Michel Hoguinelle

É missão das Paróquias resplandecer a luz divina

“Eles eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações”
(At 2,42)

Em sintonia com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil (DGAE 2019-2023), documento 109 da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -, apresento algumas motivações que me parecem indispensáveis para nossas paróquias, de modo especial às duas presentes em nossa cidade: São Miguel e Almas e Nossa Senhora Aparecida.
Seguindo o exemplo das primeiras comunidades, que “eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42), como discípulos missionários do Senhor, devem cuidar, com todo o carinho e empenho, com o máximo de todos os recursos possíveis, da formação dos agentes de pastoral, tendo como conteúdo fundamental a Palavra de Deus, os Ensinamentos da Tradição da Igreja, e a Doutrina Social da Igreja (DSI).
Quanto à comunhão fraterna, formar comunidades que criem e fortaleçam os vínculos dos relacionamentos, vivendo de modo profundo e intenso a caridade, que confere à comunidade a verdadeira identidade como seguidores de Jesus Cristo, como eram reconhecidas as primeiras comunidades, na expressão de Tertuliano (séc. II): – “Vede como eles se amam”.
Deste modo, precisam ter todo o cuidado com a Sagrada Liturgia e a celebração dos Sacramentos, a fim de que expressem a beleza e o esplendor do Mistério celebrado, de acordo com as sábias orientações da Igreja.
Finalmente, devem ser espaços de aprofundamento de uma Catequese Permanente, em que não faltem momentos fecundos e enriquecedores de uma espiritualidade verdadeiramente comprometida com a dignidade e a vida, sobretudo dos empobrecidos, nos quais reconhecemos a pessoa de Jesus Cristo.
Tendo estes quatro pilares bem cuidados, muito contribuirão as Paróquias para a Pastoral de Conjunto de toda a Diocese, e todos devemos dar o melhor de nós.
Com Maria, mãe da Igreja, sigamos em frente, firmando nossos passos nesta caminhada evangelizadora, contando com a ação e presença do protagonista da Evangelização, que anima, ilumina, fortalece e conduz a Igreja: o Espírito Santo de Deus.

Dom Otacilio F. Lacerda
Bispo de Guanhães

Papa Francisco institui Domingo da Palavra de Deus

O Rico e o Pobre (homilia do 26° Domingo Comum)

A Parábola do rico e do pobre Lázaro

Quem são os “Lázaros” de nosso tempo?

A Liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum (ano C) nos convida a refletir sobre nossa relação com os bens: bens que passam e que devem ser usados, e os bens eternos, que devem ser abraçados.

Na primeira Leitura (Am 6, 1a.4-7) Amós, o “Profeta da justiça social”, denuncia a exploração dos ricos sobre os pobres, um luxo vivido à custa da exploração dos pobres.

Sua voz é um grito profético sobre esta situação, e Deus não Se faz indiferente, e não compactua esta, porque não é o Seu Projeto pensado e querido para a humanidade.

O grito de Amós ultrapassa seu tempo e chega até nós, pois também vivemos situações de desigualdade, exploração e miséria que precisam ser superadas: gastos com supérfluos, contrastando com realidades abomináveis de fome, desnutrição, sede e muito mais a ser mencionado.

Na fidelidade a Deus, vivendo a vocação profética, não podemos nos furtar de sagrados compromissos para que todos tenhamos uma vida plena e feliz.

Na segunda Leitura (1 Tm 6,11-16), o Apóstolo Paulo traça o perfil de alguém que serve a Deus, com uma desejável vida santa: deve amar os irmãos, ter fé, ser paciente, perseverante, justo, piedoso, terno, vive totalmente voltado para o outro em doação e serviço; entusiasmado na vivência do ministério; fidelidade na transmissão e vivência da Doutrina que ensina.

Reflitamos:

– Quais das características citadas estão presentes em nós, como discípulos missionários do Senhor?

Na passagem do Evangelho (Lc 16, 19-31), ouvimos a Parábola do rico e do pobre Lázaro, que é uma catequese sobre como devemos possuir os bens e não sermos possuídos por eles, vivendo o amor, a partilha e a solidariedade, sobretudo com os mais pobres, com os “Lázaros” de cada tempo.

Com a Parábola, entre outros ensinamentos, aprendemos que enquanto a Palavra de Deus não for acolhida no mais profundo do coração, a ponto de determinar nossos pensamentos, escolhas e ações, permaneceremos mergulhados na escuridão, encalacrados no egoísmo, no orgulho, na autossuficiência, sem jamais entender e viver a graça do amor e da partilha.

