O Espírito Santo e a Igreja

 

A palavra “espírito”, em hebraico, é “ruah”,  e traz a  ideia de “vento” –, é Deus, que fala, ouve, movimenta e, sobretudo, ama. Portanto, o Espírito não é simplesmente algo de Deus inanimado em nós, mas é Pessoa d’Ele que habita em e na nossa intimidade. O Espírito é o Paráclito, Advogado, sobretudo é amigo íntimo. Nas origens do cristianismo, deu-se aquilo que ficou conhecido como Pentecostes: um vento forte perpassou a comunidade cristã primitiva e todos os seguidores de Jesus sentiram-se abalados, sacudidos, envolvidos num clima de entusiasmo, de euforia, de alegria escatológica. Nasceu aí a esperança inaudita de um retorno imediato do Senhor, presente em ações.

Para nos basearmos na essência do Espírito Santo, firmamos aqui na seguinte afirmação: “Desde o nascimento da Igreja, é Ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas”. (PREFÁCIO – O Mistério de Pentecostes).  

Temos muitas atividades, muitos tipos de serviços, e tudo em vista do bem de todos. O Espírito, porém, é um só. Todos nós que fomos batizados no único e mesmo Espírito formamos um só corpo. É o Espírito que nos junta na unidade. Bebemos todos da mesma fonte, que é o próprio Espírito Santo.

Queridos, sem qualquer margem de dúvida, é o Espírito Santo quem promove na igreja toda a ação dinâmica missionária. É Ele quem dá a vida à Igreja. Podemos dizer que é a “difusão e evolução da Igreja”, pois a  caminhada missionária  da Igreja começa  em Pentecostes  quando o Espírito Santo entra em  suas  entranhas e a torna  viva e atuante! É a partir de Pentecostes, que a igreja começa a falar, a falar a linguagem do amor, que é uma linguagem universal, e que mesmo sendo desdobrada em vários idiomas, é a única linguagem capaz de ser compreendida pelos povos de todas as nações. A Igreja é unidade, é a defensora do amor, amor divino, provido do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Jamais podemos falar do Espírito, sem falar de sua dimensão missionária, podemos dizer que é falar de missão. Missão essa que, sem sombra de dúvidas, consiste em revelar a todos os homens  a vida nova que brota da ressurreição de Cristo! Eis aqui  a maior riqueza revelada, abertura a todos os povos e culturas!

E assim, com toda essa dimensão, o dia de pentecostes é dia de uma grande festa missionária, e que devemos alargar o nosso olhar para o mundo inteiro, onde a  Igreja se faz presente na pessoa de muitos missionários, homens e mulheres,  que, apesar das inúmeras dificuldades, se prontificam em doar-se em missão e a gastar a vida  na difusão do Evangelho. E também um convite a unirmos a estes missionários, no desejo  de fazer chegar a outros irmãos  a verdade que liberta!

Sabemos que os desafios de quem se entrega à missionariedade são inúmeros, mas sabemos também que o Espírito Santo anima e dá força a quem abraça a missão de  anunciar e  testemunhar o Evangelho, ponto decisivo para a história da salvação!

O Pentecostes atual da Igreja não aliena o cristão do mundo, nem o fecha no templo. Somos cristãos “em saída”, respirando e proclamando as maravilhas de Deus. Que Maria, esposa do Espírito Santo, que rezou e confortou os apóstolos à espera dele, interceda por nós e nos apoie na perseverança.

Michel Hoguinele

Referências:

FRANGIOTTI, Roque.

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Missal Romano

SALVIANO, José. Homilia de Pentecostes. 

Homilia Dominical, BÍBLIA SAGRADA

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