DIOCESE DE GUANHÃES (MG) – 2020 PASTORAL DIOCESANA DO DÍZIMO E PARTILHA

TEMA: “DÍZIMO, EXPRESSÃO DE UM CORAÇÃO FLEXIBILIZADO

LEMA: “Cada um dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por

obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” (2 Cor 9,7)

Neste período de flexibilização em nossa Diocese de Guanhães, estamos somando forças para novamente propagarmos esta Pastoral tão importante dentro da nossa Igreja Particular como a Primeira Locomotiva da Paróquia, pois sem a Pastoral do Dízimo e Partilha, fica dificultada a Evangelização, uma vez que, parte muito importante de nossa Evangelização e Ministério provém do Dízimo. Assim, convocamos todos os Padres, Diácono, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades para refletirmos neste mês de Novembro em todas as Missas dos finais de semana, bem como em nossas relações de rotina, redes sociais e, sobretudo, esclarecendo àqueles que ainda não alcançaram a dimensão evangelizadora do Dízimo, buscando nossa CONVERSÃO, A UNIDADE
DIZIMAL, A SOLIDARIEDADE NA PARTILHA E NO CORAÇÃO.

O Dízimo é um ato de amor e um gesto de partilha. Nós não pagamos o Dízimo; nós o devolvemos, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus. Compreender a importância do dízimo significa entender a nossa participação na comunidade. Quando devolvemos o dízimo, nos reportamos a Lucas 21, A oferta da viúva pobre:  Jesus viu algumas pessoas ricas colocando suas ofertas na caixa de contribuições do templo  [a] .  2  Viu também uma viúva pobre colocando lá duas moedas pequenas.  3  Então, disse: – Digo a verdade a
vocês: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.  4  Todas as outraspessoas fizeram as suas ofertas dando do dinheiro que tinham sobrando; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver.
E experienciamos em nosso coração e vida a gratidão e graça de poder compartilhar e agradecer agradecimento a Deus e não apenas depositar o resto que nos sobra.
O primeiro objetivo da Pastoral do Dízimo e Partilha é ajudar cada cristão a se conscientizar sobre a experiência pessoal com Jesus Cristo e a sua missão comodiscípulo, missionário, membro da comunidade eclesial, ou seja, a
EVANGELIZAÇÃO.
O dízimo manifesta a união da comunidade; é fruto da oração, do trabalho e da vivência litúrgica e catequética. É do compromisso com o dízimo que a igreja pode manifestar a sua dimensão missionária, religiosa, eclesial e caritativa.  Os cristãos participam do dízimo porque compreenderam o significado de ser Igreja, comunidade a
serviço da construção do Reino de Deus.
É do compromisso com o dízimo que a Igreja poderá viver e sustentar com dignidade sua missão evangelizadora. Dízimo é força comunitária, é compromisso com a vida, é testemunho de fé que se traduz na partilha consciente e livre de pequena parcela dos bens necessários ao nosso sustento!

Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo e Partilha
Assessor Diocesano: Pe. Edmilson Henrique Cândido

AS DIMENSÕES DO DÍZIMO

A partir do Documento 106  da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas”, o dízimo passa a ter quatro dimensões, sendo elas: religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Antes, as dimensões do dízimo eram divididas entre religiosa, social e missionária.

A primeira dimensão do dízimo é a RELIGIOSA: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, à relação com os bens materiais e com seu correto uso, à luz da fé (Lc 12,15-21; 1 Tm 6,17-19) ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis, ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

O dízimo também tem uma dimensão ECLESIAL. Com o dízimo o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, pela qual é corresponsável, contribuindo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente a testemunhe. Desse modo, cada fiel toma parte no empenho de todos e se abre para as necessidades de toda a Igreja. O dízimo também oferece condições às paróquias e comunidades de contribuírem de modo sistemático com a Igreja particular, mantendo vivo o sentido de pertença a ela.