Não podemos perpetuar situações em que um quarto da humanidade fica com oitenta por cento dos recursos disponíveis do planeta, enquanto três quartos ficam com o restante (vinte por cento).

Muito bem nos ensina a Igreja, perita em humanidade: “Deus destinou a terra com tudo o que ela contém par auso de todos os homens e povos; de modo que os bens criados devem chegar equitativamente às mãos de todos…” (Gaudium et Spes n. 69).

O rico da Parábola não tem nome, pois pode ser cada um de nós; representa a humanidade, mas o pobre tem nome, chama-se “Lázaro”, que tem apenas os cães para lhe lamberem a ferida, amenizando a dor, servindo-lhe de companhia na dor da solidão, da marginalização e do abandono.

Que nossos olhos, ouvidos, coração sejam abertos para contemplar a face de Deus e escutar Sua Palavra, para que vivamos o amor, a solidariedade e a partilha com os “Lázaros” de cada tempo.

Os “cães” e os “ais” do Profeta Amós devem ser interpelação constante para todos nós, no amor de compaixão, para a superação de relações pecaminosas de miséria e opressão.

Para tanto, as características dos discípulos mencionadas (segunda leitura) devem estar presentes em nós. Somente assim a eternidade será alcançada.

Reflitamos:

– Como usamos os bens que nos são confiados?

– Sabemos partilhar com os outros os bens que possuímos?

– Quais são nossas riquezas que precisamos colocar em comum em alegre sinal de amor, comunhão, partilha e solidariedade?

– Quem são os “Lázaros” que se encontram em nossas portas?

– O que fazemos concretamente em seu favor?

Continuemos em permanente vigília e conversão, para que nos empenhemos na superação desta brutal e pecaminosa realidade, que se manifesta em inúmeras formas de desigualdade e injustiça social, no bom combate da fé vivido, comprometidos com um novo céu e uma nova terra.

Cremos que, na vivência das Obras de Misericórdia, muito poderemos contribuir na transformação das estruturas sociais injustas.

Obras de Misericórdia Corporais: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. Obras de Misericórdia Espirituais: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rezar a Deus pelos vivos e defuntos.

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda – Bispo Diocesano de Guanhães. 

Carta sobre Comunhão às pessoas celíacas

A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), levando em consideração a condição crônica na qual se encontram cristãos católicos permanentemente intolerantes ao glúten em sua alimentação, divulgou uma carta na qual orienta os bispos, sacerdotes, diáconos e a todo o Povo de Deus sobre o uso do pão e o vinho para a Comunhão Eucarística.

O texto é assinado pelo bispo de Paranaguá (RS), dom Edmar Peron, e informa que os fiéis que tiverem extrema intolerância ao glúten, de tal forma que até mesmo uma pouca quantidade é capaz de causar-lhes graves sequelas, podem comungar apenas sob a espécie do vinho. Nesse caso, a Comissão orienta o celíaco para que adquira um pequeno cálice exclusivo, próprio para uso litúrgico e apresente sua situação ao sacerdote que, ao presidir a missa colocará o cálice sobre o altar para que o vinho seja consagrado na Celebração Eucarística.

Na carta, a Comissão chama atenção para o fato da importância que os bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão eucarística devem dar à doença e aos cuidados que ela exige, entre eles, a atenção para que o cálice para o uso do celíaco não tenha contato com partículas com glúten ou materiais que possam ter tido esse tipo de contato, a fim de garantir a comunhão eucarística segura dessas pessoas.

Ainda na ocasião, a Comissão orienta os sacerdotes para que sequer realizem no cálice o rito da immixtio, isto é, o gesto no qual se coloca uma fração da hóstia no cálice. “Desejamos com isso favorecer aquilo que nos recorda o Papa Francisco em seu discurso de 11 de junho de 2016: ‘a comunidade cristã está chamada a trabalhar para que cada batizado possa fazer a experiência de Cristo nos sacramentos’”, diz um trecho da carta.

Condição autoimune

A doença celíaca é uma condição autoimune, desencadeada pelo consumo do glúten presente no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e em todos os derivados destes cereais. Ela pode se manifestar em qualquer fase da vida, afetando todo o corpo e, se não tratada, pode trazer consequências graves para a saúde das pessoas celíacas. Há formas dessa doença em que a pessoa é afetada até mesmo pela presença de traços de glúten ou até pelo simples contato com ele. Segundo as estatísticas, a cada 400 pessoas, uma é celíaca.

clique e baixe a carta na íntegra.

