Se não fosse dramático, seria…

Alunos que escrevem e leem mal. Os números levam a concluir que ao terminarem a educação básica, os estudantes apresentarão, sem dúvida, problemas não solucionados de leitura e escrita.

Foto: Reprodução - Internet.

Foto: Reprodução – Internet. Créditos na imagem.

O jornal Folha de São Paulo publicou dados nada satisfatórios sobre o desempenho escolar dos estudantes brasileiros. Segundo o jornal, uma em cada cinco crianças matriculadas no 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas do país não tem desempenho adequado em leitura, aos 8 anos de idade. No quesito escrita, os alunos estão abaixo do nível esperado. O resultado da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).

Alunos que escrevem e leem mal. Os números levam a concluir que ao terminarem a educação básica, os estudantes apresentarão, sem dúvida, problemas não solucionados de leitura e escrita. Sem capacidade de ler a palavra, com alguma condição para ler o mundo?

Os sinais demonstram o mal estar da situação. Alunos não alfabetizados revelam o drama da sociedade brasileira: a desatenção total com a educação escolar. Inaceitável, um estudante passar 3 anos dentro da escola e ainda não conseguir ler sem enorme dificuldade.

Essa criança provavelmente terá dificuldades de aprendizagem por todo o período escolar. Sem contar que dificilmente será um aluno autônomo, criativo, inquieto, pesquisador.

Se não na escola, em que lugar ela vai desenvolver habilidades desse nível? A crescente (des)escolarização pode gerar adultos inseguros, incapazes de resolver conflitos, despreocupados com a própria história e com os rumos do país.

 

Luís Carlos Pinto
Graduação em Filosofia (FJC)

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