ADVENTO: Tempo de espera

As primeiras comunidades, como testemunha o Apocalipse, tinham uma oração muito curta que expressa bem o desejo do seu coração: Maranatha! Vem, Senhor Jesus! (Ap 22,20). Infelizmente, depois, foi se perdendo e esvaziando este desejo de espera.

Seríamos muito pobres se reduzíssemos o Advento, simplesmente, a um tempo de preparação para a festa do Natal. O Advento é baseado na espera da vinda do Reino e a nossa atitude básica é acender e renovar em nós este desejo e este ânimo.

Num tempo marcado pelo consumo, é preciso que afirmemos profeticamente a esperança no âmbito pessoal, intensificando o desejo do coração e retomando o sentido da vida. Mas as esperanças são também coletivas: é o sonho do povo por justiça e paz – “as espadas transformadas em arado e as lanças, em podadeiras” (Is 2,4). E são também cósmicas: “a criação geme e sofre em dores de parto até agora e nós também gememos em nosso íntimo esperando a libertação” (Rm 8,18-23).

                “O melhor da festa é esperar por ela”, diz um ditado popular. A espera e a preparação de um acontecimento são, do ponto de vista humano, tão importantes quanto este evento.

Pe Hermes Firmiano Pedro

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