de coração a minha bênção apostólica a todos os doentes, às suas famílias e aos que cuidam deles; também aos profissionais e agentes da pastoral da saúde e, muito especialmente, aos que participam neste Dia Mundial do Doente.

Vaticano, 13 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV

Ano Jubilar Franciscano

Papa Leão XIV propõe oração a São Francisco como caminho de paz para o mundo atual

A abertura oficial do VIII centenário da morte de São Francisco de Assis, realizada no último dia 10 de janeiro na cidade italiana de Assis, foi marcada por um forte apelo espiritual do Papa Leão XIV à paz e à reconciliação. No coração das celebrações jubilares, o Santo Padre apresentou à Igreja uma oração inédita dirigida a São Francisco de Assis, propondo-a como expressão espiritual e caminho de reflexão para o Ano Jubilar Franciscano recentemente proclamado.

Mais do que um texto devocional, a oração expressa o coração da mensagem franciscana para o mundo contemporâneo: a paz não como resultado de estratégias humanas, mas como dom de Deus, acolhido por quem vive o Evangelho com fidelidade e simplicidade, à semelhança do Pobrezinho de Assis.

Ao escrever aos ministros da Família Franciscana, o Papa destacou que São Francisco continua sendo um testemunho vivo de reconciliação, especialmente em tempos marcados por guerras, divisões e muros erguidos entre povos e culturas. Segundo o Pontífice, a oração entregue à Igreja deve acompanhar os fiéis ao longo de 2026, inspirando atitudes concretas de diálogo, fraternidade e confiança em Cristo.

A proclamação do Ano Jubilar Franciscano, acompanhada da concessão de indulgência plenária, tem como principal objetivo renovar a fé do povo de Deus e incentivar uma vivência mais autêntica do Evangelho. Nesse caminho, a oração assume papel central, convidando cada cristão a tornar-se “operador de paz” no cotidiano.

Oração a São Francisco de Assis

(Papa Leão XIV)

“São Francisco, nosso irmão, tu que há oitocentos anos
ias ao encontro da irmã morte como um homem pacificado,
intercede por nós junto do Senhor.

Tu no Crucifixo de São Damião reconheceste a verdadeira paz,
ensina-nos a buscar n’Ele a fonte de toda reconciliação
que derruba todos os muros.

Tu que, desarmado, atravessaste as linhas de guerra
e de incompreensão,
concede-nos a coragem de construir pontes
onde o mundo ergue fronteiras.

Neste tempo afligido por conflitos e divisões,
intercede para que nos tornemos operadores de paz:
testemunhas desarmadas e desarmantes da paz que vem de Cristo.

Amém.”

Com palavras simples e profundas, o Papa Leão XIV propõe que esta oração acompanhe comunidades, famílias e fiéis ao longo do Ano Jubilar, como um convite constante à conversão interior e ao compromisso com a paz evangélica. Inspirados por São Francisco, os cristãos são chamados a derrubar muros, construir pontes e testemunhar, com a própria vida, a paz que nasce do encontro com Cristo.

 

Leia a carta do Papa Leão XIV aqui: https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/letters/2026/documents/20260107-lettera-morte-sf.html

 

“Reza com o Papa”

O Dicastério para a Comunicação e a Rede Mundial de Oração do Papa anunciaram uma nova iniciativa a serviço da missão do Santo Padre: o projeto “Reza com o Papa”. A proposta busca fortalecer a vivência da oração na Igreja, colocando os fiéis em comunhão espiritual com o Pontífice por meio da oração guiada.

A partir deste mês, em continuidade à missão iniciada pelo Papa Francisco, o Papa Leão XIV passará a partilhar mensalmente sua intenção de oração em novos formatos, com a disponibilização de um vídeo e um áudio. Nesses materiais, o próprio Papa conduzirá a oração, convidando a Igreja universal e todas as pessoas de boa vontade a se unirem espiritualmente em torno de uma mesma prece, enraizada na Palavra de Deus.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a difusão das intenções de oração do Papa, utilizando uma linguagem acessível e orante, capaz de ajudar os fiéis a rezarem no dia a dia. Além disso, aposta em formatos adequados ao contexto atual da comunicação digital, buscando alcançar um público cada vez mais amplo em diferentes partes do mundo.

Com o convite simples e direto – “Tira um momento, reza com o Papa” – o projeto pretende favorecer pausas de espiritualidade no cotidiano, reforçando a dimensão comunitária da oração e a comunhão com o sucessor de Pedro na missão da Igreja.

Clique aqui e conheça o site do projeto: https://www.popesprayer.va/pt-pt/rezacomopapa/

Diocese de Guanhães anuncia avanços para a criação de novas paróquias e reforça dinamismo pastoral

A Diocese de Guanhães divulgou nesta terça-feira, 09 de dezembro de 2025, um comunicado oficial que traz esperança e alegria a todo o povo de Deus. Iluminados pelo dinamismo da missão pastoral presente em tantas comunidades, o Bispo Diocesano e o Conselho Presbiteral têm refletido sobre a necessidade de estruturar, de maneira ainda mais sólida, diversas cidades que já demonstram vitalidade de fé e organização, mas que ainda não possuem  a “pessoa jurídica” denominada Paróquia.

Segundo o documento, foi criada uma comissão responsável por estudar e acompanhar esse processo, garantindo que todas as etapas ocorram conforme os critérios canônicos.

Atualmente, os discernimentos mais avançados dizem respeito às cidades de Frei Lagonegro — hoje ligada à Paróquia Santo Antônio, em Coluna — e José Raydan, pertencente à Paróquia Santa Maria Eterna, em Santa Maria do Suaçuí. Ambas apresentam crescente participação dos fiéis, vida comunitária ativa e sinais claros de potencial para, no tempo oportuno, serem elevadas à condição de Paróquia.

O comunicado reforça que outros estudos continuarão acontecendo ao longo dos próximos meses, com a perspectiva de que, futuramente, mais cidades possam receber essa grande graça. O fortalecimento das estruturas paroquiais é uma forma concreta de aproximar ainda mais a Igreja da realidade do povo, incentivando a evangelização e a presença missionária.

A Diocese convida todos os fiéis a rezarem por esse processo e pela comissão responsável, para que o Espírito Santo conduza com sabedoria cada etapa do discernimento. Que São Miguel Arcanjo, padroeiro da Diocese, e a Virgem Maria, Rainha da Evangelização, acompanhem este bonito momento de crescimento pastoral.

Comunicado

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Ao Clero, Bispo Emérito, Diácono, Seminaristas e todo o Povo de Deus da Diocese de Guanhães – MG

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O Dinamismo da Missão Pastoral em nossa Diocese de Guanhães está cada vez mais em evidência.

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Vislumbrando este dinamismo, o Conselho Presbiteral e o Bispo Diocesano refletiram sobre a necessidade de se fazer Paróquia algumas de nossas cidades, que embora se mostram como uma comunidade eclesial viva, não gozam da “Pessoa Jurídica”, denominada Paróquia.

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Assim, foi criada uma comissão para tratar deste assunto, o que está sendo encaminhado com muito esmero obedecendo os critérios canônicos para ereção de uma Paróquia.

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No momento, em processo mais avançado para se tornar Paróquia estão as Cidades de Frei Lagonegro (hoje pertencente à Paróquia Santo Antônio, em Coluna) e José Raydan, (hoje pertencente à Paróquia Santa Maria Eterna, em Santa Maria do Suaçuí).

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As reflexões e estudos continuarão para que no futuro outras cidades possam se tornar Paróquias somando às dezenas já existentes em nossa Diocese de Guanhães.

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Que São Miguel, nosso Padroeiro, nos ajude no combate contra o mal e a Virgem Maria, Rainha da Evangelização, nos aponte o caminho que nos conduz ao Seu Filho Jesus.

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Guanhães, 09 de dezembro de 2025.

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Pe. Dilton Maria Pinto
Chanceler da Cúria Diocesana

Diocese de Guanhães divulga comunicado oficial sobre transferências de padres para 2026

A Diocese de Guanhães tornou público, nesta terça-feira, 09 de dezembro de 2025, um comunicado oficial referente às transferências de padres que ocorrerão no início do próximo ano. O anúncio foi feito após reunião do Conselho de Presbíteros, presidida por Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, Bispo Diocesano.

Segundo o documento, as transferências atendem às necessidades pastorais atuais da Diocese e têm validade a partir de 04 de janeiro de 2026.

As mudanças são as seguintes:

1 — Pe. José Adriano Barbosa dos Santos
Deixará a Paróquia São Sebastião, na cidade de São Sebastião do Maranhão–MG, onde exerce atualmente a missão de pároco. Ele assumirá a missão de Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada no Bairro Pito, em Guanhães–MG.

2 — Pe. Vinícius Lucas Pereira Brandão
Deixará a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Pito, em Guanhães–MG, onde exerce a missão de Administrador Paroquial. Ele assumirá a missão de Administrador Paroquial da Paróquia São Sebastião, em São Sebastião do Maranhão–MG.

