Um coração missionário: A alegria de Evangelizar

“Ide vós também para a minha vinha”
(Mt 20,7)

O coração humano é respeitado por ser o lugar onde residem as qualidades morais de um indivíduo, ou seja, os sentimentos e as emoções. No coração missionário não é diferente. Neste pequeno órgão muscular encontramos o governo, onde o chamado de Deus faz sentido: “Ide vós também para a minha vinha” (Mt 20,7). Na missão somos convidados “a entrar, fechar a porta e a orar ao Pai. Este que vê a sinceridade nos recompensará” (Mt 6, 6-8). O missionário tem a arte de dirigir o espírito que o impulsiona a calçar as sandálias da missão. Como nos diz George Peters: “O mundo está muito mais preparado para receber o Evangelho do que os cristãos para propagá-lo”. Daí que, para o missionário, não existe o perto ou o longe, mas a vontade de evangelizar.

A alegria do evangelizador é proporcionar vida para todos (Jo 10,10). Por isso, o que é outorgado ao missionário não é uma concessão, nem uma simples característica que a Igreja lhe oferece, mas sua autenticidade de ser. Daqui se entende as palavras de Jesus, quando diz: “Ide por todo o mundo e fazei discípulos meus” (Mt 28, 19). As palavras Bill Gothard asseveram: “Uma mensagem preparada numa mente alcança uma mente; uma mensagem preparada numa vida alcança uma vida”. Jesus é a mensagem e a vida, o Evangelho por excelência (Mc 1,1). O missionário é aquele que entende o verdadeiro sentido das palavras do Mestre: “Ide vós também para a minha vinha” (Mt 20,7).

São Paulo VI, declara: “Jesus é o primeiro e maior evangelizador, que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor, com a força do Espírito Santo (EN, 7). Eis, pois, que a alegria do missionário tem como segurança as palavras do Senhor: “não tenham medo” (Mt 28,5). O sentimento de júbilo do evangelizador rejuvenesce com os sinais da vitória do ressuscitado, estimulando a graça da conversão, mantendo viva a esperança que não decepciona. O que define o arauto do Senhor não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que deve empreender, mas todo o amor recebido do Pai, graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo (DA 14). O Evangelho é sua segurança.

O Papa Francisco nos assegura que a missão nos oferece uma alegria contagiante, porque põe em prática a certeza do “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), que é o próprio Jesus. O Documento de Aparecida nos diz: “a alegria do missionário, baseia-se no amor do Pai, na participação no mistério pascal de Jesus Cristo que, pelo Espírito Santo, faz-nos passar da morte para a vida, da tristeza para a alegria, do absurdo para o sentido profundo da existência, do desalento para a esperança. Esta alegria não é um sentimento artificial provocado num estado de ânimo passageiro (DA 17). O amor do Pai, revelado em Cristo, nos convida a entrar no seu Reino. Ele nos ensinou a orar dizendo “Abba, Pai” (Rm 8,15; Mt 6, 9). Nisto consiste a fé que nos leva à missão. “Quanto mais próximos estivermos d’Ele mais nos tornaremos missionários e com maior intensidade”. Assim nos assegura Henry Martin. Seja um apaixonado pela missão. Seja missionário de Jesus Cristo em sua comunidade paroquial, com sua família, em seu trabalho, vida social, onde estiver. Ouça as palavras de Jesus agora: “Ide vós também para a minha vinha” (Mt 20,7). Pense nisso.

Côn. Dr. Manuel Quitério de Azevedo
Prof. do Seminário de Diamantina e da PUC – MG
Membro da Academia de Letras e Artes de Diamantina-MG
Membro da Academia Marial – SP

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