PARÓQUIA SÃO MIGUEL E ALMAS DA DIOCESE DE GUANHÃES- MG CELEBRA SEU PADROEIRO REZANDO E REFLETINDO TEMAS SOBRE O ANO NACIONAL DO LAICATO

De 21 a 29 de setembro, quando fazemos memória ao anjo São Miguel, os cristãos leigos, durante os nove dias rezaram em louvor ao padroeiro e também puderam  refletir sobre o tema do   Ano Nacional do Laicato, através dos textos escritos e organizados para todos os dias, pelo pároco padre Hermes Firmiano Pedro. A Novena envolveu os cristãos leigos e leigas de todas as pastorais e movimentos da paróquia.

O objetivo foi “apoiar e incentivar a vida e a ação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, conforme propõe o Documento 105 da CNBB: Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo (Mt 5,13-14) para 2017-2018, que “retoma e aprofunda a participação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”.

Discutiu-se a programação em reuniões com o pároco, com a equipe que realiza as atividades da festa e com representantes das pastorais e movimentos. Concluíram que a participação efetiva da família seria um dos objetivos para os dias da novena. Sendo assim, envolvendo os catequizandos, envolveria toda a família. E deu certo! Catequistas, mães e pais se empenharam e “fizeram bonito”! Belas apresentações e homenagens! Muita catequese! É disso que estamos precisando!

A celebração eucarística em todos os dias da novena e as apresentações preparadas pelos catequistas encorajaram os cristãos a participar também da quermesse.

Novidade para este ano foram as transmissões ao vivo pela internet. Agentes da PASCOM SÃO MIGUEL e PASCOM DIOCESANA se empenham, semeando a Boa Nova de Jesus mundo a fora, interagindo com irmãos e irmãs que estão em outras cidades, em outros países.

Agradecimentos a Dom Marcello Romano, a Dom Darci José Niciole, ao padre Hermes e aos padres que conosco celebraram a Festa do Padroeiro da paróquia e da Diocese de Guanhães.

Nossa missão laical não termina aqui; a celebração da Solenidade de Cristo Rei em 2018 será um marco importante na vida dos cristãos leigos e leigas.

Que são Miguel interceda a Jesus por nós para que sejamos “Sal da Terra e Luz do Mundo”, colocando a “mão na massa”, agindo  “até que tudo esteja fermentado” (Mt, 13-33).

           

Resumo do texto refletido pelos fiéis durante a Novena do Padroeiro São Miguel Arcanjo

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

  1. São Miguel, príncipe da justiça e da paz, ajudai-nos a testemunhar o Projeto de Deus para a humanidade, ensinando-nos a viver a radicalidade dos valores do Reino de Deus, chamando todos à decisão do seguimento e a assumirem as exigências da Missão.

T: Que a nossa comunidade seja a casa dos iniciados na fé. Comunidade evangelizada para tornar-se comunidade evangelizadora. Que possamos investir na formação das famílias, adultos, adolescentes, jovens, crianças e demais lideranças de nossas comunidades.

D: Senhor, dai-nos a graça de aceitar o chamado para sairmos do comodismo, a coragem para caminhar rumo a uma verdadeira conversão pastoral.

T: São Miguel, alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que não se apaga. Maria, Mãe do Evangelho vivente, manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós. Amém.

No 1º dia “COM SÃO MIGUEL, SENDO SAL E LUZ NO MUNDO”

Esclarecimento sobre o Ano do Laicato

A Igreja no Brasil iniciou no dia 26 de Novembro de 2017, que irá até o dia 25 de Novembro de 2018, o Ano do Laicato. Tem como tema: “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. E como Lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”. O Ano Nacional do Laicato tem objetivo de valorizar a presença e organização dos Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na sociedade, aprofundando sua identidade e missão, espiritualidade e vocação, estimulando o testemunho de Jesus Cristo e seu reino na sociedade. O tema principal é o PROTAGONISMO do LEIGO. O termo “protagonista”, muito utilizado no teatro, quer dizer “aquele que tem um papel especial”.