O dízimo tem uma dimensão MISSIONÁRIA. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre as Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas. De fato, em cada Igreja particular, na comunhão com as demais, está presente e atua a una e única Igreja de Cristo. O dízimo contribui para o aprofundamento da partilha e da comunhão de recursos em projetos como o das paróquias-irmãs e o do fundo eclesial de comunhão e partilha, no âmbito da Igreja particular; e nos projetos “Igrejas-irmãs” e “Comunhão e Partilha”, em âmbito nacional.

O dízimo tem ainda uma dimensão CARITATIVA, que se manifesta no cuidado com os pobres, por parte da comunidade. Uma das características das primeiras comunidades cristãs era de que “entre eles ninguém passava necessidade”, pois tudo era distribuído conforme a necessidade de cada um (At 4, 34-35). A atenção com os pobres e suas necessidades é uma característica da Igreja Apostólica. Ao reconhecerem a autenticidade do ministério de São Paulo, os apóstolos pediram que não se esquecesse dos pobres (Gl 2,10). “A opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica” e a caridade para com os pobres “é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência”

 SUGESTÕES PARA A LITURGIA DOS FINAIS DE SEMANA  PARA FAZERMOS UMA PASTORAL DE CONJUNTO  FLEXIBILIZANDO OS NOSSOS CORAÇÕES.

Queridos Padres, Diácono, Seminaristas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Deus abençoe a cada um de vocês na missão que lhes foi confiada!

Como já é do conhecimento de cada um de vocês, todos os anos o Mês de Novembro na nossa Diocese é dedicado ao DÍZIMO E PARTILHA.  Este ano de 2020, neste período de flexibilização, de um modo muito especial queremos que este sentimento de partilha chegue a todas as pastorais, grupos e movimentos religiosos que estão ligados à nossa Igreja Particular de Guanhães, de uma forma muito simples e com um coração cheio de gratidão a Deus, pois acreditamos que a Pastoral do Dízimo a nível Diocesano e Paroquial só irá dar frutos se conseguirmos trabalhar em uma Pastoral de Conjunto, ou seja, se todos passarem pelo processo de Conversão Dizimal, flexibilizando seu coração na partilha, na caridade e na missão.   Para isso, a Equipe Diocesana do Dízimo e Partilha está propondo a vocês, estimados irmãos em Cristo, sugestões para refletirem na Liturgia dos finais de semana.

31/10 e 01/11- TRIGÉSIMA PRIMEIRA SEMANA DO TEMPO COMUM

 Contextualizar que a contribuição com o dízimo é um exercício que brota da flexibilização do coração do homem em resposta ao mandamento do amor.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Na diocese de Guanhães o mês de novembro é dedicado à conscientização sobre o dízimo. Dízimo é expressão de fé.  É um gesto de amor e gratidão a Deus. É devolver a Ele uma pequena parte de tudo o que d’Ele recebemos. Nesta liturgia da 31ª SEMANA DO TEMPO COMUM somos convidados a despertar a nossa consciência para a generosidade, a fraternidade e a partilha. (Convidar um dizimista comprometido para fazer esse comentário)
  2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Este período de pandemia tem nos ensinado a flexibilizar como fez a viúva pobre, o nosso coração para a partilha?)
  3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, que nosso dízimo, gesto de amor à Igreja, seja o reflexo de uma igreja viva e participativa flexibilizada no amor.  Rezemos:

– Senhor, que a experiência  dizimal nos ajude a transformar a sociedade com alegria e misericórdia,  nos tornando mais solidários e fraternos  com os irmãos que sofrem. Rezemos:

– Senhor, conceda aos dizimistas de nossa paróquia a graça da perseverança e fidelidade no compromisso com a nossa mãe igreja. Rezemos

4. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a Oração do Dizimista.

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

 Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na tua santa presença. Amém.

  1. MENSAGEM FINAL: Após Oração da Comunhão.

Mensagem do nosso Pastor Dom Otacílio Ferreira de Lacerda

Amado Povo de Deus da Diocese de Guanhães (MG)

Queridos Padres, Diácono, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo, Agentes de Pastoral, Movimentos e Lideranças de Comunidades.

