POR QUE A CAVALGADA DO JUBILEU SERÁ NO SÁBADO NESTE ANO?

 

Está aproximando o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e muitos já se organizam para participar deste grande evento regional, através do qual os romeiros manifestam a sua fé e a sua piedade. Nesse período, há muitos anos, diversas pessoas saem de longe e vêm montados em seus cavalos para participar da tradicional cavalgada do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Não é um evento organizado pela Igreja, mas que, inevitavelmente, envolve a Igreja.

Neste ano foi feita uma mudança, a título de EXPERIÊNCIA, na tentativa de atender muitos romeiros que solicitaram mais celebrações no domingo. Tendo em vista que muita gente vem e volta no mesmo dia, e muitos aproveitam final de semana e feriado para fazer isso, e que os devotos do Bom Jesus vêm ao Jubileu em busca de confissões e da participação em pelo menos uma missa; Levando em conta que muitos não conseguem chegar a tempo de participar da missa das 10 horas e que não podem esperar a missa das 19 horas, e que, devido à cavalgada, não é possível colocar outra celebração no santuário nesse intervalo; Considerando que o número de padres para atendimento de confissões no domingo ainda é pequeno para a quantidade de penitentes, foi grande a solicitação de que fosse feita essa mudança a título de experiência.

É compreensível que haja reclamações da parte de muitos, pois toda mudança causa descontentamento. Porém, é necessário a compreensão de que a administração do santuário fica no meio de um fogo cruzado e, para tomar decisões, sempre com o parecer de seu conselho, precisa colocar na balança o que mais pesa a cerca do que deveria ser prioridade dentro do quesito RELIGIOSO, tendo em vista que o Jubileu é essencialmente religioso.

Em se tratando de cavalgada, tem gente que liga pedindo a cavalgada no sábado e tem gente que a quer no domingo; tem gente que liga pedindo para ser mais cedo e tem gente que a quer mais tarde… A verdade é que sempre haverá grupos descontentes com qualquer iniciativa, o que piora quando equipes organizadoras e outros grupos acabam incentivando o descontentamento coletivo.

A Igreja precisa organizar a sua vida e é possível atender a todos dentro das possibilidades, desde que o essencial não seja prejudicado e que as perdas não sejam sempre unilaterais. Em se tratando de eventos deste naipe o religioso é sempre reprimido em nome do cultural, ao passo que poderia caminhar juntos. Jamais chegou aqui neste santuário uma única comitiva que voltasse sem a bênção de um padre ou diácono, independente do dia que chegasse. Mas, é necessário organizar a bênção do movimento maior.

Neste ano o Jubileu tem apenas um domingo, seguido de um feriado prolongado, o que nos leva a entender que existe grande possibilidade de um número muito maior de pessoas no final de semana. Cada ano que passa o número de cavaleiros e amazonas aumenta. O espaço do santuário é particular, não público, o que implica que, se acontece algum acidente a Igreja acaba sofrendo as consequências por algo pelo qual ela não tem responsabilidade. Portanto, é preciso tomar todo cuidado possível, tendo em vista que esta paróquia tem problemas demais oriundos de decisões tomadas no passado sem pensar nas possíveis consequências.

Concluindo, após seis reuniões realizadas no ano passado, levando em conta que a experiência seria feita no ano passado, após ouvir diversos romeiros no último jubileu sobre o que eles esperam desse evento, levando em conta que neste ano o Jubileu tem apenas um domingo e que neste é preciso colocar mais celebraçõesNESTE ANO A CAVALGADA SERÁ NO SÁBADO DIA 17 DE JUNHO. Isso não quer dizer que seja algo definitivo. Será uma EXPERIÊNCIA a ser avaliada a posteriori, a partir da experiência. Se será algo bom ou ruim só se saberá depois que for feita a experiência. Para o próximo ano a própria Igreja, como responsável pela programação de qualquer evento religioso católico, pode chegar à conclusão de que foi uma experiência negativa. Ou, pelo contrário, os próprios cavaleiros e amazonas, que estiverem com a mente desprovida de preconceitos, podem chegar à conclusão de que foi uma coisa positiva. Em todos os casos, só se saberá se será bom ou ruim após a EXPERIÊNCIA.

O VERDADEIRO DEVOTO DO SENHOR BOM JESUS SABERÁ COMPREENDER QUE A IGREJA ESTÁ EM BUSCA DE ACERTAR.

 

Pe João Evangelista dos Santos

reitor do Santuário Bom Jesus

 

 

 

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