Bruno Costa Ribeiro

Comunicação a serviço da história

Editorial de Setembro: Comunicação a serviço da história

A Folha Diocesana é um Jornal – tipo de informativo – que circula em nossa diocese há 22 anos. Atualmente são 5 mil exemplares espalhados por 27 paróquias, alcançado nosso povo nas comunidades mais distantes. Por ocasião do 10º MUTICOM nos é proposto refletir sobre essa forma de comunicação da diocese de Guanhães.

Um informativo pode ser um Botelim, Jornal, Jornal Mural ou uma Revista. Um boletim tem poucas páginas e conteúdo específico. Jornal Mural é voltado a um público interno, tem como objetivo dar visibilidade a algo e tem muitas fotos e ilustrações. Uma revista tem conteúdo predominantemente interpretativo e de interesse permanente; apresenta uma diversidade temática com layout e diagramação arrojada e atrativo visual. O jornal é mais abrangente que um boletim, por exemplo. É um veículo massivo de público heterogêneo, número de páginas variável de conteúdo informativo, formativo, interpretativo, opinativo e de entretenimento.

A igreja nasceu para comunicar e deve acompanhar, se adaptar também a essa realidade digital, um novo areópago. As redes sociais, por exemplo, são fundamentais para o diálogo entre os diocesanos e a diocese de Guanhães. É através delas que são divulgadas e narrado importantes acontecimentos da história da diocese. Mas é no jornal que esse conteúdo chega também nas pessoas mais simples.

Através dela – Folha Diocesana – também nosso povo simples, e que ainda não estão familiarizados com a internet, tem contato com as orientações do nosso pastor Dom Jeremias. Através dela podem ver o que de bom tem sido promovido no território diocesano, se informam e se formam a partir dos textos que tocam em assuntos eclesiais mas também sociais.

Outra grande contribuição desse informativo é que dos 31 anos de nossa diocese, 22 deles podem ser contados com o auxílio deste instrumento de informação, formação e evangelização. Ficando apenas os nove primeiros anos sem acompanhar essa história.

A igreja desde seus primórdios teve a preocupação em registrar sua história seja através de escritos ou através da arte. O livro do Apocalipse, por exemplo, nos conta a perseguição dos primeiros cristãos por romanos. Os evangelhos nos traz relatos que são respostas sobre questionamentos a respeito da vida de Jesus. Atos dos Apóstolos mostra, principalmente, o processo da “conversão” de Pedro e as viagens de Paulo. Nos afrescos das catacumbas da igreja perseguida, nos vitrais das grandes igrejas, nas imagens, nos sinos, nas cores, enfim: a igreja sempre aproveitou os recursos disponíveis conforme a época para comunicar e registrar algo sobre ela.

É claro que em plena era digital muitos dos nossos registro históricos estão sendo digitalizados e arquivados em programas de administração paroquial. No entanto pode ser que o que está em âmbito digital seja esquecido, apagado, quase inacessível. O registro em papel não perde seu espaço e sua credibilidade. O digital chegou como complemento fazendo uma parceria como que duas fontes donde se pode confiar.

 

Irma Helena Corazza, no MUTICOM em Joinville, lembrou o que o primeiro MUTICOM em Belo Horizonte (de 1998) estabeleceu como uma das metas: suscitar agentes da Pastoral da Comunicação em cada Paróquia. Ainda hoje nossa diocese precisa trabalhar para que isso se concretize. Portanto caminhemos todos juntos, animados e inspirados por aquele que é o comunicador entre Deus e os homens, o Espírito Santo.

A missão da Igreja é a evangelização, é a comunicação da boa nova, da alegria da salvação. “Ide por todo o mundo, proclamai a Boa Nova a toda a criatura” (Mc. 16,15 ss.) e em todos os ambientes.

Pe Bruno Costa Ribeiro, editor

 

 

 

Arcanjos são companheiros de vida, diz o Papa

Papa celebra missa na festa dos arcanjos

Nós e os anjos temos a mesma vocação: “cooperar juntos para o desígnio de salvação de Deus”. Foi o que disse o Papa na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, por ocasião da Festa dos três arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel:

“Somos – por assim dizer – ‘irmãos’ na vocação. E eles estão diante do Senhor para servi-lo, louvá-lo e também para contemplar a glória do rosto do Senhor. Os anjos são os grandes contemplativos. Eles contemplam o Senhor; servem e contemplam. Mas também o Senhor os envia para nos acompanhar no caminho da vida.”

Em especial, Miguel, Gabriel e Rafael, explicou Francisco, têm um “papel importante no nosso caminho rumo à salvação”. “O Grande Miguel é que declara guerra ao diabo”, ao “grande dragão”, à “velha serpente” que “perturba a nossa vida” , seduz “toda a terra habitada” assim como seduziu a nossa mãe Eva com argumentos convincentes e, depois, quando caímos, nos acusa diante de Deus:

 

“Mas coma o fruto! Lhe fará bem, lhe fará conhecer muitas coisas”… E começa, assim como a serpente, a seduzir, a seduzir … E depois, quando caímos nos acusa diante de Deus: “É um pecador, é meu!”. Ele é meu: é justamente a palavra do diabo. Nos vence com a seduação e, depois, nos acusa diante de Deus: “É meu. Eu o levo comigo”. E Miguel declara guerra. O Senhor lhe pediu que declarasse guerra. Para nós que estamos em caminho nesta vida rumo ao Céu, Miguel nos ajuda a declarar guerra ao diabo, a não nos deixar seduzir.

 

É um trabalho de defesa que Miguel faz pela “Igreja” e por “cada um de nós”, diferente do papel de Gabriel, “o outro arcanjo de hoje”, aquele que, recorda o Papa, “traz as boas notícias; aquele que levou a notícia a Maria, a Zacarias, a José”: a notícia da salvação. Também Gabriel está conosco, assegura ainda o Papa, e ajuda-nos no caminho, quando “esquecemos” o Evangelho de Deus, que “Jesus veio conosco” para nos salvar.