Com muito entusiasmo e esperança de dias melhores neste MOMENTO DE FLEXIBILIZAÇÃO, convido toda a Diocese a viver intensamente o mês de NOVEMBRO como o mês Missionário de Conscientização do Dízimo, cujo Tema: DÍZIMO, EXPRESSÃO DE UM “CORAÇÃO FLEXIBILIZADO”. Lema: “Cada um  dê conforme determinar em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois  Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7)

Deste modo, manifesto através desta, em tempo ímpar que estamos vivendo, o meu carinho e zelo pela formação das Pastorais e de maneira muito carinhosa pela Pastoral do Dízimo que é a fundamental para todas as outras, pois, sem o Dízimo fica inviabilizada a Evangelização, uma vez que o Dízimo garante os recursos necessários para dinamizar toda estrutura Missionária Paroquial e Diocesana.

Vejamos o que nos diz a Sagrada Escritura sobre o Dízimo: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o senhor”. Malaquias 3,10.

Tudo que recebemos é graça de Deus, inclusive o Décimo Terceiro… Dízimo não é sistema jurídico, não se baseia no processo de como o trabalhador o recebe.

Há outras passagens na Bíblia que nos falam sobre a generosidade da entrega de tudo quanto recebemos: Gênesis 28,20-22; Malaquias 3, 5-12; 2 Coríntios 9,6-12.

Por que Deus disse “fazei prova de mim”? Todo o Livro de Malaquias tem como pano de fundo a infidelidade do Povo de Israel a Deus. Desde as lideranças religiosas até o povo comum havia muita infidelidade e isso é combatido por Deus. No Livro do Profeta Malaquias (Ml 3,6-12) há uma reprovação de Deus quanto à infidelidade do povo no Dízimo e Ofertas, revelando um povo egoísta e que não estava observando com retidão as Leis de Deus.

Deste modo, Deus usa ali palavras duras, chamando o povo de ladrões (Malaquias 3,8). Deus deixa claro que a atitude do povo trazia sobre si as maldições descritas na Aliança (Malaquias 3,9), o que chamamos de repreensão “negativa”.

Na repreensão “positiva” Deus diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3,10).  

Deus continua e manda o povo: “fazei prova de mim”. Deus faz um incentivo à obediência, mas muitos compreendem de forma errada esta passagem. Deus não está aqui dando poder ao homem de aplicar provações ao próprio Deus; pois Ele está chamando o Seu povo a desafiar, a testar a Sua fidelidade.

Em outras palavras, Deus está dizendo algo como “experimentem ser obedientes e verão como derramo grandiosas bênçãos sobre suas vidas”.

Deus não precisa provar a Sua fidelidade, pois n’Ele habita toda a justiça, mas aqui Ele dá essa abertura para que as pessoas, cegas pela desobediência, viessem a obedecer e verificassem a grandeza das bênçãos do Pai sendo derramadas em suas vidas.

Geralmente a palavra provação é usada na Bíblia relacionada a Deus aplicando testes na vida das pessoas com objetivos de abençoá-las. Mas aqui em Malaquias, Deus diz “fazei prova de mim”, ou seja, Ele inverte o que estamos acostumados e nos dá a abertura de fazermos um “teste” com Ele, ou seja, o teste de sermos obedientes e verificarmos as bênçãos sem medida que serão derramadas.

A expressão usada é “abrir as janelas dos céus e derramar bênçãos sem medida”: se o povo fosse obediente, seria enriquecido com bênçãos imagináveis vindas diretamente das mãos do próprio Deus!

Nestes dias muitos estão fazendo planos e contando com o tão sonhado décimo terceiro (se ainda não o receberam). Para algumas pessoas, a primeira parcela começa a ser depositada em novembro e, sem dúvida, também devemos devolver o Dízimo do Décimo Terceiro Salário, ou qualquer outra forma de renda que proceda do trabalho, pois tudo é graça de Deus.

