Michel Hoguinelle

Comunicado

Dom Otacilio emite novas recomendações sobre o Covid-19 (Coronavirus).

Coronavirus: Orientações para a Diocese de Guanhães-MG

Graça e Paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Considerando a realidade da pandemia do novo Coronavirus em todo o Brasil, e que todos somos convocados a dedicar maior atenção às medidas de prevenção da doença.

Considerando o importante papel dos Presbíteros, Religiosas, Seminaristas, Cristãos Leigos e Leigas de nossas comunidades e todos os homens e mulheres de boa vontade.

Tendo ouvido o Colégio dos Consultores, recomendo, a observação das seguintes orientações, em sintonia com as indicações dos especialistas em saúde pública:

1)         No âmbito de nossas Áreas Pastorais, Paróquias e outros espaços eclesiais, suspender, por 15 (quinze dias), ou mediante novas orientações, a realização de encontros, assembleias, seminários e outros eventos que contribuam para aglomerar pessoas. Remarcar as atividades já previstas para quando possível.

 2)      Orientamos aos Presbíteros e agentes evangelizadores que, na medida do possível, priorizem as Missas e Celebrações em espaços abertos. Procurem manter as Igrejas mais arejadas.

3)     Na Cúria, Paróquias, Escritórios Paroquiais, Comunidades Rurais e em outros ambientes eclesiais, redobrar os cuidados com a limpeza e facilitar para que os fiéis tenham acesso a álcool em gel, detergente ou sabonete para a devida higienização.

4)         Idosos e enfermos ficam desobrigados do preceito religioso de participar das Missas e Celebrações. Poderão permanecer em comunhão e unidos à comunidade de fé a partir das celebrações transmitidas pelos Meios de Comunicação Social. A PASCOM deve intensificar as transmissões Paroquiais.

5)         Orientamos para que sejam suspensos o mutirão de Confissões em todas as Paróquias, bem como a Eucaristia levada aos enfermos, com o objetivo de preservar-lhes a vida. Orientamos aos sacerdotes que dediquem horário especial, diário, para acolher os fiéis que buscam o Sacramento da Reconciliação, neste tempo de Quaresma, respeitando o protocolo de distância entre confessor e penitente.

6)         Recomenda-se também suspender por 1 (um) mês  a catequese.

7)         Todos devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde e as orientações oficiais exaradas pela autoridade civil competente.

8)         Importante redobrar cautela para não compartilhar notícias falsas (fake news). A mentira, além de prejudicar o enfrentamento da doença, gera pânico, agravando a situação. Nesse sentido, oportuno é checar cada informação recebida pesquisando em outras referências.

09) Prevalecem as orientações publicadas no dia 28 de fevereiro de 2020,  a saber:

1ª – Peçam aos fiéis para não darem as mãos na oração do Pai Nosso.

2ª – Omitam o abraço da paz.

3ª – Distribuam a comunhão na mão – o comungante levará a Hóstia Sagrada à boca diante do Ministro que a distribui.

4ª – Manter álcool em gel na sacristia para o uso dos Sacerdotes e Ministros, em outros possíveis lugares.

10)      Intensifiquemos os momentos de oração e preces a Deus para que nos livre deste e de muitos males que atentam contra a vida. Rezemos em especial pelos agentes e profissionais da saúde para que realizem tudo o que for necessário para superarmos a ameaça do Novo Coronavírus e de outras enfermidades.

11)       Permaneçamos atentos aos desdobramentos para subsidiar-nos em novas ações. Para a maioria das pessoas, o Novo Coronavírus tem sintomas similares aos de uma simples gripe, sem grandes riscos. A preocupação maior é com idosos e enfermos. Cuidemos especialmente dessas pessoas, mais vulneráveis à doença.

12)      Este desafio é oportunidade para crescer na fé, aprimorar nossa ação evangelizadora, remodelar processos e viver com maior responsabilidade nesta “casa que nos é comum”, no profético horizonte de uma ecologia integral.

Somos todos convocados à solidariedade, dando passos no genuíno testemunho cristão, a partir de atitudes inspiradas na Parábola do Bom Samaritano, conforme nos pede a Campanha da Fraternidade 2020 – “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, com seu lema – “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).

Afastemos toda indiferença e pânico. É tempo favorável para reconhecer a dor do outro, sentir compaixão e cuidar, bem como reconhecer a nossa fragilidade e a necessária vida em comum, em que nos ajudemos mutuamente em favor da vida.

Asseguro bênçãos e meu carinho e preocupação como Pastor desta Igreja Particular, contando com a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Padroeira do Brasil, e do Arcanjo Miguel, Padroeiro de nossa Diocese, empenhados e firmados na fé, esperança e caridade para que todos tenhamos vida plena.

Guanhães, 16 de março de 2020.

____________________________

+ Otacilio Ferreira de Lacerda

Bispo de Guanhães – MG

Comunicado de Ordenação Diaconal

Guanhães, 5 de março de 2020.
Irmãos e irmãs,
Saudações fraternas!

A Diocese de Guanhães-MG se alegra em comunicar que o Colégio de Consultores e o senhor bispo Dom OtacIlio Ferreira de Lacerda aprovaram a Ordenação Diaconal do Seminarista Guilherme Soares Lage que será realizada na Catedral São Miguel e Almas em Guanhães-MG, no dia 1º de maio, às 15h, data em que a nossa diocese celebrará 34 anos.

