É tempo do Santo Jubileu! Conheça a história.


A história do Jubileu

Diz a antiga lenda, que a primeira imagem esculpida de Cristo crucificado, teria sido feita por José de Arimatéia, aquele que pediu a Pilatos para tirar o corpo do senhor da Cruz.

Quando os mouros invadiram a Terra Santa, os cavaleiros cristãos que iam lutar nas cruzadas para evitar que a imagem de Cristo crucificado caísse nas mãos dos árabes, seguidores de Maomé teriam levado a imagem para a Europa. Entretanto nas costas de Portugal, o navio que transportava a imagem, espatifando-se contra um rochedo, naufragou.

A imagem desapareceu em meio às ondas. Tempos depois, foi encontrado numa praia de Portugal um braço que se disse da imagem de Cristo, pois trazia na palma da mão a perfuração dum cravo. Este braço foi devotamente recolhido e guardado na igreja da cidade de Matosinhos, região do Pôrto, em Portugal, começando ali a devoção ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

O encontro da imagem

Imagem Original do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

Certo dia de 1734, o negro escravo Antonio Angola, pertencente ao senhor Manuel Santiago, embrenhou-se por um capão à dentro à procura de lenha para os serviços da senzala. Mas o que encontrou foi uma imagem de madeira do crucificado. A notícia correu rápida por toda a redondeza. Manuel Amorim Coelho, benzeu a imagem e a colocou na Matriz, provisoriamente.

Na região de Conceição existiam muitos portugueses oriundos do Pôrto e saudosos do seu Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, erguido há séculos às margens do no Douro. Um deles, José Corrêa Pôrto, vítima de uma doença conhecida com o nome de “zamparina”, prometeu construir no alto do morro, no meio do capão, uma capelinha para abrigar a imagem do Crucificado, encontrada pelo escravo. Sendo atendido em sua prece, começou a logo a construção da primitiva igreja, que não chegou a ver concluída, pois falecera tempos depois, vítima de outra enfermidade.

Certa vez, assolou a região terrível seca, verdadeiro flagelo quase transformando tudo num deserto de misérias. Foi quando, então se lembraram da imagem do Bom Jesus. Trouxeram-na morro abaixo, em procissão, em meio súplicas e orações. Quando estavam subindo a rua Direita, em direção à Matriz, o tempo começou a fechar, o céu escureceu e não tardaram relâmpagos e trovoadas. Durante 15 dias choveu forte, descendo água em grossos pingos, parecendo que o céu ia desabar. O povo se atirava na chuva, gritava, pulava e dançava, dando graças ao Senhor Bom Jesus, todos acorriam à igrejinha no alto da colina, buscando solução para os seus mais variados problemas, a ninguém deixando o Senhor Bom Jesus sem resposta.

A construção da capela

Em 16 de junho de 1743, Dom Frei João da Cruz, Bispo do Rio de Janeiro, quando de sua visita pastoral a Conceição, recomendou ao vigário da freguesia, Pe. Miguel de Carvalho Almeida Matos, que construísse uma capela para tão milagrosa imagem. Sete anos depois, em 25 de maio de 1750, com a visita pastoral de Dom Manuel da Cruz, então Bispo da diocese de Mariana, foi lançada a pedra fundamental da segunda igreja para abrigar a “preciosa” imagem.

Em 1750, foi fundada a irmandade Bom Jesus por iniciativa do vigário, Pe. José Pacheco Ferreira de Vasconcelos. Por volta de 1773, foi adquirida em Lisboa, pelo Pe. Luís Alves Gondim a atual imagem do Senhor Bom Jesus de Matozinhos (a primitiva imagem se encontra devidamente guardada). Em 07 de março de 1787, o Papa Pio VI concedeu indulgência plenária a todos os devotos que participassem piedosamente do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Mas a festa, com suas romarias é coisa bem anterior a aprovação oficial pelo Papa. Talvez sejam 267 anos de devoção ao Senhor Bom Jesus sobre a colina de Conceição do Mato Dentro.

O atual Santuário

A terceira igreja e atual Santuário foi ideia e realização de Frei Vicente de Licodia, frade capuchinho italiano, pároco de Conceição e provedor do Santo Jubileu, construído entre 1931 e 1934.

Em fevereiro de 1995, depois de 80 anos de valorosos serviços prestados à comunidade de Conceição, os frades capuchinhos deixaram a Paróquia, entregando-a ao Bispo da Diocese de Guanhães, na época, Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN.

Ficaram marcas profundas de sua presença evangelizadora na cidade e região. Agora, são padres da diocese de Guanhães que cuidam da paróquia de Conceição e do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

 

Fonte: http://santuariodobomjesus.com.br/o-jubileu/

A Palavra do Pastor
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