História da Diocese de Guanhães

Dados histórico-geográficos

A Diocese de Guanhães situa-se na região centro-oriental de Minas Gerais. Faz parte do Regional Leste II da CNBB (que compreende os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo). Pertence à Província Eclesiástica de Diamantina. Limita-se ao Norte e Noroeste com a Arquidiocese de Diamantina; ao Nordeste, com a Diocese de Governador Valadares; ao Sul, com a Diocese de Itabira-Fabriciano e Diocese de Sete Lagoas. A Diocese tem uma superfície de 15.047 km2 e, conforme o censo de 1996, tinha uma população de 269.931 habitantes, distribuídos em 30 cidades de seu território1. Foi criada a 18 de dezembro de 1985 pela Bula Pontifícia “RECTE QUIDEM”, do Papa João Paulo II, tendo seu território desmembrado da Arquidiocese de Diamantina e das Dioceses de Governador Valadares e Itabira-Fabriciano. Foi instalada solenemente a 1º de maio de 1986, pelo Exmo. e Revmo. Sr. Núncio Apostólico no Brasil, dom Carlo Furno, que também, nesta data, deu posse ao primeiro Bispo Diocesano, dom Antônio Felippe da Cunha, SDN (Missionário Sacramentino de Nossa Senhora).

Conheça o Brasão da Diocese de Guanhães.

Dom Antônio Felippe: 1º bispo diocesano

Dom Antônio Felippe da Cunha, SDN, nasceu no município de Inhapim, MG, no dia 1º de maio de 1933. Filho de Arlindo Marcos da Cunha e Maria Luzia dos Anjos. Foi ordenado presbítero, em São Domingos do Ubaporanga, por dom José Eugênio Correia, Bispo de Caratinga, aos 14 de julho de 1963. Foi sagrado Bispo em Manhumirim, MG, por dom José Eugênio Correia, no dia 6 de abril de 1986.

Tomou posse como Bispo Diocesano de Guanhães no dia 1º de maio de 1986. Seu lema episcopal é “Festinans cum Maria” (Com a presteza de Maria, inspirado em Lc 1), e foi assim que coordenou, como nosso Pastor, a Diocese de Guanhães.

Ordenou 9 padres para a nossa Diocese. Sua “menina dos olhos” era o Setor de Catequese. Dom Felippe apresentou ao Santo Padre o pedido de renúncia, alegando motivos de saúde. Este pedido foi aceito e tornado público, durante reunião do Clero e Religiosas, no dia 8 de fevereiro de 1995. Faltando alguns dias para completar um mês de sua renúncia ao governo da Diocese, subitamente falece dom Felippe, em Belo Horizonte, dia 5 de março de 1995, vítima de uma parada cardíaca. O corpo de dom Felippe foi velado por milhares de amigos e fiéis na Matriz de Manhumirim. A missa de corpo presente foi, no dia 6 de março, presidida por dom Hélio Gonçalves Heleno, Bispo Diocesano de Caratinga, concelebrada por outros Bispos do Regional Leste II da CNBB e por dezenas de sacerdotes. O corpo de Dom Felippe foi sepultado no interior da Igreja Matriz de Manhumirim, onde também está sepultado padre Júlio Maria de Lombaerde, fundador da Congregação dos Sacramentinos de Nossa Senhora, da qual nosso Bispo fez parte, sendo seu Superior Geral por dois mandatos.

 

Dom Emanuel Messias de Oliveira: 2º bispo diocesano

Natural de Salinas, MG, dom Emanuel Messias de Oliveira nasceu no dia 22 de abril de 1948; filho de Deoclides Oliveira e Maria Angélica Teixeira (in memoriam). Ainda criança, mudou-se com sua família para Governador Valadares, MG, onde fez seus estudos primários. Aos 12 anos de idade, iniciou sua formação presbiteral no Seminário da Arquidiocese de Mariana, MG, concluindo-a na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, tornando-se mestre em Sagradas Escrituras, pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Foi ordenado padre aos 4 de fevereiro de 1976, em Governador Valadares. Atuou como vigário paroquial e depois como pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida, até ser nomeado bispo de Guanhães, em janeiro de 1998. Dom Emanuel foi sagrado bispo aos 19 de abril de 1998, em Governador Valadares; adotou como lema episcopal a seguinte frase: A Serviço da Misericórdia. Tomou posse como 2º bispo diocesano de Guanhães no dia 17 de maio de 1998, com uma festa que envolveu todas as paróquias, num momento inesquecível para a vida da diocese.