A comunidade foi convidada a refletir Mt, 5.

O Ano do Laicato nos empolga e fomenta em nós uma feliz e agradável expectativa, para juntos escutarmos o que diz o Espírito Santo aos nossos corações e assumirmos a ação transformadora na Igreja e no mundo. A obra é de Deus e de todos nós”.

2º dia “COM SÃO MIGUEL, SER SAL E LUZ DO EVANGELHO NA SOCIEDADE”

Os leigos, por meio da oração e meditação da Palavra de Deus, de olhos abertos para a realidade onde vivem, são chamados a transformar as injustiças em relações de paz e amor. São convidados a refletir e valorizar sua vocação laical, sua participação na vida e missão da Igreja e sua presença cristã na sociedade.

Os leigos e leigas são os “apóstolos de Cristo” nas múltiplas realidades deste mundo e têm a missão de levar a todo lugar o fermento, o sal e a luz do Evangelho. Essa missão é grande e desafiadora!

3º dia “COM SÃO MIGUEL, ASSUMIR A IDENTIDADE ECLESIAL DE SER SAL E LUZ”

Em diversos Documentos, o Magistério da Igreja explicitou e ampliou o pensamento oficial a respeito dos leigos e leigas na vida e na missão da Igreja. O Ano Nacional do Laicato deve ser uma boa ocasião para a maior valorização dos leigos e leigas na Igreja, conforme a teologia do Concílio Vaticano II.

 Faz-se necessário ir além de certa ideia, segundo a qual a Igreja seria uma organização do clero, sendo os leigos apenas beneficiários do serviço ou do poder do clero.  

A Igreja é feita de batizados/as, de igual dignidade como filhos e filhas de Deus, agraciados pela misericórdia de Deus e pela graça da Redenção, participantes do mesmo patrimônio da fé e esperança, herdeiros das mesmas promessas de Deus. Há, sim, na Igreja, serviços e missões diversas, segundo os dons que Deus distribui para a vida da mesma Igreja e para o exercício da sua missão.

“Aos leigos compete, por vocação própria, buscar o Reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência.” (Concílio Vaticano II).

4º dia “COM SÃO MIGUEL, SER SAL E LUZ EM UMA IGREJA EM SAÍDA”

A proposta do Papa Francisco para um futuro imediato é uma Igreja em saída e um laicato em saída. “Precisamos de leigos bem formados, animados pela fé cristã, que sujem suas mãos e não tenham medo de errar, mas que prossigam adiante. Precisamos de leigos com visão do futuro e não fechados nas pequenezas da vida, mas experientes e com novas visões apostólicas”.

Estar em saída implica deixar a zona de conforto e partir em busca do Reino de Deus que se possibilita no outro, sobretudo, no irmão necessitado de alimento, dignidade e de Deus.

É um necessário resgate da graça batismal em sua tripla missão: profética, real e sacerdotal. Significa uma relação de maior maturidade e autonomia dos batizados não ordenados frente ao desafio de fermentar o Reino de Deus numa sociedade que despreza a vida, tanto humana como do conjunto da Natureza, em função do dinheiro e do lucro.

O fiel que exerce algum tipo de serviço engajado nas pastorais e ministérios, que estende a sua fé ao encontro dos mais necessitados, sem dúvida, encarna o Evangelho em todas as dimensões de sua vida.

5º dia “COM SÃO MIGUEL, INSPIRADOS A SER SAL E LUZ”

“O fiel leigo, na sua própria vida cristã e em sua atuação na Igreja, não é um mero auxiliar do bispo ou do padre. O batismo lhe dá direito e, portanto, também o dever de realizar em sua existência a ação sacerdotal de Cristo. Em qualquer estado ou condição de vida, cada pessoa na sociedade, independentemente da sua raça e cultura, tem o lugar que lhe é devido e é chamada ‘a exercer a missão que Deus confiou na Igreja’”.