 

O terceiro arcanjo que celebramos hoje é Rafael, aquele que “caminha conosco” e que nos ajuda neste caminho: devemos pedir-lhe, é o convite do Papa, para nos proteger da “sedução de dar um passo errado”.

Eis, então os nossos companheiros ao serviço de Deus e da nossa vida que Francisco hoje nos ensina a rezar de maneira simples:

“Miguel, ajude-nos na luta; cada um sabe qual luta tem em sua vida hoje. Cada um de nós conhece a luta principal, que faz arriscar a salvação. Ajude-nos. Gabriel, traga-nos notícias, traga-nos a Boa Notícia da Salvação, que Jesus está conosco, que Jesus nos salvou e nos dê esperança. Rafael, segure a nossa mão e nos ajude no caminho para não errarmos a estrada, para não permanecermos parados. Sempre caminhando, mas ajudados por você”.

 

 

Imagem: “Pala dei tre arcangeli” (1516), de Marco d’Oggiono, Pinacoteca de Brera

Texto: br.radiovaticana.va

Terço dos Homens em Peçanha: tarde de formação e espiritualidade.

O grupo do terço dos homens da paróquia Santo Antônio, de Peçanha, se reuniram na tarde deste domingo (24/09) para um momento de formação e espiritualidade com a temática do Ano Mariano. Começando às 14:00 horas na igreja matriz. Os diversos grupos que se reúnem para rezar o terço, tanto na igreja matriz quanto nas comunidades, foram acolhidos para este 1° momento onde houve a adoração ao santíssimo sacramento e terço meditado. Após isso, no salão paroquial, foi trabalhado a temática proposta:“Maria e o projeto de Deus na história da salvação”, seguido por  uma caminha saindo do salão paroquial percorrendo a praça da matriz com a recitação do terço voltando para a igreja matriz. Encerramos a tarde com a comunidade paroquial na missa de presidida pelo Pe. José Aparecido dos Santos. Participaram aproximadamente 90 homens, deste dia voltado para a espiritualidade Mariana.

Seminarista Daniel Bueno Borges

 

Nesta ocasião lembremos sobre as orientações pastorais para o “Terço dos Homens” na Diocese de Guanhães

1 – O Movimento “Terço dos Homens” tem como objetivo reunir homens para a recitação do terço mariano no seguimento do Evangelho, nos ensinamentos da Igreja, oferecendo motivação e formação espiritual, social e familiar.

2 – Cada grupo paroquial escolhe, em concordância com o Pároco ou Administrador Paroquial o padroeiro (a), dando preferência a um título mariano.

3 – O Pároco ou Administrador Paroquial será o Diretor Espiritual dos grupos paroquiais.

4 – O Terço dos Homens acolhe todos os homens e poderá convidar a comunidade para eventos especiais. As mulheres não podem ser proibidas de participar, embora não precisam ser convidadas e nem seja necessário sua participação ativa durante a reza do terço. As mulheres que comparecerem aos encontros devem ser bem acolhidas!

5 – O Terço dos homens poderá ser organizado em toda área Diocesana, nas Paróquias, capelas, centros sociais, hospitais, comunidades rurais, quartéis etc., desde que em comunhão com o Pároco ou Administrador Paroquial.

6 – A coordenação diocesana é formada pelo Diretor Espiritual, pelo Coordenador Diocesano, Secretário e Tesoureiro. As Coordenações paroquiais devem seguir o mesmo esquema da Coordenação Diocesana.

7 – O Orientador Espiritual Diocesano será um sacerdote indicado pelo Bispo Diocesano que ficará responsável de acompanhar, orientar e sugerir atividades espirituais para o crescimento do movimento.

8 – O Coordenador Diocesano será escolhido entre as coordenações paroquiais através da apresentação de três nomes para apreciação e confirmação do Bispo Diocesano. Cabe ao Coordenador Diocesano: acompanhar, orientar, sugerir projetos e atividades pastorais, organizar encontros de aprofundamentos, retiros, convidar pregadores e formar equipes de apoio, sempre em acordo com o Orientador Espiritual Diocesano. Este Serviço só poderá ser ocupado por quem estiver participando ativamente em seu grupo de origem e que apresente comprovado testemunho cristão junto à sua família e sua comunidade.

9 – O tesoureiro será também escolhido pelas coordenações paroquiais e deverá registrar as entradas e saídas de numerários no Livro Caixa e apresentar sempre que possível Prestação de contas do movimento financeiro.

10 – O Secretário será também escolhido pelas coordenações paroquiais e deverá acompanhar e participar das reuniões registrando o ocorrido em livro de atas.

11 – A coordenação Diocesana deverá, na media do possível, representar a Diocese nos eventos congêneres em nível estadual ou nacional procedendo ao registro de praxe.

12 – Os encontros ou celebrações do Terço dos Homens devem se limitar ao tempo máximo de uma hora por vez.

13 – É necessário que cada grupo desenvolva o espírito missionário e a preocupação com as questões sociais da comunidade bem como uma efetiva participação na vida e nas atividades de sua Paróquia.

A redação destas Normas e Orientações Pastorais foi estudada e aprovada pelo Clero Diocesano e pelas Coordenações Paroquiais do Movimento Terço dos Homens. Dada e passada em nossa Cúria Diocesana no dia 11 de Novembro de 2.015.

 

 

GRITO DOS EXCLUÍDOS, O QUE É?

 

“O povo sai às ruas no dia 7 de setembro, dia da Pátria, em manifestação de animação e profecia para gritar por Vida Digna. O Grito brota do chão e tem o rosto de cada realidade. Objetiva ‘valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados por este modelo econômico excludente, que degrada e mata’. O Grito não tem ‘dono’, não é da Igreja, do Sindicato, da Pastoral; não se caracteriza por discursos de lideranças, nem pela centralização dos seus atos; o ecumenismo é vivido na prática das lutas, pois entendemos que os momentos e celebrações ecumênicas são importantes para fortalecer o compromisso”. (Adaptado-CNLB). “O retrocesso de direitos conquistados, com reformas que priorizam o mercado e não as necessidades do povo, voltadas para resolver a crise econômica no país não nos pode parar”.