É um momento forte da graça de Deus na vida do Seminarista Guilherme e da Igreja Diocesana. Participe desse momento de alegria em acolher mais um vocacionado e celebrar o aniversário da nossa diocese.
Louvado seja Deus pela eleição Diaconal desse jovem, que se doa à Messe do Senhor!

Pela Pascom Diocesana,
Michel Araújo

———————————————————————————————————————————–

SEMINARISTA GUILHERME SOARES LAGE

Naturalidade: Ferros/MG

Paróquia de origem: Sant’Ana de Ferros

Data de nascimento: 02/03/1992

Etapa formativa: estágio pastoral na Paróquia São Miguel e Almas – Guanhães/MG

Abertura da Quaresma na diocese

Dom Otacilio, bispo diocesano de Guanhães, presidiu na noite do dia 26 de fevereiro, a missa da Quarta-feira de cinzas, que marca o início da Quaresma no calendário cristão. Santa Missa celebrada na Catedral São Miguel, e concelebrada pelo Pe. Geraldo Marcone, natural de Guanhães e pertencente ao clero de Paracatu(MG0.

A cinza é  símbolo de conversão e memória da mortalidade: do pó viemos, ao pó voltaremos.  Durante a Celebração, Dom Otacilio  abriu a  Campanha da Fraternidade  que, neste ano, tem como tema: “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema, “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Na homilia, o bispo destacou a alegria em presidir, pela primeira vez, essa celebração como bispo diocesano; destacou ainda, a bondade de Deus para com o ser humano e as inúmeras práticas piedosas que podemos viver neste tempo intenso que é a quaresma.

Abaixo, trechos da  homilia  proferida pelo bispo:

Amado povo de Deus,
Quem diria estar abrindo a Quaresma, a Campanha da Fraternidade, na catedral na diocese de Guanhães! Esta missa é muito, muitíssimo importante. Caminhando passo a passo, abrindo nesta igreja particular o Tempo Quaresmal, intenso tempo da vida da igreja. O mundo todo inicia a Quaresma e, no Brasil,  a Campanha da Fraternidade.

E a Palavra de Deus no dia de hoje nos convida a envolver em três práticas, não para elogios,  mas para darmos passos no Itinerário Quaresmal. A Igreja nos convida à prática da Oração para a vivência da oração, intimidade do seu quarto,  onde Deus escutará as suas súplicas.

É Tempo de Via Sacras, de os grupos se encontrarem para rezar o tema da Campanha. É tempo de conversão social, tempo da acolhida da graça divina; a quaresma é para que sejamos melhores. “Melhores em Tudo”.  E para isso, teremos a CF nos chamando a ser o bom samaritano. Vai mexer com todos nós. Será portanto, tempo de mexer, de conversão, inteiramente sintonizados com a Quaresma e a CF. Tempo para Celebrações Penitenciais, tempo também de limpar o coração; cada um procure, de algum modo, viver a oração mais intensamente. Minha relação com Deus não pode ser mais ou menos. Crescer a cada dia com Deus.

A Catedral está repleta, isso é para dizer que as famílias precisam rezar mais, se ligar mais em Deus, participar das missas, sobretudo, aos  domingos, como compromisso pessoal – não faltar a nenhum. Quem perder um domingo ficará paupérrimo.

Tocar o coração.  O tempo é de Deus, é graça, é presente. O exemplo  é fundamental. Jejum para que Deus veja. Esmola, partilha, solidariedade. Lembro aqui a doação para a Diocese de Governador Valadares(MG). Aquilo oferecido multiplica a nossa vida. O pão que você partilha é o pão que mata a sua fome, a água que você partilha é a água que lhe sacia, a roupa que você doa é a roupa que lhe veste. Quaresma nos torna sensíveis.

Esta Quaresma vai nos dizer que não posso mudar o mundo, mas ao meu redor, sim.
Jejum  é muito mais… Jejuamos livremente para sermos solidários com quem jejua forçadamente. 
Jejum, liberdade que se tem diante das coisas que passam. Libertação interior em prol de alguém. Jejum que se reveste em função do outro. É sacrifício ficar sem ajudar a quem nada tem?

Ao receber as cinzas, o cristão  retorna para casa com bondade no coração. O mundo está cheio de descaso e desprezo. Preciso viver a cultura do amor. E as cinzas na cabeça significam: eu quero me converter, quero viver melhor a Quaresma; algo mudou na minha vida, na minha pastoral. Sou  pó e preciso de Deus e da graça divina,  pois Deus é bom pra mim. Correspondamos ao amor de Deus. Somos pó… Ninguém é igual a ninguém. Todos passaremos e o que ficará é o amor de Deus. 

                                                                                                                                             Pascom São Miguel e Pascom Diocesana

Papa Francisco: “Somos chamados a ser uma Igreja samaritana”.