O comunicado encerra pedindo a intercessão do Espírito Santo, de São Miguel Arcanjo e da Virgem Maria para que acompanhem e fortaleçam a missão evangelizadora em toda a Diocese.

A Diocese de Guanhães convida os fiéis a rezarem pelos padres transferidos, pelas comunidades que os acolhem e por toda a Igreja diocesana neste momento de novas caminhadas e continuidade pastoral.

Leia o comunicado na íntegra:

Ao Clero, Bispo Emérito, Diácono e ao querido Povo de Deus da Diocese de Guanhães
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Muita Paz e todo o Bem!

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COMUNICADO – TRANSFERÊNCIA DE PADRES

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Atendendo às necessidades pastorais da nossa Diocese de Guanhães, o Conselho de Presbíteros reuniu-se, sob a presidência de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, nosso Bispo Diocesano, no dia 09 de dezembro de 2025, para tratar das seguintes transferências de Padres em nossa Diocese de Guanhães.

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A pedido do nosso Bispo Diocesano, comunico aos senhores Padres, Bispo Emérito, Diácono e ao querido Povo de Deus da Diocese de Guanhães que, a partir do dia 04 de janeiro de 2026, teremos as seguintes transferências:

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1 – O Pe. José Adriano Barbosa dos Santos, deixará a Paróquia São Sebastião, em São Sebastião do Maranhão – MG, onde exerce a Missão de Pároco, e assumirá a missão de Pároco na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Pito, na Cidade de Guanhães – MG.

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2 – O Pe. Vinícius Lucas Pereira Brandão deixará a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Pito, em Guanhães – MG onde exerce a missão de Administrador Paroquial, e assumirá a Missão de Administrador Paroquial na Paróquia São Sebastião, em São Sebastião do Maranhão – MG.

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As Provisões de transferências dos respectivos padres terão validade a partir do dia 04 de janeiro de 2026.

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Que não faltem as luzes do Espírito Santo, a Força de São Miguel e a Proteção da Virgem Maria na Missão Evangelizadora em nossa Diocese de Guanhães.

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Guanhães, 09 de dezembro de 2025

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Pe. Dilton Maria Pinto
Chanceler da Diocese de Guanhães

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Rumo à Sexta Assembleia Diocesana de Pastoral

Os membros da Comissão Diocesana Pró-Sexta Assembleia de Pastoral reuniram-se no sábado, 29 de novembro de 2025, para prosseguir no caminho sinodal rumo à articulação da Assembleia. Os assuntos tratados concentraram-se em uma análise de conjuntura da realidade eclesial diocesana, à luz do que propõe o Instrumentum Laboris 2 das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, especialmente os Caminhos da Missão, conforme a seguir:

  1. Iniciação à Vida Cristã (IL 160);

  2. Comunidades de discípulos missionários (IL 171-172);

  3. Liturgia e Piedade Popular (IL 178-184);

  4. Cuidado das fragilidades: das pessoas e da Casa Comum (IL 196-203).

Também foram valorizadas as proposições recebidas na fase de escuta das comunidades, pastorais e movimentos no ano de 2024, organizadas segundo os mesmos temas.

Considerando a riqueza desses materiais, a Comissão, juntamente com o bispo diocesano, indicou como caminho para o ano de 2026, no período de fevereiro a novembro, os seguintes passos: apresentação e análise pelo Clero, apreciação pelos Conselhos Pastorais e Econômicos das paróquias e estudo nas bases — junto às comunidades, pastorais e movimentos.

Pe José Aparecido dos Santos
Pe assessor das Pastorais

Diocese de Guanhães recebe com júbilo a eleição do Padre Dilton para a Academia Brasileira de Hagiologia

A Diocese de Guanhães recebeu, com grande alegria, a comunicação oficial da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI) informando que o Reverendíssimo Padre Dilton Maria Pinto, Chanceler da Cúria Diocesana, foi eleito para integrar a instituição como titular da Cadeira nº 24, dedicada a São João Batista, o Precursor do Senhor.

A hagiologia é a área da teologia que se dedica ao estudo da vida dos santos, de suas virtudes, escritos, testemunhos e processos de canonização. Trata-se de um campo que busca compreender e registrar a história e a espiritualidade daqueles que, pela santidade de vida, são modelos para toda a Igreja.

A eleição ocorreu em 26 de novembro de 2025, durante sessão extraordinária da Academia, que reuniu seus membros para a escolha da nova diretoria e de ocupantes de cadeiras que estavam vacantes.