Por mais complexa e desafiadora que seja a situação atual, precisa provocar em nós, cristãos leigos e leigas, a solidariedade, a organização popular na luta por nossos direitos. Cresce em nós o desencanto com a política e com os políticos. Sentimos acuados, desprotegidos diante de tantos “desmandos”. Entretanto, não podemos abrir mão de nossos sonhos e compromisso, à luz da fé, com a defesa da vida, da dignidade da pessoa humana e promoção do bem comum.

 

Mariza Pimenta Dupim,

PASCOM DIOCESANA, Guanhães.

Clero da Diocese de Guanhães em Retiro: “é preciso cuidar dos cuidadores”

Todos os anos, no mês de agosto – tempo em que a igreja no Brasil convoca-nos a oração pelas vocações – o clero da diocese de Guanhães se reúne para o Retiro Espiritual anual. No segundo ano consecutivo este retiro aconteceu no centro Pastoral Enrichetta Onorante Michisanti, da Arquidiocese de Diamantina/MG. Nos dias 28 a 31 de agosto de 2017.

São Gregório, na sua Regra Pastoral, orienta: “O pastor não deixe, nas suas ocupações exteriores, enfraquecer seu cuidado com a vida interior; que na sua aplicação à vida interior, não negligencie o cuidado das ocupações exteriores.” Desse modo deverá conciliar contemplação e missão no seu cotidiano.

Os sacerdotes precisam de um momento de qualidade  para “deixar de fazer coisas” e se preocupar com o seu “ser”. Deixar de cuidar, por um instante, dos outros e cuidar de si e assim voltar para a missão revigorado. É por isso que o pregador do retiro Dom Edson Oriolo usou como uma das inspirações bíblicas o trecho de Ex 3,1-5 em que Moisés é convidado a deixar um pouco o rebanho que apascentava, deixar suas atividades e “problemas” pra traz tirando a sandálias dos pés e deixando para fora do ambiente de encontro com Deus, para em seguida se tornar o líder do Povo. E como aconselha Santo Anselmo – disse o pregador – vamos fugir das nossas ocupações para estar com Deus.

Dom Oriolo, entre outros assuntos, falou da “violência neuronal” que boa parte dos sacerdotes padecem ou estão expostos devido as exigências do dia-a-dia, ao “superdesempenho”, à “supercomunicação” e à “superprodução” resultando num colapso. Os sintomas dessa violência neuronal é o esgotamento, a fadiga, a sensação de asfixia.

Esse excesso de atividades que gera essa violência neuronal faz com que pessoas mais próximas sofram também, já que ficamos intolerantes e perdemos paciência por qualquer motivo com o povo, principalmente os mais próximos, os que estão engajados nas pastorais.

São João Paulo afirma que “os encontros de espiritualidade sacerdotal, tais como os retiros, os dias de recolhimento e de espiritualidade, constituem ocasião para um crescimento espiritual e pastoral, para uma oração mais prolongada e calma, para um regresso às raízes do ‘seu ser padre’, para reencontrar vigor de motivações para a fidelidade e o impulso pastoral” (Pastores dabo vobis, n 80).

Coloquemos-nos igualmente e sempre, em oração pelos sacerdotes, para que Deus os revigore e o Espírito Santo os ilumine na missão.

 Pe Bruno Costa Ribeiro

“Fraternidade e políticas públicas” é o tema da Campanha da Fraternidade 2019

 

Os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheram, na manhã desta quarta-feira, 09, o tema da Campanha da Fraternidade 2019. Após empate com outra proposta, foi escolhido – por seis votos a quatro – o tema “Fraternidade e políticas públicas”.

A discussão a respeito da questão foi iniciada na manhã de ontem, logo no início da reunião do Conselho. A partir de 98 sugestões, enviadas por dioceses, regionais e órgãos governamentais, entre eles a Polícia Rodoviária Federal, os bispos chegaram a sete eixos temáticos postos em votação hoje: políticas públicas, trânsito, comunicação, família, educação, direitos humanos e fraternidade.

Após retomarem o debate e destacarem elementos importantes relacionados a cada temática, além da pertinência da reflexão no contexto social do Brasil, os bispos propuseram o título completo do tema para votação. Receberam votos as seguintes indicações: “Fraternidade e política públicas”, “Fraternidade: políticas públicas e direitos humanos” e “Trânsito: respeito à vida”.

A proposta vencedora ganhou peso com argumentos que destacavam que “políticas públicas” é um tema mais abrangente e envolve todas outras propostas apreciadas pelos membros do conselho, como direitos humanos e sociais, família, educação, trânsito e comunicação.

Foto e texto: cnbb.net.br

 

6º FESTIVAL DA MÚSICA CRISTÃ DA DIOCESE DE GUANHÃES: A GRANDE VENCEDORA É A MÚSICA COMO INSTRUMENTO DE LOUVOR A DEUS

No ano de 2.012 aconteceu o primeiro Festival da Música Cristã da Diocese de Guanhães. Uma ideia que nasceu de uma conversa na garagem da casa paroquial entre o Pe. Saint-Clair e o Músico-Cantor Robertinho Zier. Era o desejo do novo! Um incentivo aos artistas anônimos que traziam no coração muita fé e o desejo de expressar a sua gratidão e o seu amor ao Deus Uno e Trino através de Louvores e Ações de Graças, fosse cantando, tocando um instrumento ou simplesmente compondo um poema. Eu ainda não tinha chegado nessas terras! Dom Marcelo Romano, então Administrador Diocesano, autorizou a realização do Festival.

