CRISTÃOS LEIGAS E LEIGOS NA IGREJA E NA SOCIEDADE – Sal da Terra e Luz do Mundo (Mateus 5,13-14) CNBB DOCUMENTO 105 – Capítulo II

 

Documento 105

CAPÍTULO 2 – SUJEITO ECLESIAL: discípulos missionários e cidadãos do mundo

Jesus nos ensina a sermos sujeitos de nossa vida. Além de mestre, Jesus é o modelo para todo cristão que é chamado a ser sujeito livre e responsável, capaz de opções, de decisões e de um amor condicional. No seguimento de Jesus, como seus discípulos, todos somos sujeitos de nossa vida e de nossa missão, conscientes de nossa dignidade.

Neste capítulo retomamos a teologia à luz da eclesiologia do Vaticano II da Igreja como comunhão da diversidade. Pelos sacramentos da iniciação cristã, sobretudo pelo Batismo, todos nos tornamos membros vivos do povo de Deus.

 

IGREJA, COMUNHÃO NA DIVERSIDADE

O povo de Deus, a Igreja, e sua unidade se realiza na diversidade de rostos, carismas, funções e ministérios. Em função do bem comum, a comunidade organiza-se no compromisso de cada membro e busca os meios de tornar mais operantes os diversos dons recebidos do Espírito.

Os modelos de organização eclesial podem mudar ao longo da história; permanece, no entanto, a regra mais fundamental: a primazia do amor (1 Cor 13), da qual advém a possibilidade de integrar organicamente a diversidade e o serviço de todos os que exercem alguma função dentro da comunidade.

 

IGREJA, POVO DE DEUS PEREGRINO E EVANGELIZADOR

O povo de Deus, convocado por Cristo, que institui uma nova aliança, provém dentre judeus e gentios e cresce na unidade do Espírito (1 Pedro 2,10). Este povo tem a Cristo por cabeça. Sua condição é a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus. Sua Lei é o mandamento novo de amar como Cristo amou (João 13,34).

A noção da Igreja como povo de Deus lembra que a salvação, embora pessoal, não considera as pessoas de maneira individualista, mas como inter-relacionadas e interdependentes. A inter-relação e a interdependência levam a valorizar a diversidade de rostos, de grupos, de membros, de carismas e funções deste povo.

O sujeito da evangelização é todo o povo de Deus, a Igreja. Ela não pode perder de vista o serviço à vida e à esperança, através de uma obra evangelizadora audaz e missionária.

 

A IGREJA, CORPO DE CRISTO NA HISTÓRIA

Os cristãos são chamados a serem os olhos, os ouvidos, as mãos, a boca, o coração de Cristo na Igreja e no mundo. Esta realidade da presença de Cristo é explicitada na imagem proposta por Paulo, a de que a Igreja é o Corpo de Cristo (1 Coríntios 12,12-30; Romanos 12,4-5). Cristo vive e age na Igreja, que é seu sacramento, sinal e instrumento.

O Apóstolo Paulo deixa claro que Cristo é a cabeça deste corpo (Efésios 1,22). A primazia do Cristo-cabeça lembra à Igreja que Ele é o centro de tudo.

 

A INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ.

O Concílio Vaticano II valorizou a fundamentação sacramental da Igreja, especialmente pelos sacramentos da iniciação cristã. Esses sacramentos fundam a igual dignidade de todos os membros de Cristo. O Batismo nos incorpora a Cristo, pois fomos batizados num só Espírito para formarmos um só corpo (1 Coríntios 12,13; Efésios 4,5). A Crisma nos unge com o óleo do mesmo Espírito de Cristo para sermos defensores e difusores da fé. A Eucaristia une a todos na mesma fração do pão (1 Coríntios 10,17).