Fonte: CNBB

Homilia do 24º Domingo do Tempo Comum – ano C

“Entremos na Alegria do Pai”

Com a Liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum (Ano C), somos convidados a contemplar a face misericordiosa de Deus, que se revela num Amor infinito e incondicional pela humanidade, de modo especial pelos pecadores e excluídos.

A primeira Leitura (Ex 32,7-11.13-14) retrata um momento fundamental na História do Povo de Deus. Moisés está no Monte Sinai, e lá Deus Se manifesta com Ele dialoga, mais ainda, ora e intercede pelo povo que, infringindo os termos da Aliança, faz um bezerro de ouro para ser adorado.

A mensagem fundamental é o retratar do compromisso de amor e comunhão de Israel com Deus, sem o que cairá em nova escravidão, da qual Javé os libertou. Sem fidelidade e adoração a Javé não há vida, liberdade e felicidade.

Ressalta-se a intercessão de Moisés e a ação misericordiosa de Deus, que se expressa em ternura e bondade. O Amor infinito de Deus pelo Seu Povo sempre fala mais alto que Sua vontade de castigar por causa dos desvios e infidelidades cometidas. A lealdade e o infinito Amor de Deus são notáveis e incontestáveis.

A atitude de Moisés é questionadora: face à indignação de Deus, intercede pelo Povo e não deixa que a ambição pessoal se sobreponha ao interesse do Povo – “deixa que a minha indignação se inflame contra eles e os destrua; de ti farei uma grande nação”. Moisés não aceitou a proposta, mas intercede em favor do povo. Moisés nada pede para si e questiona a tantos que sacrificam tudo pelo status, poder e acúmulo de bens…

Questionemo-nos:

– Quais são as infidelidades que cometemos contra Deus?

– Como corresponder melhor ao infinito e incondicional Amor de Deus por nós?

– Quais lições temos a aprender com Moisés nesta passagem bíblica?

A segunda Leitura é uma passagem da Carta de Paulo a Timóteo (1 Tm 1,12-17) que retrata o ministério do Apóstolo e os efeitos da misericórdia de Deus em sua vida.

A Carta aborda três temas:

– A organização da comunidade;

– Como viver a fé e combater as heresias;

– A vida cristã dos fiéis.

O Apóstolo vê seu ministério como ação da misericórdia e da magnanimidade divinas. Com isto, somos convidados a tomar consciência do Amor que Deus a todos oferece, sem exceção, sejam quais forem as faltas cometidas. É este Deus misericordioso que Paulo conheceu e testemunhou, e que também devemos conhecer e testemunhar.

Como o Apóstolo, viver a gratidão para com o Amor de Deus, que é irrestrito e incondicional, e questionar qual o amor que vivemos para com Deus e para com o nosso próximo.

A passagem do Evangelho (Lc 15, 1-32) é apresentada no contexto do caminho de Jerusalém, onde Jesus consumará a Sua missão, Paixão, morte e Ressurreição.

As três Parábolas comunicam ao Amor de Deus derramado sobre os pecadores, sendo a segunda e terceira exclusivas do Evangelista Lucas, e não por acaso, o Evangelho de Lucas é chamado de “Evangelho da ternura divina”, como bem cita o Missal Dominical:

“Lucas, o evangelista da ternura divina multiplica as narrativas que mostram Jesus em busca dos mais abandonados, dos pobres, dos pecadores, realçando assim o próprio fundamento da nossa religião, que é a atitude dos que são arrebatados pelo abismo do Amor de Deus”. (1)

As Parábolas são apresentadas num contexto muito concreto, em que Jesus é questionado pelos fariseus e escribas pelo fato de andar e comer com os pecadores.

Elas revelam a misericórdia divina, que tem uma lógica diferenciada dos fariseus e escribas (lógica da intolerância e exclusão), pois a misericórdia divina faz novas as criaturas.

Normalmente, são conhecidas como Parábolas da “ovelha perdida”, “moeda perdida” e “filho pródigo”, mas poderiam ser apresentadas de outra forma: a misericórdia e alegria de Deus pelos pecadores que se convertem.