Assim, o leigo faz e complementa a ação do sacerdote; ele não ministra os sacramentos, não o substitui, mas prepara os irmãos para isso.

Uma vez que o trabalho do leigo cresce hoje na Igreja, assim também a sua formação precisa ser cada vez mais esmerada. Ele não pode ensinar o que quer, mas o que a Igreja ensina. Para ser firme no cumprimento de sua missão de batizado e missionário, o leigo precisa ter uma vida espiritual sadia. 

Mais do que nunca, a Igreja precisa dos leigos no campo de batalha do mundo, pois, hoje, ela é magoada, ofendida, perseguida e tida por muitos como a culpada de todos os males. É hora de saber quem é verdadeiramente cristão, quem ama a Deus de verdade, a Jesus Cristo e a Sua Igreja.

O papel do leigo não é ficar o dia todo na igreja, mas ser fermento nos ambientes em que vive; nesses campos de vida e de atuação, ser “sal da vida e luz do mundo”. 

6º dia “COM SÃO MIGUEL, VOCAÇÃO DE SER SAL E LUZ”

Qual é, então, a vocação do leigo na Igreja? O que ele está chamado a fazer? Entender por que se faz essa pergunta atualmente já é um bom caminho andado na direção da resposta que buscamos. Parece existir na Igreja uma noção errada de que os clérigos (bispos, padres e diáconos) são os “mais importantes e os protagonistas” da Igreja.

Por sua realidade de batizados, todos os leigos não apenas estão na Igreja, mas são Igreja, são parte do corpo que tem Cristo por cabeça.

O leigo é chamado a ser discípulo missionário, participante da missão da Igreja de anunciar o Evangelho. E para isso ele precisa experimentar renovadamente que o seu encontro com Jesus é verdadeiro, a fim de anunciá-lo em primeira pessoa. Os leigos têm como vocação própria procurar o Reino de Deus exercendo funções na realidade onde vivem. Cristo os chama a ser “sal da terra e luz do mundo”. 

O leigo não desempenha uma atividade específica, ele pode atuar no mundo da política, da educação, dos meios de comunicação, da economia, da cultura, das ciências, das artes, entre outros. Sua tarefa é transformar tudo isso conforme o projeto de Jesus Cristo, auxiliando na construção do Reino de Deus e criando fraternidade. 

O Papa Francisco disse que a política anda suja porque os cristãos se afastaram dela. E pede para que dela participem. Além de ser esta presença ativa no mundo, o Espírito Santo distribui entre os leigos dons e carismas para servirem por meio dos ministérios.

“COM SÃO MIGUEL E MARIA, ACEITAR O CHAMADO DE SER LUZ E SAL”

Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito, Maria cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano e maternal, que identifica profundamente a Igreja de Cristo (DAp, n. 267). A reflexão sobre o perfil mariano da Igreja abre muitos horizontes e oferece luzes para maior e melhor compreensão do ser e da missão dos leigos e leigas no seio do povo de Deus. 

 Em Maria, mulher leiga, santa, Mãe de Deus, os fiéis leigos e leigas encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. (DOC 105)  

Ao olhar a vocação de Maria, modelo de todas as vocações, recordamos os vários ministérios na Igreja e a presença dos leigos e leigas que são sujeitos ativos na Igreja e no mundo. Como Igreja, os leigos e leigas estão em saída para a missão.

Como Maria, o leigo e a leiga são os cristãos maduros na fé, que se dispõem a seguir Jesus com todas as consequências dessa escolha. São a força mais importante com a qual Deus conta para dar continuidade à missão de Jesus.

 Todos os batizados são evangelizadores. São chamados por Deus para testemunhar sua fé no seu ambiente específico: na família, na comunidade e na sociedade. São muitas as maneiras de testemunhar a sua fé nas estruturas da sociedade. 

Os cristãos leigos vivem o seguimento de Jesus Cristo no seu dia a dia e, como Maria, vivem a alegria deste chamado; sonham e promovem,  pela vocação assumida, a construção de um outro mundo possível.