O Papa Francisco dirigiu sua tradicional mensagem aos fiéis brasileiros por ocasião do início da Campanha da Fraternidade, na Quarta-feira de Cinzas. “Somos chamados a ser uma Igreja samaritana”, afirma.
“Que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso”: esses são os votos do Papa Francisco aos brasileiros por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade. Este ano, o tema é “Fraternidade e vida, dom e compromisso”, com o lema “Viu e sentiu compaixão e cuidou dele”. “Alegro-me que, há mais de cinco décadas, a Igreja do Brasil realize, no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade, anunciando a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados”, escreve o Pontífice.

Citando trechos dos Evangelhos de Mateus e Lucas e documentos pontifícios como Laudato Si’ e Evangelii gaudium, Francisco recorda que a superação da globalização da indiferença só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano.

Esta Parábola nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. A Quaresma, escreve o Papa, “é um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade”. Francisco conclui pedindo a intercessão de Santa Dulce dos Pobres para que a “Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso”.

Confira a mensagem na íntegra:

*************

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Iniciamos a Quaresma, tempo forte de oração e conversão em que nos preparamos para celebrar o grande mistério da Ressurreição do Senhor.

Durante quarenta dias, somos convidados a refletir sobre o significado mais profundo da vida, certo de que somente em Cristo e com Cristo encontramos resposta para o mistério do sofrimento e da morte. Não fomos criados para a morte, mas para a vida e a vida em plenitude, a vida eterna (cf. Jo 10,10).

Alegro-me que, há mais de cinco décadas, a Igreja do Brasil realize, no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade, anunciando a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados. Neste ano, o tema da Campanha trata justamente do valor da vida e da nossa responsabilidade de cuidá-la em todas as suas instâncias, pois a vida é dom e compromisso; é presente amoroso de Deus, que devemos continuamente cuidar. De modo particular, diante de tantos sofrimentos que vemos crescer em toda parte, que “provocam os gemidos da irmã terra, que se unem os gemidos dos abandonados do mundo, com um lamento que reclama de nós outro rumo” (Carta Enc. Laudato Si’, 53), somos chamados a ser uma Igreja samaritana (cf. Documento de Aparecida, 26).

Por isso, estejamos certos de que a superação da globalização da indiferença (cf. Exort. Ap. Evangelii gaudium, 54) só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Esta Parábola, que tanto nos inspira a viver melhor o tempo quaresmal, nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. À semelhança de Deus, que ouve o pedido de socorro dos que sofrem (cf. Sl 34,7), devemos abrir nossos corações e nossas mentes para deixar ressoar em nós o clamor dos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, alojados, visitados (cf. Mt 25, 34-40).

Queridos amigos, a Quaresma é um tempo propício para que, atentos à Palavra de Deus que nos chama à conversão, fortaleçamos em nós a compaixão, nos deixemos interpelar pela dor de quem sofre e não encontra quem o ajude. É um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade, no cuidado. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7)!

Por intercessão de Santa Dulce dos Pobres, que tive a alegria de canonizar no passado mês de outubro e que foi apresentada pelos Bispos do Brasil como modelo para todos os que veem a dor do próximo, sentem compaixão e cuidam, rogo ao Deus de Misericórdia que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso.

Envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 26 de fevereiro de 2020.

Francisco, Papa

Fonte: Vatican Newus (https://bit.ly/3959QZG)

Mutirão de Confissões

O nosso programa de atendimentos de confissão em preparação à Semana Santa, já está pronto.

Temos todas as datas e locais dos mutirões .

Fique por dentro da programação e vamos participar juntos, dessa linda caminhada quaresmal!

Mensagem do papa Francisco para a Quaresma de 2020

«Em nome de Cristo, suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus» (2Cor 5, 20)

Queridos irmãos e irmãs!

O Senhor concede-nos, também neste ano, um tempo propício para nos prepararmos para celebrar, de coração renovado, o grande Mistério da morte e ressurreição de Jesus, cerne da vida cristã pessoal e comunitária. Com a mente e o coração, devemos voltar continuamente a este Mistério. Com efeito, o mesmo não cessa de crescer em nós na medida em que nos deixarmos envolver pelo seu dinamismo espiritual e aderirmos a ele com uma resposta livre e generosa.

1. O Mistério pascal, fundamento da conversão

A alegria do cristão brota da escuta e recepção da Boa Nova da morte e ressurreição de Jesus: o kerygma. Este compendia o Mistério dum amor «tão real, tão verdadeiro, tão concreto, que nos proporciona uma relação cheia de diálogo sincero e fecundo» (Francisco, Exort. ap. Christus vivit, 117). Quem crê neste anúncio rejeita a mentira de que a nossa vida teria origem em nós mesmos, quando na realidade nasce do amor de Deus Pai, da sua vontade de dar vida em abundância (cf. Jo 10, 10). Se, pelo contrário, se presta ouvidos à voz persuasora do «pai da mentira» (Jo 8, 44), corre-se o risco de precipitar no abismo do absurdo, experimentando o inferno já aqui na terra, como infelizmente dão testemunho muitos acontecimentos dramáticos da experiência humana pessoal e coletiva.
Por isso, nesta Quaresma de 2020, quero estender a todos os cristãos o mesmo que escrevi aos jovens na Exortação apostólica Christus vivit: «Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo» (n. 123). A Páscoa de Jesus não é um acontecimento do passado: pela força do Espírito Santo é sempre atual e permite-nos contemplar e tocar com fé a carne de Cristo em tantas pessoas que sofrem.