Deus jamais rejeita e marginaliza, ama-nos com Amor de Pai, e esta há de ser a atitude dos discípulos para com os pecadores: amor que vai ao encontro, acolhe e perdoa:

“Não existe verdadeira experiência humana sem intercâmbio, diálogo, confidência, verdadeiro amor recíproco. Só o amor é capaz de transformar, mas com uma condição: que seja gratuito e livre” (2)

Um amor que reintegra e celebra com alegria a volta daquele que estava perdido, morto, e encontrado voltou a viver.

As Parábolas expressam a ação divina que abomina o pecado, mas ama o pecador. A comunidade é chamada a ser testemunha da misericórdia divina e jamais compactuar com o pecado.

Amar como Deus ama, um amor incompreendido e que nos dá vertigem.

Os seguidores de Jesus, que se põem a caminho com Ele, farão sempre uma caminhada de penitência e conversão, sem recriminar e excluir, mas acolhendo os pequenos, pecadores, e também se deixando ser acolhido pelo Amor de Deus.

Amados, acolhidos e perdoados por Deus tornamo-nos acolhedores e sinais do Seu Amor e do Seu perdão, que recria e faz novas todas as coisas. Verdadeiramente, a misericórdia divina vivida nos faz novas criaturas.

As Parábolas revelam que o Amor divino vai até o fim. Como não transbordar de alegria diante deste Amor que nos ama e nos ama até o fim?

Entremos na alegria de Deus, revelada a nós por Jesus, acolhendo e nos deixando conduzir pela ação do Espírito Santo.

Redimidos pelo Amor Trinitário, preenchidos deste Amor, seremos dele comunicadores, transbordando o mesmo Amor para com o outro, na alegria do perdão dado e recebido.

Reflitamos:

– Sinto este Amor incondicional, irrestrito e eterno de Deus?

– De que modo rejeitar o pecado e não o pecador?

– O que as Parábolas da misericórdia divina nos ensinam?

– Como vivemos a fidelidade e correspondência ao Amor divino?

– Entramos na alegria de Deus, na festa dos reconciliados, dos que estavam perdidos e foram encontrados, dos que estavam mortos e voltaram a viver?

– Em que nos assemelhamos aos fariseus e escribas e sua lógica de recriminação e exclusão?

– Sentimo-nos acolhidos, amados e perdoados por Deus?

– Somos instrumentos de acolhida, amor e perdão divinos?

Finalizando, “Cristo nos revelou um Deus como desejamos. Um Deus que é Amor e misericórdia.“ (3)

(1) (2) (3) – Missal Dominical pág. 1236.

+ Otacilio Ferreira de Lacerda,

Bispo Diocesano de Guanhães. 

Dom Otacilio, toma posse como novo bispo da Diocese de Guanhães

Após três  anos de ministério episcopal, como bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom  Otacilio Ferreira de Lacerda, foi nomeado pelo Papa Francisco, como bispo da Diocese de Guanhães, pertencente ao Regional Leste II da CNBB, na Província Eclesiástica de Diamantina, e assumiu o cargo na manhã de hoje, 14 de setembro, em uma solene cerimônia na Catedral de São Miguel Arcanjo.

Milhares de fiéis, das 27 paróquias da diocese de Guanhães, dioceses vizinhas, da diocese de Guarulhos/SP, da arquidiocese de Belo Horizonte, além de inúmeros bispos, arcebispos, padres, diáconos e seminaristas, participaram fervorosamente da solene celebração na Catedral São Miguel, onde  realizou-se  a Posse Canônica e a Missa Estacional segundo o Rito.

Confira fotos da posse:

Transmissão da Posse Canônica

Informamos a todos que desejam acompanhar a Santa Missa com o Rito Canônico de posse do Bispo Diocesano de Guanhães, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda; que será à partir das 9h na Catedral São Miguel Arcanjo; com a presença de vários bispos, arcebispos, padres, diáconos e uma multidão do povo de Deus da Diocese Guanhães e de outras dioceses. Com carinho, acolhemos a todos e desejamos que sintam-se em casa, desde já, e ao mesmo tempo informamos os links, que estarão transmitindo a Solene Celebração Eucarística.

– SITE: https://diocesedeguanhaes.com.br
– RADIO VIDA NOVA, 91,5 FM            https://vidanovafm.com.br
– Fanpage: facebook.com/fmvidanova

A todos, desejamos uma santa e feliz Celebração de acolhida de nosso novo pastor.

Paz e bem!