Urge que cada dizimista reflita em seu coração, diante de Deus, sobre a graça de devolver o Dízimo do Décimo Terceiro, até porque no final do ano é que nossas Comunidades Paroquias e Diocese mais têm gastos, ou seja, “Investimentos Dobrados”, como: Décimo Terceiro dos Funcionários, Seguro dos Veículos e Planejamentos para todo o Ano.

Que São Miguel e Nossa Senhora Aparecida intercedam por você e sua Família, derramando Bênçãos Copiosas dos Céus. Juntos, vivendo o amor e a partilha, somos muito mais!

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda

Bispo Diocesano.

01/11 e 08/11 – 32ª SEMANA DO TEMPO COMUM

 Contextualizar a Liturgia do dia com a experiência do DIZIMO, a PERSEVERANÇA e a dimensão CELEBRAR.

 1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) O dízimo fortalece a vida comunitária, permitindo que a paróquia possa adquirir materiais litúrgicos como vinho, hóstias, velas, cumprir os compromissos financeiros e adquirir novos espaços para Igrejas e salões comunitários. Queremos, nesta Eucaristia, bendizer ao Senhor, que ensina à sua Igreja o significado salvífico da doação, faz justiça aos oprimidos e dá alimento aos famintos. Queremos CELEBRAR com a participação de cada irmão e irmã dizimista da nossa paróquia.

 2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Neste período de Pandemia temos sido atentos às necessidades de nossa igreja? Temos agido como as virgens previdentes do Evangelho?)

3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, concedei que todo pequeno gesto de partilha faça diferença na vida dos que não têm o necessário para sobreviver. Rezemos:

– Senhor, “as virgens previdentes foram atentas ao ensinamento do Senhor, ‘orai e vigiai”. Fazei com que cada um de nós sejamos também previdentes, perseverantes e justos na devolução do nosso dízimo e na nossa missão evangelizadora. Rezemos:

– Senhor, concede aos nossos líderes e pastores religiosos previdência para agirem com discernimento e sabedoria para manterem a espiritualidade divina, Rezemos.

Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

 OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti.

5.MENSAGEM FINAL: Após a comunhão.

E VOCÊ? …

Hoje acordei, por um momento, confuso, chateado, perdido… então, inesperadamente, comecei a me lembrar de um sonho que tive, onde visualizava algumas passagens vividas por mim e que na oportunidade as relato a seguir. Na verdade, eu fazia era um exame de consciência.

Estou próximo a completar 53 anos. Nasci, cresci e sempre vivi nesta “terrinha” querida, cidade linda e maravilhosa para se viver. Um dia após meu nascimento, eu já estava sendo batizado, em 18 de abril de 1966. Aqui fiz minha primeira comunhão, crisma, participei de grupos de jovens, na época. Anos depois me casei, tive dois filhos, também batizados e um já fez inclusive a primeira Eucaristia, tudo na Igreja Matriz. Mas, meu exame de consciência dizia que ainda faltavam muitas coisas. Sempre procurei ser um bom cristão, no entanto, faltava algo. Daí neste breve relato lembrei-me de que eu nunca havia procurado a secretaria paroquial para saber quanto eu deveria contribuir por todos estes “serviços oferecidos”, desde o meu batizado até o casamento. E o círculo continua: batizado dos meus filhos, catequese, crisma de sobrinhos até… Sempre encontrei a Matriz de portas abertas (que alguém se encarregou de abri-la), sempre limpa (que alguém limpou), os lustres, arandelas acesas (alguém estava pagando as contas de energia). Ah, a filmagem e os fotógrafos do meu casamento, meu sogro pagou; os ornamentos da Matriz como castiçais, mesas, bancos, livros, microfones, anjos da guarda, leitores etc., tudo de graça, sequer fui à secretaria ou procurei o padre para agradecer; mas a festa do casamento e salão de festas, ah, isso meu sogro pagou e não foi barato.