8º dia “COM SÃO MIGUEL, ASSUMIR O PROTAGONOSMO DE SER SAL E LUZ”

Um dos documentos mais recentes da Igreja no Brasil (Doc. 105 da CNBB) vem enfatizar que os leigos e leigas são verdadeiros sujeitos eclesiais, corresponsáveis pela Nova Evangelização. Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, servir aos irmãos e irmãs, permanecer no seguimento de Jesus na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo.

Para ser sujeito é necessário sentir-se povo de Deus, comunidade de irmãos na diversidade dos dons e ministérios. É oferecer o que tem de melhor: salgar e iluminar.

 O cristão leigo é verdadeiro sujeito eclesial mediante sua dignidade de batizado, vivendo fielmente sua condição de filho de Deus na fé, aberto ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores. Como sujeito eclesial, assume seus direitos e deveres na Igreja, sem cair no fechamento ou na indiferença.

 Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, servir aos irmãos e irmãs, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo. 

“Nem o sal, nem a luz, nem a Igreja e nenhum cristão vive para si mesmo. Sua missão é sair de si, iluminar, se doar, dar sabor e se dissolver. Os cristãos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade, devem ter olhares luminosos e corações sábios para gerar luz, sabedoria e sabor, como Jesus Cisto e seu Evangelho.” (Doc. 105)

Não haverá protagonismo se o leigo não assumir o Batismo, não desengavetar todos os tesouros que já possui pelos Sacramentos. Não existe protagonismo na comodidade. Não existe protagonismo com achismos. E também não há protagonismo somente de uma boa vontade.

9º dia “COM SÃO MIGUEL, SER SAL E LUZ: DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS” 

“Os fiéis leigos, precisamente por serem membros da Igreja, têm por vocação e por missão anunciar o Evangelho: para essa obra foram habilitados e nela empenhados pelos sacramentos da iniciação cristã e pelos dons do Espírito Santo.” (São João Paulo II)

Deixar este protagonismo engavetado é o mesmo que receber um grande tesouro e enterrá-lo. Enterrá-lo com o medo do mundo ou com a comodidade dos que não querem compromisso. 

Sem dúvida, a ordem de Jesus: « Ide e pregai o Evangelho » conserva sempre a sua validade e está cheia de uma urgência que não passa. Todavia, a situação atual, não só do mundo, mas também de tantas partes da Igreja, exige absolutamente que se preste uma obediência mais pronta e generosa à Palavra de Cristo.

Todo o discípulo é chamado em primeira pessoa; nenhum discípulo pode eximir-se a dar a sua própria resposta. 

Hoje a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária; há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos.

Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho e na família. 

A comunidade teve oportunidade de participar de celebração presidida por Dom Marcello Romano – filho da Diocese de Guanhães -, bispo da Diocese de Araçuaí – MG. Também Dom Darci José Nicioli, Arcebispo de Diamantina, Administrador Apostólico da Diocese de Guanhães celebrou um dia da novena.

Nas celebrações, os ministros ordenados manifestaram alegria e gratidão pela presença e atuação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, enfrentando muitos desafios na busca da transformação da realidade em que vive o país, construindo uma nova sociedade.

Posso dizer que foi um momento muito importante na vida de todos os leigos e leigas da paróquia São Miguel, de Guanhães.

Que “Maria, mãe da Igreja, cheia de fé e de graça, totalmente consagrada ao Senhor, exemplo de mulher solícita e laboriosa”, acompanhe-nos em cada dia de nossa vida. Que tenhamos a coragem de testemunhar os ensinamentos do Mestre Jesus onde estivermos, sendo “Sal da Terra e Luz do Mundo” até que “tudo esteja fermentado”, assumindo o nosso compromisso de ser fermento na massa nas comunidades em que vivemos.

Mariza da Consolação Pimenta Dupim – Equipe de articulação para criação do Conselho Diocesano dos Leigos da Diocese de Guanhães – MG

e-mail : mariza-pimenta@hotmail.com

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