2. Urgência da conversão

É salutar uma contemplação mais profunda do Mistério pascal, em virtude do qual nos foi concedida a misericórdia de Deus. Com efeito, a experiência da misericórdia só é possível «face a face» com o Senhor crucificado e ressuscitado, «que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gl 2, 20). Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo. Por isso mesmo, é tão importante a oração no tempo quaresmal. Antes de ser um dever, esta expressa a necessidade de corresponder ao amor de Deus, que sempre nos precede e sustenta. De fato, o cristão reza ciente da sua indignidade de ser amado. A oração poderá assumir formas diferentes, mas o que conta verdadeiramente aos olhos de Deus é que ela escave dentro de nós, chegando a romper a dureza do nosso coração, para o converter cada vez mais a Ele e à sua vontade.
Por isso, neste tempo favorável, deixemo-nos conduzir como Israel ao deserto (cf. Os 2, 16), para podermos finalmente ouvir a voz do nosso Esposo, deixando-a ressoar em nós com maior profundidade e disponibilidade. Quanto mais nos deixarmos envolver pela sua Palavra, tanto mais conseguiremos experimentar a sua misericórdia gratuita por nós. Portanto não deixemos passar em vão este tempo de graça, na presunçosa ilusão de sermos nós o dono dos tempos e modos da nossa conversão a Ele.

3. A vontade apaixonada que Deus tem de dialogar com os seus filhos

O fato de o Senhor nos proporcionar uma vez mais um tempo favorável para a nossa conversão, não devemos jamais dá-lo como garantido. Esta nova oportunidade deveria suscitar em nós um sentido de gratidão e sacudir-nos do nosso torpor. Não obstante a presença do mal, por vezes até dramática, tanto na nossa existência como na vida da Igreja e do mundo, este período que nos é oferecido para uma mudança de rumo manifesta a vontade tenaz de Deus de não interromper o diálogo de salvação conosco. Em Jesus crucificado, que Deus «fez pecado por nós» (2Cor 5, 21), esta vontade chegou ao ponto de fazer recair sobre o seu Filho todos os nossos pecados, como se houvesse – segundo o Papa Bento XVI – um «virar-se de Deus contra Si próprio» (Enc. Deus caritas est, 12). De fato, Deus ama também os seus inimigos (cf. Mt 5, 43-48).
O diálogo que Deus quer estabelecer com cada homem, por meio do Mistério pascal do seu Filho, não é como o diálogo atribuído aos habitantes de Atenas, que «não passavam o tempo noutra coisa senão a dizer ou a escutar as últimas novidades» (At 17, 21). Este tipo de conversa, ditado por uma curiosidade vazia e superficial, caracteriza a mundanidade de todos os tempos e, hoje em dia, pode insinuar-se também num uso pervertido dos meios de comunicação.

4. Uma riqueza que deve ser partilhada, e não acumulada só para si mesmo

Colocar o Mistério pascal no centro da vida significa sentir compaixão pelas chagas de Cristo crucificado presentes nas inúmeras vítimas inocentes das guerras, das prepotências contra a vida desde a do nascituro até à do idoso, das variadas formas de violência, dos desastres ambientais, da iníqua distribuição dos bens da terra, do tráfico de seres humanos em todas as suas formas e da sede desenfreada de lucro, que é uma forma de idolatria.
Também hoje é importante chamar os homens e mulheres de boa vontade à partilha dos seus bens com os mais necessitados através da esmola, como forma de participação pessoal na edificação dum mundo mais justo. A partilha, na caridade, torna o homem mais humano; com a acumulação, corre o risco de embrutecer, fechado no seu egoísmo. Podemos e devemos ir mais além, considerando as dimensões estruturais da economia. Por este motivo, na Quaresma de 2020 – mais concretamente, de 26 a 28 de março –, convoquei para Assis jovens economistas, empreendedores e transformativos, com o objetivo de contribuir para delinear uma economia mais justa e inclusiva do que a atual. Como várias vezes se referiu no magistério da Igreja, a política é uma forma eminente de caridade (cf. Pio XI, Discurso à FUCI, 18/XII/1927). E sê-lo-á igualmente ocupar-se da economia com o mesmo espírito evangélico, que é o espírito das Bem-aventuranças.

Invoco a intercessão de Maria Santíssima sobre a próxima Quaresma, para que acolhamos o apelo a deixar-nos reconciliar com Deus, fixemos o olhar do coração no Mistério pascal e nos convertamos a um diálogo aberto e sincero com Deus. Assim, poderemos tornar-nos aquilo que Cristo diz dos seus discípulos: sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5, 13.14).

Roma, em São João de Latrão, 7 de outubro de 2019,

Memória de Nossa Senhora do Rosário.

Franciscus, papa

Servidores da Paz e do Amor Pleno – Jesus (Homilia 7º Domingo Tempo Comum- ano A)

Servidores da Paz e do Amor Pleno – Jesus

…Bem-aventurados os mansos porque herdarão a terra… Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus…” (Mt 5,4.9)

A Liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum (Ano A) nos faz um grande convite: trilhar o caminho cristão, que é inacabado e exige compromisso sério e radical em contínua conversão, progredindo a cada dia na prática da Lei divina, que o Senhor deu pleno cumprimento, pois quem ama como Jesus ama, cumpre plenamente a Lei.

