Na noite desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, o Revmo. Pe. Dilton Maria Pinto, presbítero da Diocese de Guanhães, tomou posse na Cadeira nº 24 da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI), cujo patrono é São João Batista.
A solenidade foi realizada em Fortaleza (CE), com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Academia, reunindo autoridades eclesiásticas, acadêmicos, convidados e fiéis que acompanharam o momento à distância.
Ao iniciar seu discurso, Pe. Dilton manifestou “profunda honra, reverência e senso de responsabilidade” ao assumir a cadeira dedicada ao Precursor do Senhor. Recordando o papel de São João Batista como “a voz que clama no deserto”, destacou que a hagiologia exige compromisso com a verdade, a memória e o rigor intelectual:
“Ingressar nesta Casa não significa apenas ocupar um assento acadêmico. Significa assumir um compromisso com a memória, com a fé, com a história e com o rigor intelectual que caracterizam a hagiologia enquanto campo de estudo e testemunho.”
Em sua fala, o sacerdote ressaltou que a Academia Brasileira de Hagiologia perpetua a tradição dos Bollandistas, grupo de estudiosos jesuítas do século XVII dedicados à pesquisa crítica sobre a vida dos santos, sublinhando a importância de unir fé e método científico no estudo da santidade cristã.
Pe. Dilton também partilhou sua alegria ao poder contribuir com os estudos hagiográficos a partir de sua experiência pastoral e histórica, especialmente no acompanhamento do Processo de Beatificação e Canonização do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, cuja causa tramita atualmente em Roma:
“Ao assumir esta cadeira, trago comigo a vida, a história e o testemunho de um homem que viveu a santidade junto aos seus paroquianos… Hoje, tenho a missão de acompanhar o seu Processo de Beatificação e Canonização.”
Refletindo sobre o patrono da cadeira, afirmou que São João Batista permanece atual ao recordar que o santo não aponta para si mesmo, mas para Cristo:
“É necessário que Ele cresça e eu diminua. Essa frase, mais do que uma declaração de humildade, é um verdadeiro programa espiritual e ético.”
Em outro trecho marcante, o novo acadêmico destacou a relevância contemporânea da hagiologia:
“A Hagiologia, quando bem compreendida, não é mera exaltação piedosa. Ela é investigação séria da experiência do sagrado, análise do testemunho radical de homens e mulheres que responderam de forma extraordinária ao chamado de Deus.”
Pe. Dilton recordou ainda os nomes que o antecederam na Cadeira nº 24, reconhecendo a responsabilidade de dar continuidade a um legado intelectual construído por figuras de notável contribuição acadêmica. Ao final, pediu a intercessão de São João Batista para que a Academia continue sendo “voz profética em meio ao mundo acadêmico, fiel à verdade e comprometida com a dignidade da pessoa humana”.
A Diocese de Guanhães une-se em ação de graças por esta conquista e expressa sua alegria pelo reconhecimento acadêmico de um de seus presbíteros, desejando que esta nova missão contribua para o aprofundamento dos estudos sobre a vida dos santos e para a edificação da Igreja.
Fotos: Academia Brasileira de Hagiologia