Como uma paróquia sobrevive e de forma dinâmica ofertando tudo isto? Lembrei-me do Informativo Paroquial onde certo texto dizia o que é oferta, doação e esmola: são ajudas esporádicas que a paróquia recebe para custear estas despesas, que, aliás, são muitas. E descobri outra coisa: para a paróquia se manter, todos os padres têm um apelido em comum, “pidão”. Então me levantei de meu sonho e comecei a redigi-lo, ou o que me lembrava dele. Esse apelido da cidade carinho aos nossos sacerdotes é simplesmente horrível, afinal de contas, sou ou não cristão?

Volto ao início de meu relato. Se moro, ou estou morando nesta comunidade, tenho a obrigação de cuidar da minha Paróquia, que abrange, desde a moradia de meus pastores até a Casa de Nosso Pai. Entendo que essa deveria ser a obrigação do verdadeiro cristão. Por isso, hoje, com muito orgulho de uma Conversão Dizimal de uma forma imensamente feliz, digo que EU E MINHA ESPOSA SOMOS DIZIMISTAS.

Se você ainda não é dizimista e não fez esta retrospectiva de sua vida. Faça e flexibilize seu coração. SEJA TAMBÉM UM DIZIMISTA.

 14/11 e 15/11 – TRIGÉSIMA TERCEIRA SEMANA DO TEMPO COMUM

DIA MUNDIAL DOS POBRES

 Contextualizar como o Dízimo contribui com o processo de Evangelização. A importância da formação e das missões e ajuda na dimensão caritativa.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Participar da Eucaristia nos fortalece para o processo de Evangelização. É missão de todos nós e Deus nos chama para que juntos nos tornemos mais fortes para enfrentar os desafios desse mundo. Por meio do dízimo, as paróquias podem organizar suas missões nas comunidades, contribuindo para o aprofundamento da comunhão e partilha, sustentando as pastorais e capacitando os leigos e leigas para a missão. Hoje, em especial, no dia mundial dos pobres, clamemos a ajuda de Deus para sabermos defender a dignidade dos seus filhos e filhas desvalidos principalmente nestes tempos difíceis de pandemia e que aprendamos a estender a mão aos nossos irmãos mais carentes.

       2. SUGESTÃO: (Durante a Homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. Hoje a igreja celebra o dia mundial dos pobres. O que temos feito para minimizar a dificuldade de nossos irmãos menos favorecidos? Já flexibilizamos nossos corações?

     3. ORAÇÃO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, te pedimos pela Santa Igreja, para que seja protegida dos ataques que a rodeiam e para que experimente o poder de Deus no cumprimento da sua missão evangelizadora. Rezemos:

– Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, conscientes de nossa vocação à santidade de vida, como parte integrante desta comunidade, que sejamos também conscientes de nossa corresponsabilidade como dizimistas para o crescimento da ação evangelizadora da Igreja. Rezemos.

– Senhor, por todas as pessoas que se comprometem com a evangelização, que participam dos momentos formativos e que neste momento de pandemia por muitos motivos deixaram de cumprir com a contribuição de seu dízimo  para que flexibilizem seus corações  e entendam a sua  importância para o crescimento do Reino de Deus.  Rezemos.

  1. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por Ti e por tua Casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a Ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na Tua santa presença. Amém

 MENSAGEM FINAL: Após a comunhão.

 O Dízimo e os Pobres

Em mensagem para o VI Dia mundial dos Pobres, que está sendo celebrado hoje, 15 de novembro de 2020, o Papa Francisco diz que estender a mão é um sinal de solidariedade e amor.  Intitulada “Estende a tua mão ao pobre”, a mensagem destaca que são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos. Nessa época de isolamento e/ou flexibilização social, impostos pela pandemia do novo corona vírus, a caridade e a atenção aos pequenos e necessitados deve ser um exercício diário do povo de Deus. .

