1º ENCONTRO REGIONAL Leste 2 – “BOM PASTOR” – para casais em 2ª união

 

PASTORAL FAMILIAR

SETOR “CASOS ESPECIAIS” – CASAIS EM 2ª UNIÃO

 

 

Agentes da Pastoral Familiar da diocese de Guanhães estiveram no 1º ENCONTRO REGIONAL Leste 2 – “BOM PASTOR” – para casais em 2ª união, em Governador Valadares/MG. Reunindo coordenadores do Setor Casos Especiais, assessores e casais em Segunda União que tenham vivenciado o Encontro com o Bom Pastor de variadas dioceses. O intuito é favorecer a articulação nas Dioceses.

Instituída por Deus, na criação, a família ocupa posição essencial no Plano divino sobre a humanidade. Nela a vida humana tem sua origem; é nutrida, educada e desenvolvida. É, por isso, o “santuário da vida”, no qual se forja o futuro da humanidade (SD210).

Na sociedade secularizada de hoje, a família enfrenta inúmeros desafios. E como disse o Papa João Paulo II, de “uma ação vasta, profunda e sistemática”, visando salvá-la, fortalece-la e devolver-lhe as condições para que possa reassumir sua identidade e cumprir suas tarefas específicas.

Tal ação em favor da família é atribuição primordial da Pastoral Familiar. Para desenvolvê-la, necessita-se de pessoas que amem a família, conheçam seus problemas, mas também, seus valores e possibilidades e se emprenhem em promovê-la pelo testemunho e pela ação, que acreditem no “valor único e insubstituível” da família para o futuro da sociedade e da Igreja.

A importância da Pastoral Familiar decorre da própria importância que Deus dá à família.

A partir dos tempos modernos e pós-modernos a família passa por uma série de transformações e vem sofrendo agressões e pressões que a enfraquecem, desestruturam e em muitos casos impedem de cumprir sua missão.

A Pastoral Familiar faz parte de todo o conjunto da ação da Igreja em vista do anúncio do Reino. Começou a tomar consistência a partir do Concílio Vaticano II, fundamentando-se na Exortação Apostólica familiaris Consortio, de 1981.

A Pastoral Familiar abraça a família na sua situação real, em todos os seus aspectos e se dirige a todos os tipos de famílias: as regularmente constituídas como também as que se encontram em alguma situação de irregularidade. A todas, quaisquer que sejam a realidade e as circunstâncias em que se encontrem, a Igreja, por meio da Pastoral Familiar, deseja levar palavra e gestos de apoio, acolhida, orientação e conversão, sempre animada e impulsionada pelo espírito missionário do Bom Pastor.

No Evangelho, Jesus deixa bem claro que veio salvar a todos, sem discriminação de ninguém. Esta é a vontade de Deus: “Deus quer que todos os homens se salvem”.

Também o Papa João Paulo II nos lembra que a “Igreja foi instituída para a salvação de todos, sobretudo dos  batizados”. E afirma: “Um empenho pastoral ainda mais generoso, inteligente e prudente, na linha do exemplo do Bom Pastor, é pedido para aquelas famílias que – muitas vezes, independente da própria vontade ou pressionada por outras exigências de natureza diversa – se encontram em situações objetivamente difíceis. A esse propósito é necessário voltar especialmente a atenção para algumas categorias particulares, mais necessitadas não só de assistência, mas de uma ação sobre as estruturas culturais, econômicas e jurídicas, a fim de se poderem eliminar ao máximo as causas profundas do seu mal estar”. O desafio lançado pelo Papa é que a Pastoral Familiar não apenas dê a assistência oportuna, mas que busque eliminar ou minimizar as causas do mal, atuando na evangelização; na opinião pública, na economia e nos aspectos jurídicos e culturais.

Convém citar, a Conferência de Santo Domingo que fixa uma diretriz para toda a Igreja na América Latina: “É necessário fazer da Pastoral Familiar uma prioridade básica, sentida, real e atuante. Básica como fronteira da nova evangelização. Sentida, isto é, acolhida e assumida por toda a comunidade diocesana. Real, porque será respaldada, concreta e decididamento, pelo bispo diocesano e por seus párocos. Atuante, ou seja, deve estar inserida numa pastoral orgânica”.

O Papa João Paulo II torna-a praticamente obrigatória, ao afirmar que “nenhum plano de pastoral orgânica, a qualquer nível que seja, pode prescindir da Pastoral familiar” (FC 70). A razão dessa centralidade da Pastoral Familiar reside no reconhecimento de que, segundo o papa, “a evangelização, de fato, passa necessariamente pela família”.

Portanto, a Pastoral Familiar precisa estruturar bem e fazer funcionar com eficiência o seu Setor “Casos Especiais”, para cumprir totalmente seus objetivos e atender aqueles “casos difíceis” que lista a Familiaris Consortio.

É bom lembrar que o Setor Casos Especiais não trata apenas da situação irregular dos casais em segunda união. Esta é uma das preocupações do setor mas ele é muito mais amplo.

A evangelização que cultiva a adesão a Jesus Cristo, através do assumir valores cristãos de relacionamento, é a mais eficaz forma de tratamento dos casos especiais.

Ivonete Ângela da Silva

 

 

 

 

 

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