Dom Felippe retorna à Diocese de Guanhães: fé, emoção e gratidão marcam acolhida e sepultamento do primeiro bispo diocesano

Após 31 anos de sua Páscoa, Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN, foi acolhido na Catedral São Miguel, onde seus restos mortais foram sepultados. Celebrações reuniram bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis em um momento histórico dos 40 anos da Diocese de Guanhães.

Há presenças que o tempo não apaga. Há gestos que permanecem na memória de um povo e palavras que continuam produzindo frutos muito depois de terem sido pronunciadas. E há momentos em que a história parece aproximar o passado e o presente, fazendo da saudade uma expressão de fé, comunhão e esperança.

Nos dias 30 e 31 de outubro de 2026, a Diocese de Guanhães viveu um desses momentos.

Após 31 anos de seu falecimento, os restos mortais de Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN, primeiro bispo diocesano de Guanhães, foram trasladados do Santuário do Bom Jesus, em Manhumirim (MG), para a Catedral São Miguel, em Guanhães, onde receberam sepultamento definitivo.

O acontecimento integrou as comemorações dos 40 anos de instalação da Diocese, celebrados em 2026, e reuniu diferentes gerações da história desta Igreja Particular em dois dias de oração, homenagens, emoção e gratidão.

Mais do que recordar aquele que conduziu os primeiros passos da Diocese, as celebrações ofereceram uma oportunidade de reconhecer a atualidade de seu legado: a simplicidade, o compromisso com os pobres, a valorização das comunidades, a formação de lideranças e a convicção de que a Igreja se fortalece quando seus membros caminham unidos.

O silêncio de um pastor na acolhida de seu predecessor

Na sexta-feira, 30 de outubro, a chegada dos restos mortais de Dom Felippe à Catedral São Miguel foi marcada por uma cena de profunda emoção.

Enquanto a Rádio Vida Nova FM 91,5 transmitia ao vivo as palavras do bispo diocesano, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, a urna funerária era conduzida pela escadaria da Catedral por Dom Marcello Romano, Pe. Hermes Firmiano Pedro e os servidores da paróquia Bruno e Geraldo.

Ao alcançar o alto da escadaria, Dom Otacilio aproximou-se da urna, impôs as mãos sobre ela e permaneceu por alguns instantes em uma breve oração silenciosa.

Naquele gesto, que dispensou palavras, o atual bispo de Guanhães acolhia os restos mortais daquele que, quatro décadas antes, havia assumido a missão de conduzir os primeiros passos da Diocese.

Em seguida, Dom Otacilio conduziu as orações de acolhida na entrada da Catedral. A urna foi levada para o interior da igreja e colocada junto ao altar, onde permaneceu para a oração e a homenagem dos fiéis.

Os momentos de oração prosseguiram até o início da Santa Missa, presidida por Dom Marcello Romano, bispo emérito de Araçuaí e pároco da Paróquia São João Evangelista.

Dom Marcello recorda a simplicidade e o compromisso de Dom Felippe com os pobres

A presidência da celebração por Dom Marcello Romano possuía também um significado pessoal. Ele recebeu a ordenação presbiteral das mãos de Dom Felippe, em 17 de dezembro de 1994, em Conceição do Mato Dentro.

Mais de três décadas depois, participou diretamente da acolhida dos restos mortais do pastor que o havia ordenado sacerdote.

Em sua reflexão preparada para a ocasião, intitulada “Dom Antônio Felippe da Cunha: um pastor que permanece no coração do seu povo”, Dom Marcello recordou a simplicidade e a proximidade do primeiro bispo diocesano com as comunidades, especialmente com os mais pobres.

Destacou também sua atenção aos povos indígenas, recordando sua presença junto aos Pataxó de Carmésia, e o valor que atribuía aos grupos de reflexão e à partilha da Palavra de Deus.

Ao recordar seu modo de exercer o ministério episcopal, escreveu:

“Dom Felippe era bispo sem deixar de ser próximo, pastor sem deixar de ser irmão.”