Setembro Amarelo: campanha chama atenção e oferece apoio na prevenção do suicídio

No Brasil, uma pessoa tira a própria vida a cada 45 minutos, segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV). Um dado alarmante que precisa cada vez mais de atenção da sociedade. Para isso, existe o movimento #SetembroAmarelo que este ano traz a campanha #ComoVaiVocê.

O CVV que realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio, atende voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias, convida toda a sociedade a se unir na luta pela prevenção.

O suicídio é um problema de saúde pública no Brasil e os casos têm crescido principalmente entre os jovens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio já é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, no mundo. No Brasil, já é a quarta maior. Dados da OMS apontam que 32 brasileiros se suicidam diariamente.

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é celebrado no dia 10 de setembro, mas durante todo o mês a campanha busca chamar a atenção da população sobre a importância dessa discussão. O bispo de Rio Grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, fala da importância de conversar sobre o assunto.

“Não podemos deixar de debater e aprofundar esse tema em nossas famílias, escolas, comunidades, entre os amigos e, também na saúde pública. Todos temos a responsabilidade de ajudar a diminuir os índices que temos visto crescer em todas as faixas etárias, mas principalmente entre os jovens”, destaca dom Ricardo.

Segundo a OMS, nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. A prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas. Para a organização, a primeira medida preventiva é a educação. É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto.

O CVV alerta que a sociedade em geral precisa reconhecer sinais, diferenciar mitos e verdades, ouvir profissionais e ter acesso a formas de apoio. Falar também é a melhor solução já que a pessoa que pensa em suicídio sofre uma grande dor e não vê saída para ela. Em geral, quem pensa em suicídio não quer necessariamente morrer, mas fazer aquela dor sair, mas não sabe como.

De acordo com dom Ricardo, a aceitação do sofrimento e da angústia da vida é fruto de uma fé autêntica e, como são Paulo nos ensina que apesar de toda dor física e moral, de humilhações, de sofrimentos, nada pode separar-nos do amor de Cristo (cf. Rm 8, 35-37).

“Para nós os cristãos, esse é um grande desafio de testemunhar a fé, a esperança e o amor, através de nossa ação concreta de salvar vidas, de ajudar a dar sentido para quem perdeu a vontade de viver, e a fortalecer os que estão enfraquecidos nesse mundo que trata as pessoas como coisa descartável e sem valor”, diz.

A mobilização de combate ao suicídio pode ser feita de diversas formas. Seja com ações informativas em empresas, os órgãos públicos se iluminando de amarelo ou cada pessoa pode se mobilizar compartilhando informações sobre o movimento Setembro Amarelo nas redes sociais, levantando o tema em seus grupos e buscando informações confiáveis sobre o assunto.

O bispo de Rio Grande alerta para a importância da ajuda e o não julgamento. “Como se trata de um ato que contradiz a nossa inclinação natural de autopreservação, devemos ser muito cuidadosos na análise das causas que levam uma pessoa a fazer isso. Mais do que procurarmos culpados ou julgarmos pessoas, precisamos aprender a ajudar pró-ativamente quem precisa do nosso apoio com atitudes de prevenção”, relata.

O bispo acrescenta ainda que “uma vontade suicida pode ir crescendo envolta de uma série de sinais que devemos estar atentos: síndromes depressivas, uso indevido e abusivo de psicotrópicos, constantes frustrações, isolamento radical, uso abusivo de drogas, atos constantes de violência contra si e contra os outros, falta de sentido, e muitas outras atitudes que podem contribuir para uma vontade suicida se instalar. Esse é um assunto que nunca podemos resolver sozinhos, mas sempre buscar ajuda espiritual, para favorecer a retomada do sentido da vida e, profissional, para detectar o fator físico, genético, psicológico ou psiquiátrico que pode estar envolvido e tratar com o devido acompanhamento”.

Dentro dessa temática de preservação e valorização da vida o perito em Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Para a Liturgia da CNBB, padre Thiago Faccini Paro escreceu em parceia com um amigo, o pastor Christopher Marques, o livro “Quando a vontade de viver vai embora”.

De acordo com padre Thiago, “como líderes religiosos nos unimos para abordar um tema delicado e urgente: O sentido da vida! Esperamos com este livro ajudar muitas pessoas a superarem seus dramas e encontrando um sentido pra vida. De modo especial, neste mês de alerta e prevenção ao suicídio, este livro se torna mais um instrumento na preservação e valorização da vida”.