Os anos passaram e, com a Graça do Bom Deus, chegamos à sexta edição do Festival! Com isso novos músicos, cantores e instrumentistas foram surgindo. O Festival foi tomando corpo e passou a ser um dos eventos mais aguardados na região. Músicos e cantores de muitos lugares, de perto e de longe, das Minas Gerais e dos outros estados, têm marcado a sua presença ao longo destes seis anos. E a cada ano uma novidade. Os mais diferentes gêneros musicais vão marcando a sua presença na música Gospel, de modo que os expectadores e os ouvintes que acompanham pelas ondas do rádio têm a oportunidade de conhecer o diferente. É um acento Soul ou Rock, Rap ou Samba, Axé ou MPB, Pop ou Forró. É a música moderna e contemporânea a serviço dos Louvores a Deus! Certamente, nosso Deus está muito feliz vendo tantos filhos Seus colocando em prática um dom tão precioso dado por Ele, que é cantar ou tocar um instrumento. Desejo ver também, quem sabe no próximo ano, um lírico ou um erudito, uma early music ou uma música étnica. Novos talentos virão por aí! Fiquemos na torcida, motivando e incentivando o novo!

O Festival da Música Cristã traz outro elemento igualmente importante, que é o Ecumenismo. As mais diversas Igrejas Cristãs se fazem presentes para prestigiar os seus talentos que vêm cheios de fervor e fé para louvar a Deus e o Seu Filho Jesus Cristo. Os nossos irmãos Pastores e seus fiéis evangélicos já deixaram e continuam deixando registrada a sua marca. São sempre bem-vindos! Seja a música e o louvor a nos unir cada vez mais, de modo especial neste ano que fazemos memória dos 500 anos da Reforma Protestante; oportunidade que temos para rever a história, refletindo os erros e os acertos, sempre em busca da unidade.

No Festival da Música Cristã o grande vencedor é o Deus Trindade e a Bem-Aventurada Virgem, Mãe de Jesus Cristo! Vencedores são todos os que se apresentaram no espaço da nossa Igreja Catedral! Vitoriosa é a música, como instrumento de louvor! Sabemos que muitos ficam tristes porque não foram contemplados com a vitória. Todos que se apresentaram são vencedores! Deus viu o seu esforço e sua dedicação! Parabéns! Parabéns e gratidão à Pascom, à Radio Vida Nova FM, aos Patrocinadores e Organizadores, às Paróquias e seus Párocos e à nossa Querida Diocese de Guanhães!  Deus abençoe a todos!

 

+ Dom Jeremias Antonio de Jesus

Bispo Diocesano

Padre Saint Clair, um dos criadores e incentivador do Festival.

Dom Jeremias, bispo diocesano de Guanhães.

“Família, luz para vida em sociedade” – Hora da Família 2017

“Família, uma luz para a vida em sociedade” é o tema do subsídio Hora da Família 2017. Neste ano, a reflexão está em sintonia com o impulso da Igreja no Brasil para que seja percebida a importância das ações dos cristãos leigos e leigas na sociedade. O material, preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), propõe os sete encontros da Semana Nacional da Família, Leitura Orante da Palavra e celebrações em família. “Desejamos que, ao refletir sobre os sete temas propostos, nossas famílias cresçam na harmonia e na disposição de Servir melhor a Deus sendo realmente uma luz para a sociedade”, espera o assessor nacional da Comissão para a Vida e Família da CNBB e secretário executivo da CNPF, padre Jorge Alves Filho. Os encontros para a Semana Nacional da Família, que neste ano será de 13 a 19 de agosto, são compostos de orações, cantos, momentos de escuta da Palavra de Deus e de partilha. Em cada um destes, a reflexão da temática é direcionada a partir de textos bíblicos, de trechos de documentos do Magistério da Igreja e de pequenas histórias.

Entre os documentos da Igreja dos quais os trechos foram extraídos, estão as exortações apostólicas Amoris Laetitia – sobre o amor na família, do papa Francisco, e Familiaris Consortio, de São João Paulo II; o Documento de Aparecida; o Catecismo; e o Documento 105 da CNBB “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – sal da terra e luz do mundo”.

A intenção, de acordo com padre Jorge, é que as famílias se tornem promotoras da transformação da sociedade em lugar de justiça, fraternidade e paz.

Este ano, como compromisso de fé, amor e missão, as famílias poderão consagrar sua casa à Sagrada Família de Nazaré.

 

Novidades

Neste ano, além dos tradicionais encontros celebrativos para o Dia das Mães e o Dia dos Pais, o subsídio Hora da Família apresenta uma sugestão de Leitura Orante com o tema “Valor e virtude do amor”, a partir do texto bíblico contido em I Coríntios, capítulo 13. Outra novidade é a Consagração à Sagrada Família, ao final da celebração da Sagrada Família, que deve ser feita no dia 31 de dezembro. Para este momento, as famílias poderão utilizar o encarte com a imagem da Sagrada Família para consagração da casa como compromisso de fé, amor e missão.

 

Como adquirir

PROCURE NO ESCRITÓRIO PAROQUIAL DE SUA CIDADE E PARTICIPE!

 

Baseado em: www.cnpf.org.br

Editorial: “Cantar é próprio de quem ama”

Fechando o mês de julho com chave de ouro, pudemos desfrutar de mais um “Festival da Música Cristã”, que além de reconhecer e valorizar os talentos musicais, estimula novos talentos, a criação e difusão da música cristã, como também a integração das igrejas cristãs na missão de evangelizar por meio da arte.

A História de todos os homens e de todos os tempos mostra que sempre se associou a ideia de culto à música. Desde os antigos pagãos até às religiões mais modernas, se viu na música algo de muito natural nas manifestações religiosas e ao mesmo tempo algo de tão acima do espírito humano, que colabora para o contato com a divindade.

O homem é religioso e a música facilita o seu contato com o Divino. No Antigo Testamento, como também no Novo Testamento, verifica-se em muitas passagens que a música é a expressão mais natural e espontânea para as emoções mais sublimes. É também a “linguagem mais adequada” das manifestações religiosas. Talvez por isso o Apóstolo aconselhe os fiéis que se reúnem em assembleia para aguardar a vinda do Senhor a cantarem juntos salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Cl 3, 16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. At 2, 46).