A reflexão não se limitou à memória do passado. Dom Marcello convidou a Igreja Particular de Guanhães a examinar sua própria caminhada à luz dos valores que marcaram a vida do primeiro bispo.

Entre as questões apresentadas, destacou a necessidade de continuar acolhendo os mais necessitados, respeitando a dignidade dos povos indígenas, valorizando as pequenas comunidades e fortalecendo os grupos de reflexão.

Em uma passagem especialmente significativa, afirmou:

“Não estamos aqui para transformar um homem em mito, mas para reconhecer os sinais de Deus presentes em sua caminhada.”

Para Dom Marcello, recordar Dom Felippe é também reconhecer que a memória cristã possui consequências para o presente, inspirando novas atitudes de acolhida, serviço e compromisso com o Evangelho.

Ao refletir sobre o sentido do ministério episcopal, ressaltou:

“Dom Felippe fez-nos ver que a grandeza da Igreja não se mede apenas pela beleza de seus templos, ou pela solenidade de suas celebrações, ou antiguidade de suas tradições, mas pela capacidade de tornar presente, no meio do povo, o amor misericordioso de Jesus Cristo.”

As palavras expressam uma dimensão central do legado de Dom Felippe: a compreensão de que a missão da Igreja encontra sua expressão mais autêntica na vivência do Evangelho, especialmente junto aos mais fragilizados.

Missa Solene reúne diferentes gerações da história diocesana

Na manhã de sábado, 31 de outubro, às 10h, teve início a Missa Solene presidida por Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, com a concelebração de sacerdotes e a participação de religiosos, seminarista e fiéis.

A celebração antecedeu o sepultamento dos restos mortais de Dom Felippe na cripta da Catedral São Miguel.

Entre os presentes estava Dom Emanuel Messias de Oliveira, segundo bispo diocesano de Guanhães e bispo emérito de Caratinga.

Sua participação representou um encontro especialmente significativo entre diferentes momentos da história diocesana: a memória de seu primeiro pastor, a continuidade do episcopado e a missão atualmente conduzida por Dom Otacilio.

A celebração também contou com a presença de representantes da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora (SDN), à qual Dom Felippe pertenceu e dedicou grande parte de sua vida, inclusive como Superior Geral por dois mandatos.

Participaram o Pe. Marcos Alencar, Superior dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora; os conselheiros Pe. Heleno Raimundo e Pe. Rodrigo Ferreira; e os sacerdotes Pe. Renato Dutra, Pe. Sebastião Batista, Pe. Márcio Pacheco e Pe. Odésio Magno, todos membros da Congregação.

A presença dos confrades recordou a identidade religiosa de Dom Felippe, sua espiritualidade eucarístico-mariana e sua dedicação à formação, à vida fraterna e à missão evangelizadora.

Dom Otacilio destaca a espiritualidade e a mensagem do primeiro bispo

Durante a homilia da Missa Solene, Dom Otacilio recordou aspectos fundamentais da espiritualidade e da atuação pastoral de Dom Felippe.

Entre os elementos destacados estiveram seu amor pela Palavra de Deus, pelos pobres, pela Igreja e pela juventude, além da vivência das virtudes marianas, expressas em seu lema episcopal, Festinans cum Maria — “Com a presteza de Maria”.

A espiritualidade, a proximidade com as pessoas e a mensagem deixada pelo primeiro bispo diocesano estiveram no centro das recordações apresentadas.

A celebração foi também um momento de esperança cristã diante do mistério da morte, na confiança de que a vida encontra sua plenitude em Deus.

O sepultamento na Catedral, nesse sentido, não representou apenas o encerramento de uma etapa histórica, mas também um convite a conservar viva a memória de Dom Felippe por meio da continuidade da missão que ele abraçou.

