Província Eclesiástica de Diamantina realiza estudo sobre o capítulo 8 da ‘Amoris Laetitia’ em Teófilo Otoni

O capítulo oito de “Amoris Laetitia” tem como título “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade” e trata sobre a posição que a Igreja deve ter com relação aos casais em crise e os divorciados em nova união. “O caminho da Igreja é o de não condenar eternamente ninguém; derramar a misericórdia de Deus sobre todas as pessoas que a pedem com coração sincero”, afirma o Papa Francisco no documento.

No parágrafo 299, o papa afirma: “Acolho as considerações de muitos Padres sinodais que quiseram afirmar que os batizados que se divorciaram e voltaram a casar civilmente devem ser mais integrados na comunidade cristã sob as diferentes formas possíveis, evitando toda a ocasião de escândalo”.

E esclarece que “é possível apenas um novo encorajamento a um responsável discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer: uma vez que o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, as consequências ou efeitos de uma norma não devem necessariamente ser sempre os mesmos”.

Sobre este tema é considerado que a Igreja poderia admitir ao sacramento da Reconciliação e da Eucaristia àqueles que se encontram em união não legítima e observem duas condições essenciais: queiram mudar sua situação mas, não podem concretizar o seu desejo. O pontífice afirma no parágrafo 298 “A Igreja reconhece a existência de situações em que o homem e a mulher, por motivos sérios – como, por exemplo, a educação dos filhos – não se podem separar”.

Foi para melhor compreensão deste assunto e aplicação pastoral que – no dia 17 de outubro – o clero da província eclesiástica de Diamantina se reuniu na cidade de Teófilo Otoni MG. Cerca de 120 padres das diocese de Araçuaí, Almenara, Guanhães e Teófilo Otoni estiveram participando do estudo atentos as orientações acerca das uniões estáveis, eucaristia, matrimônio e batismo nos desafios atuais de uma sociedade transformada com as novas uniões civis.

Dom Darci, arcebispo metropolitano de Diamantina e administrador apostólico da diocese de Guanhães, destacou a importância de ir em busca de respostas que contemple os anseios dos fiéis que vivem sob pena de não poderem receber a Eucaristia ou poder fazer parte dos sacramentos que a igreja administra devido a situações irregulares. A proposta é analisar com caridade pastoral a cada caso em particular buscando um diálogo com estas pessoas.

Segundo o arcebispo a partir das orientações do papa estas condições essenciais deverão analisadas com discernimento do pároco local auxiliado por um comitê diocesano especial.

Por fim Pe. Frederico juiz do tribunal Eclesiástico de Diamantina deu as orientações finais sobre o tema, a manhã de estudo do clero finalizou com um almoço para todos os padres participantes do encontro.

 

Pe Bruno Costa Ribeiro

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