Durante o a 15ª edição do Encontro Nacional de Responsáveis Diocesanos de Juventude (ENRDJ), que reuniu os responsáveis diocesanos adultos para refletir importantes assuntos ligados à juventude: a prevenção ao suicídio foi um dos temas abordados com o intuito de aprofundar o assunto que vem chamando a atenção de estudiosos e dos que acompanham de perto a realidade juvenil quer seja no ambiente urbano, quer seja no ambiente rural: a realidade do suicídio e automutilação.

Um material com dados desenvolvido pela professora doutora Ticiana Paiva de Vasconcelos pesquisadora de temas de atenção e cuidado psicológico em crises, desastres, conflitos humanitários e suicídios, além de pioneira no Brasil na formação de profissionais para o cuidado a crise emocional (Psychological First Aid), foi apresentado.

Confirma a íntegra do material aqui.

Mais informações podem ser acessadas no site: www.setembroamarelo.org.br

Fonte: CNBB

Comunicado de Falecimento

Com pesar, comunicamos o falecimento nesta manhã (12), do senhor Darci Sebastião Nicioli, com 90 anos de idade, pai do nosso Administrador Apostólico, dom Darci José Nicioli. O sepultamento será, às 16h, na cidade de Jacutinga (MG).

Sr. Darci Sebastião Nicioli era viúvo de Maria José Riccetto Nicioli e deixa quatro filhos: Sebastião, Isabel, Vania, Rosalem, todos casados, e Dom Darci. Atualmente era casado, há 19 anos, com Maria Aparecida Moroni Nicioli, deixa um filho enteado, Paulo Henrique.

Plenamente confiantes na ressurreição em Cristo o clero, os colaboradores e toda a comunidade da Diocese de Guanhães se solidarizam com dom Darci e seus familiares.

Mensagem do Arcebispo

Agradeço-lhes pelas orações, na certeza da ressurreição em Cristo Senhor.
“Combateu o bom combate, terminou a vida e guardou a Fé” (2Tim. 4,7).

+ Darci José, CSsR
Arcebispo de Diamantina MG e Administrador Apostólico da Diocese de Guanhães.

Diocese de Guanhães se prepara para acolher o seu novo bispo diocesano.

Após um tempo de vacância, a Diocese de Guanhães receberá no próximo sábado, dia 14 de setembro, seu novo bispo diocesano. Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, foi nomeado, pelo Papa Francisco, bispo de Guanhães em 19 de junho deste ano.

É natural de Palmas (MG), e como presbítero, servia a Diocese de Guarulhos (SP).

Em sua vasta atividade presbiteral, destacamos; a presidência do Projeto Missionário Norte 1 e Sul 1, da CNBB, assessor das pastorais Operária e da Juventude; superintendente da Cáritas Diocesana, representante dos presbíteros (2003 – 2010), e diretor espiritual dos seminaristas (2008 – 2015). Também foi membro do Conselho Presbiteral, vice ecônomo e coordenador diocesano de pastoral da Diocese de Guarulhos (SP).

A trajetória pastoral de dom Otacilio inclui a missão de vigário da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, e Santo Alberto Magno, na Diocese de Guarulhos (SP), entre 1988 e 1999. Entre os anos 2000 e 2002, foi pároco na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Ministro Andreazza (RO), e vigário paroquial da Paróquia São João Batista, em Presidente Médice (RO), durante o Projeto Missionário Norte 1 e Sul 2 da CNBB. Entre 2003 e 2006, foi pároco na Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Guarulhos. Na Paróquia Santo Antônio do Gopoúva, em Guarulhos, foi pároco, de 2006 a 2017.

Dom Otacilio, foi ordenado bispo no dia 18 de março, no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP), por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, de quem era auxiliar, até ser nomeado para a Diocese de Guanhães.

A Posse Canônica será a partir das 9h, na Catedral São Miguel, em Guanhães, onde esperamos fiéis de todas as paróquias da diocese e  representantes das Arquidioceses de BH, Diamantina, da diocese de Guarulhos e visitantes de outras cidades e dioceses vizinhas.

Logo após os ritos próprios de acolhida, será celebrada a Missa de Início de Ministério Episcopal.

A Deus, louvamos e agradecemos, a presença de dom Otacilio, em nosso meio, e elevamos fervorosas orações, pelo bom êxito de seu ministério na Diocese de Guanhães.

 

 Pela Pascom,

Michel Araújo

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