Quatro sacerdotes ordenados por Dom Felippe participam das celebrações

Entre os participantes, quatro possuem uma ligação especialmente significativa com o primeiro bispo diocesano: Pe. Alípio José de Souza, Pe. Adão Soares de Souza, Pe. Hermes Firmiano Pedro e Dom Marcello Romano.

Todos receberam a ordenação presbiteral das mãos de Dom Felippe.

Pe. Alípio foi ordenado em 4 de dezembro de 1988, em São João Evangelista. Dom Marcello recebeu o presbiterado em 17 de dezembro de 1994, em Conceição do Mato Dentro. Pe. Adão foi ordenado em 14 de janeiro de 1995, em Santa Maria do Suaçuí.

Já Pe. Hermes Firmiano Pedro foi o último sacerdote ordenado por Dom Felippe, em 28 de janeiro de 1995, em Guanhães.

Apenas onze dias depois, em 8 de fevereiro daquele ano, Dom Felippe comunicaria oficialmente sua renúncia ao governo diocesano. Em 5 de março, faleceria em Belo Horizonte.

A presença de Pe. Hermes nas celebrações adquiriu um significado ainda mais profundo porque, como cura da Catedral São Miguel, esteve à frente do projeto de acolhida e sepultamento dos restos mortais do primeiro bispo diocesano.

O sacerdote que havia recebido de Dom Felippe o Sacramento da Ordem, nos últimos dias de seu episcopado, participou diretamente da preparação do lugar onde ele encontraria seu repouso definitivo.

A presença dos quatro sacerdotes tornou particularmente visível um dos frutos do ministério de Dom Felippe: as vocações sacerdotais que receberam sua imposição das mãos e deram continuidade à missão evangelizadora.

A presença da família e uma homenagem em forma de canção

As celebrações também contaram com a presença de familiares de Dom Antônio Felippe da Cunha, que participaram das homenagens ao primeiro bispo diocesano. Alguns estiveram presentes na acolhida dos restos mortais, no dia 30 de outubro, enquanto outros se juntaram às celebrações no dia seguinte, quando aconteceu o sepultamento na cripta da Catedral.

Entre os momentos de especial emoção esteve a homenagem musical apresentada por uma de suas sobrinhas, que interpretou, nas duas celebrações, a canção “Uma Ida Sem Volta”, de autoria de Jésus Ramos Gomes, de Córrego dos Bráz, em Inhapim (MG), terra natal de Dom Felippe.

Com letra e melodia simples, a composição apresenta uma despedida poética do primeiro bispo, recordando sua trajetória sacerdotal e episcopal, sua dedicação aos jovens e às crianças e sua identidade como Missionário Sacramentino de Nossa Senhora.

A canção também expressa a saudade provocada por sua partida e a esperança cristã de que a morte não representa o fim da vida.

Na voz de sua sobrinha, a homenagem ganhou um significado ainda mais especial, unindo a memória familiar ao carinho que Dom Felippe continua despertando no povo da Diocese de Guanhães.

Entre recordações, oração e música, a presença dos familiares acrescentou às celebrações uma dimensão profundamente humana: a despedida de um pastor que também foi filho, irmão, tio e parte de uma família que conserva sua memória com afeto.

O pastor que amava os pobres e a senhora que permaneceu junto dele

Entre as muitas manifestações de carinho durante as celebrações, uma presença chamou especialmente a atenção de Dom Marcello Romano.

Uma senhora permaneceu próxima à urna funerária, procurando conservar seu lugar em meio à movimentação das pessoas, para prestar sua homenagem ao primeiro bispo diocesano.

A cena inspirou uma reflexão sobre a dignidade dos pobres, sua resistência e a fidelidade daqueles que, muitas vezes, encontram pouco espaço na sociedade.

Em seu testemunho, Dom Marcello escreveu:

“Sabemos o quanto Dom Felippe amava os pobres. Mas, naquele momento, sua presença me fez pensar que aquele amor era correspondido: os pobres também amavam Dom Felippe. E ela estava ali para nos dizer isso, sem precisar pronunciar uma única palavra.”

