Escola Teológica: Liturgia com Pe Eduardo Ribeiro

As alunas Jussara e Renata contam resumidamente o assunto abordado sobre Liturgia, por Pe Eduardo Ribeiro na última aula de Teologia. Assim, elas já estão cumprindo com a missão de transmitirem a outros, o que aprenderam. Vale a pena conferir!

O curso de Teologia Pastoral abordou neste último encontro o tema Liturgia dentro do Tempo e do Espaço (Hierofania: manifestação do sagrado. “Deus”).

Tempo: ser humano.

Espaço: igreja.

Liturgia é o que se usa no dia a dia, é o Sagrado que se manifesta dentro do espaço, primeiro o espaço é a orbi, depois estes espaços começam a ser delimitados ; a igreja é o espaço Sagrado delimitado do grande espaço cósmico.

Liturgia é  a Celebração do Mistério de Cristo.  Em sua etimologia  grega significa  Litur: dia / Gia: dia;  ou seja, dia a dia, repetição para mostrar a ação salvífica de Cristo.

Liturgia é ação – trabalho – serviço, por isso quando você chega na igreja (espaço), você chegou no Sagrado e fará parte deste Sagrado, você vai de encontro ao Sagrado( Cristo ) e ao terminar a Missa, a Liturgia, começa a sua missão de colocar em prática o que o Sagrado lhe propôs nas leituras e ritos.

 

Renata Coelho

O que é liturgia?

A liturgia é a celebração do mistério de Cristo.

A liturgia que celebra o mistério de Cristo, preenche, marca e  impregna o tempo da sacralidade cristã.

Liturgia é ação, é trabalho, é serviço.

Trabalho é poesis͢͢͢͢͢͢͢͢→ é poesia→ trabalho é labor, é inventabilidade→  utiliza a sua criatividade, por isso é poesia; cria, é sustentabilidade.

Liturgia não é o meu trabalho e sim, o trabalho de Cristo,  a ação de Cristo. O maior serviço de cristo é a cruz , a sua ação suprema em favor da humanidade.

Liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo, núcleo fundamental da fé.

O  tempo e espaço    

O tempo é dividido em 3 partes:

Manhã             Nascer              Passado

Tarde                Viver                Presente

Noite                Morrer             Futuro

O espaço

Espaço e Hierofania:

Hierofania é manifestação do sagrado, dentro do espaço.

O sagrado se manifesta no espaço:

Construímos uma igreja: onde o povo se reúne,  se entende, começa a oração, forma-se então a comunidade. O povo então constrói a igreja (espaço físico).

Aprendemos e vimos a importância, que as vezes muitos não sabem, o porquê de se entrar na igreja pela porta principal e não pelas laterais. A porta principal da igreja chama-se na entrada de (“Átrio”) → átrio lugar onde começa o espaço sagrado.

Átrio local onde as pessoas se cumprimentam, onde na nossa catedral temos São Miguel Arcanjo nos dando as boas vindas. Perto do átrio tem o vestíbulo (lugar onde os padres e o bispo se vestem) trocam a roupa para a celebração .

Tudo que acontece dentro do espaço sagrado tem seu sentido.

O átrio é a porta de chegada e saída.

A partir dos espaços sagrados compreendemos os sacramentos.

Exemplo:  Uma noiva _ ela entra pelo átrio , para iniciar o sacramento do matrimônio (a noiva no teatro bíblico representa a humanidade), passa pela porta principal (Átrio) porque a humanidade chega até Cristo pelo átrio.

Outro exemplo: Batismo _nas igrejas antigas o batistério era próximo ao átrio, porque o sacramento do Batismo é a porta principal para a igreja.

Tudo que está  dentro do espaço sagrado é para favorecer a “liturgia”.

O “Átrio” como é o lugar da entrada é o lugar da saída, ele  tem também  missão profética: A missa terminou, mas a missão começa, saímos fortalecidos para esta missão.

O tempo

1-A liturgia nos ritmos  do tempo (a vida e a liturgia) o ano litúrgico não apenas recorda as ações de Jesus cristo, mas a celebração tem força sacramental para alimentar a vida cristã.

Como a vida, a liturgia segue um ritmo que garante a repetição da ação memorial.

A liturgia utiliza-se de três ritmos diferentes:

→O ritmo diário, alternando manhã e tarde, dia e noite, luz e trevas;

→O ritmo semanal, alternando trabalho e descanso, ação e celebração;

→O ritmo anual, alternando o ciclo das estações e a sucessão dos anos.

1.1- O ritmo diário (o caminho do sol, cujo símbolo é Cristo)

O povo de Deus faz memória de Jesus cristo, nas horas do dia, pela celebração do                  ofício Divino Daí o nome “Liturgia das horas”.