Na diocese de Guanhães, desde que chegou, dom Emanuel atuou como um verdadeiro pastor, com humildade foi conquistando a confiança dos padres, das lideranças pastorais, políticas e civis. De forma modesta, sempre externou seu vasto conhecimento teológico, na organização e apoio de diversos movimentos pastorais a nível diocesano.

Foi sábio e prudente na sequência aos trabalhos pastorais desenvolvidos por dom Fellipe e dom José Heleno, seus antecessores no governo da diocese. Os principais grandes movimentos liderados por dom Emanuel na diocese foram as Assembleias Diocesanas de Pastoral. Apenas a I Assembleia de Pastoral não foi organizada por ele, sendo esta no governo de dom Fellipe.

No pastoreio de dom Emanuel aconteceram as outras três Assembleias Diocesanas de Pastoral. A II Assembleia, ocorrida em 2000, teve como tema: “Comunhão e Participação”. Com isso a diocese de Guanhães deu um passo significativo na estrutura pastoral. A III Assembleia, celebrada em 2004, foi centrada nas palavras chaves: Palavra, Liturgia e Caridade. A partir do termo Palavra, procurou-se atingir a pessoa, dando ênfase aos grupos bíblicos. A partir do termo Liturgia, direcionou-se atenção para a comunidade, trabalhando a vida litúrgica com orientações, cursos e inovações no campo litúrgico. Com o termo Caridade, voltou-se para a sociedade, formando grupos de fé e cidadania.

A exemplo das outras, o empenho de dom Emanuel foi enorme na organização da IV Assembleia de Pastoral, celebrada em 2009, à luz do Documento de Aparecida e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Destacou-se a urgência de conversão pessoal, pastoral e missionária. Voltou-se o olhar para a realidade sóciocultural, econômica, política e religiosa, destacando a Igreja em estado permanente de missão.

Além destes grandes eventos, dom Emanuel cumpriu sua missão episcopal entre nós, com muita dedicação e humanidade. Soube acolher carinhosamente as crianças, muitas delas pelo sacramento do batismo; acolheu e orientou milhares de jovens à luz do Espírito Santo, pelo sacramento da Crisma. Foi um ótimo orientador espiritual para os casais e atencioso amigo das pessoas idosas. Preocupado com a formação de seu presbitério, sempre foi muito amigo dos padres da diocese, dos quais alguns foram por ele ordenados; deu total apoio vocacional aos seminaristas, sendo um “paizão” para todos. Foram quase 13 anos como bispo de Guanhães.

Referência para adaptação:

LOMBA, André Luiz Eleotério da. Dom Emanuel: uma trajetória a serviço da misericórdia. In: Folha Diocesana, Guanhães, ano XV, n. 179, março de 2011, p. 6.

 

Administrador Diocesano: Padre Saint-Clair Ferreira Filho

Com a renúncia de dom Felippe, o Colégio dos Consultores da Diocese elegeu, dia 8/2/1995, conforme o Direito Canônico, um Administrador Diocesano para coordenar todos os trabalhos até a posse do novo Bispo.

Para essa missão o Colégio elegeu padre Saint-Clair Ferreira Filho, que exercia a função de Coordenador de Pastoral e Ecônomo da Diocese, sendo também Pároco de Guanhães. Foi um curto período de trabalho, porém muitas foram as situações que exigiram dele uma ponderação e um equilíbrio incríveis.

 

Administrador Apostólico: Dom José Heleno2

Após a Visita “Ad Limina” dos Bispos do Regional Leste II da CNBB, dom José Heleno, Bispo da Diocese de Governador Valadares, foi nomeado pelo Santo Padre João Paulo II, Administrador Apostólico de nossa Diocese. Isto foi aos 19 de julho de 1995.

Dom José Heleno, logo após sua nomeação, celebrou em nossa Catedral, dando notícia a toda a Comunidade. Um de seus primeiros atos foi nomear padre Saint-Clair como Vigário Geral da Diocese.

No dia 4 de maio de 1996, em Virginópolis, MG, durante Celebração Eucarística, dom José Heleno ordenou, para a nossa Diocese, padre Sebastião Madureira. Dia 4 de janeiro de 1997 celebrou a ordenação diaconal de Dilton Maria Pinto, na Catedral de São Miguel, em Guanhães.