O bispo recordou os anawim, os pobres de Javé, reconhecendo naquela presença silenciosa uma representação de um povo que persevera na fé, mesmo diante das dificuldades.

A própria senhora, em conversa com uma agente da Pastoral da Comunicação, expressou sua devoção de maneira espontânea. Descreveu o perfume que sentia junto à urna como o mais agradável que já havia percebido. Para ela, Dom Felippe tinha “cheiro de santidade”.

Seu relato, manifestação pessoal de fé e carinho, acrescentou uma dimensão ainda mais humana àquela homenagem.

A presença silenciosa observada por Dom Marcello e as palavras simples da senhora revelaram duas expressões de um mesmo sentimento: a memória afetuosa de um pastor que procurou estar próximo de seu povo.

Ao concluir sua reflexão, Dom Marcello escreveu:

“Os pobres não se esquecem de quem os ama.”

Objetos e lembranças preservam a proximidade de Dom Felippe com seu povo

Entre as recordações relacionadas à vida e ao ministério do primeiro bispo diocesano, também foram apresentados objetos que ajudam a contar sua história de maneira especialmente humana.

Livros e peças de uso religioso recordam sua caminhada sacerdotal e episcopal. Outros objetos, aparentemente simples, revelam dimensões de sua personalidade e de seu relacionamento com as comunidades.

Entre eles, um pandeiro ligado à Catequese, presente de Dom Felippe, acompanhado de um bilhete manuscrito com palavras de amizade, oração e esperança.

No bilhete, aparece uma referência à alegria proporcionada pelo som do pandeiro e pela melodia do violão, seguida de um pedido de orações e de uma mensagem de carinho.

Mais do que objetos antigos, essas lembranças ajudam a reconhecer a presença de um pastor que sabia aproximar a fé da vida cotidiana, cultivando relações de amizade e fraternidade.

Sua memória permanece, assim, não apenas nos documentos oficiais da Diocese, mas também nas pequenas recordações preservadas por aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

Um pastor que ensinava a importância da comunidade

A vida e o pensamento pastoral de Dom Felippe encontram uma expressão especialmente significativa em uma homilia proferida em 14 de agosto de 1988, durante uma celebração do Sacramento da Crisma na Comunidade Nazaré, pertencente à Paróquia São Sebastião, em Joanésia (MG).

Na ocasião, uma criança de apenas oito anos, Roberto Magno, gravou a pregação em uma fita cassete. Anos depois, ouviu novamente a gravação e realizou sua transcrição, preservando um precioso registro da mensagem do primeiro bispo diocesano.

Ao refletir sobre o chamado de Jesus para que seus discípulos sejam sal da terra e luz do mundo, Dom Felippe destacou a importância da união, da organização comunitária e do compromisso dos cristãos uns com os outros.

Em uma de suas afirmações, declarou:

“Não era só aumentar o número não, mas era para outros começarem a viver de verdade. Isso que se chama ser missionário. Isso que se chama iluminar, ser sal e luz.”

Para Dom Felippe, evangelizar não significava apenas reunir pessoas, mas contribuir para transformar suas vidas por meio da fraternidade, da solidariedade e da participação comunitária.

Em outro momento, ao explicar a experiência de Pentecostes, apresentou de maneira simples uma compreensão profundamente evangélica da comunicação:

“Somos de outras comunidades, mas há uma língua que todo mundo entende. Amor! Não é isso? Todo mundo entende.”

E, ao destacar a importância dos dons de cada pessoa, ensinou:

“Na comunidade, tem que se valorizar as forças de todo mundo, um não faz uma coisa, mas pode fazer outra. Tudo para o bem da comunidade. Isto é a força do Espírito Santo.”

Décadas depois, essas palavras continuam oferecendo à Igreja de Guanhães um convite à comunhão, à participação e ao compromisso missionário.