Segundo a ABRHAGI, a escolha de Padre Dilton se deu em razão de seu notável zelo pastoral, firmeza doutrinal e contribuição destacada nos estudos relacionados à Causa de Beatificação do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, cujo processo tramita em Roma, no Dicastério para as Causas dos Santos. Sua atuação diligente e testemunho público nesta causa foram considerados decisivos pelos acadêmicos.

A carta, assinada por Dom André Alves dos Santos, OSB, Presidente da ABRHAGI, destaca ainda o orgulho da instituição por acolher mais um sacerdote da Diocese de Guanhães. A Cadeira nº 26, cujo patrono é o próprio Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, é atualmente ocupada pelo Reverendo Padre Ismar Dias de Matos, também integrante do clero diocesano.

A presença de dois sacerdotes de incardinados na Diocese de Guanhães na Academia foi reconhecida como sinal do vigor espiritual, intelectual e pastoral presente na Igreja particular conduzida por Dom Otacilio Ferreira de Lacerda.
A Diocese de Guanhães congratula-se com o Padre Dilton Maria Pinto, elevando a Deus um louvor sincero pela sua vida, vocação e missão, e pedindo que São João Batista inspire este novo serviço à Igreja no Brasil.

Segue a íntegra do ofício enviado pela ABRHAGI:

“Quão formosos são os pés dos que anunciam as boas-novas” (Is 52,7).

No júbilo deste Ano Santo, magnificamos ao Senhor por Suas obras admiráveis.

Reverendíssimo bispo da Diocese de Guanhães/MG
DOM OTACILIO FERREIRA DE LACERDA,

Saudações em Cristo Jesus, Pastor Eterno e Sumo Sacerdote.

Movida pela graça que inspira e conduz toda obra realizada em benefício da
Santa Igreja, a Academia Brasileira de Hagiologia – ABRHAGI, com sede canônica no
Estado do Ceará, vem, por meio deste, dirigir-se respeitosamente a Vossa Excelência
Reverendíssima, para comunicar notícia de singular júbilo para este sodalício e, de modo
particular, para a estimada Diocese de Guanhães, tão fielmente conduzida pelo vosso zelo
pastoral.

Aos vinte e seis dias do mês de novembro do Ano da Graça de 2025, reunidos
em sessão extraordinária, os membros desta Academia procederam à eleição da nova
Diretoria para o biênio 2026/2027, bem como à apuração oficial dos votos destinados ao
preenchimento de duas cadeiras que se encontravam vacantes. Após processo
democrático, transparente e amplamente participativo, tivemos a alegria de reconhecer,
pela expressiva votação dos confrades, a eleição de dois novos acadêmicos oriundos desta
nobre Diocese.

Temos, pois, a elevada honra de comunicar a Vossa Excelência Reverendíssima
que o Reverendíssimo Padre Dilton Maria Pinto foi eleito para integrar esta Casa de
estudos, assumindo a Cadeira nº 24, dedicada ao Precursor, São João Batista, patrono
maior da referida cadeira. Sua escolha, amplamente acolhida pelos membros desta
Academia, deve-se ao notável zelo pastoral, à firmeza doutrinal e ao mérito inconteste
demonstrado em sua atuação na Causa de Beatificação do Servo de Deus Lafayette da
Costa Coelho, cujo processo canônico tramita em Roma, junto ao Dicastério para as
Causas dos Santos. Sua diligente colaboração e seu testemunho público nesta causa foram
elementos decisivos que inspiraram a eleição de seu nome.

Aproveitamos igualmente para registrar que a Cadeira nº 26 de nossa Academia
tem como Patrono o próprio Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, e que seu atual
titular é o Reverendíssimo Padre Ismar Dias de Matos, sacerdote incardinado nessa
mesma Diocese de Guanhães, sob o pastoreio solícito de Vossa Excelência
Reverendíssima.

A presença de dois filhos desta Igreja particular entre nossos acadêmicos
constitui motivo de elevado apreço e manifesta de modo patente o vigor espiritual e
intelectual que brota do clero guanhanense.

Por tudo isto, a Academia Brasileira de Hagiologia expressa pública e fraterna
congratulação ao Reverendíssimo Padre Dilton Maria Pinto, nosso mais novo
acadêmico, bem como à venerável Diocese de Guanhães, que oferece à Igreja no Brasil
a riqueza de dois sacerdotes dedicados ao estudo, promoção e discernimento das vias de
santidade.