Com os olhos fitos no Senhor que nos espera ao final da “viagem”, continuamos a refletir sobre o Sermão da Montanha, e seus desdobramentos em nossos relacionamentos.

A passagem da primeira leitura (Lv 9, 1-2;17-18) é um apelo veemente à santidade que passa pelo amor ao próximo – “Sede Santos, porque Eu, o Vosso Deus sou Santo” (v.2).

As Leis de Deus e seus Preceitos existem para que nos ajudem a viver em comunhão com Deus, que passa necessariamente na comunhão com o outro; iluminam a vida cultual e a vida social.

Arrancando as raízes do mal, que podem crescer em cada um de nós, haveremos de multiplicar esforços para permanecer no caminho da santidade, que exige um processo contínuo de conversão. Ser santo, portanto, é permitir que o Amor de Deus seja derramado através de nossos gestos e palavras.

Reflitamos:

– Em que consiste e como testemunhar a santidade no mundo hoje?

– O que ainda me impede de viver e dar um testemunho de santidade?

O Apóstolo Paulo, na segunda Leitura (1 Cor 3,16-23), continua nos ajudando a não viver pautados pela sabedoria humana, mas pela Sabedoria Divina, que passa inevitavelmente pela Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, a máxima expressão de Amor, doação, entrega e serviço, que gera vida plena e faz nascer como criaturas novas no Ressuscitado.

Como templos onde Deus habita, temos que superar todos os conflitos, divisões, ciúmes, confrontos, pois não nos pertencemos, e tão pouco ao outro, pertencemos ao Senhor, como o próprio Apóstolo diz: “tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (v.23).

O Apóstolo nos exorta ao testemunho que damos pessoalmente, fala de um Deus cheio de Amor e misericórdia que tem um Projeto de Salvação e Libertação para nos oferecer.

Viver a “loucura da cruz” com gestos de amor, partilha e doação, para que formemos e geremos Cristo em nós e no outro. Esforços sejam multiplicados para que se oriente a vida  pela Sabedoria de Deus ou viveremos a sabedoria do mundo, que muitas vezes se caracteriza pela luta sem regras pelo poder, pela influência, pelo reconhecimento social, pelo bem-estar econômico e pelos bens perecíveis e secundários.

Reflitamos:

– Nossa comunidade é uma comunidade fraterna e solidária, que dá o corajoso testemunho da “loucura da Cruz”?

– De que modo nosso viver revela que nossas palavras e ações são iluminadas e orientadas pela Sabedoria divina?

Com a passagem do Evangelho (Mt 5,38-48), continuamos a refletir sobre mais dois exemplos que nos desafiam para que, de fato, sejamos sal da terra e luz do mundo. Viver as Bem-Aventuranças implica em superar a Lei do talião”, conhecida pela fórmula “olho por olho, dente por dente” (Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,21)  e o maior de todos os desafios, amor aos inimigos.

Viver como Deus ama, eis o nosso mais belo e maior desafio, acabando com a espiral da violência, como tão bem viveu e testemunhou Nosso Senhor: um Amor sem medida, um amor que se estende aos inimigos.

Jesus nos revela a face misericordiosa de Deus, um amor universal que faz brilhar o sol e envia a chuva sobre os bons e os maus. E nos exorta a sermos perfeitos como O Pai Celeste é perfeito, superando a lógica legalista, casuística e fria que não cria proximidade e comunhão.

Para que se viva em comunhão total com Deus é preciso deixar que a vida e o amor  de Deus preencha nosso coração, resplandecendo Sua Luz no quotidiano, e tão somente assim seremos também o sal da terra e nisto consiste o embarcar na aventura do Reino que O Senhor nos convida.

Reflitamos:

– Como sal da terra e luz do mundo de que modo vivo a força desarmada do amor para que se instaurem novos relacionamentos humanos e fraternos, quebrando a espiral da violência?

– Como amar os inimigos, como o Senhor nos exorta?

– O que falta em nossa vida para que vivamos a perfeição do Pai Celeste?

Oremos:

Que, com a presença e ação do Espírito Santo em nós, continuemos trilhando o caminho da santidade, em permanente conversão, envolvidos pelo amor de Deus, pleno em nosso coração, para que jamais, como sal, percamos o sabor, e jamais percamos o brilho e o esplendor da Verdade de Deus. 

Tão somente assim, iluminados por Deus, iluminadores em situações mais obscuras também sejamos.

—————————————————————————————————————————————–

Com a Liturgia do 7º Domingo Comum (Ano A), aprofundamos sobre a vivência do Mandamento do Amor, inclusive aos inimigos.

Este Mandamento do Senhor é novo e revolucionário pela formulação, conteúdo e forte exigência.

Vejamos o que nos diz o Missal Dominical sobre o tema:

É novo pelo seu universalismo, por sua extensão em sentido horizontal: não conhece restrições de classe, não leva em conta exceções, limitações, raça, religião; dirige-se ao homem na unidade e na igualdade da sua natureza. É novo pela medida, pela intensidade, por sua dimensão vertical.