Para Santo Agostinho, “Cantar é próprio de quem ama” (Sermo 336). Enquanto Babel representa a “confusão” – fruto da ânsia em autoafirmação mediante o poder, a arrogância e a soberba (Gn 11,1-9) –, Pentecostes significa comunhão de todos que se entendem a partir de Cristo; é linguagem da unidade e do amor. Por meio do Festival da Música Cristã, a Pastoral da Comunicação na Diocese de Guanhães, unida à Rádio Vida Nova, Paróquias da diocese e tantos outros parceiros, junta comunicação e arte promovendo “a música” que se torna “a linguagem” em que todos se entendem (At 2,8): católicos e evangélicos unidos para o louvor a Deus, aguardando a vinda do Senhor; superando a ideologia doutrinária. “A doutrina une, enquanto a ideologia divide”, disse o papa Francisco na homilia de 19 de maio deste ano, “advertindo contra aqueles que transformam a doutrina em ideologia”, os fanáticos.

Aproveitamos para parabenizar nosso bispo, Dom Jeremias Antônio de Jesus, que celebrou o quinto ano de atividade na missão de pastorear o povo de Deus no território da Diocese de Guanhães.

 

Padre Bruno Costa Ribeiro,

no editorial de Agosto da Folha Diocesana

NOVENA E FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO EM VIRGINÓPOLIS

Dos dias 22 a 30 de junho aconteceu na Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio na cidade de Virginópolis a novena em louvor ao Sagrado Coração de Jesus realizada pelo Apostolado da Oração.

Este ano a novena teve como tema 150 anos do Apostolado da Oração no Brasil, foram dias de benção graça e luz em nossa comunidade, cada dia da novena contamos com a participação dos movimentos e pastorais de nossa paróquia, todos os dias muito animado; Dias festivos em Honra e Louvor ao Sagrado Coração de Jesus.

No sábado dia 1º de julho foi o encerramento do novenário com procissão Luminosa pelas ruas da cidade com cantos e orações, logo após a missa Festiva e coroação da imagem do Sagrado Coração de Jesus; agradecemos ao bom Deus por esta grande oportunidade de unirmos os nossos corações ao coração de Cristo.

“CORAÇÃO SANTO TÚ REINARÁS, TU NOSSO ENCANTO SEMPRE SERÁS”.

Norberto Junior Figueiredo Lacerda

Presidente do Apostolado da Oração de Virginópolis.

 

 

Monsenhor Jacy Diniz Rocha faz profissão de Fé e Juramento de Fidelidade

 

O bispo da Diocese de Guanhães, Dom Jeremias Antonio de Jesus, acolheu a profissão de Fé e o Juramento de monsenhor Jacy Diniz Rocha, eleito bispo de Cáceres. A Missa foi realizada na sexta-feira, 23 de Junho de 2017, às 19 horas, solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

Nosso bispo lembra que este é um momento histórico em que o eleito cumpre aquilo que determina a Igreja antes da sua Ordenação Episcopal. A Profissão de Fé e o Juramento é o momento em que o bispo renova sua pertença a Igreja e jura fidelidade ao pontífice. E Monsenhor Jacy o fez diante de uma multidão de fiéis peregrinos que vieram para o jubileu do Bom Jesus e agora testemunham seu juramento.

A celebração foi realizada no Santuário Bom Jesus de Matosinhos, em Conceição do Mato Dentro e concelebrada por Dom Marcello Romano (Bispo da Diocese de Araçuaí) e padres da Diocese de Guanhães e de outras dioceses.

Inspirado pela solenidade do dia, Dom jeremias lembrou o que disse o profeta: “‘Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração’ (Jr 3,15) – e disse – Deus chama mais um pastor para guiar o seu povo, sua a igreja. Anos atrás era Dom Marcello Romano e agora a diocese de Guanhães envia mais um pastor. É nosso Deus dando pastores segundo o seu coração.”

 

 

230º Jubileu: Deus armou sua tenda entre nós!

 

De 13 a 24 de junho acontece em Conceição do Mato Dentro, Diocese de Guanhães, o 230º Jubileu do Bom Jesus de Matozinhos. Novamente a colina onde está o Santuário estará coberta com centenas de barracas, tendas onde habitarão milhares de romeiros que acorrem anualmente ao Bom Jesus. As ruas estarão repletas de visitantes, vendedores ambulantes, barraqueiros… uma transformação total! O coração da Diocese passa a bater em Conceição; para ali acorrem padres e bispo com um só desejo: ajudar o povo de Deus a encontrar a Palavra, a Eucaristia, a Misericórdia… a Paz!

Essa festa que ultrapassa dois séculos faz-me lembrar a festa judaica de Sucót, a festa das Tendas ou dos Tabernáculos, que acontece em Tishrei, o sétimo mês do calendário hebreu, e está prevista no Levítico (23, 33-36.39-43). Durante oito dias nossos irmãos judeus saem de suas casas e passam a viver nas tendas construídas ao redor da moradia, recordando o tempo da longa travessia do deserto, ocasião em que habitavam em tendas pobres que mostravam o céu. Celebram também, em Sucót, a festa da colheita, e agradecem a Deus os frutos da terra, plantados e colhidos com seu trabalho; agradecem também pela água necessária nos campos, no uso doméstico e no bem-estar em geral. No fim dessa festa, como nos relata o evangelista João, o Bom Jesus disse à assembleia de fiéis: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba; aquele que crê em mim, do seu interior brotarão rios de água viva” (Jo 7, 37-38).

Os romeiros do Bom Jesus, como os judeus na festa das Tendas (sucót), não celebram simplesmente, de maneira rotineira, uma festa do calendário litúrgico, mas colhem, durante as liturgias, as incontáveis bênçãos do céu que se abre sobre os peregrinos e transborda com grande fartura sobre cada um.

O Jubileu do Bom Jesus é a festa mais antiga da Diocese de Guanhães. Começou em 1787, com ordem do Papa Pio VI. Essa festa tem raiz bíblica (Lv 25, 11; Lc 4, 18), e trata-se de um tempo de perdão das dívidas, perdão dos pecados, redistribuição das terras, etc. Tempo de ação de graças!