Unido na mesma fé, obediência e esperança, apresento a Vossa Excelência
Reverendíssima o meu abraço fraterno no Senhor, pedindo à intercessão de São João
Batista abundantes graças sobre este momento de júbilo e missão renovada.

Fortaleza, Ceará, 26 de novembro de 2025.

Dom André Alves dos Santos, OSB
Presidente da Academia Brasileira de Hagiologia – ABRHAGI

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Clero da Diocese de Guanhães realiza reunião no salão da Catedral São Miguel

Na manhã desta terça-feira, 18 de novembro de 2025, o clero da Diocese de Guanhães se reuniu no salão da Catedral São Miguel para um importante encontro de formação e alinhamento pastoral. O momento contou com a presença do bispo diocesano, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, e reuniu presbíteros das diversas paróquias da diocese.

A programação incluiu orientações oferecidas por convidados que abordaram temas essenciais para a missão pastoral e a administração das comunidades:

Pe. Frederico Martins, da Arquidiocese de Diamantina, Juiz Eclesiástico do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Diamantina, trouxe esclarecimentos sobre aspectos do direito canônico e orientações para a condução de questões jurídicas e pastorais nas paróquias.

Joel Fernandes, Assessor de Comunicação da Diocese de Guanhães, apresentou atualizações sobre ferramentas tecnológicas e deu dicas de segurança digital para os presbíteros.

Dr. Valter Júnior e Dra. Maria Betânia Bicalho, advogados e Assessores Jurídicos da Diocese, orientaram os sacerdotes sobre procedimentos administrativos, direitos, deveres e cuidados legais na gestão das comunidades paroquiais.

O encontro teve como objetivo fortalecer a atuação dos presbíteros, oferecendo subsídios para que cada um possa conduzir sua missão com maior segurança, clareza e unidade com toda a Diocese.

Aproveitando a ocasião, houve um momento especial de confraternização para celebrar o aniversário natalício do bispo diocesano, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, que completou 65 anos de idade na última segunda-feira, dia 17 de novembro. Também foram lembrados e homenageados os padres aniversariantes do mês.

A reunião reforçou o compromisso do clero com a comunhão, o serviço e a missão evangelizadora na região, renovando o espírito de fraternidade e dedicação ao povo de Deus.

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Diocese de Guanhães participa de Assembleia Episcopal do Regional Leste 2 da CNBB

Entre os dias 10 e 13 de novembro, a Diocese de Guanhães marcou presença na Assembleia Ampliada do Conselho Episcopal do Regional Leste 2, um dos encontros mais significativos para a Igreja em Minas Gerais. O evento, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aconteceu no Instituto de Integração Pessoal – Casa Mãe Acolhedora, em Belo Horizonte (MG), reunindo bispos, coordenadores de pastoral, presbíteros e representantes leigos das 28 (Arqui)Dioceses do estado.
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Representando nossa Igreja Particular, participaram o bispo diocesano, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, o coordenador diocesano de pastoral, Pe. José Aparecido dos Santos, e o representante dos presbíteros, Pe. José Geraldo da Silva.
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Sob a presidência de Dom José Carlos de Souza Campos, o encontro foi conduzido em um clima de comunhão e esperança, com o objetivo de refletir sobre os rumos da evangelização no contexto atual, a partir de três grandes eixos:
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– Os dados do último Censo sobre religião no Brasil;
– A aplicação das conclusões do Sínodo sobre Sinodalidade nas Igrejas locais;
– E as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) como resposta aos desafios pastorais do tempo presente.
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Em sintonia com ensinamentos do saudoso Papa Francisco, os participantes reafirmaram o compromisso com uma Igreja sinodal, missionária e em saída, aberta ao diálogo e guiada pelo Espírito Santo.
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Para Dom Otacilio, momentos como este fortalecem os laços de unidade e a caminhada pastoral em todas as dioceses:
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“É uma graça muito grande, o encontro de bispos, padres, leigos e leigas. Estamos aqui rumo a aprovação de novas diretrizes para a assembleia dos bispos no ano que vem. Com fé em Deus, com muita esperança, as diretrizes da ação evangelizadora têm também uma ressonância muito forte da realização do sínodo, que todos nós participamos.”, afirmou o bispo diocesano.
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A Diocese de Guanhães une-se a todo o Regional Leste 2 em oração para que esta assembleia produza frutos de comunhão, corresponsabilidade e renovado ardor missionário em cada Igreja particular de Minas Gerais.
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Fotos: Tatiane Soares/ Assessoria de Comunicação CNBB Regional Leste 2
ASCOM Diocese de Guanhães

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