A medida é dada pelo próprio modelo que nos é apresentado: “Dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei assim amai-vos uns aos outros” (Jo 13,34). A medida do nosso amor para com o próximo é, pois, o amor que Cristo tem por nós; ou melhor, o mesmo amor que o Pai tem por Cristo: porque “Como o Pai me amou, também eu vos amei” (Jo 15,9. Deus é amor (1Jo 4,16) e nisto se manifestou o seu amor: Ele nos amou primeiro e enviou seu Filho para expiar nossos pecados (1Jo 4,10).

É novo pelo motivo que nos propõe: amar por amor de Deus, pelas mesmas finalidades de Deus; exclusivamente desinteressado; com amor puríssimo; sem sombra de compensação (Mt 4,46). Amar-nos como irmãos, com um amor que procura o bem daquele a quem amamos, não a nosso bem. Amar como Deus, que não busca o bem na pessoa a quem ama, mas cria nela o bem, amando-a.

É novo porque Cristo o eleva ao nível do próprio amor por Deus. Se a concepção judaica podia deixar crer que o amor fraterno se põe no mesmo plano dos outros mandamentos (Lv 19,18) a visão cristã lhe dá um lugar central, único. No Novo Testamento o amor do próximo está indissoluvelmente ligado ao preceito do amor de Deus.

A fé… lembra ao cristão os mandamentos de Deus e proclama o espírito das bem-aventuranças; convida a ser paciente e bondoso, a eliminar a inveja, o orgulho, a maledicência, a violência; ensina a tudo crer, tudo esperar, tudo sofrer, porque o amor nunca passará” (RdC47) 

Mas insiste ainda: “Ama teu inimigo… oferece a outra face… Não pagues o mal com o mal”. Quanto cristãos fizeram da palavra de Jesus a lei da sua vida! A história da Igreja está cheia de exemplos sublimes a este respeito: J. Gualberto, que perdoa, por amor de Cristo crucificado, o assassínio de seu irmão; pais que esquecem heroicamente ofensas recebidas dos filhos; esposos que superam as ofensas e culpas; homens políticos que não conservam rancor pelas calúnias, difamações, derrotas; operários que ajudam o companheiro de trabalho que tentou arruiná-los, etc…

Em nome da religião e de Cristo, os cristãos se dividiram, dilacerando assim o Corpo de Cristo. Viram no irmão um inimigo, se “excomungaram” reciprocamente, chamando-se hereges, queimando livros e imagens… Derramou-se sangue, explodiu ódio em guerras de religião. O orgulho, o desprezo e a falta de caridade caracterizaram as diatribes teológicas e os escritos apologéticos. Os inimigos de Deus, da Igreja, da religião foram combatidos com armas e com ódio. Travaram-se lutas, organizaram-se cruzadas.

Hoje, a Igreja superou, ou se encaminha par superar, muitas dessas limitações. Não há mais hereges, mas irmãos separados; não há mais adversários, mas interlocutores; não consideramos mais o que divide, mas antes de tudo o que une; não condenamos em bloco e a priori as grandes religiões não cristãs, mas nelas vemos autênticos valores humanos e pré-cristãos que nos permitem entrar em diálogo.

Mas a intolerância e a polêmica estão sempre de atalaia. Não estaremos acaso usando, dentro da própria Igreja, aquela agressividade e polêmica excessivas que outrora usávamos com os de fora da Igreja? Quantos cristãos engajados, uma vez faltando o alvo de fora, começaram a visar com “inimigos” aos próprios irmãos na fé, e os combatem obstinadamente, sem amor e sem perdão!” (1)

Viver o Amor do Senhor, em seu universalismo e novidade. Um amor que ama sem medida, e que se estende até os inimigos. É esta maturidade cristã que somos chamados a alcançar, não obstante qualquer dificuldade.

Configurados a Cristo temos que ter d’Ele mesmos sentimentos e pensamentos. Deste modo, “amar como Jesus ama” precisa estar impresso, como selo, em nossa alma, nas mais profundas entranhas de nosso ser.

Amar em nossa medida com cálculos e retornos, condições e reciprocidade, não é o que nos fará sal e luz, como nos propôs Jesus no Evangelho de São Mateus, e tão pouco o concretizar das Bem-Aventuranças, o único caminho da verdadeira felicidade.

Deste modo, podemos concluir que a felicidade que Deus tem a nos oferecer é diretamente proporcional a nossa capacidade de amar, a nossa intensidade de amor, que não apenas ama os bons, mas ama até os inimigos.

Deus não nos ama porque somos bons, mas para que sejamos todos bons.

Linhas novas da História precisam de novos conteúdos, que sejam escritos com a tinta do Amor que nos vem do Santo Espírito.

(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – pp.693-694.
PS: oportuna reflexão para o 7º Domingo do Tempo Comum (Ano C)

—————————————————————————————————————————————–

Os degraus que nos levam ao cume da virtude

Para aprofundamento da Liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum (ano A) em que Jesus nos exorta amar os inimigos (Mt 5,38-48), sejamos enriquecidos pelo Sermão do Doutor São João Crisóstomo (séc. V).

