Artigo reflete sobre os 40 anos da Diocese de Guanhães
Por ocasião dos 40 anos da Diocese de Guanhães, celebrados neste 1º de maio, o autor Antonio Pereira Timóteo encaminhou à Assessoria de Comunicação um artigo com reflexões sobre a caminhada histórica e pastoral da Igreja particular sob a sua ótica.
Confira:
Na próxima sexta-feira, a Diocese de Guanhães completa 40 anos de história e caminhada, tendo como seu e nosso primeiro Bispo Dom Antônio Felipe da Cunha, SDN. Nos seus primeiros 5 anos de pastoreio, estruturou a Diocese de Guanhães e, com seu profícuo trabalho missionário, criou o projeto de pastoral diocesano. Em 1991, dentro do ano jubilar, organizou um calendário de programas com intensas atividades, envolvendo todas as paróquias e comunidades com suas realidades. Deu impulso aos cursos de formação, destacando a formação política à luz da Palavra, medicina alternativa e pastorais, sendo: carcerária, juventude rural, mulher marginalizada, e a importância da formação bíblica, a partir da LPB – Leitura Popular da Bíblia, com o CEBI-MG. Organizou o COMIDI – Conselho Missionário Diocesano e, em seguida, os COMIPAs – Conselhos Missionários Paroquiais nas paróquias. Durante os seus nove anos de pastor, valorizou os leigos, chamando-nos de protagonistas da história da nova evangelização. “Testemunhar Jesus Cristo com novo ardor e em comunhão, na construção de uma sociedade justa e fraterna, na opção preferencial pelos pobres”.
Após o seu pastoreio e com seu passamento, a Igreja particular de Guanhães teve também o seu retrocesso, com a regressão dos grupos de reflexão e o distanciamento da participação dos leigos e do clero nas reuniões diocesanas. O projeto de pastoral, deixado por Dom Felipe, ficou no esquecimento e, no seu vazio, o clero ficou somente nas liturgias, sacramentos e sacramentais, valorizando mais as reformas físicas nas matrizes, concentrando-se somente na pastoral do dízimo.
A partir dos seus 40 anos, em meio a tantas fragilidades, é fundamental que ressurja das cinzas o ardor missionário e libertador, tão defendido por nosso saudoso pastor, o primeiro mártir da nossa Igreja particular. Reestruturando, por meio de uma assembleia diocesana, com participação das paróquias e comunidades em torno de seu atual Bispo e do seu clero, os movimentos e pastorais sociais e a constante formação dos leigos, com estudos profundos da Leitura Popular da Bíblia, revitalizando o CEBI-MG e o CNLB diocesano, não esquecendo das CEBs.
Antônio Pereira Timóteo, graduado em Sociologia e pós-graduando em Comunicação e Oratória. Assessor de formação bíblica pelo CEBI-MG. Coluna MG.

