Maria do sim missionário

Foto da internet

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Tradicionalmente, o mês de maio é dedicado a Maria, que é modelo de mãe e missionária, pelo seu Sim ao projeto de Deus. Ela que foi a que soube ouvir o chamado de Deus a tal missão e não hesitou a dizer um sim repentino definitivo, um sim que iria mudar toda a história cristã. E com essa atitude, Maria ficou plena do Espírito do Senhor, o acolheu e fez-se transparente a ele, tornando-se templo vivo de Deus e transformada, por graça, na mãe de Jesus, o Salvador da humanidade. Maria é mãe, mas sua missão vai mais além. Esteve junto de Jesus durante sua vida terrena e, agora, glorificada, continua junto do Filho ressuscitado, na comunhão dos Santos.

O mês de maio, por si, já nasce impregnado em alegria,  e é conhecido carinhosamente como “O mês de Maria” (nós sabemos que todos os dias são da Mãe Santíssima), mesmo tendo esse mês específico. E os fiéis demonstram esta devoção nas mais variadas expressões;  através de coroações, ladainhas, procissões, novenas missas votivas  e outras devoções diversas. Mais que oportuno,  é dedicar o primeiro dia de maio aos trabalhadores e à memória de São José Operário, casto esposo de Maria e pai adotivo de Jesus, porque ele, silenciosamente obedeceu aos desígnios do Criador e o “Sim” de Maria, Rainha e modelo do ser missionário.

Por ocasião da visita do Papa emérito Bento XVI ao Brasil, quando reuniu em Aparecida o Episcopado da Igreja da América Latina e do Caribe; foi reafirmado,  a missão de Maria como;  “missionária e continuadora do ministério de seu filho e formadora de missionários”.

No século quarto Santo Ambrósio já dizia que cada cristão é mãe como Maria, pois gera Cristo no seu coração. Hoje, numa sociedade tão marcada pela violência, pelo egoísmo, pela dureza nas relações humanas, pela destruição do meio ambiente, precisamos desenvolver atitudes maternas, uns para com os outros, e para com todos os seres, como nos diz o papa Francisco em, sua encíclica; “Laudato Sí”. E sendo assim, quanto mais cultivarmos a ternura, a intuição, o cuidado, a acolhida, o zelo pela vida ameaçada, mais estaremos realizando nossa dimensão materna e missionária. E seremos como Maria, pois sua maternidade missionária é enraizada  na graça de Deus, que a contempla e a cumula de amor divino.

Maria é aquela que responde com inteireza ao convite divino, na fé e através da fé, tornando-se mãe e discípula de Jesus. E  enquanto membro da comunidade-Igreja, ela exercita uma missão materna que é puro serviço sem nada reter para si. Maria é nossa “mãe e companheira na fé”, nos acompanha em nosso horizonte cristão. Sua maternidade a coloca, antes de tudo, na comunidade de seus irmãos e irmãs, que, ontem assim também como hoje, enveredam pelo fascinante caminho do seguimento de Jesus Cristo, centralidade de nosso viver.

Que possamos celebrar Maria, nesse mês a ela dedicado com um olhar de ternura em prol dos irmãos e irmãs que confiam suas vidas na sua maternal intercessão certos de que ela intercederá ao seu filho Jesus às nossas necessidades.

Michel Hoguinele

Michel Hoguinele

 

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