A tomada de consciência desta responsabilidade laical, que nasce do Batismo e da Confirmação, não se manifesta de igual modo em toda parte; em alguns casos, porque não se formaram para assumir responsabilidades importantes, em outros por não encontrar espaço nas suas Igrejas paroquiais para poderem exprimir-se e agir por causa de um excessivo clericalismo que os mantém à margem das decisões. Nesse sentido, há de se acolher a decisão que nós, bispos do Brasil, tomamos de fazer com que a catequese em nosso país se transforme em processo de inspiração catecumenal.

 

IDENTIDADE E DIGNIDADE DA VOCAÇÃO LAICAL

A distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante do povo de Deus contribui para a união já que os pastores e os demais fiéis estão ligados uns aos outros por uma vinculação comum: os pastores da Igreja, imitando o exemplo do Senhor, prestam serviço uns aos outros e aos fiéis: e estes deem alegremente a sua colaboração aos pastores e doutores.

Por isso, não é evangélico pensar que os clérigos – ministros ordenados – sejam mais importantes e mais dignos, sejam mais Igreja do que os leigos. Esta mentalidade errônea, em seu princípio, esquece que a dignidade não advém dos serviços e ministérios que cada um exerce, mas da própria iniciativa divina, sempre gratuita, da incorporação a Cristo pelo Batismo.

 

O SACERDÓCIO COMUM

Os cristãos leigos são portadores da graça batismal, participantes do sacerdócio comum, fundado no único sacerdócio de Cristo. O sacerdócio batismal concede direitos na Igreja. Dentre outros, lembramos alguns: associar-se em movimentos de espiritualidade e de apostolado, conhecer a fé, participar dos sacramentos, manifestar-se e ser ouvidos em questões de fé, cooperar na edificação do povo de Deus, educar filhos na fé cristã. Aos direitos acrescentam-se os deveres: participar do múnus profético, sacerdotal e real, colaborar com os pastores na ação evangelizadora, dar testemunho do Evangelho em todos os ambientes. Para os exercícios destes direitos e deveres, nunca deveria faltar-lhes a ajuda dos ministros ordenados. A renovação da Igreja na América Latina não será possível sem a presença dos leigos, por isso, lhes compete, em grande parte, a responsabilidade do futuro da Igreja.

 

O PERFIL MARIANO DA IGREJA

Para compreendermos, em toda a sua grandeza e dignidade, a natureza e missão dos cristãos leigos, podemos dirigir o nosso olhar para Maria. Nela encontramos a máxima realização da existência cristã. Por sua fé e obediência à vontade de Deus e por sua constante meditação e prática da Palavra, ela é a discípula mais perfeita do Senhor. Mulher livre, forte e discípula de Jesus, Maria foi o verdadeiro sujeito na comunidade cristã.

Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito, Maria cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano e maternal, que identifica profundamente a Igreja de Cristo. Maria é a figura da Igreja. Ela precede todos os caminhos rumo à santidade. Na sua pessoa a Igreja já atingiu a perfeição.

Em Maria, mulher leiga, santa, Mãe de Deus, os fiéis leigos encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. Maria é membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e na caridade.

 

VOCAÇÃO UNIVERSAL À SANTIDADE

Os cristãos leigos, homens e mulheres, são chamados antes de tudo à santidade. A santidade de vida torna a Igreja atraente e convincente, pois os santos movem e abalam o mundo. Se nem todos são chamados ao mesmo caminho, ministérios e trabalhos, todos, no entanto, são chamados à santidade.

Os cristãos leigos se santificam de forma peculiar na sua inserção nas realidades temporais, na sua participação nas atividades terrenas. Santificam-se no cotidiano, na vida familiar, profissional e social. Os santos movem o mundo. O horizonte para que deve tender todo caminho pastoral é a santidade.

 

LIBERDADE, AUTONOMIA E RELACIONALIDADE

É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gálatas 5,1). O cristão leigo é verdadeiro sujeito na medida em que cresce na consciência de sua dignidade de batizado. O cristão leigo também cresce em sua consciência de sujeito quando descobre que sua liberdade, autonomia e relacionalidade não são apenas características de cada ser humano maduro, mas quando experimenta essas características como dom do Cristo crucificado e ressuscitado.

