ESTUDO SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017

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A Campanha da Fraternidade 2017 terá como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15). Tem como objetivo geral: Cuidar da criação de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos à luz do Evangelho.

Com a presença de nosso pastor diocesano Dom Jeremias Antônio de Jesus, no intuito de conhecer melhor o tema abordado, diversos presbíteros seminaristas religiosos e leigos participaram de uma formação na manhã do dia 6 de dezembro 2016, assessorado  Hermógenes Ferreira Neto e Welbert Costa, membros do IEF – Guanhães (Instituto Estadual de Floresta, órgão responsável pela proteção das florestas em Minas Gerais, criando e administrando unidades de conservação em todo o estado e também responsável por promover a educação ambiental em todo o estado).

Dos seis tipos de biomas encontrados no Brasil, dois estão presente no território de nossa diocese – Cerrado e Mata Atlântica. Mesmo esses biomas sofrendo grandes impactos e degradação ambiental, ainda é possível encontrar áreas preservadas em seu interior, como os diversos parques ambientais em exemplo o Parque Estadual Serra da Candonga em Guanhães,  uma grande área de preservação.

Lembrou nosso bispo diocesano que é também missão da igreja conscientizar aos fiéis sobre as questões de preservação ambiental para garantirmos a sustentabilidade do nosso planeta que é casa comum de todos. Pe. Saint Clair também lembrou que é preciso gerar uma educação ambiental que pode ser feita a partir das crianças e jovens que serão os adultos conscientes do futuro.

A campanha da fraternidade 2017 se iniciará na quarta feira de cinzas e durante os 40 dias que antecipam a páscoa será um tempo forte de conversão pessoal e comunitária desta forma a igreja do Brasil por mais de 5 décadas propõe temas com propostas para soluções de realidades atuais.

Seminarista Daniel Bueno Borges

 

Conheça um pouco desses biomas presente em nossa diocese:

BIOMA MATA ATLÂNTICA:

A Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 1.315.460 quilômetros quadrados e estendia-se originalmente por 17 estados. Hoje restam 8,5% de remanescentes florestais. Atualmente, somados todos os fragmentos de floresta acima de 3 hectares, temos 12,5% da sua área original.

Desde o descobrimento do Brasil a Mata Atlântica vem sendo destruída. O pau-brasil, característico dela, foi o principal alvo da extração e exploração daqueles que colonizavam o Brasil.

Os relatos antigos falam de uma floresta aparentemente intocada, apesar de habitada por vários povos indígenas. Hoje a concentração urbana neste bioma abriga a maioria das capitais litorâneas e regiões metropolitanas. Nestas regiões o saneamento básico ainda é um sonho para muitos.

OS DESAFIOS DO BIOMA MATA ATLÂNTICA:

Das 633 espécies de animais ameaçados de extinção no Brasil, 383 ocorrem na Mata Atlântica. Junto a esta preocupação estão as grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e outras que padecem de desmoronamentos e a falta de saneamento básico. A concentração populacional na área urbana leva à ocupação em áreas de risco, de mananciais e encostas de morros. Os serviços de tratamento de esgoto, resíduos sólidos ainda são muito precários o que aumenta a degradação do ambiente. O maior problema deste e de outros biomas são as consequências de um modelo econômico que para gerar riqueza tem que concentrar pessoas e destruir o ambiente no qual se insere.

BIOMA CERRADO

O Cerrado tem duas estações climáticas bem definidas: chuvosa e seca. O solo, de composição arenosa, é considerado o bioma brasileiro mais antigo. Sua vegetação é encontrada na região Centro-Oeste e também na região oeste de Minas Gerais e das regiões sul do Maranhão e do Piauí. Nesta área vivem 22 milhões de pessoas.

CERRADO – Caixa d´água do Brasil

Embora o Cerrado não produza água, ele acumula as águas das chuvas em seu subsolo poroso, principalmente as vindas dos “rios aéreos” amazônicos. Assim, os biomas Amazônico e Cerrado se unem perfeitamente para a produção e distribuição da água para o Brasil.

BELEZA, FRAGILIDADES E DESAFIOS DO BIOMA CERRADO.

É o bioma Cerrado que abastece a bacia do Rio São Francisco. Um bioma tão antigo mostra-se frágil em sua capacidade de resistência e regeneração. A mão humana pode extinguir rapidamente um dos biomas mais antigos da face da terra.

Fotos: 

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