O sepultamento na cripta: memória e esperança

Após a Missa Solene, os restos mortais de Dom Antônio Felippe da Cunha foram sepultados na cripta da Catedral São Miguel.

O local passa a guardar a memória daquele que tomou posse como primeiro bispo diocesano em 1º de maio de 1986, data da instalação oficial da Diocese.

Na sepultura, uma inscrição sintetiza o sentimento de gratidão preservado por aqueles que conheceram sua vida e missão:

“Por aqui passou um homem de Deus.”

A frase, que também aparece nos testemunhos pessoais sobre Dom Felippe, recorda não apenas o exercício de seu ministério episcopal, mas as marcas humanas e pastorais que deixou entre os fiéis.

Em sua reflexão sobre o sepultamento, Dom Marcello destacou que a Catedral, como igreja-mãe da Diocese, torna-se também lugar de memória, gratidão e esperança.

Recordou, entretanto, que a fé cristã aponta para uma realidade que ultrapassa a própria sepultura: a promessa da vida eterna em Cristo.

O retorno de Dom Felippe à Catedral São Miguel representa, portanto, um gesto de reconhecimento por sua contribuição à história da Diocese e um convite à continuidade de seu testemunho.

Quarenta anos de fé e comunhão: uma história que continua

Nascido em Inhapim, em 1º de maio de 1933, Dom Antônio Felippe da Cunha foi ordenado presbítero em 14 de julho de 1963 e recebeu a ordenação episcopal em 6 de abril de 1986, em Manhumirim.

Em 1º de maio daquele mesmo ano, assumiu como primeiro bispo da Diocese de Guanhães, iniciando uma caminhada pastoral marcada pela proximidade com as comunidades, pela formação de lideranças e pela dedicação à evangelização.

Sua renúncia ao governo diocesano foi aceita pela Santa Sé em 8 de fevereiro de 1995. Pouco menos de um mês depois, em 5 de março, faleceu em Belo Horizonte, aos 61 anos.

Foi sepultado no Santuário do Bom Jesus, em Manhumirim, onde permaneceu até o traslado de seus restos mortais para Guanhães, em outubro de 2026.

Durante esses 31 anos, a Diocese prosseguiu sua caminhada, conduzida por seus sucessores, pelo clero e pela participação de religiosos, religiosas, leigos e leigas que ajudaram a construir sua história.

O retorno dos restos mortais de Dom Felippe, durante as celebrações dos 40 anos de instalação da Diocese, aproximou diferentes gerações dessa caminhada.

Seus confrades Missionários Sacramentinos recordaram a vida religiosa que abraçou. Os sacerdotes por ele ordenados testemunharam a continuidade de seu ministério. Seus sucessores no episcopado representaram a permanência da missão confiada à Igreja Particular. E o povo, com sua presença, suas orações e suas manifestações de carinho, demonstrou que a memória de seu primeiro pastor permanece viva.

O sepultamento na cripta da Catedral São Miguel encerrou dois dias de celebrações históricas, mas não encerra a história de Dom Felippe na Diocese de Guanhães.

Seu legado permanece como um chamado a cultivar uma Igreja próxima das pessoas, atenta aos pobres, comprometida com a Palavra de Deus e fortalecida pela vida em comunidade.

Nas palavras do próprio Dom Felippe, preservadas naquela homilia de 1988:

“Como viver uns pelos outros, ninguém odiar ninguém, tratar todos como irmãos, na luta uns pelos outros. Foi isso que Jesus ensinou.”

Dom Felippe repousa agora na cripta da Catedral São Miguel. Mas o amor que dedicou ao povo de Deus, as sementes que lançou e o testemunho que deixou continuam presentes na caminhada da Diocese de Guanhães.

Diocese de Guanhães — Quatro Décadas de Fé e Comunhão, celebrando a Esperança!

Por ASCOM/ Diocese de Guanhães
Fotografias:
Joel Fernandes – ASCOM/ Diocese de Guanhães
Acervo Diocese/ Acervos pessoais

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