Semana Catequética – Dia 29, durante o dia e o Lucernário

Iniciamos com a Oração inicial, preparada pela equipe responsável pela espiritualidade.

A voz de Deus Pai nos comunicou o dom da vida, chamou- nos não só a viver, mas a sermos pessoas. Deu-nos inteligência, amor e liberdade. Em nosso Batismo, pronunciou  o nosso nome e  adotou-nos como filhos e filhas, irmãos e irmãs menores de Jesus.  Refletiu-se o Evangelho de Lucas 4,14-21 .

Finalizou-se com a oração do Ano da Misericórdia.

Após a oração,  o tema  “O resgate da experiência mistagógica dos primeiros séculos da Igreja para a evangelização e catequese atuais”, foi desenvolvido por Pe Hermes.

Pe Hermes disse  que está tudo interligado. O Diretório Nacional de catequese,  o Diretório paroquial, o Documento do papa Evangelium  Gaudium …

Ele apresentou-nos o livro  Mistagogia  Hoje de Rosemary Fernandes da  Costa, onde ele buscou inspiração para a preparação deste dia e disse-nos que, quando temos algo que não está dando certo, temos que retomar o caminho, como o  profeta Jeremias.

Devemos resgatar o que foi bonito, o que deu certo e a  experiência mistagógica dos primeiros séculos, deve ser resgatada.

O que é esta mistagogia?  É a arte da iniciação.

Qual é a nossa identidade? Como estamos vendo a evangelização hoje? Estamos um pouco confusos, não é?

Qual é a identidade da nossa Evangelização atual? Existe uma metodologia que responda aos nossos anseios?

Precisamos de coragem para respondermos a estes questionamentos, pois a resposta exige mudança e mudança, nos assusta.

A resposta é a catequese mistagógica. Pedagogia do mistério.  Deus é mistério, o verdadeiro mistagogo de nossa vida cristã.

Qual é a nossa proposta?  A Catequese catecumenal, como caminho.

Alguns pontos do DNC , nº 31  diz que a Igreja existe para evangelizar. O kerigma é Jesus Cristo. Ele anuncia a salvação. Deus, que nos criou sem a nossa participação, não quer salvar-nos sem a nossa participação.

O que pregamos condiz com a nossa realidade?

Nossa catequese não está sendo um diálogo. Muito ativismo, estamos falando muito. Não estamos ouvindo.

Temos que conhecer a história, para superarmos as crises.

Mudanças de paradigma: a única certeza é que entramos numa era moderna. Estamos vivendo a pós- modernidade e isto traz mudanças.

Não podemos nos esquecer que somos humanos, não somos anjos.

Cada um hoje, cria o seu Deus. Vamos para lá e para cá… Estamos vivendo um momento de revisão ou resgate da tradição?

Estamos numa igreja de saída?  Como disse o papa Francisco, nossa missão é evangelizar.

O processo entre o anúncio cristão e a modernidade nos conduz a um caminho de busca de conteúdos e estratégias na formação cristã, na adesão da fé e conversão.

Precisamos buscar conteúdo para termos condições para criarmos as estratégias necessárias, para vencermos os anseios e é na comunidade  que se vive as experiências.

O que é ser humano? O que estamos fazendo neste mundo? De onde viemos? Para onde vamos?

A fé cristã nos faz reconhecer um propósito em nossa  existência.Os quatro evangelhos já foram escritos .O quinto Evangelho está sendo escrito por nós.

Nossa catequese está transmitindo qual  Deus? Até o material que eu uso, será que está transmitindo este Deus?

Encarnar e dialogar esta é a nossa missão.

A palavra que traduz o catecumenato é, caminho.

Atitude de crer.

Levar a pessoa a crer. Crer é o objetivo. Às vezes eu levo a pessoa a crer, num Deus intimista, mercado religioso.  Crer em Deus é sair de nós mesmos.

Creder= cor + dere: dar o coração a alguém. Ter fé é uma entrega.

Fé não se dá de uma vez e sim por etapas. É um caminho marcado por etapas, paradas desvios… Isto é catecumenato,  o amadurecimento da fé. E este amadurecimento  acontece  através de um processo.

A mistagogia como pedagogia da fé é introduzir a pessoa no mistério sagrado, que é Cristo. Todos somos mistagogos, pois temos a missão de introduzir pessoas e dentro deste processo há uma pedagogia própria, pois é preciso ver a história de cada um. A iniciativa é de Deus, “tudo é graça, diz São Paulo”, como dizemos na celebração eucarística, não somos dignos, mas participamos da comunhão porque Deus é bom, eucaristia não é um prêmio, mas iniciativa de Deus. A nossa catequese transformou a eucaristia em prêmio, acentuou-se “comungar a própria condenação” e desvirtuou-se a graça de Deus. Deus se revela através de Jesus – palavras, gestos, sinais – é preciso entendermos isto.

Jesus é o primeiro mistagogo. Ele é  modelo. Ele é Caminho, verdade e vida.

Jesus Cristo é o educador da humanidade.  A pedagogia de Jesus Cristo era a proximidade. Ele tinha uma palavra diferente para cada um, tinha critérios.

Jesus  anunciava  através de parábolas. É a partir de Jesus  que a prática vai se desenvolver.  O processo catecumenal tendo Jesus como pedagogo e seguindo seu exemplo, vamos continuar a missão.

O anúncio veio acompanhado pelo testemunho dos discípulos. Como era a evangelização apostólica? E e a nossa? Estamos evangelizando mais ou menos  e formando seguidores de Jesus Cristo?

O Catecumenato também é para nós.

Catecumenato era uma forma de firmar as pessoas na fé.  No Século III já era a prática catecumenal. O que valia mesmo no catecumenato, era o testemunho.

Padre  Hermes  ressaltou que catequese sob inspiração catecumenal é para toda a paróquia e para todas as pastorais.

Mistagogia como processo e o processo é contínuo.

Um discurso sobre Deus que não reflita na antropologia, seria a negação do Deus revelado em Jesus Cristo.

Tudo, sem amor, não é nada!

Na paróquia, como nós podemos introduzir na fé  as nossas comunidades?

A redescoberta de um caminho privilegiado de iniciação à vida cristã é a busca de um novo rosto paroquial.

Foi através do  catecumenato que a igreja melhor se configurou.

Para refletir : O modelo  de paróquia hoje é adequado para a transmissão-iniciação na fé e para sua vivência?

Podemos nos alegrar , pois ao sairmos daqui  podemos ter a certeza de que  que estamos indo no caminho certo.

Ainda, no dia 29 à noite, Dom Jeremias se fez presente e presidiu o Lucernário

Foi um momento muito forte de espiritualidade.

“Jesus é a luz do mundo. Quem o segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida” (Cf. Jo 8, 12).

Nós somos felizes porque buscamos nos iluminar no grande Mestre Jesus. Ele nos convida a segui-lo, e permanecer no seu amor.

Às trevas segue a luz; à noite, a manhã: à tempestade, a bonança. Celebrar o Lucernário é reafirmar nossa esperança na manhã que nos aguarda.

Que este  Lucernário, tenha ajudado a todos  a não se esquecer a afirmação de Jesus no Sermão da Montanha: “ Vós sois a luz do mundo. Brilhe vossa luz diante dele.”

Senhor Jesus, luz do mundo derramai as sua bênçãos sobre todos os evangelizadores  para que ouvindo e partilhando sua palavra possam crescer na fé.

Após o Lucernário, os catequistas se divertiram e ao mesmo tempo contribuíram  com as obras da Pastoral Catequética.

 

Eliana Alvarenga

 

 

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