Através do dízimo, cada batizado se torna “testemunha da misericórdia” e oferece, através da dimensão caritativa, a preocupação com os pobres de nossa comunidade paroquial.  Diante das crises que estamos vivendo, provocadas pela pandemia, sua contribuição, dizimista, é de suma importância na sustentação da igreja e das obras voltadas para as famílias carentes.

A igreja conta com seu compromisso e fidelidade para continuar a sua missão. O momento é de partilha e solidariedade. A mão estendida é sinal de amor cristão, de sabermos ser corresponsáveis, atentos ao sofrimento dos mais pobres e sofredores, fiéis ao Evangelho, à vida e obra de Nosso Senhor Jesus Cristo.

SUGESTÃO: Promover na Paróquia durante semana a campanha do quilo (alimento não perecível) para formar cestas básicas para distribuir para famílias com mais necessidades

 21/11 e 22/11 — TRIGÉSIMA QUARTA SEMANA DO TEMPO COMUM

 NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Contextualizar a experiência dizimal com a opção preferencial pelos pobres. A dimensão da Partilha (Caritativa). Cristo, Rei do Universo.

  1. COMENTÁRIO INICIAL: (Intercalar ao comentário da liturgia do dia) Neste domingo celebramos a solenidade de Cristo, Rei do Universo, e também concluímos o mês de conscientização sobre o dízimo na nossa diocese com o tema: “DÍZIMO: expressão de um coração flexibilizado”. Queremos nesta celebração rezar pela família dizimista de nossa paróquia, diocese e missionários” para perseverarem firmes na fé,  no amor e na partilha.  Rezamos também hoje por todos aqueles que durante a semana estenderam a mão ao pobre fazendo a doação de um quilo de alimento não perecível para  minimizar suas dificuldades neste tempo de pandemia.

Por meio de gestos de generosidade, atenção, carinho e misericórdia, vamos transformando nossas ações e a própria sociedade. Pondo-se a servir, Cristo Rei do Universo, nos dá o exemplo de como agir com olhar misericordioso para o próximo com o coração flexibilizado. A dimensão caritativa do dízimo se manifesta no cuidado que a Igreja, como continuadora da missão de Jesus, tem com os pobres.  Por falta de uma flexibilização e conversão de todos os cristãos batizados, a nossa igreja, com o dízimo que se tem, não conseguiu ainda assumir concretamente a dimensão caritativa como é o ensinamento de Jesus Cristo contido nos Atos dos Apóstolos “no meio deles não havia necessitados” (At 4,34)

 2. SUGESTÃO: (Durante a homilia ou no momento oportuno o Pe. fazer uma provocação. Ex. A exemplo de Jesus Cristo, temos sentido o nosso coração flexibilizado para acolher com amor os nossos irmãos mais frágeis?)

 3.ORAÇAO DA COMUNIDADE: (Acrescentar junto às preces do dia)

– Senhor, que tenhamos o coração caridoso e desprendido dos bens dessa terra para que busquemos a riqueza que provém do céu. Rezemos:

– Senhor, por todos cristãos leigos e leigas, que conscientes da sua responsabilidade como Igreja, perseverem no caminho da justiça e da paz. Rezemos:

– Senhor, abençoai os missionários, sacerdotes, diácono e todos aqueles que em nossa diocese contribuem com o seu dízimo com alegria e generosidade para a melhoria dos serviços comunitários e o provimento das necessidades das comunidades. Rezemos:

  1. Vamos concluir as nossas preces rezando juntos a oração:

OBS.: ORAÇÃO (Reproduzir a oração para distribuir na Assembleia)

Senhor,

Venho, diante do teu altar, entregar-te o meu dízimo. Ele significa o meu amor por ti e por tua casa e também a minha gratidão pelas bênçãos que tenho recebido.

Obrigado, Jesus, por essa oportunidade, e fazei que minha vida seja toda ela uma oferta agradável a ti. Abençoa o trabalho das minhas mãos e conservai-me sempre na tua santa presença. Amém.