Outros atos: Crismas, reuniões, Rádio…

 

5 anos de Diocese

Em 1991, quando nossa Diocese completou 5 anos de caminhada pastoral, dom Felippe promulgou um “Ano Jubilar”, que foi um tempo de intensas atividades missionárias em todas as Paróquias da Diocese.

Começamos a fazer a Novena de Natal em Família em nossa própria Diocese, contando com uma equipe de pessoas animadas com a caminhada pastoral. A primeira Novena saiu em 1992.

Em 1993 realizamos nossa Primeira Assembléia Diocesana de Pastoral, em Guanhães. Esta Assembléia teve como fases preparatórias Assembléias nas Comunidades rurais e urbanas de todas as paróquias.

Desde o início o Setor Diocesano de Catequese vem promovendo Cursos de Formação e Treinamento de lideranças de agentes das paróquias que compõem a Diocese. São vários cursos por ano.

Desde a criação da Diocese, dom Felippe ordenou 9 padres.

Dom José Maria Pires, Arcebispo Emérito da Paraíba, foi nomeado por dom Felippe, em janeiro de 1995, para ser pároco de Córregos, terra onde dom José nasceu. Assim ele realiza um grande sonho: ser vigário em sua terra natal.

Dom José, ao completar 75 anos de idade, renunciou ao governo da Arquidiocese da Paraíba, como é de praxe na Igreja. Em fevereiro de 1996 foi substituído no governo daquela Igreja Particular, podendo estar mais disponível aqui em nossa Diocese. Ele atendeu também a Paróquia de Santo Antônio do Norte. As duas paróquias, Córregos e Conceição, fazem parte do Município de Conceição do Mato Dentro.

 

Dez anos de Diocese

No dia 1º de maio de 1996, dia de São José Operário, nossa Diocese completou 10 anos de instalação. Na praça da Matriz, em Guanhães, embaladas pelo som da Equipe Paroquial de Liturgia, as vozes se uniram num canto bonito, celebrativo, agradecendo ao Criador e Pai pelos dez e fecundos anos de nossa história.

Foi uma celebração onde se misturaram a esperança e a saudade, a alegria e a dor3. A memória de dom Antônio Felippe da Cunha, nosso primeiro Bispo Diocesano, esteve presente em cada gesto, cada palavra, cada refrão.

Num dado momento, foram apresentadas as Pastorais organizadas na Diocese: Pastoral Catequética, Pastoral Carcerária, Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude Urbana e Rural (PJ e PJR), e a mais jovem delas, a Pastoral do Dízimo, incentivada por dom José Heleno.

Juntamente com nosso Administrador Apostólico, dom José Heleno, 12 padres, 1 Diácono, Religiosas e centenas de pessoas agradeceram a Deus pelos passos dados nesta porção da Igreja de Cristo.

 

25 anos de Diocese

Criada em 24 de maio de 1985pela Bula Pontifícia “RECTE QUIDEM”, do Papa João Paulo II, tendo seu território desmembrado da Arquidiocese de Diamantina e das Dioceses de Governador Valadares e Itabira-Fabriciano; a diocese de Guanhães foi instalada solenemente a 1º de maio de 1986, pelo então Exmo. e Revmo. Sr. Núncio Apostólico no Brasil, dom Carlo Furno, que no mesmo dia, deu posse ao primeiro bispo de Guanhães, dom Antônio Felippe da Cunha.

No dia 1° de maio de 2010, numa Celebração Eucarística, abriu-se oficialmente o Ano Jubilar da diocese de Guanhães, MG. Desde então, foi organizada uma peregrinação com a imagem de São Miguel, padroeiro diocesano, por todas as paróquias da diocese; na mesma oportunidade, cada paróquia ficou responsável por confeccionar uma parte de uma colcha de retalhos, formando o rosto religioso e cultural do povo da região.

A diocese de Guanhães localiza-se na região leste de Minas Gerais, pertence à Província Eclesiástica de Diamantina e ao Regional Leste 2 da CNBB. Geograficamente, limita-se com as dioceses de Governador Valadares, Itabira-Fabriciano e Sete Lagoas, além da arquidiocese de Diamantina e da diocese de Teófilo Otoni, todas em Minas Gerais. Sua superfície é de 15.542, 3 km² e tem uma população de aproximadamente 263.472 habitantes, distribuídos em 30 municípios, dos quais 27 são paróquias.