Quando os judeus, na Festa das Tendas, saem de suas casas confortáveis e passam a residir na tenda, estão a exercitar a humildade, estão a relembrar o quanto a nossa morada na terra é passageira. Os romeiros do Bom Jesus nem sentem o desconforto das barracas, o desnível do chão, o frio, o trabalho que dá para tomar banho. Tudo isso é nada diante da alegria de rever os companheiros de jubileu e, sobretudo, a graça de estar aos pés do Bom Jesus e receber as bênçãos d’Ele.

Durante os oito dias da Festa de Sucót, as ruas de Jerusalém ficam mais iluminadas do que em dias normais. O comércio e todos os setores da cidade entram em clima de festa, na espera das copiosas bênçãos que hão de se derramar do Altíssimo. Durante os onze dias do jubileu do Bom Jesus, as ruas de Conceição do Mato, sobretudo as do entorno do Santuário, se transformam para acolher tanta gente, vinda de tantos lugares diferentes. No último dia, o dia da bênção solene do Jubileu, as incontáveis velas formam um mar de luzes na colina do santuário, feito um extraordinário pentecostes. O cheiro maravilhoso do incenso recorda a presença de Deus Misericordioso a abençoar seus filhos e filhas, lembrando-nos que Ele habitou entre nós. Deus realmente armou sua tenda entre nós (João 1, 1-18).

Pe. Ismar Dias de Matos, sacerdote diocesano, professor de Filosofia e Cultura Religiosa na PUC Minas, em Belo Horizonte. E-mail: p. ismar@pucminas.br

Pastoral Familiar participa de Simpósio em Aparecida

Representantes da Pastoral Familiar da Diocese de Guanhães, acompanhados por algumas famílias, participaram da 9ª Peregrinação e o 7º Simpósio Nacional da Família, em Aparecida/SP, nos dias 27 e 28 de maio.

Neste ano jubilar a Igreja celebra os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba do Sul, e isso inspirou o lema do evento: “No Ano Mariano, a família peregrina para a Casa da Mãe”.

A exortação apostólica pós-sinodal do papa Francisco “Amoris Laetitia – sobre o amor na família” foi apresentado pela doutora Maria Inês de Castro Millen, abordando tal documento sob a ótica feminina.

O presidente da Comissão para a Vida e a Família, Dom João Bosco Barbosa de Sousa (bispo de Osasco) tratou sobre “Família: uma luz para vida em sociedade”, cuja iluminação bíblica foi “Vós sois a Luz do Mundo” (Mt 5, 14).

O padre Antônio Ramos do Prado, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, retomou o tema sobre o acompanhamento de adolescentes e jovens na família à luz do capítulo VII da exortação Amoris Laetitia.

O casal João Bosco Lugnani e Aparecida Eunides Lugnani, que são membros da Pastoral Familiar e foram coordenadores do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF), apresentaram o projeto que desenvolvem no YouTube “Vida, família e fé, em testemunhos”.

Os eventos, 9ª Peregrinação e o 7º Simpósio Nacional, foram realizados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Pe Bruno Costa Ribeiro

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).

Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»

[28 de maio de 2017]

 

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».

A boa notícia

A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.

Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

A confiança na semente do Reino

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

Os horizontes do Espírito

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.

Franciscus

Não há nada mais belo na vida do que casar-se e formar uma família, disse o Papa

Durante a sua visita, na tarde do dia 22 de maio à paróquia São Pedro Damião, em Roma, o Papa Francisco respondeu perguntas que alguns catequisandos fizeram durante um encontro e afirmou que “não há nada mais belo na vida do que casar-se e formar uma família”.

“O que as crianças podem fazer para salvar o mundo? Como descobriu a sua vocação sacerdotal? O que podemos fazer para seguir melhor a Jesus? Qual esporte praticava aos 11 anos?”, foram as perguntas que lhe fizeram.

Francisco assegurou em uma das suas respostas que “na vida é muito belo casar-se, é lindo. É belo ter uma família, um pai e uma mãe, avós, tios… É lindo, é uma graça. E cada um de vocês tem pais, avós, tios, têm uma família. Aplaudamos todos eles. Seus pais se sacrificaram por vocês, para ajudá-los a crescer, e isso é algo bonito, é uma vocação: formar uma família”.

Mas “também há outra vocação: ser freira ou sacerdote”, acrescentou. “Eu tinha 16 anos e senti que o Senhor queria que eu fosse sacerdote. E aqui estou! Sou sacerdote. Esta é a resposta. Uma pessoa sente no seu coração: quando um menino sente no coração simpatia e depois essa simpatia continua, e sente amor por uma menina e logo ficam noivos e se casam, assim sente no coração quando o Senhor lhe diz: ‘Deve seguir em frente no caminho para ser sacerdote’. E foi assim que eu senti. Como se sentem as coisas belas da vida”.

O Papa também disse às crianças que “cada um de nós tem um lugar na vida”. “Jesus quer que alguns se casem, que formem uma família, e que outros sejam sacerdotes ou religiosas… Mas todas as pessoas tem um caminho na vida”.

“E para a maioria é que sejam como vocês, como seus pais: fiéis leigos que formam uma bela família, que cuidam dos seus filhos, que os ajudam a crescer na fé. Eu estava em uma família: com cinco irmãos felizes. Meu pai trabalhava, quando chegava do trabalho, nós brincávamos. Uma vez brincamos de se jogar com o guarda-chuva do balcão para brincar de paraquedas. Meu irmão está vivo por milagre”.

“Estas brincadeiras são perigosas. Mas éramos felizes. Mamãe e papai nos ajudavam a seguir em frente, na escola, e também se preocupavam conosco”, comentou.

Francisco continuou respondendo as perguntas das crianças e disse: “O mundo é grande”. “Um menino, uma menina, podem ajudar na salvação do mundo?”.

É possível ajudar o mundo “respeitando as pessoas, também aquelas que não gostam de nós, e se alguém me fez mal, o que devo fazer?”. “Também devemos respeitá-los. E brincar direito também ajuda a salvar o mundo, porque a alegria ajuda Jesus a salvar o mundo”, respondeu.