Portanto, a Igreja é a comunhão de libertos para uma vida nova, para o serviço, em harmonia e respeito. A verdadeira comunhão cristã gera autonomia, liberdade e corresponsabilidade, por sua vez, estas são necessárias para a autêntica comunhão (Gálatas 2,1-2.9-11). É na Igreja e como Igreja que o cristão leigo vivencia a liberdade, a autonomia e a relacionalidade.

 

A MATURIDADE DOS CRISTÃOS LEIGOS

Os cristãos leigos são embaixadores de Cristo e participam do pleno direito na missão da Igreja e tem um lugar insubstituível no anúncio e serviço do Evangelho.

130- Para uma adequada formação de verdadeiros sujeitos maduros e corresponsáveis para a missão, é necessário que a liberdade e autonomia se desenvolvam não no fechamento ou na indiferença, mas na abertura solidária aos outros e às suas realidades.

A vivência comunitária favorece o amadurecimento cristão, que acontece numa dinâmica que exige o equilíbrio entre o eu e o outro, sem isolamento nos dons e funções individuais e sem aniquilamento da individualidade em função da comunidade.

 

ENTRAVES À VIVÊNCIA DO CRISTÃO COMO SUJEITO NA IGREJA E NO MUNDO

O cristão encontra alguns entraves para a vivência de sua fé de modo integral e integrado. Algumas oposições estão tão enraizadas na mentalidade e na prática das comunidades e dos fiéis que podem chegar a impedir alguns cristãos leigos a se verem como verdadeiros sujeitos na Igreja e no mundo. É empobrecedor, para a fé cristã, opor e excluir realidades que deveriam estar relacionadas e articuladas. Eis algumas delas:

1-Oposição entre fé e vida – segundo esta mentalidade e prática, o mundo da fé é superior e até mesmo oposto ao mundo da vida. Nos Evangelhos, ao contrário, Jesus nos mostra como a fé em Deus se expressa em torno das dimensões da vida: pessoal (Mateus 6,21); familiar (Mateus 19,14; Lucas 15,11); comunitária (Mateus 18,21); profissional (Lucas19,8); sociopolítica (Mateus 6,24). Por isso não podemos separar a fé da vida, mas pela fé viver e realizar ações consequentes para a revelação e expansão do Reino de Deus na história.

2-Oposição entre sagrado e profano – Isso acontece quando opomos objetos, pessoas, situações, tempos e lugares que seriam profanos de pessoas, situações, tempos e lugares ou objetos que seriam sagrados. Jesus não frequentava apenas as sinagogas (espaço sagrado), mas também atuava nas barcas, nas margens dos lagos, nas casas, nas cidades, nos caminhos. Jesus não viveu isolado, mas relacionou-se com todo tipo de pessoas. Chegou mesmo a dizer que os publicanos e as prostitutas precederiam os anciãos e os sumos sacerdotes no Reino de Deus (Mateus 21,31).

3-Oposição entre Igreja e o mundo – Para muitos a Igreja é vista como refúgio, arca da salvação, lugar para o encontro com Deus, enquanto o mundo é lugar do pecado, da perdição e da maldade. Por isso é preciso fugir do mundo e refugiar-se nas sacristias, conventos, mosteiros, Igrejas, templos. A novidade maravilhosa da Encarnação nos leva a valorizar este único mundo e esta única história, onde vivemos e que nos compete transformar em unidade com o todo do gênero humano. A Igreja está comprometida com este mundo como sacramento e sinal da salvação misericordiosa de Deus e, nesta missão, peregrina até que o Reino de Deus se manifeste plenamente em novo céu e nova terra.

