Se eu soubesse que iria acabar…

rosaÉ importante notar que o mês de maio, é o mês de Maria e especialmente das mães. Embora as famílias tenham passado por dificuldades com relação à educação dos filhos, a mãe sempre está ali para ser o lírio formoso em meio às tempestades. Maria, mãe de Jesus, foi o primeiro sacrário do senhor e as mães não são diferentes, pois comungam das mesmas alegrias e desafios com relação à maternidade.

Uma mãe não dorme enquanto a maçaneta da porta não gira, ou faz o barulho tão esperado. É estranho pensar que uma pessoa que acolheu um ser humano dentro de si, tenha que passar por tais situações depois de ter educado esta pessoa. Não é estranho notar o tom de voz áspero de um filho para com sua mãe, quando a mesma cobra dele responsabilidade e coerência. Mas eis um desafio! A mãe também foi jovem um dia, e o filho mal sabe que a velhice o aguarda.

Depois de um longo tempo, percebe-se que a mãe envelhece e que a fragilidade fica mais evidente a ponto dos filhos cuidarem dela. Na maioria das vezes isso não acontece, pois o asilo é a solução para quem não tem tempo para o amor familiar e sim tempo para a materialidade da vida. É verdade que o cuidado para com quem cuidou um dia de você requer paciência e muita disponibilidade, pois é um gastar-se amorosamente pela mãe que necessita agora mais do que nunca ser amada.

E no cotidiano da vida! De repente o corte é feito sem avisos, sem agendamento e sem remuneração emocional. E vale lembrar a frase do jovem lamentador: Se eu soubesse que iria acabar, teria amado mais e declarado mais…

 

Filipe Ferreira

21 de Abril de 2016

 

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