A festa oficial de comemoração do Jubileu de Prata aconteceu no dia 1° de maio; com uma programação que preencheu todo o dia. Destacou-se a celebração da Missa, na Catedral São Miguel, em Guanhães, seguida de apresentação de grupos folclóricos regionais, houve ainda o rito de envio de dom Emanuel Messias de Oliveira, para sua nova missão como bispo da diocese de Caratinga, MG. Ele que esteve a frente da diocese por 13 anos, dando uma significativa contribuição para o crescimento pastoral da diocese, que atualmente tem como lema: Discípulos missionários a caminho. ue esteve a frente da diocese por 13 anos, dando uma significativa contrubuiç povo desta regiao. A festividade jubilar se encerrou com o show do cantor Bruno Caipira, de Ipatinga, MG.

No dia 16 de fevereiro de 2011, dom Emanuel Messias de Oliveira, 2º bispo diocesano de Guanhães, foi nomeado para a diocese de Caratinga (MG).

Administrador Diocesano: Padre Marcello Romano (Hoje Dom Marcello Romano é Bispo da Diocese de Araçuaí)

Administrou a Diocese de Gaunhães até a chegada do atual Bispo da Diocese de Guanhães.

Dom Jeremias Antônio de Jesus: 3º bispo diocesano

Nasceu na cidade de Atibaia (SP), no dia 27 de maio de 1966, filho de Abílio Cardoso de Jesus e Claudiana Pinheiro de Jesus, batizado no dia 9 de junho do mesmo ano e crismado no dia 12 de novembro de 1978.

Exercia o ministério de Pároco na Paróquia Cristo Rei, em Atibaia (desde o ano de 2006), e Vigário Forâneo da Forania de Atibaia (desde o ano de 2007), até a nomeação para Bispo da Diocese de Guanhães (MG), pelo papa Bento XVI, no dia 30 de maio de 2012.

Leia a Biografia completa aqui.

Ordenou-se Bispo em Atibaia,  com o lema “Fiat Voluntas Tua” (“Seja feita a Tua Vontade” -Mt 6,10), no dia 4 de agosto de 2012, e tomou posse em nossa diocese no dia 19 de agosto do mesmo ano.

Conheça o Brasão de Dom Jeremias.

Informatização da Cúria e da Diocese

Em maio de 1997, durante Retiro Espiritual do Clero, foi feita uma proposta de um Consórcio de Computadores entre as Paróquias da Diocese. Treze Paróquias aderiram ao projeto. Ficou estabelecido que o primeiro Micro Computador seria para a Cúria Diocesana. Este teve sua instalação realizada no dia 21 de junho de 1997.

A Paróquia de Guanhães foi a pioneira da Diocese na Informatização. Depois foi seguida por São João Evangelista, Virginópolis, Coluna, Santa Maria do Suaçuí e Sabinópolis.

 

1Em dezembro de 1995 foram criados três novos municípios: Cantagalo (Peçanha), Frei Lagonegro (São José do Jacuri) e José Raydan (Santa Maria do Suaçuí).

2Dom José Heleno nasceu aos 3 de novembro de 1927, em Cipotânia, MG. Foi ordenado presbítero aos 30 de novembro de 1952, para a Arquidiocese de Mariana. Foi Sagrado Bispo aos 18 de outubro de 1976. Era Coadjutor de Governador Valadares, quando sucedeu o Bispo Diocesano, dom Hermínio, aos 7 de dezembro de 1977.

3Além da dor da morte de dom Felippe, que ainda nos doi profundamente, foi lembrado, rapidamente, o Cisma criado pelo ex-Pároco de Braúnas, padre José Adão Alves dos Santos (Padre Zequinha), que oficializou sua Igreja no dia 21 de abril de 1995: Igreja Católica Cristã Libertadora, com sede em Braúnas, MG. A Igreja foi registrada no Cartório de Guanhães, MG, donde tiramos uma cópia de seu Estatuto, que se tornou público. Padre Zequinha disse que há muito tempo já pensava em criar a Igreja. Não foi algo surgido, assim, de repente. Nessa ocasião, padre Marcello Romano era o Pároco de Braúnas. (Cf. Paróquia Nossa Senhora do Amparo, em Braúnas, neste guia).

 

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