4-Oposição entre identidade eclesial e ecumenismo – Há quem se preocupe que a opção da Igreja pelo ecumenismo possa levar à perda da identidade católica. Por isso se fecham em suas comunidades e não conseguem ver as expressões evangélicas presentes em outras igrejas cristãs. Devemos lembrar que o diálogo ecumênico é uma postura inerente à natureza e missão da Igreja e não simplesmente uma estratégia de evangelização. Portanto, quanto mais católica, mais dialogal será a Igreja. Tal atitude colabora para que o desejo de Jess se realize: “que todos sejam um” (João 17,21).

A valorização das tarefas no interior da Igreja em detrimento dos compromissos com a inserção na realidade leva os cristãos leigas e leigos à esquizofrenia religiosa: o cristão leigo corre o risco do comodismo, da indiferença, da intolerância e da incoerência em sua vida de sujeito eclesial e cidadão do mundo.

 

MBITOS DE COMUNHÃO ECLESIAL E ATUAÇÃO DO LEIGO COMO SUJEITO

Temos insistido que a presença e atuação dos cristãos leigas e leigos se dá na Igreja e no mundo. No âmbito da Igreja há muitos espaços nos quais os cristãos leigos exercem o seu ser e seu agir cristãos. Citamos alguns deles:

A FAMÍLIA, que é o âmbito não só da geração, mas também do acolhimento da vida que chega como um presente de Deus. É a beleza de ser amado primeiro: os filhos são amados antes de chegar. Na celebração sacramento do matrimônio os cristãos leigos exercem seu sacerdócio batismal. Eles são os ministros da celebração. Exercem seu sacerdócio, não só na celebração, mas igualmente n a consumação do sacramento, na geração e educação dos filhos. Santificam-se no cotidiano da família, Igreja doméstica.

A PARÓQUIA E AS COMUNIDADES ECLESIAIS: são espaço para a vivência da unidade na diversidade em que os cristãos leigos atuam como sujeitos e tem cidadania plena. As pequenas comunidades, onde se celebram as reflexões bíblicas e as novenas ou encontros nos tempos fortes, os grupos de terço, as pastorais são formas concretas de comunhão e participação nas quais o cristão leigo atua como sujeito eclesial.

OS CONSELHOS PASTORAIS E OS CONSELHOS DE ASSUNTO ECONÔMICO: consequência do espírito da Igreja vivida em comunhão, fundamentada na Santíssima Trindade. A ausência dos Conselhos Pastorais é reflexo da centralização da Igreja na figura do padre. Criem-se os Conselhos de Pastoral em todos os níveis: comunitário, paroquial, diocesano, regional e nacional. Reconhecemos que estamos muito atrasados nisso. Os Conselhos devem ser apoiados, acompanhados e respeitados, superando qualquer tentação de manipulação ou indevida submissão. Os Conselhos de Assuntos Econômicos são determinantes para todas as pessoas jurídicas da Igreja e têm a tarefa de colaborar na administração, manutenção e planejamento financeiro das comunidades, paróquias e dioceses. A concordância entre o Conselho Econômico e o Conselho Pastoral contribui para que não aconteça o mau uso do dinheiro e a prática da corrupção na Igreja, mas transparência na prestação de contas a quem a sustenta e ao Estado.

AS ASSEMBLÉIAS E REUNIÕES PASTORAIS: Nas assembleias e reuniões pastorais aprende-se a ser Igreja. Elas precisam ser bem preparadas, com boa recepção, metodologia, oração e espiritualidade. Deve haver, com antecedência, estudo de algum trema ou reflexões provocadas por perguntas que farão parte da pauta no dia da assembleia. Nas assembleias temos oportunidade de ser Igreja comunidade, Igreja família, Igreja comunhão. Ciúmes, fofocas, manipulações, além de trazer divisões, agressões, brigas, causam fracasso pastoral.