→De manhã, o sol nasce, evoca o mistério da ressurreição, novo dia para a humanidade.

→De tarde, o sol poente, evoca o mistério da morte, esperança da ressurreição .

→De noite, nas vigílias, principalmente na do sábado à noite, que se inicia o domingo, dia da ressurreição; celebra-se o mistério da volta do senhor.

Em outros momentos de dia ou da noite reza-se o “ofício das leituras”. E em qualquer hora do dia, celebra a Eucaristia que abrange a totalidade do tempo.

O dia litúrgico se estende da meia-noite à meia noite.

1.2- O ritmo semanal

O ritmo semanal é marcado pelo domingo, o dia em que o senhor se manifestou ressuscitado.

A história do domingo nasce na cruz e na ressurreição de Jesus. O dia de Pentecostes, vinda do Espírito Santo, também aconteceu no domingo.

O domingo é, pois, o principal dia de festa que deve ser lembrada pelos fiéis, as outras celebrações não lhe sejam antepostas, a não ser as de máxima importância, porque  domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.

1.3- O ritmo anual

O ano litúrgico compreende dois tempos fortes:

_ O Ciclo Pascal e o Ciclo do Natal, além destes dois tempos temos o tempo comum (transcorrer da vida)

a)O Tríduo Pascal→ começa na quinta feira à noite com a missa da ceia até a tarde do domingo da Páscoa. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a morte e a ressurreição do senhor.

b)Tempo Pascal→ os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes. Celebra-se as oitavas da páscoa.

c)Tempo da Quaresma→ da Quarta feira de Cinzas até a missa da ceia do senhor.

d)Tempo do Natal→ das primeiras vésperas do Natal do senhor até a festa do Batismo do Senhor. Celebramos a “troca de dons entre  o céu e a terra”. Na Epifania, celebramos a manifestação de Jesus Cristo, filho de Deus.

e)Tempo do Advento→ das primeiras vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, até antes das primeiras vésperas do natal do Senhor.

f)Tempo Comum→ começa no dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça – feira antes da Quaresma.

NO tempo comum são comemoradas as festas dos santos, Maria, apóstolos e evangelistas, por isso é importante que cada comunidade comemore o dia de seu padroeiro.

g)As rogações e os quatro têmpora→ em cada estação do ano, a igreja dedica um ou vários dias de prece, jejum e permitem para rogar ao senhor por diversas necessidades principalmente pelos frutos da terra e pelo trabalho humano, e render-lhes graça publicamente .

2- As solenidades, festas e memórias _ As normas universais sobre o ano litúrgico, distinguem a importância, em solenidades festas e memórias.

As solenidades são constituídas pelos dias mais importantes celebram – se nos limites do dia natural, a memória é uma recordação de um ou vários santos ou santas em dia de semana.

3- Indicações particulares

3.1-Os lecionários _ no Brasil temos os lecionários :

Lecionário I – dominical que contém as leituras dos três ciclos A, B, C; o lecionario II semanal, que contém as leituras para os dias da semana, para os anos pares e ímpares e o lecionárioIII para as missas dos santos, dos comuns, para diversas necessidades e votivos.

Além deles existe o Evangeliário.

3.2- Dias santos de guarda dias de festas, dias santos de guarda são dias em que os fiéis têm obrigação ou participar da missa.

3.3-Transferência para os domingos do tempo comum de celebração que ocorrem num dia de semana.

3.4-Cumprimento do dever pascal.

3.5-Jejum e abstinência.

Estão obrigados à lei da abstinência todos que tiverem completado 14 anos de idade.

Estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade_ 18 anos até os 60 anos.

A Quarta- feira de Cinzas , e a sexta – feira santa são dias de jejum e abstinência.

3.6-Meses, semanas e dias temáticos

A comunidade deve celebrar a sua vida na liturgia…, mas deve celebrá-la  à luz de Jesus Cristo ressuscitado, vivo, presente e atuante na comunidade, e não à luz de um tema, de uma ideia, deve celebrar a sua vida sim, com os problemas que lhe tocam mais de perto; mas à luz da palavra viva.

A liturgia é o cume para o qual tende a ação da igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte de onde emana a sua força.

4- Ocorrência de celebração litúrgica

Se ocorrem no mesmo dia várias celebrações, celebra-se  a que ocupa um lugar superior na tabela dos dias litúrgicos.

“O dia do solstício é maravilhoso, todos deveriam ver, pois é o sol no centro da terra”

“E Jesus cristo é o sol”.

 

Jussara Ventura

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