‘Ouvistes o que foi dito: amarás a teu próximo e odiarás o teu inimigo. Porém eu vos digo: amai aos vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus, que faz se levantar o sol sobre bons e maus e faz chover sobre os justos e injustos’.

Observa como colocou a conclusão de todos os bens. Por isso ensinou a ter paciência com aqueles que nos esbofeteiam e até mesmo a apresentar-lhes a outra face; e não apenas juntar o manto à túnica, mas a caminhar por duas milhas mais com quem nos requisitou para uma, para que em seguida aceitasses com maior facilidade o que era superior a estes preceitos; ou seja, que quem cumprir tudo isso não tenha inimigos. Pois bem: existe algo ainda mais perfeito, porque Ele não diz: Não odeies, mas ama. Não disse: não prejudique, mas sim favoreça. Se alguém examina cuidadosamente, encontrará um acréscimo muito maior que este. Porque agora não só manda amá-los, mas a também rogar por eles.

Observas a que degraus subiu e como nos elevou até o próprio cume da virtude? Quero que o medites, enumerando-os desde o princípio: o primeiro grau é não injuriar; o segundo, quando injuriados, não nos vingarmos; o terceiro, não aplicar sobre o autor o mesmo castigo com o qual nos fere, mas sim ter mansidão; o quarto, oferecer-se voluntariamente a sofrer injúrias; o quinto, oferecer ao injuriador muito mais do que ele nos exige; o sexto, não odiar a quem nos faz semelhante injustiça; o sétimo, inclusive amá-lo; o oitavo, ainda favorecê-lo. Finalmente, o no: rogar a Deus por ele. […]” (1).

Somente subindo estes degraus, viveremos o Mandamento Novo do Amor que nos deu nosso Senhor, um amor que com dimensão universal, sem limites, e que nos permite chegar ao cume da virtude. E bem sabemos que Ele não somente nos deu o Mandamento, mas o viveu plenamente.

Nisto nos reconhecerão como discípulos d’Ele, e assim sal da terra e luz do mundo seremos, pois esta passagem do Evangelho é desdobramento para a prática do Sermão da Montanha, que Ele nos apresentou nos versículos anteriores (Mt 5,1-12).

Aceitemos a proposta do Bispo, meditemos sobre estes degraus que nos levam ao cume da virtude, que deve ser querida por todos aqueles que se põem a caminho, como discípulos missionários do Senhor.

(1) Lecionário Dominical Patrístico – Editora Vozes – 2013 – pp. 140-141

—————————————————————————————————————————————–

Pertencemos ao Senhor

Vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus”

Reflitamos sobre a passagem da segunda leitura proclamada no 7º Domingo do Tempo Comum (ano A), em que o Apóstolo Paulo conclui dizendo: “Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro; tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (1 Cor 3,16-23).

Vejamos duas afirmações do Lecionário Comentado, sobre esta passagem:

– “O pregador que amarra as pessoas a si mesmo não constrói em Cristo; comportando-se deste modo destrói o Templo de Deus e atrai sobre si uma grande responsabilidade”;

– A fé não está e não pode estar apoiada no prestígio ou na autoridade do evangelizador. O cristão deve apoiar a sua fé só na pessoa de Cristo. A expressão ‘Vós sois de Cristo’ (v.23) não tem apenas um sentido afirmativo, mas também exclusivo, e significa: ‘Vós pertenceis somente a Cristo e a ninguém mais”. (1)

Aqui está o grande desafio da evangelização: quem evangeliza, não evangeliza para si, e tão pouco anuncia suas ideologias. Não reproduz nos fiéis a sua identidade.

Ao contrário, quem evangeliza, é alguém que se encontrou com o Senhor, e professa a fé, não como um conjunto de ideias, como tão bem expressou o Papa Bento de forma emblemática:

Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (Deus Caritas Est 1).

Tendo encontrado o Senhor, levará aqueles a quem evangeliza ao mesmo encontro, não se apropriando nem da Palavra que anuncia, tão pouco daqueles que ouvem e acolhem esta mesma Palavra.

Urge evitar qualquer possibilidade de fazer da evangelização fonte de enriquecimento, ou mesmo do envaidecimento pessoal, marcado pela fama, prestígio, honras e glórias, que tão somente ao Senhor pertencem.

Também é necessário que os que ouvem e professam a fé, não fundamentem a existência e seus compromissos movidos pelos sentimentos subjetivos que possa despertar aquele que o evangelizou.

Não seguirá até o fim o Senhor, quem por Ele, e tão somente por Ele, tenha seu coração seduzido.

Deste modo, com a fé fundamentada na pessoa de Cristo e Sua Palavra, terá coragem para o seguimento e viverá fidelidade e disponibilidade plena no discipulado, e suportará o peso da cruz, acompanhado das renúncias que se fazem necessárias.

Evidentemente que isto não dispensa aos que evangelizam, o zelo pelo anúncio, a criação de laços afetivos de amizade e eternos, que possam no altar do Senhor ser celebrados, assim como Senhor soube e fez com todos que quiseram se por a caminho com Ele.

Evangelizamos verdadeiramente quando nos encontramos com o Senhor e permitimos que Ele nos transforme a todo momento, e esta transformação leva a outros a quererem o mesmo encontro fazer, e mesmo apaixonamento pelo Senhor viver, numa resposta inflamada e eterna de amor.