 5. MENSAGEM FINAL: Após Oração da Comunhão.

 MENSAGEM DA EQUIPE DIOCESANA DO DÍZIMO DA DIOCESE DE GUANHÃES

 EM TEMPOS DE PANDEMIA, CONTRIBUIR COM O DÍZIMO É TAMBÉM UM ATO DE SOLIDARIEDADE.

O dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, onde vive-se o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, centro do Evangelho.

Em tempos de pandemia, a prática de se contribuir com o dízimo se revela também um ato de solidariedade e amor a si e ao próximo.

Com o coração flexibilizado e por meio da contribuição do dízimo de cada um, é possível fazer com que a Igreja sobreviva, se mantenha, possa prestar seus serviços, e consiga ainda que pouco ajudar os menos favorecidos e realizar sua missão evangelizadora. SIM, DIZIMISTA, É POR MEIO DO SEU DÍZIMO E PARTILHA QUE CONSEGUIMOS FAZER TUDO ISTO, OU SEJA, EVANGELIZAR!

Sendo assim, vimos agradecer você, pela sua Partilha por meio do seu Dízimo, e ao mesmo tempo pedir a Deus, pela intercessão de (santo padroeiro de sua paróquia) e São Miguel, Bênçãos Copiosas sobre você e sua família. E a você, que ainda não faz parte desta família dizimista, se se sentir a flexibilização em seu coração, procure o escritório paroquial ou um Missionário da Pastoral do Dízimo e Partilha e seja você também um Evangelizador por meio do seu Dízimo.