“Quando eu tinha a tua idade, (11 anos), jogava futebol. Mas, eu não era muito bom jogando futebol, e entre nós, aqueles que não jogam bem eram chamados de ‘perna de pau’. Eu era um ‘perna de pau’ e, por isso, frequentemente era escalado para ficar no gol, para não precisar me mexer: era o meu papel”.

 

Fonte: http://www.acidigital.com/

Conselho de leigos e leigas?

“O que faz? O que faz? O que é? Quem pode participar?”

Leigos e leigas formam a grande parcela de cristãos que são chamados a viver a missão da Igreja na família e no meio do mundo. É para aprofundar sua vocação e missão na Igreja que lhe é destinada e também para entender melhor a sua identidade, o que é ser leigo, que os cristãos leigos e leigas se organizam em Conselho.

Os Conselhos de Leigos são organismos que buscam integrar os leigos e leigas dos movimentos, das pastorais, associações, inclusive os leigos e leigas que integram a organismos eclesiais (Políticos, profissionais liberais, intelectuais), daqueles que vivem sua vida comunitária numa paróquia ou comunidade, e dos que vivem sua fé cristã inseridos nas atividades da sociedade.

Os Conselhos de Leigos devem constituir-se como “sinal de comunhão e unidade”, “espaço de serviço”. Portanto, já na sua criação deve-se ter presente a importância do “acolhimento” a todos os segmentos leigos. Os Conselhos de leigos devem ser espaço para se trabalhar nossas diferenças, na busca do que temos em comum para o benefício de toda a Igreja.

A criação de um Conselho de Leigos e Leigas se dá de diversas formas, seja pela iniciativa do bispo diocesano, ou ainda pela disposição dos próprios leigos e leigas, que sentem a necessidade de se articularem para assim cumprir com mais eficácia sua missão batismal.  Fonte: CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil.

Na Diocese de Guanhães, a iniciativa de se articular a criação do CONSELHO DIOCESANO DE LEIGOS partiu de dom Jeremias Antônio de Jesus, bispo diocesano.

De 21 a 23 de abril próximo, leigos e leigas da diocese participarão da Assembleia Geral Ordinária, convocada pela presidência do CNLB-Regional Leste II, em Teófilo Otoni. A Assembleia e Encontro têm como tema “Leigos e Leigas nos tempos de Francisco” e o lema “Somos chamados a cuidar da Casa Comum” e possuem os seguintes objetivos: a) Celebrar a caminhada do CNLB Regional Leste II e; b) Aprofundar o estudo e propor formas de atuação na Igreja e na sociedade dentro da perspectiva da Ecologia integral: as relações com Deus, com o próximo e com a Terra.

(Continua nas próximas edições)

Equipe de Articulação para a criação do Conselho Diocesano dos Leigos da Diocese de Guanhães.

Encontro com os colaboradores das paróquias da diocese de Guanhães

Todos os anos, acontece  o encontro formativo para os colaboradores das paróquias da diocese de Guanhães. Vários funcionários das paróquias (entre eles, zeladores, cozinheiras, secretárias) e também alguns presbíteros estiveram presentes nas dependências da PUC – Campus Guanhães, na manhã do dia 23 de maio, para esse momento de aprendizado, atualização e confraternização. O coordenador de pastoral da diocese, Pe. José Aparecido dos Santos, acolheu a todos e, em seguida, iniciaram-se as atividades com a oração.

Os advogados Maria Betânia Bicalho e Walter Machado Júnior deram suporte jurídico com algumas orientações e esclarecimentos sobre direitos e deveres trabalhistas. Em um segundo momento, os colaboradores se reuniram com os demais que atuam no mesmo campo de trabalho, todos aqueles que no dia a dia da comunidade paroquial se dedicam para que o projeto de Deus aconteça em plenitude, afinal, todos os funcionários de nossas paróquias são também corresponsáveis para que a boa nova de Jesus seja proclamada.

Embora a Igreja tenha seu caráter divino – esclarecem os advogados – cumpre sua missão dentro da realidade em que está inserida. Podemos falar da Igreja também naquilo que tange o ambiente civil. Sendo assim, ela também tem o seu caráter de empresa e deve se comportar como tal quanto aos direitos dos trabalhadores, patrimônio, assim como deve exigir qualidade dos serviços. “Igreja é quase como uma multinacional, pois está presente também no mundo inteiro”. Faz-se necessária uma organização patrimonial e estrutural para oferecer um serviço de qualidade a todos que a procuram.

Agradecemos a todos os funcionários de nossas paróquias que, com sua dedicação e boa vontade, ajudam a anunciar a boa nova de Jesus.

 

Seminarista Daniel Bueno Borges

Formação Permanente do Clero de Guanhães

O clero da diocese de Guanhães se reuniu na sala da catedral para mais uma etapa da formação permanente.  Para isso a Pastoral Presbiteral da diocese de Guanhães convidou o professor psicólogo Willian Cesar Castilho Pereira para ministra o estudo.

Entre os temas abordados ele destaca “A Fecundidade da Solidão”. O assessor lembra que “a maturidade é demonstrada a partir da experiência de solidão. Ou seja, os maduros sabem administrar a solidão sem cair no extremo do isolamento”.

Conforme o professor, a solidão pode ser algo positivo como “lugar onde se busca a sanidade mental”. É na solidão (deserto) que se encontra Deus. No entanto, assim como se deve ter momentos fortes de solidão também é indispensável momentos fortes de convivência fortalecendo os vínculos de amizade – aqui o professor lembra o que diz o filósofo francês Alain Badiou sobre o amor e a convivência, combatendo toda frieza, toda indiferença, todo isolamento. O psicólogo convidado também partilha um texto de Vinícius de Moraes:

“A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.”

O encontro teve início no dia 16 de maio e finaliza no dia 17 do mesmo mês.