(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – pp. 304-305

Tríduo Vocacional

“Senhor, chamaste-me, aqui estou! Chamaste-me, aqui estou! Chamaste-me, aqui estou!”

Com alegria, convidamos você, para o Tríduo Vocacional, que acontece nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro, na Paróquia Nossa Senhora da Pena, em Rio Vrrmelho/MG. O tríduo é em preparação à Ordenação Presbiteral dos diáconos, que acontecerá no dia 21 de fevereiro. Venha e traga a  sua família, para celebramos juntos; na intenção dos diáconos André Luiz, Daniel Borges e Edmílson Cândido, que serão ordenados para a Igreja de Jesus Cristo, presente em Guanhães. Fazemos votos que este momento seja um impulso vocacional para toda a nossa diocese, e que possa incentivar as forças vivas da Igreja à oração, despertando novas vocações ao ministério ordenado.

Juntos e unidos vamos experimentando confiantes a iniciativa de Deus que chama e, ao ser humano a quem cabe responder com alegria ao chamado ao serviço no Reino de Deus. Em pleno ano pastoral, que estamos vivendo, sentimos que a nossa Igreja, quer estar em comunhão com a Igreja universal, testemunhando o mesmo Cristo ontem, hoje e sempre. Alegremo-nos em celebrar o tríduo vocacional em preparação à Ordenação Presbiteral dos diáconos, que acontecerá no dia 21 de fevereiro do, às 19h na Sé Catedral de São Miguel, em Guanhães. Peçamos ao Senhor da Messe, que os iluminem e os conservem fiéis ao ministério presbiteral e à Mãe Igreja. Que Maria, a primeira discípula e missionária de Jesus, possa ajudar estes nossos irmãos e a todos nós batizados, no seguimento ao Senhor. Nossa Senhora da Pena e São Miguel, rogai por nós. Amém!

A Palavra do Pastor
A Glória é precedida pela Cruz – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Quaresmal – Ano B

A Glória é precedida pela Cruz – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Quaresmal – Ano B

O segundo Domingo da Quaresma (ano B), identificado como “O Domingo da Transfiguração do Senhor”, é um convite a escutarmos...
Read More
Evangelização e acolhida do sopro do Espírito

Evangelização e acolhida do sopro do Espírito

“Ai de mim se seu não evangelizar” (1 Cor 9,16). A Evangelização na cidade tem inúmeros e grandes desafios, de modo...
Read More
“Não nos deixeis cair em tentação” – Homilia do Primeiro Domingo da Quaresma- Ano B

“Não nos deixeis cair em tentação” – Homilia do Primeiro Domingo da Quaresma- Ano B

No 1º Domingo da Quaresma (Ano C), repensamos nossas opções de vida, tomando consciência das tentações que nos impedem de...
Read More
Libertos pelo Senhor para amar e servir – VI Domingo do Tempo Comum Ano B – Homilia

Libertos pelo Senhor para amar e servir – VI Domingo do Tempo Comum Ano B – Homilia

“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse:  “Eu quero: fica curado!”. No mesmo instante  a lepra...
Read More
O particípio e o infinitivo da vida do Presbítero – VI Domingo do Tempo Comum do Ano B

O particípio e o infinitivo da vida do Presbítero – VI Domingo do Tempo Comum do Ano B

“Irmãos, cuidai cada vez mais de confirmar a vossa vocação e eleição. Procedendo assim, jamais tropeçareis. Desta maneira vos será...
Read More
Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam- Homilia para o Quarto Domingo do Tempo Comum (Ano B) – Dom Otacilio F de Lacerda

Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam- Homilia para o Quarto Domingo do Tempo Comum (Ano B) – Dom Otacilio F de Lacerda

“O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade... Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” Com...
Read More
O chamado divino e a nossa resposta – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Comum ( Ano B)

O chamado divino e a nossa resposta – Homilia – Segundo Domingo do Tempo Comum ( Ano B)

Deus nos chama para que anunciemos a Sua Palavra e não a nós mesmos, porque nisto consiste a vocação do...
Read More
Viver o Batismo é seguir os passos de Jesus- Homilia para o Domingo do Batismo do Senhor-Ano B- Dom Otacilio 

Viver o Batismo é seguir os passos de Jesus- Homilia para o Domingo do Batismo do Senhor-Ano B- Dom Otacilio 

Com a Liturgia da Festa do Batismo do Senhor (ano B), refletimos sobre a revelação de Jesus Cristo, o Filho...
Read More
Sejamos um sim a Deus e ao Seu Projeto de Salvação! Homilia – 4º Domingo do Advento do Ano B

Sejamos um sim a Deus e ao Seu Projeto de Salvação! Homilia – 4º Domingo do Advento do Ano B

Com a Liturgia do 4º Domingo do Advento (ano B), damos mais um passo fundamental nesta caminhada de preparação para...
Read More
Confiança, esperança e alegria no Senhor – Homilia – Terceiro Domingo do Advento – Ano B

Confiança, esperança e alegria no Senhor – Homilia – Terceiro Domingo do Advento – Ano B

“João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.” Ao celebrar o 3º Domingo do...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto:

Arquivo