  • OUTRA SUGESTÃO PARA MENSAGEM FINAL (PODERÁ SER FEITA EM FORMA DE JOGRAL: VOZ 1 E  VOZ  2

DÍZIMO: EXPRESSÃO DE UM CORAÇÃO FLEXIBILIZADO

Nós  somos  consumidores

De tudo que a terra cria

Animais e vegetais

Água  que   beneficia

A  vida de todo ser

Sem ela nada existia

Surgiu na antiguidade

A ideia de ofertar

Os frutos que produziam

Como forma de agradar

O Deus por ter concedido

A produção prosperar

Abrão enfrentou a luta

Com sofrimento e com dor

Juntamente com seu povo

Depositou no senhor

Amor esperança e fé

Assim saiu vencedor

Trazendo tudo de volta

Inclusive seu sobrinho

O rei foi ao seu encontro

Conduzindo pão e vinho

Como era sacerdote

O abençoou com carinho

A décima parte de tudo

Abrão lhe ofereceu

Ele não queria bens

Mas ele não recebeu

Nem se quer uma correia

Da sandália que perdeu

Deus vendo aquela oferta

Falou firme pra Abrão

Homem forte e fiel

Tu tens um bom coração

Eu sou o escudo seu

Para toda direção

Essa base fundamenta

A quem quer participar

Da ação que representa

A forma de partilhar

Aquilo que se recebe

Ás vezes sem esperar

Dízimo é fundamentalmente

Uma opção pastoral

Que semeia gratidão

Afugentando do mal

Educando a fé adulta

Ter um estilo real

Dizimista consciente

Tem sua vida feliz

Quanto mais dá mais recebe

Quem pratica sempre diz

Prender-se ao egoísmo

Deixa a pessoa infeliz

Gratidão tem duas vias

Uma vai a outra vem

Deus abre as portas do céu

E as reservas que tem

Derrama em forma de bênçãos

Sobre  quem pratica o bem

É o papel da igreja

Seus fies orientar

Com relação à partilha

Um modo pra despertar

A mente de cada um

Para o dízimo consagrar

Bíblia fonte principal

De estudo e de pesquisa

Uma equipe prepara

O estudo e organiza

Até atingir a meta

Que a paróquia precisa

Tem muitos analfabetos

Na temática partilhar

Fecham-se no egoísmo

A ninguém quer ajudar

A vida é fardo pesado

Pra um sozinho levar

Quem oferta com amor

Enche o peito de alegria

A alma é fortificada

A fé cresce todo dia

Confiando em Jesus Cristo

E na sua mãe Maria

Entre na fila do dízimo

Faça o cadastro certinho

Consagre o que o coração

Puncione bem baixinho

Encontre a felicidade

Trilhando neste caminho

Alguns padres   apresentam

Dificuldades em falar

Em dízimos para os fies

Apela pra convidar

Especialista em dízimo

Pra seu povo orientar

O papa Francisco disse

Vamos desatar o nó

Excluir o comodismo

Pois a preguiça faz dó

Esta messe  aproveitada

Se dedica  como Jó

Uma igreja em saída

É   a meta do pastor

Praticar a caridade

Perdoar ser servidor

Praticar a humildade

Abastecido de amor

Quem no recenseamento

A ser católico escolheu

Agora tem um convite

Conforme já mereceu

Entrar numa pastoral

Mostrando o talento seu

O dízimo é prosperidade

As bênçãos Se multiplicam

O s dons do Espírito Santo

Fies nos intensificam

O ato de partilhar

Graças divinas duplicam

As pessoas que confiam

Na providência divina

Procuram ser dizimistas

O coração determina

A doação do seu dízimo

O restante a bíblia ensina

Seja fiel  dizimista

Sem nenhum constrangimento

Quem doa com alegria

Deus ama a cada momento

Se doar a décima parte

Volta noventa por cento

Se der mais recebe mais

Este caso é confirmado

Graças faz  graça merece

Isso é popularizado

A felicidade mora

Onde o dízimo é consagrado

 

 

 

 

 

 

 

 

A Palavra do Pastor
Advento: vigilância ativa e efetiva – Homilia de Dom Otacilio – Primeiro Domingo do tempo do Avento Ano B

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Com o primeiro Domingo do Tempo do Advento (ano B), seremos convidados à vigilância, numa frutuosa preparação para o Natal...
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Alegres e convictos Servidores do Reino – Homilia e reflexões de Dom Otacilio para o XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)

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  Alegres e convictos Servidores do Reino (Homilia - XXXIIIDTCA) A Liturgia do 33º Domingo do Tempo comum (Ano A),...
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Permaneçamos vigilantes – XXXII do Tempo Comum do Ano A.

Permaneçamos vigilantes – XXXII do Tempo Comum do Ano A.

Com a Liturgia, do 32º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre a necessária vigilância ativa na espera do...
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O Ministério do padre na hora mais difícil: a morte.

O Ministério do padre na hora mais difícil: a morte.

Finados: dia de recolhimento, oração e contemplação de nossa realidade penúltima, a morte; fortalecimento na fé sobre nossa realidade última,...
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Bem-Aventuranças vividas, Santidade alcançada (Homilia Festa de todos os santos e santas)

Bem-Aventuranças vividas, Santidade alcançada (Homilia Festa de todos os santos e santas)

  A Solenidade de todos os Santos abre nosso espírito e coração às consequências da Ressurreição. Para Jesus, ela foi...
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Amor a Deus e ao próximo, dois amores inseparáveis – 30º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

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Amor a Deus e ao próximo, dois Amores inseparáveis O Mandamento do Amor é a essência da vida cristã Com...
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“A Deus o que é de Deus” – Homilia – XXIX Domingo do Tempo Comum do Ano A

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A Liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum (ano A) tem como tema principal a subordinação de nossa existência a...
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O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada (-Homilia- XXVIII Domingo do Tempo Comum -Ano A

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O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada A Liturgia, do 28º Domingo do Tempo Comum (Ano A), apropria-se de...
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A Vinha do Senhor e os frutos esperados por Deus – Homilia- XXVII Domingo Comum do Tempo A

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  Com a Liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum (ano A), refletiremos sobre os frutos abundantes que  o Senhor...
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O imperativo da conversão no trabalho da Vinha do Senhor- Homilia para o XXVI Domingo do Tempo Comum do Ano A

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  Com a Liturgia do 26.º Domingo do Tempo Comum (ano A), contemplamos um Deus que chama a todos para...
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