 

Carta do representante dos presbíteros ao monsenhor Jacy Diniz Rocha, bispo eleito de Cáceres – MT

 

Carta do representante dos presbíteros ao monsenhor Jacy Diniz Rocha, bispo eleito de Cáceres – MT

É com alegria que saudamos o monsenhor Jacy Diniz Rocha, bispo eleito de São Luiz de Cáceres – MT. Queremos reafirmar nossa alegria de saber que do meio de nosso clero o Senhor Deus, através do Santo Padre, o papa Francisco, o escolheu para ser pai e pastor dessa porção do povo de Deus.

Nós do presbitério do Guanhães nos alegramos com o senhor.

Sabemos das exigências e dificuldades da nova missão, mas sabemos também de suas potencialidades e que o bom Deus continuará sendo o auxílio necessário para um bom pastoreio. Sentimos-nos meio que tristes por vê-lo partir para tão longe e saber que não estará mais em nosso convívio diário, mas ao mesmo tempo nos sentimos felizes porque o senhor está indo para cumprir a vontade de nosso Deus sanando as necessidades de nossa Igreja. Sentimos-nos contentes ainda por saber que fizemos parte de sua história.

Mons. Jacy, em nome do presbitério de Guanhães, desejamos ao senhor muita fecundidade no desenvolvimento de seu ministério episcopal! Que o senhor possa conduzir as ovelhas que lhes foram confiadas sempre a partir do olhar e do coração do Bom Pastor, o Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que Deus continue lhe abençoando. Conte sempre com nossas orações.

 

Rio Vermelho, 13 de maio de 2017

 

Pe. Salomão Rafael Gomes Neto

Representante dos presbíteros da diocese de Guanhães

 

POR QUE A CAVALGADA DO JUBILEU SERÁ NO SÁBADO NESTE ANO?

 

Está aproximando o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e muitos já se organizam para participar deste grande evento regional, através do qual os romeiros manifestam a sua fé e a sua piedade. Nesse período, há muitos anos, diversas pessoas saem de longe e vêm montados em seus cavalos para participar da tradicional cavalgada do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Não é um evento organizado pela Igreja, mas que, inevitavelmente, envolve a Igreja.

Neste ano foi feita uma mudança, a título de EXPERIÊNCIA, na tentativa de atender muitos romeiros que solicitaram mais celebrações no domingo. Tendo em vista que muita gente vem e volta no mesmo dia, e muitos aproveitam final de semana e feriado para fazer isso, e que os devotos do Bom Jesus vêm ao Jubileu em busca de confissões e da participação em pelo menos uma missa; Levando em conta que muitos não conseguem chegar a tempo de participar da missa das 10 horas e que não podem esperar a missa das 19 horas, e que, devido à cavalgada, não é possível colocar outra celebração no santuário nesse intervalo; Considerando que o número de padres para atendimento de confissões no domingo ainda é pequeno para a quantidade de penitentes, foi grande a solicitação de que fosse feita essa mudança a título de experiência.

É compreensível que haja reclamações da parte de muitos, pois toda mudança causa descontentamento. Porém, é necessário a compreensão de que a administração do santuário fica no meio de um fogo cruzado e, para tomar decisões, sempre com o parecer de seu conselho, precisa colocar na balança o que mais pesa a cerca do que deveria ser prioridade dentro do quesito RELIGIOSO, tendo em vista que o Jubileu é essencialmente religioso.

Em se tratando de cavalgada, tem gente que liga pedindo a cavalgada no sábado e tem gente que a quer no domingo; tem gente que liga pedindo para ser mais cedo e tem gente que a quer mais tarde… A verdade é que sempre haverá grupos descontentes com qualquer iniciativa, o que piora quando equipes organizadoras e outros grupos acabam incentivando o descontentamento coletivo.

A Igreja precisa organizar a sua vida e é possível atender a todos dentro das possibilidades, desde que o essencial não seja prejudicado e que as perdas não sejam sempre unilaterais. Em se tratando de eventos deste naipe o religioso é sempre reprimido em nome do cultural, ao passo que poderia caminhar juntos. Jamais chegou aqui neste santuário uma única comitiva que voltasse sem a bênção de um padre ou diácono, independente do dia que chegasse. Mas, é necessário organizar a bênção do movimento maior.

Neste ano o Jubileu tem apenas um domingo, seguido de um feriado prolongado, o que nos leva a entender que existe grande possibilidade de um número muito maior de pessoas no final de semana. Cada ano que passa o número de cavaleiros e amazonas aumenta. O espaço do santuário é particular, não público, o que implica que, se acontece algum acidente a Igreja acaba sofrendo as consequências por algo pelo qual ela não tem responsabilidade. Portanto, é preciso tomar todo cuidado possível, tendo em vista que esta paróquia tem problemas demais oriundos de decisões tomadas no passado sem pensar nas possíveis consequências.

Concluindo, após seis reuniões realizadas no ano passado, levando em conta que a experiência seria feita no ano passado, após ouvir diversos romeiros no último jubileu sobre o que eles esperam desse evento, levando em conta que neste ano o Jubileu tem apenas um domingo e que neste é preciso colocar mais celebraçõesNESTE ANO A CAVALGADA SERÁ NO SÁBADO DIA 17 DE JUNHO. Isso não quer dizer que seja algo definitivo. Será uma EXPERIÊNCIA a ser avaliada a posteriori, a partir da experiência. Se será algo bom ou ruim só se saberá depois que for feita a experiência. Para o próximo ano a própria Igreja, como responsável pela programação de qualquer evento religioso católico, pode chegar à conclusão de que foi uma experiência negativa. Ou, pelo contrário, os próprios cavaleiros e amazonas, que estiverem com a mente desprovida de preconceitos, podem chegar à conclusão de que foi uma coisa positiva. Em todos os casos, só se saberá se será bom ou ruim após a EXPERIÊNCIA.

O VERDADEIRO DEVOTO DO SENHOR BOM JESUS SABERÁ COMPREENDER QUE A IGREJA ESTÁ EM BUSCA DE ACERTAR.

 

Pe João Evangelista dos Santos

reitor do Santuário Bom Jesus

 

 

 

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