AS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE E AS PEQUENAS COMUNIDADE: são uma forma de vivência comunitária da fé, de inserção na sociedade, de exercício do profetismo e de compromisso com a trans formação da realidade sob a luz do Evangelho. As pequenas comunidades, como lembra o Documento de Aparecida no número 308, são ambientes propícios para escutar a Palavra de Deus, para viver a fraternidade, para animar na oração, para aprofundar processos de formação na fé e para fortalecer o exigente compromisso de ser apóstolo na sociedade hoje.

 

CRITÉRIOS DE ECLESIALIDADE

Para preservar a unidade da Igreja, o Papa Francisco, como também São João Paulo II, lembram que as comunidades cristãs devem seguir os seguintes critérios:

1-primazia à vocação de cada cristão; 2- responsabilidade em professar a fé católica no conteúdo integral; 3- o testemunho de uma comunhão sólida com o Papa, com o Bispo, com o Pároco na estima recíproca de todas as formas de apostolado na Igreja; 4- A conformidade e a participação na finalidade apostólica da Igreja, que é a evangelização e santificação das pessoas; 5- O empenho de uma presença na sociedade a serviço da dignidade integral da pessoa humana mediante a participação e solidariedade para construir condições mais justas e fraternas.

 

CARISMAS, SERVIÇOS E MINISTÉRIOS NA IGREJA

Assim como Deus é um na diversidade das três pessoas, também a Igreja é unidade na diversidade. O mesmo Espírito divino que garante a comunhão na mesma fé e no mesmo amor, em um só Senhor e um só Batismo (Efésios 4,5), suscita também a diversidade de dons, carismas e serviços e ministérios no interior da Igreja. A diversidade de dons suscitada pelo Espírito possibilita respostas criativas aos desafios de cada momento histórico (1 Coríntios 12, 4-10; Romanos 12, 6-8; 1 Pedro 4, 10-11).

Por meio dos carismas, serviços e ministérios, o Espírito Santo capacita a todos na Igreja para o bem comum, a missão evangelizadora. E a transformação social, em vista do Reino de Deus. Carismas, segundo São João Paulo II, são dons e impulsos especiais que podem assumir as mais variadas formas, como expressão da liberdade absoluta do Espírito e como resposta às necessidades da Igreja; têm uma utilidade eclesial, quer sejam extraordinários ou simples.

É importante destacar que todo ministério é um carisma, por ser um dom de Deus, mas nem todo carisma é um ministério, pois o ministério assume a forma de serviço, bem determinado, envolvendo um conjunto mais amplo de funções que responda a exigências permanentes da comunidade e da missão, comporte verdadeira responsabilidade e seja colhido e reconhecido pela comunidade eclesial.

O empenho para que haja participação de todos nos destinos da comunidade supõe reconhecer a diversidade de carismas e ministérios dos leigos. Por isso não é mais possível pensar uma Igreja que não incentive a participação e a corresponsabilidade dos cristãos, leigos, na missão.

 

SERVIÇO CRISTÃO AO MUNDO

A atuação cristã dos leigos no social e no político não deve ser considerada ministério, mas serviço cristão ao mundo na perspectiva do Reino. Assim, a participação consciente e decisiva dos cristãos em movimentos sociais, entidades de classe (sindicatos), partidos políticos, conselhos de políticas públicas e outros, sempre à luz da Doutrina Social da Igreja, constitui-se num inestimável serviço à humanidade e é parte integrante da missão de todo o povo de Deus. Portanto, ser cristão, sujeito eclesial e ser cidadão não podem ser vistos de maneira separada.

Permanecendo Igreja, como ramo na videira (João 15,5) o cristão leigo transita no ambiente eclesial (Igreja) ao mundo civil, para, a modo de sal, luz (Mateus 5,13-14) e fermento (Mateus 13,33; Lucas 20,21), somar com todos os cidadãos de boa vontade, na construção da cidadania plena para todos. Não é preciso sair da Igreja para ir ao mundo como não é preciso sair do mundo para entrar e viver na Igreja.

 

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