“É SETEMBRO, É AMARELO!”

CONVERSANDO SOBRE DEPRESSÃO

O que é
“Muita gente uma vez ou outra na vida se sente deprimida ou triste. É uma reação natural à perda, aos desafios da vida e à baixa autoestima. Mas, às vezes, o sentimento de tristeza se torna intenso, dura longos períodos e retira a pessoa da vida normal. É o mais comum dos transtornos mentais, mas é uma doença tratável. “
O texto a seguir é uma entrevista com uma jovem acometida pela doença.

Depressão significa falta de fé em Deus?

– Não. Depressão é um distúrbio mental e que pode ocorrer mesmo em pessoas de muita fé. A depressão nos deixa desesperançosos e sem ânimo; e a fé é movimento.

– Você já teve depressão?

– Sim. Estou em tratamento atualmente. A depressão pode ser média, leve ou grave. Já estive em estado grave. Hoje me mantenho em tratamento para não chegar a esse ponto novamente.
Só o tratamento ajuda?
– O tratamento tem de ser completo. Físico, mental, emocional e espiritual.
– O que você tem feito para conviver com essa doença?
– Respeito meus limites, tento fazer atividades mesmo sem vontade, falo a respeito com outras pessoas, encorajando-as a partir da minha experiência e tento brincar com a situação.
A depressão tem um motivo ou uma causa?
– Pode ter ou não. Há pessoas que se deprimem por um fator externo; outras, pela forma como elas têm de pensar e ver a vida, mas pode acontecer com qualquer pessoa.
Quando a pessoa descobre que está com depressão?
– Algumas pessoas nem descobrem. Acham que estão numa fase chata ou ruim e que vai passar. Geralmente pessoas próximas é que conseguem perceber. Eu descobri com ajuda de profissionais. Não tinha consciência da doença.
A pessoa, sem ajuda profissional, consegue se curar?
Não acho. A depressão é um distúrbio. A pessoa pode se esforçar e ficar bem por um tempo, mas curar-se, não acho.
E o que a família pode fazer nesse caso?
Apoiar, falar palavras de ânimo, fazer-se presente mesmo que em silêncio, ajudar a pessoa doente a se sentir amada.
– No Brasil, a depressão atinge 11,5 milhões de pessoas.

Há alguma forma de evitar a doença? 
– Sim. Enxergando depressão como um distúrbio da mente, encorajando as pessoas a procurar ajuda profissional; não descrever psicólogo e psiquiatra como médicos de doido.
– A pergunta “Como vai você” pode ajudar uma pessoa a falar sobre a depressão?
– Depende da forma como for realizada e se a pessoa aguarda a resposta. No automático, não rola (risos). “Como vai você?” somente como uma forma de cumprimentar, não. Mas como aproximação e interesse verdadeiro de ajudar, sim.
Do que a pessoa com depressão não precisa?
Ouvir que é falta de Deus, que a vida dela é linda, que vai passar, pra ela não dar importância.
Obs.: A pessoa com quem conversei sobre esse tema enche minha vida de graça, beleza, delicadeza e esperança.

Luís Carlos Pinto
Professor de Educação Básica

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