Uma reflexão sobre o Namoro

Uma reflexão sobre o Namoro

namorados

Quando o autor sagrado afirma que “Deus criou o homem à sua imagem” (Gn 1,27) significa afirmar aquilo que Deus desejou, pensou, e que agora, sob o poder de sua palavra criadora, faz acontecer.

É na vivência do amor que homem e mulher se completam. A relação homem- mulher neste texto nos aponta para uma relação amorosa. “Amor é responsabilidade de um ‘Eu’ para um ‘Tu’ – conforme o pensador Martin Buber em sua obra Eu e Tu – Nisto consiste a igualdade daqueles que amam, igualdade que não pode consistir em um sentimento qualquer”.

O autor bíblico demonstra a dimensão social do ser humano quando afirma “Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe corresponda”. (Gn 2,18ss). Apresenta-nos o ser humano como “Ser-voltado-para-o-outro”. Assim nos aponta uma característica humana importante. Que a pessoa humana, a partir de um determinado momento do seu desenvolvimento, sente a necessidade e a sadia curiosidade de relacionar-se com o sexo oposto e descobrir parte da riqueza, da diversidade da obra de Deus. Não somos idênticos, iguais uns aos outros, e por isso sentimos a necessidade natural de nos enriquecer e nos completar a partir do mistério do outro e crescermos enquanto pessoa.

No entanto, vivemos num ambiente poluído pelo “ter”, “poder” e “prazer” que deturpa a beleza da criação de Deus. É aí que o pecado age provocando o desrespeito ao mistério do outro, “coisificando-o” como se fosse um objeto que pode ser usado para satisfazer o desejo compulsivo do “ter”, “poder” e “prazer”.

Vemos situações assim nos namoros precipitados, baseados só na atração física, carências ou sentimentos efêmeros, que fazem alguns mudarem de namorado/a como se troca de roupa, gerando feridas, dores e marcas na pessoa e nos futuros relacionamentos ao invés de crescimento. Isto por que não há amizade e respeito pelo “mistério do outro”.

É preciso entender que o tempo do namoro é aquele momento de amizade que se aprofunda e fortalece numa caminhada a dois. Em nada se assemelha com dito “ficar”, pois os namorados devem passar juntos animados pelo diálogo e a abertura para se conhecerem e revela-se um ao outro sem fugir para atitudes precipitadas e impróprias para o momento do casal que está se conhecendo.

Desse modo, o namoro é um momento para evolução do indivíduo no crescimento maduro. Ali se estabelece raiz para assumirem juntos os sacramentos do matrimônio fundamentados no amor. Duas palavras se fazem necessárias: respeito, conhecimento. Vive-se o presente, mas com compromisso com o futuro.

Padre Bruno Costa Ribeiro

 

A Palavra do Pastor
O chamado divino e a nossa resposta – Homilia – Segundo Momingo do Tempo Comum ( Ano B)

O chamado divino e a nossa resposta – Homilia – Segundo Momingo do Tempo Comum ( Ano B)

Deus nos chama para que anunciemos a Sua Palavra e não a nós mesmos, porque nisto consiste a vocação do...
Read More
Viver o Batismo é seguir os passos de Jesus- Homilia para o Domingo do Batismo do Senhor-Ano B- Dom Otacilio 

Viver o Batismo é seguir os passos de Jesus- Homilia para o Domingo do Batismo do Senhor-Ano B- Dom Otacilio 

Com a Liturgia da Festa do Batismo do Senhor (ano B), refletimos sobre a revelação de Jesus Cristo, o Filho...
Read More
Sejamos um sim a Deus e ao Seu Projeto de Salvação! Homilia – 4º Domingo do Advento do Ano B

Sejamos um sim a Deus e ao Seu Projeto de Salvação! Homilia – 4º Domingo do Advento do Ano B

Com a Liturgia do 4º Domingo do Advento (ano B), damos mais um passo fundamental nesta caminhada de preparação para...
Read More
Confiança, esperança e alegria no Senhor – Homilia – Terceiro Domingo do Advento – Ano B

Confiança, esperança e alegria no Senhor – Homilia – Terceiro Domingo do Advento – Ano B

“João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.” Ao celebrar o 3º Domingo do...
Read More
Advento: vigilância ativa e efetiva – Homilia de Dom Otacilio – Primeiro Domingo do tempo do Avento Ano B

Advento: vigilância ativa e efetiva – Homilia de Dom Otacilio – Primeiro Domingo do tempo do Avento Ano B

Com o primeiro Domingo do Tempo do Advento (ano B), seremos convidados à vigilância, numa frutuosa preparação para o Natal...
Read More
Alegres e convictos Servidores do Reino – Homilia e reflexões de Dom Otacilio para o XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Alegres e convictos Servidores do Reino – Homilia e reflexões de Dom Otacilio para o XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)

  Alegres e convictos Servidores do Reino (Homilia - XXXIIIDTCA) A Liturgia do 33º Domingo do Tempo comum (Ano A),...
Read More
Permaneçamos vigilantes – XXXII do Tempo Comum do Ano A.

Permaneçamos vigilantes – XXXII do Tempo Comum do Ano A.

Com a Liturgia, do 32º Domingo do Tempo Comum (Ano A), refletimos sobre a necessária vigilância ativa na espera do...
Read More
O Ministério do padre na hora mais difícil: a morte.

O Ministério do padre na hora mais difícil: a morte.

Finados: dia de recolhimento, oração e contemplação de nossa realidade penúltima, a morte; fortalecimento na fé sobre nossa realidade última,...
Read More
Bem-Aventuranças vividas, Santidade alcançada (Homilia Festa de todos os santos e santas)

Bem-Aventuranças vividas, Santidade alcançada (Homilia Festa de todos os santos e santas)

  A Solenidade de todos os Santos abre nosso espírito e coração às consequências da Ressurreição. Para Jesus, ela foi...
Read More
Amor a Deus e ao próximo, dois amores inseparáveis – 30º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Amor a Deus e ao próximo, dois amores inseparáveis – 30º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Amor a Deus e ao próximo, dois Amores inseparáveis O Mandamento do Amor é a essência da vida cristã Com...
Read More

Empresas que possibilitam este projeto: